Radar de Notícias Final de semana 26 e 27 de fevereiro de 2011 Arquivo com as principais notícias do meio político, publicadas na imprensa

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1 Radar de Notícias Final de semana 26 e 27 de fevereiro de 2011 Arquivo com as principais notícias do meio político, publicadas na imprensa DOMINGO Diário Catarinense Informe Político COM A BOLA TODA O governador Raimundo Colombo fez pose de goleiro experiente no jogo de futebol suíço entre o Executivo e o Ministério Público. Colombo, reconhecido como um grande arqueiro de futsal, muda de posição no governo e encara o ataque para administrar a máquina pública. Acompanhado de Filipe Mello (Planejamento), Derly da Anunciação (Comunicação), Milton Martini (Administração), César Grubba (Segurança Pública), major Márcio Luiz Alves (diretor da Defesa Civil), Nelson Serpa (procurador-geral do Estado) e do fiel escudeiro José Carlos Oneda (diretor econômicofinanceiro da Celesc Distribuição), Colombo só não poderá utilizar a máxima futebolística de que em time que está ganhando não se mexe. A equipe dele perdeu por 5 a 2. Melhor para o procurador-geral de Justiça, Gercino Gomes Neto, e para o presidente da ACMP, promotor Andrei Cunha de Amorim, que armou a pelada. Parlatório Leonel Pavan governo de Raimundo Colombo? Presidente estadual do PSDB, aos poucos o ex-governador Leonel Pavan retoma o espaço na cena política estadual. Depois de passar ao largo nas indicações do partido para as secretarias centrais e estaduais e outros cargos na administração de Raimundo Colombo, retomou os contatos com o vice Eduardo Pinho Moreira, do PMDB, para tratar de negociações para alianças em Qual sua avaliação sobre o início do Leonel Pavan Mesmo sendo um governo de continuidade, é natural que haja mudanças. Está indo bem. O Raimundo Colombo está cumprindo os compromissos que existiam antes. A segurança pública e a saúde enfrentam crises, são heranças da sua administração?

2 2 Pavan São duas pastas difíceis, em que o trabalho nunca termina. A população aumenta e a cobrança aumenta. É inegável que o Luiz Henrique fez bastante e eu fiz muito em nove meses. Entregamos presídios, aumentamos vagas, fizemos concurso e compramos equipamentos. Muita coisa se apressou para entregar porque o governo corria o risco de sofrer penalidades que seriam executadas pelo Judiciário, no caso do Presídio de Itajaí. E a saúde? Pavan Eu participei de inaugurações, semanalmente, de obras entregues na saúde: hospitais, equipamentos de alta tecnologia, como no Hospital Regional de São Miguel do Oeste. Lá, o Estado passou para uma entidade, São Camilo, reconhecida mundialmente. Optamos pela parceria porque não tínhamos como tocar. Nós entregamos o prédio e não o funcionamento do hospital. E a entidade precisa se adaptar. O senhor mantém a vida política no PSDB? Pavan Eu faço reuniões semanais no partido. Mesmo as decisões que poderiam ser tomadas pelo presidente, sem consulta, eu levo para debate dentro do diretório. Tem hora que os debates são tão acalorados que, em um deles, eu quebrei dois dedos da minha mão. O episódio com o deputado Marcos Vieira está superado? Pavan O Marcos Vieira me procurou. Veio se desculpar, dizendo do carinho e admiração que tem por mim. Ele ajudou, junto comigo, a construir o partido e disse que o que ocorreu não deverá se repetir nunca mais. Então Marcos Vieira e Leonel Pavan não vão bater chapa na convenção do PSDB? Pavan Eu acho que não vamos. Se precisar da disputa, não haverá problema nenhum. Eu não defini a minha candidatura totalmente. Vou cumprir, a rigor, até o último dia deste mandato. Como o PSDB observa a crise no parceiro Democratas? Pavan Eu tenho acompanhado mais a do PSDB. Havia um conflito entre o José Serra e o Sérgio Guerra, que já está resolvido. Guerra é meu candidato para continuar na presidência. Quanto ao DEM, exceto por opiniões individuais, o PSDB comenta, mas não opina. O PSDB receberia quem saísse do DEM? Pavan Em Brasília, debatemos as questões em cada Estado sobre estas possíveis adesões. Em Santa Catarina, não teríamos nenhum problema em aceitar pessoas de outras legendas, não só do DEM. Até porque muitos dos nossos foram para outras siglas. Não acredito que isso vá acontecer no DEM. A votação do salário mínimo indica que a oposição acabou? Pavan Olha, o PT tem dado uma lição de como arregimentar votos e simpatias. Neste caso, o discurso ideológico é o que menos serve para o PT. O discurso fica para a propaganda eleitoral. Na prática, o que vale é o interesse do governo. O PSDB foi coerente com o que defendeu no palanque (R$ 600). A volta da CPMF Todos os alertas soaram no Palácio do Planalto para resolver a alardeada falta de recursos para a saúde, a partir do segundo semestre deste ano. Ato contínuo, retorna com força a possibilidade de recriação da CPMF ou imposto sobre o cheque, tido como o mais amplo e democrático dos tributos pelos seus defensores, e como a mais nefasta manifestação da ampliação da carga tributária no país pelos que abominam a ideia.

3 3 O ritmo patrolístico que se estabeleceu na base governista a partir da votação do valor do salário mínimo não assegura, por enquanto, que o imposto retorne, mesmo que maquiado de Contribuição Social da Saúde (CSS). A deputada federal Luci Choinacki (PT) explica que a bancada de seu partido ainda aguarda um encontro com o ministro Alexandre Padilha para debater o tema. Explica que os recursos são necessários, mas os petistas não decidiram como fazer. O colega Esperidião Amin (PP), que já fazia a defesa do retorno da CPMF durante a campanha à Câmara, entende que o imposto, apesar de cumulativo, é menos nocivo para a economia do que cobrar tributos sobre o faturamento das empresas, sobre a folha de pagamento e os seus encargos sociais. Admite que teve gente que não votou nele por conta da manifestação. Amin acredita que poderia ser rediscutido, por exemplo, o Cofins criado para financiar a seguridade social, o que inclui a saúde, que incide sobre o faturamento. Uma figura anticapitalista, na opinião do deputado pepista. Os oposicionistas fazem coro contra o retorno da medida. Um deles, em particular, o deputado federal Paulo Bornhausen (DEM), que encabeçou a luta pela extinção do imposto na campanha Xô, CPMF!, não acredita que a ideia tenha eco no Congresso, pelo menos em curto espaço de tempo. Considera que há um longo caminho até se concretizar a ressurreição do tributo e vê que o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medida adotada pelo governo para compensar a perda da CPMF, já salga o bolso do contribuinte. O senador Paulo Bauer (PSDB) declara que é contra a criação de qualquer novo imposto. E faz uma sugestão: Por que não se aumenta o imposto sobre os cigarros e as bebidas alcoólicas ou até se regulamenta os bingos, o jogo no Brasil, com pesadas cargas tributárias e destina-se a maior parte da arrecadação à saúde? Pelo sim, pelo não, algo está sendo urdido. A presidente Dilma Rousseff diz que não, mas o argumento de aporte para um dos setores mais nevrálgicos do setor público ganhará adeptos dentro de uma maioria esmagadora no Congresso. Só resta dizer sim. Quanto custa? Para o contribuinte saber o que irá pesar no seu bolso, caso a CMPF seja reeditada, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário fez um estudo e concluiu que, se cobrada à base dos 0,38% de desconto de qualquer operação bancária, como quando foi extinta, a arrecadação do imposto chegaria aos R$ 65 bilhões por ano. Para o consumidor per capita, significaria aumentar a carga anual de R$ 6,7 mil para R$ 7,035 mil. Com estes valores, as afirmações do Palácio do Planalto de que não se pensa mais no assunto irão por água baixo logo. Não se esqueça que o governo federal apertou o cinto por conta de problemas de caixa. Contraponto O deputado estadual Marcos Vieira (PSDB), que mantém o nome à disposição para concorrer à presidência do tucanato, confirmou à coluna que, de fato, a conversa com Pavan aconteceu, na semana passada, após a reunião da executiva estadual. Mas disse que não se desculpou sobre o episódio dos dedos quebrados do exgovernador, apenas pediu unidade e que o episódio não deve se repetir entre lideranças do primeiro time da sigla.. Não posso pedir desculpas por algo que não cometi. Simplesmente conversei afirmou Vieira, para quem deve existir o compromisso de que o derrotado na disputa ao comando dos tucanos catarinenses, em abril, deve seguir o vencedor. A CPMF não é a pior, mas pode substituir coisa pior. É inteligência acima do preconceito. ESPERIDIÃO AMIN, deputado federal do PP. Informe Econômico

4 4 Mobilização para simplificar impostos Um sistema tributário mais simples, associado a gastos públicos equilibrados, pode viabilizar um ciclo de crescimento econômico com maior renda para todos e Produto Interno Bruto (PIB) superior a R$ 10 trilhões daqui a 20 anos. É por isso que trabalha o Movimento Brasil Eficiente (MBE), que tem entre os coordenadores o economista Paulo Rabello de Castro, presidente do Instituto Atlântico, e o presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Carlos Schneider. O movimento já tem apoio de mais de 80 entidades do país e começa a ganhar a adesão de centrais sindicais. Isto porque os trabalhadores com renda de até três salários mínimos são os que mais pagam impostos. Cerca de 50% do que recebem são gastos com tributos indiretos. A proposta do MBE prevê reforma para reduzir a carga tributária para 30% do PIB em 10 anos e criar ambiente econômico para crescimento sustentado de 6% ao ano. Para que a classe política seja convencida de que é preciso fazer uma reforma tributária, uma das propostas é mobilizar a sociedade. A coluna acompanhou seminário do movimento, quinta-feira, no jornal O Globo, no Rio de Janeiro, onde entrevistou o economista Paulo Rabello de Castro. Por que é importante que a população vá para as ruas defender a simplificação tributária? Paulo Rabello de Castro Porque o imposto é a arma da cidadania. É através dele que construímos um Estado, seja o brasileiro, inglês ou o norte-americano. É o imposto que financia a ordem política e a ordem social. O mau imposto financia a desordem, e, portanto, qualquer cidadão tem que estar preocupado com o seu imposto, assim como um proprietário de um prédio participa na taxa de condomínio, elege o síndico e deve participar do processo político do condomínio. O imposto é o condomínio maior, e o mau imposto é a má cidadania. Nesse sentido, ir às ruas para denunciar o manicômio tributário brasileiro, esse verdadeiro hospício de impostos e contribuições que enfrentamos, é importantíssimo nesse momento em que estamos buscando, também, a reforma política. Acho que a reforma política e a simplificação tributária são as duas faces de uma mesma moeda. Qual é a proposta de reforma do Movimento Brasil Eficiente? Rabello O objetivo final da nossa proposta é ver o Brasil crescer mais. Só que ele não cresce de graça. Só pode crescer por meio de mais investimento e produtividade, e isso será trazido através da simplificação tributária. A melhor maneira de a gente fazer o país saltar de uma média de 4% de crescimento do PIB ao ano para 6%, o que duplicaria praticamente a renda dos brasileiros em 10 anos, e daria um Brasil a mais aos brasileiros, quase de graça, em 20 anos, é a simplificação tributária, porque a desordem dos impostos no Brasil é tão grande que arrumar esta casa dará uma sensação de conforto, alívio e transparência, como quando a gente quebrou o processo inflacionário e o Brasil estabilizou a sua moeda. Nesse momento deu um salto. Vamos ver esse mesmo salto acontecer quando nós estabilizarmos as contas públicas, tendo simplicidade tributária, transparência e eficiência nos gastos públicos. Como poderemos ter um Brasil a mais na economia? Rabello Isso representará R$ 3,5 trilhões em 20 anos sobre o que a gente crescer. Estou falando que o Brasil crescerá de qualquer jeito, ele cresce até de noite, mas ele não vai crescer esses trilhões a mais em 20 anos. É muito, muito, muito dinheiro. É praticamente duplicar tudo o que temos hoje. Isso ocorre por causa do salto de produtividade pela melhor organização tributária. O que o MBE sugere para os gastos públicos Rabello A proposta é, nos próximos 10 anos, gradualizar esse processo de redução, como no processo de inflação. Com metas fiscais muito semelhantes às metas de inflação, é uma experiência que o Brasil já teve. Ano

5 5 passado tivemos uma carga tributária superior a 36%, mais o déficit fiscal de 3%, o que dá quase 40%. Estamos propondo que, lá em 2020, esses 40% de carga tributária mais déficit convirjam para 30% de carga tributária com equilíbrio orçamentário. O gasto público continua crescendo, mas de forma mais moderada. Como avalia o sistema tributário brasileiro? Rabello Quando tínhamos inflação alta, em 1994, parecia que estava tudo bem, mas a economia se debilitava a cada momento. O Brasil, junto com a Turquia, foi um dos últimos países do mundo a estabilizar a moeda. Agora, é um dos únicos que não fizeram reforma tributária. A grande maioria dos países desenvolvidos tem sistema tributário muito mais simplificado. Somos um bando de estúpidos metidos a besta porque a gente aceita viver na iniquidade, na disfuncionalidade e na antieconomicidade como se estivéssemos no lugar mais eficiente e financeiramente equilibrado do mundo. E a volta da inflação? Rabello A inflação é o desafio que vai nos ajudar a pensar melhor o sistema de impostos porque ela é uma maneira de tributar. O Brasil é um Jaguar, ou uma Ferrari, mas está superaquecendo por ineficiência da máquina tributária. Na hora que a gente mexer nessa máquina, a gente pode ajudar a controlar a inflação. Paulo Rabello de Castro O economista e professor Paulo Rabello de Castro é um dos coordenadores do Movimento Brasil Eficiente (MBE) e presidente do Instituto Atlântico, voltado ao aperfeiçoamento de políticas públicas. Rabello também é diretor da RC Consultores e presidente da empresa de classificação de risco SR Rating. Junto com o economista Raul Velloso, assina a publicação Panorama Fiscal Brasileiro: Proposta de Ação, na qual é autor do livro Reforma da Reforma: A Estrutura Tributária Dez, Dez, Dez. Os dois livros embasam as propostas do MBE. Rabello estuda o tema há cerca de 20 anos. Também é autor do livro Tributos no Brasil: Auge, Declínio e Reforma, juntamente com o jurista Ives Gandra Martins. Reforma O que realmente pode deflagrar a reforma tributária, na avialação de Paulo Rabello, é uma crise financeira fiscal, que pode ocorrer devido à extrema volatilidade da crise financiera internacional, forçando uma decisão da classe política. Um dos exemplos aparentes do problema tributário brasileiro é a conta de energia elétrica, com 50% de tributos.no entanto você não vê ninguém marchando pra cima da Aneel. Há um conformismo instalado no país. Temos que fazer a nossa praça Tahir afirma o economista. Propostas Entre as ações para alertar a população de que a soma dos impostos pagos é alta demais está uma campanha institucional do Movimento Brasil Eficiente, que começa a ser veiculada em breve na Rede Globo e, depois, vai para outras emissoras. Conforme o presidente da Acij, Carlos Schneider, vai ser lançado um abaixo-assinado para obter mais de 1 milhão de assinaturas e está sendo elaborado o projeto de lei do Brasil Eficiente, que será apresentado ao Congresso. Tributária A proposta de simplificação tributária do MBE prevê, entre outras mudanças, a transformação do ICMS em um imposto nacional compartilhado, a exemplo do Imposto de Valor Agregado de alguns países. O modelo do Canadá é bastante parecido com o sugerido por Paulo Rabello de Castro. Somos um bando de estúpidos metidos a besta porque aceitamos viver na iniquidade como se estivéssemos no lugar mais eficiente do mundo. Paulo Rabello de Castro

6 6 Moacir Pereira Enfim, o mar O novo ano começa com uma boa notícia para todos os que amam o mar, apreciam suas maravilhas, defendem a preservação de suas riquezas e, no entanto, no caso catarinense, continuam frustrados com a mais completa ausência de infraestrutura. A presidente do Serviço do Patrimônio da União (SPU), Alexandra Reschke, assinou a Portaria 24/2011, que regulamenta a instalação de empreendimentos de apoio náutico em todo o litoral brasileiro. SC tem, finalmente, a oportunidade de incentivar o surgimento de equipamentos náuticos. A matéria está regulamentada. Há mais segurança jurídica. A nova legislação estabelece as condições para uso dos terrenos de marinha, a cobrança de taxas e os prérequisitos. Segundo o advogado Tullo Cavallazzi, a regulamentação é moderna e animadora. Estabelece, a rigor, duas exigências para a aprovação dos empreendimentos náuticos: 1. Licença ambiental prévia; 2. Licença municipal que enquadra o projeto nas normas do plano diretor. E, o que é mais importante: fixa prazo de 60 dias para a decisão da autoridade do SPU. Para que se tenha ideia da importância desta portaria, Santa Catarina perdeu, há anos, um investimento milionário na Capital. O empresário português Miguel Rodrigues, do poderoso grupo Temple, aqui esteve várias vezes para tratar da construção de uma marina na Baía Sul. Chegou a mostrar seus empreendimentos com marinas, belos resorts com campos de golfe, na região do Algarve. EMPACOU O projeto catarinense não andou porque o requerimento submetido ao SPU de Florianópolis ficou engavetado. Não havia legislação sobre a matéria. Resultado: o grupo Temple está investindo no coração da esplêndida Costa Verde, em Magaratiba, mais de R$ 150 milhões no Rio Marina Resort. Com entusiásticos aplausos da comunidade local. A cegueira política e o radicalismo ideológico de alguns vêm retardando, há décadas, o desenvolvimento náutico do litoral catarinense. Um atraso que feriu mortalmente qualquer plano de transporte marítimo para melhorar a mobilidade urbana. Por falta de equipamentos, a população simplesmente não adquiriu o hábito de desfrutar do mar. Senão nas praias, poucos conhecem as excepcionais riquezas deste colar de joias a decorar a Ilha de Santa Catarina e criou-se a falsa ideia de que barcos representam lazer só de rico. Não sabem que até a turma do Bolsa-Família está fazendo cruzeiro no Brasil. A prova mais contundente sobre os benefícios destes equipamentos está na Marina Tedesco, de Balneário Camboriú, moderna, ecológica e de alta qualidade. Obra inovadora do empresário Júlio Tedesco, com apoio político da cidade, deu outro brilho à praia, valorizou os imóveis e gerou incontáveis empregos para marinheiros, técnicos, decoradores e inúmeras atividades convocadas para os eventos que ali se realizam. Santa Catarina conta, hoje, com uma das mais modernas indústrias náuticas do Brasil na fabricação de embarcações de passeio. A Schaefer Yachts, do empresário Márcio Schaefer, conquistou o mercado pela inovação e pela qualidade, vendendo unidades para todo o Brasil e exportando para vários países. A italiana Azimuth instalou-se em Itajaí. A cada ano surge uma nova fábrica aqui no Estado, a enriquecer este mercado. O que falta é infraestrutura. No verão, nossas praias e baías viram cartões-postais, com veleiros e barcos cruzando os mares. No inverno é um apagão, porque restaurantes, bares e hotéis da orla não têm sequer trapiches para atracar. Nossas origens estão nas baleeiras, nas canoas, nos batelões, nas bateiras e nos veleiros. Sopram novos ventos e surgem novas luzes. Que seja o início de uma era que já chega muito tarde a Santa Catarina. Visor CONSEGS ESTÃO MAIS ATUANTES

7 7 Na edição de sexta-feira, este Visor publicou a informação de que grande parte dos Conselhos de Segurança (Consegs) agonizava no Estado, segundo o advogado Valdir Andrade, presidente da Federação dos conselhos (Feconseg). A nota provocou manifestações de voluntários de várias regiões do Estado, que há anos trabalham pelo desenvolvimento do conceito de polícia comunitária, questionando a representatividade da suposta entidade catarinense. *** O tenente-coronel da PM, Luiz Ricardo Duarte, presidente da Comissão de Polícia Comunitária da Secretaria de Segurança Pública, é categórico. O Estado possui 324 conselhos registrados em 160 municípios, sendo que menos de 20% não estariam se reunindo periodicamente. Tudo registrado em ata, conforme prevê o estatuto. Os demais não só atuam como são referências. O resto é interesse financeiro e político de quem pretende desestabilizar o trabalho dos Consegs, diz Duarte. SC Planalto Tucanos e o inferno astral Aeleição à presidência do PSDB no Estado não será pacífica. Candidato natural, Leonel Pavan já enfrenta resistências dentro do próprio partido. O descontentamento é tamanho que uma outra chapa já está sendo desenhada para ser apresentada até abril. A falta de interlocução do ex-governador com o atual governo e o distanciamento da cúpula nacional são os argumentos utilizados pelo fogo-amigo. Também virou motivo de insatisfação o fato de Pavan ter aproveitado o programa de TV da legenda para brilhar sozinho. O impasse no Estado é, inclusive, motivo de comentários nos plenários do Congresso. Sem rumo e fragilizada pelas guerras internas, a oposição demora a se organizar na Câmara e no Senado. Juarez Carneiro, Acélio e Edinho no debate sobre a reforma tributária Equação Apesar do assédio do PMDB, ninguém acredita, em Brasília, que Raimundo Colombo vai desembarcar do DEM para ingressar no partido a ser fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Todo mundo sabe que a legenda de ocasião é uma ponte para Kassab chegar ao PSB, aliado do governo Dilma. Impossível é enxergar Colombo e por associação, os Bornhausen alinhados ao PT. Ponto de encontro Mesmo sem chances de sair do papel, a reforma tributária está sendo debatida dentro do PMDB. Responsável pelos trabalhos, o deputado Edinho Bez convidou o presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Juarez Domingues Carneiro, para explicar o complicado sistema de tributação. O secretário de Articulação Nacional, Acélio Casagrande, também foi ao encontro. Coragem? Nada pior para um parlamentar do que ter se acomodado em cima do muro durante a votação do salário mínimo. É um tema que reflete no bolso do trabalhador e o eleitor tem o direito de saber a posição de seu candidato. Assediados pelo governo e flertando com a oposição, os senadores peemedebistas Luiz Henrique e Casildo Maldaner optaram por se esconder atrás da abstenção na hora do voto nominal. Lamentável. Casildo (E) foi prestigiar a posse de Pelizzaro (gravata vermelha) Por falar nisso... A posse do catarinense Roque Pelizzaro Júnior à frente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), em Brasília, foi prestigiada pelos três senadores da bancada de Santa Catarina. Nos bastidores, o principal assunto era a votação do salário mínimo e o impacto na economia. Casildo Maldaner e Pelizzaro tiveram alguns minutos de prosa.

8 8 Política TIRANDO A FARDA Ministro incomodado Escanteado das principais decisões que envolvem a Defesa, Jobim pensa em deixar o cargo Ele perdeu verba para investimentos, influência política no Palácio do Planalto e vê escassear seu prestígio nos quartéis. Remanescente do governo Lula, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, teve os poderes esvaziados pela presidente Dilma Rousseff e já cogita deixar a Esplanada. Dos R$ 50 bilhões que o Planalto pretende cortar no orçamento de 2011, quase 10% (R$ 4,1 bilhões) sairão da pasta de Jobim. Sem consultar o ministro, Dilma também suspendeu a compra dos caças para a Aeronáutica e articula a criação de uma secretaria de aeroportos para tirar da Defesa a gestão da aviação civil. Nos bastidores do governo, são recorrentes os comentários de que há uma antipatia mútua entre Jobim e a presidente. O ministro só permaneceu no posto por um pedido pessoal de Lula a Dilma e pelo bom trânsito na caserna, mas sequer é reconhecido pelo PMDB como uma indicação do partido. Jobim não fez objeções à contenção de gastos e também concorda com a criação de uma secretaria de aeroportos. A amigos, o ministro tem reclamado da forma como essas informações têm sido repassadas à imprensa por interlocutores de Dilma, transformando as iniciativas em derrrotas pessoais do ministro. Já a suspensão da compra dos caças irritou o gaúcho, uma vez que não haveria previsão de desembolsos este ano. Como a interlocução com o Planalto está cada vez mais problemática e sentindo se esvair o respaldo dos quartéis, Jobim começa a procurar novos rumos. O ministro almeja se tornar embaixador do Brasil na Europa, mas até mesmo essa pretensão enfrenta problemas, uma vez que, desde o segundo mandato de Lula, todos os postos são ocupados por diplomatas de carreira. Audiência com Dilma só ocorreu em fevereiro O primeiro sinal de que o convívio de Dilma e Jobim seria complicado ocorreu no final do ano passado. Tão logo foi convidado por Dilma a continuar à frente do ministério, Jobim quis ciceronear uma visita dos comandantes das Forças Armadas a Dilma, que comandava a transição na Granja do Torto. A presidente declinou da presença de Jobim e recebeu os militares separadamente. Foi uma forma encontrada pela petista para comunicar aos comandantes que eles deviam lealdade a ela, e não ao superior imediato. Dos 37 ministros, Jobim foi o 25º a ser recebido por Dilma para uma audiência oficial registrada na agenda presidencial. Antes dele, até ministros considerados de segundo escalão foram atendidos. O gaúcho só se reuniu com Dilma em 11 de fevereiro, um dia após a imprensa publicar rumores de que ele estaria descontente com o tratamento dispensado pelo Palácio do Planalto. Jobim, que presidiu o Supremo Tribunal Federal, entrou para o governo em julho de 2007, convocado por Lula para debelar uma rebelião dos controladores de voo e solucionar o caos aéreo. Em seguida, trocou o comando da Aeronáutica, da Infraero e da Anac. Aos poucos, conquistou o respeito dos militares e caiu nas graças do então presidente da República. No final do ano passado, Jobim conseguiu aprovar um orçamento de R$ 60,2 bilhões, valor recorde para o ministério e o quinto maior da Esplanada. Dos R$ 15,1 bilhões para investimentos, boa parte seria para o reaparelhamento das Forças Armadas. Os cortes determinados pelo Planalto suspendem os planos do ministro, e até mesmo a incorporação de recrutas deve ser reduzida. Jobim deu visibilidade ao ministério no governo Lula, mas, sem dinheiro, ele perde o discurso comenta Nelson Düring, especialista em questões de Defesa.

9 9 TIRANDO A FARDA Por caças, Brasil amplia negociações Considerada estratégica para elevar o Brasil a potência militar, a compra dos caças supersônicos para a Força Aérea recebeu contornos políticos e comerciais da presidente Dilma Rousseff. Embora a transferência de tecnologia ainda tenha peso na escolha do fornecedor, o governo agora pretende obter em troca uma série de vantagens econômicas. O primeiro sinal de que houve mudança de rumo foi a inclusão nas negociações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. As discussões envolvem desde a abertura do mercado americano para o etanol brasileiro até o apoio ao sonho de obter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Até então favoritos do governo, os caças franceses Rafale perderam terreno com a suspensão da compra. A aproximação cada vez maior do Planalto com os EUA vem sensibilizando Dilma. Os dois países se opõem justamente à França no G-20. Como são grandes produtores de produtos básicos, como vegetais e minérios, Brasil e EUA estão juntos na luta contra o controle de preço das commodities. Esse alinhamento se tornou ainda mais robusto após as audiências concedidas por Dilma ao senador John McCain, defensor da indústria bélica americana, e secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner. A parceria pode se ampliar com a visita do presidente Barack Obama ao Brasil, em março. Esses movimentos representam sinais de boa vontade dos dois países, selando um acordo comercial. Em troca, o Brasil poderia comprar os caças americanos. É simbólico diz um interlocutor de Fernando Pimentel. Os obstáculos para a compra dos F-18 da Boeing são justamente o pacote que envolve a transferência de tecnologia. Embora a Casa Branca garanta que alguns componentes críticos possam ser fabricados no Brasil algo então inédito, qualquer acordo bilateral precisaria de chancela do Congresso americano. Os americanos não são confiáveis. Eles vêm com promessas, mas depois não cumprem diz um brigadeiro. Nos hangares da FAB, o supersônico preferido é o sueco Gripen. O diretor da fabricante Saab no Brasil, Bengt Janér, se diz tranquilo se a disposição do Brasil for prover o país de tecnologia militar de ponta e investir na fabricação de um caça junto com a Embraer. A nossa plataforma é consagrada em cinco países e tornaria o Brasil independente nessa tecnologia militar. Mas não temos a mesma força política e comercial admite Janér. POR AUMENTO Juiz critica Dilma e diz que não dirige ônibus Magistrado reclama da presidente e faz comparação que irrita outra categoria de trabalhadores A toga se declarou perplexa, chocada com a decisão da presidente Dilma Rousseff (PT) de não negociar com a categoria, que reivindica reajuste de 14,79% a título de reposição de perdas inflacionárias. E a toga deixou indignados os motoristas de ônibus, ao declarar que não poderia ser comparada a esta classe, pois é outro poder, e é independente. O presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Gabriel Wedy, reclamou que o Palácio do Planalto não pode desconhecer o poder político dos juízes. O governo não pode tratar sua relação com outro poder, que é independente, como se estivesse negociando com sindicato de motorista de ônibus afirmou Wedy.

10 10 A declaração do presidente da Ajufe foi recebida com indignação pela categoria dos motoristas. O coordenador do Departamento de Comunicação do Sindicato dos Motoristas de Ônibus de São Paulo, Nailton Francisco de Souza, classificou a afirmação de Wedy de desrespeitosa e infeliz e disse que pretende mover ação contra o magistrado. Vamos unir todos os trabalhadores de transporte do Brasil para mover uma ação contra este cidadão. No mínimo, é preconceito. Quem é esse juiz para achar que, só porque vive em uma casta, é superior aos outros trabalhadores? disse Souza. No mandado que está no Supremo Tribunal Federal subscrito pela Ajufe, os magistrados pleiteiam a reposição com o argumento de que a omissão do Congresso retira o direito constitucional sobre os vencimentos. Em agosto de 2010, o STF enviou projeto de lei ao Legislativo reivindicando os quase 15%, mas não houve resposta até agora dos parlamentares. A pretensão dos magistrados esbarra na disposição do Palácio do Planalto de promover um ajuste nas contas públicas após o corte de R$ 50 bilhões do Orçamento. O governo avisou que não vai se curvar a pressões dos magistrados. O governo precisa ter a dimensão que está negociando com outro poder, que é o STF disse Wedy. POR AUMENTO Presidente oficializa o mínimo A presidente Dilma Rousseff assinou a lei que fixa o valor do salário mínimo em R$ 545. A publicação constará no Diário Oficial de segunda-feira, de acordo com a Casa Civil. O valor passará a valer a partir de 1º de março. A lei estabelece a política de reajustes do mínimo até A sanção foi sem vetos. O Congresso encerrou a segunda parte da apreciação do texto enviado pelo governo na quarta-feira, quando o Senado aprovou o valor desejado pelo Planalto. Na semana anterior, a Câmara já havia chancelado o valor, derrubando propostas de R$ 600 e R$ 560. A Advocacia Geral da União recomendou que a presidente sancionasse a lei, com um parecer que atestou o entendimento de que ela não desrespeita a Constituição. O texto da lei é polêmico porque estabelece os reajustes do mínimo por decreto para os próximos três anos. A oposição prometeu apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar o que chama de manobra do governo para evitar que a cada ano a proposta de reajuste seja apreciada pelo Congresso. Segundo partidos de oposição, com a lei o Congresso perde uma prerrogativa constitucional de debater o valor do mínimo e votá-lo anualmente. INDICAÇÃO POLÊMICA Tiririca não agrada a mestres Depois de submetido a um teste para provar à Justiça Eleitoral que não era analfabeto, o deputado federal Tiririca (PR-SP) conseguiu criar uma nova polêmica relacionada à educação. A escolha do humorista para ser integrante da Comissão de Educação e Cultura acabou provocando reações entre especialistas da área. Acho lamentável. Não por ele, mas porque há tantas outras pessoas com carreira, seriedade e currículo para essa missão disse a titular de Pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp, Maria Márcia Malavasi.

11 11 A notícia surpreendeu também os líderes do Todos Pela Educação, um movimento nacional envolvendo empresários, representantes da sociedade civil e secretários de Educação com a meta de melhorar a qualidade do ensino no país. É um retrato da sociedade que temos reagiu o professor Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento. Tiririca foi indicado para a função na sexta-feira. A escolha foi anunciada pelo líder do PR, Lincoln Portela (MG), e atende a um pedido pessoal do deputado. Um ofício confirmando a indicação será protocolado pelo PR nesta terça-feira. Segundo a assessoria de Tiririca, ele queria muito fazer parte da comissão porque pretende atuar na área artística. O humorista vai discutir e votar políticas educacionais depois de chegar ao Congresso envolvido numa aura de analfabetismo. Eleito 1,3 milhão de votos, só conseguiu tomar posse depois de provar, a um juiz eleitoral, que sabia ler e escrever. O argumento do juiz Aloisio Silveira, que o aprovou foi de que a Justiça Eleitoral tem considerado inelegíveis apenas os analfabetos absolutos e não os funcionais. Mozart Ramos questiona a escolha: Temos um Plano Nacional de Educação a ser definido. Uma agenda em grande parte técnica, que exige gente de preparo no setor. EMBAIXADA DO BRASIL Sumiço de 18 obras de arte em Paris O Ministério das Relações Exteriores confirmou que investiga o sumiço de ao menos 18 obras de arte da embaixada do Brasil em Paris, na França. A sindicância foi aberta no final do ano passado. Segundo o Itamaraty, a investigação corre em sigilo. O ministério afirma que não irá se pronunciar sobre o assunto. As obras desaparecidas são quadros, gravuras e tapetes que foram doados à embaixada. O sumiço foi descoberto pelo embaixador na França, José Maurício Bustani, ao pedir o inventário do acervo quando assumiu o posto, em A lista de obras desaparecidas não incluiu trabalhos de artistas conhecidos. De acordo com um telegrama do embaixador, foi encontrado no prédio da embaixada um quadro de Di Cavalcanti sem placa de identificação. Avaliada em US$ 1,5 milhão, a obra não faz parte do acervo oficial. Por falta de espaço na sua casa em Paris, o pintor costumava guardar parte de suas pinturas no prédio da embaixada brasileira. PÚBLICAS AL do Paraná demite 360 comissionados A Assembleia do Paraná vai economizar R$ 3 milhões mensais com a demissão de 360 funcionários comissionados, segundo a nova direção da Casa. Um levantamento da Mesa Diretora aponta que as demissões não prejudicaram o funcionamento do setor administrativo, tocado por funcionários da ativa. A partir de agora, a maior parte dos funcionários administrativos, por onde tramitam R$ 300 milhões anuais de orçamento médio da Assembleia, será composto por servidores concursados. PÚBLICAS PF busca por corpos de desaparecidos Peritos da Polícia Federal terminaram etapa de busca e identificação de corpos de desaparecidos políticos da ditadura militar ( ) em São Paulo. Iniciada no dia 14, a operação exumou 24 ossadas no cemitério de Vila Formosa. A parceria da PF com o Ministério Público Federal e a Secretaria de Direitos Humanos tem como

12 12 foco encontrar os restos mortais de Virgílio Gomes da Silva. Ele teria sido morto em Silva comandou o sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick. ADVOGADOS DESEMBARGADORES Por que a decisão da Justiça se arrasta Impasse sobre listas da OAB revela resistências a candidatos e discussão sobre os critérios de escolha Quando o presidente do Tribunal de Justiça (TJSC), desembargador José Trindade dos Santos, abrir a próxima sessão do pleno, na quarta-feira, pode dar fim a uma novela que se arrasta há quatro meses. Os 58 desembargadores vão escolher os seis nomes, entre os 12 candidatos da OAB/SC, para as duas vagas de desembargador abertas. Depois, o governador Raimundo Colombo (DEM) vai nomear dois. A novela da escolha dos dois representantes do chamado quinto constitucional reservado à OAB começou em novembro do ano passado. Logo que as duas listas foram entregues ao TJSC, começou uma série de rumores envolvendo alguns dos candidatos. Pelo rito normal, depois que a relação chega ao tribunal, os nomes são encaminhados para a Comissão de Admissibilidade, responsável por analisar os currículos. Nos bastidores, comenta-se que, ao iniciar as análises, os integrantes da comissão encontraram problemas que iriam desde candidato que faltou à sabatina realizada pelo TJSC, até casos envolvendo processos judiciais. O fato é que, na sessão de 1º de dezembro, os integrantes do grupo pediram mais tempo para diligências complementares. Na prática, entendeu-se ser necessária uma análise mais profunda dos candidatos para elaborar um relatório que desse condições para que os desembargadores votem. Desde então, cada sessão do pleno vinha acompanhada da expectativa da análise das listas. Em meio às indefinições, várias correntes começaram se manifestar. Uma ala chegou a defender a devolução de uma ou das duas listas à OAB. Outro grupo apontava como caminho buscar os melhores nomes. Iniciava-se também campanhas para alguns candidatos. Diante do impasse, na última sessão, 16 de fevereiro, o presidente anunciou que a elaboração das duas listas tríplices seria feita na sessão seguinte. O resultado na quarta-feira é imprevisível. A comissão deve apresentar um parecer sobre os 12 nomes em disputa. Acredita-se que este material possa ser entregue com antecedência, para que os 58 desembargadores cheguem já decididos. Durante o debate, qualquer desembargador pode pedir a devolução das listas. Se isso ocorrer, o pedido é discutido e vai à votação. Se rejeitado, inicia-se a votação dos nomes apresentados. De cada relação, os três mais votados vão para Colombo. A decisão final sobre os novos dois desembargadores será do governador. ADVOGADOS DESEMBARGADORES Influência política e cartas marcadas O impasse para a definição dos dois desembargadores também trouxe à tona uma discussão sobre a influência política no processo de escolha. Em meio a rumores de que a seleção seria um jogo de cartas marcadas, a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) divulgou uma nota, no início de novembro, defendendo que os escolhidos para os cargos mais altos do Judiciário catarinense tivessem larga experiência jurídica e reputação intocada e sem laços político-partidários.

13 13 Para o presidente da AMC, Paulo Bruschi, a missão dos desembargadores é escolher, como determina a Constituição, os melhores candidatos, ou seja, aqueles com comprovado saber jurídico, conduta ilibada e com dez anos de atuação profissional. O juiz considera inaceitável e inadmissível qualquer hipótese de intervenção política de outro poder na formação da lista tríplice pelo Tribunal de Justiça. O presidente da OAB/SC, Paulo Roberto de Borba, minimiza a demora na definição das listas. Para ele, o processo precisa ocorrer de forma muito tranquila e no tempo que for necessário, para que as instituições estejam muito seguras na escolha de um novo membro da corte. Borba também não concorda com as críticas de interferência política. Tudo na vida se faz com política, o ser humano é um ser político. Entendo que esta questão política é mais no sentido de cada candidato mostrar o que tem a oferecer, é um processo normal que ocorre de tempos em tempos, onde todos têm a chance de apresentar seus currículos. O advogado destaca que a reserva de cotas para a OAB e MP é importante para o Judiciário, porque oxigena os tribunais, permitindo uma visão diferenciada. ADVOGADOS DESEMBARGADORES Critérios subjetivos para as escolhas Um das dificuldades apontadas para análise dos candidatos do quinto constitucional é a subjetividade dos critérios para a escolha. A legislação determina que os candidatos devem ter notório saber jurídico, reputação ilibada e dez anos de profissão. Mas há quem questione como determinar um notório saber jurídico ou uma reputação ilibada. Para disciplinar o processo de preenchimento destas vagas, está em estudo no TJSC um projeto de resolução. Por determinação do presidente, Trindade dos Santos, foi formado um grupo, coordenado pelo desembargador Lédio Rosa de Andrade, para elaborar o texto desta resolução. Um esboço foi apresentado na última sessão do pleno, e ficou decidido que cada um dos desembargadores receberá uma cópia e poderá contribuir com sugestões. Em linhas gerais, a proposta é fixar conceitos para o que se entende como notório saber jurídico e reputação ilibada, além de estabelecer prazo de 30 dias para que o TJ formalize a lista tríplice e encaminhe para o governador. Entre os critérios de notório saber jurídico, poderão ser levados em conta títulos acadêmicos, certificados, cursos de aperfeiçoamento, publicações de livros, artigos científicos, participação em bancas examinadoras, cargos e funções públicas exercidas pelos candidatos a desembargador. Com relação à conduta ilibada, a avaliação deve levar em conta o comportamento pessoal e público do candidato, que não pode ser alvo de práticas ilícitas, ter condenações judiciais, nem ser autor de atitudes preconceituosas ou discriminatórias. Além disso, tanto os candidatos da OAB, quando do Ministério Público, precisam comprovar 10 anos de exercício efetivo na carreira jurídica. ADVOGADOS DESEMBARGADORES Devolução de listas desencadearia crise Ao longo de sua história, nunca o TJSC devolveu uma lista do quinto constitucional. A hipótese, vista com reservas diante da crise e do desgaste que pode desencadear, chegou a ser cogitada entre os desembargadores, em conversas reservadas. As listas geraram controvérsia e dois nomes enfrentariam mais resistências dentro do TJSC: Oscar Juvêncio Borges Neto, entre os seis escolhidos pela OAB no dia 6 de novembro, e Ronei Danielli, do grupo aprovado pela Ordem no dia 17 do mesmo mês.

14 14 Em 2008, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recusou-se a votar uma lista enviada pela OAB nacional e, até hoje, o cargo não foi preenchido. Na época, a vaga foi aberta com a aposentadoria do ministro Antônio de Pádua Ribeiro, mas nenhum dos seis indicados da OAB obteve o número mínimo de votos exigidos para fazer parte da lista tríplice a ser encaminhada pelo STJ à Presidência da República. A OAB recorreu, mas o pedido de liminar foi negado com o argumento de que prevalecia o que determinava a Constituição Federal, já que a decisão representava a vontade soberana da maioria dos integrantes do STJ. A disputa entre o STJ e a OAB se transformou em uma novela, que se arrastou por três anos. Desde o impasse, a corte mantinha as vagas destinadas a advogados ocupadas por desembargadores convocados. Recentemente, o tribunal votou três listas da OAB além da vaga pendente desde 2008, também serão preenchidas duas novas vagas abertas desde então. O processo de escolha levou cinco meses no STJ. A votação foi adiada duas vezes porque parte dos ministros estava descontente com o fato de que as fichas dos advogados postulantes ao cargo não estavam completas.

15 15 A Notícia AN Portal ALEGRIA NA ESCOLA MUNICIPAL HERMANN MÜLLER A escola da zona rural, tema de reportagem de jornal espanhol El País pela educação ecológica, é finalista do programa nacional Direito de Ser Criança. Outras três escolas de Joinville estão também na reta final do prêmio. SÓ R$ 1,4 BILHÃO EVITARÁ CHEIAS

16 16 O mais minucioso estudo sobre drenagem já realizado em Joinville aponta a necessidade de R$ 1,4 bilhão para evitar alagamentos na bacia do rio Cachoeira. Os investimentos teriam uma, digamos, garantia de 25 anos. Depois desse período, novas obras teriam de ser realizadas. A chance de Joinville dispor dessa fortuna para ampliar a atual rede de drenagem, incluindo novas galerias, pontes e tantas outras intervenções, é zero. Em um exemplo, o maior recurso obtido até hoje por Joinville para investimentos em drenagem foram os US$ 32 milhões com o BID curiosamente, o Plano de Diretor de Drenagem Urbana, de onde saiu a cifra de R$ 1,4 bilhão, foi elaborado com recursos desse financiamento. Aqui, uma observação: a apuração da grana é apenas um item, o plano é um estudo com propósito bem mais amplo, de servir como guia para os investimentos em drenagem. Mas o montante de R$ 1,4 bilhão serve para demonstrar a dificuldade de conter os alagamentos na área onde moram 60% dos habitantes de Joinville. É uma região que começa no Costa e Silva e vai até a Lagoa do Saguaçu. Muita coisa está programada para pelo menos melhorar a drenagem, como demonstra balanço do Debates AN publicado a partir da página 6. Os sócios A esperança em Araquari é de assinatura da desapropriação da área do complexo intermodal (aeroporto de Araquari) no dia 14 de março, quando Raimundo Colombo estará em Joinville. O Estado não vai gastar nada porque os donos querem participar do empreendimento, diz o prefeito de Araquari, João Pedro Woitexen (PMDB). Em resumo, em vez de receber R$ 12 milhões, os donos das áreas aceitam ser sócios do complexo, segundo o prefeito. A ferrovia Uma das alavancas do complexo intermodal, um investimento bilionário que ninguém tem a menor ideia de onde virá o dinheiro, é a Ferrovia Litorânea no trecho entre Araquari e Imbituba. A obra ainda está na fase dos projetos e, com caminhões de otimismo, talvez inicie em Depois da SDR Durante os dois anos em que conviveram como prefeito e secretário regional, Carlito Merss e Manoel Mendonça se entenderam bem. Se deram melhor do que Manoel e Marco Tebaldi, por exemplo. Na reunião de segunda do PMDB, quando será decidido se o partido vai ou não ficar no governo, Mendonça poderá influenciar. Ele tinha, por baixo (se bem que agora não se sabe), influência em meia dúzia de integrantes do diretório. Temporários No site da Fundamas (www.fundamas.com.br), está o edital para a seleção dos agentes ambientais, o pessoal que visitar 50 mil moradias em Joinville. Os interessados precisam já ter completado 18 anos e completado o ensino médio. São 50 vagas. Pelo trabalho de 90 dias, os contratados poderão ganhar até R$ 1,2 mil mensais, mais 13º e férias proporcionais. Ainda que os números tenham caído em relação ao ano anterior, a mortalidade pelo câncer continua assustadoramente alta em Joinville. O ano passado fechou com 515 mortos. Só em 2009 o número foi maior, com 557 vítimas. Há apenas meia década, o recorde joinvilense não chegava a 350 mortes anuais. Logo depois, o salto para um patamar que teima em se manter elevado, afinal, foram dez vítimas do câncer por semana. Via do camarão O movimento por lá já é grande, mas é possível que venha a se transformar em um grande point de Joinville no futuro se contar com mais equipamentos de lazer. No final da Baltazar Buschle, nos Espinheiros, o atracadouro do Barco Príncipe e a sede de Joinvile Iate Clube fizeram surgir vários restaurantes especializados em frutos do mar. Talvez seja um ponto para Joinville olhar para o mar. Preservação O Ministério Público Federal está preparando ação para obrigar o poder público a preservar o bosque Schmalz, tombado pelo governo federal em A área de 3,5 mil metros quadrados no bairro América não estaria sendo

17 17 preservada de forma adequada, segundo o MPF. A ação deverá ser apresentada na Justiça Federal nas próximas semanas. Duas pendências ambientais difíceis de desatar em Joinville. A grana para a conclusão do canal extravasor do rio Cubatão está liberada, mas falta o licenciamento ambiental. A dragagem do Cachoeira é a outra. Onde depositar? A Prefeitura está tentando retomar o projeto que o governo do Estado não conseguiu, coisa de R$ 8 milhões com o governo federal. Só que para licenciar, precisa dizer o que fazer o com lodo que tem de ficar na água. Uma ilha artificial na Lagoa do Saguaçu está sendo pensada. Porque não alaga nem tem problemas viários, o Bucarein é apontado pelo chefe de gabinete Eduardo Dalbosco como o bairro mais adequado para a verticalização em Joinville. A nova lei de uso e ocupação do solo pode liberar os prédios mais altos por ali. Destino das multas Na semana passada, a Conurb divulgou mais uma vez para onde vai o dinheiro das multas. Como se sabe, a boa parte do dinheiro vai justamente para cobrar as multas (aluguel de equipamentos eletrônicos, despesas postais, repasses das polícias). O material elencou as despesas diretas em trânsito, sem citar a folha da Conurb. Mas como na maioria dosem todos os órgãos municipais de trânsito, os salários são pagos pelas multas. Para a folha Claro que mesmo que nenhuma multa seja aplicada na cidade, os salários serão pagos do mesmo jeito, só que de outra fonte. A folha da Conurb consumiu pouco mais de R$ 3 milhões dos R$ 10 milhões arrecadados em multas (resultado de todo o ano passado). Se for levado em conta tudo que a Conurb pretende bancar com as multas, até falta dinheiro. Talvez um dia todos os problemas da saúde de Joinville sejam resolvidos. O que talvez nunca mude é a dificuldade de o secretário de Saúde e o diretor do Hospital São José se entenderem em 100% do tempo. Não há rompimento, como houve em governos anteriores, mas a relação entre Tarcísio Crócomo e Tomio Tomito já foi melhor. É a lei O presidente da Câmara de Joinville, Odir Nunes (DEM), considera demagogia fazer um plebiscito para consultar a população para saber se precisa ou não criar mais vagas no Legislativo, como está sendo proposto em Blumenau. A lei é nacional e prevê 25 vagas a partir de A Câmara vai deixar para mudar a lei só ano que vem. PRONTO PARA VOAR Em São Francisco, esquadrilha pronta para decolar - pelo menos na imaginação da criançada. No dia 12, será de verdade, em Joinville, com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Tá valendo? O promotor Genivaldo da Silva está apurando se está sendo respeitada em Joinville a lei da meia-entrada para idosos e estudantes. Quem teve o benefício negado, diz ele, deve procurar o MP, no Fórum. O promotor diz que não são somente casas de shows, teatros, etc. obrigados a respeitar a lei: shows em bares e restaurantes também precisam oferecer a meia-entrada. Canal Aberto NOVA GUINADA POLÍTICA EM SC O eixo político em Santa Catarina começa a ganhar novos contornos. Apesar de só ter sido exitoso nos desafios majoritários graças ao concurso do PMDB, maior partido do Estado e com capilaridade invejável, Raimundo

18 18 Colombo já começa a perceber que a história tem tudo para escrever novos capítulos, resgatando alianças e parcerias que caducaram com o passar do tempo. A reaproximação do DEM (ex-pfl) com o PP (precedido originalmente pelo PDS) tem tudo para evidenciar que, em política, é proibido proclamar o antigo dito popular: desta água jamais beberei. Apesar de todos os contratempos de um passado relativamente recente, os partidos de Jorge Konder Bornhausen e Esperidião Amin caminham a passos largos para uma recomposição. Com JKB e Amin saindo progressivamente de cena, novos protagonistas das siglas demonstram claramente que a convergência eleitoral já será uma realidade em 2012, resultado dos lances que marcaram o pleito do ano passado no Brasil e em SC. Situação sui generis Assim como o PP sentiu-se abandonado pelo PT, decepção que representou a ruptura de um namoro iniciado no Estado em 2006, o PMDB vivenciou uma situação sui generis: em Santa Catarina, teve o DEM e o PSDB como aliados, mas no plano federal coligou com o PT, inclusive apontando o companheiro de chapa de Dilma Rousseff. O mais surpreendente é que os peemedebistas levaram a melhor tanto lá quanto aqui, elegendo Michel Temer vice-presidente e Eduardo Moreira vice-governador. De quebra, um senador, cinco deputados federais, dez estaduais e ainda assumindo uma segunda cadeira no Senado, com a eleição de Raimundo Colombo para o governo. SINTOMÁTICO O registro é emblemático: o vereador João Amin (D), de Florianópolis, em audiência com Raimundo Colombo (E) no Centro Administrativo, observados por Enio Branco. João é filho de Esperidião e Angela Amin. Transição inapelável Por mais que a convivência entre Raimundo Colombo e Eduardo Moreira esteja preservada, bem como do governador com Luiz Henrique da Silveira, apesar de alguns ruídos no início do governo, mas já superados, tanto o liberal quanto os peemedebistas enxergam que toda a conjuntura política conspira para afastá-los gradativamente. Colombo é grato a LHS, que foi decisivo para transformá-lo em candidato da tríplice aliança em E também a Pinho Moreira, que abriu mão de sua pré-candidatura para compor a chapa. O problema é que, antes da eleição estadual, há uma municipal. Em Blumenau e Chapecó, cidades administradas pelos liberais João Paulo Kleinübing e José Cláudio Caramori, o DEM acaba de realizar movimentos para isolar o PT, trazendo os rivais PMDB e PP para um mesmo projeto, que visa a emplacar a terceira gestão consecutiva de correligionários de Colombo: Jean Kuhlmann e o próprio Caramori em reeleição. É impossível ignorar que a correlação de forças em outros municípios, como Joinville e Florianópolis, sinaliza para a reaglutinação PMDB-PT, circunstância que poderá influenciar outras cidades e comprometer até os encaminhamentos no Vale do Itajaí (Blumenau) e no Oeste (Chapecó). Não bastasse a aproximação de pepistas e liberais também em municípios menores, não há como subestimar os desdobramentos da parceria do PT e do PMDB no Planalto. A máquina federal é capaz de persuadir as bancadas federais, com reflexos imediatos nos Estados. Repercussão

19 19 LHS e Casildo Maldaner, por exemplo, que se engajaram até a cabeça na campanha de José Serra, não tiveram como votar contra o governo Dilma na semana que passou, respaldando no Senado o salário mínimo proposto pelo Planalto. A tendência é de que o alinhamento entre petistas e peemedebistas provoque repercussão no contexto regional. Resgate histórico Raimundo Colombo nasceu politicamente pelas mãos de Jorge Bornhausen, ao final de 1970, mas teve sua grande oportunidade no primeiro governo de Esperidião Amin, quando ainda jovem foi nomeado titular da Secretaria do Desenvolvimento Social, integrando por dois anos o colegiado estadual. Em 1985, com o advento do Colégio Eleitoral e o surgimento do PFL, que se desmembrou do PDS, Colombo seguiu as pegadas de JKB, desembarcando da administração Amin. Ao cabo de três anos, elegeu-se para a Prefeitura Lages, para o primeiro dos três mandatos que viria a cumprir. Com a eleição de Vilson Kleinübing, na sucessão de Pedro Ivo Campos, Raimundo Colombo presidiu a Celesc, em estratégia que objetivava transformá-lo em candidato a governador em Como Esperidião Amin e Jorge Bornhausen reataram relações, Kleinübing não teve como viabilizar o projeto de poder com o correligionário Colombo. Composição fulminada Mas a chapa idealizada não poderia ser mais perfeita, com Amin e Colombo para o governo e Kleinübing para o Senado. Os liberais só não poderiam imaginar que Esperidião Amin desistiria da composição, lançando-se à Presidência da República e colocando Angela Amin de candidata, fulminando com a composição. Resultado: de vice, Raimundo Colombo acabou concorrendo à Câmara, ficando na segunda suplência. Em 1996, disputou a Prefeitura de Lages e perdeu para Décio Ribeiro (PDT). Depois de buscar abrigo no governo Paulo Afonso Vieira, na Casan, acumulou o segundo insucesso eleitoral à Câmara, em 1998, desta vez ficando de primeiro suplente. Persistente, o hoje governador Raimundo Colombo não desistiu, apesar de três derrotas consecutivas nas eleições que disputou. O quadro começou a se reverter em 2000, quando voltou a exercer o mandato de prefeito, reeleito no pleito seguinte. Neste instante, renasceu o sonho de ser governador, que só foi possível graças à participação do PMDB, que com sua capacidade de mobilização, primeiro o elegeu senador em 2006, tendo também papel destacado no embate do ano passado. OUTRA A tríplice até poderá ser reeditada em 2014, mas com o PP ocupando o espaço do PMDB, preservada a presença do DEM e do PSDB. MUDANÇA Não resta a menor dúvida de que liberais e tucanos serão os principais aliados dos pepistas nas eleições do próximo ano, reduzindo significati-vamente as coligações com o PT. EQUILÍBRIO Em compensação, os petistas vão procurar o PMDB para contrabalançar o jogo político, estimulados pela direção nacional e pelo próprio Planalto. OPERAÇÃO O desafio de Raimundo Colombo será compatibilizar a equação administrativa. Até outubro do ano que vem, há como aparar as arestas, mas com a nova radiografia das urnas, um novo governo terá que ser montado na segunda metade do mandato. TROCA Com o PMDB alinhado ao PT, Colombo teria que substituir os peemedebistas alojados no governo pelos pepistas, aproveitando para abrir mais espaços aos tucanos, já de olho na reeleição de Livre Mercado TOTVS CRESCE 25% E QUER SER A 3ª DO MUNDO

20 20 A Totvs planeja ser o terceiro maior grupo do segmento de tecnologia de informação no mundo em 2016, com aquisição de concorrentes fora do Brasil. Atualmente, é o sétimo. A companhia cresce 25% ao ano. Investiu R$ 150 milhões em pesquisa e desenvolvimento em Em Joinville, há de 70 a cem vagas de trabalho em aberto. Vagas Não conseguimos contratar a quantidade de profissionais de que precisamos. Há de 70 a cem vagas em aberto, constantemente, na Totvs. Por isso, formamos estagiários. Fazemos treinamento de 500 a 700 horas antes de os funcionários começarem a trabalhar. O que preocupa é a falta de gente preparada no mercado. Isso já vem desde 2008 e deve continuar nos próximos anos. No nosso segmento se exige formação sofisticada. E está muito difícil encontrar. Benefícios O governo brasileiro deveria compreender a importância do setor para a economia. E dar incentivos fiscais para empresas que inovam no País. A Lei do Bem é muito tímida, ainda. Importante seria desonerar a folha salarial. A nossa Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, é de Geração Z As pessoas nascidas em meados dos anos 90 em diante não conhecem o computador de mesa em desktop. São pessoas habituadas a trabalhar e usar redes sociais para se comunicarem e fazer multitarefas simultaneamente. Adolescentes estão no Twitter, ouvem música e estudam tudo ao mesmo tempo. Vivem conectados e têm grau de exigência elevado. Unidade Joinville Há 20 trimestres consecutivos a empresa cresce a dois dígitos. Foi considerada a melhor IPO (lançamento de ações no mercado) dentre as 20 mais rentáveis. A companhia tem empregados em Joinville. O segmento de tecnologia de informação paga salários médios acima dos demais ramos da indústria. O salário médio é de aproximadamente R$ 4.500,00. Temos fábrica que faz o desenvolvimento, manutenção e suporte dos produtos das marcas Datasul e Logocenter. Perfil Edimilson Correa, diretor corporativo de desenvolvimento da Totvs unidade Joinville é formado em ciência da computação pela UFSC e pós-graduado em sistemas de informação pela PUC do Paraná e mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Já trabalhava na Datasul na mesma função antes de a empresa ser adquirida. Expansão O mercado de tecnologia de informação no mundo projeta crescimento de 4% neste ano. Na América Latina, o percentual estimado é de 8% e no Brasil deve chegar a 10%. E a Totvs quer crescer 25% neste ano, repetindo desempenho do ano passado. Isso passa por ganhar maior fatia de mercado. A gestão tem três características: vanguarda, crescimento e lucratividade. Futuro O futuro está na forte expansão de pedidos para produtos em tablet. Países mais pobres, como os da África, por exemplo, vão passar diretamente para o mercado de tablet sem passar pelo notebook. O desafio para empresas desenvolvedoras é criar interfaces apropriadas. Mercado externo A Totvs planeja chegar a outros mercados fortes: há estudos para entrar em países asiáticos e na Europa, via compras. A meta é chegar a 2016 como terceiro maior grupo mundial no negócio é o chamado Projeto 316. No ano passado, a Totvs faturou R$ 1,25 bi e quer aumentar o valor em R$ 300 milhões. A consolidação promovida por Laércio Cosentino colocou o Brasil no mapa mundial do setor.

Clipping. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO 03 de outubro de 2011 ESTADO DE MINAS

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