ANAIS CONTRIBUIÇÕES DA LOGÍSTICA REVERSA PARA A SUSTENTABILIDADE

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1 CONTRIBUIÇÕES DA LOGÍSTICA REVERSA PARA A SUSTENTABILIDADE ANANDRA GORGES MARTENDAL ( ) IFC - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense LEOMAR DOS SANTOS ( ) FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau RESUMO: A aquisição e consumo de bens vindos de qualquer parte do planeta baseia-se num processo de extração de recursos naturais e consequente geração de resíduos. Nesse cenário é urgente pensar e discutir alternativas para soluções mais sustentáveis nos processos produtivos e na destinação dos resíduos. O presente artigo foi desenvolvido com o objetivo de identificar diferentes vertentes que evidenciem quais as contribuições que o processo de logística reversa de produtos pós-venda e pós-consumo pode trazer para o tripé da sustentabilidade. A pesquisa foi efetuada com base em dados secundários de artigos acadêmicos disponíveis no site da ANPAD. Palavras-Chave: Logística Reversa, Sustentabilidade, Globalização, Resíduos, Consumo. 1 INTRODUÇÃO A intensa globalização, que leva pessoas, bens, capital e informações para todas as partes do globo é movida por recursos e gera resíduos. Todo o movimento de globalização experimentado pela sociedade nas últimas décadas associado ao aumento de pessoas no planeta, ao aumento do consumo e ao curto ciclo de vida dos produtos leva à intensa extração de recursos naturais. Ao juntar esses fatores com o descarte inadequado de resíduos é gerada uma conta a ser paga pela natureza e pela sociedade. Diante de todos esses acontecimentos as preocupações com a capacidade de resiliência de ecossistemas, com o esgotamento de fontes de energia não renováveis e com a criação de produtos e processos sustentáveis ganham notoriedade, é necessário e urgente pensar em novas alternativas que pelo menos amenizem a situação atual, então, a logística reversa é um processo cada vez mais necessário para garantir a destinação correta de materiais que já perderam a sua utilidade e para fazer com que retornem ao ciclo produtivo, gerem renda para quem os comercializa e não poluam o meio ambiente. Uma clara demonstração dessas preocupações pode ser notada com a publicação das Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, entre elas as Resoluções nº 257/1999 e 401/2008, sobre o descarte de pilhas e baterias, as Resoluções nº 258/1999 e 301/2002, que dispõem sobre a destinação final de pneus inservíveis e a Resolução nº 334/2003, que dispõe sobre os procedimentos de licenciamento ambiental de estabelecimentos destinados ao recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos, também pode ser citada a 1/16

2 Lei nº /2010, que institui a política nacional de resíduos sólidos e que, entre outras providências, trata da responsabilização de determinadas empresas por todo o ciclo de vida de seu produto, inclusive quando ele perde a utilidade inicial e vira resíduo. Por isso, diante das tendências de redução do ciclo de vida dos produtos, das trocas constantes de tecnologias, da facilidade de aquisição de produtos novos, da obsolescência programada, das dificuldades encontradas para consertar e do consequente aumento do consumo e também dos descartes, a realidade atual aponta para caminhos em que não só a preocupação econômica deve ser privilegiada, mas também é necessário preocupar-se com as questões ambientais e sociais e é nesse sentido que o presente artigo pretende apontar quais contribuições a logística reversa pode trazer para cada uma das dimensões do tripé da sustentabilidade. Optou-se por pesquisar artigos científicos por entender que a compilação dos resultados de várias pesquisas que foram desenvolvidas em áreas distintas contribui para demonstrar de que maneira a logística reversa pode contribuir para as dimensões social, ambiental e econômica da sustentabilidade e que dessa maneira o objetivo de identificar quais as contribuições da logística reversa sobre o tripé da sustentabilidade em suas diferentes vertentes poderia ser alcançado. O artigo foi estruturado em cinco seções. A primeira engloba a introdução ao assunto, expondo um panorama geral do tema a ser estudado, em seguida é apresentada a fundamentação teórica, com os principais autores que nortearam os estudos e abrange os temas logística, logística reversa, sustentabilidade e contribuições da logística reversa para a sustentabilidade. Na sequência está a metodologia utilizada para desenvolver o estudo, seguida pela análise dos dados e, por fim, são apresentadas as conclusões acerca do que foi estudado. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Logística A logística é a atividade que visa disponibilizar bens e serviços gerados por uma sociedade, nos locais, no tempo e na quantidade e qualidade em que são necessários aos utilizadores. A logística evoluiu de uma simples área de estocagem de materiais para uma área estratégica dentro das empresas, contribuindo decisivamente para a competitividade empresarial (LEITE, 2009). É possível identificar quatro áreas operacionais da logística empresarial atual: a logística de suprimentos, que corresponde às ações necessárias para suprir as necessidades de insumos materiais da empresa; a logística de apoio à manufatura, responsável pelo planejamento, armazenamento e controle dos fluxos internos; a logística de distribuição, que se ocupa da entrega dos pedidos recebidos e; a logística reversa, que é a mais nova área da logística e é responsável pelo retorno dos produtos de pós-venda e de pós-consumo e de seu endereçamento a diversos destinos (LEITE, 2009). No presente trabalho o enfoque é dado para a área da logística reversa. 2.2 Logística reversa A logística reversa pode ser entendida como o fluxo de materiais no sentido contrário àquele que vai dos fornecedores de matérias-primas para o usuário (CORRÊA, 2010). Podendo agregar também operações e ações ligadas, desde a redução de matérias-primas até a destinação final correta de produtos, materiais e embalagens com o seu posterior reuso, reciclagem ou produção de energia (PEREIRA et al. 2012). 2/16

3 Os canais de distribuição reversos podem ser de pós-consumo ou de pós-venda (LEITE, 2009; PEREIRA et al. 2012). Os canais de pós-consumo são constituídos pelo fluxo reverso de produtos e materiais que tiveram sua utilidade original encerrada e que retornam ao ciclo produtivo de alguma maneira para reuso, remanufatura ou reciclagem, já os canais reversos de pós-venda se constituem pelo retorno de uma parcela de produtos com pouco ou nenhum uso, que fluem no sentido inverso, do consumidor final para o varejista ou fabricante, do varejista para o fabricante ou entre empresas, motivado por problemas relacionados à qualidade, término de validade, estoques excessivos, consignação, etc. (LEITE, 2009). Os reflexos causados pelo retorno de uma quantidade crescente de produtos e materiais originados pelo pós-venda e pelo pós-consumo chamam a atenção para a necessidade de equacionar essa balança. É nesse sentido que os temas logística reversa e sustentabilidade vêm ganhando notoriedade recentemente, como uma resposta às pressões do governo que cria leis com o intuito de reduzir os impactos causados no meio ambiente (LEITE, 2009) e às pressões da sociedade, que já reconhece que o lucro não é único elemento definidor do sucesso das empresas, é preciso pensar também nas pessoas e no planeta (CORRÊA, 2010). As preocupações com o lucro, as pessoas e o planeta podem, inclusive, ser medidas por meio do triple bottom line (3BL), que inclui nos demonstrativos financeiros a avaliação do desempenho organizacional quanto aos três Ps: people, profit e planet (CORRÊA, 2010). Ignorar a necessidade de equacionar essa balança pode levar as empresas a ter interferências nas suas operações e na rentabilidade das suas atividades, bem como pode representar um risco para a imagem da empresa, para a sua reputação de empresa cidadã e consciente de suas responsabilidades socioambientais diante da comunidade (LEITE, 2009). 2.3 Sustentabilidade O Relatório da Comissão de Brundtland em 1987, conhecido também como Nosso Futuro Comum, foi construído numa época de crise econômica em que as desigualdades entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos aumentavam e o problema de distribuição de renda e desigualdade se agravava (PEREIRA et al. 2012). O documento intitulado Nosso Futuro Comum (1987) propunha a solução para esse problema por meio da noção de desenvolvimento sustentável, ou seja, adotar um modelo de desenvolvimento capaz de satisfazer as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Ao longo dos anos esse conceito deu origem ao termo sustentabilidade e todos os seus desdobramentos (PEREIRA et al. 2012). Ainda não há consenso quanto ao conceito de sustentabilidade, principalmente quando aplicado à questão empresarial, sendo assim, várias definições de sustentabilidade são utilizadas em diferentes situações, alguns conceitos se voltam mais para a questão da sustentabilidade ecológica, outros para a sustentabilidade econômica (CORAL, 2002), contudo, numa visão bastante ampla a sustentabilidade pode ser entendida como o cuidado com as questões ambientais e a capacidade de agregar vantagem competitiva nas ações, resultando no bem estar da geração presente e ao mesmo tempo preocupando-se com a qualidade de vida da geração futura (PEREIRA et al. 2012). Nas redes de suprimento a sustentabilidade visa garantir que o atendimento de necessidades correntes não comprometa o atendimento das necessidades das gerações futuras (CORRÊA, 2010). Para Sachs (2007) a sustentabilidade possui diferentes dimensões, são elas: sustentabilidade social, entendida como a criação de um processo de desenvolvimento com a 3/16

4 meta de construir uma civilização com maior equidade na distribuição de renda e de bens; sustentabilidade econômica, que poderá ser alcançada mediante a alocação mais eficiente dos recursos e do fluxo constante de investimentos públicos e privados; sustentabilidade ecológica, que poderá ser melhorada usando os recursos disponíveis no planeta Terra com o mínimo de danos; sustentabilidade espacial, que significa buscar uma configuração ruralurbana mais equilibrada e; sustentabilidade cultural, para resguardar a continuidade cultural. No presente artigo as dimensões estudadas serão: social, econômica e ecológica, com foco para a sustentabilidade empresarial, englobando os três princípios básicos para o desenvolvimento sustentável, ou seja, a equidade social, o crescimento econômico e o equilíbrio ambiental (CORAL, 2002). A integração dessas três dimensões pode ser demonstrada pela figura 1, referente à abordagem apresentada por Jonh Elkington em 1997, que busca a integração dos aspectos econômicos, sociais e ambientais com as visões de curto e longo prazo. Essa perspectiva surgiu a partir do momento que se percebeu que satisfazer somente as necessidades de sustentabilidade econômica das empresas não seria suficiente para garantir a sustentabilidade corporativa a longo prazo, era preciso buscar simultaneamente crescimento econômico, proteção ambiental e equidade social (ALMEIDA, 2006). Figura 1: Sustentabilidade corporativa na abordagem Triple Bottom Line Fonte: ELKINGTON (1997) apud ALMEIDA (2006) Ter e ser um negócio sustentável são as novas exigências do mercado, aqueles que acharem o caminho para se diferenciar encontrarão espaço no mercado, agregarão valor aos seus processos e serão competitivos, porém, para isso é preciso levar em consideração todas as dimensões do desenvolvimento sustentável, ou seja, as dimensões econômica, social e ambiental no momento da tomada de decisões, principalmente nas de longo prazo, garantindo benefícios à geração presente e resguardando a geração futura (PEREIRA, 2012). No modelo proposto por Coral (2002), figura 2, é possível identificar referências para que a empresa perceba qual a sua posição em relação à sustentabilidade, ele baseia-se nas premissas do desenvolvimento sustentável, buscando a viabilidade econômica, social e ambiental, oferecendo uma ferramenta de planejamento para que a empresa se situe diante de cada uma das dimensões da sustentabilidade e se prepare para atuar em mercados futuros e possa estabelecer prioridades para o seu desenvolvimento sustentável. 4/16

5 Figura 2 Modelo para sustentabilidade empresarial Fonte: Coral (2002) Fica evidente a necessidade de buscar alternativas para alcançar a sustentabilidade, é necessário tomar decisões pensando no lucro, nas pessoas e no planeta, as preocupações encaminham-se cada vez mais no sentido de que a responsabilidade empresarial e ética, assim como a responsabilidade ambiental e social sejam os alicerces para garantir a sustentabilidade econômica (LEITE, 2009). 2.4 A relação entre logística reversa e sustentabilidade O ambiente globalizado marcado pela intensa competitividade impõe às empresas que busquem não somente o lucro, mas que também atendam a interesses sociais, ambientais e governamentais. As quantidades crescentes de bens produzidos geram iguais quantidades de bens pós-venda e pós-consumo que necessitam de destino, os bens pós-venda precisam ser realocados no mercado e os bens pós-consumo precisam ser encaminhados para a reciclagem, reuso ou remanufatura (LEITE, 2009) e é nesse cenário que a logística reversa vem ganhando importância econômica, legal, ambiental e de competitividade (PEREIRA et al. 2012). A logística reversa pode se relacionar como diversos aspectos de um negócio, tais como a proteção ao meio ambiente, haja vista o aumento da quantidade de materiais reutilizados ou reciclados acarretando a diminuição de resíduos descartados, a diminuição dos custos, pois os materiais que retornam ao ciclo produtivo podem ser mais baratos, além de contribuir para melhorar a imagem da empresa diante do mercado, proporcionando publicidade positiva de empresa ambientalmente responsável, apesar dos custos que envolvem o processo reverso (LIVA et al. 2003). Por isso, a logística reversa e a sustentabilidade estão ligadas entre si, na verdade, muitos dos fluxos reversos de logística são estabelecidos como parte de um esforço para criar redes de suprimentos mais sustentáveis (CORRÊA, 2010). Os ciclos reversos também podem ser estabelecidos por força de legislação, como é o caso da Lei nº /2010, que institui a política nacional de resíduos sólidos e torna os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes responsáveis por estabelecer processos reversos a fim de garantir a destinação adequada de pneus, pilhas, baterias, embalagens de agrotóxicos, lâmpadas, óleos lubrificantes e produtos eletroeletrônicos. Juntos os conceitos de logística reversa e sustentabilidade propõem um novo modelo de gestão de negócios, que leva em consideração aspectos ambientais, sociais e econômicos, partindo do princípio de que as organizações desenvolvem atividades ou prestam serviços que podem ser nocivos ao meio ambiente, contudo, se essas atividades forem organizadas elas 5/16

6 podem proporcionar melhorias significativas nos padrões de qualidade de vida das comunidades respeitando os limites do nosso planeta (PEREIRA et al. 2012). Quando associadas, a logística reversa e a sustentabilidade, podem contribuir no aspecto econômico ao propiciar geração ou a recuperação de valor dos materiais que fazem o fluxo reverso, podendo ajudar a diminuir custos para a empresa, já que o material reciclado é mais barato (CORRÊA, 2010), essa parceria entre a logística reversa e a sustentabilidade pode ser utilizada também como estratégia para aumentar a lucratividade dos negócios e para se posicionar estrategicamente rumo a um mundo sustentável (PEREIRA et al. 2012), além disso, pode contribuir para a preservação do meio ambiente, já que os materiais não são direcionados aos aterros e sim para a reutilização, reforma ou reciclagem (CORRÊA, 2010), dessa maneira a logística reversa e a sustentabilidade podem se tornar complementares (PEREIRA et al. 2012). 3 DELINEAMENTO METODOLÓGICO No presente artigo buscou-se estudar teoricamente quais contribuições a logística reversa pode oferecer para as dimensões social, ambiental e econômica da sustentabilidade. Os artigos teóricos e empíricos que embasam o presente estudo foram selecionados por relacionarem de alguma maneira a logística reversa e a sustentabilidade e faziam parte da base de dados disponível no portal Spell (Scientific Periodicals Electronic Library), alocado no endereço eletrônico da ANPAD (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração) no mês de Novembro de Ao todo foram selecionados dezessete artigos científicos. Os artigos também foram analisados a fim identificar se há diferentes vertentes de estudo sobre a logística reversa e sustentabilidade, ou seja, buscou-se identificar qual o foco das pesquisas efetuadas para verificar se as discussões estão mais voltadas para ações de prevenção ou ações de correção. Por fim, a análise dos artigos resultou num quadro em que são expostas as contribuições trazidas pelos autores dos mesmos em cada uma das dimensões estudadas da sustentabilidade. 4 ANÁLISE DOS DADOS O esquema básico de referência do presente trabalho está graficamente representado na figura 3 e busca estabelecer as conexões entre a logística reversa e cada uma das dimensões da sustentabilidade, bem como as diferentes abordagens que podem ser percebidas: Correção Ambiental Logística Reversa Social Econômica Sustentabilidade Prevenção Figura 3 modelo de referência Fonte: elaborado pelos autores 6/16

7 As setas localizadas nas extremidades superior e inferior representam os ciclos de prevenção e correção. A seta superior, no sentido da logística reversa para a sustentabilidade, denominada correção representa apenas o retorno que a logística reversa pode proporcionar para bens pós-venda e pós-consumo, entendida como a correção para algo que está feito, já a seta localizada na parte inferior da figura 3, no sentido da sustentabilidade para a logística reversa, denominada prevenção representa a preocupação com ações que serão desenvolvidas, entendida como um repensar de processos e produtos que consumam menos energia, menos matéria-prima, que sejam elaborados com materiais facilmente recicláveis ou com matéria-prima secundária e que após perderem a sua utilidade inicial retornem ao ciclo produtivo por meio da logística reversa. A partir da figura de referência foram estudados todos os artigos encontrados no portal SPELL e que atendiam aos requisitos da pesquisa a fim de extrair deles as contribuições que a logística reversa pode proporcionar para a sustentabilidade e a fim de identificar em qual vertente se localizava cada artigo. O fato é que os estudos que relacionam estes dois temas ainda são incipientes, por isso cada um dos artigos encontrados na base de dados consultada foi analisado em profundidade, trazendo a contextualização da pesquisa, os seus objetivos principais e os resultados alcançados, sempre procurando agrupar os artigos com objetos de estudo semelhantes para facilitar a visualização das contribuições convergentes e divergentes em cada área. 4.1 Estudos de caso em empresas Giovannini e Kruglianskas (2008) buscaram, por meio de um estudo de caso, mostrar os fatores críticos de sucesso para a criação de um processo inovador sustentável de reciclagem na empresa BASF- Suvinil, que desejava obter resina a partir de matéria-prima reciclada para produzir tintas. O estudo concluiu que os fatores críticos de sucesso para o caso estudado foram: o comprometimento da alta administração e a visão estratégica da BASF- Suvinil produtora de tintas, da Clean Pet, fornecedora de flocos de plástico e da Associação de catadores Reciclázaro, bem como o papel das lideranças dessas organizações que tomaram decisões estratégicas corretas sobre a rede de reciclagem; a estrutura logística reversa adequada e sustentável, na qual os agentes têm remuneração adequada, há compradores finais confiáveis e são utilizadas tecnologias adequadas e; estrutura de negócio que garante resultados econômicos e sua adequada distribuição. Outro estudo de caso em empresas foi o de Vieira, Soares e Soares (2009) que analisaram o programa de logística reversa de lâmpadas, pilhas e baterias descartadas na empresa Braskem e nas residências dos seus colaboradores. As pesquisadoras estudaram a implantação do projeto de logística reversa do lixo tecnológico na gestão ambiental da empresa, haja vista que o processo reverso de materiais pode ser encarado como uma possível solução para a reinserção desses produtos na cadeia econômica, diminuindo o descarte e incentivando o consumo consciente. Apesar de a empresa se preocupar com o destino do lixo tecnológico produzido e de promover a conscientização de seus colaboradores para o descarte correto e o consumo consciente, além de praticar a logística reversa de produtos que ela não fabrica, a empresa reconhece que os custos de implantação de projetos como este são altos, pesando mais na parte da destinação final correta do material coletado. 4.2 Gestão de resíduos sólidos urbanos e as cooperativas de catadores A gestão de resíduos sólidos urbanos é tema de alguns artigos analisados. Gonçalves, Tanaka e Amedomar (2013) estudaram o serviço de limpeza pública de resíduos sólidos 7/16

8 domiciliares do município de São Paulo, destacando problemas e propondo soluções com base em modelos de sucesso de outras cidades e países, como: Curitiba, Barcelona, Japão e Alemanha. Concluiu-se que o ciclo reverso de resíduos sólidos urbanos representa uma alternativa de produção de energia, geração de renda pela coleta seletiva, evita o sobrecarregamento dos aterros e a contaminação do solo e da água e possibilita a reinserção desses materiais no processo produtivo, contudo é preciso conscientizar a população do seu papel e de sua responsabilidade pela adequada separação dos resíduos domiciliares, bem como são necessários investimentos no setor de limpeza urbana e a valorização das cooperativas de catadores. Com foco mais para as cooperativas de catadores, o estudo de Santos (2012) trouxe à tona o papel das cooperativas de catadores de material reciclável na gestão de resíduos sólidos na cidade de Campina Grande PB. Com o estudo de caso desenvolvido na cooperativa Catamais o autor chegou a conclusão de que as cooperativas desempenham um importante papel no canal reverso de resíduos sólidos urbanos, contribuindo para a minimização de problemas ambientais, já que o município não dispõe de aterro sanitário, contribuindo para transformar materiais de pós-consumo em produtos com possibilidade de reutilização, proporcionado a inclusão social e promovendo a ascensão social das pessoas que fazem parte da cooperativa, além da inclusão econômica dos cooperados, já que o reaproveitamento do lixo produzido nas cidades é fonte de renda. Ainda tratando do papel das cooperativas, Souza, Paula e Souza-Pinto (2012) desenvolveram um estudo de casos múltiplos nas cooperativas Coopere, Coopervila, Sem Fronteiras e Cooper Vira Lata, participantes do projeto de coleta seletiva no município de São Paulo, com a finalidade de identificar qual a contribuição social e ambiental que estas cooperativas prestam, já que o objetivo do projeto de coleta seletiva é o de gerar renda, emprego, inclusão social e ambiental aos cooperados e aumentar a vida útil dos aterros sanitários. Os pesquisadores concluíram que as centrais de triagem atuam como elos importantes no processo reverso, incluem socialmente os cooperados, auxiliam no fornecimento de material reciclável de baixo custo para a indústria, na conservação de recursos naturais, economia de energia, possibilitam, ainda, a participação na gestão pública de resíduos sólidos, contribuindo para a saúde pública, para o sistema de saneamento, para a diminuição do uso de terrenos como aterros sanitários e a redução dos gastos municipais para coleta de resíduos sólidos urbanos. 4.3 Logística reversa e responsabilidade social Utilizando a técnica de estudo de caso Abreu, Melo e Leopoldino (2011) buscaram identificar como a logística reversa pode colaborar com as estratégias de responsabilidade socioambiental de uma multinacional americana que opera processos de manufatura e comercialização de produtos eletrônicos no Brasil e que desenvolve projetos na área social. A conclusão a que os autores chegaram é que para a empresa em questão o processo de logística reversa para envio de materiais recicláveis às instituições filantrópicas contribuiu fortemente com a estratégia de responsabilidade socioambiental da organização, pois com a adequação da rota dos veículos de carga da empresa os materiais passaram a ser enviados com frequência para tais instituições, incentivando a reciclagem, gerando benefícios para quem doa e para quem recebe a doação, o que agregou valor à imagem da empresa, que passou a divulgar ao público os seus objetivos institucionais de sustentabilidade e melhorou seus indicadores de desempenho. 8/16

9 4.4 O descarte de baterias e celulares O estudo de Moretti, Lima e Crnkovic (2011) teve como objetivo verificar os hábitos de descarte de aparelhos celulares e baterias entre consumidores e a contribuição da logística reversa na gestão de resíduos pós-consumo de equipamentos de telefonia móvel na cidade de São Paulo. A conclusão foi que as operadoras Claro, Tim e Vivo e as fabricantes Gradiente, LG, Motorola, Nokia, Samsung, Siemens e Sony-Ericson, apesar de divulgarem a forma de descarte de baterias, não deixam claro como devem ser descartados os aparelhos celulares e seus acessórios, na outra ponta da cadeia estão os consumidores, que receberam pouca informação por parte da operadora e da fabricante sobre a maneira adequada de descarte e demonstraram desconhecer locais apropriados para este fim, estocando aparelhos e baterias usadas em casa. Esses problemas poderiam ser corrigidos com uma comunicação mais eficiente das operadoras e fabricantes sobre o descarte adequado, promovendo a reciclagem e a redução de riscos ambientais. O estudo de Demajorovic et al. (2012) também chama a atenção para o descarte de baterias e celulares, os autores fizeram um diagnóstico da comunicação aos consumidores sobre os programas de logística reversa. As empresas pesquisadas foram: Nokia, Samsung, LG, Sony Ericson e Motorola, além de lojas das operadoras Oi, Tim, Vivo e Claro. Apesar de as empresas serem obrigadas a desenvolver fluxos reversos e reconhecerem que o ciclo reverso pode reduzir impactos ambientais, o estudo concluiu que, na prática, nenhum dos programas estudados está preparado para operacionalizar o retorno dos produtos pósconsumo, nem comunica adequadamente os consumidores sobre a possibilidade de retorno de baterias e celulares, tampouco os estimula a colaborar com o fluxo reverso de aparelhos e baterias usados perdendo a oportunidade de melhorar a sua imagem e criar vantagem competitiva, além disso, os próprios consumidores revelam uma intenção comportamental diferente do comportamento efetivo. 4.5 O lixo informático ou e-lixo Outro item que chama a atenção, especialmente pela quantidade de trabalhos, é o lixo informático e o processo de logística reversa desses resíduos. Os produtos de informática tem um ciclo de vida curto, tornando-se obsoletos em poucos anos e consequentemente gerando imensas quantidades de descartes e a parte mais preocupante disso é que os componentes desses produtos possuem metais pesados altamente nocivos ao meio ambiente e à saúde humana. É nesse sentido que Acosta, Wegner e Padula (2008) buscaram, por meio de um estudo de caso, identificar como é aplicado o processo de logística reversa de computadores, impressoras, periféricos e componentes informáticos que apresentam defeitos de fabricação ou que chegaram ao fim da sua vida útil na empresa LOGIC. Os autores identificaram que esse fabricante de produtos informáticos não proporciona nenhum tipo de canal de logística reversa para coleta e disposição de produtos com defeito ou no final da vida útil, somente a empresa atacadista disponibiliza um canal reverso de pós-venda para produtos em garantia que apresentaram defeitos de fabricação. Após triagem, esses produtos podem ser consertados e vendidos como produtos remanufaturados, desmanchados para utilização em consertos de outros produtos ou terem suas peças vendidas em mercados secundários, os demais casos e as sobras de materiais originários dos diversos processos vão diretamente para um aterro da cidade. 9/16

10 Santos e Souza (2009) utilizando como estratégia de pesquisa o estudo de casos múltiplos averiguaram quais os fatores determinantes que motivaram a implantação e manutenção de programas de logística reversa para o gerenciamento de resíduos de microcomputadores pós-consumo. A pesquisa foi desenvolvida em duas organizações de grande porte, uma nacional, com sede em São Paulo e outra multinacional, com sede nos Estados Unidos e que atua no Brasil. Entre as práticas desenvolvidas pelas empresas estão a reciclagem, a reutilização de computadores para programas de inclusão social e a reutilização de componentes para fabricação de novos produtos. Os resultados da pesquisa mostraram que os principais fatores que determinaram a implantação e manutenção do processo de logística reversa nas empresas pesquisadas foram: o impacto ambiental, os recursos escassos, a legislação, a imagem institucional, o sistema de gestão ambiental e o envolvimento da alta administração. Já Lavez, Souza e Leite (2011) desenvolveram estudos de caso com as empresas recicladoras de produtos eletrônicos San Lien e Sir Company e com a produtora de produtos de informática Itautec, com o objetivo de verificar o papel da logística reversa no reaproveitamento do lixo eletrônico e identificar quais os fatores da logística reversa são relevantes para a cadeia reversa de computadores. A Itautec tem um programa de logística reversa somente para os produtos de informática com contrato de utilização por período determinado, sendo que os materiais que ainda possuem utilidade ficam à disposição para futuros reparos na rede de assistência técnica e os demais componentes são enviados para empresas especializadas em reciclagem. As empresas San Lein e Sir Company recebem materiais eletrônicos de empresas parceiras e os encaminham para reciclagem. Nesse processo a produtora de materiais informáticos busca melhorar a sua imagem diante do mercado e evitar que componentes de seus produtos acabem em mercados paralelos, enquanto as empresas que recebem os materiais tiram daí a sua fonte de renda ao atenderem as empresas fabricantes que buscam garantir seu passivo ambiental. Os estudos nessa área abrangem também as universidades, como é o caso da pesquisa feita por Faro, Calia e Pavan (2012) que buscaram saber como é a gestão de resíduos de e-lixo na USP, que tem um Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (Cedir), que recolhe equipamentos descartados pela própria universidade e pela população da cidade de São Paulo. No Cedir os equipamentos recebidos e que ainda têm utilidade são emprestados para projetos sociais e os que não têm mais utilidade são desmontados e encaminhados para empresas credenciadas pela USP para reciclagem. Esse projeto propicia o encaminhamento correto do e-lixo, seja para projetos de inclusão digital, reuso de equipamento ou reciclagem, evita a contaminação do meio ambiente por metais pesados e possibilita que a universidade dê o exemplo sobre a destinação adequada do e-lixo. 4.6 O ciclo reverso de embalagens de agrotóxicos, pneus e embalagens de aço Partindo para o ciclo reverso de embalagens de agrotóxicos, Faria e Pereira (2012) realizaram um estudo de caso para identificar os processos existentes nas operações de logística reversa de embalagens de agrotóxicos usadas, gerenciadas pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias inpev. As pesquisadoras observaram que o inpev possui uma administração eficiente do processo de logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos, fortalecendo a sua imagem institucional e contribuindo para a redução do impacto ambiental que seria decorrente do descarte inadequado. A conclusão da pesquisa é que todos os elos da cadeia reversa dessas embalagens compartilham responsabilidades pelo 10/16

11 retorno, o agricultor devolve as embalagens para o local indicado na nota fiscal, o comerciante e o fabricante arcam com os custos das Unidades de Recebimento e o destino final fica por conta das empresas fabricantes, o governo, por sua vez, tem o dever de fiscalizar todo o processo. O estudo de Gardin, Figueiró e Nascimento (2010) aborda a reciclagem de pneus inservíveis e tem como objetivo analisar a logística reversa pós-consumo dos mesmos com foco nas principais vantagens e limitações de três alternativas de reciclagem: asfalto ecológico, indústria cimenteira e pirólise com xisto. As três alternativas de reciclagem correspondem a promissoras soluções para amenizar o passivo ambiental causado pelos pneus usados, conforme concluíram os autores, sendo que do ponto de vista ambiental o asfalto ecológico e a pirólise com Xisto são as alternativas mais viáveis, pois não geram poluição como a causada pela queima de pneus na indústria cimenteira. Um dos principais entraves para que os pneus velhos alcancem a destinação correta é a dispersão deles pelo território nacional, dificultando a questão logística. Já Silva Filho, Abreu e Lima (2010) descreveram, por meio de um estudo de caso, os fatores determinantes para a configuração da cadeia reversa de embalagens de aço para bebidas no nordeste brasileiro, avaliando fatores externos que levam a adoção de estratégias ambientais e estruturação da cadeia logística, especialmente da cadeia reversa. O resultado da pesquisa é o desenho da cadeia direta e reversa das embalagens de aço, no qual a empresa produtora das embalagens é a coordenadora da cadeia, que conta também com a empresa envasadora, que é sua cliente e a empresa recicladora, uma siderúrgica, que recebe as embalagens para incorporar em seu processo produtivo. As pressões dos stakeholders nas estratégias ambientais partem principalmente da matriz da empresa cliente, que pressiona a fabricante para adotar um programa de reciclagem, que coloca a questão ambiental em nível estratégico e serve como diferencial competitivo na conquista e consolidação de mercados. 4.7 O papel do prestador de serviços logísticos O artigo de Vivaldini (2012) foca nas ações que o prestador de serviços logísticos pode desenvolver para contribuir para a sustentabilidade na cadeia de suprimentos. A contratação desse agente para transporte nacional e internacional de mercadorias, despacho aduaneiro, planejamento, armazenagem e administração de estoques e logística reversa é uma tendência que visa agregar valor às cadeias de suprimentos. A conclusão do estudo é que o papel do prestador de serviços logísticos nas ações de sustentabilidade está dividido em duas frentes. A primeira é de caráter corporativo e trabalha diretamente com a gestão e a estrutura operacional, esse foco interno está voltado para preocupações como manutenção de veículos, consumo de combustíveis alternativos, armazéns ecologicamente corretos, com a preocupação de que tais ações não prejudiquem a saúde financeira da empresa, não infrinjam a legislação, ações que busquem inovações tecnológicas, que despertem a responsabilidade social, que tragam melhorias para processos e produtos, beneficiando funcionários, acionistas e o meio ambiente. A segunda frente é externa e preocupa-se com a demanda de mercado por um comportamento socialmente correto, nesse sentido o prestador de serviços logísticos deve trabalhar em parceria com seus clientes para construir soluções que sejam percebidas e reconhecidas pelos consumidores, como por exemplo, a consolidação de cargas, evitar horários de pico, respeitar limites de velocidade, utilizar veículos mais eficientes, desenvolver projetos sustentáveis e melhorar programas de logística reversa para criar meios e centros de coleta, centros de reciclagem e retrabalhos. 11/16

12 4.8 Possíveis soluções O ensaio teórico de Slomski et al. (2012) apresenta a discussão de iniciativas que podem minimizar os impactos da degradação ambiental causados pelos descartes inapropriados de materiais. Uma dessas iniciativas seria a internalização dos gastos com o descarte do produto e/ou embalagem aos custos de produção, responsabilizando a empresa produtora pela destinação final de seu produto, ou seja, responsabilizando a empresa pelo ciclo reverso dos produtos descartados, contudo, não da mesma maneira como ocorria no passado com as garrafas de vidro utilizadas para acondicionar bebidas, a destinação final dos resíduos ficaria por conta de uma nova indústria: a indústria da destinação final do lixo, formada por empresas coletoras, de triagem, de administração de aterros, recicladoras e usinas de incineração, essas empresas teriam como fonte de renda a venda de materiais reutilizáveis para outros processos produtivos, a geração de energia a partir da incineração de materiais não recicláveis, a venda de créditos de carbono e a venda de títulos para empresas internalizarem os custos de destinação final correta de seus produtos e embalagens. 4.9 Contribuições da logística reversa para o tripé da sustentabilidade Os dados obtidos a partir da análise dos artigos científicos selecionados deram origem a um quadro em que são expostas as contribuições, identificadas em cada estudo, para as dimensões ambiental, social e econômica da sustentabilidade. Contribuições da logística reversa para cada uma das dimensões da sustentabilidade Autor(es) Dimensão ambiental Abreu, Melo e Leopoldino (2011) Incentivar a reciclagem Acosta, Wegner e Padula (2008) Redução do impacto ambiental gerado pelo lixo informático Faria e Pereira (2012) Faro, Calia e Pavan (2012) Gardin, Figueiró e Nascimento (2010) Gonçalves, Tanaka e Amedomar (2013) Lavez, Souza e Leite (2011) Moretti, Lima e Crnkovic (2011) Santos (2012) Santos e Souza (2009) Silva Filho, Abreu e Lima (2010) Slomski et al. (2012) Souza, Paula e Souza-Pinto (2012) Vieira, Soares e Soares (2009) Redução do impacto ambiental que seria causado pelo descarte inadequado de embalagens de agrotóxicos Evita a contaminação do meio ambiente por metais pesados contidos no e-lixo; Proporciona o encaminhamento correto de todos os componentes do e-lixo Combate do passivo ambiental gerado por pneus inservíveis Evita o sobrecarregamento dos aterros e a contaminação do solo e da água; Reinserção de resíduos sólidos urbanos no processo produtivo Reciclagem de material informático Incentivar descarte adequado de baterias, celulares e acessórios; Reduzir riscos ambientais como a contaminação de lençóis freáticos por metais pesados de baterias; Incentivar a reciclagem As cooperativas ajudam a diminuir os riscos ambientais causados pela disposição inapropriada de resíduos; Transformação de resíduos pós-consumo em produtos com possibilidade de reutilização Redução de impactos ambientais causados pelo descarte e pela extração de matéria-prima virgem; Reciclagem de componentes de computadores Reinserção de latas de aço ao ciclo produtivo Minimizar os impactos da degradação ambiental causados pelos descartes inadequados de produtos e embalagens Aumento da vida útil dos aterros sanitários; Diminuição da disposição incorreta de resíduos; Redução do gasto de energia; Diminuição da extração de matéria-prima virgem; Extensão da vida útil dos produtos Conscientização dos colaboradores da empresa para o consumo consciente e o descarte adequado de lâmpadas, pilhas e baterias; Incentivar e proporcionar a 12/16

13 Vivaldini (2012) Autor(es) Abreu, Melo e Leopoldino (2011) Faro, Calia e Pavan (2012) Giovannini e Kruglianskas (2008) Santos (2012) Santos e Souza (2009) Souza, Paula e Souza-Pinto (2012) Autor(es) Abreu, Melo e Leopoldino (2011) Acosta, Wegner e Padula (2008) Demajorovic et al. (2012) Faria e Pereira (2012) Giovannini e Kruglianskas (2008) Gonçalves, Tanaka e Amedomar (2013) Lavez, Souza e Leite (2011) Santos e Souza (2009) Silva Filho, Abreu e Lima (2010) Souza, Paula e Souza-Pinto (2012) ANAIS destinação ambientalmente correta do lixo tecnológico Criar meios e centros de coletas, centros de reciclagem e retrabalhos Dimensão social Contribuir com as instituições filantrópicas A reutilização do e-lixo ajuda projetos de inclusão digital; Consolida a imagem da universidade como instituição de educação Os catadores têm remuneração adequada; Compradores finais dão segurança aos catadores da associação; Incentivos para a associação de catadores buscar estruturas cada vez mais organizadas e formais Geração de emprego e renda para os catadores/cooperados; Inclusão social e econômica dos cooperados Reaproveitamento de computadores usados em programas de inclusão digital Melhoria das condições de trabalho dos cooperados; Cooperativas oferecem emprego e renda para pessoas sem qualificação profissional; Contribui para melhoria da saúde pública Dimensão econômica Melhorar a imagem da empresa Reutilização de componentes informáticos; Revalorização de produtos informáticos Melhorar a imagem e criar vantagem competitiva para empresa Divisão de responsabilidades entre todos os elos da cadeia reversa de embalagens vazias de agrotóxicos; Fortalecimento da imagem institucional do inpev Tecnologias adequadas para a logística que permitiram criar condições necessárias de organização, localização e transporte Produção de energia a partir de resíduos sólidos urbanos; Geração de renda pela coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos; Reinserção de resíduos sólidos urbanos no processo produtivo Reaproveitamento de material informático; Geração de renda para empresas recicladoras Reutilização de componentes informáticos para fabricação de novos produtos; Melhora a imagem institucional Reinserção de latas de aço ao ciclo produtivo; Conquista e consolidação de mercados por meio do posicionamento estratégico voltado para a sustentabilidade da cadeia de suprimentos Redução do gasto de energia; Oferta de matéria-prima secundária e de baixo custo para a indústria; Cooperativas auxiliam programas de logística reversa de empresas que buscam a recuperação de produtos recicláveis; Redução de gastos municipais para coleta de resíduos sólidos urbanos Ao tratar da abordagem, as categorias de classificação previamente definidas foram: estudos que abordam a Correção ou estudos que abordam a Prevenção de questões relacionadas à sustentabilidade e à logística reversa. Após a análise dos artigos verificou-se que todos eles se localizam na abordagem de Correção, ou seja, tratam apenas do ciclo reverso de produtos pós-venda ou pós-consumo, sem citar qualquer iniciativa que possa caracterizá-los na abordagem de Prevenção. 5 CONCLUSÃO É necessário e urgente pensar em novas maneiras de produzir bens e destinar resíduos, as tendências apontam cada vez mais para processos sustentáveis que podem trazer uma vantagem competitiva reconhecida pelos consumidores, por isso, a logística que um dia 13/16

14 tratava simplesmente da estocagem de materiais está se tornando uma área estratégica dentro das empresas (LEITE, 2009), podendo contribuir para o desenvolvimento de processos e produtos mais sustentáveis, bem como atuar em processos de revalorização de produtos e auxiliar na destinação correta dos resíduos. Sendo assim, a logística reversa pode contribuir na dimensão ambiental da sustentabilidade incentivando a reciclagem, dando destinação correta aos resíduos, reduzindo o impacto ambiental gerado pelo descarte inadequado de resíduos e pela extração de matériaprima-virgem, evitando o sobrecarregamento dos aterros, reinserindo materiais no processo produtivo, reduzindo gasto de energia, estendendo a vida útil dos produtos, incentivando para o consumo consciente e descarte adequado e criando centros de coleta, reciclagem e retrabalhos. Já na dimensão social da sustentabilidade a logística reversa pode contribuir para a melhoria da saúde pública, para a geração de empregos e renda aos catadores de material reciclável, incluindo economicamente essas pessoas, também pode contribuir com a reutilização do e-lixo em projetos de inclusão digital e para a manutenção de instituições filantrópicas, cooperativas e associações de catadores, bem como para a melhor estruturação dessas entidades. E na dimensão econômica da sustentabilidade a logística reversa pode contribuir melhorando a imagem da empresa e criando vantagem competitiva, revalorizando ou reutilizando componentes de produtos, dividindo responsabilidades de custos com o processo reverso entre todos os elos da cadeia, criando tecnologias de organização, localização e transporte de resíduos, gerando energia e renda a partir de resíduos, reinserindo materiais no ciclo produtivo, reduzindo os gastos de energia para extração de recursos naturais, ofertando matéria-prima secundária com custos menores e diminuindo gastos municipais com a coleta de resíduos sólidos urbanos. As análises efetuadas mostraram que todos os artigos utilizados no presente trabalho se localizam na abordagem de correção, evidenciando a falta de estudos que abordem temas como a redução do uso matérias-primas, produtos que sejam facilmente recicláveis, redução do gasto de energia, enfim, faltam estudos que promovam um repensar nas atividades de logística reversa, sendo que de acordo com Pereira et al. (2012) as redes de logística reversa podem agregar operações e ações ligadas, desde a redução de matérias-primas até a destinação final correta de produtos, materiais e embalagens com o seu posterior reuso, reciclagem ou produção de energia, A partir das leituras percebeu-se o importante papel de três elementos: as associações e cooperativas de catadores que promovem o ciclo reverso de materiais, intermediando a relação entre consumidor final e a indústria; a legislação que é um fator que influencia ações voltadas a garantir a sustentabilidade econômica, social e ambiental, contribuindo para criar um cenário favorável a esse tipo de ação e; a consciência ambiental e social das empresas que também é um fator que aparece como motivador da implantação de processos reversos. Há necessidade de conscientização tanto por parte dos fabricantes, para produzir produtos que sejam facilmente recicláveis e para criar canais reversos, quanto por parte do consumidor, que deve ter consciência de suas responsabilidades, colaborando ativamente para que o processo reverso aconteça e exigindo que os produtos que chegaram ao final de sua vida útil tenham uma destinação adequada. 14/16

15 A lacuna encontrada e que poderá ser tema de outros estudos está em como o pensar em sustentabilidade pode contribuir para aperfeiçoar os processos de logística reversa, pensando no âmbito ambiental seriam bem vindos trabalhos que tratassem da redução do uso de materiais e eliminação de embalagens desnecessárias, no âmbito social trabalhos que evidenciassem as contribuições do maior entrosamento de indústrias com cooperativas de reciclagem e no âmbito econômico poderiam ser desenvolvidos trabalhos que mostrassem como o processo reverso pode proporcionar renda para as pessoas e organizações envolvidas nesse ciclo. Para futuros estudos sugere-se também ampliar a busca de artigos científicos em outras bases de dados para enriquecer os resultados e também verificar se há estudos que tratem da abordagem de prevenção. REFERÊNCIAS ABREU, J. C. A. de; MELO, D. R. A.; LEOPOLDINO, C. B. Entre fluxos e contra-fluxos: um estudo de caso sobre logística e sua aplicação na responsabilidade socioambiental. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, v. 10, n. 1, p , ACOSTA, B.; WEGNER, D.; PADULA, A. D. Logística reversa como mecanismo para redução do impacto ambiental originado pelo lixo informático. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, v. 7, n. 1, p. 1-12, ALMEIDA, M. F. L. de. Sustentabilidade corporativa, inovação tecnológica e planejamento adaptativo: dos princípios à ação Tese (Doutorado em Engenharia da Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Industrial, Pontifícia Universidade Católica, Rio de Janeiro, BRASIL. Lei n , de 2 de agosto de Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Oficial, Brasília, DF, 2 ago BRASIL. Resolução 257, de 30 de junho de 1999 CONAMA. BRASIL. Resolução 258, de 26 de agosto DE 1999 do CONAMA. BRASIL. Resolução 301, de 21 de março de 2002 do CONAMA. BRASIL. Resolução 334, de 03 de abril de 2003 do CONAMA. BRASIL. Resolução 401, de 04 de novembro de 2008 do CONAMA. CORAL, E. Modelo de planejamento estratégico para a sustentabilidade empresarial f. Tese (Doutorado em Engenharia da Produção) Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, CORRÊA, H. L. Gestão da rede de suprimentos: integrando cadeias de suprimento. 3ª ed. São Paulo: Atlas, DEMAJOROVIC, J.; HUERTAS, M. K. Z.; BOUERES, J. Alves; SILVA, A. G.da; SOTANO, A. S. Logística reversa: como as empresas comunicam o descarte de baterias e celulares?. Revista de Administração de Empresas, v. 52, n. 2, p , FARIA, A. C. de; PEREIRA, R. da S. O processo de logística reversa de embalagens de agrotóxicos: um estudo de caso sobre o INPEV. Organizações Rurais & Agroindustriais, v. 14, n. 1, p , FARO, O. E.; CALIA, R. C.; PAVAN, V. H. G. A logística reversa do lixo tecnológico: um estudo sobre a coleta do e-lixo em uma importante universidade brasileira. Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 6, n. 3, p. 1-12, GARDIN, J. A. C.; FIGUEIRÓ, P. S.; NASCIMENTO, L. F. Logística reversa de pneus inservíveis: discussões sobre três alternativas de reciclagem para este passivo ambiental. Revista Gestão & Planejamento, v. 11, n. 2, art. 5, p , /16

16 GIOVANNINI, F.; KRUGLIANSKAS, I. Fatores críticos de sucesso para a criação de um processo inovador sustentável de reciclagem: um estudo de caso. Revista de Administração Contemporânea, v. 12, n. 4, art. 2, p , GONÇALVES, M. A.; TANAKA, A. K.; AMEDOMAR, A. de A. A destinação final dos resíduos sólidos urbanos: alternativas para a cidade de São Paulo através de casos de sucesso. Future Studies Research Journal: Trends and Strategies, v. 5, n. 1, p , LAVEZ, N.; SOUZA, V. M.; LEITE, P. R. O papel da logística reversa no reaproveitamento do lixo eletrônico - um estudo no setor de computadores. Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 5, n. 1, art. 2, p , LEITE, P. R. Logística reversa: meio ambiente e competitividade.2. ed. São Paulo: Pearson, LIVA, P. B. G.; PONTELO, V. S. L.; OLIVEIRA, W. S. Logística reversa. TecHoje. Disponível em: <http://www.techoje.com.br/site/techoje/ categoria/detalhe_artigo/301>. Acesso em: 06 nov MORETTI, S. L. do A.; LIMA, M. do C.; CRNKOVIC, L. H. Gestão de resíduos pósconsumo: avaliação do comportamento do consumidor e dos canais reversos do setor de telefonia móvel. Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 5, n. 1, art. 1, p. 3-14, PEREIRA, A. L.; BOECHAT, C. B.; TADEU, H. F. B.; SILVA, J.T.M.; CAMPOS, P. M. S. Logística reversa e sustentabilidade. São Paulo: Cengage Learning, REPORT OF THE WORLD COMMISSION ON ENVIRONMENT AND DEVELOPMENT: Our Common Future. Disponível em: <http://www.un-documents.net/our-common-future. pdf >. Acesso em: 06 nov SACHS, I.; VIEIRA, P. F. Rumo à ecossocioeconomia: teoria e prática do desenvolvimento. São Paulo: Cortez, SANTOS, E. F. dos; SOUZA, M. T. S. de. Um estudo das motivações para implantação de programas de logística reversa de microcomputadores. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, v. 8, n. 2, p , SANTOS, J.G. A Logística Reversa como ferramenta para a sustentabilidade: um estudo sobre a importância das cooperativas de reciclagem na gestão dos resíduos sólidos urbanos. Reuna, v. 17, n. 2, p , SILVA FILHO, J. C. L.; ABREU, M. C. S.; LIMA, D. C. Fatores determinantes para a configuração da cadeia reversa de embalagens de aço para bebidas. Revista Pretexto, v. 11, n. 3, art. 3, p , SLOMSKI, V.; SLOMSKI, V. G.; KASSAI, J. R.; MEGLIORINI, E. Sustentabilidade nas organizações: a internalização dos gastos com o descarte do produto e/ou embalagem aos custos de produção. Revista de Administração, v. 47, n. 2, p , SOUZA, M. T. S. de; PAULA, M. B. de; SOUZA-PINTO, H. O papel das cooperativas de reciclagem nos canais reversos pós-consumo. Revista de Administração de Empresas, v. 52, n. 2, p , VIEIRA, K. N.; SOARES, T. O. R.; SOARES, L. R. A logística reversa do lixo tecnológico: um estudo sobre o projeto de coleta de lâmpadas, pilhas e baterias da Braskem. Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 3, n. 3, art. 8, p , VIVALDINI, M. O papel de operadores logísticos em ações de sustentabilidade. Revista de Administração da Unimep, v. 10, n. 1, p , /16

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