UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI ANA CRISTINA QUEIROZ AGRIA OLHARES SOBRE A REPRESENTAÇÃO FÍLMICA DA SURDEZ

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1 UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI ANA CRISTINA QUEIROZ AGRIA OLHARES SOBRE A REPRESENTAÇÃO FÍLMICA DA SURDEZ São Paulo 2014

2 ANA CRISTINA QUEIROZ AGRIA OLHARES SOBRE A REPRESENTAÇÃO FÍLMICA DA SURDEZ Dissertação de Mestrado apresentada à Banca Examinadora, como exigência para a obtenção do título de Mestre em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi, sob a orientação da Prof. Dra. Mª Ignês Carlos Magno. São Paulo 2014

3 ANA CRISTINA QUEIROZ AGRIA OLHARES SOBRE A REPRESENTAÇÃO FÍLMICA DA SURDEZ Dissertação de Mestrado apresentada à Banca Examinadora, como exigência para a obtenção do título de Mestre em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi, sob a orientação da Profª. Dra. Mª Ignês Carlos Magno. Aprovado em Profª Convidada: Profª Dra. Mª Cristina da Cunha Pereira Yoshioka Prof.Interno : Prof. Dr. Gelson Santana Penha Orientadora: Profª Dra. Mª Ignês Carlo Magno

4 AGRADECIMENTOS A Deus, que criou o Céu e a Terra, que me amou, desde eternidade. Deu seu Filho amado, Jesus Cristo, para morrer em meu lugar e que todos seus propósitos cumpram-se na minha vida. E um deles por ter aberto as portas para eu realizar o mestrado, por ter provido tudo quanto precisei no decorrer dessa caminhada e por ter-me capacitado com sua sabedoria e direção. Ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi pela oportunidade da realização do mestrado. E neste momento em que este projeto se encerra, cabe ressaltar que ele só foi possível através de um ideal, somado aos meus esforços, às minhas necessidades e aos objetivos que tanto buscava. Agradeço a colaboração de todos os professores doutores, do curso de mestrado, que tanto contribuíram com suas observações, direta ou indiretamente, para a realização deste trabalho, principalmente minha orientadora, a Profa. Doutora Maria Ignês Carlos Magno, pelo apoio incondicional, incentivo e sensibilidade em todos os momentos difíceis desta dissertação. À minha amada família, por terem acreditado no meu potencial desde o inicio, cobrindo-me com amor, incentivo e oração em todos os momentos e compreendendo a minha ausência em seu convívio. Ao meu marido amado César, pelo apoio, compreensão, cumplicidade e respeito. Aos meus pais Julio (in memorian) e Mary que me mostraram o valor de estudar. Acreditaram e investiram em mim, para chegar á vida acadêmica. À Comunidade Surda, da qual eu faço parte e desde que me conheci como surda, a que dedico essa dissertação, vencendo a falta de conhecimento. A todos pais ouvintes e surdos, a que também dedico essa dissertação, pela sua coragem, força e fé, que aceitaram LIBRAS como língua materna de seus filhos surdos demonstração de um grande amor e aceitação por eles.

5 RESUMO Esta pesquisa tem como objetivo principal estudar como os surdos são apresentados em filmes, bem como comparar os filmes que foram criados em três épocas diferentes da vida social, cultural e educacional no mundo ocidental. A tese é escrita num conjunto de narrativas no estilo acadêmico e estilo ensaio ao mesmo tempo, para deixar emergir os saberes onde entram em cena as memórias das experiências do ser surdo, uma visão abrangente em relação ao que ocorre com o povo surdo, para a construção da historia através dos filmes. Trata-se dos filmes: Nunca é tarde (And Now Tomorrow, 1944), O Martínio do Silêncio (Mandy, 1952), O País dos Surdos (Le Pays dês Sourds, 1992) e Sou Surdo e não sabia (Sourdset Malentendus, 2009). Com essa pesquisa, foram apresentadas as reflexões importantes acerca da diferença entre tratamento patológico e antropológico em que os sujeitos foram sujeitados. Isso poderá levar muitas informações para conhecer o mundo dos surdos. E também poderá contribuir futuros estudos na área de Comunicação e outras, já que a revelação cultural está a caminho. Palavras-chave: Cinema; Surdos; Língua de Sinais, Cultura Surda.

6 ABSTRACT The thesis is both a set of narratives and an academic essay, the objective of doing this is to let emerge the knowledge that the memories of being deaf experience bring. This is a wide vision about what happens with the deaf people, and this historical vision is built through the movies. The thesis is both a set of narratives and an academic essay, the objective of doing this is to let emerge the knowledge that the memories of being deaf experience bring. This is a wide vision about what happens with the deaf people, and this historical vision is built through the movies. The movies analysed are: Now and Tomorrow (1944), Mandy (1952), Le Pays dês sourds (1992) and Sourdset malentendus (2009). As a result, this research brings relevant reflections about the difference between the pathological treatment and the anthropological view that theses subjects endure. This can lead to a inumerous informations about the Deafs' world. This also can contribute on future work on Communication and other areas, considering that the cultural revelation is comming. Key-words: Movies; Deafs, Sign Language; Deaf Culture.

7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 7 CAPITULO 1 - MOMENTOS HISTÓRICOS MARCANTES Desconhecimento Cultural Revelação Cultural Isolamento Cultural Restauração Cultural CAPÍTULO 2 ESTUDO COMPARATIVO DOS FILMES E DAS ÉPOCAS Nunca é Tarde (And Now Tomorrow, 1944,USA) O Martínio do Silêncio (Mandy, 1952) O País dos Surdos (Les pays dês sourds, 1992) CAPÍTULO 3 ESTUDO DO FILME: SOU SURDO E NÃO SABIA Identidades Surdas Depoimentos Justificativas CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 47

8 7 INTRODUÇÃO Eu faço parte da Comunidade Surda há mais de trinta anos, quando eu conheci essa comunidade, me descobri com minha identidade, minha língua, minha história. Eu me identifico muito com surdos e vejo que eles são como eu, capazes, não se sentem deficientes, embora alguns deles tenham identidades diferentes. Por exemplo, alguns pensam que os ouvintes têm mais poder do que surdos, que são dominantes, que são perfeitos... mas eu não penso assim, só apenas vejo a diferença, lutar para que a sociedade reconheça a nossa diferença, procurar a adaptar para nosso mundo visual. Nós surdos temos identidades diferentes, porém temos histórias muito parecidas, fomos orientados e encaminhados para tratamento patológico, fazer fonoaudiologia, usar aparelho auditivo, treinar para sermos ouvintes, viramos deficientes, pois é muito raro para chegarmos a perfeição. De acordo com Maria Cecília Moura: O Surdo não é mudo, não é deficiente, não é alienado mental e também não é uma cópia mal feita do ouvinte. Ele é Surdo, humano, autor e ator de inúmeros personagens... Não pudemos desfrutar de nossa língua natural, mostrar o que somos e não aquela cópia de ouvinte mal feita. Quando descobrimos a nossa língua de sinais (depende de cada idade), sempre foi um momento de descoberta, libertação, busca pela nossa identidade. Por isso quero mostrar nesse estudo através dos filmes, as épocas que os surdos viveram, quanto mais antigo, são piores. A sociedade mostrou mais deficiência auditiva, falta de informação verdadeira, mais tratamento patológico e nós surdos vimos que há coisas fora de realidade, muitos mitos para desmascarar. Mesmo que seja difícil comprovar como os filmes produzem opiniões e comportamentos, o fato é que isso acontece de maneira intensa. Os conceitos aplicados neste estudo estão todos relacionados à pesquisa sobre língua de sinais, cultura surda, comunidades surdas, identidades surdas, centralidade da visão no mundo surdo e outros. Pois é uma pesquisa relacionada a um campo de pesquisa em que a surdez é vista como uma diferença cultural e não como deficiência. Atualmente tem-se

9 8 ouvido falar em surdos e em língua de sinais Libras (sigla de Língua Brasileira de Sinais) 1, mas, o que realmente sabemos sobre os surdos? Torna-se relevante apresentar os momentos na história desses indivíduos que certamente contribuem para que os surdos a cada momento conquistem o espaço que lhes é devido. Assim, refletir sobre a vida do sujeito surdo exige, entre outros aspectos, uma compreensão de sua história sobre a vida do Povo Surdo e Comunidade Surda que apresenta uma divisão de quatro fases mais marcantes na história de indivíduos surdos: Desconhecimento cultural, Revelação Cultural, Isolamento Cultural e Restauração Cultural. E o que observamos nos discursos das pessoas que não conhecem os surdos na realidade e as línguas de sinais é uma série de crenças que não correspondem à realidade. As pessoas pensam coisas sobre as línguas de sinais, porque por muitos anos houve ideias a respeito do surdo que foram disseminadas por meio da filosofia, religião e política. Isso levou a pensar que as ideias sobre a cultura surda sejam verdadeiras, porém, é fruto de desconhecimento. Apesar do impacto das concepções errôneas sobre a cultura surda, as pouquíssimas pesquisas avançaram muito e nos mostraram que tais concepções são equivocadas. Portanto apresento evidencias para desmistificar tais ideias, com alguns conceitos. Os termos Surdo e Surdez são preferidos pela Comunidade Surda por considerarem que deficiente auditivo e deficiência auditiva são termos que escondem preconceitos com relação a pessoas surdas, cuja falta de audição levou-as a desenvolver habilidades específicas como uma língua visual-gestual. Portanto, não são deficientes e sim caracterizados por três questões centrais: 1. Surdos não são deficientes de língua oral, são pessoas que desenvolvem outra língua para se comunicar. 2. Não vivem as deficiências auditivas, mas uma experiência visual; 3. As consequências políticas, sociais, culturais e pedagógicas levaram a considerar uma proposta bilíngue para os surdos, como ocorre com outras minorias sociais e culturais 1 1 Ao se falar em bilinguismo, refere-se ao processo educacional no qual o surdo está inserido e que pressupõe que a instrução ocorra por meio de duas línguas: a Libras e a língua portuguesa. Porém, mesmo com a comunidade surda, o bilinguismo atravessa a fronteira linguística e inclui o desenvolvimento da pessoa surda dentro da escola e fora dela dentro de uma perspectiva sócio-antropológica. De acordo com McCleary (2006), a educação bilíngue sempre foi um campo de batalha ideológica. De um lado, existem pessoas que apenas aceitam a educação bilíngue como um "mal necessário" e fazem de "bilíngue" um termo quase pejorativo. De outro, há aqueles que veem a educação bilíngue como uma ferramenta para cultivar

10 9 CAPITULO 1 - MOMENTOS HISTÓRICOS MARCANTES A história que estuda o passado para compreender o presente das instituições, dos métodos, das concepções e também para antever o futuro, fornece elementos para evitarmos o risco de nos fecharmos em horizontes estritamente limitados. A história da educação do surdo não foge a esta norma, alias, é parte da educação, apesar de poucos livros fazerem referencias a ela. Como ocorre com a educação geral, também na história do surdo observam-se diferentes tendências, marcadas não só pelos movimentos políticos, sociais, econômicos, como também, científicos e tecnológicos. Assim, podemos refletir sobre a educação do sujeito surdo que exige, entre outros aspectos, uma compreensão de sua história. Para resumir o decorrer da história, propõe-se a dividir em quatro grandes etapas que tem as seguintes denominações: Desconhecimento Cultural, Revelação Cultural, Isolamento Cultural e Restauração Cultural. Pretende-se aqui mostrar a evolução histórica da língua de sinais, a partir das diferentes visões em relação a essa língua e também aos surdos, em diversos lugares do mundo para tal, será usada como referencia básica a obra de Strobel 2 A língua de sinais já existia antes de Cristo e está presente em muitas histórias no mundo todo, desde tempos remotos até os dias de hoje, como nos apresenta Karin Lilian Strobel. Todavia resumidamente e com fatos principais, divididos em etapas conforme e de acordo com a autora citado e por outras pesquisas realizadas; podemos acompanhar as etapas seguintes: 1.1 Desconhecimento Cultural Em 476 d. C., em Roma, as pessoas surdas eram castigadas ou enfeitiçadas, e a questão da surdez era resolvida pelo abandono ou com a eliminação física os surdos eram jogados no rio Tibre. Apenas sobreviviam aqueles que conseguiam sair do rio ou eram 2 O Desconhecimento Cultural apresenta uma etapa em que os surdos não tinham direito à vida social e escolar, devido a influencia da filosofia de Aristóteles que mostrou que por

11 10 escondidos por seus próprios pais. A partir daí, os surdos se tornaram escravos de senhores ouvintes 3 sendo obrigados a passar toda a vida dentro de moinhos de trigo, realizando trabalhos braçais. Nessa mesma época, no Egito e Pérsia, os surdos eram considerados criaturas privilegiadas, enviados dos deuses, pois o povo acreditava que os surdos se comunicavam em segredo com os deuses. Muitos surdos tinham uma vida inativa e não eram educados devido à sua forma de comunicação diferente, a qual a sociedade desconhecia e não tinha domínio. Na Idade Média, na Grécia, os surdos eram proibidos de receber a comunhão, pois eram incapazes de confessar seus pecados; havia também decretos bíblicos que proibiam o casamento de duas pessoas surdas, menos os que recebiam favor do Papa. Ainda em 530 d. C. na Itália, encontram-se relatos de que os monges beneditinos empregavam uma forma de sinais para comunicação entre si, a fim de não violar o rígido silêncio. A Igreja Católica afirmava que os surdos eram um castigo divino e que estes deveriam ser o fardo da família, por causa do pecado que um dos pais tenha cometido, e por isto deveria cuidar e proteger do filho surdo ou deficiente pelo resto da vida. No decorrer dos séculos, os surdos foram deixando de ser sacrificados e passaram a ser escravizados. Muitos surdos começaram a criar formas de comunicação gestual 4 para se entenderem, as famílias de grandes posses passaram a se preocupar com quem deixaria os bens. 1.2 Revelação Cultural A história da educação de surdos não é uma história difícil de ser analisada e compreendida, ela evolui continuamente apesar de vários impactos marcantes, no entanto, vivemos momentos históricos caracterizados por mudanças, turbulências e crises, mas também de surgimentos de oportunidades (PERLIN; STROBEL, 2006, p.5). Com o tempo, muitos pensadores começaram a perceber que os surdos não podiam ouvir ou falar, mas tinham uma forma de se expressar através de gestos e mímicas, houve 3 Ouvinte: palavra usada pelo povo surdo para designar aqueles sujeitos que não são surdos 4 Essa comunicação gestual, desenvolvida nos lares ouvintes com filhos surdos, é chamada sinais caseiros.

12 11 então uma avalanche de pesquisadores na área da surdez estudando-a de forma cientifica e clínica. Os primeiros educadores de surdos de que se tem notícia, começam a surgir a partir do século XVI, na Espanha, Na França, na Inglaterra e na Alemanha. Educadores como Rudolphus Agrícola ( ), Girolamo Cardano ( ), Pedro Ponce de Leon ( ), Juan Pablo Bonet e Abade Charles de L Éppe ( ). Gerolamo Cardano ( ), médico italiano, estuda a condutividade óssea de som, e a partir dos seus estudos faz uma série de incursões a respeito da surdez e dos surdos. Cardamo teria também proposto avaliar o grau da capacidade de aprendizagem entre diferentes tipos de surdos. Para isso, propôs a seguinte divisão: aqueles que haviam nascido surdos, os que adquiriram a surdez antes de aprender a falar, os que adquiriram depois de aprender a falar e, finalmente, os que a adquiriram depois de aprender a falar e a escrever. A partir disto, teria estabelecido uma relação entre as diferentes categorizações, através do nível de aprendizagem alcançado por cada um. Isso o teria levado a afirmar que a surdez, por si mesma, não modificava a inteligência da criança e que, portanto, a educação deste tipo de pacientes deveria ser realizada pelo ensino da leitura e da escrita (LEITE, 1999, p.17). E na Espanha, Pedro Ponce de Leon, monge beneditino espanhol, é considerado o primeiro educador de surdos ( ). No século XVI ele instrui surdos de famílias ricas que precisavam instruir seus filhos surdos, e assim destinar-lhes herança para administrar ou simplesmente educação. Não existiam ainda escolas e alguns religiosos educadores eram contratados preceptores destes membros surdos de famílias abastadas. Aqui encontramos a oralidade como objetivo principal (NASCIMENTO, 2006, p.255). Em 1613, Fray de Melchior Yebra, de Madri, escreveu um livro chamado Refugium, que descreve e ilustra o alfabeto manual. Na Espanha, Juan Pablo Bonet ( ) iniciou a educação de outro membro surdo da família Velasco, Dom Luís, por meio de sinais, treinamento da fala e uso de alfabeto datilológico. Seu método teve tanto sucesso que ele foi nomeado pelo Rei Henrique IV como Marquês de Franzo. Em 1620, em Madri, Juan Pablo Bonet publicou o primeiro livro sobre a educação de surdos, em que expunha o seu método oral. Bonet defendia também o ensino precoce de alfabeto manual aos surdos. O alemão Samuel Heinick cria a primeira escola publica para surdos. Utiliza o método oral puro. Ate 1750, apesar de referencias aos gestos e a mímica dos surdos, não haviam estudos profundos em relação à língua de sinais. Todos os surdos, não haviam estudos profundos em relação à língua de sinais. Todos os esforços eram no sentido do oralismo puro,

13 12 no caso de Alemanha, ou da utilização de alguns sinais metódicos como apoio para a aprendizagem da língua escrita (NASCIMENTO, 2006, p.256). Foi na França, a partir da observação dos surdos se comunicando em sinais pelas ruas de Paris, que o Abade L Epée, acreditou que aquela ação que via acontecer com tanta naturalidade entre os surdos poderia servir como instrumento de desenvolvimento e aprendizagem para eles. E assim, ele cria seu método, que utiliza a língua observada por ele, mas que também serve de apoio para a aprendizagem da língua escrita. L Epée não acredita na oralização, e não faz este treinamento em sua escola. Ele cria a primeira escola publica para surdos, que utiliza a língua de sinais na sua metodologia, em Paris, no ano de Nesta escola atuam professores surdos. É um surdo, Desloges, que em 1779 escreve o primeiro livro sobre língua de sinais. Seguem as discussões entre as duas linhas de educação. Alguns defendendo a oralidade pura, as palavras articuladas, os sons articulados, e outros defendendo a educação a partir da língua de sinais. (NASCIMENTO, 2006, p ). O período de 1760 a 1880, conhecido como Revelação Cultural foi um período em que alguns homens destemidos resolveram devotar suas vidas para que esses incapazes, que não eram considerados humanos, pudessem desfrutar de uma existência impregnada por descobertas, surpresas, manifestações, tornando-se capacitados a revolucionar toda uma civilização e estrutura o marco histórico que produziu uma nova e extraordinária concepção do homem: a cultura surda. O americano Thomas Hopkins Gallaudet, professor de surdos nos Estados Unidos, para conhecer o trabalho de L Epée. Lá conhece Laurent Clerc, professor surdo do Instituto de Paris que o acompanha aos EUA e fundam a primeira escola americana para surdos que utiliza a língua de sinais, em Connecticut, no ano de Anos depois, em 1864 é criada a primeira Universidade para surdos nos estados Unidos, atualmente Universidade Gallaudet. No Brasil não poderia ser diferente. Segundo Reis (1992, apud RAMOS, 2004, p.5), em 1855, o deputado Cornélio Ferreira havia apresentado à assembleia um projeto de lei que criava o cargo de professor de primeiras letras para o ensino de cegos e surdos-mudos, mas o projeto não foi aprovado. Mais tarde, o nobre francês Eduard Huet, que ficou surdo aos doze anos desejava viajar e criar escolas de surdos em outros países. Formado como professor no Instituto de Surdos-Mudos de Paris, ele emigrou, em 1855, para o Brasil, a convite do Imperador Dom Pedro II, que apoiou e ajudou a fundar o Imperial Instituto de Surdos-Mudos, hoje chamado de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), e começou alfabetizando

14 13 sete crianças com o mesmo método do abade L Èpée. O atendimento feito pelo Instituto de Surdos-Mudos foi muito significativo para seu tempo, pois não havia nenhuma expectativa de ensino para as crianças surdas no país. A Comunidade Surda organizada vem apresentando como demanda nos últimos anos para lei e decreto de libras usados para educação de surdos e vida social, e vem manifestado favorável a criação de escolares de escolas bilíngues (primeira língua: língua de sinais e segunda língua: português) para surdos e apontam princípios pedagógicos orientadores para a construção de um projeto pedagógico no interior da escola de surdos que leve em conta a diferença surda, as identidades surdas, a língua de sinais, enfim os interesses da comunidade surda relacionados particularmente a oferta de um ambiente linguístico, arquitetônico e pedagógico adequado aos surdos. 1.3 Isolamento Cultural O período de 1880 a 1960, ou chamado o Isolamento Cultural, foi um período trágico em que foi realizado o Congresso Internacional de Educadores de Surdos de Milão, em 1880, a língua de sinais foi proibida e todos os alunos surdos tiveram que aderir ao oralismo. As pessoas ouvintes acreditavam que fosse o melhor para que os surdos fossem aceitos na sociedade, falar e ouvir como a maioria era uma forma de normalizar o surdo (STROBEL, 2006, p.245). embora houvesse uma rígida vigilância para que os surdos não usassem os sinais nas escolas, fora desta era inevitável, os surdos continuaram a usar a língua de sinais entre eles, às escondidas. De maneira informal nas casas, encontros nas ruas e até nas escolas, a comunidade surda resistia e insistia na sua língua. Teria sido este, um dos primeiros movimentos dos surdos? Acredito que sim, pois desde a antiguidade os surdos sempre tiveram seus destinos traçados pelos ouvintes, neste momento eles (os surdos) iniciaram um movimento para que sua língua a de sinais não morresse. Perlin (2005, p.69) afirma que (...) o oralismo educacional e o ouvintismo a que o surdo a que o surdo foi submetido e continuamente é submetido deu inicio ao movimento das Associações de Surdos. A resistência surda contra a ideologia ouvinte deu inicio a movimentos inclusive ONGs. (...)

15 14 (...) O movimento surdo é responsável direto pelo novo impasse na vida do surdo contra a coerção ouvinte, pelo sentir-se surdo: em resumo, é o local de gestação da política da identidade surda. (...) A escola se afastava do processo social e cultural que envolve a surdez, e programava suas ações pedagógicas centradas na oralização. A escola se tornava um lugar de dominação e domesticação, de estranhamento e de sofrimento. A oralização estava longe da realidade dos surdos, nem todos tinham a habilidade fonológica de emitir palavras ou frases completas, nem todos tinham habilidade para fazer a leitura labial, mas todos tinham condições e habilidades de sinalizar. Porém, a ideologia ouvintista pensava saber o que era melhor para o surdo, e o processo natural de aquisição de linguagem através da língua de sinais não era, para esta ideologia, o melhor para os surdos, e tudo em nome de um parâmetro considerado normalidade e padronização. Sabe-se que a língua de sinais normaliza e padroniza o surdo, quando, com esta língua, ele sabe expressar-se e defender-se. Com o passar de muitos anos, pesquisas sobre aquisição de linguagem foram acontecendo, e também as pesquisas sobre língua de sinais só apontavam questões favoráveis de entendimento, compreensão e interpretação dos fatos cotidianos, percebendo e levando em consideração que a língua de sinais iniciava um grande e prospero movimento de um grupo chamado surdos que estavam atentos e percebiam que não podiam se submeter as determinações ouvintistas. Marcando-se como um povo com história e cultura. A falta de compreensão da cultura surda tem sido problema na história dos surdos, os quais sofreram negligencias e perseguições historicistas, mas isto já está mudando e os sujeitos surdos não temem mais a pratica ouvintista e lutam pela valorização de sua diferença cultural (STROBEL, 2008, p.39).

16 Restauração Cultural O período de 1960 até hoje Restauração Cultural, frente aos resultados insatisfatórios obtidos na fala de surdos. A década de 60 foi o marco na área da linguística da língua de sinais. O linguista americano William Stokoe foi o primeiro a estudar e descrever a Lingua de Sinais Americana como um sistema linguístico complexo e com parâmetros definidos tanto quanto as línguas orais. A partir desta obra muitos outros estudos foram apresentados atestando o reconhecimento linguístico das línguas de sinais. Com o tempo o ensino pelo método oral que mais parecia sessões de fonoaudiologia do que ensino, fracassou, por que existia a fala dos surdos, mas não a compreensão necessária para conviver em sociedade Skliar (1998, p.15) atribui o fracasso na educação dos surdos às representações ouvintistas acerca do que é sujeito surdo. E tudo que a ele se refere. Surge então, a partir destes estudos, e do fracasso do oralismo na instrução dos surdos, a proposta da Comunicação Total. Então se retorna a escola para surdos com ensino em língua de sinais, mas acrescentando a aquisição também de habilidades como a fala e a leitura facial. A Comunicação Total não vem como proposta metodológica, mas como proposta de aquisição de técnicas que facilitem a vida na sociedade. Esta proposta pretende deslocar a questão da patologia para olhar a surdez como marca constitutiva, e, portanto apontando para uma abordagem diferenciada da reabilitadora. As indicações dos fracassos educacionais de oralismo conduziram, então, às propostas de ampliação dos recursos comunicativos. A corrente da comunicação total, que passa a expandir a partir de meados deste século, defende o uso de múltiplos meios de comunicação, buscando trazer para a sala de aula os sinais utilizados pelas comunidades de pessoas surdas. Mesmo reconhecendo a legitimidade da língua de sinais, a Comunicação Total não assume papel de ensino-aprendizagem, pois o importante é a comunicação (GOÉS, 1996, p-46). Infelizmente, muitos surdos que estavam na escola que aplicava a técnica da Comunicação Total, sofreram por não terem habilidades orais. Frustrações e sentimentos de derrotas eram frequentes entre os surdos que passaram a rejeitar a Comunicação Total, considerando-a mais uma imposição ouvintista.

17 16 Os surdos sempre lutaram muito para garantir o direito de serem diferentes. De manterem sua língua e de serem respeitados pela sua diferença. Toda a luta da comunidade surda em assumir sua identidade, em poder compartilhar com os ouvintes a sua cultura e, a partir dela, manter sua língua de sinais em todos os espaços da sociedade aponta que tudo isto, que todo o sofrimento vale a pena. Hoje no Brasil uma Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos, oito Federações Desportivas dos Surdos e noventa e cinco Associações de Surdos espalhados pelos estados, porém, algumas já fecharam devido à precariedade da situação financeira. Outras associações vivem no momento em crise e dificuldade para conseguir verbas que permitam o atendimento aos sócios dessas comunidades surdas e sua participação em atividades de esportes, lazer. Essas competições, esportivas, festas comemorativas e outras atividades lazer permitem ao surdos usuários da Língua de Sinais a possibilidade de encontros frequentes nas associações de Surdos. Esses encontros acabam contribuindo para a preservação da Língua de Sinais da Identidade Cultural Surda e consequentemente para o fortalecimento da luta pelos direitos dos Surdos (MONTEIRO, 2006, p.284). Eu penso que é fundamental mostrar a história de um povo, neste caso dos surdos e ver o quanto foi conquistado, e isto, só foi possível, porque a comunidade surda descobriu sua identidade cultural através do uso da língua de sinais. A língua de sinais sempre esteve presente na comunicação dos surdos. Quando foi banida das escolas para surdos, sendo considerada como gestos e mímicas inapropriadas e insuficientes para aprendizagem, segundo os ouvintes, ainda assim os surdos continuaram a usá-la. A língua de sinais proibida em todo o mundo sobreviveu nas ruas. E o seu uso promoveu nos surdos uma consciência de que ela era instrumento importante no processo de formação de identidade e cultura, e que deveriam lutar para sua permanência entre os surdos. E finalmente a Lei de LIBRAS foi oficializada no ano de 2002 e regulamentada no ano de Isso levou a abrir as portas para os surdos terem oportunidades na área escolar, profissional, social e cultural. E o MEC (Ministério de Educação) investiu para aplicar o primeiro curso de graduação de Letras/LIBRAS a distancia na Universidade Federal de Santa Catarina.

18 17 CAPÍTULO 2 ESTUDO COMPARATIVO DOS FILMES E DAS ÉPOCAS Este estudo comparativo tem como objetivo principal estudar os olhares nos filmes que apresenta a revelação cultural na área de surdez. O estudo mostra os filmes em que aparecem personagens surdos e comparar os filmes que foram criados em três épocas diferentes da vida social, cultural e educacional no mundo ocidental. As narrativas culturais presentes nos filmes sobre os surdos e a surdez, aquilo que é enunciado sobre esses sujeitos, sua língua, sua comunidade e sua cultura, atravessa o campo da educação e vida social de surdos e contribui os tempos e espaços de aprendizagem e informação para os surdos. O cinema pode funcionar para produzir conhecimento e cultura, fixar identidades instaurar sentidos sobre os sujeitos surdos. E para pôr em exercício essa produção, fixação e instauração de sentidos, os filmes são constituídos de uma intertextualidade de saberes sobre a alteridade surda que não são neutros, nem unânimes. Para suas narrativas, o cinema se apropria de discursos sobre a surdez e os surdos oriundos do campo de medicina, da filosofia, da antropologia e da pedagogia entre outros que se ocuparam de nomear e descrever os corpos e as mentes dos surdos ao longo de séculos, discursos esses que aparecem de forma isolada ou combinados nos enunciados dos filmes. As seguintes formações discursivas sobre os surdos presentes nos filmes estudados são derivadas de saberes que, em geral, falam de sujeitos patológicos, anormais, sujeitos a corrigir, a curar. Como todo o saber deriva de um desejo de poder, pode-se dizer que o saber ouvinte presente nas representações e nos discursos sobre a surdez e os surdos é resultado de um desejo de controle sobre os surdos, para manter uma espécie de hierarquização ou supremacia dos que ouvem sobre os que são surdos, sustentando os binarismos inventados pela modernidade. Disponibilizando-nos representações antagônicas, ora os filmes falam dos sujeitos surdos como incapazes, incorrigíveis, anormais, ignorantes, primitivos, ora nos falam de surdos que, apesar da surdez, são recompensados por outros sentidos que os tornam capazes, corrigíveis, inteligentes, civilizados. Essas flutuações devem ser colocadas sob suspeita, problematizadas e analisadas quanto aos efeitos que delas causam em cada um de nós.

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