ANA KAREN BESSA DO NASCIMENTO Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SEMMA

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1 SEMINÁRIO INTERNACIONAL - AMAZÔNIA E FRONTEIRAS DO CONHECIMENTO NAEA - Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - 35 ANOS Universidade Federal do Pará 9 a 11 de dezembro de 2008 Belém - Pará - Brasil TRABALHADOR EFICIENTE: ESTUDO DA AVALIAÇÃO DO RUÍDO AMBIENTAL E PERDA AUDITIVA BASEADO NA PERCEPÇÃO DO TRABALHADOR DA COLETA DE RESÍDUO DOMICILIAR NA CIDADE DE BELÉM DO PARÁ. Ana Karen Bessa do Nascimento (Secretaria Municipal de meio Ambiente) - Arquiteta e Urbanista, Especialista em Gestão Ambiental, Analista Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente

2 TRABALHADOR EFICIENTE: Estudo da avaliação do ruído ambiental e perda auditiva baseado na percepção do trabalhador da coleta de resíduo domiciliar na cidade de Belém do Pará. ANA KAREN BESSA DO NASCIMENTO Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SEMMA

3 Resumo O ruído como fator indesejável nas nossas vidas vem recebendo mais atenção, e um produto específico a ser considerado são veículos de utilidade pública, tais como o veículo de coleta de resíduos domiciliares. As muitas versatilidades que o fizeram tão populares também os fizeram importantes ao impacto do ruído por eles gerado para o meio ambiente. Sendo assim, o presente estudo analisa, baseando-se na visão do trabalhador, as condições de riscos e segurança encontradas no processo de trabalho da coleta de lixo domiciliar e analisar a ocorrência das perdas auditivas induzidas por ruídos em motoristas (durante as 6 horas diárias de trabalho do motorista) e garis dos caminhões de coleta de lixo em Belém. Palavras-Chave: Perdas auditivas, garis, veículos de utilidade pública, meio ambiente. Abstract The noise factor as unwelcome in our lives is getting more attention, and a especfic product to be considered are of public utility vehicles, such as a vehicles for the collection of household waste. The versatility that many did so popular also important to heve the impact of noise generated by them to the environment. Thus, this study examines, based on the vision of the worker, the conditions of risk and safety found in the work of the collection of household garbage and analyze the occurrence of noise-induced hearing loss in drivers (during the 6 hours daily workingfor the driver) and garis of trucks to collect garbage in Belém. Keywords: Hearing loss, garis, public utility vehicles, the environment. Introdução A evolução e a organização tecnológica modificaram, de forma considerável, os meios profissionais, como se observa no progresso do trabalho artesanal, que desenvolveu para industrial e assim, sucessivamente, até a introdução da informática nos sistemas de produção. Com tantas modificações, o trabalhador encontra-se cada vez mais exposto aos riscos de saúde e, consequentemente, a comprometimentos em sua qualidade de vida. O meio ambiente vem sendo constantemente agredido por níveis crescente de ruídos e neste sentido tem o cidadão direito à proteção contra o mesmo. O ruído como fator indesejável nas nossas vidas vem recebendo mais atenção. A ênfase crescente sobre a

4 poluição do ar, a poluição da água, e qualidade do meio ambiente em geral, criou a necessidade de se examinar o ambiente (ruidoso) do homem. Um produto específico a ser considerado são veículos de utilidade pública, tais como o veículo de coleta de resíduos domiciliares. As muitas versatilidades que o fizeram tão populares também os fizeram importantes ao impacto do ruído por eles gerado para o meio ambiente. O ruído gerado por veículos de utilidade pública, tais como os caminhões de lixo, atinge muitas pessoas. E a poluição sonora é hoje, depois da poluição do ar e da água, o problema ambiental que afeta o maior número de pessoas. Sendo assim, o presente estudo analisa, baseando-se na visão do trabalhador, as condições de riscos e segurança encontradas no processo de trabalho da coleta de lixo domiciliar e analisar a ocorrência das perdas auditivas induzidas por ruídos em motoristas (durante as 6 horas diárias de trabalho do motorista) e garis dos caminhões de coleta de lixo em Belém. Além da análise audiométrica, a análise ergonômica no ambiente de trabalho é de fundamental importância para observar as dificuldades atuais dos motoristas e garis que trabalham no caminhão de coleta de lixo, fornecendo informações que podem ser aplicadas na elaboração de instrumentos, afim de que estes profissionais não fiquem expostos a acidentes e, principalmente, a ruídos excessivos, podendo-se, com isto, moldar suas atividades ao conforto, segurança e eficiência. A observação sobre toda a atividade profissional exige entre outros estudos o conhecimento das condições e do ambiente de trabalho, sua tarefa a cumprir e o comportamento físico e mental do operador. Unindo a audiologia ocupacional e conhecimentos da física acústica à ergonomia. Desta forma, a ergonomia procura focalizar o ser humano no projeto de trabalho e nas atividades cotidianas. As condições de insegurança, insalubridade, desconforto e ineficiência podem ser eliminadas quando são adequadas as capacidades e limitações físicas e psicológicas do mesmo (DUL E WEERDMEESTER, 1995). COHEN (1973) coloca que o ruído não é somente perigoso para a audição. Ele pode induzir respostas reflexas, estresses, e pode afetar atitudes no trabalho e no comportamento, de acordo com a qualidade de exposição. Os ruídos ouvidos na rua, como buzinas ou motores de carros, sirenes de veículos de socorro, de avião, motocicletas, helicópteros, máquinas de construção, vozes de pessoas; são sons resultantes de vibrações irregulares e que podem transformar o ambiente sonoro com graves conseqüências sobre o aparelho auditivo e as funções orgânicas.

5 GERGES (2000) descreve alguns efeitos produzidos pelo ruído nos sistemas extraauditivos, tais como: aceleração da pulsação, aumento da pressão sanguínea, dilatação das pupilas, aumento da produção de hormônios da tireóide, contração estomacal e abdominal. Esses fenômenos fisiológicos aparecem sob forma de alterações de comportamento: nervosismo, fadiga mental, frustração, prejuízos no desempenho do trabalho, aumentando o número de ausências a conflitos sociais entre os operários expostos ao ruído. As perdas auditivas por ruídos podem ser de dois tipos: trauma acústico ou perda súbita, gerada pelo efeito de uma ou de poucas exposições curtas a ruídos de grande intensidade, como explosões (ocorre em ambiente de trabalho ou fora dele); e perda induzida por ruído do ambiente de trabalho, com sintomas que aparecem a longo prazo, pela exposição continua e acumulada no tempo. Os tempos atuais implicam ao trabalhador, em especial o motorista de caminhão de lixo, a manutenção de uma postura extremamente estafante, principalmente devido às condições estressantes do trânsito, no qual permanece a maior parte do tempo sentado e dele são exigidos momentos de grande concentração e elevada demanda mental, fisiológica e antropométrica, ficando sujeitos aos ruídos e vibrações produzidas na cabine do caminhão. Estes processos poderão influenciar diretamente a personalidade, o envelhecimento, as capacidades físicas e estrutura corporal, podendo, até mesmo modificar seu estilo de vida contemporâneo. As variabilidades intra-individuais constituem uma influência importante para a produção do profissional, ou seja, os efeitos dos ritmos biológicos e a fadiga estão ligados ao dia a dia do trabalhador. As conseqüências da variabilidade na produção aparecerão ao ser realizado uma analise identificadora dos determinantes destas atividades, que se relacionam com meio fornecidos pelo trabalho. Ruído e Vibração no Meio Ambiente e seus Efeitos no Homem. Com o crescimento desordenado das cidades e o surgimento das grandes indústrias, as pessoas passaram a conviver com a poluição de lagos, rios e das próprias metrópoles. Nesse cenário, um outro tipo de poluição que não pode ser visto e com o qual as pessoas de certa forma se acostumaram pode ser considerado um dos maiores problemas da vida moderna; a poluição sonora. A poluição sonora se dá através do ruído, que é o som indesejado, sendo considerada uma das formas mais graves de agressão ao homem e ao meio ambiente. Segundo a OMS Organização Mundial de Saúde, o limite tolerável ao ouvido humano é

6 de 65 db (A). Acima disso, nosso organismo sofre estresse, o qual aumenta risco de doenças. Com ruídos acima de 85 db (A) aumenta o risco de comprometimento auditivo (Figura 01). Dois fatores são determinantes para mensurar a amplitude da poluição sonora: o tempo de exposição e o nível do barulho a que se expõe a pessoa. As características da atividade profissional apresentam várias facetas, por exemplo: características físicas, mentais sociais, culturais, entre outras. Para os trabalhadores da coleta de lixo urbano, a atividade mental deve ter um importante significado, já que em sua atividade existe uma demanda bastante considerável, uma vez que o motorista, em sua atividade cotidiana, além do desgaste físico, permanece a maior parte do tempo na posição sentada, e quanto aos garis driblando com o próprio corpo os riscos procedentes de sua atividade, implicando num grande comprometimento físico e mental. Figura 01 A escala decibel Fonte: Bruel & Kjaer, 2002.

7 Os estudos do ruído nos ambientes de trabalho consideram não só as características do mesmo, mas também o local onde o trabalhador se encontra exposto ao ruído, pois cada local de trabalho terá sua forma arquitetônica, na qual o ruído incidirá de diferentes maneiras. Dentre os agentes nocivos a saúde do homem, o mais comum nos ambientes trabalhado é o ruído, que podem causar danos psicológicos, fisiológicos e físicos sobre o organismo humano, contribuindo para o aumento dos acidentes de trabalho. De acordo com PIMENTEL, SOUZA E ALVARES (2000), ruídos de 50 db (A) tem características perturbadoras, porém adaptável; ruídos de 55 db (A) são excitantes, causando estresse leve e desconforto; ruídos de 65 db (A) incidem em estressas degradativo do organismo; ruídos de 80 db (A) provocam liberação de morfinas biológicas no corpo, causando certa dependência orgânica; ruídos de 100 db (A) podem causar perdas auditivas irreversíveis. Os efeitos do ruído sobre o organismo humano são considerados diretos quando percebidos pela orelha como principal meio de propagação da onda sonora; e indiretos quando a energia sonora desloca-se por meio de vibrações pelas partes do corpo (extraauditivos). A qualidade e quantidade dos efeitos do ruído sobre a saúde do individuo são dependentes de fatores diversos, relacionados tanto com a fonte sonora, quanto com o trabalhador (intensidade, duração, freqüência, sexo, idade, função, saúde, personalidade e sensibilidade). Os efeitos indiretos (não-auditivos), conforme SELIGMAN (1993) referem-se às alterações orgânicas: neurológicas, cardiovasculares, bioquímicas, vestibulares, digestivas e comportamentais. O ruído tem sido citado como fator causador de inúmeras alterações orgânicas, especialmente nos caos de exposições ocupacionais, além de ser mencionado como relevante no surgimento de problemas de saúde: hipertensão, taquicardia, psicoses, neuroses, gastrites, úlceras, e outros. Os ruídos de baixa freqüência produzem vibrações nas paredes torácicas e alterações no ritmo respiratório e pode afetar o senso de equilíbrio, causar fadiga, irritação e náuseas. Mudanças no comportamento social e ocupacional são percebidas em indivíduos que ficam expostos por tempo demasiado a ruídos intensos, aspectos psicológicos destacam-se nesses comportamentos e refletem-se na forma de irritabilidade excessiva, impaciência, depressão, falta de interesse social, entre outro (ALVES FILHO, 2002). A degeneração das células sensoriais do órgão de Corti caracteriza os danos diretos causados pelo ruído. Quando a pressão sonora apresenta níveis em torno de 140 db (A), a

8 lesão denomina-se trauma acústico, uma lesão imediata, geralmente permanente. A energia acústica provoca uma distensão da membrana timpânica (orelha média), podendo rompê-la. Exposições a ruídos de 90 db (A) a 140 db (A) danificam a cóclea metabolicamente. Nesta faixa de freqüências, a extensão da lesão dependerá do tempo e do nível de exposição a que os trabalhadores ficam expostos. A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), como é chamada, manifesta-se de modo lento e cumulativo, evoluindo progressivamente com os danos de exposição. A PAIR é a diminuição gradual da acuidade auditiva, decorrente da exposição continuada a níveis elevados de ruído no ambiente de trabalho. É sempre neurossensorial, irreversível e passível de não progressão uma vez cessada a exposição do ruído. Além de afetar o sistema auditivo, a exposição diária a níveis elevados de ruídos traz conseqüência do tipo: zumbido, interferência na comunicação, incômodo ambiental, queda no desempenho das atividades, irritação, dores de cabeça; interferindo diretamente no sistema biológico e psicológico do trabalhador. Normas, Critérios e Legislação. O Canadá, em 1986, regulamentou a Norma CSA Z Procedure for the Measurement of Occupational Noise Exposure, que institui uma jornada de 8 horas diárias. A ISSO 1999 Acoustics Determination of Occupational Imparirment, define o nível de 85 Db (A) para a jordana de trabalho 8 horas/dia. Nos Estados Unidos, a OSHA (Occupational Safety and Health Administration) definiu um critério que permite um nível máximo de exposição de 90 Db (A), para a jornada de 8 horas/dia, o qual é usado também em outras partes da América do Norte e Europa. A CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), no Brasil, em 1943, através do seu Artigo 180, garantia ao trabalhador o direito de evitar a fadiga auditiva. A Portaria nº 3214 de Junho de 1978 aprova as Normas Regulamentadoras (NRs), responsáveis pelas regras de segurança nas atividades relativas ao trabalho, em nível nacional. A NR-7 que regulamenta a respeito dos exames audiométricos; a NR-15, nos seus anexos I e II, trata do estabelecimento dos limites de níveis de ruído para ambientes ocupacionais do tipo industrial. A NR-17 (Ergonomia) sobre as condições de trabalho, enfatiza, dentre outros, os equipamentos e as condições ambientais do posto de trabalho. O quadro a seguir mostra os limites de níveis de exposição ao ruído ocupacional que atendem as normas de vários países, dentre eles, o Brasil.

9 País Nível de ruído Db (A) Tempo de exposição (h/d) Nível Máximo Db (A) Nível máximo admissível de ruído de impacto Db (A) Alemanha Japão 90 8 França Bélgica Inglaterra Itália Israel 85 8 Espanha Dinamarca Suécia USA OSHA USA NIOSH 85 8 Canadá Austrália Holanda 80 8 Brasil Quadro 01 Limites de níveis de tolerância ao ruído ocupacional, segundo norma de vários países. Fonte: Fernandes (1991), Araújo e Regazzi (1999). A Constituição Federal (1988), em seu Artigo 225, Capítulo VI Do Meio Ambiente, institui que: Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defende-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. A Resolução nº 001 de 08/03/1990 do CONAMA: Dispõe sobre critérios e padrões de emissão de ruídos decorrentes de quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais ou recreativas, inclusive as de propaganda política. A Resolução nº252 de 01/02/1999 do CONAMA considera que ruído excessivo, principalmente o ruído proveniente do tráfego dos veículos rodoviários automotores, causa prejuízo a saúde física e mental, afetando particularmente a audição, sendo necessário se reduzir estes altos índices de poluição sonora nos principais centros urbanos do Brasil. A Lei de 12/02/1998, em seu Artigo 54 Lei de Crimes Ambientais dispõe que: Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. A NBR de Junho/2000 dispõe sobre: Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade.

10 No que diz respeito à Legislação Municipal, em Belém, a Lei nº 7.990, de 10/01/2000, Dispõe sobre o controle e o combate à poluição sonora no âmbito do Município de Belém, utilizando parâmetros pela NBR que determinam os níveis de decibéis abaixo: Tipo de área Diurno em Db (A) Horário Noturno em Db (A) Áreas de sítios e fazendas Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas. Área mista, predominantemente residencial. Área mista, com vocação comercial e administrativa. Área mista, com vocação recreacional Área predominantemente industrial Tipo de área Padrão Interno (receptor) Abertas Horário Fechadas Áreas de sítios e fazendas. Diurno Noturno Diurno Noturno Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas. Área mista, predominantemente residencial. Área mista, com vocação comercial e administrativa. Área mista, com vocação recreacional Área predominantemente industrial E mais recentemente a Câmara Municipal de Belém, solicitou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente análise técnica quanto ao projeto de lei que torna obrigatório o uso de sinais sonoros nos carros de coleta de lixo domiciliar de autoria do Vereador Raimundo Castro. De acordo com os valores admitidos acima, uma perícia para constatação dos níveis de decibéis durante o serviço público de coleta de lixo seria bastante oportuno para efeito de conformidade legal do projeto de lei em análise. Qualquer emissão sonora acima dos decibéis permitidos pela legislação, ressalvados o desconto do ruído de fundo no momento da aferição, é considerada poluição sonora. A legislação federal também impõe restrições ao uso de alarme sonoro. O código Nacional de trânsito CNT não faz referência aos carros coletores de lixo,

11 especificamente, no inciso VII do art. 29 para o gozo de alarme sonoro. O inciso VIII que elenca as especificidades dos veículos prestadores de serviço público também não autoriza o uso de sinais sonoros pelos coletores. Ademais os veículos autorizados só devem utilizar os sinais sonoros quando em serviço de urgência. Trabalhador Eficiente Antes do nascimento, o ser humano já recebe a influência de sons e vozes. Sons familiares, suaves, tranqüilizam, já ruídos de diferentes intensidades assustam, causam medo. A audição é o sentido que possibilita o aprendizado da língua, abrindo ao homem o mundo, através da qual ele aprende a entender. O conhecimento e as experiências são acumuladas, idéias e opiniões trocadas. Para maioria das pessoas, ouvir é algo natural. Quem já não parou pra pensar que a audição é o nosso mecanismo de percepção mais sensível? Mesmo quando dormimos, o nosso ouvido permanece alerta, ele não pode ser desligado (ZANNIN, 2002). A poluição sonora é hoje, depois da poluição do ar e da água, o problema ambiental que afeta o maior número de pessoas. Segundo ZANNIN (2002), o relaxamente e o descanso sofrem em especial com condições de exposição ao ruído. Níveis de pressão sonora da ordem de 30 Db (A) podem ser tomados já como inoportunos e incomodativos. Mas justamente aqui encontramos outro grave problema que ao contrário do ruído industrial aparece também no período noturno: o ruído de tráfego. O rápido aumento do número de veículos motorizados tem causado um sensível aumento do número de reclamações da população em relação ao ruído gerado nas cidades de médio e grande porte. Estudos realizados em várias cidades do mundo têm revelado que o ruído de tráfego é o maior contribuinte para os níveis registrados e maior causa de incomodidade em áreas urbanas. Um levantamento feito nos Estados Unidos (GRIFFITHS e LANGDON, 1968), mostrou que 46% das pessoas entrevistadas manifestaram-se incomodadas pelo ruído urbano, 86% destes apontando o ruído de tráfego como maior causa de incomodo. Uma pesquisa semelhante realizada na cidade de Londres (ROTT, 1985) apontou também o ruído de tráfego como sendo a maior causa de embaraço para as pessoas localizadas tanto nas suas residências, nas ruas, como no trabalho. No Brasil, os resultados devem, sem dúvida, ser idênticos, senão mais graves, tendo em vista o mau estado de conservação dos veículos que circulam pelas rodovias

12 brasileiras, assim como o mau estado de conservação destas mesmas rodovias e vias públicas. Pesquisa realizada no ano de 2000 na cidade de Curitiba (ZANNIN et al., 2001), onde foram entrevistadas 863 pessoas, mostrou que o ruído de tráfego urbano é a principal fonte de desconforto. O ruído gerado por veículos de utilidade pública, tal como o veículo de coleta de resíduos domiciliares, tende a ser uma fonte de incômodo para comunidade, como também para os próprios funcionários (motorista e coletores). ZANNIN (2002) considera que o conhecimento atual das pesquisas sobre a influência do ruído não permite ainda uma afirmação sobre a dimensão dos riscos à saúde. No entanto, pode-se tomar como concreto que distúrbios duradouros devido ao ruído, conduzem a danos à saúde. Em cidades como Belém, os caminhões de lixo se fazem presentes no cotidiano da vida das pessoas e às vezes nem se apercebe do incômodo que os mesmos trazem para o meio ambiente. Os caminhões possuem várias fontes de ruídos, podendo ser localizadas na frente, no meio e na parte traseira do caminhão. Estas fontes são geradas pelo motor, pelo escapamento, pelo ventilador, pelo sistema de admissão, pela transmissão, pelo freio estacionário, pelos pneus e pelo equipamento de coleta propriamente dito (Figura 02 e 03). A coleta domiciliar é realizada diariamente, abastecendo todo o município de Belém, composta por uma equipe de quatro trabalhadores (um motorista e três coletores), onde os coletores, ou como são mais conhecidos, os garis, seguem na parte traseira do caminhão de coleta, recolhendo os sacos de lixo colocados na calçada e nas portas das residências, pela população. Estes trabalhadores exercem sua função no espaço público da rua, num setor/área previamente definidas pela empresa responsável, numa jornada diária de trabalho de seis horas, distribuídos em três turnos, de segunda a sábado. Figura 02 Fontes de ruído veicular Fonte: USIMECA, 2002

13 Figura 03 Funcionamento do compactador Fonte: USIMECA, 2002 A exposição ao ruído do trabalhador de coleta de resíduo domiciliar se faz presente durante todo roteiro, variando conforme o tempo que se leva para cumprir todo o trabalho de coleta. O inicio da coleta se dá na saída do carro coletor, procedendo todo o seu roteiro, e levando em consideração todo ruído causado nas mediações, como: ruído dos veículos automotores, problemas advindos do trânsito, condições do tempo, prensagem do lixo para o coletor, sendo que a média de duração de cada ciclo completo é de 30 segundos. O ruído ocupacional é um grave problema social, presente em muitas profissões atuais, controlado em algumas, esquecido em outras. Todo o trabalhador que fica exposto a níveis elevados de ruído deve ter registros de seu desempenho auditivo-audiometria, desde seu inicio na atividade ruidosa. O exame audiométrico dever ser realizado em todos os trabalhadores expostos ao ruído, conforme a NR-7 portaria 19 (ALVES FILHO, 2002). O controle audiométrico é de suma importância nos primeiros anos de exposição do ruído, já que perda auditiva acentua-se mais neste período. A audiometria deve ser realizada no ato de admissão do trabalhador, após seis meses de exposição, e uma vez ao ano sucessivamente. Esses exames devem ser arquivados para posteriores comparações e estudos longitudinais. A perda auditiva induzida pelo ruído tem caráter progressivo, causando danos a audição ao longo do seu tempo de exposição ao barulho excessivo, portanto sua prevenção depende de um sistema educativo, tanto aplicado as empresas quanto aos seus funcionários.

14 A implementação de um programa de conservação auditiva deve considerar a situação auditiva do trabalhador, a equipe técnica disponível e o recurso econômico disponível. As ações coletivas ou individuais obtêm sucesso mediante planejamento personalizado, compatível coma a realidade da empresa, envolvendo todos os setores da mesma. GERGES (2000) refere que as medidas de conservação auditiva devem ser aplicadas no momento em que se tem conhecimento da ocorrência de ruído intenso em local de trabalho. Dentre os aspectos a serem executados num programa de conservação auditiva, incluem-se o mapeamento de ruído, a delimitação das zonas de risco de ruídos e aviso de alerta, o controle do ruído, os refúgios de ruído, a rotatividade de função, as especificações de ruído, a proteção da audição, a educação e o monitoramento audiométrico dos trabalhadores expostos ao ruído. Conclusão Conformo análise das referências citadas, observamos que o conforto sonoro é bastante deficiente, havendo uma elevada exposição dos trabalhadores face ao tráfego dos caminhões de coleta de resíduos domiciliar, os quais ficam expostos a níveis superiores aos recomendados pelos órgãos de normatização. Dessa forma, as fontes produtoras de ruídos excessivos precisam ser melhores identificadas para que esses dados sirvam de periódica aos responsáveis, no sentido de que possam ser tomadas as devidas medidas para a atenuação dos níveis de ruído a níveis mais aceitáveis. A contribuição de cada um deve ser estabelecida de modo que as medidas mais eficientes para sua redução possam ser adotadas, pois o ruído ambiental origina-se de várias fontes. A aquisição de novos caminhões de coleta de lixo pode ser comprada substituindo os caminhões mais antigos (mais ruidosos), com um sistema de aceleração tecnologicamente avançado, com menores níveis de pressão sonora. A prevenção do ruído deveria ter início antes da instalação e aquisição de equipamento ou manuseio destes, pois modificações posteriores podem ser mais onerosas. Algumas fontes de ruído como alarme de ré, freio estacionário, e os equipamentos de compactação não podem ser alterados, entretanto, poderiam ser mais silenciosos, especialmente durante a noite. Atualmente estão sendo oferecidos no mercado diversos tipos de veículos de serviços públicos com baixa intensidade de ruídos.

15 Seria de grande valor realizar a troca dos caminhões de coleta antigos por caminhões novos, menos ruidosos (tomada de força acoplada e kit silêncio); regulagem e manutenção periódica dos motores, sistemas de freio e dos alarmes da ré dos caminhões de coleta; instalação de silenciadores mais restritivos na descarga dos veículos; proceder a monitoração dos níveis de ruído do caminhão; conscientização dos fabricantes dos equipamentos os quais deveriam preocupar-se em fazer uma detecção do ruído com reavaliações periódicas, para buscar soluções. Outra forma de preservar os trabalhadores é através da ergonomia que mostra o conhecimento de como os avanços tecnológicos chegam até os postos de trabalho e do quanto o são necessários para uma melhor qualidade de vida dos mesmos, assim como, a conscientização da legislação que trata do assunto. Os mecanismos físicos do som, sua atuação no corpo e audição humana, e a suscetibilidade à exposição ao ruído ilustram a influência do ruído no organismo do profissional que se expõem aos elevados níveis de pressão sonora. As alternativas de contenção ou minimização do ruído servem de soluções aplicáveis nos locais ruidosos de trabalho (uso de protetores ou controle na fonte). Conhecer a evolução ergonômica no posto de trabalho do motorista de coleta de lixo urbano permite abrir novos olhares e permite traçar considerações para avançar nas condições de trabalho e na qualidade de vida deste trabalhador. Referências Bibliográficas ALVES FILHO, J.M. O ruído no ambiente de trabalho: sua influência nos aspectos biopsicossociais do trabalhador Tese (Doutorado) Universidade Federal de Santa Catarina: Florianópolis. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT. NBR : Avaliação do ruído em áreas habitadas visando o conforto da comunidade. Rio de Janeiro, COHEN, A. Extra auditory effects of occupational noise part I: Disturbances to physical and mental health. In National safety news. N. 108, p August, COMITÊ NACIONAL DE RUÍDO E CONSERVAÇÃO AUDITIVA Norma Técnica que define a caracteriza a PAIR. Rev. Proteção. V. 32, n. 6, p CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE CONAMA. Resolução nº 001 de 08 de março de 1990: Dispõe sobre critérios e padrões de emissão de ruídos decorrentes de quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais ou recreativas, inclusive as de propaganda política. CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE CONAMA. Resolução nº 252 de 01 de fevereiro de 1999: Dispõe sobre limites máximos de ruído nas proximidades do

16 escapamento para veículos rodoviários automotores, inclusive veículos encaroçados, complementados e modificados, nacionais e importados. COUTO, H. A. Ergonomia aplicada ao trabalho: Manual técnico da máquina humana. V.2, Belo Horizonte: Ergo DUL, J. WEERDMEESTER, B. Ergonomia Prática. São Paulo: E. Blucher, p.143. FLEIG, Raquel. Perda auditiva induzida por ruído em motoristas de caminhão de lixo urbano. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, GERGES, Samir Nagi Yousri. Ruído Fundamentos e controles. 2 ed. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, GRIFFITHS, I.D.; LANGDON, F.J. Subjective response to roado traffic noise. Journal of Sound Vibration, UK, v.8, n.1, p.16-32, LEI MUNICIPAL Nº 7.990, de 10 de janeiro de 2000, Dispõe sobre o controle e o combate à poluição sonora no âmbito do Município de Belém. LEI de 12 de fevereiro de Artigo 54 Lei de Crimes Ambientais - Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. PIMENTEL, SOUZA F.; ÁLVARES, P.A.S. A poluição sonora urbana no trabalho e na saúde. [on line]. Disponível em: Acesso em: 12 de novembro de QUADROS, Ferdinando de Souza. Avaliação do ruído ambiental gerado por veículo de utilidade pública. Estudo de caso: caminhão de coleta de resíduos domiciliar. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, SANTOS, Tereza Luiza Ferreira dos. Coletores de lixo: A Ambigüidade do Trabalho na Rua. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social). Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SELIGMAN, J. Efeitos não-auditivos e aspectos psicossociais no individuo submetido ao ruído intenso. Rev. Brás. de otorrinolaringologia. V.69, n ZANNIN P.H.T, CALIXTO A., DINIZ F.B.D., FERREIRA J.A.C., SCHULLER R. Incômodo causado pelo ruído urbano à população de Curutiba, PR. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v.36, n.4, p

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