Inclusão Escolar: o Brasil está preparado? Opinião. Opinião. Reportagem de Capa. Reportagem de Capa. Seção Temática. Seção Temática. Crônica.

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2 Phonak Inclusão Escolar: o Brasil está preparado? Por: Patricia Melo 34

3 Existem mais de 600 milhões de pessoas com deficiência no mundo*, sendo que no Brasil esse número está perto dos 46 milhões**. É preciso ter ciência de que as pessoas com deficiência têm direitos e urgência em contribuir com a sociedade, por meio de debates e por suas experiências e conhecimento. Por isso, a revisão de práticas e conceitos envolve as famílias, os governos, os empresários, a sociedade civil e, principalmente, a educação. Um dos pontos diagnosticados durante a reportagem sobre Educação Especial e Inclusiva foi a carência de capacitação profissional direcionada à inclusão escolar. Diretores, mães, professores, especialistas, alunos e ex-alunos com deficiência foram entrevistados e tópicos como formação docente, infraestrutura, investimentos, preconceito, escola especial x escola regular, prática paradesportiva e muitos outros foram essenciais para organizar um panorama sobre o tema. Dessa forma, o objetivo é oportunizar meios para que as pessoas reflitam, concordem ou discordem dos posicionamentos e procurem, cada vez mais, esclarecimentos sobre a inclusão escolar. Agente das histórias desconhecidas A jornalista Claudia Werneck é idealizadora da ONG Escola de Gente - Comunicação em Inclusão. Escritora, pesquisadora, articulista e palestrante, Claudia tornou-se a primeira escritora no Brasil a ter sua obra recomendada simultaneamente pela UNESCO e UNICEF, Pessoas com deficiência têm o direito ao respeito pela sua dignidade humana aos mesmos direitos fundamentais que os concidadãos a direitos civis e políticos iguais aos de outros seres humanos a medidas destinadas a permitir-lhes a ser o mais autossuficientes possível a tratamento médico, psicológico e funcional [e] a desenvolver suas capacidades e habilidades ao máximo [e] apressar o processo de sua integração ou reintegração social à segurança econômica e social e a um nível de vida decente de acordo com suas capacidades, a obter e manter o emprego ou se engajar em uma ocupação útil, produtiva e remunerada e se filiar a sindicatos [e] a ter suas necessidades especiais levadas em consideração em todas as etapas do planejamento econômico e social a viver com suas famílias ou com pais adotivos e a participar de todas as atividades criativas, recreativas e sociais [e não] serem submetidas, em relação à sua residência, a tratamento diferencial, além daquele exigido pela sua condição [a] serem protegidas contra toda exploração, todos os regulamentos e todo tratamento abusivo, degradante ou de natureza discriminatória [e] a beneficiarem-se de assistência legal qualificada quando tal assistência for indispensável para a própria proteção ou de seus bens (Declaração sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 9 de dezembro de 1975) *Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU) ** Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 35 35

4 resultado do impacto da decisão que tomou em Na ocasião, após atuar como redatora, chefe de reportagem e editora de revistas e jornais de circulação nacional, começou a testar os limites de sua profissão, o jornalismo, disseminando os princípios e a prática de uma sociedade inclusiva. Fui educada por mãe e pai professores, que me guiaram para dar um sentido social à profissão. Ou seja, ser jornalista, para mim, é atuar como um agente da História, especialmente das histórias desconhecidas, ainda não percebidas e legitimadas, como as das pessoas com deficiência intelectual. Essa foi a perspectiva que me guiou para me tornar uma jornalista especializada em direitos humanos e inclusão. Apesar do reconhecimento nacional e internacional, Claudia diz que vive uma exclusão. Quando se defende uma causa de exclusão sente-se a exclusão da causa. Vivo isso de várias formas: por ser jornalista, e o tema deficiência ou inclusão não ser, ainda hoje, considerado uma especialidade nos meios de comunicação, pelo menos, como eu entendo e trato do tema; por não ser uma pessoa com deficiência, ou ter filhos com deficiência, o que gera desconfiança; por não ser educadora, e estar falando de educação; e, especialmente, por não estar atuando no âmbito das academias, universidades. Mas tudo isso faz parte do processo de ativismo. É uma escolha consciente, ainda que trabalhosa. Questionada se uma escola especial é uma escola inclusiva, a jornalista é direta: uma escola especial jamais será inclusiva, são conceitos incompatíveis. Fundei a Escola de Gente para formar jovens com uma mentalidade inclusiva, uma nova geração mais apta a não discriminar em função de desigualdades e diferenças de quaisquer naturezas. Entre seus livros, destacam-se Quem cabe no seu TODOS?, Você é Gente? e Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva. Claudia fala que a Escola de Gente nasceu dessa trilogia. No entanto, a obra Sonhos do Dia (foto), foi o primeiro livro totalmente acessível para crianças e jovens publicado no país. Todas as obras são da editora WVA, a primeira especializada em inclusão no Brasil. Paulo Rodrigues Claudia Werneck, jornalista com atuação em direitos humanos e inclusão. Ser jornalista, para mim, é atuar como um agente da História, especialmente das histórias desconhecidas, ainda não percebidas e legitimadas, como as das pessoas com deficiência intelectual 36

5 Escola de Gente Fundada em 2002, a Escola de Gente Comunicação em Inclusão é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Sua missão é transformar políticas públicas em políticas inclusivas para que pessoas com e sem deficiência exerçam seus direitos humanos desde a infância. As políticas públicas inclusivas são aquelas que ratificam a diversidade humana como um valor inquestionável e buscam soluções para a desigualdade social. Acesse e conheça as ações e áreas de atuação da organização. Aprendendo junto com o aluno O Colégio Integral, de Curitiba (PR), e a Escola Doméstica, de Natal (RN), trabalham com a inclusão escolar há muito tempo. O Integral é uma das instituições mais indicadas na capital paranaense para receber alunos com deficiência. A Escola Doméstica tem a inclusão como premissa muito antes da obrigatoriedade legal da matrícula de um aluno com deficiência na escola regular. Conversamos com educadoras das duas escolas para compreender um pouco mais sobre como ocorre, na prática, o processo de inclusão. A equipe do Integral foi representada pela diretora de ensino, Mariza Pan, e pelas coordenadoras Ângela Biscouto, Sandra Vieira de Almeida, Sissiara Quadros e Cynthia Menghin. Na escola da capital potiguar, a entrevista foi realizada com a diretora Angela Maria Guerra Fonseca e com a coordenadora do setor de psicologia escolar, Narjara Medeiros de Macedo. Divulgação FONTE: site Escola de Gente Mariza Pan (com guarda-pó verde) e integrantes da equipe pedagógica do Colégio Integral

6 As educadoras do colégio de Curitiba informam que um dos principais desafios da inclusão é trabalhar com diversos estilos e ritmos de aprendizagem, que exigem reflexão do projeto pedagógico, reestruturação do currículo, do planejamento e da avaliação, o que implica a compreensão e a mobilização de todos que atuam na escola. Equacionar a potencialidade do estudante ao grau de exigência em relação à aquisição do conhecimento é também um desafio, pois os alunos com necessidades educacionais especiais não vão à escola somente para socializar-se, mas prioritariamente para aprender, diz Mariza. Já a diretora Angela afirma que, até por uma questão de cidadania e responsabilidade social, todas as escolas devem acolher em suas turmas regulares alunos com necessidades educacionais especiais, com leves ou severos problemas de aprendizagem. A diretora da escola de Natal conta que uma das grandes dificuldades está relacionada diretamente à capacitação continuada dos docentes. É um processo lento que exige não só boa vontade e motivação do professor, mas, sobretudo, a abertura para conhecer e compreender cada uma das necessidades existentes em sua sala, habilidade para trabalhar em equipe e descoberta de processos de aprendizagem eficientes para cada caso. Além disso, diz Angela, existem as dificuldades das famílias em lidar com o luto do reconhecimento das limitações do aluno e assumir papel ativo e parceiro da escola, o que também constitui barreiras na busca de suportes técnicos paralelos à instituição, necessários ao desenvolvimento e à aprendizagem da criança. Escola 100% preparada? O Colégio Integral e a Escola Doméstica concordam que não é possível dizer que uma escola está totalmente pronta para receber alunos com deficiência. As escolas que normalmente são indicadas o são porque possuem um histórico nesse trabalho. Essa história foi obtida porque foram assumidos os medos, a complexidade e a exigência que alunos com necessidades educacionais especiais nos trazem, destaca Mariza. Ela frisa que esse processo é uma construção que acontece no dia a dia, por meio da ação/reflexão/ação, e que isso é possível em todas as instituições de ensino. O Colégio Integral recebe famílias que nos procuram mediante indicação de outras escolas ou especialistas, porém, não se pode atender toda essa demanda. Para garantir a qualidade do nosso trabalho há um limite, que é respeitado. Essa consciência é primordial para que não ocorra uma maquia- gem com relação ao processo de inclusão, pois é necessário ter clareza de onde se parte e aonde se quer chegar, bem como das condições no caminho, entre um ponto e outro. Isso reforça a afirmação de Mariza quando ela diz que, quem mais prepara a escola para a inclusão é o próprio aluno. Existem alunos que traçam um percurso de aprendizagem lenta e consistente; outros aprendem aos saltos e precisam que os conteúdos sejam retomados periodicamente; outros, ainda, exigem que as estratégias de trabalho sejam modificadas frequentemente. Já Angela comenta que, como não há técnicas e métodos de ensino específicos, é difícil Escola Doméstica e Colégio Integral A Escola Doméstica atende casos de deficiência auditiva, visual, física e mental, Síndrome de Down, transtorno global do desenvolvimento, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), transtorno opositor desafiante, transtorno de humor, dislexia, discalculia, entre outras dificuldades não especificadas. Já o Colégio Integral, atende alunos com altas habilidades, comprometimentos cognitivos, motores, emocionais, sensoriais ou mesmo múltiplos. 38

7 Arquivo Pessoal a instituição estar completamente pronta para a inclusão. E concorda com Mariza ao dizer que cada pessoa é única e que, apesar de algumas sistematizações teóricas sobre as deficiências, somente o próprio educando é capaz de regular seu processo de construção intelectual, encontrando seus interesses e necessidades, bem como seu ritmo, limites e possibilidades diante dos saberes. É, sem dúvida, um processo a ser construído com o próprio aluno. Para a equipe da Escola Doméstica, a inclusão de alunos com deficiência na escola regular é bem sucedida quando são construídas oportunidades de progressos escolares significativos, por meio da adequação das práticas pedagógicas à diversidade dos educandos. Nessa perspectiva, a escola assume que as dificuldades de alguns alunos não são simplesmente fruto de suas limitações, mas resultam também da maneira como o ensino é ministrado e do modo como a aprendizagem é concebida e avaliada. Por isso, para que o processo inclusivo aconteça, a relação entre professor, direção e coordenação deve ser franca, transparente, com muito debate e trabalho. Não há uma fórmula para atender os alunos com necessidades educativas especiais. Portanto, cada caso merece ser discutido e pensado pelo professor junto à coordenação e direção. Ao longo do ano e da vida escolar do aluno, as estratégias precisam ser revistas e discutidas, os resultados observados atentamente, bem como deve ocorrer a delimitação de novos objetivos pedagógicos, ratifica Mariza. Aluno Integral João Victor foi aluno do Colégio Integral durante 11 anos de sua vida. João Vitor Mancini Silvério, 26 anos, foi aluno do Colégio Integral por 11 anos. Portador de Síndrome de Down, estudava em uma sala regular e, a partir da 6ª série, também contava com uma monitora em classe. Não tenho dúvida de que uma pessoa com Síndrome de Down tem todas as condições de frequentar uma escola regular, pois é capaz de aprender como qualquer outra criança. O importante, em uma escola, é passar os valores humanos para os alunos, respeitando cada um como é, com suas limitações e diferenças. Aprendi tudo isso quando estudava no Colégio Integral, principalmente com a professora Mariza, que sabia muito bem como nos ensinar o respeito um para com o outro, recorda. Hoje, João é graduado em Educação Física e trabalha com Ginástica Laboral. Ele afirma que uma escola não está totalmente O importante, em uma escola, é passar os valores humanos para os alunos, respeitando cada um como é, com suas limitações e diferenças preparada para trabalhar com a inclusão, mas que vai aprendendo com o próprio aluno durante o processo de aprendizagem. Percebi isso quando fiz o meu Trabalho de Conclusão de Curso, pois tive que visitar várias escolas municipais. Constatei que falta capacitação. Ele lembra quando seus pais estavam procurando uma escola regular para matriculá-lo. Escutavam desculpas como: não temos professores capacitados; a escola não trabalha ou não está preparada para atender crianças especiais etc.. Sobre exclusão, João fala que ela ainda existe, pois a conscientização das pessoas é um processo lento. Eu já sofri muito preconceito, mais de adultos do que de crianças, inclusive na faculdade e até por professores. Ainda hoje, no meu trabalho, sinto preconceito de algumas pessoas, talvez porque não acreditem no meu potencial, confidencia

8 Iniciativas na Gestão Municipal Atendimento de estimulação visual, pareamento de curta distância de baixo contraste com jogo de encaixe (SEMED Pinhais). A esfera pública também conta com experiências positivas. É o caso dos municípios de Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba-PR) e Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul. A Secretaria Municipal da Educação de Pinhais tem em sua estrutura uma gerência específica para a Educação Especial e Inclusão Educacional. A equipe é multidisciplinar e articula o trabalho de inserção e acompanhamento dos alunos na rede regular de ensino. Capão da Canoa é considerada cidade-polo na questão da inclusão escolar. Das 19 escolas regulares, 15 apresentam alunos incluídos. Além disso, o município possui uma escola especial. O município de Pinhais oferta à população serviços educacionais especializados, como a Sala de Recursos para Transtornos Funcionais Específicos e TDAH, Sala de Recursos Multifuncionais para o aluno da educação especial e o Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado às Deficiências Sensoriais. A secretária municipal de educação, Andrea Franceschini, explica que tudo isso ocorre de forma complementar e/ou suplementar ao trabalho desenvolvido pela escola comum, oferecendo suporte para a inserção e permanência do aluno, bem como o desenvolvimento de ações necessárias para eliminar as barreiras que venham a impedir o aprendizado. A secretária complementa explicando que a rede municipal de ensino também conta com uma escola de educação básica na modalidade de educação especial, que trabalha de forma substitutiva ao ensino regular, atendendo alunos com deficiência intelectual ou múltipla deficiência e que possuem um significativo comprometimento diante da autonomia e independência. No entanto, a secretária ressalta: ainda estamos longe da efetivação de um sistema realmente inclusivo. É necessária a superação do caráter assistencial que ainda está presente na educação especial, sendo a escola nessa modalidade um dos únicos atendimentos voltados às pessoas com deficiência. Precisamos também de outros es- paços com caráter educativo, não chamados de escolas, que possibilitem a promoção da qualidade de vida às pessoas com deficiência acima de 18 anos. Temos que avançar diante do atendimento educacional especializado no entendimento e atuação do papel do professor, com os conteúdos próprios da educação especial e, em relação ao ensino regular, na construção de uma escola que verdadeiramente acolha e atenda as necessidades de todos os seus alunos. Para que esse processo ocorra de forma efetiva, o papel do gestor é fundamental. Méres Neres de Souza da Costa 40

9 Maira Cristina Farias Aluno Jonny Tomé da Silva Carvalho, 5 anos, com Síndrome de Down, utilizando a Tecnologia Assistiva com o software Boardmaker. O objetivo é desenvolver a discriminação de símbolos, leitura de imagens, sequência lógica, consciência fonológica e vocabulário de conceitos (SEMED Pinhais). Thiago Machado Aluno Jeferson Eduardo Santos dos Santos ao lado da professora Flaviana Martins dos Santos durante uma atividade cultural em Capão da Canoa. A escola, cuja gestão é inclusiva, desenvolve um trabalho em prol das reais necessidades de todos os seus alunos. Em nossa rede desenvolvemos uma formação continuada ao longo deste ano letivo com o tema O papel do gestor na construção de uma escola inclusiva. O objetivo foi fortalecer o gestor por meio de debates e reflexões sobre a escola e os profissionais que nela atuam, tendo como foco o desenvolvimento de uma prática de transformação da ação pedagógica numa perspectiva inclusiva, informa Andrea. Já Lavina Dias de Souza, secretária municipal de educação de Capão da Canoa, explica que a cidade oferece todos os recursos necessários. Na escola especial, que concentra os casos de alunos ainda não aptos ao sistema regular de ensino, existe uma equipe multiprofissional que, periodicamente, avalia o aluno e o encaminha para as escolas regulares, caso haja consenso de que o mesmo está em condições favoráveis de aprendizagem. Lavina ainda diz que a escola especial trabalha por turmas de habilidades, explorando e desenvolvendo ao máximo as potencialidades de cada caso. Já na escola regular estão os alunos que, com mediação e atendimento, acompanham o processo escolar de desenvolvimento, além de estabelecer relações interpessoais com os demais colegas. Os alunos têm acesso aos mesmos conteúdos que a grade curricular regular propõe, mas com as adaptações e flexibilizações necessárias, 41 41

10 respeitando a diversidade e as particularidades de cada um, enfatiza a secretária. Para que a inclusão ocorra de forma efetiva, sem maquiar seus resultados, Lavina defende que a formação e o atendimento de qualidade fazem toda a diferença. De acordo com a educadora, é preciso atender as especificidades de cada aluno, compreendendo suas habilidades, elevando suas competências, estimulando-o a vencer cada desafio que possa encontrar na sua vida escolar. Mas, para ela, o caminho ainda é longo quando se refere à realidade brasileira. O nosso município está em um processo avançado, porém, temos ainda o que melhorar. É comum, infelizmente, ver situações de municípios que nem mesmo têm profissional da Educação Especial em seu quadro de funcionários. Dessa forma, torna-se bastante complexo desenvolver um trabalho de qualidade sem o conhecimento formal da temática. Início de Carreira Lavina iniciou sua carreira docente em 2003, na Escola Manoel Medeiros Fernandes. Logo no começo, foi informada que a escola na qual iria lecionar era de inclusão. Na época, ela não sabia exatamente o que era, por isso, correu atrás de estudos, pesquisas e da legislação. A instituição tinha alunos cegos e surdos, bem como educadoras especialistas nessas duas áreas. Lavina lembra que a escola já havia sido construída pensando na acessibilidade, com rampas, banheiros e elevadores adaptados. Conseguimos muitos livros em braile e em libras. Nossa escola Lavina Dias de Souza, secretária municipal de educação de Capão da Canoa (RS). foi uma das pioneiras a ter a Sala de Recursos Multifuncional, impressora braile, softwares para cegos e o curso de pós-graduação em Inclusão (à distância, via MEC), lembra Lavina. A secretária se emociona ao resgatar histórias como a do ex-aluno Leandro Souza, com deficiência visual. Em 2008, a equipe pedagógica da Escola Manoel Medeiros Fernandes lançou o livro de poesias de autoria de Leandro: Retrato Imaginário. Ele foi um exemplo de desafio das amarras da proteção familiar, com sua grande vontade de ser incluído, diz a secretária. Esporte e Inclusão A Associação Desportiva para Deficientes (ADD) é uma entidade sem fins lucrativos, com atuação na capital paulista, nos municípios da Região Metropolitana de São Paulo e em Santos. Busca promover o desenvolvimento da pessoa com deficiência por meio do esporte, educação e cursos de capacitação. Quando foi criada, em 1996, a ideia da associação era atuar na gestão de uma equipe de basquete em cadeira de rodas. No entanto, o trabalho foi ampliado para outras modalidades, como atletismo, ciclismo, bocha e natação, e acabou abrindo novos caminhos, inclusive em projetos educacionais voltados à inclusão de crianças com deficiência, sempre tendo o esporte como base. Um dos projetos da ADD é o Escola de Esporte. O objetivo é desenvolver o potencial paradesportivo em crianças e adolescentes com deficiência, com idade de 6 a 18 anos, ressaltando os aspectos educacionais. Crianças que participam de projetos como esse passam a ter uma rotina mais positiva na escola por conta da prática esportiva. É o caso de 42

11 Arquivo Pessoal O garoto Adriano ao lado de sua mãe, Sônia Izidio de Melo. Adriano Izidio, 12 anos, que sonhava em jogar basquete. Ele lembra como se fosse hoje a primeira cesta que marcou. Foi uma emoção hilária. Fiquei emocionado, foi pura adrenalina. Comemorei bastante, pois era tudo o que eu queria naquele momento. Adriano, que é portador de mielomeningocele e hidrocefalia, participa da ADD há dois anos. Ele destaca que depois que passou a praticar esportes, seu dia a dia mudou radicalmente, especialmente na escola. Tenho mais liberdade, disposição e responsabilidade. O esporte é fundamental para me sentir disposto. Desejo me dedicar 100% e me tornar um jogador profissional. Histórias assim acontecem porque o esporte paradesportivo permite que a criança ou o adolescente sinta-se capaz de realizar atividades que anteriormente não fazia, fato que refletena autoestima e no desempenho escolar. Ao incentivar a prática paradesportiva influenciamos a formação de um cidadão capaz de entender e se situar no mundo em que vive, desenvolvendo valores sociais, morais e éticos, essenciais para o desenvolvimento humano, afirma a presidente da ADD, Eliana Miada. Sobre a prática paradesportiva em ambiente escolar, Eliana explica que deve ser desenvolvida por um profissional de Educação Física, o qual precisa conhecer o aluno em suas potencialidades físicas, emocionais e sociais, e ser capaz de elaborar um plano de atividade em que essa criança possa participar, atendendo suas possibilidades e anseios. Não adianta colocar um aluno cadeirante para pular corda ou jogar futebol, ou um aluno deficiente visual para jogar basquete. É necessário o conhecimento sobre a deficiência do estudante para incluí-lo em uma atividade que seja possível a sua participação. No caso Arquivo Pessoal de uma pessoa com deficiência visual, por exemplo, uma atividade de corrida com um guia. Já com um aluno cadeirante, que tenha boa condição de locomoção, podemos trabalhar com o basquete, e um aluno deficiente físico com pouca independência, a bocha, e assim por diante, diz Eliana. A importância do diagnóstico precoce Daniel Kenji de Faria Zino, 12 anos, está no 7 ano do Ensino Fundamental. Sua mãe, Roberta Gomide de Faria Zino conta que, quando seu filho ainda era bebê, ela percebia que algo errado acontecia. Daniel não se manifestava com músicas, não falava e tinha uma linguagem própria de sons e sinais. Nunca pensei que fosse um pro- Daniel Kenji de Faria Zino e sua mãe, Roberta Gomide de Faria Zino

12 Olhar Especial Fernanda Marin Fernanda Marin, 15 anos, conversou com a equipe da Revista Aprendizagem sobre uma experiência que ela considera única. A adolescente acompanhou a Quatro por Quatro, uma equipe de Power Soccer, o tradicional futebol para cadeirantes, e registrou diversos momentos com o seu olhar, ou seja, tirou várias fotografias dos atletas, que portam distrofia muscular, durante a prática do esporte. Além da vontade de ajudar a ONG Ponta Pé Inicial, de Curitiba, por meio de suas fotos, que serviram como um material de divulgação, Fernanda tem um motivo muito especial para sempre acompanhar as partidas: alguns dos integrantes do time são seus primos. Ela conta que utilizou a fotografia, uma de suas paixões, para se aproximar ainda mais deles. Para Fernanda, foi a melhor experiência que já teve em sua vida. Conheça mais sobre a iniciativa em Fotos de Fernanda Marin, adolescente de 15 anos que fotografou uma partida de Power Soccer Fernanda Marin blema auditivo, até imaginei que poderia ser autismo ou algo semelhante. Eu fazia muita comparação com meu filho mais velho, que já falava muito bem com um ano e meio. Mas o pediatra, a escola e outras pessoas diziam que cada criança tinha o seu tempo, explica Roberta, que também é professora. Casos como o de Daniel mostram que, muitas vezes, o diagnóstico de crianças que apresentam deficiência auditiva acontece tardiamente. Eu e meu marido somos pais atentos, presentes, sempre muito próximos dos meninos desde recém-nascidos. Se a constatação tivesse vindo já na maternidade, teria sido melhor. A mãe de Daniel ressalta que, se tivesse um diagnóstico precoce em mãos, situações vividas na escola poderiam ter sido diferentes, colaborando para a aprendizagem de seu filho. A escola só teria dado indicação de alguma investigação se o Daniel apresentasse problemas comportamentais, mas não era o caso, pois sempre foi uma criança dócil, de fácil relacionamento e independente, corria atrás do que queria. Infelizmente, o cuidado com a saúde auditiva não costuma fazer parte do checkup de rotina, mas as estatísticas provam que os ouvidos estão cada vez mais 44

13 expostos a ruídos nocivos. Se a perda auditiva for detectada na criança, o tratamento deve ser imediato, pois é um problema grave que compromete o desenvolvimento da linguagem. Por essa preocupação, Roberta e seu marido investigaram por conta própria, pois, aos três anos e meio, Daniel quase não falava. Encaminhamos o nosso filho a um médico especialista e fizemos os exames indicados. Foi então que constatamos que ele tinha uma rebaixo auditivo moderado e que precisava usar aparelhos para escutar. Atualmente, Daniel utiliza o Sistema de Frequência Modulada Pessoal (FM), da empresa Phonak, uma das organizações brasileiras que disponibiliza essa tecnologia. O FM mudou as possibilidades do Daniel numa aula como a de Educação Física, por exemplo, em que ele sempre precisava ficar muito próximo do professor. Tirou a obrigação de se sentar à frente da turma, dando até a oportunidade de ser um aluno do fundão, brinca Roberta. Além disso, o FM permitiu que Daniel escutasse suas músicas preferidas, pois a tecnologia possui um cabo que pode ser conectado ao ipod, possibilitando que as músicas sejam ouvidas diretamente no aparelho auditivo. Amparados pela Legislação A portaria nº 1.274, publicada no Diário Oficial da União no dia 25 de junho de 2013, oferece recurso tecnológico para estudantes de 5 a 17 anos que utilizam aparelhos auditivos e/ou implante coclear. De acordo com a portaria, o Sistema de Frequência Modulada Pessoal (FM) foi incluído na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPM) do Sistema Único de Saúde (SUS). A prescrição do kit de Sistema FM à criança ou jovem com deficiência auditiva deverá seguir, segundo a portaria, os seguintes critérios: possuir deficiência auditiva e ser usuário de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) e/ou Implante Coclear (IC); possuir domínio da linguagem oral ou em fase de desenvolvimento; estar matriculado no Ensino Fundamental I ou II e/ou Ensino Médio; apresentar desempenho em avaliação de habilidades de reconhecimento de fala no silêncio. A Frequência Modulada é uma tecnologia assistiva que tem como objetivo garantir acesso à informação de maneira clara e confortável quando o ruído e a distância interferem na percepção e compreensão da fala. Além disso, esse sistema melhora a comunicação em sala de aula, ao telefone, e permite a conectividade dos aparelhos auditivos com dispositivos de áudio como MP3, televisão, GPS etc. Divulgação Aparelho de Sistema de Frequência Modulada Pessoal

14 Sinais de alerta para os professores A tecnologia do Sistema de FM garante que o aluno ouça a voz do professor direta e nitidamente. Os maiores obstáculos como distância, eco e ruído são reduzidos e a criança pode aproveitar com mais intensidade a aprendizagem e as brincadeiras. Os professores, muitas vezes, são os primeiros a identificar problemas de visão nos alunos, que reclamam de dificuldade para enxergar a lousa. Na perda auditiva, a situação não é diferente. Lentidão no aprendizado ou falta de concentração podem ser sinais relacionados a essa dificuldade. Como o problema é assintomático, registros comprovam que, em média, as pessoas levam sete anos entre detectar o problema e iniciar o tratamento, afirma Talita Donini, gerente de produto para adaptação pediátrica e projetos especiais da Phonak do Brasil. Phonak Professora em atividade com os alunos que utilizam o Sistema de FM, que facilita a comunicação de quem usa aparelho auditivo. Acompanhe a saúde auditiva das crianças. Fique atento se: a criança não reage a barulhos fortes não atende quando é chamada pelo nome pede para aumentar o som da TV, computador ou telefone com frequência mostra-se desatenta parece irritada e dificilmente faz vínculos com outras crianças prefere brincar sozinha tem dificuldade na alfabetização troca de fonemas na escrita 46

15 Bate-papo com a presidente da Federação Nacional das APAEs: Aracy Maria da Silva Ledo Divulgação Convidamos a presidente da Federação Nacional das APAEs, pedagoga e socióloga, Aracy Maria da Silva Ledo, para um bate-papo sobre Educação Especial e Inclusão Escolar. Ela abordou temas como o trabalho das APAEs, desafios da inclusão, escola inclusiva, políticas públicas e muitos outros. Confira! Como funciona o trabalho das APAEs em todo o Brasil? São APAES filiadas em todo o território nacional. São entidades voltadas ao atendimento, prioritariamente, às pessoas com deficiência intelectual e múltipla, nas áreas de educação, assistência social, saúde, lazer, esporte, cultura e trabalho na defesa de seus direitos. Nosso grande desafio é desmitificar o processo inclusivo, garantindo à pessoa com deficiência a compreensão da sociedade de que não existe um único meio para se atingir a inclusão e romper com o preconceito. Também busca-se reafirmar e resgatar o direito individual e familiar da escolha ao acesso e a forma desse acesso garantido a todo o brasileiro com e sem deficiência. Como definir inclusão? A inclusão é um processo de mudança social, pedagógico e jurídico articulado com todos os segmentos da sociedade, com a família, redes de apoio, empresas, poder público. Não será somente a legislação que irá tornar isto realidade, mas a construção ao longo do caminho. Quais são os principais desafios dos educadores quanto à educação especial e à inclusão? Destaco a falta de capacitação específica dos professores para desenvolver seu fazer pedagógico com eficácia para garantir o processo de aprendizagem do aluno, a falta de investimentos do poder público nas escolas, a inexistência de acessibilidade dentro das instituições de ensino, as dificuldades na mobilidade urbana para as pessoas com deficiência, a falta de aquisição de equipamentos, material de apoio, mobiliário adequado etc. Qual a definição de escola inclusiva? Uma escola especial é uma escola inclusiva? Quando falamos de escola inclusiva nos referimos ao direito à educação, que é um direito de todo cidadão independente de sua condição física, intelectual, raça, religião. Para ser uma escola inclusiva, primeiramente, pensamos que a escola deve estar adequada para receber todos os alunos, com profissionais capacitados, currículo adaptado, acessibilidade, metodologias, removendo as barreiras hoje existentes nela. Incluir não significa matricular alguns alunos com deficiência. A escola é para todos. Uma escola especial é uma escola inclusiva quando for parte do sistema educacional, que cumpra a lei, sendo autorizada pelos órgãos competentes para sua criação e funcionamento, com projeto político pedagógico, regimento e calendário escolar, com professores capacitados, acessibilidade arquitetônica etc. Quais são os desafios atuais das políticas públicas com relação à inclusão escolar? Muitos são os desafios. Só a legislação, por si só, não garante as mudanças que se impõem na perspectiva inclusiva, mas as normativas são importantes para a orientação e funcionamento do sistema educativo. Destaco o Plano Nacional de Educação, na Meta4, em que a Rede Apaeana tem acompanhado e participado de debates relacionados a essa questão. Sem dúvida precisamos de apoio e parceria do governo para continuarmos na defesa de direitos das pessoas com deficiência intelectual e múltipla

16 Para você, o que é uma escola inclusiva? É aquela capaz de perceber e desenvolver os diferentes potenciais de cada aluno. O processo de inclusão traz uma discussão constante sobre as estratégias para atender a todos os alunos numa mesma sala de aula. Requer diferenciação do trabalho a partir do currículo comum e um fazer pedagógico de acordo com a necessidade de cada educando e de todos eles. Temos enfrentado nos últimos tempos grandes desafios para a construção de uma escola responsável que, de fato, seja um espaço de aprendizagem para toda a comunidade. Mariza Pan, diretora de ensino do Colégio Integral Escola inclusiva é aquela que abraça a causa, sem temer a reação dos outros alunos e, principalmente, dos pais, respeitando as limitações e as diferenças do aluno especial. Todos os pais devem acreditar no potencial de seus filhos, não podem ter medo de inseri-los na sociedade. Precisam ser firmes na educação, sem tratá-los com piedade. João Vitor Mancini Silvério, ex-aluno do Colégio Integral Não vejo necessidade da utilização do termo escola inclusiva porque entendo que toda escola, se é uma instituição social, é necessariamente inclusiva, já que deve acolher a sociedade de uma maneira geral. Entretanto, devemos ter em mente que esse atendimento específico precisa do respaldo de uma política bem definida para que todos possam ser bem assistidos. Angela Maria Guerra Fonseca, diretora da Escola Doméstica A escola inclusiva é aquela que atende a todos os alunos sem distinção, que está focada no atendimento às necessidades da população, que aceita e valoriza as diferenças. Andrea Franceschini, secretária municipal de educação de Pinhais É uma escola que atende a todos com qualidade de serviço, onde se percebe o real desenvolvimento do aluno, não apenas no âmbito cognitivo, mas também no social, linguístico e emocional. Lavina Dias de Souza, secretária municipal de educação de Capão da Canoa 48

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