QUANDO A ESCOLA RECEBE A CULTURA SURDA

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1 QUANDO A ESCOLA RECEBE A CULTURA SURDA SCHUBERT, Silvana Elisa de Morais 1 - FAEL/PMA COELHO, Luiz André Brito 2 - UNC DUTRA LINS. Eliane de das Graças Santos 3 - FAEL/PMC Grupo de Trabalho Cultura, Currículo e Saberes. Agência Financiadora: não contou com financiamento Resumo O trabalho busca evidenciar aspectos referentes a cultura e características surdas no ambiente escolar e social, traz apontamentos necessários para que a sociedade e os profissionais da educação compreendam os surdos enquanto sujeitos ativos na educação, desmitificando ideias construídas e mantidas a séculos pelo senso comum de limitações e deficiências desses sujeitos. Destaca que maioria das pessoas que tem audição afetada não são surdos, nem participam da comunidade surda 4, mas assimilaram uma cultura e linguagem oralizada de ouvintes,ou seja; trata-se de pessoas que foram ficando surdas por algum motivo; no entanto, os que nascem surdos, desenvolvem características que favorecem a aquisição e desenvolvimento de uma língua visual gestual, tendem a encontrar-se com a comunidade surda em determinado período da vida e apresentam características específicas no modo de ser, interagir e experienciar o mundo. O conhecimento dos ouvintes a respeito dos surdos e suas características será sempre limitado, mesmo dedicando tempo aos estudos sobre o assunto, trata-se de um conhecimento do exterior. Portanto, para a escrita desse trabalho buscou-se os relatos dos surdos 5, através de entrevistas realizadas em Libras e traduzidas para a língua portuguesa, das quais, recortes serão utilizados no desenvolver do trabalho; olhando o exterior, ouvindo os embates que partem do interior dos sujeitos da cultura surda, ou seja; das vivências de surdos amigos, estudantes, líderes, enfim Surdos. O trabalho será 1 Mestra em Educação pela UTP, Intérprete de Libras, professora da educação especial, especialista em: Educação Especial, Educação Infantil e Educação Bilíngue para surdos. Pesquisadora da área da surdez. Trabalha na Prefeitura Municipal de Araucária. 2 Professor Surdo, especialista em educação bilíngue para surdos, Licenciado em matemática e em Letras com habilitação licenciatura em Língua Brasileira de Sinais, Professor de Libras, ministrante de cursos de Libras nos diferentes níveis. Coordenador social da Associação dos surdos de Curitiba, Possui certificado de Proficiência em Língua Brasileira de Sinais. Professor na Universidade de Contestado Mafra/SC. 3 Professora da rede pública do município de Curitiba, especialista em educação especial, graduada em pedagogia, com cursos adicionais em educação infantil e deficiência da áudio comunicação, intérprete de Língua de Sinais Brasileira nível superior - FAEL. 4 É formada por surdos e ouvintes que compartilham a língua de sinais, interesse e objetivos comuns. 5 Nos trabalhos a respeito dos surdos, é comum utilização de termos como: currículo surdo, pedagogia surda, relato surdo, como modo identificatório da cultura surda.

2 6794 apresentado com intento de despertar o interesse dos leitores para a cultura e características dos surdos no ambiente educacional, com intenção de desvelar o presente e buscar superação das deficiências do ambiente social e escolar. Palavras-chave: Cultura. Cultura Surda. Identidade. Educação. Introdução Falar sobre cultura surda no ambiente educacional não é algo fácil, isso porque a escola recebe hoje por imposição da Lei, pessoas com as mais diversas necessidades educacionais especiais, entre eles os surdos e deficientes auditivos. Desde a Constituição Federal (1988) e a LDB 9394/96 enquanto garantia de acesso e permanência em uma escola de qualidade a todas as pessoas independente de suas necessidades, a Declaração de Salamanca (1994), enquanto compromisso dos governos com uma educação inclusiva, a Lei /00 (BRASIL, 2000), enquanto garantia de acessibilidade, a Lei /02 com a oficialização da Libras como segunda língua brasileira e a inserção da disciplina de Libras nos cursos de formação de professores e fonoaudiólogos e o Decreto 5626/05 (BRASIL, 2005), regulamentando a lei da acessibilidade e a Lei de oficialização da Libras, além de impor formação para os profissionais surdos e ouvintes que trabalham com surdos, bem como o direito dos surdos a uma educação bilíngue, a educação inclusiva para surdos vem adentrando cada vez mais os espaços educacionais nos mais diferentes níveis de ensino. Ao receber os surdos na escola, há necessidade de conhecer e envolver a cultura surda na diversidade escolar, fator que não acontece com naturalidade nesse ambiente, por isso os surdos lamentam o desconhecimento ou o conhecimento limitado que a comunidade escolar e até mesmo os professores tem sobre a surdez e os surdos. Maior parte das pessoas nunca leu nada a respeito da linguagem e cultura surda e para obter conhecimento percorrem uma passagem imaginária, envolta em muitos estereótipos e mitos relacionados aos surdos, como por exemplo: compreendê-los como sujeitos infantilizados, de raciocínio confuso e irritado, entendendo a surdez sempre pela ausência de algo (fala e/ou audição) e nunca pela presença de características que diferem do que é considerado norma.

3 6795 No ambiente escolar pouco se fala em cultura surda, mesmo sendo a escola um importante espaço para transmissão cultural; o que se tem de mais provável logo que o surdo é integrado 6 no ambiente escolar, acontece a aculturação, ou seja; a imposição de valores e referências dessa outra sociedade ouvinte, da cultura dos ouvintes sobreposta à cultura dos surdos, uma cultura entendida como hegemônica e superior. Esse fator é historicamente construído, visto que a sociedade capitalista, discrimina pessoas com dificuldades, seja na educação, ou no mercado de trabalho; a sociedade cria condições que levam a enfermidade e decide quem deve ser considerado incapaz, deficiente, ou ao contrário. Pensar o sujeito surdo pelas vias de um modelo de enfermidade é torná-lo de certo modo perto do indesejável, pois a enfermidade não é algo que se deseje, ou seja; é em parte resultado histórico das forças sociais; no caso dos surdos trata-se de um modelo de opressão, mas clinicamente legitimada. Ainda que o modelo tenha sido (em partes) substituído por um modelo socioantropológico de compreender os sujeitos, mesmo que hoje os surdos ascendam no cenário educacional, no ano de 1830, já havia livros escritos por surdos, o que desmitifica a ideia que apenas no presente século, os mesmos tenham demonstrado suas capacidades. Para compreender melhor, discutiremos a respeito da cultura e características surdas, abordando a teoria e as vivências surdas através de recortes de entrevistas realizadas com surdos. Cultura e cultura Surda Segundo Lane (1992), boa parte do que é distintamente humano em nós, a capacidade de linguagem, pensamento, comunicação e cultura não se desenvolve automaticamente, mas tem origem social e histórica, capacidades que são um presente de uma geração para a outra, assim, compreendemos que a cultura é tão importante quanto a natureza. Segundo o Abbagnano (2007, p ), cultura tem dois significados básicos, o primeiro e mais antigo está relacionado ao refinamento do homem, a sua formação e o 6 Utilizamos a palavra integrado, visto que a inclusão para surdos não acontece de fato, normalmente quando inserido no ambiente educacional, nada está preparado para recebê-lo, o estudante é que precisa se adequar, compreender o professor e os colegas, no máximo recebe o apoio de um intérprete e na intenção de incluir, o Estado o segrega.

4 6796 segundo indica o produto da formação, os modos de pensar, de viver, de relacionar-se, cultivados, civilizados e polidos. Hoje o significado é utilizado para indicar um conjunto de modos de vida adquiridos e transmitidos pelos membros de uma determinada sociedade, de uma geração à outra; uma formação coletiva, anônima. Portanto, cultura é um termo que pode designar tanto as formas mais progressistas de civilização até as mais primitivas, há uma diversidade de definições exploradas para explicála. Pinto (1979), define cultura enquanto criação humana resultante da contradição principal do homem, àquela existente entre ele e a natureza; uma coletânea no processo de hominização 7, ou seja, o homem altera os meios, produz cultura, ciência através do processo de sua formação como ser biológico; ele é capaz de transformar e de inovar as operações exercidas sobre a natureza. Os atos acumulam-se na consciência comunitária e os resultados favoráveis são recolhidos, conservados e transmitidos a outras gerações. Há inúmeras teorias sobre cultura, são consequências do processo de modificação da sociedade e das relações sociais; cada teoria resulta de uma história particular, portanto, não se chega a um único e exato significado do termo. Compreende-se, portanto que cultura é atributo sempre humano, somente o homem na sua atividade construtiva cria a cultura; através dela, o homem atua sobre o mundo, faz-se a si próprio e cria produtos e condições necessárias para conservar-se; é ele quem produz tanto a cultura quanto a sociedade e é produzido por ela. Quando passamos a discutir cultura surda, não deixamos de lado as definições existentes; os conceitos já existentes são considerados e as particularidades, dos surdos, são acrescidas a eles; assim, pode-se dizer que tratar da cultura surda, é falar de algo tanto particular quanto geral, tanto individual, quanto coletiva; é transformar pensamentos e ações, algo em construção a ser desvelado. Os surdos percebem o mundo pela experiência visual, compartilham experiências com outros sujeitos surdos e com isso podem ser identificados como pertencentes a um povo de 7 Trata-se do desenvolvimento evolutivo do homem, características que o diferencia dos primatas, até chegar ao homem atual ou ao homem contemporâneo. Para maiores informações consultar: SANTOS, L. N. A. O Processo de Hominização do Sujeito: reflexões iniciais. Ponto de Vista. Florianópolis, v. 1, n. 1, jul/dez Disponível em: <http://www.perspectiva.ufsc.br/pontodevista_01/10_santos.pdf>. Acesso em: 23 de abril de 2013.

5 6797 língua e de cultura singulares; compartilham da Língua de Sinais, valores culturais, hábitos e modos de socialização próprios. Segundo estudos de Perlin (1998, 2003, 2004 e PERLIN & STROBEL, 2006), a cultura surda envolve hábitos, costumes, valores, artes, identidades, Língua de Sinais, entre outros fatores e artefatos culturais. É a cultura surda que impulsiona o sujeito surdo em direção a si, a seu modo de ser e de experienciar o mundo, distanciando-se das práticas discriminatórias, que por longo período histórico mantiveram os surdos como minorias, na subalternidade do contexto social. Segundo Strobel (2008), a cultura surda, assim como, a cultura geral, pode ser compreendida pelo menos em duas categorias: cultura material e não material, ou seja, há inúmeros artefatos culturais que devem ser evidenciados. Da cultura material fazem parte os instrumentos, os equipamentos e as tecnologias como: TDD 8, viável (ou viable) 9, aparelho celular SMS, instrumentos luminosos como campainha, informação luminosa, sinalizadores em casa e nas escolas onde há surdos, babás sinalizadores (eletrônica), despertadores na função vibra, close caption (legenda na televisão), janela com Libras na televisão, o intérprete de Libras, entre outros. A cultura não material envolve: pedagogia surda, literatura surda, currículo surdo, história cultural e a Libras. Mesmo com diversos estudos a respeito da cultura surda, importa destacar que a cultura surda sempre foi motivo de debates, marcada por muitos estereótipos, bases que buscavam estabelecer uma compreensão nos referenciais ouvintes, impondo uma normalização que limita, impede e torna o sujeito socialmente deficiente; pois na sociedade contemporânea, não se valoriza a cultura do outro, julgado como diferente. 8 O Dispositivo de Telecomunicação para Surdos (TDD) é o termo em inglês para telecommunications device for the deaf ou, simplesmente, Telefone para Surdos (TS). TDD é um aparelho telefônico que possibilita aos surdos e aos deficientes auditivos se comunicarem utilizando o telefone público, é também conhecido como telefone público para surdos, ele possui teclado e visor, envia e recebe as mensagens por intermédio de uma linha telefônica comum. Em vez de falar ao telefone, o usuário coloca o aparelho telefônico, público comum, em conexão com o teclado do TDD e escreve usando o teclado do aparelho, como se faz no teclado de um computador; para utilizá-lo, os surdos necessitarão de cartão telefônico. Por intermédio do TDD os surdos pode comunicar-se com qualquer pessoa em qualquer espaço (SCHUBERT, 2012b). Maiores informações disponíveis em: <http://www.portallibras.com.br/noticias/telefone-publicoparasurdos.html>;<http://www.brasiltelecom.com.br/static/inst/portadornecessidadesespeciais/comofunciona.pdf >. 9 Trata-se de aparelho tecnológico que está em destaque no presente momento chama-se ViávelBrasil11, é uma tecnologia moderna, que tem o mesmo formato de um computador. Para o uso do Viável, é preciso que o usuário adquira o equipamento, além de pagar uma mensalidade, uma assinatura pelos serviços prestados na central de intérpretes, e pelos serviços de telefonia. Maiores informações sobre o equipamento e como funciona o sistema, disponível em: <http://viavelbrasil.com.br/services/>.

6 6798 Não se trata de uma cultura homogênea, um único modelo, assim como a identidade surda, a cultura surda é multifacetada, e traz consigo especificidades, as quais a definem e vão além da língua de sinais. Cultura Surda é transformação, despontar e despertar, permitir que as novas gerações de surdos possam fazer uso e aprimorar os instrumentos e a historicidade vivida, desenvolvida e acumulada pelas gerações anteriores. Ela modifica-se, atualiza as mudanças na própria língua de sinais, o modo de ser surdo hoje, de lutar pelos direitos, de exercer e buscar sua cidadania, seu lugar no mundo do trabalho para além da linha de produção. A cultura, aquela que tira o homem da zona de conforto e faz dele mais humanizado, mais sábio, aparece cada dia mais por intermédio das mãos dos sujeitos surdos. A partir da cultura discutiremos sobre características surdas, linguagem, família e relacionamentos que refletem na escola. Cultura surda: relacionamentos, família e reflexos na escola O relacionamento familiar pode ser o primeiro local de exclusão para a criança surda, ainda que essa não seja consciente. Isso porque cerca de 95% dos nascidos surdos, pertencem à famílias ouvintes. Desde o nascimento, os surdos filhos de pais ouvintes recebem instruções referentes à área clínica, expondo o filho a investigações, treinamentos de fala e de imposições ouvintistas 10, tende a passar a maior parte do tempo nas mãos de clínicos, que durante muitos séculos vêm ditando regras, de como e com quem devem se relacionar, qual o melhor modelo de linguagem e até mesmo, como deverá ser ensinado. Nesse sentido os laços são desfeitos, substituídos pela opressão revestida de intenção de apoio e cura; para os pais o filho surdo vive em um mundo sem significado, isolado pela falta de audição. Sendo assim a interação e a inserção da criança no mundo linguístico pode não acontecer, ou dar-se de modo deficiente, isto porque o primeiro uso da linguagem, a primeira comunicação geralmente se dá entre mãe e filho e a língua é adquirida emergindo entre os dois, mas, como a mãe que não conhece características surdas e teve apenas instruções com base na deficiência pode auxiliar qualitativamente seu filho nesse processo? 10 Segundo Skliar (1999; 2005), ouvintismo é o modo de olhar e narrar o sujeito, tendo como ideal a normalização. As imposições ouvintistas, tendem a impor o modelo de quem ouve; da sociedade em sua maioria ouvintes, como o mais apropriado, assim os surdos são obrigados a aprender, a conviver e a desenvolver-se como se fossem ouvintes. Imposições ouvintistas limitam a cultura e impedem o desenvolvimento sólido de uma identidade surda no sujeito.

7 6799 A aquisição da língua precisa ser ativada por outra pessoa que já possui competência linguística, o bebê deve ser conduzido passo a passo a níveis mais elevados de linguagem. Se a mãe ouvinte da criança surda não conhece nem se envolve com pessoas surdas, não saberá como interagir e poderá de fato isolar o filho e até impedi-lo de desenvolver sua identidade. Sacks (1990, p.19), destaca que para o ser humano, ser deficiente na linguagem é uma das calamidades mais terríveis, pois é apenas por meio da língua que entramos plenamente em nosso estado de cultura humana, nos comunicamos com nossos semelhantes, adquirimos e compartilhamos informações, sem essa compreensão da linguagem dos surdos com o devido valor, já lhe foram tolhidos no passado, até mesmo os direitos humanos fundamentais. Linguagem possibilita o pensamento e separa o ser humano do não humano, não é apenas uma habilidade, mas uma necessidade, função psicológica superior segundo Vygotsky (1996). Não é a linguagem, mas o uso dela que temos que estudar, o desenvolvimento que o surdo só encontrará na comunidade surda em contato com seus pares. Uma criança surda não precisa ser protegida contra a comunidade surda, mas precisa da convivência e aprendizagem da cultura dos pais e do acesso aos pares por meio da comunidade surda; é a língua que desperta as competências linguísticas e com isso também a competência intelectual, indispensável na escola e na sociedade, para tanto os pais também precisam aprender Língua de sinais. Filhos surdos, nascidos em famílias surdas, iniciam precocemente a comunicação sinalizada, naturalmente desde o nascimento, estimuladas pelos pais, capazes de esclarecer suas dúvidas, suas curiosidades; sentem-se pertencentes à sociedade, sua autoestima e sua identidade fortalecem-se, sentem-se mais seguros pois convivem com iguais, têm suas características respeitadas, suas primeiras palavras surgem naturalmente, lhes são ensinados valores e comportamentos. Eles aprendem a cultura dos pais, desenvolve-se sem empecilhos, até mesmo em termos educacionais, pois as interações e a afetividade estão presentes. Esse filho não é tido como anormal, nem é cobrado por modos e por atitudes que não condizem com suas características. Surdos têm como principal característica as experiências visuais. Ser visual, ter um olhar bem trabalhado, faz parte da anatomia do sujeito, não utilizando uma teoria inatista, mas tal característica está reconhecida no Decreto n /05. Quando entendemos que o sujeito necessita ser respeitado e compreendido como um sujeito de características visuais,

8 6800 minimizamos as barreiras impostas durante séculos. A fim de melhor definir o surdo, ressaltamos que ele é visual, detalhista e capaz. Detalhista ao extremo, principalmente, nos primeiros encontros. Ao encontrar alguém pela primeira vez faz um interrogatório causando estranhamento para a cultura ouvinte, pois a sociedade ouvinte ensina os filhos o que pode falar, onde e como falar; crescem policiados quanto ao politicamente correto; já o surdo dá atenção aos detalhes, no primeiro encontro pergunta tudo de modo que formará uma imagem mental daquele que conheceu e a partir daí, nota com facilidade mudanças de humor, mudanças físicas, comportamentais, detalhes que passam despercebidos se não fora sua capacidade de compreender e interagir com o mundo por meio de experiências visuais, portanto em sala de aula percebe as nuances da sala e questiona constantemente o humor, as mudanças e outros detalhes apresentados pelo professor e colegas de sala. Strobel (2008, p. 39), destaca que surdos percebem com os olhos tudo o que ocorre ao seu redor, desde os latidos do cachorro (pelo movimento da boca) ou mudanças por expressão corpóreo-facial bruta, como são sujeitos visuais e detalhistas, é comum que os surdos filhos de ouvintes, quando crianças, tenham a autoestima comprometida, isso porque eles não convivem com outros surdos, com o mesmo modo de comunicar-se, não é comum seus pais terem amigos surdos, ou os colocarem em contato com a comunidade surda; nem sempre a família é esclarecida quanto às necessidades culturais e identitárias do filho surdo, mas apenas quanto às questões clínicas, de reabilitação ou de normalização. Como a única referência está no seio familiar, com ouvintes, suas curiosidades infantis, ou adolescentes, nem sempre são respondidas, nem suas necessidades são satisfeitas, passam a ver o mundo homogêneo, no qual ele é o único desigual. Strobel (2008, p. 40) descreve que sem contato com o mundo surdo e com adultos surdos é comum que as crianças surdas acreditem que irão morrer em breve, ou que não crescerão, pois ao seu redor, na vida cotidiana, todos são ouvintes, até mesmo os animais o são, somente ela é diferente. A família ouvinte geralmente restringe seu contato com a comunidade ou com povo surdo, priva-a do vínculo identificatório, assim, ele pode passar por dúvidas não sanadas, suas reflexões podem lhe causar angústias, as quais não saberá expor aos pais, as características surdas estarão presentes nele, ainda que, a família negue sua condição. Enquanto criança, obedecem todas as imposições e treinamentos de fala, mas a medida que crescem buscam grupos que fazem uso da língua de sinais (ouvintes ou surdos), com os

9 6801 quais se identificam e nessa fase, muitos ignoram as imposições da família; é nessa fase que os familiares ao encontrar-se em conflito com o filho surdo, percebem o tempo mal investido e tendem a buscar aprender língua de sinais. Há para o surdo a sensação de não pertencimento, muitos não reconhecem os pais como figura de alteridade, por vezes nem ao menos sabem o nome de seus pais, sendo comum perguntar a surdos jovens o nome de seus pais e receber como resposta: PAPAI e MAMÃE; muitos equívocos surgem nas relações familiares e muitas lacunas relacionais permanecem. A sociedade e a família dedicam seu tempo em práticas normalizadoras, investimento em tecnologias, aparelhos de amplificação para aproximar o surdo do ideal ouvintista. No entanto, como já destacado, muitas dessas práticas, vão sendo deixadas de lado pelos surdos ao longo da imersão na cultura surda. Vejamos alguns hábitos, costumes e estigmas que envolvem os surdos. Na escola e na sociedade Segundo Lane (1992, p ), a sociedade é que os faz sofrer de surdez, nenhum surdo sofre pelo fato de ser surdo, mas é o olhar social de misericórdia e de deficiência que faz com que pensemos assim. Na sociedade a surdez é estigmatizada e [...] no estereótipo ouvinte, a surdez representa a falta e não a presença de algo (LANE, 1992, p. 23). Quando estão em grupos, os surdos conversam por meio da língua de sinais, riem, brincam, provocam, existe comunicação com compreensão, diferente dos estigmas e dos estereótipos construídos socialmente. As comunidades surdas não estão isoladas nem mesmo os não-surdos (ouvintes) são excluídos, a adesão de novos membros não é decidida por meio de laudos ou de diagnósticos. Nas comunidades surdas descobrimos um mundo às avessas, para os que ouvem, a objetividade nas ações e nos discursos são parte notória do povo surdo. Não espere que os surdos façam rodeios para dizer-lhe algo, eles são diretos e objetivos, diferente da sociedade ouvinte, onde se é condicionado a comportamentos como: o que e de que modo devemos dizer ao outro uma determinada verdade; para o surdo, tudo é dito, não há meias verdades e, dificilmente, algo é mantido em profundo sigilo. Na comunidade surda há transparência e compartilhamento; um segredo, também é compartilhado, logo não há segredos.

10 6802 Compreendendo que a língua de sinais é de modalidade visuoespacial, os olhos do interlocutor devem estar diretamente ligados à expressão do seu discurso (rosto e mãos), quer dizer que virar as costas, ou olhar para os lados, demonstrarão desinteresse, desprezo pelo sujeito que diz. Ainda que, se estabeleça uma comunicação oralizada, não se desvia os olhos do sujeito surdo, pois devemos lembrar que a mudança de direção do olhar indicará desprezo ou descaso, podendo causar inúmeros conflitos comunicativos principalmente em sala de aula. O toque está integrado às características do sujeito, lembre-se de que será ineficaz: gritos, batidas, meios auditivos de chamar a atenção, mas sim o toque de leve no ombro se você estiver próximo, jamais o pegue bruscamente pelo braço. Por não saber se perdeu alguma informação, poderá tomar a atitude como afronta, portanto, toque-o com sutileza se estiver próximo, mas se estiver distante, procure acenar, esse é o recurso, acene os braços ou as mãos para chamar-lhe à atenção. Devido à sua característica, o surdo tende a fazer leitura das expressões não manuais, ou seja, expressões faciais e corporais, mais do que no contexto do discurso do locutor. Ao conversar com o surdo, se estiver preocupado com algo, explique a ele seu sentimento, para que ele não tome sua expressão de irritação ou de alegria como descaso com ele ou com o que ele está lhe contando. Do mesmo modo, quando se faz elogios ao surdo, com expressão de irritação e mãos na cintura, devido a um acontecimento externo que lhe causou estresse; para o surdo ficará subentendido como algo ruim, ou inadequado feito por ele, não interpretará seu elogio positivamente. Como podemos compreender, contribuir e desenvolver relações justas com os surdos na sociedade em geral? Seguem alguns tópicos que auxiliarão quanto à questão levantada: - Ao encontrar com um grupo surdo, mantenha-se atento aos sinais. Se não compreender, eles minimizam a sinalização (modo e intensidade de comunicação), a fim de que o ouvinte o compreenda; - Sair sem despedir-se é tomado como desprezo, tanto quanto dar as costas ao surdo. Portanto, as despedidas são sempre muito demoradas, mas, culturalmente, necessárias; - Quando não entender o que foi dito, não balance a cabeça em sinal de compreensão. Seu corpo e sua expressão falam por si. Portanto, diga prontamente que não entendeu, peça para repetir ou escrever, essa atitude é considerada normal;

11 Ao conversar com um ouvinte, é normal rir de diversas coisas, olhando para qualquer lugar, se fizer isso e olhar para um surdo, poderá gerar conflitos de comunicação, ele poderá concluir que o ouvinte ri dele, o que poderá deixá-lo consternado ou mesmo irritado. Se há surdos no ambiente, esclareça tudo o que é dito. Pontos e contrapontos na educação Há um equívoco ao relacionar tecnologias de amplificação sonora e implante coclear com a cultura surda, pois nessa cultura, não há espaço para aparelhos de normalização, não entendem como necessário ao jeito surdo de ser, não ouvir, para os surdos é algo normal ; como se pode acompanhar nos recortes de entrevistas: Pesquisadora: Você usa aparelho auditivo? Considera importante o uso de aparelho? JZ.25: [...] Eu nunca usei aparelho auditivo e também discordo do implante coclear, eu tenho identidade surda, me aceito como sou. (2012) J.28: [...] fiz uso de aparelho auditivo, nos dois ouvidos, mas o som me irritava, eram muitos ruídos, muito barulho vindo de todo lado, me causava dores intensas na cabeça, além de eu não compreender bem o que falavam. Minha família passou a me observar e resolveram fazer uma experiência comigo, decidiram que eu deveria parar de usar o aparelho por um tempo. Perceberam que fiquei mais calma, acabaram os momentos de irritação, nervosismo e dores, fiquei bem. Então, nunca mais usei, sou totalmente contra o uso deles, tanto quanto o de implante coclear. (2012) AM.20: Não considero bom o implante coclear, os implantados que eu conheço sentem muitas dores na cabeça, precisam de cuidados o tempo todo e correm riscos na cirurgia. (2012) Os surdos 11 não compreendem o aparelho auditivo ou o implante coclear como algo importante, nem cultural, mas como aculturação, uma imposição normalizadora que traz o modelo indesejável de enfermidade. Diferente do referencial ouvinte, os surdos não sentem falta do som, para eles o normal é não ouvir. Segundo Sacks (1990) e Lane (1992), o implante coclear é considerado perigoso aos interesses da comunidade surda, isto porque os surdos mesmo implantados confiarão mais nas suas capacidades visuais do que auditivas, correndo risco de se desenvolver sem nenhum tipo de comunicação efetiva, com problemas de identidade e adaptação emocional e social; ainda que a medicina aponte vantagens, os riscos sociais e psicológicos são grandes. 11 Relatamos aqui a condição de Surdos não ouvintizados, a identidade surda capaz de aceitar-se como de fato é, sem imposições sociais ouvintistas. Surdos que lutam para que os direitos e características do povo surdo sejam respeitadas independente de intervenções clínicas.

12 6804 Faz parte da cultura surda a literatura surda, trata-se de um dos requisitos indispensáveis da cultura surda. Pesquisas a respeito do tema vêm sendo desenvolvidas e cada vez mais autores e pesquisadores surdos aparecem e começam a produzir suas histórias baseadas nas memórias das vivências surdas. Pela literatura uma geração passa a outra sua sabedoria, valores, orgulho, reforça os laços que unem as gerações, Sacks (1990, p.24) destaca que em 1830 já havia registros e livros escritos por surdos Quanto a música, não faz parte da cultura surda. Segundo Strobel (2008), os surdos conhecem a música por meio de relações de trocas interculturais com os ouvintes. A música em si, não faz parte, pois os surdos não têm acesso à harmonia, a melodia, a sintonia, no entanto, poderão apreciar a vibração ou se afinizar com a poesia, com a letra de algumas músicas, por meio das mensagens, das informações contidas nas letras, as quais são registros escritos que podem traduzir muitas histórias. Quanto ao currículo, pedagogia e avaliações, o que dizem os surdos a respeito: Pesquisadora: O que é necessário para que o currículo, a pedagogia e a própria organização das aulas alcancem às necessidades do estudante surdo? JZ.25: No Brasil há apenas adaptações de pedagogia e currículo, quando deveriam ser organizados com base nas características visuais, com estratégias, métodos, planejamentos que respeitem a identidade e a cultura surda. Eu aprendo por meio de informações gerais: televisão, leitura, pesquisas e com o apoio do intérprete para esclarecer minhas dúvidas, sou surdo, mas não sou igual aos outros, acredito que somos todos diferentes. A inclusão e os métodos para os ouvintes não atendem minhas necessidades. A maior dificuldade está no método oral que todos insistem em utilizar, as barreiras comunicativas, na falta de interação direta com o professor, temos que escrever nossas dúvidas, aguardar que entendam para nos darem uma resposta. É preciso reorganizar o todo. (2012) Os surdos passam a identificar problemas no modo como as aulas, vem sendo organizadas, cobram do educadores meios visuais de explorar os conteúdos, uso de imagens, recursos como o Power Point, são necessários para atender as necessidades da cultura e identidade surda. Do mesmo modo entendem que a educação é um espaço de interações, desejam o contato direto com o professor. Ainda que tenham o intérprete de Libras como parte integrante do processo formativo e também de sua cultura, desejam que a educação seja um ambiente acessível e, portanto bilíngüe e multicultural. Quando a avaliação vem ao debate: Pesquisadora: Como você descreve as avaliações em sala de aula? Como são e como deveriam ser estruturadas? AG.17: As avaliações são difíceis de responder, eu nem sempre entendo o que perguntam, mesmo sendo muito boa em língua

13 6805 portuguesa. Ficaria melhor se fossem avaliações objetivas, para marcar verdadeiro, falso, ou com muitas imagens. (2012) Embora os surdos conheçam suas necessidades, como no recorte trazido acima a respeito da educação e do modo de avaliar, vale ressaltar que no Brasil a formação de doutores, mestres e especialistas surdos é uma realidade, mas os mesmos não são convidados a pensar o processo de ensino, para si e seus pares. Entre as entrevistas realizadas, cabe aqui trazer as palavras de AJ.22 (2012), (...) se palavras são importantes, é preciso ensinar os surdos como produzir, com sentido, e não apenas realizar cópias ; significando o modelo educacional que exige do surdo, cópias escritas desde o início da escolarização, desconsiderando as especificidades do aprendiz. Considerando o que AJ.22 relata, o surdo é usuário de uma língua visual, a aprendizagem da escrita da língua portuguesa não deveria trazer impedimentos, no entanto, como trata-se de uma segunda língua, o surdo (normalmente) não copia do quadro fazendo a leitura da sentença, mas sim letra a letra, quando muito, palavra após palavra. Logo, tende a ser um exercício demorado e estressante, devido às suas características e não a falta de vontade em completar a atividade. Se o objetivo do professor for produção ou interpretação, deverá buscar meios de minimizar a barreira e centrar na atividade a ser realizada e não na cópia. Quanto ao currículo surdo: segundo Lopes (2006), o currículo deve ser compreendido como experiências que permitem que práticas pedagógicas se coloquem no cotidiano, não como uma nova proposta que objetiva a atender a singularidade surda, mas como experiências vivas que os apóiem em seu modo particular de pensar e de aprender: comportamentos, pensamentos, coisas e a elaborar conceitos. O currículo deve permitir e dar sentido às vivências surdas, às relações, as verdades ensinadas e as mais distintas formas de aprendizagens. As aulas, o currículo, todo ato pedagógico, deve considerar a língua de sinais como primeira língua do sujeito, com suas particularidades. Mas, quais as características do sujeito surdo que se deve primar em sala? Considerações para não finalizar: características do aluno surdo em sala de aula

14 6806 Para pausar os estudos referentes à cultura surda na escola, a fim de contribuir para o convívio em sala de aula, serão pontuadas algumas questões que poderão auxiliar os profissionais da educação a trabalhar com as características do sujeito surdo em sala de aula: - Chamar sua atenção requer certo cuidado, chame-o por meio de aceno ou lhe dê toque de leve, nunca bata com força na mesa, causando conflito na informação; adote uma conduta diferenciada, quando estiver com algum problema, pois os surdos tendem a fazer a leitura corpórea do professor, esclareça quando estiver com problemas que não está relacionado com ele, enquanto a cultura ouvinte, normalmente, ignora seu mau humor, os surdos solicitarão saber o porquê. Caso não seja esclarecido ele poderá interpretar que há algo com ele, podendo devolver a você a irritação; - Aprenda a respeitar as diferenças de comportamento, eles são objetivos e claros (embora haja contradições), é normal que o professor ouvinte, queira punir uma turma toda, quando algo deu errado, ou por um comportamento inadequado, e mesmo sabendo quem foi. Os ouvintes podem ser coniventes, porém, os surdos, normalmente, apontam quem foi, mesmo que seja seu melhor amigo. São extremamente francos quando concordam, discordam, não gostam; se acham que não condiz, simplesmente, dizem; - Respeite os questionamentos dos estudantes surdos, por vezes fazem perguntas que parecem inadequadas, no entanto, faz parte de sua cultura; ele associa as informações que lhe estão sendo passadas, com seus conhecimentos anteriores, buscando estabelecer um campo comum entre o que o professor diz na disciplina e o que conhece. Não tome por piada ou afronta. Às vezes riem de algo que parece sério, lembre-se das diferenças culturais; - Respeite as características visuais, o estudante surdo necessita ver imagens de personagens literários e históricos. Na cultura surda, nomes são substituídos por um sinal que demarca características que identificam a pessoa, chamamos de sinal ou nome visual. Portanto, de nada adianta apenas mostrar um personagem, eles necessitarão visualizar combinar ou conhecer o sinal do personagem. Do mesmo modo, em aulas de geografia, o uso de mapas não pode ser dispensado, assim como, nas aulas de ciências o uso de recursos visuais e de experiências são imprescindíveis. Lembre-se de que a mesma imagem mostrada na aula, deverá ser utilizada nas avaliações e nas atividades; - Registre no quadro datas e prazos, independente do nível de escolaridade, todos os trabalhos, avaliações agendadas, avisos, informações, de modo geral, devem ser registrados no quadro a fim de que o aluno surdo tenha acesso a essa informação, pois se as

15 6807 características dos alunos ouvintes são respeitadas e os avisos são feitos oralmente, as características visuais dos surdos devem ser respeitadas, também; os prazos devem ser cobrados em grau de igualdade, por isso, se necessário, acrescente dias para que ouvintes e surdos tenham condições de concluir suas tarefas em tempo; - Dê condições para que o surdo conclua as atividades, se o objetivo do professor for atividade e não as cópias do quadro. Lembre-se de que, para copiar os ouvintes, normalmente, lêem uma frase e os surdos lêem as letras, ou as palavras e levarão mais tempo. É importante salientar que ao copiarem, os surdos podem fazer trocas de letras, omissão e outros erros na grafia. O estudante surdo apresenta memória global da palavra, portanto, se a proposta for copiar, que não sejam longos textos; se a intenção for responder ou interpretar, observe o estudante surdo e o tempo que ele leva para realizar a cópia, pense em diferentes estratégias que lhe permitam alcançar o objetivo e que não bloqueiem ou atrasem o processo, uma alternativa, entre muitas, seria levar o material todo ou parte dele xerocado; - Fazer uso de caderno-vocabulário com o estudante surdo, o qual ele possa registrar as palavras que não conhece e transformá-las para sua cultura, para sua língua, utilizando-o quando necessário. Uma forma de acompanhar seu desenvolvimento na escrita e seus registros de trabalhos é fazendo um portfólio com as atividades e as produções significativas do estudante; ou registros em vídeo, pois dessa forma poderá: explicar, exemplificar e responder às solicitações do professor, assim como, ele poderá ter o apoio do intérprete para esclarecer palavras ou sentenças que o estudante não compreenda; - Estabeleça uma comunicação direta com o estudante surdo, sem desviar os olhos, sempre de frente, nunca lhe dar as costas enquanto ele ou você falam ou explicam algo; aprenda com ele sinais específicos e necessários no cotidiano escolar, cuide para que ele compreenda o professor como figura de autoridade em sala de aula, para tanto, não delegue ao intérprete tarefas como: aplicar ou desenvolver atividades, domínio de turma ou mesmo do estudante surdo, como: cobranças de atitude e de autonomia do estudante; o intérprete é seu apoio para a comunicação, ainda que, ele seja professor especialista na área; nesse momento ele não exerce essa função; - Exija respeito dos estudantes ouvintes não permita que usem termos depreciativos, discriminatórios como: mudinho, surdinho, surdo-mudo, não seja conivente com situações de bullying e de preconceito. Ainda que, o surdo não esteja ouvindo, ele é capaz de perceber na expressão, no corpo e até mesmo pela postura ou leitura labial, assim como, é capaz de

16 6808 identificar a conduta do professor que ao permitir, colabora com a manutenção de atitudes desrespeitosas em sala de aula. Lembre-se, os surdos são privados do pano de fundo da vida cotidiana, menos expostos ao aprendizado incidental que se dá fora da escola, tudo que o senso comum ressalta são estereótipos de pessoas sensoriamente deficientes, comportamento impulsivo e usuários de uma língua deficiente. É pelo conhecimento que os profissionais da educação podem modificar essa história, mas não o farão sozinhos, há inúmeros fatores que podem colaborar com a vida acadêmica dos surdos: lares seguros, professores bilíngues que compreendam e respeitem característica, identidade e cultura surda, professores surdos com língua de sinais nativa e que consigam transmitir às crianças a cultura surda e imagem positiva da surdez: Não é a surdez em si que causa problemas e sim algumas das consequências da surdez em especial as dificuldades ou distorções da vida comunicativa desde o princípio (SACKS, 1990, p. 57). Como adentrar ou receber essa cultura na escola? Como compreendê-la melhor, desfazer mitos, utilizar a língua, desfazer padrões socialmente criados? Frequente associações e comunidades surdas. Não tenha receio de aprender a língua de sinais, pois não existem limites, nem idade e tempo para a aprendizagem. Participe de eventos da comunidade surda nas igrejas, instituições escolares e sociais. Busque informações, aproxime-se, leia, compreenda, valorize. Enfim, os surdos são sujeitos capazes de aprender e de interagir com o mundo. Lutam pela compreensão e valorização de suas características visuais; a agressividade e a irritação surgem pela falta de clareza na comunicação, e pela incompreensão das pessoas não-surdas quanto ao seu modo de ser e de se expressar; resultado das deficiências da nossa sociedade para aceitar e para aprender com o outro, aquele que não é igual. Os mitos de incapacidade para aprender devem-se às receitas prontas de como ensinar a todos, com metodologias que atendem alguns. Conheça a cultura surda, busque informações a partir do contato direto com eles, aprenda a Libras, não esqueça da Lei n /02, a qual salienta que somos cidadãos brasileiros e a Língua de Sinais Brasileira é a segunda língua oficial do país. Então, a que país você pertence? Use, sinalize, Libras é línguas oficial de seu país. REFERÊNCIAS

17 6809 ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. BOSSI, A. Tradução da 1. ed. brasileira coordenada e revista. BENEDETTI, I. C. Revisão da tradução e tradução dos novos textos. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei n /96, Brasília, Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 20 de abril de Lei n /00. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm>. Acesso em: 20 de abril de Lei n /02. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm>. Acesso em: 23 de abril de Constituição Federal. BRASIL. CONSTITUIÇÃO 1988 art. 208 inciso III. Disponível em: < Acesso: 26 de abril de DECRETO 5626, de 22 de dezembro de Regulamenta a Lei no , de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no , de 19 de dezembro de Disponível em: < > Acesso em 06 de abril de Declaração de Salamanca: sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais (1994). Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf>. Acesso em: 23 de abril de LANE, H. A máscara da Benevolência: a comunidade surda amordaçada. Tradução: REIS, C. Coleção: Horizontes pedagógicos. Lisboa: Instituto Piaget Divisão Editorial, LOPES, M. C. O direito de aprender na escola de surdos. In: THOMA, A. da S.; LOPES, M. C. (Orgs.). A Invenção da Surdez II: espaços e tempos de aprendizagem na educação de surdos. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, p PERLIN, G. T. T. Oser e o estar sendo surdo: alteridade, diferença e identidade (Tese de doutorado). Porto Alegre: UFRGS, PERLIN, G. T. T. Identidades surdas. In: Skliar C. (Org.) A Surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, PERLIN, G. T. T. O Lugar da Cultura Surda. In: THOMA, A. da S.; LOPES, M. C. (Orgs.), A Invenção da Surdez: cultura, alteridade, identidade e diferença no campo da educação. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, PERLIN, G. T. T.; MIRANDA, W. Surdos: o narrar e a política. Revista Ponto de Vista. Florianópolis, n. 5; p , Disponível em:

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