PROJETO LIBRAS NO MUSEU: DISSEMINANDO INFORMAÇÃO, CULTURA E MEMÓRIA CONTRA OS SILÊNCIOS QUE GERAM O ESQUECIMENTO

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1 PROJETO LIBRAS NO MUSEU: DISSEMINANDO INFORMAÇÃO, CULTURA Mário Gouveia Júnior Mônica Maria de Pádua Souto da Cunha Resumo: Esse trabalho apresenta projeto por meio do qual tenciona-se contribuir para despertar a consciência dos cidadãos e dos gestores de instituições museais públicas ou privadas para a importância de habilitar educadores e mediadores na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Dessa forma, os museus poderão intensificar sua proposta de se representarem enquanto casas de cultura, memória, poder e transformação social por meio de uma educação autônoma, reflexiva e libertadora. Essa educação libertadora dialoga com a inclusão e a acessibilidade, não devendo, portanto, ignorar o grande público não-ouvinte, cada vez mais presente nos espaços de educação formais, no mercado de trabalho, nos espaços de entretenimento, turismo e sociabilidade e na busca por informação. Palavras-chave: Museu. Educação. Mediação. Acessibilidade. Libras. 1 INTRODUÇÃO Ao tratar do lugar da memória no processo evolutivo do homem nas sociedades primeiras, Meneses (2007) associou ao desenvolvimento da capacidade craniana, o surgimento da abstração e da articulação. Ao passo que aquela representaria o processo através do qual transformamos o sensível no inteligível, à articulação podemos atribuir noções de causaconsequência, que nos tornaram hábeis no sentido de prever situações ou de provocá-las de acordo com nossas necessidades. Nesse contexto, entre a abstração e a articulação, a memória e a linguagem, bem como a imaginação, fazem-se importantes ferramentas em virtude de serem responsáveis por uma espécie de sedimentação das aprendizagens daquelas duas capacidades; do contrário nos comportaríamos como os tigres da metáfora de Ortega y Gasset (2006) que precisam agir, a cada dia, como se Graduado em Licenciatura Plena em História, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da UFPE; bolsista da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE). Graduada em Direito, pela Associação do Ensino Superior de Olinda (AESO), e em História, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); pós-graduada em Arquivo, pela UFPE, e em Direito Civil e Direito Processual Civil, pela Faculdade Maurício de Nassau/Escola Superior da Magistratura de Pernambuco (ESMAPE); mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da UFPE; e Chefe do Memorial da Justiça do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

2 76 PROJETO LIBRAS NO MUSEU: DISSEMINANDO INFORMAÇÃO, CULTURA fossem os primeiros de sua espécie, posto que não são capazes de recordar nem transmitir aquilo que aprenderam no dia anterior. Nessa perspectiva, Lèvy (1999) ensina que, com a invenção da linguagem, aos poucos, a humanidade passou a habitar um espaço, que, mediante um imenso conjunto de lembranças e narrativas datadas ou esparsas tornou-se virtual ao mesmo tempo em que virtualizou não apenas o tempo real, mas também as coisas materiais e os acontecimentos e situações em curso. É desse modo que se é levado, cada vez mais, a acreditar que de fato se vive em uma época de afetividade informacional, em que tanto se pode corresponder com o vizinho de sala quanto com o colega do outro lado do mundo com a mesma velocidade, faz do tempo real, no ciberespaço, o aqui e o agora (BARRETO, 2002). Ortega y Gasset (op. cit.), por seu turno, considerava em princípios do século XX que a vida se mundializara e que cada indivíduo vivia muitas relações de ubiquidade, denotando uma proximidade do distante, uma presença do ausente, ao ponto do ser humano ser capaz de [ ] estar em mais lugares que antes, desfrutar mais idas e vindas, consumir em menos tempo vital mais tempo cósmico (Ibid., p.72). Assim, pode-se perceber que a necessidade de informação de que trata Le Coadic (2004) não se restringe à demanda, mas também à sua oferta. Ademais, a transmissão de habilidades práticas, sociais ou intelectuais acaba por se tornar uma espécie de garantia de sobrevivência tanto de seus conteúdos quanto da própria comunidade que os produz (McGARRY, 1999). Numa palavra, o acesso à informação deixa de ser retórico para tornarse imprescindível, imperativo, vital, mesmo que de forma fragmentária, como ocorre em períodos de exceção (CASTRO, 2007, p.73). Na primeira parte desse projeto, será apresentado um pouco do histórico da configuração da Língua Brasileira de Sinais (Libras), bem como da importância do conhecimento e da utilização desse código por parte dos surdos e deficientes auditivos no tocante às suas necessidades de obter informação e de informar. Do mesmo modo, serão delineadas, ainda que brevemente, algumas políticas públicas que têm sido aplicadas pela União no sentido de inserir os surdos e os deficientes auditivos na escola, no mercado de trabalho e nos espaços físicos e virtuais de sociabilidade. No segundo momento serão trazidas algumas palavras acerca dos museus, suas origens, da crise e da mudança de paradigma proposta no sentido de que tais equipamentos culturais se tornem uma casa de franco convite ao diálogo e à valorização do patrimônio e da noção de que todos são protagonistas de sua cultura e sua memória.

3 Mário Gouveia Júnior e Mônica Maria de Pádua Souto da Cunha 77 Também será apresentado o Projeto Libras, por meio do qual se busca alertar tanto à sociedade civil, quanto aos governantes e gestores, da importância de se construir instituições museais realmente pautadas nos ideais de acessibilidade e disseminação de cultura, memória e informação. Um dos caminhos seria a habilitação dos mediadores na Libras, para que, dessa forma, para além da potencialização de suas mediações e do alcance de um maior público, os museus possam efetivamente se constituir enquanto ferramenta universal de transformação social através da educação. Por fim, serão demonstradas as intenções expostas no projeto de acessibilidade do Memorial da Justiça de Pernambuco, ainda em andamento, relacionadas em especial à mediação em seu museu por meio da Linguagem Brasileira de Sinais. 2 DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS) E DAS NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO DOS SURDOS E DEFICIENTES AUDITIVOS Viu-se anteriormente que a linguagem e o ato de se comunicar são a base das relações sociais. Nesse particular, por mais que a linguagem não esteja restrita à fala e à sua percepção, não se pode ignorar as dificuldades que o deficiente auditivo enfrenta por não ser capaz de entender e se fazer entender. Como forma de suprir essa espécie de isolamento comunicacional, a incorporação da língua de sinais se faz necessária como forma de expansão das relações interpessoais, constituindo o funcionamento nas esferas cognitiva e afetiva, ao mesmo tempo em que se fundamenta a construção da subjetividade (GÓES, 1996). Em tempo, há que se considerar que, de acordo com o Decreto nº 5626/2005, é considerado surdo o indivíduo que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais Libras (BRASIL, 2005). Como o próprio nome sugere, as línguas de sinais não são universais, tendo, desse modo, cada país seus códigos próprios, que sofrem influências da cultura nacional. Faz-se necessário registrar, ainda, o entendimento da Libras como a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil (BRASIL, 2002). De acordo com o Censo de 2000, existiam na população brasileira mais de 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de incapacidade ou deficiência, o que correspondia a aproximadamente 14,5% da população brasileira. Daquele total de casos declarados de

4 78 PROJETO LIBRAS NO MUSEU: DISSEMINANDO INFORMAÇÃO, CULTURA portadores de limitações investigadas, quase 17% possuíam deficiência auditiva o que equivalia a aproximadamente 6 milhões de pessoas (IBGE, 2005a). Nesse sentido, deve-se considerar, ainda de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que a deficiência auditiva é classificável nos seguintes estágios: incapaz de ouvir (aquele que se declara totalmente surdo); grande dificuldade permanente de ouvir (ainda que usando aparelho auditivo); alguma dificuldade permanente de ouvir (ainda que usando aparelho auditivo) (IBGE, 2005b). O fato de 6 milhões de pessoas se declararem surdos e/ou deficientes auditivos, de modo algum, significa que estes não tenham necessidades de informação. Necessidade esta reflexiva, isto é, tanto no sentido de receber quanto de emitir informação, seja entre seus pares seja com o segmento ouvinte da população. Nesse particular, por sinal, o país já reconhece por lei a importância de se universalizar a consciência de que o direito de expressão é um direito social, que independe da condição social e econômica daqueles que dele necessitem (BRASIL, 2010). Até porque tem-se caminhado cada vez mais no sentido de nos evidenciarmos enquanto Sociedade Informacional (CASTELLS, 1999), posto que a evolução, intensificação e popularização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC s) muito contribuíram nas últimas décadas no sentido de integrar os indivíduos através de um maior compartilhamento de informação. Suprindo demandas e necessidades, as TIC s revolucionaram o mundo do trabalho, os sistemas de saúde e escolar, o campo da cultura e do cotidiano das pessoas, uma vez que a informação, ao fomentar a mediação entre os sujeitos e os fatos sociais de seu entorno, modifica as percepções diante da realidade social. De modo a estreitar as relações entre os surdos e deficientes auditivos e a sociedade ouvinte, a Libras foi incluída como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores magistério, nível médio e superior, e cursos de Fonoaudiologia de instituições de ensino públicas e privadas. Cabe salientar que o processo de inclusão da Libras como disciplina curricular iniciou-se nos cursos de Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Letras, devendo ampliar-se progressivamente para as demais licenciaturas. No tocante aos cursos de formação de professores habilitados na Língua Brasileira de Sinais, os próprios indivíduos reconhecidamente surdos têm prioridade de ingresso (BRASIL, 2005). No campo das políticas públicas para a inclusão dos surdos e dos deficientes auditivos na escola, no mercado de trabalho e nos espaços físicos e virtuais de sociabilidade, o Governo Federal determinou que as instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal,

5 Mário Gouveia Júnior e Mônica Maria de Pádua Souto da Cunha 79 estadual, municipal e do Distrito Federal devem buscar a implementação de medidas que visem assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à comunicação, à informação e à educação. Uma dessas medidas seria a inserção, em seus quadros, em todos os níveis, etapas e modalidades, o tradutor e intérprete de Libras, tendo em vista a viabilização do acesso à comunicação, à informação e à educação de alunos surdos (Ibid). Outros espaços de educação não-formal precisam ainda se atualizar no sentido de atender ao público surdo e deficiente visual; o museu é um desses lugares. Segue um pouco de sua história e de seu potencial de inclusão social externalizado atualmente. 3 DOS MUSEUS: ALGUMAS PALAVRAS SOBRE SUA ORIGEM, CRISE E MUDANÇA DE PARADIGMA O museu é definido como uma instituição aberta ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento mediante um trabalho permanente com a preservação e divulgação do patrimônio cultural, representado em seus acervos e exposições, e disposto de modo a fomentar e ampliar as possibilidades de construção identitária e coletiva, a produção de conhecimentos, as oportunidades de lazer e a inclusão social, através da democratização do acesso, uso e produção de bens culturais em seus espaços, sejam eles físicos ou virtuais (INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL; MINISTÉRIO DA CULTURA, 2005). É a partir desse conceito também trabalhado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e ratificado pelo Estatuto dos Museus (BRASIL, 2009) que serão desenvolvidos os próximos apontamentos e considerações. Os primeiros museus contemporâneos foram concebidos, sobretudo no século XIX, enquanto lugares de uma memória oficial e sacralizada (CHOAY, 2006) em torno dos interesses dos governantes, dos grandes, dos vitoriosos e dos heróis, e não de seu público. Evidenciava-se, nessa época, a explosão do espírito comemorativo (SCHWARCZ, 1993, p.68) nesses lugares de memória (NORA, 1993), que demandavam, a todo custo, severas práticas de preservação. Seus acervos, que denunciavam um saber memorial, careciam das diligentes ações de gestores e guardiões que os protegessem das depredações, dos roubos. Esse estado de coisas apontava para uma ameaça de extinção desse saber memorial. Diante dessa lógica de pensamento que envolve perigo e valor que o patrimônio vai se alojar entre a preservação e a posse material, espiritual, econômica ou simbólica (CHAGAS, 2005). Note-se, nessa perspectiva, que essas noções de guarda ou posse que se destina àquilo

6 80 PROJETO LIBRAS NO MUSEU: DISSEMINANDO INFORMAÇÃO, CULTURA que tem um valor econômico, simbólico ou afetivo, no intuito de evitar o seu esquecimento ou desaparecimento fazem parte do que Silva e Ribeiro (2011) chamam de paradigma custodial patrimonialista, historicista e tecnicista. Nesse modelo de gestão patrimonial de documentos e acervos, a ação de preservar os conteúdos se sobrepunha à sua disseminação e o usuário ou visitante era visto como o inimigo indesejável causador da entropia do sistema (Ibid.). Essa predisposição hostil na relação gestorusuário, por vezes, também se faz presente na relação usuário-gestor. Exemplificando essa tensão, tem-se as considerações de Paul Valéry acerca do problema e das proibições dos museus, bem como a ótica de Adorno (1998), que enxergava esses espaços de preservação patrimonial conectados com o mausoléu para além da fonética, posto que em sua antropofagia preservacionista, os museus, ao sacralizarem objetos, atentavam contra sua vida. Essa conturbada relação ditada pelo modelo de gestão documental e custodial, no caso específico do museu na América Latina, gerou ao longo do século XX uma profunda crise em tais instituições memoriais ao ponto de sua importância e o seu valor para a formação e desenvolvimento das sociedades serem questionados pelos próprios cidadãos. Um exemplo disso pode ser percebido nos anos 1960, quando a crítica à cultura e suas instituições atingiram os museus exigia-se mudanças ou seu esgotamento. Na década de 1970, essas críticas, originadas das diversas áreas do conhecimento, foram sistemáticas e constantes [ ] (MORAES, 2009, p.56). Foi também a partir dos anos 1970, que se buscou uma mudança de paradigma, por meio das conferências ibero-americanas Santiago, Quebec, Caracas e Lisboa de museus. Vale a citação do encontro de Santiago, onde, entre outras deliberações, o museu foi definido como uma instituição a serviço da sociedade no sentido de participar da formação de sua consciência sem isentar o protagonismo das comunidades nessa ação (ASSEMBLÉIA GERAL DO COMITÊ INTERNACIONAL DE MUSEUS, 1972). Também se fez presente e atuante o Movimento Internacional da Nova Museologia e, entre outras considerações, chegou à conclusão de que não se tratava mais de abrir os museus para todos. Era preciso conceber práticas no sentido de o próprio museu se representar enquanto instrumento a ser livremente utilizado, inventado e reinventado por diferentes atores sociais (CHAGAS, 2002.). Nessa época de transição, os esforços em torno do museu estiveram dirigidos no sentido de reverter uma imagem vinculada ao ultrapassado, a uma memória oficial, via de regra, dedicada

7 Mário Gouveia Júnior e Mônica Maria de Pádua Souto da Cunha 81 à consagração de um passado glorioso inerente aos grupos dominantes em detrimento de um diálogo mais franco e inclusivo (MORAES, op. cit.). Esse plano de ações, contudo, não parece ter se restringido aos ibero-americanos, já que as práticas patrimoniais se disseminaram mundialmente a partir da Convenção para a proteção do patrimônio mundial realizada em 1972, em Paris, onde se [ ] criava um conjunto de obrigações relativas à identificação, proteção, conservação, valorização e transmissão do patrimônio cultural às futuras gerações (CHOAY, 2006, p.207-8). A partir de então, caberia à toda coletividade internacional zelar e colaborar para a proteção do patrimônio. Essa tarefa preservacionista, entre outras, foi adotada a partir da referida Convenção de 1972, que seria aceita três anos depois por vinte e um países, e, quase vinte anos depois, acatada por cerca de cem outras nações (CHOAY, op. cit.). Na segunda metade do século XX, em virtude de uma crise no tocante à funcionalidade e representação de significado e valor para a sociedade, começou-se a pensar numa mudança de paradigma para a Museologia e para o próprio museu. Este, para se manter vivo e superar suas próprias crises, precisou aceitar-se como um espaço de interatividade, de ludicidade, de franco convite à sociedade como um todo (INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS, 1972). O seu foco transferiu-se do objeto-documento-monumento para o visitante-usuário. Desde então, muitos gestores de museus têm agido no sentido de buscar a substituição do paradigma custodial, patrimonialista, historicista e tecnicista pelo paradigma pós-custodial, informacional e científico (SILVA; RIBEIRO, op. cit.), embora ambos ainda convivam em muitas instituições museais. 4 HABILITANDO MEDIADORES, POTENCIALIZANDO MEDIAÇÕES: PROJETO LIBRAS E ALGUMAS RECOMENDAÇÕES À GUISA DE CONSIDERAÇÕES FINAIS Após serem tecidas breves considerações acerca das necessidades do ato reflexivo de informar e da utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como veículo de inclusão e ratificação de espaços de sociabilidade para os surdos e deficientes auditivos, bem como das políticas públicas que têm norteado as ações em torno do novo museu, cabe agora apresentar o projeto. Antes, contudo, ainda cabem algumas poucas considerações. O reconhecimento e a oficialização da Libras, pela Lei nº , de 24 de abril de 2002, começou a abrir novos caminhos ampliados pelo Decreto nº , de dezembro de 2005 e pela Lei nº , de 1º de setembro de 2010 apesar de se viver em uma sociedade na qual a oralidade é imperativa e o lugar para as diferenças ainda ter de ser conquistado mediante lutas e reivindicações. Um desses combates a serem travados pelos surdos e deficientes auditivos deve se

8 82 PROJETO LIBRAS NO MUSEU: DISSEMINANDO INFORMAÇÃO, CULTURA pautar na busca pelo reconhecimento de sua identidade surda através do estabelecimento do contato com a própria comunidade surda, sua cultura, seus costumes, sua língua e sua diferença de condição (DIZEU; CAPORALI, 2005). O que não se pode pensar, muito menos consentir, é que a referida busca pela identidade surda condene o público não-ouvinte a guetos, onde a exclusão por parte da maioria ouvinte negue aos surdos o direito de serem parte integrante e participativa de nossa sociedade. Nesse particular, para que estes possam se desenvolver, não basta que se permita o uso de sua língua, mas que se promova a integração com a sua cultura, para que se identifique e possa utilizar efetivamente a língua de sinais, conforme nos ensinam Liliane Dizeu e Sueli Caporali (ibid.). Uma das formas de promover a referida integração entre as culturas de ouvintes e nãoouvintes seria fazer do Novo Museu já mencionado enquanto casa de memória, poder e transformação social por meio de uma educação autônoma, reflexiva e libertadora um espaço que dialoga com a inclusão e a acessibilidade. A base do projeto ora apresentado está firmada na crença de que a habilitação de mediadores e arte-educadores ouvintes na Língua Brasileira de Sinais, e também a contratação de mediadores surdos com proficiência na Libras, para além dos textos contidos nos museus que se pretendem auto-explicativos é uma forma mais do que eficaz de potencializar as mediações, e, sobretudo de se vivenciar essa inclusão. A formação dos mediadores e arte-educadores na Libras para atender ao público surdo e deficiente auditivo, cada vez mais inserido na sociedade e mais presente nas escolas, como educandos e educadores graças às leis e decretos federais aos quais já nos referimos, é um imperativo. Evidencia-se, desse modo, o interesse comum no sentido da satisfação das necessidades sociais por meio de uma política pública de informação que visa a atender: [ ] a quatro princípios centrais e complementares: o acesso universal, o livre acesso às redes de informação, a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos e o respeito pela diversidade cultural e linguística na criação de conteúdos (SILVA; RIBEIRO, ibid., p.61). O direito ao acesso a equipamentos culturais e à informação, aliás, é uma preocupação já esboçada com maior nitidez desde 1985, quando já se denotava certa consciência de sua natureza e importância social, foi criada a primeira norma técnica sobre acessibilidade, que deliberava acerca da adequação das edificações, equipamentos e mobiliário urbano à pessoa portadora de

9 Mário Gouveia Júnior e Mônica Maria de Pádua Souto da Cunha 83 deficiência. A ABNT NBR 9050, no entanto, só ganharia um status oficial após a sua divulgação, em meados de 2004, no Diário Oficial da União. Os espaços museais, enquanto equipamentos culturais e espaços de aprendizagem e sociabilidade, devem estar atentos às recomendações dessa norma, que enfatiza a necessidade de as informações essenciais aos espaços nas edificações, no mobiliário, nos espaços e equipamentos urbanos serem sinalizadas de forma visual, tátil ou sonora. Nesse contexto, para o caso específico dos surdos e deficientes auditivos, as sinalizações indicativas de rotas de fuga e saídas de emergência, bem como de percurso e de distribuição espacial de elementos em um edifício devem estar em lugares adequados e facilmente identificados e visualizados, por meio de representações gráficas convencionadas, de acabamento fosco, que estabeleçam analogia entre o objeto ou a informação e sua representação (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004). De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ibid.), a representação do símbolo internacional de pessoa com deficiência auditiva (surdez) consiste em pictograma branco sobre fundo azul (referência Munsell 10B 5/10 ou Pantone 2925C), conforme aparece na figura abaixo: Deve-se ressaltar que nenhuma modificação, estilização ou adição pode ser feita a este símbolo, que deve estar presente em todos os locais, equipamentos, produtos, procedimentos ou serviços para pessoa com deficiência auditiva (ABNT, ibid.). A NBR 9050/04 da ABNT, ao considerar os projetos de adaptação para acessibilidade de bens tombados, ensina que se deve obedecer às condições descritas na norma, desde que estas não se choquem com os critérios específicos dos órgãos de proteção e regulação do patrimônio histórico e cultural. Nessa perspectiva, nos casos em que áreas ou elementos estejam dispostos de forma a impossibilitar a adaptação do imóvel, deve-se garantir o acesso aos conteúdos e acervos do equipamento cultural através de informação visual, auditiva ou tátil das áreas ou dos elementos cuja adaptação seja impraticável (ABNT, ibid.).

10 84 PROJETO LIBRAS NO MUSEU: DISSEMINANDO INFORMAÇÃO, CULTURA O acesso à informação é um direito de todos, posto que esta é historicamente construída pelos sujeitos que criam mecanismos de percepção, memória e imagem, visando decodificar, interpretar e disseminar seus significados (GRAMSCI, 1984), seja através da oralidade, da escrita ou da língua de sinais. Nesse sentido, as práticas informacionais enquanto práticas sociais e simbólicas são constituídas mediante produção, transferência, aquisição e significação por parte dos sujeitos, deixando de representarem-se apenas como veículo das ideologias (MARTELETO, 1994). Até porque, assim como a informação, a memória tanto pode servir como instrumento de dominação e domesticação dos homens quanto se constituir em ferramenta imprescindível à sua libertação (LE GOFF, 2003). Nessa dialética entre dominação e libertação, no entanto, nem toda assimilação do hegemônico pelo subalterno suscita necessariamente uma submissão (MARTÍN-BARBERO, 2003). Da mesma forma, a simples recusa a esse modelo não se configura como sinônimo de resistência. De todo modo, quando a construção coletiva de uma memória informacional se impõe ao Poder Simbólico, a autonomia supera a alienação e se pode pensar em desenvolvimento social. 5 ACESSIBILIDADE E MEMORIAL DA JUSTIÇA DE PERNAMBUCO PROJETO LIBRAS O Memorial da Justiça, órgão que guarda e dá à pesquisa a documentação histórica do Poder Judiciário de Pernambuco, abriga um museu, um arquivo histórico e uma biblioteca especializada em obras de magistrados. Em sua primeira exposição, aberta no ano 2000, contratou um museólogo para desenvolver e executar o projeto expositivo, por ser o profissional especialista na área, pois não contava com esse técnico em seu corpo funcional. A proposta foi montar uma exposição simples e tradicional, por limitações orçamentárias, que tratava sobre a história do órgão. Há dois anos a equipe do Memorial, já maior e mais capacitada, mesmo ainda não possuindo em seu quadro de servidores os especialistas supramencionados, criou um projeto mais arrojado de uma exposição de longa duração interativa, visando à ação educativa a partir de seu tema principal que é a justiça ao alcance de todos. Para isso, foram contratados arte-educadores e museólogo, que desenvolveram todo o projeto expositivo, com base na pesquisa e na ideia da equipe do museu. A mostra trata de três temas, a escravidão, a capoeira e o cangaço, e conta com quatro módulos, compostos por ampliações fotográficas, reproduções de fragmentos de processos, cartilhas,

11 Mário Gouveia Júnior e Mônica Maria de Pádua Souto da Cunha 85 fichas didáticas, objetos usados pelos escravos, capoeiras e cangaceiros, e um filme sobre os assuntos. Todo o material exposto pode ser tocado e experimentado. A intenção foi permitir que o visitante pudesse usar todos os seus sentidos para interagir com os equipamentos oferecidos. Com base nesse objetivo, a partir da abertura da nova mostra, a equipe do Memorial foi capacitada em vários cursos, um deles essencial para se conscientizar da necessidade de ampliar a acessibilidade ao museu, o de arte-educação. No final do curso, foram apresentados alguns projetos pelos servidores da casa, um deles, de interesse específico deste trabalho, o de acessibilidade. Durante todo o ano de 2011 o Tribunal de Justiça de Pernambuco capacitou servidores na Língua Brasileira de Sinais (Libras), provavelmente estimulado pela Recomendação nº 27/2009 do Conselho Nacional de Justiça CNJ, que recomenda aos Tribunais a adoção de medidas para que se removam barreiras de comunicação e atitudinais a fim de se promover o amplo e irrestrito acesso de pessoas com deficiência aos serviços que prestam, para a conscientização de servidores e jurisdicionados sobre a importância da acessibilidade enquanto garantia ao pleno exercício de direitos, entre outras. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Por fim, parece válido registrar que uma política de inclusão e acessibilidade deve se pautar em três pontos: estratégia, método/ação e continuidade de práticas. Os dois primeiros demandam um planejamento consciente que esteja pautado na interdisciplinaridade, sendo necessário, então, que a aplicação do referido projeto não seja incumbência apenas de gestores e museólogos, mas de outros profissionais das áreas de História, Educação, Letras e Arquitetura, entre outras. A continuidade das práticas, por sua vez, fica não apenas a cargo destes profissionais executores dos planos de ação, mas também da própria comunidade, que deve se mostrar disposta a colaborar para que não apenas este projeto, mas também outros sejam aceitos e utilizados para além da mera fruição. Isso porque se entende como fundamental a conscientização dos visitantes dos museus de seu papel de protagonista no sentido de produzir e reproduzir sua cultura e sua memória.

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13 Mário Gouveia Júnior e Mônica Maria de Pádua Souto da Cunha 87 CASTRO, Ana Lúcia Siaines de. Memórias clandestinas e sua museificação. Rio de Janeiro: Revan, CHAGAS, Mário. Museu, literatura e emoção de lidar. Cadernos de sociomuseologia. Lisboa, ULHT, v.19. nº.19, Casas e portas da memória e do patrimônio. In: GONDAR, Jô; DOBEDEI, Vera Lúcia (Org.) O que é memória social? Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria/PPGMS, CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. 3.ed. São Paulo: UNESP, DIZEU, Liliane Correia Toscano de Brito; CAPORALI, Sueli Aparecida. A língua de sinais constituindo o surdo como sujeito. Educação & Sociedade, Campinas, v.26, nº. 91, maio/ago Disponível em: script=sci_arttext>. Acesso em: 17 set GÓES, Maria Cecília Rafael de. Linguagem, surdez e educação. Campinas: Autores Associados, GONDAR, Jô; DOBEDEI, Vera Lúcia (Org.) O que é memória social? Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da história. 5.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS. Museu: o que é museu? Brasília: IBRAM, Disponível em: <http://www.museus.gov.br/museu/>. Acesso em: 03 jul INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Sala de Imprensa. IBGE e CORDE abrem encontro internacional de estatísticas sobre pessoas com deficiência. IBGE, Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza. php?id_noticia=438&idpagina=1>. Acesso em: 16 set Guia do Censo 2010 para jornalistas. IBGE, Disponível em: <http:// Acesso em: 16 set

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