VII ESTUDO DO RUÍDO FRENTE À LEGISLAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DA CIDADE DE CURITIBA

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1 VII ESTUDO DO RUÍDO FRENTE À LEGISLAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DA CIDADE DE CURITIBA Fábio Márcio Bisi Zorzal (1) Engenhei ro Civil pela UFES (1997), Adesguiano pelo XVII CEPE - ADESG/ES (1996), Mestre em Ciências em Engenharia Ambiental pela UFES (1999). Um dos Ganhadores do Prêmio "Tião Sá" de Pesquisa Ecológica da Prefeitura Municipal de Vitória (1998). Professor no Curso de Engenharia Civil da Universidade Tuiuti do Paraná - UTP. Finalista do Prêmio Paraná Ambiental Doutor em Engenharia de Produção com Ênfase em Gestão Ambiental pela UFSC (2003). Rafael de Bruns Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Paraná (1999). Mestre em Ciências em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia (2002). Professor no Curso de Engenharia Civil da Universidade Tuiuti do Paraná (desde 2001). Ana Karina Tonin Engenheira Civil pela Universidade Tuiuti do Paraná (2003). Pós-graduanda em Engenharia de Segurança pela Universidade Federal do Paraná. Consultora de empresas. Caroline Costa Engenheira Civil pela Universidade Tuiuti do Paraná (2003). Pós-graduanda em Engenharia de Segurança pela Universidade Federal do Paraná. Consultora de empresas. Anete Diesel Engenheira Química pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1982), Engenheira de Segurança no Trabalho pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1985). Bacharel em Direito pela Universidade Tuiuti do Paraná (2003). Consultora industrial. Professora no Curso de Engenharia Mecânica da Universidade Tuiuti do Paraná (desde 2002).

2 Paulo Sergio de Bortoli Engenheiro Mecânico pela UFES (1996). Mestre em Tecnologia pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (2002). Endereço(1): R. Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 1668/603, Mossunguê, CEP: , Curitiba, PR, Brasil Cel: , Tel./Fax.: , Web : RESUMO O presente trabalho apresenta duas contribuições significativas, a primeira que trata do monitoramento do ruído na cidade possibilitando o mapeamento desses pontos com o auxílio de Sistema de Informação Geográfico. A segunda, em comparar tais valores com a legislação contabilizando os pontos que podem estar ou não em conformidade legal, caso fossem monitorados durante o período de 24h de um dia, que é o padrão a ser observado pela Lei. A discussão do ruído urbano da referida área de estudo é pertinente e oportuna, já que observações realizadas em campo levadas às referências encontradas na literatura, permitiram a constatação de que o ruído constitui atualmente uma das principais causas de degradação da qualidade de vida, sobretudo em áreas urbanas. PALAVRAS-CHAVE: Ruído urbano, Poluição sonora, Legislação ambiental, Avaliação da Qualidade, Indicadores ambientais. 1. INTRODUÇÃO O crescimento populacional e concentração urbana vêm passando por processos de mudanças profundas. Essas mudanças permitiram que houvesse uma deterioração do meio ambiente, contaminando o ar, o solo, a água e o silêncio nas cidades, este último, objeto de estudo desse trabalho. O progresso implica no aumento da produção do ruído, onde os principais vilões da poluição sonora em cidades são o tráfego e a construção civil, explicados pela necessidade de transporte e habitação. A instalação de comércio e indústria em áreas antes estritamente residenciais agrava ainda mais o problema. A chamada poluição sonora deve ser entendida como um subproduto da civilização tecnológica e urbana e é capaz de produzir incômodo e danos específicos ao organismo humano. A poluição acústica é considerada pela maioria da população das grandes cidades como um fator ambiental muito importante, que incide de forma principal na sua qualidade de vida. Na poluição ambiental urbana, o ruído ambiental é uma conseqüência direta não desejada das próprias atividades que ocorrem nas grandes cidades.

3 O objetivo geral deste trabalho é trazer um retrato que identifica a qualidade sonora em um ponto qualquer da cidade de Curitiba através de um sistema de informação geográfica. Os objetivos específicos são (a) apresentar uma seqüência de dados que identificam o nível de ruído em cada bairro da cidade, em períodos diurnos e noturnos em colhidos em dias diferentes de um semestre; (b) apontar e comparar com os valores máximos permitidos pela legislação Municipal, identificando as tendências nos bairros onde são flagrantes os intensos níveis de ruído enquanto poluição sonora difusa. A indicação legislativa associada ao Plano Diretor Urbano oferece valores máximos permitidos para o ruído nas diversas horas do dia. No entanto, a velocidade dos acontecimentos na vida das pessoas as impede de observar as pressões do cotidiano e sua relação com a qualidade de vida. A confecção do mapa a partir do monitoramento traz a indicação visual dos níveis alcançados em diversos pontos da cidade. Esse trabalho, portanto, oferece a possibilidade de reflexão sobre o ruído urbano a que estão submetidos, mostrando as pressões sonoras monitoradas durante alguns momentos em diversas zonas de tráfego da cidade. 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Se a poluição sonora é restrita a uma determinada região ou área, o problema pode ser considerado localizado e às vezes de pequena proporção, mas quando ela atinge grande parte da cidade, como no caso de trânsito intenso em corredores de tráfego, a questão passa a ser mais ampla e generalizada. Além de atingir os moradores próximos às vias públicas, atinge também os que passam por elas, tornando-se problema de saúde pública Conceituação geral Ruído Urbano é o ruído originado pelas diferentes fontes sonoras que se encontram dentro dos grandes centros urbanos. E por isto mesmo pode-se considerar como uma mistura completa de ruídos, variando com o tempo, que está extremamente relacionado com a atividade da cidade. Assim, é de suma importância identificar todos os tipos possíveis de fontes que estão presentes na cidade, para uma melhor compreensão dos reais riscos que estão sendo submetida a população, quais sejam, tráfego urbano, vias públicas, aeroportos, indústrias, homem, construção, locais públicos, dentre outros. Tabela 1 Ruídos veiculares e suas pressões sonoras Ruídos veiculares e suas pressões sonoras Veículo Pressão sonora (dba)* Veículo Pressão sonora (dba)*

4 Twingo (Renault) 60 Ônib. Bi-Articulado 91 Fiesta (Ford) 61 Jatinhos 90 Gol (VW) 63 Boing Pálio (Fiat) 63 Aeronave militares 110 Pampa (Ford) 72 Caça F Vectra (Chevrollet) 68 Dragsters 128

5 Ônibus Comum 84 Moto 750cc 104 Ônibus Articulad 89 Moto 1000cc 106 Polo (VW) 66 Notas: *Distância média de 2,0m do escapamento - ruído médio equivalente em db(a) ** Fonte: Relacus (www.relacus.com.br) Som é um fenômeno físico que consiste de uma rápida variação de uma onda de pressão num meio. A percepção do som se dá através da sensação auditiva, detectada pelo nosso sistema auditivo através de nossos ouvidos. O som fisicamente é uma variação muito pequena e rápida na pressão atmosférica, acima e abaixo de um valor fixo (estático), tal como numa onda senoidal. Existe um valor de referência em relação à pressão atmosférica em que a partir deste valor tudo o que se percebe é na forma sonora, este valor é cerca de Pa. Quanto ao fator diferenciador entre um som audível - que se pode perceber pelo ouvido humano - e o que não se podem perceber ocorrem dentro de uma variação de pressão entre cerca de ciclos de 20 a vezes por segundo (o que convencionou-se chamar de Hertz ou Hz). Tabela 2 Ruído Exteriores e suas pressões sonoras Ruído de Exteriores e suas pressões sonoras

6 Logradouro Pressão sonora (dba)* Logradouro Pressão sonora (dba)* Rua residencial calma 47 Buzina do Trem 108 Rua residencial média 52 Aeroporto A. Pena 74 Via Rápida 72 Kartódromo* 68 Via rápida 72 Autódromo* 70 Av. Victor do Amaral 75 Rodoferroviária*

7 70 Sirene de Ambulância 103 Ponto de ônibus 74 Sirene da Polícia 103 Relâmpagos 101 BR Cachoeira 88 Notas: * À distância média de 150 metros, entretanto, algumas medições foram realizadas à distância média de 5,0m da fonte ruído médio equivalente em db(a) ** Fonte: Relacus (www.relacus.com.br) Ruído, de uma forma geral, será qualquer som que seja desagradável. É uma questão subjetiva. Muitas vezes a condição psico-social torna-se determinante quanto à percepção do mesmo vir incomodar ou não. A diferença entre ruído e som, portanto, é pessoal. Na maioria dos casos, o ruído será sempre uma questão individual que, em alguns casos até cultural, exceto quando se trata de um som com elevada intensidade, acima de 100dB(A) ou quando se manifestar num período de curta duração, menos que 1,0 segundo, quando é chamado de impacto. As Tabelas 2 e 3 mostram a pressão sonora de locais específicos. Tabela 3 Ruídos de Interiores e suas pressões sonoras Ruídos de Interiores

8 Logradouro Pressão sonora (dba)* Logradouro Pressão sonora (dba)* Hospital de Clínicas 40 Estádio de Futebol cheio 100 Corredor de um colégio 43 Parque Barigüi 45 Apartamento rua calma 38 Parque Tingui 44 Apartamento rua agitada 52 Parque Tanguá 45 Interior do Teatro Guairá 41 Industria de Plástico

9 85 Catedral Pça. Tiradentes 47 Indústria de Papel 85 Tubo do Bi-articulado 70 Indústria Metalúrgica 104 Interior de uma Farmácia 63 Palco de Casa Noturna 105 Agência Bancária 62 Notas: * À distância média de 150 metros, entretanto, algumas medições foram realizadas à distância média de 5,0m da fonte ruído médio equivalente em db(a) ** Fonte: Relacus (www.relacus.com.br) Os sons oriundos das atividades urbanas e industriais, subjetivamente terão sua percepção de acordo com a sensibilidade psico-acústica de cada um. Tanto quanto a intensidade - nível de pressão sonora - quanto a predominância do espectro de freqüências. Para medir a

10 intensidade relativa dos diferentes sons, foi necessário buscar uma unidade de referência. Estabeleceu-se um padrão de medida que se chamou decibel. Decibel (db) é a unidade de medida de som, barulho ou ruído. Para os ambientes de trabalho é medido com o decibelímetro, ou ainda, é a pressão sonora exercida sobre nossos ouvidos. A seguir, tem-se a formulação matemática que mostra o comportamento desse fenômeno: Equação 1 Nível de Intensidade Acústica: NI = 10 log [I/I0] Onde: I é a intensidade acústica em Watts/m2 I0 é a intensidade de referência = W/m2, correspondendo aproximadamente, à intensidade de um tom de 1000 Hz (levemente audível pelo ouvido humano normal valor de referência). A intensidade acústica é proporcional ao quadrado da pressão sonora, sendo o nível da pressão sonora dado por: Equação 2 Nível de Pressão Sonora: NPS = 10 log [P2 / P02] = 20 log [P / P0] (medidos em db) Os limites compreendidos entre o limiar auditivo e o limiar da dor para o ouvido humano são 0dB e 130dB, respectivamente. Um aspecto importante a ser considerado é que não se pode adicionar sons de modo aritmético normal. Por exemplo, quando dois caminhões pesados passam em uma rua emitindo níveis de som correspondentes a 90dB(A) cada, não significa que os dois produzem um som total de 180dB(A). Os dois caminhões corresponderiam a um nível combinado de 93dB(A), pois pela regra de adição de decibéis para combinação de níveis de som, quando duas fontes emitem sons que variam até 1dB(A), a percepção auditiva equivale ao maior valor emitido acrescido de 3dB(A). A Tabela 4 apresenta alguns valores a serem adicionados aos níveis de som, no caso de combinação dos mesmos. Tabela 4 Regra de Adição de Decibéis para Combinação de Níveis de Som Quando dois níveis diferem de: Adicionar a seguinte quantidade ao maior valor para se ter o efeito desejado 0 ou 1 db 3 db 2 ou 3 db

11 2 db 4 ou 9 db 1 db 10 db ou mais 0 db Notas: *A fonte de consulta foi o Environmental Protection Agency (1977) Poluição Sonora é qualquer alteração das propriedades físicas do meio ambiente causada por puro ou conjugação de sons, admissíveis ou não, que direta ou indiretamente seja nociva à saúde, segurança e ao bem-estar. O som é a parte fundamental das atividades dos seres vivos e dos elementos da natureza, no entanto, a poluição sonora difere bastante da poluição do ar e da água quanto aos seguintes aspectos: a) O ruído é produzido em toda parte e, portanto, não é fácil controlá-lo na fonte como ocorre na poluição do ar e da água; b) Embora o ruído produza efeitos cumulativos no organismo, do mesmo modo que outras modalidades de poluição, diferencia-se por não deixar resíduo no ambiente tão logo seja interrompido; c) Diferindo da poluição do ar e da água, o ruído é apenas percebido nas proximidades da fonte; d) Não há interesse maior pelo ruído nem motivação para combatê-lo; o povo é mais capaz de reclamar e exigir ação política acerca da poluição do ar e da água do que a respeito do ruído; e) O ruído, ao que parece, não tem mais efeitos genéricos, como acontece com certas formas de poluição do ar e da água, a exemplo da poluição radioativa. Entretanto o incomodo, a frustração, a agressão ao aparelho auditivo e o cansaço geral causados pela poluição sonora podem afetar as futuras gerações. Assim como a intensidade sonora, a duração do mesmo também influencia para a degradação auditiva, conforme se pode observar na Tabela 5 os níveis de pressão sonora recomendados para diversas atividades em função da duração de exposição diária. No entanto, sempre que possível, deve-se evitar a exposição num nível de pressão sonora acima de 100dB(A), devendo-se usar protetor auditivo quando expostos a níveis acima de 85dB(A), especialmente se a exposição for prolongada. Mesmo sabendo-se que as pessoas

12 reagem diferentemente ao ruído, pode-se dizer que a partir de 70dB(A), o ruído se torna prejudicial à saúde do homem. Tabela 5 Nível de Pressão Sonora Permissível e sua respectiva duração tolerável Tabela de Nível de Pressão Sonora Permissível* DB(A) Diário Permissível DB(A) Diário Permissível 85 8 horas 98 1 hora e 15 minutos 86 7 horas hora 87 6 horas minutos 88 5 horas minutos

13 89 4 horas e 30 minutos minutos 90 4 horas minutos 91 3 horas e 30 minutos minutos 92 3 horas minutos 93 2 horas e 40 minutos minutos 94 2 horas e 15 minutos minutos

14 95 2 horas minutos Notas: *Fonte: MANUAL de Legislação Atlas, 46º Edição, A poluição sonora e seus efeitos no organismo A poluição sonora tem reflexos em todo o organismo e não apenas no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração nas ações, inclu sive tornando a perda auditiva irreversível quando induzida pelo ruído. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, um ruído de até 50 db(a) pode perturbar, mas o organismo se adapta facilmente a ele. A partir de 55 db(a) pode haver a ocorrência de estresse leve acompanhado de desconforto. O nível 70 db(a) é tipo como o nível inicial do desgaste do organismo, aumentando o risco de infarto, derrame cerebral, infecções, hipertensão arterial e outras patologias. A 80 db(a) ocorre a liberação de endorfinas, causando uma sensação de prazer momentâneo, e a 100 db(a) pode haver perda da audição. Alguns dos efeitos psicológicos causados pelo ruído no homem podem ser enumerados da seguinte forma: perda da concentração, perda dos reflexos, irritação permanente, insegurança quanto a eficiência dos atos, embaraço nas conversações, perda da inteligibilidade das palavras e impotência sexual. Alguns efeitos fisiológicos: perda auditiva até a surdez permanente, dores de cabeça, fadiga, loucura, distúrbios cardiovasculares, distúrbios hormonais, gastrite, disfunção digestivas, alergias, aumento da freqüência cardíaca e contração dos vasos sangüíneos e problemas de formação de feto. A proteção da saúde da população é o principal objetivo de todos os esforços públicos para controlar a exposição ao ruído do indivíduo ou da comunidade. A interferência do ruído com o repouso, descanso e sono é a maior causa de incômodo. Observando que a pior intervenção se dá na forma de ruído intermitente, passagem de veículos pesados e passagens de aviões próximos às habitações. O ruído pode dificultar o adormecer e causar sérios danos ao longo do período de sono profundo proporcionando o inesperado despertar. Níveis de ruído associados aos simples eventos podem criar distúrbios momentâneos dos padrões naturais do sono, por causar mudanças dos estágios leve e profundo do mesmo. A pessoa pode sentir-se tensa e nervosa devido à ausência do repouso decorrente das horas não dormidas. O problema está relacionado com a descarga de hormônios, provocand o o

15 aumento da pressão sangüínea, vaso-constrição, aumento da produção de adrenalina e perda de orientação espacial momentânea. A tolerância das pessoas ao ruído varia com a idade entre outros fatores, como, por exemplo, a condição social. Um jovem convive melhor em ambientes ruidosos, assim como pessoas de menor poder aquisitivo. A ação perturbadora sonora depende de aspectos, como: intensidade e duração sonora; da sua altura, se grave ou agudo; da percepção auditiva subjetiva das pessoas, variável de uma pessoa para outra; da fonte causadora, que pode ser atrativa ou não, como uma discoteca ou um equipamento de manutenção das vias urbanas (caminhão coletor de lixo, vassouras mecânicas de limpeza de rua, compactador de asfalto), cuja Tabela 6 mostra os níveis de pressão sonora e seus efeitos sobre algumas atividades humanas. Tabela 6 Níveis de pressão sonora e seus efeitos sobre as atividades humanas Sons Comuns Pressão db (A) Efeitos Jato em Operação 140 Dolorosamente ruidoso Discoteca ou Buzina de Carro (a 1m) 120 Máximo esforço vocal Bate estacas 110 Danos ao Ouvido Caminhão de Lixo 100 Danos ao Ouvido Caminhão pesado (a 15 m) ou Tráfego de Cidades

16 90 Muito Incômodo e Danos ao Ouvido Tráfego em uma auto estrada ou a voz humana (a 1m) 70 Dificuldade em usar o telefone Aparelho de ar condcionado 60 Interferência Tráfego de veículos leves (a 30m) 50 Calmo Estúdio de Transmissão de programa de rádio 20 Calmo Notas: * A fonte de informações foi modificada de Environmental Protection Agency (1977) [22] Em Curitiba, a lei que vigorava até o ano de 1992 era a de no 2.733, de 31/12/1965, conhecida na época como a lei do silêncio. Atualmente, vigora a Lei 8.583, de 02/01/1995 que "proíbe a perturbação do sossego e do bem-estar público com ruídos, vibrações, sons excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer forma ou que contrariem os níveis máximos de intensidade, fixados por esta lei". O nível sonoro equivalente é o nível médio de energia do ruído encontrado, integrando-se os níveis individuais de energia ao longo de determinado período de tempo e dividindo-se pelo período, medido em db(a). Segundo a norma brasileira NBR /87, se o ruído varia com o tempo de maneira complicada, como é o caso do ruído urbano, é recomendável que seja determinado o nível sonoro equivalente por meio de uma análise estatística da história temporal do nível sonoro em db(a). Sendo assim, a norma NBR /87 estima o comportamento sonoro durante um determinado intervalo de tempo:

17 Equação 3 Cálculo simplificado do nível de pressão sonora equivalente, baseado no princípio de igual energia: Leq = 10xlog[1/N x S100,1xL] Onde: Leq é o nível de pressão sonora equivalente, em db(a) Li é o nível de pressão sonora medido a cada instante "i", em db(a) N é o número total de eventos Tabela 7 - Limites Máximos Permissíveis conforme Lei Municipal Nº 8.583/95. Zonas de Ruído* e ** Diurno Vespertino Noturno Zona A: Todas as ZR inclusive SR1, SR2, ZEH, AV, ZA (exceto ZR4), SEHIS 55 db(a) 50 db(a) 45 db(a) Zona B: ZR4, SEREC, CC (exceto Av. Cândido de Abreu), NC, UM, SC-1 60 db(a) 55 db(a) 55 db(a) Zona C: CC, (Av. Cândido de Abreu) SE, ZC, vias de penetração e coletoras, SH 65 db(a) 60 db(a) 55 db(a)

18 Zona D: SAI, ZS, ZE, Serviços, ZI, AI, TC, TT, Central de Abastecimento 70 db(a) 60 db(a) 60 db(a) Notas: ** ZR-1 Zona Residencial (estritamente); ZR-2 Zona Residencial baixa densidade; ZR-3 Zona Residencial média densidade; ZR-4 Zona Residencial média densidade (mista); SEHIS Setor Especial de Habitação de Interesse Social; ZE Zona Especial de Serviço (CIC); AV Área Verde; ZA Zona Agrícola; SR-1Setor Residencial Santa Felicidade; SR-2 Setor Residencial Santa Felicidade; ZEH Zona Especial Habitacional (CIC); SH Setor Histórico; SEREC Setor de Recuperação Residencial; CC Centro Cívico; ZS Zona de Serviço; ZI Zona Industrial; SAI Serviço de Apoio à Indústria (CIC); AI Área Industrial; TC Terminal de Carga; TT Terminal de Transporte; NC Nova Curitiba; UM Uso Misto CIC; S-1 Setor Comercial; SE Setor Estrutural. ** A fonte de informações foi a coletânea de Legislação Ambiental do Município de Curitiba (1998). Devido às diversas atividades decorrentes no dia-a-dia, os níveis de pressão sonora permitidos pela Lei Municipal no 8.583/95 também diferem. Para fins de aplicação desta lei, ficam definidos os seguintes horários: diurno, compreendido entre as 07h e 19h; vespertino, das 19h às 22h; e noturno, das 22h às 07h. Ainda, os níveis de intensidade de som são também fixados por esta lei conforme a Tabela 7. Os valores recomendados para cada zoneamento variam de país para país, como também dentro de um mesmo país. Por exemplo, numa comparação feita entre as legislações de 23 cidades americanas, os níveis estabelecidos para zonas residenciais variam de 60dB(A) a 40dB(A), com predominância de 55dB(A) ou 50dB(A). 3. METODOLOGIA DA PESQUISA 3.1. Coleta de dados A metodologia baseia-se em adentrar alguns bairros centrais da Cidade de Curitiba, em passeios regulares no tempo e no espaço, medindo o ruído de fundo em pelo menos três pontos por bairros, nas ruas de maior circulação e respectivamente nas de menor circulação. Num intervalo de dois minutos, extraem-se os valores máximos e mínimos encontrados, bem como aquele valor que se dá em maior permanência durante a medição, a partir de então denominado valor mais freqüente. Os dados independentes para os períodos diurno e noturno ultrapassam setecentos valores por inspeção em três amostragens realizadas nos

19 meses de março de 2001 e junho e julho de 2002, nos dias da semana, por se tratarem de dias onde a incidência de ruído é maior. Os horários da medição foram escolhidos de acordo com as medições realizadas no curso de Extensão Universitária realizado em 2001, sendo os horário s monitorados como função do horário de "rush" dado pela saída e chegada das pessoas de suas casas, bem como, após as vinte e duas horas, horário em que se determina o silêncio pela lei vigente. As três medições foram realizadas nos seguintes horários: (a) a primeira medição foi realizada das 7:00 às 10:00 horas; (b) a segunda medição 17:00 às 20:00 horas; e (c) a terceira medição das 22:00 às 24:00 horas Manipulação dos dados Com essa amostragem, confeccionou-se a carta de poluição sonora difusa da cidade, registrada em um sistema de informação geográfica englobando 244 pontos distribuídos em 43 bairros. Essa fase do trabalho pode ser dividida em três instantes: (a) o primeiro, que se refere ao cadastramento dos pontos em que foram obtidas as medições sobre a base digital da Cidade de Curitiba, com uso de um software DAC (Desenho Assistido por Computador); (b) na segunda fase do trabalho é realizado o cadastramento das fichas de campo preenchidas durante o monitoramento, em planilha eletrônica convencional. Cada linha cadastrada na planilha deve se aportar a um nível (layer) de informação igualmente cadastrado no arquivo onde foi desenhado o local de observação desse ponto; e (c) o terceiro momento é definido pelo SIG, que importa ambas as informações dos dois primeiros softwares representando em um mapa dos bairros os pontos medidos e o enquadramento destes conforme as três medições realizadas durante o dia. Através do mapa de ruído gerado pelo SIG, dividiu-se este mapa em zonas de ruído conforme Lei Municipal Nº 8.583/95. Desta forma, é possível visualizar quais pontos estão em conformidade com a lei descrita acima. Conforme resultado obtido pelos softwares utilizados, elaborou-se gráficos de conformidades dos bairros. 4. RESULTADOS E SUAS ANÁLISES O levantamento de dados apontará os pontos de maior nível de ruído delimitados nos bairros da cidade, conforme mostra a Figura 1, podendo-se ser analisada segundo padrões estabelecidos pela Resolução CONAMA, a qual se aporta para a ABNT, no que se refere ao levantamento da qualidade ambiental sonora de um determinado ambiente urbano. De posse das várias medições realizadas pelas vias da cidade, normalmente cruzamentos, fazse a identificação da via, optando-se por um raio de influência de cinqüenta metros a partir do ponto como área de mesma intensidade de ruído, a partir da base digital de Curitiba. Isso é equivalente a uma distância aproximada de meia quadra, quarteirão médio, expectativa de pouca perda dos valores para esse raio de influência. Figura 1 Carta de Ruído da Cidade de Curitiba

20 Uma vez implantados os pontos no sistema de informação geográfico e tendo-se o cadastro do Plano Diretor Urbano consorciado à mencionada Lei que estabelece os padrões de ruído, tem-se nova disposição e enquadramento dos pontos para comparação da conformidade legal, objeto de estudo da Figura 2. Com ela, consegue-se quantificar o número de pontos em conformidade dos bairros é representado no gráfico da Figura 3 (por exemplo, o bairro Água Verde que apresentou 5 pontos em conformidade com a Lei 8.583/95 para o período da manhã). Isso passa a referenciar o indicativo percentual do número de pontos em conformidade com a Lei, mostrado no gráfico de barras da Figura 4. Desta forma os bairros que não apresentaram nenhum ponto em conformidade com a lei são indicados apenas com o nome sem a barra. Essa situação ocorreu para os bairros Alto da Glória, Bacacheri, Bom Retiro, Centro, Cabral, entre outros. Analisando o percentual de pontos em conformidade dos bairros Boa Vista e Capão Raso, conclui-se que estes bairros apresentaram os maiores percentuais de pontos em conformidade com a lei. Fazendo outra análise, verifica-se que o percentual de pontos não conformes com a lei no período da noite é elevado. Por exemplo, o bairro do Pilarzinho apresentou 67% de pontos em conformidade com a lei no período da manhã e tarde, e 0% de pontos em conformidade à noite. O percentual de pontos em conformidade dos bairros é representado em um gráfico de barras, que indica um percentual de conformidade entre 0 e 100%. Desta forma os bairros que não apresentaram nenhum ponto em conformidade com a lei são indicados apenas com o nome sem a barra. Figura 2 Carta de Ruído da Cidade de Curitiba Figura 3 Número de Pontos nos Bairros em Conformidade com a Lei 8.583/95 Essa situação ocorreu para os bairros Alto da Glória, Bacacheri, Bom Retiro, Centro, Cabral entre outros. Analisando os percentual de pontos em conformidade dos bairros Boa Vista e Capão Raso, conclui-se que estes bairros apresentaram os maiores percentuais de pontos em conformidade com a lei. Fazendo outra análise, verifica-se que o percentual de pontos não conformes com a lei no período da noite é elevado. Um caso é o bairro do Pilarzinho que apresentou 67% de pontos em conformidade com a lei no período da manhã e tarde, e 0% de pontos em conformidade no período da noite. Figura 4 Percentual de pontos nos Bairros em Conformidade com a Lei 8.583/95

21 5. CONCLUSÕES A Lei Municipal Nº 8.583/95 estabelece os limites permissíveis de ruído urbano de acordo com a lei de zoneamento, valores estes apresentados na tabela 7. Nota-se claramente que a maioria dos pontos das quatro Zonas de ruído de Curitiba os níveis médios superaram os estabelecidos pela norma. A região central da cidade foi o local onde os níveis de observados excederam os limites estabelecidos pela norma. Analisando os pontos individualmente, alguns estiveram abaixo do máximo estabelecido pela Lei Municipal Nº 8.583/95. Não se deve concluir que tais pontos sejam lugares calmos quanto aos ruído, pois o tempo de medição, 2 minutos, é curto se comparado às flutuações de tráfego que ocorrem nas ruas. O momento em que a medição foi efetuada pode ter sido um momento particularmente calmo ou ruidoso. A legislação municipal contempla valores máximos para um monitoramento traduzido pelo Leq em 24 horas. Os resultados desse trabalho refletem em 2 minutos, portanto, tendem a mostrar apenas uma tendência em relação à conformidade com a legislação. Dessa forma, no que tange à poluição sonora urbana, a cidade apresenta elevados níveis de ruído. Pouquíssimos pontos apresentam níveis inferiores a 70 db(a), limite estabelecido pela medicina preventiva como limiar do dano a saúde. E ainda, nota-se o número de pontos de medição em conformidade em cada bairro, sendo possível observar que na maioria dos bairros, à medida que se afasta do centro da cidade, o ruído diminui. Porém, alguns bairros afastados do centro, como Santa Felicidade e Juvevê, apresentaram pontos de medição, nos três horários, ruídos acima do permitido por lei. Uma explicação para isto é que a medição tenha ocorreu em pontos de tráfego intenso de veículos. Outro fato importante é que a porcentagem de pontos não conformes no período da noite em vários bairros é maior quando comparado com o período diurno, exemplo disso é o bairro do Seminário que apresentou 50% de pontos de medições em conformidade com a lei no período da manhã e 0 % de pontos em conformidade no período na noite. Bairros considerados calmos com relação ao ruído como Jardim Social, Jardim Botânico, Jardim das Américas, Santa Felicidade, apresentaram níveis de ruído acima do permitidos por lei. Uma explicação pode ser, que apesar de serem bairros residenciais, há presença de rodovias nas divisas destes bairros. Algumas soluções seriam interessantes para redução do alto nível de ruído em nossa cidade, entre elas: melhoria dos equipamentos dos veículos; restrições ao tráfego de veículos pesados em determinadas áreas da cidade, através da proibição total ou definição de horários permitidos à circulação dos mesmos; incentivo ao transporte coletivo, visando reduzir o número de veículos por passageiro; melhoria do fluxo de veículo com o objetivo de evitar as acelerações e desacelerações provedoras de barulho, entre outros.

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