Vera Lúcia Perini. Gestão de Produtos. Adaptada/Revisada por Vera Lúcia Perini (junho/2012)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Vera Lúcia Perini. Gestão de Produtos. Adaptada/Revisada por Vera Lúcia Perini (junho/2012)"

Transcrição

1 Vera Lúcia Perini Gestão de Produtos Adaptada/Revisada por Vera Lúcia Perini (junho/2012)

2 APRESENTAÇÃO É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Gestão de Produtos, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina. A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidisciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e . Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, bem como acesso a redes de informação e documentação. Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suplemento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal. A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar! Unisa Digital

3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO COMPONENTES DO PRODUTO Hierarquia do Produto Classificação do Produto Mix de Produtos Ciclo de Vida do Produto Resumo do Capítulo Atividades Propostas CARACTERÍSTICAS DOS SERVIÇOS Categorias do Mix de Serviços Qualidade em Serviços Sinergia em Gerenciamento de Serviços Resumo do Capítulo Atividades Propostas DISTRIBUIÇÃO Canais de Distribuição Aspectos Econômicos da Distribuição Funções Tradicionais Componentes do Sistema de Distribuição Modalidades de Transporte Resumo do Capítulo Atividades Propostas COMUNICAÇÃO INTEGRADA DE MARKETING Determinação dos Objetivos da Comunicação O Crescimento e os Benefícios do Marketing Direto Resumo do Capítulo Atividades Propostas FORÇAS DA FORMAÇÃO DE PREÇOS O Preço Baseado no Custo O Preço Baseado na Concorrência O Preço Baseado no Valor Percebido pelo Consumidor Resumo do Capítulo Atividades Propostas FONTES DE FINANCIAMENTOS Resumo do Capítulo Atividades Propostas...48

4 7 GESTÃO DE COMPETITIVIDADE Posicionamento Competitivo Resumo do Capítulo Atividades Propostas CONSIDERAÇÕES FINAIS RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS REFERÊNCIAS ANEXOS... 61

5 INTRODUÇÃO É com muito prazer que a Unisa Digital apresenta a você, aluno(a), esta apostila de Gestão de Produtos, componente complementar de um conjunto de conteúdos de pesquisa direcionado ao aprendizado eficaz que a educação a distância (EaD) demanda. A finalidade desta apostila é oferecer aos alunos o conteúdo básico da disciplina. A posição atual em que se encontra o mercado obriga as organizações a instantâneas adaptações, estabelecendo cada vez mais que sejam rápidas flexíveis e principalmente trabalhem sua gestão de forma integrada. A gestão de produtos é de grande importância já que precisa gerenciar todos os atributos sugestivos ao produto, à empresa e ao mercado. Os efeitos dessa forma de trabalho são benefícios determinados tanto para as empresas quanto para o mercado, compradores e a sociedade. A Gestão de Produtos tem por objetivo abordar todos esses aspectos, recomendando reflexões e realçando a importância do produto. A Gestão de Produtos aspira atingir um diagnóstico sobre a gestão de produtos e serviços, discutindo as estratégias de marketing, testes de mercado, comercialização e marca, objetivando refletir sobre os principais pontos que abrangem a comercialização de um produto ou marca, como: gerência de produtos; posicionamento e diferenciação de estratégias; planejamento de produtos; ciclo de vida de produtos; portfólio de produtos; planejamento e análise dos produtos. A disciplina apresenta as estratégias mercadológicas aplicadas à gestão de produtos, desenvolvimento e lançamento de produtos; destaca as estratégias de posicionamento e sustentação desse posicionamento nos mercados-alvo; e nela são definidos os vários níveis de compreensão do conceito de produto e os conceitos de linhas e mix de produtos, concretizando esses processos. Constantemente nos deparamos com campanhas promocionais e somos importunados por especialistas em marketing que querem conhecer o nosso comportamento como consumidor. Recebemos informações diversas sobre novos produtos e serviços que surgem a cada dia, alterando o ambiente e a maneira de viver. As empresas devem estar ligadas no mundo todo para conhecer as inovações que aparecem no mercado e que podem mudar, de forma determinante, o balanceamento concorrente do mercado. Afinal, como poderiam sobreviver as organizações sem a gestão de produtos, sem as ferramentas essenciais para administração, sem o domínio das pesquisas de mercado, sem a gerência de produtos? Seja bem-vindo(a) à Unisa Digital. Desejo que, através deste curso a distância, possa enriquecer seus conhecimentos, pois sua participação é muito importante para que possamos fazer deste curso EaD o melhor. Espero o seu empenho! Bom estudo! Profa. Vera Lúcia Perini 5

6 1 COMPONENTES DO PRODUTO Caro(a) aluno(a), Neste capítulo, trataremos de componentes do produto. Vamos iniciar a discussão? Conceito de produto Um produto é algo que pode ser oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo. Os produtos comercializados incluem bens físicos, serviços, experiências, eventos, pessoas, lugares, propriedades, organizações, informações e ideias (KOTLER, 2000). Definição de produto Produtos são a junção de matérias-primas, partes integrantes, métodos de produção e seus custos (na visão de produção). Produto é uma junção de propriedades tangíveis e intangíveis que adapta benefícios reais ou percebidos com a intenção de satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores, deslumbrando-os permanentemente. O nome produto para o marketing abrange a prestação de serviços, ideias ou marketing pessoal. A organização para poder originar receitas sucessivamente crescentes, precisa criar novos produtos sempre, além do apoio para criar ideias para a concepção desses novos produtos. Saiba mais Produto - o que uma empresa fabrica ou fornece de acordo com uma demanda presente ou gerada. Atenção A tecnologia tem antecipado o ritmo de inovação e reduzido inesperadamente a vida útil dos produtos. As organizações precisam estar atentas para atender velozmente às mudanças nas necessidades do consumidor e nas atuações dos competidores. Níveis de produto Devido à concorrência pelo mercado, produtos mais perto de uma equidade, tanto física e tecnológica, responsabilizam o profissional de marketing na procura do diferencial, por dar características, contentar os desejos e necessidades do consumidor com mais criatividade e satisfazendo as necessidades do consumidor. O produto necessita ser valorizado totalmente pelo consumidor. É necessário ter em mente que o produto é formado de cinco níveis, cada um obedecendo a um nível de satisfação do consumidor e apresentando características distintivas em grau crescente e com perspectivas diferentes. O profissional de marketing precisa estar sempre vigilante ao seu produto e também ao concorrente. Em gestão de produtos, é respeitável analisar a categorização dos mesmos quanto aos benefícios, também chamados de níveis de produtos. Os níveis são envolvidos através das seguintes etapas: benefício central; produto básico; produto esperado; produto ampliado; e produto potencial. Para o marketing, o produto apresenta-se em cinco níveis, a saber: 7

7 Vera Lúcia Perini Figura 1 Níveis de produtos. Fonte: Benefício Central: nível fundamental, serviço ou princípio essencial do produto. Produto Básico: é a vantagem que o produto proporcionará, convertido em produto. Produto Esperado: é a série de proveitos que o consumidor espera ganhar ao comprar o produto. Produto Ampliado: são os atributos que esperam proporcionar mais para o cliente, ultrapassar as expectativas. A ampliação de um produto acrescenta custo; será esse custo apropriado para o desenvolvimento do produto? Produto Potencial: são as adequações e distinções que o produto precisa para o futuro. 1.1 Hierarquia do Produto Todo produto é associado a outros. As hierarquias do produto abrangem desde as necessidades fundamentais até chegar a componentes especiais que são responsáveis pela satisfação de tais necessidades. São identificados sete níveis de hierarquia de produto, são eles (KOTLER, 2000): Produto (Hotelaria): Família de Necessidade é a essência de uma família de produtos. Exemplo: descanso, pernoite. Família de Produtos: todas as classes de produtos que satisfaçam a necessidade central. Exemplo: hotéis. Classe de Produtos: grupo de produtos dentro da família que possuem coerência. Exemplo: hospedagem. Linha de Produtos: grupo de produtos de uma mesma família que desempenham funções similares e são vendidos através dos mesmos canais e comunicação. Exemplo: suítes, quartos, dormitórios, master, luxo, presidencial. Tipo de Produto: grupo de itens dentro de uma linha de produtos que compartilhem uma das formas do produto. Exemplo: Quartos com carpete e ventilador de teto. 8

8 Gestão de Produtos Marca: nome associado a um ou mais itens da linha de produtos. Exemplo: Novotel. Item: uma unidade distinta dentro da marca. Que se distingue por algum motivo. Exemplo: suíte master com piscina Novotel. 1.2 Classificação do Produto Classicamente as organizações têm classificado os produtos adotando como apoio suas várias características. Entendendo-se que cada produto tem uma estratégia adequada do composto de marketing, os produtos podem ser classificados de diversas formas. Uma classificação muito usada é a durabilidade, que é o período de vida que um produto apresenta no lar do consumidor. Os produtos podem ser classificados como duráveis, ou seja, persistente ao tempo e diversos usos (eletrodoméstico); não duráveis, que têm uma durabilidade restrita, que corresponde a pouco uso, como a maior parte dos alimentos e produtos de limpeza e higiene; e serviços que (não têm se quer durabilidade, pois se extinguem no momento em que são executados, por exemplo, o serviço do profissional cabeleireiro) possuem uma duração muito pequena. Classificação dos Produtos Durabilidade e Tangibilidade (KOTLER, 2000) Bens não duráveis: são bens tangíveis normalmente consumidos ou usados uma ou poucas vezes. Como são consumidos rapidamente e comprados com frequência, a estratégia apropriada é torná-los disponíveis em muitos locais, ter pequena margem de lucro no varejo e anunciar maciçamente para induzir à experimentação e ganhar preferência do consumidor. Bens duráveis: são bens tangíveis, normalmente usados durante um longo período de tempo. Normalmente exigem venda pessoal e serviços, trabalham com uma margem mais alta e requerem mais garantias por parte do fabricante. Serviços: são produtos intangíveis, inseparáveis, variáveis e perecíveis. Como resultado normalmente exige mais controle de qualidade, credibilidade de fornecedor e adaptabilidade. Exemplo: corte de cabelo, garantia manutenção. Classificação de Bens de Consumo Bens de consumo são os bens consumidos pelos consumidores. O volume de bens de consumo que são comercializados em cada país reproduz a condição de vida da população e também permite avaliar os gostos e as características de uma sociedade selecionada. Bens de consumo são todos os itens destinados a contentar as necessidades humanas. Os bens de consumo são: alimentos, roupas, sofá, televisões etc. Não são bens de consumo equipamentos designados para auxiliar na produção de diversos bens. Bem Um bem é buscado, porque traz benefício. A Utilidade é a capacidade que tem um bem de satisfazer uma necessidade do ser humano. Bem é tudo aquilo que consente contentar uma ou várias necessidades do ser humano. (KO- TLER, 2000, p. 56). Conforme descreve Kotler (2000), a classificação de bens de consumo através do uso é: 9

9 Vera Lúcia Perini Bens de Conveniência Compra com frequência e imediatamente. Preço baixo; Muitos locais para compra; Básicos: regulares; Bens de impulso: sem planejamento; Bens de emergência: urgentes. Bens de Compra Comparados Compra com menos frequência. Obtêm informações sobre o produto; Menos locais de compra; Comparam: Adequação e qualidade; Preço e estilo. Exemplo: roupas, móveis etc. Bens de Especialidade Esforços extras de compra. Características únicas; Identificação com a marca; Poucos locais de compra. Exemplo: carro, som, câmeras, computadores etc. Bens não Procurados Inovações Produtos que o consumidor não pensa em comprar; Necessitam de muita propaganda e apoio de equipe de vendas. Exemplo: seguro de vida, lápides, detectores de fumaça etc. Classificação de bens empresariais Produtos empresariais Matérias-primas são bens vendidos em sua condição original antes de serem transformados. Exemplo: produtos agrícolas, minerais. São bens vendidos para as indústrias que farão parte da composição de outros bens. Instalações são bens de capital, aparelhamentos caros e de vida alongada, imprescindíveis aos negócios da organização compradora. Exemplo: prédio, maquinário de produção, caminhões. Toda decisão de compra é alvo de tão planejado e cauteloso exame. O custo é muito elevado e as comercializações se alargam por extensos períodos. Diversos profissionais participam do processo de compra, de dois lados comprador e vendedor. Partes componentes é elemento que vira parte complementar do produto do comprador sem um processamento adicional. Na compra de peças componentes, a organização compradora está administrando a fabricação de itens que completarão parte do produto final de outras organizações. As partes integrantes são produzidas sob encomenda, conforme especificações do comprador, porém existem itens componentes que têm vários aproveitamentos, logo, podem ser vendidas para compradores de segmentos diferenciados. A parte componente importante do produto pode originar vendas para aquele produto. Exemplo: processadores (vende computadores). Equipamento acessório é o nome usual para apresentar ferramentas portáteis, equipamentos pequenos e equipamentos de escritório. Este grupo de produtos não faz parte do produto acabado do comprador, porém agiliza o método de produção. Exemplo: computadores, móveis de escritório, ferramentas elétricas etc. Suprimentos operacionais até mesmo não fazem parte do produto acabado do comprador. São elementos indispensáveis à operação e à manutenção da empresa compradora. Exemplo: material de escritório, material de limpeza etc. 10

10 Gestão de Produtos Existem dois tipos de serviços dos quais as empresas são condicionadas serviços de manutenção e consertos (assistência técnica) e serviços profissionais. São serviços que cooperam com atuação da empresa. A característica primordial dos serviços empresariais é a personalização. Kotler (2000), em seu livro Administração de Marketing, descreve a classificação de bens empresariais abaixo: das formas de como eles entram no processo de produção e de seu custo relativo. Podemos destacar três grupos de bens empresariais: materiais e peças, bens de capital e suprimentos e serviços. Materiais e peças são bens que entram no processo de fabricação dos produtos manufaturados. Dividem-se em duas classes: matérias-primas e materiais e peças manufaturados. A matéria-prima divide-se em duas classes principais: produtos agropecuários (exemplo: trigo, algodão, gado, frutas e legumes) e produtos naturais (exemplo: peixes, madeira, óleo cru, minério de ferro). Os produtos agropecuários são fornecidos por muitos produtores, que os repassam a intermediários que, por sua vez, fornecem serviços de estocagem, classificação, armazenagem, transporte e venda. Sua natureza perecível e sazonal exige práticas de marketing especiais. Seu caráter de commodity resulta em relativamente pouca atividade publicitária e promocional, com algumas exceções. Às vezes, grupos de produtores de commodities poderão lançar campanhas a fim de promover seus produtos leite, batatas, ameixas secas etc. Alguns produtores atribuem marcas a seus produtos, por exemplo, laranjas Sunkist, bananas Chiquita. Bens de capital são bens de maior duração que facilitam o desenvolvimento ou o gerenciamento do produto acabado. Estão divididos em dois grupos: instalações e equipamento. As instalações consistem em construções (fábricas, escritórios) e equipamento (geradores, prensas perfuradoras, computadores de grande porte, elevadores). As instalações são as compras mais importantes. São normalmente compradas diretamente do fornecedor, e em geral a venda é precedida por um longo período de negociação. A força de vendas do fornecedor contém o pessoal técnico. Os fornecedores precisam estar preparados a ajustar projetos às especificações e a fornecer suporte pós-venda. A promoção é muito menos importante que a venda pessoal. O equipamento corresponde a máquinas e ferramentas portáteis de fábrica (ferramentas de mão, empilhadeiras) e equipamentos de escritório (microcomputadores, mesas de trabalho etc.). Esses tipos de equipamentos não se tornam parte de um produto acabado. Eles têm uma vida mais curta que as instalações, porém uma vida mais longa que os suprimentos de operação. Ainda que alguns fabricantes de equipamentos pratiquem vendas diretas, na maioria das vezes usam intermediários, ainda que o mercado seja geograficamente isolado, os compradores são numerosos e os pedidos são pequenos. Qualidade, atributos, preço e serviços são os principais elementos a analisar. A força de vendas pretende a ser mais notável que a promoção, ainda essa possa ser usada de maneira eficaz. Suprimentos e serviços empresariais são bens de curta duração que facilitam o desenvolvimento ou gerenciamento do produto acabado. Existem dois tipos de suprimentos: operacionais (lubrificantes, carvão, papel para escrever, canetas) e de manutenção e reparos (tinta, pregos, vassouras). Os suprimentos são o equivalente dos bens de conveniência: são normalmente comprados com o mínimo de esforço em uma base direta de recompra. Em geral, são comercializados por intermediários, devido ao seu baixo valor unitário e ao grande número de clientes dispersos geograficamente. O preço e os serviços são considerações importantes porque esses produtos são padronizados e a preferência pela marca não é alta. Os serviços empresariais incluem os serviços de reparo e manutenção (limpeza de janelas, consertos de copiadoras) e os serviços de consultoria empresarial (consultoria jurídica, gerencial e de propaganda). Os serviços de reparos e manutenção em geral são fornecidos por pequenas empresas especializadas ou pelos fabricantes do equipamento original. Os serviços de consultoria empresarial são normalmente procurados com base na reputação e na equipe dos fornecedores. 11

11 Vera Lúcia Perini 1.3 Mix de Produtos 12 O interesse na formação de um Mix de Produtos deve ser pautado na avaliação dos fatores internos e externos que comprometem as atividades e desempenho da empresa no mercado em que está contida. Explanando esses fatores de forma esboçada, foram incluídas as restrições que evitam o crescimento da empresa. Para formar um Mix de Produto que aprimore os resultados da empresa, é necessário um estudo real do mercado e dos custos do negócio. Uma das essenciais ferramentas gerenciais é o apuramento da margem de contribuição dos produtos e de dados seguros das precisões dos clientes. O presente mercado econômico, concorrente e incerto, requer das empresas um conhecimento vasto do seu negócio. Objetivando diminuir os Fonte: riscos presentes, os dirigentes necessitam preparar um planejamento estratégico que permita a obtenção das metas de vendas e produção. A decisão estratégica essencial para a empresa é decidir o Mix de Produtos, ou seja, definir os produtos que serão produzidos de acordo com o mercado onde irá operar de forma a elevar ao máximo os resultados. Os fatores internos dirigem-se principalmente aos preços de produtos, empresas concorrentes, produtos substitutos, produtos complementares, canais de distribuição, fornecedores, clientes, localização industrial, impostos, taxas de juros etc. Kotler, em seu livro Administração de Marketing, descreve o Mix de Produtos:

12 Um mix de produto (também chamado sortimento de produto) é o conjunto de todos os produtos e itens que um vendedor põe à venda. (KOTLER, 2000, p. 420). A abrangência de um mix de produtos refere-se a quantas diferentes linhas de produtos a empresa traz. (KOTLER, 2000, p. 420). A extensão de um mix de produtos refere-se ao número total de itens no mix. (KOTLER, 2000, p. 420). A profundidade de um mix de produtos refere-se a quantas opções são oferecidas em cada produto na linha. (KOTLER, 2000, p. 421). A consistência do mix de produto refere- -se à profundidade com que as várias linhas de produtos estão ligadas quanto ao uso final, às exigências de produção, aos canais de distribuição ou a algum outro critério. [...] As linhas são menos consistentes na medida em que desempenham diferentes funções para os compradores. [...] Essas quatro dimensões do mix de produtos permitem à empresa expandir seus negócios de quatro maneiras. Ela pode adicionar novas linhas de produtos, ampliando assim a abrangência de seu mix de produtos. Ela pode aumentar a extensão de cada linha de produtos. Pode adicionar mais opções para cada produto e aprofundar seu mix de produtos. Por fim, uma empresa pode perseguir maior consistência na linha de produtos. (KOTLER, 2000, p. 421). Formação do Mix de Produto Para alcançar ótimos resultados na formação do Mix de Produto, é indispensável conhecer inteiramente as variáveis relevantes: Restrições Internas Em uma empresa, o processo de desenvolvimento do Mix de Produto se inicia através do apuramento das restrições internas, isto é, o conjunto de recursos produtivos eficazes é reconhecido, como por exemplo, mão de obra, capacidade de Gestão de Produtos máquinas e processos. Esses fatores interferem inteiramente no custo dos produtos e demonstram a capacidade produtiva, permitindo a análise da margem de contribuição em conjunto com as restrições presentes no processo produtivo. A Margem de Contribuição é uma das ferramentas que nos permite avistar a rentabilidade unitária do produto, deixando os gestores identificarem quais produtos originam maior lucratividade para a empresa, podendo escolher aqueles que têm preferências de fabricação e venda ou até mesmo removendo de linha aqueles que não oferecem um retorno esperado. Os administradores, na análise e definição do Mix de Produto, devem empregar o cálculo do Ponto de Equilíbrio como ferramenta de gestão. O Ponto de Equilíbrio demonstra a necessidade de faturamento da empresa de acordo com seus gastos fixos, por meio do apuramento da quantidade necessária de receita, em valor monetário e em unidades, para garantir todos os custos e despesas fixas do período, obtendo assim um lucro zero. Para conhecer o Ponto de Equilíbrio econômico da empresa, precisa adir aos custos e despesas fixas o retorno esperado pelos investidores. Restrições Externas As restrições externas são limites estabelecidos pelo mercado, fatores associados aos clientes, fornecedores, concorrentes, governo e panorama econômico. Segundo Kotler (2000, p. 43), um plano de Marketing é fundamental para a empresa, o Mix de produtos deve ser desenvolvido, através da avaliação dos 4P s: Produto, Preço, Praça e Promoção com o objetivo de satisfazer as necessidades dos consumidores. O valor da matéria-prima afeta totalmente o custo do produto, capaz de deixar o preço dos mesmos menos atraentes aos consumidores. A ausência de oferta de material impediria a empresa de cumprir os prazos de contratos pelo cliente, enfraquecendo sua imagem. Órgão governamental é quem institui a cobrança de tributos que recai sobre a atividade e produtos da empresa. E com o panorama econômi- 13

13 Vera Lúcia Perini co, o governo pode aumentar a carga tributária ou proporcionar subsídios com propósito de aquecer a economia ou impulsionar a concorrência interna ou externa. A empresa precisa estar alerta aos vários fatores que afetam na definição do Mix de Produto que será cogitado no mercado junto aos seus clientes. O administrador precisa estar vigilante com as mudanças no mercado, pois o Mix de Produtos é versátil às necessidades do cliente e também às da empresa. Podem aparecer novas oportunidades com probabilidades para desenvolvimento de novos produtos, a reformulação do Mix. 1.4 Ciclo de Vida do Produto Os produtos também atravessam um ciclo de vida, no caso denominado de Ciclo de Vida do Produto, ou seja, ele surge para o mercado e, dependendo da fase que se encontra, desaparece. O conceito de ciclo de vida do produto descreve as fases que um novo produto atravessa no mercado. Na gestão de produto são observadas atentamente as quatro fases do ciclo de vida do produto: Introdução; Crescimento; Maturidade; Declínio. Figura 2 Ciclo de vida do produto. Fonte: 14 A curva do ciclo de vida de um produto explica a evolução das suas vendas, sendo a curva do lucro diferente. Ao mesmo tempo em que o lucro do setor declina, as vendas prosseguem importantes. Geralmente, a estratégia de marketing de uma empresa sofre mudanças durante o ciclo de vida do produto. Há várias razões para isso: As atitudes e as necessidades dos compradores podem mudar no decorrer do ciclo de vida do produto; O produto pode ser destinado a mercados-alvo totalmente diferentes em diferentes fases. Um conhecimento profundo de cada uma das fases é essencial para os profissionais de mar-

14 Gestão de Produtos keting, pois cada oferta de marketing requer estratégias diferentes para as suas finanças, produção, logística e promoção em cada um dos seus ciclos de vida. Introdução A fase de introdução, do início, é quando o novo produto é lançado. Diferencia-se, pois é um momento de crescimento lento de vendas devido à demora do percurso do produto para os vários mercados e à demora do entrosamento com os distribuidores. Assim sendo, é preciso uma visão em longo prazo, pois o lucro é ainda inexistente nesta fase, já que são necessárias grandes despesas de lançamento. No caso de novos produtos cujo preço é elevado, o crescimento de vendas é mais retardado ainda, pelo fato de um pequeno número de compradores ter o poder de comprar. Nesta fase, o lucro é nulo ou baixo devido ao pequeno volume de vendas e das elevadas despesas de distribuição e promoção, visto que é necessário muito dinheiro para seduzir os distribuidores e persuadi-los a criar estoque do produto. Dessa forma, a empresa enfoca a venda nesses compradores que estão preparados a comprar, na maioria das vezes, grupos de rendimento elevado. Os preços pretendem a ser mais altos quando: Os custos são maiores devido ao baixo volume de produção; Os impasses tecnológicos de produção podem ainda não estar totalmente solucionados; São imprescindíveis percentuais altos de margem de lucro para arcar as altas despesas de promoção determinadas para o crescimento do produto no mercado. O objetivo da empresa, nas primeiras fases do ciclo de vida do produto, é estimular a procura para a entrada no novo mercado. Os produtos, nessa fase, repetidamente oferecem modernas características técnicas para um tipo de produto. A seguir um exemplo: Há pouco tempo, uma nova lâmina de barbear, a Sensor Excel da empresa Gillette foi lançada. A Excel tem uma característica inovadora: cinco faixas emborrachadas, colocadas na frente da lâmina, que esticam a pele e tornam o barbear mais suave e confortável. É um produto novo no mercado, as campanhas promocionais precisam destacar as informações sobre suas inovadoras características. Podendo também ser dirigidas aos integrantes dos canais de distribuição, almejando a convencê-los a ter, em estoque, o produto. Nesta fase, o público-alvo se torna informado das vantagens do produto e começa a aceitá-lo. As perdas financeiras são comuns durante a fase da introdução, pois os custos anexos à promoção e amplos gastos com pesquisa e desenvolvimento. Porém, o processo preparatório desenvolvido tem como alvos os lucros futuros. As empresas devem, então, centrar-se em reconquistar seus custos e dar início a obter lucros de modo que o produto passa para a segunda fase de seu ciclo de vida que é a fase do crescimento. Crescimento Essa fase tem uma ligeira aceitação do mercado e avanço expressivo no lucro, o mercado oferece uma entrada à expansão que precisa ser especulada. Os consumidores começam a apreciar o produto e a adquiri-lo. Novos concorrentes ingressam no mercado, seduzidos pelas oportunidades provenientes da produção em ampla escala e lucro, inserem novas características nos produtos e ampliam o número de canais de distribuição. Os preços continuam constantes ou caem vagarosamente, à medida que a procura aumenta ligeiramente. As empresas sustentam os seus gastos promocionais ou ampliam-nos lentamente para seguir a concorrência. As vendas crescem rapidamente, provocando diminuição na relação gastos promocional vs. receita de vendas. 15

15 16 Vera Lúcia Perini No período desta fase, os lucros aumentam à medida que os custos promocionais se dissolvem sobre o alto volume de vendas. Os custos de produção descem mais rápido do que a diminuição do preço, em consequência do efeito curva de experiência. Casualmente, a taxa de crescimento passa a abrandar e as empresas têm que notar o início dessa queda para formar novas estratégias. No estágio de crescimento, a empresa necessita resolver se troca uma elevada participação de mercado por elevados lucros correntes. Ao empregar muito dinheiro na melhoria, na promoção e na distribuição do produto, ela pode tomar uma posição de destaque. Ao fazer isso, abdica aos lucros máximos que pode alcançar hoje, na expectativa de buscá-los no estágio posteriormente. Maturidade É o período de diminuição no crescimento de vendas, porque o produto já foi aprovado pela maior parte dos consumidores potenciais. Este consumidor deve ser conservado fiel. Normalmente, a permanência desta fase é mais longa que a anterior e apresenta maiores desafios para a administração de marketing. O lucro consolida-se até ingressar em declínio devido ao aumento das despesas de marketing em protegê-lo da concorrência. A fase de maturidade pode ser analisada em três fases. Na primeira, maturidade do crescimento, a taxa de crescimento de vendas principia o declínio. Neste momento, não há novos canais de distribuição para serem assistidos, embora alguns compradores atrasados ingressem no mercado. A segunda fase, maturidade estabilizada, as vendas equilibram-se numa base calculada devido ao mercado já desgastado. A maioria dos compradores potenciais já tem conhecimento do produto e as vendas futuras são dirigidas pelo aumento da população e troca da procura. Na terceira fase, maturidade decadente, o grau absoluto de vendas começa a declinar e os consumidores vão mudando para outros produtos ou parecidos. A vagarosidade da taxa de crescimento de vendas começa a causar exagero de produção no setor industrial, que induz a uma concorrência forte. Os concorrentes batalham entre si, buscando encontrar nichos de mercado, provocam frequentemente disputas de diminuição de preços. Amplia a publicidade, as negociações com os mediadores e as concessões para os consumidores. Crescendo ainda os orçamentos de pesquisa e desenvolvimento para a promoção de avanços nos produtos e criação de produtos de lado. As empresas praticam ajustes para fabricar marcas especiais. Essas medidas geram alguma corrosão nos lucros. Inicia-se um período de circulação grande e os concorrentes mais frágeis retiram-se do mercado. Somente continuam as empresas bem implementadas, cujo objetivo básico é adquirir vantagem competitiva. A atenção da gestão de produto na fase de maturidade é comumente direcionada a sustentar a participação de mercado por meio de maior caracterização do produto e a procurar novos compradores. Ainda, um enorme fator na estratégia da empresa nessa fase é restringir o custo total de marketing para aprimorar a eficácia promocional e de distribuição. Declínio Momento de forte caída nas vendas e no lucro. É o período de redução, cancelamento ou dar novo impulso com a introdução de um novo produto ou serviço. A baixa nas vendas acontece por várias razões, contendo progressos tecnológicos, alterações nos desejos dos consumidores e aumento da corrida doméstica pela entrada de competidores estrangeiros. As empresas restantes podem restringir o número de produtos. Podem remover-se dos segmentos menores e largar os canais de distribuição que estão sem forças. Podem também diminuir a verba de promoção e baixar os preços. Em certo momento, a gerência acredita que as vendas do produto subirão com a recuperação da economia, no momento a estratégia de marketing será verificada ou o produto será aperfeiçoado.

16 Gestão de Produtos Os produtos, na fase de declínio, inclinam a consumir uma parcela sem proporção do tempo de administração e recursos financeiros referentes ao seu valor futuro. Sintetizando Em cada oferta, a empresa precisa desenvolver uma estratégia de ciclo de vida do produto. Todo produto apresenta um ciclo de vida assinalado por um conjunto de problemas e oportunidades em permanente mudança. O ciclo principia com o estágio de desenvolvimento do produto, quando a empresa verifica e desenvolve a ideia de um novo produto. Essa ideia, quando levada para frente, ingressa no canal de distribuição, anunciando o estágio de introdução, caracterizado por um aumento lento e lucros pequenos. Caso o produto apresente sucesso, o produto entra no estágio de crescimento, com acelerado aumento das vendas e dos lucros. Logo, surge o estágio de maturidade, onde o crescimento das vendas fica lento e os lucros se consolidam. Por fim, o produto entra no estágio de declínio, quando as vendas e os lucros diminuem. O trabalho da empresa, nesse estágio, é localizar o declínio e determinar se o produto precisa ser sustentado ou retirado de linha. Na gestão de produtos, o desempenho de marketing incide em orientar e administrar totalmente todos os processos que a gestão de produtos compartilha nas diversas áreas de marketing (pesquisa de mercado, planejamento de produto, determinação de preços, propaganda, promoção de vendas e distribuição), como responsável por um produto determinado. A seguir as funções principais da gestão de produtos (MATTAR; SANTOS, 2003, p ): 17

17 Vera Lúcia Perini 1.5 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a), Neste capítulo estudamos Componentes do Produto. Esse componente do composto de marketing é responsável por definir o produto que o cliente quer. Na ótica do marketing, demonstra a importância que é a percepção de que os consumidores não compram produtos por suas características físicas, e sim pelos benefícios ou a vantagem para o consumidor. Vamos, agora, avaliar a sua aprendizagem. 1.6 Atividades Propostas 1. Podemos considerar Benefício Central no seguinte nível: 2. Conforme Kotler (2000), a classificação de bens de consumo, através do uso, segue: 18

18 2 CARACTERÍSTICAS DOS SERVIÇOS Caro(a) aluno(a), Intangibilidade Neste capítulo, trataremos de características dos serviços. Vamos iniciar a discussão? A tendência do marketing atual, porém são os serviços que conduzem a economia presente. Para Lovelock e Wright (2006, p. 3), Os serviços estão passando por uma mudança quase revolucionária, que afeta drasticamente o modo como vivemos e trabalhamos. Novos serviços são lançados continuamente para satisfazer nossas necessidades existentes e outras nem sabíamos que tínhamos. Há menos de dez anos, poucas pessoas preveriam a necessidade de , serviços bancários on-line, hospedagem de sites na Web e muitos outros serviços. Hoje, muitos de nós achamos que não podemos passar sem eles. Transformações semelhantes estão ocorrendo em mercados business-to-business. Atenção As quatro características essenciais dos serviços são: intangibilidade, heterogeneidade (ou variabilidade), inseparabilidade e perecibilidade. Vamos entender esses conceitos mais profundamente, através das várias definições que a literatura oferece: Definições: Segundo Lovelock e Wright (2002, p. 17), a qualidade de intangível é descrito como sendo algo que é experimentado, mas não pode ser tocado ou preservado. Assim, esses autores explicam que os produtos dos serviços são, basicamente, realizações intangíveis, e complementam: Nos serviços, os benefícios advêm da natureza da realização. A noção de serviço como realização que não pode ser tocada ou embrulhada e carregada leva a uma metáfora teatral para a administração de serviços: visualizar a entrega do serviço semelhantemente à encenação de uma peça, tendo o pessoal de serviços como atores e os clientes como plateia. De acordo com Hoffman e Bateson (2003, p. 31): Intangibilidade: Uma característica peculiar dos serviços que os torna incapazes de serem tocados ou sentidos da mesma maneira que os bens físicos. Conforme Kotler (2000, p. 450): Os serviços são intangíveis. Ao contrário dos produtos físicos, eles não podem ser vistos, sentidos, ouvidos, cheirados ou provados, antes de serem adquiridos. Ou seja, não há nada físico, que possa ser avaliado pelos sentidos, que sirva de referência prévia ao uso do serviço. Não como avaliar o resultado de um corte de cabelo antes de ser executado. Essa impossibilidade de antever o serviço pode causar insegurança ou incerteza sobre o resultado final do que o consumidor está comprando. Para reduzir esta incerteza, Kotler (2000, p. 450) 19

19 Vera Lúcia Perini afirma: os compradores procurarão por sinais ou evidências da qualidade do serviço Essas evidências se cristalizam, quando o consumidor analisa as instalações e equipamentos, os profissionais, a comunicação visual e o material promocional e mesmo o preço dos serviços. Heterogeneidade ou Variabilidade Definições: Hoffman e Bateson (2003, p. 43) descrevem: Característica peculiar dos serviços que reflete a variação de consistência de uma transação de serviço para a seguinte. Kotler (2000, p. 452) também explica por que os serviços são altamente variáveis: pelo fato de dependerem de quem os fornece, além de onde e quando são fornecidos. (grifos nossos). Hoffman e Bateson (2003, p. 43) alistam os problemas clássicos causados pela heterogeneidade dos serviços: a dificuldade de obter padronização e controle de qualidade dos serviços, uma vez que os funcionários envolvidos com a prestação de serviços tem personalidades diferentes e, portanto, pode interagir com os clientes também de modo diferente. Isso significa que o melhor produto, mesmo apresentado pelo melhor funcionário pode oferecer uma percepção inadequada para o cliente, se esse funcionário estiver em um dia difícil. Inseparabilidade Definições: Kotler (2000, p. 451) define que: [...] de modo geral, os serviços são produzidos e consumidos simultaneamente. Além disso, a pessoa encarregada de prestar o serviço é parte dele. Como o cliente também está presente enquanto o serviço é executado, a interação prestador de serviços cliente é uma característica especial do marketing de serviços. Tanto o prestador de serviços quanto o cliente afetam o resultado. Hoffman e Bateson (2003, p. 35) definem: Característica distinta de serviços que reflete as interconexões entre o provedor de serviços, o cliente envolvido no recebimento do serviço e outros clientes que compartilham a experiência de serviço. Em outras palavras, é praticamente impossível separar a prestação de serviço (o fornecedor) de quem a obtém (o cliente). Um exemplo apresentado por vários autores, que mostra a importância da presença do prestador de serviços, é o de artistas em seus shows. Nesses casos, a preferência dos clientes (ou seja, os fãs) torna o prestador de serviços (ou seja, o artista) insubstituível. Problemas de marketing causados pela inseparabilidade Hoffman e Bateson (2003, p. 46) explicam os maiores problemas causados pela inseparabilidade: conexão física do provedor de serviços com o serviço prestado, o envolvimento do cliente no processo de produção de serviço e o envolvimento de outros clientes no processo de prestação do serviço. Perecibilidade Definições: Hoffman e Bateson (2003, p. 45): Característica peculiar dos serviços que não permite que eles sejam guardados, nem estocados, nem a capacidade não usada pode ser recuperada. Kotler (2000, p. 453): Serviços não podem ser estocados. Assim, o serviço perece, ou seja, desaparece, ao final de sua prestação ao cliente. Não é possível estocar massagens, por exemplo. Problemas de marketing causados pela perecibilidade Hoffman e Bateson (2003, p. 46) descrevem os principais problemas: demanda maior do que a 20

20 Gestão de Produtos oferta máxima disponível, demanda maior do que o nível ótimo de oferta, demanda menor do que o nível ótimo de oferta, e demanda e oferta em níveis ótimos. Saiba mais Mais um aspecto respeitável do serviço ao cliente é apresentar aos seus clientes um modo fácil de chegar até você para fazer perguntas ou suporte. 2.1 Categorias do Mix de Serviços Conforme Kotler e Keller (2006), os serviços podem ser classificados em cinco categorias, ou seja: bem tangível, bem tangível associado a serviços, híbridos, serviço principal associado a bens ou serviços secundários e serviço puro. Vamos compreendê-los melhor: Bem tangível É o produto físico, ao qual não há qualquer tipo de serviço associado ou agregado. Exemplo: açúcar, sabão em pedra, caneta etc. Bem tangível associado a serviços Quando o produto físico está associado a um ou mais serviços. O autor Levitt (apud KOTLER, 2000, p. 440) afirma: Quanto mais tecnologicamente sofisticado é o produto, mais as suas vendas dependem da qualidade e da disponibilidade de serviços ao consumidor. O autor também dá os exemplos de bens tangíveis coligados a serviços como sendo: carros e computadores. Além disso, elucida quais serviços estão associados a esses bens físicos, tais como: showrooms, assistência técnica, instruções de uso, garantia etc. Híbridos Quando o produto físico está equilibrado com a oferta de serviços, isto é, onde não dá para separar bem físico dos serviços envolvidos. Kotler (2000) cita um bom exemplo: restaurantes, uma vez que o consumidor é atraído tanto pelo bem físico, ou seja, a comida e bebida, quanto pelo serviço, que é composto por: atendimento, a oferta de variedades de pratos, o ambiente etc. Serviço principal associado a bens ou serviços secundários Como Kotler (2000, p. 449) exemplifica, de maneira bem didática: passageiros de companhias aéreas compram o serviço de transporte. Estão incluídos na viagem alguns itens tangíveis, como comidas e bebidas, o canhoto da passagem e a revista de bordo. A execução do serviço requer a operação de um bem extremamente caro uma aeronave mas o item principal é o serviço. Outro exemplo poderia ser o de exames clínicos de alta complexidade, tal como o de Ressonância Magnética, onde o serviço principal, ou seja, o diagnóstico, envolve serviços secundários, tais como o agendamento e a recepção, e o bem físico é o relatório final e as chapas (filmes) do exame. Serviço puro Quando é oferecido somente o serviço, sem envolvimento de bens físicos, tal como, por exemplo: balcão de informações, segurança noturna, massagem, assistência psicológica etc. Concluindo essas definições, os autores Hoffman e Bateson (2003) apoiam a descrição de outro 21

Gestão de Mercados e Estratégia de Marketing Administrando o Composto de Marketing: Os 4P s Aula 3

Gestão de Mercados e Estratégia de Marketing Administrando o Composto de Marketing: Os 4P s Aula 3 Gestão de Mercados e Estratégia de Marketing Administrando o Composto de Marketing: Os 4P s Aula 3 Prof. Me. Dennys Eduardo Rossetto. Objetivos da Aula 1. O composto de marketing. 2. Administração do P

Leia mais

Marketing Prof. Raimundo Donizete de Camargo. Marketing de Serviços. Marketing de Serviços. Marketing de Serviços

Marketing Prof. Raimundo Donizete de Camargo. Marketing de Serviços. Marketing de Serviços. Marketing de Serviços Marketing Prof. Raimundo Donizete de Camargo Objetivos Definir ; Conhecer as diferenças básicas entre Produtos (Bens e Serviços); Analisar uma visão geral do Setor de Serviços; Conhecer o processo de Prestação

Leia mais

Marketing Empresarial MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE

Marketing Empresarial MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE Marketing Empresarial Capítulo 1 Marketing: uma introdução Introdução ao Marketing O que é Marketing Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes às relações de troca,

Leia mais

MARKETING EMPRESARIAL MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE

MARKETING EMPRESARIAL MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO E SUSTENTABILIDADE Marketing: uma introdução Introdução ao Marketing O que é Marketing Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes às relações

Leia mais

Marketing de Serviços e de Relacionamento. MBA em Gestão de Marketing Prof.: Alice Selles

Marketing de Serviços e de Relacionamento. MBA em Gestão de Marketing Prof.: Alice Selles Marketing de Serviços e de Relacionamento MBA em Gestão de Marketing Prof.: Alice Selles Conteúdo programático Os fundamentos do Marketing de serviços O comportamento do consumidor nos serviços As expectativas

Leia mais

A Importância do Marketing nos Serviços da. Área de Saúde - Estratégias utilizadas para fidelizar o cliente

A Importância do Marketing nos Serviços da. Área de Saúde - Estratégias utilizadas para fidelizar o cliente A Importância do Marketing nos Serviços da Área de Saúde - Estratégias utilizadas para fidelizar o cliente Hellen Souza¹ Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS RESUMO Este artigo aborda a importância

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade I GERENCIAMENTO

Prof. Marcelo Mello. Unidade I GERENCIAMENTO Prof. Marcelo Mello Unidade I GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS Objetivos gerenciamento de serviços Utilizar modelos de gestão e desenvolvimento voltados para o segmento de prestação de serviços em empresas de

Leia mais

1- O que é um Plano de Marketing?

1- O que é um Plano de Marketing? 1- O que é um Plano de Marketing? 2.1-1ª etapa: Planejamento Um Plano de Marketing é um documento que detalha as ações necessárias para atingir um ou mais objetivos de marketing, adaptando-se a mudanças

Leia mais

Os 4 P s. P de PRODUTO

Os 4 P s. P de PRODUTO Os 4 P s P de PRODUTO O que é um Produto? Produto é algo que possa ser oferecido a um mercado para aquisição, uso ou consumo e que possa satisfazer a um desejo ou necessidade. Os produtos vão além de bens

Leia mais

Curso de Graduação em Administração. Administração da Produção e Operações I

Curso de Graduação em Administração. Administração da Produção e Operações I Curso de Graduação em Administração Administração da Produção e Operações I 3º Encontro - 24/02/2012 18:50 às 20:30h 02 Matar um elefante é fácil. Difícil é remover o cadáver. (Mikhail Gorbachev Estadista

Leia mais

MARKETING ESTRATÉGICO

MARKETING ESTRATÉGICO MARKETING ESTRATÉGICO Os 4 Ps CONCEITO DE PRODUTO E SERVIÇO Um produto é algo que pode ser oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo. Serviço é qualquer ato ou desempenho, essencialmente

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) «

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) « CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) «21. É falacioso falar que o marketing é filho do capitalismo e, portanto, apenas ajudaria a concentrar a renda satisfazendo necessidades supérfluas

Leia mais

PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO ANEXO

PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO ANEXO PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO ANEXO Plano de Ação Estratégico Estratégias empresariais Anexo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEBRAE Unidade de Capacitação Empresarial Estratégias

Leia mais

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes Unidade IV Marketing Profª. Daniela Menezes Comunicação (Promoção) Mais do que ter uma ideia e desenvolver um produto com qualidade superior é preciso comunicar a seus clientes que o produto e/ ou serviço

Leia mais

ESTRATÉGIA COMPETITIVA. Michael E. Porter

ESTRATÉGIA COMPETITIVA. Michael E. Porter ESTRATÉGIA COMPETITIVA Michael E. Porter 1. A NATUREZA DAS FORÇAS COMPETITIVAS DE UMA EMPRESA 2. ESTRATEGIAS DE CRESCIMENTO E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS 3. O CONCEITO DA CADEIA DE VALOR 1 1. A NATUREZA DAS

Leia mais

MARKETING NAATIVIDADE TURÍSTICA

MARKETING NAATIVIDADE TURÍSTICA MARKETING NAATIVIDADE TURÍSTICA Mestre em turismo e hotelaria-univali Professora do curso de turismo da Universidade de Uberaba-MG Trata-se nesse artigo da teoria e da prática do marketing no turismo.

Leia mais

Considerando que a pesquisa mercadológica é uma ferramenta de orientação para as decisões das empresas, assinale a opção correta.

Considerando que a pesquisa mercadológica é uma ferramenta de orientação para as decisões das empresas, assinale a opção correta. ESPE/Un SERE plicação: 2014 Nas questões a seguir, marque, para cada uma, a única opção correta, de acordo com o respectivo comando. Para as devidas marcações, use a Folha de Respostas, único documento

Leia mais

MARKETING DESENVOLVIMENTO HUMANO

MARKETING DESENVOLVIMENTO HUMANO MRKETING DESENVOLVIMENTO HUMNO MRKETING rte de conquistar e manter clientes. DESENVOLVIMENTO HUMNO É a ciência e a arte de conquistar e manter clientes e desenvolver relacionamentos lucrativos entre eles.

Leia mais

EMPREENDEDORISMO Marketing

EMPREENDEDORISMO Marketing Gerenciando o Marketing EMPREENDEDORISMO Marketing De nada adianta fabricar um bom produto ou prestar um bom serviço. É preciso saber colocálo no mercado e conseguir convencer as pessoas a comprá-lo. O

Leia mais

O Que é um Produto? Capítulo 8. Produtos, Serviços e Experiências. O Que é um Serviço? Estratégia de Produtos e Serviços

O Que é um Produto? Capítulo 8. Produtos, Serviços e Experiências. O Que é um Serviço? Estratégia de Produtos e Serviços Capítulo 8 Estratégia de Produtos e Serviços 1 O Que é um Produto? Um Produto é algo que pode ser oferecido a um mercado para apreciação, aquisição, uso ou consumo e para satisfazer um desejo ou uma necessidade.

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO MERCADOLÓGICA II

ADMINISTRAÇÃO MERCADOLÓGICA II ADMINISTRAÇÃO MERCADOLÓGICA II Atividades Gerenciais de MKT Produto Testar Novos Produtos; Modificar Atuais; Eliminar; Política de Marcas; Criar Satisfação e Valor; Embalagem. 2 1 Atividades Gerenciais

Leia mais

Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex...

Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex... Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex... (/artigos /carreira/comopermanecercalmosob-pressao /89522/) Carreira Como permanecer calmo sob pressão (/artigos/carreira/como-permanecer-calmosob-pressao/89522/)

Leia mais

Unidade II MARKETING DE VAREJO E. Profa. Cláudia Palladino

Unidade II MARKETING DE VAREJO E. Profa. Cláudia Palladino Unidade II MARKETING DE VAREJO E NEGOCIAÇÃO Profa. Cláudia Palladino Preço em varejo Preço Uma das variáveis mais impactantes em: Competitividade; Volume de vendas; Margens e Lucro; Muitas vezes é o mote

Leia mais

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro.

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. PLANO DE MARKETING Andréa Monticelli Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. 1. CONCEITO Marketing é

Leia mais

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING Sumário Parte um Conceitos e tarefas da administração de marketing CAPITULO I MARKETING PARA 0 SÉCULO XXI A importância do marketing O escopo do marketing 0 que é marketing? Troca e transações A que se

Leia mais

Questões que afetam o Preço

Questões que afetam o Preço Questões que afetam o Preço Este artigo aborda uma variedade de fatores que devem ser considerados ao estabelecer o preço de seu produto ou serviço. Dentre eles, incluem-se o método de precificação, o

Leia mais

GERENCIAMENTO DE CLÍNICAS

GERENCIAMENTO DE CLÍNICAS GERENCIAMENTO DE CLÍNICAS A administração eficiente de qualquer negócio requer alguns requisitos básicos: domínio da tecnologia, uma equipe de trabalho competente, rigoroso controle de qualidade, sistema

Leia mais

BOAS PRÁTICAS NO DIA A DIA DAS CLÍNICAS DE IMAGEM

BOAS PRÁTICAS NO DIA A DIA DAS CLÍNICAS DE IMAGEM BOAS PRÁTICAS NO DIA A DIA DAS CLÍNICAS DE IMAGEM Introdução ÍNDICE Boas práticas no dia a dia das clínicas de imagem A Importância de se estar conectado às tendências As melhores práticas no mercado de

Leia mais

GRADUAÇÃO FTS ADM. EMPRESAS

GRADUAÇÃO FTS ADM. EMPRESAS ADMINISTRAÇÃO MERCADOLOGICA I GRADUAÇÃO FTS ADM. EMPRESAS ADMINISTRAÇÃO MERCADOLOGICA I MARKETING MIX 1. James Culliton (dec. 1940 EUA) que chamava os executivos de liquidificadores (mixers) - materializarem

Leia mais

Gestão de Negócios. Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING

Gestão de Negócios. Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING Gestão de Negócios Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING 3.1- CONCEITOS DE MARKETING Para a American Marketing Association: Marketing é uma função organizacional e um Marketing é uma função organizacional

Leia mais

Objetivo: identificar as variáveis de marketing e os 4 A s; saber da sua utilizaçao

Objetivo: identificar as variáveis de marketing e os 4 A s; saber da sua utilizaçao Objetivo: identificar as variáveis de marketing e os 4 A s; saber da sua utilizaçao 1 Composto de marketing é um conjunto de instrumentos geradores de ações para direcionar a demanda de produtos e realização

Leia mais

XIX CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA 27 de setembro a 01 de outubro de 2010

XIX CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA 27 de setembro a 01 de outubro de 2010 COMPETITIVIDADE SOB A ÓTICA DAS CINCO FORÇAS DE PORTER: UM ESTUDO DE CASO DA EMPRESA OXIFOR OXIGÊNIO FORMIGA LTDA JUSSARA MARIA SILVA RODRIGUES OLIVEIRA 1, LÍVIA COUTO CAMBRAIA 2 RESUMO: Neste trabalho,

Leia mais

Uma indústria mantém estoque de materiais; Um escritório contábil mantém estoque de informações; e

Uma indústria mantém estoque de materiais; Um escritório contábil mantém estoque de informações; e Fascículo 2 Gestão de estoques Segundo Nigel Slack, estoque é definido como a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação. O termo estoque também pode ser usado para descrever

Leia mais

FORMAÇÃO DE PREÇO DE SERVIÇO

FORMAÇÃO DE PREÇO DE SERVIÇO CONTEÚDO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE PREÇO DE SERVIÇO PROMOVIDO PELA www.administrabrasil.com.br - CONCEITO DE PREÇO NOS SERVIÇOS - FATORES DETERMINANTES DOS PREÇOS - ESTRATÉGIAS E ASPECTOS IMPORTANTES PARA

Leia mais

GESTÃO ESTRATÉGICA DE MARKETING

GESTÃO ESTRATÉGICA DE MARKETING GESTÃO ESTRATÉGICA DE MARKETING PÓS-GRADUAÇÃO / FIB-2009 Prof. Paulo Neto O QUE É MARKETING? Marketing: palavra em inglês derivada de market que significa: mercado. Entende-se que a empresa que pratica

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL SIG. Diferença entre relatórios gerados pelo SPT e os gerados pelo SIG

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL SIG. Diferença entre relatórios gerados pelo SPT e os gerados pelo SIG Introdução SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL SIG A finalidade principal de um SIG é ajudar uma organização a atingir as suas metas, fornecendo aos administradores uma visão das operações regulares da empresa,

Leia mais

Análise de Mercado. Análise da Indústria/Setor. Descrição do Segmento de Mercado. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado. josedornelas.com.

Análise de Mercado. Análise da Indústria/Setor. Descrição do Segmento de Mercado. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado. josedornelas.com. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado Análise de Mercado A análise de mercado é um dos componentes do plano de negócios que está relacionado ao marketing da organização. Ela apresenta o entendimento

Leia mais

SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL

SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL 1 SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL 1. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL (SIG) Conjunto integrado de pessoas, procedimentos, banco de dados e dispositivos que suprem os gerentes e os tomadores

Leia mais

Modelo para elaboração do Plano de Negócios

Modelo para elaboração do Plano de Negócios Modelo para elaboração do Plano de Negócios 1- SUMÁRIO EXECUTIVO -Apesar de este tópico aparecer em primeiro lugar no Plano de Negócio, deverá ser escrito por último, pois constitui um resumo geral do

Leia mais

Módulo 12. Estratégias para formação de preços

Módulo 12. Estratégias para formação de preços Módulo 12. Estratégias para formação de preços As decisões de preços estão sujeitas a um conjunto inacreditavelmente complexo de forças ambientais e competitivas. Não existe como uma empresa, simplesmente,

Leia mais

UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CAMPINA GRANDE FACULDADE DE CAMPINA GRANDE-FAC-CG

UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CAMPINA GRANDE FACULDADE DE CAMPINA GRANDE-FAC-CG UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CAMPINA GRANDE FACULDADE DE CAMPINA GRANDE-FAC-CG CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING MÓDULO I 304101 FUNDAMENTOS DE MARKETING Fundamentos do Marketing. Processo de Marketing.

Leia mais

AULA 4 Marketing de Serviços

AULA 4 Marketing de Serviços AULA 4 Marketing de Serviços Mercado Conjunto de todos os compradores reais e potenciais de um produto ou serviço. Trata-se de um sistema amplo e complexo, que envolve: FORNECEDORES CONCORRENTES CLIENTES

Leia mais

INTRODUÇÃO. O trabalho terá a seguinte org2anização: Introdução: apresentação do tema, situação problema, hipótese, e a metodologia utilizada.

INTRODUÇÃO. O trabalho terá a seguinte org2anização: Introdução: apresentação do tema, situação problema, hipótese, e a metodologia utilizada. INTRODUÇÃO Todas as empresas, com ou sem fins lucrativos, estabelecem um preço para seus produtos. Mas como estabelecer este preço? Quais os fatores que influenciam no estabelecimento do preço?. De forma

Leia mais

INTRODUÇÃO AO TRADE MARKETING Fazendo a diferença no Ponto de Venda. www.pdvativo.com.br

INTRODUÇÃO AO TRADE MARKETING Fazendo a diferença no Ponto de Venda. www.pdvativo.com.br Fazendo a diferença no Ponto de Venda EBOOK Sumário Revisão O que é Trade Marketing? Entenda o Comportamento de Compra do Consumidor O que é Merchandising? Revisão Para entender sobre Trade Marketing devemos

Leia mais

Atendimento Marketing. Ricardo M. Rico Nunes

Atendimento Marketing. Ricardo M. Rico Nunes Atendimento Marketing Ricardo M. Rico Nunes Conceito Marketing Processo pelo qual se planeja e efetua a concepção, a fixação de preço, a promoção e a distribuição de idéias, bens e serviços que satisfazem

Leia mais

Marketing de Serviços Parte 02 O envolvimento do cliente em encontros de serviço Os tipos de encontro de serviço

Marketing de Serviços Parte 02 O envolvimento do cliente em encontros de serviço Os tipos de encontro de serviço Marketing de Serviços Parte 02 O envolvimento do cliente em encontros de serviço Os tipos de encontro de serviço Um encontro de serviço é um período de tempo durante o qual clientes interagem diretamente

Leia mais

Resumo Executivo. Modelo de Planejamento. Resumo Executivo. Resumo Executivo. O Produto ou Serviço. O Produto ou Serviço 28/04/2011

Resumo Executivo. Modelo de Planejamento. Resumo Executivo. Resumo Executivo. O Produto ou Serviço. O Produto ou Serviço 28/04/2011 Resumo Executivo Modelo de Planejamento O Resumo Executivo é comumente apontada como a principal seção do planejamento, pois através dele é que se perceberá o conteúdo a seguir o que interessa ou não e,

Leia mais

Modelo de Plano de Negócios

Modelo de Plano de Negócios Modelo de Plano de Negócios COLEÇÃO DEBATES EM ADMINISTRAÇÃO Empreendedorismo Modelo de Plano de Negócios Elaboração Marcelo Marinho Aidar Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) F U N

Leia mais

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado Professora Débora Dado Prof.ª Débora Dado Planejamento das aulas 7 Encontros 19/05 Contextualizando o Séc. XXI: Equipes e Competências 26/05 Competências e Processo de Comunicação 02/06 Processo de Comunicação

Leia mais

Unidade I GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA. Prof. Léo Noronha

Unidade I GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA. Prof. Léo Noronha Unidade I GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA Prof. Léo Noronha A administração de materiais A administração de materiais procura conciliar as necessidades de suprimentos com a otimização dos recursos financeiros

Leia mais

Plataforma da Informação. Finanças

Plataforma da Informação. Finanças Plataforma da Informação Finanças O que é gestão financeira? A área financeira trata dos assuntos relacionados à administração das finanças das organizações. As finanças correspondem ao conjunto de recursos

Leia mais

Conceitos e técnicas. Devem ser contempladas algumas atividades típicas de vendas:

Conceitos e técnicas. Devem ser contempladas algumas atividades típicas de vendas: Administração da equipe de vendas (Neste texto de apoio: Conceitos e técnicas e Plano de ação de vendas) Conceitos e técnicas A correta administração da equipe de vendas é fundamental para o bom desempenho

Leia mais

GUIA ATS INFORMÁTICA: GESTÃO DE ESTOQUE

GUIA ATS INFORMÁTICA: GESTÃO DE ESTOQUE GUIA ATS INFORMÁTICA: GESTÃO DE ESTOQUE SUMÁRIO O que é gestão de estoque...3 Primeiros passos para uma gestão de estoque eficiente...7 Como montar um estoque...12 Otimize a gestão do seu estoque...16

Leia mais

MARKETING: UMA FERRAMENTA DA ADMINISTRAÇÃO APLICADA EM UMA ESCOLA DE INFORMÁTICA DE PEQUENO PORTE

MARKETING: UMA FERRAMENTA DA ADMINISTRAÇÃO APLICADA EM UMA ESCOLA DE INFORMÁTICA DE PEQUENO PORTE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 118 MARKETING: UMA FERRAMENTA DA ADMINISTRAÇÃO APLICADA EM UMA ESCOLA DE INFORMÁTICA DE PEQUENO PORTE Diogo Xavier

Leia mais

Aula 03 Gestão de Marketing

Aula 03 Gestão de Marketing Aula 03 Gestão de Marketing Análise SWOT, Segmentação de Mercado e Mix de Marketing Prof. Marcopolo Marinho Prof. Esp. Marcopolo Marinho Segmentação é a identificação sistemática de conjuntos e subconjuntos

Leia mais

Aula 3 Contextualização

Aula 3 Contextualização Gestão de Marketing Aula 3 Contextualização Profa. Me. Karin Sell Schneider Canais de Distribuição Comunicação Produto é um conjunto de atributos tangíveis e intangíveis, que proporciona benefícios reais

Leia mais

GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH. PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO

GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH. PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO GESTÃO DO NÍVEL DE SERVIÇO E SEGMENTAÇÃO DE MERCADO PARA DIFERENCIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE RH PROFa. EVELISE CZEREPUSZKO O QUE É NÍVEL DE SERVIÇO LOGÍSTICO? É a qualidade com que o fluxo de bens e serviços

Leia mais

Práticas e Procedimentos Básicos de Manutenção Capítulo II Manutenção e Produção

Práticas e Procedimentos Básicos de Manutenção Capítulo II Manutenção e Produção Práticas e Procedimentos Básicos de Manutenção Capítulo II Manutenção e Produção 1 A função Manutenção Política Orçamento Direção Material Pós-venda Sub-contratação Comercial Manutenção Recursos Humanos

Leia mais

Balanced Scorecard. Planejamento Estratégico através do. Curso e- Learning

Balanced Scorecard. Planejamento Estratégico através do. Curso e- Learning Curso e- Learning Planejamento Estratégico através do Balanced Scorecard Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa

Leia mais

Dicas de Gestão para o Empresário do Setor Comércio Varejista

Dicas de Gestão para o Empresário do Setor Comércio Varejista Dicas de Gestão para o Empresário do Setor Comércio Varejista Você conhece o seu cliente? Não poupe esforços e invista no visual da loja Planejamento estratégico Cuide da Saúde Financeira da Sua Empresa

Leia mais

E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing

E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing Questão 01: (ENADE 2009): Um fabricante de sapatos pode usar a mesma marca em duas ou mais linhas de produtos com o objetivo de reduzir os custos de

Leia mais

O Marketing no Setor de Transporte de Cargas: Serviços Intangíveis e Sustentabilidade

O Marketing no Setor de Transporte de Cargas: Serviços Intangíveis e Sustentabilidade Acadêmico Autor: Horácio Braga LALT - Laboratório de Aprendizagem em Logística e Transportes Faculdade de Engenharia Civil - UNICAMP O Marketing no Setor de Transporte de Cargas: Serviços Intangíveis e

Leia mais

ADM 250 capítulo 11 - Slack, Chambers e Johnston

ADM 250 capítulo 11 - Slack, Chambers e Johnston ADM 250 capítulo 11 - Slack, Chambers e Johnston 1 Planejamento e Controle Recursos de entrada a serem transformados Materiais Informação Consumidores AMBIENTE ESTRATÉGIA DE OPERAÇÕES OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

Leia mais

Fiorella Del Bianco. Roteiro para o desenvolvimento de novas ofertas. Posicionamento de produto e de marca

Fiorella Del Bianco. Roteiro para o desenvolvimento de novas ofertas. Posicionamento de produto e de marca Fiorella Del Bianco Roteiro para o desenvolvimento de novas ofertas Tema: Passos e estratégias mercadológicas para o desenvolvimento de novas ofertas (DNO). Objetivo: Esta aula visa apresentar os últimos

Leia mais

GESTÃO DE MARKETING RECAPITULANDO. Prof. Marcopolo Marinho

GESTÃO DE MARKETING RECAPITULANDO. Prof. Marcopolo Marinho GESTÃO DE MARKETING RECAPITULANDO Prof. Marcopolo Marinho Marketing: É a área do conhecimento que engloba todas as atividades referente às relações de troca de bens entre pessoas ou instituições, buscando

Leia mais

Administração das Operações Produtivas

Administração das Operações Produtivas UNIP UNIVERSIDADE PAULISTA ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS Administração das Operações Produtivas Prof. Rodolpho Antonio Mendonça WILMERS São Paulo 2011 Administração das Operações Produtivas Introdução Nada

Leia mais

Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo

Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo Estudo de viabilidade As perguntas seguintes terão que ser respondidas durante a apresentação dos resultados do estudo de viabilidade e da pesquisa de campo FOFA.

Leia mais

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO FACILIDADES EMPRESARIAIS - ESCRITÓRIO VIRTUAL

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO FACILIDADES EMPRESARIAIS - ESCRITÓRIO VIRTUAL OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO FACILIDADES EMPRESARIAIS - ESCRITÓRIO VIRTUAL 2009 SEBRAE-DF Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta

Leia mais

Como lutar em uma guerra de preços

Como lutar em uma guerra de preços Como lutar em uma guerra de preços Juliana Kircher Macroplan Prospectiva, Estratégia e Gestão Julho de 2006 Guerras de preços já são fatos concretos que ocorrem frequentemente em todos os mercados, seja

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA para FICAR NO Azul

GESTÃO FINANCEIRA para FICAR NO Azul GESTÃO FINANCEIRA para ficar no azul índice 03 Introdução 04 Capítulo 1 O que é gestão financeira? 06 Capítulo 2 Gestão financeira e tomada de decisões 11 13 18 Capítulo 3 Como projetar seu fluxo financeiro

Leia mais

SKF é uma marca comercial registrada do Grupo SKF.

SKF é uma marca comercial registrada do Grupo SKF. SKF é uma marca comercial registrada do Grupo SKF. SKF 2011 Os direitos autorais desta publicação pertencem ao editor e seu conteúdo não pode ser reproduzido (mesmo em parte) sem uma permissão por escrito.

Leia mais

Logística e Distribuição

Logística e Distribuição Logística e Distribuição 02 Disciplina: LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO Plano de curso PLANO DE CURSO Objetivos Proporcionar aos alunos os conhecimentos básicos sobre logística e distribuição como elemento essencial

Leia mais

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES Por cerca de 50 anos, a série Boletim Verde descreve como a John Deere conduz os negócios e coloca seus valores em prática. Os boletins eram guias para os julgamentos e as

Leia mais

ANÁLISE DA QUALIDADE DE SERVIÇO PERCEBIDA: aplicação do modelo SERVQUAL em uma Instituição de Ensino.

ANÁLISE DA QUALIDADE DE SERVIÇO PERCEBIDA: aplicação do modelo SERVQUAL em uma Instituição de Ensino. 1 ANÁLISE DA QUALIDADE DE SERVIÇO PERCEBIDA: aplicação do modelo SERVQUAL em uma Instituição de Ensino. RESUMO Camila Rezende Bambirra 1 Ronaldo Maciel Guimarães 2 Este artigo tem como objetivo Identificar

Leia mais

Conceito de Marketing Considerações Preliminares Atendimento

Conceito de Marketing Considerações Preliminares Atendimento Conceito de Marketing Considerações Preliminares Atendimento Metodologia de Ensino 1) Noções de Marketing 2) Marketing de Serviço 3) Marketing de Relacionamento 1 2 1) Noções de Marketing 3 4 5 6 www.lacconcursos.com.br

Leia mais

Rentabilidade em Food Service

Rentabilidade em Food Service Rentabilidade 6 passos para tornar sua franquia mais lucrativa Seja bem-vindo ao e-book da Linx. Aqui estão reunidos os principais caminhos para o aumento da rentabilidade em operações de fast food. São

Leia mais

A importância de personalizar a sua loja virtual

A importância de personalizar a sua loja virtual A importância de personalizar a sua loja virtual Ter uma loja virtual de sucesso é o sonho de muitos empresários que avançam por esse nicho econômico. Porém, como as lojas virtuais são mais baratas e mais

Leia mais

EMPREENDIMENTO COMERCIAL: QUAL O MELHOR CAMINHO A SEGUIR EM SEUS MOMENTOS INICIAIS? RESUMO

EMPREENDIMENTO COMERCIAL: QUAL O MELHOR CAMINHO A SEGUIR EM SEUS MOMENTOS INICIAIS? RESUMO FÁBIO RODRIGO DE ARAÚJO VALOIS Discente do Curso de Ciências Contábeis - UFPA RESUMO Não é de uma hora pra outra que um comerciante abre as portas de seu empreendimento. Se fizer deste modo, com certeza

Leia mais

A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras

A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras Medição do desempenho na cadeia de suprimentos Medição do desempenho Sob a perspectiva da gestão da produção, o desempenho pode ser definido

Leia mais

Sistemas Empresariais. Capítulo 3: Sistemas de Negócios. Colaboração SPT SIG

Sistemas Empresariais. Capítulo 3: Sistemas de Negócios. Colaboração SPT SIG Capítulo 3: Sistemas de Negócios Colaboração SPT SIG Objetivos do Capítulo Explicar como os SI empresariais podem apoiar as necessidades de informação de executivos, gerentes e profissionais de empresas.

Leia mais

Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais

Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais Capítulo 3: Sistemas de Apoio Gerenciais Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais Objetivos do Capítulo Explicar como os SI empresariais podem apoiar as necessidades de informação de executivos,

Leia mais

GESTÃO DE PREÇOS E CUSTOS 1 GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS CONCEITOS BÁSICOS HHJ 1

GESTÃO DE PREÇOS E CUSTOS 1 GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS CONCEITOS BÁSICOS HHJ 1 GESTÃO DE PREÇOS E CUSTOS CONTEÚDO DO CURSO 1 - Gestão Estratégica de Custos 2 - Planejamento Tributário 3 - Custos para tomada de decisão 4 - Formação de Preços 5 Margem de segurança Só conseguimos gerir

Leia mais

Orçamento Empresarial

Orçamento Empresarial Orçamento Empresarial Definição Instrumento que traz a definição quantitativa dos objetivos e o detalhamento dos fatores necessários para atingi -los, assim como o controle do desempenho. Permite acompanhar

Leia mais

UNIMEP MBA em Gestão e Negócios

UNIMEP MBA em Gestão e Negócios UNIMEP MBA em Gestão e Negócios Módulo: Sistemas de Informações Gerenciais Aula 4 TI com foco nos Negócios: Áreas envolvidas (Parte II) Flávio I. Callegari www.flaviocallegari.pro.br O perfil do profissional

Leia mais

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos?

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos? Fascículo 5 A medição do desempenho na cadeia de suprimentos Com o surgimento das cadeias de suprimento (Supply Chain), a competição no mercado tende a ocorrer cada vez mais entre cadeias produtivas e

Leia mais

Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas?

Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas? Metas e Objetivos Muito se confunde a respeito destes dois conceitos quando se faz um planejamento estratégico do negócio. A diferença entre Meta e Objetivo, no entanto, é bastante clara como será apresentada

Leia mais

A confluência dos vídeos e a Internet

A confluência dos vídeos e a Internet WHITEPAPER A confluência dos vídeos e a Internet Por que sua empresa deveria investir em vídeos em 2013 e como a Construção Civil pode utilizar os vídeos como diferencial competitivo. 1 Saiba como os vídeos

Leia mais

Capítulo 19 - RESUMO

Capítulo 19 - RESUMO Capítulo 19 - RESUMO Considerado como sendo um dos principais teóricos da área de marketing, Philip Kotler vem abordando assuntos referentes a esse fenômeno americano chamado marketing social, desde a

Leia mais

PREÇO PSICOLÓGICO COMO ESTRATÉGIA DE MARKETING

PREÇO PSICOLÓGICO COMO ESTRATÉGIA DE MARKETING PREÇO PSICOLÓGICO COMO ESTRATÉGIA DE MARKETING César Augusto de Albuquerque ARAÚJO (1) (1) Instituto Federal do Maranhão (IFMA/Campus-Buriticupu), Rua Dep.Gastão Vieira, 1000-Vila Mansueto; Buriticupu-MA;

Leia mais

MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA

MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA Há muito se discute que o mercado de farmácias é ambiente competitivo e que a atividade vem exigindo profissionalismo para a administração de seus processos, recursos e pessoal.

Leia mais

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce).

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). A natureza global da tecnologia, a oportunidade de atingir

Leia mais

FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING. Professor: Arlindo Neto

FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING. Professor: Arlindo Neto FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING Professor: Arlindo Neto Competências a serem trabalhadas GESTÃO DE MARKETING PUBLICIDADE E PROPAGANDA GESTÃO COMERCIAL FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM

Leia mais

PROMOÇÃO DE VENDAS. O problema da Dona Cida resume-se em aumentar as vendas de sua loja e ao mesmo tempo, acabar com alguns estoques indesejáveis.

PROMOÇÃO DE VENDAS. O problema da Dona Cida resume-se em aumentar as vendas de sua loja e ao mesmo tempo, acabar com alguns estoques indesejáveis. 1 PROMOÇÃO DE VENDAS Constituída há pouco mais de dois anos, a loja de confecções da Dona Cida já possuía uma boa clientela, porém ela acreditava que ainda poderia crescer bastante. Assim, tinha na prateleira

Leia mais

Programa de Capacitação em Gestão da Responsabilidade Social Empresarial e Desenvolvimento PETROBRÁS

Programa de Capacitação em Gestão da Responsabilidade Social Empresarial e Desenvolvimento PETROBRÁS Programa de Capacitação em Gestão da Responsabilidade Social Empresarial e Desenvolvimento PETROBRÁS OFICINA 2 Professora: Izabel Portela izabel@institutoiris.org.br Novembro - 2007 1 M A R K E T I N G

Leia mais

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO E-COMMERCE - FLORICULTURA VIRTUAL

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO E-COMMERCE - FLORICULTURA VIRTUAL OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO E-COMMERCE - FLORICULTURA VIRTUAL 2009 SEBRAE-DF Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação

Leia mais

intangível e o Gestão de Negócios Eletrônicos em Empresas Informativas Entendendo Entendendo www.ricardoalmeida.adm.br

intangível e o Gestão de Negócios Eletrônicos em Empresas Informativas Entendendo Entendendo www.ricardoalmeida.adm.br Gestão de Negócios Eletrônicos em Empresas Informativas www.ricardoalmeida.adm.br ricardoalmeida@ricardoalmeida.adm.br Apoio: Entendendo É difícil definir o termo serviço o porque, invariavelmente, ele

Leia mais

ESTUDO DE ÓTICAS 2014 MERCADO, VAREJISTAS E CLIENTES

ESTUDO DE ÓTICAS 2014 MERCADO, VAREJISTAS E CLIENTES ESTUDO DE ÓTICAS 2014 MERCADO, VAREJISTAS E CLIENTES VAREJISTAS E CLIENTES PESQUISA DE MERCADO - MÉTODO E AMOSTRA 2012 350 entrevistas com gerentes e proprietários de óticas 2014 541 entrevistas com gerentes

Leia mais

MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional.

MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional. Empresa MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional. Nossa filosofia e oferecer ferramentas de gestão focadas na

Leia mais

Apresentação para Representantes. www.puro3d.com.br

Apresentação para Representantes. www.puro3d.com.br Apresentação para Representantes www.puro3d.com.br Puro 3D - Resumo Somos focados em desenvolver Games, Vídeos, Sites, Maquete Virtual, Transmídia, Produtos, Protótipos 3D, Design e Comerciais para Empresas

Leia mais

SECOVI SIMPLIFICANDO O MARKETING SERVIÇOS

SECOVI SIMPLIFICANDO O MARKETING SERVIÇOS SECOVI SIMPLIFICANDO O MARKETING SERVIÇOS Marketing O que é para você? Como se faz? Quais os pontos chaves? Quais as maiores dificuldades? Marketing Vendas? Promoção? Publicidade? Marketing Simplificar

Leia mais