Projeto de Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde

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1 PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (Opas/OMS) SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE SAS MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASIL série técnica Projeto de Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde 7

2 APRESENTAÇÃO A Organização Pan-Americana da Saúde Opas, exercendo sua atribuição de apoiar um sistema de saúde democrático, integral e equânime, entende que a concretização desta ação, no Brasil, é direcionada ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste sentido, a missão da Opas no Brasil, um país de extensão continental e com um sistema de saúde em processo de permanente construção, requer um exercício contínuo da gestão do conhecimento, que permita a troca de experiências e a reflexão crítica e criativa sobre ações inovadoras, visando a melhoria de políticas e serviços públicos de saúde. Assim, o Projeto de Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde/Opas apresenta a Série Técnica como uma das atividades de gestão do conhecimento, necessária à construção e à consolidação deste sistema de saúde. Esta Série Técnica se propõe divulgar documentos analíticos, relatórios de reuniões e seminários, pesquisas e estudos originais que fortaleçam o debate de questões relevantes, buscando destacar processos de formulação e implementação de políticas públicas para a melhoria da qualidade da atenção à saúde individual e coletiva, a redução de desigualdades e o alcance da eqüidade. Brindamos a comunidade de saúde pública do país e da Região das Américas com esta publicação. Esperamos que possa se tornar um espaço vivo de apoio à construção do SUS no Brasil e que proporcione visibilidade e acesso aos produtos concretos advindos da Cooperação Técnica da Opas. Sigamos avançando na conquista pela qualidade de vida e saúde da população.

3 PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS/OMS) SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE SAS MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASIL série técnica Projeto de Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde METODOLOGIA PARA ANÁLISES FUNCIONAIS DA GESTÃO DE SISTEMAS E REDES DE SERVIÇOS DE SAÚDE NO BRASIL 7 BRASÍLIA DF 2003

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5 Organização Pan-Americana da Saúde OPAS Organização Mundial de Saúde OMS Ministério da Saúde do Brasil Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva NESCON/FM/UFMG METODOLOGIA PARA ANÁLISES FUNCIONAIS DA GESTÃO DE SISTEMAS E REDES DE SERVIÇOS DE SAÚDE NO BRASIL Conceição Aparecida Pereira Rezende Especialista em Saúde Pública e em Direito Sanitário Maria Passos Barcala Peixoto Especialista em Saúde Pública Série Técnica Projeto de Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde, 7 Brasília DF 2003

6 Elaboração, distribuição e informações Organização Pan-Americana da Saúde Organização Mundial da Saúde Setor de Embaixadas Norte, Brasília DF Projeto de Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde/OPAS 1. Coordenador do Projeto Júlio Manuel Suárez 2. Conselho editorial Juan Seclen Luciana Chagas Luisa Guimarães Rosa Maria Silvestre 3. Apoio técnico e administrativo: Luciana de Deus Chagas Rosa Maria Silvestre 4. Normalização Fernanda Nahuz Leila Barros Luciana dos Santos Revisão Manoel Rodrigues Pereira Neto Capa, Projeto Gráfico e DTP Wagner Soares da Silva Tiragem: exemplares Ficha catalográfica elaborada pelo Centro de Documentação da Organização Pan-Americana da Saúde Representação do Brasil 2003 Organização Pan-Americana da Saúde Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução total ou parcial desta obra, desde que seja citada a fonte e não seja para venda ou qualquer fim comercial.as opiniões expressas no documento por autores denominados são de sua inteira responsabilidade.

7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Análise funcional da gestão do sistema de saúde Figura 2 Sistemas de referência e contra-referência da rede de atenção à saúde... 87

8 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Exemplo de índice de dependência por procedência de pacientes atendidos por tipo de serviço Quadro 2 - Exemplo de índice de dependência por procedência e quantitativo de pacientes atendidos por município de atendimento Quadro 3 - Exemplo de projeção de população/área de abrangência Quadro 4 Alguns sistemas de informações nacionais Quadro 5 Fatores condicionantes de saúde Quadro 6 Medidas do agravo em saúde Quadro 7 Análise do Sistema de Saúde em Goiás, 1999: resumo de indicadores demográficos Quadro 8 Anos potenciais de vida perdidos por 1000 há de 1 a 69 anos, 1996-Goiás, por grupos de causas Quadro 9 Despesas realizadas por origem dos recursos Quadro 10 Sistemas de informações nacionais Quadro 11 Unidades ambulatoriais e hospitalares cadastradas no SUS/Goiás por tipo de gestão Quadro 12 Serviços de saúde cadastrados no SUS/Goiás por macroregião de saúde Quadro 13 Recursos ambulatoriais e leitos hospitalares por macroregião de saúde no SUS/Goiás Quadro 14 Serviços ambulatoriais cadastrados no SUS/Goiás por nível de atenção Quadro 15 Composição de recursos humanos e disponibilidade de horas semanais por região de saúde Quadro 16 Composição de recursos humanos e disponibilidade de horas semanaisna região A por tipo de serviço Quadro 17 Quadro-resumo da produção de ações finais e intermediárias ambulatoriais série histórica SUS/Goiás, 1996 a

9 Quadro 18 - Quadro-resumo da produção anual de ações finais internações série histórica por macroregião - SUS/Goiás, 1996 a Quadro 19 Série histórica produção anual de internações no SUS/Goiás por especialidade, Quadro 20 Comparativo entres as referências programadas e os pacientes atendidos por tipo de serviço Quadro 21 Coeficiente de atendimento por tipo de serviço na região A Quadro 22 Coeficientes técnicos na unidade de apoio clínico terapêutico pavilhões cirúrgicos Chile, Quadro 23 Coeficientes de utilização de consultórios no SUS/Goiás período: Quadro 24 Coeficientes técnicos da unidade de apoio clínico terapêutico: pavilhões cirúrgicos Chile Quadro 25 Taxa de exames por cada 100 pacientes atendidos no SUS/Goiás, por macroregião Quadro 26 Coeficientes de consultas médicas, atenção à urgência e a grupos específicos no SUS/Goiás, por macroregião Quadro 27 Taxa de internação/1.000 habitantes por especialidade e macroregião no SUS/Goiás Quadro 28 Tipos básicos de indicadores Quadro 29 Taxas de utilização de serviços ambulatoriais e hospitalares Quadro 30 Exemplo de tipos de ações a serem consideradas na caracterização da oferta de ações básicas de saúde Quadro 31 Resumo da oferta de ações básicas por região de saúde Quadro 32 Resumo da oferta de internações por especialidades e por região de saúde Quadro 33 Exemplo de análise da oferta taxas de atendimento/habitantes segundo tipo de atenção por região de saúde Quadro 34 Taxas de internações/1.000 habitantes por clínica e região de saúde..105 Quadro 35 Análise da oferta de ações básicas por região de saúde...107

10 Quadro 36 Parâmetros de atenção do Programa Materno-Infantil Quadro 37 Exemplo de cálculo da demanda de controles de pré-natal Quadro 38 Taxa de atendimento de urgência, pré-natal, atenção à criança e à mulher por região de saúde Quadro 39 Cálculo da demanda de consultas de pré-natal por região de saúde Quadro 40 Resumo de demanda de ações básicas de saúde por região de saúde Quadro 41 Resumo de demanda de internações hospitalares por especialidade e região de saúde Quadro 42 Relação oferta X demanda de consultas ambulatoriais de ações básicas de saúde por região de saúde Quadro 43 Otimização da oferta na atenção ambulatorial básica Quadro 44 Exemplo de balanço oferta X demanda hospitalização clínica médica por região de saúde Quadro 45 Demanda de exames de patologia clínica e exames radiológicos por região de saúde Quadro 46 Relação oferta X demanda de exames de patologia clínica por região de saúde Quadro 47- Relação oferta X demanda de exames radiológicos por região de saúde Quadro 48 Exemplo de seleção de alternativas Quadro 49 Ficha básica de um projeto...146

11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Estrutura demográfica de uma população Tabela 2 Unidades ambulatoriais de leitos hospitalares cadastrados no SUS/Goiás segundo a natureza jurídica dos prestadores Tabela 3 Produção ambulatorial no SUS/Goiás por natureza jurídica dos prestadores de serviços, Tabela 4 Produção hospitalar do SUS/Goiás por natureza jurídica dos prestadores de serviços, Tabela 5 Recursos financeiros gastos na assistência ambulatorial no SUS/Goiás, por natureza jurídica dos prestadores de serviços em R$1,00 de 1996 a Tabela 6 - Recursos financeiros gastos na assistência hospitalar no SUS/Goiás, por natureza jurídica dos prestadores de serviços em R$1,00 de 1996 a Tabela 7 Indicadores de utilização do recurso leito por especialidades no SUS/Goiás,

12 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS LISTA DE QUADROS LISTA DE TABELAS PREFÁCIO...14 INTRODUÇÃO METODOLOGIA Aspectos Gerais Objetivos Atividades a serem desenvolvidas Plano de trabalho Usuários desta Metologia Composição da equipe de trabalho ESTUDO DEMOGRÁFICO E EPIDEMIOLÓGICO Características demográficas e projeção da população Perfil Epidemiológico GESTÃO DO SISTEMA DE SAÚDE Aspectos Conceituais Características da gestão do sistema de saúde Condições básicas para o gestor do sistema de saúde O Papel da gestão federal no sistema de saúde O Papel estratégico da gestão estadual na regulação do Sistema e na construção das relações intergestores A Responsabilidade sanitária do Gestor Municipal A Gestão do modelo assistencial Diretrizes para a construção de um modelo assistencial em defesa da vida, da cidadania e do SUS Metodologia de análise da gestão... 62

13 4 DESCRIÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS Descrição do modelo assistencial Descrição e organização da rede de serviços de saúde Recursos Humanos Produção da rede de serviços Sistemas de referência e contra referência Coeficientes técnicos AVALIAÇÃO DA REDE Avaliação de cobertura Efetividade ESTUDO DA OFERTA Análise da oferta Oferta otimizada ESTIMATIVA DA DEMANDA Métodos de estimativa da demanda Seleção do método Aplicação do Método NECESSIDADE DE AÇÕES Necessidade de ações finais Necessidade de ações intermediárias IDENTIFICAÇÃO DE ALTERNATIVAS DE SOLUÇÃO Propostas de soluções Tipos de alternativas de solução Seleção da melhor alternativa Construção de lista priorizada de projetos REFERÊNCIAS

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15 Autoras Esta metodologia foi desenvolvida sob os auspícios da Organização Pan-Americana da Saúde Opas, do Ministério da Saúde do Brasil e do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil Nescon/FM/ UFMG. Sua elaboração esteve a cargo de Conceição Aparecida Pereira Rezende, especialista em Saúde Pública e em Direito Sanitário e da Dra. Maria Passos Barcala Peixoto, especialista em Saúde Pública. Créditos Este trabalho foi possível graças ao esforço inicial das Doutoras Marisol Concha e Ximena Aguilera que, com a colaboração de outros profissionais, especialmente o Doutor Alberto Infante, desenvolveram os primeiros estudos sobre esta metodologia de análise funcional de redes de serviços de saúde. Reconhecimento Nosso reconhecimento ao pessoal da Opas, do Ministério da Saúde e do Nescon/FM/ UFMG, que contribuiu na revisão das versões preliminares desta publicação, especialmente, à Dra. Maria Angélica Gomes, Diretora de Programa Gestão Descentralizada do SUS da Secretaria de Políticas de Saúde do MS e ao Dr. Francisco Eduardo Campos, Coordenador do Nescon, cujo apoio e solidariedade foram fundamentais durante o desenvolvimento deste trabalho. Agradecimentos Agradecemos, particularmente, ao pessoal da Opas, Dr. Juan Eduardo Guerrero Espinel, Dr. Juan A. Seclen, e do Ministério de Saúde, Psicóloga Luisa Guimarães Queiroz, que, com grande dedicação e entusiasmo, revisaram, corrigiram e apontaram idéias que contribuíram para dar uma maior riqueza e clareza ao texto.

16 PREFÁCIO A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), no cumprimento de sua missão de contribuir com a difusão do conhecimento científico e de experiências para o fortalecimento de políticas em saúde pública e dos sistemas de saúde na Região das Américas, trata com grande interesse da geração de documentos técnicos que contribuam com a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, na área de serviços de saúde. No marco da Cooperação Técnica Descentralizada que a OPAS desenvolve com alguns estados, tem-se especial interesse no desenvolvimento de estratégias e metodologias que tenham um valor agregado às equipes de gestores das diversas esferas de governo. Nesta linha, foi trabalhada uma experiência-modelo sobre a análise de redes funcionais de serviços de saúde no estado de Goiás, tendo como referência a metodologia de análise previamente desenvolvida pela Organização. Desta forma, gestores da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, do Ministério da Saúde, do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (Nescom), da Universidade Federal de Minas Gerais e o próprio quadro técnico da OPAS se esforçaram conjuntamente e alcançaram a adaptação e o fortalecimento da metodologia inicial, aplicando-a ao sistema de saúde local de Goiás. A participação plena e o envolvimento do pessoal na aplicação da experiência, as muitas sessões de debate sobre o nível de utilização na gestão e organização dos serviços de saúde das esferas estadual e municipal evidenciam o impacto que a gestão desta metodologia tem logrado. Este documento tem como propósito sistematizar a experiência, apresentar sua essência metodológica e seu nível de aplicação na gestão e avaliação do sistema de saúde. A OPAS a considera de valor, na medida em que possa servir como referência para ações de mudança e modernização da gestão sanitária em outros cenários do país. Finalmente, resta-nos disponibilizar à comunidade sanitarista do Brasil esta obra, a qual consta de nove capítulos e que, certamente, poderá ser um grande estímulo à reflexão e aplicação dentro da perspectiva da consolidação do SUS. Dr. Jacobo Finkelman Representante da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil

17 INTRODUÇÃO Processo de elaboração da pesquisa e o relatório Este documento é um dos produtos originários de um Convênio de Cooperação Técnica entre a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o Ministério da Saúde (MS), a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO) e o Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva, da Faculdade de Medicina, da Universidade Federal de Minas Gerais (Nescon/UFMG). O primeiro objetivo do referido convênio foi atender a uma demanda formulada à direção da Opas, pelo Secretário de Estado da Saúde de Goiás, em agosto de 1988, de se realizar um estudo da situação da saúde da população do estado, que incluísse uma avaliação da oferta, da demanda e da necessidade de ações e serviços de saúde, por regiões e macrorregiões do estado, com vistas à elaboração de uma proposta de regionalização do Sistema Estadual de Saúde que assegurasse uma distribuição mais equânime dos recursos públicos destinados à saúde, além de analisar as condições de Gestão do Sistema Estadual de Saúde, para subsidiar o trabalho de Gestão do Sistema, a partir de O segundo objetivo foi utilizar o texto da Opas/OMS, Delineamentos Metodológicos para a Realização de Análises Funcionais das Redes de Serviços de Saúde, com o intuito de adequar a sua metodologia para realizar análises de sistemas de saúde no Brasil. O processo de trabalho para a produção do estudo foi organizado da seguinte forma: a) elaboração, pela coordenação, de Plano de Trabalho que foi acordado entre a Opas/ OMS, o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde e o Nescon/FM/UFMG, que previu, para um primeiro momento, o estudo e a análise do texto da Opas/OMS 1 pela equipe do Nescon; b) realização de oficina de trabalho em Goiânia, com a participação da equipe dirigente dos diversos órgãos da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, de representantes do Núcleo de Saúde da Universidade Federal de Goiás, do Ministério da Saúde, da Opas/OMS 1 CONCHA, M., AGUILERA, X. Delineamentos metodológicos para a realização de análises funcionais das redes de serviços de saúde, In: Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde, Organização e Gestão de Sistemas de Saúde, Washington D.C., Série 3, 1998, Tradução, Brasil,1999.

18 Série Técnica Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde e dos técnicos do Nescon/FM/UFMG, com o objetivo de apresentar a metodologia e as atribuições do gestor do SUS no âmbito do Estado; c) realização de oficina de trabalho em Goiânia, para definir e levantar as informações necessárias à elaboração da análise, com referência na Constituição Federal e na legislação do Sistema Único de Saúde SUS. Definidos os grandes blocos de informações a serem levantadas e analisadas, foram constituídos grupos de trabalho e elaborada a Seleção dos Tipos de Informações Existentes no Sistema de Saúde do Estado e em outros Setores de Governo, necessárias à execução desta tarefa, bem como o detalhamento delas e a fonte, nomeando-se as pessoas responsáveis pelo levantamento de cada conjunto de informações. Ao mesmo tempo, foi sendo realizado o trabalho de conferência das informações levantadas no estado de Goiás, por meio de outras fontes não utilizadas na primeira etapa, especialmente o Datasus e o IBGE; e ainda, a consolidação e análise das informações pelas profissionais do Nescon/ FM/UFMG. Este trabalho de checagem de informações, consolidação e análise foi realizado ao longo de cinco meses, sob a supervisão da Opas e o acompanhamento do Ministério da Saúde, sendo acrescido de novas informações, surgidas no período, constituindo-se numa primeira versão do estudo. Esta consolidação foi apresentada em uma oficina de trabalho com a equipe da SES/GO, sendo avaliada e modificada a partir de novas informações e sugestões apresentadas pelos participantes. Foi ainda acrescida de entrevistas com outros técnicos da SES/GO, com representantes do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde de Goiás Cosems/GO e do Conselho Estadual de Saúde CES, constituindo-se na segunda versão preliminar do estudo. Em dezembro/1998, realizou-se em Goiânia, capital do estado, o Seminário mais saúde é mais vida uma avaliação das ações e serviços de saúde desenvolvidos pela SES/GO em 1998 com a participação da Opas, do Ministério da Saúde e dos técnicos do Nescon, onde foi possível obter uma série de novas informações, principalmente a respeito dos órgãos prestadores de serviços de saúde da própria Secretaria de Estado e sobre o funcionamento do Sistema, que foram importantes para a elaboração do estudo. Estrutura do volume e resumo do conteúdo dos capítulos O estudo foi organizado conforme a metodologia proposta, atendendo ao previsto nos termos do Convênio SES/Opas/MS/Nescon, atividades estas, previstas no capítulo I: Descentralização, que incluiu os seguintes pontos: 16

19 Metodologia para Análises Funcionais da Gestão de Sistemas e Redes de Serviços de Saúde no brasil a) análise da oferta, da demanda e das necessidades de ações e serviços de saúde, sua distribuição por Diretorias Regionais de Saúde e Macrorregiões do estado, bem como os mecanismos de garantia de acesso pela população do estado, de maneira universal, equânime e integral, considerando-se as diferentes realidades epidemiológicas, assegurados pelos municípios e pela Secretaria de Estado da Saúde, de forma descentralizada, conforme suas atribuições legais, em programações pactuadas entre os gestores, sob a coordenação geral da SES, com o objetivo de reordenar a oferta de serviços em pólos de atenção; b) reorientação de critérios e métodos para a tomada de decisões estratégicas pela Gestão do Sistema Estadual de Saúde, incluindo uma possível reforma do funcionamento da rede; c) justificar o estabelecimento de prioridades para a destinação de recursos. As informações sobre faixas etárias da população correspondeu àquelas utilizadas pelo IBGE. Para a projeção da população foram consultados os dados da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional de Goiás (Cadernos de Demografia n.º 5 Projeção da População de Goiás Novembro de 97). As informações sobre os Recursos Hídricos do Estado e Saneamento foram obtidas por meio de entrevista com a Assessoria da Diretoria de Produção da SANEAGO e da Superintendência de Manutenção e Desenvolvimento Operacional e Controle Ambiental da SANEAGO e outros documentos da SANEAGO. As informações sobre a produção, acondicionamento, transporte e destino do lixo urbano no estado e regiões, incluindo o lixo séptico (dos estabelecimentos de saúde) e radioativo, foram obtidas junto à Companhia de Urbanização de Goiânia COMURG. A realização do estudo contou com algumas dificuldades que foram consideradas durante a avaliação do resultado final: a grande quantidade de informações a serem coletadas, selecionadas e analisadas; a fragmentação das informações em vários bancos de dados; a dispersão das fontes de informações; as dificuldades operacionais para coletá-las; o tempo definido para o estudo e a pequena quantidade de pessoas da equipe responsável (Nescon). O estudo do sistema de saúde do estado de Goiás foi o primeiro realizado no Brasil com base na metodologia Delineamentos metodológicos para a realização de análises funcionais das redes de serviços de saúde Opas/OMS Por isto, e de acordo com a proposta da Opas/OMS de adequar a referida metodologia para a análise do Sistema 17

20 Série Técnica Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde Nacional de Saúde, foram acrescentados os capítulos sobre as Características do Modelo de Gestão e Identificação de Alternativas de Solução. O texto final foi composto por nove capítulos. 2 O primeiro tratou da metodologia utilizada e relatou o processo de elaboração do mesmo. O segundo capítulo, Estudo Demográfico e Epidemiológico, analisou as características demográficas com a projeção da população para cinco anos, incluindo o estudo da área de influência do sistema de saúde, as características da população (faixa etária, sexo, taxa de crescimento, entre outros), apontando os fatores condicionantes de saúde, como a demografia, condições ambientais, a cultura e a etnia, as características sócio-econômicas, a educação, as condutas que interferem na saúde e, especialmente, os seguintes indicadores: taxas de mortalidade, expectativa de vida ao nascer, anos potenciais de vida perdidos por causas e morbidade. Nestes aspectos analisados esse capítulo contém, ainda, o levantamento dos principais problemas de saúde identificados no estado. No terceiro capítulo, Características do Modelo de Gestão, por questão metodológica e didática estabeleceu-se o conceito de Modelo de Gestão do Sistema de Saúde e de Gestão do Modelo Assistencial em seções distintas. O objetivo foi demonstrar como e onde o gestor não pode prescindir de sua competência com relação a estas duas atribuições e, mais que isto, demonstrar que os instrumentos de gestão do Sistema de Saúde têm sentido, se colocados a serviço da implementação do Modelo Assistencial (da oferta e da forma de ofertar as ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde, propriamente ditos). Esse capítulo incluiu as seguintes seções: papel do gestor estadual; instrumentos de gestão do Sistema Estadual de Saúde (estrutura organizacional, recursos humanos, plano estadual de saúde, fundo estadual de saúde, sistema de informação e comunicação, sistema estadual de controle, avaliação e auditoria, ciência e tecnologia, comissões intergestores, relatório de gestão e conselho estadual de saúde); gestão do modelo assistencial (gestão das ações de saúde no estado, vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, apoio ao diagnóstico, assistência farmacêutica, sangue e hemoderivados); problemas prioritários da gestão do sistema, relacionados com os instrumentos de gestão do Sistema Único de Saúde SUS e problemas prioritários da gestão do modelo assistencial, com relação à gestão das políticas de saúde de responsabilidade do gestor estadual. Foram apresentadas propostas para solução de alguns problemas específicos ou para conjuntos de problemas. 2 REZENDE, C. A. P., PEIXOTO, M. P. B. Análise Funcional da Gestão do Sistema de Saúde do Estado de Goiás. OPAS, SES/GO, Ministério da Saúde, UFMG/NESCON, mar

21 Metodologia para Análises Funcionais da Gestão de Sistemas e Redes de Serviços de Saúde no brasil No quarto capítulo, Descrição da Rede de Serviços, considerando o grande número de informações coletadas e de acordo com a metodologia proposta, foram apresentados quadros e gráficos com resumos das respectivas análises. Contém uma descrição geral do modelo de atenção verificado no Estado, tal como foi observado, cotejando-o com os estudos demográficos e epidemiológicos e com as características do modelo de gestão. Na seção de organização da rede assistencial, foram incluídos os recursos físicos (ambulatoriais e hospitalares) e as responsabilidades, a localização geográfica dos serviços de saúde, os prestadores de serviços e a natureza jurídica (ambulatoriais e hospitalares) e a complexidade da rede de serviços (atenção básica, média e alta complexidades e hospitalar). Na seção de Recursos Humanos, foram identificados os profissionais de nível médio e superior cadastrados no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, no ano de 1997, em quantidade e número de horas semanais contratadas. Na seção de produção da rede de serviços foi feito o levantamento de informações sobre a produção dos serviços ambulatoriais e hospitalares, de janeiro a dezembro de 1998, e a análise da distribuição espacial e quantitativa dos mesmos, inclusive por grupos populacionais especiais. Na seção de sistemas de referência e contra-referência realizou-se a conceituação destes serviços e a análise do seu funcionamento. Na seção de coeficientes técnicos, estes foram apresentados e analisados em relação à produção dos recursos humanos existentes, dos recursos físicos, os que relacionam as ações intermediárias e finais e os indicadores de produção por população. No quinto capítulo, Avaliação da Rede de Serviços no estado de Goiás, foi abordado o cumprimento dos requisitos básicos para uma rede de serviços. Estes foram baseados nos princípios e diretrizes do SUS: a descentralização, a hierarquização, a universalidade, a integralidade e a eqüidade. O texto possui duas seções: a seção que trata da avaliação da cobertura, do ponto de vista da acessibilidade dos usuários à rede de serviços, considerando-se os aspectos geográficos e organizacionais e da utilização dos serviços em todos os níveis de complexidade; e, ainda, a seção que apresenta a análise de efetividade das ações e serviços de saúde do Sistema Estadual de Saúde. No sexto capítulo, Estudo da Oferta de Ações e Serviços de Saúde, realizou-se a análise da oferta de forma resumida, em termos quantitativos. Foram considerados todos os níveis de complexidade da atenção, incluindo a seção da oferta otimizada por especialidades: clínica médica, clínica cirúrgica, clínica obstétrica e psiquiátrica. No sétimo capítulo, Estimativa da Demanda, foram apresentadas três seções: métodos de estimativa da demanda, pelos quais se calculou a necessidade de saúde por 19

22 Série Técnica Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde meio de parâmetros de atenção, a utilização de serviços e a razão recursos/população. Apresentou-se ainda a seção de seleção e aplicação do método. A necessidade de prestação de serviços foi avaliada no oitavo capítulo Necessidades de Ações e Serviços de Saúde no estado de Goiás a partir da oferta de ações praticadas e da demanda calculada, com base em parâmetros utilizados pela SES/GO. Foi calculada para todos os níveis de atenção à saúde e agrupada em duas seções: necessidades de ações finais e necessidades de ações intermediárias. No nono capítulo, Identificação de Alternativas de Solução, foram selecionados os principais problemas identificados no estudo e apresentadas algumas alternativas de solução para situações específicas ou para grupo de situações. Foram apresentados na forma de quadro. Considerando-se a extensão do estudo, não foram apresentadas várias alternativas para a solução de cada um dos problemas e não foi calculado o custo das alternativas apresentadas. Esta tarefa deve ser desenvolvida por ocasião da elaboração dos projetos específicos do respectivo Plano de Saúde. Em que este livro pretende contribuir para a saúde pública do Brasil Há tempos a Organização Pan-Americana da Saúde vem estimulando a realização de análises de políticas setoriais e fortalecendo as capacidades nacionais nestas matérias, mediante a cooperação técnica. A publicação desta metodologia, definindo os conteúdos a desenvolver, sua seqüência e a forma de como trabalhá-los, pretende instrumentalizar e facilitar o trabalho de gestores, de equipes técnicas, pesquisadores, membros dos órgãos de fiscalização, regulação e controle do SUS, tais como os conselhos de saúde, câmaras de vereadores, assembléias legislativas, Congresso Nacional, tribunais de contas, Ministério Público e Magistratura, que devem realizar o estudo da gestão de sistemas e das redes de serviços de saúde, regularmente, conforme suas competências e atribuições. Esta metodologia de análise funcional da gestão de sistemas e redes de serviços de saúde no Brasil constitui um elemento básico para propor e adequar a oferta de ações e serviços às necessidades de saúde das comunidades. É uma referência fundamental na elaboração de projetos de investimentos, assim como na definição de ações e serviços a serem previstos nos planos de saúde, com vistas à melhoria do funcionamento de sistemas que têm como objetivo assegurar acesso universal, integralidade, qualidade e eficácia nas ações. O processo de revisão sistemática do modo de gerir um sistema de saúde, a avaliação dos distintos componentes da rede de ações e serviços, a análise da interação que entre 20

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