Dissertação PACIENTES COM PLACA CALCIFICADA NA AORTA ABDOMINAL APRESENTAM DEZ VEZES MAIS CHANCE DE TER PLACA NAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS Carlos Jesus

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Dissertação PACIENTES COM PLACA CALCIFICADA NA AORTA ABDOMINAL APRESENTAM DEZ VEZES MAIS CHANCE DE TER PLACA NAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS Carlos Jesus"

Transcrição

1 Dissertação PACIENTES COM PLACA CALCIFICADA NA AORTA ABDOMINAL APRESENTAM DEZ VEZES MAIS CHANCE DE TER PLACA NAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS Carlos Jesus Pereira Haygert

2 INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL FUNDAÇÃO UNIVERSITÁRIA DE CARDIOLOGIA Programa de Pós-Graduação em Medicina: Área de Concentração: Cardiologia e Ciências da Saúde PACIENTES COM PLACA CALCIFICADA NA AORTA ABDOMINAL APRESENTAM DEZ VEZES MAIS CHANCE DE TER PLACA NAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS Autor: Orientador: Co-Orientador: Carlos Jesus Pereira Haygert Prof. Dr. Juarez Neuhaus Barbisan Prof. Dr. Alexandre Antônio Naujorks Dissertação submetida como requisito para obtenção de grau de Mestre ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, área de Concentração: Cardiologia ou Ciências Cardiovasculares, da Fundação Universitária de Cardiologia/Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Porto Alegre 2011

3 H412a Haygert, Carlos Jesus Pereira. Pacientes com placa calcificada na aorta abdominal apresentam dez vezes mais chance de ter placa nas artérias carótidas / Carlos Jesus Pereira Haygert ; orientação [por] Juarez Neuhaus Barbisan ; AlexandreAntônio Naujorks Porto Alegre, f; tab. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul / Fundação Universitária de Cardiologia - Programa de Pós- Graduação em Ciências da Saúde, Aorta abdominal.2. Artériascarótidas. 3. Aterosclerose. I. Juarez Neuhaus Barbisan.II.Alexandre Antônio Naujorks.III.Título. CDU: Bibliotecária Responsável: Marlene Tavares Sodré da Silva CRB 10/1850

4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho às pessoas que confiaram em meu profissionalismo e seriedade, dando-me a oportunidade de estudar este tema que tanto causa dano para a humanidade, especialmente aos pacientes que aceitaram fazer parte da amostra. Dedico também para minha querida família; minha esposa Simone e minhas princesas Luísa e Sophia, pela compreensão da minha ausência e do carinho no momento necessário. À minha Mãe Iloisa Maria, pela confiança que depositou em mim, e às minhas irmãs Ione e Iole, pelo apoio de sempre. Ao meu pai Carlos Juvenal, infelizmente não mais conosco, por ter me ensinado a ter garra e vontade de vencer.

5 AGRADECIMENTOS ESPECIAIS Gostaria de agradecer a Deus por ter colocado em meu caminho pessoas com tamanho conhecimento e dedicação. Ao Dr. Carlos Jader Feldman, chefe do setor de radiologia do IC-FUC, pelo amor à profissão, com especial dedicação ao diagnóstico por imagem das patologias cardiovasculares, por me despertar o interesse neste tema e compartilhar seu profundo conhecimento. Ao Dr. Alexandre Naujorks, incansável e grande parceiro na avaliação dos pacientes. Ao Prof. Dr. Juarez Barbisan por ter acreditado na minha proposta e aceitado ser meu orientador.

6 AGRADECIMENTOS Na execução de um trabalho científico, existem inúmeros obstáculos que muitas pessoas nos ajudam a ultrapassar, direta ou indiretamente. Gostaria de citar todas, mas não poderia deixar de agradecer nominalmente as que abaixo identifico. Às técnicas de radiologia Aline Gouvea, Sabrina Arosio e Valesca Aragones que foram responsáveis pela realização de todos os exames de tomografia computadorizada de nosso trabalho. Às técnicas de enfermagem Dorli, Izabel, Adriana e Sandra que junto com a enfermeira Leila realizaram todos os interrogatórios clínicos com os pacientes. Às auxiliares administrativos Claudia, Lisiane e Enira que ajustaram a logística/agendamento dos pacientes. Aos alunos monitores de Diagnóstico por Imagem Mariele Bevilaqua, Henrique Abelin e Rafael Coelho o profundo agradecimento pela eficiência, disposição e prontidão.

7 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AF AVC CAC ERF EUA CAM DCC DCV DM ERF HAS HF HUSM IAM IMC PAA PAC TC US ATIVIDADE FÍSICA ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO CALCIFICAÇÃO DAS ARTÉRIAS CORONÁRIAS ESCORE DE RISCO DE FRAMINGHAM ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL DOENÇA CARDÍACA CORONARIANA DOENÇA CARDIOVASCULAR DIABETE MELITO ESCORE DE RISCO DE FRAMINGHAM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA HISTÓRIA FAMILIAR HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL PLACA NA AORTA ABDOMINAL PLACA NA ARTÉRIA CARÓTIDA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ULTRASSOM

8 Sumário 1 BASE TEÓRICA INTRODUÇÃO ATEROSCLEROSE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DA ATEROSCLEROSE RELAÇÃO ENTRE DIFER. SÍTIOS DE ACOMET. ATEROSCLE QUESTÃO DE PESQUISA REFERÊNCIAS DA BASE TEÓRICA ARTIGO EM PORTUGUÊS RESUMO INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS Modelo de estudo e população de pacientes Avaliação de aterosclerose em artéria aórtica abdominal Avaliação de aterosclerose em artéria carótida Estimativa dos fatores de risco Análise estatística Aspectos éticos RESULTADOS DISCUSSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 40

9 3 ARTIGO EM INGLÊS ABSTRACT INTRODUCTION MATERIAL AND METHODS Model of study and patient population Evaluation of atherosclerosis in the abdominal aortic artery Evaluation of atherosclerosis in the carotid artery Risk factor estimates Statistical analysis Ethical aspects RESULTS DISCUSSION REFERENCES TABLES ANEXOS TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONFIDENCIALIDADE DOS DADOS... 67

10 1 BASE TEÓRICA

11 2 1.1 INTRODUÇÃO A doença cardiovascular (DCV) aterosclerótica é a causa mais frequente de morte em homens e mulheres nos Estados Unidos da América - EUA (1 de cada 2.8 mortes). Em 2003, aproximadamente 37% dos adultos americanos tinham dois ou mais fatores de risco. Estima-se que a redução em aproximadamente 47% das mortes por doença cardíaca coronariana, nos EUA, deva-se a terapias médicas baseadas em evidência e que 44% desta redução se dê por mudança nos fatores de risco da população 1. A estimativa de custo direto e indireto com DCV, em 2009, nos EUA, foi de bilhões de dólares americanos 1. Durante os últimos trinta anos houve um declínio razoável da mortalidade por causas cardiovasculares em países desenvolvidos, enquanto em países em desenvolvimento, dentre eles o Brasil, elevações rápidas e substanciais foram identificadas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) faz projeções de persistência na tendência de aumento da DCV nestes países 1. Este perfil de risco de DCV da população brasileira é justificado pelos dados do IBGE (1991) que demonstraram uma alta prevalência dos fatores de risco para aterosclerose e consequentemente DCV. Dentre eles podemos citar o tabagismo, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabete melito (DM), obesidade e dislipidemias 2. DCV aterosclerótica refere-se a condições de aterotrombose e envolve o coração (artérias coronárias), o cérebro (artérias carótidas, vertebrais e cerebrais), a aorta e as artérias periféricas 2. Um evento coronariano agudo é a primeira manifestação da doença aterosclerótica em, pelo menos, metade dos indivíduos que apresentam essa complicação. Desse modo, é importante a identificação de casos assintomáticos, com a

12 3 finalidade de reduzir danos determinados a longo prazo, muitas vezes irreversíveis ou mesmo fatais 2. Para a prevenção primária da aterosclerose, a identificação dos fatores de risco deve ser estimulada a nível populacional na tentativa de reduzir, ou mesmo evitar, a exposição aos mesmos, com a finalidade de não desenvolver, ou retardar, os eventos clínicos decorrentes da DCV 2. Na prevenção secundária, o indivíduo já se expôs aos fatores de risco para aterosclerose, porém ainda não tem a doença aterosclerótica. Em alguns casos já se identificam achados preditores, que ainda não definem doença, mas auxiliam na estratificação de risco de DCV 2. A prevenção terciária tem como finalidade reduzir danos determinados pela aterosclerose já existente, sendo um desafio a identificação de pacientes assintomáticos que já possuem aterosclerose, mas que ainda não apresentaram eventos clínicos decorrentes de DCV 2-5. As campanhas de prevenção da aterosclerose (prevenção primária), como as que abordam os riscos da obesidade, inclusive a infantil, da dislipidemia, da HAS, da DM, do tabagismo, do sedentarismo, entre outras, são determinantes na redução dos casos futuros de DCV e devem ser estimuladas pelo governo e pelas entidades de saúde 2. Os métodos diagnósticos de imagem contribuem na identificação de fatores preditores de aterosclerose (prevenção secundária). Como exemplo podemos citar o espessamento da camada mioentimal das artérias carótidas, identificado no exame de ultrassom (US), que, apesar de não ser marcador de aterosclerose, é preditor de doença aterosclerótica e na identificação de achados da própria doença aterosclerótica (prevenção terciária), como é o Escore de Cálcio das artérias coronárias, realizado na tomografia computadorizada multidedectores (TCMD) 6-9.

13 4 Dos níveis de prevenção da aterosclerose, o primário já é bem conhecido e determinado. Os níveis secundário e terciário de prevenção estão sendo muito estudados e novos conceitos estão surgindo 2. Como a doença aterosclerótica tem um potencial de lesão multissistêmico, podendo acometer vários locais, os métodos diagnósticos podem avaliar vários sítios e órgãos, contribuir na identificação de indivíduos predispostos à doença aterosclerótica, na identificação de doença aterosclerótica e na estratificação de risco de DCV nestes pacientes 5. Dos métodos de imagem usados no diagnóstico da aterosclerose, o RX em perfil da coluna lombar teve, historicamente, uma contribuição. A radiação X é atenuada pela calcificação da placa aterosclerótica, contida na parede da aorta abdominal, e possibilita a identificação da mesma 10. Outro método de imagem, cada vez mais utilizado para a detecção de aterosclerose, é o US que permite estudar a morfologia dos vasos sanguíneos, caracterizando trajeto, diâmetro, perviedade, parede e ainda fluxo sanguíneo. A tomografia computadorizada (TC), assim como o RX que utiliza a radiação X como fonte formadora de imagem, possui a característica de atenuação do raio pela calcificação da placa aterosclerótica contida junto à parede dos vasos sanguíneos. A diferença da TC para o RX é que nessa as estruturas anatômicas não se sobrepõem na imagem captada, pois são feitas de forma seccional, o que permite assim uma alta sensibilidade/especificidade para a identificação do cálcio da placa aterosclerótica 3, 11. Dos vasos sanguíneos acometidos pela aterosclerose, as artérias carótidas e coronárias estão entre os mais estudados e aparecem como fatores preditores de DCV em adição aos fatores de riscos tradicionais, citados nas escalas, entre elas o Escore de Framingham. Desta forma, a identificação, pelos métodos de imagem, de aterosclerose

14 5 nestes sítios tem aplicabilidade na prática clínica, com suporte teórico da literatura, sendo os mesmos utilizados como fatores de risco para DVC aterosclerótica e estratificando os pacientes em graus diferentes de risco Trabalhos têm demonstrado a relação de alguns sítios de aterosresclerose com a aterosclerose das artérias carótidas e coronárias 3. No entanto, a relação da aterosclerose da aorta abdominal (placa calcificada), identificada pela TC de abdômen, com a aterosclerose das artérias carótidas (placa), identificada no US, não é bem definida na literatura. Os fatores determinantes para saber a relação existente entre aterosclerose da aorta abdominal (placa calcificada identificada pela TC) e aterosclerose das artérias carótidas (placa identificada pelo US) são: 1- Alta morbimortalidade da DCV; 2- Desafio das prevenções a nível secundário e terciário para aterosclerose, uma vez que o nível primário já é bem determinado; 3- Aplicabilidade dos novos métodos diagnósticos de imagem para aterosclerose, com maior acurácia, em adição aos fatores tradicionais das escalas de estratificação de risco para DCV; 4- A definição do sítio aterosclerótico carotídeo, assim como o coronariano, como sendo um critério de risco para DCV, bem definido pela literatura, podendo ser utilizado como referência de acometimento aterosclerótico; 5- Alta frequência de calcificação da aorta abdominal identificada pela TC de abdômen, realizada por motivos variados, muitas vezes em pacientes assintomáticos, no que diz respeito à DCV (achado incidental); Todos estes fatores permitem saber se existe uma relação de acometimento aterosclerótico entre estes dois sítios, o que possibilita, através de um exame, feito por

15 6 outros motivos clínicos (TC de abdômen), identificar indivíduos com calcificação na aorta abdominal que possam apresentar também placa carotídea (US de artérias carótidas). Isso torna possível a prevenção terciária, com redução dos danos de uma doença muito frequente e com alta morbimortalidade.

16 7 1.2 ATEROSCLEROSE A palavra aterosclerose deriva do grego atero, que significa caldo ou pasta, e esclerose, que corresponde a endurecimento. Aterosclerose é uma complexa doença multissistêmica, lenta e progressiva, resultante de uma série de respostas celulares e moleculares altamente específicas 16. O acúmulo de lípides, células inflamatórias e elementos fibrosos, depositados na parede das artérias, são os responsáveis pela formação de placas de gordura e podem determinar obstrução das mesmas 17. A aterosclerose é uma doença progressiva caracterizada pelo acúmulo de lípides, elementos fibrosos e inflamatórios, especificamente de resposta à injúria endotelial vascular resultante de várias forças, entre elas anormalidades metabólicas e nutricionais, como hiperlipidemias, forças mecânicas, como HAS, toxinas exógenas, como aquelas encontradas no tabaco, proteínas anormalmente glicosiladas associadas com o DM, lípides ou proteínas modificadas oxidativamente e, possivelmente, infecções virais e bacterianas 18. Estudos têm sugerido uma fase aterosclerótica, em que predomina a formação anatômica da lesão aterosclerótica, que leva décadas para evoluir e depende da exposição aos fatores de risco, e uma fase trombótica, que está diretamente ligada aos eventos agudos 12. A fase aterosclerótica está ligada aos processos patológicos cardiovasculares relacionados ao envelhecimento, cuja incidência aumenta a partir dos 45 anos de idade. Atualmente, está estabelecido que aterosclerose não é uma simples e inevitável consequência degenerativa do envelhecimento, mas uma condição inflamatória que pode determinar um evento clínico ocasionado pela ruptura da placa e formação de trombos 12. A formação da placa aterosclerótica se dá a partir do depósito de partículas de LDL na parede das artérias, que quando oxidadas podem atrair monócitos circulantes,

17 8 que se transformam em macrófagos (células inflamatórias) no espaço sub-intimal. Estes macrófagos englobam as partículas de LDL e são chamados de células espumosas, que são recobertas por uma capa de fibras. Com a progressão da placa, há a morte de células espumosas no centro da lesão. O crescimento da placa reduz o diâmetro luminal do vaso sanguíneo e consequentemente aumenta a velocidade de fluxo sanguíneo neste segmento vascular. A placa pode se romper para o interior do vaso e liberar trombos que migram perifericamente determinando eventos isquêmicos no órgão irrigado pela artéria 17, A aterosclerose parece poder iniciar na vida intrauterina e progredir durante a vida adulta. Existem fatores de riscos e predisposição genética que influenciam no aparecimento e velocidade de progressão desta entidade 21. Até o início dos anos 90, o conceito de fatores de risco, advindo dos estudos observacionais, era traduzido para a prática das ações de prevenção como a intervenção direta sobre um único fator de risco. Destaque-se que existiam duas diretrizes, de origem americana, que rivalizam a sua aplicação: uma focalizava a hipertensão arterial - os Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure, atualmente na sétima revisão 22 e outra, os valores elevados de colesterol National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults, atualmente na terceira edição. A primeira tentativa em vencer a visão unifocal dos fatores de risco veio da diretriz da Nova Zelândia com um documento introdutório em e uma proposta de ação publicada em 1995, em que se apresentava uma tabela em que eram correlacionados fatores de risco cardiovascular (pressão arterial sistólica com intervalo de 20 mm Hg e pressão arterial diastólica com intervalo de 10 mm Hg; razão colesterol total sobre HDL colesterol; presença ou não de diabetes; tabagismo atual ou não) e o

18 9 risco de evento cardiovascular (fatal e não-fatal) em cinco anos. Obteve-se, então, uma categorização de risco variando de 2,5% a 30%. Indivíduos que alcançassem um risco igual ou superior a 20% foram considerados de alto risco. Em 1994, as sociedades européias de cardiologia, de hipertensão e de aterosclerose lançam também uma proposta baseada na avaliação de hipertensão e valores de colesterol 24. Em 1995, publicou-se o estudo escocês da cidade de Sheffi eld, que se tornou base para várias outras diretrizes britânicas e européias O principal avanço na utilização conjunta de fatores de risco veio em 1998 com a publicação de um seminal paper, escrito pela equipe do Framingham Heart Study, que sintetiza de forma mais avançada o conhecimento empírico 27. O Framinghanm Heart Study, pioneiro entre as grandes coortes, que começou em 1948 e ainda está em atividade, inicialmente estudou indivíduos (homens e mulheres), entre 30 e 62 anos de idade, assintomáticos da parte CV, na cidade de Framingham, Massachusetts, EUA. Atualmente são seguidos os filhos dos participantes originais de Framingham. O estudo está na terceira geração de pesquisadores. Apesar de antigo, os dados de Framingham continuam trazendo novas informações como os escores para os vários tipos de doença vascular, muito utilizados em epidemiologia e na prática clínica. O Framingham Heart Study de acordo com faixa etária, sexo, valores de pressão arterial sistólica, valores da razão entre o colesterol total e a fração HDL, presença de tabagismo e diagnóstico de diabetes, possibilita estabelecer o risco de infarto do miocárdio e angina do peito em dez anos. Há uma tabela para homens e outra para mulheres, que estima pontuações, resultando numa somatória dos valores, estratificando o risco para DCV em 10 anos como muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto 28.

19 10 Novas tecnologias de diagnóstico, como ecocardiograma, ultrassom das artérias carótidas, ressonância magnética (RM) do coração e cérebro, TC do coração e seus vasos (ex: escore de cálcio das artérias coronárias) e densitometria óssea, foram adicionados aos fatores de estratificação de risco tradicionais para DCV.

20 DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DA ATEROSCLEROSE O diagnóstico de aterosclerose inicia com avaliação clínica criteriosa. Na anamnese, a história familiar de doença aterosclerótica e a presença dos fatores de risco para aterosclerose devem ser questionados, entre eles o tabagismo e o sedentarismo. No exame físico, a identificação da obesidade e a verificação da pressão arterial sistêmica são fundamentais. A avaliação laboratorial identifica as dislipidemias e a DM 27. Métodos auxiliares no diagnóstico da aterosclerose podem ser utilizados, entre eles o teste de esforço e métodos diagnósticos de imagem. Os métodos de imagem, por estudarem as alterações cardiovasculares decorrentes da aterosclerose, são técnicas que identificam as alterações morfoestruturais, que representam achados já avançados no espectro patológico da DCV, ou seja, para aparecer alguma alteração nos exames significa que algumas etapas fisiopatológicas já ocorreram 17, 20, 29. A TC teve seu início na década de 70, utilizando o mesmo tubo do RX, com radiação ionizante, no entanto com várias aquisições em um mesmo local, permitindo assim uma imagem seccional, sem sobreposição das estruturas, com maior acurácia diagnóstica, porém com maior dose de radiação. A primeira geração de equipamentos sequenciais apresentava somente uma linha de poucos detectores (faziam uma imagem seccional, a mesa do paciente andava, e outra imagem era adquirida, e assim sucessivamente), conferindo-lhe um longo tempo de exame. As demais gerações de equipamentos permitiram que as imagens fossem adquiridas de forma contínua com a mesa do paciente em movimento, de aspecto helicoidal, e acrescentaram mais detectores na mesma linha, tornando o exame mais rápido. No final da década de 90, os equipamentos helicoidais receberam mais linhas de detectores, numa forma crescente de duas, quatro, oito, dezesseis, trinta e duas, sessenta e quatro, cento e vinte oito e chegando, até o momento, em duzentos e sessenta e quatro, em âmbito comercial, com

21 12 possibilidade de cortes mais finos das estruturas, maior número de imagens e tempo mais curto de exame, com isso uma melhor acurácia diagnóstica. A desvantagem deste progresso foi o aumento significativo da dose de radiação ionizante. O contraste que pode ser utilizado na TC, que é à base de iodo, não se modificou neste período, no entanto o tipo de menor peso molecular, determinado como não iônico, reduziu o número de reações alérgicas, especialmente as graves, por exemplo, as cardiorrespiratórias (ex: parada cardiorrespiratória). O que realmente modificou em relação ao contraste é que, com o tempo mais rápido de aquisição das imagens e com os corte mais finos, pode-se melhor definir e acertar o momento adequado para estudar estruturas vasculares, mesmo as de pequeno diâmetro. Apesar do movimento da estrutura a ser estudada determinar artefato, a rápida realização do exame permite que o movimento se torne menos provável, especialmente os movimentos voluntários. Os movimentos involuntários, como o batimento cardíaco, também foram retirados das imagens com a sincronia dos mesmos com o momento de registro dessas 11, 30. A ressonância magnética (RM) teve seu início na década de 70. O primeiro exame realizado em ser humano foi em Assim como o US, esta não utiliza radiação ionizante. Os átomos de hidrogênio das moléculas de água do corpo humano são magnetizados e, através de um arranjo dos mesmos em relação ao campo magnético da sala, sofrem um alinhamento, com posterior decaimento em tempos característicos de eco e de repetição para cada tecido, dando-lhe a capacidade de formação de imagem em três planos (axial, sagital e coronal). Para aquisição das imagens, é necessário que as estruturas tenham uma quantidade razoável de moléculas de água e que o tempo de aquisição não seja pequeno (30 minutos em média). Além disso, é necessário que o paciente fique imóvel e em algumas situações utiliza-se contraste paramagnético para melhor definição das estruturas em estudo (gadolíneo). Este contraste, diferentemente

22 13 do iodado utilizado na TC, raramente apresenta reações alérgicas e quando apresenta são leves; no entanto, existe o risco, mesmo que pequeno, de fibrose nefrogênica sistêmica, que é mais frequente em pacientes com insuficiência renal. Componentes metálicos podem ser atraídos pelo campo, sendo uma contraindicação, no entanto os stents e a maioria das próteses valvares não são mais contraindicados 11, 30. A avaliação do sistema cardiovascular foi muito influenciada pela evolução dos métodos de diagnóstico por imagem. O RX permitiu a visualização das sombras cardiovasculares, inferindo trajeto e a suspeita de alteração de tamanho das mesmas, tendo a capacidade de identificar, por atenuação, as placas calcificadas, entre elas as identificadas nas paredes vasculares. O US permitiu, além da avaliação morfológica, sem sobreposição, uma avaliação do interior das estruturas e a avaliação do fluxo sanguíneo, este através do efeito Doppler. A desvantagem do US é que as estruturas profundas não são bem avaliadas. A TC permite uma ótima avaliação das estruturas cardiovasculares, identificando muito bem as placas calcificadas, os trajetos e diâmetros, tanto de estruturas superficiais quanto profundas, com curto tempo de exame, no entanto com os riscos da radiação ionizante e da substância de contraste. A RM permite uma ótima resolução anatômica, sem uso de radiação ionizante, com o contraste pouco alergênico, no entanto ainda com o tempo de exame muito longo e com pouca capacidade de identificar cálcio, devido à ausência de prótons de hidrogênio. Esta tem sido utilizada para estudar as características das placas vasculares, de modo a fazer a diferença entre estáveis e instáveis e na avaliação do miocádio 30. Dessa forma, o RX tem a capacidade de identificar as calcificações parietais vasculares, porém com baixa sensibilidade devido à sobreposição das estruturas anatômicas na imagem radiográfica. No entanto, tentativas foram feitas com o exame de RX da coluna lombar para identificar placas na aorta abdominal e RX de tórax para

23 14 identificar placas na aorta torácica. A especificidade do achado é alta, concedendo-lhe um alto valor preditivo positivo 7. O US é um excelente método para estudar estruturas vasculares superficiais. Permite avaliar trajeto, diâmetro, parede e até mesmo o fluxo através do vaso sanguíneo. É um método que não utiliza radiação ionizante. Desse modo, não apresenta risco ao paciente. As artérias carótidas são facilmente acessadas pelo método. A literatura é ampla sobre o assunto e os conceitos sobre a realização do exame; critérios a serem avaliados e representação dos mesmos estão bem definidos. O aumento da espessura miointimal da artéria carótida representa um marcador pré-clínico de aterosclerose 31. O espessamento da camada miointimal destes vasos é um fator independente de risco de DCV, sendo também adicionado aos fatores de risco do ERF para DCV 1. A placa carotídea já significa doença aterosclerótica, sendo as lesões ateroscleróticas focais com mais de 1,4 mm de espessura identificadas no estudo por US. 31. A TC utiliza a mesma radiação do RX e tem uma alta capacidade de identificar cálcio. No entanto, como faz imagens seccionais, não apresenta a sobreposição de estruturas anatômicas, o que permite uma ótima acurácia diagnóstica na identificação de placas calcificadas nas paredes arteriais 6-7, 28. Muitas técnicas de imagem têm sido avaliadas para identificar e quantificar as calcificações vasculares na rotina clínica. A TCMD tem sido mostrada como padrão ouro para estas calcificações 14. A TC é um método de diagnóstico por imagem que possui grande aplicabilidade em várias áreas da medicina. Atualmente este método é utilizado em grande escala. Outra aplicação da TC é na avaliação de patologias abdominais (fígado, pâncreas, glândulas adrenais, rins, retroperitônio, bexiga, entre outros) 11. Nos exames de TC de abdômen, é relativamente frequente a identificação de calcificações parietais na aorta

24 15 abdominal. Essas calcificações representam placas de aterosclerose (ateromas) 11. Diferentemente das placas das artérias carótidas, identificadas pelo US, não existem diretrizes que determinam conceitos sobre a realização dos exames, como medir as placas e qual o verdadeiro significado das mesmas no modelo clínico.

25 RELAÇÃO ENTRE DIFERENTES SÍTIOS DE ACOMETIMENTO ATEROSCLERÓTICO Embora qualquer artéria possa ser acometida na DCV, os principais sítios são aorta, coronárias e cerebrais, tendo como principais consequências o aneurisma aórtico, infarto do miocárdio e isquemia cerebral, respectivamente 12. A relação entre diferentes sítios de acometimento aterosclerótico vem sendo estímulo de estudo de vários grupos 6-7, 28, Trabalhos já demonstraram a associação entre alterações na parede da artéria carótida com placas em aorta torácica 34, Também foi descrito por Reaven a associação da aterosclerose em artéria coronária e calcificação na aorta abdominal com o risco de problemas cardíacos em pacientes com diabete do tipo 2 39, assim como Rohani relaciona achados de alterações em paredes da aorta e espessamento intimal da carótida com estenose em artérias coronárias 40. Quanto à relação entre a aterosclerose carotídea e aórtica, Kallikazaros e colaboradores 41 demonstraram uma estreita relação entre ateroma da artéria carótida e da aorta ascendente, usando o modo B da ultrassonografia transesofágica. Kardys et al 42, no estudo em Rotterdam de base populacional, evidenciou as diferenças de gênero entre calcificação da artéria coronária, espessura da parede da artéria carotídea, placa carotídea e calcificação da aorta abdominal através de radiografias. Nesse trabalho mostraram que a presença de placa na carótida é mais frequente no sexo masculino e a calcificação da aorta é semelhante entre os gêneros. Houve uma pequena diferença entre homens e mulheres em relação à espessura da parede da carótida e a calcificação aórtica 43. Allison e colaboradores 44 demonstraram a relação entre calcificação coronariana e extracoronariana pela TC. Eles apresentaram uma prevalência semelhante entre calcificação carotídea e em artéria aórtica torácica em homens, enquanto nas

26 17 mulheres, a prevalência de calcificação carótida foi significativamente inferior comparada à calcificação em artéria aórtica torácica. A associação entre HAS e alterações ateroscleróticas das carótidas é bem conhecida. Allison e colaboradores 45 evidenciaram que a HAS é fator de risco para aterosclerose em carótidas (OR:3,2) e aorta proximal (OR:2,7). Junichiro e colaboradores já haviam descrito a necessidade da utilização desses dois métodos não invasivos (TC e US) para mensuração de aterosclerose, pois a calcificação na aorta torácica está associada ao aumento da espessura da parede carotídea 38. O espessamento da camada miointimal das artérias carótidas, identificado pelo US, está diretamente associado com o aumento do risco de IAM e AVC com ou sem história de DCV 34, assim como existe uma correlação entre calcificações coronárias e eventos CV. A calcificação de arco aórtico é um preditor independente forte para eventos CV 8, 46. A relação das calcificações parietais na aorta torácica, identificadas pela TC, com a severidade da aterosclerose carotídea, determinada pela avaliação ultrassonográfica da espessura da camada miointimal, também já foi demonstrada 34. Em 2006, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, na Diretriz de Ressonância e Tomografia Cardiovascular, colocou que estudos consistentes publicados demonstraram que a calcificação das artérias coronárias (CAC), através do escore de cálcio, adicionada, de forma complementar, às informações de estratificação de risco clínico, pode alterar condutas, especialmente nos pacientes considerados como risco intermediário pelos escores de Framingham. O trabalho MESA investigou a prevalência, correlação e progressão da DCV subclínica. Este estudo foi uma coorte prospectiva no qual todos os pacientes realizaram

O escore de risco de Framingham para doenças cardiovasculares. Framingham score for cardiovascular diseases. Paulo Andrade Lotufo 1

O escore de risco de Framingham para doenças cardiovasculares. Framingham score for cardiovascular diseases. Paulo Andrade Lotufo 1 Seção Aprendendo Rev Med (São Paulo). 2008 out.-dez.;87(4):232-7 O escore de risco de Framingham para doenças cardiovasculares Framingham score for cardiovascular diseases Paulo Andrade Lotufo 1 Lotufo

Leia mais

O que é O que é. colesterol?

O que é O que é. colesterol? O que é O que é colesterol? 1. O que é colesterol alto e por que ele é ruim? Apesar de a dislipidemia (colesterol alto) ser considerada uma doença extremamente prevalente no Brasil e no mundo, não existem

Leia mais

Colesterol O que é Isso? Trabalhamos pela vida

Colesterol O que é Isso? Trabalhamos pela vida Colesterol O que é Isso? X O que é o Colesterol? Colesterol é uma gordura encontrada apenas nos animais Importante para a vida: Estrutura do corpo humano (células) Crescimento Reprodução Produção de vit

Leia mais

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO?

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO? HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO? Enelúzia Lavynnya Corsino de Paiva China (1); Lucila Corsino de Paiva (2); Karolina de Moura Manso da Rocha (3); Francisco

Leia mais

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 Dislipidemias Raul D. Santos Unidade Clínica de Lípides InCor-HCFMUSP Faculdade de Medicina da USP Metabolismo do colesterol,

Leia mais

Avaliação do Risco Cardiovascular SCORE (Systematic Coronary Risk Evaluation) Departamento da Qualidade na Saúde (dqs@dgs.pt)

Avaliação do Risco Cardiovascular SCORE (Systematic Coronary Risk Evaluation) Departamento da Qualidade na Saúde (dqs@dgs.pt) Digitally signed by Francisco Henrique Moura George Francisco DN: c=pt, o=ministério da Saúde, ou=direcção-geral da Henrique Saúde, cn=francisco Henrique George Moura George Moura Date: 2015.01.21 12:20:20

Leia mais

RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS

RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS 8. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: SAÚDE RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS Apresentador 1 SILVA,Claudia Fagundes e Apresentador 2 PLOCHARSKI, Mayara

Leia mais

Arterial Structure and Function after Recovery from the Metabolic Syndrome The Cardiovascular Risk in Young Finns Study

Arterial Structure and Function after Recovery from the Metabolic Syndrome The Cardiovascular Risk in Young Finns Study Arterial Structure and Function after Recovery from the Metabolic Syndrome The Cardiovascular Risk in Young Finns Study Koskinen J, Magnussen CG, Taittonen L, Räsänen L, Mikkilä V, Laitinen T, Rönnemaa

Leia mais

IMPACTO EPIDEMIOLÓGICO DA ESTENOSE AÓRTICA, QUAIS OS DADOS NACIONAIS?

IMPACTO EPIDEMIOLÓGICO DA ESTENOSE AÓRTICA, QUAIS OS DADOS NACIONAIS? IMPACTO EPIDEMIOLÓGICO DA ESTENOSE AÓRTICA, QUAIS OS DADOS NACIONAIS? Prof. Dr. Flávio Tarasoutchi Unidade de Valvopatias Instituto do Coração (InCor) - Hospital das Clínicas Universidade de São Paulo

Leia mais

HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (SERVIÇO DE CARDIOLOGIA E CIRURGIA CARDIOVASCULAR)

HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (SERVIÇO DE CARDIOLOGIA E CIRURGIA CARDIOVASCULAR) HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (SERVIÇO DE CARDIOLOGIA E CIRURGIA CARDIOVASCULAR) REVISÃO DE DOENÇA DE ARTÉRIA CORONÁRIA Seu coração é uma bomba muscular poderosa. Ele é

Leia mais

ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO

ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE SUPERINTENDÊNCIA DE REDES DE ATENÇÃO A SAÚDE DIRETORIA DE REDES ASSISTÊNCIAIS COORDENADORIA DA REDE DE HIPERTENSÃO E DIABETES ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO

Leia mais

PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO EM PACIENTES SUBMETIDOS À ANGIOPLASTIA CORONARIANA

PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO EM PACIENTES SUBMETIDOS À ANGIOPLASTIA CORONARIANA 26 a 29 de outubro de 2010 ISBN 978-85-61091-69-9 PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO EM PACIENTES SUBMETIDOS À ANGIOPLASTIA CORONARIANA Gisele Escudeiro 1 ; Willian Augusto de Melo 2 RESUMO: As doenças cardiovasculares

Leia mais

Prevalência, Conhecimento, Tratamento e Controle da Hipertensão em Adultos dos Estados Unidos, 1999 a 2004.

Prevalência, Conhecimento, Tratamento e Controle da Hipertensão em Adultos dos Estados Unidos, 1999 a 2004. Artigo comentado por: Dr. Carlos Alberto Machado Prevalência, Conhecimento, Tratamento e Controle da Hipertensão em Adultos dos Estados Unidos, 1999 a 2004. Kwok Leung Ong, Bernard M. Y. Cheung, Yu Bun

Leia mais

HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016

HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016 HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia Início 2 de Fevereiro

Leia mais

Assessoria ao Cirurgião Dentista

Assessoria ao Cirurgião Dentista Assessoria ao Cirurgião Dentista Publicação mensal interna a Papaiz edição VI dezembro de 2014 Escrito por: Dr. André Simões, radiologista da Papaiz Diagnósticos Odontológicos por Imagem 11 3894 3030 papaizassociados.com.br

Leia mais

2 Imagens Médicas e Anatomia do Fígado

2 Imagens Médicas e Anatomia do Fígado 2 Imagens Médicas e Anatomia do Fígado Neste capítulo são apresentados os tipos de dados utilizados neste trabalho e a anatomia do fígado, de onde foram retiradas todas as heurísticas adotadas para segmentação

Leia mais

Sessão Cardiovascular

Sessão Cardiovascular Sessão Cardiovascular Dr Carlos Jader Feldman Priscila Schenkel R3 26/10/2012 Sexo feminino, 46 anos Hemiplegia à esquerda Dissecção arterial 3 camadas: -intima, média, adventícia Dissecção = ruptura na

Leia mais

Stents farmacológicos e diabetes

Stents farmacológicos e diabetes Stents farmacológicos e diabetes Constantino González Salgado Hospital Pró Cardíaco Realcath-RealCordis HUPE-UERJ DM analisando o problema O Diabetes Mellitus é doença sistêmica de elevada prevalência

Leia mais

5ª Reunião de Casos. www.digimaxdiagnostico.com.br/

5ª Reunião de Casos. www.digimaxdiagnostico.com.br/ 5ª Reunião de Casos www.digimaxdiagnostico.com.br/ Caso 1 Paciente J.M., 81 anos, sexo masculino. TC sem contraste TC com contraste Diagnóstico Aneurisma roto da aorta abdominal, parcialmente trombosado,

Leia mais

Fatores que interferem na qualidade de vida de pacientes de um centro de referência em hipertensão arterial

Fatores que interferem na qualidade de vida de pacientes de um centro de referência em hipertensão arterial Fatores que interferem na qualidade de vida de pacientes de um centro de referência em hipertensão arterial Autores: Liza Batista Siqueira¹, Paulo César Brandão Veiga Jardim², Maria Virgínia Carvalho³,

Leia mais

Treinamento de Força e Diabetes. Ms. Sandro de Souza

Treinamento de Força e Diabetes. Ms. Sandro de Souza Treinamento de Força e Diabetes Ms. Sandro de Souza Taxa de prevalência de Diabetes Mellitus Período: 2009 Relevância Diagnóstico de DIABETES MELLITUS Diabetes Care. 2007;30:S4 41. Resistência a Insulina

Leia mais

INSTITUTO DE DOENÇAS CARDIOLÓGICAS

INSTITUTO DE DOENÇAS CARDIOLÓGICAS Página: 1/7 1- CONSIDERAÇÕES GERAIS 1.1- As doenças cardiovasculares são, ainda hoje, as principais responsáveis pela mortalidade na população geral, no mundo ocidental. Dentre as inúmeras patologias que

Leia mais

NTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS

NTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS Características socioeconômicas, demográficas, nutricionais, controle glicêmico e atividade física de adolescentes portadores de diabetes melito tipo 1 Izabela Zibetti de ALBUQUERQUE 1 ; Maria Raquel Hidalgo

Leia mais

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br Todo mundo quer viver muitos anos, não é mesmo? Mas você já se questionou se está somando mais pontos contra do que a favor na busca pela longevidade? Por isso mesmo, um estudo da Universidade da Califórnia,

Leia mais

Prevenção da Angina e do Infarto do Miocárdio

Prevenção da Angina e do Infarto do Miocárdio Prevenção da Angina e do Infarto do Miocárdio A doença arterial coronária (DAC) é a causa mais freqüentes de mortalidade na América do Norte, Europa, Austrália e Nova Zelândia. Desde 1980, no entanto,

Leia mais

Cardiologia Hemodinâmica

Cardiologia Hemodinâmica 1 Concurso Público 2011 Cardiologia Hemodinâmica Questão 1: Homem de 40 anos de idade, brasileiro (RJ), solteiro e comerciante, apresentou dor precordial intensa, acompanhada de palpitações e desencadeada

Leia mais

A importância da qualidade de vida Prevenção da doença cardiovascular em mulheres. Professor Dr. Roberto Kalil Filho

A importância da qualidade de vida Prevenção da doença cardiovascular em mulheres. Professor Dr. Roberto Kalil Filho A importância da qualidade de vida Prevenção da doença cardiovascular em mulheres Professor Dr. Roberto Kalil Filho Professor Titular da Disciplina de Cardiologia FMUSP Diretor do Centro de Cardiologia

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA CARDIOVASCULAR

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA CARDIOVASCULAR CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA CARDIOVASCULAR Coordenadores: Drs. Clerio Azevedo e Marcelo Hadlich 1. Objetivos do Programa Proporcionar, aos pós-graduandos, formação especializada

Leia mais

Consulta de Enfermagem para Pessoas com Hipertensão Arterial Sistêmica. Ms. Enf. Sandra R. S. Ferreira

Consulta de Enfermagem para Pessoas com Hipertensão Arterial Sistêmica. Ms. Enf. Sandra R. S. Ferreira Consulta de Enfermagem para Pessoas com Hipertensão Arterial Sistêmica Ms. Enf. Sandra R. S. Ferreira O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL? Condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados

Leia mais

Participar em estudos de investigação científica é contribuir para o conhecimento e melhoria dos serviços de saúde em Portugal

Participar em estudos de investigação científica é contribuir para o conhecimento e melhoria dos serviços de saúde em Portugal FO L H E TO F EC H A D O : FO R M ATO D L ( 2 2 0 x 1 1 0 m m ) FO L H E TO : C A PA Departamento de Epidemiologia Clínica, Medicina Preditiva e Saúde Pública Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

Leia mais

AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A AR E A DM TIPO II. Agenda: 1. INTRODUÇÃO 2. OBJECTIVOS 3. METODOLOGIA 4. PLANIFICAÇÃO DO PROJECTO

AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A AR E A DM TIPO II. Agenda: 1. INTRODUÇÃO 2. OBJECTIVOS 3. METODOLOGIA 4. PLANIFICAÇÃO DO PROJECTO AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A ARTRITE REUMATÓIDE E A DIABETES MELLITUS TIPO 2 Análise da Base de Dados de Doenças Reumáticas Norte-Americana National Data Bank for Rheumatic Diseases PROJECTO DE TESE

Leia mais

PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA TECNOLOGIA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA II

PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA TECNOLOGIA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA II PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA TECNOLOGIA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA II 1 O SEMESTRE DE 2015 PROFESSORES: Andréa de Lima Bastos Giovanni Antônio Paiva de Oliveira 1. EMENTA: Procedimentos, Protocolos,

Leia mais

NÚMERO DE PASSOS POR DIA E COLESTEROL TOTAL: ESTUDO ASSOCIATIVO EM ADOLESCENTES DE URUGUAIANA/RS

NÚMERO DE PASSOS POR DIA E COLESTEROL TOTAL: ESTUDO ASSOCIATIVO EM ADOLESCENTES DE URUGUAIANA/RS NÚMERO DE PASSOS POR DIA E COLESTEROL TOTAL: ESTUDO ASSOCIATIVO EM ADOLESCENTES DE URUGUAIANA/RS Autores: Mauren Lúcia de Araújo Bergmann (1) & Gabriel Gustavo Bergmann (1). Instituição: (1) Universidade

Leia mais

29º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul

29º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul 29º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul BUSCA ATIVA DOS SERVIDORES HIPERTENSOS E DIABÉTICOS DA UEM: ORIENTAÇÃO, PREVENÇÃO, TRIAGEM E ENCAMINHAMENTO MÉDICO DE TRABALHADORES DE UMA INSTITUIÇÃO

Leia mais

TÉCNICA EM RADIOLOGIA

TÉCNICA EM RADIOLOGIA UFF UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CCM CENTRO DE CIÊNCIAS MÉDICAS HUAP HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTONIO PEDRO Hospital Universitário TÉCNICA EM RADIOLOGIA Parte I: Múltipla Escolha Hospital Universitário

Leia mais

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada, exame de líquor e EEG

Imagem da Semana: Tomografia computadorizada, exame de líquor e EEG Imagem da Semana: Tomografia computadorizada, exame de líquor e EEG Figura 1: Tomografia computadorizada de crânio, sem contraste, corte axial ao nível da ponte Figura 2: Exame do líquido cefalorraquidiano

Leia mais

Check-Up Fleury. 1 Fórum LISTER de Saúde e Segurança do Trabalho. Nelson Carvalhaes Neto 18 de novembro de 2010

Check-Up Fleury. 1 Fórum LISTER de Saúde e Segurança do Trabalho. Nelson Carvalhaes Neto 18 de novembro de 2010 Check-Up Fleury 1 Fórum LISTER de Saúde e Segurança do Trabalho Nelson Carvalhaes Neto 18 de novembro de 2010 Por que solicitamos testes diagnósticos? 1) Esclarecimento de uma suspeita clínica 2) Diagnóstico

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS Prof. Mestrando: Marcelo Mota São Cristóvão 2008 POPULAÇÕES ESPECIAIS

Leia mais

PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia

PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia Início 28 de Fevereiro

Leia mais

Dr. Rafael Souto de O. Giuberti 18.10.2012

Dr. Rafael Souto de O. Giuberti 18.10.2012 Curso SBHCI Curso de Revisão em Intervenção Cardiovascular Dr. Rafael Souto de O. Giuberti 18.10.2012 Doença da Artéria Coronária e Métodos Diagnósticos I. Fisiopatologia da Placa e Formação do trombo

Leia mais

A Prática Cardiológica no Cenário da Alta Complexidade

A Prática Cardiológica no Cenário da Alta Complexidade A Prática Cardiológica no Cenário da Alta Complexidade Doença Aterosclerótica Coronariana e o Emprego Racional de Endopróteses Procedimento Operacional Padrão Dr. Marco Antonio de Mattos Hospital UNIMED-RIO-

Leia mais

Relatório Estatístico da Pesquisa Realizada no 23º Congresso Estadual da APEOESP

Relatório Estatístico da Pesquisa Realizada no 23º Congresso Estadual da APEOESP Relatório Estatístico da Pesquisa Realizada no 23º Congresso Estadual da APEOESP (1 a 3 de dezembro de 2010) Objetivos da Pesquisa: 1) Gerais: Conhecer mais profundamente a saúde e condições de trabalho

Leia mais

Sugestões para o rol. Núcleo Amil de Avaliação de Tecnologias em Saúde. Suzana Alves da Silva Maria Elisa Cabanelas Pazos

Sugestões para o rol. Núcleo Amil de Avaliação de Tecnologias em Saúde. Suzana Alves da Silva Maria Elisa Cabanelas Pazos Sugestões para o rol Núcleo Amil de Avaliação de Tecnologias em Saúde Suzana Alves da Silva Maria Elisa Cabanelas Pazos S Procedimentos selecionados Cardiologia AngioTC de coronárias Escore de cálcio Cintilografia

Leia mais

7º Congresso Unidas de

7º Congresso Unidas de 7º Congresso Unidas de Gestão o de Assistência à Saúde Dra. Rozana Ciconelli Centro Paulista de Economia da Saúde Escola Paulista de Medicina A epidemia da obesidade Como as doenças crônicas afetam a gestão

Leia mais

Sedentarismo, tratamento farmacológico e circunferência abdominal no controle glicêmico de diabéticos tipo 2 em Ponta Grossa.

Sedentarismo, tratamento farmacológico e circunferência abdominal no controle glicêmico de diabéticos tipo 2 em Ponta Grossa. 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE

Leia mais

AVALIAÇÃO DA DISLIPIDEMIA EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2

AVALIAÇÃO DA DISLIPIDEMIA EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 AVALIAÇÃO DA DISLIPIDEMIA EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 MARINA SOUSA PINHEIRO MOTA ALUÍSIO DE MOURA FERREIRA MARIA DE FÁTIMA RAMOS DE QUEIROZ MARIA DO SOCORRO RAMOS DE QUEIROZ DANIELE IDALINO

Leia mais

Epidemiologia. Profa. Heloisa Nascimento

Epidemiologia. Profa. Heloisa Nascimento Epidemiologia Profa. Heloisa Nascimento Medidas de efeito e medidas de associação -Um dos objetivos da pesquisa epidemiológica é o reconhecimento de uma relação causal entre uma particular exposição (fator

Leia mais

Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012

Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012 Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista Hospital São Paulo Hospital do Rim e Hipertensão UNIFESP - EPM Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012 Eduardo Rodrigues

Leia mais

Escore de Cálcio na Avaliação Cardiovascular do Paciente Com Diabetes

Escore de Cálcio na Avaliação Cardiovascular do Paciente Com Diabetes Escore de Cálcio na Avaliação Cardiovascular do Paciente Com Diabetes revisão DANY JASINOWODOLINSKI GILBERTO SZARF Departamento de Diagnóstico por Imagem UNIFESP, e Setor de Imagem Cardíaca Centro de Medicina

Leia mais

PACS. III Encontro Sul Brasileiro de Engenharia Clínica. Santa Casa de Porto Alegre, RS. 24 de Novembro de 2012

PACS. III Encontro Sul Brasileiro de Engenharia Clínica. Santa Casa de Porto Alegre, RS. 24 de Novembro de 2012 PACS III Encontro Sul Brasileiro de Engenharia Clínica Santa Casa de Porto Alegre, RS 24 de Novembro de 2012 III Encontro Sul Brasileiro de Engenharia Clínica PACS - Agenda Histórico Workflow Modalidades

Leia mais

Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas

Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas Modelo de Atenção às Condições Crônicas Seminário II Laboratório de Atenção às Condições Crônicas A Estratificação de Risco na SMS de Curitiba HAS Diabete melito + Laboratório de Inovações na Atenção às

Leia mais

Introdução. Palavras-chave: Composição corporal. Antropometria. Escola pública. Escola privada.

Introdução. Palavras-chave: Composição corporal. Antropometria. Escola pública. Escola privada. I Comparação de Composição Corporal Entre Alunos de Escolas Públicas e Privadas Por: André Shigueo F. Vieira Orientador: Prof. Dr. Ricardo Bernardo Mayolino Resumo: O objetivo do presente estudo foi analisar

Leia mais

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL TESTE ERGOMETRICO O teste ergométrico serve para a avaliação ampla do funcionamento cardiovascular, quando submetido a esforço físico gradualmente crescente, em esteira rolante. São observados os sintomas,

Leia mais

MARCADORES CARDÍACOS

MARCADORES CARDÍACOS Maria Alice Vieira Willrich, MSc Farmacêutica Bioquímica Mestre em Análises Clínicas pela Universidade de São Paulo Diretora técnica do A Síndrome Coronariana Aguda MARCADORES CARDÍACOS A síndrome coronariana

Leia mais

Prevenção. Introdução. Passo 1. Tenha uma alimentação saudável. Passo 2. Não fique parado, movimente-se! Passo 3. Livre-se do cigarro

Prevenção. Introdução. Passo 1. Tenha uma alimentação saudável. Passo 2. Não fique parado, movimente-se! Passo 3. Livre-se do cigarro www.cardiol.br Introdução As doenças cardiovasculares (DCV) afetam anualmente, no Brasil, cerca de 17,1 milhões de vidas. Registramos no país mais de 300 mil mortes por ano decorrentes dessas doenças,

Leia mais

Rafaella Cristhine Pordeus de Lima Concluinte do mestrado em Ciências da Nutrição UFPB Especialista em Nutrição Clínica UGF-RJ

Rafaella Cristhine Pordeus de Lima Concluinte do mestrado em Ciências da Nutrição UFPB Especialista em Nutrição Clínica UGF-RJ Rafaella Cristhine Pordeus de Lima Concluinte do mestrado em Ciências da Nutrição UFPB Especialista em Nutrição Clínica UGF-RJ REDUÇÃO DA INGESTÃO ENERGÉTICA SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL APROPRIADA INGESTÃO

Leia mais

azul NOVEMBRO azul Saúde também é coisa de homem. Doenças Cardiovasculares (DCV)

azul NOVEMBRO azul Saúde também é coisa de homem. Doenças Cardiovasculares (DCV) Doenças Cardiovasculares (DCV) O que são as Doenças Cardiovasculares? De um modo geral, são o conjunto de doenças que afetam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos. Quais

Leia mais

A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, DIABETES MELLITUS E DOENCA RENAL CRÔNICA

A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, DIABETES MELLITUS E DOENCA RENAL CRÔNICA A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, DIABETES MELLITUS E DOENCA RENAL CRÔNICA CONTEÚDO EXTRAÍDO DA LINHA-GUIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES MELLITUS E DOENÇA RENAL CRÔNICA

Leia mais

ANEURISMA DE AORTA. ESTADO DA ARTE

ANEURISMA DE AORTA. ESTADO DA ARTE ANEURISMA DE AORTA. CORREÇÃO POR VIA ENDO-VASCULAR ESTADO DA ARTE Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia Seção Médica de Radiologia 2010 ACCF/AHA/AATS/ACR/ASA/SCA/SCAI/SIR/STS SVM Guidelines for the

Leia mais

IDOSOS COM HIPERTENSÃO: CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS NO MUNICIPIO DE FOZ DO IGUAÇU, PARANÁ, BRASIL.

IDOSOS COM HIPERTENSÃO: CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS NO MUNICIPIO DE FOZ DO IGUAÇU, PARANÁ, BRASIL. IDOSOS COM HIPERTENSÃO: CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS NO MUNICIPIO DE FOZ DO IGUAÇU, PARANÁ, BRASIL. Paulo Sergio Lemke (Apresentador) 1, Marcos Augusto Moraes Arcoverde (Orientado) 2 Curso de Enfermagem

Leia mais

ESPECTROSCOPIA DE PRÓTONS POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NO DIAGNÓSTICO DO MAL DE ALZHEIMER

ESPECTROSCOPIA DE PRÓTONS POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NO DIAGNÓSTICO DO MAL DE ALZHEIMER ESPECTROSCOPIA DE PRÓTONS POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NO DIAGNÓSTICO DO MAL DE ALZHEIMER Tecnólogo Ronaldo Maria Radialista Prof. Curso Técnico Sistema único Especialista em RM pela rede CDPI ALOYSIUS ALZHEIMER

Leia mais

Determinação do Risco Cardiovascular em População de Check-up Espontâneo através do Escore de Framingham

Determinação do Risco Cardiovascular em População de Check-up Espontâneo através do Escore de Framingham Rev Bras Cardiol. 2013;26(5):356-63 Artigo Original 4 Galvão et al. Determinação do Risco Cardiovascular em População de Check-up Espontâneo através do Escore de Framingham Determination of Cardiovascular

Leia mais

Boletim Científico. Preditores de disfunção ventricular esquerda, após plastia mitral: efeitos da fibrilação atrial e hipertensão pulmonar.

Boletim Científico. Preditores de disfunção ventricular esquerda, após plastia mitral: efeitos da fibrilação atrial e hipertensão pulmonar. Boletim Científico SBCCV 01/09/2014 Número 04 Preditores de disfunção ventricular esquerda, após plastia mitral: efeitos da fibrilação atrial e hipertensão pulmonar. Predicting early left ventricular dysfunction

Leia mais

Tabagismo e Câncer de Pulmão

Tabagismo e Câncer de Pulmão F A C U L D A D E D E S A Ú D E P Ú B L I C A D E P A R TA M E N T O D E E P I D E M I O L O G I A U N I V E R S I D A D E D E S Ã O P A U L O Série Vigilância em Saúde Pública E X E R C Í C I O N º 3

Leia mais

Introdução à Neuroimagem

Introdução à Neuroimagem FACULDADE DE MEDICINA/UFC-SOBRAL MÓDULO SISTEMA NERVOSO NEUROANATOMIA FUNCIONAL Introdução à Neuroimagem Prof. Gerardo Cristino Aula disponível em: www.gerardocristino.com.br Neuroimagem Técnicas de Imagem

Leia mais

Terapia Nutricional nas Dislipidemias

Terapia Nutricional nas Dislipidemias Terapia Nutricional nas Dislipidemias Autoria: Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral Sociedade Brasileira de Cardiologia Colégio Brasileiro de Cirurgiões Sociedade Brasileira de Clínica

Leia mais

FACULDADE ALFREDO NASSER - FAN. sabrina@unifan.edu.br

FACULDADE ALFREDO NASSER - FAN. sabrina@unifan.edu.br INFLUÊNCIA DE EXERCÍCIO FÍSICO E HÁBITOS DE VIDA NOS ÍNDICES METABÓLICOS DOS ALUNOS DA FACULDADE ALFREDO NASSER: DISLIPIDEMIAS, ÍNDICE GLICÊMICO E SISTEMA CARDIO-PULMONAR Jessika Rayane Silva Paz, Savio

Leia mais

Pré diabetes. Diagnóstico e Tratamento

Pré diabetes. Diagnóstico e Tratamento Pré diabetes Diagnóstico e Tratamento Zulmira Jorge Assistente Hospitalar Endocrinologia do Hospital Santa Maria Endocrinologista do NEDO e do Hospital Cuf Infante Santo Diabetes Mellitus Diagnóstico PTGO

Leia mais

Novas diretrizes para pacientes ambulatoriais HAS e Dislipidemia

Novas diretrizes para pacientes ambulatoriais HAS e Dislipidemia Novas diretrizes para pacientes ambulatoriais HAS e Dislipidemia Dra. Carla Romagnolli JNC 8 Revisão das evidências Ensaios clínicos randomizados controlados; Pacientes hipertensos com > 18 anos de idade;

Leia mais

História Natural das Doenças e Níveis de Aplicação de Medidas Preventivas

História Natural das Doenças e Níveis de Aplicação de Medidas Preventivas Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Medicina / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC Departamento Medicina Preventiva Disciplina de Epidemiologia História

Leia mais

III CONGRESSO BRASILEIRO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO PODER JUDICIÁRIO. Valéria M. Natale Divisão Médica - TRF 3ª. Região HCFMUSP

III CONGRESSO BRASILEIRO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO PODER JUDICIÁRIO. Valéria M. Natale Divisão Médica - TRF 3ª. Região HCFMUSP III CONGRESSO BRASILEIRO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO PODER JUDICIÁRIO Valéria M. Natale Divisão Médica - TRF 3ª. Região HCFMUSP DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS PRINCIPAL CAUSA DE MORTE NO MUNDO!! AS PRINCIPAIS

Leia mais

Aumento dos custos no sistema de saúde. Saúde Suplementar - Lei nº 9.656/98

Aumento dos custos no sistema de saúde. Saúde Suplementar - Lei nº 9.656/98 IX ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA DA SAÚDE DA ABRES Utilização de Serviços em uma Operadora de Plano de Saúde que Desenvolve Programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Cardiovasculares Danielle

Leia mais

Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal. Aula Prá:ca Abdome 1

Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal. Aula Prá:ca Abdome 1 Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal Aula Prá:ca Abdome 1 Obje:vos Entender como decidir se exames de imagem são necessários e qual o método mais apropriado para avaliação de pacientes com

Leia mais

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Projecto Mexa-se em Bragança Organização: Pedro Miguel Queirós Pimenta Magalhães E-mail: mexaseembraganca@ipb.pt Web: http://www.mexaseembraganca.ipb.pt

Leia mais

COLESTEROL. Colesterol é o substrato para formar hormônios,membranas, ele é o tijolo essencial para todo o corpo.( Sposito AC,2010).

COLESTEROL. Colesterol é o substrato para formar hormônios,membranas, ele é o tijolo essencial para todo o corpo.( Sposito AC,2010). COLESTEROL Colesterol é o substrato para formar hormônios,membranas, ele é o tijolo essencial para todo o corpo.( Sposito AC,2010). Colesterol é uma gordura e ele não se dissolve na água,o sangue é um

Leia mais

PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM POPULAÇÃO ATENDIDA EM APARECIDA DE GOIÂNIA PELA LIGA ACADÊMICA DE DIABETES DA UFG

PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM POPULAÇÃO ATENDIDA EM APARECIDA DE GOIÂNIA PELA LIGA ACADÊMICA DE DIABETES DA UFG PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM POPULAÇÃO ATENDIDA EM APARECIDA DE GOIÂNIA PELA LIGA ACADÊMICA DE DIABETES DA UFG CAMPOS NETO, Moacir Batista de¹; SANTOS, Débora Ferreira

Leia mais

Avaliação cardiológica na triagem da doença coronariana em pacientes assintomáticos

Avaliação cardiológica na triagem da doença coronariana em pacientes assintomáticos Avaliação cardiológica na triagem da doença coronariana em pacientes assintomáticos Caso Clínico: Uma mulher de 35 anos procura seu médico para submeter-se à avaliação clínica exigida pela academia de

Leia mais

Colesterol 3. Que tipos de colesterol existem? 3. Que factores afectam os níveis de colesterol? 4. Quando está o colesterol demasiado elevado?

Colesterol 3. Que tipos de colesterol existem? 3. Que factores afectam os níveis de colesterol? 4. Quando está o colesterol demasiado elevado? Colesterol Colesterol 3 Que tipos de colesterol existem? 3 Que factores afectam os níveis de colesterol? 4 Quando está o colesterol demasiado elevado? 4 Como reduzir o colesterol e o risco de doença cardiovascular?

Leia mais

"ANÁLISE DO CUSTO COM MEDICAMENTOS E DO RISCO CARDIOVASCULAR EM PACIENTES MORBIDAMENTE OBESOS ANTES E APÓS A REALIZAÇÃO DA CIRURGIA BARIÁTRICA"

ANÁLISE DO CUSTO COM MEDICAMENTOS E DO RISCO CARDIOVASCULAR EM PACIENTES MORBIDAMENTE OBESOS ANTES E APÓS A REALIZAÇÃO DA CIRURGIA BARIÁTRICA "ANÁLISE DO CUSTO COM MEDICAMENTOS E DO RISCO CARDIOVASCULAR EM PACIENTES MORBIDAMENTE OBESOS ANTES E APÓS A REALIZAÇÃO DA CIRURGIA BARIÁTRICA" SHOSSLER ¹, T.S.; FREITAS ¹, G.; LOPES ², E.; FRASNELLI ¹,

Leia mais

Ateroembolismo renal

Ateroembolismo renal Ateroembolismo renal Samuel Shiraishi Rollemberg Albuquerque 1 Introdução O ateroembolismo é uma condição clínica muito comum em pacientes idosos com ateroesclerose erosiva difusa. Ocorre após a ruptura

Leia mais

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA CARDIOVASCULAR NO PÓS- OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA CARDIOVASCULAR NO PÓS- OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA CARDIOVASCULAR NO PÓS- OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO Michael Jaickson de Jesus Chaves* NOVAFAPI Gilderlene Alves Fernandes** NOVAFAPI INTRODUÇÃO O coração é um

Leia mais

TABAGISMO E CÂNCER DE PULMÃO *

TABAGISMO E CÂNCER DE PULMÃO * 1 05/06 TABAGISMO E CÂNCER DE PULMÃO * OBJETIVOS Este exercício utiliza o estudo clássico de Doll e Hill que demonstrou a relação entre tabagismo e câncer de pulmão. Depois de completar este exercício,

Leia mais

Doenças Desencadeadas ou Agravadas pela Obesidade

Doenças Desencadeadas ou Agravadas pela Obesidade Doenças Desencadeadas ou Agravadas pela Obesidade Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica ABESO Dra. Maria Edna de Melo CREMESP 106.455 Responsável Científica pelo site

Leia mais

Boletim Científico SBCCV 11-2012

Boletim Científico SBCCV 11-2012 1 2 Boletim Científico SBCCV 11-2012 Nova Diretriz da American Heart Association para Doença Coronariana Estável confirma papel da terapia clínica e da cirurgia de revascularização miocárdica, como estratégias

Leia mais

PERFIL DEMOGRÁFICO E ANTROPOMÉTRICO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À ANGIOPLASTIA CORONARIANA

PERFIL DEMOGRÁFICO E ANTROPOMÉTRICO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À ANGIOPLASTIA CORONARIANA 26 a 29 de outubro de 2010 ISBN 978-85-61091-69-9 PERFIL DEMOGRÁFICO E ANTROPOMÉTRICO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À ANGIOPLASTIA CORONARIANA Gisele Escudeiro 1 ; Willian Augusto de Melo 2 RESUMO: A angioplastia

Leia mais

CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS

CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS Ana M.B. Menezes 1 e Iná da S. dos Santos 2 1 Prof a Titular de Pneumologia Faculdade de Medicina UFPEL 1 Presidente da Comissão de Epidemiologia da SBPT

Leia mais

CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE

CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE Janaína Esmeraldo Rocha, Faculdade Leão Sampaio, janainaesmeraldo@gmail.com

Leia mais

Como Indicar (bem) Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM)

Como Indicar (bem) Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM) Como Indicar (bem) Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM) Dra. Luciana Baptista Artigo originalmente publicado no caderno Application do Jornal Interação Diagnóstica n.01, abril/maio

Leia mais

VIII Encontro Nacional de Prevenção da Doença Renal Crônica

VIII Encontro Nacional de Prevenção da Doença Renal Crônica VIII Encontro Nacional de Prevenção da Doença Renal Crônica A Experiência de Curitiba na Abordagem de Hipertensão e Diabetes na Rede de Atenção Primária Sociedade Brasileira de Nefrologia Brasília, 2012

Leia mais

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC)

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) 1 - Epidemiologia No Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de mortalidade. Calcula-se que existam 900.000

Leia mais

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma 8 Epidemiologia da Atividade Física & Doenças Crônicas: Diabetes Dênis Marcelo Modeneze Graduado em Educação Física Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde-UNICAMP Em pleno

Leia mais

Doenças do Sistema Circulatório

Doenças do Sistema Circulatório Doenças do Sistema Circulatório Dados Mundiais: Mortes por grupos de causas - 2000 Total de Mortes: 55.694.000 Causas Externas ( 9.1%) Doenças Não Transmissíveis (59.0%) Doenças transmissíveis, mortalidade

Leia mais

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Tabela 01 - Principais Antecedentes e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular à Internação na Unidade Todos os Pacientes Egressos da Unidade Hipertensão Arterial

Leia mais

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Tabela 01 - Principais Antecedentes e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular à Internação na Unidade Todos os Pacientes Egressos da Unidade Hipertensão Arterial

Leia mais

06/05/2014. Prof. Me. Alexandre Correia Rocha www.professoralexandrerocha.com.br alexandre.personal@hotmail.com. Prof. Me Alexandre Rocha

06/05/2014. Prof. Me. Alexandre Correia Rocha www.professoralexandrerocha.com.br alexandre.personal@hotmail.com. Prof. Me Alexandre Rocha Prof. Me. Alexandre Correia Rocha www.professoralexandrerocha.com.br alexandre.personal@hotmail.com Docência Personal Trainer Prof. Me Alexandre Rocha 1 Hipertensão Arterial - Exercício Hipertensão Arterial

Leia mais

NLST: estamos prontos para o rastreamento do câncer de pulmão?

NLST: estamos prontos para o rastreamento do câncer de pulmão? NLST: estamos prontos para o rastreamento do câncer de pulmão? Vladmir Cláudio Cordeiro de Lima, MD, PhD Hospital A.C. Camargo São Paulo - Brasil Rastreamento do Câncer de Pulmão Fonte: World Health Organization.

Leia mais

17/08/2014. Prof. Me. Alexandre Correia Rocha www.professoralexandrerocha.com.br alexandre.personal@hotmail.com. Exercício e CORONARIOPATA

17/08/2014. Prof. Me. Alexandre Correia Rocha www.professoralexandrerocha.com.br alexandre.personal@hotmail.com. Exercício e CORONARIOPATA Prof. Me. Alexandre Correia Rocha www.professoralexandrerocha.com.br alexandre.personal@hotmail.com Docência Personal Trainer Exercício e CORONARIOPATA 1 DEFINIÇÃO CORONARIOPATIA? Patologia associada à

Leia mais

Saúde e Desporto. Manuel Teixeira Veríssimo Hospitais da Universidade de Coimbra. Relação do Desporto com a Saúde

Saúde e Desporto. Manuel Teixeira Veríssimo Hospitais da Universidade de Coimbra. Relação do Desporto com a Saúde Saúde e Desporto Manuel Teixeira Veríssimo Hospitais da Universidade de Coimbra Relação do Desporto com a Saúde Dum modo geral aceita-se que o desporto dá saúde Contudo, o desporto também comporta malefícios

Leia mais

o desafio em criar coorte de adultos brasileiros para estudar doenças cardiovasculares e diabetes

o desafio em criar coorte de adultos brasileiros para estudar doenças cardiovasculares e diabetes o desafio em criar coorte de adultos brasileiros para estudar doenças cardiovasculares e diabetes Paulo A. Lotufo Professor Titular de Clínica Médica Faculdade de Medicina da USP palotufo@usp.br doenças

Leia mais

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Evolução dos Fatores de Risco para Doenças Crônicas e da prevalência do Diabete Melito e Hipertensão Arterial na população brasileira: Resultados do VIGITEL 2006-2009 Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais