SEMANA ACADÊMICA PROF EDUARDO PAGLIOLI FAMED/PUCRS

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1 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Faculdade de Medicina FAMED Semana Acadêmica Eduardo Paglioli Comissão Organizadora Diretor FAMED/PUCRS: Prof. Dr. Jefferson Braga da Silva Comissão Científica FAMED/HSL/PUCRS: Profa. Dra. Bartira Pinheiro da Costa Diretório Acadêmico Professor Garcia do Prado: Acadêmicos Amanda T. Mello e Thomas P. Lima Dias LISTA DE RESUMOS APRESENTADOS NA SEMANA ACADÊMICA EDUARDO PAGLIOLI/FAMED 2013: 1) Título da Pesquisa: A Solicitação de Exames de Imagem na Atenção Primária à Saúde Autores: Maurício Rizzi Macagnan, Franchesca Luz, Guilherme Stüker, Ana Carolina Muller, Carlen Adriane Luz (orientadora). Introdução: A atenção primária à saúde assiste paciente, sendo a dor uma freqüente queixa e muitas vezes a conduta é a solicitação de exames de imagem. A dor é um dos sintomas mais importantes, pois, além da alta prevalência, tem grande potencial de causar impacto negativo na qualidade de vida, e a solicitação de exames de imagem é uma rotina médica que auxilia no diagnóstico. Os objetivos deste trabalho foram: quantificar o número de pacientes que buscam atendimento, tendo como queixa principal, a dor e o número de exames de imagens que são solicitados, quantificar também o gênero e a faixa etária dos pacientes. Metodologia: Estudo transversal, de janeiro a março de 2012, com amostra de 447 consultas. A coleta de dados foi realizada por um grupo de quatro acadêmicos da Universidade Luterana do Brasil, distribuídos aleatoriamente. O trabalho foi realizado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que atende uma população de famílias, com cinco equipes do Programa de Saúde da Família. Os dados foram coletados durante três meses onde a dor e sequencialmente a solicitação de exames de imagem apareceu em 9,2% das consultas médicas. Resultados: Do total, 28,8% apresentaram, como queixa principal, a dor. Destes, cerca de 32% tiveram como conduta a solicitação de exames de imagem. As regiões mais prevalentes foram: lombalgia, com 7,8 %, dor no joelho, com 7,0%, dor no pé, com 5,5%, dor no ombro, com 3,9%, outros locais somam 7,8%. Dentre os pacientes que tiveram como conduta médica a solicitação de exames, o gênero predominante foi o feminino com 73,2% e a faixa etária, a média dos pacientes com dor foi de 56,8 anos. Conclusões: Os resultados deste trabalho apontam a dor como queixa mais freqüente dos pacientes que procuram atendimento médico, ao passo que a solicitação de exames de imagem constitui uma conduta médica que auxilia o diagnóstico médico. Conclusão: Concluiu-se que o ensino da radiologia na formação médica é importante e deve estar presente desde o início do curso. Discussão: A prevalência da dor nas queixas durante a consulta médica, muitas vezes são 1

2 decorrentes de processos degenerativos e serão identificáveis com exames de imagem em que o clínico dentro da Unidade Básica de Saúde pode solicitar, diagnosticar e tratar. 2) Título da Pesquisa: Terapia neo-adjuvante com quimiorradioterapia no carcinoma epidermóide de esôfago potencialmente ressecável Autores: Addller Oliveira Fagundes, Felipe Sheffer Tomasini, Daniel Weiss Vilhordo, Ricardo Breigeiron, Hamilton Petry de Souza (Orientador) Introdução Entre as opções terapêuticas para pacientes com carcinoma epidermoide avançado e potencialmente ressecável está incluída a quimiorradioterapia neoadjuvante seguida por cirurgia (esofagectomia). Neste grupo de pacientes, essa estratégia pode otimizar a ressecabilidade e aumentar sobrevida. Objetivo Demonstrar a seguimento de série de pacientes com diagnóstico de carcinoma epidermoide de esôfago tratados com quimioterapia neoadjuvante e cirurgia por equipe de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo de hospital terciário. Método Análise retrospectiva de dados referentes aos casos de carcinoma epidermoide avançado de esôfago e potencialmente ressecáveis avaliados por equipe de Cirurgia Geral do Hospital São Lucas da PUCRS e encaminhados para tratamento neoadjuvante. Resultados Entre os anos de 2008 e 2012, seis pacientes com carcinoma epidermoide de esôfago foram avaliados e tratados por uma equipe de Cirurgia Geral. Destes, quatro foram encaminhados para tratamento neoadjuvante com quimiorradioterapia. Nenhum paciente desenvolveu toxicidade grave e todos receberam o tratamento completo com radioterapia, carboplatina e paclitaxel. Os estadiamentos clínicos e patológicos dos casos encaminhados para neodajuvância (yctnm e yptnm, respectivamente), foram os seguintes: IIB/IIB (Caso 1), IIB/0 (Caso 2), IIB/IV (Caso 3), IIB/0. A variável yct (pré-neoadjuvância) em todos os casos foi mensurada como yct2. A variável ypt (pós-neoadjuvância), por sua vez, se distribuiu assim: ypt2 (Caso 1), ypt0 (Caso 2), ypt0 (Caso 3), ypt0 (Caso 4). No período de acompanhamento, um paciente desenvolveu metástase a distância (saco pericárdico) e foi a óbito em 2 anos. Os demais permanecem em acompanhamento (seguimento de 2 meses a 3 anos) e sem progressão de doença. Mesmo no paciente descoberto como estágio histopatológico IV, houve resposta patológica completa no sítio do tumor primário (esôfago), entretanto descobriu-se foco metastático no cárdia e linfonodos positivos no tronco celíaco. Conclusão A neoadjuvância com quimiorradioterapia foi bem tolerada no tratamento de pacientes com carcinoma epidermoide de esôfago, seu efeito principal foi a redução da variável T, um paciente evoluiu a óbito e os demais permanecem em acompanhamento e livres de doença. 3) Título da Pesquisa: Tratamento cirúrgico de tumor sólido pseudopapilar de pâncreas (Frantz): relato de dois casos - cabeça e cauda. 2

3 Autores: Felipe Sheffer Tomasini, Addller Oliveira Fagundes, Daniel Weiss Vilhordo, Rafael Andres, Hamilton Petry de Souza, Ricardo Breigeiron (Orientador). Introdução: Descrito em 1959 por Frantz, os tumores sólidos pseudopapilares de pâncreas são neoplasias raras do pâncreas exócrino que apresentaram um aumento na sua incidência recentemente. A maioria dos casos é diagnosticada em jovens do sexo feminino, acometendo principalmente o corpo e a cauda do pâncreas. Objetivo Relatar dois casos de tumor de Frantz tratados cirurgicamente. Método Análise retrospectiva de dois casos de tumor de Frantz tratados por equipe cirúrgica em hospital universitário. Resultados Caso 1: feminina, 23 anos, investigando massa palpável epigástrica. Dor em cólica associada à pirose, vômitos e plenitude pós-prandial. Ecografia abdominal: nódulo com 7,1 x 6,2 cm, supra umbilical. Endoscopia digestiva alta: compressão duodenal extrínseca. Tomografia de abdômen: junto ao arco duodenal, lesão expansiva, de 7,5 cm, com contornos regulares e densidade de partes moles, impregnada heterogeneamente pelo contraste. A lesão causava impressão sobre a cabeça do pâncreas, deslocando as alças de intestino delgado e o mesentério para a esquerda. Submetida à laparotomia exploradora, com enucleação do tumor da cabeça do pâncreas. Anatomopatológico: tumor pesando 194,4g e medindo 9,3 x 8 x 5,1 cm; peça com característica ovoide, encapsulada, com superfície interna parda e multibosselada - neoplasia sólido-cística pseudopapilar de pâncreas, com margens livres. Material encaminhado para estudo imuno-histoquímico, com diagnóstico de tumor de Frantz. Caso 2: feminina, 21 anos, dor em região toracolombar, náuseas, vômitos e cefaléia. Massa palpável no rebordo costal esquerdo, indolor. Ultrassonografia abdominal: lesão cística septada, contornos lobulados, de 19 x 12 cm em flanco esquerdo. Tomografia de abdômen: lesão expansiva situada no corpo e cauda do pâncreas, encapsulada, sólido-cística, com septações grosseiras, calcificações, impregnação pelo contraste, medindo cerca de 18,1cm. Realizada pancreatectomia distal e esplenectomia. Anatomia patológica: tumor pesando 950g e medindo 21 x 19 x 7,3 cm; presença de várias cavidades preenchidas por material pardo e friável ou líquido hemorrágico - tumor pseudopapilar sólido-cístico (Frantz). Conclusão Tumor de Frantz foi identificado em duas pacientes jovens, como abitualmente ocorre. No caso do tumor cefálico, foi possível a enucleação sem necessidade de duodenopancreatectomia e no tumor distal, ressecção pancreática foi realizada. 4) Título da Pesquisa: Avaliação de proliferação celular in vitro de membranas de PLGA para reparo de nervo periférico. Autores: Samanta Gerhardt, Alessandra Sebben, Prof. Dr. Jefferson Braga Silva (orientador) Introdução: Lesões em nervos periféricos são frequentes na prática clínica e provocam perda ou diminuição funcional do membro afetado. Embora pesquisas em técnicas cirúrgicas sejam bastante exploradas, os desfechos 3

4 continuam insatisfatórios, e demanda-se uma técnica que garanta uma melhor recuperação funcional aos pacientes. Uma opção é o uso de nervos artificiais através de polímeros, e o poli-(l-ácido láctico co-ácido glicólico) (PLGA) surge como tratamento alternativo na recuperação nervosa. Objetivo desse trabalho foi avaliar a biocompatibilidade in vitro das membranas de PLGA nanotexturizadas para utilização em reparo de nervo periférico. Objetivo: O foco foi avaliar a proliferação celular sobre a membrana após 24h, fator relevante para a posterior aplicação clínica, uma vez que o polímero deve permitir adequada proliferação celular para que o processo de reparo prossiga efetivamente. Métodos: proliferação foi avaliada através da coloração azul fluorescente DAPI com células NIH 3T3. Imagens de fluorescência das células coradas serão observadas por um microscópio de fluorescência (488nm de comprimento de onda), com registro de 15 imagens de cada tipo de membrana (serão 5 tipos diferentes de membranas de PLGA, cada uma com um tipo diferente de tratamento e tamanho), e o número de núcleos será quantificado pelo software Image Pro Plus versão Os dados obtidos foram comparados utilizando análise de variância (ANOVA) e Teste de Tukey post-hoc, sendo 5% estatisticamente significativo. Foram utilizados controles positivos (células cultivadas sem adição de nenhum material) para comparar com a proliferação celular nos diferentes tipos de membranas de PLGA. Percentuais relativos foram calculados e mostraram que a proliferação das células NIH 3T3 sobre o biomaterial foi superior ao controle positivo, com 31,60 e 12,07 células por campo, respectivamente (p=0,001). Resultados: Esses resultados mostram que membranas de PLGA são bons substratos para o cultivo de células NIH3T3, com percentual de proliferação celular superior ao controle positivo. Isso é um indicativo de que esse polímero pode ser considerado para o uso como conduto artificial para reparo de nervo periférico. 5) Título da Pesquisa: Projétil Intrapericárdico Móvel: Remover ou Observar? Autores: Laranjeira, Ff; Zandoná, Pce; Luiz, Mo; Lacerda, Bs; Azevedo, Rs; Todescatto. Introdução: Paciente masculino, 29 anos, vítima de ferimento por projétil de arma de fogo (FPAF), com arma de caça em tórax, membro superior esquerdo e mão direita. SAMU resgata paciente do pronto atendimento da Restinga e traz ao HPS de Porto Alegre, no dia 13/02/2013. Métodos Avaliação inicial pela equipe de emergência: vias aéreas pérvias, murmúrio vesicular diminuído à esquerda, ausculta cardíaca em ritmo regular, em 2 tempos, Glasgow 15 e diminuição da perfusão em membro superior direito. Avaliação equipe cirúrgica: FPAF em tórax na região precordial, pressão arterial 84/47 mmhg, frequência cardíaca de 110 bpm e hipoperfusão periférica. A recuperação do paciente com projétil intrapericárdico móvel, evitando complicações e intercorrências futuras, a fim de obter uma melhora rápida do traumatizado e aumentar a sua sobrevida. Solicitado tipagem sanguínea, Raio X (RX) de tórax, membro superior direito e esquerdo e avaliação cirúrgica. RX: múltiplos projéteis em mediastino e hemotórax 4

5 esquerdo. Realizada pericardiocentese com saída de 40ml de sangue. Administrada cefoxitina 2g e realizada toracotomia ântero-lateral esquerda. Durante o procedimento, realizaram-se abertura longitudinal do pericárdio, drenagem de 400ml de sangue e coágulos, retirada de fragmentos de chumbo localizados junto à veia pulmonar e identificação de hematoma na raiz da veia pulmonar sem perfurações evidentes ou sangramento ativo. Obteve-se uma boa evolução do pós-operatório (PO) inicial. 5º PO: Evoluiu com pneumonia e piora dos parâmetros ventilatórios. 7º PO: Traqueostomia e drenagem de pneumotórax à esquerda. 9º PO: Piora dos parâmetros ventilatórios, instituída ventilação mecânica, O2 100%, RX com câmara de pneumotórax em ápice. Tentativa de passar novo dreno, identificação de inúmeras aderências pleuropulmonares, com drenagem de pequena quantidade de ar. 14º PO: Decorticação pleural. RESULTADOS Boa evolução do PO com melhora progressiva dos parâmetros ventilatórios, aceitando dieta, hemograma sem alterações, deambulando. CONCLUSÕES São raros os pacientes com projéteis localizados no saco pericárdico sem que ocorra lesão miocárdica associada. O diagnóstico de corpo estranho intrapericárdico pode ser difícil, por isso é necessária uma investigação criteriosa. Geralmente a remoção do corpo estranho no saco pericárdico é indicada pois o tratamento conservador é imprevisível, normalmente associado a complicações, que podem aparecer até muitos anos depois como tamponamento cardíaco, pericardite estéril, ou não, e outras. O possível dano causado pela remoção do objeto comparado ao potencial risco de sua permanência deve ser analisado individualmente. Portanto, é importante avaliar o tamanho, a composição, a localização do corpo estranho e os sintomas por ele causados. 6) Título da Pesquisa: Conhecimento Básico De RCP Por Profissionais De Hospital Terciário. Autores: ZANIN EM, BRENNER MB, LIMA TP, LEHMANN DEF, ONGARATTO MS, VILHORDO DW, BREIGEIRON R. INTRODUÇÃO: A chance de um leigo se defrontar com o evento parado cardiorrespiratória (PCR) é elevada. Da mesma forma, em hospitais sem Time de Resposta Rápido institucionalmente definido, a identificação e o primeiro atendimento ao paciente em PCR dependem de conhecimentos prévios dos integrantes da equipe assistencial (técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, etc). Até a institucionalização de um fluxo padronizado de atendimento ao paciente em PCR, difundir conhecimento básico sobre reanimação cardiopulmonar (RCP) se faz tão importante quanto avaliar a compreensão da equipe e garantir a atualização periódica. OBJETIVO: Os autores objetivam avaliar, em hospital universitário e terciário, o conhecimento prévio de técnicos de enfermagem de diferentes setores sobre assistência à PCR. Como objetivo secundário, é analisado resposta ao mesmo questionário aplicado após aula teórica e prática de atualização em RCP ministrada pela Liga do Trauma da PUCRS aos mesmos profissionais. RESULTADOS: o questionário foi aplicado em 27 sujeitos, e a média de acertos foi de 52,8% das questões. Uma questão foi anulada por apresentar 5

6 problemas em sua formulação. Cinco indivíduos não concordaram em responder o questionário final. Na avaliação respondida após a aula, observou-se que 50% (11/22) acertaram 80% das questões. É digno de nota que não houve questionário inicial com 100% de acertos e que, nessa fase, um sujeito respondeu incorretamente a todas as 5 questões. Na reaplicação do questionário, sete indivíduos atingiram 100% de acerto. CONCLUSÕES: O trabalho analisou apenas uma fração de todos os diferentes profissionais envolvidos na assistência ao paciente hospitalizado. Embora com possíveis considerações concernentes à forma de avaliação, o índice inicial baixo de desempenho nas respostas, e sua comparação com a reaplicação do teste, podem refletir a necessidade de medidas de ensino e constante treinamento dos profissionais avaliados. O investimento na formação de um Time de Resposta Rápida e sua importância está além do escopo deste trabalho, porém esta pode ser uma medida institucional sólida para auxiliar no programa de educação continuada e domínio do fluxo de assistência. 7) Título da Pesquisa: Modelo Didático De Correção De Pneumotórax Aberto Autores: Thomás Paiva Lima, Mariana Ongaratto Scherer, Eduardo Zanin, Mateus Brum Brenner, Julia de Gasperi Daniel Weiss Vilhordo, Breigeiron R. INTRODUÇÃO: Ferimentos abertos da parede torácica com diâmetro maior que 2/3 da traquéia resultam em pneumotórax aberto, lesão ameaçadora à vida. Quando isso ocorre, as pressões atmosféricas e intratorácicas se igualam e, na inspiração, o ar tende a entrar por onde encontra menor resistência, no caso, o ferimento torácico. O tratamento inicial do pneumotórax aberto consiste na oclusão do ferimento com curativo de três pontas, que funciona como válvula unidirecional, evitando o colabamento pulmonar. O emprego de modelo didático pode ser útil no ensino de estudantes e profissionais da área de saúde ao ilustrar o efeito do pneumotórax aberto. OBJETIVO Demonstrar, em modelo didático, uma ferida torácica aspirativa (pneumotórax aberto) e o efeito do curativo de três pontas. MÉTODO Para construir o modelo foi utilizado garrafa de politereftalato de etileno ( PET ) representando a pleura parietal. A garrafa teve o terço inferior removido e meio balão de látex acoplado, representando o diafragma e seu movimento, quando tracionado inferiormente. Um corpo de caneta esferográfica sem a carga, representando a traqueia, foi instalado através da tampa da garrafa, adaptando-se, na extremidade inferior (dentro da garrafa), balão de látex tamanho 9, representando a pleura visceral. Para demonstrar a fisiopatologia do pneumotórax aberto e o curativo de três pontas, foi realizado orifício na parede da garrafa, e adaptada película presa em três pontos. RESULTADOS O modelo simula a mecânica ventilatória, pois com a tração inferior do látex que simula o diafragma, a pressão no interior do sistema diminui e o balão interno se enche de ar. Após a confecção do orifício na parede da garrafa, a pressão interna e atmosférica se iguala e o balão interno sofre colabamento progressivo com os movimentos de tração e relaxamento do látex que simula o diafragma. Com a instalação da película que simula o curativo de três pontas, o balão interno 6

7 passa a inflar normalmente, pois o lado livre da película permite a saída de ar do sistema. CONCLUSÃO O modelo construído é de fácil montagem e é eficaz tanto para demonstração do movimento respiratório fisiológico quanto para demonstração de como se comporta a ferida torácica aspirativa. 8) Título da Pesquisa: Pacientes em hemodiálise: estado inflamatório e massa magra corporal Autores: Alex Oliboni Sussela, Raisa Felix, Luiza Silveira Lucas, Francine Berlesi, Annerose Barros, Domingos O. L. d Avila. Introdução: A doença renal crônica (DRC) e a hemodiálise (HD) estão associadas a um elevado estado inflamatório no paciente, levando a uma predisposição a desnutrição. A relação entre inflamação crônica e desnutrição pode ser uma das causas do aumento da mortalidade e morbidade de pacientes em HD. Objetivo: Relacionar o estado inflamatório com a massa magra corporal dos pacientes em HD. Metodologia: Este é um estudo transversal e observacional onde foram incluídos pacientes em HD clinicamente estáveis há, pelo menos, três meses. Foi utilizado o método de bioimpedância segmentar multi-frequência (InBody 520 ) para a análise da composição corporal. O estado nutricional relacionado à inflamação do paciente foi avaliado segundo o instrumento que avalia o Escore Desnutrição-Inflamação (MIS). Os níveis inflamatórios formam medidos por Proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us) plasmática. Resultados: O estudo foi constituído de 59 indivíduos, sendo 30 do sexo feminino; idade: 58,7 ± 14,4 anos; tempo em HD: 24 (9-49) meses; peso seco: 67,0 ± 14,7 kg; massa magra: 29,7 ± 5,5 kg; PCR-us: 8,6 (3,9 18,0) mg/l; MIS: 4 (2-6). Encontramos correlação significativa entre o escore MIS e a idade (r=0,350, p<0,01; Spearman) e entre o escore MIS e o tempo em HD: (r=0,320, p<0,05; Spearman). A inflamação analisada pela PCR-us foi inversamente associada à massa magra (r=-0,283, p<0,05; Spearman). Conclusão: Quanto maior for o tempo em tratamento dialítico e associado à idade avançada do paciente, pior seu estado nutricional. Nesta amostra, a idade e o tempo em HD associaram-se à inflamação subclínica. Desse modo, é pior o prognóstico do paciente renal crônico quando há associação de desnutrição com inflamação, esta responsável por um efeito nocivo sobre a massa magra do paciente em HD. 9) Título da Pesquisa: Avaliação dos Índices Plaquetários em Gestantes Normotensas, com Síndrome de Pré-eclâmpsia e Outros Distúrbios Hipertensivos da Gestação Autores: Fernando Sontag, Júlia Barth, Marina Moschetta, Daniela Moraes, Bartira E Pinheiro da Costa, Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo Introdução: Os distúrbios hipertensivos compreendem uma das causas mais comuns de complicações na gestação, aumentando o risco de morte materno-fetal. A síndrome de pré-eclâmpsia (SPE) atinge 2 a 8% das 7

8 gestantes e é uma doença complexa que pode evoluir à síndrome HELLP e eclâmpsia, podendo levar a interrupção da gestação. Durante a gestação pode ocorrer desequilíbrio da coagulação com tendência à hipercoagulabilidade. Índices plaquetários, como número de plaquetas (PLA), volume plaquetário médio (VPM) e fração de plaquetas imaturas (IPF), podem alterar-se nessas gestantes, principalmente em portadoras de SPE. Objetivo(s:) Quantificar e avaliar os índices plaquetários em gestantes com SPE, normotensas (NT) e com outros distúrbios hipertensivos da gestação (HAS). Metodologia: Estudo transversal; amostra constituída por gestantes NT, com SPE e DHG que receberam assistência no Hospital São Lucas da PUCRS (HSL). A seleção foi aleatória conforme a chega ao ambulatório ou centro obstétrico. Foram realizadas contagem total de plaquetas e obtidos os índices plaquetários, utilizando um contador automatizado XE-5000 (Sysmex Corporation, Kobe, Japan) do Setor de Hematologia do Laboratório de Patologia Clínica/HSL. Resultados: Até o momento, foram incluídas 76 gestantes. No grupo SPE n= 30 (39,5%), IPF 8,740 (5,825-10,600), VPM 12,041 (11,300-12,700) PLA (164250, ,000). Grupo HAS n= 25 (32,9%) IPF 7,148 (4,200-10,050) VPM 11,632 (11,150-12,150) PLA (159500, ,000). Grupo NT n= 21 (27,6%) IPF 3,462 (2,000-4,400) VPM 10,657 (10,050-11,400) PLA (201000, ,000). Todas as coletas foram realizadas no terceiro trimestre da gestação. Conclusões: A análise parcial dos resultados demonstra diferenças, estatisticamente significativas (P<0,01), entre os níveis de IPF das gestantes do grupo SPE e HAS em relação ao grupo NT. O mesmo podemos observar no parâmetro VPM. No caso das plaquetas não foram observados resultados estatisticamente significativos.o IPF, assim como outros índices plaquetários, é de rápida obtenção, barato, e de fácil acesso em hospitais que utilizam tecnologia avançada para hemograma, sendo útil, como teste de triagem, para identificação precoce de SPE e eclâmpsia. 10) Título da Pesquisa: Trauma de cólon: experiência de um centro de referência de trauma em Porto Alegre. Autores: David Emanuel Fin de Lehmann, Eduardo Madalosso Zanin, Gustavo dos Santos Raupp, Bruna Schmitt de Lacerda, Ricardo Breigeiron. INTRODUÇÃO: O cólon é o segundo órgão mais lesado nos traumas abdominais penetrantes. O exame físico abdominal é a principal ferramenta diagnóstica, e a TC de abdome é o exame complementar mais utilizado. A maior parte dos casos é diagnosticada durante a laparotomia exploradora. O tratamento das lesões de cólon ainda é controverso em muitos pontos. As principais complicações desses pacientes são de origem infecciosa. Peritonite difusa, secundária a deiscência de suturas ou retardo no tratamento definitivo, levam a quadros de difícil tratamento, com internações prolongadas em UTIs e alta mortalidade. OBJETIVO Apresentar a experiência com lesões de cólon em um centro de trauma durante um ano, demonstrando o perfil dos pacientes, as características das lesões e avaliação inicial, assim como sua evolução e desfecho. MÉTODO Os dados foram obtidos através do banco de dados do serviço de residência médica em 8

9 cirurgia geral e do trauma do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. A análise de prontuários foi realizada para complementação das informações presentes no banco de dados quando necessário. RESULTADOS 71 pacientes (66 homens e 5 mulheres). Idade média: 23,8 anos. Alterações no exame físico abdominal: sinais de peritonite (23,9%) e evisceração (5,7%). Foi solicitada TC de abdome para 11 pacientes, todas demonstrando alguma alteração, levando à laparotomia exploradora. 98,5% dos pacientes foram levados à cirurgia após avaliação na sala de emergência. Houve apenas 1 óbito (1,4%) na série. Média de internação hospitalar de 9,2 dias. Escores de trauma: ATI > 20 em 42%, TRISS > 0.90 em 78,8% e TRISS < 0.80 em 7%. CONCLUSÕES O trauma de cólon sofreu grandes mudanças em seu manejo e consequentemente, em seus desfechos, com o passar do tempo. Atualmente, a taxa de mortalidade encontra-se ao redor de 3%. Aqueles que se apresentam em mau estado geral na admissão tendem a ter internação mais prolongada e maior número de complicações. As infecções de ferida operatória podem ser vistas em até 20% dos casos, dependendo da série. Abscessos intra-abdominais e fístulas são menos comuns, com uma frequência de até 14% e 4%, respectivamente. A sensibilidade e especificidade são da TC de abdome no trauma de cólon foi estimada em 90% e 96%, respectivamente. A presença de lesões associadas é a regra, aumentando, desta forma, a morbidade e mortalidade desse pacientes. A lesão de cólon tem bom prognóstico quando diagnosticada e tratada precocemente. Um alto índice de suspeição, seja pelo mecanismo do trauma ou pelos achados clínicos do paciente, é o fator mais importante para uma evolução favorável. Em nossa série, a maioria absoluta dos casos teve tratamento precoce, o que provavelmente refletiu no baixo índice de morbimortalidade. 11) Título da Pesquisa: Impacto da introdução da vacina pneumocócica conjugada 10-valente na hospitalização de crianças por pneumonia bacteriana no Brasil. Autores: Paula Colling Klein, Virgínia Tronco, Arthur Dondonis Daudt, Fernanda Ribeiro Kliemann, Leonardo A. Pinto. Introdução: A doença pneumocócica é um grande problema de saúde pública em todo o mundo. Em 2010, a vacina pneumocócica 10-valente conjugada com proteína D de Haemophilus influenzae foi introduzida no programa nacional brasileiro de imunizações na infância, incluindo todos os 27 estados brasileiros. Objetivo desse estudo foi de relatar as tendências nacionais de internações hospitalares por pneumonias em crianças no Brasil antes e depois da introdução da vacina pneumocócica conjugada. Métodos: Foi realizada uma análise temporal de informações sobre hospitalizações de crianças entre 0-4 anos, admitidas pelo sistema público de saúde do Brasil com diagnóstico de pneumonia entre 2007 e As informações de internações hospitalares por pneumonias foram obtidas através da plataforma DATASUS, uma base de dados do governo brasileiro de livre acesso. As taxas de internações por pneumonia foram comparadas às taxas de admissões de bronquite e bronquiolite no sistema público de saúde. Resultados: As taxas de admissão por pneumonias cresceram entre 2007 e 9

10 2009 e então diminuíram até As hospitalizações por pneumonia bacteriana decaíram para 97 por mês por milhão em 2012, comparadas às 137 internações por mês por milhão em O odds ratio (OR) para internações por pneumonia foi de 0,71 (95% IC 0,70 a 0,72) em 2012 comparado a Para bronquite e bronquiolite, o OR correspondente foi de 1,10 (95% IC 1,03 a 1,18) no mesmo período ( ). Conclusão: As taxas de internações hospitalares por pneumonias em crianças cresceram até 2010, e diminuíram 29% entre 2009 e 2012, seguindo o programa de introdução da vacina pneumocócica 10-valente. Por outro lado, infecções respiratórias predominantemente causadas por vírus demonstraram outra tendência a partir de Essa informação é uma importante evidência da eficácia e do impacto na saúde pública dessa nova vacina pneumocócica. 12) Título da Pesquisa: Abdome Agudo Por Apendicite Não Sugestiva Levando A Choque Em Paciente Obeso E Hepatopata Crônico. Autores: Alexandra Damasio Todescatto, Felipe Ferreira Laranjeira, Julia De Gasperi, Davyd Emanuel Fin de Lehmann, Bruna Schmitt de Lacerda, Ricardo Breigeiron. INTRODUÇÃO Paciente masculino, 52 anos, procedente de Porto Alegre, procura hospital em 30/03/13 às 19h35, queixa de dor abdominal, vômitos, dor em baixo ventre e hipocôndrio direito (HD) e baixa diurese. Obeso e etilista. Exame físico: hipocorado, abdome doloroso em HD, massa no epigástrio, piparote positivo, mucosas ictéricas e membros inferiores edemaciados. Hipotenso, mas outros sinais vitais estáveis. OBJETIVO Melhora rápida do paciente, a partir da identificação precisa da etiologia do quadro de abdome agudo, da rapidez diagnóstica e tratamento adequado, evitando complicações. MÉTODO Administrados 500ml de soro fisiológico. Exames laboratoriais: hepatopatia e insuficiência renal; ecografia (ECO) abdome: esteatose e ascite leve. Saturação de O2 (SatO2) 89%. Avaliado pela cirurgia geral, realização de Tomografia Computadorizada e nova ECO abdominal: dilatação nas vias biliares intra-hepáticas no lobo esquerdo, recanalização da veia umbilical, cálculos biliares sem indicativo de colecistite, esplenomegalia. Manejo clínico com sonda naso-gástrica e observação. Episódio de hipotensão às 6h, SatO2 93%, taquicardia e taquipnéia. Nova avaliação cirúrgica, sem patologia imediata e orientação de seguimento clínico. Piora do quadro, hipotensão, encaminhado à sala de politraumatizados, onde chocou. Avaliação da equipe de politraumatizados às 10h, onde solicitada gasometria, urocultura, hemocultura, eletrocardiograma e leito em UTI. Às 18h30, parada cardiorrespiratória, restauração da circulação espontânea em 2 minutos com massagem. Nova avaliação cirúrgica: choque séptico, insuficiência renal em diálise, ventilação mecânica com tubo oro-traqueal, abdome globoso, tenso e difícil avaliação de estruturas anatômicas internas. Em laparotomia exploradora evidenciou-se apendicite aguda, circulação colateral e cirrose hepática. Apêndice cecal com necrose em base, sem perfuração, enviado para anatomopatológico e líquido abdominal para cultura. RESULTADO Pós-operatório com seguimento na 10

11 UTI, melhora do quadro clínico geral, abdome flácido, ferida operatória limpa, sem flogose. DISCUSSÃO O abdome agudo é uma situação frequente em salas de emergência, e uma vez que abrange várias etiologias, faz-se necessária investigação clínica bem delineada com história e exame físico detalhados e meios diagnósticos complementares de fácil acesso. Todavia, em pacientes com vários fatores complicadores associados, o diagnóstico pode ser difícil. A suspeição de apendicite não pode ser ignorada em caso de abdome agudo, ainda que o quadro clínico conduza a outros diagnósticos. A precoce identificação e manejo de emergências não traumáticas como essa são fundamentais para minimizar a mortalidade e comorbidades possíveis. 13)Título da Pesquisa: Paciente Hemodinamicamente Estável Com Lesão Duodenal: Avaliação E Tratamento Cirúrgico. I Autores: Julia De Gasperi, Mariana Ongaratto Scherer, Luiza Graça Coutinho Da Silva, Larissa Pinos Da Silva, Alexandra Damasio Todescatto, Luiza Bins Cidade, Ricardo Breigeiron. INTRODUÇÃO Paciente masculino, 28 anos chega ao hospital por ferimento por arma branca em membro superior direito e epigástrio em 01/11/2012 às 21h26. Relato de grande perda de sangue. Sinais vitais estáveis, hemodinamicamente estáveis. OBJETIVOS Recuperar o paciente, tomando decisões seguindo protocolos pré-estabelecidos e com o mínimo de intervenções, a fim de evitar sequelas e iatrogenia. MÉTODOS Encaminhados à avaliação cirúrgica. Realizado Raios-X de tórax e FAST pericárdico e abdominal, sem particularidades. Inicio de exame físico seriado. Encaminhado à avaliação vascular. Relata sangramento na hora do trauma, sem sangramento ativo no momento. Pulsos com baixa amplitude. Motricidade preservada. Exploração vascular indicada. Identificadas lesões em V. Braquial e V. Basílica direitas, que foram ligadas. Sem intercorrências no pós-operatório. Sinais vitais com piora progressiva e queixa de peritonite localizada e melena após 20 horas de internação. Realizada laparotomia exploradora, identificadas lesões duodenais de grau II. Ausência de outras lesões. Realizados duodenorrafia em plano duplo com Vicryl e seda, patch de omento e drenagem da loja duodenal, além de jejunostomia. NPO por 5 dias, hemoglobina baixa no 2º dia, realizada transfusão de duas unidades de concentrado de hemácias. RESULTADO Dreno de Sump retirado no 6º dia. Iniciou dieta via oral no 8º. Picos febris de até 39ºC no 9º, com coleção no espaço hepatorrenal em ecografia abdominal. Exame físico normal. Alta hospitalar no 11º dia. DISCUSSÃO Mais de 75% das vitimas de ferimento por arma branca na parede anterior do abdômen necessitam de laparotomia, 20% destes não tendo tido indicação inicial à cirurgia. O atraso do diagnóstico e do tratamento cirúrgico do trauma aumenta a morbimortalidade. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, como o paciente do caso, a necessidade desse procedimento deve ser avaliada. Opções diagnósticas pouco invasivas são o exame físico seriado, sendo esse o mais indicado devido à sua alta acurácia; FAST, em que são comuns falsosnegativos; e lavagem peritoneal diagnótica. A alteração no exame seriado do paciente do caso nos levou ao manejo cirúrgico e foi diagnosticada uma lesão 11

12 duodenal de grau II. A maioria das lesões lacerativas duodenais podem ser manejadas com procedimentos simples, como desbridamentos e reparo primário ou ressecções e reanastomoses. Lacerações de grau II de duodeno que acometem toda a parede, como no caso, são debridadas e o duodeno é fechado com uma ou duas camadas. Jejunostomia pode ser feita para descompressão retrograda do duodeno, diminuindo pressão e volume de secreções e melhorando o reparo. 14) Título da Pesquisa: Modelo Prático de Punção e Acesso Venoso Periférico. Autores: Pedro Caetano Edler Zandoná, Felipe Ferreira Laranjeira, Eduardo Madalosso Zanin, Luiza Machado Kobe, Bruno Grund Frota, Renata Silva Azevedo, Ricardo Breigeiron. INTRODUÇÃO A punção de veia periférica é um procedimento comumente realizado no ambiente médico. Suas indicações vão desde o paciente estável que precisa coletar amostras de sangue ou receber soro fisiológico, até o politraumatizado que precisa repor volume ou receber medicações através de uma via rápida de infusão. Tecnicamente simples, o acesso venoso periférico pode ser realizado tanto em ambiente hospitalar, quanto em atendimento pré-hospitalar. O processo, porém, não está livre de complicações, principalmente quando é realizado com imperícia; flebites, tromboses e infecções são as mais frequentes, e, por isso, o conhecimento e o aperfeiçoamento da técnica são essenciais para os profissionais da saúde. OBJETIVO Descrever um modelo didático de acesso venoso periférico, simples e de baixo custo, previamente desenvolvido pela Liga do Trauma da PUCRS, que visa à aquisição de habilidades pelo estudante/profissional da saúde e ao bem estar do paciente que necessita desse tipo de procedimento. MÉTODO Para reproduzir a via periférica de acesso, foi utilizado um garrote de borracha, simulando uma veia, com uma extremidade em fundo cego, inserida em uma luva de látex preenchida com estopa de algodão. A outra extremidade do garrote foi conectada a uma bolsa de solução parenteral por equipos de infusão. Na bolsa de 500ml de soro fisiológico foi acrescentado corante, atráves do injetor, para reproduzir o sangue. A bolsa é instalada em um suporte mais alto que a luva, facilitando a ação da gravidade. Com o regulador de fluxo completamente aberto, cria-se uma pressão através da presença do ar com o líquido dentro dos equipos de infusão e do garrote. A primeira punção com o catéter serve para retirar o ar de dentro das cânulas; a partir de então pode-se partir para a prática do procedimento. RESULTADOS A punção venosa, realizada de forma adequada, tem como desfecho o refluxo do sangue artificial por dentro do cateter, ao contrário do que acontece quando há transfixação do garrote de borracha. Isso simula uma situação real de punção venosa, já que existe uma pressão hidrostática no garrote análogo à encontrada em uma veia. CONCLUSÕES O modelo didático auxilia no aprendizado da técnica de punção e acesso venoso periférico. Ao familiarizar-se com o método e com os materiais, há menor probabilidade de injúrias ao paciente quando realizado o procedimento nas primeiras vezes. Por outro lado, deve-se ressaltar que, para o 12

13 aprimoramento da técnica, é fundamental a prática no paciente ou em modelos mais sofisticados. 15) Título da Pesquisa: Análise de avaliações discentes sobre as disciplinas de um curso de graduação em medicina. Autores: Raisa Freitas Spanhol, Ivan Antonello, Maria Helena Itaqui Lopes, Rafaela Becker, Rita Mattiello, Margareth Salerno. INTRODUÇÃO: Para atender as demandas sócio-culturais impostas pelo novo milênio e para suas implicações na educação foi necessário que professores e alunos participassem ativamente do processo ensinoaprendizagem. Neste contexto a avaliação do curso pelos alunos tem sido uma ferramenta muito usada em várias escolas médicas nos diversos países. Para as instituições e para os docentes, estas avaliações permitem conhecer e medir os resultados obtidos, aprofundar a análise da realidade institucional, rever projetos, adequar metas, corrigir possíveis desvios e diagnosticar fragilidades. A Para acompanhamento e aprimoramento deste processo, foi necessária a criação de instrumentos que visassem avaliar o desempenho das mudanças propostas. Pela importância da veracidade e confiabilidades que devem ter estas informações, a busca de instrumentos válidos e confiáveis é imprescindível. O presente estudo teve como objetivo analisar o questionário de avaliação das disciplinas respondido pelos alunos do curso de graduação da Faculdade de Medicina da PUCRS no ano de 2011, realizar a validação do questionário, verificar o nível de satisfação dos alunos em relação às disciplinas avaliadas do curso e a associação existente entre o nível de satisfação e o percentual de atividades práticas da disciplina, o desempenho do aluno e o nível de absenteísmo. Trata-se de estudo de delineamento transversal, exploratório, observacional e contemporâneo, com avaliação quali-quantitativa. Quanto tratamento estatístico, as variáveis categóricas foram descritas por freqüências absolutas e relativas e as variáveis continuas foram descritas mediante médias e desvio padrão ou mediana e intervalo interquartil, conforme a simetria das variáveis. A validade do instrumento foi avaliada mediante as propriedades psicométricas validade convergente e confiabilidade. Foram estudadas 1205 respostas; 70,6% dos alunos referiram satisfação em relação às disciplinas cursadas, porém um número expressivo relatou insatisfação em relação às práticas avaliativas e à dinâmica das disciplinas do curso. Ao avaliarmos a validade convergente observamos que o escore total está associado com os domínios avaliados e o domínio dinâmico da disciplina apresentou uma associação com as questões qualitativas com as quantitativas. A confiabilidade apresentou o alfa de Cronbach =0,753 e todos os domínios apresentaram o efeito chão inferior a 20%. O efeito teto apresentou valor superior a 20% em todos os domínios avaliados. Houve associação significativa entre o escore total obtido pela disciplina e o percentual de carga horária prática acima de 50%. Não houve associação do escore total e o grau obtido, e absenteísmo. Estímulo deverá ser feito para capacitação permanente do grupo de professores para correção de pequenas rotas que não permitem o encantamento do aluno pelo seu curso e do professor pelo ensino. 13

14 16) Título da Pesquisa: Trauma Tóraco-abdominal Transfixante da Linha Média com Lesão de Ureter. Autores: AZEVEDO RS, CIDADE LB, MARTINS AO, SANTOS MC, ZANDONÁ PCE, BREIGEIRON R. INTRODUÇÃO: Lesões do ureter por ferimento de arma de fogo (FPAF) não são frequentes. Em média 2 a 17% dos ferimentos penetrantes irão lesar o ureter, sendo o FPAF a causa principal. Devido ao envolvimentode outros órgãos, muitas vezes seu diagnóstico se dá somente no período pósoperatório. OBJETIVO: Apresentar uma ocorrência de lesão de ureter por FPAF transfixante da linha média. MÉTODO: Relato de caso: paciente masculino, 36 anos, vítima de FPAF com orifício único de entrada em região tóraco-abdominal em região axilar à esquerda. Admitido 10 minutos após o trauma. Ao exame físico: dor em abdome superior, pressão arterial 140/89mmHg, frequência cardíaca 90bpm, frequência respiratória 28irpm, saturando 95% com máscara de Hudson. Tomografia omputadorizada (TC) demostrou FPAF com orifício externo ao nível do segmento ântero-lateral da 8 costela e saída da cavidade abdominal ao nível da 8 costela direita, com fratura de ambos arcos costais e projétil alojado em subcutâneo de parede abdominal; pneumoperitônio; infiltração do mesentério ao longo do trajeto; líquido denso em goteira perieto-cólica, sugestiva de hemoperitônio; mínimo derrame pleural bilateral, pulmões hipoexpandidos; mediastino sem alterações. Indicada laparotomia, constatando-se lesões em área central ao longo da cauda do pâncreas, transfixação de segunda porção de duodeno (ântero-posterior), lesão de vesícula biliar e lobo direito do fígado e transfixação de diafragma bilateralmente. Na cirurgia foram rafiadas as lesões duodenais anterior e posterior, pancreática e diafragmáticas; feita lecistectomia, drenagem torácica bilateral, gastroenteroanastomose, dreno de Penrose número 3 em loja duodenal e dreno de Sump em loja pancreática. Paciente transferido para o HPS, onde foi submetido à lombotomia, com visualização de lesão na parede lateral do ureter proximal direito. RESULTADOS: Nos primeiros dois dias pós-operatórios, apresentava boa diurese. A partir do terceiro formou-se uma fístula uretero-cutânea. Adotada conduta expectante. No 5º pós operatório (PO) houve diminuição do débito da fístula. Paciente recebeu alta no 6º PO (10º PO da laparotomia exploradora). CONCLUSÕES: Lesão ureteral está associada a lesões viscerais abdominais; se corrigida no momento da laparotomia, não chega a manifestar-se clinicamente. Lesões despercebidas podem manifestar quadros de peritonite, formar urinomas, acarretar dor lombar e febre. Após detecção da lesão, a conduta é cirúrgica, na qual deve haver drenagem da via urinária e também colocação de cateter no ureter.todo paciente com trauma abdominal, aberto ou fechado, deve ser investigado quanto à possibilidade de lesão ureteral para se evitar maiores complicações. 17) Título da Pesquisa: Alterações de Nervos Cranianos Baixos: Relatos de Casos. 14

15 Autores: Aline Melo Kramer, Ingrid Manoela A. C. de Aguiar, Rodrigo Douglas Rodrigues, Alex Oliboni Sussela, Caroline S. Perin, Eliseu Paglioli. Introdução: Os nervos cranianos baixos têm sua origem no bulbo e correspondem aos pares IX, X, XI e XII (glossofaríngeo, vago, acessório e hipoglosso, respectivamente). Alterações que possam comprimir o bulbo acarretam prejuízos funcionais desses nervos. Objetivo: O presente relato visa ressaltar a importância dos aspectos relativos ao diagnóstico de doenças que acometem o sistema nervoso central a nível bulbar. Metodologia: Este é um estudo a respeito das alterações nos nervos cranianos, realizado a partir dos dois casos seguintes: primeiro caso, paciente com diagnóstico de meningioma de forâmen magno que foi submetido à cirurgia e ficou livre dos sintomas; segundo caso, paciente com diagnóstico de paraganglioma em região de golfo da jugular altamente vascularizado e inoperável. Resultados: Nesse estudo, em ambos os casos foram identificadas alterações funcionais dos nervos cranianos baixos devido à compressão bulbar por tumores. Os sinais e sintomas observados foram disfagia, rouquidão, desvio e hipotrofia da língua e da orofaringe, dores cervicais e torcicolos, engasgos frequentes, entre outros. Conclusão: Alterações como tumores ou aneurismas que comprimam os nervos cranianos IX, X, XI e XII resultam em danos as funções do sistema nervos central. Compressão do nervo IX altera funções como motricidade e sensibilidade da orofaringe e da musculatura do cavum; do nervo X, prejudica a função das cordas vocais e a deglutição; do nervo XI, altera a motricidade dos músculos esternocleidomastóideo e trapézio, levando ao desenvolvimento de dores musculares crônicas; do nervo XII, causa hipotrofia e diminuição da motricidade da musculatura lingual. 18) Título da Pesquisa: Tumores Raquimedulares: Relatos de Casos. Autores: Ingrid Manoela A. C. de Aguiar, Aline Melo Kramer, Alex Oliboni Sussela, Rodrigo Douglas Rodrigues, Aline Hauschild Mondardo, Caroline S. Perin, Eliseu Paglioli. Introdução: Os tumores raquimedulares representam 15% dos tumores do SNC. Não há consenso na literatura sobre a prevalência, o prognóstico e a conduta terapêutica. A grande maioria é de natureza benigna, e as manifestações clínicas decorrem da compressão ou invasão das estruturas neurais adjacentes (Greenberg, 2003). O tratamento das lesões raquimedulares em geral é o controle da dor, a preservação da estabilidade espinal, a manutenção das funções medulares e dos esfíncteres, a recuperação das funções deficitárias e a deambulação (Winn, 2004). Objetivos: O presente estudo visa a relacionar dois casos de tumores benignos raquimedulares, um com acometimento inferior (cauda equina) ausente de sintomas, e outro localizado superiormente afetando a medula funcional e com sintomatologia característica. Metodologia: Neste estudo foram relacionados dois casos de tumores raquimedulares. Caso 1: Paciente feminina, 36 anos, assintomática, descobriu, acidentalmente, após RM a presença de ependimoma em cauda equina. Caso 2: Paciente feminina, 42 15

16 anos, consulta o médico com perda progressiva da força em membros inferiores há vários meses, com piora acelerada após sessão de fisioterapia, estando há cinco dias com força grau 1, evoluindo para força grau 2 após 24hs da administração de corticoide. Foi diagnosticada, através de RM, a presença de massa tumoral comprimindo a medula (Schwanoma). Resultados: No caso 1 o exame físico da paciente apresentou hiporreflexia sem presença de sinais piramidais, a paciente foi encaminhada para a cirurgia onde foi feita a ressecção total do tumor. Já no caso 2 a paciente apresentou sinal de Babinski bilateral e clônus inesgotável bilateral. A paciente foi encaminhada para a cirurgia onde foi feita a ressecção total do tumor e ficou livre dos sintomas. Conclusão: A compressão da medula espinhal por massas tumorais causa uma mielopatia progressiva quando comprime sua parte funcional. A síndrome clínica manifestada depende do processo, do local e da extensão da lesão estrutural. 19) Título da Pesquisa: Análise Quantitativa e Qualitativa de Células e Fatores Osteogênicos em Roedores. Autores: Mariana Ongaratto Scherer, Julia Souto Meneghetti, Fernanda Beck Tabajara, Alessandra Sebben, Eduardo Goldani. Introdução: As lesões em ossos são muito comuns em todas as idades e podem causar sérios problemas, desde imobilização até sequelas físicas. Embora o tratamento de fraturas tenha evoluído, ainda há obstáculos que 5 estimulam a pesquisa de novas opções tanto ou mais viáveis. Objetivo: O objetivo deste trabalho é, a partir de um modelo animal, analisar o 8 recrutamento de células-tronco e fatores de crescimento, como TGF-β, BMP, 9 FGF e PDGF, responsável pela osteogênese. Material e Métodos: Para o estudo serão utilizados 64 ratos Wistar, nos quais 12 será realizada a dissecção cuidadosa dos tecidos até chegar à diáfise femoral, 13 onde será criado um defeito de 2mm. A cada 48h um animal será eutanasiado 14 para análise. Resultados esperados: Pretende-se estabelecer o dia ótimo dos níveis de 17 expressão máximo de células osteoprogenitoras e fatores de crescimento 18 durante a osteogênese. 20) Título da Pesquisa: Diagnóstico Diferencial De Coledocolitíase: Cisto Biliar. Autores: Bruno Grund Frota, Luiza Machado Kobe, Bruna Machado Kobe, Lucas Sangoi Alves, Pedro Caetano Edler Zandoná, Rafael Carvalho Ipê da Silva. INTRODUÇÃO: Cistos biliares são ectasias ductais congênitas da árvore biliar, com incidência de 1: O diagnóstico na idade adulta ocorre em 20% dos casos, a sintomatologia é semelhante a de colelitíase. OBJETIVO: Ressaltar a importância do cisto biliar como diagnóstico diferencial em pacientes com clínica de colelitíase, visto que sua ressecção cirúrgica é 16

17 mandatória, pelo risco de malignização. MÉTODO: Relato de caso. Paciente feminino, 42 anos, tabagista, chega à emergência do HPS de Porto Alegre com dor em hipocôndrio direito (HD), náusea e vômitos, associados à alimentação. Nega febre, colúria ou acolia. Há 7 anos teve episódios semelhantes, com icterícia eventual. Ao exame: dor a palpação profunda do HD e Murphy(-). Laboratoriais com amilase: 41; BT: 1,02 (0,67 BI); TGO: 66; TGP: 102; FA:1134 e EQU com bilirrubinas +. Hipótese de colelitíase sintomática ou coledocolitíase. USG abdominal total demonstrou vesícula com barro biliar, normodistendida, vias biliares centrais e hepatocolédoco dilatados, com 1,9 cm, além de material ecogênico, com sombra acústica, de 5,8 cm em seu maior diâmetro e alguns linfonodos peripancreáticos aumentados. Suspeitada lesão expansiva ou cálculo. Na TC de abdome com contraste EV observou-se formação hiperdensa arredondada, de aspecto lamelar, delimitada, contornos regulares, com 5cm de diâmetro em colédoco, sem impregnação pelo contraste; dilatação das vias biliares intra-hepáticas; vesícula biliar moderadamente distendida. Apesar das dimensões não usuais, a hipótese de coledocolitíase foi considerada, indicando-se internação hospitalar para realização de cirurgia. Durante o procedimento, evidenciouse vesícula sem cálculos e colédoco com cálculo > 5cm no diâmetro longitudinal; realizada hepático-jejuno anastomose término-lateral em Y-de- Roux, com dreno de Sump posterior à anastomose. RESULTADO: Paciente no 7 P.O, bom estado geral, dieta líquida completa e bem aceita. Retirado dreno de Sump, com drenagem ausente, sem dor abdominal, alta nos próximos dias. CONCLUSÃO: Cistos biliares acometem qualquer parte da árvore biliar. A clínica pode simular colelitíase, colangite, ectasia ductal; indicando alto risco de neoplasia. Dor abdominal crônica e intermitente é o sintoma mais comum em pacientes maiores de 2 anos. Icterícia flutuante, pancreatite e colelitíase são outras manifestações associadas. Conforme classificação, são determinadas as condutas para sua ressecção devido ao poder de malignização, principalmente dos tipos 1, 2 e 4. Pode ser feita esfinterectomia ou ressecção endoscópica, para o tipo 3; colecistectomia profilática, para o tipo 4 e até mesmo um transplante hepático, para cisto do tipo 5 de difícil ressecabilidade. 21) Título da Pesquisa: Hérnia Interna De Delgado Por Aderências Secundárias A Sigmoidectomia A Hartmann Prévia. Autores: Mateus Brenner, Eduardo Zanin, Gustavo Raupp, Davyd Lehmann, Rafael Silva, Marcelo Guimarães. INTRODUÇÃO: Paciente masculino, 44 anos, procedente de Porto Alegre, com história de Colectomia a Hartmann por volvo de sigmoide há 2 anos, chega a emergência dia 2/4/13 por prolapso da colostomia há 24 horas. Apresentava abdome inocente e prolapso de colostomia a esquerda com grande edema, sem sinais de isquemia. Realizado tentativa de redução manual sem sucesso, corrigida cirurgicamente no dia seguinte. Paciente retorna 2 dias após alta com queixas de náusea, vômitos e dor difusa a palpação abdominal. OBJETIVO Investigação com métodos diagnósticos disponíveis, visando restabilização clínica precoce com mínima invasão. 17

18 Corrigir cirurgicamente possíveis lesões obscuras potencialmente letais. MÉTODO Iniciada dia 7/4/13 rotinas de abdome agudo obstrutivo, colhido laboratoriais de controle e solicitado Raio-X onde evidenciou-se presença de gás e material fecal em intestino grosso distal e ausência de pneumoperitoneo. No dia 11/4/13, após evolução com piora do estado geral e hemograma com desvio a esquerda solicitou-se Tomografia onde se evidenciou distensão hidroaérea de delgado até a região peri umbilical em torno da colostomia. Paciente às 20h levado a Laparotomia Exploradora que mostrou pouco liquido livre de coloração turva, múltiplas aderências entre delgado e parede abdominal, massa inflamatória aderindo epiplon e delgado ao colón esquerdo ostomizado e presença de segmento de intestino delgado logo abaixo ao ângulo de Treitz herniando pelo espaço entre o colón ostomizado e parede abdominal lateral esquerda com necroses segmentares da borda anti mesentérica de alça de delgado desde o ângulo de Treitz por cerca de 10 a 15 cm. Foi realizada lise de aderências, ressecção de massa inflamatória necrótica junto ao colón ostomizado e sutura invaginante de segmentos necróticos com seda ) Título da Pesquisa: Padrões do Uso Não Médico do Metilfenidato entre estudantes do quinto e do sexto ano em uma faculdade de medicina do Sul do Brasil Autores: Betina Lejderman, Rodrigo Rosa Silveira Gibsi Maria Possap da Rocha. INTRODUÇÃO: O metilfenidato é um dos estimulantes mais vendidos. O uso do metilfenidato é sustentado para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Porém seu uso não médico vem aumentando hoje em dia. Seu uso não médico é definido quando a droga é usada sem prescrição médica ou apenas para experimentar o que a droga causa. Objetivos: avaliar a prevalência do uso do metilfenidato entre estudantes de medicina da PUC-RS, e discriminar o uso com prescrição médica daquele uso não médico. MÉTODOS: Alunos do 5º e 6º ano da faculdade de medicina da puc, no ano de 2012 foram convidados a responder um questionário composto por 25 questões de múltipla escolha, o qual avaliou o status acadêmico e socioeconômico, padrões do uso do metilfenidato, e atitude em relação a drogas para melhorar o desempenho acadêmico. Além disso, também foi aplicado o AUDIT, questionário compostos por 10 questões que avalia o consumo de bebidas alcoólicas. RESULTADOS: Dos 156 alunos matriculados, 152 alunos responderam ao questionário. 52 participantes (34.2%) já usaram metilfenidato, 35 participantes (23,02%) já fizeram uso sem receita médica ou por razões não médicas. Entre esses, a motivação para 24 participantes (68,57%) foi para auxiliar nos estudos, para 11 participantes (31,42%) foi para melhorar a concentração, para 11 participantes (31,42%) foi para experimentar, para 6 participantes (17,14%) foi para se manter alerta e para 2 participantes (5,71%) foi para ir a festas. Também mostraram que tanto o uso do metilfenidato como o uso não médico está associado com score no AUDIT maior do que 8. CONCLUSÕES: O uso não médico do metilfenidato é muito prevalente entre estudantes de 18

19 universidades brasileiras, assim como está associado com o abuso de álcool. Por isso é muito importante a atenção dos médicos para este tema, e os desenvolvimentos de mais pesquisas nesta área. 23) Título da Pesquisa: Conhecimento Básico De Sutura Por Estudantes Da Área Da Saúde De Capital Brasileira Autores: Gustavo Dos Santos Raupp, Eduardo Madalosso Zanin, Mateus Brum Brenner, Davyd Emaanuel Fin De Lehmann. INTRODUÇÃO: Ferimentos superficiais são muito incidentes em todas as esferas populacionais. No primeiro atendimento, avaliação adequada, antissepsia, inspeção, higiene, escolha de melhor técnica anestésica e opção por sutura com ou sem desbridamento são importantes para diminuição do risco de complicações, como infecção. OBJETIVO Em curso da Liga do Trauma da PUCRS sobre anestesia locorregional e sutura direcionado a estudantes universitários da área da saúde, aplicar questionário sobre condutas em ferimentos superficiais, abrangendo os referidos tópicos (anestesia locorregional e sutura), antes e após a aula. Analisar resultado de questionário elaborado. MÉTODO Questionário com sete perguntas sobre condutas em ferimentos superficiais, no que se refere a conhecimentos sobre anestesia locorregional e sutura, foi elaborado pela Liga do Trauma da PUCRS e aplicado a alunos do Curso Básico de Sutura, antes e depois de aulas teóricas ministradas por dois cirurgiões convidados. Dúvidas foram esclarecidas e o mesmo questionário foi reaplicado após a aula aos participantes que concordaram em respondê-lo. RESULTADOS Participaram do curso 95 estudantes de cursos da área da saúde de universidades públicas e privadas de Porto Alegre. No pré-teste, sessenta por cento dos participantes atingiram 3 a 4 acertos. Cinco indivíduos não concordaram em responder o questionário final. Na reaplicação do questionário, houve aumento no número de acertos em todas as questões. Nesta fase, oitenta e oito por cento dos participantes acertaram de 6 a 7 questões, e nenhum acertou menos do que 3 questões. Na avaliação inicial, dois por cento obtiveram nenhum acerto e em nenhum caso houve 100% de acertos; na avaliação final, não houve questionário sem acertos e 31% obtiveram 100% de acertos. CONCLUSÕES A amostra avaliada contempla apenas uma parcela selecionada dos estudantes da área de saúde. Houve melhora do desempenho na reaplicação do teste após as aulas teóricas. A relevância do atendimento adequado ao paciente com trauma superficial justifica a preocupação com a difusão permanente desse conhecimento. 24) Título da Pesquisa: Arterite de Takayasu diagnosticada no pré-natal de paciente com doença hipertensiva gestacional: relato de caso Autores: Samanta Schneider, Marta R. Hentschke, Bartira E. Pinheiro da Costa, Giovani Gadonski, Carlos E. Poli-de-Figueiredo OBJETIVOS: Descrever um caso de uma gestante com diagnóstico de arterite de Takayasu durante o pré-natal de alto risco devido à hipertensão 19

20 arterial sistêmica crônica, e demonstrar a importância da técnica de aferição adequada da pressão arterial no diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica e suas implicações. DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente feminina, 40 anos, em sua quarta gestação, iniciou acompanhamento no pré-natal de alto risco devido à hipertensão arterial sistêmica crônica, diagnosticada aos 25 anos. A paciente internou devido à hipertensão arterial não controlada e foi diagnosticado pré-eclampsia sobreposta. Durante a internação, evidenciou-se diferença nos níveis tensionais e assimetria de pulsos entre os membros superiores (MSD 170/100 mmhg, MSE 120/80 mmhg). Realizou-se ecografia com doppler de artérias subclávias, carótidas e vertebrais durante a gestação, seguido de angiografia cerebral, que demonstraram oclusão da artéria carótida comum esquerda e da artéria subclávia esquerda, o que levou ao diagnóstico de arterite de Takayasu. CONCLUSÕES: O diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica exige a correta aferição da pressão arterial, tanto no período gestacional como fora dele, a fim de investigar e manejar os casos de hipertensão arterial secundária, neste caso, a arterite de Takayasu. Essa patologia é uma vasculite crônica de etiologia desconhecida, sendo a ocorrência maior em mulheres. Apresenta predileção pela aorta e seus ramos principais. O diagnóstico precoce da doença é difícil, pois as manifestações iniciais são inespecíficas e os sintomas decorrentes do comprometimento vascular não são tão exuberantes nesse estágio da doença. Entretanto, um exame físico cuidadoso pode evidenciar redução na amplitude de um ou mais pulsos, diferenças na pressão arterial entre os membros ou sopros na região do pescoço, área supraclavicular, axila ou abdômen. A paciente do caso sabia-se hipertensa desde os seus 25 anos de idade e, durante aproximadamente 15 anos, nenhum profissional da saúde que a examinou notou diferença de pulso e de pressão entre os membros superiores, o que justificaria investigação complementar e possivelmente poderia minimizar desfechos materno-fetais durante a gestação, já que tratamento com corticoides é capaz de impedir a progressão da doença. 25) Título da Pesquisa: Avaliação do Perfil da Resposta Imune em Crianças Portadoras de Síndrome de Down Autores: Amanda T. Mello¹, Fernanda Kirst, Arthur Dautdt, Fernanda Kliemann, Artur Kautzmann Filho, Leonardo A. Pinto. INTRODUÇÃO A Síndrome de Down (SD) é a anomalia cromossômica mais comum entre os nascidos vivos. Em relação à fisiologia respiratória, está comprovada por estudos prévios post-mortem a existência de alterações na arquitetura pulmonar em portadoras de SD que levam a uma alveolarização inadequada. Essas alterações somadas à maturação imunológica anormal e hiperresponsividade aérea explicam o porquê de infecções virais apresentarem manifestações mais graves em portadores de SD. Sujeitos portadores de SD têm uma maior susceptibilidade às infecções virais e bacterianas, doenças malignas e doenças auto-imunes. Sabe-se que a imunidade inata é muito importante na primeira linha de defesa contra microrganismo. Os neutrófilos de portadores de SD possuem menor capacidade migratória sendo então questionadas a capacidade fagocítica e a 20

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