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1 Tempo, No Use of the Aluka digital library is subject to Aluka s Terms and Conditions, available at By using Aluka, you agree that you have read and will abide by the Terms and Conditions. Among other things, the Terms and Conditions provide that the content in the Aluka digital library is only for personal, non-commercial use by authorized users of Aluka in connection with research, scholarship, and education. The content in the Aluka digital library is subject to copyright, with the exception of certain governmental works and very old materials that may be in the public domain under applicable law. Permission must be sought from Aluka and/or the applicable copyright holder in connection with any duplication or distribution of these materials where required by applicable law. Aluka is a not-for-profit initiative dedicated to creating and preserving a digital archive of materials about and from the developing world. For more information about Aluka, please see

2 Tempo, No. 428 Alternative title Author/Creator Publisher Tempo Tempográfica Tempográfica Date * Resource type Language Subject Coverage (spatial) Coverage (temporal) 1978 Source Rights Description Format extent (length/size) Magazines (Periodicals) Portuguese Mozambique, South Africa, Tunisia, Timor-Leste, Guyana, Portugal Arquivo Histórico de Moçambique, PP 570 AHM By kind permission of Tempografica. Cartas dos Leitores. Semana a Semana Nacional. Mataca. Breve História Sobre a Origem de Alguns Clubes. Dar Vida ao Barro. Nem Uma Carteira Riscada. Nova Agressão. Africa do Sul: As Razões Históricas da Luta Armada. Os Bancos Franceses e a África do Sul. Tunísia: Quem Sucederá a Bourguiba. Timor Leste: Cada Revolução tem os seus Simangos. Guiana: O Horror Americano. Portugal: O Comércio de Armas. Noticiário Internacional. Tempos Livres. Última Página. 68 pages

3 800 contos é quanto vale o 1Ãfi1"" r primeirm prémio <!.'.':.I,>.'1000 lotaria especial O do fim do ano dk peiadounhinoprémios grandes 1000 consulte o plano da extracçao.5 k NOISSA smoçambicano em Cuba QIr.cton: Atv sýdc :Ap tne rid oes Bartolomeu Tosé Carls C,r Ç1, David. Mendeq «O.eira. MiJUéis L úps Júnior. Narciso Castanheira O a oembe, Xav;er Tseýe: g çrai: Kok Nam, Danilo Guimarães, Naifa Uss el.si.ert Muiñ~~ae" Arrndç fosso (colaborador): Maquetização: Eugênio AI s~- lasna Sega i: Corr4skbndn s Nacionais: Nelson Kapúri (Niassa), Correspend e f nacionais: Augus Cooe gila (Angola), Jane Bergerol (Namíbia a África do.hdrry Boyfe (Esfa0bo42ni s); Colaboração Editorial com «Tercer Mundo» ed Mundo» e C- u an (N Y.. Aê~ Prensa Latina: Registo: 001/INLD PUB:/78; Proprio Ia: lempqg ýc.,.ereço Postal: Av. Ahmed Sekou Touré. IINFO.A e 29ý' ý j Maputo, República Popular de Moçambique. A Força Aérea rodesima volio a agro dir e nosso pais numa provocação directa às Forças Populares de Libertação de Moçambique. O regime de lan Smith continua a querer transferir para o nosso país o conflito que o opõe ao povo do Zimbabwe Páginas 32 a 34 DEç Mo 1 Wo - Em Cuba os estudantes moçambicanos conseguem passar todos de classe e gaham o prémio de Emulação Socialista entre todas as escolas da Ilha da Juvnude Páginas 24 a 31 Alarico ferndes, ministro da nf.; mação de Timor.Leste, entrego se aos indonésios traindo. assim a causa justa do povo mubere Pdginas 47 a 51 Na Guiana centenas de membros de uma seita religiosa suicidaram-se ou form mortos num gesto de fanatismo religioso que diz muito sobre a saciedado que os gerou PAGINA POR PÁGINA

4 artas dos Leitores... 2 emana a Semana Nacional. 8 Mataca Breve História Sobre a Origem de Alguns Clubes...14 Dar Vida ao Barro... 2 Nem Uma Carteira Riscada Nova Agressão Africa do Sul: As Razões Hist6ricas da Luta Armada Os Bancos Franceses e a frica do Sul Tunísia: Quem Sucederá a Bourgui ba TimorLeste: Cada Revolução tem os seus Simangos Guiana: O Horror Americano Portugal: O Comércio de Armas.. 52 Noticiário Internacional Tempos Livres última Página...U... PODE COMPRAR *TEMPO» NAS SEGUINTES.LOCALIDADES: PROVÍNCIA DE MAPUTO! Namaacha..M nhi'ça, Moamba; Incoluane, Xinavane e Boane; PROVINCIA DE GAZA: Xai-Xai, Chicualacuala. Chibut. Cohk.é, Massnigr, Man;acaze. Caniçado. Mabatdne r Nhamavla: PROVINCIA DE INHÂMBANE: Inhambane. Quissico-Zavala, Maxixe, Homoíne, Morrumbene. Mambone, Panda e Mabote: PROVINCIA DE MANICA: Chimoio, Espungabera e Mônica; PROVÍNCIA DE SOFALA: Beira, Dondo e Marromeu; PROVINCIA DE TETE: Tete. Songo. Angónia, Mutarara, Zóbuí, Moafize * Mágoé: PROVItêCIA DE ZAMBEZIA: Quelimane, Pebane. Gilé, Ile., Maja da Costa,. Namacura, Chinde, Luabo. Alto Molocué. Lugela. Góru&, Mocuba e Macuse; PROVÍNCIA DE NAMPULA: Nampula, Nacala, Angoche, Lumbo, Murrupula, Me conta e Mossuril: PROVINCIA DE CABO DELGADO: Pemba, Mocífmboa da Praia e Montepuez; PROVÍNCIA DO NIASSA. Lichinga e Marrupa. EM ANGOLA: Luanda. Lubango, Hualobo. Cabinda. Benguela e Lob;to EM!ORTUGAL: Usbos. CONDIÇOES DE ASSINATURA:. PROVINCIAZ DE MAPUTO. GAZA A INHAMBANI: 1 ANO <52 NÚMEROS) ; 0, MIEE (26 NMEROS) 470~; 3 MESES (ia NMEROS> OUTRAS PROVÍNCIAS. POR VIA AÉREA. I ANO (i2 NÚMEROS) I'I.70S00: MIEs (26 NÚME.ROS) 5«SOO MESEI (13 NÚMERO5) A~,0. o PEDIDO DE ASINATURA EVEI SIR ACOMPANADO DA IMPORTÂNCIA RE PETVA, A DEFESA NACIONAL É PRECISA Cheguei no dia 30/8/78, em missão de serviço nesta cidade de Maputo, fiquei muito admi" rado quando vi um movimento em todas as ruas da cidade de Maputo. Pensei que talvez se tratasse de um moviitdnto es trahho; mas sim

5 tratava-se dum movimento juvenil de ambos sexos para inscrição militar obri gatória segundo o comunicado do Estado-Maior das FPLM há meses divulgado: Quando me aproximei um camarada veio --ntão tirar-me das minhas admirações; fiquei estimulado porque tratava-se duma grande compreensão dos jovens móçambicanos na necessidade de se dejender do imperialismo. No regime colonil fascista por tuguês os moçambicanos eram recrutados ou amarrados para a tropa. Seus pais tinham razão de fazer uma- pequena cerimónia antes da sua partida desconfiando da continuidade da sua vida na tropa colonial. Lembro-me muito bem quando em 1960, fui sugerido à tropa portuguesa para meu avanço em 1965, fui informar meus pais que ficaram quase dois meses tristes. Eu também estive confuso porque ao ir à tropa portuguesa desconhecia a quem iria combater ou defender. Fiquei libertado quando na clandestinidade a FRELIMO veio indicar-me o bom caminho. Fui então em 1963 despedir-me dos meus pais sem tristeza porque sabia que se tratava de luta armada contra os inva sores portugueses. Dito e leito alinhei na companhia dos outros jovens para a Tanzânia. Se trata de defesa da nossa Pátria a que nos orgulhamos trata-se da defesa do nosso povo. Há necessidade de defendermo«nos. O mesmo espírito, desses jovezns deve reger a todos. Lúcio L. Gijueira Maputo OS RESPONSÁVEIS E OS ABASTECIMENTOS. E A... CONFUSÃO A situação é a seguinte: 1 - Como é do conhecimento geral.para se comprar qualquer género é preciso organização. Qual é essa organização? Formamos bichas. 2-Mas' aqui no Distrito de Marracuene os responsáveis são os primeiros a fomentar bichas. fomentar falta de peixe e outros géneros alimentícios. 3- No sábado dia 25 de Novembro deste ano surgiu um problema que aindã faz passar muito mal o povo daquele Dis trito: as crianças dormem sem comer por falta de géneros no mercado. Companhéiros leitores.' isso demonstra que o Distrito de Marracuene ainda não está na linha correcta de- que os responsáveis podem demonstrar a capacidade e consciência políticas, Um responsável chega no mer cado e diz a partir de agora não queremos ninguém aqui no mercado qík venha vender qualquer produto alimentício sem cartão de saúde. Eles já sabiam que ninguém tinha o cartão de saúde e o que acontece é que o mercado ficou vazio sem peixe, camarão, hortaý liça, etc. Resultado: o povo, daquele Distrito ficou sem nada, como já sabemos há falta 'de sardinhas o que é que o povo vai comer na medida em que os pescadores ainda estão à espera de cartões.., os pescadores não pararam com a pescaria pescam para a casa deles... Isso é uma falta de.responsa,bilidade, mas não digo que os vendedores podem vender sem cartão de saúcde, sim mas de outra forma como por exemplo: a partir desta data todo o vendedor deste mercado é obrigado a ter cartão de saúde porque

6 a Direcção Nacional de Saúde puw blicou a nível nacional que todo o cidadão nacional tem direito de ter cartão de saúde. Eles como são da responsabilidade do mercado sobre aqu zle género fariam os possíveis de criar uma' comissão em cada grupo para não prejudicarem o povo. Iria metade das pessoas que são necessárias para tirarem os cartões e os outros continua riam com a venda dos tais gé neros. Antõnio Rafael Guembe Pescador de Marracuene Macaneta N. Sobre este problema dizemos o seguinte: errou-se na medida em que proibiu-se e N P79. não se apresentou uma proposta para aquisição do cartão de saúde sem prejudicar o comércio local. E da maneira como está escrita a carta dá a entender que quando vos proibiram vocês ficaram de braços cruzados e não apresentaram nenhuma proposta aos responsáveis para evitarem que se prejudicassem, por um lado, a vós próprios e por outro lado ao público consumidor. EMULAÇÃO Balanço do Processo Emulativo na Província de Nampula. Na Campanha Nacional de Estruturação do Partido, coube aos Con9elhõs de Produção um papel importantíssimo: o de controlo e desenvolvimento da Emulação Socialista, que foi u m grande movimento de massas que, pela primeira vez na História do nosso Povo, pôde ser controlado através de processos mais vastos e científicos. Depois da realização do I Seminário Nacional dos Conselhos de Produção sobre a Emulação Socialista, que traçou métodos de orientação para a ef'ctivação de tarefas neste campo, foram necessárias a implementação e a estruturação dos Conselhos de Produção em diversos sectores da vida económica da Província de Nampula, com vista a assegurar o aumento da produção e da produtividade e um melhor controlo do proclzsso emulativo. Em Maio último, teve lugar o I Seminário Provincial dos Conselhos de Produção de Nampula, onde se.definiram critérios e métodos de trabalho para uma melhor organização e engajamr~nto dos trabalhadores na Campanha de Emulação Socialista em apoio à Campanha Nacional de Estruturação da FRELIMO. Este Seminário criou sectores de Produção e Emulação e de Agitação e Propaganda, além de ter aprovado as fichas de controlo da evolução dos planos de produção e outras actividades ligadas à Emulação Socialista, tais como: Jornadas de trabalho voluntário nas aldeias comunais, unidades de produção, empresas estatais, escolas,- hospitais, alfa" betização, ri.gularização do trânsito, limpeza das cidades, limpeza, poda e tratamento dos cajueiros. Para estes trabalhos, os trabalhadores das empresas, alunos das escolas secundárias, trabalhadorzs da Função Pública, bem como os moradores dos bairros das cidades, foram mobilizados e enquadrados pelas células do Partido, Grupos Dinamizadores, C.P.U-P,.M.M. e O.J.M. Como fruto do labor bastante fecundo que se desenvolveu, alguns sectores de actividade da Província destacaram-se pelo seu elevado nível de organização e planificação da produção. Aqui se inserem as aldeias comunais ae Mucui& e de

7 Mpapata, a primeira na localidade de Nampula, no Distrito de Mecuburi e a segunda na localidade de Namaponda, no Distrito de Angoche. Lugar de hohra foi também conquistado pela Cooperativa de Confecções,1.0 de Maio», da cidade de Nampula. Outros centros de produção organizada aproximaram-se muito das metas estabelecidas no contexto da Campanha de Emulação Socialista, sendo esse o ca so da Unidade Estatal de Produção de Tabaco, no Distrito de Malema; da Cajuca, empresa intervencionada do ramo de caju, no Distrito d3 Angoche; da Unidade de Produção da Machamba Estatal de Metochéria, no Distrito de Monapo; da SOGERE, empresa-do ramo de bebidàs, na cidade de Nampula; e da CIM - Companhia Industrial do Monapo. No sector social salientaram*se o COntro de Saúde de Nametil, no Distrito de Mogovolas; o Centro Infantil de Marrere, no Distrito de Nampula, e a Escota Industrial e Comercial «3 de i'evereiro», na cidade da, Namputa. Em relação a este estabelecimento do knsino Secundárib, cuja maioria de alunos e aigaus professores 9z portavam de uma maneira indisczptznaaa, znw,,a de verdadeiros moçambicanos, onde as pareaes e as salas de aulas serviam de quadro às frases mais horrorosas, onae o ur cio -z o uso do tabaco imperavam, onde os jovens sem o mihimo de respeito por cada um e para consigo próprios utihzavam uma linguagem herdada da juventude colonial e burguesa, onde o trabalho político não era constant.z, h a 'registar que, após uma visita feita pelo 1.0 Secretário e Governador da Província, Daniel Mbanze, as orientações traçadas então, foram assumidas com bastante entusiasmo, sendo hoje possívozl observar ali profundas transforma ções políticas, sociais, culturais e disciplinares. Uma redução de acidentes da ordem dos 90%, foi o resultado alcançado pelo Corpo de Polícia de Moçambique, com o apoio das organizaç&*s democráticas de massas, no decurso da Campanha de Regularização do Trânsito, em que peões e condutores aprenderam a ser disciplinados. Ainda no campo da Emulação Socialista, e, para finalizar, im" porta destacar o trabalhador ALFAIATE ALY, da Copzsca - Co operativa de Pesca do Distrito de Moma - que residindo a cerca de 13 quilómetros do seu local de trabalho, distância que, diariamente, percorrz a pé, nunca teve qualquer falta injustifi- TEMPO N,' pág. 3 cad Jatais.cegou atrasado e nunca se apresentou embraga do ao serviço. Seviden que o processo emulativo na Província de Nam pulq, também conheceu dilicul dades, que, na maior parte dos casos, se deveram à falta de'e er i,em matéria de planificação de trabalhos. Fundamentalmente, e l e f oi ma escola para o futuro e na sua ésência, uma vitória. Roberto Temporário Nampula (extracto sintetizado de um relatório/c.pi.c.p.)

8 CHICOCHANA VAI FAZER PROVAS DE AVALIAÇÃO Ao tormarmos a liberdade de nos. dirigir aos leitores da revista <Tempo» move-nos o de sejo de denunciar mais uma vez as manobras levadas a cabo pelo inimigo de classe em algumas Escolas do Maputo, alios o que a Pevista «Tempo» na sua,última edifão n de 19/11/78 claramente esclareceu. Ora, todos nós temos ainda a memória bastante fresca daquilo que o sistema colonial português fomentou no seio, de algumas camadas sociais sobretudo no campo ideológico. Era frequente ouvirse algumas mães ot pais que para «educar» o «disciplinar» os seus filhos toma, vam atitudes negativas como por exemplo quando as crianças per dissem coisas que os pais não estivessem a altura de satisfazer, aquelas eram ameaçadas com um pretenso e absurdo chai f m entq de um CHICOCHANA que viria devord'las, Mesmo tomando exdmplos concretos de apontarpara alguns velhos que estivessem em circulação. TEMPO N 42~~,-p4. 4 Esta, pensamos nós que e uma educaçã típica de uma mãe ou pai com ideias retrógradas cujo combate é permar-,nte e continuo sobretudo nesta fas3 da Re volução Socialista em que os vell, s aprendem dos novos e estes daqueles. Após uma análise aprofundada sobre os pontos aqui expostos, chegamos ã conclusão de que estas ideias só 'encontram campo no sio das pessoas que raras ou nenhumas vezes têm contacto com pessoas idosas. Dentro desta perspectiva uma outra questão se levanta: Porquê este boato só atingiu as.sscolas primárias? Todos nós temos cpnhecimen to do lançamento solene da Cam panha Nacional de Alfabetização de Adultos que. ao longo de quatro, meses vem ganhando uma maior participação popular sobretudo dos velhos que estimulados pela vontade de elevar o seu nível de conhecimentos ciow tificos vêm estudando debaixo das árvores e outros ainda aproveitam as instalações das escolas Primárias para poderem ý.studar. O inimigo convencido de que a elevação constante do nível de conhecimentos científicos dos nossos velhos constitui um ins-. trumento poderoso contra a sua acção altamente reaccionária procura criar divórcio entre as crianças e os velhos.chic> CHANAS» pois que as crianças constituem neste momento a maior parte, dos alfabetizadores que ensinam e aprendem dos nossos velhos embora esta actividade irão tenhua ainda conseguido ganhar raízes nas nossas Escolas Primdras. Esta recente manobra do inimigo, tal como as outras, vai fracassar sobretudo porque este ano o CHICOCHANA vai às provos de Avaliação e os alunos vão L.8 tesiftear as acuma de Alfabetização de Adultos «CHI" COCHANAS». Angelo Esteírão Upmusse

9 Matias Nehemias Sitoe José Afonso Machado Orlando César Honwana CONSELHOS DE PRODUÇ'ÃO Qual será a preocupação de se criar os Conselhos de Produção nas emp,'esas e em qualquer sector de trabalho? E qual é a tarefa dos mesmos? Quando e como a mulher adquiriu a sua emancipação? Face a estas perguntas queria eu afirmar o seguinte: na nossa empresa,.textdrica, na secção de fiação.fina estão alguns elementos nos Conselhos de Produção e Célula ao Partido que. praticamente travam a produção. Limitam-se a resolver casos de mulheres que falam 'ou porque receberam larayias do colega de trabalho. Será que mereço castigo porque falei com um colega de ttabalho? Verifica-se também que quando certos elementos ou trabalha dores apresentam problemas de cardcter de produção ou que visam melhorar o bom andamento do trabalho em vez desses casos serem api'eciados e estu dados, intimidam o povo considerando-os de reaccionários. Quando se tratadaqueles que actualmente encontram-se aumentando os seus conl>cimentos científicose técnicos nada podem contribuir nas reuniões porque logo é.uma reacção ou está a agir. Serão reacção ou agir apresentar problemas durank3 as reuniões? Ou será que o aluno-trabalhador não tem direito a opinião? Benjamim Malua Chimolo - Manica INDOSTRIA HOTELEIRA EM QUESTÃO Emilio Féx Mulubuane,. resdete,em Maputo, relatanos um facto que sucedeu com ele às 7,30 horas do dia i de Dezembro no restaurante «Continenta». 1 Ent.i, sentei e veio um dos serventes que que me perguntou o que eu precisava de tomar. Disse-lhe qiw me trouxcesse uma torráda de carne assada e leite. O homenzinho serviu-me, mas eu querendo comor,verifiquei 4 e a sandes trazia uma grande Camada de cabelos. Logo chamei aquele homem que tinha servido e perguntei - mostrando-lhe a sandes - a sua importância autêntica pelos cabelos que trazia. O homenzinho servente por suas palavras disse que -não era ele. Mas,eu pergunto: 'quem poderia ser a não ser ele e a sua comissão?» Féllx Mulúbuane termina a carta apelando para que «todos os cidadãos que entram nos restaurantes tomem cuidado comas refeições que lhes são ser vidas»! David Matambo Roque residente em Lichinga, Província do Niassa também nos escreve para nos falar de um Snack-Bar 'daquela capital provincial que tem cerca de 138 clientes que ali passara as jrefeições e pagam, cada m, a quanuta mensa, «e 1~uuiuu. Matambo Roque afirma na sua carta que» a comida é mal preparada, os pratos estão quebrados, os copos mastigados nas pontas, os garfos são de lata e, os casacos que os serventes usam encontram-ãe rasgados. Quando chegqm os clientes a querer passar as refeições alguns são obrigados a esperar para que aqueles que estão a comer acabem para haver lugar. Mas eu,

10 interrogo os leitores: será que aquele dinheiro que os cl.ntes pagam não é suficiente para comprar pratos, copos, gar fos e colheres? Quando pergunto ao responsável da referida pensão ele responde que compr endese a situação! Mas como é que vamos compreender-a situação enquanto nós pagamos 1800$00 mensalmente»? Por último, Matambo Roque salienta que «os servidores desta pensão não servem devidamente os clientes mensais, somente costumam servir os que pedem para beber cerv;ja, vinho, etc.» MAZIONES...Há ainda um grupinho de religiosos maziones que às 19 horas do dia-a-dia - é o tempo para nos encontrarmos no Grupo Dinamizador - eles começam a bater os seus batuquinhos e a incomodar os que estão nas reuniões e -doentes. Aos domingos começam 10 ho ras, ou menos, até anoitecer. Desejo -que me esclareçam a que horas reunem com os outros irmãos. Onde é que fazem as reuniões? El3s não são moçambicanos? Porque não participam onde nós estamos? Francisco Muhulippy Maculane Bairro da Matola Maputo UM PEDIDO Somos um grupo de jovens que formou numa cidade de Por ;ugal, o Círculo Cultural Um, com vista a ocupar os tempos livres, com vista à dinamizaçãó da cultura e a pôt essa mesma cultura ao aervíço da juventude e -dos trabalhadores no sentida da transformação da sociedade. Para além das secções como teatro, debates (sobre problemas do dia-a-dia) organização de acampamentos (com levantamento dos probl-mas da re gião) etc, que são actividades viradas para o nosso Pais, pensávamos formar um clube de correspondentes para que pudéssemos saber algo do que se passa noutros países, termos conhecimentos de outras experiêncas, fazermos novas amizades, etc. Por isso vos 3stamos a escrever. Todos os jovens interessados em conhecer novas gentes tanto em Portugal como em outros pai ses nos escrevam para: Clube Internacional dos Correspondentes Rua António José Almeida, * - Coimbra. Antõnio José Luis Portugal QUAL SERA O MEU FIM? Respondo à carta dum leitor das FPLM, Alsácio A.E..Sumbane, em serviço fio Mapai cujo título da carta estã acima referido. 1É de salientar que o leitor é um elemento das FPLM que luta contra todos os vestígios do colonialismo que nos dominou durant anos. Quando ganhdmos a independência não quer dizer que a guerra terminou mas sim ainda continua contra TEMPO V,~d ~-g5 essa opressao que nos semeou o colonialismo nas nossas cabeças. Pois ao exigir essas todas conszquências dos indunas, cabos, régulos, etc., o pai em si ainda não é móçambicano dentro, do seu sentimento mas sim em raça negra

11 é moçambicano. Portanto, uma vez que vocês os noivos entendem-se e o pai da rapariga Pzcusa ao assunto nele apre sentado, penso que o leitor deverá prosseguir nele até à estrutura máxima. da residência. Outra hipótese, se a rapariga é moçambicana e que compr,3enda a revolução moçambicana e cumpra as leis do Estado moçambicano, o nosso leitor pode apresentar bem claramente este probázma à estrutura máxima das FPLM. Tenho a certeza de que essa estrutura deverá resolver o seu problema duma forma satisfatória. Se o leitor não vzrificar que acha melhor por esta forma, então pode resolver uma outra questão dentro mesmo das FPLM, deverá também arranjar uma outra solução que podz satzsfazer a sua vida até ao fim. Estas são as minhas observações quanto ao assunto nele citado na «revista Tempo» n." 420 de 22/10/78. André T. Nhatsave Maputo CASAR PARA DESCANSAR Ao iniciar a. minha carta quero pedir* desculpas aos leitores pelo português mal empregado e discurso sem sentido, isto é o fruto da acção do colonialismo *3m Moçambique. Gosto de conversar com muitos jovens e muitos têm dito esta expressão errada: «Quero casar para descansar» Tenho me preocupado -zm explicar a esses amigos qu.3 querem casar que não descansa, ainda pelo contrário é mais uma tarefa que leva. Vejamos as exigências do casado: 1 - Arranjar roupa para a esposa e para si, 2-Construir um lar seguro é feliz, 3 Vestir os filhos e educá -los, 4- Ser capaz de,nfrentar vá rios problemas familiares. Muitos jovens esquecem-se destes (4) lrontos, e são denunciados ao público qu,3 quando se casam dormem na mesma casa com os pais. O pai a fazer filhos no quarto, ele também na sala. São desses jovens que fazem casar parecer ninho. Caros jozvzns esta atitude não é vergonhosa? Realmente sentumos, sofremos pacientamos de descansar, mas antes devemo-nos organizar pa ra melhor assumir,zsta responsabilidade. Achei fazer este pequeno esclarecimento geral aos jovens amigos quz pensam casar é descansar. Com isso não quero dizer que não devemos casar porque há muitas exigênciasmas sim primtiro organizarmo'nos. Sebastião Pessulo Nicau Milange NO BAIRRO MATADOU-o RO,. NAMPULA O nosso Governo arranjou condiço&s mandando vir carros,3quipados com câmara de frigoríficos para a Empresa Esta, tal «PESCOM» para melhorar a situação do povo moçambicano, por falta de caril.

12 O Governo fornece o caril, assim como peixe, carne e outros alimentos que dão falta ao povo. O povo, nas manhãs vai-3laborar as bichas nos respectivos lugares. Quando chegam os empre gados, têm feito sempre o servi ço muito estranho, vendendo às mulher?s que conhecem profundamente da vida delas. Isto quer dizer, sendo amantes, ou mesmo tentando acelerar a prostituição que nesbz momento estamos a combater. Na parte do sexo mas culino, vendem aos familiares ou sendo conhecidos. Tudo iso manifestam no mercado do Bair ro Matadouro, Nampula. TEMPO'N. 428-pág. l Peço às Estruturas competentes daquele sector Empresa Estatal «PESCOM» que apreciem o caso da melhor maneira que pudeizm. Se não para mim, pelo menos para os nossos vindouros filhos. Vasco Nacuha Nampula 200$00 POR UMA BOLEIA Eu sou continuador na Beira. Desloquei-me para cã neste distrito de Morrumbala na localidade de Megaza, província da Zambézia. Num dia pensei d3 ir à sede do distrito tratar dos fn$2us documentos e vi um carro que tinha escrito ESTADO e matrícula MLJ que vinha de Quelimane para Chiúre deixar wmentes numa aldeia comunal. No regresso de lá pedi para me dar uma boleia até à sede do distrito. El.2 respondeu: «Se tu quiseres, para nós te darmos boleia é pagares 100$00 cada um; como são dois é 200$00.», Eu disse: «Nós somos contiáadores e o dinheiro que nós temos não chegará para tratarmos dos nossos documentos.» Ele diz: «Se não têm 200$00 não podemos levar-vos porque com esses 200$00 nós podíamos tomar qualquer coisa como cer veja. Como não têm é uma pena... não vos levamos.» E ficámos mesmo. Agora eu p:,rgunto" esse condutor não é um 'xiconhoca? Qual é a função dos carros do Estado? Os carros do Estado não exploram o povo exigindo para um pequeno percurso de 40 quilómetros. Mesmo os carros que transportam o pessoal das localidades à secý do distrito exigem só 40$00. Portanto qual é a necessidade desse condutor explorar? Será que não recebe? Apelo à população destz distrito de Marromeu para tomar maior vigilância sobre esses xiconhocas. Henriques Aljoane dos Lábios Morrumbala N.R. Esta pratica está a genera" lizar-se em muitas partes do pais. Pessoas que tem carro ou camião, aproveitandosda falta de transportes colectivos, exigem dinheiro das pessoas que pectem boleia. Ninguém é obrigado a dar boleia mas ninguém tem direito de cobrar dinheiro quando dä uma boleia, especialmente se se trata de um carro pertencente ao Estado. «CERVEJARIA»

13 EM CADA HABITAÇÃO Fazer da casa de habitação cervejaria é um caso muito comum na Rua João Massablana em Maputo. Este tipo de cervejaria, para dar bom rendimento à proprietária, tem d prejudicar todas as pessoas que vivem perto da mesma. Após um dia de trabalho as pessoas regfessam a sua casas e querem descansar para poderem aguentar com o trabalho do dia seguinte. Contudo, para as pessoas - que vivem perto desta «cervtzjaria» o descanso é diícil, se não impossível. Os clientes desta «cervejaria» sem o" mínimo de consideração pelas outras pessoas, fazem todo o tipo d.z asneira que um homem embriagado é capaz de la zpr- A qualquer hora do dia ou 4a noote eles gritam, lançam palavrões e até espancamse: tal co mo sucedeu no dia 23 de.nov.2mbro. Era cerca da meia-noite, os cli entes sob o eleito do dlccol lançaram-se numa cena dc pancadaria que só terminou de madru gada. Apesar d. tudo isto a se.nhora proprietária continua a olhar só para os lucros que ela tira e não quer saber nada das pzssoas que são prejudicadas -no seu descanso por causa do negócio dela. É como se ela disesýi3 assim: «Se não querem aturar as asneiras dos meus clientes vão viver longe da minha cervejaria». Ernesto Luís Maputo TEMPO N.: 428- pág. 7 Carlos José 1 12 EMANA A, SEMANA~ FAZER UM PLANO QUE CORRESPONDA AO NOSSO AVANÇO Marcelino dos Santos na abertura da Primeira Reunião do Conselho Coordenador Nacional de Planificação Teve inicio na passada se gunda-feira, em Maputo, a Primeira Reunião do Conselho Coordenador Nacional de Planificação, que tem como objectivo central a elaboração do Anteprojecto do Pia. no Central do Estado para o biénio 1979/80 e a discussão de formas concretas do avanço da nossa economia. Para além de elementos da Comissão Nacional do Plano, participam no encontro representantes do Partido e do Governo, dos minis. térios, das províncias, da Comissão Nacional de 'Implementação dos Conselhos de -Produção, da Comissão Nacional de Aldeias Comunais v, das Organizações Demorráticas de Massas. O anteprojecto a elaborar pelo Conselho Coordenador de planificação será posteriormente submetido ao Conselho de Ministros. Falando na sessão de aber tura, o Ministro do Plano, Marcelino dos Santos, salientou que:

14 «0 ritmo da nossa- revolu. ção é o resultado da base criada por 10 anos de luta revolucionária- de libertação nacional. É também determinada pelas realidades interna cionais. O desenvolvimento da nossa luta determinou novas formas de actuação do nosso. inimigo (...) Se hoje fôssemos retardar o passo seria o inimigo que passaria para a ofensiva». O plano terá como base as experiências do oassado, TEMPO N.~ 428- pág. 8 a análise da nossa realidade actual e a Resolução da 4, Sessão do C.C. sobre os grandes proolemias económicos e terá como linha de orientação básica as directivas emanadas do III Congres so da FRELIMO. Como frisaria o Ministro Marcelino dos Santos, a elaboração de um plano para dois anos, e não de programa'para 1979 e outro para, 1980, obedece a uma orientação do Partido. E, permitirá por outro lado ver e determinar aquilo que deve ser feito em 1979 para garantir que se alcancem as metas a traçar para «Vamos fazer um plano que corresponda ao nosso avanço, para continuarmos a sermos nós a dirigir a nossa história, para continuarmos _e seç os fazedores da históra. Temos que encontrar dentro de nós os recursos para podermos realizar os nossoi objectivos que são as aspirações do nosso Povo. O Partido sentiu que se fi. zermos trabalho só para 1979 em 1980 encontraremos barreiras para alcançarmos as metas definidas- pelo III Con reaso. Então o Partido disse para fazermos um plano para 1979/80». Noutro passo da sua intervenção, o Ministro do Pla no apontou a necessidade de, ao mesmo tempo que avançarmos na construção do socialismo, criarmos condições que nos permitam a defesa das nossas conquistas. Neste contexto, recordou as agressões de que somos vitimas do regime ilegal da Rodésia do Sul e fez a leitura do comunicado do 'Ministério da Defesa Nacional sobre os últimos crimes contra o nosso País. «É necessário que a cada momento criemos as condições necessárias para defen. dermos a nossa revoluçãonão podemos construir o So cialismo sem criarmos as ba ses para a sua defesa. Não podemos construir o progres so sem assegurar esse progresso. Progresso para o Po. vo, para as forças trabalhadores, para os operários. e,camponeses do Mundo in. teiro. Hoje elas têm que lutar contra o capitalismo e o imperialismo. Essa luta é quente, é uma luta em que as armas têm que intervir. Esta é a realidade de hoje» disse Marcelino dos San. tos acrescentando que o que podemos fazer amanhã depende daquilo que formos capazes de realizar hoje. Sobre as agressões do regime da Rodésia, Marcelino dos Santos diria que elas têm como objectivo a destruição da nossa produção, não só económica mas também de quadros para todos os sectores da nossa vida, dos meios de defesa da nossa revolução, como é o caso do Centro de Preparação Militar do Dondo. O avanço da nossa revolução passa pelo escangalha mento de formas de trabalho caducas. Para que isso seja possível é necessário que as pessoas assumam esse combate. «Estamos a destruir alguns aspectos da sociedade velha maneiras velhas de trabalhar. Estamos a combater as ideias velhas, ideias que se manifestavam no

15 departamentalismo, para avançarmos para um nível em que nos sintamos todos juntos todos a trabalhar para o mesmo objectivo» - disse na caracterização dos métodos de trabalho que devemos implementar a nível nacional. Mas, para que possamos trabalhar correctamente na resolução dos problemas do Povo, é necessário que sin-' tamos esses problemas, é "preciso que vivamos as reali dades do Povo e encarnemosa personalidade moçam bicana. «É preciso desenvolver uma consciência política e a personalidade moçambicana no processo de edifica. ção da Democracia Popular. É necessário criarmos as nos sas raízes. Isto não se faz num só dia. Mas é preciso ir lá para os lugares onde muitas 'pessoas nunca calçaram, onde hoje não conseguem ver a capulana fabricada pe. Ia TEXLOM ou pela TEXTAFRICA. É preciso saber o que é a nossa comida, o que é «Mathapa». Saber que ela é a nosía comida principal» salientou Marcelino dos San. tos. PRESIDENTE SAMORA MACHEL RECEBE ENVIADO ESPECIAL BRITÂNICO O Presidente Samora Machel quando recebia Cledwyn Hughes, enviado espzcial do Primeiro-Ministro britâníco para as negociações em torno da questão rodesiana FESTIVAL DE PEIPZIG PREMIOU "ESTAS SÃO AS ARMAS" O filme moçambicano «estas são as armas» foi premiado com a «pomba de prata» no Festival Internacio nal de Leipzig, na República Democrática AlemãSegundo o órgão oficial do Partido Socialista Unificado da Alemanha. «Neues Deutshland», aquela obra cinema. tográfica produzida pelo Instituto Nacional de Cinema foi seleccionada para ser exibida -na cerimónia inaugural da 21. semana internacio. nal dos filmes de televisão e curta.metragem realizada em Leipzig. De entre os 162 filmes que participaram neste festival internacional foram distinguidos com «pombas de ouro» uma obra produzida pela Organização de Libertação da Palestina e outras produzidas na Bélgica e Países Baixos. Mereceram a mesma distinção que «estas são as armas» outras obras cinematográficas produzidas na URSS EUA, Espanha, Cuba, lungria e Checoslováquia. O Festival Internacional de Leipzig: que terminou há dias foi realizado sob o lema: «filmes do mundo para a paz» Das 162 obras exibidas no certame, apenas 80 foram classificadas. Destas só 12 foram apuradas para a cerimónia inaugural, que teve a presença da República Popular de Moçambique através daquele trabalho do INC. Pelas qualidades que lhe iforam reconhecidas neste certame internacional, «estas são as armas» foi apresentado pela televisão da Alemanha Democrática. ANALSADO APOIO As A TM DAS CH -Realzou-se re(,entemente, na cidade de Tete, a Vi Reunião da Comissão Interprovincial das Aldeias Comunais, reunindo representações das províncias da Zam. bézia, Manica, Sofala e Tete.

16 Esse encontro visava resý,onder às recomendações emanadas da reunião anteripr e em especial elaborar balanço e análise dos trabalhos desenvolvidos, duran. te o intervalo, das duas últimas sessões, no que se refere ao apoio às zonas atingidas pelas cheias. Examinados os relatórios de cada delegação e relativos às adttvidedes desenvolvidas em cada uma daqueias quatro províncias no que respeita às cheias do rio Zambeze, decidiu-se efectuar visitas frequentes a todas as zonas afectadas, no intuito,de tomar conhecimento local do apoio de que as populações carecem. A Comissão, verificando a falta de elementos capazes de executar as tarefas de coor. dnação e distribuição de donativos, decidiu que as províncias de Tete e Manica devem enviar elementos à Executivo Permanente Interprovincial da Beira, para que este possa dar andamento aos -prcectos de actuação' Para superar a falta de géneros alimentícios e de vestuário, a Comissão Interprovincial vai aplicar todos os seus recursos disponíveis. -Relativamente às famílias que ainda se encontram dispersas em algumas zonas atingidas pelas cheias, a Reu nião recomendou a intensificação do trabalho político e de mobilização para a cons. trução de novas aldeias comunais e consolidação das já existentes. A plantação de árvores de fruto foi também recomendada como tarefa prioritária, especialmente junto das aideias comunais, decidindo-se ainda o fornecimento imediato de instrumentos agrícolas à população do-círculq de Capangula, no distrito do Zumbo, Tete. Teve lugar no passado dia 6, numa das salas do Conselho Executivo da Cidade de Maputo, uma reunião orientada..or.,sérg, Vieira, membro do Conselho de Ministros da RPM, em que participaram todos os bispos da Igreja Católica Apostólica Romana no nosso País, Estiveram também presentes, por parte do Estado, elementos do Ministério do Interior ao nível central e provincial, afectos ao sector loz cultos. A imagem (to cumen.ta o encoltro TEMPO N:. 428 pag. 9 NA A:0 Nampula FORMAÇAE E TRABAL] Teve início no passado dia 2, em Nampula, o primeiro curso interprovincial de formação de professores do ensino secundário em que par. ticiparam elementos das Províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula. Este curso deverá prolongar-se até ao próximo dia 29 e os participantes são alunos -que concluiram e transitaram este ano para a nona classe, num total de 35, para além de alguns professores cujo nível pedagógico ainda não é satisfatório nesta fase. Este primeiro curso inter, provincial tem como objectivo fundamental habilitar os futuros professores para que estes possam elevar o nível pedagógico e organizacional dos centros educacionais para onde irão deseáivolver as suas

17 novas tarefas.,do programa do curso fazem parte aulas de Matemática, Português, Geografia, Educação Política e Sanitária, e Psicopedagogia, o que irá Permitir a elevação dos conhecimentos políticos e cien. tificos dos alunos. Por outro lado, haverá aulas teóricas e práticas, estando igualmente prevista uma visita de estudo a uma aldeia comunal ou a um local de interesse histórico e a realização de palestras sobre educação sanitária. Ainda na mesma Província alunos das escolas secundá. rias encontram-se em actividades de férias nos centros considerados prioritários para a Campanha Nacional de Alfabetização. A recolha de dados, estatísticos, por forma a saber.se 1-EMPO N pág DE PROFESSORES 11OS DE ALFABETIZAÇ,AO quantos analfabetos existem nos centros de produção or-: ganizada, quantos já sabem 4er e escrever, quantas pessoas frequentam as aulas ýde Alfabetização e Educação de Adultos, números de alfabe tizadores existentes e quantos são necessários em cada um dos centros - são algumas das tarefas que fazem parte do programa de activídades de férias a sarem de senvolvidas pelos referidos alunos. Os alunos das escolas secundárias da Província de Nampula farão igualmente o levantamento da actual situação cultural naquela provn cia, particuarmente no que se refere' à recolha de dados sobre os instrumentos musicais tradicionais sua ori. gem, época do seu aparecimento e utilização, material de que são feitos e como são utilizados. A recolha de. documentos históricos orais iunto das populações de cada aldeia comunal e distrito da província bem como a realização de reuniões elucidativas no sentido de toda a população valorizar e conservar o seu pa. trimónio cultural, são ainda tarefas do programa de actividade de férias. 'e EXPULSÃO DO, PARTIDO E DO SECRETARIADO, NACIONAL DA OME * =mumm~od do 11H111111~ dwcc do RUM~ O Secretariado do Comité Central da FRELIMO emitiu no passado dia 6. um comunicado através do qual é divulgada a decisão da expul. sar Albertina Macamo do Partido e do Secretariado Nacional da OMM. É o seguinte, na Integra, o texto do referido comunicado: As Organizações Oemocráticas de Massas, tém como objectivo dotar o Partido de um instrumento fundamental para organizar o Povo em todos os Sectores da nossa Sociedade. Elas' têm a tarefa de garantir a participação das massas na construção da nova Sociedade para ó bem.estar do Povo. Na realização das tarefas gerais incumbidas pelo Partido às Organizações Democráticas de Massas é à Or. ganização da Mulher Moçam bicana que cabe a responsabilidade de engajar todas as mulheres, do nosso Pais, do Rovuma.ao Maputo, nas tarefas da Revolução Moçam. bicana. A emancipação da mulher é uma necessidade da Revolução, constitui parte integrante do combate pelo triunfo do Socialismo no nosso Pais. Esta batalha exige de todps, e em particular dos quadros dirigentes da O:MM.., um engajãmento e uma iden tificação profunda com os interesses da classe

18 trabalha. dora, daqueles que não exploram ninguém. Como os membros do Par tido, também os quadros dirigentes das Organizações Democráticas de Massas, de. vem ser como professores, aqueles que educam sobretudo através do seu exempio.' ALBERTINA MACAMO, ele mento do Destacamento Femi nino, foi colocada no Secretariado Nacional da OMM pa ra que nessa estrutura con; tribuisse para a organização e mobilização da mulher. Sendo membro do Secre. tarlado, ALBERTINA MACAMO devia dar o exemplo de angajamento no combate pela emancipação da mulher, Pela conquista de um novo tipo de vida e de ideias. Porém, em vez de ser o elemento que indica o caminho, ela amantizou.se com um elemento qye exercia funções de Director no Ministério da Educação e Cul. tura, BENEDITO BZI. Ao ligar-se com um homem casado e com iilhos ALBERTINA MACAMO não só contribuis para destruir um lar como manifestava a recusa em abandonar o amantismo. Na velha sociedade, a mulher aceitava e mesmo orgu. lhava-se de ser amante de um homem, desde que ele tivesse dinheiro ou uma posição social importante. ALBERTINA MACAMO vio lou assim a dignidade da mulher moçambicana; por um lado, desrespeitando uma mulher casada com cujo marido se amantizou e. por outro, desrespeitando-se a si própria ao aceitar continuar a ser um objecto ao serviço do homem, através do amantismo, vestígio da velha sociedade, aspecto dos mais degradantes da velha sociedade tradicional e capitalista. BENEDITO BUZI manifestou a mesma concepção de desprezo pela mulher ao procurar abandonar a mulher com quem tinha 2 filhos e que o acompanhara durante o tempo da luta, aquela que suportava consigo sacrifícios durante os momentos mais diflceis. Procurou trocar de múlher como se se tratasse de uma mercadoria, buscan. do promover-se socialmente através da amantização com uma mulher que ele 'considerava mais evoluída». Estes comportamentos cons. tituem formas de bloquear e desacreditar o combate decisivo da mulher moçambicana pela sua emancipação e pala sua participação plena e consciente no processo revolucionário. Em tais situações é necessário purificar o viveiro deste combate que deve ser a OMM limpando as ervas daninhas para que a planta cresça mais forte. Considerando a incompatibilidade total deste comportamento para com a nossa linha, o Secretariado do Comité Central 1 da FRELIMO decidiu expulsar ALBERTINA MACAMO do Partido e do Secretariado Nacional d a O.M.M. A LUTA CONTINUA! Maputo, 6 de Dezembro de D[XEGAÇÃO DA, IR[UMO NA -BULGA Uma delegação da FRELIMO, chefiada por Sérgio Vieira, membro do Comilé Central do Partido. partiu na tarde de Sábado passado com destino a Sófia, capital da República Popular da Bulgária, onde vai participar numa conferência parlidária organizada pelo Partido Comunista da Bulgária. A conferência terá por lema

19 cenlral a construção do socialismo e do comunismo e o desenvol. vimento mundial. A delegação moçambicana é ainda constituúda por Gilion Mshila, quadro do Partido. FORMO 400 RAAiHDOUS PARA OS SERVIÇOS DE SAODE Dos 945 alunos inicialmente inscritos no Instituto de Ciências de Saúde de Maputo, no ano lectivo de 1978, concluiram a sua formação 424, enquanto outros 445 transitaram de classe. Foi a primeira. vez que aquele estabelecimento de ensino conseguiu formar um número tão elevado de pro. fissionais de Saúde. Por outro lado decorre neste momento um curso de' Prevenção e Segurança, que terá a duração de dez semanas e em que partici. pam trabalhadores de diferentes empresas da capital do País. O Instituto de Ciências de Saúde de Maputo destina-sé à formação, de quadros de saúde, não só, para a enfermagem, mas também -para outras profissões auxiliares de medicina, como a radiologia, laboratório e outro tipo de pessoal que nunca tinha existido no tempo colonial, como por exemplo, pessoal para administrar unidade&; sanitárias e sociais, pessoal de medic~na de reabilitação, de medicina preventiva e saneamento do meio, pessoal para nutrição e outras categorias. Actualmente funcionam no País quatro institutos respec,tivamente em Nampula, Que- Uma delegação comercial chefiada por Juan Moro, director da Política Comercial do Ministério do Comércio Externo da República de Cuba, Veio ao nosso País com o objectivo de reforçar a cooperação entre os Ministérios do Comércio Externo dos dois países e dinamizar o pro cesso de trocas.comerciais recíprocas. A delegação cubana, permaneceu em -Moçambique uma semana, durante a qual se avistou com responsáveis do Ministério do Comércio Externo com as empresas es tatais de Comércio' Externo recentemente, criadas. 'Esta deslocação assenta nas bases traçadas no Tra. limane, Beira e Maputo. INestes estabelecimentos prepa. ram-se todos os quadros de saúde de uma maneira inte. grada, o que não se verificava quando os trabalhadores eram preparados em escolas diferentes. Os problemas que mais afectam o Instituto são a falta de salas de aulas de acordo com o número de alunos existentes e a pequena dimensão do refeitório onde os alunos são obrigados a tomarem as suas refeições por turnos o que rouba muito tempo. A fim de minimi. zar este último problema a UNICEF está a estudar a forma de apoiar o Instituto de Ciências de Saúde de Maputo. 'e tado de Amizade, Cooperação e Ajuda Mútua, assina. do em Havana pelos Presidentes Samora Machel e Fi. dei Castro, durante a visita que o dirigente máximo da Revolução moçambicana efec tuou àquele pais socialista da América Latina, em fins do ano passado. Com base nos princípios definidos naquele Tratado de Amizade foi assinado em Ou. tubro do corrente ano, na capital moçambicana, um Acordo Geral de Cooperação Económica, Técnica e Científica entre os dois paio

20 TEMPo N." 428-pág. 11' Cuba-Moçambique DINAMIZAR TROCAS COMERCIAIS ses, abrangendo os sectores da Educação, Agricultura, Construção Civil e Indústria especialmente no ramo açucareiro, bem como a assistência técnica para a conclusão,de algumas obras em,moçambique, além de vários outros acordos sectoriais. Recorde.se que o acordo geral de cooperação Moçambique-Cuba estabeleceu a concessão de bolsas de estudo destinadas fundamentalmente à especialização de jovens trabalhadores moçambicanos, bem como de bolsas para o ensino médio. ~e PREPAR AS 80 TONEAAS DE CARNE SECA - Foram obtidas entre 75 e 80 toneladas de carne seca em resultado da «Operação Búfalo.78», recenteménte, terminada nos tandos de Marromeu, província de Sofala. A realização de trinta caçadas permitiu o abate de 2014 animais daquela :espécie,. devendo destacar-se que para além da obtenção daquela quantidade de carne para alimentação das populações, se irá agora proceder ao aproveitamento das peles e troféus. A «Operação Búfalo-78», proporoionou' também> a recolha de material de estudo à Direcção Nacional da PecUária (DINAP). DE TRASAR -OS-DOS AALHADOR pela prieira, vez em Moçambique foi organiade uam campo de férias, para filhos de trabalhadores. 27 crianças, com idades compreendidas' enire os 6 e os 12 anos, eslo a passar férias no LAR INý TIL DOS CTT na praia do Bilene, férias essas que têm a duração de ts semanas. Estas crianças são filhos de Irabalhadores dos M de, tmapulo e de Inhambane. Em Janeiro e Fevereiro póximo serão organizados mais dois turnos de férias idênticos a este, també no Se. como Do Em nome do Goveno da Indta, o Embaixador deste Paiís na República Popular de Moçambique, On Sheo. puri, fez a entrega de uma remessa de mantas e medicamentos à Frente Patriótica do Zimbabwé, no passado dia 11. Os donativos foram entregues a Robert Mugabe, Presidente da ZANU e co-presidente da Frente Patriótica que, no acto da entrega salientou que a índia tinha uma longa tradição de luta contra o colonialismo e que o apoio dado a todos os nhveis pelo Governo e Povo à Frente Patriótica era um importante contributo à causa de libertação do Zimbabwe. A imagem refere.se à cerimónia dc entrega do donativo TEMPO N.' pág. 12 No dta s aeste mes o rreszaene Famora macae recebeu Carlos Costa, membro do Comité Central do Par.tido Comunista Português, que recentemente chefiou uma delegação daquele partido ao nosso país.

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

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