Comentário Semanal de Economia e de Mercados

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1 Comentário Semanal de Economia e de Mercados 19 de maio de 1 Departamento de Estudos Nos EUA, os dados divulgados durante a última semana parecem ter continuado a corroborar a tese da Fed de que o abrandamento económico em dezembro e janeiro se deveu, sobretudo, às condições meteorológicas adversas, pelo que a desaceleração da economia no 1ºT1 terá sido pontual, daí que a autoridade monetária, na reunião do próximo mês (18-jun), deva prosseguir com a redução do ritmo de compras mensais de dívida pública e privada ligada ao imobiliário, para terminar este processo no final do ano, à medida que as expetativas de aceleração da economia e do emprego se forem materializando e no quadro de crescimentos dos preços mais em linha com o objetivo. Apesar da inesperada queda mensal da produção industrial, a melhoria dos indicadores qualitativos para o setor sugere uma ligeira aceleração da produção industrial para o ºT1. Por sua vez, as vendas a retalho subiram menos do que o esperado, mas recaindo sobre dados revistos em alta, pelo que apresentam uma significativa aceleração no ºT1, depois de no 1ºT1 terem sido prejudicadas pelo mau tempo. Daí que o consumo deva, pelo menos, manter o ritmo de crescimento do 1ºT1 (+3.%), mas desta feita apoiado pelo aumento do consumo de bens, já que o consumo de serviços deverá abrandar, nomeadamente com a componente de energia a cair (como ficou patente na forte queda da produção de utiliites em abril), que no 1ºT1 estivera empolada por um consumo anormalmente elevado, resultante das condições meteorológicas adversas. No imobiliário, os fogos iniciados subiram em abril para um máximo desde nov-13, quando se situou no nível mais elevado desde fev-8, com as quedas de dez-13 e jan-1 a deverem-se em grande medida a condições meteorológicas adversas. As licenças de construção atingiram o nível mais elevado desde jun-8. Já em maio, apesar da queda, a confiança dos construtores está em níveis compatíveis com um nº de fogos iniciados 1% superior ao observado em abril. Assim, estima-se um regresso ao crescimento do investimento em construção residencial no ºT1 e mantemos o nosso cenário de que o PIB deve crescer a um ritmo anualizado superior a 3% no trimestre. Na vertente dos preços, a política monetária ainda altamente expansionista continua a ser facilitada pela ausência de pressões inflacionistas, com a inflação importada a contribuir ademais para uma redução dos preços face a igual período de 13. Note-se, no entanto, que os riscos de estarmos perante um período de inflação bem abaixo do desejável têm vindo a diminuir, acompanhando a própria redução do excesso de capacidade instalada na economia. A este propósito, o crescimento homólogo do índice de preços no produtor ultrapassou os % (ficou em +.1%), o objetivo da Fed para o crescimento do deflator do consumo privado, sendo que a variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) acelerou em abril de 1.5% para.%, um máximo desde jul-13. Note-se, no entanto, que as componentes core de ambos aceleraram menos e ficaram abaixo dos %. Na Zona Euro, a semana ficou marcada pela estimativa preliminar do PIB do 1ºT1 da região como um todo e para as principais economias do euro, que veio apontar para um acréscimo em cadeia de somente.%, abaixo do esperado pelo mercado (consenso: +.%) e que representa uma manutenção do ritmo de crescimento do trimestre anterior. Tratou-se do º acréscimo consecutivo após a saída da economia da situação de recessão técnica (tradicionalmente definida como trimestres consecutivos de queda em cadeia do PIB) em que se encontrava desde o ºT11, mas com o PIB a permanecer ainda.5% abaixo do nível atingido antes da entrada em recessão, no 1ºT8. Apesar de ainda não serem conhecidos em detalhe, os principais indicadores mensais sugerem que, na ótica da despesa, a atividade económica tenha sido suportada pelo consumo privado e pelo investimento em capital fixo, mas penalizado pelas exportações líquidas. Em termos geográficos, depois de no trimestre anterior terem-se observado crescimentos em cadeia nas principais economias, algo que já não ocorria desde o 1ºT11, no 1ºT1 o comportamento voltou a ser distinto, com a Alemanha e Espanha (+.%) a observarem crescimentos, mas com a França a estabilizar e Itália a registar inclusive uma ligeira queda (-.1%). O destaque pela positiva vai para a Alemanha, onde o PIB expandiu uns intensos.8% (+.% no ºT13), ligeiramente acima do esperado pelo mercado (consenso: +.7%), com o nível de atividade económica a fazer um novo máximo histórico, encontrando-se já 3.% acima do anterior máximo pré-recessão, atingido no 1ºT8, permanecendo (destacadamente) a liderar a recuperação da região. Em termos de perspetivas, para o ºT1, embora ainda com muito pouca informação disponível, o nosso indicador compósito para o PIB aponta para um crescimento em cadeia entre.3% e.%, com a região a dever continuar a ser essencialmente impulsionada pela Alemanha, embora no ºT1 esta economia deva acabar por evidenciar um crescimento mais em linha com o das restantes 3 maiores economias da região (entre +.3% e +.%), refletindo uma natural desaceleração face ao forte acréscimo observado no 1ºT1 (+.8%). Depois de a economia ter registado uma queda anual de.% em 13, este pior arranque de ano por parte da economia da Zona Euro levou-nos a rever em

2 baixa o crescimento para o total do ano, perspetivando-se agora um acréscimo de 1.1% para 1, ligeiramente inferior aos recentemente previstos pela OCDE (6-mai: +1.%), pela Comissão Europeia (5-mai: +1.%), pelo FMI (8-abr: +1.%) e pelo BCE (6-mar: +1.%). Em Portugal, a semana ficou indubitavelmente marcada pela divulgação da estimativa preliminar do INE para o PIB no 1ºT1, que apontou para uma queda em cadeia de.7% (+1.% em termos homólogos), um resultado que contraria a mediana das projeções das instituições contactadas pela Bloomberg (+.1%), bem como as nossas perspetivas menos otimistas, que apontavam, ao contrário do consenso, para a ausência de crescimento. Com efeito, ao contrário do que foi noticiado pela agência Lusa, em resultado de uma incorreta leitura do nosso Research, a nossa previsão era de uma estagnação do PIB em cadeia (.%) e não de um crescimento de.6%. Refira-se que a nossa previsão de.% foi utilizada no referido survey da Bloomberg. Essa previsão tinha sido o resultado de um compromisso entre o resultado de diversos tipos de modelos, sendo que os que utilizam dados provenientes da oferta (produção industrial, produção na construção, vendas a retalho e volume de negócios nos serviços) sinalizavam uma contração. O nosso erro de previsão terá estado associado sobretudo ao facto de o contributo das exportações líquidas dever ter sido negativo, quando anteriormente se apontava para um ligeiro contributo positivo. A contribuir para este resultado terá estado também o pior comportamento da Zona Euro, que não duplicou o ritmo de crescimento como era antecipado, mas mantendo antes o mesmo crescimento modesto do trimestre anterior, bem como o facto de a refinaria de Sines da Galp, uma das grandes responsáveis pelo crescimento das exportações, ter estado encerrada para manutenção durante cerca de metade do trimestre. Relativamente à procura interna, deverá ter-se confirmado os comportamentos que temos vindo a avançar, com o esperado crescimento no consumo privado a ser insuficiente para compensar as quedas no consumo público e no investimento. Anteriormente já se apontava para que a economia viesse a regressar aos crescimentos consistentes sobretudo a partir do ºT1 prevíamos, como referido, a ausência de crescimento no 1ºT1, à medida que o impacto das novas medidas de austeridade se dilua e com a procura externa, nomeadamente a proveniente da Zona Euro (e em especial Espanha) a dever acelerar ao longo do ano (apesar do esforço de diversificação, as exportações ainda estão muito direcionadas para os nossos parceiros europeus). Este regresso ao crescimento deverá ser carimbado com um crescimento bem superior ao anteriormente admitido, esperando-se que a economia consiga mais do que reverter a queda do 1ºT1, apontando-se para um crescimento mesmo em torno de 1.% (no ºT13 observou-se também uma forte subida, de 1.1%). Para o total de 1, mantemos a nossa previsão de um crescimento anual do PIB de 1.% (-1.% em 13) um valor em linha com o recentemente previsto pelo Governo, no âmbito do Documento de Estratégia Orçamental para 1-18, apresentado em 3-abr, embora com esta previsão a encontrar-se agora rodeada de riscos descendentes (quando anteriormente eram ascendentes), resultado deste mau arranque de ano da economia. No Reino Unido, continuaram a vir dados positivos para o mercado laboral: a taxa de desemprego em março desceu de 6.9% para 6.8%, um mínimo desde fev-9 e o nº de desempregados registados nos centros de emprego (uma medida mais restrita) diminuiu em abril para novos mínimos desde nov-8. Assim, acabou por ser sem surpresa que o Banco de Inglaterra, no seu Relatório de Inflação de maio, reviu em baixa as suas perspetivas para a taxa de desemprego, tendo mantido sensivelmente inalteradas as perspetivas para a inflação e para o crescimento do PIB. Em todo o caso, o banco sinalizou a manutenção de taxas durante os próximos meses, atendendo à existência de capacidade por utilizar na economia. Continuamos a prever o início do ciclo de subidas de taxas para o 1ºT15, com a bank rate a dever terminar 15 em 1.5%. No Japão, a estimativa final de março da produção industrial apontou para um crescimento de.7%, superior ao divulgado na estimativa preliminar, crescendo 3.% no 1ºT1. Por sua vez, a atividade no setor terciário privado subiu.% em março, atingindo o nível mais elevado desde fev-8, tendo avançado 1.7% no 1ºT1; os diversos indicadores do lado da oferta sugerem uma subida de 1.5% do PIB no 1ºT1, em linha com o valor divulgado na 1ª estimativa do PIB. Efetivamente, a estimativa preliminar do PIB do 1ºT1 veio apontar para um crescimento em cadeia de 1.5%, superando as nossas expetativas e as do mercado (consenso: +1.%), com esta surpresa positiva a resultar, sobretudo, de um maior crescimento do consumo, mas também do investimento privado em capital fixo e de um menor contributo negativo das exportações líquidas. O Japão observou 3 recessões técnicas entre 8 e 1, tendo o PIB atingido finalmente novos máximos históricos, ficando 1.1% acima do anterior máximo do ciclo registado no 1ºT8. Anteriormente esperávamos que o BoJ introduzisse novos estímulos monetários em julho, mas levando em consideração: i) o forte crescimento do PIB; ii) o facto de a variação homóloga do deflator do PIB ter deixado de ser negativa; apenas no início do outono será mais evidente o gap entre as previsões da inflação por parte do BoJ e a realidade. Refira-se que em abril os consumidores se mantiveram bastante apreensivos com a referida subida do IVA, com a confiança a cair para um novo mínimo desde ago-11. Também no mesmo mês o indicador de situação corrente do inquérito aos trabalhadores japoneses que lidam com o público (Economy Watchers) passou de um máximo histórico deste indicador criado em, para um mínimo desde nov-1. O aspeto positivo é que o respetivo índice de expetativas recuperou de mínimos desde mar-11 (quando tinha sido fortemente penalizado pelo sismo) para máximos desde dezembro, sugerindo, assim, uma certa resiliência da economia. Departamento de Estudos 19 de maio de 1

3 Nos Mercados Financeiros, a semana revelou novamente uma evolução mista do sentimento global de mercado, refletindo dados económicos igualmente mistos e a ausência de grandes desenvolvimentos ao nível da crise entre a Ucrânia e a Rússia, mas observou-se um aumento da pressão sobre os periféricos, nomeadamente em resultado de supressas negativas ao nível dos dados do PIB, facto que contribuiu para aumentar a probabilidade de o BCE lançar novos estímulos monetários em junho, com naturais impactos ao nível cambial e no mercado monetário. Analisando os movimentos nos mercados financeiros, observou-se novamente um comportamento misto do sentimento de mercado, que se refletiu em movimentos igualmente mistos, mas esta semana tendencialmente descendentes, nas classes de ativos de risco, onde a grande exceção foi a classe de commodities. Este comportamento foi visível designadamente nas ações, onde se registaram movimentos mistos, inclusivamente nos índices americanos, onde o índice S&P 5 ficou inalterado, o Dow Jones corrigiu de máximos históricos, enquanto o índice Nasdaq registou uma subida. Também na Europa não foi visível uma tendência, com uma subida no Reino Unido, mas uma descida nas ações das principais empresas da Zona Euro (Eurostoxx 5), penalizadas sobretudo pelos índices da periferia. O português PSI- desceu uns intensos 5.6%, afastando-se dos máximos desde mai-11 observados 5 semanas antes e ficando em mínimos desde meados de fevereiro. Na Ásia, as ações indianas atingiram novos máximos históricos, com as chinesas a regressarem também às subidas, mas com as japonesas a caírem. Em resultado do aumento da aversão ao risco na Europa, nomeadamente decorrente das supressas negativas ao nível dos dados do PIB, os spreads da dívida periférica fizeram uma pausa no movimento descendente, destacando-se a subida na dívida grega, com a pressão sobre a dívida privada a revelar também ligeiras subidas, acompanhando as descidas na maioria das ações na Zona Euro e o aumento da pressão sobre os periféricos. No mercado cambial, a taxa de câmbio efetiva nominal do euro caiu pela ª semana consecutiva, prejudicada pelo facto de responsáveis do BCE terem admitido o lançamento de novos estímulos monetários em junho, um cenário que acabou também por ganhar força com os dados do PIB do 1ºT1 para a região mais fracos que o aguardado pelo mercado. As yields da dívida de referência evidenciaram uma tendência de descida, com maior intensidade nos prazos mais longos, quer na Alemanha, quer nos EUA, em resultado de uma menor apetência por dívida dos países periféricos na Zona Euro, com a dívida de referência a constituir novamente um refúgio para os investidores, ao passo que, no MMI, as Libor do dólar mantiveram-se em mínimos históricos, com as taxas a 1 meses a fazerem mesmo novos mínimos, tendo as Euribor descido pela 3ª semana consecutiva (nos 3 meses, pela ª vez em 3 semanas) e refletindo, novamente, uma diminuição das expectativas em relação às taxas de juro. Por último, as commodities apresentaram comportamentos ascendentes na generalidade das classes com exceção das agrícolas, com os índices compósitos CRB Index e GSCI S&P a subirem, depois de 3 semanas de quedas que os tinham levado a aliviar de níveis máximos desde set-1 e set-13, respetivamente, sendo na semana em análise suportados sobretudo pelas energéticas. Departamento de Estudos 19 de maio de 1 3

4 Indicadores Anunciados na Semana Passada País Data Evento Período Consenso Actual Anterior Revisão Portugal 13-Mai IPC (MoM) Apr.3%.% 1.% -- IPC (YoY) Apr -.1% -.1% -.% -- IPCH (MoM) Apr.3%.3% 1.% -- IPCH (YoY) Apr -.1% -.1% -.% -- Portugal OECD Leading Ind. Mar Mai Custos do Trabalho (YoY) 1Q % -.%.5% PIB (QoQ) 1Q P.1% -.7%.6%.5% PIB (YoY) 1Q P.% 1.% 1.7% 1.5% 16-Mai Crédito ao Setor Privado Não Financeiro (YoY) Mar % -1.8% -- Desemprego Registado nsa Apr Desemprego Registado nsa (MoM) Apr % -1.6% - - Desemprego Registado nsa (YoY) Apr % -6.1% - - Indicador Coincidente de Atividade Económica - BdP (YoY) Apr --.6% 1.%.7% Indicador Coincidente do Consumo Privado - BdP (YoY) Apr % 1.6% 1.% Turismo - Dormidas nsa (YoY) Mar % 6.5% -- Espanha 13-Mai Spain OECD Leading Ind. Mar Vendas de Casas (YoY) Mar --.8% -7.6% -- 1-Mai IPC (YoY) Apr F.%.%.% -- IPC Core (YoY) Apr.3%.3%.% -- IPCH (YoY) Apr F.3%.3%.3% -- Alemanha 13-Mai ZEW (expectativa) May ZEW (Situação Atual) May Mai IPC (YoY) Apr F 1.3% 1.3% 1.3% -- IPCH (YoY) Apr F 1.1% 1.1% 1.1% Mai PIB nsa (YoY) 1Q P.5%.5% 1.3% -- PIB sa wda (QoQ) 1Q P.7%.8%.% -- PIB sa wda (YoY) 1Q P.%.3% 1.% -- França 1-Mai Indicador Sentimento Industrial - Banco de França Apr Mai IPC (YoY) Apr.9%.7%.6% -- IPCH (YoY) Apr.9%.8%.7% Mai PIB (QoQ) 1Q P.1%.%.3%.% PIB (YoY) 1Q P.9%.8%.8% Mai Variação do Emprego Privado por conta de outrem não-agrícola (QoQ) 1Q P -.1% -.1%.1% -- Itália 13-Mai IPCH (YoY) Apr F.6%.5%.6% -- 1-Mai Dívida Pública Mar B 17.B Mai PIB sa wda (QoQ) 1Q P.% -.1%.1% -- PIB sa wda (YoY) 1Q P -.1% -.5% -.9% -- Zona Euro 13-Mai Leading Indicators OCDE Mar ZEW (expectativa) May Mai Produção Industrial exc Construção sa (MoM) Mar -.3% -.3%.% -- Produção Industrial exc Construção wda (YoY) Mar.9% -.1% 1.7% Mai IPC (YoY) Apr F.7%.7%.7% -- IPC Core (YoY) Apr F 1.% 1.% 1.% -- PIB sa (QoQ) 1Q A.%.%.% -- PIB sa (YoY) 1Q A 1.1%.9%.5% Mai Balança Comercial Mar 16.B 17.1B 13.6B 1.B Balança Comercial sa Mar B 15.B -- Registos Automóveis na UE-7(YoY) Apr --.6% 1.6% -- Registos Automóveis Novos de Passageiros (YoY) Apr --.8% 5.5% -- R. Unido 13-Mai Reino Unido OECD Leading Ind Mar Mai Banco de Inglaterra - Relatório de Inflação - - Remunerações Médias Semanais 3M/YoY Mar.1% 1.7% 1.7% -- Taxa Desemprego sa (mm3m) Mar 6.8% 6.8% 6.9% -- Tx. Desemprego Registado (Benef. Subs. Desemp.) Apr 3.3% 3.3% 3.% -- Variação Desemprego Registado (Benef. Subsídio Desemp.) Apr -3.K -5.1K -3.K -3.6K Variação do Emprego (3M/3M) Mar 8K 83K 39K -- EUA 1-Mai Saldo Orçamental (Mensal) Apr $11.B $16.9B $11.9B Mai EUA OECD Leading Ind. Mar Índice Preços Importações (MoM) Apr.3% -.%.6%.% Índice Preços Importações (YoY) Apr.3% -.3% -.6% -- NFIB Small Business Optimism Apr Stocks Empresariais (MoM) Mar.%.%.%.5% Vendas a Retalho - nominais sa (MoM) Apr.%.1% 1.1% 1.5% Vendas a Retalho excl. Automóveis - nominais sa (MoM) Apr.6%.%.7% 1.% Vendas a Retalho excl. Automóveis e Gasolina sa (MoM) Apr.5% -.1% 1.% 1.% Vendas Ret.excl. Auto., Gas. e Mat. Constr. (MoM) Apr.5% -.1%.8% 1.3% 1-Mai IPP (MoM) Apr.%.6%.5% -- IPP (YoY) Apr 1.7%.1% 1.% -- IPP exc alimentação e energia (MoM) Apr.%.5%.6% -- IPP exc alimentação e energia (YoY) Apr 1.% 1.9% 1.% Mai Confiança do Consumidor (Bloomberg; anterior ABC) May IPC (MoM) Apr.3%.3%.% -- IPC (YoY) Apr.%.% 1.5% -- IPC Core (MoM) Apr.1%.%.% -- IPC Core (YoY) Apr 1.7% 1.8% 1.7% -- NAHB - Índice Confiança na Construção de Habitações May NY Fed - Empire Manufacturing May Pedidos Subsídio de Desemprego - Acumulado May 3 69K 667K 685K 676K Pedidos Subsídio de Desemprego - Novos May 1 3K 97K 319K 31K Philadelphia Fed. May Prod. Ind. Transformadora (MoM) Apr.3% -.%.5%.7% Produção Industrial sa (MoM) Apr.% -.6%.7%.9% Taxa de Execução de Hipotecas (MBA) 1Q --.65%.86% -- Taxa de Incumprimento Crédito Hipotecário (MBA) 1Q % 6.39% -- Utilização Capacidade Instalada Apr 79.1% 78.6% 79.% 79.3% 16-Mai Confiança do Consumidor (Univ. Michigan) May P Fogos Iniciados (MoM) Apr 3.6% 13.%.8%.% Fogos Iniciados saar Apr 98K 17K 96K 97K Licenças de Construção (MoM) Apr 1.3% 8.% -.% -1.1% Licenças de Construção saar Apr 11K 18K 99K 1K Japão 1-Mai Falências (YoY) Apr % -1.37% -- Inquérito Eco Watchers: Expetativas Apr Inquérito Eco Watchers: Situação Atual Apr Mai Japão OECD Leading Ind. Mar M3 (YoY) Apr.8%.8%.9% -- 1-Mai Índice de Preços nas Empresas - Bens Domésticos (MoM) Apr.8%.8%.% -- Índice de Preços nas Empresas - Bens Domésticos (YoY) Apr.%.1% 1.7% Mai Confiança do Consumidor sa Apr Deflator PIB (YoY) 1Q P -.1%.% -.3% -.% Índice Setor Terciário (MoM) Mar.%.% -1.% -.9% PIB (QoQ) 1Q P 1.% 1.5%.%.1% PIB Anualizado (QoQ) 1Q P.% 5.9%.7%.3% PIB Nominal (QoQ) 1Q P 1.% 1.%.3%.% 16-Mai Produção Industrial nsa (YoY) Mar F -- 7.% 7.% -- Produção Industrial sa (MoM) Mar F --.7%.3% -- Utilização Capacidade Instalada Mar --.% -.6% -- Brasil 15-Mai Vendas a Retalho - reais (MoM) Mar.% -.5%.%.% Vendas a Retalho (YoY) Mar -.3% -1.1% 8.5% 8.7% Vendas a Retalho Alargadas (YoY) Mar -.5% -5.7% 8.% 8.% 16-Mai Índice de Atividade Económica nsa (YoY) Mar.13% -.9%.% -- Índice de Atividade Económica sa (MoM) Mar -.1% -.11%.%.% China 1-Mai Empréstimos Agregados Apr 175.B 155.B 7.B 7.9B M (YoY) Apr 1.% 13.% 1.1% -- Novos Empréstimos em moeda nacional Apr 8.B 77.7B 15.B Mai China OECD Leading Ind. Mar Investimento em Ativos Fixos Urbanos (YTD YoY) Apr 17.7% 17.3% 17.6% -- Produção Industrial (YoY) Apr 8.9% 8.7% 8.8% -- Produção Industrial (YTD YoY) Apr 8.7% 8.7% 8.7% -- Vendas a Retalho - nominais (YoY) Apr 1.% 11.9% 1.% -- Vendas a Retalho - nominais (YTD YoY) Apr 1.% 1.% 1.% -- Rússia 1-Mai Balança Comercial (USD) Mar 18.5B 19.7B 1.B -- Exportações (USD) Mar.8B 6.9B 36.5B -- Importações (USD) Mar 6.9B 7.1B.1B Mai Rússia OECD Leading Ind. Mar Vendas de Veículos Novos Ligeiros Apr -% -8% % Mai Budget Level (Year to date) Apr B 11.1B -- PIB (YoY) 1Q A.7%.9%.% -- Índia 1-Mai IPC (YoY) Apr 8.5% 8.59% 8.31% -- Produção Industrial (YoY) Mar -1.5% -.5% -1.9% -1.8% 13-Mai Índia OECD Leading Ind. Mar Mai Índice Preços Grossistas (YoY) Apr 5.7% 5.% 5.7% -- OCDE 13-Mai OCDE - OECD Leading Ind. Mar Fonte: Thomson Reuters.; Legenda: nsa - não ajustado de sazonalidade; sa - ajustado de sazonalidade; wda - ajustado de dias úteis; saar - taxa anualizada ajustada de sazonalidade; WoW - variação semanal; MoM - variação mensal; QoQ - variação trimestral; YoY - variação homóloga; mm3m - média móvel 3 meses. Departamento de Estudos 19 de maio de 1

5 EUA Recuperação do ímpeto de crescimento em curso Os dados divulgados durante a última semana parecem ter continuado a corroborar a tese da Fed de que o abrandamento económico em dezembro e janeiro se deveu, sobretudo, às condições meteorológicas adversas, pelo que a desaceleração da economia no 1ºT1 terá sido pontual, daí que a autoridade monetária, na reunião do próximo mês (18-jun), deva prosseguir com a redução do ritmo de compras mensais de dívida pública e privada ligada ao imobiliário, para terminar este processo no final do ano, à medida que as expetativas de aceleração da economia e do emprego se forem materializando e no quadro de crescimentos dos preços mais em linha com o objetivo. Na realidade, mesmo no 1ºT1, tinham sido visíveis leituras dos indicadores compósitos e de confiança relativamente robustas e sugerindo mesmo uma aceleração do crescimento, mas tendo a economia acabado por crescer uns meros.1% anualizados (devido justamente ao mau tempo). Relativamente ao mercado de trabalho, depois do emprego no setor privado em abril ter acelerado, a descida na última semana dos novos pedidos de subsídio de desemprego para novos mínimos desde mai-7 sinaliza uma criação do emprego em maio entre e mil (setor privado), pelo que no ºT1 a criação de empregos deverá ultrapassar os 6 mil pela 1ª vez em trimestres e poderá atingir os 7 mil. Entre os indicadores compósitos, o indicador avançado da OCDE (CLI) desceu em março numericamente pelo 6º mês consecutivo, mas encontrando-se apenas. pontos abaixo dos máximos desde mai-8 observados em set-13, sinalizando um crescimento acima da média de longoprazo pelo 16º mês consecutivo :Q EUA - PIB (QoQ) Anualized vs Montepio US Indicator 1996:Q 1998:Q Previsão - Q1 YoY:.6/QoQ Anz:3.5 :Q :Q :Q 6:Q 8:Q 1:Q 1:Q 1:Q PIB - QoQ Anualiz. (esc. esq.) Montepio US Indicator Quarterly Average (esc.dir.) A confiança nas pequenas empresas subiu bem mais do que o esperado em abril, atingindo o nível mais elevado desde out-7, mas sugerindo uma subida anualizada do PIB de apenas 1.7% no ºT1, aquém do nosso cenário de o PIB crescer mais de 3%, como de resto tem vindo a suceder ao longo do atual período de expansão iniciado no 3ºT9, já que as empresas foram forçadas a cortar nas suas margens para conseguirem vender mais, num contexto em que o emprego, ao contrário da atividade económica no seu geral, ainda não recuperou das perdas da Grande Recessão (ainda que devido apenas ao setor público, tendo o setor privado atingido finalmente máximos históricos em março). Já as maiores empresas têm conseguido aproveitar, por um lado, os mercados de exportação (apesar dos fracos crescimentos de 1 e 13, a economia mundial cresceu a um ritmo superior ao da economia americana, suportada pelas economias emergentes), por outro lado, as suas operações no exterior têm contribuído para que os seus resultados tenham crescido acima do crescimento da economia dos EUA. Ao nível da confiança dos consumidores, os primeiros dados para maio revelam leituras mistas (subida do indicador da RBC; mas quedas dos indicadores da IBD, da Bloomberg e do mais mediático da Universidade de Michigan), mas esperando-se que na totalidade do ºT1 se observe uma nova melhoria da confiança, recuperando finalmente da queda do ºT13, acompanhando a esperada aceleração da economia e do emprego. Efetivamente, no 1ºT1, o nosso indicador compósito para a confiança dos consumidores obtido através da média ponderada dos 5 principais indicadores de confiança dos consumidores sinalizava um crescimento anualizado de.5% do consumo, mas este acabou por crescer 3.%. Para o ºT1, o indicador sinaliza um crescimento de.7%, mas prevendo-se que o consumo cresça novamente na ordem dos 3%, apontandose para um crescimento entre.6% e 3.%, com o centro do intervalo de previsão a situar-se acima da média dos crescimentos trimestrais de 13 (+.3%) e em linha com a mediana dos crescimentos dos últimos anos (+3.%). Refira-se que em abril as vendas a retalho subiram.1% (consenso: +.%; anterior: +1.5%, revisto de +1.1%), mas apresentando uma significativa aceleração no ºT1, depois de no 1ºT1 terem sido prejudicadas pelo mau tempo. Daí que, como referido, o consumo deva, pelo menos, manter o ritmo de crescimento do 1ºT1 (+3.%), mas desta feita apoiado pelo aumento do consumo de bens, já que o consumo de serviços deverá abrandar, nomeadamente com a componente de energia a cair (como ficou patente na forte queda da produção de utiliites em abril), já que no 1ºT1 estivera empolada por um consumo anormalmente elevado, resultante das condições meteorológicas adversas. A referida forte descida na produção de utilities (-5.3%) juntou-se à queda da produção na indústria transformadora, mais do que anulando o crescimento na indústria extrativa e conduzindo a uma inesperada descida de.6% da produção industrial em abril. Notese, no entanto, que apesar da queda mensal, o crescimento anualizado nos últimos três meses da produção na indústria transformadora passou de 5.5% para 7.6%, o que associado à melhoria dos indicadores qualitativos para o setor sugere que, depois de no 1ºT1 ter-se observado um abrandamento (sobretudo devido ao Departamento de Estudos 19 de maio de 1 5

6 mau tempo), se observe uma ligeira aceleração da produção industrial no ºT1. Refira-se que, já em maio, a atividade das fábricas na região de Filadélfia surpreendeu o mercado pela positiva, desacelerando menos do que o esperado, mantendo-se praticamente a crescer ao maior ritmo desde set-13. Por outro lado, na região de Nova Iorque acelerou mais do que o esperado, sinalizando o maior crescimento desde jun-1 e com as perspetivas para os próximos 6 meses a atingir máximos desde fev-1. No imobiliário, os fogos iniciados subiram em abril pelo 3º mês consecutivo, para um máximo desde nov-13, quando se situaram no nível mais elevado desde fev-8, com as quedas de dez-13 e jan-1 a deverem-se, em grande medida, a condições meteorológicas adversas. As licenças de construção atingiram o nível mais elevado desde jun-8 e ficando acima dos fogos. A confiança dos construtores em maio desceu para mínimos desde mai- 13, mas a associação de construtores (NAHB) veio referir que o sentimento dos construtores está a alinhar-se com uma realidade do mercado de uma contínua, mas modesta, recuperação. No entanto, os construtores expressaram algum otimismo de que as vendas acelerem nos próximos meses, à medida que os consumidores se sintam mais seguros relativamente à sua situação financeira". Note-se que, apesar da queda, a confiança está em níveis compatíveis com um nº de fogos iniciados 1% superior ao observado em abril, sinalizando também subidas nas vendas de casas novas bem superiores (65% acima). Assim, estima-se um regresso ao crescimento do investimento em construção residencial no ºT1. A propósito do imobiliário refiram-se os últimos dados sobre o incumprimento no setor, com a taxa de incumprimento hipotecário a descer no 1ºT1 para mínimos desde o ºT7, enquanto a taxa de execução de hipotecas desceu para mínimos desde o 1ºT8, tendo nos últimos trimestres deixado de ser o principal constrangimento para a recuperação do imobiliário. Na vertente dos preços, a política monetária ainda altamente expansionista continua a ser facilitada pela ausência de pressões inflacionistas, com a inflação importada a contribuir ademais para uma redução dos preços face a igual período de 13, com o índice de preços de importações a apresentar em abril uma descida mensal de.% e uma queda homóloga de.3%, claramente aquém da tendência histórica, facto que continua a permitir à Fed manter elevados estímulos monetários. Note-se, no entanto, que os riscos de estarmos perante um período de inflação bem abaixo do desejável têm vindo a diminuir, acompanhando a própria redução do excesso de capacidade instalada na economia. A este propósito, o índice de preços no produtor (IPP) subiu.6% em abril, mais do que o esperado (consenso: +.%) e em aceleração face aos.5% do mês anterior, crescendo.1% face a 13 (+1.% no mês anterior), mas com o IPP core a revelar uma menor aceleração do crescimento homólogo, de 1.% para 1.9%, neste caso ficando abaixo do objetivo da Fed de.% para o crescimento do deflator do consumo privado. Por sua vez, a variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) acelerou em abril de 1.5% para.%, um máximo desde jul-13, afastando-se dos 1.% de out- 13 (mínimo desde out-9) e ficando colado ao referido target de %, embora com o crescimento homólogo do IPC core a apenas acelerar de 1.7% para 1.8%. EUA - Inflação (Core) e Utilização da Capacidade Instalada : 5: 6: 7: 8: 9: 1: 11: 1: 13: 1: IPC Core - Variação Homóloga (esc. esq.) EUA - Utilização da Capacidade Instalada (esc. dir.) Ao nível da política orçamental, em abril observou-se um excedente da execução orçamental inferior ao do ano anterior, o qual foi o mais elevado para um mês de abril desde o ano 8, sendo este o º mais elevado desde então. Continuam, assim, a ser visíveis progressos na consolidação das contas públicas, ademais que nos 7 primeiros meses do atual ano fiscal regista-se, em termos acumulados, um défice inferior em 37.% ao que se verificava no período homólogo do ano anterior (-31.% até março), com a despesa a cair.% (-3.5% até ao mês anterior) e a receita a aumentar 8.% (+1.% até ao mês anterior). É assim visível um comportamento de fundo de clara melhoria nas finanças públicas com o CBO e o FMI a preverem que este ano se vai observar o menor défice em 7 anos. O corte nos gastos do Governo federal, conhecido como sequestro, e o aumento das receitas, ajudou os EUA a receber elogios do FMI em abril, na medida em que a maior economia do mundo conseguiu reduzir o défice no último ano fiscal para menos de metade do que foi em 9. Trata-se de uma mudança de tom desde a última apreciação do FMI em out-13, quando havia um risco de entrada em incumprimento por parte dos EUA devido ao impasse no Congresso. O FMI considera que o acordo subsequente para o orçamento do atual ano fiscal "reduziu substancialmente as incertezas de curto prazo". Mas também não deixou de alertar que ainda falta encontrar um plano abrangente a médio prazo que coloque a dívida e as finanças públicas numa trajetória sustentável, porquanto, na ausência de um plano, projeta que a dívida pública atinja 16.7% do PIB em 19 (o último ano do horizonte de previsão), acima dos 1.5% de Departamento de Estudos 19 de maio de 1 6

7 Aconteceu na semana passada nos EUA Emprego O número de novos pedidos de subsídio de desemprego desceu mais do que o esperado na semana terminada em 1 de maio, de 31 mil para 97 mil (consenso: 3 mil), caindo para um nível mínimo desde mai-7 (meio ano antes do início da última recessão). Note-se que os pedidos de subsídio de desemprego são bastante voláteis, pelo que importa olhar para a média móvel de semanas (mms), que já mesmo no final de 1 apresentava leituras consistentes com os fundamentos económicos e que desceu após 3 subidas semanais consecutiva, aproximando-se dos 31 mil registados semanas antes, que são um mínimo desde out-7. Ao descer de 35 mil para 33 indivíduos, a variável encurtou ligeiramente a distância face à barreira psicológica dos 3 mil, sinalizando uma criação de postos de trabalho no setor privado entre e mil em maio, valores inferiores aos 73 mil criados em abril (o total do emprego não-agrícola subiu igualmente 88 mil naquele mês). Importa contudo ter em mente que os novos pedidos de subsídio de desemprego refletem sobretudo os despedimentos, sendo que ao nível das contratações os dados têm-se revelado mais fracos. O último dado quantitativo disponível revelou que no trimestre terminado em março as ofertas de emprego subiram para muito perto do máximo desde mar-8 registado em nov-13. Já em maio, ao nível dos indicadores qualitativos da indústria transformadora, os indicadores regionais de emprego, em média, estão a subir, sinalizando uma aceleração do emprego do setor neste mês. A fraca criação de empregos em janeiro (+1 mil), acabou por ser determinante para que se observasse um abrandamento no 1ºT1 (+569 mil), ficando, assim, aquém dos 6 mil. Em todo o caso, pelo 6º trimestre consecutivo, a criação de empregos situou-se acima da média durante os dois anteriores períodos de expansão (+53 mil), esperando-se que no ºT1 esse valor seja batido. Notese que caso em maio e junho a criação de empregos fosse idêntica à de abril uma hipótese que nos parece neste momento demasiado otimista, no trimestre seriam criados 86 mil empregos, ao maior ritmo desde o 1ºT6. Em todo o caso, um valor na ordem dos 7 mil parece agora atingível, ademais que os novos pedidos de subsídio de desemprego sinalizam uma criação de empregos superior a mil. Apesar de, como referido anteriormente, a criação de postos de trabalho nos últimos trimestres ser consistente com crescimentos razoáveis do PIB, trata-se de crescimentos do emprego moderados (ainda que as perspetivas sejam de que no atual trimestre esse ritmo já seja relativamente robusto) comparativamente a outros períodos de expansão e, sobretudo, comparativamente à velocidade da perda de empregos registada durante a Grande Recessão. Este facto acaba assim por continuar a corroborar a manutenção de estímulos por parte da Fed, não obstante a autoridade ter vindo em 3-abr, pela ª reunião consecutiva, anunciar que irá continuar a reduzir ligeiramente o ritmo de compras mensais de dívida pública e de dívida privada, em resultado dos sinais de aceleração da atividade económica e da redução do desemprego. Os comunicados da Fed têm considerado que o abrandamento da economia e do emprego no início do ano se deve ao mau tempo sendo que este relatório do emprego corrobora essa tese, pelo que a Fed deverá prosseguir com a redução das compras mensais de dívida na reunião de junho, devendo terminar o processo no final de 1, à medida que ao longo do ano vários dos objetivos forem sendo alcançados. Durante a conferência de imprensa da penúltima reunião, a Presidente da Fed referiu que a primeira subida de taxa poderá ocorrer cerca de 6 meses depois do programa de compra de dívida estar concluído, ou seja, a primeira subida poderá vir a ocorrer entre abril e junho de 15 (no pressuposto que a Fed deixa de comprar divida a partir de outubro ou dezembro deste ano). Estas declarações de Yellen assustaram os mercados (que esperavam uma subida um pouco mais tarde), mas acabam por ser consistentes com o facto da maioria dos responsáveis da Fed esperarem agora que a taxas dos fed funds feche 15 em 1.%, o que pressupõe 3 subidas de taxas de.5%. Em todo o caso, entretanto, Yellen salientou que não existe nenhum calendário para a retirada de estímulos e para a subida de taxas, estão condicionais à evolução da economia. EUA - Índice Regionais de Emprego vs Pedidos Semanais Un: Índice Un: Milhares (escala invertida) :5-1, -1, 5:5 6:5 7:5 8:5 9:5 1:5 11:5 1:5 13:5 1: Índice Regionais de Emprego - média 7 (esc. esq.) Novos Pedidos Subsídio Desemprego - Média Semanas (esc. dir.) EUA - Variação do Emprego Não-Agrícola vs Pedidos Semanais Un: 1^3 Empregos Un: 1^3 Empregos :5 5:5 6:5 7:5 8:5 9:5 1:5 11:5 1:5 13:5 1: Variação do Emprego Não-Agrícola Pedidos Subs. Desemprego - MM Semanas - esc dir. e invertida Departamento de Estudos 19 de maio de 1 7

8 Confiança dos Consumidores A estimativa preliminar de maio do indicador de confiança dos consumidores da Universidade de Michigan apontou para uma inesperada descida, de 8.1 para 81.8 pontos (consenso: 8.5 pontos), corrigindo de um máximo desde jul-13, quando se situou no nível mais elevado desde jul-7 (antes da economia ter entrado na anterior recessão). Em outubro, com 73. pontos, o indicador tinha descido para um mínimo desde dez-1. Se olharmos para os seus habituais determinantes, vemos que a confiança dos consumidores encontra-se aquém dos fundamentais económicos, não obstante o valor fundamental do indicador de confiança ter observado também uma descida, refletindo sobretudo a desaceleração dos indicadores relativos aos preços das ações e aos preços das casas. Os indicadores relativos ao emprego revelaram um comportamento positivo, já que, por um lado, a taxa de desemprego desceu, no bimestre mar/abr, e, por outro, assistiu-se a uma maior criação do emprego. Também a condicionar a confiança esteve a aceleração da inflação mensal em abril, resultante do crescimento dos preços da gasolina, cujo índice é um dos mais sensíveis para os consumidores e que mais impacto tem ainda que enviesadamente nas suas expetativas de inflação. Em todo o caso, as expectativas de inflação para o horizonte de 1 meses mantiveram-se em 3.%, em máximos desde set-13, mantendo a distância face aos.9% registados em nov-13, que são um mínimo desde out-1. No entanto, as expectativas para o horizonte de 5 anos desceram de.9% para.8%, ficando.1 p.p. acima do registo de dez-13, quando caíram para mínimos desde mar-9 (se bem que partilhado com vários meses). Esta descida do indicador de Michigan resultou de comportamentos descendentes nas duas componentes, com a relativa às expectativas a cair pela ª vez em 3 meses, corrigindo de máximos desde jul-13, afastando-se, assim, do registo de jun-13, quando atingiu máximos desde out-1, que é a leitura mais elevada desde jul-7. Por seu lado, a componente que mede a situação corrente caiu após duas subidas consecutivas, aliviando de um máximo desde jul-7, encontrando-se desde nov-11 acima do limiar que historicamente é consistente com acréscimos no consumo privado. Indicador compósito O índice da Universidade de Michigan foi o º indicador a ser conhecido para o mês de maio, com as indicações a serem mistas (queda do indicador da IBD, da Bloomberg e da Universidade de Michiga; subida do índice da RBC), mas, em média, negativas, ainda que se perspetive que na totalidade do ºT1 se observe uma nova melhoria da confiança dos consumidores, recuperando finalmente da queda do ºT13, acompanhando a esperada aceleração da economia e do emprego. O indicador da IBD/TIPP desceu em maio, anulando grande parte da subida de abril e corrigindo de um máximo desde jun-13, continuando a ser o indicador de confiança dos consumidores que revela um maior pessimismo. O indicador da RBC subiu pela ª vez em 6 meses, aproximando-se da leitura de março, que juntamente com o de junho, consiste no valor mais elevado desde dez-7, ou seja, uns meses antes de ser conhecida a falência da Lehman Brothers. O indicador da Bloomberg O indicador de confiança dos consumidores divulgado pela Bloomberg desceu no º registo semanal de maio, de 37.1 para 3.9, a ª descida consecutiva após 3 subidas, corrigindo de um máximo desde os 38.3 pontos registados na última semana de jul-13, quando se situou no valor mais elevado desde jan-8, no início da anterior recessão. Em termos médios mensais, observa-se também um decréscimo, grosso modo anulando a subida do mês anterior, fazendo uma pausa no movimento de recuperação dos mínimos desde out-1 registados em out-13 e que culminaram em abril no nível mais elevado desde dez-7. Verificam-se descidas nas suas 3 componentes, com apenas a relativa ao estado da economia a anular a subida do mês anterior. A relativa à predisposição para consumir está a descer após 3 subidas consecutivas, aliviando de um máximo desde out-7. O índice relativo ao estado da economia está a aliviar de um máximo desde jul-13 (mês em que atingiu o nível mais elevado desde jan-8) e aproximando-se ligeiramente dos mínimos desde set-1 registados em out-13. O indicador referente às finanças pessoais está a corrigir de um máximo desde mar-8, tendo, em 13, sido condicionado pelos aumentos de impostos que entraram em vigor em jan-13 (em resultado do acordo entre Democratas e Republicanos) e, a partir de meados desse ano, penalizado pela subida das taxas de juro de longo prazo de referência para as hipotecas. Recorde-se que em abril o nosso indicador compósito para a confiança dos consumidores americanos obtido através da média ponderada dos 5 principais indicadores de confiança dos consumidores registou a ª subida consecutiva e a 5ª em 6 meses, atingindo máximos desde jun-13, que, por sua vez, é o valor mais elevado desde o início do outono de 7. Cenário para o consumo No 1ºT1, o nosso indicador compósito para a confiança dos consumidores sinalizava um crescimento anualizado de.5% do consumo, mas este acabou por crescer 3.%. Para o ºT1, o indicador sinaliza um crescimento de.7%, mas prevendo-se que o consumo cresça novamente na ordem dos 3%, apontando-se para um crescimento entre.6% e 3.%, com o centro do intervalo de previsão a situar-se acima da média dos crescimentos trimestrais de 13 (+.3%) e em linha com a mediana dos crescimentos dos últimos anos (+3.%). O consumo de serviços que não está incluído nas vendas a retalho deverá desacelerar, já que no 1ºT1 esteve suportado pelo aumento do consumo de energia para aquecimento, mas o consumo de bens deverá acelerar, depois de no 1ºT1 ter sido prejudicado pelas condições meteorológicas adversas : :Q 5:5 EUA - Consumo Anualisado (QoQ) vs Conf. Consumidor Composite 1996:Q 6:5 1998:Q EUA - Confiança e Consumo Privado Un: Índice 7:5 Previsão - Q1 YoY:.7/QoQ Anz:.7 :Q 8:5 :Q 9:5 :Q 6:Q 1:5 8:Q 11:5 1:Q 1:5 1:Q 13:5 Un: Indice 1 1:Q Consumption - QoQ Anualiz. (esc. esq.) Consumer Confidence - Quarterly Average (esc. dir.) 1:5 Confiança do Consumidor Uni. Michigan - (esc. esq.) Consumo Privado (YoY) (esc. dir.) EUA - Ind. Confiança Consumidor da Univ. Michigan Ind. Confiança Abr-1 Mai-1 Abr-1 Mai-1 Michigan Situação Expectativas :8 Un: Índice 11:11 1: Valor EUA - Confiança dos Consumidores 1:5 1:8 1:11 Conf. Board (esc. esq.) IBD/TIPP (esc. esq.) 13: 13:5 13:8 13:11 Variação Un: Índice 1: 1:5 Univ. Michigan (esc. esq.) Bloomberg (esc. dir.) EUA - Indicadores de Confiança dos Consumidores Valor Variação Ind. Confiança Abr-1 Mai-1 Abr-1 Mai-1 Conference Board Bloomberg IBD Michigan RBC Departamento de Estudos 19 de maio de 1 8

9 Investimento Empresarial em Stocks O volume de vendas no comércio e indústria subiram 1.% em março, a ª subida consecutiva após duas quedas (+.9% em fevereiro), atingindo agora um novo nível máximo histórico. Esta evolução resultou de um comportamento positivo nos 3 segmentos, tendo agora o comércio por grosso (+1.% vs +.9% no mês anterior) também recuperado da queda de janeiro e atingido máximos históricos. O comércio a retalho subiu 1.5%, depois de ter avançado.9% no mês anterior, atingindo novos máximos históricos (note-se que já existem dados das vendas a retalho para abril, que revelaram uma ligeira subida). As vendas na indústria cresceram.3% (+.9% em fevereiro), batendo os anteriores máximos históricos de nov-13. As existências no comércio e indústria (business inventories) subiram.% em março, em linha com as expetativas do mercado (consenso: +.%), abrandando face ao crescimento do mês anterior (+.5%, revisto dos anteriores +.%). Tem sido visível uma tendência ascendente desde o início do outono de 9, com a variável a fazer novos máximos históricos. Os stocks dos retalhistas, os únicos que ainda não eram conhecidos, estabilizaram, depois de no mês anterior terem descido.1%, pelo que os níveis máximos históricos foram observados em janeiro. Os stocks dos grossistas cresceram 1.1%, observando o 9º crescimento consecutivo (+.7% no mês anterior), atingindo novos máximos históricos, enquanto os stocks industriais avançaram.1%, pelo 1º mês consecutivo, renovando também máximos históricos. Em termos médios trimestrais, no 1ºT1, as existências no comércio e indústria apresentam um acréscimo nominal inferior ao observado no ºT13, algo que deverá também observar-se em termos reais, e que também deverá suceder no conjunto das diversas categorias de existências que não estão incluídas neste relatório (que não inclui, nomeadamente, as agrícolas). Em todo o caso, estes dados dos stocks dos grossistas concorrem para uma revisão em alta do contributo negativo da variação de existências (entre +.1 p.p. e +.3 p.p.). Recorde-se que, aquando da 1ª estimativa do PIB do 1ºT1, a volátil componente da variação de existências apresentou um contributo negativo mais intenso do que o esperado, passando de -. p.p. para -.57 p.p.. Este contributo reflete ainda o facto de no 3ºT13 esse mesmo contributo ter-se cifrado em 1.67 p.p.. Num contexto da referida incerteza nas negociações que se realizaram entre Democratas e Republicanos durante o 3ºT13, admitia-se que parte do contributo da variação de existências fosse indesejado, nomeadamente porque o investimento em capital acabou por abrandar no 3ºT13, quando no início desse trimestre era esperado justamente o contrário. Era neste contexto que se esperava para o ºT13 uma redução do contributo para valores ligeiramente negativos, algo que acabou por suceder novamente no 1ºT1. Depois de no ano terminado no ºT13 o contributo médio da variação de existências se ter cifrado em.75 p.p., e que foi o mais elevado desde o 3ºT1, no trimestre seguinte (ºT1) acabou por se observar um contributo negativo, algo que se voltou a repetir no 1ºT1. No ano terminado no 1ºT1, o contributo médio desceu para.37 p.p., um valor já aceitável, pelo que o contributo no atual trimestre poderá ser sensivelmente nulo, ademais que se perspetiva que os empresários continuem a acumular existências nos próximos trimestres, suportando a produção e o emprego, particularmente numa altura em que os rácios entre os stocks e as vendas se encontram em níveis historicamente baixos. A dinâmica entre as vendas e as existências resultou numa ligeira descida do rácio entre os stocks e as vendas, de 1.3 para 1.95 meses, corrigindo pelo º mês consecutivo de um máximo desde out-9, mas permanecendo em níveis historicamente baixos para esta série, cuja média é de 1.8 meses e cujo pico mais recente ocorreu no inverno de 8/9 (cerca de 1.7 meses). Teoricamente, quanto mais baixos forem os níveis deste rácio, maior será o seu efeito positivo na produção industrial, via movimento de reposição de existências. No entanto, é de realçar que este indicador apresenta uma tendência histórica de descida, na medida em que vão sendo otimizados os modelos de gestão, designadamente modelos como o just in time. Fev Mar Fev Mar Vendas Retalho Grossistas Industriais Stocks Retalho Grossistas Industriais : :3 EUA - Vendas e Stocks Var. Mensal Var. Homól. 6:3 7:3 8: :3 Variação Mensal (esc. esq.) EUA - Stocks Empresariais 1:3 11:3 1:3 13:3 1: Variação Homóloga (esc. dir.) Un: Meses 1 1. : EUA - Produção Industrial e Rácio entre Stocks e Vendas 5: 6: 7: 8: 9: 1: 11: 1: 13: 1: Prod. Ind. - Var. Hom. (YoY) - esc. esq. Rácio Stocks/Vendas mm3m (Comércio e Indústria) - esc. dir. Rácio - média histórica - esc. dir Departamento de Estudos 19 de maio de 1 9

10 Confiança Pequenas Empresas A confiança nas pequenas empresas subiu bem mais do que o esperado em abril, de 93. para 95. pontos (consenso: 9.5 pontos), recuperando em meses de mínimos desde mar-13 para máximos desde out-7, antes do início da anterior recessão. O indicador encontra-se pela 13ª vez consecutiva acima do nível que sinaliza uma expansão da economia americana, embora sugerindo uma subida anualizada do PIB de apenas 1.7% no ºT1, segundo cálculos do Montepio, abaixo do nosso cenário central de um crescimento superior a 3%. Note-se que este indicador deve ser lido com alguma precaução, pois fornece tipicamente indicações erróneas: para o 1ºT1 sinalizou uma subida de.7%, e o PIB avançou.1% (ainda que devido às condições meteorológicas adversas), enquanto para o ºT11 apontava para um avanço de apenas.%, quando o PIB cresceu.9%, o melhor registo do atual ciclo. Esta discrepância pode ser explicada, pelo menos parcialmente, pelo facto de as pequenas empresas viverem essencialmente da procura interna, a qual tem apresentado pouco fulgor comparativamente aos padrões históricos em face do ainda elevado desemprego e de condições de crédito genericamente restritivas ainda para as pequenas empresas. Por oposição, são as empresas de maior dimensão que mais intensamente têm beneficiado de as economias emergentes continuarem a crescer bem mais do que as desenvolvidas, o que explica o facto de o ISM Composite production (mais representativo das grandes empresas) sinalizar uma expansão de 3.9%, neste caso acima das nossas perspetivas. Em termos de componentes, o número de subidas (7) ficou bem acima das descidas (), tendo-se ainda observado uma estabilização. As expectativas para a economia subiram 9 pontos, recuperando em dois meses de mínimos desde nov-13 para máximos desde ago-13. Nos últimos meses tem-se observado uma elevada volatilidade, condicionada nomeadamente pelos impasses políticos que surgiram desde o final de 1 relativamente ao processo de consolidação orçamental que se viveu nos EUA. Atendendo a que foi conseguido no final de 13 um acordo mais definitivo entre Democratas e Republicanos, seria de esperar que as expectativas para a economia retomassem o processo de recuperação e que este processo prossiga nos próximos meses. O índice relativo às intenções de aumento de stocks subiu pelo º mês consecutivo, após 3 quedas, sinalizando, juntamente com o indicador análogo do relatório ISM Manufacturing, um marginal contributo positivo do investimento em existências para o crescimento do PIB do ºT1, esperando-se que esse contributo possa ser sensivelmente nulo. O índice relativo às expetativas das vendas anulou menos de ¼ da forte subida do mês anterior, afastando-se do registo de janeiro, que é o mais elevado desde mai-7. Os indicadores relacionados com o emprego tiveram um comportamento positivo, mantendo-se ademais em níveis elevados para o atual ciclo. Por um lado, as intenções de contratação subiram para máximos desde janeiro, quando atingiram o valor mais elevado desde set-7, permanecendo em terreno positivo pelo 13º mês consecutivo. Por outro lado, o índice de vagas por preencher atingiu o nível mais elevado desde jan-8. O índice de tendência de resultados passou em dois meses de mínimos desde dez-1, para um máximo desde mai-1. Destacou-se, ainda assim, como a componente mais negativa (lugar que ocupou pelo 13º mês consecutivo e que pertencera entre nov-1 e mar-13 à componente relativa às expectativas para a economia), deixando entender que os maiores problemas das pequenas empresas se prendem sobretudo com o esmagamento das margens, atendendo a que as expectativas para o volume de vendas estão bastante elevadas. As expectativas relativamente ao investimento anularam a descida do mês anterior, permanecendo muito próximas do registo de dez-13, que é um máximo desde jun-8, continuando a ser o indicador que assume o registo mais positivo, de resto, em consonância com os dados do investimento empresarial em equipamentos, que têm evidenciado crescimentos superiores aos do PIB em todos os trimestres do atual período de expansão da economia americana, iniciado no 3ºT9 (com exceção do 3ºT1 e do 3ºT13, em que grosso modo estabilizaram, e do 1ºT1, quando caiu). O índice relativo às condições no crédito subiu após estabilizações consecutivas, diminuindo a distância face ao nível de mai-13, quando conjuntamente com o registo de mar-13 atingiu o nível mais elevado desde jul-7. Embora seja o 3º indicador mais negativo, o facto de permanecer num nível elevado comparativamente aos últimos anos é algo animador, porquanto se trata de uma data anterior ao início da intensificação da crise do subprime em agosto desse ano : EUA - Confiança nas Pequenas Empresas vs ISM Un: Índice (SBOI) 5: 6: 7: 8: 9: 1: 11: Un: Índice (ISM) 1: 13: Confiança nas Pequenas Empresas (esc. esq.) ISM Compósito (esc. dir.) 1: EUA Confiança das Pequenas Empresas Valor Variação Mar-1 Abr-1 Mar-1 Abr-1 Small Business Confidence Plans to Increase Employment Plans to Make Capital Outlays Plans to Increase Inventories Expect Economy to Improve Expect Real Sales Higher Current Inventory -1-1 Current Job Openings Expected Credit Conditions Now a Good Time to Expand 8 8 Earnings Trends Prices EUA - Expetativas Económicas Peq. Empresas (SBOI) vs PIB : (Índice de difusão) 5: 6: 7: 8: 9: 1: 11: 1: 13: 1: Expetativas Económicas Peq. Empresas (SBOI) - mm3m PIB - Var. Hom. (esc. dir) Departamento de Estudos 19 de maio de 1 1

11 199: 1995: 1996: 1997: 1998: 1999: : 1: : 3: : 5: 6: 7: 8: 9: 1: 11: 1: 13: 1: 1989:3 199:3 1991:3 199:3 1993:3 199:3 1995:3 1996:3 1997:3 1998:3 1999:3 :3 1:3 :3 3:3 :3 5:3 6:3 7:3 8:3 9:3 1:3 11:3 1:3 13:3 1:3 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Saldo Orçamental O excedente de execução orçamental ascendeu a 16.9 mil milhões de dólares (mm$) em abril, quando em igual período do ano passado se tinha registado um excedente de 11.9 mm$, com o resultado a revelar-se um pouco menos favorável do que o esperado pelo mercado, que apontava para um excedente superior (consenso: +11. mm$) e que correspondia às estimativas do CBO - Congressional Budget Office divulgadas dias antes, que referiu que os números de abril do ano passado estariam enviesados pelo facto de terem ocorrido um aumento extraordinário das cobranças em IRS, devido ao aumento dos impostos no início de 13 e que provocou uma subida das declarações no final de 1. Refira-se que o excedente de abr-1 é o º mais elevado excedente para um mês de abril desde o ano de 8, a seguir a abr-13. As receitas subiram 1.8% (+16.% no mês anterior), para o valor mais elevado de sempre para um mês de abril, enquanto as despesas subiram.6% (-13.6% no mês anterior). O mês de abril foi o 7º mês do atual ano fiscal, registando-se em termos acumulados um défice inferior em 37.% ao que se verificava no período homólogo do ano anterior (-31.% apenas com os registos até março), com a despesa a cair.% (-3.5% até ao mês anterior) e a receita a aumentar 8.% (+1.% até ao mês anterior). É assim visível um comportamento de fundo de clara melhoria nas finanças públicas. Esta evolução da receita demonstra que os efeitos da recuperação económica começam a fazer-se sentir, mas reflete também o aumento de impostos acordado no Congresso no último dia de 1. O debate sobre o défice e a dívida voltou a intensificar-se ao início do outono de 13, dado que o orçamento para 13/1 não estava aprovado e o limite de endividamento dos EUA seria atingido no dia 17/1/13. Finalmente, no final do dia 16/1/13 foi conseguido um acordo entre Democratas e Republicanos no Congresso, que permitiu por cobro a uma paralisação parcial do Estado que se arrastou durante 16 dias, em resultado da não entrada em vigor do Orçamento para o ano fiscal de 13/1. Atendendo a que o acordo de outubro era apenas provisório, em 1/1/13, foi conseguido um princípio de acordo orçamental no Congresso, entretanto já aprovado pelo Congresso e promulgado pelo Presidente Obama, que afirmou esperar que o acordo signifique que "os americanos não tenham de suportar uma nova paralisação do Estado Federal nos próximos dois anos". Apesar do acordo ter estado longe de um grande acordo, como alguns otimistas desejaram em Washington, o entendimento indiciou futuras cooperações entre Democratas e Republicanos em política orçamental, acabando com o ciclo de disputas sobre o orçamento, que tem perturbado a economia americana desde 11 e que poderá constituir um importante contributo para que a economia consiga crescer a um ritmo mais perto dos 3% este ano, o crescimento mediano dos últimos anos e que durante a atual expansão nunca foi conseguido em nenhum ano, sendo mesmo necessário recuar até 5 para se assistir a um crescimento igual ou superior a 3%. A redução observada pelo défice em 1/13 contribuiu para que Democratas e Republicanos encontrassem pontos de convergência. Por um lado, terá enfraquecido os argumentos Republicanos de que o aumento dos níveis da dívida federal em breve esmagaria a economia. Por outro lado, os Democratas iam-se mostrando contra novos cortes profundos nos gastos, considerando que deveriam ser evitadas as medidas de austeridade que retardassem o crescimento do emprego no curto prazo, ao mesmo tempo que consideravam que era necessário trabalhar para reduzir o défice de longo prazo de forma equilibrada. Em resultado desta cooperação entre os dois partidos, o Congresso aprovou uma nova subida do limite de endividamento dos EUA, que terá validade até mar-15. Défice de 1/13 No ano fiscal de 1/13 o défice federal caiu 37.5% face a igual período do ano anterior, tendo a despesa descido.% e a receita avançado 13.3%. Os gastos atingiram 3 5 mm$ no ano fiscal de 13, devido a uma economia mais forte com reflexo na redução dos subsídios de desemprego, em resultado da redução dos gastos com a presença americana no Iraque e no Afeganistão, mas também da redução dos gastos dos Departamentos do Comércio e da Habitação. As receitas de IRS subiram 16.3% e tiveram um contributo decisivo para a redução do défice, refletindo sobretudo o fim de benefícios fiscais, que entraram em vigor no dia 1 de janeiro de 13. Por sua vez as receitas de IRC cresceram 1.9%, em resultado sobretudo do crescimento dos lucros das empresas. O défice de 1/13 foi, assim, de 68 mm$, bem menos do que no ano anterior (1 89 mm$) e o menor desde 8 (55 mm$), após anos consecutivos em que se ultrapassou a barreira psicológica de 1 bilião (trillion) de dólares. Antes da recessão, que levou a fortes subidas nos gastos federais e a grandes cortes nas receitas, o défice nunca havia ultrapassado os 5 mm$ de dólares. O défice no ano fiscal, considerando estes dados na ótica de caixa e que não incluem todos os entes públicos, corresponde a.1% do PIB, abaixo dos 6.8% do ano anterior. Previsões do CBO e do FMI O défice está a diminuir de um modo consideravelmente mais rápido do que se pensava no início de 13, concluiu o CBO nas suas previsões de mai-13, e que foram atualizadas no início de fevereiro. Nas atuais previsões (e no pressuposto de que não existem alterações legislativas) o CBO considera que o défice cairá de 68 mm$ no ano fiscal de 1/13 (-.1% do PIB), para 51 mm$ em 13/1 (-3.% do PIB, um mínimo de 7 anos), para 78 mm$ em 1/15 (-.6% do PIB), subindo posteriormente para 539 mm$ em 15/16 (-.8% do PIB) e para 581 mm$ em 16/17 (-.9% do PIB) EUA - Saldo Orçamental Un: $1^9 Un: $1^ : 1: 11: 1: 13: 1: Un: 1^6 Saldo Orçamental (Mensal) - (esc. esq.) Saldo Orçamental (Média Móvel 1M) - (esc. dir.) EUA - Saldo Orçamental (% PIB) Saldo Orçamental (% PIB) Média EUA - Défice Orcamental vs PIB Source:IMF (April 1) Défice Orçamental - YoY - (esc. esq.) PIB - YoY - (esc. dir.) USA Public Debt (% GDP) % GDP Departamento de Estudos 19 de maio de 1 11

12 Estes défices são um nítido contraste com os défices de cerca de 1 mm$ registados a partir da Grande Recessão de 8/9 e em cada um dos primeiros anos de mandato do Presidente Obama. A redução do défice resulta, em grande medida, do aumento da receita fiscal de IRS e IRC, como consequência da melhoria da atividade económica. Mas também refletem as contribuições mais fortes para os cofres do Tesouro dos anteriores financiamentos aos grupos hipotecários Fannie Mae e Freddie Mac. Já a subida do défice projetada a partir de 15/16, em resultado nomeadamente do envelhecimento da população, significa que terão que ser tomadas então novas medidas para reduzir o défice de uma forma estrutural e evitar que a projetada subida da dívida federal se mantenha. De um modo geral, as conclusões do FMI no dia 8 de abril, no âmbito do World Economic Outlook, corroboram a análise efetuada pelo CBO (embora o perímetro da análise seja diferente, com o CBO a incidir apenas no orçamento Federal), que veio rever as suas previsões para o défice americano para os próximos anos face ao que tinha apresentado em outubro, em média em 1.7 de 13 até 16. O corte nos gastos do Governo federal, conhecido como sequestro, e o aumento das receitas, ajudou os EUA a receber elogios do FMI, na medida em que a maior economia do mundo conseguiu reduzir o défice no último ano fiscal para menos de metade do que foi em 9. Trata-se de uma mudança de tom desde a última apreciação do FMI em outubro, quando havia um risco de entrada em incumprimento por parte dos EUA devido ao impasse no Congresso. O FMI considera que o acordo subsequente para o orçamento do atual ano fiscal "reduziu substancialmente as incertezas de curto prazo". Mas também não deixou de alertar que ainda falta encontrar um plano abrangente a médio prazo que coloque a dívida e as finanças públicas numa trajetória sustentável, porquanto, na ausência de um plano, projeta que a dívida pública atinja 16.7% do PIB em 19 (o último ano do horizonte de previsão), acima dos 1.5% de 13. Preços O índice de preços de importações (IPI) registou em abril uma inesperada descida mensal de.%, quando o mercado esperava um aumento (consenso: +.3%), tendo além do mais a subida do mês anterior sido revista em baixa de.6% para.%. Trata-se da 1ª descida após subidas consecutivas, mas sendo contabilizadas somente 1 subidas mensais do IPI nos últimos 7 meses, com o indicador a aproximar-se ligeiramente dos níveis mínimos desde fev-11 registados em nov-13. Esta descida dos preços das importações ocorreu num contexto de uma redução dos preços do petróleo importado (-.7% vs +.1% no mês anterior), a 1ª descida em meses, enquanto os preços excluindo o petróleo que funcionam como um indicador core para os preços acabaram também por cair (-.%), anulando metade da subida do mês anterior, sendo a 6ª descida em 13 meses. Uma evolução moderada dos preços do petróleo é importante para a manutenção de fracas pressões inflacionistas, que têm tido uma origem iminentemente externa e relacionada com os preços das commodities, porquanto o ainda elevado desemprego tem permitido uma contenção dos custos por via da moderação salarial. Os preços do petróleo importado evidenciaram apenas pela ª vez em 7 meses uma variação homóloga superior à do índice geral (+.1% e -.3% respetivamente). Já a variação homóloga dos preços excluindo petróleo passou de -.1% para -.3%, contabilizando 1 registos negativos consecutivos e apenas subidas em 3 meses, sendo que a descida de dez-13, conjuntamente com a de out-13, correspondeu à maior desde nov-9 (de -1.8%). Por categorias de produtos, o abrandamento da queda homóloga do índice geral (de -.6% para -.3%) ficou a dever-se a todas as categorias, com exceção do abrandamento do crescimento dos preços dos produtos alimentares (de +.6% para +.%) e dos bens de consumo excluindo automóveis (de +.3% para +.%). Observaram-se desacelerações do ritmo de queda nos materiais para indústria (de -1.5% para -.8%), nos automóveis (de -1.6% para -1.%, permanecendo claramente aquém da tendência histórica) e nos bens de investimento (de -.8% para -.%). Por seu lado, os preços das exportações caíram 1.% em termos mensais (+1.% no mês anterior), tendo a subida homóloga passado de.% para.1%, a ª consecutiva após 7 quedas, observando-se 9 descidas desde set : Source:IMF (April 1) 5: USA Budget Balance (% GDP) % GDP EUA - Índice de Preços de Importações 6: 7: 8: 9: 1: 11: 1: Var. Mensal (MoM) (esc. esq.) Var. Hom. (YoY) (esc. dir.) Var. Média 1M (esc. dir.) 13: 1: EUA Indíce de Preços das Importações Var. Mensal Var. Homól. Mar Abr Mar Abr IP Importações Petróleo Exlc. Petróleo Aliment. & Beb Materiais p/ Ind Bens Investi Automóveis Bens Cons exc. Auto...3. IP Exportações Departamento de Estudos 19 de maio de 1 1

13 Em abril, o índice de preços no produtor (IPP)* subiu.6% em termos mensais, superando as expectativas do mercado (consenso: +.%), em aceleração (+.5% no mês anterior), mas depois de em fevereiro terem caído.1%, com o crescimento dos últimos meses a resultar da recuperação dos preços nos serviços (+.6% em abril e +.7% em março), mais do que anulando a queda de.3% observada em fevereiro. Nos bens, os preços subiram.6%, depois de terem estabilizado em março e após 3 aumentos de.%, mas com o indicador a apresentar apenas 16 subidas nos últimos 7 meses. A volatilidade do indicador de bens continua a advir sobretudo dos preços da energia, que neste mês subiram.1%, pela ª vez em 5 meses (1-.% no mês anterior), em resultado das alterações observadas nos preços do petróleo nos mercados internacionais. Os preços da alimentação avançaram.7%, em aceleração pelo º mês consecutivo (+1.1% no mês anterior e +.6% em fev-13), contabilizando acréscimos consecutivos, embora apenas 5 subidas em 9 meses, sendo este tipo de bens também especialmente sensível às alterações observadas nos preços destas commodities nos mercados internacionais, os quais subiram acentuadamente durante o verão de 1 em resultado de secas em diversas regiões do planeta e posteriormente caíram, tendo neste início de ano vindo a recuperar. Finalmente, o IPP core (i.e., excluindo alimentação e energia) acabou por subir.5%, também superando as expetativas do mercado (consenso: +.%), em desaceleração (+.6% no mês anterior), crescimento que mais do que anularam a queda de.% observada em fevereiro, sendo que nos últimos 1 meses o crescimento médio mensal foi de apenas.15% : 5: 6: EUA - Índice de Preços no Produtor 7: 8: 9: 1: 11: 1: Var. Mensal (MoM) (esc. esq.) Var. Hom. (YoY) (esc. dir.) Var. Média 1M (esc. dir.) 13: EUA Indíce de Preços no Produtor 1: Var. Mensal Var. Homól. Mar Abr Mar Abr IPP Core (ex. Alim. e En.) Face a igual período do ano anterior, o IPP avançou.1%, em aceleração (+1.% no mês anterior) e ao ritmo mais elevado desde mar-1, com o IPP core a crescer o um ritmo inferior (+1.9% vs +1.% no mês anterior), ao maior ritmo desde dez-1, neste caso mantendo-se abaixo do objetivo da Fed de.% para o crescimento homólogo do deflator do consumo privado. Assim, não obstante o crescimento homólogo do IPP ter superado os %, continuamos a considerar que não existem pressões inflacionistas que não advenham dos preços das commodities ou de alguns fatores temporários (como, durante a primavera e o verão de 11, a escassez de automóveis e peças resultante do sismo do Japão), porquanto a utilização da capacidade produtiva da economia ainda permanece significativamente afastada dos seus padrões médios históricos. No quadro de uma subida não galopante dos preços da energia, os crescimentos homólogos do IPP deverão permanecer baixos/moderados (i.e., aquém da sua tendência dos últimos anos), o que constitui uma boa notícia para o controlo das pressões inflacionistas na economia americana, já que a inflação tem tido uma origem iminentemente externa e relacionada com os preços das commodities, porquanto o elevado desemprego tem permitido uma contenção dos custos por via da moderação salarial, sendo que o facto de o dólar se encontrar num valor superior ao registado em igual período de 11 também contribui para diminuir a inflação importada. * Com o relatório de jan-1 o BLS (Bureau of Labor Statistics) passou a divulgar um índice que inclui os preços recebidos preços produtores relativamente a bens (%), serviços (63%), compras públicas e exportações (11%) e construção (%), representando 75% da economia. O antigo índice refletia apenas os preços dos bens, representando cerca de 1/3 de toda a produção. Trata-se da maior alteração metodológica desde Departamento de Estudos 19 de maio de 1 13

14 Preços O índice de preços no consumidor (IPC) subiu.3% em abril face ao mês anterior, em linha com as expetativas do mercado (consenso: +.3%) e em aceleração face ao crescimento do mês anterior (+.%). A energia regressou aos crescimentos, mas a maior subida observou-se nos preços da alimentação, enquanto se registaram manutenções do ritmo de crescimento dos preços dos demais bens e serviços. Com efeito, os preços da energia subiram.3%, depois de terem caído.1% em março, refletindo o aumento dos preços da gasolina (+.3%); por seu lado, os da alimentação subiram.%, ao mesmo ritmo do mês anterior e crescendo a um ritmo médio mensal de.% nos últimos 6 meses. Segundo o IPC core (que exclui a energia e a alimentação), os preços avançaram.%, superando as expetativas do mercado (consenso: +.1%), mantendo o ritmo do mês anterior. Refira-se que o crescimento de abril do IPC core está pelo º mês consecutivo ligeiramente acima, mas o crescimento desde o início do ano (+.15%) está em linha com a média do ano de 13 (+.1%) e do ano de 1 (+.16%), depois de, no período de out-9 a dez-1, ter oscilado entre.1% e -.1%. A maioria dos sub-índices contribui para o crescimento do IPC core, incluindo o de habitação, cuidados médicos, tarifas aéreas, veículos novos, veículos usados e lazer. Os índices de vestuário, artigos para o lar e cuidados pessoais ficaram todos inalterados em abril. A inflação medida pela variação homóloga do IPC subiu de 1.5% para.%, um máximo desde jul-13, afastando-se dos 1.% registados em out-13, que são um mínimo desde out-9, mas ficando bem longe dos 3.9% observados em set-11, que são um máximo desde set-8. Com a referida subida mensal, a variação homóloga do índice de energia passou de.% para 3.3%, aproximando-se do crescimento de jul-13 (+.7%), que foi um máximo desde jan-. A taxa de variação homóloga do IPC core acelerou pelo º mês consecutivo, de 1.7% para 1.8%, após em janeiro e fevereiro ter crescido 1.6%, sendo que, juntamente com o registo de jun-13, são os mais baixos ritmos desde jun-11. Em jan-1 e de março a maio do mesmo ano observaram-se crescimentos de.3%, os mais elevados desde o início do outono de 8. O crescimento homólogo do IPC core apresenta-se assim pela 1ª vez consecutiva com valores iguais ou inferiores ao atual target da Reserva Federal (Fed) para o deflator do consumo, depois de nos 1 meses anteriores ter ficado acima. Sendo que entre abr-1 e jan-11 situou-se inclusivamente abaixo de 1%, período onde a deflação chegou a ser um risco real e uma das razões para a tomada de um segundo round de quantitative easing (o QEII) por parte da Fed no final de 1. Refira-se que a tendência de crescimentos não superiores a % neste mês resulta apenas de efeitos de base, já que a média móvel de 3 meses do crescimento anualizado ficou pela 1ª vez em 13 meses acima dos %, tendo acelerado de 1.8% para.3%. No entanto, mesmo quando no passado já tinha ultrapassado os %, não tinha sido alvo de especiais preocupações por parte da Fed, em virtude: i) do caráter volátil da medida; ii) do facto de a Fed estar disposta a ter a inflação ligeiramente acima de %, como contrapartida de uma descida do desemprego; iii) do facto de a medida relevante da Fed ser o deflator core do consumo privado, cujo crescimento homólogo tem-se apresentado inferior ao do IPC core, devendo continuar a não ultrapassar os %, depois de ter apenas acelerado ligeiramente em março de 1.1% para 1.%, aliviando do mais baixo crescimento desde mar-11. Na última reunião (19-mar), a Fed considerou que a inflação tem estado abaixo do objetivo de longo prazo da autoridade, uma apreciação em linha com o que referia anteriormente. As expectativas de longo prazo para a inflação mantiveram-se estáveis. Em termos prospetivos, referiu, pela 7ª reunião consecutiva, que uma taxa de inflação persistentemente abaixo de % cria riscos para o crescimento económico, ainda que antecipe que a inflação se irá mover para o seu objetivo de médio prazo. Anteriormente (até à reunião de jun-13) apenas referia que a inflação ficaria sobre ou abaixo da taxa que julga ser consistente com o seu duplo mandato. Note-se que esta nova afirmação encontra-se em linha com o que fora defendido em jun-13 por James Bullard, que considerava que a Fed deveria sinalizar mais fortemente a sua vontade de defender o seu objetivo de inflação, à luz das recentes baixas leituras dos indicadores de inflação. Estes riscos deflacionistas favorecem a manutenção de estímulos por parte da Fed, não obstante a autoridade ter vindo, a 3-abr, pela ª reunião consecutiva, anunciar que irá continuar a reduzir ligeiramente o ritmo de compras mensais de dívida pública e de dívida privada, em resultado dos sinais de aceleração da atividade económica e da redução do desemprego. Durante a conferência de imprensa a Presidente da Fed referiu que a primeira subida de taxa poderá ocorrer cerca de 6 meses depois do programa de compra de dívida estar concluído, ou seja, a primeira subida poderá vir a ocorrer entre abril e junho de 15 (no pressuposto que a Fed deixa de comprar divida a partir de outubro ou dezembro deste ano). Estas declarações de Yellen assustaram então os mercados (que esperavam uma subida um pouco mais tarde), mas acabam por ser consistentes com o facto da maioria dos responsáveis da Fed esperarem nessa reunião de março que a taxa dos fed funds feche 15 em 1.%, o que pressupõe 3 subidas de taxas de.5%. Entretanto Yellen fez declarações mais prudentes, mas, na nossa opinião, continuamos a ver meados do próximo ano como o início do ciclo de subida de taxas. A inflação média anual em 13 cifrou-se em 1.5%, inferior à de 1 (+.1%) e menos de metade da inflação de 11 (+3.%), tendo este abrandamento refletido essencialmente o comportamento dos preços da energia. Efetivamente, o abrandamento do IPC core foi menos pronunciado (de +.1% para +1.8%). Nos últimos 5 anos, nunca o crescimento do IPC core superou os %, com a média deste período a situar-se em 1.6%, idêntica à do IPC : 5: 6: 7: 8: EUA - IPC 9: 1: 11: 1: Var. Mensal (MoM) (esc. esq.) Var. Hom. (YoY) (esc. dir.) Var. Média 1M (esc. dir.) 13: 1: EUA Indíce de Preços no Consumidor Var. Mensal Var. Homól. Mar Abr Mar Abr IPC Alimentação Energia Gasolina Core mm3m anz :5 5:5 6:5 EUA - Indicadores de Preços 7:5 8:5 9:5 1:5 11:5 1:5 Un: Índice 13:5 1:5 IPC - Var. Hom. (YoY) - esc. esq. IPP - Var. Hom. (YoY) - esc. esq. Preços Recebidos sre - média Surveys Regionais - esc. dir. EUA - Inflação (Core) e Utilização da Capacidade Instalada : 5: 6: 7: 8: 9: 1: 11: 1: 13: 1: IPC Core - Variação Homóloga (esc. esq.) EUA - Utilização da Capacidade Instalada (esc. dir.) Departamento de Estudos 19 de maio de 1 1

15 Imobiliário Licenças e Obras Iniciadas O número de fogos iniciados subiu 13.% em abril, para um valor anualizado de 1 7 mil, ficando acima das expetativas do mercado (consenso: 98 mil), tendo o registo do mês anterior sido revisto ligeiramente em alta de 96 para 97 mil. Assim, trata-se da 3ª subida consecutiva, aproximando-se dos 1 15 mil observados em nov-13, que são o valor mais elevado desde fev-8, após em jun-13 ter-se situado no nível mais baixo desde ago-1. As descidas de dez-13 e jan-1 deveramse em grande medida a condições meteorológicas adversas sentidas nesses meses (o mês de janeiro mais frio em duas décadas). A subida de abril resultou sobretudo do forte acréscimo nas mais voláteis multifamiliares, que subiram 39.6%, atingindo máximos desde jan-6. Já as menos voláteis habitações unifamiliares observaram apenas um acréscimo de.8%, mas já o 3º consecutivo (+9.3%), aproximando-se do máximo desde mar-8 observado em nov-13. Refira-se que os ajustamentos de sazonalidade para este setor são especialmente dificultados durante o inverno e o início da primavera, já que o efeito da variabilidade das condições atmosféricas entre os anos é difícil de captar. A média móvel de 3 meses (mm3m) do total dos fogos iniciados subiu após 3 quedas consecutivas, atingindo um máximo desde janeiro e aproximando-se do registo de dez-13, quando se situou no nível mais elevado desde abr-8, sendo, assim, visível uma tendência de recuperação do setor, que cada vez mais vai saindo do apertado e depressivo range que vem a descrever desde nov-8, embora permanecendo a uma enorme distância dos máximos históricos desta série com mais de 5 anos (.73 milhões), atingidos no início de 6. Já os fogos completados caíram no mês após subidas, mas com a sua mm3m a permanecer praticamente em máximos desde fev-9, enquanto os fogos em construção fizeram novos máximos desde fev-9. Os sinais de melhoria do setor deverão prosseguir, sendo particularmente visíveis na confiança na construção (NAHB), que apesar de em maio ter caído para mínimos desde mai-13, permanece num nível consistente com um nº de fogos iniciados 1% superior ao observado em abril, sinalizando também subidas nas vendas de casas novas bem superiores (65% acima) às que se têm vindo a observar, com este cenário a ser também corroborado pelo facto de as licenças de construção, uma importante medida de atividade futura, conservarem uma trajetória ascendente, tendo ademais subido de 1 mil para 1 8 mil em abril e superado as expectativas do mercado (consenso: 1 1 mil). Efetivamente, as licenças atingiram o nível mais elevado desde jun-8, tendo a sua mm3m ficado muito perto dos máximos desde jul-8 registados em dez-13, e com a mm1m a apresentar valores superiores aos dos fogos iniciados, o que sugere que os construtores continuam a preparar terreno na expetativa da continuação da melhoria das condições no setor, em particular ao nível dos apertados critérios na concessão de crédito, fator que está a afetar construtores e famílias, funcionando como um limite físico à recuperação sustentada do mercado imobiliário e atividades conexas. Neste contexto, continuam a estar nos níveis historicamente baixos que têm marcado a evolução deste indicador desde o final de 8. Em abril, os fogos iniciados encontravam-se 6.% acima dos níveis do mês homólogo de 13, depois de no mês anterior terem apresentado uma queda (explicável pelas condições meteorológicas adversas), mas as obras licenciadas (menos sensíveis ao estado do tempo), no mesmo mês, estavam 3.8% acima, sendo que aqui os crescimentos homólogos foram mais consistentes nos últimos meses. Refira-se que, em abril, o nosso indicador de tendência para o imobiliário americano obtido através da 1ª componente principal das diversas variáveis do imobiliário acima referidas subiu pela 1ª vez em meses, mas contabilizando 3 subidas em 35 meses, aproximando-se do máximo desde ago-8 observado em dez- 13. Em termos trimestrais, depois de no 1ºT1 os fogos iniciados terem evidenciado uma queda anualizada de 3.%, no ºT1 estão a subir a um ritmo anualizado de 81.%. Assim, antecipa-se que o investimento em construção residencial regresse ao crescimento no ºT1, após as quedas de 5.7% no 1ºT1 e de 7.9% no ºT13, que se tinham seguido a 1 subidas, sendo que em 13 se observou o º contributo positivo do setor para o crescimento anual da economia americana, os primeiros desde 5. Refira-se que o potencial de crescimento continua a ser elevado, já que no ºT13 a atividade no setor correspondeu a apenas 55% do máximo histórico registado em 5, pelo que se pode afirmar que o setor ainda permanece numa situação delicada, se bem que já se comece a denotar algum aumento da sua importância enquanto tradicional líder durante os períodos de recuperação após as recessões. Mas para que este crescimento seja sustentado é fundamental que se observe também uma aceleração do ritmo de crescimento dos demais setores da economia e uma recuperação consistente do mercado laboral, não só pelos efeitos diretos, mas, também, pelos efeitos indiretos sobre os critérios de concessão de crédito. A subida das taxas de juro de longo prazo da dívida americana (e daí a importância da Fed remover os estímulos apenas gradualmente) e, por arrasto, das taxas de referência para as hipotecas, tem constituído um travão para as vendas de casas em geral, que estiveram a ser penalizadas também pela incerteza relativamente à discussão em relação ao aumento do endividamento dos EUA, que conduziu em outubro a paragens de diversos serviços públicos. Mas as vendas de casas novas e logo a atividade de construção poderão sofrer um impulso resultante do facto de os preços das casas usadas ter vindo a subir, motivado por exíguos níveis de stocks de casas à venda, algo que há muito vem a suceder com as casas novas,,, 1,8 1,6 1, 1, 1, 8 6 EUA - Fogos Inicados, Licenças de Construção e Confiança :5 Un: 1^3 Casas (saar) 5:5 6:5 7:5 8:5 9:5 1:5 11:5 1:5 Fogos Iniciados (esc. esq.) Licenças de Construção (esc. esq.) Confiança dos Empresários (esc. dir.) Un: Índice Difusão 13:5 1:5 EUA Fogos e Licenças de Construção Mar Abr Mar Abr Mar Abr Fogos Iniciados mm3m Unifamiliares Multifamiliares Sul Oeste Nordeste Midwest Licenças de Construção mm3m Unifamiliares Multifamiliares Fogos Completados mm3m Unifamiliares Multifamiliares Fogos em Construção mm3m Unifamiliares Multifamiliares Índice Tendência Imobiliário do PIB :Q1 Nível Var. Mensal Var. Homól. EUA - Peso do Investimento em Construção no PIB 5:Q1 6:Q1 7:Q1 8:Q1 Residencial 9:Q1 1:Q1 11:Q1 1:Q1 Não-Residencial 13:Q1 1:Q1 Departamento de Estudos 19 de maio de 1 15

16 Imobiliário Confiança O índice de confiança na construção de habitações, publicado pela NAHB, desceu inesperadamente em maio, de 6 (valor revisto em baixa em 1 ponto) para 5 pontos, ficando aquém das expetativas do mercado (consenso: 9 pontos), caindo para mínimos desde mai-13, permanecendo claramente aquém do registo de dez-13, quando esteve num máximo desde ago-13 (quando, com 58 pontos, atingiu o nível mais elevado desde nov-5, um mês ainda bem distante de dez-7, quando a economia americana entrou na Grande Recessão). Em fevereiro tinha-se registado a maior descida mensal deste indicador criado em 1985, que a NAHB atribuiu então: i) às condições meteorológicas adversas (como já sucedera com as vendas a retalho e de automóveis); ii) às continuadas preocupações com os custos do trabalho e a oferta de mão-de-obra para o setor; iii) aos exíguos lotes de terrenos disponíveis para novas construções. Fatores que foram grosso modo os responsáveis pela pouco mais do que estabilização do indicador em março e abril, com a NABH a adicionar também o nº insuficiente de casas novas à venda. Neste registo de maio a NAHB veio referir que o sentimento dos construtores está a alinhar-se com uma realidade do mercado de uma contínua, mas modesta recuperação. No entanto, os construtores expressaram algum otimismo de que as vendas acelerem nos próximos meses, à medida que os consumidores se sintam mais seguros relativamente à sua situação financeira". Admitindo que que o crescimento do emprego se torna mais consistente, os consumidores irão retornar ao mercado em maior número, o que irá aumentar a confiança dos construtores. Ainda assim, a confiança contabilizou 18 crescimentos em 3 meses, tendo apesar de tudo o indicador quase que quadruplicado desde os 13 pontos registados em jun-11. Foi a partir de nov-11 que o indicador saiu do apertado intervalo (de 13 a 17 pontos) que vinha a caracterizar a sua evolução desde o início do verão de 1, afastando-se cada vez mais dos mínimos históricos atingidos no auge da Grande Recessão de 8/9 (entre nov-8 e mar-9). Refira-se que o indicador apresenta uma média de 5. pontos nos últimos 1 meses, encontrando-se bem afastado da média observada na última recessão (1.9 pontos), embora agora pela ª vez (consecutiva) em 11 meses abaixo da sua média histórica de 8. pontos, sendo que os anteriores 8 meses foram os únicos desde abr-6 em que se situou acima. Ou seja, o indicador aparenta já ter saído dos níveis depressivos (para utilizar a terminologia que a Reserva Federal norte-americana (Fed) usava para caracterizar o mercado imobiliário). Observou-se um comportamento negativo apenas numa das três componentes do índice, tendo as outras subido, encontrando-se apenas uma acima do valor crítico dos 5 pontos, a relativa às expectativas de vendas para os próximos 6 meses, que subiu de 56 para 57 pontos, observando a ª subida consecutiva após 3 quedas, aproximando-se dos 6 pontos de janeiro e dos 68 pontos observados em ago-13, que são um máximo desde out-5. A componente relativa às visitas a casas modelo tinha sido a mais prejudicada pelo mau tempo, mas acabando por recuperar no mês apenas dos 1 pontos perdidos no período de janeiro a abril, aliviando de um mínimo desde abr-13, encontrando-se nos 33 pontos, bem abaixo dos 6 pontos de ago-13 e set-13, quando atingiu o valor mais elevado desde out- 5. A componente de vendas correntes caiu pelo º mês, para 8 pontos, encontrando-se em mínimos desde mai-13 e bastante aquém dos 63 pontos observados em dez-13, quando tinha atingido um máximo desde dez-5. Note-se, além do mais, que o registo desta componente é historicamente compatível com valores nas vendas de casas novas 65% acima dos que se registaram em março, o último registo disponível. Em suma, à semelhança do referido pela NAHB, esperamos que o setor recupere nos próximo meses o seu estatuto de motor da retoma da economia do país, como, tradicionalmente, ocorria nos períodos de recuperação económica. Mas para que este crescimento seja sustentado é fundamental que se observe também uma aceleração do ritmo de crescimento dos demais setores da economia e uma recuperação consistente do mercado laboral, não só pelos efeitos diretos, mas, também, pelos efeitos indiretos sobre os critérios de concessão de crédito. EUA - Confiança na Construção (NAHB) vs Vendas de Casas Novas :5 Un: meses 5:5 6:5 7:5 8:5 9:5 1:5 11:5 1:5 13:5 Confiança na Construção - NAHB (esc. esq.) Vendas de Casas Novas (esc. dir.) 1:5 1,6 1, 1, 1, 8 6 EUA Confiança na Construção (NAHB) Nível Diferença Un: Índice Abr-1 Mai-1 Abr-1 Mai-1 NAHB mm1m Vendas correntes Vendas próx. 6 Meses Visitas a casas modelo Nordeste 3 3 Midwest Sul Oeste Un: Índice (difusão) :5,, 1,8 1,6 1, 1, 1, :5 EUA - Confianças na Construção vs Preços 1998:5 :5 :5 :5 6:5 8:5 1:5 1:5 Confianças na Construção (NAHB) Preços Mediano da Casa Nova (Var. hom. mm3m) 1:5 EUA - Fogos Inicados, Licenças de Construção e Confiança Un: 1^3 Casas (saar), :5 5:5 6:5 7:5 8:5 9:5 1:5 11: Un: Índice Difusão 1 1:5 Fogos Iniciados (esc. esq.) Licenças de Construção (esc. esq.) Confiança dos Empresários (esc. dir.) 13:5 1: Departamento de Estudos 19 de maio de 1 16

17 Atividade Industrial A produção das fábricas e minas norte-americanas, medida pelo índice de produção industrial, desceu inesperadamente.6% em abril (consenso:.%), embora tendo o crescimento do mês anterior sido revisto em alta de.7% para.9%, tendo agora aliviado de máximos históricos (os anteriores máximos eram prévios à Grande Recessão de 8/9). Desde que a economia americana regressou aos crescimentos, em jul-9, apenas por 1 vezes se registaram descidas do indicador (e uma delas de apenas -.1%). Note-se que, apesar de ter estado no mês anterior em máximos históricos, a indústria tem revelado um ímpeto de recuperação comparativamente às perdas observadas durante a Grande Recessão que é inferior ao da economia como um todo, que no 1ºT1 renovou máximos históricos, ficando 6.3% acima do anterior máximo histórico do ºT7. Regressando aos dados de abril, esta descida foi provocada pela queda da produção na indústria transformadora e, sobretudo, nas utilities, que mais do que anularam o crescimento na indústria extrativa. A produção na indústria transformadora (manufacturing) contabilizou uma descida de.% (consenso: +.3%), embora tendo a subida do mês anterior sido revista de.5% para.7%, corrigindo do nível mais elevado desde mar-8 e ficando agora.% abaixo dos níveis pré-crise. Não obstante a descida de abril, o crescimento anualizado nos últimos três meses passou de 5.5% para 7.6%. A produção na indústria extrativa subiu 1.%, em desaceleração (+.% no mês anterior), mas encontrando-se não só acima dos máximos pré-recessão, como em novos máximos históricos, ficando agora.5% acima do anterior máximo histórico observado no início da década de 8. A indústria extrativa tem sido impulsionada pelo forte aumento da produção do chamado gás de xisto, tornada possível pela subida dos preços nos últimos anos e por avanços na tecnologia de extração. A produção de utilities caiu 5.3%, depois de no mês anterior ter subido.6%, corrigindo do nível mais elevado da série histórica. Esta indústria é tipicamente volátil, estando dependente sobretudo da variabilidade das condições climatéricas, tendo o mês de abril sido marcado por temperaturas anormalmente elevadas para a época do ano. No 1ºT1 observou-se uma subida anualizada da produção industrial de.%, em desaceleração face ao ºT13 (+.8%), quando tinha crescido ao ritmo mais elevado desde o 1ºT1 (+5.%). A produção industrial registou assim no 1ºT1 o 19º trimestre consecutivo de expansão, sequência sem paralelo nas outras grandes economias desenvolvidas (Zona Euro, Japão ou Reino Unido. Relativamente ao ºT1, o nosso cenário central é de ligeira aceleração, estimando-se que em maio mais do que recupere da queda de abril e que continue a crescer a um ritmo robusto em junho, de resto, em linha com o sinalizado pelos indicadores de confiança na indústria. Em abril, a utilização da capacidade instalada desceu de 79.3% para 78.6%, corrigindo do nível mais elevado desde jun-8, mas permanecendo aquém da média histórica (8.6% no período ) : Un: Índice 5: 6: 7: EUA - Prod. Industrial 8: 9: 1: 11: 1: Indice de Produção Industrial EUA Produção Industrial 13: 1: EUA - Inflação (Core) e Utilização da Capacidade Instalada : 5: 6: 7: 8: 9: 1: 11: 1: 13: 1: IPC Core - Variação Homóloga (esc. esq.) EUA - Utilização da Capacidade Instalada (esc. dir.) mar abr mar abr mar abr Prod Industrial Manufacturing Mining Utilities : Un:% 5: 6: 7: Índice EUA - Prod. Industrial 8: 9: 1: Var. Mensal Var. Homól. 11: 1: 13: Un:% 1: Var. mensal (MoM) (esc. esq.) Var. hom. (YoY) (esc. dir.) O indicador de atividade da indústria transformadora da região de Nova Iorque, calculado pela respetiva Reserva Federal, registou em maio uma subida superior ao esperado, passando de 1.9 para 19.1 pontos (consenso: +6. pontos), recuperando de um mínimo desde nov-13 para um máximo desde jun-1. Este valor de maio consiste no 16º registo no verde consecutivo, sugerindo uma melhoria das condições no setor, pela 1ª vez em meses a um ritmo acima da mediana histórica (+1.1 pontos). Ao nível dos índices específicos o comportamento foi também de aceleração, com subidas nos 7 índices específicos, que não concorrem para o índice geral. A maior foi observada no índice de entregas, que manteve-se no verde pelo 11º mês consecutivo e atingindo um máximo desde mai-1. A ª maior aceleração registou-se no importante índice de novas encomendas, que regressou ao verde, atingindo um máximo desde janeiro. O índice de emprego subiu pela ª vez consecutiva, atingindo um máximo desde mai-11. Fazendo o exercício académico de calcular a média dos 5 indicadores análogos aos utilizados na construção do ISM Manufacturing, observou-se, à semelhança do índice geral, uma subida, de -.7 para 9.97 pontos, contabilizando o º registo positivo em 5 meses e atingindo um máximo desde mai :5 EUA - Produção Industrial vs NY Fed e Phily Fed 5:5 6:5 7:5 8:5 9:5 1:5 11:5 1:5 Un: Índice 13:5 Produção Industrial - Var. Homól. (esc. esq.) Média NY Fed e Phily Fed (esc. dir.) 1: Departamento de Estudos 19 de maio de 1 17

18 Atividade Industrial Na região de Nova Iorque, os industriais continuam a esperar uma melhoria das condições nos próximos meses, com o índice relativo à atividade nos próximos 6 meses a atingir um máximo desde fev-1, ficando acima da sua tendência histórica, após 6 meses abaixo. Ao nível dos índices de preços foi visível uma tendência de desaceleração, mas moderada. O ritmo de crescimento dos preços pagos desacelerou pela 3ª vez em meses, sinalizando pelo º mês consecutivo um crescimento dos preços inferior ao padrão histórico. Os preços cobrados desaceleraram pela ª vez em 3 meses, mas sinalizando pela ª vez em meses um crescimento acima da sua mediana histórica, algo que não se verifica em média nas demais regiões, pelo que continuamos a considerar que não existem pressões inflacionistas na economia. Atividade Industrial O indicador de atividade da indústria transformadora da região da Reserva Federal de Filadélfia, o Phily Fed, surpreendeu o mercado pela positiva, ao descer menos do que o esperado em maio de 16.6 para 15. pontos (consenso: +1. pontos), permanecendo próximo do registo do mês anterior, que é um máximo desde set-13 (+. pontos), mês em que atingiu o nível mais elevado desde mar-11. Trata-se do 11º registo em 1 meses acima dos pontos, sinalizando, dessa forma, uma melhoria da atividade industrial na região. Note-se que este indicador é particularmente sensível a alterações no sentimento dos mercados financeiros, sendo pródigo em sinalizar contrações fictícias da atividade económica nacional, como aconteceu não só nos últimos meses, como também nos verões de 11 e 1. À semelhança do índice geral, o comportamento dos índices específicos foi maioritariamente descendente, com descidas em dos 7 indicadores, com a maior subida a observar-se no índice de tempos de entrega. O importante índice de novas encomendas caiu após duas subidas consecutivas, afastando-se da leitura de out-13, quando atingiu um máximo desde mar-11, mas permanecendo em níveis robustos e observando o 11º registo em 1 meses acima dos zero pontos. É de realçar que os empresários esperam crescimentos das novas encomendas nos próximos 6 meses, e a um ritmo mais intenso do que o que esperavam no mês anterior. O índice de emprego sinaliza um aumento do emprego pela 11ª vez consecutiva, ao ritmo mais elevado desde janeiro. Fazendo o exercício académico de calcular a média dos 5 indicadores análogos aos utilizados na construção do ISM Manufacturing, este caiu marginalmente, mas apresentando igualmente um registo positivo pela 11ª vez em 1 meses, ainda que afastando-se dos máximos desde mar- 11 observados em out-13. Já o índice relativo à atividade nos próximos 6 meses recuperou da queda do mês anterior e aproximou-se dos níveis de out-13, quando atingiu um máximo desde set-3, encontrando-se pelo 1º mês consecutivo acima da sua mediana histórica. A ligeira descida do indicador geral de Filadélfia foi mais do que compensada pela aceleração do indicador análogo para a região de Nova Iorque, sendo que, utilizando a versão PMI dos indicadores, assistiu-se, igualmente, a uma melhoria das condições na indústria no conjunto das duas regiões, a um ritmo superior ao de abril. Assim, admite-se que o indicador nacional ISM Manufacturing possa permanecer acima dos 5 pontos (o limiar da expansão), e inclusivamente em níveis superiores aos de abril, atendendo a que em abril ainda não tinha recuperado da forte descida de janeiro e os dados das vendas a retalho e do emprego têm vindo a revelar um recrudescimento da procura. No 1ºT1 observou-se uma subida anualizada da produção industrial de.%, em desaceleração face ao ºT13 (+.8%), quando tinha crescido ao ritmo mais elevado desde o 1ºT1 (+5.%). A produção industrial registou assim no 1ºT1 o 19º trimestre consecutivo de expansão, sequência sem paralelo nas outras grandes economias desenvolvidas (Zona Euro, Japão ou Reino Unido. Relativamente ao ºT1, o nosso cenário central é de ligeira aceleração, estimando-se que em maio mais do que recupera da queda de abril e que continue a crescer a um ritmo robusto em junho, de resto, em linha com o sinalizado pelos indicadores de confiança na indústria. Ao nível da estabilidade de preços, assistiram-se a acelerações. O índice de preços pagos sinalizou o maior crescimento desde nov-13, mas manteve-se abaixo da tendência histórica. Já o índice de preços cobrados sugeriu o maior crescimento desde mai-11, passando a estar acima da tendência histórica. De resto, este não tem sido um comportamento observado em média nas várias regiões (como tem sido visível nos índices nacionais ou no Beige Book da Fed), pelo que mantemos o cenário de fracas pressões inflacionistas na economia : :5 EUA - Produção Industrial vs NY Fed e Phily Fed 5:5 5:5 6:5 7:5 8:5 9:5 1:5 11:5 1:5 13:5 Produção Industrial - Var. Homól. (esc. esq.) Média NY Fed e Phily Fed (esc. dir.) 6:5 7:5 8:5 ISM Manufacturing (esc. esq.) :5 EUA - ISM Manufacturing vs NY Fed e Phily Fed Un: Índice 5:5 6:5 9:5 1:5 11:5 1:5 EUA - Indicadores de Preços 7:5 8:5 9:5 13:5 Un: Índice Un: Índice 1:5 1: Média NY Fed e Phily Fed (esc. dir.) 1:5 11:5 1:5 Un: Índice 13:5 1:5 IPC - Var. Hom. (YoY) - esc. esq. IPP - Var. Hom. (YoY) - esc. esq. Preços Recebidos sre - média Surveys Regionais - esc. dir Departamento de Estudos 19 de maio de 1 18

19 Vendas a Retalho Em abril, as vendas a retalho (nominais) subiram menos do que o esperado,.1% (consenso: +.%), mas tendo a subida do mês anterior sido revista em alta de 1.1% para 1.5%. Trata-se da 3ª subida consecutiva, e da 18ª em meses, atingindo novos níveis máximos históricos. O crescimento médio nos últimos 3 meses acelerou para ritmos muito robustos (passou de +.5% para +.8%). As vendas de carros subiram.6%, a 3ª subida consecutiva após duas quedas (+3.6% em março), renovando máximos históricos, revelando neste mês um comportamento mais favorável do que os dados relativos ao nº de veículos vendidos, os quais desceram.1%, mas após terem subido 6.9% em março, corrigindo agora de máximos desde mai-7. As vendas nas estações de serviço (que incluem combustíveis) estabilizaram (-1.% em março), num contexto de subidas dos preços da gasolina (que em março caíram -1.7%, mas que terão regressado ao crescimento em abril). Depois de um ano de 13 marcado pelo aumento de impostos acordado entre Democratas e Republicanos em especial a subida dos impostos sobre o trabalho, o comportamento dos agregados core foi bastante positivo ao longo desse ano, não obstante os impasses políticos em Washington relativamente à consolidação orçamental e que levaram: i) à ativação dos cortes automáticos na despesa a partir de mar-13; ii) à paralisação parcial do Estado entre 1 e 16 de outubro, dada a tardia aprovação do orçamento para o ano fiscal iniciado em out-13. Neste contexto, os agregados core das vendas a retalho têm mostrado uma tendência de subida, evidenciando a firmeza do consumidor americano, sendo que em dez-13 e em jan-1 terão sido penalizados sobretudo pelas condições meteorológicas adversas, enquanto esta descida de abril deverá ser entendida como uma correção após os fortíssimos crescimentos de março. Assim, as vendas excluindo automóveis e gasolina caíram.1% em abril (+1.% no mês anterior, valor revisto em alta de +1.%), tendo as vendas excluindo automóveis, gasolina & materiais de construção (aquelas que são usadas diretamente no cálculo do consumo privado, uma vez que as outras componentes são provenientes de outras fontes) descido também.1% (+1.3% no mês anterior, valor revisto em alta de +.8%), corrigindo ambas de níveis máximos históricos, saindo, em ambos os casos, abaixo das expetativas do mercado, mas com os dados do mês anterior a serem revistos em alta. Em termos trimestrais, depois de no 1ºT1 terem apresentado um crescimento em cadeia anualizado de 1.% (revisto em alta dos anteriores +.3%), as vendas a retalho observam uma subida de 5.7%, a mais elevada desde o 1ºT13. Em termos reais (utilizando como deflator o IPC), registou-se uma desaceleração no 1ºT1 (de +.% para -.9%), estando no ºT1 a subir 3.8%, ao ritmo mais elevado desde o 1ºT13. No 1ºT1, o nosso indicador compósito para a confiança dos consumidores sinalizava um crescimento anualizado de.5% do consumo, mas este acabou por crescer 3.%. Para o ºT1, o indicador sinaliza um crescimento de.7%, mas prevendo-se que o consumo cresça novamente na ordem dos 3% (agora com riscos ascendentes), apontando-se para um crescimento entre.6% e 3.%, com o centro do intervalo de previsão a situar-se acima da média dos crescimentos trimestrais de 13 (+.3%) e em linha com a mediana dos crescimentos dos últimos anos (+3.%). O consumo de serviços que não está incluído nas vendas a retalho deverá desacelerar, já que no 1ºT1 esteve suportado pelo aumento do consumo de energia para aquecimento, mas o consumo de bens deverá acelerar, depois de no 1ºT1 ter sido prejudicado pelas condições meteorológicas adversas : 1: 11: 1: 13: 1: Vendas a Retalho (MoM) (esc. esq.) Vendas a Retalho excl. Automóveis (MoM) (esc. dir.) : 1: EUA - Vendas a Retalho (Nominais) EUA - Vendas a Retalho, Rendimento e Preços Un: Jan =1 : 3: : EUA Vendas a Retalho : 6: 7: 8: 9: 1: 11: 1: 13: 1: Rendimento Disponível (preços correntes) Vendas a Retalho (preços correntes) IPC Var. Mensal Var. Homól. Un:% Mar Abr Mar Abr Total mm3m Excl. Automóveis Automóveis Estações Serviço Excl. Autom. e Gasolina Excl. Autom. e Gas. e Mat Departamento de Estudos 19 de maio de 1 19

20 199:Q 1995:Q 1996:Q 1997:Q 1998:Q 1999:Q :Q 1:Q :Q 3:Q :Q 5:Q 6:Q 7:Q 8:Q 9:Q 1:Q 11:Q 1:Q 13:Q 1:Q Comentário Semanal de Economia e de Mercados Imobiliário - Incumprimento De acordo com a Associação de Bancos Hipotecários (MBA), a taxa de incumprimento no crédito à habitação, considerando os empréstimos com 3 ou mais dias de atraso, desceu no 1ºT1, pela 9ª vez em 11 trimestres, de 6.39% para 6.11% do total de empréstimos, apresentando o valor mais baixo desde o ºT7 (sendo que no início de 1 encontrava-se em máximos desde, pelo menos, 1979). Já a taxa de execução de hipotecas desceu de.86% para.65%, a 1ª descida em 13 trimestres, para mínimos desde o 1ºT8 (tendo em 1 também atingindo máximos históricos). A taxa de novas execuções hipotecárias, isto é, aquelas cujo processo foi iniciado no trimestre, desceu de.5% para.5%, o mais baixo registo desde o ºT6, sendo que nos últimos 1 trimestres caiu por 11 vezes. Ao nível do segmento prime, este relatório exibiu também um comportamento favorável, ainda que menos intensamente, com a taxa de execução de hipotecas a cair mas a taxa de incumprimento a ficar inalterada. De acordo com o índice de preços S&P Case/Shiller, os preços das casas nas principais áreas metropolitanas, subiram 1.86% em fevereiro face ao período homólogo, a 1ª consecutiva após meses com quedas. A subida dos preços das casas é importante para reduzir o equity negativo de muitas famílias (isto é, uma dívida superior ao valor do imóvel). Recorde-se que, inicialmente, o incumprimento estava associado ao facto das casas valerem menos do que o montante em dívida, decorrente do aumento das taxas de juro e da queda do preço das habitações, o que conduzia as famílias a preferirem entregar as casas aos bancos. A partir de 8 foi o aumento da taxa de desemprego e a sua permanência em níveis historicamente elevados que constituíram a principal causa dos incumprimentos. Neste sentido, em última análise, a situação do imobiliário, seja ao nível do incumprimento, das vendas de casas ou dos fogos iniciados, tem um fator comum: o desemprego. Neste contexto, e depois de uma desaceleração do emprego no 1ºT1, estima-se uma aceleração no ºT1 e que a economia vá gradualmente adicionando postos de trabalho a ritmo próximos dos cerca de 6 mil por trimestre observados entre o ºT1 e o ºT13, o que constitui uma peça essencial para que o imobiliário saia da situação crítica em que ainda se encontra, sendo que ao nível dos outros dois fatores anteriormente referidos, os desenvolvimentos têm sido igualmente mistos. Efetivamente, se, por um lado, desde o início de 1 os preços das casas começaram a recuperar, por outro lado, as taxas de referência da Freddie Mac para as hipotecas a 3 anos começaram a subir desde que os mercados começaram a antecipar o início da remoção de estímulos por parte da Fed, algo que se acabou por consubstanciar na reunião de dez-13. Efetivamente, segundo dados da Freddie Mac, a taxa de juro média a 3 anos para o crédito hipotecário subiu em março após duas quedas consecutivas, de.3% em fevereiro para.3%, depois de ter em dez-13 igualado os.6% de set-13, quando atingiram um máximo desde jul-11 (.55%), permanecendo naturalmente acima dos 3.57% observados em mar-13. Indicadores Avançados Em março, o indicador avançado da OCDE (CLI) para a atividade económica desceu numericamente pelo 6º mês consecutivo, mas apenas.1 pontos, para 1. pontos, pelo que ficou apenas. pontos abaixo do registo de set-13, que é o mais elevado desde mai-8, encontrando-se pelo 16º mês consecutivo acima da sua média de longoprazo (1 pontos). O outlook foi alterado de growth around trend para stable growth momentum. Para o ºT1, o CLI sugere um crescimento anualizado do PIB de 3.%, este número é ligeiramente inferior ao que sinalizava para o 1ºT1, mas agora já relativamente em linha com o nosso cenário. Assim, depois de no 1ºT1 a economia ter abrandado, em grande medida devido às condições meteorológicas adversas sentidas, sobretudo, em janeiro, estima-se que a partir da primavera acelere para crescimentos na ordem dos 3%. Para o ºT1 em concreto, prevê-se que a economia cresça mais de 3%, beneficiando do efeito de comparação com o 1ºT1, quando a atividade foi prejudicada pelo mau tempo, continuando ainda condicionada pelos efeitos dos cortes na despesa pública. Em dez-13 houve um acordo orçamental entre Democratas e Republicanos, pelo que se espera uma continuação da melhoria da confiança dos agentes económicos e uma aceleração do emprego. O contexto internacional tem vindo a apresentar-se cada vez menos adverso, estimando-se uma recuperação do contributo das exportações líquidas, que no 1ºT1 foi negativo. O contributo da variação de existências deverá deixar de penalizar a atividade económica. O consumo privado deverá, como referido, manter grosso modo o crescimento na ordem dos 3%. Já o investimento em capital fixo deverá regressar ao crescimento, esperando-se uma subida do investimento em equipamentos e em construção residencial, e uma aceleração da construção não residencial. Importa ter em mente que o objetivo do CLI (e do LEI da Conference Board) é o de detetar inversões no ciclo e não o de prever o crescimento, sendo que acompanharam as indicações dadas por outros indicadores, que apontam para algum recrudescimento do ímpeto de crescimento económico. EUA - Taxas de Incumprimento e de Execução de Hipotecas :Q.8 Previsão - Q1 YoY:./QoQ Anz: :Q Taxa de Incumprimento Taxa de Execução de Hipotecas (esc. dir.) Taxa de Desemprego EUA - PIB (QoQ) Anualized vs OECD Leading Indicator 1998:Q :Q :Q :Q 6:Q 8:Q 1:Q 1:Q 1:Q PIB - QoQ Anualiz. (esc. esq.) Leading Indicator 1-Lag- Quarterly Average (esc.dir.) Departamento de Estudos 19 de maio de 1

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