Uma Investigação sobre a Contribuição do Índice de Renda Fixa de. Mercado à Análise de Desempenho de Fundos de Investimento em

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1 Uma Investigação sobre a Contribuição do Índice de Renda Fixa de Mercado à Análise de Desempenho de Fundos de Investimento em Renda Fixa e de Fundos Balanceados Paulo Alvarez Vilella Universidade Federal do Rio de Janeiro - Instituto Coppead de Administração Dissertação de Mestrado Orientador: Ricardo P. C. Leal D. Sc. em Administração de Empresas Rio de Janeiro 2002

2 FICHA CATALOGRÁFICA Vilella, Paulo Alvarez. Uma investigação sobre a contribuição do índice de renda fixa de mercado à análise de desempenho de fundos de investimento em renda fixa e de fundos balanceados / Paulo Alvarez Vilella. Rio de Janeiro, vii, 106 il. Dissertação (Mestrado em Administração) Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Instituto COPPEAD de Administração, Leal Orientador: Ricardo Pereira Câmara 1. Finanças. 2. Fundos de Investimento. 3. Renda Fixa. 4. Análise de Desempenho. - Teses. I. Leal, Ricardo Pereira Câmara (Orient.). II. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Instituto COPPEAD de Administração. III. Título.

3 AGRADECIMENTOS À minha família e aos amigos pelo incentivo e apoio demonstrados durante o curso, particularmente durante a confecção desta dissertação. Ao professor Ricardo Leal pela orientação e confiança depositada no desenvolvimento do tema desta pesquisa. Aos meus amigos do Banco Central do Brasil pelo incentivo, interesse e disponibilidade demonstrados ao discutirmos temas que permitiram desenvolver algumas das idéias expostas ao longo deste texto. Aos amigos do curso de Mestrado pelo apoio e companheirismo demonstrados durante os dois anos de convivência. Ao Banco Central do Brasil e a todos seus servidores, que, direta ou indiretamente, colaboram para a manutenção de seu Programa de Pós Graduação, pela oportunidade e pelo reconhecimento da contribuição do estudo acadêmico para o desenvolvimento daquela autarquia. Finalmente, ao corpo docente do COPPEAD e funcionários pelo trabalho e dedicação que garantem a manutenção do elevado nível de ensino da escola.

4 RESUMO VILELLA, Paulo Alvarez. Uma Investigação sobre a Contribuição do Índice de Renda Fixa de Mercado à Análise de Desempenho de Fundos de Investimento em Renda Fixa e de Fundos Balanceados. Orientador: Ricardo Pereira Câmara Leal. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD; Dissertação (Mestrado em Administração). Esta dissertação examina o emprego do Índice de Renda Fixa de Mercado IRF-M, divulgado pela Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto ANDIMA e pela Bolsa de Mercadorias e Futuros BM&F, na análise de desempenho de Fundos de Investimento em Renda Fixa. O IRF-M é testado como benchmark alternativo e complementar à taxa dos Certificados de Depósitos Interfinanceiros de 1 dia, largamente empregada como referência de rentabilidade para ativos de renda fixa. Na seleção dos fundos analisados, a classificação dos fundos estabelecida pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento - ANBID foi adotada. Fundos pertencentes a três categorias foram analisados: Fundos de Renda Fixa sem Alavancagem, Fundos de Renda Fixa Multi-Índices e Fundos Balanceados. A medida desenvolvida por Jensen e conhecida como α Jensen foi adotada. O modelo de desempenho desenvolvido pelo autor se baseia no Capital Asset Pricing Model. - CAPM. Este modelo foi empregado tanto na forma de um modelo de fator único quanto na forma de múltiplos fatores. Os resultados indicam haver contribuição do IRF-M à qualidade da análise de desempenho de alguns fundos, embora sua inclusão nos modelos tenha revelado pouca influência sobre a estimativa do α Jensen.

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6 ABSTRACT VILELLA, Paulo Alvarez. Uma Investigação sobre a Contribuição do Índice de Renda Fixa de Mercado à Análise de Desempenho de Fundos de Investimento em Renda Fixa e de Fundos Balanceados. Orientador: Ricardo Pereira Câmara Leal. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD; Dissertação (Mestrado em Administração). This research examined in which extent the use of the IRF-M (fixed income market index), provided by ANDIMA (Brazilian open market company association) and BM&F (Brazilian mercantile and future exchange), results in high quality bond fund performance analysis. The IRF-M was employed as a complementary and alternative benchmark to the CDI 1-day return, the frequently used benchmark for fixed income assets. The classification of funds created by ANBID (the Brazilian association of investment banks) was used in order to choose a sample of portfolios. Funds belonging to three categories were analysed: non-leveraged bond fund, multi-index bond funds, and balanced funds, having been employed for that, the performance measure known as α-jensen. Jensen performance model is based on the Capital Asset Pricing Model CAPM. This model was employed in single-factor and multi-factor form. The results showed that the IRF-M could improve the performance measure quality of some funds, although it can be noticed that it has little impact on the estimation of the measure itself.

7 Sumário I Introdução 1 I.1 Motivação 2 I.2 Objetivos e Metodologia 5 I.3 Organização 6 II A Indústria de Fundos de Investimento no Brasil 7 II.1 Histórico e Regulamentação 7 II.2 A Classificação da Associação Nacional dos Bancos de Investimento ANBID 13 II.3 Características do Mercado de Fundos de Investimento no Brasil 15 III Revisão Bibliográfica 20 III.1 Medidas de Desempenho de Fundos de Investimento 22 III.2 Análise de Desempenho de fundos de renda fixa 33 III.3 Análise de Estilo 39 IV O IRF-M como Benchmark para o Mercado Brasileiro de Fundos de Renda Fixa 44 V Metodologia 51 V.1 Considerações Iniciais 51 V.2 Dados 55 V.3 Modelos de Análise de Desempenho 58 VI Resultados 62 VI.1 Retornos Diários e Semanais 63 VI.2 Fundos de Renda Fixa sem Alavancagem 67 VI.3 Fundos de Renda Fixa Multi-Índices 72 VI.4 Fundos Balanceados 75 VII Conclusão 83 Referências Bibliográficas 89 Anexos 92 Anexo I Composição das Amostras das Categorias de Fundos Renda Fixa sem Alavancagem, Multi-Índices e Balanceados 93 Anexo II Fundos de Renda Fixa sem Alavancagem Resultados da Análise de Desempenho 98 Anexo III -Fundos Multi-Índices Resultados da Análise de Desempenho 104 Anexo IV -Fundos Balanceados Resultados da Análise de Desempenho 106

8 I Introdução Ao avaliar uma alternativa de investimento, seja ela um título ou um fundo de investimento, qualquer investidor estará atento ao nível de retornos que esta aplicação pode alcançar. No entanto, a análise de uma oportunidade de investimento com base apenas na sua rentabilidade esperada resultará em uma decisão inadequada, tendo em vista que não considera o risco desta aplicação. Um padrão de desempenho de um investimento baseado em seu retorno só será adequado se estiver ajustado ao seu nível de risco. Segundo Jensen (1966) o desempenho do gestor de um fundo apresenta duas dimensões: a habilidade de selecionar títulos a partir da previsão adequada de seus preços futuros e a habilidade de minimizar o risco da carteira por meio de uma diversificação eficiente. Para o investidor, a seleção de um fundo de investimento envolve elementos que compreendem características de rentabilidade, risco, liquidez, grau de alavancagem, políticas de investimento, diversificação, taxas de administração e de performance, impostos e comissões. A política de alocação de recursos, o nível de risco e o grau de alavancagem são características que definem um conjunto de fundos que podem ser então comparados entre si. Neste ponto, o emprego de modelos de análise de desempenho permite identificar quais são os fundos cujos gestores conseguem ser bem sucedidos em obter retornos acima da média de mercado para um investimento de mesmo nível de risco e quais atingem um desempenho superior aos demais. Desde as primeiras tentativas de analisar o desempenho de fundos de investimento na década de 60, o estudo de modelos de análise de desempenho nunca foi abandonado. Na medida em que os produtos financeiros ganharam complexidade e 1

9 aumentaram o rol de oportunidades para os gestores de fundos alocarem seus recursos, os métodos de análise de desempenho de fundos de investimento tiveram que acompanhar uma indústria mais e mais dinâmica e que representa hoje um importante segmento do mercado financeiro mundial. Os primeiros modelos de análise de desempenho de fundos de investimento basearam-se no CAPM (Capital Asset Pricing Model), cujo formulação permitiu uma avaliação conjunta das duas dimensões principais de qualquer investimento: risco e retorno. Os principais estudos e modelos desenvolvidos para avaliar o desempenho de uma carteira de ativos surgiram no mercado norte-americano e, por este motivo, concentraram-se na análise de fundos de ações. Comparativamente, poucos foram os trabalhos que se detiveram a desenvolver modelos de análise de desempenho exclusivamente voltados para o mercado de fundos de renda fixa. Por este motivo, muitas das discussões, resultados e modelos desenvolvidos para o mercado de ações foram aplicados a este segmento. Como exemplos podem ser citados a discussão que envolve a influência da escolha do benchmark na medida de desempenho e a utilização de modelos de mais de um fator ou de modelos de alocação por classes de ativos. I.1 Motivação No Brasil, o setor do mercado financeiro voltado para a gestão de recursos de terceiros vem apresentando um acentuado crescimento. Especificamente, para o segmento de fundos de investimento financeiro, os anos 90 foram um período de crescimento e consolidação. Somente no período de , o patrimônio dos fundos de investimento apresentou um aumento de 130% (incluindo a valorização de 2

10 seus ativos). No mesmo período, o crescimento dos depósitos a prazo foi de 4%, enquanto o saldo em caderneta de poupança cresceu 15%. Desde 1999, o patrimônio dos fundos de investimento ultrapassou o saldo destes tradicionais instrumentos de poupança do mercado financeiro brasileiro. Em março de 2002, o Patrimônio Líquido dos fundos de investimento já atingia o montante de R$ 374 bilhões de reais segundo dados do Banco Central do Brasil. Ainda assim, o segmento no Brasil está longe do tamanho da indústria de fundos dos mercados desenvolvidos. Enquanto nos Estados Unidos, o patrimônio dos fundos de investimento (mutual funds) eqüivale à aproximadamente 60% do PIB do país (US$ bilhões em ativos 1 contra cerca de US$ bilhões de PIB), no Brasil, seu patrimônio corresponde à 32% do PIB, para dados de Dez/2001. Guardadas as particularidades dos dois mercados, esta diferença de escala aponta para o potencial de crescimento deste segmento no mercado financeiro nacional. Mantendo-se este paralelo, o setor de fundos de investimentos brasileiro diverge significativamente do mercado americano quanto à natureza destes fundos. Enquanto, nos Estados Unidos, cerca da metade dos recursos financeiros estão alocados em instrumentos de renda variável, no Brasil, existe uma forte concentração em aplicações de renda fixa, que respondem por 88% do mercado. Nos últimos anos, tanto o setor privado quanto o governo têm atuado no sentido de que a indústria se desenvolva. No campo legal, algumas das últimas normas editadas tiveram como principal objetivo tornar claro para o investidor o perfil das carteiras disponíveis no mercado e os riscos implícitos em cada tipo de aplicação. Além disso, 1 Dados do Investment Company Institute (www.ici.org). 3

11 promoveram uma flexibilização do setor, permitindo que os administradores desenvolvessem um espectro maior de produtos. Paralelamente, a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID) desenvolveu uma nova classificação para os produtos existentes no mercado, facilitando para o investidor a tarefa de seleção de um produto adequado às suas necessidades. Por outro lado, esta medida permite que se implementem processos de análise de desempenho eficazes, na medida em que grupos mais homogêneos de fundos podem ser facilmente identificados e comparados entre si. Por último, a Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (ANDIMA) e a Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F) divulgaram em dezembro de 2000 um novo índice para o mercado de renda fixa nacional, o Índice de Renda Fixa de Mercado IRF-M. O IRF-M surge como alternativa ao CDI como um benchmark de instrumentos de renda fixa. Até aquele momento, o mercado trabalhava com o CDI, uma taxa pós-fixada de curtíssimo prazo, como referência de rentabilidade para fundos de renda fixa, que tinham suas carteiras compostas em parte por títulos pré-fixados. Em cenários macroeconômicos estáveis, quando não ocorriam mudanças bruscas no patamar das taxas de juros, a taxa do CDI não apresentava uma discrepância grande em relação às taxas pré-fixadas. No entanto, em cenários de maior volatilidade dos ativos financeiros, os gestores de fundos de renda fixa enfrentavam problemas de descasamento entre a rentabilidade de suas carteiras e o benchmark utilizado, o CDI. Por exemplo, enquanto uma elevação nas taxas de juros era acompanhada pelo CDI, seu efeito na carteira dos fundos poderia ser a queda imediata dos papéis pré-fixados caso as taxas projetadas para o médio e longo prazos acompanhassem a tendência do curto prazo. Estas deficiências tornaram-se mais acentuadas na medida em que houve um 4

12 aumento no estoque de papéis pré-fixados no mercado e um alongamento destes títulos. Neste contexto, a criação do IRF-M veio atender a uma reivindicação destes gestores. I.2 Objetivos e Metodologia Esta dissertação se propõem a investigar se as mudanças introduzidas recentemente na indústria de fundos do mercado brasileiro resultaram em ganhos de qualidade na análise de desempenho da gestão das carteiras. O foco principal deste estudo é avaliar a contribuição da divulgação do IRF-M para a análise de desempenho de fundos de investimento em renda fixa e fundos balanceados. O IRF-M será avaliado como benchmark para instrumentos financeiros de renda fixa, tanto como alternativa quanto como fonte de informação complementar ao CDI. A contribuição do IRF-M será avaliada pelo ganho de qualidade na análise de desempenho de fundos de investimento do mercado. Como método de avaliação do desempenho das carteiras será empregado o modelo de Jensen, cuja medida de desempenho (α-jensen) é baseada no CAPM. No exame dos fundos, serão empregados tanto modelo de 1 fator como modelos de multi-fatores para estimar a medida de desempenho. Especificamente no caso dos fundos balanceados, a flexibilidade na alocação de ativos requer que se identifiquem previamente os fatores de risco aos quais os fundos estão expostos. Nestes sentido será empregada a técnica da análise de estilo baseada no retorno de Sharpe. O coeficiente de determinação das regressões dos modelos de desempenho será utilizado como parâmetro indicativo da contribuição de cada benchmark para a qualidade da medida de desempenho adotada. 5

13 A classificação de fundos da ANBID será empregada na construção das amostras. Seguindo esta estrutura, serão analisados os desempenhos de três categorias de fundos de renda fixa: Renda Fixa sem Alavancagem, Renda Fixa Multi-Índices e Fundos Balanceados. I.3 Organização Este trabalho está organizado em sete capítulos. O Capítulo II apresenta um panorama geral da indústria de Fundos de Investimento no Brasil, enfocando sua evolução histórica e sua estrutura legal. Adicionalmente, apresenta e faz algumas considerações a respeito da recente classificação dos fundos de investimento elaborada pela ANBID. O Capítulo III descreve várias metodologias de análise de desempenho de fundos de investimento, mostrando uma evolução das principais discussões a respeito do tema. Neste capítulo, alguns métodos são descritos com maior profundidade seja pela relevância ou larga utilização, como as medidas de Sharpe e Jensen, seja pela mudança de enfoque, como na análise de estilo de Sharpe (1992). O Índice de Renda Fixa de Mercado, IRF-M, será apresentado no Capítulo IV. Em seguida, a metodologia está apresentada no Capítulo V, juntamente com uma descrição da montagem das amostras de fundos, dos indicadores utilizados e do período analisado. Finalizando, o Capítulo VI descreve os principais resultados e o capítulo VII apresenta as principais conclusões. 6

14 II A Indústria de Fundos de Investimento no Brasil O forte crescimento apresentado pelos depósitos em fundos de investimento na década de 90 consolidou estes produtos como o principal instrumento de poupança no mercado financeiro nacional. Um dos principais fatores a impulsionar o aumento destes depósitos foi o crescimento dos fundos de pensão, cujo volume financeiro destinado ao segmento atingiu 47% de suas reservas técnicas em 2000 contra 12% em A seção II.1 apresenta a evolução do mercado de fundos de investimento no Brasil, com especial atenção ao segmento dos fundos de renda fixa, relatando as principais mudanças ocorridas na regulamentação. Na seqüência, será apresentada a nova classificação para o setor elaborada pela ANBID (seção II.2). Finalizando, a seção II.3 enumera algumas características particulares do mercado brasileiro e do mercado internacional, sobretudo do norte-americano. II.1 Histórico e Regulamentação Os primeiros fundos de investimento no Brasil surgiram no início da década de 50, mas foi a partir de 1965, com a edição da Lei n 4.728, conhecida como a Lei de Mercado de Capitais, que a indústria de fundos ganhou força. Em 1970, haviam 118 fundos em mercado, e o início da década de 70 foi marcada por um forte crescimento, impulsionado pela efetiva regulamentação da constituição e do funcionamento dos fundos, cujo instrumento legal foi a edição da Resolução 145 do Banco Central do Brasil. Outro fator determinante para o crescimento da indústria foi o desenvolvimento dos negócios em bolsa no mesmo período. 7

15 No entanto, a tendência de crescimento não se manteve e, a partir de 1975, tanto o número de fundos quanto o seu patrimônio sofreram uma queda acentuada. A retração do setor foi um reflexo direto das restrições impostas pela legislação, que tornou a administração de fundos atividade exclusiva dos bancos de investimento e das sociedades corretoras, e impôs exigências de capital mínimo para o desempenho desta atividade. No início da década de 80, após um encolhimento do mercado, haviam apenas 55 fundos e seu patrimônio correspondia a 10% do saldo dos fundos em 1972 (Neves, 1983). Os anos seguintes foram um período de estruturação da indústria. Em 1984, surgiram os primeiros fundos de renda fixa no país. No entanto, a regulamentação dos mesmos foi editada apenas em 1987, sendo fortemente motivada pelo incentivo do governo federal à formação de poupança frente à explosão de consumo após o Plano Cruzado (1986). Por outro lado, o Banco Central também procurava ampliar as fontes de financiamento da dívida pública e uma expansão dos investidores institucionais atingia este objetivo. Ainda em 1987, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a constituição de fundos de capital estrangeiro. Ao longo dos anos 90, o segmento foi se sofisticando e diversas modalidades de fundos foram criadas. Em 1991 surgiram os fundos de aplicação financeira (FAF), que representavam para o investidor uma alternativa de poupança com grande liquidez, embora sua rentabilidade estivesse comprometida pelas imposições de depósitos compulsórios no Banco Central. Suas carteiras eram constituídas na sua maior parte por títulos públicos. Os fundos de commodities surgiram em 1992 com o objetivo de incentivar operações no mercado físico e futuro de produtos agrícolas, pecuários e agro-industriais. 8

16 Sua importância como fonte de financiamento do mercado agrícola foi se reduzindo ao longo do tempo, até que foram extintos em Em 1993, o CMN autorizou a constituição de fundos de renda fixa com capital estrangeiro. Ainda no mesmo ano, foram criados os fundos de ações carteira livre, denominação adotada para os fundos sem limites de diversificação de suas carteiras. Os fundos de renda fixa curto prazo, FRF-CP, surgiram em 1994, com menores restrições na aplicação dos recursos. Naquela época, além dos fundos citados anteriormente, o investidor dispunha dos fundos de aplicação em quotas de fundos de aplicação financeira, em quotas de fundos de renda fixa de curto prazo e em quotas de fundos de ações. A criação destas modalidades teve como objetivo reduzir os custos de gestão das carteiras possibilitando a entrada de pequenos gestores neste mercado. No ano de 1995, o mercado de fundos de renda fixa sofreu uma grande reestruturação motivada por um alongamento do prazo das aplicações financeiras. Com a Res , de 1995, o BC autorizava a criação e regulamentava o funcionamento dos Fundos de Investimento Financeiro (FIF) e dos Fundos de Aplicação em Quotas de FIF (FACFIF). Os fundos de aplicação financeira, os FRF e FRF-CP, e os fundos de commodities, foram impedidos de aceitar novos resgates e foram enquadrados às novas regras a partir de 29 de dezembro do mesmo ano. Dentro da modalidade FIF, o investidor dispunha de quatro alternativas com características de liquidez distintas: FIF Curto Prazo, e FIF 30, 60 e 90 dias. A primeira modalidade provia rentabilidade e liquidez diárias, mas devido à maior incidência de recolhimento compulsório resultava em baixos retornos. Nas demais, a 9

17 valorização se dava no prazo definido e os recolhimentos compulsórios ocorriam em níveis regressivos em relação ao mesmo. Estas mesmas modalidades eram válidas para os FACFIF. As restrições quanto ao direcionamento dos recursos até então em vigor também foram substituídas por regras mais gerais que deram aos gestores maior liberdade na alocação dos recursos. Ao final de 1996, o patrimônio dos fundos eqüivalia à 15% do PIB contra 2% no início da década. Relativamente às operações com derivativos, para disciplinar a atuação dos gestores e dar mais transparência ao perfil de risco de cada produto, em 1997 foram estabelecidos três níveis de risco de acordo com a política de cada fundo (BACEN, Circ /1997). Assim surgiram os seguintes perfis: conservador com alavancagem máxima de sua carteira equivalente a 1 vez o PL e saldo máximo em margem e prêmios pagos de 5% do PL, moderado com alavancagem até 3 vezes o PL e saldo máximo em margem e prêmios pagos de 30% do PL, e arriscado com alavancagem superior a 3 vezes o PL e saldo máximo em margem e prêmios pagos de 50% do PL. Na mesma época, o Banco Central determinou a separação da administração de recursos de terceiros das demais atividades de tesouraria da instituição administradora, aplicando o conceito do chinese wall. Em janeiro do ano 2000, a classificação anterior dos fundos de investimento financeiro nas modalidades conservadores, moderados e agressivos foi abandonada em decorrência das perdas e quebras de fundos de investimento com a crise cambial brasileira de janeiro de A nova estrutura adotada, que em certo grau manteve a 10

18 concepção anterior, teve como diretriz tornar mais evidente para o investidor os objetivos e principalmente os riscos envolvidos nestes produtos. Desta forma, no âmbito dos fundos de investimento que eram regulamentados pelo Banco Central do Brasil, surgiram com a Circular 2.958/2000 as seguintes categorias de fundos: i) FIF referenciados a indicadores de desempenho; ii) iii) FIF não-referenciados a indicadores de desempenho, mas que seguem as restrições de composição de carteiras e de atuação nos mercados de derivativos impostas aos fundos referenciados; FIF não enquadrados nas categorias anteriores. Os FIF referenciados a indicadores de desempenho (benchmark) devem apresentar o nome do indicador na denominação do fundo e estão sujeitos às seguintes restrições: no mínimo 80% do valor da carteira devem estar aplicados em títulos de renda fixa e no mínimo 95% de sua carteira devem corresponder a ativos financeiros que resultem em uma variação de suas quotas semelhante a seu benchmark. Os títulos de renda fixa devem ser de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central ou, ainda, títulos cujo emissor esteja classificado na categoria baixo risco de crédito por agência de classificação de risco localizada no País. Quanto à sua atuação em mercados derivativos somente são permitidas operações de hedge até o limite de suas posições a vista. Adicionalmente, os contratos de derivativos negociados devem ser referenciados a ativos e/ou indicadores financeiros que permitam a manutenção do perfil de rendimento do indicador de desempenho escolhido. 11

19 As duas outras categorias podem ser enquadradas como não-referenciadas à indicador de desempenho. A categoria iii corresponde a fundos de investimento com maior flexibilidade de alocação de ativos. Neste tipo de fundo, o gestor é responsável por definir e divulgar aos investidores o objetivo do fundo, o detalhamento de sua política de alocação de ativos, sua política de atuação em mercados de derivativos, além das taxas de administração e de outras caraterísticas operacionais. Estas informações devem estar descritas de forma clara nos documentos de adesão ao fundo, os quais não sofrem restrições diretas sobre níveis mínimos de aplicação em títulos de renda fixa. A categoria ii, FIF não-referenciados a indicadores de desempenho, está dispensada de evidenciar, naquele nível de detalhamento, as informações anteriormente citadas, desde que, no mínimo, 80% de sua carteira seja composta de aplicações em títulos de renda fixa que sigam as restrições impostas à categoria i. A nova estrutura, veio acompanhada também de uma maior flexibilidade na alocação de recursos em ações ou em quotas de fundos regulamentados pela CVM, no limite de 49% da carteira para fundos enquadrados na categoria iii, permitindo que sejam oferecidos no mercado uma variedade maior de produtos relativamente a metas de rentabilidade, a diversificação e ao perfil de risco das carteiras, e à política de alocação de ativos. Até dezembro de 2001, o mercado de fundos de investimento consistia em dois grandes segmentos regulados e fiscalizados por diferentes agentes governamentais: um de renda fixa (FIF e FACFIF), cuja regulamentação e supervisão competiam ao Banco Central, e outro de renda variável, que comportam os chamados Fundos de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários (FITVM), de competência da CVM. Com a aprovação e publicação da nova Lei das S.A. (Lei ), as atribuições de regulamentação, 12

20 registro e supervisão destes dois segmentos passou a ser competência exclusiva da CVM. II.2 A Classificação da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (ANBID) Em maio de 2001, a ANBID lançou uma nova classificação para os fundos de investimentos do mercado brasileiro. O objetivo central da ANBID foi deixar mais claro para o investidor a política de investimento e os objetivos de rentabilidade seguidos por cada fundo, facilitando a identificação do conjunto de produtos de mercado que melhor atendam as características do investimento desejado. Por outro lado, a utilização da análise de desempenho torna-se uma ferramenta mais eficaz, uma vez que o conjunto de produtos avaliados e comparados entre si apresentam uma maior homogeneidade quanto a objetivos de rentabilidade, exposição a risco, grau de diversificação das carteiras e alavancagem. A classificação consiste em quatro grandes categorias de fundos investimento, privatização, off-shore e previdência. Cada categoria está dividida em classes e estas subdividem-se em subclasses, 57 ao todo. Cada classe e subclasse definem uma política de alocação de recursos e um nível de risco para as carteiras. Embora tenha sido criticada por alguns profissionais do mercado pelo excesso de detalhamento, a classificação foi bem recebida e citada como um importante passo na direção de maior transparência da indústria. Sua utilização requer cautela no entanto, uma vez que os próprios gestores e administradores são os responsáveis pelo posicionamento de seus fundos na classificação proposta e existe possibilidade de enquadramento incorreto. Acredita-se 13

21 que,mesmo não havendo obrigatoriedade de adoção da classificação da ANBID, deve haver uma tendência crescente à sua utilização uma vez que o código de auto-regulação da entidade prevê que os gestores passem a divulgá-la nos prospectos dos produtos. O Quadro II.1 a seguir exibe a classificação para os fundos de investimento proposta pela associação. Quadro II.1 Classificação da Associação Nacional dos Bancos de Investimento ANBID para os fundos de investimento financeiros. Subclasse DI Indexador referência Referenciados Câmbio Indexador referência Outros Indexador referência Renda Fixa Pré Renda Fixa Renda Fixa Crédito Pré + Crédito Renda fixa Multi-índices Pré + Crédito + Indexadores Renda fixa Alavancados Pré + Crédito + Indexadores + Alavancagem Balanceados - Diversas classes de ativos Sem Renda Variável e Sem Alavancagem Diversas classes de ativos, exceto bolsa Sem Renda Variável e Diversas classes de ativos, exceto bolsa + Com Alavancagem Alavancagem Multimercados Com Renda Variável e Diversas classes de ativos, Sem Alavancagem Com Renda Variável e Com Alavancagem Diversas classes de ativos + Alavancagem Capital Protegido - - Investimento no Exterior - Títulos da dívida externa Ações Indexados IBOVESPA Indexador referência IBX Indexador referência IBOVESPA sem Alavancagem Indexador referência IBOVESPA com Ações Ativos Alavancagem Indexador referência + Alavancagem IBX sem Alavancagem Indexador referência IBX com Alavancagem Indexador referência + Alavancagem IBA Indexador referência, não admite alavancagem Ações setoriais Telecomunicações Exposição Setorial Energia Exposição Setorial Ações outros Sem Alavancagem Com Alavancagem Ações Fechados - - Investimento Imobiliário

22 II.3 Características do Mercado de Fundos de Investimento no Brasil Pelo volume financeiro aplicado (R$ 374 bilhões em março/2002), o mercado brasileiro de fundos de investimento é o 13 o maior mercado deste segmento no mundo e ocupa a liderança entre os mercados latino-americanos segundo estimativas do Investment Company Institute ICI para o ano Diferentemente do mercado norte-americano, que responde por mais de 50% do mercado mundial, a maior parte dos recursos dirigidos para fundos de investimento no Brasil se concentra em fundos de renda fixa. A Figura II.1 ilustra a distribuição do patrimônio total dos fundos dentro de cada categoria. A categoria FMP-FGTS e Fundos Extramercado correspondem respectivamente aos fundos de privatização vinculados ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e aos fundos que acolhem o excesso de caixa das estatais e empresas públicas federais. O segmento FITVM são os Fundos em Títulos e Valores Mobiliários regulamentados pela CVM, comparáveis aos Stock Funds americanos. Talvez a tradição em investimentos como caderneta de poupança e nosso passado inflacionário expliquem a elevada concentração de recursos Figura II.1 - Distribuição percentual do patrimônio dos fundos de investimento por segmento no mercado brasileiro Fonte: Boletim BACEN Mar/2002 Fundo Extramercado 3% FITVM 6% FMP-FGTS 1% FIF 88% 15

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