PROGRAMA DE CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM RESTAURO DE ARQUITETURA E BENS ARTÍSTICOS INTEGRADOS 400 horas

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1 PROGRAMA DE CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM RESTAURO DE ARQUITETURA E BENS ARTÍSTICOS INTEGRADOS 400 horas 1 História das teorias da conservação e da restauração arquitetônica mundial As intervenções nos monumentos do passado antes do restauro modernamente entendido A Revolução Francesa e a Inspetoria dos Monumentos Históricos O restauro estilístico de Viollet-le-Duc O anti-restauro e a defesa da conservação de John Ruskin Camillo Boito e as bases do restauro moderno Os valores dos monumentos segundo Alois Riegl Gustavo Giovannoni e os conceitos de arquitetura menor e de ambiente dos monumentos A Carta de Atenas de 1931 O Restauro Crítico de Cesare Brandi A Carta de Veneza de 1964 A Carta Italiana do Restauro de 1972 O pensamento de Roberto Pane sobre os centros histórico-artísticos Conceitos e visões contemporâneos da restauração arquitetônica mundial A crítica à Carta do Restauro de 1972 e a defesa das reconstruções por Paolo Marconi O conceito de significância A relativização dos conceitos de autenticidade e integridade A Carta de Cracóvia de Histórico da restauração arquitetônica no Brasil e os órgãos de preservação Breve histórico sobre arquitetura brasileira e a formação de nossa identidade com os intelectuais pertencentes à Semana de Arte Moderna de A criação do Sphan e seu desenvolvimento. A preocupação com a documentação e o inventário de bens móveis. Legislação brasileira de proteção do patrimônio. 3 A formação profissional História da conservação-restauração Os documentos clássicos e suas interpretações em relação aos bens móveis Princípios Gerais da conservação-restauração. Do avental ao Jaleco. Uma evolução histórica O código de ética profissional Políticas de Preservação: Conservação Preventiva, Acidentes Naturais e Desastres Administrativos Gerenciamento de Coleções e Gerenciamento de Risco Projetos interdisciplinares: áreas afins Estudos e pesquisas para o estabelecimento de padrões nacionais Os centros internacionais e os grandes fóruns de discussões: Normas e Documentos Associações Nacionais e internacionais

2 4 Arquitetura brasileira - Do colonial ao Rococó O colonial laico e a influência indígena Arquitetura religiosa O Barroco em diferentes estados brasileiros O Maranhão e a influência francesa O Rococó 5 Arquitetura brasileira Do Neoclássico ao Ecletismo A estética da ornamentação O início da produção industrial As ordens clássicas, suas adaptações e representações iconográficas nacionais. Métodos construtivos e o racionalismo construtivo incipiente 6 Arquitetura brasileira - O modernismo Ideais, nova identidade nacional O repertório plástico A mudança das técnicas construtivas 7 Levantamento cadastral e arquitetônico Cadastramento arquitetônico Levantamento histórico e iconográfico Consulta aos órgãos públicos e bibliotecas, investigando a cronologia da edificação, estudo comparativo das imagens, análise tipológica, avaliação das modificações ocorridas nos projetos aprovados e no próprio bem, pesquisa oral com depoimentos Levantamento arquitetônico técnicas de medições, estereofotogrametria, desenhando ornamentos, mapeamento de danos e diagnóstico do estado de conservação. 8 Caracterização de materiais através de exames de laboratório e in loco Observação visual, com auxílio de estereomicroscópio Análise granulométrica Análise petrográfica Microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia por energia dispersiva Difração de raios X Análise termodiferencial e termogravimetria Análise química Determinação de índices físicos Ensaios de alterabilidade em rochas

3 9 Patologias de deterioração diagnóstico e mapeamento RECONHECENDO O ENTORNO Poluição atmosférica, trepidação no solo, presença de vegetação e pátina biológica, ações antrópicas. Estrutura recalque, rachadura, umidade, perda e queda Fundações umidade, recalque Alvenaria rachaduras, umidade ascendente e descendente, desagregação, perda, inserção de materiais não adequados Telhado falência do madeirame, corrosão metálica, acúmulo de detritos, ausência de visitação e manutenção, substituição de telhas, ausência de impermeabilização Pisos ação de térmitas, perda de partes, preenchimento do espaço de aeração do piso, desagregação superficial de peças cerâmicas e perda. Esquadria falta de manutenção, inserção inadequada de material. Materiais porosos (pedra e argamassa) esfoliação, rachadura, erosão, deformação, desplacamento, crosta, eflorescências salinas, perda, presença de vegetação, pátina biológica, pátina, etc. 10 O restauro e sua inserção no tecido urbano A identificação de novos usos: a auto-sustentabilidade e o risco da criação de museus de si mesmo Restauro entre preservação e transformação: construir no construído A requalificação urbana e os riscos da gentrificação. Arquitetura e contexto: do restauro urbano à inserção de novas edificações em sítios históricos 11 Sítios históricos e conjuntos urbanos Sítios históricos e conjuntos urbanos evolução do conceito (identificação de testemunhos históricos e das características morfológicas do espaço urbano) Normas Nacionais, Internacionais, Planejamento e Projetos Urbanos Projetos de Reabilitação Urbana Integrada (gestão, requalificação dos espaços urbanos, recuperação dos edifícios e formação de mão de obra) Morfologia e Configuração Urbana (forma, volumetria, traçado, parcelamento e relações morfológicas entre os espaços construídos, abertos e verdes) Inserção de novas edificações em sítios históricos - (identificação do traçado e parcelamento, intervenção em ruínas e o preenchimento dos vazios do conjunto) Proteção do entorno (referências internacionais sobre o conceito, a experiência brasileira) Turismo, sustentabilidade e monitoramento - (potencialidades e vocações adquiridas) Identificação da tipologia edilícia (elementos decorativos originais relevantes, materiais originais de revestimento, elementos da cobertura, esquadrias) Intervenções pontuais nos imóveis e a preservação do partido A identificação de novos usos - sustentabilidade e dinâmica urbana Mão de obra, participação social e dos agentes que atuam no local 12 Estudo dos materiais e seu restauro - pedra Origem e classificação (ígneas, sedimentares, metamórficas) Características e usos comuns Como avaliar a evolução dos processos de deterioração endógenos e exógenos

4 Água e sais O ataque biológico bactérias, fungos, algas, liquens, musgos, plantas Processos de restauro (limpeza, consolidação e proteção) Resinas para consolidação, impermeabilização, reforço estrutural, colagem de peças, vernizes, criação de moldes, vedação, etc. Produtos comerciais (acrílicos, polivinílicos, silicatos de etila, epóxi, poliéster, compostos fluorados, nano produtos) 13 Estudo dos materiais e seu restauro - solventes Propriedades físicas e químicas migração, evaporação, dissolução Toxidade, diluições e misturas Utilização de alguns solventes (álcoois, cetonas, aminas, derivados nitro - hidro carbonetos aromáticos e alifáticos) Compostos reativos. 14 Estudo de materiais e seu restauro argamassa e estuque Argamassa: Componentes básicos argila, gesso, cal (aérea e hidráulica), cimento, areia, outros inertes e agregados reativos. Aditivos Propriedades físicas e mecânicas das diversas composições Questões a serem postas antes do restauro Processos de restauro (complementação, consolidação e proteção) Estuque: Breve histórico e composição básica Danos comuns e cuidados antes do restauro Os materiais (a cal, a areia, a água) e a mão de obra Restauração de forros Higienização e descupinização Consolidação e pré-consolidação da argamassa Recomposição das lacunas Restauração de sancas Demolições, remoções e reprodução de peças grandes (moldagem e modelagem) Métodos de limpeza e de consolidação Execução de novas peças Fixação de peças e partes soltas Tratamento de fissuras e rachaduras Recuperando o finus e acabamento final 15 Estudo de materiais e seu restauro madeira Seu uso na arquitetura brasileira Classificação botânica

5 Trabalhabilidade, composição química, métodos de identificação, produção, propriedades físicas e mecânicas, defeitos, levantamento e diagnóstico, principais causas de degradação Armazenamento, escoramento, limpeza e remoção, substituição, reforços, eliminação dos agentes, desinfestação, imunização, tratamentos finais 16 Estudo de materiais e seu restauro pintura sobre madeira História das técnicas Escultura policromada Processos de deterioração Procedimentos de restauração Estabilização dos suportes 17 Estudo de materiais e seu restauro - douramento Breve histórico A folha de ouro e outras aplicações metálicas Diferenças de douramento a óleo e a água As diversas características do bolo arménio e sua aplicação Douramento sobre diferentes suportes (madeira, pedra e metal) Polimento ou brunimento Ferramentas utilizadas para dourar Esgrafiado, ouro a pincel, punção, aplicação de outros materiais Conservação e restauração 18 Estudo de materiais e seu restauro pintura mural Breve histórico das técnicas Cor e pigmento Limpeza e desinfestação Consolidação Tratamento estético Pintura de fachadas Diversos tipos de tinta, suas características e indicações (acrílica, polivinílica, a base de cal e de base mineral) Velaturas e argamassas pigmentadas. Argamassas especiais - estuque marmorizado e esgrafito Breve histórico, composição dos materiais, método construtivo e processos de restauração. Tipos de reintegração pictórica: Imitativo, imitativo num tom mais claro, velatura, velatura sobre abrasão, abstração cromática, seleção cromática, seleção pictórica, tracejado, tom neutro, água suja.

6 19 Estudo dos materiais e seu restauro - azulejo Azulejo artístico Histórico no mundo e no Brasil Diferentes técnicas alicatado, de aresta, corda-seca, majólica, caixilho, padronagem de tapete, grandes painéis A produção semi-industrial do estampilhado A manufatura do azulejo e seus componentes (pasta cerâmica, a preparação da chacota, o vidrado, a transferência do desenho, a pintura) Processos de deterioração Procedimentos de restauro: Documentação, mapeamento de danos, limpeza, faceamento, tratamento das juntas Avaliação sobre a remoção total ou parcial Higienização, dessalinização, descolagem e colagem de fraturas Preenchimento de lacunas, assentamento, rejuntamento Reintegração 20 Estudo dos materiais e seu restauro - metal Caracterização do material Processos de deterioração Pátinas Restauro Estudo de casos 21 Conceitos de restauro arquitetônico Definições Conservação e restauro, patrimônio cultural, diagnóstico, documentação, manutenção, conservação preventiva e corretiva. Projetando Restauração Anastilose Adaptação a novo uso (retrofit) Reconstrução Réplica (termo mais usado para obras de arte que são removidas de seu local original) 22 Integrando projetos arqueológicos O projeto e a obra Cadastramento Levantamento fotográfico Prospecções arquitetônicas e arqueológicas

7 Avaliação do potencial arqueológico A pesquisa arqueológica A utilização dos vestígios 23 Diretrizes e partido de restauro arquitetônico Definição de uso e do programa de necessidades Intervenções somente para adaptações de infraestrutura Novas instalações e novos usos Complementando a estrutura original sem criar um contraste estético Evocar o contraste para valorização de ambas as partes As infinitas possibilidades entre as duas proposições Mantendo a casca (as fachadas) e reformando somente o interior. 24 A obra de restauro arquitetônico planejamento e surpresas Cronograma Atualizações Controle de qualidade. Representando os órgãos de preservação e o cliente Estruturando um projeto Estruturando uma obra Dimensionando uma equipe Estudo dos prazos Definindo líderes e responsabilidades Gerenciamento Integrando ações Análise de custos Organizando uma concorrência. Canteiro de obras Infra estrutura de barracão Instalações elétricas e hidráulicas Vestiários e armários Almoxarifado Horários Proteções

8 25 Projetos complementares Acesso a deficientes Isolamentos acústico e térmico Instalações elétricas, hidráulicas, inserção de novas mídias, etc. Integração com novas mídias para apresentação do imóvel. Aprovação de projetos perante as instituições governamentais de proteção do patrimônio (federal, estadual, municipal, urbanismo, meio ambiente, corpo de bombeiros, CET, etc.) Segurança de trabalho EPI (equipamento de proteção individual) 26 Estudos de casos

R 1 O T E I R O 2 0 0 5

R 1 O T E I R O 2 0 0 5 R O T E I R O 1 2 0 0 5 2 SUMÁRIO A - INTRODUÇÃO B CRITÉRIOS TÉCNICOS C ORIENTAÇÕES TÉCNICAS 1. Pesquisa Histórica 2. Pesquisa Arqueológica 3. Prospecções 4. Análises Laboratoriais 5. Levantamento Arquitetônico

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