Quantidade dos Espaços Verdes Urbanos Jardim Guerra Junqueiro

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Quantidade dos Espaços Verdes Urbanos Jardim Guerra Junqueiro"

Transcrição

1 Quantidade dos Espaços Verdes Urbanos Jardim Guerra Junqueiro 1 Quantidade dos Espaços Verdes Urbanos Critério 1.1 Área da superfície do espaço verde urbano Este grupo de critérios centra-se nas características físicas dos espaços verdes específicos. Baseiase em indicadores mais facilmente mensuráveis na medida em que os aspectos físicos dos espaços verdes são melhor caracterizados com dados quantitativos. O objectivo destes indicadores é proporcionar uma informação acessível sobre a dimensão, forma, drenagem, dinâmica, conectividade, bem como sobre o grau de integração do espaço verde individual no sistema verde urbano. A área de espaços verdes numa cidade tem grande influência na qualidade do ambiente e sustentabilidade ecológica, assim como na satisfação geral das populações. Quanto maior a área do espaço verde, maior é a capacidade de albergar actividades diversas, (o que permite aos utilizadores oportunidades de escape do ambiente urbano), assim como um maior contributo para a manutenção da biodiversidade e heterogeneidade de habitats. INDICADOR: Proporção de área verde em relação à área total da cidade Verificar evolução da área do espaço verde (positiva, nula ou negativa) ao longo de um período de tempo, de 5 ou 10 anos. (m 2 ) Medição através de mapas ou fotografias aéreas. Departamento de Ambiente e Espaços Verdes - Divisão de Jardins Bases estatísticas Mapas URGE: Não existem valores padrão para áreas de espaços verdes, sendo importante, uma evolução no sentido do aumento dessas áreas. O critério mínimo, será a manutenção desse valor ao longo de um período de tempo. Não foram encontradas referências nacionais de valor mínimo aconselhado para a área dos espaços verdes. Noutros países este parâmetro faz parte da legislação sobre a estrutura verde urbana. AVALIAÇ ÃO Área total m 2 Área verde m 2 Jardim Guerra Junqueiro 135

2 X Directa O Indirecta O Indisponível Observações: Com início em 2004, e ainda a decorrer, encontra-se um projecto de remodelação, que não tinha em nenhum dos seus objectivos, o aumento da área verde. Verificaram-se pequenos aumentos de área verde, mas estes não foram contemplados no projecto. Trata-se assim de ganhos pontuais e ocasionais, que decorreram da fase de obra. DO CRITÉRIO: OBSERVAÇÕES: URGE: Este indicador permite fazer comparações entre cidades europeias, no entanto o valor obtido não é indicativo por si só, devendo também ser estudada a localização do espaço. Uma boa avaliação deste indicador deve ser feita em função da sua evolução numa escala temporal de 1, 5 ou 10 anos, em relação ao presente. O URGE refere que todos os habitantes devem ter acessível num raio de distância até 500 m um jardim com uma área mínima de 2 hectares. Numa perspectiva social, a concentração de uma elevada fracção verde da cidade num único espaço da cidade, não compensa a falta de áreas verdes dispersas na cidade, os espaços de proximidade às residências e locais de trabalho. : O Jardim Guerra Junqueiro está inserido numa área de tecido urbano consolidado, e por isso o valor total da sua área, dificilmente poderá sofrer um aumento. Não houve alteração no valor da área ao longo dos últimos dez anos. Critério 1.2 Extensão do efeito fronteira A forma dos espaços verdes é especialmente importante, a nível das funções ecológicas. O efeito fronteira resulta da actuação de duas diferentes condições ambientais, que afectam as espécies animais e plantas que vivem perto da fronteira dos dois habitats. Enquanto algumas espécies beneficiam da variedade de alimento e esconderijos oferecidos por dois ou mais habitats - espécies generalistas, outras - as especialistas, são características de determinados habitats e não beneficiam da proximidade e influência de outros habitats. Verificamos assim, que em espaços estreitos, com formas mais alongadas, os efeitos de fronteira são mais significativos, sendo as populações que neles habitam, tendencialmente generalistas em vez de espécies características dos habitats representados neste espaço. INDICADOR: Índice de forma Rácio da largura pelo perímetro do espaço; Em espaços irregulares, divide-se em parcelas mais regulares e calcula-se a média dos vários indexes. DAEV - Departamento de Ambiente e Espaços Verdes Divisão de jardins Carta Verde de Lisboa 1.1 Área da superfície do espaço verde urbano URGE: valores indicativos do índice de forma: <0,1 Fraco 0,1 0,2 Razoável > 0,2 Bom Rácio largura/perímetro = (0,28 + 0,25)/2 = 0,265 Jardim Guerra Junqueiro 136

3 Perímetro 1 = 35 Largura 1 = 10 Critério 1.3 Isolamento em relação a outros espaços verdes Perímetro 2 = 24 Largura 2 = 6 A fragmentação de habitats é considerada um dos principais motivos, para o declínio das condições ecológicas, particularmente no meio urbano. Associado ao reduzido tamanho dos espaços e a um elevado efeito fronteira, o isolamento das espécies diminui gravemente a qualidade ecológica da estrutura verde urbana. Este indicador avalia o grau de isolamento de um espaço verde em relação aos restantes. DO CRITÉRIO: INDICADOR: Menor distância a outros espaços verdes OBSERVAÇÕES: Este indicador permite fazer comparações entre cidades europeias, no entanto o valor obtido não é indicativo por si só, devendo também ser estudada a localização. Uma boa avaliação deste indicador deve ser feita em função da sua evolução numa escala temporal de 1, 5 ou 10 anos, em relação ao presente. : 0,265> 0,20 BOM O jardim Guerra Junqueiro está inserido numa área de tecido urbano consolidado, e por isso dificilmente haverá alteração da sua forma. Não houve alteração da forma do espaço ao longo dos últimos dez anos. 1.2 Extensão de efeitos de fronteira É a medida da menor distância entre a fronteira de um espaço verde e a fronteira do espaço adjacente mais próximo. DAEV - Divisão de Jardins Divisão Informação Urbana Carta Verde de Lisboa URGE: Distancia máxima entre espaços: 500 m 1 km de distância, significa elevado isolamento. Jardins públicos: Jardim Teófilo Braga (450 m 2 ) distanciado 450 m Jardim Lisboa Antiga (6474 m 2 ) distanciado 345 m Jardim Frente à Assembleia (1841 m 2 ) distanciado 450m Jardim Marcelino Mesquita (Amoreiras) (5590 m 2 ) Jardim França Borges (Príncipe Real) (11303 m 2 ) Tapada das Necessidades ( m 2 ) Jardim Guerra Junqueiro 137

4 DO CRITÉRIO: Critério 1.4 Conectividade com outros espaços verdes OBSERVAÇÕES: : Elevado nível de isolamento. O Jardim Guerra Junqueiro, encontra-se a uma distância média de outros espaços verdes, com dimensões bastante menores que a sua, de 400 m. O efeito do isolamento nas espécies, pode ser diminuído, se existirem elementos de conexão entre espaços, o que facilita a migração de espécies. Quanto maior o numero e a diversidade dos elementos de conexão, maior o beneficio ecológico. INDICADOR: Presença de diversos tipos de conectividade 1.3 Isolamento em relação a outros espaços verdes Quantificar o número de elementos de conexão por espaço verde, com outros espaços verdes; Quantificar o número de diferentes tipos de conexão, de acordo com a seguinte lista: Floresta Semi-natural Floresta Arvores Arbustos Vegetação Relvados Linhas de água semi-naturais Linhas de água naturais Shore of waterway A multiplicação destes dois valores, indica o valor da conectividade do espaço. Carta Verde de Lisboa Observação directa Fotografia aérea. Site: lisboainteractiva.pt URGE:Quanto maior o número e a diversidade destas conexões, maior o benefício ecológico: 0= não existe conectividade; 1-2 = razoável conectividade; 3-5 = boa conectividade; +5 = óptima conectividade; Á L I Jardim Guerra Junqueiro 138

5 LEGISLAÇÃO NACIONAL: Lei de bases do ambiente (Lei nº11/87 de 7 de Abril art.5º), Continuum naturale, consagrado como sistema continuo de ocorrência naturais que constituem o suporte da vida silvestre e de manutenção do potencial genético e que contribui para o equilíbrio e estabilidade do território. : Embora a conectividade com os espaços mais próximos esteja assegurada por ruas arborizadas, a variedade de habitats e espécies como elementos de conexão é reduzida e por isso a classificação será de 1-2, ou seja apresenta uma razoável conectividade. O lado poente do Jardim Guerra Junqueiro está em contacto com uma via arborizada, que se estende em três direcções, mas nenhuma delas estabelece corredores de ligação com os jardins mais próximos. Os únicos elementos de conexão presentes são árvores. 1.4 Conectividade com outros espaços verdes DO CRITÉRIO: OBSERVAÇÕES: O Continuum naturale, encontra-se consagrado na Lei de Bases do Ambiente (Lei nº11/87 de 7 de Abril art.5º), como sistema continuo de ocorrência naturais que constituem o suporte da vida silvestre e de manutenção do potencial genético e que contribui para o equilíbrio e estabilidade do território. Tal como o nome indica, trata-se de verdadeiras rotas para pessoas, animais, sementes e mesmo ar e água; é uma entidade urbana de associação de funções; funções ecológicas em sobreposição com funções sociais, como o lazer, recreio, circulação de peões e bicicletas e à fruição de equipamento cultural; Implica que os espaços verdes envolvam a cidade de um modo continuo, sem grandes interrupções, desempenhando diferentes funções e assumindo diversas formas (Magalhães, 1992); Forma mais eficaz de trazer benefícios à paisagem natural e a um meio urbano em expansão. Uma vez que diferentes espécies, se deslocam em diferentes meios e por isso necessitam de diferentes tipos de conexão, é importante para cada espaço da cidade, identificar as principais espécies e os tipos de corredores associados. Como na maioria dos corredores de conexão a exposição a distúrbios é elevada, só as espécies generalistas e menos sensíveis são capazes de os utilizar e beneficiar da migração. É importante que os elementos de conexão, incorporem elementos dos habitats das espécies mais sensíveis ou vulneráveis. Jardim Guerra Junqueiro 139

6 Critério 1.5 Impermeabilização do solo A percentagem de solo impermeabilizado revela a dimensão do espaço onde os ciclos naturais como o da água, não ocorrem; para além do ciclo da água, a impermeabilização do solo afecta outras funções ecológicas do solo; funções como o suporte físico e mineral para o crescimento de plantas, fungos e a função de reservatório de nutrientes e outros recursos, são destruídas pela sua impermeabilização. INDICADOR: Proporção da superfície de espaço verde com distúrbios na dinâmica natural da água DO CRITÉRIO: OBSERVAÇÕES: URGE: Os espaços verdes com elevada utilização, têm maior probabilidade de terem grandes áreas impermeabilizadas, o que afecta a dinâmica da água. Este efeito pode ser minimizado, se esta água for colectada, purificada e devolvida através da rega das áreas verdes. : Áreas de solo ocupadas pelas diferentes categorias/distúrbios na dinâmica natural da água: 1. Construção 2. Coberto (asfaltado, cimentado, empedrado) 3. Compactado (campos desportivos) 4. Não impermeabilizado. DAEV - Divisão de Jardins Planta do espaço O Jardim Guerra Junqueiro devido à sua importante função social, apresenta uma elevada proporção de área impermeabilizada, que se deve aos sobredimensionados caminhos pedonais, que percorrem todo o jardim. O elevado grau de impermeabilização não permite que Jardim contribua da melhor forma para o ciclo hídrico. 1.5 Impermeabilização do solo URGE: Para o geral dos espaços verdes: máximo 10% de área impermeabilizada, categorias 1-3; Espaços verdes com elevada capacidade de carga: máximo de 20% de área impermeabilizada, categorias 1-3. Área total m 2 Área verde m 2 48 % Área verde 52 % Área impermeabilizada X Directa O Indirecta O Indisponível Jardim Guerra Junqueiro 140

7 Critério 1.6 Integração no sistema de espaços verdes Este critério avalia a grau de articulação e integração do espaço verde, no sistema que planeia e gere os espaços verdes da cidade. Avalia também o nível de coordenação entre administrações de municípios vizinhos. Os espaços verdes não devem ser concebidos, desenhados e geridos de forma episódica mas sim como parte de um sistema integrado. Deste modo, o conceito de rede verde ou rede ecológica urbana deve ser adoptado por planeadores e administradores. URGE: 1. Alcançar o nível 3; 2. Pelo menos 1 dos 2 procedimentos deve ser adoptado; 3. Pelo menos 1 dos 3 procedimentos deve ser adoptado. LEGISLAÇÃO: cumprimento da legislação e planos em vigor. INDICADOR: Existência e eficácia de instrumentos capazes de integrar o espaço verde individual no sistema de espaços verdes da cidade 1. Verificar em que extensão o conceito de sistema verde urbano é aplicado ao espaço verde individual: 0 não existe sistema verde; 1 o sistema está a ser estabelecido; 2 o sistema existe, mas o espaço individual não está integrado; 3 o espaço verde faz parte do sistema verde; 2. Verificar se os seguintes procedimentos são adoptados no desenho e desenvolvimento do espaço verde: Envolvimento de peritos de diferentes disciplinas na preparação do projecto; Comparação do projecto com projectos de outras cidades com sistemas de espaços verdes; 3. Verificar se alguma das seguintes regulamentações e instrumentos que influenciam as políticas ambientais das áreas adjacentes tem impacte no desenho do espaço: Planos verdes de grande escala envolvendo administrações vizinhas (planos intermunicipais); Coordenação de políticas de espaços verdes; Encontro de objectivos e actividades comuns; Divisão de Estudos e Projectos Plano Director Municipal Plano Verde de Lisboa 1- Segundo o Plano Director Municipal, o espaço verde faz parte da Estrutura Ecológica Urbana, a qual, segundo o artigo 18º é constituída por um conjunto de espaços verdes, tanto quanto possível contínuos e interligados, integrados no espaço urbano, com o fim de assegurar as funções dos sistemas biológicos, o controlo dos escoamentos hídricos e atmosféricos, o conforto bioclimático e a qualidade do espaço urbano através da integração dos espaços verdes e ainda as condições para o uso de espaços adequados ao recreio e lazer da população. Segundo a classificação presente no Plano Verde de Lisboa, distingue-se Estrutura Verde Principal e Secundária, estando o Jardim Guerra Junqueiro incluído na segunda: É a extensão da principal no interior do contínuo urbano. Integra espaços de menores dimensões, que estão mais associados às habitações e equipamentos colectivos. Localizam-se em maior proximidade das zonas de residência, preenchendo os pequenos espaços livres entre edifícios. Incluem: pequenos jardins de bairro, parques infantis, jardins escolares e de habitações etc..(saraiva, 1989) 2- Segundo o D.L. nº292/95 de 14 Novembro é necessário fixar regras mínimas de qualificação técnica para a elaboração dos planos urbanísticos e projectos de operação de loteamento.(...) considera-se indispensável a elaboração de planos urbanísticos e (...) projectos de operações de loteamento, em equipas técnicas multidisciplinares. (pelo menos um Arquitecto, 1 engenheiro civil, 1 arquitecto paisagista, 1 técnico urbanista e 1 licenciado em direito, com experiência de pelo menos 3 anos). A referência a esta legislação é feita numa lista processual da equipa de projecto. A comparação com projectos de espaços verdes noutras cidades, não é um procedimento recorrente ou instituído. Jardim Guerra Junqueiro 141

8 3- A nível intermunicipal existe um instrumento de ordenamento o Plano Regional de Ordenamento da Área Metropolitana de Lisboa, que define uma Rede Ecológica Metropolitana, a qual exige, para que do plano se assista à sua implementação no terreno, uma coordenação e o estabelecimento de objectivos comuns, entre os vários concelhos. Este entendimento não é conhecido. Dos 3 pontos a identificar, apenas o primeiro é verificado. DO CRITÉRIO: OBSERVAÇÕES: A classificação dos espaços verdes de acordo com as definições de estrutura verde principal ou secundária, não é objectiva, uma vez que alguns espaços respondem a vários critérios. Não foi possível encontrar esta correspondência para todos os jardins de Lisboa, o que suscitou a dúvida quanto à classificação do Jardim Guerra Junqueiro. Devido ao seu carácter formal, integrado na estrutura urbana, entendeu-se pertencer à estrutura verde secundária. O Jardim Guerra Junqueiro foi classificado pela CML, como Jardim Histórico, devido às suas características e valor histórico para a cidade: A sua composição arquitectural e vegetal, do ponto de vista histórico e artístico, apresenta um interesse público, sendo considerado um monumento (ICOMOS/FLA, 1981); Composição arquitectural de material essencialmente vegetal, sendo a sua forma variável com as estações do ano. Identidade e valor cultural. Qualidade dos Espaços Verdes Urbanos Jardim Guerra Junqueiro 2 Qualidade dos Espaços Verdes Urbanos O principal objectivo deste grupo de critérios é analisar e compreender a qualidade dos espaços verdes individuais e de que modo contribuem para a qualidade de vida, para a criação de diversidade ecológica, para criar componentes individuais no âmbito do sistema ambiental urbano, melhorar o clima, absorver os poluentes e avaliar o grau de intrusão por parte da vida urbana. Os espaços individuais têm um carácter e um potencial para a biodiversidade muito variável, dependendo grandemente da função desempenhada pelo sítio e das estratégias de gestão adoptadas. Quando a gestão dos espaços verdes está orientada para o recreio estes podem, ainda assim, contribuir para a biodiversidade, desde que este não seja um propósito único. Na avaliação deste grupo, é importante ter em consideração os objectivos de gestão para cada espaço, bem como o seu potencial para oferecer outputs de qualidade relacionados com as suas estratégias de gestão. : 1. Resposta 3. Bom 2. 1 dos 2 procedimentos foi verificado dos 3 procedimentos foi verificado. Verificaram-se os procedimentos mínimos recomendados. 1.6 Integração no sistema de espaços verdes Jardim Guerra Junqueiro 142

9 Critério 2.1 Biodiversidade Os indicadores de biodiversidade reflectem as características qualitativas e quantitativas de riqueza em espécies dos habitats. A situação favorável é que os espaços reúnam condições para manter a diversidade de flora e fauna, e que estas populações se mantenham pelo menos estáveis no tempo. Os biótopos com características locais devem estar bem representados. Estes habitats são fundamentais para a preservação das espécies locais, assim como pela possibilidade dada aos cidadãos de conhecer e viver o ambiente natural característico da zona. A presença de habitats de pequena escala, como ninhos ou certas plantas essenciais para insectos devem ser tidos em conta, para o aumento da riqueza de espécies. INDICADOR 1: Diversidade de espécies: número de espécies raras, ameaçadas ou em perigo 1. Espécies raras (ICN 1990) Exóticas Nº total espécies (5 anos) Plantas Vasculares Carabídeos/ Escaravelhos Borboletas Aves Mamíferos LEGISLAÇÃO NACIONAL: Decreto-Lei n.º 565/99 de 21 de Dezembro: A introdução de espécies não indígenas na Natureza pode originar situações de predação ou competição com espécies nativas, a transmissão de agentes patogénicos ou de parasitas e afectar seriamente a diversidade biológica, as actividades económicas ou a saúde pública, com prejuízos irreversíveis e de difícil contabilização. (...) pretendeu-se condicionar a introdução na Natureza de espécies não indígenas, com excepção das destinadas à exploração agrícola. E porque existe o equívoco generalizado de que a um maior número de espécies na natureza corresponde, no imediato e a longo prazo, uma maior diversidade biológica, pretendeu-se ainda acentuar a dimensão pedagógica necessária à aplicação de princípios de conservação da integridade genética do património biológico autóctone e de prevenção das libertações intencionais ou acidentais de espécimes não indígenas potencialmente causadores de alterações negativas nos sistemas ecológicos. Esta regulamentação vem atender às obrigações internacionalmente assumidas por Portugal, ao aprovar, para ratificação, através do Decreto n.º 95/81, de 23 de Julho, a Convenção de Berna, pelo Decreto n.º 103/80, de 11 de Outubro, a Convenção de Bona, e pelo Decreto n.º 21/93, de 21 de Junho, e a Convenção da Biodiversidade. Também a Lei de Bases do Ambiente, Lei n.º 11/87, de 7 de Abril, no seu artigo 15.º, n.º 6, preconiza a elaboração de legislação adequada à introdução de exemplares exóticos da flora e, no seu artigo 16.º, n.º 3, a adopção de medidas de controlo efectivo, severamente restritivas, no âmbito da introdução de qualquer espécie animal selvagem, aquática ou terrestre. Avaliar a evolução num período de tempo. Divisão de Jardins :Lista de vegetação. Publicações/revistas: Oásis Alfacinhas (Rodrigues 1997) ; Fórum Ambiente (Dordio 1994); site da ONG: Quercus URGE: Manter ou aumentar a diversidade de espécies ao longo do tempo. Publicação: Espaços Exteriores Urbanos Sustentáveis: Guia de Concepção Ambiental (Reynolds et al. 2001) Convenção Quadro sobre a Diversidade Biológica de 20 de Maio 1992 Artigo 9.º - Conservação ex situ Cada parte contratante deverá, na medida do possível e apropriado e principalmente a fim de complementar as medidas in situ: a) Adoptar medidas para a conservação ex situ dos componentes da diversidade biológica, de preferência no país de origem desses componentes; b) Estabelecer e manter equipamento para a conservação ex situ e investigação em plantas, animais e microrganismos, de preferência no país de origem dos recursos genéticos; c) Adoptar medidas destinadas à recuperação e reabilitação das espécies ameaçadas e à reintrodução destas nos seus habitats naturais em condições apropriadas; d) Regulamentar e gerir a recolha dos recursos biológicos dos habitats naturais para efeitos de conservação ex situ, com vista a não ameaçar os ecossistemas nem as populações das espécies in situ, salvo quando se requeiram medidas especiais temporárias de acordo com o disposto na alínea c); e e) Cooperar no fornecimento de apoio financeiro e de outra natureza para a conservação ex situ, como referido nas alíneas a) a d) do presente artigo, e no estabelecimento e manutenção de equipamentos para a conservação ex situ, nos países em desenvolvimento. Jardim Guerra Junqueiro 143

10 Alfarrobeira Ceratonia siliqua Mediterrânea - V Bananeira Musa cavendishii SE Ásia e N Austrália- X Bela-sombra Phytolacca dioica América Norte, México, China -X Bordo negundo Acer negundo- Américo norte - X Castanheiro da Índia Aesculus hippocastanum SE Europe - X Coco de cachorro Syagrus romanzoffiana Brasil - X Cordiline Cordyline australis - Nova Zelândia - X Dragoeiro Dracaena draco - Canárias - X Estercula Stercula diversifolia -???? Figueira Ficus carica Mediterrânea - V Figueira Ficus macrophylla Austrália - X Freixo Fraxinus angustifolia SW Europa, N Africa - V Gingko Gingko biloba - S China - X Hibisco Hibiscus sp.-???? Nao é europeu - X Jacarandá Jacaranaá mimosifolia - Bolívia, Argentina - X Lodão Celtis australis - Mediterrâneo, Ásia - V Loendro Nerium oleander Mediterrâneo - V Metrosideros Metrosideros excelsea - Nova Zelândia - X Olaia Cercis siliquastrum SE Europa, SW Ásia - V Palmeira das Canárias Phoenix canariensi s- Canárias - V Pinheiro manso Pinus pinea Mediterrânea - V Plátano Platanus hispânica -????? Garden Origin - V Teixo Taxus baccata - Europa, Norte Africa, Irão - V Tília de folhas pequenas Tília cordata - Europa - V Tília prateada Tilia tomentosa SE Europa, SW Ásia - V Tília vulgar Tilia vulgaris - Europa - V In: Oásis Alfacinhas (Rodrigues 1997) Existência de lagos onde é possível observar aves ornamentais e carpas. Apresenta um arvoredo muito interessante quer pela quantidade quer pela diversidade (34 espécies identificadas). É possível observar bonitos conjuntos de coco-de cachorro (MAE) e de jacarandás (MAE) e um exemplar de árvore-orquidea (EUR), espécie originária da América do Sul e que, para além deste local, apenas foi encontrado no Parque Eduardo VII e no Jardim Tropical. Destaque ainda para a presença de metrosideros (EUR) e para a existência de belos espécimes de dragoeiros (MAE) e bananeira (MAE). A diversidade avifaunística não é muito elevada (11 espécies observadas) devido ao elevado grau de utilização do jardim. Salienta-se todavia, a presença de guarda rios e alvéola cinzenta no lago principal e existência de papagaio, espécie exótica que aqui parece ter um dormitório regular. MAE presença de exemplares que, quer pelo seu conjunto, quer pela sua beleza, idade e crescimento merecem atenção especial. EUR presença de exemplar único ou raro AIP presença de um exemplar classificado como árvore de interesse público, pela Câmara Municipal de Lisboa In: Oásis Alfacinhas (Rodrigues 1997) Fauna Aves: Alvéola cinzenta Motocilla cinérea Andorinhão preto Apus apus Chamariz Serinus serinus Guarda rios Alcedo athis Melro Turdus merula Papagaio Psitaculla krameri Pardal comum Passer domesticus Pintassilgo Carduelis cannabina Pombo das rochas Columba livia Toutinegra Sylvia atricapilla Verdilhão Carduelis chloris Também alguns papagaios domésticos, fugidos do poleiro, souberam aproveitar o novo estatuto de liberdade, instalando-se em diversos locais da cidade, sobretudo aqueles onde existe flora tropical. No Jardim da Estrela, por exemplo, é possível avistar no alto das palmeiras um casal de papagaio-de-coleira nidificando e reproduzindo-se com sucesso. In: Fórum Ambiente (Dordio 1994) Observações: Publicação de referência para a avaliação: Espaços Exteriores Urbanos Sustentáveis: Guia de Concepção Ambiental (Reynolds et al. 2001) A escolha de vegetação deverá ter em conta as principais formações vegetais de Portugal. Preferencialmente poderão ser utilizadas espécies espontâneas, das quais se destacam com valor botânico e ornamental, a localizar de acordo com a situação edafo-climática do local ( ) poderão também ser utilizadas espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas, há muito introduzidas em Portugal e adaptadas ao nosso clima. INDICADOR 2: Diversidade de biótopos: número de diferentes tipos de habitat no espaço verde em estudo Listagem de habitats baseado na estrutura vegetal de acordo com a classificação EUNIS; Observação directa SIPNAT ICN (http://www.icn.pt/sipnat/sipnat1.html) Jardim Guerra Junqueiro 144

11 DO CRITÉRIO: Manter a proporção de biótopos As políticas ambientais da cidade deverão ter como objectivo a manutenção da heterogeneidade dos seus habitats. A recriação de habitas perdidos, novas formas de gestão mais naturais, ou mesmo o aparecimento espontâneo de novos habitats na cidade, são acontecimentos importantes. Existem quatro lagos distribuídos pelo Jardim, que constituem importantes bebedouros de aves e habitat para carpas. OBSERVAÇÕES: Portugal, apesar da sua reduzida dimensão, possui 43% da fauna de vertebrados terrestres existentes na União Europeia, é o quarto país europeu com maior número de endemismos vegetais (espécies exclusivas) e é o terceiro em espécies ameaçadas. Cerca de 75% do nosso território integra os escassos 1,4% do Planeta considerados necessários para salvaguardar 44% das plantas vasculares e 35% dos vertebrados a nível mundial. In: site da Quercus Não é relevante para comparação com outros países; Comparação entre proporção de espécie raras e exóticas; Elevada proporção de espécies exóticas revela alteração e distúrbio no ecossistema enquanto que uma elevada proporção de espécies raras revela um ecossistema natural ou pouco alterado; Não existem valores de referência para a riqueza de espécies, uma vez que dependem muito das regiões. O intervalo de monitorização é de 10 anos, e o número de espécies deve ser mantido; As espécies regionais ameaçadas são as que necessitam de maior atenção; O aumento do número de espécies pode ser vantajoso desde que as novas espécies não sejam invasoras; Mudanças na composição das espécies são normais, mas mudanças na proporção das categorias seleccionadas, raras e exóticas, são geralmente resposta a perturbações da actividade humana; : 1. Segundo a publicação Oásis Alfacinhas (Rodrigues 1997), relativamente à flora, existem pelo menos duas espécies raras ou únicas e três exemplares que, quer pelo seu conjunto, quer pela sua beleza, idade e crescimento merecem atenção especial. 2. Existe alguma diversidade de habitats, embora muito reduzida. 2.1 Biodiversidade Jardim Guerra Junqueiro 145

12 Critério 2.2 Perturbação superficial Este critério avalia o impacto causado pela utilização do espaço, pelos visitantes. Uma elevada utilização humana de um espaço tem impactos no seu solo, compactando-o e reduzindo o seu coberto vegetal e de forma indirecta, outras espécies. A erosão pode ser controlada, com a existência de caminhos de circulação pedonal, nos locais estudados. INDICADOR: Proporção de superfície de solo erosionado DO CRITÉRIO: OBSERVAÇÕES: O nível de erosão do solo, é um indicador directo do nível de impacte antropogénico no espaço verde. Caso se verifique um grande impacte pelo uso do espaço, pode ser aconselhável construir trilhos para percursos, ou se o impacte for em todo o espaço, poderá ser indicador, da necessidade de construir mais espaços verdes na zona. O indicador pode ser calculado com base no número de visitas ao espaço, e estimada a proporção de solo erosionado. Isto pode ser visualizado contabilizando a superfície de solo a nu, que perdeu vegetação. (Ter atenção as áreas onde caracteristicamente não há vegetação.) Observação directa : A erosão de origem antropogénica é reduzida, uma vez que não há utilização pelas pessoas das áreas com solo permeável. 2.2 Perturbação superficial URGE: Não existem valores de referência. Neste jardim, as áreas permeáveis são vedadas, não permitindo o acesso pelas pessoas. Estas circulam apenas, em caminhos impermeabilizados, não se esperando deste modo que haja erosão de origem antropogénica. Jardim Guerra Junqueiro 146

13 Critério 2.3 Grau de naturalização Distúrbios antropogénicos frequentes e intensos sobre a flora e fauna, são característicos da generalidade dos espaços urbano - industriais. O uso intensivo dos espaços também é um factor para a redução do grau de naturalização. O grau de naturalização tem importância para a qualidade ecológica dos espaços verdes urbanos. A experiência de contacto com a natureza nos espaços mais silvestres é enriquecedora e uma maior naturalização representa também um importante contributo para a preservação da biodiversidade. INDICADOR 1: Proporção de espécies indígenas /exóticas, ameaçadas ou em perigo com estatuto de protecção relativamente ao número total de espécies do espaço 1. Utilizar a informação recolhida no critério 2.1, diversidade de biótopo, para classificar o espaço como: Espaço somente com espécies exóticas/generalistas; Espaço maioritariamente com espécies indígenas; Espaço com espécies regionais, indígenas, e algumas raras ou em perigo de extinção (livro vermelho); Espaço maioritariamente com espécies indígenas e bastantes espécies raras. Espaço com espécies naturais e bastantes espécies raras e em perigo. Lista de espécies. Divisão de Jardins Oásis Alfacinhas (Rodrigues 1997) URGE: Não existem valores referência. Publicação: Espaços Exteriores Urbanos Sustentáveis: Guia de Concepção Ambiental (Reynolds et al. 2001) LEGISLAÇÃO NACIONAL: Decreto-Lei n.º 565/99 de 21 de Dezembro A introdução de espécies não indígenas na Natureza pode originar situações de predação ou competição com espécies nativas, a transmissão de agentes patogénicos ou de parasitas e afectar seriamente a diversidade biológica, as actividades económicas ou a saúde pública, com prejuízos irreversíveis e de difícil contabilização.(..) pretendeu-se condicionar a introdução na Natureza de espécies não indígenas, com excepção das destinadas à exploração agrícola. E porque existe o equívoco generalizado de que a um maior número de espécies na natureza corresponde, no imediato e a longo prazo, uma maior diversidade biológica, pretendeu-se ainda acentuar a dimensão pedagógica necessária à aplicação de princípios de conservação da integridade genética do património biológico autóctone e de prevenção das libertações intencionais ou acidentais de espécimes não indígenas potencialmente causadores de alterações negativas nos sistemas ecológicos. Esta regulamentação vem atender às obrigações internacionalmente assumidas por Portugal, ao aprovar, para ratificação, através do Decreto n.º 95/81, de 23 de Julho, a Convenção de Berna, pelo Decreto n.º 103/80, de 11 de Outubro, a Convenção de Bona, e pelo Decreto n.º 21/93, de 21 de Junho, e a Convenção da Biodiversidade. Também a Lei de Bases do Ambiente, Lei n.º 11/87, de 7 de Abril, no seu artigo 15.º, n.º 6, preconiza a elaboração de legislação adequada à introdução de exemplares exóticos da flora e, no seu artigo 16.º, n.º 3, a adopção de medidas de controlo efectivo, severamente restritivas, no âmbito da introdução de qualquer espécie animal selvagem, aquática ou terrestre. Convenção Quadro sobre a Diversidade Biológica de 20 de Maio 1992 Artigo 9.º - Conservação ex situ Cada parte contratante deverá, na medida do possível e apropriado e principalmente a fim de complementar as medidas in situ: a) Adoptar medidas para a conservação ex situ dos componentes da diversidade biológica, de preferência no país de origem desses componentes; b) Estabelecer e manter equipamento para a conservação ex situ e investigação em plantas, animais e microrganismos, de preferência no país de origem dos recursos genéticos; c) Adoptar medidas destinadas à recuperação e reabilitação das espécies ameaçadas e à reintrodução destas nos seus habitats naturais em condições apropriadas; d) Regulamentar e gerir a recolha dos recursos biológicos dos habitats naturais para efeitos de conservação ex situ, com vista a não ameaçar os ecossistemas nem as populações das espécies in situ, salvo quando se requeiram medidas especiais temporárias de acordo com o disposto na alínea c); e e) Cooperar no fornecimento de apoio financeiro e de outra natureza para a conservação ex situ, como referido nas alíneas a) a d) do presente artigo, e no estabelecimento e manutenção de equipamentos para a conservação ex situ, nos países em desenvolvimento. Alfarrobeira Ceratonia siliqua Mediterrânea - V Bananeira Musa cavendishii SE Ásia e N Austrália - X Bela-sombra Phytolacca dioica América do Norte, México, China -X Bordo negundo Acer negundo América do Norte - X Castanheiro da Índia Aesculus hippocastanum SE Europe - X Jardim Guerra Junqueiro 147

14 Castanheiro da Índia Aesculus hippocastanum SE Europe - X Coco de cachorro Syagrus romanzoffiana Brasil - X Cordiline Cordyline australis - Nova Zelândia - X Dragoeiro Dracaena draco - Canárias - X Estercula Stercula diversifolia-?????? Figueira Ficus carica Mediterrânea - V Figueira Ficus macrophylla Austrália - X Freixo Fraxinus angustifolia SW Europa, N Africa - V Gingko Gingko biloba- S China - X Hibisco Hibiscus sp. -???? Não é europeu - X Jacarandá Jacaranda mimosifolia - Bolívia, Argentina - X Lodão Celtis australis - Mediterrâneo, Ásia - V Loendro Nerium oleander Mediterrâneo - V Metrosideros Metrosideros excelsea - Nova Zelândia - X Olaia Cercis siliquastrum SE Europa, SW Ásia - V Palmeira das Canárias Phoenix canariensis - Canárias - V Pinheiro manso Pinus pinea Mediterrânea - V Plátano Platanus hispânica -????? Garden Origin - V Teixo Taxus baccata - Europa, Norte Africa, Irão - V Tília de folhas pequenas Tília cordata - Europa - V Tília prateada Tilia tomentosa SE Europa, SW Ásia - V Tília vulgar Tilia vulgaris - Europa - V Pela dimensão do jardim e pela biodiversidade que apresenta, considerou-se que os habitats representados são aproximadamente 25% naturais. DO CRITÉRIO: OBSERVAÇÕES: Publicação de referência para a avaliação: Espaços Exteriores Urbanos Sustentáveis: Guia de Concepção Ambiental (Reynolds et al. 2001) A escolha de vegetação deverá ter em conta as principais formações vegetais de Portugal. Preferencialmente poderão ser utilizadas espécies espontâneas, das quais se destacam com valor botânico e ornamental, a localizar de acordo com a situação edafo-climática do local ( ) poderão também ser utilizadas espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas, há muito introduzidas em Portugal e adaptadas ao nosso clima. : em 26 espécies são recomendadas pelo guia Espaços Exteriores Urbanos Sustentáveis: Guia de Concepção Ambiental (Reynolds et al. 2001) ou seja são espécies endémicas ou bem adaptadas ao nosso clima. INDICADOR 2: Proporção de biótopos nativos relativamente à área total do espaço 2. Pela dimensão do jardim e pela biodiversidade que apresenta, considerou-se que os habitats representados são aproximadamente 25% naturalizados. Utilizar a informação do critério 2.1 para calcular a proporção representada: > 75% naturalizado; 50 75% semi natural; % em parte natural; < 25% artificial. Observação directa 2.3 Grau de naturalização Não existem valores de referência. Jardim Guerra Junqueiro 148

15 Critério 2.4 Poluição INDICADOR 2: Qualidade do ar Este critério analisa os níveis de poluição nos espaços verdes urbanos e o efeito regulador destes. Os espaços verdes têm a capacidade de atenuar os impactes negativos da actividade humana na qualidade do ambiente. Barreiras de ruído e vento, absorção de poeiras, libertação de humidade, efeito visual e sombreamento são algumas das funções destes espaços. Quanto maior a área do espaço, maior o volume de vegetação e mais efectivo é o efeito barreira e de regulação. INDICADOR 1: Poluição e qualidade do solo Analisar a informação relativa a diferentes poluentes no solo do espaço verde em estudo. É necessário informação de laboratórios especializados. DAEV - Divisão controlo ambiental DAEV - Divisão Jardins URGE: Classificar pela tabela. Contaminado; Não contaminado: solo natural representa menos de 50% do total da área do espaço; Não contaminado: solo natural representa mais de 50% do total da área do espaço. Não são feitas análises de qualidade do solo; Foram feitas introduções de grandes quantidades de solo provenientes de outros locais, nomeadamente de Monsanto. O Directa O Indirecta X Indisponível Analisar os diferentes poluentes atmosféricos SO 2, CO, NO 2, O 3, poeiras dentro e fora do espaço verde. CCDR-LVT DAEV Divisão de Controlo Ambiental URGE: Não há valores de referência LEGISLAÇÃO: Directiva - Quadro sobre a Avaliação e Gestão da Qualidade do Ar Ambiente, transposta para o direito interno através do Decreto-Lei nº 276/99, de 23 de Julho, define as linhas de orientação da política de gestão da qualidade do ar ambiente, deixando para diplomas posteriores (Directivas - Filhas) a fixação dos valores - limite e limiares de alerta a cumprir para os poluentes abrangidos no Anexo I do referido Decreto-Lei. Não são feitas análises de qualidade do ar junto a este jardim; Actualmente existem oito estações de medição da qualidade do ar em Lisboa e situam-se no Restelo, Avenida da Liberdade, Av. Casal Ribeiro, Entrecampos, Benfica, Beato, Chelas e Olivais. In: IA Instituto do Ambiente Programa Qualar (www.qualar.org) O Directa O Indirecta X Indisponível Jardim Guerra Junqueiro 149

16 Observações: INDICADOR: 3. Qualidade da água Quadro síntese das funções dos espaços verdes a melhoria da qualidade do ar: Função muito relevante no meio urbano (Araújo, 1961 in Magalhães, 1992) As correntes de convecção, resultado do arrefecimento de massas de ar pela vegetação, permitem que o ar poluído passe pela vegetação, sendo aí Controle dos filtrado. poluentes Potencial eléctrico da vegetação provoca a precipitação das poeiras atmosféricos existentes na atmosfera; Efeito de redução de poeiras pelos espaços verdes em 40-50% (Resultados de estudo experimental citado por Magalhães, 1992) Absorção de CO 2 Aumento do teor de O 2 Capacidade de absorção de CO 2 pela vegetação; (Resultados de estudo experimental): superfície relvada com árvores de espécies diferentes, com 1 hectare, tem a capacidade de absorver 900 kg de CO 2 em 12 horas, correspondendo a m 3 de ar (Goldmerstein e Stedick, 1966 in Magalhães, 1992) (Resultados de estudo experimental): superfície relvada com árvores de espécies diferentes, com 1 hectare, produz 600 kg de oxigénio em 12 horas (Goldmerstein e Stedick, 1966 in Magalhães, 1992) Em Setembro 2004, foi estabelecido um Protocolo entre CCDR-LVT e FCT/ UNL com vista à elaboração de um estudo especializado de avaliação e priorização de medidas a promover e/ou a apoiar por entidades públicas no âmbito da qualidade do ar na Região de Lisboa e Vale do Tejo. Decorrente da avaliação efectuada nos últimos anos à qualidade do ar na RLVT, verificou-se a existência de alguns problemas nesta matéria, especialmente em termos dos níveis de partículas em suspensão na Área Metropolitana de Lisboa, apresentando este poluente concentrações que dificilmente permitirão o cumprimento dos valores limite impostos pela legislação nacional e comunitária nas datas estipuladas. Foi a constatação desta situação que relevou a necessidade de elaboração deste estudo, com o objectivo de reduzir as emissões de poluentes atmosféricos na RLVT, por forma a preservar a qualidade do ar ambiente, compatível com o desenvolvimento sustentável e com um elevado nível de protecção ambiental e de saúde humana. In: Analisar a qualidade da água superficial e subterrânea no espaço verde (requer informação de laboratórios especializados) DAEV - Divisão controlo ambiental URGE: Não há valores de referência. LEGISLAÇÃO: DL n.º 236/98. Estabelece normas, critérios e objectivos de qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos. Numa perspectiva de protecção da saúde pública, de gestão integrada dos recursos hídricos e de preservação do ambiente, pretende-se também com este novo diploma legal clarificar as competências das várias entidades intervenientes no domínio da qualidade da água. O presente diploma define os requisitos a observar na utilização das águas para os seguintes fins: a) Águas para consumo humano: b) Águas para suporte da vida aquícola: c) Águas balneares; d) Águas de rega. As águas de lagos existentes nos jardins, não se encontram abrangidas por este decreto. Não se conhece legislação que as contemple. Não são feitas análises de qualidade da água neste jardim; O Directa O Indirecta X Indisponível Jardim Guerra Junqueiro 150

17 INDICADOR: 4. Diminuição do ruído Medir os níveis de ruído no centro do parque, e comparar com a média em quatro pontos opostos do jardim. Esta medição deve ser feita num período com níveis de ruído elevados. (..) a Carta de Ruído da cidade de Lisboa é uma ferramenta essencial para o ordenamento e planeamento urbano(..)fundamental para o desenvolvimento de estratégias de desenvolvimento urbano In: Boletim de Urbanismo (2001); DAEV - Divisão controlo ambiental Observação directa INDICADOR: 5. Intrusão urbana URGE: Não existem valores de referência. Analisar fontes de intrusão (ex. industria, tráfego, etc.) perto do espaço verde (0,5 km em redor). Criar uma lista das fontes de poluição mais importantes e avaliar o nível de impacte negativo que representam. Não são feitas análises dos níveis de ruídos junto ao jardim; Observação directa O Directa O Indirecta X Indisponível URGE: Não existem valores de referência. A informação qualitativa, poderá ser uma base para a acção. Observações: Segundo Magalhães, 1992, a vegetação tem elevada capacidade de absorção de ondas sonoras. Outras fontes reconhecem limitações ao efeito de barreira sonora pela vegetação. Ambas as fontes concordam no facto do efeito de barreira ao ruído ser potenciado com o aumento da diversidade de espécies e da espessura e altura da faixa vegetal. Um estudo sobre o Ruído ambiente em Portugal, realizado em 1996 pelo CAPS/IST em colaboração com o Ministério do ambiente, identificou como sendo 19% a população em Portugal exposta a níveis sonoros superiores a 65 db(a). Na cidade de Lisboa, verificou-se que tal percentagem é de 50%. Os espaços urbanos com elevada densidade populacional, apresentam uma maior sensibilidade ao ruído. (..) toda a malha é servida por uma complexa e apertada rede de comunicações viárias que se constitui na fonte predominante de perturbação de ruído ambiente. A intervenção numa malha estabelecida, como é a situação geral nas cidades europeias, exige particulares cuidados e estratégias a prazo. As fontes de intrusão urbana, são as vias de circulação automóvel que rodeiam o jardim, mas estas não constituem um forte impacte negativo neste espaço. Jardim Guerra Junqueiro 151

18 DO CRITÉRIO: Critério 2.5 Efeito de regulação OBSERVAÇÕES: The European Environment & Health Action Plan Communication from the Commission to the Council, the European Parliament, the European Economic and Social Committee (Bruxelas, ) Sendo a Saúde uma preocupação prioritária a nível individual mas também uma questão com reconhecidas implicações no crescimento económico a longo prazo e desenvolvimento sustentável das sociedades, o Plano Saúde & Ambiente para a Europa , estabelece novos objectivos, e acções a desenvolver a partir do presente momento, pelos estados membros. No seu essencial, estabeleceu-se a responsabilidade de estabelecer e reconhecer a relações entre o ambiente e a saúde para mais eficazmente delinear estratégias e respostas. Este Plano reconhece que para além da importância de melhorar as condições de vida dos cidadãos, serão maximizados os benefícios económicos ao permitir reduzir perdas de produtividade, por baixas e outros, e uma vez que os gastos na saúde ultrapassam grandemente os custos na prevenção. Como indivíduos fazemos opções quanto ao nosso estilo de vida que afectam a nossa saúde, mas contamos também com informação de confiança que deve ser disponibilizada pelas autoridades públicas, sobre a qual podemos tomar decisões, de modo a proteger a nossa saúde e melhorar a nossa qualidade de vida O Plano foca ainda a necessidade de desenvolver investigação capaz de criar uma base de conhecimento sobre as relações Ambiente vs Ecossistemas vs Saúde, que é fundamental para opções e decisões políticas coordenadas. Para tal torna-se essencial a melhoria das redes de monitorização e informação da qualidade ambiental. : 1. Segundo a informação disponibilizada por entrevista, o solo do Jardim Guerra Junqueiro encontra-se adulterado, ou seja, com introdução de solo de outros locais. 2. Não é aplicável 3. Não é aplicável 4. Não é aplicável Este critério avalia a contribuição do espaço verde na melhoria da qualidade do ambiente urbano. O volume de vegetação, a área de solo não impermeabilizado e a área de superfície de água, são indicadores da capacidade de remoção de poluentes da atmosfera e da libertação de humidade. A vegetação apresenta inúmeros benefícios para a qualidade do ar; funcionando como reservatório, removendo poluentes da atmosfera, fixando o carbono e nitrogénio e libertando humidade por transpiração. Estes benefícios são particularmente importantes no meio urbano. A superfície das folhas das árvores e arbustos, funciona como filtro de protecção da radiação solar. As superfícies de água contribuem igualmente para a libertação de humidade e para a remoção de poeiras e poluentes da atmosfera. INDICADOR 1: Índice folear expresso em média para a cidade O Índice de área folear (IAF), é a medida da área de superfície de folhas, característica de cada tipo de vegetação. A cada tipo de biótopo, é possível fazer corresponder um valor característico de IAF. Estes valores devem ser multiplicados pelas áreas que estes biótopos apresentam no espaço em análise. Superfícies de água e solo descoberto, também contribuem para a regulação da qualidade do ambiente. IAF = Σ (A bn X IAF bn), Em que: IAF= IAF total do espaço; Abn= área total do biótopo representada pelo biótopo n; IAF bn= IAF para o biótopo n <2 Baixo 2-5 Médio >5 Elevado O critério não foi avaliado por insuficiência de informação O Directa O Indirecta X Indisponível Jardim Guerra Junqueiro 152

19 INDICADOR 2: Volume de vegetação O volume da vegetação é estimado pela sua área e altura. Árvores isoladas não são consideradas. Dividir o volume obtido pela área do espaço verde. Quanto maior o volume, maior o efeito barreira deste espaço verde. O Directa O Indirecta X Indisponível INDICADOR 4: Protecção de ventos Não existem valores de referência, mas a informação poderá ser usada na avaliação do critério 2.4. (indicadores: intrusão urbana e ruído) O Directa O Indirecta X Indisponível INDICADOR 3: Proporção da área total que se encontra à sombra num dia soalheiro de Verão ao meio-dia Pode ser medida numa visita in situ, e deve ser medida num dia soalheiro entre as 12 e 16 horas. Os valores medidos no centro do espaço devem ser comparados com valores nos limites deste. (necessita equipamento específico) Redução do vento em 2 m/s O Directa O Indirecta X Indisponível 25 % da área deve estar à sombra. Em regiões muito quentes esta área poderá ser superior. Jardim Guerra Junqueiro 153

20 DO CRITÉRIO: OBSERVAÇÂO: Quadro síntese das funções dos espaços verdes, para a regulação: A vegetação tem maior poder reflector e difusor para a radiação infravermelha do que as superfícies construídas; Grande parte da energia absorvida é gasta na evapotranspiração; O arrefecimento obtido nestas zonas, relativamente aos espaços Termorregulação adjacentes, leva a formação de brisas de convecção que permitem a renovação do ar. (Magalhães, 1992); (Resultados de estudo experimental): faixa de 50 a 100 metros de vegetação, reduz em 3,5ºC a temperatura atmosférica. (Bernatzky, 1966 in Magalhães, 1992) Aumentam a humidade atmosférica, por diminuírem a evaporação do solo e pela evapotranspiração; (Resultados de estudo experimental): faixa de 50 a 100 metros de Controlo de Humidade vegetação, aumenta em 5% a humidade atmosférica no verão. (Bernatzky, 1966 in Magalhães, 1992) (Resultados de estudo experimental): 1 árvore adulta por evapotranspiração liberta litros/dia. (Sauberer in Magalhães, 1992) Controlo de radiações solares Efeito de filtração da radiação solar pela vegetação; Protecção contra o vento (Resultados de estudo experimental): a vegetação tem a capacidade de reduzir a velocidade do vento até uma distância de 40 x a sua altura (Araújo, 1961 in Magalhães, 1992); Desviando em altura as correntes aéreas, cria sobretudo a sotavento da sebe, mas também a barlavento bolsas onde a velocidade do vento é fortemente reduzida. Este efeito pode fazer-se sentir até uma distância de sebe igual a 40 vezes a sua altura, atingindo-se reduções de 60% na velocidade do vento, até distâncias de 20 vezes aquela altura. A vegetação pode ainda: canalizar, desviar, filtrar e obstruir o vento, criando zonas protegidas. (Magalhães, 1992) Má drenagem atmosférica provoca a formação de lagos de ar frio, nos vales, durante a noite, extremamente desfavoráveis à saúde humana. As aplicações possíveis na área da Ecologia e Ambiente são: Monitorização da mudança na forma local da superfície terrestre: requer técnicas e medição automática e de medição passível de repetição; Modelação do escoamento de água; Ecossistema: altura das árvores e densidade da vegetação na modelação da biosfera. No sentido de quantificar rapidamente, com precisão e baixo custo a evolução da cidade de Lisboa desde que foi criada a cartografia digital do concelho, permitindo a estimação e planeamento da sua actualização, foi efectuado um estudo comparativo entre um Modelo Digital de Superfície (MDS) de Maio de 1999 com um MDS de Agosto de Estes modelos foram produzidos através do processamento da informação digital LIDAR (Light Detection and Ranging) obtida por laserscanning de elevada precisão e resolução. A integração desta informação em SIG permite a quantificação do grau de desactualização de cada zona da cidade, a monitorização do crescimento urbano, bem como permite classificar automaticamente o tipo de intervenção ocorrido (ex. construção ou escavação), calcular volumetrias e identificar a evolução da cobertura florestal. In: Tecnologia na Gestão da Cidade e do Ambiente : O critério não foi avaliado por insuficiência de informação. Possível fonte de informação: A empresa IT-GEO, dispõe de um Modelo Digital de Superfície e de Terreno, de elevada resolução a partir de um varrimento laser, apresentado numa grelha regular de 1 m, 0,5m,0,2 ou 0,1 m consoante as necessidades aplicacionais. Este modelo é feito para a zona de Lisboa, e para outras zonas urbanas. A utilização nestas zonas, é maioritariamente por empresas de comunicação e EDP, que necessitam de dados de zonas de reflexão de ondas de rádio etc para implementação seus serviços. O modelo utiliza a mesma tecnologia para o cálculo do volume de madeiras presente em determinadas áreas florestais. Jardim Guerra Junqueiro 154

A Sustentabilidade no Espaço Público Isabel Martinho da Silva e Maria José Curado CIBIO_UP A SUSTENTABILIDADE DO ESPAÇO PÚBLICO

A Sustentabilidade no Espaço Público Isabel Martinho da Silva e Maria José Curado CIBIO_UP A SUSTENTABILIDADE DO ESPAÇO PÚBLICO A Sustentabilidade no Espaço Público Isabel Martinho da Silva e Maria José Curado CIBIO_UP Rede de Parques Metropolitanos da Grande Área Metropolitana do Porto Rede de Parques Metropolitanos da Grande

Leia mais

CARTA DE FLORENÇA Pág. 1 de7 JARDINS HISTÓRICOS. Carta de Florença 1982. Adoptada pelo ICOMOS em Dezembro de 1982

CARTA DE FLORENÇA Pág. 1 de7 JARDINS HISTÓRICOS. Carta de Florença 1982. Adoptada pelo ICOMOS em Dezembro de 1982 Pág. 1 de7 JARDINS HISTÓRICOS Carta de Florença 1982 Adoptada pelo ICOMOS em Dezembro de 1982 Tradução por António de Borja Araújo, Engenheiro Civil IST Dezembro de 2006 Pág. 2 de7 PREÂMBULO O ICOMOS-IFLA

Leia mais

Testes de Diagnóstico

Testes de Diagnóstico INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO AGRÍCOLA agrinov.ajap.pt Coordenação Técnica: Associação dos Jovens Agricultores de Portugal Coordenação Científica: Miguel de Castro Neto Instituto Superior de Estatística

Leia mais

Projecto REDE CICLÁVEL DO BARREIRO Síntese Descritiva

Projecto REDE CICLÁVEL DO BARREIRO Síntese Descritiva 1. INTRODUÇÃO Pretende-se com o presente trabalho, desenvolver uma rede de percursos cicláveis para todo o território do Município do Barreiro, de modo a promover a integração da bicicleta no sistema de

Leia mais

Capítulo 15. Impactos Cumulativos

Capítulo 15. Impactos Cumulativos Capítulo 15 Impactos Cumulativos ÍNDICE 15 IMPACTOS CUMULATIVOS 15-1 15.1 INTRODUÇÃO 15-1 15.1.1 Limitações e Mitigação 15-1 15.1.2 Recursos e Receptores Potenciais 15-3 15.2 IMPACTO CUMULATIVO DA ZONA

Leia mais

Segurança e Higiene no Trabalho. Volume II Locais e Postos de trabalho. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção

Segurança e Higiene no Trabalho. Volume II Locais e Postos de trabalho. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção Guia Técnico Segurança e Higiene no Trabalho Volume II Locais e Postos de trabalho um Guia Técnico de Copyright, todos os direitos reservados. Este Guia Técnico não pode ser reproduzido ou distribuído

Leia mais

Figura 3.1 Alcar-do-Algarve em flor... 4

Figura 3.1 Alcar-do-Algarve em flor... 4 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO... 2 2. O PROJECTO... 3 3. DESCRIÇÃO DO AMBIENTE AFECTADO... 3 4. PRINCIPAIS IMPACTES... 5 5. MEDIDAS MINIMIZADORAS... 6 6. PROGRAMAS DE MONITORIZAÇÃO... 6 ÍNDICE DE FIGURAS Figura

Leia mais

Figura 1: Bosque de Casal do Rei, alguns meses após o incêndio que ocorreu no Verão de 2005.

Figura 1: Bosque de Casal do Rei, alguns meses após o incêndio que ocorreu no Verão de 2005. Estudo da vegetação 1. Introdução A intensa actividade humana desenvolvida na região Centro ao longo dos últimos milénios conduziu ao desaparecimento gradual de extensas áreas de floresta autóctone, que

Leia mais

3 QUADRO LEGAL E INSTITUCIONAL

3 QUADRO LEGAL E INSTITUCIONAL 3 QUADRO LEGAL E INSTITUCIONAL 3.1 QUADRO INSTITUCIONAL O Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) criado pelo Decreto Presidencial 6/95 de 16 de Novembro, é responsável por todas as actividades

Leia mais

E s t r u t u r a V e r d e

E s t r u t u r a V e r d e Estrutura Verde A. Introdução O conceito de Estrutura Verde insere-se numa estratégia de desenvolvimento sustentado, objecto fundamental das políticas do ordenamento do território. A Estrutura Verde é

Leia mais

1. Acções de sensibilização

1. Acções de sensibilização PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL / 2013-2014 As atividades propostas compreendem diferentes momentos de reflexão, discussão e ação, dirigindo-se a toda a comunidade educativa que contempla diferentes níveis

Leia mais

PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL

PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL Deliberação da Reunião Câmara Municipal de 29/11/2011 DIRECÇÃO MUNICIPAL DE URBANISMO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PLANEAMENTO URBANO DIVISÃO

Leia mais

Plano Municipal de Promoção das Acessibilidades (PMPA)

Plano Municipal de Promoção das Acessibilidades (PMPA) Plano Municipal de Promoção das Acessibilidades (PMPA) Definições O Plano Municipal de Promoção das Acessibilidades irá conter um programa das intenções necessárias para assegurar a acessibilidade física

Leia mais

Geografia - Clima e formações vegetais

Geografia - Clima e formações vegetais Geografia - Clima e formações vegetais O MEIO NATURAL Clima e formações vegetais 1. Estado do tempo e clima O que é a atmosfera? A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra e permite a manutenção

Leia mais

Direcção-Geral da Saúde

Direcção-Geral da Saúde Assunto: Avaliação Ambiental Estratégica Recomendações para a integração e apreciação da Componente Saúde Humana nos Planos Municipais de Ordenamento do Território Nº: 36/DA DATA:09.10.09 Para: Contacto

Leia mais

Arborização no contexto do planejamento urbano

Arborização no contexto do planejamento urbano Arborização no contexto do planejamento urbano Eng. Florestal Edinilson dos Santos Prefeitura de Belo Horizonte Dr. Edinilson dos Santos Araçuaí - MG, 20 de maio de 2015 Prefeitura Municipal de Belo Horizonte

Leia mais

EVOLUÇÃO DA QUALIDADE DO AR NA REGIÃO NORTE E APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE MELHORIA (2005 2010) SÍNTESE

EVOLUÇÃO DA QUALIDADE DO AR NA REGIÃO NORTE E APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE MELHORIA (2005 2010) SÍNTESE EVOLUÇÃO DA QUALIDADE DO AR NA REGIÃO NORTE E APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE MELHORIA (2005 2010) SÍNTESE Setembro de 2011 1. Avaliação da Qualidade do Ar entre 2005 e 2010 Da análise efectuada aos resultados

Leia mais

PAISAGISMO PARQUES E JARDINS. Prof. Eliseu Figueiredo Neto

PAISAGISMO PARQUES E JARDINS. Prof. Eliseu Figueiredo Neto PAISAGISMO PARQUES E JARDINS Prof. Eliseu Figueiredo Neto 1 CONCEITOS PAISAGEM Refere-se ao espaço de terreno abrangido em um lance de vista, ou extensão territorial a partir de um ponto determinado. 2

Leia mais

ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º3 /2009. Política de Cidades - Parcerias para a Regeneração Urbana. Programas integrados de criação de Eco-Bairros

ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º3 /2009. Política de Cidades - Parcerias para a Regeneração Urbana. Programas integrados de criação de Eco-Bairros ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º3 /2009 Política de Cidades - Parcerias para a Regeneração Urbana Programas integrados de criação de Eco-Bairros 1. ENQUADRAMENTO GERAL A Autoridade de Gestão do Programa Operacional

Leia mais

Fotografias PauloHSilva//siaram. Saber Mais... Ambiente Açores

Fotografias PauloHSilva//siaram. Saber Mais... Ambiente Açores Fotografias PauloHSilva//siaram Saber Mais... Ambiente Açores Convenção Diversidade Biológica O que é a Convenção da Diversidade Biológica? A Convenção da Diversidade Biológica é um acordo assinado entre

Leia mais

Telefone p/ contato: ( ) FAX: ( ) e-mail: Coordenadas geográficas * (Lat/Long) no Sistema Geodésico, SAD-69 Lat. -. Long ( )

Telefone p/ contato: ( ) FAX: ( ) e-mail: Coordenadas geográficas * (Lat/Long) no Sistema Geodésico, SAD-69 Lat. -. Long ( ) 1. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR NOME / RAZÃO SOCIAL *: End.: rua/av *: n *: Bairro *: CEP *: Município *: Telefone *: ( ) FAX *: ( ) e-mail: CNPJ (CGC/MF n.º) *: CGC/TE n. *: CPF/CIC n. *: End. P/ correspondência:

Leia mais

CPAI COMISSÃO PERMANENTE DE APOIO AO INVESTIDOR

CPAI COMISSÃO PERMANENTE DE APOIO AO INVESTIDOR ANEXO V - NOTAS EXPLICATIVAS Este formulário é de preenchimento obrigatório e serve de sustentação à auto-avaliação realizada no Anexo III Os itens I Preenchimento dos requisitos de elegibilidade e II

Leia mais

ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------------- 2. OBJECTIVOS E JUSTIFICAÇÃO DO PROJECTO

ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------------- 2. OBJECTIVOS E JUSTIFICAÇÃO DO PROJECTO - 1 - ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------------- 1 2. ANTECEDENTES--------------------------------------------------------------------------- 1 3.

Leia mais

REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS

REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS 1. O Regulamento referente à compensação pela não

Leia mais

Direcção-Geral da Saúde

Direcção-Geral da Saúde Assunto: PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA AS ONDAS DE CALOR 2008 RECOMENDAÇÕES SOBRE VESTUÁRIO APROPRIADO EM PERÍODOS DE TEMPERATURAS ELEVADAS Nº: 21/DA DATA: 07/08/08 Para: Contacto na DGS: Todos os Estabelecimentos

Leia mais

Seminário de Abertura da Discussão Pública da proposta de Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação

Seminário de Abertura da Discussão Pública da proposta de Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação Seminário de Abertura da Discussão Pública da proposta de Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação Direcção Regional de Florestas do Alentejo Lisboa, 21 de Julho de 2011 Sistemas Fundamentais

Leia mais

Licenciamento Ambiental Manejo Arbóreo na cidade de São Paulo

Licenciamento Ambiental Manejo Arbóreo na cidade de São Paulo Licenciamento Ambiental Manejo Arbóreo na cidade de São Paulo Engº Agrº José Daniel Barbosa de Barros Conceitos e Definições Meio Ambiente: conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem

Leia mais

Lisboa. predominante. Constituem áreas de enquadramento e valorização dos núcleos históricos edificados. Tipologia dominante dos edifícios.

Lisboa. predominante. Constituem áreas de enquadramento e valorização dos núcleos históricos edificados. Tipologia dominante dos edifícios. Classes Subclasses Categorias Subcategoria Espaço urbano Históricas Áreas históricas habitacionais Consolidadas De estruturação De reconversão Espaços urbanos cujas características morfológicas, arquitectónicas

Leia mais

A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE

A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE A PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E A REGIÃO NORTE Autores: 1 Gabriela Azevedo e Rita Ramos Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS No âmbito dos procedimentos da Avaliação

Leia mais

PARQUE EÓLICO DA SERRA DA ALVOAÇA VOLUME 1 SUMÁRIO EXECUTIVO

PARQUE EÓLICO DA SERRA DA ALVOAÇA VOLUME 1 SUMÁRIO EXECUTIVO PARQUE EÓLICO DA SERRA DA ALVOAÇA PROJECTO DE EXECUÇÃO RELATÓRIO DE CONFORMIDADE AMBIENTAL DO PROJECTO DE EXECUÇÃO (RECAPE) VOLUME 1 SUMÁRIO EXECUTIVO ÍNDICE DE PORMENOR 1. INTRODUÇÃO...1 2. PROCESSO DE

Leia mais

PLANBELAS, S.A. Missão, Visão e Valores

PLANBELAS, S.A. Missão, Visão e Valores PLANBELAS, S.A. Missão, Visão e Valores Missão (razão de ser): Desenvolver projectos residenciais de referência, com uma visão de longo prazo, baseados em princípios de excelência, sustentáveis e integrados

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC - SNUC PREVISÃO LEGAL Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e àcoletividade

Leia mais

Ministério do Meio Ambiente IMPLEMENTAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Ministério do Meio Ambiente IMPLEMENTAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Unidade de Conservação Área geograficamente estabelecida para se alcançar um objetivo específico de conservação por meio do uso controlado dos recursos biológicos

Leia mais

Plano de Pormenor de Salvaguarda e Valorização do Núcleo Histórico de Sines. Proposta de Termos de Referência

Plano de Pormenor de Salvaguarda e Valorização do Núcleo Histórico de Sines. Proposta de Termos de Referência Plano de Pormenor de Salvaguarda e Valorização do Núcleo Histórico de Sines Proposta de Termos de Referência Câmara Municipal de Sines Divisão de Planeamento, Ordenamento do Território e Ambiente OUTUBRO

Leia mais

CARTA EUROPEIA DO ENOTURISMO PRINCIPIOS GERAIS

CARTA EUROPEIA DO ENOTURISMO PRINCIPIOS GERAIS PRINCIPIOS GERAIS I. OS FUNDAMENTOS DO ENOTOURISMO 1. Por enotourismo queremos dizer que são todas as actividades e recursos turísticos, de lazer e de tempos livres, relacionados com as culturas, materiais

Leia mais

MAPA DE RUÍDO DO MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE FAMALICÃO

MAPA DE RUÍDO DO MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE FAMALICÃO MAPA DE RUÍDO DO MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE FAMALICÃO Actualização segundo o D.L. 9/2007, 17 de Janeiro RESUMO NÃO TÉCNICO Equipa Técnica do Mapa de Ruído: Luís Conde Santos, Director do Laboratório Susana

Leia mais

Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical - Ecotropical

Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical - Ecotropical Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical - Ecotropical Realização: Instituto Energias do Brasil Endereço: Rua Bandeira Paulista, 530 11º andar CEP: 04532-001 São Paulo São Paulo, Brasil. Responsável:

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

PLANO DIRETOR MUNICIPAL DE CANTANHEDE (ALTERAÇÃO)

PLANO DIRETOR MUNICIPAL DE CANTANHEDE (ALTERAÇÃO) DEPARTAMENTO DE URBANISMO Divisão de Ordenamento do Território PLANO DIRETOR MUNICIPAL DE CANTANHEDE (ALTERAÇÃO) AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA RELATÓRIO JUSTIFICATIVO PARA A NÃO REALIZAÇÃO JULHO 2012

Leia mais

A Influência da Indústria em Meio Urbano. Metodologia de Estudo. Sara Capela, Luísa Carrilho, Carlos Pedro Ferreira RESUMO

A Influência da Indústria em Meio Urbano. Metodologia de Estudo. Sara Capela, Luísa Carrilho, Carlos Pedro Ferreira RESUMO A Influência da Indústria em Meio Urbano Metodologia de Estudo Sara Capela, Luísa Carrilho, Carlos Pedro Ferreira RESUMO A metodologia de avaliação da influência da indústria na qualidade do ar em meio

Leia mais

ESTUDO DO IMPACTE AMBIENTAL

ESTUDO DO IMPACTE AMBIENTAL ENERGIN AZÓIA Empresa de Cogeração Industrial, S.A. CENTRAL DE COGERAÇÃO A INSTALAR NA SOLVAY PORTUGAL (PÓVOA DE SANTA IRIA, VILA FRANCA DE XIRA) ESTUDO DO IMPACTE AMBIENTAL RESUMO NÃO TÉCNICO Maio de

Leia mais

Resumo Não Técnico. Projecto de Alteração.

Resumo Não Técnico. Projecto de Alteração. ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL Resumo Não Técnico TAFE TRATAMENTO DE ALUMÍNIO E FERRO, S.A. Projecto de Alteração. Data: 11 de Dezembro de 2003 Copyright SIA / NAIMET 2003 1.- Índice 1.- Índice... 2 2.- Introdução...

Leia mais

Capítulo 07. Distribuição dos Ecossistemas

Capítulo 07. Distribuição dos Ecossistemas Capítulo 07 Distribuição dos Ecossistemas A terra possui regiões que apresentam características próprias, onde cada uma desenvolve sua flora e fauna típica, sejam elas aquáticas ou terrestres, vindo a

Leia mais

Construção de Charcos*

Construção de Charcos* Construção de Charcos* O que são, e para que servem? Os charcos são massas de água parada ou de corrente muito reduzida, de carácter permanente ou temporário, de tamanho superior a uma poça e inferior

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE SINES Plano de Pormenor da Cidade Desportiva. Proposta de Plano. Regulamento

CÂMARA MUNICIPAL DE SINES Plano de Pormenor da Cidade Desportiva. Proposta de Plano. Regulamento CÂMARA MUNICIPAL DE SINES Plano de Pormenor da Cidade Desportiva Proposta de Plano Regulamento Novembro de 2011 CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS... 2 ARTIGO 1º OBJECTIVO E ÂMBITO 2 ARTIGO 2º RELAÇÃO COM OUTROS

Leia mais

PROXIMIDADE AEROPORTUÁRIA: CONTRIBUTOS PARA UMA LEITURA SÓCIO-ECOLÓGICA

PROXIMIDADE AEROPORTUÁRIA: CONTRIBUTOS PARA UMA LEITURA SÓCIO-ECOLÓGICA PROXIMIDADE AEROPORTUÁRIA: CONTRIBUTOS PARA UMA LEITURA SÓCIO-ECOLÓGICA João Craveiro, Margarida Rebelo, Marluci Menezes, Paulo Machado Laboratório Nacional de Engenharia Civil Departamento de Edifícios

Leia mais

Grandes Problemas Ambientais

Grandes Problemas Ambientais Grandes Problemas Ambientais O aumento do efeito de estufa; O aquecimento global; A Antárctica; A desflorestação; A Amazónia; A destruição da camada de ozono; As chuvas ácidas; O clima urbano; Os resíduos

Leia mais

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Técnico: Maria das Dores de V. C. Melo Coordenação Administrativa-Financeira:

Leia mais

SENAC - RS NÚCLEO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

SENAC - RS NÚCLEO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAC - RS NÚCLEO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL PROJETO DE PESQUISA Plantar é preservar! Plante hoje, respire amanhã. Alegrete, de Janeiro de 2011 Plantar é preservar a vida. Plante hoje, respire amanhã. Professor

Leia mais

Excelentíssimo Senhor. Presidente da República Portuguesa. Doutor Aníbal Cavaco Silva

Excelentíssimo Senhor. Presidente da República Portuguesa. Doutor Aníbal Cavaco Silva Excelentíssimo Senhor Presidente da República Portuguesa Doutor Aníbal Cavaco Silva Assunto: carta aberta sobre riscos e oportunidades do novo pacote de Reabilitação Urbana. Pedido de ponderação do exercício

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO

PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO 27.4.2001 PT Jornal Oficial das Comunidades Europeias L 118/41 II (Actos cuja publicação não é uma condição da sua aplicabilidade) PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO RECOMENDAÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO

Leia mais

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA Atividade de Ciências 5º ano Nome: ATIVIDADES DE ESTUDO Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA ARAUCÁRIA MANGUEZAL PANTANAL CAATINGA CERRADO

Leia mais

II - QUALIDADE DO AR JANEIRO 2009

II - QUALIDADE DO AR JANEIRO 2009 JANEIRO 2009 II - QUALIDADE DO AR FICHA TÉCNICA O Plano Municipal de Odivelas foi elaborado por iniciativa do Município de Odivelas, em resultado da deliberação, de 2001, da então Comissão Instaladora

Leia mais

Anexo VII. Tratamento de Dados. Contributos para a Carta de Desporto da Natureza do Parque Natural da Serra da Estrela

Anexo VII. Tratamento de Dados. Contributos para a Carta de Desporto da Natureza do Parque Natural da Serra da Estrela Anexo VII Tratamento de Dados Contributos para a Carta de Desporto da Natureza do Parque Natural da Serra da Estrela Os dados apresentados na figura seguinte referem-se aos pareceres resultantes dos pedidos

Leia mais

Posição da SPEA sobre a Energia Eólica em Portugal. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

Posição da SPEA sobre a Energia Eólica em Portugal. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves Posição da SPEA sobre a Energia Eólica em Portugal Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves 1. Introdução A energia eólica é a fonte de energia que regista maior crescimento em todo o mundo. A percentagem

Leia mais

O SERVIÇO DE ENGENHARIA SANITÁRIA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

O SERVIÇO DE ENGENHARIA SANITÁRIA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE O SERVIÇO DE ENGENHARIA SANITÁRIA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE 1. INTRODUÇÃO Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito Saúde e Ambiente abarca as consequências para a saúde, das interacções entre

Leia mais

GESTÃO DO RISCO DE INCÊNDIO FLORESTAL COM RECURSO À PASTORÍCIA

GESTÃO DO RISCO DE INCÊNDIO FLORESTAL COM RECURSO À PASTORÍCIA . GESTÃO DO RISCO DE INCÊNDIO FLORESTAL COM RECURSO À PASTORÍCIA As atividades humanas transformaram e modelaram a Serra da Estrela. O aproveitamento de madeiras e lenhas, transformaram as encostas outrora

Leia mais

CONVENÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA

CONVENÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA CONVENÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA António Gonçalves Henriques CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA CONCEITOS DE BASE Biodiversidade ou Diversidade Biológica é o conjunto das diferentes

Leia mais

CONTROLO DE EROSÃO E AMBIENTE

CONTROLO DE EROSÃO E AMBIENTE CONTROLO R DE EROSÃO E AMBIENTE Pavimentos permeáveis e ecológicos ÍNDICE Geogrelha... 3 Stop ICU... 3 Particularidades da Geogrelha Campos de Aplicação... 6 Especificidades da Geogrelha... Pág. Geogrelha

Leia mais

Comunidades Sustentáveis

Comunidades Sustentáveis Comunidades Sustentáveis Ph.D., Engº do Ambiente Dep. Engª Civil, Arquitectura / Instituto Superior Técnico manuel.pinheiro@civil.ist.utl.pt ou manuel.pinheiro@lidera.info Comunidades? Comunidade communitas,

Leia mais

Boas práticas ambientais e melhores técnicas disponíveis na industria extractiva

Boas práticas ambientais e melhores técnicas disponíveis na industria extractiva centro tecnológico da cerâmica e do vidro coimbra portugal Boas práticas ambientais e melhores técnicas disponíveis na industria extractiva C. M. Porto Mós M s 24/02/2010 25022010 1 centro tecnológico

Leia mais

MONTIJO, CIDADE SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL DA CICLOVIA A UMA REDE PEDONAL E CICLÁVEL

MONTIJO, CIDADE SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL DA CICLOVIA A UMA REDE PEDONAL E CICLÁVEL MONTIJO, CIDADE SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL DA CICLOVIA A UMA REDE PEDONAL E CICLÁVEL Identificação do ponto de partida: O Município de Montijo: - Integra a Rede Portuguesa das Cidades Saudáveis, com quatro

Leia mais

Aproveitamento Solar Passivo - Aproveitamento da energia para aquecimento de edifícios ou prédios, através de concepções e estratégias construtivas.

Aproveitamento Solar Passivo - Aproveitamento da energia para aquecimento de edifícios ou prédios, através de concepções e estratégias construtivas. GLOSSÁRIO Aproveitamento Solar Passivo - Aproveitamento da energia para aquecimento de edifícios ou prédios, através de concepções e estratégias construtivas. Ar Condicionado - Expressão utilizada largamente

Leia mais

REGULAMENTO DO CURSO DE MESTRADO (2º CICLO) EM ENGENHARIA FLORESTAL E DOS RECURSOS NATURAIS

REGULAMENTO DO CURSO DE MESTRADO (2º CICLO) EM ENGENHARIA FLORESTAL E DOS RECURSOS NATURAIS 1.1 REGULAMENTO DO CURSO DE MESTRADO (2º CICLO) EM ENGENHARIA FLORESTAL E DOS RECURSOS NATURAIS Ao abrigo do Decreto-Lei nº 74/2006 de 24 de Março, e do disposto na Deliberação nº 1487/2006 da Reitoria

Leia mais

FÓRUM DE INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS SUSTENTÁVEIS. Desenvolvimento de Atividades Inovadoras para a Gestão do Território

FÓRUM DE INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS SUSTENTÁVEIS. Desenvolvimento de Atividades Inovadoras para a Gestão do Território FÓRUM DE INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS SUSTENTÁVEIS 7 Novembro Santiago de Compostela Desenvolvimento de Atividades Inovadoras para a Gestão do Território 2 DESOURB Desenvolvimento Urbano Sustentável EIXOS

Leia mais

Convenção Europeia da Paisagem Florença 20.X.2000

Convenção Europeia da Paisagem Florença 20.X.2000 Convenção Europeia da Paisagem Florença 20.X.2000 Preâmbulo Os membros do Conselho da Europa signatários da presente Convenção, Considerando que o objectivo do Conselho da Europa é alcançar uma maior unidade

Leia mais

PÓS-AVALIAÇÃO EM AIA

PÓS-AVALIAÇÃO EM AIA Engenharia Civil: 5º ano / 10º semestre Engenharia do Territorio: 4º ano / 8º semestre PÓS-AVALIAÇÃO EM AIA Articulação da AIA com outros regimes de licenciamento IMPACTES AMBIENTAIS 9 ª aula Prof. Doutora

Leia mais

CALENDÁRIO E PROGRAMA DE TRABALHOS PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE GESTÃO DE BACIA HIDROGRÁFICA 2016-2021. Documento de apoio à participação pública

CALENDÁRIO E PROGRAMA DE TRABALHOS PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE GESTÃO DE BACIA HIDROGRÁFICA 2016-2021. Documento de apoio à participação pública CALENDÁRIO E PROGRAMA DE TRABALHOS PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS DE GESTÃO DE BACIA HIDROGRÁFICA 2016-2021 Documento de apoio à participação pública 22 de dezembro 2012 Atualização maio 2013 Departamento

Leia mais

PORTARIA MMA Nº 43, DE 31 DE JANEIRO DE 2014

PORTARIA MMA Nº 43, DE 31 DE JANEIRO DE 2014 PORTARIA MMA Nº 43, DE 31 DE JANEIRO DE 2014 A MINISTRA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto na Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, e no Decreto nº 6.101,

Leia mais

Parecer Plano de Pormenor do Palacete Ribeiro da Cunha

Parecer Plano de Pormenor do Palacete Ribeiro da Cunha Parecer Plano de Pormenor do Palacete Ribeiro da Cunha Considerações iniciais O Plano de Pormenor em apreço refere à Conservação, Reconstrução e Reabilitação do Palacete Ribeiro da Cunha. O propósito deste

Leia mais

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8 Climas e Formações Vegetais no Mundo Capítulo 8 Formações Vegetais Desenvolvem-se de acordo com o tipo de clima, relevo, e solo do local onde se situam.de todos estes, o clima é o que mais se destaca.

Leia mais

ESTRATÉGIA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DA BIODIVERSIDADE

ESTRATÉGIA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DA BIODIVERSIDADE ESTRATÉGIA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DA BIODIVERSIDADE 1. O Grupo Português da ProGEO European Association for the Conservation of the Geological Heritage congratula-se com a iniciativa do

Leia mais

Insert client logo (on Master Page) Responsabilidade Ambiental Transferência de Riscos e Garantia Financeira

Insert client logo (on Master Page) Responsabilidade Ambiental Transferência de Riscos e Garantia Financeira Insert client logo (on Master Page) Responsabilidade Ambiental Transferência de Riscos e Garantia Financeira Carlos Figueiredo 06/05/2010 Índice O Regime de Responsabilidade Ambiental Garantia Financeira

Leia mais

A NOVA LEGISLAÇÃO PARA RESÍDUOS RESULTANTES DA ACTIVIDADE EXTRACTIVA

A NOVA LEGISLAÇÃO PARA RESÍDUOS RESULTANTES DA ACTIVIDADE EXTRACTIVA A NOVA LEGISLAÇÃO PARA RESÍDUOS RESULTANTES DA ACTIVIDADE EXTRACTIVA João M. L. Meira Geólogo Mário J. N. Bastos Engenheiro de Minas INTRODUÇÃO A exploração de minas e pedreiras, bem como a actividade

Leia mais

Biotecnologia Enquadramento Normativo da Segurança e Higiene no Trabalho

Biotecnologia Enquadramento Normativo da Segurança e Higiene no Trabalho Biotecnologia Enquadramento Normativo da Segurança e Higiene no Trabalho Maria Helena Franco, Alice C. Rodrigues, João Paulo Sousa Direcção de Serviços de Prevenção de Riscos Profissionais (DSPRP), Instituto

Leia mais

Quadro 1 Grupos de variáveis a inventariar

Quadro 1 Grupos de variáveis a inventariar Quadro 1 Grupos de variáveis a inventariar relativas ao meio inerte relativas ao meio biológico climáticos relativos terra à relativos à água existente, superficial ou subterrânea Fauna relacionadas com

Leia mais

6. AGRICULTURA DE PRECISÃO. EXEMPLO DA AVALIAÇÃO DO EFEITO DA TOPOGRAFIA E DA REGA SOBRE A VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DA PRODUTIVIDADE DO MILHO

6. AGRICULTURA DE PRECISÃO. EXEMPLO DA AVALIAÇÃO DO EFEITO DA TOPOGRAFIA E DA REGA SOBRE A VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DA PRODUTIVIDADE DO MILHO 6. AGRICULTURA DE PRECISÃO. EXEMPLO DA AVALIAÇÃO DO EFEITO DA TOPOGRAFIA E DA REGA SOBRE A VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DA PRODUTIVIDADE DO MILHO José Rafael Marques da Silva (1) e Luís Leopoldo Silva

Leia mais

1. Conectividade. Conceito: É sair de casa e poder ir ao bairro do lado sem ter de dar grandes voltas.

1. Conectividade. Conceito: É sair de casa e poder ir ao bairro do lado sem ter de dar grandes voltas. 1. Conectividade Em que medida o ambiente urbano/pedonal dispõe de uma rede integrada que permite conectar origens e destinos, que passa, por exemplo, pela existência e continuidade de uma infra-estrutura

Leia mais

Controlo de Espécies Vegetais Exóticas Invasoras

Controlo de Espécies Vegetais Exóticas Invasoras Programa de Ocupação dos Tempos Livres RELATÓRIO DO PROJECTO Controlo de Espécies Vegetais Exóticas Invasoras Julho de 2006 Programa de Ocupação dos Tempos Livres RELATÓRIO DO PROJECTO Controlo de Espécies

Leia mais

ASPECTOS CONSTRUTIVOS E AMBIENTAIS DE TELHADOS VERDES EXTENSIVOS

ASPECTOS CONSTRUTIVOS E AMBIENTAIS DE TELHADOS VERDES EXTENSIVOS I Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental - I COBESA ASPECTOS CONSTRUTIVOS E AMBIENTAIS DE TELHADOS VERDES EXTENSIVOS Matheus Paiva Brasil (1) Graduando em Engenharia Sanitária e Ambiental

Leia mais

Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns.

Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns. OS BIOMAS BIOMAS Conjunto de ecossistemas caracterizados por tipos fisionômicos vegetais comuns. ECOSSISTEMA Comunidade de organismos (biocenose) junto com o ambiente físico e químico (biótopo) no qual

Leia mais

O que é a DESERTIFICAÇÃO?

O que é a DESERTIFICAÇÃO? Maria José Roxo Pedro Cortesão Casimiro Tiago Miguel Sousa O que é a DESERTIFICAÇÃO? Projecto DesertLinks Framework 5 União Europeia Geografia e Planeamento Regional Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Leia mais

PE-CONS 3619/3/01 REV 3

PE-CONS 3619/3/01 REV 3 PE-CONS 3619/3/01 REV 3 relativa à avaliação dos efeitos de determinados planos e programas no ambiente O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade

Leia mais

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o,

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o, L 197/30 PT Jornal Oficial das Comunidades Europeias 21.7.2001 DIRECTIVA 2001/42/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 27 de Junho de 2001 relativa à avaliação dos efeitos de determinados planos e

Leia mais

Projecto de Enquadramento Geral

Projecto de Enquadramento Geral A Política de Biodiversidade da EDP e o Envolvimento da Projecto de Enquadramento Geral Outubro 2010 A Politica de Biodiversidade da EDP no Envolvimento da Direcção de Sustentabilidade e Ambiente 1 Módulo

Leia mais

d) Licença ambiental de operação documento

d) Licença ambiental de operação documento I SÉRIE N.º 84 DE 13 DE JULHO DE 2007 1283 Decreto n.º 59/07 de 13 de Julho Considerando que a Lei n.º 5/98, de 19 de Junho, Lei de Bases do Ambiente, estabelece a obrigatoriedade de licenciamento das

Leia mais

2. Enquadramento metodológico

2. Enquadramento metodológico 1. A Agenda 21 LOCAL 1. Em 1992, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento (CNUAD) aprovou um Plano de Acção para o Século 21, intitulado Agenda 21. Realizada

Leia mais

A organização nacional do sector da água: pontos fortes e pontos fracos. um contributo português para o desenvolvimento do sector da Água

A organização nacional do sector da água: pontos fortes e pontos fracos. um contributo português para o desenvolvimento do sector da Água A organização nacional do sector da água: pontos fortes e pontos fracos. um contributo português para o desenvolvimento do sector da Água no Mundo Como pode a PPA contribuir para uma melhor consolidação.

Leia mais

Projecto de Lei nº /X

Projecto de Lei nº /X Grupo Parlamentar Projecto de Lei nº /X ESTABELECE O REGIME APLICÁVEL À GESTÃO DE ÓLEOS ALIMENTARES USADOS Exposição de motivos: Os óleos alimentares usados são um resíduo não perigoso que carece de legislação

Leia mais

PLANO DE PORMENOR DO PARQUE EMPRESARIAL DA QUIMIPARQUE ESTARREJA

PLANO DE PORMENOR DO PARQUE EMPRESARIAL DA QUIMIPARQUE ESTARREJA PLANO DE PORMENOR DO PARQUE EMPRESARIAL DA QUIMIPARQUE ESTARREJA Regulamento n.º S / N.ª Data de Publicação em D.R., 1.ª Série-B, n.º 124 de: 29/06/2006 (RCM n.º 81/2006) Aprovado em Assembleia Municipal

Leia mais

Visita de Estudo ao Perímetro Florestal da Serra do Marão. Março de 2010 UTAD. Desenvolvimento Rural

Visita de Estudo ao Perímetro Florestal da Serra do Marão. Março de 2010 UTAD. Desenvolvimento Rural Março de 2010 UTAD Visita de Estudo ao Perímetro Florestal da Serra do Marão Desenvolvimento Rural Nuno Novais nº34001 Cláudio Lourenço nº 33999 André Ferreira nº34842 Luís Resende nº35462 Introdução O

Leia mais

PROPOSTA DE DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL

PROPOSTA DE DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL PROPOSTA DE DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL RECLASSIFICA A RESERVA NATURAL REGIONAL DO ILHÉU DE VILA FRANCA DO CAMPO A Reserva Natural do Ilhéu de Vila Franca do Campo, criada pelo Decreto Regulamentar Regional

Leia mais

Expansão do Parque Empresarial de Lanheses

Expansão do Parque Empresarial de Lanheses Expansão do Parque Empresarial de Lanheses Estudo de Impacte Ambiental Volume III Relatório elaborado para: GestinViana Edifício de Apoio à Doca de Recreio 4900 Viana do Castelo IMA 12.05-03/26 FEVEREIRO

Leia mais

Decreto n.º 45/80 Convenção sobre Poluição Atmosférica Transfronteiras a Longa Distância

Decreto n.º 45/80 Convenção sobre Poluição Atmosférica Transfronteiras a Longa Distância Decreto n.º 45/80 Convenção sobre Poluição Atmosférica Transfronteiras a Longa Distância O Governo decreta, nos termos da alínea c) do artigo 200.º da Constituição, o seguinte: Artigo único. É aprovada,

Leia mais

1. Em que consiste o Resumo Não Técnico?

1. Em que consiste o Resumo Não Técnico? 1. Em que consiste o Resumo Não Técnico? Este Resumo Não Técnico é um volume independente que integra o Estudo de Impacte Ambiental do Parque Eólico de S. Lourenço da Montaria. Destina-se, como o nome

Leia mais

Ecologia II: Ecossistemas fluviais. Manuela Abelho 2012

Ecologia II: Ecossistemas fluviais. Manuela Abelho 2012 Ecologia II: Ecossistemas fluviais Manuela Abelho 2012 3.1 Funções 3. ZONA RIPÍCOLA 2 Zonas ripícolas Espaços abertos que bordeiam os rios estabelecendo o seu limite e constituem a zona de transição entre

Leia mais

4. Visão e objectivos estratégicos

4. Visão e objectivos estratégicos A visão que se propõe para o futuro do Município da Sertã consubstancia-se em VENCER O FUTURO, CONSTRUINDO UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Esta visão, sustentada na contextualização sócio-económica e ambiental

Leia mais

ASSOCIAÇÃO TRANSUMÂNCIA E NATUREZA. apoie esta campanha em www.ppl.com.pt

ASSOCIAÇÃO TRANSUMÂNCIA E NATUREZA. apoie esta campanha em www.ppl.com.pt ASSOCIAÇÃO TRANSUMÂNCIA E NATUREZA apoie esta campanha em www.ppl.com.pt A Pombal do Coto Fernando Romão A Faia Brava é a primeira área protegida privada do país, no coração do vale do Côa, no Nordeste

Leia mais

Aula 14 Distribuição dos Ecossistemas Brasileiros Floresta Amazônica Mais exuberante região Norte e parte do Centro Oeste; Solo pobre em nutrientes; Cobertura densa ameniza o impacto da água da chuva;

Leia mais

Conceito de intervenção a hierarquização e estruturação do corredor cultural entre Chaves e Vila Real

Conceito de intervenção a hierarquização e estruturação do corredor cultural entre Chaves e Vila Real Conceito de intervenção a hierarquização e estruturação do corredor cultural entre Chaves e Vila Real A referenciação dos percursos como componentes da estrutura edificada (in Magalhães, Manuela; Arquitectura

Leia mais