Intróito. Antônio José Botelho 1. Professor Assistente do Cesf/Fucapi.

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1 Inovação como Fulcro da Competitividade Antônio José Botelho 1 Intróito Hoje, a palavra inovação aparece como um doce na boca de decanos experientes na senda do desenvolvimentismo. Tal procedimento, de adoçamento do discurso na dimensão do desenvolvimento tecnológico e industrial, resulta da herança positiva deixada pelo governo FHC, que introduziu a sigla conceitual da Inovação (I) aos esforços nacionais de Ciência e Tecnologia (C&T) 2. Poucos profissionais, quer dos governos, quer das próprias empresas, contudo, dominam o conceito, quando muito o confundem com o de difusão tecnológica. Esta percepção, claro, é percebida em nível local Manaus, e, é óbvio, não está isenta da própria imperfeição conceitual deste autor. Todavia, ousamos, mais uma vez, com essa reflexão. A confusão conceitual está, sobretudo, vinculada à não-contextualização correta da ambiência sinérgica que exige a cultura da inovação como fulcro da competitividade, aqui entendida como transcendental à simples lógica das vantagens competitivas estáticas os incentivos fiscais é o grande símbolo, que fornecia e fornece a energia propulsora do desenvolvimentismo, que operou a industrialização nacional na segunda metade do século passado e que opera a industrialização local - Manaus. É que com a superação da tradicional política industrial estruturada na substituição de importações incentivos fiscais + atração de investimentos + protecionismo -, via abertura da economia associada à configuração de uma nova filosofia de política industrial estruturada na busca da competitividade substituição competitiva de importações + internacionalização das firmas nacionais + inovação tecnológica + dentre outras exigências-, somente com a construção de vantagens competitivas dinâmicas poder-se-á conferir à economia nacional (regional ou local) patamares de crescimento econômico compatíveis com as oportunidades disponíveis hoje na economia mundial. Assim, esta reflexão procura clarear o principal vetor do Pólo Industrial de Manaus (PIM) concentração geográfica e os pertinentes vínculos horizontais, verticais e transversais entre empresas, entre empresas e fornecedores e clientes, entre empresas e universidades e institutos e centros de pesquisa, e, finalmente, entre universidades e institutos e centros de pesquisa propriamente dito, perseguindo a realização da inovação no mercado - que contribui para a realização da configuração de uma ambiência sinérgica vertida à cultura da inovação, encontrados em Schumpeter e Porter. A expectativa é contribuir, como sempre, para o capital social de Manaus, embevecido e entorpecido com as evidências positivas do Pólo Industrial de Manaus (PIM), basicamente possíveis em função das vantagens competitivas estáticas conferidas pelo Projeto ZFM. A transformação de Manaus num ambiente verdadeiramente inovador, longo é o caminho a trilhar, cuja vereda não pode ser conceitualmente equivocada, sob pena de se 1 Mestre Profissional em Engenharia de Produção, Especialista em Ciência Política. Assessor Técnico da Suframa, Professor Assistente do Cesf/Fucapi. 2 A Lei da Inovação, contudo, só veio ser sancionada pelo poder executivo em Tal fato corrobora a percepção desse autor de que até então a cultura da inovação no Brasil inexistia, considerando o contexto do desenvolvimentismo imanente do modelo de industrialização nacional, de substituição de importações, portanto de atração de investimentos com seus respectivos pacotes tecnológicos, cujas garantias de proteção do mercado interno não exigiam aplicações em P&D. Na necessidade atualização tecnológica, em regra, bastava a modernização via importação de máquinas e equipamentos de última geração. Assim, o empresariado em operação no Brasil, quer de origem nacional ou estrangeira, ainda não adotou a cultura da inovação como fonte de competitividade.

2 sucumbir quanto ao ideário da liberdade econômica com independência tecnológica, configurada por pujante crescimento econômico estruturados em marcas, patentes e royalties próprios, endógenos, reproduzindo a sina da tardialidade inerente ao modelo mental único da atração de investimentos, base eficaz do Projeto ZFM. Da Base Conceitual Entende-se que o imbricamento dos conceitos de inovação tecnológica (IT), de competitividade e de cluster conferem a identificação daquele vetor indispensável - concentração geográfica e vínculos - para a construção da ambiência sinérgica positiva favorável à cultura da inovação como fulcro da competitividade. Leia-se, sempre, Manaus como o nível local. Para Schumpeter, inovação, em nível geral, tem a ver com a lógica da combinação diferenciada dos fatores de produção. Assim, para Schumpeter produzir significa combinar materiais e forças que estão ao nosso alcance. Produzir outras coisas, ou as mesmas coisas com método diferente, significa combinar diferentemente esses materiais e forças. Na medida em que as novas combinações podem, com o tempo, originar-se das antigas por ajuste contínuo mediante pequenas etapas, há certamente mudanças, possivelmente há crescimento, mas não um fenômeno novo nem um desenvolvimento em nosso sentido. Na medida em que não for este caso, e em que as combinações aparecem descontinuamente, então surge o fenômeno que caracteriza o desenvolvimento. O desenvolvimento, no sentido que lhe damos, é definido então pela realização de novas combinações. Esse conceito engloba os cinco casos seguintes: 1) introdução de um novo bem ou de uma nova qualidade de um bem; 2) introdução de um novo método de produção; 3) abertura de um novo mercado; 4) conquista de uma nova fonte de oferta de matérias-primas ou de bens semimanufaturados; 5) estabelecimento de uma nova organização de qualquer indústria. (Schumpeter, J., 1982, p. 48) (Grifei). Em nível específico, a IT é o processo pelo qual a idéia ou invenção é transportada para a economia, ou seja, ela percorre o trajeto que vai desde a idéia, fazendo uso de tecnologias existentes ou buscadas para tanto, até criar um produto novo, processo ou serviço e colocá-lo em disponibilidade para consumo ou uso. A utilização completa do processo, pela implementação do produto ou serviço na economia, até que ele seja suplantado por outro, oriundo do ciclo que vai substituí-lo. Portanto, a IT tem duas etapas: geração de idéia ou invenção e conversão daquela idéia em um negócio (inovação = invenção + comercialização). O estudo da geração de uma idéia ou invenção está relacionado ao processo de P & D. A comercialização está voltada a temas como marketing de novos produtos e processos (Mattos, Guimarães, 2005, p. 19, 20) (Grifei). La competitividad industrial es el producto de la interacción compleja y dinámica entre cuatro niveles económicos y sociales de un sistema nacional, que son los seguientes: el nivel micro, de las empresas, las que buscan simultáneamente eficiencia, calidad, flexibilidad y rapidez de reacción, estando muchas de ellas articuladas en redes de colaboración mutua; el nivel meso, coorespondiente al estado y los actores sociales, que desarrollan políticas de apoyo específico, fomentan la formación de estructuras y articulan los procesos de aprendizaje a nível de la sociedad; el nível macro, que ejerce presiones sobre las empresas mediante exigencias de desempeño; y, por último, el que en este artículo se llama de nivel meta, que se estructura com sólidos patrones básicos de organización jurídica, política y económica, suficiente capacidad social de organización e integración y capacidad de los actores para la integración estratégica. (Esser e outros, 1996, p. 39) (Grifei).

3 Botelho (2001, p. 76 e 77), agrupou esse conceito de competitividade sistêmica em dois grandes subconjuntos a saber: de caráter restrito e de contexto amplo 3. O de caráter restrito diz respeito, inicialmente, a três vetores: 1) infra-estrutura física; 2) pesquisa e desenvolvimento tecnológico; e 3) capital intelectual. Todos tomados de forma integrada e indispensavelmente totalizada, promovidos fundamentalmente pelo Estado. Devem ficar adicionados aos três vetores, na lógica do caráter restrito, as ação das firmas que buscam, simultaneamente eficiência, qualidade, flexibilidade e rapidez de resposta ao mercado, preferencialmente em articulação de redes de colaboração mútua. Este é o caráter que está representado pelos níveis meso e micro definidos por Esser e outros. A lógica do caráter restrito da competitividade sistêmica configurado por Botelho (2001, p. 76 e 77), visa conferir um novo paradigma necessário a superação da dependência de vantagens competitivas estáticas, representadas pelos incentivos fiscais, e, por sua vez, contribuir para a construção das vantagens comparativas dinâmicas, representadas pelo conhecimento, imprescindíveis para o desenvolvimento econômico. Clusters, finalmente, são concentrações geográficas de empresas e instituições inter-relacionadas que atuam em determinado setor de atividade. Deve ficar claro, no contexto desse conceito, que embora a infra-estrutura da inovação geral estabeleça as condições para a inovação, em última análise são as empresas que lançam e comercializam as inovações, as quais não ocorrem de maneira uniforme (Porter e Stern, 2002, p.120) (Grifei). Importantíssimo para a finalidade dessa reflexão, é reparar a visão incompleta de Botelho (2001), quando afirmou que, na contextualização da dimensão de caráter restrito do conceito de competitividade sistêmica, a variável P&D era de competência fundamentalmente do Estado. Sim, correto. Mas, a partir do conceito de cluster em Porter e Stern (2002), para que a inovação ocorra na empresa, é igualmente fundamental a realização de P&D também em nível de empresas, atuando de forma articulada com a infra-estrutura de C&T&I do local. O ambiente para a inovação específica nos clusters está configurado na estrutura do diamante desenvolvida por Porter no final da década de Assim, a estrutura do diamante para a inovação contempla em seu vértice norte o contexto para a estratégia da empresa e concorrência, encorajando o investimento em atividade relacionada como inovação; no vértice leste encontra-se estabelecida as condições de demanda dos locais, onde clientes sofisticados e exigentes impulsionam as inovações, os quais têm prioridades sobre os clientes de outros lugares; ao sul posiciona-se os setores correlatos e de apoio, pois que a presença de fornecedores locais e de empresas relacionadas a estes possibilitam a ampliação de parcerias e alianças estratégicas no processo de inovação; e, finalmente, ao leste as condições de insumos, cuja disponibilidade de capital humano (relativo à pessoas) e intelectual (relativo às empresas e organizações) de alta qualidade 4, especialmente nas áreas técnico-científicas e gerencial, juntamente com a sólida infra-estrutura de pesquisa nas universidade e de informação, além da ampla oferta de capital de risco, condicionam o conjunto total de vetores que conferem aos locais leia-se clusters a ambiência positiva de inovação como condição indispensável para a competitividades das empresas e dos próprios locais (Porter e Stern, 2002, p.120) (Negritei). 3 Não interessa, para o contexto desta reflexão, o que Botelho (2001, p. 76 e 77) definiu como competitividade sistêmica de contexto amplo. 4 Observar que a integração desses capitais com sinergia positiva configura o capital social dos locais. Atende-se para o capital social de Manaus.

4 A robustez de tal arranjo não à toa foi associada pelo seu autor Porter a um diamante. Essa configuração, claro não é estática, aqui não apenas no sentido de movimento ou não-movimento, mas, sobretudo, de uma dinâmica evolutiva e permanente. Neste caso, quanto maior for essa dinâmica, maior serão suas fontes de inovação e de competitividade, por fim. Dos Vetores para a Construção da Ambiência Inovadora como Fulcro de Competitividade A identificação dos principais vetores vertidos a uma ambiência propulsora de inovação como sustentabilidade da competitividade de empresas e dos próprios locais onde elas se estabelecem está vinculada à dinâmica como os valores e agentes locais se estabelecem, se articulam e integram. Assim, cada um dos determinantes ou cada um dos vértices do diamante que ilustra a configuração de um cluster, isolados e em conjunto, aumenta ou diminui a vantagem competitiva dos locais. O efeito de um determinante depende, com freqüência, do estado dos outros. Os determinantes da vantagem nacional constituem um sistema complexo, através do qual muitas características nacionais influem no sucesso competitivo. Não obstante, o sistema é evolutivo e um determinante influi nos outros (Porter, 1989, p. 161). A vantagem competitiva constante de uma indústria vem do intercâmbio autofortalecedor das vantagens em várias áreas, criando um ambiente difícil de ser reproduzido pelos competidores estrangeiros (Porter, 1989, p. 161). Os determinantes individuais se combinam num sistema dinâmico. Cada determinante é influenciado pelos outros. Todavia, dois elementos rivalidade interna e concentração geográfica da indústria têm capacidade particularmente grande de transformar o diamante num sistema: a rivalidade interna, porque promove o aperfeiçoamento de todo o diamante, e a concentração geográfica, porque eleva e amplia as interações dentro do diamante (Porter, 1989, p. 161). A operação e a influência mútua dos determinantes permitem-nos explorar como as indústrias e grupos de indústrias competitivas nascem e se modificam. Também oferecem base para compreendermos por que as indústrias locais fenecem e morrem (Porter, 1989, p. 162). Portanto, além de Porter definir que a competitividade com fulcro na inovação tecnológica exige que todos os vértices estejam articulados recebendo mutuamente potencialidades, seleciona dois elementos que deteriam a capacidade de aperfeiçoar o cluster rivalidade interna e a ampliar suas interações concentração geográfica. No que concerne ao PIM, é inequívoco que não dispõe de condições de fatores que se assemelhem à fronteira tecnológica; de igual forma suas condições de demanda são frágeis pois que seu mercado está além de seu local, como da mesma forma, além de seu local está a rivalidade de suas empresas, cujas gestões estratégica e tecnológica são definidas exogenamente em função daquela fronteira tecnológica e da demanda global. Assim, resta como possibilidade para caracterizar a inovação como competitividade no PIM, a concentração geográfica ampliada, face ao desenvolvimento de fornecedores locais e, sobretudo, seus pertinentes vínculos. É o que faremos após delimitá-la segundo Porter.

5 O Papel da Concentração Geográfica Os competidores em muitas indústrias de sucesso internacional e, com freqüência, em grupos inteiros de indústrias estão muitas vezes localizados numa única cidade ou região dentro de um país. Por exemplo, nos Estados Unidos, muitas das principais agências de publicidade concentram-se na Madinson Avenue, na cidade Nova York; fabricantes de computadores de grande porte, como Comtrol Data, Cray Research, Burroughs (agora parte da Unisys) e Honeywell, têm todos sede em Mineapolis, Minesota. Companhias farmacêuticas e correlatas, entre as quais a Merck, Smithkline, American Lyanamid, Squibb, Becton-Dickvison e GR Bord, têm sede na área de Nova Jersey, Filadélfia (Porter, 1989, p. 186). É fato que o PIM concentra empresas importantes do ponto de vista de ações globais, que mantêm sua competitividade e o sucesso econômico - com elevado grau de inovações tecnológicas 5. As concentrações de rivais internas são, freqüentemente, cercados de fornecedores e localizados em áreas com concentrações de clientes particularmente sofisticados e significativos. A cidade ou região torna-se ambiente excepcional para a competição na indústria. O fluxo de informações, visibilidade e fortalecimento mútuo dentro dessa localização dão sentido à penetrante observação de Alfred Marshall de que em certos lugares uma indústria está no ar (Porter, 1989, p. 186). Conforme já dito, as empresas multinacionais do PIM começa a atrair fornecedores para dar vazão à escala econômica conquistada, como por exemplo, pelas líderes mundiais em sua área, a Moto Honda e Nokia. A concentração geográfica de empresas, em indústrias internacionalmente bem-sucedidas, ocorre muitas vezes porque a influência dos determinantes individuais no diamante e seu fortalecimento mútuo são intensificados pela proximidade geográfica dentro de um país. A concentração de rivais, clientes e fornecedores promoverá eficiências e especialização. O mais importante, porém, é a influência.da concentração geográfica na melhoria e inovação. Rivais localizados próximos tendem a ser competidores ciumentos e emocionais. As universidades localizadas perto de um grupo de competidores muito provavelmente tomarão conhecimento da indústria, perceberão que é importante e reagirão de acordo. Por sua vez, os competidores provavelmente financiarão e apoiarão a atividade universitária local. Fornecedores localizados perto estarão melhor colocados para intercâmbio e cooperação regular com a pesquisa e desenvolvimento da indústria. Os clientes sofisticados, localizados nas proximidades, oferecem as melhores possibilidades de transmissão de informação, dedicando-se a intercâmbio regular sobre as necessidades e tecnologias que surgem e exigindo do serviço e desempenho extraordinários do produto. A concentração geográfica numa indústria age como forte imã para atrair pessoas de talento e outros fatores (Porter, 1989, p. 186/187) (Grifei). Nesse contexto, Manaus começa a construir seu sistema de inovação, com o desenvolvimento de mecanismos e ferramentas convergentes, com recursos financeiros oriundos das empresas instaladas no PIM e do governo do Estado do Amazonas, como por exemplo, o Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). 5 A grande questão é: essas inovações são desenvolvidas em Manaus? Se parte delas o são, em que grau? Aonde se dá a apropriação desses avanços tecnológicos?

6 A concentração geográfica também é estimulada quando as empresas derivadas têm a tendência de se localizar perto da companhia original, porque os diretores não só vivem ali como também mantêm relações entre si. Também ocorre com freqüência a entrada de fornecedores, usuários ou indústrias correlatas na indústria em questão, localizados na mesma área (Porter, 1989, p. 187) (Grifei). Neste particular, registre-se o esforço histórico da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) de exigir diretores profissionais do capital - residentes em Manaus vinculados aos projetos industriais aprovados por força do Projeto ZFM. Ainda que com limitado poder de decisão, conforme veremos nos vínculos pertinentes à multinacionais instalados no Brasil, já se percebe uma elite de profissionais residindo em Manaus, cujas expressões são as moradias, os veículos, os barcos, enfim, o consumo, além do próprio relacionamento derivados de seus interesses econômicos frente às esferas do poder público. A proximidade aumenta a concentração da informação e, desse modo, a probabilidade de ser percebida, de se atuar de acordo com ela. A proximidade aumenta a velocidade do fluxo de informações dentro da indústria nacional e o ritmo no qual as inovações se difundem. Ao mesmo tempo, tende a limitar a disseminação dessas informações fora da indústria, porque a comunicação toma formas (como o contato pessoal) que são de lenta transmissão. A proximidade aumenta a visibilidade do comportamento do competidor, as vantagens evidentes de igualá-lo em suas melhorias e a probabilidade de que o orgulho local se combine com a motivação exclusivamente econômica para incentivar o comportamento das empresas. O processo de agrupamento e o intercâmbio entre as indústrias dentro do grupo também funciona melhor quando estas estão geograficamente concentradas. A proximidade leva ao conhecimento precoce dos desequilíbrios, necessidades ou limitações dentro do grupo, permitindo que sejam tratados ou explorados. A proximidade, portanto, transforma as influências isoladas no diamante num verdadeiro sistema (Porter, 1989, p ) (Grifei). Mais uma vez é importante registrar o esforço da Suframa, agora hodierno, de promover eventos de caráter técnico sobre vários temas vinculados à busca de competitividade, focando a cultura da inovação, a questão da logística integrada, a própria promoção comercial, onde o símbolo maior é a Feira Internacional da Amazônia (FIAM), em sua terceira versão a ser realizada no próximo segundo semestre final de agosto; início de setembro. Igualmente importante é o esforço empresarial de construir o Pacto Amazonense, cuja proposta está vinculada á lógica da cooperação e do aprendizado em busca de soluções inovadoras e permanentes para a consolidação do Projeto ZFM 6. O mais importante, todavia, é delimitar e caracterizar sob perspectivas de diferentes enfoques o que a concentração geográfica e seus vínculos oportunizam à Manaus para a construção de uma ambiência sinérgica vertida à cultura da inovação como fulcro de competitividade, portanto, fazendo com que a expansão sustentada do produto do PIM confirme as taxas de crescimento positivas que tem experimentado e que continuem elevadas por um longo período, quiçá respaldadas por vantagens competitivas dinâmicas, e que, tal processo, oportunize a construção de amazonidades com o desenvolvimento de uma trajetória tecnológica alternativa, baseada em 6 Ainda que se possam e até mesmo devam estabelecer contraditórios quanto a natureza filosófica das discussões e proposições, das quais este autor participou quando do início daquela construção, acredita-se que, com o tempo, os avanços imanentes à lógica das vantagens competitivas dinâmicas serão estabelecidas.

7 tecnologias limpas a explotar a biodiversidade, cujas taxas de crescimento econômico deverão ser, por sua vez, exponenciadas 7. Resultado da Pesquisa da FGV/Isae Em 2002, a Suframa contratou pesquisa sobre as Implicações de infra-estrutura de inovação para a capacitação tecnológica da indústria eletro-eletrônica e de duas rodas em Manaus: construção de base de competitividade do Pólo Industrial de Manaus para 2020 junto ao Programa de Pesquisa em Aprendizagem Tecnológica e Inovação Industrial no Brasil, vinculado a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que a realizou sob a coordenação do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE). A pesquisa foi estruturada para responder a seguinte questão, no que pertine ao assunto desta reflexão: Quais as principais características das ligações estabelecidas entre os principais componentes das organizações de apoio ao sistema de inovação em termo de sua natureza, freqüência com que ocorrem, resultados que delas emergem e importância (benefícios) das mesmas para um conjunto de empresas das indústrias eletroeletrônico, de motocicletas e bicicletas, e de empresas fornecedoras dessas indústrias, no Pólo Industrial de Manaus? (Figueiredo e Vedovello, 2003, p. 5) (Grifei). Grifei sistema de inovação exatamente para simbolizar o título dessa reflexão: inovação como fulcro da competitividade. De igual forma grifei conjunto de empresas..., simbolizando a concentração geográfica, caracterizada como um vetor fundamental juntamente com a rivalidade interna - que detêm a capacidade de aperfeiçoar um cluster, segundo Porter. Assim, as ligações ou vínculos entre as empresas e a infra-estrutura de inovação e entre as empresas e entre os entes da infra-estrutura propriamente dito é que caracterizarão ou não que a concentração industrial do PIM tem forte ou fraca configuração voltada para a inovação. Portanto, a construção da ambiência sinérgica positiva favorável à cultura da inovação como fulcro da competitividade, como assinalei inicialmente, converge para a implantação e implementação do Sistema Manaus de Inovação, o qual deve ser percebido: Como o conjunto de instituições distintas que, conjunta ou individualmente, contribuem para o desenvolvimento e a difusão de novas tecnologias e que proporcionam a estrutura dentro da qual os governos formam e implementam políticas para influenciar o processo de inovação. Trata-se de um sistema de instituições interconectadas para criar, armazenar, transferir e difundir informação, conhecimento, habilidades e instrumentos que definem novas tecnologias, novas formas de geri-las e novas formas de atuar no mercado. Nessa perspectiva, a performance inovadora de uma economia depende não somente de como as instituições (por exemplo, empresas, institutos de pesquisa, universidades, agências governamentais de política e de fomento) atuam e reagem individualmente, mas também de como elas interagem umas com as outras como elementos de um sistema coletivo de criação e utilização de informação e conhecimento e de como eles interagem com as instituições sociais (tais como valores, normas, estruturas legais intimamente vinculadas à história e a cultura da cada sociedade) (Figueiredo e Vedovello, 2003, p. 43/44) (Grifei). 7 Vide Trajetória Tecnológica Alternativa: o acaso amazônico (um enfoque a partir do Projeto ZFM), publicado pelo autor sem editora em 2004.

8 Poderia ter localizado esse conceito no tópico da base conceitual. Contudo, optei por lançá-lo neste tópico, de apresentação da pesquisa da FGV/ISAE, porque, além de constituir parte fundamental do marco teórico da própria pesquisa adotado por Figueiredo e Vedovello, constitui, segundo meu entendimento, um conceito inserido, contido mesmo, no determinante condições de insumos (ou de fatores) pertinente ao conceito de cluster em Porter 8. Dos Resultados Os principais resultados da pesquisa no que concerne ao conjunto de instituições e suas interações podem, assim, ser resumidas (Figueiredo e Vedovello, 2003, p ): 1. A infra-estrutura tecnológica local se acopla ao desenho e constituição da infra-estrutura nacional. Embora contando com algumas instituições ainda novas, em estágio de implantação e ajustes, a região encontra-se provida e apta a acompanhar e desempenhar, localmente, as ações e procedimentos adotados a nível federal no que concerne às atividades de C&T&I (Grifei). 2. As instituições da infra-estrutura tecnológica e as empresas fazem uso de um conjunto diverso de fontes (internas 9 e externas 10 ) de inovação para apoiar o desenvolvimento de suas atividades inovadoras. Das fontes internas, chama a atenção a utilização da alta administração, dos recursos humanos e dos departamentos de engenharia industrial e de planejamento da produção. Por outro lado, as atividades internas de P&D não se apresentam como uma fonte interna de inovação relevante, tendo sido mais utilizada pelas próprias instituições de infra-estrutura tecnológica 11. Das fontes externas, chama a atenção a aquisição de tecnologia da matriz 12, cursos de formação, a colaboração com empresas localizadas no PIM, colaboração com clientes e fornecedores (fora do PIM), vínculos com unidades da empresa (fora do PIM), a participação em feiras e reuniões temáticas, o acesso a universidades e institutos de pesquisas locais e não locais, o acesso a publicações científicas e comerciais. O acesso a universidades e institutos de pesquisa locais tem ocorrido por parte 8 Na reflexão Dinâmicas de Competitividade via Inovações Tecnológicas: cluster, arranjo produtivo local (APL) e sistema local de inovação (SLI), disponível este autor utiliza o conceito de SLI para demonstrar a vinculação entre os conceitos de APL e cluster, ambos variando de simples a complexos. Os primeiros, contudo, adotado como brasilidade, e o segundo como globalidade. 9 As fontes internas de inovação dizem respeito ao dinamismo interno de cada unidade pesquisada. Podem ser: atividades internas de P&D; alta administração; engenharia industrial; manutenção; planejamento da produção, dentre outras (Figueiredo e Vedovello, 2003, p. 126/127). 10 As fontes externas de inovação dizem respeito ao dinamismo de cada unidade pesquisada no sentido de complementar suas atividades internas de desenvolvimento com todas as possibilidades ao seu alcance. Podem ser: programas públicos, aquisição de tecnologia, cursos de formação, colaboração com clientes e fornecedores, com empresas concorrentes, com consultores, com universidades e institutos de pesquisa locais e não-locais, feiras e reuniões temáticas, publicações científicas e comerciais, patentes, dentre outras (Figueiredo e Vedovello, 2003, p. 127/128). 11 Esta evidência empírica explicita um mal e um bom sinal frente ao que chamamos de ambiência sinérgica positiva favorável à cultura da inovação como fulcro da competitividade. Mal porque Porter e Stern entendem que embora a infra-estrutura da inovação geral estabeleça as condições para a inovação, em última análise são as empresas que lançam e comercializam as inovações. Bom porque Figueiredo e Vedovello entendem que... a performance inovadora de uma economia depende não somente de como as instituições... atuam e reagem individualmente, mas também de como elas interagem umas com as outras como elementos de um sistema coletivo Sinal inequívoco de industrialização tardia por si só indutora da necessidade da capacitação tecnológica tardia.

9 de todos os setores representados neste trabalho, com ênfase ao setor eletro-eletrônico que o acessa até mais que a própria infra-estrutura tecnológica Em relação ao estabelecimento de ligações 14 entre as instituições da infra-estrutura tecnológica e as empresas, observa-se, de forma geral, uma maior incidência de ligações pelas empresas da indústria eletro-eletrônica, onde as ligações informais representam 50,8% das ligações estabelecidas, e as ligações de recursos humanos e as formais representam 24,6% respectivamente. Já para a amostra de empresas da indústria de duas rodas, as ligações de recursos humanos são as mais freqüentes, representando 50,0% das ligações estabelecidas, seguidas das ligações informais, com 45%, complementadas com as ligações formais ocorrendo de forma muito modesta. Para as empresas fornecedoras, predominam as ligações de recursos humanos (66,1%), seguidas de ligações informais (23,2%) e formais (10,7%). Note-se, então, que são as empresas do setor eletro-eletrônico as que mais implementam ligações formais, tanto através de instituições locais como não locais, demonstrando um maior dinamismo 15. Em relação às ligações formais não locais, em proporção não desprezível, confirma a necessidade dessas empresas em buscar fora da região complemento às suas atividades de pesquisa e desenvolvimento não encontradas localmente. Não há nada de errado nisso, contudo, as instituições da infra-estrutura local devem buscar uma maior contato com as empresas localizadas no PIM, objetivando identificar possibilidades de interação nas atividades relacionadas ao P&D executado pelas empresas 16 (Grifei). 4. Em relação as ligações estabelecidas entra as próprias instituições vinculadas à intra-infraestrutura, observa-se, de forma geral, um total de 349 ligações pontuais estabelecidas, das quais 189 são informais, 105 são de recursos humanos e 55 de ligações formais. O fato das ligações formais acontecerem em uma proporção tão reduzida sugere, fortemente, que as instituições que fazem parte da infra-estrutura tecnológica local deveriam buscar estreitar os seus laços, objetivando fortalecer as sinergias, executando tarefas complementares e otimizando os recursos existentes, tanto financeiros, como materiais e humanos. Por outro lado, constatou-se um dinamismo, por parte das instituições locais, em estreitar ligações 13 Talvez seja fruto da natureza filosófica do marco teórico relativo a Lei de Informática, já que a mesma permite que as empresas criem seus próprios institutos de pesquisa, transferindo aplicação em P&D das matrizes para Manaus, onde operam suas subsidiárias, cujos valores despendidos são complementados pela atração que essas subsidiárias exercem diretamente junto as entidades da infra-estrutura de C&T&I local.. 14 As ligações utilizadas na pesquisa são divididas em três categorias: informais, de recursos humanos e formais. As ligações informais são aquelas que representam um contato inicial entre empresas e instituições vinculadas à infraestrutura tecnológica. As ligações de recursos humanos estão relacionadas com a melhoria, treinamento e recrutamento e/ou alocação de recursos humanos qualificados. As ligações formais são contratos entre parceiros, com o compromisso de pagamento de taxas previamente estabelecidas, visando o desenvolvimento de projetos de pesquisa em bases individuais ou coletivas com a utilização de um equipamento específico, por exemplo ou conjunto para apoiar e complementar os esforços tecnológicos internos (Figueiredo e Vedovello, 2003, p. 47). 15 Pela própria conceituação de ligações informais (vide nota de roda pé acima), verifica-se que a prevalência dessas ligações das principais empresas instaladas no PIM com a infra-estrutura de C&T&I local, sugere o estágio elementar do Sistema Manaus de Inovação, cujos contatos não se transformam em contratos formais, por força de que a oferta tecnológica é assimétrica com as demandas tecnológica. 16 O ideal seria que essa busca fosse majoritariamente direcionada para parcerias com as empresas de capital e tecnologia, portanto, sintonizando mais a oferta com a demanda tecnológica, na lógica de um alvo móvel focado nas tendências da fronteira tecnológica, enquanto fundamento de política industrial neo-schumpeteriana desenvolvida pela professora Margarida Baptista, em Política Industrial: uma interpretação heterodoxa (2000), a ser aplicado em locais cuja economia sejam estruturadas em um conjunto de quase-firmas empresas atraídas por força de vantagens competitivas estáticas para realizarem investimentos e aplicarem suas tecnologias e que não dispõem da autonomia decisória como caracteriza o PIM.

10 formais, numa ordem de 49,1%, com entidades similares localizadas em outras regiões do país e mesmo do exterior. Esse comportamento reflete não só a busca por complementaridade de ações, mas também por um constante aprimoramento do conhecimento e um aumento do fluxo de informações e resultados dos trabalhos executados em conjunto (Grifei). 5. De uma forma geral, as ligações de todos os grupos acontecem de forma menos densa (até duas vezes por anos ao de 3 a 6 vezes ao ano), exceção feita às ligações formais que requerem, pela sua própria natureza, um contato mais assíduo entre os parceiros. 6. Existe uma baixa proporção de recrutamento de pesquisadores e engenheiros mais experientes em todos os setores produtivos. É importante salientar que isso não significa, necessariamente, ausência de atividades mais sofisticadas nessas empresas, pois as mesmas podem ser executadas através de cooperação com instituições da infra-estrutura local e não local. Entretanto, uma atitude mais pró-ativa das empresas em relação ao recrutamento de pessoal mais qualificado pode ser garantia de um desenvolvimento independente e autosustentado no futuro (Grifei). 7. Em relação à localização das instituições da infra-estrutura tecnológica com as quais os setores industriais estabelecem ligações, é importante salientar o predomínio das instituições locais para todos os tipos de ligação. Entretanto, o estabelecimento de ligações com instituições não locais não deve ser negligenciado, pois a proximidade física entre instituições e setor produtivo pode ser considerada importante, mas não suficiente para o estabelecimento de parcerias, principalmente quando essas interações envolvem atividades mais relacionadas com P&D 17. Das Recomendações Por sua vez, uma síntese das recomendações poderia ser assim posta (Figueiredo e Vedovello, 2003, p ): 1. Desenvolver trabalhos em rede para acelerar e fomentar resultados positivos; 2. Identificar focos produtivos para os resultados de pesquisa, buscando otimizar a utilização de recursos escassos e ampliar o número de beneficiários; 3. Atuação dos governos como catalisadores da cooperação entre o sistema de P&D e a indústria; 4. Encorajar a criação de novos negócios como parte estratégica regional; 5. Estimular o desenvolvimento de atividades de P&D na indústria através, por exemplo, da contratação de pesquisadores mais qualificados; 6. Atuação mais decisiva de lideranças do PIM na atualização sistemática de currículos nos cursos de graduação em administração de empresas; 7. Idem para os cursos de engenharia, aumentada a oferta de professores nas áreas de mecânica, elétrica e química industrial; 17 Estabelece-se, aqui, um certo contraditório com as argumentações de Porter para a assegurar o papel relevante da concentração geográfica junto à lógica de cluster. Talvez essa contradição possa ser resultado da inexistência de rivalidade no setor produtivo do PIM, na medida em que as gestões estratégica e tecnológica das marcas das multinacionais operadas por suas respectivas subsidiárias se dão em nível global.

11 8. Esforço para aumento de oferta de profissionais de nível técnico, principalmente na área de mecânica e, mais especificamente, em ferramentaria. Considerações Para confrontar as conclusões da pesquisa do tópico anterior frente aos pressuposto da base teórica adotada nesta reflexão, trazemos à tona um outro estudo contratado pela SUFRAMA. Desta feita, formulado à Fundação CERTI, objetivando o desenho de um Centro Tecnológico para a promoção do desenvolvimento econômico e social do PIM 18. Por sua vez, os pressupostos adotados pela Fundação CERTI estão estruturados em indicadores tradicionais de C&T&I, tais como investimentos em P&D&E&I, número de patentes e pagamentos de royalties para medir estágios de desenvolvimento tecnológico-industrial. Após enquadrar o PIM, especificamente os setores de DUAS RODAS e ELETROELETRÔNICO, num estágio inicial da concepção de cluster, portanto, de fraca integração de conhecimento vinculada àquele conceito, muito atrás de atores globais que se situam em estágios avançados e de liderança (fronteira tecnológica), tais como a indústria automobilística alemã e a de microssistemas estadunidense, cujas empresas atuam globalmente a partir de relevante sistema de pesquisa, ensino e desenvolvimento local, propôs, no escopo do Projeto CT-PIM 19, as seguintes metas para a diretriz pertinente à PROMOÇÃO DE DOMÍNIO TECNOLÓGICO AVANÇADO, cujo conceito subjacente representa a competência para viabilizar a geração, transferência e aplicação de tecnologias, por sua vez, sistematizadas e disseminadas pelos diversos atores (empresas, instituições públicas e privadas de P&D, etc.): Operar com investimentos reais em P&D&E&I local similar aos principais pólos tecnológicos mundiais; e Dispor de um nível elevado de engenharia local com excelência internacional, focada no desenvolvimento de produtos e processos caracterizados por: corpo técnico próprio das empresas, empresas de base tecnológica prestadora de serviços e/ou fornecedores de produtos/componentes de tecnologia avançada, e instituições de ensino e pesquisa com C&T&I de referência. (CERTI, 2002, p. 126). Além da simetria com a base teórica adotada nesta reflexão, percebe-se, ainda, uma inequívoca convergência da base teórica da Fundação CERTI com o fundamento do Livro Verde (2001), especialmente no quesito da Propriedade Intelectual, pertinente aos Desafios Institucionais, assegura que a questão central, do ponto de vista de diretrizes de longo prazo, é promover estímulos ao uso de mecanismos de propriedade intelectual, criando competências nessa área no País, visto que o número de patentes concedidas ou depositadas é mais indicador de excelência 18 É a segunda reflexão que este autor utiliza o confronto dos dois estudos. O primeiro, Indústria Eletroeletrônica de Consumo do PIM: gargalos, tecnologias, competências, tendências, ameaças e oportunidades, disponível no site focou fundamentalmente a questão das competências tecnológicas. Neste, o centro da discussão é a cultura da inovação como fonte de competitividade. As competências tecnológicas, certamente, é um dos vetores de sustentação da cultura da inovação, como mesmo fica claro no conceito de cluster em Porter, quando focamos o determinante condições de insumos ou de fatores. 19 Desenho finalizado propriamente dito do Centro Tecnológico para a promoção do desenvolvimento econômico e social do PIM, CT-PIM, cujo programa, com seus respectivos projetos, está em curso, ainda com os atrasos decorrentes dos entraves políticos e burocráticos, pela sua Unidade Estratégica, que deve ser, por isso mesmo, completamente assimilado e adotado por Manaus, como ente articulador e executor do Sistema Manaus de Inovação, conforme concepção original, sem prejuízo da entrada em ação de outros entes concorrentes como a SECT/AM.

12 das instituições que realizam pesquisas, bem como dos níveis nacionais de inovação, uma vez que, dentre outras oportunidades, criam efeitos cumulativos e prospectivos, uma vez que asseguram aos envolvidos a continuidade no desenvolvimento futuro de uma inovação, melhorando-a e desdobrando-a em outras inovações (e) competências para elaborar contratos e negociar elementos cada vez mas importantes na promoção dos arranjos coletivos para inovação e aprendizado (p. 243 e 242, respectivamente). Àquelas metas da Fundação CERTI, somam-se outras estratégias específicas, como programas de empreendedorismo e de incubação de empresas pertinentes à lógica ex post daquele domínio tecnológico avançado alinhado como meta, isto é, já considerando resultados positivos de um sistema local de inovação, o que não é o que acontece, considerando a necessidade premente do Projeto ZFM continuar com números crescentes de aprovação de projetos industrias frente às perspectivas de fortalecimento e consolidação do modelo adotado para a industrialização localtardia. A pesquisa realizada pela FGV/ISAE demonstra, frente à base teórica adotada e alinhada à da Fundação Certi, em outras palavras, que o SISTEMA MANAUS DE INOVAÇÃO é ainda fraco e que trilha pelas possibilidades da linearidade inerente aos países em desenvolvimento, isto é, a partir da capacitação tecnológica tardia, em grandes linhas, consolidando competências em processos e transitando para competências em produtos. O que resta para tais países é buscar saltos de qualidade em seus desenvolvimentos tecnológicos que devem dar, se é que pretendem se aproximar da fronteira tecnológica definida pelos países desenvolvidos, que não se comporta de forma linear, como, até mesmo a propósito, sugerem Figueiredo e Vedovello (2003, p. 25), em decorrência das inovações radicais, mais passíveis de serem conquistadas nos países desenvolvidos, com seus programas públicos e privados de P&D&E&I associados aos pertinentes sistemas de patentes e royalties, com que devem estruturar suas concernentes políticas tecnológicas 20. A propósito da dicotomia entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento, especialmente no caso em tela, isto é, de desenvolvimento tecnológico e industrial, Figueiredo e Vedovello trazem à baila associações entre o desenvolvimento de competências tecnológicas, base que lastreia o próprio sistema de inovação, e a origem do capital, cujas conclusões, de que, em regra, não há dependência, estabelecem nítido confronto com recente estudo elaborado pela SOBEET 21 (2000), que concluiu o seguinte: 20 Que em última análise não devem estar dissociadas de suas políticas industriais, como historicamente tem acontecido com o Brasil. 21 A Sobeet (2000) é uma organização não-governamental criada em 1994 que aborda a questão da inserção externa do Brasil de diversos pontos de vista. Para tanto, mantêm um fórum de reflexão que concentra suas atividades no debate sobre as tendências do processo de globalização econômica e seus impactos sobre as economias nacionais, sendo as empresas transnacionais e os fluxos financeiros, tecnológicos e comerciais por elas veiculados um dos seus principais objetos de estudo. Portanto, nada mais legítimo do que seus estudos para avaliar o posicionamento e a estratégia das multinacionais sediadas no PIM, no caso, relativamente aos fluxos tecnológicos. De pronto, afirma que é consenso que as empresas transnacionais operando em países emergentes, embora não realizem atividades inovadoras stricto senso, necessitam acompanhar, de perto, os padrões tecnológicos de seus pares internacionais. Porque então não associar o comportamento em nível de Brasil às especificidades do PIM, considerando que a plataforma industrial brasileira foi estruturada a partir da política industrial de substituição de importações e que o Projeto ZFM também foi idealizado sob essa égide.

13 Que para 75% das empresas predominantemente estrangeiras, as decisões de investimentos em inovação e capacitação tecnológica são definidas em conjunto pela empresa e pela matriz; Que para 18% delas a decisão é tomada unicamente pela empresa matriz; Logo, que apenas 7% tomam a decisão unicamente no Brasil; E ainda, que as empresas mencionaram que o grau de autonomia para a tomada de decisão está ligado aos recursos envolvidos; Portanto, que as empresas declararam que a natureza da inovação a ser desenvolvida ou aperfeiçoada e os recursos financeiros são fatores decisivos no que se refere à responsabilidade para a tomada de decisão, o que significa entender que projetos inovadores de baixo custo podem ser desenvolvidos pela empresa local sem necessariamente exigir anuência da matriz. Vale registrar que a SOBEET (2000) adota os conceitos pertinentes ao contexto da inovação e de capacitação tecnológica, que, como não poderia deixar de ser, sugerem convergência com os adotados pela Fundação CERTI, definidos nos Manuais Frascati e Oslo, elaborados pela OCDE Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico. Especificamente quanto às despesas, as definições são as seguintes: Despesas de P&D: são gastos (salários e encargos; matérias-primas; materiais de consumo; etc.) incorridos diretamente na geração de conhecimentos tecnológicos novos para a empresa, envolvendo pesquisa básica, pesquisa aplicada e desenvolvimento experimental; e Despesas com Capacitação Tecnológica: são gastos com atividades que suportam a execução dos trabalhos de P&D (treinamento; manutenção; registros de marcas e patentes; etc.), envolvendo, ainda, despesas com a aquisição de tecnologias (contratos em forma de royalties, assistência técnica; etc.) e despesas com engenharia não-rotineira (projeto de ferramentaria; (re)arranjos da planta industrial; etc.). Bem a propósito do amparo dos resultados da pesquisa da FGV/ISAE, Figueiredo e Vedovello trazem, ainda, explicações, quanto à categorização de empresas multinacionais ou transnacionais e empresas globais, frente às suas sutis diferenças estratégicas, no contexto do debate internacional quanto à globalização de competências tecnológicas inovadoras, especificamente junto à discussão de um maior equilíbrio entre as dimensões global e local (que geram a denominação GLOCAL). A análise de Figueiredo e Vedovello expressou claramente a adoção da categoria de empresas globais, que produzirem para o mercado mundial na perspectiva do espaço local que ofereça produção com menor custo (zonas francas, por exemplo), caracterizando-se, ainda, por estarem cada vez menos vinculadas ao país de origem. Neste ponto, estabelece-se um conflito, na medida em que seu portfólio de produtos visa atender as demandas mundiais de consumo, distanciando-se, portanto, da lógica do consumo local (e Manaus consome menos de 10% da produção do PIM), onde poderiam ser criados demandas e ofertas tecnológicas por inovações, junto ao contexto da tropicalização (ou caboclização) de produtos, robustecendo, com isso, os sistemas locais de inovação. Trata-se do que venho defendendo, de uma das contradições internas do Projeto ZFM, sinalizando um vazio estrutural, dentre outras contradições decorrentes de outros vazios estruturais vinculados aos demais vértices ou determinantes do conceito de cluster em Porter Tal lógica, de vazios estruturais, oportuniza caracterizar o PIM como um enclave industrial, derivado da conceituação original de enclaves minerais e agropecuários, a caminho de uma economia auto-sustentada, na medida em que se preenche esses vazios com a construção de vantagens competitivas dinâmicas, as quais, por sua vez, indicarão a trajetória tecnológica alternativa das amazonidades.

14 Como pode ser depreendido desta concepção analítica, em confronto com a adotada como coerente por Figueiredo e Vedovello, que a equação é simples: se não há recursos disponíveis, não há despesas em inovação e capacitação tecnológica; se não há despesas, não há desenvolvimento de competências tecnológicas e, portanto, de inovações tecnológicas. E, é óbvio, por outro lado, que empresas de capital estrangeiro, portanto, com controle societário vinculado à origem da respectiva tecnologia, quer sejam multinacionais, quer sejam transnacionais ou quer sejam globais, investem o que é necessário e possível nas suas matrizes para o aprimoramento de sua competitividade global a partir do desenvolvimento de novos produtos e processos, os quais é repassada para suas subsidiárias após a supressão do efeito vitrine, isto é, quando entram na fase de transição entre a ascendência e descendência tecnológica 23. É evidente que esse ciclo é cada vez mais curto em função do permanente e intensivo processo de inovações incrementais. A capacitação tecnológica tardia dos países em de desenvolvimento, onde operam as subsidiárias, quer sejam de origem multinacional, quer sejam de origem transnacional ou quer sejam origem global, visa atender, exatamente, as exigências das novas tecnologias transplantadas para operação em seus territórios. As empresas nacionais dos países em desenvolvimento, por seu turno, necessitam fazer os investimentos em P&D e capacitação tecnológica, se é que desejam superar o estigma da industrialização tardia, oportunizada com a aquisição de tecnologias dos países desenvolvidos, mediante pagamento de royalties, onerando a balança de serviços dos seus países, cujos serviços da dívida externa para o financiamento daquela industrialização imprime uma sobrecarga pesada às sociedades nacionais subdesenvolvidas. Na verdade, é evidente, que Figueiredo e Vedovello percebem essa lógica, na medida em que suas recomendações convergem para as de outras metodologias. Para tanto, definem, fundamentalmente, fronteira e gap tecnológico, conceitos associados, lato senso, aos estágios dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, respectivamente. Portanto, as abordagens das diferentes metodologias são complementares, considerando que, se de um lado, Figueiredo e Vedovello relevam os indicadores tradicionais incorporados em outras metodologias, adotando os vetores que conformam o capital organizacional 24, por outro lado, suas taxonomias para o desenho e implementação de política tecnológica, evidentemente, estão fortemente amparadas e estruturadas no capital tecnológico 25, portanto, adicionados aos vetores que conformam o capital organizacional, o que é fundamental para o desenvolvimento tecnológico. Neste sentido, a infra-estrutura tecnológica local, entendida refletida frente ao Sistema Nacional de Inovação, foi desenhada por Figueiredo e Vedovello (2003) adotando a vocação das entidades, expressas a partir de suas missões e visões: de coordenação e articulação (SUFRAMA e SECT/AM, por exemplo); de Fomento (FAPEAM e SEBRAE/AM) e de execução (UFAM e 23 Ainda que já seja possível a realização de lançamentos simultâneos ou quase-simultâneos de produtos inovados tecnologicamente, sinalizando a redução das unidades do tempo nas escalas do desenvolvimento tecnológico, caracterizando, portanto, os efeitos do globalismo. Isto é, as transferências de produções de produtos inovadores para o PIM já foram mais espaçadas no tempo. 24 Figueiredo e Vedovello explicitam os seguintes vetores no contexto do capital organizacional: motivação e compromisso com a mudança; comportamento da alta direção; relações cooperativas; processo de tomada de decisões; controle do canal de comunicação; fluxo de informações; interação/influência entre áreas funcionais; tipos de hierarquia; facilidade de uso de recursos na organização e atitude gerencial. 25 Poder-se-ia contextualizar os seguintes vetores à lógica do capital tecnológico, de dentro para fora da empresa: capital humano qualificado e especializado; projetos de P&D finalizados e aplicados; registros de marcas e patentes ativados; royalteis apropriados; redes de parcerias implementadas; alianças estratégicas estabelecidas, dentre outros.

15 GENIUS, por exemplo). Registramos, segundo nossa percepção, a alocação de entidades de forma inadequada, por exemplo, o SEBRAE/AM com vocação de fomento, com a atividade de financiamento ao desenvolvimento e inovação 26, bem como reservando peso excessivo a determinadas entidades no contexto atual, ainda incipiente, do Sistema Manaus de Inovação, como por exemplo, a AFEAM como financiadora negócios. Embora, evidente, seja exatamente isto que todos desejamos, isto é, a disponibilização de recursos financeiros 27 para empresas de base tecnológica 28. Um outro registro, é que apesar de não ter sido listada, a infra-estrutura tecnológica não-local foi em boa medida observada, o que representa um aspecto positivo, porém não por si só, uma vez que a lógica é fortalecer o Sistema Local de Inovação. Então, o fulcro da pesquisa foi estudar, de forma exaustiva, os vínculos existentes entre as empresas da amostra 29 e a infra-estrutura tecnológica local, a partir de ligações existentes entre aqueles atores nas categorias de LIGAÇÕES INFORMAIS, LIGAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS e LIGAÇÕES FORMAIS, adotando, ainda, as principais fontes de inovação: internas e externas. Na verdade, são os vínculos estabelecidos com as fontes externas que definem, em última análise, se o Sistema Local de Inovação é forte ou fraco, considerando a perspectiva da complementaridade, expressa pela inter e multidisplinaridade do desenvolvimento tecnológico, constituindo, portanto, as redes de pesquisa e de conhecimento. Registro, ainda, que as recomendações de Figueiredo e Vedovello, como por exemplo de formação de redes e de articulação dos governos frente ao setor produtivo, claro, convergem para a lógica do aprendizado e da cooperação subjacente à dinâmica do conceito de cluster em Porter. Digno de registro em destacado, todavia, é a recomendação de encorajar a criação de novos negócios como parte estratégica regional, que pode e deve ser confundida com a estratégia de criação de amazonidades, além da potencialização vinculada as externalidades decorrentes da própria capacitação tecnológica das empresas do PIM Registro, por outro lado, que em nenhum momento Figueiredo e Vedovello abordaram, de forma plena e explícita, a questão das Tecnologias Industriais Básicas (TIB), entendida fundamental pela literatura do desenvolvimento industrial e tecnológico clássica, não só em nível das empresas isoladamente, mas nas ligações entre estas e entidades que prestam apoio industrial nas funções de metrologia, normalização, certificação, propriedade intelectual, informação tecnológica e tecnologia de gestão. Entretanto, reconhecemos que as ligações, sobretudo as formais, podem expressar tais conteúdos, especialmente de certificação, onde o PIM está bem posicionada nas séries ISO Em nenhum momento, ainda, Figueiredo e Vedovello vincularam se as ligações formais entre empresas do setor eletroeletrônico e a infra-estrutura tecnológica resultaram das exigências dos investimentos relativos aos 5% obrigatórios da Lei de Informática, conforme já sinalizei em forma de nota de roda pé. 26 Segundo consta, o Sistema SEBRAE não financia micro e pequenos empreendimentos, mas orienta estrategicamente. 27 Seed money ou qualquer denominação que o valha, dependendo do estágio da iniciativa empreendedora. 28 Aliás como mais uma vez a Fundação CERTI lançou no contexto das metas e estratégias do Projeto CT-PIM. 29 Com relação do grupo de fornecedores, entendemos que deveria ter sido fracionado em três: os que atendem isoladamente o setor eletroeletrônico, os que atendem isoladamente o setor duas rodas e os que atendem a ambos, pois, talvez, tivessem emergido evidências importantes para os pré-clusters isoladamente.

16 Igualmente não foram exploradas questões relacionadas com valores subjetivos, tais como motivações e condicionantes para a realização de investimentos em inovação e capacitação tecnológica. A Sobeet (2000) aponta que, para as multinacionais instaladas no Brasil, os dois principais fatores determinantes 30 da decisão de investir são a redução de custos de produção e a melhoria da qualidade do produto ; já as quatro condicionantes 31 que afetam a decisão de investir são: qualidade e disponibilidade da mão-de-obra especializada, qualidade e disponibilidade da mão-de-obra de nível superior. Quais as principais motivações e condicionantes para as empresas do PIM? As três caracterizações acima teriam sido importantes para um maior aprofundamento da realidade do Sistema Manaus de Inovação, isto é, em que estágio trilha entre uma situação incipiente e satisfatória. De qualquer sorte, os resultados obtidos na pesquisa realizada pela FGV/ISAE, objeto desta reflexão, cuja lógica foi salientar pontos de vista, que, ao fim e ao cabo, devem ser entendidos como complementares, portanto, não são excludentes, considerando a lógica da tardialidade, isto é, da busca da superação do gap tecnológico dos países em desenvolvimento determinado pela fronteira tecnológica construída pelos países desenvolvidos. Na realidade, este autor defende, ainda que sem evidências empíricas, mas com forte sentimento de brasilidade e amazonidade a observação representa um método científico per si, que o salto em termos de políticas industrial e tecnológica para a autosustentabilidade da economia da região seria a construção de uma trajetória tecnológica alternativa, que por ora, não passa de uma grande abstração, portanto, carente de experimentação e realização exitosa ao estilo dos produtos high tech do PIM, embora já possam ser contabilizados algumas iniciativas de sucesso no mercado, que transitam do sabonete glicerinado de sementes e frutos da Amazônia, até a solução verde do biodiesel, passando pelas oportunidades da piscicultura, do turismo e do artesanato desenvolvidos com tecnologias limpas e apropriadas, dentre infinitas oportunidades de criações amazônicas - amazonidades. Pelo que, ratifico as sugestões feitas por este autor em outros escritos relativas à realização de plataformas tecnológicas pela Suframa, com a supervisão da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), enquanto processo de negociação entre os atores envolvidos para a resolução de problemas de ofertas e demandas tecnológicas, bem como a constituição de um fundo específico com recursos financeiros da Suframa para o financiamento de projetos de pesquisa julgados entre representantes das empresas e da academia, conforme modelo aplicado com sucesso pelo Federação das Indústrias de Minas Gerais 32. Ratifico, igualmente, questões levantadas já há algum tempo, hoje com maior visibilidade, da convergência tecnológica e de uma possível nova concepção de localização industrial, vinculada à lógica de clusters, onde a perspectiva dos incentivos fiscais para cobrir custos de transportes venha se tornar inócua com o tempo na medida do crescimento das exportações no fluxo do 30 Observar que se confunde com outputs de um processo de inovação tecnológica. Neste particular, talvez fosse importante investigar, até que ponto as ligações (formais; informais e/ou de recursos humanos) identificadas no Projeto da FGV visam aprimorar tecnologicamente as operações industriais do Processo Produtivo Básico (PPB) das empresas da amostra. 31 Observar que se confunde com inputs de um processo de inovação tecnológica. 32 Vide pequenas lascas: reflexões junto ao modelo mental do projeto zfm, publicado pelo autor sem editora em 2003 na forma de livro digital cd-rom.

17 comércio mundial, onde a própria convergência tecnológica também contribuirá para essa inocuidade. Vale à pena, neste sentido, registrar, ainda que sem tangenciar a questão da convergência tecnológica, entendida como a perspectiva da incorporação da informática por todos os bens de consumo durável (telefones celulares; relógios; canetas; máquinas fotográficas; geladeiras; etc.), o que será nefasto para a estrutura de incentivos fiscais do modelo ZFM junto à Lei de Informática, quatro passagens contidas em IPEA e ANPEC (2002): Por sua vez, Concluindo... As economias hoje se integram muito mais do que ocorria há duas décadas atrás. Este período presenciou grandes quedas nos custos de transporte e comunicação...enquanto em 1970 o total de exportações mais exportações representava apenas 10,1% do PIB total do mundo, em 1999 este valor subiu para 18,1% do PIB mundial (segundo dados do Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio). No caso específico do Brasil, esta participação passou de 11% para 17,4% entre 1965 e Isto faz com que o desenvolvimento da Amazônia, nos próximos anos, deva se dar em contexto particular de crescente integração a níveis nacional e internacional. Processos de desenvolvimento baseados em substituição de importações, mesmo que sob condições precárias de competitividade, como foi possível neste século até a década de 70, não serão mais viáveis neste contexto de integração dos mercados nacional e internacional. Será necessário, sempre que possível, haver a preocupação com a eficiência e competitividade a nível internacional (pg. 11) (acréscimo entre parênteses meu). A queda nos custos das comunicações e dos transportes levou a um aumento da competição a que as empresas estão sujeitas. Cada vez mais cresce a área espacial em que os competidores, para cada empresa, podem ser encontrados. Isto elevou o nível de competição. Como conseqüência, as empresas investem mais em tecnologia, pois qualquer defasagem tecnológica pode ser vital para sua participação no mercado...esta tendência de elevação dos investimentos tecnológicos torna-se cada vez mais generalizada a nível internacional.... Isto significa que qualquer estratégia de desenvolvimento econômico que seja adotada na Amazônia deverá considerar como um de seus elementos essenciais, a possibilidade de geração e absorção de novas tecnologias de forma acelerada. De outra forma, a região estará fadada ao atraso e a se tornar relativamente mais pobre a nível internacional (p. 13 e 14) (negrito meu). A partir dos conflitos e ranhuras entre abordagens teóricas e metodológicas distintas e ao mesmo tempo complementares, ao fim e ao cabo, restam duas grandes estratégias: buscar o enraizamento das empresas que formam a plataforma industrial estabelecida em Manaus, criando vantagens competitivas dinâmicas, e construir uma trajetória tecnológica alternativa estruturado em amazonidades já a partir de vantagens competitivas dinâmicas sem deixar de lançar mão das vantagens competitivas estáticas, necessariamente de caráter temporário focando um alvo móvel (Baptista, 2000) junto as tendências da fronteira tecnológica. 33 A primeira estratégia talvez só possa ser efetivamente factível quando a rivalidade interna do conceito de Porter se interiorizar no local Manaus. Por isso mesmo, disponibilizo flashes de 33 Vide síntese-reflexão deste autor intitulada Elementos de Política Industrial de Cunho Neo-Schumpeteriano para uma Economia Estrutura em Quase-Firmas disponível no site

18 síntese do tópico Relações entre Determinantes, do capítulo A Dinâmica da Vantagem Nacional, do livro de Porter (1989), em forma de anexo, para estudo extensivo e complementar à presente reflexão. A segunda talvez seja mais factível com a inversão da energia metrificada em tempo + dinheiro + inteligência - despendida entre as duas grandes estratégias. Portanto, a ferramenta inversão da energia gasta - da segunda estratégia está em nossas mãos. De qualquer, na opinião deste autor, a inversão da energia gasta simbolizaria a superação da consciência ingênua dos agentes locais, estruturada na crença de que as empresas globais aqui instaladas são nossas empresas, camuflando que capital e tecnologia tem pátria, até a expectativa de que as externalidades do Projeto ZFM um dia promoverão a necessária qualidade de vida aos amazônidas, camuflando a natureza concentradora do modelo - com o estabelecimento de uma consciência crítica, vertida para a busca da nossa liberdade econômica com independência tecnológica, isto é, implementação do desenvolvimento sustentável com capital e tecnologia endógena, realizando nos mercado produtos oriundos dos saberes e dos insumos da floresta. Somente assim, poderemos estar convergentes com o entendimento de Schumpeter 34 que entendia por desenvolvimento apenas as mudanças da vida econômica que não lhe são impostas de fora, mas que surgem de dentro, por sua própria iniciativa (1982, p. 47). Bibliografia 1. Botelho, Antônio José. Projeto ZFM: vetor de interiorização ampliado! Manaus: s. ed., 2001, 2. Esser, Klaus e outros. Competitividad Sistémica: nuevo desafío para las empresas y la política. Revista de La Cepal, n. 59, cópia, 1996; 3. Schumpeter, Joseph Alois. Teoria do Desenvolvimento Econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982; 4. Mattos, João Roberto Loureiro de, e Guimarães, Leonam dos Santos. Gestão Tecnológica e Inovação: uma abordagem prática. São Paulo: Editora Saraiva, 2005; 5. Baptista, Margarida Afonso Costa. Política Industrial: uma interpretação heterodoxa. São Paulo: UNICAMPI, 2000; 6. Porter, Michael e Stern, Scott. Inovação e Localização de mãos dadas. HSM Management, MIMEO, 2002; 7. Porter, Michael. A Vantagem Competitiva das Nações. Rio de Janeiro: Campus, 1989; 8. Figueiredo, Paulo e Vedovello, Conceição. Implicações da Infra-estrutura Tecnológica para o Desenvolvimento de Competências Inovadoras nas Indústrias Eletro-eletrônica, de Duas Rodas e Principais Fornecedores em Manaus: Construção de base de competitividade do Pólo Industrial de Manaus Perspectiva 2020 (Relatório Final). Manaus: FGV/ISAE, FGV/EBAPE, 2003; 9. Fundação CERTI. Cenário Referência de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pólo Industrial de Manaus (Documento: Relatório R1). Manaus: Suframa, 2002; 34 A bibliografia de Schumpeter indica que ministrou aulas nas universidades japonesas. Portanto, talvez não à toa o Japão seja um grandes líderes mundiais em inovação tecnológica.

19 10. Sobeet Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica. Comportamento Tecnológico das Empresas Transnacionais em Operação no Brasil. Rio de Janeiro: Conjuntura Econômica (Suplemento), MIMEO, Março/2002; 11. IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, ANPEC - Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia. Relatório Final: Arranjos Produtivos Locais na Amazônia Legal. Belém: Banco da Amazônia BASA: MIMEO, Março/ Livro Verde: Da Silva, Cylon Gonçalves, e Melo, Lúcia Carvalho Pinto (Coordenadores). Ciência Tecnologia e Inovação: desafio para a sociedade brasileira. Brasília: MCT Ministério da Ciência e Tecnologia / ABC Academia Brasileira de Ciência, Julho/2001. Anexo Da Rivalidade Interna (Porter, 1989, p ) (Grifos e acréscimos meus) A criação de fatores talvez seja influenciada mais fortemente pela rivalidade interna. Vários competidores locais, numa disputa vigorosa, estimulam o rápido desenvolvimento de recursos humanos habilitados, tecnologias correlatas, conhecimento do mercado e infra-estrutura especializada. As próprias empresas investem na criação de fatores, isoladamente ou através de associações de comércio, sob a pressão de não ficar para trás. Tão importante quanto isso, porém, é o fato de que um grupo de rivais internos também estimula programas especiais em escalas e universidades locais, institutos técnicos e centros de pesquisa mantidos pelo governo, revistas especializadas naquela indústria e outros disseminadores de informações, além de outros tipos de investimentos em fatores pelo governo e outras instituições. Um grupo de rivais internos também estimula os que procuram emprego a investir na obtenção dos conhecimentos especializados. A criação de fatores será excepcionalmente rápida em indústrias consideradas prestigiosas ou prioridades nacionais (estratégicas), porque é atraída a atenção das pessoas, instituições e entidades governamentais. O investimento na criação de fatores está sujeito ao bem público ou a problemas externos, nos quais as firmas são incapazes de captar todos os benefícios. A rivalidade interna, porém, ajuda a modelar a estrutura institucional para superar esses problemas porque influencia a formação e comportamento de instituições independentes bem como os incentivos de agentes externos na consideração dos investimentos criadores de fatores. Esses efeitos serão mais acentuados se os rivais internos estiverem todos localizados numa cidade ou região. uma firma isolada pode ter algum efeito sobre a criação de fatores, particularmente se tiver influência preponderante sobre a cidade ou a região. Mas um grupo de rivais oferece geralmente mais estímulos, por várias razões. A competição entre os rivais locais se estende até esforços para cortejar e estabelecer relações com instituições educacionais, instituições de pesquisa e fornecedores de informações. Essa competição estimulará a taxa de criação de fatores. Cada empresa, através de seus muitos contatos com terceiros, transmite informações sobre si e sobre sua indústria. Uma empresa grande não atrai o dobro da atenção de duas empresas menores, cujo tamanho exceda um limite mínimo, de modo que múltiplos rivais locais levarão normalmente à sinalização mais eficiente.

20 Essas influências de um grupo de competidores internos na criação de fatores são importantes e comuns, mas estão longe de serem automáticas. As empresas locais devem compreender a necessidade de aprimorar constantemente o conjunto de fatores e trabalhar ativamente para estimular os investimentos neles. No que concerne às influências sobre composição e tamanho da demanda, talvez a influência mais importante seja, mais uma vez, a rivalidade interna. Um grupo de rivais locais investe na comercialização, levado pelo interesse intenso e pela atenção para com o mercado interno. Os preços são agressivos para ganhar ou conservar parcela do mercado local. Os produtos são introduzidos primeiro no país e a variedade de produtos disponíveis é maior. A simples presença de rivais locais competitivos estimula a consciência da indústria. A demanda interna se expande, como a saturação ocorre mais cedo e leva a esforços agressivos de internacionalização. A intensa rivalidade interna também aprimora a demanda local. A presença de vários rivais locais agressivos contribui para educar os compradores, torná-los mais sofisticados e mais exigentes, porque passam a esperar muita atenção. Uma vigorosa rivalidade interna também pode reforçar a demanda externa. Um grupo de rivais internos constrói uma imagem nacional da indústria. Os compradores estrangeiros a absorvem e incluem aquele país no seu exame de fontes potenciais. Sua percepção do risco de se abastecer naquele país é reduzida pela disponibilidade de fornecedores alternativos. A rivalidade interna ativa também leva, com freqüência, ao ingresso de novas empresas em indústrias correlatas e, em última análise, a posições internacionais nesses setores. Portanto, mais uma vez, a influência mais poderosa sobre o desenvolvimento das indústrias correlatas e de apoio são os rivais internos e agressivos. Embora uma empresas não possa pretender a atenção dos fornecedores de máquinas, equipamentos ou serviços que também atendem a outras indústrias, um grupo de rivais internos começa a ser notado. As indústrias fornecedoras existentes criam produtos e serviços adequados à indústria. Fornecedores de linha ampla estabelecem divisões especiais para atender à indústria. Um grupo de rivais de base nacional local, no caso do PIM, internacionalmente bem sucedidos, desafia e empurra a indústria fornecedora para que se desenvolva. Sob a pressão que vem da competição agressiva entre seus clientes, os fornecedores têm de inovar e melhorar ou serão substituídos. A proximidade da base nacional facilita o intercâmbio e a colaboração na pesquisa. Um grupo de fortes rivais internos, empenhado numa competição ativa, também estimula a entrada de novas firmas no conjunto de fornecedores estabelecidos. Elas também são fontes de novas empresas, quando empregados as deixam para produzir componentes, maquinaria ou serviços. Um grupo de rivais internos é muito superior a uma empresa dominante, para estimular e aprimorar as indústrias de apoio instaladas no país. A presença de clientes internos competidores reduz o risco de vendas para a indústria e o poder de barganha de qualquer comprador individual, estimulando um número cada vez maior de empresas a entrarem nas indústrias fornecedoras, bem como mais investimentos e especialização.

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