Brasília, 03 de setembro de 2014 às 15h41 Seleção de Notícias. CNI NEGOCIAÇÕES INTERNACIONAIS Clipping Nacional

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1 Brasília, 03 de setembro de 2014 às 15h41 Seleção de Notícias CNI NEGOCIAÇÕES INTERNACIONAIS Clipping Nacional

2 Valor Econômico BR Temas de Interesse Colunas e Editoriais Jorge Arbache JORGE ARBACHE Temas de Interesse Comércio Internacional Commodities Agrícolas AGRONEGÓCIOS Temas de Interesse Comércio Internacional Cenário de exportação muda com alta para EUA e Europa e queda para China BRASIL Temas de Interesse Comércio Internacional Preço mais alto revive cultivo do café na África THE WALL STREET JOURNAL AMERICAS Temas de Interesse Indústria "Não há duas escolhas, nem uma e meia", diz Lula ELEIÇÕES 2014 Temas de Interesse Competitividade Brasil cai uma posição em ranking mundial de competitividade BRASIL O Estado de S. Paulo BR Temas de Interesse Colunas e Editoriais Um superávit pouco sério NOTAS & INFORMAÇÕES Temas de Interesse Colunas e Editoriais Editorial Econômico EDITORIAL ECONÔMICO Temas de Interesse Seção Economia - mídia nacional Produção industrial cresce 0,7% em julho ECONOMIA Folha de S. Paulo BR Temas de Interesse Colunas e Editoriais Comércio na balança OPINIÃO Temas de Interesse Colunas e Editoriais Antonio Delfim Netto ANTONIO DELFIM NETTO

3 O Globo BR Temas de Interesse Seção Economia - mídia nacional Para Mantega, dados da indústria mostram que não há recessão ECONOMIA Temas de Interesse Seção Economia - mídia nacional Uma linha direta para informar riscos a cidadãos das Américas ECONOMIA Temas de Interesse Seção Economia - mídia nacional Empresários argentinos veem retrocesso no país ECONOMIA Brasil Econômico BR Temas de Interesse Indústria Produção industrial alivia governo após queda do PIB BRASIL

4 Temas de Interesse Colunas e Editoriais Valor Econômico Por que conhecimento? Jorge Arbache JORGE ARBACHE Segundo, anossa taxa deinvestimento, de17%, émodesta para promover crescimento mais elevado e é improvável que ela venha a aumentar significativamente no futuro previsível; para efeito de comparação, a taxa de investimento dos países emergentes é 27%. Por Jorge Arbache "Development entails learning how to learn" (J. Stiglitz, 1987) Após décadas de crescimento elevado, o Brasil cresceu menos de 1,2% ao ano em termos per capita entre 1980 e Ao que parece, caímos na "armadilha da renda média", fato estilizado da literatura econômica caracterizado pela desaceleração da taxa de crescimento quando o país se aproxima de estágio intermediário de renda. A armadilha estaria associada às dificuldades de se passar de um modelo de crescimento baseado na acumulação de estoque de capital e de trabalho para um modelo em que conhecimento e produtividade ganham maior protagonismo. Mas particularidades tornam o nosso crescimento especialmente dependente do aumento do conhecimento e da produtividade. Isto porque, primeiro, o país enfrenta uma das mais rápidas transformações demográficas jamais registradas. A população em idade para trabalhar continua aumentando, mas a taxas cada vez menores. E para agravar, a maior parte da população em idade para trabalhar já está engajada no mercado de trabalho. Como consequência, já estamos nos aproximando do limite de uso da força de trabalho. Arbitragem de custos de produção influi cada vez menos na localização dos investimentos em nível global E, terceiro, diferentemente de Coreia, China e outros países que iniciaram mais cedo suas reformas em favor do comércio e do investimento, já não se pode lançar mão de várias políticas e instrumentos de promoção do crescimento por colidirem com a nova governança econômica internacional. Além disso, as novas tecnologias de produção e a rápida mudança no padrão de consumo indicam que escala e custos estão deixando de ser os principais determinantes da competitividade e dos investimentos. A localização dos investimentos em nível global está sendo definida, isto sim, mais por produtividade sistêmica e características específicas dos mercados, e cada vez menos por arbitragem de custos de produção, como salários e incentivos fiscais. É neste contexto que conhecimento e produtividade, que foram deixados em segundo plano por décadas, terão que ser alçados a componentes centrais da nossa estratégia de crescimento econômico. Afinal, como não podemos contar, ao menos no curto e médio prazos, com elevação significativa da força de trabalho e da taxa de investimento, então teremos que usar melhor e de forma mais eficiente os trabalhadores e o estoque de capital que temos. De outra forma, teremos que produzir bens e serviços de mais alto valor adicionado e elevar a produtividade total dos fatores. Embora tenhamos feito progresso em conhecimento, a densidade industrial e a produtividade avançaram muito lentamente nas últimas décadas. Ou seja, não conseguimos traduzir aquele progresso em agregação de valor e em competitividade. Para voltarmos a crescer, teremos que avançar mais rapidamente e de forma mais pragmática nas agendas do conhecimento, incluindo ciência, tecnologia e educação. De fato, indicadores de produção e de absorção de conhecimento científico e rankings globais pg.4

5 Temas de Interesse Colunas e Editoriais Valor Econômico Continuação: Jorge Arbache de inovação mostram situação tímida do país e distanciamento entre a academia e os mercados. Mas ainda mais preocupante é a agenda da educação, elemento fundamental para determinar a competitividade e a prosperidade, a eficiência produtiva e a capacidade de desenvolvimento tecnológico e de agregação de valor. Nossa educação não apenas deixa a desejar, mas, ainda mais importante, a sua qualidade é muito desigual entre regiões, classes sociais e entre as redes pública e privada de ensino. O problema da elevada heterogeneidade da educação équeela nãoéneutra do pontodevista coletivo, o que decorre da crescente interdependência produtiva associada às novas tecnologias de produção e de organização da produção. O desempenho de um trabalhador depende, por isto, do seu conhecimento e experiência, mas, também, do ecossistema em que ele está inserido. Não por acaso, as cadeias de valor e a terceirização da produção se tornaram canais de transmissão de benefícios, mas, também, de fragilidades da fragmentação do trabalho. Como avançar? É preciso reconhecer que o nosso modelo educacional se tornou obsoleto para a era do conhecimento, pois continua ancorado em métodos de aprendizado conteudistas, de conhecimento segmentado e que privilegia a repetição. Ao invés de ensinar a pensar e desenvolver habilidades relevantes para a vida pessoal e profissional, as escolas levam os alunos a digerir grandes quantidades de informações em aulas expositivas sobre assuntos muitas vezes de pouco interesse e utilidade. Como a atividade laboral envolverá atividades cada vez mais colaborativas e organizadas por tarefas, teremos que prover os alunos dos conhecimentos necessários para que possam interagir com as novas tecnologias e que os capacitem a participar ativamente do mundo e do mercado de trabalho que os aguardam. Também teremos que desenvolver políticas que reduzam as enormes disparidades de capital humano entre pessoas e entre empresas, o que requer definir metas mínimas de conhecimento para os estudantes e para as escolas; distribuir os recursos financeiros e humanos de forma que as escolas e estudantes com pior desempenho tenham mais e melhores recursos; estabelecer currículo em nível nacional, incluindo a definição de material didático básico; criar forças-tarefas para apoiar Estados e municípios a alcançarem as metas; desenvolver políticas de educação profissional de forma que as empresas com maiores deficiências de acesso a capital humano recebam mais atenção; e desenvolver programas de educação profissional adequados à realidade daquelas empresas. Por fim, teremos que investir mais em ciência e em tecnologia, encorajar o maior engajamento do setor privado nesta agenda e fomentar a disseminação e o acesso ao conhecimento e às novas tecnologias para empresas de todos os portes e setores. Jorge Arbache é professor de economia da UnB. ja pg.5

6 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Disparada em NY O mercado do café volta a assistir a mais um ciclo de valorização do grão em Nova York, que ontem ganhou força ante novas estimativas privadas de safra e previsões negativas para o clima. Os lotes do arábica para dezembro fecharam em alta de 825 pontos, a US$ 2,0945 a libra-peso, o maior valor desde 29 de abril. Segundo Thiago Cazarini, da Cazarini Trading, uma das projeções que impactou os preços foi a da Ecom Agroindustrial, que previu uma safra de 53 milhões a 55 milhões de sacas no Brasil. As indicações da Cooxupé de que a região de seus cooperados passa por uma seca inédita também influenciou as cotações, disse Cazarini. Com os produtores retraídos no mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 480 e R$ 490, conforme o Escritório Carvalhaes. Commodities Agrícolas AGRONEGÓCIOS Excedente no mercado O baixo consumo da China e o aumento da produção previsto para os Estados Unidos conduziram as cotações do algodão para a quarta queda seguida ontem na bolsa de Nova York, onde os lotes para dezembro fecharam com recuo de 126 pontos, a 65,31 centavos de dólar por libra-peso. Nas últimas semanas, o clima levemente adverso à cultura nos EUA reduziu a qualidade das lavouras, mas os traders ainda esperam um crescimento da produção no país. O Comitê Consultivo Internacional do Algodão prevê que a safra global 2014/15será a quinta consecutiva com superávit de oferta, com um excedente de 1,7 milhão de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,07%, para R$ 1,7138 a libra-peso. Pressão da oferta Os preços do cacau recuaram expressivamente ontem em Nova York, diante da perspectiva de uma oferta global mais confortável. Dezembro fechou com queda de US$ 64, a US$ a tonelada. Segundo Thomas Hartmann, da TH Consultoria, há pressão do alto volume de cacau vindo da Costa do Marfim. As áreas produtoras do país e também as de Gana estão recebendo fortes chuvas, o que é favorável para a safra principal. A expectativa de bom desenvolvimento da produção no Oeste da África foi um dos motivos para a Organização Internacional do Cacau mudar sua projeção para a atual safra de déficit para superávit. No mercado doméstico, o preço médio da amêndoa em Ilhéus e Itabuna (BA) permaneceu em R$ 108 por arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. Recuo nos EUA As cotações do trigo tiveram queda moderada nas bolsas americanas ontem com o foco dos traders no aumento da oferta do cereal no mundo. Em Chicago, os papéis para dezembro fecharam com queda de 8,5 centavos, a US$ 5,55 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento caíram 10,25 centavos, a US$6,325 o bushel. O conflito entre Rússia e Ucrânia (dois dos maiores produtores e exportadores de trigo do mundo) continua no radar dos investidores. Mas contínuas indicações de que o fornecimento a partir do Mar Negro ainda não foi e não deve ser estancado pela disputa reduz os temores dos operadores. No mercado doméstico, o preço médio do cereal no Rio Grande do Sul apurado pelo Cepea/Esalq recuou 0,06%, para R$ 478,52 a tonelada. pg.6

7 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Continuação: Commodities Agrícolas pg.7

8 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Cenário de exportação muda com alta para EUA e Europa e queda para China BRASIL "A queda no preço das commodities foi generalizada e afetou o comércio com a China", observa Fabio Silveira, economista-chefe da GO Associados. Mais que a desaceleração da economia chinesa, a retração decorre da expectativa de alta dos juros americanos. A tendência, diz Silveira, é de novos recuos nas cotações desses itens. Por Denise Neumann De São Paulo Os dados da balança comercial do último quadrimestre mostram uma mudança nos destinos da exportação brasileira. Há recuperação nos embarques para Estados Unidos e União Europeia e uma inédita queda nas vendas para a China, além do aprofundamento da retração no comércio com a Argentina. E como a parte benigna desse cenário - a melhora da atividade nos países desenvolvidos - continuará presente em 2015, ela pode ajudar a economia brasileira. Depois de anos de crescimento, as vendas para a China recuaram, influenciadas pela queda no preço da soja e do minério de ferro, movimento que também é reflexo do menor crescimento do país asiático. De janeiro a abril deste ano (sobre igual período de 2013), as exportações para a China ainda cresceram 13%, mas no segundo quadrimestre recuaram 8,8%. No acumulado do ano, o resultado é um pequeno crescimento de 0,9%, muito abaixo da alta de dois dígitos dos últimos anos Parte da diferença entre os quadrimestres decorre da antecipação dos embarques de soja (após crescer 42% nos primeiros quatro meses, a exportação do grão recuou 13% de maio a agosto, sempre em relaçãoa2013), masnos últimos meseshárecuo em outras commodities, como minério de ferro e açúcar. Luís Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet), afirma que 70% da exportação brasileira para a China é de soja e minério de ferro. Este ano, em média, o preço de exportação da soja foi 4% menor, enquanto a queda no minério passa de 15%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). "O comércio com os chineses está desacelerando por fatores não tão conjunturais, pois envolve tanto preço como volume", diz Lima. Segundo ele, o menor crescimento em quantidade está relacionado à transição que o governo chinês está fazendo na economia e que visa aumentar o peso do consumo doméstico no Produto Interno Bruto (PIB). Se a exportação para a China perde fôlego e os embarques para a Argentina caem cada vez mais, há sinais de recuperação das vendas para os mercados mais ricos. Sem petróleo, a venda de produtos brasileiros para os Estados Unidos manteve, nos dois quadrimestres, alta de 14% sobre o ano passado, o que indica uma recuperação bem consistente. Competróleo,o aumentofoide16% no primeiroquadrimestre e 5,3% no segundo, mas como o volume do produto é muito volátil, ele esconde, um pouco, a recuperação nos outros itens. O Brasil está vendendo mais aviões, produtos de ferro e aço, celulose, máquinas e motores para os americanos. pg.8

9 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Continuação: Cenário de exportação muda com alta para EUA e Europa e queda para China "Nas exportações para os americanos, ocorre o inverso da China, pois o Brasil está vendendo mais celulose, soja e café", diz Silveira, listando diferentes commodities. Esse aumento, que também inclui alguns manufaturados, já é reflexo da retomada da economia americana, acrescenta o economista. "Qualquer suspiro no mercado internacional nos ajuda", afirma. Também para a União Europeia há uma reversão positiva. Nos primeiros quatro meses do ano, a exportação para a região caiu quase 11%, em relação a igual período de Mas no segundo quadrimestre (sobre o segundo do ano passado), o resultado se inverte e vira um pequeno crescimento de 1,3%. Em bens intermediários, a exportação caiu 7,7% nos primeiros quatro meses e cresceu 7% no período de maio a julho (o dado desagregado de agosto não está disponível), sempre em relação ao mesmo período do ano passado. A recuperação para os mercados desenvolvidos, diz Bruno Lavieri, economista da Tendências Consultoria, está relacionada com a recuperação das respectivas economias, por enquanto mais forte nos Estados Unidos. "O Brasil poderia estar surfando mais nessa onda, mas isso não acontece pela falta de acordos internacionais. A política comercial dos últimos anos ficou muito focada no Mercosul", afirma. Por conta dessa orientação o país foi tão fortemente atingido pela crise argentina. As exportações para o vizinho estão caindo cada vez mais. De janeiro a abril, a retração foi de 17,3%. No segundo quadrimestre, a queda subiu para 30%. Em valores, no ano, o Brasil perdeu US$ 3,2 bilhões em vendas para o parceiro do Mercosul. O quadro por destino desenhado no segundo quadrimestre mostra uma mudança em relação ao ano passado e aponta, um pouco, o cenário que pode ser esperado para o próximo ano, especialmente quanto à recuperação dos embarques para as economias desenvolvidas. Pelo critério de média diária, no ano passado, o Brasil vendeu 10,8% mais para a China e 8,1% mais para a Argentina, enquanto as exportações para Estados Unidos e União Europeia recuaram, 8,1% e 3,5%, respectivamente. No caso dos EUA, descontando o petróleo, o resultado de 2013 foi de estabilidade: 0,2% a mais em relação a Para os economistas, a recuperação para os países desenvolvidos pode ser mais permanente na pauta exportadora e a tendência para a China é de crescimento, ainda que em ritmo menor que o registrado nos últimos anos. Além do câmbio, que ajudou a melhorar um pouco a competitividade do exportador brasileiro, e deve ajudar ainda amais no próximo ano, a própria retração do mercado brasileiro pode incentivar exportações em "O que realmente determina o comércio é a demanda, e ela está em recuperação nos EUA e em alguns países europeus, enquanto o modelo de foco no mercado interno brasileiro está comprometido", afirma Lima, da Sobeet. Para a Europa ele espera reforço da exportação de carnes, entre outros itens. Silveira, da GO Associados, lembra que no próximo ano a saída para a economia brasileira passa pelo setor externo. "A própria crise doméstica, aliada a um câmbio mais desvalorizado, vai ajudar na melhora da balança comercial", diz. "As empresas, diante do esgotamento da demanda interna, vão começar a olhar pg.9

10 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Continuação: Cenário de exportação muda com alta para EUA e Europa e queda para China mais para o mercado externo." Outra ajuda, avalia o economista, virá do petróleo, que já está ajudando as exportações este ano e que continuará um ponto positivo em Silveira projeta déficit comercial de US$ 1 bilhão este ano e saldo positivo de US$ 3 bilhões em 2015, com aumento de 3% nas exportaçõesecâmbionafaixa der$ 2,40 ar$ 2,45. Nas projeções da Tendências, a exportação brasileira encerrará 2014 com queda de 1% em relação ao ano passado. Nesse cenário, o comércio com a China se mantém semelhante à media do ano, quando aumentou apenas 0,9%, explica Lavieri. pg.10

11 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Preço mais alto revive cultivo do café na África Por Nicholas Barivo The Wall Street Journal, de Mityana, Uganda THE WALL STREET JOURNAL AMERICAS O renascimento da produção africana pode ajudar a restaurar a estabilidade do mercado mundial de café. A África era responsável por cerca de 30% da produção de café do mundo, mas o setor entrou em colapso na década de 70 em meio a uma queda nos preços, deixando o mundo cada vez mais dependente da safra brasileira. O novo aumento da produção numa parte diferente do mundo pode garantir um suprimento mais regular do produto. Numa propriedade rural de menos de um hectare em Uganda, o agricultor Stephen Musoke planeja as próximas etapas desua plantação decafé -- uma das muitas que voltaram a produzir no leste da África, graças à alta do preço do produto. Só neste ano, os preços do robusta, a variedade mais barata, que é usada no café instantâneo, subiram 17% em Londres. Já os preços do tipo arábica, mais caro e com sabor mais acentuado, saltaram mais de 53% devido ao receio de que a seca histórica que aflige o Brasil, o maior produtor do mundo, cause uma escassez global do grão. A alta dos preços observada desde 2010 vem promovendo uma volta acelerada da produção de café nos países da África Oriental. A Autoridade de Desenvolvimento do Café de Uganda informa que os produtores voltaram a plantar café em milhares de hectares de áreas que estavam abandonadas. Além disso, o órgão estatal afirmou que um recorde de 27 milhões de pés de café foram plantados em áreas novas, umaumentodequase8% em relação aos 350 milhões de pés de café já existentes no país, segundo a agência. A história se repete em toda a região produtora de café do leste da África, incluindo Quênia, Ruanda e Tanzânia, afirma a Associação Africana de Cafés Finos, uma agência regional. "Os produtores africanos têm a chance de aproveitar essa oportunidadecom o contínuo crescimento do déficit global [de café]", diz David Muwonge, vice-diretor-executivo da Nucafe, a associação dos cafeicultores ugandenses. "Mas os produtores precisam de mais apoio para obter crédito se quiserem exercer todo seu potencial." A Uganda vende café principalmente para Europa, Estados Unidos e Ásia. Os maiores compradores do café padrão são a suíça Sucafina SA e a Olam International Ltd. O32.SG +1.15%, de Cingapura, enquanto os tipos especiais vão para empresas como Starbucks Corp. SBUX -0.42% e Nestlé SA NES- N.VX +0.77%. Há pelo menos dois milhões de cafeicultores em Uganda, a maioria em pequenas propriedades. Musoke, que tem 40 anos, herdou de seu pai as suas terras em Mityana, na região central de Uganda, há cerca de 15 anos. Em 2007, quando os preços do café caíram, ele foi trabalhar na capital, Kampala, deixando a propriedade aos cuidados de parentes. Com a recuperação dos preços, Musoke decidiu voltar em Encontrou a plantação praticamente tomada pelo mato. Pegou um pequeno empréstimo em 2013 para comprar fertilizantes e observou uma diferença imediata. A produtividade e os preços voltaram a subir. "Os preços têm sido uma surpresa agradável aos produtores. É muito animador", diz. A produção de café no leste da África deve avançar cerca de 18% e atingir 14,5 milhões de sacas na safra Ela pode subir mais 15% na próxima safra, com o aumento da área plantada e melhoria dos métodos de produção, afirma a Associação Africana de Cafés Finos. pg.11

12 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Continuação: Preço mais alto revive cultivo do café na África Emanuel Musaka, que tem meio hectare de terra perto de Kampala, já pensou em trocar seus pés de café por culturas com retorno mais rápido, como cereais e grãos, mas agora planeja dobrar a área plantada com café na próxima safra se o preço continuar "bom". Mas ele ainda tem dúvidas: "Os preços do café são muito imprevisíveis." Depois de passar anos abaixo de US$ 1 por libra-peso, os preços de algumas variedades de arábica voltaram asubir em 2010 edispararamem para bem mais de US$ 2,50 a libra-peso --, com problemas climáticos que atingiram as lavouras da América Central e Ásia. Eles aí voltaram a cair para abaixo de US$ 1. Agora, os preços globais subiram de novo para mais de US$ 2 com a oferta limitada pela seca no Brasil. Mas uma próxima safra volumosa no Brasil poderia derrubar novamente os preços, dificultando os investimentos de longo prazo necessários no café. "Correr para plantar uma cultura de longo prazo por causa de infortúnios em outra área pode ser contraproducente", diz Andy Kristian Agaba, diretor-presidente da Hiinga Microfinance, uma empresa americana de microcrédito que fornece pequenos empréstimos, de cerca de US$ 200, para produtores na África. "Os preços das commodities são tão voláteis que os produtores precisam diversificar para minimizar ou cobrir seus riscos." Numa aposta para garantir o melhor retorno possível, produtores de café no mundo todo estão desenvolvendo cafés especiais, com sabores mais acentuados e únicos, que podem ter um prêmio financeiro em relação aos grãos de valor menor. Países latino-americanos como Colômbia, Equador, Guatemala e México respondem por mais de 50% desse mercado de café gourmet. Mas os produtores africanos não estão acomodados. Nos últimos cinco anos, os do leste da África, com a assistência de compradores como Starbucks, ED&Man Holdings Ltd. e Nestlé, vêm se esforçando para aprimorar a qualidade através da melhoria de métodos agrícolas e da introdução de variedades mais produtivas de café. A participação do leste da África no mercado de cafés especiais está agora em 15%, comparado com 7% em 2012, segundo o Ecobank, um banco pan-africano. Musoke está otimista. "Meu futuro está na plantação e, do jeito que as coisas estão, eu não vou abandoná-la de novo", diz ele. pg.12

13 Temas de Interesse Comércio Internacional Valor Econômico Continuação: Preço mais alto revive cultivo do café na África pg.13

14 Temas de Interesse Indústria Valor Econômico "Não há duas escolhas, nem uma e meia", diz Lula ELEIÇÕES 2014 O ex-presidente enfatizou quesuas gestõeseadedilma geraram 11 milhões de empregos com carteira, "enquanto a Europa (...) mandou embora 62 milhões de trabalhadores". Ao lado de Lula, em palanque improvisado na praça da matriz, a presidente também desferiu ataque à candidata do PSB, dizendo que seus adversários na disputa presidencial querem arrochar o salário dos trabalhadores e deverão aumentar o desemprego no país. Dilma afirmou que está em jogo o "projeto de desenvolvimento do Brasil" e que os governos do PT "nunca ficaram do lado dos mais ricos". Eleições Programa na TV questiona a capacidade de Marina governar Por André Guilherme Vieira, Cristiane Agostine e Fernando Taquari De São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou a principal adversária do PT à Presidência, Marina Silva (PSB), ao afirmar não existir "duas escolhas nem uma e meia" nestas eleições, em ato político realizado ontem em São Bernardo do Campo (SP). Ao lado da candidata à reeleição Dilma Roussef (P- T), Lula omitiu o nome da ex-senadora, mas fez clara menção à presidenciável do PSB. "Se quisermos o bem desse país, (...), que continue sendo produtivo, gerador deemprego, gerador deriquezaenãoumpaís subordinado ao sistema financeiro, nós não temos duas escolhas nem uma e meia. Só temos como escolha votar na presidente Dilma para a reeleição". Lula reiterou crítica à mídia e disse que a imprensa não quer "que o PT continue governando este país". "Parece que eles não gostam que o pobre melhore de vida, que tenha ascensão social". "O que nos distingue dos nossos adversários, tanto da Marina quanto dos demais, é que colocamos no centro das nossas preocupações as pessoas", disse Dilma. "Eles preferem medidas de arrocho salarial e que vão levar necessariamente ao desemprego", afirmou a plateia de sindicalistas, petistas e cabos eleitorais pagos. Em seguida, apresidentedisse queseu governoécontrário a "aumentar o preço da gasolina" e "aumentar impostos". "Lutaremos com unhas e dentes para impedir que façam do desemprego e da diminuição dos salários arma para combater a crise [econômica internacional]", disse. Antes do evento, Dilma também criticou as propostas econômicas defendidas por Marina. Em entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a presidente disse que sua adversária quer reduzir "a política industrial a pó" e sinalizou que a presidenciável do PSB pretende "acabar com o papel do BNDES". "Fiquei muito preocupada com o programa da candidata Marina, porque reduz a pó a política industrial. [Ela] tira o poder dos bancos públicos de participar do financiamento da indústria e da agri- pg.14

15 Temas de Interesse Indústria Valor Econômico Continuação: "Não há duas escolhas, nem uma e meia", diz Lula cultura", declarou. Em outro ataque, Dilma disse que a criminalização da homofobia não está relacionada à crença religiosa, nem a partido político. Segundo a mandatária, não existe democracia sem respeito aos direitos humanos. A declaração da presidente se deu em meio à polêmica envolvendo o programa de governo de Marina, que recuou nas propostas voltadas à comunidade LGBT. "Não tem nada a ver com questão religiosa, com o Estado brasileiro estar interferindo onde não pode. É reprimir, criminalizar qualquer ato que signifique ferir uma pessoa baseado em critérios não civilizados", afirmou. No palanque ao lado de Lula e Dilma, o coordenador da campanha presidencial em São Paulo e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (SP), também criticou Marina por ter "mudado de lado": "Sabemos que a adversária vem com fala mansa, dizendo que é a nova política. Qual é a nova política, dona Marina?", questionou, referindo-se à ex-petista. "Você mudoudelado. Deu seu programa degovernopara os banqueiros. Quem escreveu foi o Setubal, do Itaú", disse Marinho, referindo-se à coordenadora do programa de governo de Marina, Maria Alice Setubal, a Neca, herdeira do banco Itau. Antes do discurso, Dilma, Lula e Marinho participaram de carreata em São Bernardo, berço político do ex-presidente. A presidente recebeu flores vermelhas, tirou fotos, mandou beijos e apertou mãos. Mas quem roubou a cena foi o ex-presidente, queouviugritosde"volta Lula". No carro, orientou a candidata sobre o essencial no discurso. No programa de Dilma no horário eleitoral gratuito da TV, a governabilidade de eventual gestão do PSB foi colocada em dúvida. "Será que ela quer? Será que ela tem jeito para isso"?, questionou a propaganda sobre a capacidade da ex-senadora em negociar com outras legendas para formar uma maioria no Congresso para aprovar projetos de lei. Foram usadas cenas do debate de segunda-feira no SBT. A campanha exibiu trechos em que Dilma expôs o que considera contradições da ex-senadora. Um apresentador afirmou que ninguém governa sem o apoio de outros partidos e que a base de Marina está restrita a 33 parlamentares. pg.15

16 Temas de Interesse Competitividade Valor Econômico Brasil cai uma posição em ranking mundial de competitividade Por Assis Moreira De Genebra A competitividade da economia do Brasil continua declinando, afetada por persistentes problemas de infraestrutura, preocupações com a eficiência do governo e com a corrupção, segundo o Relatório Global de Competitividade , publicado pelo Fórum Econômico Mundial. BRASIL também afetam a competitividade, segundo o relatório. Ao mesmo tempo, o relatório destaca que o Brasil continua a ter importantes ativos, como o tamanho do mercado e uma comunidade empresarial sofisticada (47ª), com inovação excelente (44ª) em várias pesquisas e atividades de alto valor agregado. O índice coloca o Brasil, sétima maior economia do mundo, em 57º lugar entre 144 nações, perdendo uma posição em relação ao ano passado. Há três anos, o país ocupava o 48º lugar. O relatório aponta progressos insuficientes para resolver gargalos na infraestrutura, percepção de deterioração do funcionamento das instituições (77º lugar). Também coloca a eficiência do governo brasileiro em 131ª posição entre, e em 137º lugar entre os campeões em termos de desperdício nos gastos públicos. A corrupção no Brasil é considerada, globalmente, uma das maiores (130ª). A confiança do público nos políticos do país é uma das mais baixas (140ª), só à frente de Argentina, Paraguai, Venezuela e Líbano. O Brasil é apontado como o segundo país onde o governo mais impõe regulações que atravancam a atividade econômica (143ª posição), só sendo superado pela Venezuela nesse indicador. O comércio exterior continua pouco liberalizado. O país tem o menor percentual de importação em relação ao PIB (144ª posição, seguido pelos EUA, Irã, Timor Leste e Myanmar. No lado das exportações/pib, também está entre os de menor volume (140ª). O fraco sistema educacional (126ª), que não daria suficiente qualificação para os trabalhadores, e a falta de engenheiros e cientistas Na classificação deste ano, o Brasil sofre com maior fragilidade no desempenho macroeconômico (85º posição entre os 144 países). "As constatações se repetem,masagrande diferença dessa vez équeas condições econômicas requerem urgentemente que o Brasil realmente se empenhe em reformas estruturais e investimentos produtivos', diz Benat Bilbao, um dos autores do relatório. A avaliaçãoéqueo Brasil precisa rapidamentese preparar para enfrentar problemas com as mudanças em curso na economia mundial, com queda nos preços das matérias-primas e menor liquidez nos mercados, no momento em que os países desenvolvidos apertam as políticas monetárias. Globalmente, a economia está em risco, apesar de anos de juros baixos, diz o relatório. A implementação de reformas estruturais é feita de forma desigual entre países e regiões. A Suíça continua a ser considerada a economia mais competitiva do mundo, seguida por Cingapura. Os Estados Unidos melhoraram sua posição pelo segundo ano consecutivo, pulando dois lugares e ficando em terceiro. Finlândia é o quarto, Alemanha o quinto e Japão o sexto. As economias mais competitivas têm em comum a facilidade em utilizar os talentos disponíveis, além dos investimentos para reforçar a inovação. pg.16

17 Temas de Interesse Competitividade Valor Econômico Continuação: Brasil cai uma posição em ranking mundial de competitividade A China, segunda maior economia do mundo, fica em 28ª posição. O país continua a liderar a competitividade entre os Brics com ampla margem, bem à frente de Rússia (53ª), África do Sul (56ª), Brasil (57ª) e Índia (71ª). Na Europa, vários países que foram severamente atingidos pela crise econômica têm competitividade melhor que o Brasil, como Espanha (35ª), Portugal (36ª) e Itália (49ª). Na América Latina, a economia mais competitiva, na avaliação do Fórum Econômico Mundial, é o Chile (33ª posição), seguida pelo Panamá (48º) e pela Costa Rica (51º). pg.17

18 Temas de Interesse Colunas e Editoriais O Estado de S. Paulo Não há por que levar a sério o superávit comercial de agosto, de US$ 1,17 bilhão, ou o saldo acumulado no ano, de US$ 249 milhões. Nenhum desses números vale uma comemoração. O Brasil saiu do vermelho no comércio exterior graças à recessão combinada com a exportação fictícia de plataformas de exploração de petróleo. Pior que isso: nem se pode falar em ajuste recessivo, porque a economia só foi parar no atoleiro por causa dos erros cometidos pelo governo. Nenhum desarranjo fundamental foi corrigido e a presidente Dilma Rousseff continua recusando qualquer tentativaséria depôr em ordem aeconomia. O comércio exterior encolheu neste ano, mesmo pelas contas oficiais. De janeiro a agosto, a soma de exportações e importações foi 1,8% menor que a de um ano antes, pela média dos dias úteis. O valor exportado, de US$ 154,02 bilhões, foi 0,5% inferior ao de igual período de As importações, no valor de US$ 153,77 bilhões, foram 3% menores porque a economia encolheu e a demanda de bens estrangeiros diminuiu. Mesmo assim, os fabricantes brasileiros continuaram perdendo espaço no mercado interno, porque os importados foram mais competitivos. Nem a tendência internacional de valorização do dólar ajudou, porque o Banco Central (BC), para conter a inflação, interveio no mercado de câmbio para impedir a depreciação do real. Intervenção no câmbio passou a ser, desde o ano passado, remédio de uso contínuo contra a alta de preços. Um superávit pouco sério NOTAS & INFORMAÇÕES O efeito da estagnação econômica é visível nas compras de produtos estrangeiros. As despesas com bens de consumo foram 2,5% menores que as de janeiro a agosto do ano passado. As compras de matérias-primas e bens intermediários foram 1,1% inferiores às de As de bens de capital máquinas e equipamentos - ficaram 7,3% abaixo das contabilizadas nos oito meses correspondentes do ano passado. Este dado é especialmente importante. Reflete a redução do investimento produtivo, indicada também pela menor produção internadebens decapital no primeiro semestre. Em julho, a fabricação desses bens foi 16,7% maior que em junho, segundo a última informação. Mas a comparação dos primeiros sete meses deste ano com os do ano passado ainda apontou uma queda de 7,8%. A economia foi mal no primeiro semestre e pode ter melhorado um pouco no começo do segundo, mas a atividade industrial continua muito baixa e o potencial de crescimento do País, tudo indica, é muito reduzido. Não há surpresa, porque quase nada se fez para aumentar o dinamismo do Brasil. Insuficiente por muito tempo, o investimento ainda diminuiu neste ano. A agropecuária ainda se distingue nesse quadro como um setor vigoroso, capaz de competir e em condições de impedir um desastre maior no comércio externo. Mas o cenário seria bem pior sem a inclusão, nas contas oficiais, das exportações de plataformas de exploração de petróleo. São exportações fictícias, concebidas como forma legal de garantir benefícios fiscais a um segmento da indústria. Mas essas plataformas, embora formalmente vendidas, permanecem no País. Neste ano, as operações com esses bens foram re- pg.18

19 Temas de Interesse Colunas e Editoriais O Estado de S. Paulo Continuação: Um superávit pouco sério gistradas em julho e em agosto. O valor acumulado chegou a US$ 1,98 bilhão, considerável, mas ainda 28,5% menor que o registrado no mesmo período de Sem essa parcela, o valor das exportações teria ficado em US$ 152,04bilhões. O saldo comercial de janeiro a agosto teria sido um déficit de US$ 1,73 bilhão, em vez de um superávit de US$ 249 milhões. Em outras circunstâncias, um superávit comercial associado a uma recessão poderia ter um aspecto positivo, se resultasse de um ajuste para consertar os fundamentos da economia. Neste caso, a recessão é apenas mais uma consequência ruim de uma política desorientada. Quanto à exportação fictícia, combina com a contabilidade criativa usada tão amplamente para ajeitar as contas fiscais. Mas essa exportação só se tomou relevante para o resultado oficial porque a maior parte da indústria perdeu poder de competição e empacou. pg.19

20 Temas de Interesse Colunas e Editoriais O Estado de S. Paulo Editorial Econômico O desempenho da indústria continua fraco O aumento de 0,7% da produção industrial entre junho e julho não aponta para uma mudança da tendência negativa dos últimos meses, refletindo apenas a sazonalidade - o setor superou a paralisia de negócios que marcou o mês de abertura da Copa do Mundo. Tanto que, com a exceção do dado mensal, foram negativos todos os demais indicadores da produção industrial divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre julho de 2013 e julho de 2014, a produção caiu 3,6%. Diminuiu 2,8% na comparação entre os primeiros sete meses deste ano e do ano passado e cedeu 1,2%no acumulado de 12 meses. Não há dados alentadores, segundo analistas. O consultor Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, destacou em seu boletim diário que, pelo critério de média móvel, houve queda da produção em 9 dos últimos 12 meses. O custo e a qualidade da mão de obra limitam o avanço da competitividade da indústria. São problemas de natureza interna, ao contrário da alegação repetida pelo governo de que as causas da crise são externas. Editorial Econômico EDITORIAL ECONÔMICO Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), alguns setores que mostraram forte recuperação em julho, como equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, mal recompuseram as quedas acumuladas nos últimos meses. Um segmento muito forte - veículos automotores, reboques e carrocerias - caiu 18,1% no bimestre maio/junho e cresceu 8,5% em julho. O setor de bens de capital perdeu mais de 20% entre março e junho e ganhou 16,7% entre junho e julho. Ainda pior é a situação de bens intermediários, em queda há quatro meses consecutivos, inclusive em julho (-0,3%). Esse segmento retrata as operações entre indústrias eseu peso ésuperiora50% naprodução industrial, ressalta o Iedi. Só a produção de insumos para a construção civil caiu 7,6% entre julho de 2013 e julho de Nesta década, o desempenho da indústria tem sido decepcionante: aumentou 0,4% em 2011, declinou 2,3% em 2012, cresceu 2% em 2013 e deverá cair 1,7% neste ano, segundo as projeções do boletim Focus, do Banco Central, com base nas pesquisas com consultorias independentes. O Iedi espera uma queda ligeiramente menor, de 14%, neste ano. Na maioria dos cenários, a indústria puxará para banco o PIB do terceiro trimestre, mesmo em caso de alguma recuperação em agosto. pg.20

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