SITUAÇÃO DO USO, DO MANEJO E DA CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA NO RIO GRANDE DO SUL?

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1 SITUAÇÃO DO USO, DO MANEJO E DA CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA NO RIO GRANDE DO SUL? José Eloir Denardin Jorge Lemainski Embrapa Trigo

2 OBJETIVOS Expor fatos que elucidam a situação atual do uso, do manejo e da conservação do solo e da água no Rio Grande do Sul. Evidenciar que há soluções tecnológicas, prontas para uso, para converter o plantio direto em sistema plantio direto no contexto da agricultura conservacionista.

3 PONTO FOCAL

4 Produtividade (kg/ha) SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE PRODUTIVIDADE DE SOJA - RIO GRANDE DO SUL Ano agrícola RS = 32 X R 2 = 0,42 SC = 56 X R 2 = 0,82 PR = 37 X R 2 = 0,64 MT = 47 X R 2 = 0,90

5 Produtividade (kg/ha) SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE PRODUTIVIDADE DE SOJA - RIO GRANDE DO SUL Ano agrícola RS = 32 X R 2 = 0,42 SC = 56 X R 2 = 0,82

6 Produtividade (kg/ha) SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE PRODUTIVIDADE DE SOJA - RIO GRANDE DO SUL Ano agrícola RS = 32 X R 2 = 0,42 PR = 37 X R 2 = 0,64

7 Produtividade (kg/ha) SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE PRODUTIVIDADE DE SOJA - RIO GRANDE DO SUL Ano agrícola RS = 32 X R 2 = 0,42 MT = 47 X R 2 = 0,90

8 Produtividade (kg/ha) SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE PRODUTIVIDADE DE SOJA - RIO GRANDE DO SUL CAUSA PRINCIPAL! INDISPONIBILIDADE DE ÁGUA! Ano agrícola

9 PONTO FOCAL! ÁGUA NA AGRICULTURA

10 ÁGUA QUE INFILTRA NO SOLO É água útil, que gera benefícios, nutre as plantas, abastece o lençol freático e drena para os mananciais, mantendo as nascentes e evidenciando o solo como o regulador dos fluxos das águas que tocam a superfície da terra.

11 ÁGUA QUE ESCOA SOBRE O SOLO É água perdida, causa danos, não nutre as plantas, não abastece o lençol freático e nem mantém as nascentes, carreia solo, fertilizantes, material orgânico e outros produtos para os mananciais de superfície, danifica estradas, destrói pontes e polui e contamina os sistemas do entorno.

12 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES

13 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES Erradicação de graminicidas de ação residual transformam aveia preta e azevém em plantas guaxas de inverno. Plantas guaxas de inverno induzem ao abandono do cultivo de espécies produtoras de grãos e de cobertura de solo. O modelo de produção predominante passa a ser o monocultivo de soja e pousio de inverno.

14 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES Erradicação de graminicidas de ação residual transformam aveia preta e azevém em plantas guaxas no inverno. Plantio Direto é assumido Plantas guaxas como sinônimo de inverno de induzem ao abandono do Conservação cultivo de espécies do Solo! produtoras de grãos e de cobertura de solo. O modelo de produção predominante passa a ser o monocultivo de soja e pousio de inverno.

15 MATRIZ PRODUTIVA A matriz produtiva predominante, tanto no Brasil quanto no Rio Grande do Sul, não atende aos preceitos da agricultura conservacionista, pois não aporta ao solo fitomassa em quantidade, qualidade e frequência compatíveis com a demanda biológica do solo. Contribui para a estratificação do perfil do solo, gerando um horizonte superficial fértil e outro subsuperficial de estrutura biológica e fisicamente degradada - compactada.

16 Área (milhões de hectares) Fonte: IBGE, 2015 CONAB, % 54,402 Safra de verão MATRIZ PRODUTIVA Lavoura temporária no Brasil ,9% 3,203 Safra de inverno 16,9% 9,211 Milho safrinha 22,8% 12,415 Inverno e safrinha 77,2% 41,987 Pousio inverno

17 Área (milhões de hectares) SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE MATRIZ PRODUTIVA Lavoura temporária no RS % 6 82,0% 81,2% Fonte: IBGE, 2015 CONAB, ,328 Safra de verão 18,8% 1,380 Safra de inverno 6,008 Plantio direto 5,948 Pousio de inverno

18 ESTRUTURA DO SOLO PRESENÇA E EFEITO DA COMPACTAÇÃO DO SOLO 5 cm 90% das raízes

19 5 cm DISPONIBILIDADE DE ÁGUA PROBLEMA ESTRUTURAL DO SOLO

20 4 cm

21 4 cm 6 cm 10 cm

22 Profundidade (cm) SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE ESTRUTURA DO SOLO Água da chuva Fluxo descendente de água, menor que a intensidade das chuvas. Estrutura colunar, porosa Estrutura maciça, compactada Estrutura granular, solta Fluxo ascendente de água, menor que a demanda das plantas. Água do solo

23 Profundidade (cm) SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE Água da chuva Fluxo descendente de água, menor que a intensidade das chuvas. IMPACTOS! Perdas por erosão. Perdas por estiagem. ESTRUTURA DO SOLO Fluxo ascendente de água, menor que a demanda das plantas. Água do solo

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25 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES Observações empíricas sustentam que plantio direto prescinde das demais práticas conservacionistas. Crédito rural e ausência de terraços induzem ao uso de equipamentos com dimensões desproporcionais à demanda do estrato fundiário. Equipamentos agrícolas de grande porte e ausência de terraços impelem à semeadura no maior comprimento da gleba - morro acima e morro abaixo.

26 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES

27 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES Cultura da soja se expande em solos frágeis sem a adoção de práticas conservacionistas apropriadas. Manejo desregrado do sistema integração lavoura-pecuária. Prenúncio de estado de calamidade pública e situação de emergência.

28 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES

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31 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES Indicadores de fertilidade do solo em sedimentos gerados em lavouras sob plantio direto Indicador Lavoura Sedimento ph 5,0-7,0 5,8-7,8 Ca (mmol c / dm 3 ) Mg (mmol c / dm 3 ) P (mg/dm 3 ) K (mg/dm 3 ) MO (%) Fonte: Embrapa Trigo (média de 31 lavouras no RS) ,7-3, ,1-7,4

32 Sedimento / Lavoura SARGS PLANTIO DIRETO EM DEBATE 6 5 PERCEPÇÕES E CONSTATAÇÕES Índice de enriquecimento de sedimentos em lavouras sob plantio direto Erosão em Sulco Terraço for Windows ph I SMP P K MO Ca Mg CTC CTCe S V

33 CONSEQUÊNCIAS SOMATÓRIO DESTES CENÁRIOS Elevação da densidade do solo Redução da porosidade do solo Redução da infiltração de água no solo Aumento da resistência do solo à penetração Concentração de raízes na camada superficial Ocorrência de erosão Poluição e contaminação de mananciais Maior frequência de déficit hídrico Perdas econômicas e problemas sociais e ambientais.

34 SOLUÇÕES EM EVIDÊNCIA

35 MANEJO DE SOLO RETER A ÁGUA ONDE ELA CAI 1º. COBERTURA PERMANENTE DO SOLO Plantas vivas e mortas: dissipam a energia de impacto da gota de chuva sobre o solo. Sistema radicular das plantas: ao mineralizar, melhora a estrutura do solo, estabilizando agregados e aumentando a porosidade do solo.

36 MANEJO DE SOLO RETER A ÁGUA ONDE ELA CAI 2º. SEMEADURA EM CONTORNO Linha de semeadura em contorno: imprime rugosidade à superfície do solo, oportunizando maior infiltração de água no solo e menor escoamento superficial.

37 MANEJO DE SOLO RETER A ÁGUA ONDE ELA CAI 3º. TERRACEAMENTO AGRÍCOLA Terraço agrícola: imprime macrorrugosidade à superfície do solo, oportunizando maior infiltração de água no solo, minimizando erosão, prevenindo enchentes, preservando estradas e pontes, reduzindo poluição... TERRAÇO AGRÍCOLA! Previne a transferência dos problemas da lavoura para a comunidade.

38 MANEJO DO SOLO PLANTIO DIRETO x SISTEMA PLANTIO DIRETO Mobilização de solo restrita à linha de semeadura Preservação dos restos de cultura Plantio Direto TECNOLOGIA IMPORTADA! Regiões de clima temperado. IMPACTO! Reúne práticas conservacionistas insuficientes para manter adequada estrutura do solo em regiões de clima subtropical e tropical.

39 MANEJO DO SOLO PLANTIO DIRETO x SISTEMA PLANTIO DIRETO Mobilização de solo restrita à linha de semeadura Preservação dos restos de cultura Diversificação de culturas: Propicia o processo colher-semear Produz palha e raiz em quantidade, qualidade e frequência compatível com a demanda do solo Proporciona cobertura permanente do solo Plantio Direto + Rotação, consorciação e sucessão de culturas Sistema Plantio Direto DIVERSIFICAÇÃO DE CULTURAS Facilitada nos sistemas integrados de produção. Dificultada nos sistemas exclusivos de produção de grãos.

40 MANEJO DO SOLO A QUANTIDADE e a QUALIDADE de fitomassa, palha e raiz, que são adicionadas ao solo, e a FREQUÊNCIA com que esta adição ocorre, são componentes da FERTILIDADE DO SOLO. A fitomassa ativa a biologia do solo; A biologia constrói a física do solo; e A física do solo viabiliza a absorção dos elementos químicos do solo pelas plantas.

41 1 cm 20 cm FORMATO RETO E DE AÇÃO VERTICAL E PROFUNDA

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48 Incas no século XIII Chineses na atualidade

49 Incas no século XIII A agricultura é praticada na estrutura conservacionista aplicada à terra! Chineses na atualidade

50 TECNOLOGIA NA AGRICULTURA A agricultura move-se pela geração e pela adoção de tecnologias. ADOTAR TECNOLOGIA MANEJAR CONHECIMENTO DISPONIBILIZAÇÃO DE TECNOLOGIA É expressa sob a forma de indicação técnica, receita, bula, protocolo, método etc. É regida por especificidades, sazonalidade, temporalidade, estádio, unidades de medida como dosagem, distância, densidade etc. MANEJO DE TECNOLOGIA É expresso sob a forma de manipulação, manuseio, aplicação do conhecimento etc. É regido pela inteligência, domínio do conhecimento, discernimento, astúcia, competência, habilidade, consciência, sabedoria etc.

51 TECNOLOGIA NA AGRICULTURA A agricultura move-se pela geração e pela adoção de tecnologias. ADOTAR TECNOLOGIA MANEJAR CONHECIMENTO DISPONIBILIZAÇÃO DE TECNOLOGIA É expressa sob a forma de indicação técnica, receita, bula, protocolo, método etc. INFORMAÇÃO! É regida por especificidades, sazonalidade, temporalidade, estádio, unidades de medida como dosagem, distância, densidade etc. MANEJO DE TECNOLOGIA É expresso sob a forma de manipulação, manuseio, aplicação do conhecimento etc. FORMAÇÃO! É regido pela inteligência, domínio do conhecimento, discernimento, astúcia, competência, habilidade, consciência, sabedoria etc.

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57 ESSAS IDEIAS NECESSITAM EMERGIR NA AGRICULTURA BRASILEIRA E DO RIO GRANDE DO SUL!

58 SARGS COLHER-SEMEAR BIOLOGIA PLANTIO DIRETO EM DEBATE DIVERSIFICAÇÃO NUTRIENTES MECÂNICA PALHA FERTILIDADE RAÍZ

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