CONCURSO DE DRAMATURGIA DE CURTA DURAÇÃO PRÊMIO QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

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1 CONCURSO DE DRAMATURGIA DE CURTA DURAÇÃO PRÊMIO QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Vencedores 2006, 2007 e 2008

2 Apresentação A Liga Solidária, por meio do Programa Qualificação Profissional, realizou três edições do Concurso de Dramaturgia de Curta Duração - Prêmio Qualificação Profissional, com o objetivo de incentivar a literatura dramática e o surgimento de novos talentos. Em 2006, por idealização do professor de teatro Edilson Castanheira, foi proposta a realização do 1º Concurso. Nos três anos dessa realização, contamos com a participação de pessoas residentes no estado de São Paulo, maiores de 15 anos. Esta publicação traz uma compilação das nove obras vencedoras em primeiro, segundo e terceiro lugar, nos anos de 2006, 2007 e Os textos inscritos foram apreciados pela Comissão Julgadora composta pelo professor de teatro e mais quatro profissionais indicados pelo grupo de coordenadores dos programas da Liga Solidária. A avaliação dos textos foi baseada segundo os critérios de: originalidade e significância temática, arranjo de formas literárias (lírico, épico e dramático), combinação entre enunciado temático e formal, gramática e ortografia, estrutura do texto, viabilidade de encenação e consonância com nossos valores. Para nós, da Liga Solidária, é de grande importância contribuir e apoiar programas que proporcionam desenvolvimento cultural. Somos agradecidos pelo apoio do FUMCAD - Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, do Instituto Votorantim e do Instituto Hedgind Griffo e ao professor Edílson Castanheira pelo importante trabalho que coordenou. Xinha d Orey Espírito Santo Presidente

3 Tinha também, ao mesmo tempo, uma paixão violenta pelos espetáculos do Teatro, que estavam cheios das imagens das minhas misérias, e das chamas amorosas que alimentavam o fogo que me devorava Santo Agostinho ( ) Confissões

4 SUMÁRIO 2006 O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres 12 Quarta-feira de cinzas Walner Danziger 21 Um instante Paulo Murilo Abreu Fonseca O Caso Max ou Nunca brinque com a morte Marcos Nogueira Gomes 56 Questão de minutos Carlos Renato Russo Junque 66 Tempo perdido Paulo Murilo Abreu Fonseca do avesso Eduardo Brito de Sousa 96 Espelhos paralelos Pedro Simões Lopes 102 A doação Rogério Guarapiran 107

5 2006 1º Lugar O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres 2º Lugar Quarta-feira de cinzas Walner Danziger 3º Lugar Um instante Paulo Murilo Abreu Fonseca 9

6 O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres Personagens: O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres UM Homem de 40 anos. Solitário e possui fobia de silêncio. Despenteado, usa uma regata branca suja, bermuda curta azul e meias pretas. DOIS Homem de 27 anos. Bonito e solteiro. Assassina mulher e se vê sem esperanças de fugir, preso pelo sentimento de culpa. Usa terno verde, camisa branca e sapatos pretos. Segura uma arma e tem as mãos manchadas de sangue. TRÊS Homem de 32 anos. Amigo de DOIS. Alcoólatra e gozador. Gosta de gozar a vida, mas não tem jeito com mulheres. Usa camisa amarela, calça jeans preta e tênis. Está sempre com uma garrafa ou um copo na mão. QUATRO Mulher de 26 anos. Conquistadora e moderna. Vive na alta sociedade e não aceita não como resposta. Usa vestido vermelho e sapato de salto alto. DOIS Logo, logo começa a bagunça toda... TRÊS Garçom! O senhor jura que eu disse que aquele era o último? QUATRO Odeio este lugar. Tenho nojo de tudo isso. Nunca mais volto aqui. UM Silêncio idiota... DOIS Como eu queria fumar um cigarro agora... TRÊS Garçom! Ei! Traz um trago desse aqui, igual ao meu, para o meu amigo aqui. QUATRO Gosto de lugares chiques, pessoas finas e homens elegantes. (Apontando para a platéia.) Tá vendo aqueles dois ali? UM Me mudo para um apartamento no meio da cidade, em cima de um bar e nada... Nem um ruído! DOIS Agora que a merda está feita, o que se pode fazer? TRÊS Onde? Aquelas quatro? Ah! São duas é? Hum... Acho que são bonitas sim, viu. QUATRO Isso! Aquele da direta, ele não tira os olhos de mim. Cena 1 Quatro focos de luz revelam quatro cadeiras. Todos os personagens entram e ficam olhando para o público como se estivessem sendo interrogados. UM começa a falar. UM Já falei para você que eu odeio o silêncio? 10 UM As paredes do bar devem ser acústicas. Quem foi o idiota que inventou isso? DOIS Não sei o que aconteceu... Simplesmente não sei... TRÊS Amigo, já te disse que te amo? Te amo, sabia? Você é um cara legal. 11

7 O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres QUATRO Acho que vou lá falar com ele! (QUATRO se levanta da cadeira e acende um cigarro.) UM Cadê os vizinhos chatos? Cadê as buzinas dos carros? E por que as crianças não choram? DOIS (Levanta-se.) E agora? Eu fujo? Corro? Pulo a janela? Não existe nenhuma saída. (DOIS se senta no lugar de QUATRO.) TRÊS Quer uma cerveja? Um uísque? Uma vodka? Que foi? Não gostou do que eu disse? (QUATRO se senta no lugar de DOIS.) QUATRO Oi. Vem sempre aqui? Não. Como você se chama? UM Acho que todos eles têm medo da noite. Isso! Medo da noite! DOIS Ela era tão bela... E essa noite que não acaba nunca... TRÊS A noite é uma criança! Não é? (Vira o rosto.) Eu? Me chamo... QUATRO Não você, idiota! Ele... Me diga. UM E eu tenho medo do silêncio... Shiii... Acho que escutei algo. DOIS Eu não posso ser preso. (Gritando.) Eu não posso ser preso! TRÊS Eita mulher doida de pedra. Eu vou é conversar com outra pessoa. (TRÊS levanta-se.) QUATRO Hum... Lindo nome. Quer dançar? UM Acho que são passos! 12 DOIS Acho que bebi demais... TRÊS Acho que eu estou muito chapado de bêbado alcoólatra. QUATRO Não? Hum. Entendi. Acho você lindo sabia? UM Shiiii! (Levanta-se e se senta no lugar de TRÊS.) Cala a boca! Deixa eu escutar. DOIS São passos, gritos, gritos, portas batendo. Deve ser a polícia. Só pode ser a polícia. TRÊS (Senta-se no lugar de UM.) Oi gatinha, você que é amiga daquela gostosa ali? É? QUATRO Ah é? Você gostou das minhas pernas? UM Será que esse é o máximo de barulho que essa gente sabe fazer? DOIS Não. É só o rebuliço causado pelo tiro. TRÊS Eita mulher brava! Poxa... Só fiz uma pergunta, oras... QUATRO E os meus seios? Você gostou deles também? UM Barulho vagabundo... Onde já se viu? Precisar de silêncio para poder ouvir algo que quebre o próprio silêncio. Não faz sentido. DOIS É... Na vida real, a polícia demora um tempo infinitamente maior do que nos filmes. Poderia estar num filme agora. Estaria na prisão. Apagariam as luzes e ouviria a voz do diretor. Corta! TRÊS É por isso que eu digo! Se estiver magoado? Afogue as mágoas! (Dá um gole e enche outro copo.) Se estiver furioso? Afogue a raiva. 13

8 O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres (Dá outro gole e enche outro copo.) Se estiver feliz? Bebe mais pra comemorar! Saúde! (Bebe e saúda.) QUATRO Feche os olhos. (O palco fica mais escuro.) Imagine um quarto, uma cama... Está imaginando? Bom, muito bom. Agora imagina o que a minha boca pode fazer num ambiente desse... UM, DOIS, TRÊS e QUATRO (Falam ao mesmo tempo.) Nada é por acaso, sabia? Nada! Tudo e nada sempre levam para o mesmo território comum e o tempo as corrói. Pelo menos eu acho... Pelo menos foi o que me disseram. (Pausa.) Ou não disseram? Há! Há! Há! (Apagamse as luzes e eles continuam rindo.) Cena 2 As quatro cadeiras estão em círculo. Todos os personagens estão sentados se entre olhando. UM E você? O que acha? Do quê? O silêncio não te incomoda? DOIS Não... E esse sangue no chão, nas minhas roupas, nas minhas mãos... TRÊS Pensar na ressaca antes de ela chegar é a pior coisa que se pode fazer. Ai! Minha cabeça... QUATRO Pode passar a mão... UM Será que só eu sou louco? DOIS Nunca vai sair. (Esfregando as mãos.) Nunca! TRÊS Ai! Minha cabeça dói! (Agacha com as mãos na cabeça.) QUATRO Isso... (Os quatro personagens viram suas cadeiras do contrário e ficam um de costas para o outro.) 14 UM, DOIS, TRÊS e QUATRO (Falam ao mesmo tempo.) Que tal um pouco de ação? Um pouco... Só um pouquinho... Não? Por que não? UM Shiiiiiii... DOIS Manchado! TRÊS Girando... QUATRO Aqui! (Passa a mão na coxa.) UM Shiiiiiii... DOIS Sujo! TRÊS Rodando... (Com as mãos na cabeça.) QUATRO Hum... (Sensual.) UM Shiiiiii... DOIS Flores vermelhas. TRÊS Vertigem e abismo. QUATRO Pecado? UM Silêncio... DOIS Velas acesas. TRÊS Vou ao banheiro. (Levantando-se.) QUATRO No seu apartamento? (Levantando-se também.) 15

9 O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres UM Shiiiii... Esse tum, tum, tum. Será meu coração? (Levanta-se.) DOIS Chuva. Poderia chover agora... (Levanta-se também.) TRÊS Eita diacho! Não consigo acertar a privada não... QUATRO Você mora em cima do bar? Lindo apartamento... UM Ou é do vizinho? DOIS E a água poderia levar tudo! O corpo, o sangue, eu... E todo o lixo desse mundo. TRÊS Ei! Você! Acha que vai chover hoje? Eu acho que não. QUATRO Vem... Estou toda molhadinha. UM É o vizinho... Certeza. DOIS E essa arma? TRÊS Você viu? Quem? O meu amigo, oras. QUATRO Sim! UM Gritos! São gritos! DOIS E ela? TRÊS Cadê ele? QUATRO Mais! (Gritando. Ouve-se o estampido de um tiro. Apagam-se as luzes.) 16 UM Um tiro... DOIS E eu? E eu? Cena 3 Ouve-se portas fechando e abrindo, murmúrios, cachorros latindo, crianças chorando e sirenes da polícia. As quatro cadeiras não estão no palco. Todos os personagens estão de pé. O cenário possui uma janela atrás de UM, uma porta atrás de DOIS e uma mesa alta para TRÊS. Um estroboscópio vermelho e um azul piscam ao fundo como se tivessem muitos carros de polícia. UM Há! Há! Há! Barulho! Finalmente! Finalmente! DOIS Meu deus! A polícia chegou. TRÊS Meu senhor. Eu não bebi tudo isso não. UM Portas fechando e abrindo, murmúrios desesperados, cachorros latindo, crianças chorando e chamando seus pais! (Gritando.) Tudo! O mundo está vivo! Vivo! DOIS Ela está gelada e morta... TRÊS Não, eu não vou pagar isso... Vai chamar a polícia? UM Mais! Eu quero mais! DOIS (É carregado por dois homens.) Não! Não fui eu! Não fui eu! TRÊS (Abrindo a carteira.) Já que o senhor insiste... UM São sirenes! Sirenes e buzinas também! DOIS Não! Não! Nãoooo! 17

10 O silêncio antes do tiro Luiz Felipe Freitas Peres TRÊS Não volto aqui nunca mais! UM O caos!...que delícia! TRÊS Nossa, que bagunça aqui fora... (Apagam-se as luzes. A música e os ruídos de fundo diminuem. Dois focos de luz.) UM Não para! Cadê o barulho? Cadê? Será que eu preciso matar alguém para ter um pouco de barulho? Heim? Será que eu preciso matar alguém? TRÊS Cala a boca, seu bêbado! (Apagam-se as luzes. Ouve-se um barulho de tiro.) Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Personagens: Zileide, Múcio, Aragão Uma birosca. Fim da madrugada, início da manhã. A cidade ferveu todos seus dias de Carnaval. Algumas almas festivas flanam pelas esquinas. Na birosca, chão sujo, restos de fantasias, serpentina e confetes. Pelo balcão e nas mesas, copos, pratos e garrafas. Numa das mesas, um sujeito dorme. Vê- se que é um brutamontes, sujão, bebão. Zileide, cumpre o ritual mecânico de final de expediente. Levanta cadeiras e recolhe copos. Múcio entra vestido de mulher. Meia arrastão, sandália, sutiã sobre o peito cabeludo, bolsinha à tiracolo, pulseiras e anéis. Uma improvisada peruca e máscara feminina. Está bêbado e agitado. Zileide (Virando-se e dando de cara com Múcio.) Ai! Mas o que é isso? Puta que pariu! Que susto! Não faz assim comigo! De onde foi que tu saiu? Múcio (Desesperado.) Onde fica...? Zileide O quê, criatura? Múcio O banheiro... Onde fica o banheiro? Zileide Quebrado. Múcio Não brinca. Zileide Pode crê

11 Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Múcio Moça, da Rio Branco até aqui tá tudo fechado... Tu não sabe, mas...eu tô por um triz... Sabe qual é? Nos 45 do segundo tempo! Zileide Meu querido, o que eu posso fazer? Múcio Tu, eu não sei, mas eu sei bem o que eu posso fazer nas calças se não usar o seu banheiro... Agora! Zileide Quebrado. Múcio Eu não me importo. Zileide Claro que não. Até porque, quem limpa depois sou eu. Vai ali na praça e mija lá mesmo. Múcio Com todo respeito, se meu problema fosse um xixizinho, eu não tava assim, nesta agonia. Zileide Agora é que não usa mesmo o toalete. Múcio Pelo amor de Deus! Eu pago! Eu pago! Zileide Hum! Comecei a entender o teu idioma... Múcio Ótimo! Zileide Na verdade o toalete não tá quebrado. Múcio Eu desconfiava. Me dá logo a chave. Por tudo quanto é mais sagrado! Zileide Eu pus a plaquinha pra espantar vagabundo que pensa que aqui é parada de beira de estrada. Desce, faz lá suas necessidades e continua a viagem. 20 Múcio Quanto é? Zileide Depende... Múcio De que, meu São Jorge Guerreiro? Zileide Pode ser qualquer valor. É só tu consumir alguma coisa. Múcio Qualquer coisa? Zileide Gastou, usou o toalete. Múcio (Jogando sobre o balcão algumas moedas que retirou da bolsinha.) Então está aqui. Me vê aí um punhado de balinhas de hortelã. Zileide Só isso? Múcio Não foi tu mesma que disse que podia ser qualquer coisa? Zileide Foi, mas... Balinhas de hortelã? Múcio E que importância isso tem? Problema meu. Eu quero balinhas de hortelã e pronto! Zileide Fazer o que com balinhas de hortelã a uma hora dessas? Múcio Moça, não me faz perder os modos contigo. Quer mesmo saber o que é que eu vou fazer com as malditas balinhas? Escuta: É Carnaval. Eu tomei uns aperitivos a mais. Vou chupar as balinhas pra aliviar com a patroa quando chegar em casa. Tá bem assim? Zileide Coitadinha da tua esposa. 21

12 Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Múcio O que é que a minha esposa tem a ver com isso? Zileide Um marido... Biriteiro e cagalhão! Múcio Coitada de tu se eu liberar isso que tá dentro de mim louco pra sair bem aqui, no meio do teu salão. Zileide Então escolhe logo outra coisa. Tem cigarros... Múcio Eu não fumo. Zileide Tremoço, bananada, batatinha frita, ovo cozido. Cerveja, encerramos. Múcio Vamos fazer o seguinte: Põe aí um traçado. Eu uso o banheiro. Quando acabar o serviço, bebo o dito cujo e vou embora. Zileide Feito. (Zileide dá a volta pelo balcão e começa calmamente a preparar a bebida.) Múcio Moça, tu se incomoda de me dar a chave primeiro? Zileide Que cabeça, a minha... (Zileide entrega a chave a Múcio, que corre pro banheiro. Pausa. Múcio volta em desespero.) Zileide Tu é rápido, hein? Múcio Um problema. O zíper do vestido. Aqui... Eu não consigo... Sozinho. Tu se importa? Zileide (Localizando o zíper.) Parece que emperrou. Comeu o tecido... Múcio Eu vou desmaiar... Zileide Brincadeirinha. Pronto. (O zíper é aberto e Múcio sai em disparada.) Múcio (Do banheiro.) Aqui não tem papel. Zileide Não diga!? Múcio Tu não tem nada por aí? Jornal? Revista antiga? Zileide Não. Múcio Panfleto de pizzaria? Qualquer coisa? Zileide (Avista uma pequena pilha de jornais, se aproxima, mas em seguida a esconde.) Vou ficar devendo... (Longa pausa. Múcio sai do banheiro. Sua expressão é de total alívio. Os dois se olham.) Múcio A gente sempre dá um jeitinho nas coisas... Carteira de pobre nunca tem dinheiro, mas comprovantes de depósitos, folheto de autoescola, volante da Mega sena... Chato foi ter que usar meu ingresso do último jogo do Botafogo. O Fogão atropelou o Vasco. Ia dar pro meu pivete quando ele crescesse. Pena... (Múcio vai até o balcão para pegar a bebida.) Zileide O senhor lavou as mãos, pelo menos? Múcio Não pude. Tua pia não tem torneira. (Pausa) Moça, preciso te dizer um troço... Eu tentei puxar a descarga... Zileide E qual é o problema? Faltou água? Múcio Tinha água sim, moça. (Pausa.) Até demais. Tu entende? Não...Não... Não desceu

13 Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Zileide Deus do céu! Múcio Transbordou um pouquinho... Zileide O que é que há? Tô há seis noites sem pregar os olhos, trabalhei como doida, aturei cantada de pinguço... Eu não mereço... (Zileide começa a chorar.) Múcio O que é isso, moça... Não faz assim... Zileide Porra, o Carnaval acabou. Graça a Deus. Era fechar o estabelecimento e ir pra casa. Tu precisava aparecer por aqui? Precisava? Múcio Se não tivesse me dado aquele piriri, os nossos destinos jamais teriam se cruzado. Sabe o que acontece? Não posso com acarajé. Fico doido. Um negócio. Me faz um mal danado. Acho que é o dendê. Eu sei disso mas não posso controlar... (Zileide para instantaneamente de chorar. Olha fixamente pra Múcio.) Múcio Algum problema? Zileide Tu poderia me fazer a fineza de tirar essa máscara? Múcio O quê? Zileide A máscara. (Incisiva.) Tira! Múcio A troco de quê? Tô bem com ela. Zileide Não vou pedir de novo. Tira logo essa maldita máscara antes que eu faça um escândalo. (O homem atirado na mesa se mexe. Rosna qualquer coisa e volta a dormir.) Múcio Tu está muito nervosa. Melhor eu ir andando... Zileide (Pegando uma enorme faca de cozinha e apontando pra Múcio.) Tira essa máscara. Agora! (Pausa. Lentamente, Múcio tira a máscara.) Múcio (Olhando para a mulher.) Leidinha? Zileide Então é tu mesmo né, Múcio? Múcio O que é que tu tá fazendo nesta birosca a uma hora dessas? Zileide O que tu acha? Múcio Leidinha, francamente... Isso aqui não é lugar pra ti. Zileide Que preocupação é essa? Tu é meu macho por acaso? Múcio Não falei por mal. Bom, eu preciso ir. Deixei... A mulher sozinha em casa... (Provocativo)...com o bacuri. Zileide Novidade. Então tu arrumou outra trouxa que caiu na tua conversa mole, Lábios de Mel? Veio equipada com filho e tudo ou foi tu que providenciou? Múcio A obra é minha, sim senhora. Com direitos autorais registrados e tudo. Um poeta jamais fica só, minha flor. Eu tava bem como tava. Feliz da vida mesmo. Diz pra mim, Leidinha, fui eu que te mandei embora? Zileide Tu é um vagabundo que não quer nada com as responsabilidades da vida. Múcio Alguma vez tu passou fome ao meu lado, mulher? 24 25

14 Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Zileide Claro que não. A Amélia aqui pegava pesado na Casa de Sucos. Se fosse depender das tuas cantorias... Múcio Composições! Composições! Pelo visto tu continua a mesma. Indiferente e desrespeitosa com nossa arte maior. O berço genuíno da cultura popular brasileira. Lembra? Tua ignorância? Tu pensava que o Paulinho da Viola era cantor sertanejo. (Observando.) Leidinha, tu engordou, nega. Zileide E tu continua o mesmo cachaceiro de sempre. Bebão! Nem me reconheceu. Múcio Pudera. Tu ficou assim... Mais forte. Zileide Tu eu reconheço até de máscara. Pelo bafo! Múcio Agora a vida é outra. Não é por nada, mas os caminhos abriram muito depois que tu partiu. Não tá reparando nada? Espia! Dei um trato no sorriso negro. Lembra das falhas na parte de cima? Arranquei tudo e sapequei uma Rio-Niterói. De ponta a ponta. Um espetáculo! Zileide Deve ter arrumado alguém que te botou na linha. Parou com aquela besteira de música? Múcio Composições, minha flor! (Irônico, olhando ao redor.) Pelo visto, tu subiu na vida também. Zileide Tu por acaso não tá pensando que... (Ri.) Aqui é um bico. Durou um Carnaval. A birosca é do tio de um colega de Faculdade... Múcio Entraste na Faculdade, Leidinha? Zileide Enfermagem. Durante o dia continuo na Casa de Sucos. De noite, aula. Segundo ano. 26 Múcio Poxa, Leidinha... meus pára-choques! Eu tinha prometido. Se pusesse aquele samba na avenida, te pagava os estudos... faltou tão pouco... Zileide Teu samba tirou o sétimo lugar, Múcio! Múcio (Alterado.) Tudo armação. Meu samba era o melhor. Disparado. Tu sabe bem disso. Zileide O que eu sei é que daqui dois anos largo a Casa de Sucos. Já tenho quem me encaixe num hospital em Vila Isabel. Múcio Bom pra tu. Eu também sigo a minha sina. Não desisto não. Fiz chegar uma composição nas mãos do Almir Guineto. Grande Almir! Nos finais de semana continuo tocando no Cotovelos de Balcão. Zileide Espelunca. Múcio Implicância tua, minha flor. A nata do samba carioca baixa lá. Uma hora o sol há de brilhar. Zileide Tu continua o mesmo sonhador de sempre. Por aí, sem eira nem beira... E quem diria... Olha pra você... Francamente hein, Múcio? Múcio É Carnaval. Carnaval é pra isso mesmo. Sou feliz assim, Leidinha. Livre. Amante do sereno... Gosto das ruas, do orvalho no meu chapéu, da boemia. (Pausa.) Mesmo assim, quando tu foi morar comigo, eu pensei: Enfim é chegada a primavera! Vou sonhar colorido! Eu faria todas as minhas canções pra ti. Tu plantaria um lindo jardim na frente da nossa palhoça e quando nascesse a primeira rosa eu faria um samba pra ela. Eu seria o teu Cartola e tu, a minha Zica. Zileide Múcio... Tu foi a zica na minha vida. Tremendo atraso. Quando fui embora, tudo melhorou. Passei no vestibular, ajudo 27

15 Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Quarta-feira de cinzas Walner Danziger minha velha nas prestações da casa. Tenho até DVD! Múcio Felicidade não se compra na loja, minha flor. Se assim fosse, não tinha tanto magnata se atirando pela janela lá na zona sul. Eu te compreendo. Fui somente um rio que passou na tua vida, minha lady. Zileide Pois é. (O brutamontes rosna novamente na mesa.) Múcio Quem é? Zileide Eu é que sei? Múcio Quer que eu ponha pra fora? Zileide Deixa. O dono já vai chegar pra fechar. Foi à Cinelândia e volta logo. Múcio Eu preciso ir. Zileide Melhor. Tua mulher pode estar preocupada. (Pausa.) Múcio Não tem mulher não, Leidinha. Nem filho, nem nada. Somente eu e Deus. Zileide Bem... Talvez... Fica mais um pouco. Eu abro uma cerveja e... Múcio Fica pra outro dia. O Carnaval acabou e amanhã eu pulo cedo da cama. Zileide Até nisso tu é torto. Boêmio que acorda cedo. Múcio Descolei emprego num estacionamento. Enquanto o sol não brilha, eu vou me defendendo. 28 Zileide Assim é que é. Múcio Se tiver disposição, aparece qualquer sábado desses lá no Cotovelos. Eu canto o teu samba. Zileide Quem sabe. Múcio Então... Zileide Até. (Múcio apanha sua máscara e vai embora. Zileide permanece imóvel por algum tempo. Depois vai até a mesa onde o sujeito dorme e sacode-o.) Zileide Ei! Acorda gambá! Anda! Aragão Hein?... Ah... Porra! O que foi, Zileide! Qual é a tua? Zileide Preciso fechar. (Aragão levanta e caminha em direção ao banheiro.) Zileide Onde tu vai? Aragão (Coçando a barriga peluda.) Onde tu acha? Soltar um barro. Botar os morenos pra nadar! (Pausa.) Aragão (De dentro do banheiro.) Porra, Zileide! Que imundície é essa? Foi tu que cagou aqui? Como tu é porca hein, Zileide. Zileide (Mansa, junto à porta.) Aragão... Aragão Fala, porra! Zileide Separei uma porção daquela moela que tu gosta. Deixei no forninho. 29

16 Quarta-feira de cinzas Walner Danziger Aragão E eu lá quero saber de moela uma hora dessas? Aqui não tem papel, Zileide! (Zileide apanha um rolo de papel higiênico branquinho e entrega a Aragão pelo vão da porta.) Zileide Aragão, tu por acaso pensou naquele cursinho que eu te falei? Lembra? No final do ano tem vestibular e... O tempo tá passando. Daqui a pouco fico velha pros estudos... Aragão (Saindo do banheiro.) Vestibular é igual Carnaval: Todo ano tem. Tá uma puta nojeira lá dentro. (Ri.) Bom, é tu que limpa, né? Abaixa a porta que nós vamos cair por aqui mesmo. Amanhã a gente vai pra casa. Tá bem? (Aragão caminha em direção ao suposto quartinho. Zileide permanece imóvel. Luz se apaga.) Personagens: Um instante Paulo Murilo Abreu Fonseca Suicida, 40 anos, usa roupas mal cuidadas. Homem, 35 anos. Senhor, 55 anos. Mulher, 40 anos. Parece uma beata com saia longa e com expressão recatada. Policial, 25 anos, com uniforme. É um sujeito bastante disciplinado. Noite de madrugada. Cenário Em cima de um prédio velho, bem desgastado pelo tempo. Decadente. Há antenas de TV, alguns encanamentos, parafernália e sucata esparramados pelo chão. Suicida aparece em cima do prédio, em silêncio, olha para a plateia, angustiado anda de um lado para o outro, tem dificuldade para falar, hesita, mas acaba falando. Suicida Hoje é o dia de tomar uma decisão muito importante na minha vida. É como se eu estivesse a mil por hora dentro de uma Ferrari e agora fosse o momento de entrar em um túnel totalmente escuro. Talvez fosse melhor não falar em público, muitas testemunhas deixam a nossa vontade meio acanhada. Esclarecimentos. Lembrese: decisões sempre pessoais. Cometendo crime, quem vai em cana é você. Não se trata de roubo nenhum, até porque nunca tive 30 31

17 Um instante Paulo Murilo Abreu Fonseca Um instante Paulo Murilo Abreu Fonseca o perfil de um bom contraventor. Algo bem mais simples que isso. Tudo começou com uma pergunta que sempre me acompanhou durante a vida e chegou um momento de responder. O que vou fazer da minha vida? Não é casamento, já pensei nisso, mas a outra parte não botou muita fé. Ela acreditava piamente no altar, mas pensou demais e acabou não aceitando o matrimônio. Vocês aí podem até achar que é uma decisão precipitada, ciscando de um lado para o outro. Consutei especialistas, de alto gabarito, e cheguei à conclusão que corro para vários lados e não chego a lugar algum. Depois de várias reflexões, cheguei à conclusão que é melhor prevenir mesmo. Vou me matar. Vou cometer o suicídio. Poderia escrever uma carta dizendo os motivos que me levaram a cometer esse ato, mas isso só aumentaria o sentimento de culpa dos que ficam. Alguns dos meus familiares dirão: poderia ter feito algo para impedi-lo. Bobagem. Toda a responsabilidade é minha, por tudo que acontece comigo, e que esse fato não seja de inspiração a ninguém. Prefiro que lembrem os momentos que tive nesse mundo e, se possível, peço para ter melhores no lado de lá. Vou contar até três, no três eu pulo. (Olha para baixo.) Um, dois... Homem (Fumando na janela de um apartamento em frente ao prédio do Suicida.) Ei, você aí em cima do prédio, me diz uma coisa: você sabe o número da pizzaria da esquina? Estou com uma fome de dar inveja a qualquer miserável aí na rua. Se eu esperar mais uns minutos, acabo virando defunto. Suicida Tenho no meu celular, mas estou sem ele agora. Vai ate lá, é pertinho. Homem É que eu não estou bem hoje. Toma cuidado com esse telhado. Esses dias tive aí em cima consertando uns canos e vi o quanto a situação está feia. Pode se machucar. Nem respeitam mais os telhados. Suicida Não tem problema, vou pular do prédio. Pouco me importa a condição deste telhado. Homem (Não acreditando.) Como? O senhor está louco? Dessa altura o senhor pode morrer. Os nossos problemas não se resolvem desta maneira. Pular de prédio é muito desespero. Suicida Esse é mesmo o meu objetivo: morrer. Não nasci pra viver. Pronto. Sem maiores detalhes, por favor. É a melhor saída para eu encontrar a paz. Homem Não olhe para baixo. Por acaso não gostaria de desabafar alguma tristeza, contar um pouco da sua história, compartilhar as dificuldades? É por aí que se chegar a algo positivo. Suicida São tantas situações negativas que não vejo mais luz no fim do túnel. Aliás, o túnel é tão comprido que desconfio até do seu fim. Homem Tenho uma ótima sugestão: passe uns dias no campo, rodeado de cavalos, vacas, passarinhos, vai perceber o quanto a vida é divina. Tenho uma amiga que ficou na serra dez dias, comia o que se plantava na fazenda e viveu sem energia elétrica, diz que voltou outra. Encontrou a paz de espírito. Suicida Já frequentei muitas corridas de cavalo. Faz muito bem para o prazer, a adrenalina em alta. Ótima turma esta que vai aos jóqueis. Depois de um tempo comecei a entrar na rotina, comprava o bilhete já sabendo que não iria ganhar. Homem Pelo menos fez algumas dívidas. Sair assim ileso da vida sem causar nenhum dano é puro amadorismo. Conte quantas contas deixou para sua família pagar? 32 33

18 Um instante Paulo Murilo Abreu Fonseca Um instante Paulo Murilo Abreu Fonseca Suicida Dívidas? Nada. Acho que a única dívida é a conta de telefone que venceu ontem. Cheguei meio minuto atrasado no banco e não me deixaram entrar. O resto está tudo em dia, nunca me passou pela cabeça essa idéia de fazer uma bagunça e sair de repente. Já basta a vida para quem fica. Homem Poderia aproveitar um pouco mais a vida enquanto está vivo. Depois de pular é um breu só. O túnel vai continuar escuro. Suicida Ah, já estou aqui em cima. Agora não será isso que vai me fazer mudar de ideia. A realidade é que eu cansei da vida. O homem, a cada dia que passa, precisa ter algo que o leve a acordar disposto a viver, eu não tenho nenhum imã que me atraia a gozar da vida. Está na hora de eu pegar o meu caminho. Homem É... (Concordando contrariado.) Não sei se concordo muito com a sua posição, mas peraí um minutinho. Sinceramente, também acho essa vida uma merda, acabei de terminar um namoro e estou na pior. Deixa eu te contar a minha história antes de você pular. Suicida Não tenho muito tempo a perder. Se pensa que irá me impedir, está enganado. Ninguém vai obstruir a minha vontade. (O Homem desaparece da janela.) Suicida (Com expressão de conformado.) É... pelo menos, não tentou me impedir. Homem (Chega em cima do prédio.) Quem sou eu para te impedir? Ninguém impede a morte de ninguém, não. Eu tinha um amigo que se envolveu com drogas pesadas e estava prestes a se matar. Trancamos ele em um quarto, fizemos vários tipos de tratamento para ele largar o vício, mas tudo em vão. Na primeira oportunidade, pulou da janela e morreu. Mas não vim até aqui para falar sobre isso. É que... preciso desabafar com alguém, quebra meu galho antes de cair. O que você tem é tempo. Preciso conversar com alguém que está meio fodido que nem eu. 34 Suicida (Assustado. Pergunta para si mesmo.) Eu estou com cara de fodido? Aposto que ele terminou o relacionamento. Dirá: a vida agora não vale a pena. (Dirige-se ao Homem.) Então, o que aconteceu para a vida virar uma merda? Homem Para ser sincero, nem vale a pena falar do leite derramado, não tem jeito de recuperar. Minha mulher me deixou. (Com preguiça.) Acho que se eu contar, o senhor não terá mais vontade de se matar. Suicida Muito enganado. Já estou decidido. Então veio até aqui por quê? Toma cuidado, caiu daqui de cima, um abraço. Homem A minha mulher me largou. Deixou tudo, do jeitinho que a casa estava e nem deu mais sinal de vida. Sumiu, desapareceu. O pior é que acho que ela me trocou por outro. Desconfio de um rapaz jovem, novato na redondeza, quase certeza de que foi ele. Não esperava, foi de repente. Suicida Sei o que é isso. Já aconteceu comigo também, a mulher me largou, não sei se foi por um rapaz jovem, mas, enfim... Mas não é esse o motivo que me levou até aqui. O que você deve fazer é procurar outra mulher antes que comece a se sentir vazio. Não deixa a solidão tomar conta que é pior. Por mais que goste dela, pense que o senhor tem uma vida pela frente, acorda. Homem Você que conhece pensa que é fácil? Para mudar a minha vida, preciso de uma revolução. Suicida Que revolução? Larga de ser adolescente mimado. Não se faz mais revoluções. Ainda mais quando o assunto é sentimento. Vai tomar uma cerveja ali embaixo no bar do Benê que logo arruma outra. Não vai dar tempo nem de lembrar da infeliz. Viver é bom, o problema é que não esquecemos os fatos que deixam a gente triste. 35

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