SUICÍDIO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.

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1 1 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE PSICOLOGIA GISELI MESSAGGI SUICÍDIO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. CRICIÚMA, JUNHO DE 2009.

2 2 GISELI MESSAGGI SUICÍDIO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado como requisito parcial para a obtenção do grau de Psicólogo no Curso de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientador: Profª. Mestre Schirley dos Santos Garcia. CRICIÚMA, JUNHO DE 2009.

3 3 GISELI MESSAGGI SUICÍDIO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do grau de Psicólogo no curso de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. BANCA EXAMINADORA Prof ª Schirley Garcia Mestre (UNESC) Orientadora Prof ª Myrta Carlota Glauche Jaroszewski Especialista (UNESC) Prof ª Vânia Kátia Menegalli Moojen Mestre (UNESC) CRICIÚMA, JUNHO DE 2009.

4 Dedico este trabalho a todas as pessoas vítimas de suicídio e seus familiares. 4

5 5 AGRADEÇO... A Deus, pela existência e saber que me proporcionou para que eu conseguisse chegar até aqui.. Aos meus pais, pelo incentivo e apoio nesta jornada; A minha orientadora, professora Schirley Garcia pela calma, paciência e tranqüilidade que teve durante a realização deste trabalho, e por dividir comigo sua sabedoria e inteligência; Às minhas colegas Patrícia e Samira, que sempre me deram forças para continuar esta caminhada; Ao meu namorado Jesiel pelo carinho e apoio nas horas em que eu precisei; Enfim, a todos que foram fundamentais para a realização de mais uma etapa importante em minha vida.

6 6 Não que eu esteja com medo de morrer. Apenas não queria estar lá quando isso acontecesse. O que chamais de morrer é acabar de morrer E o que chamais nascer é começar a morrer E o que chamais viver É morrer vivendo. Morrer deve ser como não haver nascido e a morte talvez seja melhor até que a vida de dor e mágoas, pois não sofre quem não tem a sensação dos males. O que é a vida e o que é a morte Ninguém sabe ou saberá Aqui onde a vida e a sorte Movem as coisas que há Mas, seja o que for o enigma De haver qualquer coisa aqui Terá de mim o próprio estigma Da sombra em que eu vivi. Alcy Gigliotti.

7 7 RESUMO O presente estudo, intitulado Suicídio: uma revisão bibliográfica constitui-se de um estudo exploratório, descritivo, de cunho qualitativo, que busca compreender como o suicídio e a tentativa de suicídio atuam nas pessoas, devido aos fatores biopsicossociais. Sabe-se que atualmente vem crescendo de forma alarmante o número de pessoas que praticam o suicídio. Conforme OMS o suicídio ocupa o segundo lugar entre as mortes mais violentas do mundo e se torna um problema de saúde pública. A pessoa que tenta praticar o suicídio na maioria das vezes é portadora de alguma patologia. Vários são os fatores envolvidos, desde problemas familiares, financeiros, sociais, entre outros. Palavras-Chave: Suicídio. Fatores biopsicossociais. Psicopatologias.

8 8 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Suicídios por faixa etária e gênero...35 Tabela 2 Transtornos Psicóticos mais comuns por faixa etária...43 Tabela 3 Características de Personalidade...43

9 9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS UNESC Universidade do Extremo Sul Catarinense CID 10 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde DSM IV - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais OMS Organização Mundial de Saúde OPAS - Organização Panamericana da Saúde. IML Instituto Médico Legal. SIM Sistema De Informação Sobre Mortalidade.

10 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO HISTÓRICO DA MORTE A MORTE E O OLHAR NAS DIFERENTES CULTURAS A morte no Egito Antigo A morte na Antiga Grécia Os cultos Africanos A morte na tradição Budista A morte na visão Ocidental Considerações sobre o suicídio Prevalência ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E O SUICÍDIO SUICÍDIO E PSICOPATOLOGIAS CONCLUSÃO...50 REFERÊNCIAS...52

11 11 1 INTRODUÇÃO O tema sobre o suicídio mostra-se bastante proeminente no contexto atual. A forma de morrer é algo cultural, ou seja, cada sociedade e cultura vivenciam a morte não intencional e o suicídio de formas distintas. A presente pesquisa surgiu devido à curiosidade em conhecer os motivos e as conseqüências que levam uma pessoa a tirar a sua própria vida. Pois, sabe-se que o índice de suicídio vem crescendo de uma forma assustadora e muitos são os fatores que estão envolvidos. De acordo com D`Assumpção (1984) o suicídio é visto como uma intromissão do homem no seu próprio tempo de vida, ou seja, existe a impossibilidade do indivíduo encontrar diferentes alternativas para seus conflitos, entretanto acaba optando facilmente pela morte. Assim, da mesma maneira que o homem não é capaz de criar a vida do nada, a maioria das pessoas defendem a idéia de que o homem não poderia tirar sua vida, como se esta nada fosse. É neste contexto que surgem os motivos patológicos onde estudos mostram também que os fatores que levam as pessoas a cometerem o suicídio é a patologia na qual se encontram, configurando-se numa estratégia emocional altamente negativa para o abrandamento de mortes. É na conexão dos aspectos emocionais e psicossociais com fatores psicopatológicos que se situa o objeto de investigação deste estudo que possui como problema de pesquisa o seguinte questionamento: Quais as configurações emocionais do suicida? Perante esta questão o presente estudo objetiva de maneira específica: identificar os fatores principais da tentativa do suicídio; relacionar os problemas enfrentados no cotidiano familiar pelo suicida; analisar a repercussão do suicídio na dinâmica familiar do suicida, contribuir com a discussão acadêmica sobre a temática. Justificam-se esses objetivos para o melhor entendimento do tema e do processo de suicídio. Este é um termo novo nos estudos da psicologia e que traz aspectos diferentes, um novo olhar sobre os problemas emocionais,pois se leva em conta que, nos dias atuais, o número de registros de suicídio tem aumentado consideravelmente, talvez por que as pessoas estejam sofrendo pressões frente à vida em sociedade ou por aspectos mentais. Neste sentido, é necessário ter amplos

12 12 conhecimentos sobre o tema, pois, torna-se ferramenta essencial para o profissional de psicologia.

13 13 2 HISTÓRICO DA MORTE Para a vida humana, a morte é presença constante do nosso cotidiano. Em sua etimologia, a palavra morte origina-se do latim morte e significa ato de morrer; termo-fim. Destruição, ruína, grande dor, pesar profundo. De acordo com Kovács (1992) a resposta psicológica mais comum diante da morte é o medo, nesse sentido, o medo de morrer pode atingir todos os seres humanos, independente da idade, sexo, nível sócio-econômico e crença religiosa. O tema morte está relacionado com o medo da solidão, da separação de quem se ama, do desconhecido, do julgamento pelos atos cometidos durante a vida diante da concepção divina, de como irão ficar os seus dependentes, o medo da interrupção dos planos, de não conseguir realizar os objetivos mais importantes. A morte, ainda, pode ser definida por um processo de desorganização das funções biológicas psíquicas e da decomposição do organismo. Do ponto de vista social, a morte seria entendida por um rompimento irreversível do sujeito em relação a grupos que participava, dos papéis que desempenhava tendo como causa o fim de sua própria natureza biológica. Dessa forma, não é possível determinar quando o sujeito terá completado o sentido de sua vida, portanto, independente da idade ou das condições de vida, o tempo vital de cada pessoa é único. Entre as diferentes mortes que podem ocorrer, há aquela que apresenta uma característica particular de ser realizada pela própria vítima, ser resultado de um ato cujo próprio sujeito é o autor, o suicídio (KOVÁCS, 1992). 2.1 A morte no olhar das diferentes culturas A morte na cultura ocidental é encarada como algo triste, como uma perda, uma parada, que traz muitas dores e sofrimentos. Entretanto, nem sempre essa visão foi predominante no Ocidente, e em algumas culturas orientais a visão do processo de morte também apresenta nuances diferentes. Os problemas emocionais gerados no processo de morte ou morrer ocorrem porque não se observa a morte como um fenômeno natural e inerente à condição humana, mas sim como a ruptura do processo de viver. Pode-se perceber que seja qual for a concepção de morte que

14 14 se acredite, tal concepção trilhou por um caminho histórico e culturalmente construído, portanto, conhecer um pouco mais sobre os aspectos culturais da morte torna-se importante para compreender as nuances que configuram a temática da morte nos dias atuais. Diante disso, situa-se a seguir a morte em diferentes culturas para que assim se compreendam melhor as configurações do processo de morte e morrer. (BALDESSIN, 2005) A Morte no Egito Antigo A tradição egípcia é a mais antiga que possui registros documentados sobre a morte, esses registros encontram-se em pirâmides (hieróglifos 1 ) e em papiros 2 que acompanhavam os sarcófagos 3 dos nobres e faraós. Constata-se que os egípcios acreditavam que a vida não acabava na terra, por isso o processo de mumificação 4 e o livro dentro da tumba. Após atravessar a porta da morte a alma se vê na luz do dia, começa uma longa caminhada de travessia numa região de trevas, num caminho complicado onde falta água e ar. Depois dessa caminhada chega-se a habitação dos mortos (Amenti, segundo o livro dos Mortos), onde o sujeito é julgado por três deuses. O morto ainda seguia para um tribunal de 42 juizes, onde se confessa o que o defunto fez e deixou de fazer, para saber se será santificado ou não. (URPIA, 2009) A Morte na Antiga Grécia 1 Hieróglifos - é cada um dos sinais da escrita de antigas civilizações, tais como os egípcios, os hititas, e os maias. 2 Papiros - Planta de 2 a 3 m. de altura com talo que cresce junto aos rios e lagos. Na antiguidade foi usado como material de escritura. 3 Sarcófagos - Urna funerária de madeira ou pedra. 4 Mumificação - é um processo artificial de se preservar o corpo humano e de animais, da decomposição após a morte. No período pré-dinástico os egípcios enterravam seus mortos em mastabas, ou seja, covas não muito profundas.

15 15 A morte na Grécia antiga era representada por uma simbologia muito própria, e sua compreensão está fundamentada em alguns deuses mitológicos que representam o processo da morte. Nesta mitologia, o processo de morte é descrito como uma travessia, na qual era preciso levar dinheiro para pagar o barqueiro. Após a travessia, a barca atracava e um deus mitológico, Hermes, acompanhava o falecido até o reino dos mortos, onde acontecia um julgamento num tribunal onde predominavam a justiça e a piedade (PESSOTI, 1995 apud CHERUBINI 1997) Os Cultos Africanos A cultura africana apregoava que o indivíduo continuava vivo a partir de seus descendentes, de modo que os antepassados estavam presentes de geração em geração. Nesta tradição, a morte era encarada sem muitos medos, pois se continuava vivo por meio dos familiares. Neste contexto o pensamento africano era de que cada pessoa possuía várias almas, as quais deveriam morrer por uma, para que a morte fosse completa, não havendo indestrutibilidade do ser. Diante destes expostos destaca-se que os africanos não temiam a morte, ressalta-se que as divindades nesta cultura eram chamadas de Orixás, sendo estas divindades criadas por um Deus único. (BAYARD, 1996 apud SOUZA, 2003) A Morte na Tradição Budista Na concepção oriental e, mais precisamente no budismo, a morte e a impermanência no mundo físico são objetos de contemplação e meditacão, isso porque para eles existe um renascimento após a morte. Portanto, constata-se que na cultura oriental, a morte praticamente não existe, haja vista que ela é o renascimento. Nesta cultura a morte é encarada com contemplação e meditação, pois, se a morte é uma certeza e seu momento uma incógnita, a única coisa que pode auxiliar no processo de morrer é o desenvolvimento mental e espiritual. O medo da morte para os tibetanos é algo que

16 16 é combatido culturalmente, pois eles acreditam que aquilo que os ocidentes chamam de nascimento é apenas o lado inverso da morte e que morremos várias vezes antes de virmos para esta encarnação. (WENTZ, 1998 apud KOVÁCS, 2003) A Morte na Visão Ocidental A morte na tradição ocidental é encarada como uma experiência de perda, configurando-se num dos elementos mais estressantes para os familiares, pois a tendência a estabelecer laços afetivos com outras pessoas é inerente ao ser humano. Com isso o ser humano apega-se às pessoas que o rodeiam, haja vista que assim sente-se mais seguro e protegido. De acordo com Bowlby (1985 apud KOVÁCS & TADA, 2007) que formulou uma interessante teoria sobre o apego, pode-se afirmar que quando o homem sente-se ameaçado pela perda, ou seja, a separação de alguém, ele reage de três maneiras: a princípio, protestamos, não admitimos a ausência da pessoa amada; a seguir nosso comportamento é de desespero, pois não temos mais acesso a ele, e, num terceiro momento, nos defendemos e nos desapegamos, precisando restabelecer a nossa homeostase e, se não utilizamos esse mecanismo de defesa, estaremos sujeitos a sucumbir emocionalmente. Neste contexto argumenta-se que toda perda pressupõe o luto, que é essa dor causada pela ausência ou falta do objeto amado, configurando-se num processo que visa retirar a energia fixada no objeto perdido e redirecionada para outro objeto. (FREUD, 1983 apud LAZZARINI, 2006) Considerações sobre o suicídio Historicamente, a palavra suicídio surgiu no Séc. XVII, passando a ser mais utilizada a partir de 1734, no auge do Iluminismo. Antes disso, os termos utilizados para denominar as mortes auto-inflingidas eram: auto-assassinato, autohomicídio, auto-destruição e morte voluntária (PALHARES & BAHLS, 2003).

17 17 A palavra suicídio vem do latim sui caedere, termo criado por Desfontaines, matar-se, é um ato que consiste em pôr fim intencionalmente à própria vida. Etimologicamente (sui = si mesmo; caedes = ação de matar) significa uma morte intencional auto-inflingida (ABC DA SAÚDE, 2005 apud SHIKIDA; GAZZI & ARAUJO, 2006). Vários autores e pensadores e filósofos formularam definições do suicídio. Sêneca o define como um ato de heroísmo, Goethe como um ato próprio da natureza humana e, [que] em cada época, precisa ser representado. Kent como a destruição arbitrária e premeditada que o homem faz da sua natureza animal., Rousseau como uma violação ao dever de ser útil ao próprio homem e aos outros., Nietzsche como admitir a morte no tempo certo e com liberdade., Sartre como uma fuga ou um fracasso., Shopenhauer como positivação máxima da vontade humana., e Durkheim como todo o caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela própria vítima, ato que a vítima sabia dever produzir este resultado. (SILVA, 1992 apud SHIKIDA; GAZZI & ARAUJO, 2006 p. 4). Através de registros históricos é possível constatar que o suicídio faz parte da história da humanidade, porém, não há uma data precisa de quando foi a primeira ocorrência. Conforme Kalina e Kovadloff (1983), que fizeram um levantamento bibliográfico da história do suicídio, a Enciclopédia Delta de História Geral registra que, em um ritual no ano a.c. na cidade de Ur, doze pessoas beberam uma bebida envenenada e se deitaram para esperar a morte. Emile Durkheim foi um dos primeiros estudiosos a tentar procurar padrões para a taxa de suicídio. Ele publicou em 1987 a obra intitulada Lê Suicide na qual analisava os suicídios ocorridos no século retrasado. As influências que mais contribuíam para a formação de seu pensamento derivam da filosofia iluminista, que tinha como convicção a crença de que a humanidade avança rumo ao aperfeiçoamento ditado por forças muito importantes. A sociedade, para ele, é formada pela soma de indivíduos que fazem parte dela, consequentemente pela série de fenômenos que têm origem desse agrupamento, interações e interrelacionamentos do tempo presente e também estabelecido pelas gerações passadas. (SHIKIDA; GAZZI & ARAUJO, 2006). Kovács (1992) realiza uma análise do problema do suicídio e da tentativa de suicídio, relatando que é importante levar em conta onde o sujeito está inserido

18 18 socialmente, pois as reações ao suicídio vão depender da cultura, religião, valores, como ao comparar a concepção do suicídio entre o Oriente e o Ocidente. No Japão há um crescente aumento no número de suicídios ligados à questão da honra, de jovens que fracassam na realidade escolar e são considerados indignos. Assim, na cultura japonesa o suicídio é visto como uma maneira honrosa de escapar de situações desesperadoras ou vergonhosas. Na doutrina católica o suicídio é considerado um crime gravíssimo, que vai contra as obrigações morais, sociais e religiosas do ser humano, sendo, do ponto de vista religioso, visto como uma revolta contra Deus, que é o senhor da vida e só cabe a Ele retirá-la. (ANTONIAZZI, 1984 apud ALVES 2007). A doutrina espírita também acredita que só Deus dispõe do direito à vida, e que a ilusão do suicida é de que ao cometer o ato acabarão as dores, os problemas, todo o sofrimento que está passando. Entretanto, a partir dos estudos de Peralva (1996) a concepção espírita, quem se mata sai do sofrimento para entrar na tortura, onde passam por diversos estágios até encontrarem a paz esperada. Ao pensar na cultura da sociedade ocidental, o suicídio é visto como coisa que não deve ser feita e, preferencialmente, não se deve falar, muito menos pensar, por isso é comum as tentativas serem acompanhadas de sentimentos como vergonha ou culpa, refletindo também nos laudos policiais onde, muitas vezes, as informações são distorcidas com o objetivo de ocultar ocorrências verdadeiras de tentativa de suicídio. (DIAS, 1991) Segundo Freud (1923 apud Ferrari, 2005) foi definido que pelo menos três desejos podem contribuir para um ato suicida, sendo o desejo de matar, de ser morto e de morrer. O suicídio, a partir da visão psicodinâmica, pode estar atrelado a sentimentos de dependência de um objeto perdido, como a mãe, por exemplo, como um processo de luto patológico, principalmente se tal ato ocorrer em dias de aniversário de alguém próximo ou mesmo de aniversário de morte da pessoa amada que se foi. O suicídio, enquanto questão política foi tratado de diferentes formas pelo Estado. Na antiga Grécia quem cometia o suicídio era condenado politicamente e juridicamente, sendo recusadas as honras da sepultura regular e suas mãos eram enterradas separadamente. A mão era considerada assassina e o ato de separar uma da outra tinha a intenção de que o indivíduo não pudesse cometer outros atos

19 19 proibidos. Em Roma o indivíduo deveria expor ao Senado as suas razões para o desejo de morrer. Era visto de forma diferente o suicídio do senhor, considerado um homem livre e responsável pelos seus atos, do suicídio de um escravo, pois esse tinha obrigações com o senhor e não era considerado livre para tomar suas próprias decisões. (KALINA & KOVADLOFF, 1983). Na Idade Média, o suicídio foi condenado teologicamente. A Europa cristã acaba com as diferenças entre o suicídio legal e ilegal; cometer o suicídio era atentar contra a vontade de Deus, o único que criou o homem e quem, portanto, poderia decidir o fim da vida do ser humano. A vida do indivíduo deixava de ser um patrimônio da comunidade para ser um dom de Deus e matar-se equivalia a um sacrilégio. (KALINA & KOVADLOFF, 1983). Haviam situações inusitadas, em que o suicídio era incentivado, como no Egito quando o dono dos escravos ou o faraó morriam, além de serem enterrados com seus bens, os seus servos deixavam-se morrer junto ao cadáver de seu amo. (COELHO, 2006). Na Índia, embora tenha sido extinta no Séc. XVII, a prática das viúvas serem enterradas junto com o morto para fazer companhia a ele na outra vida, desde os anos 40 foram registrados ainda 25 casos de mulheres que cometeram o suicídio e foram enterradas junto com os maridos. Em outras culturas, onde há o casamento poligâmico, quando o marido morria a esposa favorita era enterrada e, às vezes, ocorria a disputa entre as esposas (CASSORLA, 1991). Percebe-se por Kovács (1992) que atualmente não existem mais castigos impostos pelo Estado, sendo que a maior causa, no Ocidente, de suicídios, deve-se à solidão e ao sentimento de irrelevância social. O suicídio é visto como uma intromissão do homem no seu próprio tempo de vida, ou seja, existe a impossibilidade do indivíduo encontrar diferentes alternativas para seus conflitos, entretanto acaba optando facilmente pela morte, ele é definido como uma morte auto-inflingida causada de modo intencional e, normalmente, representa uma atitude complexa. Assim, da mesma maneira que o homem não é capaz de criar a vida do nada, a maioria das pessoas defendem a idéia de que o homem não poderia tirar sua vida, como se esta nada fosse (D`ASSUMPÇÃO, 1984 apud KOVÁCS, 2007).

20 20 Nesse sentido, o suicídio era interpretado pelos outros, antes de tudo, como um ato de desespero de algumas pessoas que não faziam mais questão de viver. Segundo Durkheim (2000) é reconhecido como suicídio todo caso de morte que resulta de maneira direta ou indiretamente de um ato efetivado pela própria vítima, onde ela saberia que produziria tal resultado. Para Dias (1991), o suicídio é entendido como uma agressão deliberada que o sujeito exerce contra si próprio com o objetivo de pôr um fim a sua vida. São considerados comportamentos suicidas, além do ato propriamente dito, as idéias de suicídio, os planos, como também as tentativas de suicídio. Considera-se tentativa de suicídio um ato, do indivíduo em relação a si próprio, com variado grau de consciência sobre seu significado e com possibilidade de provocar um dano físico que real ou aparentemente ameaça a vida, de modo que é potencialmente perigosa a sua execução, quer pela intencionalidade auto-destrutiva subjacente, quer pelo desconhecimento do indivíduo sobre os riscos a que se expõe, e cuja motivação situa-se no amplo espectro que vai desde o desejo de acabar com a própria existência até o desejo de, com o ato, modificar o ambiente sócio-familiar. (RESMINI, 2004, p. 39). Para a Psicanálise, descreve Justus (2003), o suicídio é uma situação psicótica. Isso não significa que a pessoa seja psicótica, mas que, no momento do ato, nela tenham se ativado núcleos e componentes psicóticos da personalidade que permaneciam inativos e neutralizados pelas partes não psicóticas da personalidade e que acabam por se manifestar em dado momento da crise. Pode-se dizer que o sujeito que tenta o suicídio quer duas coisas ao mesmo tempo, viver e morrer, o que é ambivalente, pois se trata de dois desejos contraditórios que existem ao mesmo tempo. Muitas vezes as pessoas que tentam suicídio podem dar a impressão de que queriam mesmo morrer, mas ao mesmo tempo, já tinham pensado na possibilidade de serem encontradas e de receberem ajuda. (RESMINI, 2004). Numa tentativa de suicídio temos sempre a combinação, em proporções variadas, de duas tendências: o desejo de autodestruição e o desejo de fazer com que as outras pessoas manifestem amor e compaixão e que procedam de acordo com esses sentimentos. (STENGEL, 1980 apud RESMINI, 2004 p.37).

21 21 Comprova-se então por Ansermet (1996, apud JUSTUS, 2003) que o suicídio é atravessado por um paradoxo: o sujeito se suicida por medo da morte, ou seja, salva-se evitando a si mesmo, tentando fugir de si mesmo, procurando na morte uma saída para a vida. Muitas vezes, o que os suicidas querem é melhorar uma situação que para eles, está insustentável, não vêem mais possibilidades de obter essa mudança e acham na tentativa de suicídio uma oportunidade de dizerem que estão com problemas e precisam de atenção, mas não necessariamente querem morrer. (RESMINI, 2004). Para Kaplan (1964) Liria & Veja, (2002, apud SEMINOTTI et al, 2006) assegura que o indivíduo em crise se encontra em uma luta para manter o equilíbrio entre si e o meio, no caso da pessoa suicida, existe um sentimento de incapacidade de resolução e encontro do equilíbrio, o que a leva a ver a morte como única saída. O motivo pelo qual desencadeia uma crise, ou seja, um desequilíbrio segundo Slaikeu (2000 SEMINOTTI et al 2006) não é definido por uma situação única ou, mas sim por um conjunto de circunstâncias, pela percepção do indivíduo do acontecimento e de sua capacidade ou incapacidade para conseguir enfrentar aquela situação. Assim, quando um indivíduo não consegue apoiar-se na rede de contato social, seus recursos pessoais estão falhos e a situação de crise para ele é insuportável, sendo possível que ele veja a morte como solução para sua vida. O suicídio pode ser compreendido como um evento que ocorre em decorrência de uma série de fatores acumulados durante a vida do sujeito, não havendo uma única causa para que ocorra, podendo estar relacionados desde fatores constitucionais até fatores ambientais, culturais, biológicos e psicológicos. A OMS avalia o suicídio como problema de saúde pública, pois é uma das dez causas mais freqüentes de morte em todas as idades, além de ser a segunda ou terceira causa de morte entre 15 e 34 anos de idade. Porém causar impactos na sociedade através de perda de produção relacionada ao valor da vida do indivíduo que comete o suicídio e seu ato se caracteriza muitas vezes como uma forma pelo suicidado de mostrar os erros da sociedade contra sua pessoa. A sociedade impõe de certa forma culpa no suicídio devido à estigmação social contra pessoas com conflitos sexuais, cobranças excessivas, perdas grandes de status, parentes e amigos são alguns dos motivos pelos quais as pessoas cometem suicídio. Existem também os fatores econômicos que contribuem para a piora da saúde mental

22 22 individual e que podem culminar em suicídio, alguns deles são o desemprego, piora da expectativa de vida, etc. (SHIKIDA; GAZZI & ARAUJO, 2006). De acordo com Shikida; Gazzi & Araujo (2006, p.04) os fatores de risco para o suicídio são vários, mas dentre eles destacam-se como principais: Saúde mental (desordens de humor, como a depressão); Saúde mental associada ao abuso de substâncias como drogas e álcool; História familiar de suicídio; Perda (relacionamentos, saúde, identidade); Eventos de muito estresse (Pressão, abuso sexual e/ou corporal, instabilidade familiar, mudanças sociais, etc.); Acessibilidade a métodos letais como armas de fogo; Exposição ao suicídio (familiares ou amigos); Problemas legais (prisão); Conflito de identidade sexual. Sendo assim, o que é visto como última causa do suicídio cometido pode ser o acúmulo de todos esses fatores. É possível dizer que o suicida está tentando fugir de uma situação de sofrimento que, para ele, está insuportável; pode também estar relacionado ao medo de enlouquecer, de não conseguir realizar seus objetivos, somando à angústia, uma desesperança, uma tristeza incomensurável, uma melancolia, onde não vê mais nada que faça valer a pena viver. (SILVA & BOEMER, 2004). A morte, dessa forma, é vista como a solução para resolver todo esse sofrimento, não necessariamente porque se deseje a morte, mas porque a vida perde seu sentido (D`ASSUMPÇÃO, 1984 apud KOVÁCS 2007). O ato suicida poderia ser ampliado se considerado outras interferências nocivas realizadas pelo próprio ser humano, ao dirigir em alta velocidade, alcoolismo, uso de drogas, etc. e também podendo ser identificados traços suicidas coletivos, ao considerar a corrida armamentista, por exemplo. Segundo Cassorla (1991), o suicida está tentando fugir de uma situação de sofrimento que para ele está insuportável. Não existe uma causa única para o comportamento suicida, ou seja, a partir da somatória de uma série de fatores que

23 23 podem acumular durante a história do sujeito até a situação em que ele se encontra no presente é que pode ocorrer o suicídio. Através das constatações judiciárias, como boletim de ocorrência e laudo cadavérico, procedimentos que devem ocorrer sempre que é cometido um suicídio, é anotado o motivo que aparentemente, foi a causa determinante. Dentre elas podem constar desgosto na família, dor física, remorso, embriaguez, entre outros. Nos relatórios de quase todos os países, são feitos quadros especiais onde os resultados dos levantamentos estão registrados sob o título: Motivos presumíveis dos suicídios. Contudo, Durkheim (2000) descreve as razões coletadas nesses levantamentos que, normalmente são apenas as causas aparentes, assim, exprimem de maneira muito infiel, muitas vezes, destacando os pontos fracos do indivíduo, sendo a situação completamente diferente do que é coletado, assim, dificultando ainda mais a compreensão Prevalência Para pessoas que já tentaram outras vezes se matar o risco de suicídio aumenta para 20 e 30 vezes mais. (OPAS, 2006) Outra forma que deve ser considerada, mas que dificulta a avaliação epidemiológica e sempre está sempre presente em todo ato auto-destrutivo, envolve os suicídios inconscientes, abrangendo diferentes manifestações que incluem desde a toxicomania às doenças em geral. (CASSORLA, 1991) Dessa forma, estatísticas sobre atos suicidas são falhas, podendo incluir diversos fatores que dificultam a coleta desses dados, desde complicações na conceituação até aspectos socioculturais. O processo estatístico se agrava quando se trata de crianças e adolescentes, em que os atos auto-destrutivos, na maior parte das vezes, podem ser negados ou até escondidos pela família, diante de sentimentos de culpa e/ou vergonha pelo ato. Estima-se que em o suicídio será responsável por 2,4% do ônus global ocasionado por doenças. O Brasil encontra-se no grupo de países com taxas baixas de suicídio.

24 24 No entanto, como se trata de um país populoso está entre os dez países com maiores números absolutos de suicídio. A evolução das taxas de suicídio no Brasil tem variado conforme o sexo. Embora o Brasil apresente uma taxa geral considerada baixa pela OMS, alguns estados brasileiros já apresentam taxas comparáveis aos países apontados como de freqüência de média a elevada. Os registros oficiais sobre tentativas de suicídio são mais escassos e menos confiáveis do que os de suicídio. Estima-se que o número de tentativas de suicídio supere o número de suicídios em pelo menos dez vezes. (OMS, 2009).

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