UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM DIREITOS FUNDAMENTAIS RAFAELLA ZANATTA CAON KRAVETZ

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1 UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM DIREITOS FUNDAMENTAIS RAFAELLA ZANATTA CAON KRAVETZ O DIREITO À VIDA E O DIREITO À MORTE: O PROBLEMA DO SUICÍDIO ASSISTIDO A PARTIR DE UMA VISÃO FOUCAULTIANA CHAPECÓ 2014

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3 RAFAELLA ZANATTA CAON KRAVETZ O DIREITO À VIDA E O DIREITO À MORTE: O PROBLEMA DO SUICÍDIO ASSISTIDO A PARTIR DE UMA VISÃO FOUCAULTIANA Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação Stricto Sensu Mestrado em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestra em Direito. Orientador: Prof. Dr. Matheus Felipe de Castro CHAPECÓ 2014

4 K91d Kravetz, Rafaella Zanatta Caon O direito à vida e o direito à morte: o problema do suicídio assistido a partir de uma visão Foucaultiana. / Rafaella Zanatta Caon Kravetz. UNOESC, f.; 30 cm. Dissertação (Mestrado) Universidade do Oeste de Santa Catarina. Programa de Mestrado em Direito, Chapecó,SC,2014. Bibliografia: f Direitos Fundamentais. 2. Suicídio Assistido. I. Título Doris Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Alvarito Baratieri CRB-14º/273

5 RAFAELLA ZANATTA CAON KRAVETZ O DIREITO À VIDA E O DIREITO À MORTE: O PROBLEMA DO SUICÍDIO ASSISTIDO A PARTIR DE UMA VISÃO FOUCAULTIANA Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação Stricto Sensu Mestrado em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestra em Direito e aprovada pela seguinte banca examinadora: Prof. Dr. Matheus Felipe de Castro Orientador Universidade do Oeste de Santa Catarina Profa. Dra. Janaína Reckziegel membro interno Profa. Dra. Elda Coelho de Azevedo Bussinguer membro externo Chapecó, 4 de dezembro de 2014.

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7 Este trabalho é dedicado a todas aquelas pessoas que diante de um quadro obscuro de enfermidade com prognóstico reservado lutaram por uma morte digna.

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9 AGRADECIMENTOS Ao meu marido Wagner, que pacientemente compreendeu minha ausência para que eu pudesse dar este importante passo em minha jornada acadêmica. Aos meus pais Simone e Leoberto, grandes exemplos de amor e perseverança, pelo estímulo contínuo, nunca poupando esforços para que eu realizasse meus sonhos. Aos amigos de Mestrado, Arno, Daniela, Izabel, Jorge, Mixilini, Roni e Silvano, pelos momentos compartilhados. Ao meu orientador, Professor Doutor Matheus Felipe de Castro, por abrir meus olhos para uma realidade nunca antes explorada e pela supervisão exemplar de minha pesquisa. Aos demais docentes do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, pelos ensinamentos.

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11 O homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade. Simone de Beauvoir

12 RESUMO A presente dissertação tem a pretensão de analisar o direito à vida e o direito à morte, mais precisamente o direito ao suicídio assistido. Os países que o proíbem apoiam sua impossibilidade no fato de a lei garantir o direito à vida. Esse direito à vida, por sua vez, colide com o direito à dignidade humana, pilar das Constituições democráticas. Contudo, é de se avaliar se o reconhecimento de tais direitos nos ordenamentos internos não foi, na verdade, um aperfeiçoamento das técnicas de controle do homem que, disciplinado, é livre apenas à medida que suas ideias não vão de encontro com as ideologias do Estado. O estudo em apreço, portanto, investigará como se comporta a autonomia da vontade na sociedade disciplinar por intermédio da influência exercida pelo poder normalizador perante a sociedade no que diz respeito à proibição do suicídio assistido, uma vez que o reflexo do poder inserido neste contexto afeta sobremaneira a liberdade de escolha do indivíduo que deseja abreviar a própria morte. Para possibilitar a pesquisa, partir-se-á da investigação da gênese do suicídio assistido em sua abordagem histórica, concepção e contextualização na legislação brasileira bem como no direito comparado, perpassando o estudo das formas de poder e, mais especificamente, o biopoder, sustentado por Michel Foucault, que dará azo à compreensão da sociedade disciplinar e de sua pretensa liberdade de escolha no que diz respeito ao direito de morrer. Palavras chave: Direitos Fundamentais. Autonomia da Vontade. Suicídio Assistido. Biopolítica. Michel Foucault.

13 ABSTRACT This dissertation purports to analyze the right to life and the right to death, more precisely the right to assisted suicide. Countries that forbid the assisted suicide support its impossibility on the fact the law guarantee the right to life This right to life, in its turn, conflicts with the right to human dignity, pillar of democratic constitutions. However, it is necessary to evaluate whether the recognition of their rights in domestic legislation was not, in fact, an improvement of the technical control of the man, disciplined, is free only to the extent that their ideas will not meet with the ideologies of the state. This study, therefore, will investigate how behaves the autonomy of will in the disciplinary society, through the influence of the normalizing power about the prohibition of assisted suicide, since the reflection of the power inserted in this context greatly affects freedom of choice of the individual who wishes to shorten his own death. To allow the research, the method is used, starting from the investigation of the genesis of assisted suicide in his historical approach, conception and contextualization in Brazilian legislation as well as in the comparative law, bypassing the study of forms of power and more specifically biopower supported by Michel Foucault that give a ground for the understanding of disciplinary society and its alleged freedom of choice about to the right to die. Keywords: Fundamental Rights. Autonomy of the Will. Assisted Suicide. Biopolitics. Michel Foucault.

14 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO A ANÁLISE HISTÓRICA DE VIDA E MORTE E O SUICÍDIO ASSISTIDO CONTEXTUALIZADO NO BRASIL E NO DIREITO COMPARADO A MORTE, O CORPO E SEUS VALORES SOCIEDADE MODERNA E LONGEVIDADE O SUICÍDIO CONCEITO DE SUICÍDIO ASSISTIDO E DIFERENCIAÇÃO COM DEMAIS PRÁTICAS QUE RESULTAM NA MORTE Eutanásia Ortotanásia Distanásia A ABREVIAÇÃO DA MORTE NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO O Conselho Federal de Medicina e as resoluções e O Direito à vida na legislação ordinária e constitucional A ABREVIAÇÃO DA VIDA NO DIREITO COMPARADO Alemanha Bélgica Canadá Espanha Estados Unidos França Holanda Luxemburgo Portugal Suíça CASOS EMBLEMÁTICOS DA LUTA PELA MORTE COM DIGNIDADE A BIOPOLÍTICA: UM CRITÉRIO FOUCAULTIANO DE INTERPRETAÇÃO DO PODER... 53

15 3.1 O PODER PARA MICHEL FOUCAULT A ANTIGA E A NOVA RAZÃO GOVERNAMENTAL A arte liberal de governar A arte neoliberal de governar O Homo Oeconomicus e a mão invisível de Adam Smith O NASCIMENTO DA BIOPOLÍTICA A SOCIEDADE DISCIPLINAR E A SOCIEDADE DE CONTROLE A ADMINISTRAÇÃO DA VIDA (DEIXAR VIVER, FAZER MORRER) O PROBLEMA DA LIBERDADE (AUTONOMIA) DE ESCOLHA NA SOCIEDADE DISCIPLINAR HOMEM, SOCIEDADE E LIBERDADE A contextualização de liberdade na antiguidade e Idade mseédia A Revolução Francesa e um novo conceito de liberdade Desconstruindo a ideia de humanismo acendido pela Revolução Francesa A AUTONOMIA DA VONTADE NA SOCIEDADE DISCIPLINAR O CASO MRS. PRETTY VERSUS REINO UNIDO Circunstâncias do Caso Procedimento Resenha fática do Caso Sobre o Artigo 2 da Convenção Sobre o Artigo 3 da Convenção Sobre o Artigo 8 da Convenção Sobre o Artigo 9 da Convenção Sobre o Artigo 14 da Convenção Da Decisão propriamente dita ROMPENDO AS BARREIRAS DA RAZÃO DO ESTADO: POR UM DIREITO AO SUICÍDIO ASSISTIDO OU MORRER COM DIGNIDADE CONCLUSÃO REFERÊNCIAS

16 11 1 INTRODUÇÃO Sabe-se que a vida é um bem indisponível a ponto de receber proteção jurídica integral em todos os ordenamentos. Seu exercício deve ser não apenas respeitado, mas imposto a todos as nações democráticas. No entanto, não é incomum perceber que muitas vezes o direito à vida colide com outros direitos igualmente importantes. Exemplo claro disso ocorre em relação ao conflito existente entre o direito à vida e o direito à autonomia da vontade nos casos em que o indivíduo desejar morrer. Essa colisão se comporta de maneira fragorosa, impondo às comunidades doutrinárias e também às altas cortes de justiça longas digressões para resolver a problemática emergente dos direitos colidentes mencionados. Por esta razão, a dissertação em apreço apresenta como tema o estudo do direito à vida e o direito à morte, em um recorte mais específico que paira no problema do suicídio assistido a partir de uma visão foucaultiana. Significa dizer, noutras palavras, que o presente estudo dissertará sobre a tecnologia de definição da liberdade de viver ou morrer por intermédio dos direitos conhecidos por fundamentais, visando abordar a perspectiva analisada pelas relações de poder que sempre foram objetos de estudo de Michel Foucault. Mesmo com o vasto tempo da experiência humana, a morte persiste como temática que suscita incansáveis debates. O último momento da experiência como organização molecular viva é, até hoje, um dos maiores problemas que a ciência médica e o direito discutem, em busca da definição do momento em que ela escapa do plano material e do conhecimento científico como também da definição de regras para o comportamento social. Qualquer que seja a vertente disposta a discutir a morte é cediço afirmar que está essa longe de ser uma temática pacífica entre os aficionados. A razão disso ocorre pelo fato de que a morte engloba questões de ordem física, química, bioética, jurídica, social e política e tais esferas não convergem no mesmo sentido. Quando sai do campo biológico e adentra no campo jurídico, o direito de morrer com dignidade deixa de ser uma decisão individual e passa a ser uma decisão de cunho político. Nesse sentido, o primeiro questionamento que vem à tona seria se os

17 12 seres humanos possuem o direito constitucional de morrer. Vertente que interessa à dissertação em apreço diz respeito à morte em seu espectro jurídico, especialmente no que concerne ao estudo do suicídio assistido, compreendendo as implicações legais a ele atinentes. Todos os dias, e em todo o mundo, pessoas com a mais alta capacidade de raciocinar pedem que lhes seja concedido o direito de morrer. Algumas delas estão morrendo, outras se encontram em meio a amplo sofrimento e com a morte aproximada. Continuarem vivos, em certas condições, não se afigura a melhor saída para estes seres humanos. Seja por se encontrarem em estado vegetativo, seja por estarem à beira da morte, a medicina tem as ferramentas eficazes para manter vivas pessoas que se encontram no limiar da consciência, muitas vezes incapacitadas. Neste ponto, pelo menos desde o juramento de Hipócrates documento destinado a regulamentar a ética no exercício da medicina desde a Grécia Antiga verifica-se uma preocupação latente na administração de remédios eventualmente letais, que se justifica principalmente pela obediência aos preceitos éticos na prática de uma profissão tão milenar e ainda essencial nos dias atuais. A abreviação da morte com o auxílio de terceiros é aceita em países como Bélgica, Estados Unidos, Holanda, Suíça etc. Nesses territórios, organizações pró-vida e pró-escolha travam batalhas no sentido de fazer valer suas ideologias. Os representantes das primeiras, apoiados em normas internas e documentos internacionais, suscitam o direito à vida, bem que se tornou merecedor de destaque após séculos de relatos sangrentos advindos de guerras devastadoras. Por sua vez, os representantes das organizações pró-escolha têm na autonomia da vontade e na dignidade humana as grandes âncoras autorizadoras daquilo que defendem. No Brasil, a abreviação da morte com o auxílio de terceiros é proibida. Seja pelo ordenamento legal ordinário, seja pela legislação constitucional, o suicídio assistido não encontra permissão para ser efetivado com isenção de responsabilidade jurídica. Em território pátrio, o principal argumento proibidor do suicídio assistido encontra guarida no direito à vida, bem inalienável e indisponível, direito fundamental que pressupõe a própria existência para que sejam usufruídos os demais direitos fundamentais positivados na Constituição Federal.

18 13 Diante dele, na discussão envolvendo a antecipação da morte, opõe-se a dignidade da pessoa humana, que é fundamento da Constituição Republicana e de declarações mundiais de direitos humanos. Assim, não se vislumbra o gozo de um direito sem que seu titular a detenha; é a dignidade humana a pedra angular que efetiva as liberdades individuais do homem. Todavia, embora recorrente a tentativa de resolver a desordem enaltecendo o debate que tece o direito à vida versus o direito à dignidade humana, é necessário abandonar a doutrina tradicional e discutir uma tonalidade específica que subtrai do homem o mais precioso bem: a autonomia da vontade, isto é, ter liberdade de escolher ele mesmo o momento mais apropriado de abreviar a própria vida. Um homem dotado de autonomia, especialmente na sociedade moderna, deve ser um indivíduo verdadeiramente livre para exercer suas próprias escolhas. Neste viés, não sofre interferência do Estado para dizer-lhe como viver e como e quando morrer. Entretanto, ainda que se esteja a séculos da Idade Média período em que prevaleceram verdadeiras barbáries contra o ser humano e que os ideais da Revolução Francesa de igualdade, fraternidade e liberdade tenham reacendido no homem a esperança de humanização das penas e fim dos horrores praticados por aristocráticos e soberanos, vai se apurar que a verdadeira liberdade não foi alcançada. Vê-se um efeito contrário. Sob os inflamados discursos e anseios supracitados, o que vai se perceber é que houve um aperfeiçoamento das técnicas de controle do homem na medida em que se transferiu o poder de gestão sobre a morte para o poder de gestão sobre a vida. Neste contexto é que se questiona: Por qual razão o Estado, que garante aos seus cidadãos o direito à autonomia da vontade, resiste em torná-la plena quando a questão envolve a decisão sobre como viver e como e quando morrer? A resposta não se afigura simples. Assim, a presente dissertação apresenta como problema de pesquisa averiguar se, embora a definição de liberdade ocorra por intermédio do discurso dos direitos fundamentais, a vertente econômica, traduzida numa gestão irrestrita do poder estatal em relação aos seus indivíduos e centrada na gestão da vida, mantém a sociedade controlada e disciplinada a ponto de impedir a verdadeira autonomia da vontade.

19 14 Para tanto, o estudo se divide em três capítulos, apoiados em amplo material doutrinário, apoiado nas obras de Michel Foucault, principal referencial teórico, e outras fundamentadas nos apontamentos do filósofo francês, bem como em recorte jurisprudencial que procurarão fundamentar e corroborar as ponderações realizadas, com enfoque nas esferas jurídica, bioética e política. O primeiro capítulo se destina a tratar sobre o direito à vida e o direito à morte. Inicialmente se tratará sobre a morte, o corpo e seus valores, analisando-os pelo seu contexto histórico da idade antiga até a sociedade hipermoderna caracterizada pela longevidade. Em seguida, procurará o capítulo inaugural conceituar o suicídio assistido e diferenciá-lo de demais práticas que culminam na antecipação da morte, analisando o que propõem o Ordenamento Jurídico brasileiro e o que países como Alemanha, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Luxemburgo, Portugal e Suíça legislaram sobre o assunto no direito comparado e fundamentaram nas razões para permitir ou proibir as condutas de abreviação artificial da vida. No segundo capítulo, será explanada a forma como Michel Foucault interpreta o poder e as relações dele advindas, sendo necessária a compreensão sobre a antiga e a nova razão governamental, de modo a abordar as formas liberal e neoliberal de governo, introduzindo o nascimento do homem econômico e, por consequência, da biopolítica. Também se discorrerá sobre as sociedades disciplinar e de controle, permitindo que seja contraído um conhecimento sobre a administração da vida através daquilo que se conveniou chamar de deixar viver e fazer morrer. Por fim, o terceiro capítulo traz o problema da autonomia da vontade e a normalização, apresentando o problema da liberdade de escolha na sociedade disciplinar, introduzindo um estudo minucioso sobre o homem enquanto membro da sociedade e sua respectiva liberdade, contextualizando-a na Idade Média e na Revolução Francesa, para possibilitar o entendimento da desconstrução da ideia de humanismo atendida nesta época e enxergar com outros olhos a liberdade de escolha na sociedade disciplinar construída no Estado liberal, utilizando-se por fim um emblemático caso de suicídio assistido que chegou à Corte Europeia de Direitos Humanos, propondo-se, ao final, um direito à morte digna, rompendo as barreiras da razão do Estado.

20 15 Portanto, este trabalho buscará abordar a temática do suicídio assistido a partir de uma visão foucaultiana, que se demonstra como uma perspectiva preocupada em analisar as relações de poder, compreendendo o homem livre como aquele homem dotado de autonomia para gerir-se de acordo com a sua própria consciência e sem interferência externa capaz de lhe dizer como e quando agir.

21 16 2 A ANÁLISE HISTÓRICA DE VIDA E MORTE E O SUICÍDIO ASSISTIDO CONTEXTUALIZADO NO BRASIL E NO DIREITO COMPARADO Dividindo o anfiteatro de atenções com assuntos que tratam sobre o aborto, o transplante de órgãos, a pesquisa de células-tronco, a inseminação artificial, entre outros, o suicídio assistido é tema altamente atraente do ponto de vista bioético, jurídico e especialmente político, tornando a morte alvo de profundas discussões entre os estudiosos das áreas já mencionadas. A veemência da pesquisa em apreço é justificada pela preocupação em se destacar as razões e as percepções da vida encontradiças no pano de fundo da prática da abreviação da morte, qualquer que seja o modo que venha ela a acontecer. É necessário, portanto, um estudo aprofundado que sopese a perspectiva antropológica das civilizações antigas e modernas para compreender como se resolver o direito à vida e à morte sob um aspecto foucaultiano, problema proposto pela presente dissertação. Promover censura à discussão não impedirá que as pessoas que sofrem de maneira insuportável se distanciem dessa angústia. É necessário, portanto, analisar de maneira equilibrada o assunto, trazendo para o debate as definições que contribuem para a compreensão acerca do suicídio, ponderar o contexto apresentado pelo suicídio assistido, sua distinção em relação a outras práticas que se relacionam à dor e morte do paciente como eutanásia, ortotanásia e distanásia, cujas concepções serão alvo de discussão mais à frente, compreender o contexto jurídico brasileiro no qual está inserido o suicídio assistido, bem como avaliar o direito comparado que trata sobre a abreviação da morte com o auxílio de terceiro. 2.1 A MORTE, O CORPO E SEUS VALORES É indiscutível a assertiva de que a morte seja um dos temas mais debatidos em vida pela sociedade. Seja pelo caráter da inafastabilidade, seja pela maneira pela qual tenderá a acontecer ou, ainda, pelo mistério que envolve o exato momento em que ela escapa do controle humano, a morte trava uma incansável batalha que busca encontrar respostas capazes de dar um ponto final a todas as incertezas que a rodeiam.

22 17 Apesar de certa, a morte é acompanhada por um medo que invariavelmente se conecta à ideia de extinção. Assim, o medo da morte se apresenta como o medo da perda e da destruição do que os próprios moribundos avaliam como significativo (ELIAS, 2001, p. 41) Hannah Arendt (2007, p. 27) pontuava que: A mortalidade dos homens reside no fato de que a vida individual, com uma história vital identificável desde o nascimento até a morte, advém da vida biológica. Essa vida individual difere de todas as outras coisas pelo curso retilíneo do seu movimento que, por assim dizer, intercepta o movimento circular da vida. É isto a mortalidade: mover-se ao longo de uma linha reta num universo em que tudo o que se move o faz num sentido cíclico. Depreende-se que, embora pertença ao ciclo da vida biológica 1 e seja um fato inevitável, a morte sofre condicionamentos e variações determinadas por fatores sociais, geográficos, religiosos etc. Vicini, ao interpretar Tomás de Aquino, aduz que o ser humano é social e político, programado para viver na coletividade, e com um fim de procurar o bem social e também comunitário. Seu fim acaba sendo realizado na sociedade 2, uma vez que seu bem pessoal tem estreita conexão com o bem da sociedade toda (VICINI, 2011, p ). Nessa acepção, sendo o homem um ser social, estará ele incutido em uma sociedade que lhe impõe regras, valores e preconceitos desde os primeiros minutos de vida, tornando-se ele o resultado da educação que recebeu da família e escola, da convivência com os amigos e também dos dissabores com os oponentes. Contudo, a gama de opiniões e juízos cultivados a partir desse convívio mais particular, quando alargada para a sociedade em geral, acarreta uma série de problemas que surgem a partir dos diferentes pontos de vista que visam resolver questões nas quais a morte figura como núcleo. Não faz muito tempo que, para afirmar que alguém estava morto, utilizavase como critério a cessação da respiração e a parada cardíaca. Tratava-se o ser humano um mero espectador da morte, acompanhando o que ocorria sem intrometer-se. O que se vê na atualidade, todavia, é outro cenário. O critério de definição para assegurar a morte 1 Para Chiavenato (1998, p. 87), vida e morte são realidades indissolúveis e unânimes. 2 Vicini (2011, p. 309) afirma que nessas relações não há uma gratuidade, ou seja, o ser humano usa do outro à medida que o outro lhe é interessante e a tolerância é medida que se impõe para haver a reciprocidade.

23 18 parte do cérebro, parte do momento da morte encefálica 3, o que enseja uma reunião de problemas de aspectos técnicos e éticos. Considera-se morta a pessoa que perde a total capacidade de agregar e de coordenar as funções físicas e mentais do corpo; assim, morto é o indivíduo com a cessação irreversível de suas funções espontâneas cardíacas e respiratórias ou com a cessação definitiva da função cerebral (PESSINI; BARCHIFONTAINE, 2010, p ). Esse, aliás, é o critério admitido pela legislação brasileira. Em modesta definição, é a morte a cessação da vida, apresentando-se como o fim das atividades biológicas que mantêm o ser humano vivo. Os estudiosos da área médica costumam, então, caracterizar a morte como sendo o término das funções vitais, via de regra, em razão de parada cardiorrespiratória 4 e perda de consciência, cientes de que ao analisar essa definição, alguns pontos podem ser passíveis de análise, entre eles a dúvida sobre se a morte seria um instante ou um momento, isto é, um divisor de águas (USP, 2005, p. 21). Desviando um pouco do conceito objetivo sobre a morte, Soares (COSTA; GODINHO, 2010, p. 183), deixa de lado a ideia de morrer como o momento em que o organismo se desequilibra e inicia irreversivelmente um processo de anulação biológica com a morte do tecido cerebral, e chama a atenção sobre a dificuldade de distinguir a morte verdadeira da morte aparente ou suspensa (essa acompanhada de apetrechos tecnológicos que dão suporte nas unidades de terapias intensivas). Essa concepção não objetiva que tange a morte é justamente a concepção alvo de tantas discussões sobre a mantença ou não dos equipamentos que mantêm vivos os seres humanos e sobre a possibilidade/impossibilidade de desligá-los quando há a certeza de que, interrompidos, conduzirão à morte certeira. 3 A Lei nº 9.434/97, que trata sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento, inclusive compreende o momento da morte como a falência encefálica, prevendo em seu artigo 3º que a A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina. 4 Antonio Carlos Lopes (2011, p ) considera que o diagnóstico da morte humana através da parada cardiorrespiratória era considerado válido até a metade do século XX, afirmando que com os avanços das ciências médicas que tornaram possível a reanimação e o aparecimento de mecanismos artificiais substitutos das funções cárdicas e respiratórias permitiram encontrar novos critérios para diagnosticar a morte, passando a medicina a adotar o critério da morte encefálica, iniciada através da detecção do coma irreversível, ainda que não haja unanimidade em determinar os aspectos que a averiguam e a constatam.

24 19 Assim, alheias aos pontos de discussão anteriores, que procuram ventilar o exato segundo em que o indivíduo deixa de viver e determinar o que é uma morte verdadeira e o que é uma morte suspensa, as comunidades acadêmica e jurídica pontificam suas preocupações e seus escritos nas questões que norteiam temáticas como a autonomia da vontade da pessoa que se encontra próxima da morte, a responsabilidade do profissional encarregado pelo paciente nessa condição, os limites da intervenção do Estado ao legislar sobre a matéria ou decidir casos concretos que a invoquem etc. Durkheim (2009, p. 11), considerava o suicídio mais como um fato social e desvinculava-o do conceito de fenômeno psicológico individual, compreendendo que a natureza intrínseca dos atos que resultavam na morte do homem não importavam. Apresentava-se mais como um resultado de uma ação positiva e violenta reconhecida através do emprego de força muscular ou como uma ação negativa ou de abstenção; assim, o suicídio aparecia como uma morte advinda de um ato comissivo ou omissivo realizado pela própria vítima. Ao vincular o ato suicida a um fato social, o autor divergiu da ideia do suicídio como fenômeno solitário, atribuindo à Sociologia a obrigação de alertar sobre a máxima de que o suicídio deve ser investigado a partir de leis universais, afastando o ato de um predicado reservado. Qualquer inquietação sobre o assunto acaba se explicando pela preocupação em mensurar a vida e seu valor, determinando a quem pertence o corpo humano e a liberdade de escolha para dispor sobre ele, quais os fatores de interferência interna e externa, bem como até que ponto a dignidade é atingida ou, dependendo do ponto de vista, violada nos casos atinentes à morte humana. Isso porque é necessário o reconhecimento da premissa de que o ser humano, sendo fruto da natureza, amadurece de acordo com outros seres humanos. Sua maturidade é alcançada a partir do momento em que ele age de acordo com valores que considera apropriados ao seu modo de existir. Tem-se, portanto, a liberdade e a autonomia não podem ser encontradas nos genes, mas sim na cultura, sendo resultados de uma extensa experiência e tradição humana. Percebe-se daí que o processo de evolução não concede um manual de valores éticos, porém proporciona a todos os indivíduos a capacidade de adquiri-los (PESSINI; BARCHIFONTAINE, 2010, p. 203). Contudo, conforme já se apontou, é de se considerar que os valores apreendidos ao

25 20 decorrer da existência humana, pela condição de adjacentes a culturas específicas, expandem de acordo com as próprias vivências e ensejam uma série de interpretações distintas acerca de assuntos polêmicos, como é o caso do suicídio assistido. Evidente, portanto, que não se trata de pôr uma pá de cal na temática, visto que os debates que rodeiam a vida e a morte sempre serão calorosos e dotados de julgamentos controversos. Porém, quanto mais consciente o ser humano, mais latente será a exigência pelo reconhecimento de sua liberdade em decidir as próprias escolhas. Desse modo, inevitavelmente surgirão mais à tona casos que suscitem uma decisão que se apresente como utilitária e dissociada de ideologias que impeçam o indivíduo de decidir conforme sua própria determinação. Aliás, é sob esse prisma como se verá mais adiante que se pauta a pesquisa, mais especificamente no que concerne à autonomia da vontade do paciente em decidir o momento em que viver já não lhe é mais uma opção oportuna, buscando especificamente a compreensão acerca daquilo que de fato deve ser sopesado quando estiverem em discussão a morte, o corpo e seus valores. 2.2 SOCIEDADE MODERNA E LONGEVIDADE O século XXI iniciou sob forte influência de progressos e aprimoramentos e também por estagnações e atrasos, características próprias da sociedade moderna. Nele sobressai uma invejável capacidade de gerência das informações. Todavia, pode-se igualmente observar um misto de esperança e angústia causadas por essa competência; a primeira com as possibilidades trazidas pelas novas tecnologias e conhecimentos para a humanidade e a segunda pelas adversidades oniscientes a este novo mundo. Enxerga-se um futuro em potencial e promissor, tornando compulsória a escolha certa para que a caminhada afora não seja infrutífera (CARVAJAL; MORAES; PEGORARO, 2009, p. 9). O que se observa deste século atual é, portanto, uma estonteante excitação pelas invenções e conquistas que contribuíram para o desenvolvimento do mundo sob o prisma humano e tecnológico, acompanhada de um temor que se explica pelas frustrações oriundas da constatação de que essa mesma evolução foi capaz de gerar problemas e anseios nunca antes vivenciados.

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