Proposta de Adaptação do Webvox a Internet com XML

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1 Proposta de Adaptação do Webvox a Internet com XML Tatiana B. de Oliveira, Márcia Lilian Sandri, Fabiano Fagundes Centro Universitário Luterano de Palmas Palmas TO Brasil Resumo. Este artigo tem como objetivo apresentar uma proposta de leitura de páginas em XML para deficientes visuais, comparando com a leitura realizada pelo Webvox em páginas HTML. Serão apresentadas as dificuldades encontradas na interpretação das tags da linguagem XML, e como a utilização de ontologias poderá auxiliar na problemática apresentada. 1. Introdução Em uma sociedade que cobra a igualdade de direitos, é importante ressaltar a igualdade de acesso às informações dispostas na Internet. Possibilitar a um deficiente visual o acesso a estas informações é dar-lhe as mesmas oportunidades que um vidente tem. O desenvolvimento de sistemas que permita esta inclusão é mais um obstáculo transposto na integração dos portadores de necessidades de especiais. A Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE é o órgão de Assessoria da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, responsável pela gestão de políticas voltadas para integração da pessoa portadora de deficiência, tendo como eixo focal a defesa de direitos e a promoção da cidadania [CORDE 2000]. Esta coordenação possui um sistema de informação, SICORDE, que apresentou em seu site os resultados da Tabulação Avançada do Censo Demográfico que indicam que aproximadamente 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentam algum tipo de incapacidade ou deficiência. Incluem-se nessa categoria as pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, de ouvir, locomover-se ou com alguma deficiência física ou mental. A Tabela 1 apresenta a porcentagem para cada tipo de deficiência da população brasileira de acordo com o censo do IBGE de Deficiência pode ser definida como perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano, conforme Decreto no 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que Regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, e que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Outros documentos oficiais vêm regulamentar iniciativas para a inclusão de pessoas portadoras de deficiência, assim como normas para facilitar seu acesso a informações e equipamentos de comunicação. Alguns projetos oficiais têm a

2 finalidade de inserir na sociedade pessoas carentes portadores de deficiência visual e dar assistência as instituições que auxiliam pessoas portadores de deficiência. Tabela 1 - Percentual dos casos de deficiência. Deficiência Porcentagem Deficiência Mental Permanente 8,3% Deficiência Física 4,1% Deficiência Motora 22,9% Deficiência Auditiva 16,7% Deficiência Visual 48,1% Total 100% Iniciativas como Dosvox vêm ajudar na integração dos deficientes visuais, uma vez que foi desenvolvido com a finalidade de amenizar as necessidades de um deficiente visual. O Dosvox é um sistema com intuito de possibilitar o acesso ao computador por pessoas portadoras de deficiência visual. Esta acessibilidade é permita devida a principal característica do sistema: se comunicar com o usuário através de recursos sonoros. Esta característica contribui para atenuar as dificuldades encontradas por pessoas privadas do sentido da visão na operacionalização do computador. Desenvolvido para diminuir os empecilhos, e em alguns casos permitir, o acesso à internet por deficientes visuais, o Webvox também interage com o usuário por áudio. O Webvox é um dos programas que entregam o sistema Dosvox. 2. Dosvox e Webvox O sistema Dosvox, desenvolvido no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1994, foi pioneiro no Brasil no auxílio ao deficiente visual na interação com o computador. O sistema foi inicialmente preparado para ajudar os estudantes cegos da UFRJ a realizarem seus trabalhos de forma convencional, escrevendo e lendo de forma que os professores pudessem interagir com eles mais facilmente [Borges 2004]. O Dosvox é um sistema que se comunica com o usuário através de um sintetizador de voz, ou seja, ele descreve para o usuário a interface e apresenta os comandos que possibilitarão que o usuário se comunique com o sistema. O Dosvox foi o primeiro ambiente desenvolvido em língua portuguesa voltado para o deficiente visual, o que se tornou um dos principais fatores de aceitação no Brasil e nos países de língua portuguesa, pois mesmo existindo programas semelhantes conforme apresentado na Tabela 2 [Porto 2001]. Quase todos os sintetizadores utilizavam a língua inglesa, o que dificultava o uso do equipamento, já que a maioria dos cegos brasileiros não fala inglês, além de que, ouvir um texto em português lido com uma pronúncia em inglês é bastante desconfortável [Pinheiro 2004]. Outro motivo da grande aceitação do Dosvox é ter a interface amigável e ser gratuito, por ter sido financiado por órgãos sem fins

3 lucrativos. Já existe uma versão (simplificada) em espanhol, na intenção de atender uma crescente demanda advinda de outros países da América Latina [Porto 2001]. Leitores de Tela Navegadores Tabela 2: Outros sistemas computacionais para Deficientes Visuais Ambiente VIRTUAL VISION BRIDGE JAWS LYNX HOME PAGE READER WEBSPEAK País Brasil Canadá Estados Unidos da América Estados Unidos da América Estados Unidos da América Estados Unidos da América Durante todo o seu desenvolvimento o Dosvox vem ampliando seu leque de opções e suprindo as necessidades que vão se apresentando às novas aspirações de um portador de deficiência visual. O ambiente Dosvox conta com diversos aplicativos que auxiliam o usuário desde preencher um cheque, editar um texto até acessar uma página da Internet. Este último será apresentado com mais detalhes. Em 1994 o sistema continha doze programas [Borges 2004] e na sua versão 3.0 já somava mais de 70 programas [Porto 2001]. Sua última versão 3.2 conta com aproximadamente 100 aplicativos. Os programas que compõem o Dosvox podem ser divididos em 4 grupos sendo: menu principal, jogos, multimídia, aplicativos e acesso à rede e Internet. O ambiente Dosvox é desenvolvido na linguagem Pascal e seu código é aberto possibilitando a qualquer pessoa ver o código com seus comentários, o que facilita o estudo e entendimento de seu desenvolvimento. Na Figura 2 é possível ver parte no código e seus comentários. Não existe um registro formal da evolução do número de usuários, mas estimase que o número de usuários DOSVOX em era de pessoas em uso efetivo, sendo que acessando a Internet [Borges 2004]. Atualmente o ambiente conta com mais de usuários em todo o Brasil [Uliana 2005].

4 Figura 2 Parte do Código do Dosvox Dentre os aplicativos disponibilizados pelo Dosvox está o navegador Webvox, desenvolvido com a finalidade de diminuir as limitações dos deficientes visuais no acesso à Internet. Esse navegador, na exibição de uma homepage, carrega a página HTML (HyperText Markup Language), os arquivos webtags e webtags2 identificam as tags e através do webleit é feita a interpretação do HTML. Após essa interpretação o dvwin transforma o código HTML em fonemas e os envia para o arquivo dvwav para que o mesmo possa ser reproduzido no formato sonoro. Tag é uma marcação de um elemento, que permite que o navegador ou browser interprete as instruções que devem ser realizadas. Para permitir delimitação de uma instrução é necessário que seja utilizada uma tag no início e outra no fim de cada instrução, dessa forma o navegador consegue interpretar que o conteúdo compreendido entre estas tags tem a mesmo formato. Por exemplo, em uma página que contenha o código <TITLE> Projeto Dosvox</TITLE>, o Webvox carrega a página e então é feita a identificação das tags <TITLE> e </TITLE> para que o webleit consiga interpretar estas instruções e estão ser transformadas em fonemas para serem reproduzidas. Os arquivos webtags, webtags2, webleit, dvwin e dvwav são arquivos que contém parte do códigos do desenvolvidos pela equipe Dosvox, cada um com determinada responsabilidade na execução correta do sistema Dosvox. Uma das dificuldades encontradas na leitura de páginas para deficientes visuais é a falta de cuidado demonstrada por alguns desenvolvedores de páginas quando grande parte da página é composta por informações visuais e as mesmas, em sua implementação, não contém nenhum comentário referente à figura apresentada, o que se torna um obstáculo na leitura. Outra barreira encontrada para a acessibilidade a Internet pelos deficientes visuais é a falta de padronização no desenvolvimento das páginas. A adoção de técnicas de acessibilidade na concepção das páginas e aplicações para a Internet não são limitações, antes, pelo contrário, tornam-nas mais robustas, flexíveis, rápidas e fáceis de usar para usuários em geral [Rodrigues et al 2000]. O W3C é um órgão responsável em estabelecer diretrizes e padrões para a Web. Entre as diversas frentes de atuação do W3C, pode-se destacar o grupo de trabalho sobre acessibilidade na Web, o WAI (Web Accessibility Initiative) [W3C 2005a], cuja missão é promover a acessibilidade na WWW para pessoas com deficiência [Porto 2001]. Sem uma tecnologia de acesso adequada, os deficientes visuais podem ficar gravemente limitados quanto a quantidade e a qualidade das informações que podem acessar, o que inibe, ou até mesmo impossibilita, que eles utilizem plenamente as potencialidades deste meio de comunicação [Rodrigues et al 2000]. Seguindo as regras de acessibilidade é possível que o Webvox interprete e apresente ao usuário todos os componentes da página. Na Figura 4 é demonstrada uma página interpretada por um navegador convencional e a mesma página, porém interpretada pelo navegador Webvox.

5 Figura 4 Navegador convencional e Navegador Webvox 3. HTML e XML Utilizado no desenvolvimento das maiorias das páginas dispostas na Internet, o HTML surgiu a partir do SGML (Standard Generalized Markup Language) que é, na verdade, uma metalinguagem, ou seja, uma linguagem para descrever outras linguagens [Souza e Alvarenga 2004]. A linguagem HTML não pode ser considerada uma linguagem de programação como Java, por exemplo, o HTML é uma linguagem que delimita a estrutura das informações em uma página. O HTML é considerado linguagem estática, por não permitir a criação de novas tags. A criação de novas tags, para o HTML, só é possível se sua DTD (Document Type Definition) for alterada e os navegadores atualizados para que o mesmo possa interpretar as novas tags. Como já mencionado, o W3C é o responsável pela padronização na Web, e ela também o responsável por realizar estas atualizações. A versão 4.0 foi última atualização realizada na linguagem HTML [W3C 2005b]. O DTD é um arquivo em que são definidas as limitações de um arquivo, seja HTML ou XML. No DTD são especificados quais os elementos, atributos, tipo de dados que formarão um arquivo HTML ou XML, e a seqüência permitida para eles. O DTD pode ser definido como um conjunto de regras que valida um determinado tipo de documento. O navegador, ao ler um documento HTML, interpreta instruções das tags que compõem este documento, para decidir como serão exibidos os dados nele contidos. Os navegadores atuais interpretam o HTML porque o DTD para definição do HTML é fixo, e é conhecido a priori pelo interpretador do navegador [Souza e Alvarenga 2004]. Na Figura 5 é apresentado um trecho de código desenvolvido em HTML.

6 Figura 5 Código HTML Também originado do SGML, o XML (extensible Markup Language) [W3C 2005c] advém da necessidade de suprir algumas limitações encontradas no HTML e não com o objetivo de substituí-lo. O XML é uma linguagem dinâmica, pois esta, ao contrário do HTML, permite a criação de tags de acordo com a necessidade e critério do desenvolvedor. Esse benefício permite que se desenvolva um código mais peculiar a um determinado domínio. O DTD de um documento XML deve ser construído de forma que valide as tags utilizadas no desenvolvimento; como as tags do HTML são definidas a priori seu DTD não sofre alterações, isso não acontece com o documento XML, pois suas tags são definidas pelo desenvolvedor. Quando um código XML corresponde a seu DTD é chamado de um documento bem formado. Na Figura 6 é apresentado trecho de um código XML. Figura 6 Código em XML Enquanto o HTML preocupa-se com a forma com que o conteúdo vai ser exibido, o XML é voltado para a descrição do conteúdo. Outra diferença encontrada entre o HTML e o XML é que o primeiro aceita a ausência de uma tag de fechamento e atributos sem aspas enquanto o segundo é rígido nesse sentido. A especificação oficial da XML proíbe as aplicações de tentar inferir a intenção do autor de um arquivo defeituoso; se um defeito é encontrado, a aplicação é obrigada a parar ali mesmo e sinalizar um erro [W3C 2001]. Para que seja possível a leitura de uma página HTML, o navegador interpreta as tags, pois as mesmas já foram definidas, e carrega a página de acordo com as suas instruções. O Webvox ainda não consegue realizar a leitura de páginas em XML, pois os elementos utilizados no desenvolvimento destas páginas ficam a critério do desenvolvedor impossibilitando que o mesmo transforme o código em um arquivo de áudio. Na seção 2 é demonstrado o processo que o Webvox executa para fazer a leitura de uma página para um invisual.

7 Como as tags em XML ficam a critério do desenvolvedor o Webvox ainda não consegue fazer a interpretação das mesmas, pois não há nenhum recurso que possibilite a relação dos termos utilizados que possuem o mesmo significado, ou seja, ainda não é possível dizer que, por exemplo, a tag <author> poderiam ter o mesmo significado da tag <autor>. O projeto no qual este trabalho está baseado estuda um caminho para possibilitar a leitura dessas páginas pelo Webvox, que seria a utilização de ontologias (conforme apresentado a partir da próxima seção), pois esta possibilita a criação de um dicionário de termos que identifica palavras destintas, porém semanticamente iguais, ou seja, ela é capaz de relacionar palavras diferentes que contém o mesmo significado. Com a criação desta ontologia é possível identificar qual som deverá ser reproduzido para o usuário correspondente ao comando solicitado em uma tag XML. 4. Ontologias Uma ontologia é uma especificação explícita e formal de uma conceitualização compartilhada [Struder et al 1998]. A ontologia é utilizada para representar qualquer domínio do mundo real. A ontologia surgiu então com a necessidade de haver uma representação do conhecimento, ou seja, uma representação que fosse capaz de solucionar diferentes questões de todo o domínio e que estivesse compartilhada e independente, podendo assim ser utilizada por diversas aplicações [Silva 2004]. Outro recurso que a ontologia oferece é a possibilidade de relacionar termos de acordo com a sua semântica. Neste contexto, ontologias fornecem um vocabulário comum de uma área e definem, com níveis distintos de formalismos, o significado dos termos e dos relacionamentos entre eles [Gómez-Pérez e Benjamins 1999]. De maneira geral, as ontologias suportam as especificações de termos, conceitos e restrições de implementação de sistemas computacionais independendo da sua complexidade, garantindo assim uma padronização que pode ser utilizada nas mais diversas aplicações e por diferentes equipes de desenvolvimento de sistemas, servindo a propósitos distintos no decorrer do tempo, tornando-se uma peça fundamental para o desenvolvimento da Web Semântica. A OWL (Web Ontology Language) [OWL, 2004] é uma das ferramentas que pertencem à relação de tecnologias recomendadas pela W3C (World Wide Web Consortium) para o desenvolvimento da Web Semântica. Ela apresenta mecanismo para representar a ontologia de forma que o conteúdo das informações possa ser processado e seu significado compreendido, independente da sintaxe utilizada nos documentos [Silva 2004]. Nos últimos anos, diversas linguagens para definição de ontologias vêm sendo desenvolvidas, como por exemplo, a OIL (Ontology Inference Layer), SHOE (Simple HTML Ontology Extensions), XOL (XML-based Ontology ExchangeLanguage), DAML (DARPA Agent Markup Language), DAML+OIL, dentre outras [Lustosa apud Oil, Shoe, Xol, Damil e Owl 2003]. A ontologia formaliza o conhecimento através da utilização de cinco componentes [Novello 2002]: conceitos, relacionamentos, funções, axiomas, e instâncias. A criação de uma ontologia requer um estudo aprofundado sobre o domínio com intuito de definir de forma coerente e satisfatória todos os componentes que estruturam as ontologias. A formalização do conhecimento em uma ontologia deve ser

8 projetada de forma a abranger o domínio da aplicação e ainda ser extensível, incluindo o máximo de conhecimento acerca do domínio com o objetivo de poder ser reutilizável em outras aplicações. 5. Esquema do Navegador Com o uso da ontologia será possível criar um dicionário semântico que será capaz de relacionar palavras diferentes, mas com o mesmo significado. Com o desenvolvimento desse dicionário poderá ser solucionada a problemática encontrada na dificuldade de acesso dos deficientes visuais às páginas desenvolvidas em XML. O esquema proposto, demonstrado na Figura 7, apresenta a resolução do problema com a transformação de um código XML para HTML utilizando os recursos semânticos oferecidos pela Esquema Webvox Atual ontologia. Como essa transformação é possível realizar o mesmo processo já realizado pelo Webvox. Página HTML Identificação das tags Interpretação do HTML Transformação do HTML para fonemas Reprodução sonora dos fonemas Esquema Proposto Página XML Identificação das tags na página XML Na ontologia é feita uma relação das tags encontradas no XML para um tag corresponden te no HTML. Geração da página HTML corresponden te à página XML Executa o mesmo esquema já desenvolvido no Webvox. Figura 7 Esquema Webvox e Esquema Proposto Como já mencionado, a criação de uma ontologia demanda um conhecimento sobre o domínio que se deseja representar. A criação de um dicionário, através de uma ontologia, que relacione os termos com o mesmo significado, não é algo trivial, pois o mesmo exige que se tenha conhecimento de diversos termos utilizados com a mesma finalidade no desenvolvimento de páginas. Na Figura 8 parte do código de uma ontologia. Figura 8 Simulação de uma ontologia. Depois da conexão das tags do XML que correspondam às mesmas instruções das tags do HTML, será possível construir uma página virtual do HTML, ou seja, será simulada a construção de uma página em HTML que corresponda à página XML que se deseja ler. A partir página HTML simulada, o Webvox poderá realizar a leitura da

9 página, utilizando os recursos criados em seu desenvolvimento. Na figura 9 é possível visualizar a uma página HTML gerada a partir de uma página XML. Figura 9 Simulação da criação da página HTML virtual a partir na página XML A fim de que seja realizada a relação das tags, é necessário que as identifiquem na página XML, para que seja feita uma busca na ontologia por uma tag que tem a mesma função na página HTML. Com a simulação da página HTML será possível que o Webvox realize o processo já executado para a leitura página HTML para deficientes visuais. 6. Considerações Finais As iniciativas que são tomadas para ajudar portadores de deficiência devem ser tornar cada vez mais constantes, a fim de lhes oferecer igualdade de direitos. A proposta apresentada neste trabalho está sendo desenvolvida com a finalidade de reduzir as restrições de acessibilidade a Internet pelos deficientes visuais. A finalidade de sensibilizar os desenvolvedores na criação de páginas XML é argumentada pela oportunidade de proporcionar a qualquer usuário o direito de acessar a uma informação independente de suas limitação física. Mesmo com a criação de uma ontologia para realizar a relação semântica entre termo, isto só será possível se houver uma colaboração no sentido de evitar termos fora do contexto definido. Esta restrição não estaria limitando os recursos do XML e sim possibilitando que um deficiente visual possa acessar uma página sem obstáculos. Outro ponto que poderia ser estudado é a criação de algumas diretrizes pela W3C que auxiliassem e direcionassem os desenvolvedores para a criação de páginas XML que permitam a acessibilidade de um usuário privado do sentido da visão. A forma de convivência entre um cidadão comum com portadores de deficiência seria conveniente, se a visão que sem tem do segundo fosse: nem coitadinho, nem super-herói, apenas uma pessoa comum, com potencialidades de desenvolvimento e

10 algumas dificuldades específicas" [Porto apud Silva 2001]. As limitações de uma pessoa não devem ser colocadas como empecilho no desempenho de suas potencialidades e muito menos como barreira para realizarem tarefas que limitem sua integração social. 7. Referências Borges, J.A.S (2004) O sistema Dosvox e seu impacto sobre a evolução social dos Deficientes Visuais no Brasil, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro Brasil. Chaves, M.S. (2001) Um estudo sobre XML, Ontologias e RDF(S), Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, Rio Grande do Sul - Brasil. Gómez-Pérez, A. e Benjamins, V. R. (1999) Overview of knowledge sharing and reuse components: Ontologies and problem-solving methods. In: International Joint Conference on Artificial Intelligence (IJCAI-99), Workshop on Ontologies and Problem- Solving Methods (KRR5),Editors. Stockolm, Sweden. Lustosa, P.A. (2003) OWL e Protégé: estudo e aplicação de conceitos para exemplificação da definição da camada de esquema da Web Semântica em um determinado domínio, Trabalho de Conclusão de Curso, CEULP/ULBRA, Tocantins - Brasil. Novello, T.C. (2002) Ontologias, Sistemas baseados em conhecimento e modelos de banco de dados, Disponível em: <http://www.inf.ufrgs.br/~clesio/cmp151/cmp /artigo_taisa.pdf> Pinheiro, M. L. P. (2004) "EDIVOX Editor de Textos Para Deficientes Visuais, Trabalho de Conclusão de Curso, UFRJ, Rio de Janeiro Brasil. Porto, B.C. (2001) WEBVOX Um Navegador para a World Wide Web Destinado a Deficientes Visuais, Dissertação, UFRJ IM/NCE, Mestrado em Informática, Rio de Janeiro Brasil. Rodrigues, A.S., Filho, G.L.S. e Borges, J.A. (2000) Acessibilidade na Internet para Deficientes Visuais, FARN, Rio Grande do Norte - Brasil. Silva, N.N.A. (2004) Proposta de um modelo de desenvolvimento de ontologias e sua utilização na definição e integração de ontologias em OWL, Trabalho de Conclusão de Curso, CEULP/ULBRA, Tocantins, Brasil. Souza, R.R. e Alvarenga, L. (2004) A Web Semântica e suas contribuições para a ciência da informação. Revista Ciência da Informação, Vol. 33, No. 1. Struder, R., Benjamins, R., Fensel, D. (1998) Knowledge Engineering: Principles and Methods, Data and Knowledge Engineering, p Uliana, C.C. (2005) Manual do Sistema Operacional Dosvox. Disponível em: W3C (2001) XML in 10 points, Tradução - Fabrício Rogério Santos Santana, Universidade Federal de Sergipe, Sergipe - Brasil. Disponível em: Formatado: Português (Brasil)

11 W3C (2005a) The Web Accessibility Initiative - WAI, Disponível em: W3C (2005b) HyperText Markup Language (HTML) Home Page Disponível em: W3C (2005c) Extensible Markup Language (XML) Disponível em:

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