III SEMINÁRIO ESTADUAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL

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1 III SEMINÁRIO ESTADUAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL Painel II: Resíduos Sólidos Urbanos Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos. José Valverde Machado Filho Cenários e Evolução Rio de Janeiro habitantes. Gestão dos resíduos sólidos A limpeza da cidade era toda confiada aos urubus,. Oliveira Lima A urina e as fezes dos moradores, recolhidas durante a noite, eram transportadas de manhã para serem despejadas no mar por escravos... Jurandir Malerba AFASTAMENTO. Início Século XX Peste bubônica. Século XX 1ª metade predomínio dos resíduos orgânicos. (POPULAÇÃO: 51,9 MILHÕES). Século XX 2ª metade Planos de Metas Governo JK 1956 crescer 50 anos em 5 anos. Desenvolvimento Industrial. (POPULAÇÃO: 190 MILHÕES). Gravura: Market stall, Henry Chamberlain

2 Um investimento de 2% do PIB global em dez setores chave pode combater a pobreza e gerar um crescimento mais verde e eficiente Alocação de recursos em 10 setores estratégicos para esverdear a economia. Gestão de resíduos US$ 110 bilhões, incluindo reciclagem Imobiliário US$ 134 bilhões a serem destinados a programas de eficiência energética Energético US$ 360 bilhões Pesca US$ 110 bilhões, incluindo a redução de capacidade das frotas mundiais Agricultura US$ 108 bilhões, incluindo as pequenas explorações. Silvicultura US$ 15 bilhões para o combate às mudanças climáticas Indústria US$ 75 bilhões Turismo US$ 135 bilhões Transportes US$ 190 bilhões Água 110 bilhões, incluindo saneamento básico 2

3 Indicadores : Geração de resíduos urbanos no Brasil t/ano t/ano Fonte: Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil Abrelpe (+)6,8% PIB ,5% Fonte IBGE Desenvolvimento Econômico = Geração de Resíduos Sólidos? Geração de resíduos urbanos no Estado de Santa Catarina t/dia t/dia 3

4 Coleta de resíduos urbanos no Brasil t/ano t/ano Fonte: Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil Abrelpe Coleta de resíduos urbanos no Estado de Santa Catarina t/dia t/dia 4

5 Destinação final dos RSU coletados 2010 no Brasil Fonte: Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil Abrelpe Aterro Aterro LIXÃO Sanitário Controlado 18,1% 57,6% 24,3% Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2010, estima em R$ 8 bilhões as perdas do país com o não aproveitamento dos resíduos sólidos. Destinação final dos RSU coletados no Estado de Santa Catarina em 2010 Fonte: Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil Abrelpe Aterro Aterro LIXÃO Sanitário Controlado 11,6% 71,3% 17,10% 5

6 Política Nacional de Resíduos Sólidos Leinº12.305,de2deagostode2010,instituiaPolíticaNacionalde Resíduos Sólidos; altera a Lei n o 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Decreto nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, regulamenta a Lei n o , de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências. Fundamentos do processo legislativo da PNRS Construção de Políticas Públicas Articulação entre Legislativo e Executivo. Engajamento das Entidades Setoriais. Garantia de ampla participação da Sociedade Civil Organizada 6

7 Políticas de Resíduos Sólidos Política Nacional de Resíduos Sólidos Poluidor-Pagador Protetor-Recebedor Responsabilidade Compartilhada Desenvolvimento Sustentável Razoabilidade Política Estadual de Resíduos Sólidos Lei nº /2005, revogada pela Lei nº 14675/2009 Política Municipal de Resíduos Sólidos Nova ordem para a gestão e o gerenciamento Não geração Redução Reutilização Reciclagem Destinação final dos resíduos Disposição final dos rejeitos Tratamento dos resíduos sólidos e Disposição final ambientalmente adequado dos rejeitos 7

8 Implementação da PNRS Responsabilidade Compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos consumidores fabricantes distribuidores e comerciantes importadores 8

9 Implantação da Logística Reversa: I - Acordos Setoriais - ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto; II - Regulamentos expedidos pelo Poder Público; ou III - Termos de Compromisso. Logística Reversa Cadeia produtiva Recurso Natural Fabricante ou Importador F Co-produto Comércio Destinação final RESÍDUOS Estrutura LR Consumidor 9

10 Comitê Orientador da Logística Reversa Grupos de Trabalho constituídos em andamento: 1 Descarte de Medicamentos 2 Embalagens em Geral 3 Óleo Lubrificante, Seus Resíduos e Embalagens 4 Lâmpadas Fluorecentes, de Vapor de Sódio e Mercúrio e de Luz Mista 5 Eletroeletrônico Grupos Técnicos Comitê Interministerial 01. Planos e Acompanhamento de Implementação da PNRS; 02. Recuperação Energética; 03. Estudos de Desoneração Tributária; 04. Plano de Gerenciamento de Resíduos Perigosos e Áreas Órfãs; 05. Sistema Nacional de Informações em Resíduos Sólidos (Sinir). 10

11 Coleta Seletiva Indicadores dos Municípios Brasileiros *IBGE PNSB/2008 MUNICÍPIOS EXISTEM NÃO EXISTEM **ABRELPE 2010 MUNICÍPIOS COM INICIATIVAS SEM INICIATIVAS (57,6%) (42,4%) *Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000/2008. **Fonte ABRELPE Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais : Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2010 DA PARTICIPAÇÃO DOS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS E REUTILIZÁVEIS O sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos e a logística reversa priorizarão a participação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis constituídas por pessoas físicas de baixa renda. 11

12 Políticas Integradas SANEAMENTO EDUCAÇÃO AMBIENTAL PNRS AGROTÓXICOS CONSÓRCIOS Publicações Manual Prático da Cidadania Ambiental Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos Organizadores: Arnaldo Jardim Consuelo Yoshida José Valverde Gestão de Natureza Pública & Sustentabilidade Co-autores: Arnaldo Jardim e José Valverde Capítulo:Marcos regulatórios como fundamento para as políticas públicas de gestão integrada dos resíduos sólidos 12

13 Lançamentos em Maio/

14 Muito obrigado! José Valverde 14

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