2014/2. Índice. Política do esporte de alto rendimento no Brasil: Análise da estratégia de investimentos nas confederações olímpicas

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1 2014/2 Índice 9 13 Nota Editorial Universidade e liberdade Jorge Bento Comparação entre diferentes cargas na avaliação em teste anaeróbio de Wingate adaptado para membros superiores João Elias Dias Nunes, Guilherme Morais Puga, Política do esporte de alto rendimento no Brasil: Análise da estratégia de investimentos nas confederações olímpicas Lenadro Carlos Mazzei, Flávia Cunha Bastos, Maria Tereza Silveira Böhme, Veerle De Bosscher Análise das pressões plantares durante a caminhada: Uma revisão da literatura Heitor Santos Cunha, Cristiano L. Monteiro de Marcelo Peduzzi de Castro, Denise Paschoal Soares, Barros, Nadia Carla Cheik, Guilherme G. de Agostini Leandro Machado 23 Conceito de força psicológica na Ginástica Artística: A percepção de treinadores brasileiros de elite. 95 Impacto do exercício físico regular no catabolismo muscular subjacente à caquexia associada ao cancro Maria Margarida Loureiro, Ana Isabel Padrão, José Lucas Rodrigues, Cláudia Dias, Nuno Corte-Real, Alberto Duarte, Rita Ferreira António Manuel Fonseca 47 Predição do motivo de prática fitness/ saúde através da orientação motivacional e da motivação intrínseca em brasileiros praticantes de exercício físico. 109 Relevância da intervenção psicológica em casos de lesão de atletas José Vasconcelos-Raposo, Rute Carvalho, Carla M Teixeira, Jaime Tolentino Neto Fernanda Borges Silva, Antonio Alias, Juan António Moreno

2 Corpo editorial da RPCD Ficha técnica da RPCD Director Jorge Olímpio Bento (Universidade do Porto) Conselho editorial Adroaldo Gaya (Universidade Federal Rio Grande Sul, Brasil) António Prista (Universidade Pedagógica, Moçambique) Eckhard Meinberg (Universidade Desporto Colónia, Alemanha) Gaston Beunen (Universidade Católica Lovaina, Bélgica) Go Tani (Universidade São Paulo, Brasil) Ian Franks (Universidade de British Columbia, Canadá) João Abrantes (Universidade Técnica Lisboa, Portugal) Jorge Mota (Universidade do Porto, Portugal) José Alberto Duarte (Universidade do Porto, Portugal) José Maia (Universidade do Porto, Portugal) Michael Sagiv (Instituto Wingate, Israel) Neville Owen (Universidade de Queensland, Austrália) Rafael Martín Acero (Universidade da Corunha, Espanha) Robert Brustad (Universidade de Northern Colorado, USA) Robert M. Malina (Universidade Estadual de Tarleton, USA) Editor Chefe António Manuel Fonseca (Universidade do Porto, Portugal) Editores Associados Amândio Graça (Universidade do Porto, Portugal) António Ascensão (Universidade do Porto, Portugal) João Paulo Vilas Boas (Universidade do Porto, Portugal) José Maia (Universidade do Porto, Portugal) José Oliveira (Universidade do Porto, Portugal) José Pedro Sarmento (Universidade do Porto, Portugal) Júlio Garganta (Universidade do Porto, Portugal) Olga Vasconcelos (Universidade do Porto, Portugal) Rui Garcia (Universidade do Porto, Portugal) Consultores Alberto Amadio (Universidade São Paulo) Alfredo Faria Júnior (Universidade Estado Rio Janeiro) Almir Liberato Silva (Universidade do Amazonas) Anthony Sargeant (Universidade de Manchester) António José Silva (Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro) António Roberto da Rocha Santos (Univ. Federal Pernambuco) Carlos Balbinotti (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Carlos Carvalho (Instituto Superior da Maia) Carlos Neto (Universidade Técnica Lisboa) Cláudio Gil Araújo (Universidade Federal Rio Janeiro) Dartagnan P. Guedes (Universidade Estadual Londrina) Duarte Freitas (Universidade da Madeira) Eduardo Kokubun (Universidade Estadual Paulista, Rio Claro) Eunice Lebre (Universidade do Porto, Portugal) Francisco Alves (Universidade Técnica de Lisboa) Francisco Camiña Fernandez (Universidade da Corunha) Francisco Carreiro da Costa (Universidade Técnica Lisboa) Francisco Martins Silva (Universidade Federal Paraíba) Glória Balagué (Universidade Chicago) Gustavo Pires (Universidade Técnica Lisboa) Hans-Joachim Appell (Universidade Desporto Colónia) Helena Santa Clara (Universidade Técnica Lisboa) Hugo Lovisolo (Universidade Gama Filho) Isabel Fragoso (Universidade Técnica de Lisboa) Jaime Sampaio (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) Jean Francis Gréhaigne (Universidade de Besançon) Jens Bangsbo (Universidade de Copenhaga) João Barreiros (Universidade Técnica de Lisboa) José A. Barela (Universidade Estadual Paulista, Rio Claro) José Alves (Escola Superior de Desporto de Rio Maior) José Luis Soidán (Universidade de Vigo) José Manuel Constantino (Universidade Lusófona) José Vasconcelos Raposo (Univ. Trás-os-Montes Alto Douro) Juarez Nascimento (Universidade Federal Santa Catarina) Jürgen Weineck (Universidade Erlangen) Lamartine Pereira da Costa (Universidade Gama Filho) Lilian Teresa Bucken Gobbi (Univ. Estadual Paulista, Rio Claro) Luis Mochizuki (Universidade São Paulo) Luís Sardinha (Universidade Técnica Lisboa) Luiz Cláudio Stanganelli (Universidade Estadual de Londrina) Manoel Costa (Universidade de Pernambuco) Manuel João Coelho e Silva (Universidade de Coimbra) Manuel Patrício (Universidade de Évora) Manuela Hasse (Universidade Técnica de Lisboa) Marco Túlio de Mello (Universidade Federal de São Paulo) Margarida Espanha (Universidade Técnica de Lisboa) Margarida Matos (Universidade Técnica de Lisboa) Maria José Mosquera González (INEF Galiza) Markus Nahas (Universidade Federal Santa Catarina) Mauricio Murad (Univers. Estado Rio de Janeiro e Universo) Ovídio Costa (Universidade do Porto, Portugal) Pablo Greco (Universidade Federal de Minas Gerais) Paula Mota (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) Paulo Farinatti (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Paulo Machado (Universidade Minho) Pedro Sarmento (Universidade Técnica de Lisboa) Ricardo Petersen (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Sidónio Serpa (Universidade Técnica Lisboa) Silvana Göllner (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Valdir Barbanti (Universidade São Paulo) Víctor da Fonseca (Universidade Técnica Lisboa) Víctor Lopes (Instituto Politécnico Bragança) Víctor Matsudo (CELAFISCS) Wojtek Chodzko-Zajko (Univers. Illinois Urbana-Champaign) A RPCD tem o apoio da FCT Programa Operacional Ciência, Tecnologia, Inovação do Quadro Comunitário de Apoio III Revista Portuguesa de Ciências do Desporto Publicação quadrimestral da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto [ISSN ] Design e paginação Rui Mendonça colaboração Márcio Sá Impressão e acabamento Sersilito Tiragem 500 exemplares fotografia na capa Jornal RECORD A reprodução de artigos, gráficos ou fotografias da Revista só é permitida com autorização escrita do Director. Endereço para correspondência Revista Portuguesa de Ciências do Desporto Faculdade de Desporto da Universidade do Porto Rua Dr. Plácido Costa, Porto Portugal Tel: ; Fax: Preço do número avulso Preço único para qualquer país: 20 A Revista Portuguesa de Ciências do Desporto está representada na plataforma SciELO Portugal Scientific Electronic Library Online [site], no SPORTDiscus e no Directório e no Catálogo Latindex Sistema regional de informação em linha para revistas científicas da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal.

3 Normas de publicação na RPCD Tipos de publicação Investigação original RPCD publica artigos originais relativos a todas as áreas das ciências do desporto; Revisões da investigação A RPCD publica artigos de síntese da literatura que contribuam para a generalização do conhecimento em ciências do desporto. Artigos de meta-análise e revisões críticas de literatura são dois possíveis modelos de publicação. Porém, este tipo de publicação só estará aberto a especialistas convidados pela RPCD. Comentários Comentários sobre artigos originais e sobre revisões da investigação são, não só publicáveis, como são francamente encorajados pelo corpo editorial; Estudos de caso A RPCD publica estudos de caso que sejam considerados relevantes para as ciências do desporto. O controlo rigoroso da metodologia é aqui um parâmetro determinante. Ensaios A RPCD convidará especialistas a escreverem ensaios, ou seja, reflexões profundas sobre determinados temas, sínteses de múltiplas abordagens próprias, onde à argumentação científica, filosófica ou de outra natureza se adiciona uma forte componente literária. Revisões de publicações A RPCD tem uma secção onde são apresentadas revisões de obras ou artigos publicados e que sejam considerados relevantes para as ciências do desporto. Regras gerais de publicação Os artigos submetidos à RPCD deverão conter dados originais, teóricos ou experimentais, na área das ciências do desporto. A parte substancial do artigo não deverá ter sido publicada em mais nenhum local. Se parte do artigo foi já apresentada publicamente deverá ser feita referência a esse facto na secção de Agradecimentos. Os artigos submetidos à RPCD serão, numa primeira fase, avaliados pelo editor-chefe e terão como critérios iniciais de aceitação: normas de publicação, relação do tópico tratado com as ciências do desporto e mérito científico. Depois desta análise, o artigo, se for considerado previamente aceite, será avaliado por 2 referees independentes e sob a forma de análise duplamente cega. A aceitação de um e a rejeição de outro obrigará a uma 3ª consulta. Preparação dos manuscritos Aspectos gerais Cada artigo deverá ser acompanhado por uma carta de rosto que deverá conter: Título do artigo e nomes dos autores; Declaração de que o artigo nunca foi previamente publicado. Formato: Os manuscritos deverão ser escritos em papel A4 com 3 cm de margem, letra 12 com duplo espaço e não exceder 20 páginas; As páginas deverão ser numeradas sequencialmente, sendo a página de título a nº1. Dimensões e estilo: Os artigos deverão ser o mais sucintos possível; A especulação deverá ser apenas utilizada quando os dados o permitem e a literatura não confirma; Os artigos serão rejeitados quando escritos em português ou inglês de fraca qualidade linguística; As abreviaturas deverão ser as referidas internacionalmente. Página de título: A página de título deverá conter a seguinte informação: Especificação do tipo de trabalho (cf. Tipos de publicação); Título conciso mas suficientemente informativo; Nomes dos autores, com a primeira e a inicial média (não incluir graus académicos) Running head concisa não excedendo os 45 caracteres; Nome e local da instituição onde o trabalho foi realizado; - Nome e morada do autor para onde toda a correspondência deverá ser enviada, incluindo endereço de Página de resumo: Resumo deverá ser informativo e não deverá referir-se ao texto do artigo; Se o artigo for em português o resumo deverá ser feito em português e em inglês Deve incluir os resultados mais importantes que suportem as conclusões do trabalho; Deverão ser incluídas 3 a 6 palavras-chave; Não deverão ser utilizadas abreviaturas; O resumo não deverá exceder as 200 palavras. Introdução: Deverá ser suficientemente compreensível, explicitando claramente o objectivo do trabalho e relevando a importância do estudo face ao estado actual do conhecimento; A revisão da literatura não deverá ser exaustiva. Material e métodos: Nesta secção deverá ser incluída toda a informação que permite aos leitores realizarem um trabalho com a mesma metodologia sem contactarem os autores; Os métodos deverão ser ajustados ao objectivo do estudo; deverão ser replicáveis e com elevado grau de fidelidade; Quando utilizados humanos deverá ser indicado que os procedimentos utilizados respeitam as normas internacionais de experimentação com humanos (Declaração de Helsínquia de 1975); Quando utilizados animais deverão ser utilizados todos os princípios éticos de experimentação animal e, se possível, deverão ser submetidos a uma comissão de ética; Todas as drogas e químicos utilizados deverão ser designados pelos nomes genéricos, princípios activos, dosagem e dosagem; A confidencialidade dos sujeitos deverá ser estritamente mantida; Os métodos estatísticos utilizados deverão ser cuidadosamente referidos. Resultados: Os resultados deverão apenas conter os dados que sejam relevantes para a discussão; Os resultados só deverão aparecer uma vez no texto: ou em quadro ou em figura; O texto só deverá servir para relevar os dados mais relevantes e nunca duplicar informação; A relevância dos resultados deverá ser suficientemente expressa; Unidades, quantidades e fórmulas deverão ser utilizados pelo Sistema Internacional (SI units). Todas as medidas deverão ser referidas em unidades métricas. Discussão: Os dados novos e os aspectos mais importantes do estudo deverão ser relevados de forma clara e concisa; Não deverão ser repetidos os resultados já apresentados; A relevância dos dados deverá ser referida e a comparação com outros estudos deverá ser estimulada; As especulações não suportadas pelos métodos estatísticos não deverão ser evitadas; Sempre que possível, deverão ser incluídas recomendações; A discussão deverá ser completada com um parágrafo final onde são realçadas as principais conclusões do estudo. Agradecimentos: Se o artigo tiver sido parcialmente apresentado publicamente deverá aqui ser referido o facto; Qualquer apoio financeiro deverá ser referido. Referências As referências deverão ser citadas no texto por número e compiladas alfabeticamente e ordenadas numericamente; Os nomes das revistas deverão ser abreviados conforme normas internacionais (ex: Index Medicus); Todos os autores deverão ser nomeados (não utilizar et al.) Apenas artigos ou obras em situação de in press poderão ser citados. Dados não publicados deverão ser utilizados só em casos excepcionais sendo assinalados como dados não publicados ; Utilização de um número elevado de resumos ou de artigos não peerreviewed será uma condição de não aceitação; Exemplos de referências: Artigo de revista 1 Pincivero DM, Lephart SM, Karunakara RA (1998). Reliability and precision of isokinetic strength and muscular endurance for the quadriceps and hamstrings. Int J Sports Med 18: Livro completo Hudlicka O, Tyler KR (1996). Angiogenesis. The growth of the vascular system. London: Academic Press Inc. Ltd. Capítulo de um livro Balon TW (1999). Integrative biology of nitric oxide and exercise. In: Holloszy JO (ed.). Exercise and Sport Science Reviews vol. 27. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, Figuras Figuras e ilustrações deverão ser utilizadas quando auxiliam na melhor compreensão do texto; As figuras deverão ser numeradas em numeração árabe na sequência em que aparecem no texto; - As figuras deverão ser impressas em folhas separadas daquelas contendo o corpo de texto do manuscrito. No ficheiro informático em processador de texto, as figuras deverão também ser colocadas separadas do corpo de texto nas páginas finais do manuscrito e apenas uma única figura por página; As figuras e ilustrações deverão ser submetidas com excelente qualidade gráfico, a preto e branco e com a qualidade necessária para serem reproduzidas ou reduzidas nas suas dimensões; As fotos de equipamento ou sujeitos deverão ser evitadas. Quadros Os quadros deverão ser utilizados para apresentar os principais resultados da investigação. Deverão ser acompanhados de um título curto; Os quadros deverão ser apresentados com as mesmas regras das referidas para as legendas e figuras; Uma nota de rodapé do quadro deverá ser utilizada para explicar as abreviaturas utilizadas no quadro. submissão dos manuscritos A submissão de artigos para à RPCD poderá ser efectuada por via postal, através do envio de 1 exemplar do manuscrito em versão impressa em papel, acompanhada de versão gravada em suporte informático (CD-ROM ou DVD) contendo o artigo em processador de texto Microsoft Word (*.doc). - Os artigos poderão igualmente ser submetidos via , anexando o ficheiro contendo o manuscrito em processador de texto Microsoft Word (*.doc) e a declaração de que o artigo nunca foi previamente publicado. Endereços para envio de artigos Revista Portuguesa de Ciências do Desporto Faculdade de Desporto da Universidade do Porto Rua Dr. Plácido Costa, Porto Portugal (+351)

4 Publication norms Working materials (manuscripts) Original investigation The PJSS publishes original papers related to all areas of Sport Sciences. Reviews of the literature (state of the art papers): State of the art papers or critical literature reviews are published if, and only if, they contribute to the generalization of knowledge. Metaanalytic papers or general reviews are possible modes from contributing authors. This type of publication is open only to invited authors. Commentaries: Commentaries about published papers or literature reviews are highly recommended by the editorial board and accepted. Case studies: Highly relevant case studies are favoured by the editorial board if they contribute to specific knowledge within the framework of Sport Sciences research. The meticulous control of research methodology is a fundamental issue in terms of paper acceptance. Essays: The PJSS shall invite highly regarded specialists to write essays or careful and deep thinking about several themes of the sport sciences mainly related to philosophy and/or strong argumentation in sociology or psychology. Book reviews: the PJSS has a section for book reviews. General publication rules: all papers submitted to the PJSS are obliged to have original data, theoretical or experimental, within the realm of Sport Sciences. It is mandatory that the submitted paper has not yet been published elsewhere. If a minor part of the paper was previously published, it has to be stated explicitly in the acknowledgments section. All papers are first evaluated by the editor in chief, and shall have as initial criteria for acceptance the following: fulfilment of all norms, clear relationship to Sport Sciences, and scientific merit. After this first screening, and if the paper is firstly accepted, two independent referees shall evaluate its content in a double blind fashion. A third referee shall be considered if the previous two are not in agreement about the quality of the paper. After the referees receive the manuscripts, it is hoped that their reviews are posted to the editor in chief in no longer than a month. Manuscript preparation General aspects: The first page of the manuscript has to contain: Title and author(s) name(s) Declaration that the paper has never been published Format: All manuscripts are to be typed in A4 paper, with margins of 3 cm, using Times New Roman style size 12 with double space, and having no more than 20 pages in length. Pages are to be numbered sequentially, with the title page as n.1. Size and style: Papers are to be written in a very precise and clear language. No place is allowed for speculation without the boundaries of available data. If manuscripts are highly confused and written in a very poor Portuguese or English they are immediately rejected by the editor in chief. All abbreviations are to be used according to international rules of the specific field. Title page: Title page has to contain the following information: Specification of type of manuscript (but see working materialsmanuscripts). Brief and highly informative title. Author(s) name(s) with first and middle names (do not write academic degrees) Running head with no more than 45 letters. Name and place of the academic institutions. Name, address, Fax number and of the person to whom the proof is to be sent. Abstract page: The abstract has to be very precise and contain no more than 200 words, including objectives, design, main results and conclusions. It has to be intelligible without reference to the rest of the paper. Portuguese and English abstracts are mandatory. Include 3 to 6 key words. Do not use abbreviations. Introduction: Has to be highly comprehensible, stating clearly the purpose(s) of the manuscript, and presenting the importance of the work. Literature review included is not expected to be exhaustive. Material and methods: Include all necessary information for the replication of the work without any further information from authors. All applied methods are expected to be reliable and highly adjusted to the problem. If humans are to be used as sampling units in experimental or nonexperimental research it is expected that all procedures follow Helsinki Declaration of Human Rights related to research. When using animals all ethical principals related to animal experimentation are to be respected, and when possible submitted to an ethical committee. All drugs and chemicals used are to be designated by their general names, active principles and dosage. Confidentiality of subjects is to be maintained. All statistical methods used are to be precisely and carefully stated. Results: Do provide only relevant results that are useful for discussion. Results appear only once in Tables or Figures. Do not duplicate information, and present only the most relevant results. Importance of main results is to be explicitly stated. Units, quantities and formulas are to be expressed according to the International System (SI units). Use only metric units. Discussion: New information coming from data analysis should be presented clearly. Do no repeat results. Data relevancy should be compared to existing information from previous research. Do not speculate, otherwise carefully supported, in a way, by insights from your data analysis. Final discussion should be summarized in its major points. Acknowledgements: If the paper has been partly presented elsewhere, do provide such information. Any financial support should be mentioned. References: Cited references are to be numbered in the text, and alphabetically listed. Journals names are to be cited according to general abbreviations (ex: Index Medicus). Please write the names of all authors (do not use et al.). Only published or in press papers should be cited. Very rarely are accepted non published data. If non-reviewed papers are cited may cause the rejection of the paper. Examples: Peer-review paper 1 Pincivero DM, Lephart SM, Kurunakara RA (1998). Reliability and precision of isokinetic strength and muscular endurance for the quadriceps and hamstrings. In J Sports Med 18: Complete book Hudlicka O, Tyler KR (1996). Angiogenesis. The growth of the vascular system. London:Academic Press Inc. Ltd. Book chapter Balon TW (1999). Integrative biology of nitric oxide and exercise. In: Holloszy JO (ed.). Exercise and Sport Science Reviews vol. 27. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, Figures Figures and illustrations should be used only for a better understanding of the main text. Use sequence arabic numbers for all Figures. Each Figure is to be presented in a separated sheet with a short and precise title. In the back of each Figure do provide information regarding the author and title of the paper. Use a pencil to write this information. All Figures and illustrations should have excellent graphic quality I black and white. Avoid photos from equipments and human subjects. Tables Tables should be utilized to present relevant numerical data information. Each table should have a very precise and short title. Tables should be presented within the same rules as Legends and Figures. Tables footnotes should be used only to describe abbreviations used. Manuscript submission The manuscript submission could be made by post sending one hard copy of the article together with an electronic version [Microsoft Word (*.doc)] on CD-ROM or DVD. Manuscripts could also be submitted via attaching an electronic file version [Microsoft Word (*.doc)] together with the declaration that the paper has never been previously published. Address for manuscript submission Revista Portuguesa de Ciências do Desporto Faculdade de Desporto da Universidade do Porto Rua Dr. Plácido Costa, Porto Portugal (+351)

5 Jorge Olímpio Bento 1 1 Diretor da Revista Portuguesa de Ciências do Desporto Nota Editorial Caleidoscópio de um mesmo estado de alma E Peço desculpa ao leitor, mas os tempos não consentem a desatenção no tocante ao que se passa no contexto abrangente. Pelo contrário, exigem que lhe prestemos redobrada atenção. O que acontece no âmbito geral irradia e afeta, de maneira cada vez mais direta e grave, os domínios setoriais e, sobretudo, o plano existencial. Assemelha-se a uma atmosfera sem oxigénio e, portanto, exterminadora da vida. Quaisquer que sejam os caminhos por onde andemos, vamos dar sempre ao mesmo estado de alma. Vive-se uma era crepuscular, de descrença, desilusão e depressão, em todas as dimensões. A nova ditadura: o regime da cleptocracia O caso do Banco Espírito Santo tem o mérito de pôr completamente a nu o regime que vigora em Portugal. É exatamente igual ao que se apoderou de todo o mundo. A atual versão da democracia chama-se cleptocracia. A generalidade dos cidadãos tem perfeita consciência e suficiente conhecimento disso, mas está conformada à situação. Prima pela indiferença e pela falta de uma reação que acabe com a vergonha. Estamos mais mortos do que no tempo do Estado Novo. Naquela era estávamos vivos, a tal ponto que obrigávamos os sacripantas a cuidar das aparências. Agora eles não têm essa necessidade. O mal dá-se ao luxo de se apresentar às escâncaras e de se rir, com gargalhadas estridentes e a bandeiras despregadas, na nossa cara. Ou seja, hoje, os cidadãos consentem que o mal ande por aí enfatuado e engravatado, ofenda e roube muito, fique impune e se pavoneie com total descaramento e transparência, à vista de quem não se recusar a vê-lo. 9 RPCD 14 (2): 9-12

6 Vivemos numa ditadura, repito, numa ditadura, que não se rala absolutamente nada por exibir disfarces esfarrapados de democracia. Exatamente por isso, este arremedo de democracia constitui um regime de perigosa dormência. É como se nos tivéssemos habituado a uma comida envenenada, que não mata de uma vez com ar esbugalhado, mas vai-nos matando silenciosa e sorrateiramente por dentro, na nossa dignidade e identidade. Já o disse noutras ocasiões, os intelectuais e os académicos são corresponsáveis pela cleptocracia reinante. São coniventes com esta imundície que lhes chega ao pescoço, sem denotarem repelência pelo ar fétido que exala da cloaca em que tudo isto se tornou. Afinal, nas Business Schools, Faculdades, Escolas e Institutos de economia, de gestão, de marketing e afins ensina-se o quê? A estabelecer negócios sérios ou artimanhas, métodos e procedimentos para incentivar a criar negócios e empreendedores sujos, desprovidos de escrúpulos e de inibições cívicas? E nas Faculdades de Direito, ensina-se a respeitar a legalidade e a ética ou forjam-se figurões, competências e habilidades para as driblar? E aos comentadores e jornalistas, não lhes causa qualquer inquietude o facto de se prestarem a desempenhar o papel de aldrabões e trampolineiros? Com que então o Banco de Portugal tem cumprido bem - e até de modo exemplar! - a função de regulador e disciplinador do sistema bancário? Está-se mesmo a ver, não está?! Como classificar um léxico e uma terminologia (e os seus utentes) que, em vez de esclarecer, servem para instalar a mistificação e confundir o cidadão? Essa canalhada, prenhe de empáfia e esperteza, não se enxerga? Não se olha no espelho das obscenidades que adula e encobre? Alguém, com um mínimo de inteligência, acredita que se pode ser Presidente do Banco de Portugal ou da CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, sem estar mais ou menos integrado no sistema bancário e no setor financeiro? Poderá chegar a qualquer um dos cargos uma criatura que enfrente a desconfiança ou a oposição dessas confrarias? Sim ou não? Regular e disciplinar o sistema bancário e o mercado financeiro será ir, de vez em quando, à Assembleia da República, fazer declarações, aparentemente condenatórias, mas não impeditivas da prática contumaz de fraudes, umas atrás das outras? Que nome podemos dar a esta democracia do faz de conta se não o de cleptocracia, consentida, oleada e patrocinada, de cima a baixo, pelos diferentes poderes? Aplica-se ou não a eles esta passagem - Se gritar: pega ladrão, não fica um, meu irmão! - de uma conhecida canção brasileira? Sentem os portugueses repugnância e revolta contra este roubo organizado, contra bancos e organizações de ladrões? Não, não dão sinais que apontem nessa direção. Ao invés, tratam com deferência e respeitabilidade a súcia de criminosos e malfeitores do mais elevado quilate, que desfilam nas diversas procissões públicas sob o protetor e luzidio pálio do arco do poder. Deixaram-se anestesiar, pouco a pouco, para irem morrendo lentamente sem o mínimo sintoma de dor moral. Não têm desculpa, nem podem esperar compreensão ou perdão. Vão legar aos vindouros uma memória de desdoiro e condenação. Da responsabilidade da opinião pública Se aguardarmos que sejam os políticos a tirar-nos do atoleiro económico, cultural e moral, onde estamos enterrados até ao pescoço, bem podemos esperar sentados. Desenganemo- -nos de uma vez por todas. Desse lado não vem nada que nos salve. Dos intelectuais também não se pode esperar grande coisa; esfumaram-se dos debates públicos, pelo menos dos que interessam. Apenas são convidados a participar neles, se alinharem no jogo da moda e se tornarem um bobo da corte. Os diversos assuntos são decididos pelos poderes administrativos, económicos, financeiros e fáticos, entre os quais os verdadeiros intelectuais brilham pela ausência. Consciente do estatuto a que foram reduzidos, a maioria optou pela discrição ou pela abstenção na discussão e na intervenção em prol do bem comum. Com os professores universitários passa-se, mais ou menos, o mesmo. Muitos não estão à altura da grandeza da função e missão humanista, cultural, ética, estética e social da Universidade. Vendem-se por um prato de lentilhas! Confinados à sua disciplina ou aos afazeres particulares, viram as costas ao que, há meio século, se chamava o compromisso cívico ou moral do escritor e do pensador com a sociedade. Há exceções; mas, entre elas, as que costumam contar porque chegam aos media são as que se encaminham mais para a autopromoção e para o exibicionismo do que para a defesa de um princípio ou de um valor. Enfim, a salvação somente poderá vir de uma opinião pública acordada e vigilante, responsável e responsabilizante. Para tanto ela tem que assumir a consciência de que as fronteiras de separação entre a imoralidade e a moralidade estão a ser empurradas cada vez para mais longe. Em verdade, não sabemos bem onde elas estão ou se já as ultrapassamos. Por este andar, onde se situarão amanhã ou daqui a poucos anos? Falta uma voz plural, clara e alta, que se faça ouvir e nos alerte para o que estamos a aceitar, sem nos darmos ao cuidado e trabalho de questionar. Falta uma mão firme e multiplicada, que trace a linha vermelha da moral e nos aponte quando a pisamos. Não nos iludamos! A omissão, o consentimento e o silêncio passar-nos-ão uma fatura deveras elevada, difícil ou mesmo impossível de pagar. Cada época tem males específicos e aconselha a tomar os remédios correspondentes. Nas circunstâncias atuais, não podemos ir em futebóis, ou seja, em entretenimentos de frivolidade e leviandade. Nem nos devemos entregar a leituras e programas da treta. Só devíamos ler livros, artigos, ensaios e crónicas e ouvir comentadores que nos acordem, choquem, firam e abalem com a revelação da brutalidade, da crueza e desumanidade da realidade. Ela está à frente dos nossos olhos, mas fazemos de conta que não a vemos; logo, precisamos do aguilhão de uma opinião pública exigente e viva para nos reencontrarmos com a nossa identidade. E 11 RPCD 14 (2)

7 Hiroshima e os dias de hoje Eu ainda não tinha nascido, mas sei que o 6 de agosto de 1945 foi um DIA DO HORROR e do seu triunfo. Como diz o Prof. Manuel Ferreira Patrício, muito querido amigo, foi arrepiante. Porém a evocação desse dia não pode quedar-se nele. A inocência zangada do ilustre Professor vai mais longe: Por vezes sinto uma imperativa vontade de olhar o homem olhos nos olhos, para condenatoriamente o fazer compreender o inferno que persiste em introduzir na vida, que parece em princípio incompatível com o inferno e o horror. Com efeito, nas últimas décadas foi desencadeado e imposto um reformismo abjeto, civilizacional, humana e socialmente regressivo, que está hoje no apogeu. A insegurança, o medo e a mordaça instalaram-se na escuridão dos espíritos como um tumor que não para de crescer e alastrar. Não há sonhos nos dedos, nas palavras da boca, no modo de olhar, no fundo da alma, nos anseios do coração. O tenebroso vazio voltou a invadir-nos e a conquistar-nos; alimenta-se das nossas angústias e ansiedades, prospera na nossa desilusão e na incapacidade para perceber um sentido neste caos cívico, ético e moral; aumenta e ergue-se, cada vez mais obsceno, nos ombros do dolo, da farsa, da hipocrisia, da desonra, da inverdade e da mentira. À frente e no âmago da nossa desesperança levanta-se um monstro pavoroso. Temos medo dele e das suas ameaças e ações. Assemelha-se a um gás que se infiltrou em nós e nos amedronta e diminui. A tal ponto que até desconfiamos da razoabilidade e da justeza das nossas atitudes e posições para o enfrentar. Eis a censura no seu máximo esplendor! Ela nunca desaparece; está sempre pronta para renascer e regougar dentro de nós. Inibe- -nos e ainda nos aguilhoa a consciência perplexa e precária, levando-nos a duvidar se, ao reagir, estamos a agir bem. Tornamo-nos medrosos, perdemos a coragem, a liberdade e a noção da obrigação de caminhar com olhos deslumbrados atrás do impossível, de enfrentar os biltres que nos roubam o possível. Admitamos e reconheçamos com humildade que andamos a trair- -nos: amordaçados, apáticos e paralisados, já não somos cidadãos; não nos gratifica a observância da exigência de sermos pessoas autênticas, que não abdiquem de o ser e existir plenamente em tudo. Demitimo-nos de intervir, aquietando o débil desassossego e inconformismo da pouca consciência que nos resta com a desculpa de que podemos fazer muito pouco. É deste jeito ignóbil e com este erro inadmissível que tentamos encobrir e envernizar a nossa cobardia, a gritante fuga ao dever da coragem e da esperança. Com isto desertificamo-nos de princípios e valores humanos. Simulamos que estamos bem na superfície; só que na profundidade a amargura atinge as alturas de uma banda marcial. Não contemos com mais ninguém para nos pôr de bem connosco. Somos nós que temos de limpar o nosso terreno e desbravar o nosso caminho. Somente assim podemos voar confiantes! Autores: João Elias Dias Nunes 1 Guilherme Morais Puga 1 Heitor Santos Cunha 1 Cristiano L. Monteiro Barros 1 Nadia Carla Cheik 1 Guilherme G. de Agostini 1 1 Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física, Laboratório de Fisiologia do Desempenho, Uberlândia-MG, Brasil resumo Comparação entre diferentes cargas na avaliação em teste anaeróbio de Wingate adaptado para membros superiores palavras chave: Teste anaeróbio de Wingate. Cicloergômetro de membros superiores. Carga. submissão: 8 de Março de 2014 aceitação: 27 de Agosto de 2014 Há muita informação acerca do teste de Wingate para membros inferiores, contudo pouco se sabe sobre a padronização deste teste para membros superiores. Assim, o objetivo deste estudo foi comparar diferentes cargas do teste de Wingate adaptado para membros superiores. Participaram do estudo 9 homens que foram submetidos a quatro testes de Wingate de 10 segundos em cicloergômetro para membros superiores com diferentes cargas (4, 5, 6 e 7% do peso corporal). Não houve diferença na potência média absoluta e relativa entre as 4 cargas utilizadas: 4%: 398.1±43.4 W e 5.2±0.4 W kg-1; 5%: 431.1±66.1 W e 5.6±0.7 W kg -1 ; 6%: 424.1±46.6 W e 5.6±0.7 W kg -1 ; 7%: 395.5±5.6 W e 5.2±0.8 W kg -1. Os resultados também não mostraram diferença entre a potência pico absoluta (469.3±57.6 W; 508.6±85.4 W; 503.0±61.8 W e 464.8±64.3 W para 4, 5, 6 e 7%, respectivamente) e relativa (6.2±0.5 W kg -1, 6.7±0.9 W kg -1, 6.6±0.8 W kg -1 e 6.1±0.9 W kg -1, para 4, 5, 6 e 7%, respectivamente). Os resultados do presente estudo indicam que todas as cargas avaliadas (4, 5, 6 e 7% do peso corporal) podem ser utilizadas para realização do teste de Wingate adaptado para membros superiores.. Correspondência: João Elias Dias Nunes. Univ. Federal de Uberlândia, Fac. Ed. Física, Lab. Fisiologia do Desempenho. Rua Benjamin Constant, 1286, Aparecida, CEP: , Uberlândia-MG RPCD 14 (2): 13-22

8 Comparison of different loads in the evaluation in the adapted Wingate anaerobic test for upper limbs Abstract Few studies had searched for a standard protocol for upper limbs Wingate Test evaluation. So the aim of the present study was to compare different workload for upper limbs Adapted Wingate Test. Nine healthy male participants (21.78±0.97 yr old and 75.89±5.57 kg of body mass) randomly performed four Adapted Wingate Test (10 s) with four different workloads (4, 5, 6 and 7% of body mass), on upper limbs cycle-ergometer. The absolute mean power values were 398.1±43.4 W, ±66.1 W, 424.1±46.6 W and 395.5±5.6 W, and the absolute peak power were 469.3±57.6 W, 508.6±85.4 W, 503.0±61.8 W and 464.8±64.3 W for 4, 5, 6 e 7% of body mass, respectively. The relative maximum power were 5.2±0.4 W kg -1, 5.6±0.7 W kg -1, 5.6±0.7 W kg -1, and 5.2±0.8 W kg -1. The absolute peak power were 6.2±0.5 W kg -1, 6.7±0.9 W kg -1, 6.6±0.8 W kg - 1 e 6.1±0.9 W kg -1, for 4, 5, 6 e 7% of body mass, respectively. None of the comparisons of the power values attained with the four workloads was significant. We conclude that all the 4, 5, 6 and 7% workloads can be used for upper limbs Adapted Wingate test. Key words: Wingate anaerobic test. Upper limbs cycle-ergometer. Load. Introdução Muitas modalidades esportivas envolvem esforços de alta intensidade e curta duração e dependem da energia produzida primariamente através de processos anaeróbios (8). Entre os testes usados para a avaliação da aptidão anaeróbia, o Teste Anaeróbio de Wingate de 30 segundos é um dos mais utilizados, por ser um método preciso, de fácil reprodução e validade reconhecidas. Inicialmente a carga sugerida para o Teste Anaeróbio de Wingate em cicloergômetro para membros inferiores era de 7,5% do peso corporal (PC), porém alguns autores sugerem 9% como padrão para homens destreinados e 10% para homens atletas (2). Okano et al. (16), compararam diferentes cargas para o Teste Anaeróbio de Wingate de membros inferiores, utilizando 7.5, 9.0 e 9.5% do PC em levantadores de peso recreativos. Seus resultados indicaram potência pico (PP) e potência média (PM) superiores nos testes realizados com cargas de 9.0 e 9.5% do PC, comparados com 7.5%. Ainda que o Teste Anaeróbio de Wingate tenha sido desenvolvido para os membros inferiores, ele também pode prover uma avaliação prática da PM e PP para os membros superiores (1, 2, 11). No entanto não encontramos na literatura uma padronização da carga que deve ser empenhada para realização deste tipo de teste (10). Recentemente, Soares e Fernandes (19) realizaram um estudo com objetivo de tentar encontrar a carga em que fosse possível obter maiores valores de potência máxima no teste Wingate. Esses autores realizaram o estudo utilizando nadadores do sexo masculino e feminino como voluntários. Apesar de a natação exigir maior esforço dos membros superiores, os autores realizaram o teste Wingate em cicloergômetro de membros inferiores. Neste estudo, Soares e Fernandes (19) encontraram que a carga de aproximadamente 10% da massa corporal seria adequada para atingir potência máxima em nadadores. Apesar do estudo de Soares e Fernandes (19) trazer uma grande contribuição para a literatura especializada em treinamento da capacidade anaeróbia, faz-se necessário estabelecer uma carga ótima para avaliação da potência de membros superiores. Mello (15) sugere uma equação para determinar a carga no Teste Anaeróbio de Wingate em cicloergômetro para membros superiores (CMS), no qual a carga utilizada é de 5% do PC, mesma carga utilizada no estudo de Bird e Davison (4). Já Reiser et al. (18) utilizaram cargas referentes a 8.5% do PC de cada indivíduo e Lakomy et al. (11), por sua vez, utilizaram 7.5%. Apesar de as cargas utilizadas oscilarem entre 5 e 8.5% do peso corporal, não há evidência que aponte qual dessas cargas poderia gerar maior potência e, portanto, servir de referência para execução do Teste Anaeróbio de Wingate para membros superiores. Segundo Vandewalle et al. (20), a potência muscular máxima é obtida por meio de valores ótimos de 01

9 força e velocidade, e assim esta não poderá ser obtida com uma produção de força muito alta e baixa velocidade, nem com uma velocidade muito alta e uma baixa produção de força, reforçando a ideia da necessidade de uma padronização para a carga a ser utilizada. Assim, o objetivo do presente estudo foi comparar diferentes cargas de execução do Teste Anaeróbio de Wingate Adaptado (TAW) para membros superiores. A adaptação do Teste Anaeróbio de Wingate de 30 segundos para 10 segundos foi realizada de acordo com Cooke et al. (7), que relataram que o critério para término do teste deve ser a queda de potência de 30% em relação a seu pico e o tempo de esforço variar entre 8 e 15 segundos. Além disso, para avaliação do potencial anaeróbio alático, testes fracionados de várias repetições de 10 segundos são sugeridos. 01 MATERIAL E MÉTODOS Amostra Participaram como voluntários do estudo 9 homens, saudáveis, estudantes de Educação Física, fisicamente ativos, com idade de 21.8 ± 1.0 anos e PC de ± 5.57 kg. Todos os voluntários foram informados dos riscos que permeavam este estudo e assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para participação no mesmo. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia de acordo com a resolução 196/96 do CNS. Os participantes foram orientados a ingerirem 500mL de água 2 horas antes do início de todos os testes (6) para garantir a condição de hidratação. Foi pedido aos voluntários que não fizessem ingestão de bebidas alcoólicas ou contendo cafeína, bem como se absterem da realização de exercício físico extenuante por no mínimo 24 horas antes dos experimentos. Além disso, os voluntários deveriam manter a mesma dieta nas noites que antecediam os experimentos, bem como nas manhãs do dia dos experimentos. Foi dado um intervalo mínimo de três dias entre as situações. Os experimentos foram realizados sempre no mesmo horário do dia para minimizar os efeitos do ritmo circadiano em um ambiente temperado e controlado em uma temperatura seca de 22ºC e 50% URA. Exercício preparatório Um exercício preparatório pré-teste foi realizado no próprio cicloergômetro para membros superiores antes da realização de todos os testes, o qual consistiu de 5 minutos girando a alavanca com resistência de 1% do PC e velocidade controlada entre 20 e 25 km/h. Durante 5 minutos de preparação, os voluntários executaram três sprints de cinco segundos nos minutos 2, 3 e 4 com 2% do PC de resistência. Um período de recuperação de três minutos foi dado após o exercício preparatório antes da realização do teste. Este protocolo foi uma adaptação do utilizado por Kalinski (12). Procedimentos O voluntário foi sentado em frente ao cicloergómetro para membros superiores e posicionado de forma que a articulação glenoumeral ficasse alinhada com o centro da alavanca do mesmo. O tronco e os membros inferiores foram presos por fitas na cadeira do aparelho, o que eliminou o possível recrutamento de outros grupos musculares que poderiam interferir nos resultados dos testes. O teste foi iniciado com uma contagem de três segundos e uma autorização verbal para o início dos giros no quarto segundo. O voluntário foi instruído a vencer a inércia do aparelho e girar a alavanca com máximo vigor durante os 10 segundos do teste. Forte encorajamento verbal foi dado durante todo o teste sempre pelos mesmos pesquisadores. Desenho experimental Foram realizados quatro TAW de 10 segundos com diferentes cargas determinadas de forma aleatória. Os testes foram realizados em cicloergômetro de membros superiores (Biotec 1800). O sistema de medição foi desempenhado com sensor ótico disponível no comércio (SMI, St. Cloud, MN). Os valores de PP absoluta e relativa, PM absoluta e relativa, instante de potência pico (IPP) e índice de fadiga (IF) foram obtidos através do Software Ergometric 6.0. De acordo com a literatura (4, 13, 15, 18), a carga mais utilizada para o Teste Anaeróbio de Wingate de membros superiores é 5% do PC. Com intuito de testar cargas inferiores e superiores a essa foram selecionadas, para este estudo, as cargas de 4, 5, 6 e 7% do PC. Todos os voluntários foram familiarizados ao cicloergômetro de membros superiores uma semana antes do início da realização dos testes. Análise da Lactatemia Utilizando-se luvas cirúrgicas, após assepsia local com álcool, foi realizada a punção no lobo da orelha com a utilização de lanceta descartável. Para cada coleta um algodão foi passado na superfície da orelha para retirada de possíveis gotas de suor, as quais poderiam contaminar as amostras. Volumes de 25μl de sangue arterializado foram retirados e adicionados em tubos Eppendorff com 50μl de fluoreto de sódio a 1% para posterior análise. Capilares calibrados e heparinizados foram utilizados neste processo. A lactatemia foi determinada utilizando-se um analisador de lactato, método eletroenzimático, modelo YSI 1500 Sport (Yellow Springs Inc.-USA). Os valores de lactatemia foram expressos em mmol.l -1. Os momentos em que o sangue foi coletado foram, repouso, após o aquecimento, 3 minutos após o teste e 5 minutos após o teste, para as quatro cargas testadas. 17 RPCD 14 (2)

10 Análise estatística Para verificação da normalidade dos dados foi aplicado o teste estatístico Shapiro-Wilk. Quando os dados eram considerados normais, a comparação entre potência pico (PP), potência média (PM), instante de potência pico (IPP), índice de fadiga (IF) e concentração de lactato entre as quatro cargas avaliadas, foi realizada através da análise variância ANOVA one-way com post hoc de Fisher LSD. Quando os mesmos não apresentavam distribuição normal, foi utilizado teste de Friedman com post hoc de Fisher LSD. O nível de significância foi estabelecido em 5% (p 0.05). RESULTADOS QUADRO 2 Potência pico (PP), potência média (PM), instante de potência pico (IPP) e índice de fadiga (IF) com cargas de 4, 5, 6 e 7% do peso corporal. PP absoluta PP relativa PM absoluta PM relativa IPP IF (W) (W.kg -1 ) (W) (W.kg -1 ) (s) (%) 4% ± ± ± ± ± 0.7ª 13.7 ± 3.2ª 5% ± ± ± ± ± ± 6.6 6% ± ± ± ± ± 1.1ª 15.1 ± 5.2 7% ± ± ± ± ± ± 4.7 a) p 0.05 quando comparado com 7%. 01 Os resultados da lactatemia nos momentos repouso, três e cinco minutos após a realização do teste estão expressos no Quadro 1. QUADRO 1 Concentração de lactato em 3 momentos diferentes na realização do teste adaptado de Wingate de membros superiores com cargas de 4, 5, 6 e 7% do peso corporal. Carga REP (mmol/l) PT3 (mmol/l) PT5 (mmol/l) 4% 1.0 ± ± 0.6 a 6.8 ± 1,0 a b 5% 1.1 ± ± 0.8 a 6.3 ± 0.8 6% 1.1 ± ± ± 0.6 7% 1.1 ± ± ± 1.0 a) p 0.05 quando comparado com 7%; b) p 0.05 quando comparado com 6%; REP: repouso; PT3: 3 minutos pós-teste; PT5: 5 minutos pós-teste. Os resultados referentes às potências pico e média, absolutas e relativas, bem como o instante de potência pico e o índice de fadiga estão expressos no Quadro 2. Na comparação entre as cargas, não foram encontradas diferenças para as potências pico e média, absolutas e relativas. Para o IPP, foram encontradas diferenças entre as cargas de 4 e 6% do PC, quando comparadas com a carga de 7%. Para o IF foi verificada diferença apenas entre as cargas de 4 e 7% do PC. De acordo com os resultados encontrados, não se verificaram diferenças entre PP e PM absolutas e relativas para as cargas de 4%, 5%, 6% e 7% do PC (Quadro 2), indicando que as mesmas podem ser utilizadas com precisão para avaliação destes índices no TAW de membros superiores. Estes dados não estão de acordo com as suposições de Balmer et al. (1), os quais relataram que a utilização de uma carga relativamente baixa (5% do PC), para Teste Anaeróbio de Wingate de membros superiores gerou uma grande diferença nas revoluções médias da alavanca dos voluntários, sugerindo então que esta seria uma carga muito baixa para a análise da potência média e pico. No entanto, vários estudos têm utilizado como carga de teste 5 e 6% do PC (4, 14, 15, 21) para realização do Teste Anaeróbio de Wingate para membros superiores. Nossos dados demonstram que não houve diferenças entre as cargas avaliadas para PM e PP, portanto as cargas de 4 e 7% do PC também podem ser consideradas para avaliação do TAW. Para melhor esclarecimento deste fato são necessárias pesquisas entre comparações de cargas com o Teste Anaeróbio de Wingate com a duração de 30 segundos. Contudo, como sugerido por Soares e Fernandes (19), a avaliação individual de cargas é fundamental para a prescrição do treinamento da capacidade anaeróbica. Neste sentido, quanto melhor for a adequação da carga de resistência no teste, mais preciso será também o resultado em termos de expressão da potência do atleta e melhor serão ajustadas as séries de treino para desenvolvimento da potência e capacidade anaeróbicas. O método utilizado no presente estudo, no qual o tempo de esforço no TAW foi reduzido a 10 segundos, está de acordo com a proposta de Soares e Fernandes (19). Esses autores sugerem a aplicação do teste de 10 segundos para se encontrar a carga ótima para geração de potência máxima em cada atleta individualmente, de forma a otimizar o treinamento da capacidade anaeróbica. 19 RPCD 14 (2)

11 Na literatura são limitadas as referências a valores de PP e PM, em valores absolutos e relativos, para o teste realizado em cicloergómetro para membros superiores. Os poucos dados encontrados utilizaram o protocolo original de 30 segundos e uma população de indivíduos que não apresentasse distúrbios motores, assim como a amostragem utilizada em nosso estudo. Os resultados do presente estudo não estão de acordo com os dados encontrados por Zagatto et al. (22), cujos valores foram menores (272.7±36.7 W para PM absoluta e 4.1±0.5 W kg -1 para PM relativa). No entanto, este estudo não relatou a carga utilizada. Os nossos valores também estão em desacordo com os encontrados por Hübner- -Wõsniak et al. (9) que encontraram uma PM absoluta e relativa mais elevadas (516±108 W e 6.9±0.5 W kg -1 ) Neste estudo a carga utilizada foi de 5.5% do PC. Os resultados de PP encontrados no presente estudo são superiores aos achados por Zagatto et al. (22), que encontraram 374.5±55.9 W e 5.7±0.7 W kg -1, e inferiores aos de Hübner-Wõsniak et al. (9), que relataram 732±180 W e 9.6±0.8 W kg -1, ambos expressos em valores absolutos e relativos, respectivamente (9, 22). O fato deste estudo ter sido realizado com TAW de 10 segundos não interferiu nos resultados do mesmo, uma vez que a PP é atingida abaixo de 10 segundos (19), assim o tempo de teste é suficiente para que o indivíduo alcance sua respectiva PP. Além disso, nossos dados demonstraram que a PP dos indivíduos foi atingida entre 4 e 6 segundos. Assim, de maneira geral, a carga de 7% do PC tende a alcançar a PP antecipadamente em relação às outras cargas avaliadas. Isso ocorreu possivelmente devido ao grande aumento da resistência imposto por esta carga. Entretanto, essa maior resistência não refletiu em menores valores de PP e PM absolutas e relativas encontradas neste estudo. Supomos que a alteração do TAW para 10 segundos pode ter gerado estes resultados, pois com durações maiores a PP gerada antecipadamente levaria a maiores reduções da PM. Além disso, encontramos maiores IF quando o TAW foi realizado com a carga de 7% quando comparado com a carga de 4% do PC, indicando novamente um excesso de carga para realização do TAW de membros superiores, o que poderia acarretar em uma menor PM na realização do Teste Anaeróbio de Wingate de 30 segundos. Desta maneira, hipotetizamos que a carga de 7% do PC seja excessiva para realização do TAW de membros superiores, porém são necessários estudos com durações maiores para confirmar este resultado. Como mostrado no Quadro 1, a lactatemia sofreu aumentos no momento PT3 para as cargas de 4 e 5% quando comparadas com a carga de 7% do PC. Além disso, no momento PT5 a carga de 4% resultou em maiores concentrações de lactato quando comparada com as cargas de 6 e 7% do PC. Isso pode indicar que as cargas de 4 e 5% do PC resultaram em maior utilização da via glicolítica como via energética para ressíntese do ATP (16). Como a resistência era menor na carga de 4% do PC, foi possível desempenhar maiores velocidades de giro, o que pode ter acarretado em recrutamento predominante de fibras musculares do tipo IIa e IIx, as quais apresentam características glicolíticas e, consequentemente, produzem maiores concentrações de lactato (3). CONCLUSÃO Os resultados do presente estudo indicam que as cargas de 4, 5, 6 e 7% do PC podem ser utilizadas para o TAW de membros superiores RPCD 14 (2)

12 REFERências Autores: Conceito de força psicológica Balmer J, Bird SR, Davison RCR, Doherty M, Smith PM (2004). Mechanically braked Wingate powers: agreement between SRM, corrected and conventional methods of measurement. J Sports Sci 22: Marsh GD, Paterson DH, Govindasamy D, Cunningham DA (1999). Anaerobic power of the arms and legs of young and older men. Exp Physiol 84: Mello MT (2002). Paraolimpíadas Sidney: avalia- Lucas Rodrigues 1 Cláudia Dias 2 Nuno Corte-Real 2 António Manuel Fonseca 2 na Ginástica Artística: A percepção de treinadores brasileiros de elite 2. Bar-Or O (1987). The Wingate Anaerobic Test: An Update on Methodology, Reliability and Validity. Sports Med 4: Baechle T R, Earle R W (2008). Essentials of strength training and conditioning. Champaign: Human kinetics. ção e prescrição do treinamento dos atletas brasileiros. São Paulo: Atheneu. 16. Okano AH, Moraes AC, Bankoff ADP, Cyrino ES (2005). Respostas eletromiográficas dos músculos vasto lateral, vasto medial e reto femoral durante 1 Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Porto, Portugal 2 CIFI 2 D, Faculdade de Desporto Universidade do Porto, Porto, Portugal palavras chave: Força psicológica. Atributos. Treinadores. Ginástica Artística. 4. Bird SR, Davison RCR (1997). Position Statement esforço intermitente anaeróbio em ciclistas. Motriz, on the Physiological Assessment of the Elite Competi- 11(1): tor. Leeds: British Association of Sports Sciences. 17. Philp A, MacDonald AL, Watt PW (2005). Lactate 5. Chia, YHM (1998). Anaerobic Fitness of Young People. Doctoral dissertation. University of Exeter, UK. 6. Convertino VA, Armstrong LE, Coyle EF, Mack GW, a signal coordinating cell and systemic function. J Exp Biol 208: Reiser RF, Broker JP, Peterson ML (2002). Inertial submissão: 9 de Abril de 2014 aceitação: 7 de Agosto de 2014 Sawka MN, Senay LC Jr, Sherman WM. American Col- effects on mechanically braked Wingate power calcu- lege of Sports Medicine Position Stand: Exercise and fluid replacement. Medicine and Science in Sports and lations. Med Sci Sports Exerc 32: Soares SM, Fernandes RJ (2013). Aferição das resumo Exercise, v.28, Cooke WH, Whitacre CA, Barnes WS (1997). Measuring Fatigue Relative to Peak Power Output During High-Intensity Cycle Sprinting. Res Q Exerc Sport 4: DeVries HA, Housh TJ (1994). Physiology of Exercise for Physical Education. Athletics and Exercise Science. Madison: WCB Brown e Benchmark. 9. Hübner-Wõzniak E, Kosmol A, Lutoslawska GI, Bem EZ (2004). Anaerobic performance of arms and legs in male and female free style wrestlers. J Sci Med Sport 4: cargas a aplicar a nadadores no teste Wingate em cicloergometro. Motricidade, 9(4): Vandewalle H, Pérés G, Monod H (1987). Standard Anaerobic Exercises Tests. Sports Med 4: Weber CL, Chia M, Inbar O (2006). Gender differences in anaerobic power of the arms and legs - a scaling issue. Med Sci Sports Exer 38(1): Zagatto AM, Papoti M, Gobatto CA (2008). Anaerobic capacity may not be determined by critical power model in elite table tennis players. J Sports Sci Med 7: A presente investigação procurou estudar a perceção de treinadores brasileiros de elite de ginástica artística relativamente ao conceito de força psicológica, designadamente no que concerne aos atributos que a caracterizam. Dez treinadores concordaram em responder a entrevistas semi-estruturadas que procuravam identificar os principais atributos da força psicológica. Os resultados permitiram identificar 21 atributos essenciais à força psicológica. Estes atributos agrupavam-se em quatro dimensões: atitude/ mentalidade, treinamento, competição, vida fora do ginásio. Um ginasta psicologicamente forte acredita fortemente em si próprio e que é capaz de atingir metas acima das expectativas e luta até ao fim, compensando debilidades físicas com a sua força de vontade. Além disso, mantém o foco em si próprio, no que pode dar certo, e em trabalhar em prol de metas elevadas, blo- 10. Hutzler Y (1998). Anaerobic Fitness Testing of Wheelchair Users. Sports Med 2: Inbar O, Bar-Or O, Skinner JS (1996). The Wingate Anaerobic Test. Champaign: Human Kinetics. 12. Kalinski MI, Norkowki H, Kerner MS, Tkaczuk WG (2002). Anaerobic Powers Characteristics of Elite Athletes in National Level Team-Sport Games. Eur J queando pensamentos e memórias negativas. O ginasta psicologicamente forte controla as suas emoções em treino e em competição, enfrenta medos, não se abala com erros e outras adversidades, recorre às suas capacidades técnicas e físicas em situações de pressão, suporta cargas elevadas de treinamento, e, apesar de dor ou lesão, continua a treinar ou a competir. Finalmente, lida bem com o estilo de vida associado à ginástica, sendo capaz de conciliar treino e competição com a vida fora do ginásio. Sport Sci 2: Lakomy HKA (1986). Measurement of work and power output using friction-loaded cycle ergometers. Ergonomics 29: Correspondência: Cláudia Dias. CIFI 2 D, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Rua Dr. Plácido Costa, 91, Porto, Portugal 23 RPCD 14 (2): 23-46

13 The concept of mental strenght in Artistic Gymnastics: The perception of elite Brazilian coaches Abstract The present investigation sought to study the perception of elite Brazilian artistic gymnastics coaches on the concept of mental toughness, specifically regarding the attributes that characterize this construct. Ten coaches answered a semi-structured interview that aimed to identify the essential attributes of mental toughness. Results identified 21 attributes, clustered under four dimensions: attitude/ mindset, training, competition, life outside the gym. Mentally though gymnasts strongly believes in themselves and in their ability to achieve goals above expectations, and fight to the end, counterbalancing physical disabilities with their willpower. Additionally, they maintain the focus on themselves, in what can go right, and in working towards difficult goals, blocking negative thoughts and memories. Mentally though gymnasts control their emotions in training and competition, challenge their fears, are undeterred by errors and other adversities, use their technical and physical skills in pressure situations, support high training loads, and, despite pain or injury, continue to train or compete. Finally, they cope well with the lifestyle associated with gymnastics, being able to juggle training and competition with life outside the gym. Key words: Mental strength. Attributes. Coaches. Artistic Gymnastics. INTRODUÇAO O desempenho desportivo depende de vários fatores, incluindo as capacidades físicas, o preparo técnico e tático, e também os aspectos psicológicos da performance (2). Atualmente, encontram-se na literatura numerosos estudos que enaltecem o valor da componente psicológica para um elevado desempenho no desporto (1, 19, 20, 21, 27, 36). Um dos aspectos que tem sido consistentemente citado é a força psicológica, sendo atualmente comum, no meio desportivo, se referir a um atleta de sucesso como psicologicamente forte (5, 6, 18, 21, 22). Porém, ao mesmo tempo que esse termo, força psicológica, é um dos mais usados, é também um dos menos compreendidos (9, 26), quer seja nas concepções populares ou nos primeiros esforços de pesquisadores que buscavam compreender esse tema (17, 30). Segundo Connaughton e Hanton (5), as tentativas iniciais de conceituar a força psicológica falharam em apresentar clareza, consistência e procedimentos de investigação rigorosos. No começo do século XXI, a força psicológica passou a receber maior atenção da comunidade científica e começaram a ser realizados estudos com maior rigor metodológico, os quais visavam esclarecer o conceito deste construto no desporto. Jones, Hanton e Connaughton (26), pioneiros nesse trabalho, conduziram uma investigação com 10 atletas de elite da qual resultou a definição de força psicológica como possuir a vantagem natural ou desenvolvida que permite, de um modo geral, lidar melhor que os oponentes com as muitas demandas (competição, treinamento, estilo de vida) que o desporto apresenta para o atleta; especificamente, ser mais consistente e melhor que os oponentes em manter-se determinado, focado, confiante e controlado sob pressão (p. 209). Além deste conceito, os autores apresentaram 12 atributos de força psicológica, entre os quais se incluíam acreditar em si próprio, desejo/ motivação, lidar com a pressão e a ansiedade, foco (relacionado com o desempenho desportivo), foco (relacionado com o estilo de vida) e dor/ dificuldades. Esta investigação contribuíu positivamente para as pesquisas sobre força psicológica, estimulando mais pesquisadores nessa área de investigação (1). Outros autores que também estudaram o conceito de força psicológica nessa fase foram Clough, Earle e Sewell (4) e Middleton, Marsh, Martin, Richards, Savis e Perry (31). Por um lado, Clough et al. construíram um modelo de força psicológica baseado no conceito de hardiness de Kobasa (28). Este modelo foi chamado de modelo dos 4Cs: control (controle), comittment (compromisso), challenge (desafio), e confidence (confiança). Os autores descreveram os indivíduos psicologicamente fortes como aqueles que tendem a ser: 02 sociáveis e extrovertidos, pois são capazes de permanecer calmos e relaxados; eles são competitivos em muitas situações e têm níveis mais baixos de ansiedade do que outros. Com uma elevada crença em si próprios e uma fé inabalável de que controlam o seu próprio destino, estes indivíduos são capazes de permanecer relativamente não afetados pela competição ou adversidade (p. 38). 25 RPCD 14 (2)

14 Middleton et al. (31) também realizaram uma investigação que visava conceituar o construto de força psicológica. Neste estudo, os autores definiram força psicológica como a perseverança inabalável e convicção frente a um objetivo, apesar de pressão ou adversidade. Os autores acrescentaram que a força psicológica requer a presença de algumas ou todas as seguintes 12 componentes: auto eficácia, potencial, auto conceito mental, familiaridade com a tarefa, valor, melhoramentos pessoais, compromisso com objetivos, perseverança, foco na tarefa, positividade, minimização do stress e comparações positivas. Posteriormente, Jones et al. (27) realizaram um estudo complementar ao de 2002 e identificaram 30 atributos relacionados com a força psicológica no desporto, categorizando esses atributos em um quadro teórico formado por quatro dimensões. A primeira consistia numa característica mais geral (atitude/ mentalidade) e as outras três em dimensões específicas (treinamento, competição, pós competição). Jones et al. concluíram ainda que a força psicológica é uma qualidade dinâmica que pode aumentar ou diminuir ao longo da carreira do atleta e que os atributos de força psicológica podem variar entre diferentes modalidades. Por outro lado, Gucciardi, Mallett, Hanrahan e Gordon (22) sugeriram que alguns atributos da força psicológica (e.g., controle da atenção, resiliência, inteligência contextual, regulação e inteligência emocional, habilidade de lidar com desafios, mentalidade voltada para o sucesso, crença em si mesmo, pensamento otimista) parecem ser consistentes em diferentes modalidades; entretanto, por serem intrínsecos às características de cada modalidade, atributos-chave poderão variar. Nesse sentido, é esperado que os atributos de força psicológica intrínsecos a uma modalidade possam ser acessados de forma mais precisa em estudos específicos (10). Além disso, Gucciardi, Gordon e Dimmock (19) afirmam que as situações intrínsecas a uma modalidade podem exigir atributos específicos dos atletas (e.g., a força psicológica exigida de um velocista no atletismo pode ser diferente da exigida a um jogador de vôlei). De fato, nos últimos anos tem vindo a crescer o interesse em se estudar a força psicológica sob uma perspectiva mais específica. Os estudos de força psicológica focados em uma única modalidade exploraram o futebol australiano (football) (19), críquete (1), ginástica artística (36), futebol (8, 35) e natação (11), sugerindo que a força psicológica pode ser percebida de formas diferentes por populações de diferentes tipos de desporto (27) e que as situações distintas vivenciadas em uma modalidade podem requerer atributos específicos de força psicológica (19). Todavia, embora recohecendo a contribuição destes estudos para o aumento do conhecimento sobre a força psicológica no desporto - sendo esta considerada, atualmente, uma das chaves para que os atletas alcancem desempenhos de alto nível (18), é necessário que sejam realizados mais estudos em desportos específicos, revelando mais precisamente como a força psicológica se apresenta nas diferentes modalidades. A ginástica artística, por exemplo, apesar de ser considerada uma das modalidades que mais exigem psicologicamente dos atletas, tem recebido pouca atenção por parte da comunidade científica (15). Com efeito, entre os vários estudos sobre a força psicológica em diferentes modalidades disponíveis na literatura, apenas foi encontrado um, realizado por Thewell, Such, Weston, Such e Greenlees (36), na ginástica artística. Nessa medida, mais estudos sobre a força psicológica nesta modalidade podem colaborar para ampliar o conhecimento sobre a força psicológica nesse universo, aprofundando informação que pode ser importante para os ginastas, treinadores e psicólogos. Decorrendo do exposto, o objetivo deste estudo foi estudar a perceção de treinadores brasileiros de ginástica artística de elite relativamente ao conceito de força psicológica. Mais especificamente, procurou-se identificar os atributos que um ginasta psicologicamente forte devia apresentar nesta modalidade, e, a partir desse trabalho, apresentar um conceito do que significa ser um ginasta psicologicamente forte sob a perspectiva de treinadores brasileiros de elite de ginástica artística. Para tal foi adotada uma metodologia qualitativa, por meio de entrevistas semi-estruturadas. Mesmo cientes das possíveis limitações que podem existir na utilização de entrevistas em investigações científicas (32), considerando o escasso o conhecimento sobre a força psicológica no contexto da ginástica artística, bem como o fato de este método de investigação favorecer a oportunidade de acumular informação detalhada e de qualidade sobre o assunto em pesquisa (23), essa foi considerada a melhor opção para a presente investigação. METoDOLOGIA PARTICIPANTES Participaram neste estudo 10 treinadores de elite de ginástica artística, seis homens e quatro mulheres, com idades compreendidas entre os 26 e os 52 anos. Os participantes possuíam entre 10 e 28 anos de experiência profissional e treinavam atletas entre os 8 e os 17 anos, em clubes de ginástica artística de diferentes estados brasileiros: Rio de Janeiro (n=4); São Paulo (n=4); e Minas Gerais (n=2). Oito dos treinadores trabalhavam com ginastas do sexo feminino e dois com ginastas dos dois sexos. Oito dos treinadores treinavam ou já tinham treinado atletas que estavam na seleção brasileira nos escalões infantil (10-12 anos), juvenil (13-15 anos) e adulto (16 e acima). Todos os treinadores participavam de campeonatos nacionais e tinham vários títulos em seus currículos. Oito deles possuíam experiência internacional em competições, incluindo os Campeonatos Sul-Americanos (n=8), Pan-Americanos (n=8), Taças do Mundo (n=4), Campeonatos do Mundo (n=5), Jogos Olímpicos (n=4) e Jogos Olímpicos da Juventude (n=1). Adicionalmente, eram detentores de resultados históricos para a ginástica artística brasileira, dentre os quais medalhas em Campeonatos do Mundo, Taças do Mundo, Campeonatos Pan-Americanos e Sul-Americanos, bem como finais em Jogos Olímpicos e Jogos Olímpicos da Juventude RPCD 14 (2)

15 ENTREVISTA A presente investigação faz parte de uma pesquisa mais ampla que procurou estudar as características ou atributos e desenvolvimento da força psicológica recorrendo a uma abordagem qualitativa. Foi utilizada uma entrevista semiestruturada com respostas abertas, a qual começava por esclarecer o objetivo da pesquisa. A seguir eram solicitadas informações de ordem demográfica e desportiva (e.g., idade, anos de experiência, principais títulos nacionais e internacionais, envolvimento inicial na ginástica artística, trajetória no desporto). Em um terceiro momento, as questões reportavam-se à força psicológica, designadamente no que se refere às suas características ou atributos dos ginastas psicologicamente fortes e sobre as situações que exigem força psicológica. Importa sublinhar que este guião de entrevista semi-estruturada foi criado a partir de adaptações feitas ao guião de entrevista de Gucciardi et al. (19). O presente estudo apenas se debruçou sobre os atributos da força psicológica. ENTREVIsTAS-PILOTO Entrevistas-piloto foram realizadas de forma individual com treinadores de ginástica artística portugueses que trabalhavam com atletas de nível internacional (com áudio gravado). Após cada entrevista foi pedido aos treinadores que avaliassem o conteúdo da entrevista e o desempenho do entrevistador. Esse feedback dos treinadores entrevistados serviu para avaliar o nível de compreensão e a validade das perguntas da entrevista, assim como o nível de preparo do entrevistador. Dessa forma, este pode fazer os ajustes necessários para que a coleta de dados fosse mais eficiente. RECOLHA DE DADOS Os treinadores selecionados para o estudo foram inicialmente contatados por ou telefone. Nesse contato foi apresentado o tema e os objetivos do estudo e esclareceu-se que os dados seriam coletados através de uma entrevista gravada; foi também garantida a confidencialidade dos dados e o anonimato dos participantes. Cerca de uma semana antes da entrevista, o guião foi enviado aos treinadores, sendo-lhes pedido que o lessem e refletissem sobre as questões do mesmo. Este procedimento está de acordo com os procedimentos adotados anteriormente por Gucciardi et al. (19, 20) e foi realizado para que os treinadores se pudessem familiarizar com o conteúdo da entrevista, possibilitando que mais informações sobre a força psicológica na ginástica artística pudessem ser acessadas. Todas as entrevistas foram realizadas pelo primeiro autor, em uma sala tranquila do clube onde atuavam os participantes. Como foi anteriormente referido, o entrevistador começou por reapresentar e recordar o objetivo da pesquisa, reforçar a confidencialidade e o anonimato dos participantes e solicitar informações de ordem demográfica e desportiva. Com essas perguntas pretendeu-se propiciar um ambiente tranquilo, esclarecendo as dú- vidas e estimulando os entrevistados a responderem às questões, ao mesmo tempo que se recolhiam dados para a caracterização da amostra. Em seguida, foram feitas as perguntas do guião, iniciando com as questões sobre a conceptualização da força psicológica, depois sobre as situações que exigem força psicológica do atleta, e, em um terceiro momento, sobre as características de atletas psicologicamente fortes na ginástica. A construção e utilização do guião objetivou minimizar a influência subjetiva do entrevistador. Dessa forma, todos os treinadores responderam às mesmas perguntas da mesma maneira e o entrevistador manteve uma postura imparcial, intervindo apenas quando necessário esclarecer alguma resposta ou quando o entrevistado tinha alguma dúvida. Todavia, apesar de o entrevistador seguir o roteiro proposto no guião de entrevista, respostas espontâneas dos treinadores foram exploradas em uma situação aberta, o que possibilitou aos treinadores levarem a conversa a áreas não restritas ao guião de entrevista (20), podendo mais informações ser recolhidas e analisadas. Adicionalmente, durante a entrevista, o entrevistador utilizou perguntas que visavam clarificar e elaborar melhor as perspectivas dos treinadores (e.g., O que você quer dizer com...? ; Você poderia dar-me exemplos de...? ), e, dessa forma, incitar mais riqueza e profundidade nos dados coletados (33). Ao final da entrevista foi perguntado aos treinadores se havia mais alguma coisa que gostariam de acrescentar sobre a força psicológica na ginástica artística. AnÁLISE DOs DADOS O procedimento utilizado na análise dos dados foi baseado na metodologia da teoria fundamentada (grounded theory methodology), de acordo com Strauss e Corbin (33) e Glaser e Strauss (16). Essa metodologia possui uma técnica de codificação dos dados qualitativos que encoraja o pesquisador a construir uma relação entre conteúdos e teorização a partir da descrição para a categorização conceitual. De acordo com os procedimentos da teoria fundamentada, a análise de dados foi caracterizada por constante comparação dentro e entre os conceitos identificados nas citações dos entrevistados. Esse procedimento de análise dos dados deu origem às subcategorias (atributos), categorias e dimensões. O processo continuou de maneira que cada conceito identificado foi comparado com outros conceitos e cada categoria comparada com outras categorias, para que as similaridades e variações dentro e entre as subcategorias (atributos), categorias e dimensões pudessem ser identificadas. Este processo contínuo de confirmação e modificação é conhecido como análise comparativa constante (constant comparative analysis) e, segundo Glaser e Strauss (16), é essencial para assegurar que o quadro teórico emergente é inerentemente fundamentado nos dados. Especificamente, o processo de análise consistiu em quatro etapas. O primeiro passo foi o da transcrição ipsis litteris de todas as entrevistas, com objetivo de as tratar numa estrutura de texto mais lógica e compreensível. De seguida, o conteúdo das RPCD 14 (2)

16 transcrições foi submetido à leitura e releitura minuciosa por parte dos investigadores, buscando a familiarização com os dados colhidos, bem como a realização de uma pré- -análise do conteúdo, no sentido de facilitar a elaboração prévia de um raciocínio sobre a categorização das entrevistas. Num terceiro momento foi realizada uma primeira análise dos dados. Nesta análise, o investigador pretendeu detectar, especificar e classificar, a partir das transcrições das entrevistas, os conceitos que surgiram diretamente das citações dos treinadores, fazendo comparações que procuravam discriminá-los e diferenciá-los uns dos outros. Todo o material foi minuciosamente analisado linha por linha e desmembrado em segmentos de texto, para que as diferenças e similaridades fossem exaustivamente comparadas (16, 33). Estas citações foram interpretadas como partes isoladas dos textos, segmentos que faziam sentido isoladamente e que continham uma ideia ou parte de uma informação (34). Esses trechos do texto foram agrupados de acordo com características afins para facilitar a sua posterior análise e subsequente formação das subcategorias (atributos), categorias e dimensões. Num quarto momento, os agrupamentos dos segmentos de textos com características afins, discriminados na fase anterior, foram interpretados, agrupados e reagrupados constantemente. As semelhanças e diferenças entre os mesmos foram analisadas extensivamente até estes serem codificados em subcategorias (atributos). Estes atributos foram agrupados em dimensões, e estas divididas em categorias, de acordo com características partilhadas. Em uma última fase de análise, os conteúdos (i.e., atributos, categorias e dimensões) foram refinados e finalmente integrados num quadro teórico. As dimensões e seus conteúdos inerentes apresentam-se como parte de um entendimento global do que é a força psicológica na ginástica artística. A partir desse trabalho de análise dos dados, os investigadores propuseram-se apresentar um conceito do que significa ser um ginasta psicologicamente forte sob a perspectiva de treinadores brasileiros de elite de ginástica artística. FIABILIDADE DOS DADOS O primeiro e segundo autores do trabalho repetiram o processo de análise dos dados e debateram os seus posicionamentos quanto aos resultados obtidos. Os conteúdos das dimensões, categorias e subcategorias foram analisados e comparados entre si diversas vezes pelos pesquisadores até que foi alcançado consenso quanto à divisão. Posteriormente, a interpretação dos dados foi analisada por um terceiro investigador com experiência em análise qualitativa. A discordância foi mínima e solucionada em conjunto entre os três investigadores, chegando-se ao resultado final da análise dos dados. Esse procedimento objetivou verificar se havia interpretações tendenciosas e se a interpretação dos dados realmente estava fundamentada nas perceções dos treinadores. RESULTADOS No processo de análise dos dados foram identificadas 317 citações relacionadas aos atributos de força psicológica na ginástica artística. Deste trabalho emergiram 21 atributos de força psicológica, descritos com recurso às próprias palavras dos treinadores. Estes atributos foram organizados, de acordo com seus significados, em quatro dimensões: mentalidade, treinamento, competição e vida fora do ginásio. Uma análise posterior mais aprofundada dos atributos demonstrou a necessidade de redistribuí-los, dentro das dimensões, em diferentes categorias: acreditar e foco (mentalidade); controle emocional em treino e resiliência em treino (treinamento), controle emocional em competição, resiliência em competição (competição) e vida fora do ginásio (vida fora do ginásio) (Quadros 1 a 4). MENTALIDADE Essa dimensão foi assim nomeada a partir da análise de nove dos atributos de um ginasta psicologicamente forte e está dividida em duas categorias: acreditar (seis atributos) e foco (três atributos) (Quadro 1). Acreditar Um dos atributos desta categoria estava relacionado com a forte crença que o atleta deve possuir em si mesmo para ser capaz de superar as diversas dificuldades que se apresentam no seu longo processo de formação, seja em treino ou em competição (e.g., Por exemplo, eu trabalho num aparelho, na trave, que usa muito a força psicológica, porque trave não depende do treino, trave depende da cabeça, da preparação psicológica, se ela vem falando que ela vai conseguir, ela vai conseguir. [T2]). Um segundo atributo estava relacionado com o fato de o atleta acreditar em si mesmo de tal forma que isso o faz parecer arrogante, mas também o torna capaz de alcançar as suas metas (e.g., Eu acho que é a autoconfiança, ela é muito autoconfiante, ela tem uma autoconfiança que é até exagerada, ela é demais. [T8]). Porém, ainda que essa característica fosse interpretada como arrogância, os treinadores consideravam esse comportamento como algo positivo (e.g., Ela acredita no que ela faz, ela confia nela mesma, ela tem uma qualidade que eu falo, ela se acha, ela se sente, então ela confia nela mesma, isso é o que faz ela ser forte. Ela se acha linda, se acha bonita, se acha boa, se acha tudo. E eu considero isso uma qualidade. [T7]) RPCD 14 (2)

17 Outros atributos referem-se ao fato de o atleta não se acomodar e sempre querer mais de si, alcançando mais do que é esperado de seu potencial como ginasta (e.g., Porque é essencial do esporte, você mostra que não pode desistir nunca, que tem que lutar até o último momento, e fazer o impossível, quando ninguém acredita e você consegue, alcançando mais do que é esperado de seu potencial como ginasta. [T2]). Adicionalmente, também foi sublinhada a capacidade de compensar debilidades físicas e técnicas, e até a falta de talento físico natural, através da força de vontade e determinação (e.g., Vamos dizer que dois atletas são de altíssimo nível, mas um tem mais habilidade que o outro, aí eu acredito que se aquele que tem mais habilidade não tem o emocional tão forte como o outro, eu acredito que o outro pode ser o campeão. [T5]). Um dos treinadores afirmou mesmo que, muitas vezes, os atletas menos talentosos, por terem de superar muito mais dificuldades para se desenvolver no desporto em comparação com ginastas mais talentosos, acabam por se destacar mais ( Eu acredito que para as meninas que são menos talentosas, elas são mais psicologicamente fortes. Porque elas têm muito mais dificuldades e elas superam muito melhor os medos pela força de vontade delas. [T4]). Adicionalmente, os treinadores também consideravam muito importante que o atleta goste de apresentar-se para outras pessoas, transparecendo um melhoramento na performance nos momentos em que há pessoas a assistir. Essa característica foi considerada de grande importância, pois o ginasta apresenta-se individualmente e é observado pelos espectadores, pelos seus rivais e juízes. Para os treinadores, o ginasta psicologicamente forte gosta desse aspecto da modalidade e usa essa pressão como motivação (e.g., A pessoa gosta de se apresentar ou não. Isso já é muito principal pra ela competir bem ou não. A pessoa que gosta de se apresentar pra outras pessoas. Ela já tem essa força que ela acumula toda por dentro e faz o melhor na sua apresentação, e a outra já fica tão preocupada que nunca consegue mostrar o seu melhor na apresentação. [T2]). Finalmente, os treinadores consideraram forte psicologicamente o ginasta que cultiva a mentalidade de sempre querer mais de si mesmo, que não se dá por satisfeito e sempre busca melhorar, seja na execução dos exercícios que já é capaz de realizar, seja buscando aprender movimentos cada vez mais difíceis e complexos (e.g., Então isso é um exemplo prático da psicologia da menina, dela saber lidar com isso, dela não se acomodar, não achar que já esta perfeita e sempre querer mais, essas meninas são as que chegam no altíssimo nível da ginástica. [T9]). FOCO Essa categoria é composta por três atributos. relacionados à capacidade do ginasta manter o foco em si mesmo, em suas qualidades, visualizando situações de sucesso e bloqueando pensamentos negativos sobre o que pode dar errado (e.g., Por exemplo, no último exercício ele caiu antes da série, a última memória dele é de uma queda, então ele precisa focar em alguma memória positiva que tenha acontecido anterior. E sempre visualizar pensando que você fez a melhor série, que você não errou, que você não desequilibrou [T1]). Paralelamente, os treinadores referiram a importância de o atleta possuir e trabalhar em prol de metas elevadas, acima de sua capacidade, de modo que chegar próximo ao cumprimento das mesmas já significa chegar a um alto nível de performance. Os treinadores afirmaram que ginastas com essa mentalidade melhoram sua performance, independente de alcançarem na totalidade a meta que se propõem (e.g., Ela conversa com a gente e fala de séries e treinamentos que ela gostaria de fazer... então você como treinador fala calma, menos, vamos devagar, mas se ela não chegar não chegou, mas ela está treinando para aquilo, e às vezes ela melhora só por isso, pelo fato da meta dela ser além, então eu acho que isso fortalece muito ela. [T8]). Finalmente, foi também sublinhada a importância de o atleta não justificar a sua performance com base em fatores externos, de assumir a responsabilidade por suas performances e buscar as causas de seus resultados primeiramente em fatores internos (e.g., O árbitro foi ruim, trave foi torto, sapatilha está apertada, um monte de coisas, só não é dentro de você; eu acho que a primeira coisa é procurar dentro de você. [T2]). Segundo os treinadores, um dos fatores externos mais mencionados é a avaliação dos árbitros. A arbitragem pode avaliar a série do ginasta de forma diferente da que o ginasta esperava e o ginasta deve ser forte para não se abalar com esses fatores que são inerentes à ginástica artística. (e.g., Às vezes você faz um exercício bem feito mas os árbitros não dão a nota que você esperava. Você também vai ter que lidar com isso. [T2]) RPCD 14 (2)

18 QUADRO 1 Categorias e atributos da dimensão mentalidade. DIMENSÃO CATEGORIA ATRIBUTO 1 Acreditar e confiar fortemente em si mesmo, em suas capacidades, em seu potencial, e possuir uma mentalidade otimista cultivando pensamentos como eu vou conseguir ; eu sei, eu quero, eu acerto. 2 Possuir um autoconceito tão elevado que isso lhe faça ter uma imagem arrogante e lhe faça sentir-se capaz de atingir metas elevadas, para além do que é esperado dele. MENTALIDADE foco acreditar 3 Possuir a persistência necessária para superar adversidades em situações difíceis e não desistir ou se entregar e manter a mentalidade de lutar até o fim. 4 Ser capaz de compensar debilidades físicas e técnicas através da força de vontade, determinação. 5 Demonstrar gosto por apresentar-se para outras pessoas, transparecendo um melhoramento na performance nos momentos em que é assistido por outros. 6 Ser perfeccionista e não se acomodar no nível que alcançou, cultivando a mentalidade de sempre querer mais de si mesmo. 7 Manter o foco nas suas capacidades, em visualizações de sucesso e na confiança em si mesmo, bloqueando pensamentos negativos sobre o que pode dar errado. 8 Possuir e trabalhar em prol metas elevadas, acima de sua capacidade, de modo que chegar próximo ao cumprimento das mesmas já significa chegar a um alto nível de performance. 9 Não utilizar justificativas de performance em fatores externos, e buscar as causas de seus resultados primeiramente em fatores internos. TREINAMENTO Essa dimensão da força psicológica reuniu os atributos que referem especificamente situações enfrentadas por ginastas em situações de treinamento. Os cinco atributos aqui compreendidos foram divididos em duas categorias: controle mental em situação de treino (três atributos) e resiliência em situação de treino (dois atributos) (Quadro 2). Controle emocional em situações de treino Essa categoria reúne os atributos que relacionam-se com a capacidade de o ginasta controlar pensamentos e sentimentos nas diversas situações de treinamento. O primeiro atributo desta categoria foi descrito como a capacidade do atleta não se abalar com erros e memórias negativas. O atleta psicologicamente forte aceita que esses erros fazem parte do processo de desenvolvimento e se foca no que deve ser feito para corrigi-los (e.g., Ele não está pensando na solução, não está pensando no que ele tem que fazer, ele está pensando que ele erra, então esse não é um estado físico, é emocional, onde ele vai ter que se controlar pra conseguir vencer seus erros. [T4]), O atleta psicologicamente forte foi também descrito como sendo capaz de controlar o medo quando treina exercícios relativamente aos quais a percepção de risco é elevada. Os treinadores afirmaram que este medo relaciona-se ao medo do desconhecido e de se machucar durante a sua execução (e.g., A ginasta tem medo porque teme o desconhecido, porque imagina que pode cair e se quebrar. [T5]). Por outro lado, apesar de o medo ter sido considerado pelos treinadores como uma emoção que todos os ginastas vão sentir em algum momento (e.g., Conforme o tempo passar todas vão ter medo, não adianta, não tem nenhuma que não vá ter medo. [T6]), o medo exagerado e incontrolável de alguns ginastas foi considerado o pior problema neste desporto (e.g., Acho que a principal e pior característica é ser medroso. O ginasta fraco psicologicamente tem medo de tudo, de errar na hora, de machucar, de subir no aparelho e não conseguir, e só tem o pensamento negativo, que tudo vai dar errado, e isso tudo é gerado pelo medo. [T1]). O terceiro atributo desta categoria refere-se à importância do atleta não se abalar apesar de quedas e lesões, bloqueando pensamentos e memórias negativas e continuando o treinamento (e.g., O ginasta acabou de ter uma queda feia, assusta o ginásio inteiro, assusta o treinador, ele levanta, observa se está tudo bem, sobe no aparelho e faz de novo. [T10]; Ela consegue controlar uma queda, não chorar, não se abater, um exercício se você errar, você tentar de novo, mas não se abater emocionalmente. Então eu acho que aquela criança que tem esse autocontrole de tentar, hoje não deu, vou voltar amanhã, vou fazer melhor. [T9]). Essa situação também tem que ser enfrentada quando um atleta presencia um colega de treino sofrendo uma queda ou lesão, sendo capaz de bloquear aquela imagem mental, não permitindo que influencie negativamente o seu progresso (e.g., O menino viu o outro fazer uma saída de mortal e bater o pé na barra. Daí o que bateu continua treinando, e o outro que só viu o colega cair e nunca bateu o pé, não faz mais o exercício. [T1]). Resiliência em treinamento Um dos dois atributos incluídos nesta categoria ressaltava a importância dos ginastas suportarem as elevadas cargas de treinamento, dor e desconforto físico, desde uma idade muito precoce. Os ginastas são submetidos a cargas de treinamento elevadas desde muito jovens e suportar esse treinamento e todos os desafios atrelados a ele exige muita força psicológica dos ginastas (e.g., A ginástica é um esporte que se inicia muito cedo, então pra mim, ser psicologicamente forte é aguentar toda carga de treinamento que é imposta numa idade muito precoce (.) aguentar corpo dolorido, treinar de mão aberta, todas essas coisas que o esporte vai trazendo [T5]) RPCD 14 (2)

19 Adicionalmente, os treinadores consideravam que os ginastas psicologicamente fortes deverão ser capazes de lidar com o crescente aumento do nível de dificuldade dos exercícios e do número de horas de treino por semana, no processo de desenvolvimento na ginástica, com vista a alcançar um nível de performance cada vez mais elevado (e.g., Um exemplo claro é quando as meninas começam a subir de nível, você começa a intensificar os treinos de paralela, é obvio que a mão vai ficar assada. A menina vai ter que treinar paralela em dois períodos, a mão abre, não tem jeito. [T10]). Além disso, como os ginastas superam suas dificuldades para conseguirem apresentar com sucesso um novo exercício, mas logo em seguida já devem aprender outros, o ginasta está exposto a constantes desafios, o que pode ser estressante para ele (e.g., Meu trabalho é com crianças muito pequenas e eu estou tendo muita dificuldade agora em relação às cobranças estarem sendo maiores. E o nível está aumentando e cada vez que aumenta mais um exercício é uma dificuldade maior e elas já sentem dificuldade e querem sair. Aí já dizem que não vão aguentar mais. [T9]). quadro 2 Categorias e atributos da dimensão treinamento. DIMENSÃO CATEGORIA ATRIBUTO TREINAMENTO controle emocional em treinamento resiliência em treinamento 10 Não se abalar com erros, aceitando que eles fazem parte do processo de desenvolvimento, e dessa forma não focar no erro, mas sim no que deve ser feito para corrigi-lo. 11 Ser capaz de controlar o medo em situação de treinamento de exercícios que tenha alta percepção de risco. 12 Não se abalar apesar de quedas e lesões, seus ou de colegas de equipa, e ser capaz de bloquear pensamentos e memórias negativas e continuar a treinar. 13 Suportar as elevadas cargas de treinamento, dor e desconforto físico, desde idade precoce. 14 Suportar o crescente aumento do nível de dificuldade dos exercícios, o progressivo aumento do número de horas de trabalho, no processo de desenvolvimento na ginástica. COMPETIÇÃO Essa dimensão reúne cinco atributos, agrupados em duas categorias: controle emocional em competição (quatro atributos) e resiliência em competição (um atributo) (Quadro 3). Controle emocional em competição Essa categoria apresenta os atributos que o ginasta psicologicamente forte deve apresentar em relação à capacidade de se controlar em situações de pressão durante a competição. Um dos atributos referia-se à importância de os ginastas conseguirem acessar toda sua capacidade física e técnica para executar suas séries em situações de pressão, de modo a poderem demonstrar todo o seu potencial durante a competição com a mesma qualidade do treino (e.g., Se ela sentiu que foi ruim naquele elemento ela sabe o que tem que fazer pra corrigir, ela sabe o que ela fazia no treino, essa é a parte que ela volta lá no treino e executa na competição. [T4]). Paralelamente, um segundo atributo era relativo à capacidade de o atleta conseguir controlar a pressão associada ao facto de apenas ter uma chance para demonstrar tudo o que treinou e acertar os exercícios no momento da competição (e.g., Acho que a cobrança da competição onde você só tem uma série pra acertar naquela hora, e isso as deixa abaladas psicologicamente, pra mim elas têm que estar muito tranquilas pra competir. [T9]). Um terceiro atributo foi descrito como não se abalar com erros ocorridos antes ou durante a apresentação, recuperando dos contratempos e prosseguindo com a rotina. Segundo os treinadores, um dos maiores desafios que o ginasta enfrenta é ter que competir em vários aparelhos, mesmo depois de cometer um erro num aparelho anterior. O ginasta psicologicamente forte é capaz de concentrar-se nas próximas apresentações e não se abalar com o que já passou (e.g., Na ginástica artística feminina, têm quatro aparelhos, então o ginasta, errando um aparelho, precisa ser concentrado e muito forte psicologicamente. Pra conseguir fazer muito bem os outros aparelhos, ele vai precisar de mais determinação ainda. Porque o que mais demonstra força psicológica é quando ele cai e depois continua a série impecavelmente fazendo bem bonito, bem forte e sem erros. [T2]). Outro exemplo citado pelos treinadores refere-se ao atleta que comete um erro no aquecimento e tem que executar o exercício logo em seguida no momento da competição (e.g., Por exemplo, se ele cair no último exercício antes da série. Acho que a última memória dele é uma queda. Então ele precisa focar em alguma memória positiva que tenha acontecido anterior. [T1]). Um último atributo dessa categoria se refere ao atleta ser capaz de bloquear pensamentos e memórias negativas de lesões, quedas e erros, seus ou de outros ginastas, em competição, mantendo o foco em visualizações positivas e no que pode dar certo. O ginasta pode, por exemplo, entrar em uma competição após um período de lesão e se abalar com as memórias negativas associadas à lesão; porém, os ginastas psicologicamente fortes não se deixam abalar por esse tipo de situação e são capazes de bloquear memórias negativas e competir bem (e.g., Ela estava voltando de uma lesão, e treinou pra ajudar a equipe, e ela competiu os três dias com séries fortes, e eu como treinador achava impossível. Então ela conseguiu três dias na pior situação de stress, eu achei ela muito forte psicologicamente. [T8]) RPCD 14 (2)

20 Resiliência em competição Essa categoria compreende apenas um atributo, descrito como o ginasta lesionar-se, antes ou durante a competição e, mesmo assim, ser capaz de suportar a dor e continuar a competir. Por outras palavras, os treinadores consideravam fortes aqueles ginastas que não usam a lesão como desculpa para sua performance (e.g., Tem ginastas que estão com lesões ou que se lesionam na competição mesmo e têm o poder de voltar, competir e fazer bem. Acho que isso define força psicológica. Eu estou aqui, eu vou acabar, nem que for só pra terminar bem, terminar bem bonito meu exercício. [T3)]. Os treinadores referiram ainda que as lesões são comuns na ginástica e muitas vezes o atleta deve ser capaz de competir apesar de estar lesionado (e.g., Também tem o aspecto de você ter que lidar com traumas porque não é sempre que você compete 100 por cento inteiro. Ginástica, como qualquer esporte de alto rendimento tem muitos traumas, e às vezes a ginasta compete com alguma lesão ou dor. [T2]). QUADRO 3 Categorias e atributos da dimensão competição. DIMENSÃO CATEGORIA ATRIBUTO 15 Possuir calma e o controle emocional para poder acessar toda sua capacidade física e técnica em situações de pressão competitiva, sendo capaz de fazer a conexão COMPETIÇÃO controle emocional em competição entre o que foi desenvolvido em treino, no momento da competição. 16 Ser eficiente em lidar com a pressão de só ter uma chance para acertar os exercícios no momento da competição, e ter a capacidade de realizá-los em competição com eficiência igual ou maior comparado à situação de treino. 17 Não se abalar com erros ocorridos antes ou durante a sua apresentação, recuperando-se dos contratempos e prosseguindo a sua performance com determinação aumentada. 18 Bloquear pensamentos e memórias negativas de lesões, quedas e erros, seus ou de outros ginastas, em competição, mantendo o foco em visualizações positivas e no que pode dar certo. VIDA FORA DO GINÁSIO O conteúdo das entrevistas revelou ainda uma dimensão de força psicológica que está para além dos treinamentos e competições, denominada vida fora do ginásio. Esta dimensão compreende dois atributos (Quadro 4). Por um lado, os treinadores acreditavam que muito do que o ginasta faz fora do ginásio pode influenciar o seu desempenho, devendo o atleta psicologicamente forte manter seu foco na ginástica, apesar dos atrativos do mundo fora do desporto (e.g., Eu acho que é tudo porque, a geração de hoje tem tudo fácil, internet, shopping centers, parques de diversões, praia, tem vários fatores externos que podem tirar a menina daqui de dentro do ginásio, essa é a primeira força que tem que ter pra continuar na ginástica trabalhando. [T6]). Além disso, deve evitar se envolver em atividades fora da ginástica que possam gerar algum risco para sua saúde e integridade física (e.g., Elas devem evitar algum tipo de acidente. Uma ginasta que trabalha comigo caiu de bicicleta, se ela estivesse focada em acertar suas séries, em ir para as nossas competições alvo, ela talvez teria evitado um tombo, teria sido mais cuidadosa com a bicicleta, ou mesmo evitaria andar de bicicleta. [T1]). Por outro lado, os treinadores também se referiram ao exigente estilo de vida dos atletas (e.g., treinamento, escola, viagens, competições, descanso, fisioterapia, alimentação) e às cobranças que lhes são feitas pelos seus outros significativos, designadamente pais, professores e treinadores (e.g., São fatores externos. O ginasta vai pra casa, vai ter treino no feriado e a família vai viajar e ele não vai. Os adolescentes querem namorar e ir para o cinema no sábado à tarde e têm treino, então se eles não têm um psicológico bom pra focar naquilo que eles querem, se entregam e acabam desistindo do esporte. (T5]). Um fator que exige força psicológica muito citado pelos treinadores foi o fato de, desde o início da adolescência, os ginastas terem que controlar o peso. Essa questão do peso parece ser mais acentuada para o setor feminino e segundo alguns dos treinadores é um dos fatores mais complicados com os quais elas têm de lidar (e.g., As meninas chegam a certa idade e elas têm que ser cobradas exaustivamente quanto a peso, e a gente sabe que é difícil porque é a fase da adolescência e elas têm tudo muito à flor da pele, então se a menina não tem o fator psicológico bom pra suportar essa cobrança de peso, é um fator que de repente ela pode até deixar de treinar, a maioria das meninas deixam de treinar o esporte em função disso. [T9]). 02 resiliência em competição 19 Lesionar-se antes ou durante a competição e ser capaz de suportar dor e competir bem, não usando a lesão como desculpa. 39 RPCD 14 (2)

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