AS IMPLICAÇÕES E AS APLICAÇÕES DA GOVERNANÇA CORPORATIVA NO DIREITO SOCIETÁRIO BRASILEIRO 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AS IMPLICAÇÕES E AS APLICAÇÕES DA GOVERNANÇA CORPORATIVA NO DIREITO SOCIETÁRIO BRASILEIRO 1"

Transcrição

1 1 AS IMPLICAÇÕES E AS APLICAÇÕES DA GOVERNANÇA CORPORATIVA NO DIREITO SOCIETÁRIO BRASILEIRO 1 Simone Augustinho Rocha Orientador: Prof. Dr. Peter Walter Ashton RESUMO: O presente trabalho faz uma reflexão sobre as implicações e as aplicações dos conceitos da Governança Corporativa no Direito Societário Brasileiro. Através da pesquisa bibliográfica na doutrina e na legislação, pode-se ter uma visão da influência que o mercado exerce sobre o direito. A sociedade anônima utiliza a Governança Corporativa para melhorar o seu desempenho, facilitar o seu acesso ao capital a custo baixo, contribuindo assim para sua perenidade no mercado. A criação pela Bolsa de Valores de São Paulo BOVESPA, dos Níveis Diferenciados de Governança Corporativa, o Novo Mercado, o Código de Boas Práticas do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa IBGC, e os princípios (disclosure, compliance, equity e accountability), são balizadores para o melhor comportamento das companhias no mercado de capitais. Porém, a grande discussão se faz quando estas condutas e princípios são incorporados na legislação societária brasileira. Fato este ocorrido, com a alteração na Lei nº 6.404/76 pela Lei nº /01, que, segundo os doutrinadores, introduziram os conceitos de Governança Corporativa na legislação societária brasileira; bem como o estudo de algumas práticas de Governança Corporativa em quatro grandes companhias brasileiras. Observa-se que a dinâmica do mercado de capitais gera a necessidade de atualizar constantemente a legislação societária brasileira. Palavras-chave: Governança Corporativa; Direito Societário, Direito Empresarial, Mercado de Capitais, Sociedade Anônima. 1 INTRODUÇÃO O presente estudo faz uma breve reflexão das teorias e práticas do Direito Societário Brasileiro relacionadas a Governança Corporativa, bem como as mudanças no mercado de capitais que influenciam as práticas das companhias e a legislação societária brasileira. O direito societário é visto de forma rápida, interessando em especial ao presente estudo, dentre os tipos societários, a sociedade anônima, pois é esta que utiliza de uma forma mais atuante a Governança Corporativa para melhorar o seu desempenho, facilitar o seu acesso ao capital a custo baixo, contribuindo assim para a sua perenidade no mercado. É estudada em detalhes a sociedade anônima, sua origem, sua história e características próprias do seu tipo societário. 1 Trabalho de Conclusão, cumprimento de requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Direito, na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, na área de Direito Empresarial.

2 2 Para a Governança Corporativa dá-se a definição, estuda-se sua origem, os reflexos em outros países e sua história. As Boas Práticas, que em alguns casos geram os Códigos de Boas Práticas, são apresentadas formando balizadores de conduta e comportamento para as companhias com o mercado, os investidores e os consumidores, porém não possuem força cogente para as empresas. Analisa-se a criação pela Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA, os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa e o Novo Mercado, marcos importantes para orientar e impulsionar a Governança Corporativa nas companhias brasileiras. Os princípios utilizados pela Governança Corporativa, como a transparência das informações (disclosure), a responsabilidade pelos resultados (accountability), a eqüidade (equity) e a obediência às leis do país (compliance), constituem princípios básicos para as empresas. O estudo destes pontos serviram como subsídio para a grande questão da presente pesquisa que são: as implicações e as aplicações da Governança Corporativa no Direito Societário Brasileiro e nas práticas das companhias. A análise pormenorizada da Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº de 15 de dezembro de 1976), que sofreu várias modificações, haja vista a mais importante e significativa para o estudo da Governança Corporativa, a alteração trazida pela Lei nº de 31 de outubro de 2001, que alterou quarenta e cinco artigos, acrescentando mais quatro, sendo que, para o estudo da Governança Corporativa o que interessa analisar foram as modificações em quinze destes que introduziram conceitos e condutas significativas de Governança Corporativa para as sociedades anônimas. Os acionistas minoritários são analisados dentro deste contexto de mudanças e busca-se entender a forma de adequá-los com a nova legislação para não deixá-los desprotegidos. Também é vista a arbitragem que foi alterada pela Lei nº /01, modificando o 3º, art. 109 da Lei nº 6.404/76, que outorga às companhias a faculdade de incluir em seus estatutos a previsão expressa, que submete os litígios societários à apreciação da arbitragem como uma forma benéfica de assegurar maior proteção aos investidores, e agilidade na solução dos litígios. E por fim, nas aplicações da Governança Corporativa das empresas, analisou-se quatro grandes empresas brasileiras (Grupo Gerdau, Grupo Pão de Açúcar, Petrobrás e Lojas Renner), que utilizam os conceitos de Governança Corporativa. Buscou-se os correspondentes dos princípios e da Lei nº 6.404/76 que se enquadram nas práticas descritas por cada empresa. É importante notar que a Lei nº /01 trouxe profundas alterações na Lei nº 6.404/76, modificando as práticas e assegurando que a necessidade do mercado esteja positivada e regulada na legislação societária brasileira. 2 DIREITO SOCIETÁRIO BRASILEIRO 2.1 FUNDAMENTOS O Direito Societário Brasileiro tem por objeto o estudo da sociedade empresária, que possui dois institutos jurídicos que lhe serve de alicerce, conforme cita Coelho:

3 3 De um lado, a pessoa jurídica, de outro, a atividade empresarial. Uma primeira aproximação ao conteúdo deste conceito se faz pela idéia de pessoa jurídica empresária, ou seja, que exerce atividade econômica sob a forma de empresa. É uma idéia correta, mas incompleta ainda. Somente algumas espécies de pessoas jurídicas que exploram atividade definida pelo direito como de natureza empresarial é que podem ser conceituadas como sociedades empresárias. Além disso, há pessoas jurídicas que são sempre empresárias, qualquer que seja o seu objeto. Um ponto de partida, assim, para a conceituação de sociedade empresária é o da sua localização no quadro geral de pessoas jurídicas. 2 No direito societário brasileiro, existem seis tipos societários distintos, são eles: a sociedade em nome coletivo; a sociedade em comandita simples; a sociedade em comandita por ações; a sociedade em conta de participação; a sociedade limitada e a sociedade anônima ou companhia. Porém, daquelas, a que nos interessa conhecer e investigar é a sociedade anônima (S.A.), pois é esta que utiliza a Governança Corporativa para aumentar o valor da sociedade, melhorar seu desempenho, facilitar seu acesso ao capital a custos mais baixos e contribuir para sua perenidade. 2.2 SOCIEDADE ANÔNIMA (S.A.) A sociedade anônima, para Fran Martins 3, é a sociedade em que o capital é dividido em ações, limitando-se a responsabilidade do sócio ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. Essas sociedades têm um modo de constituição próprio e o seu funcionamento está condicionado a normas estabelecidas na lei, em regra reguladas por leis especiais, ou em seu Estatuto Social. Será considerada sociedade empresária aquela que explora empresarialmente seu objeto social sob a forma de sociedade por ações. Neste tipo de sociedade, a pessoa jurídica não se confunde com as pessoas que a compõem. Ela tem personalidade jurídica distinta de seus sócios. São pessoas inconfundíveis. 4 Por estas características, as S.As. são consideradas sociedades institucionais, normativas e não contratuais, já que nenhum contrato liga os acionistas a companhia Histórico das S.As. A origem das sociedades anônimas tem sido discutida. Conforme afirma Fran Martins 5, alguns autores dizem que o seu ponto de partida foi nas associações de credores do Estado, existente na Idade Média, e outros nas sociedades holandesas, fundadas no princípio do século XVII, para a exploração de terras ultramarinas. Nota-se, porém, que os traços característicos das S.As. já eram encontrados nas associações navais da Idade Média. Elas tinham a sua responsabilidade limitada ao valor do navio, sendo estas associações navais muito difundidas no Mediterrâneo. O contrato que era feito entre as associações navais e o dono do navio chamava-se de 2 COELHO, Fábio Ulhoa. Manual de direito comercial. 14. ed. rev. atual. São Paulo: Saraiva, p MARTINS, Fran. Curso de direito comercial. 28. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: Forense, p COELHO, op. cit., p MARTINS, op. cit., p. 231.

4 4 Colonna. No ano de 1131, a Tábua Amalfitana regulava este contrato, e o Consulado do Mar especificava o princípio da responsabilidade dos sócios nessas associações. Já no fim da Idade Média, grandes capitalistas costumavam fazer empréstimos aos Estados, para a realização de obras públicas, recebendo dos mesmos o direito de cobrar imposto, a fim de com eles se pagarem os juros dos empréstimos. 6 O total do capital era dividido em partes de igual valor, a responsabilidade dos sócios era limitada apenas à importância com que entravam para o capital, ou seja, o valor do seu empréstimo, não tinham caráter comercial, pois a parte que cada credor recebia correspondia apenas aos juros do seu empréstimo, constituindo assim a sua renda. Em 1407, uma dessas sociedades, Casa de São Jorge, transformou-se em banco, Banco de São Jorge, passando a ter fins especulativos, e desse modo, caracterizando-se como sociedade comercial. Os seus títulos de renda tomaram o caráter de ações, passando os seus possuidores a perceber, não os juros dos empréstimos que haviam feito, mas lucros ou dividendos obtidos pelas transações do banco. Em 1419, o Banco passou a possuir estatutos regulando os direitos e obrigações dos sócios, o modo de administração e a eleição dos administradores, seria o Conselho Geral, revestindo-se assim de características de verdadeira sociedade anônima. A primeira sociedade empresarial que se formou, sob os aspectos rudimentares da sociedade anônima, foi a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais em 1602, que foi seguida por várias outras. O capital era coletado entre o povo e o governo exercia uma grande influência na criação dessas sociedades. O governo assegurava vários favores às companhias de exploração de novas terras, já que ele tinha interesse econômico nelas. Mas logo este interesse se transformou num fato jurídico, passando o governo a traçar normas para o funcionamento e constituição das companhias ultramarinas. Até o Código francês de 1808, vigorou o regime de privilégios, depois passou a ser uma concessão, dependendo a sua criação de permissão do governo. Foi assim até 1867, quando foram verificadas desvantagens na concessão governamental para a criação das sociedades anônimas. 7 Então a partir desta época, as sociedades anônimas tiveram grande desenvolvimento, sendo o princípio de sua livre constituição aceito, onde foi adotado por vários países. Hoje as sociedades anônimas são fortes organismos para os quais o poder público volta suas vistas traçando normas cada dia mais restritivas do direito de estabelecerem os acionistas as condições que julgarem convenientes. Daí terem essas sociedades uma constituição normativa. No Brasil, as sociedades anônimas se desenvolveram de forma muito semelhante à ocorrida na Europa, surgiram primeiramente por iniciativa do poder público. 8 6 MARTINS, op. cit., p Ibidem, p RIBEIRO, Milton Nassau. Aspectos jurídicos da governança corporativa. São Paulo: Quartier Latin, p. 99.

5 5 No período colonial, a exploração do nosso país constituiu o objeto de várias companhias colonizadoras, a primeira das quais, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, criada em Seguindo o exemplo holandês, Portugal fundou em 1649, a Companhia do Comércio do Brasil (extinta em 1720). Outras como a do Grão Pará e Maranhão (1755) e a de Pernambuco e Paraíba (1759), também foram incorporadas pelo governo português, com o objetivo de promover a exploração da nova colônia. 9 Estas companhias eram instrumentos do governo português na colonização do Brasil, todas no monopólio de comércio e no de tráfico de escravos negros. Em 1808 foi criada a primeira sociedade por ações no Brasil. Comenta Lamy Filho e Bulhões Pedreira sobre a criação do Banco do Brasil: Com a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, foi constituída, por Alvará de 12 de outubro de 1808, nossa primeira sociedade por ações, o Banco do Brasil, fundado oito anos depois do Banco da França, sob o modelo do banco da Inglaterra, com poder de emissão sem limites e sem fiscalização, como refere Alfredo Russel. 10 Posteriormente, surgiu a primeira regulamentação das sociedades por ações, o Decreto nº 575 de 1849, o qual exigia a prévia autorização administrativa para a constituição das sociedades anônimas. Em 1850, entrou em vigência o Código Comercial Brasileiro, que manteve a exigência de autorização do governo para sua constituição. O Decreto nº 8.821, de 30 de dezembro de 1882, aboliu a autorização governamental para a constituição das S.As. Porém esta liberdade, não foi ampliada para instituições financeiras, seguradoras e companhias de financiamento, que ainda necessitam de autorização governamental para funcionar. 11 Em 1940, o Decreto-Lei nº 2.627, resultado do trabalho do jurista Trajano de Miranda Valverde, disciplinou mais detalhadamente a organização das sociedades por ações. Com a expansão industrial iniciada durante o Governo de Juscelino Kubitschek, e o pós-guerra especialmente a partir de 1956, o Decreto-Lei nº 2.627, sofreu várias e pequenas alterações. Estes fatos e as mudanças da realidade econômica brasileira, fizeram com que o Governo Geisel, se manifestasse sobre a necessidade de mudança na lei das S.As., desde o início de Em 1976, passou a vigorar a Lei nº 6.404, decorrente do projeto elaborado por Alfredo Lamy Filho e José Luiz Bulhões Pedreira. Esta lei é considerada eclética, por ter-se inspirado tanto no direito europeu como no direito norte-americano. Aos seus 300 artigos, somaram-se quinze dispositivos do Decreto-Lei nº que permanecem em vigor Características das S.As. As sociedades anônimas distinguem-se dos demais tipos de sociedade pelas seguintes características essenciais: 9 LAMY FILHO, Alfredo; BULHÔES PEDREIRA, José Luiz. A Lei das S.A.: pressupostos, elaboração, modificações. 3. ed. Rio de Janeiro: Renovar, v. 1. p Ibidem, p RIBEIRO, op. cit., p Ibidem, p. 103

6 6 a) divisão do capital social em partes, em regra, de igual valor nominal. Essas partes do capital são denominadas ações; b) responsabilidade dos sócios limitada apenas ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas, não respondendo, assim, os mesmos, perante terceiros, pelas obrigações assumidas pela sociedade; c) livre cessibilidade das ações por parte dos sócios, não afetando à estrutura da sociedade a entrada ou retirada de qualquer sócio; d) possibilidade de subscrição do capital social mediante apelo ao público; e) uso de uma denominação ou nome de fantasia para nome comercial, devendo, contudo, a essa denominação serem sempre acrescidas as palavras sociedade anônima, por extenso ou abreviadamente. A palavra companhia, antecedendo a denominação social é sinônima da locução sociedade anônima, sendo essa, assim, dispensável quando aquela for empregada; f) possibilidade de pertencerem à sociedade menores ou incapazes, sem que esse fato acarrete nulidade para a mesma. 13 As S.As. são consideradas sociedades de capital, pois vivem em função deste, não merecendo atenção especial a pessoa dos sócios. Decorre deste fato a responsabilidade limitada dos sócios, que apenas assumem o compromisso de integralizar as importâncias relativas às ações que adquirem ou subscrevem. Quanto ao objeto social, as S.As. podem possuir qualquer objeto, desde que tenha um fim lucrativo e não seja contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes 14, conforme assevera Martins. 15 E deve estar o objeto, definido no estatuto social de modo preciso e completo. 16 As sociedades anônimas 17 se classificam em abertas ou fechadas, conforme tenham, ou não, admitidas à negociação, na Bolsa ou no mercado de balcão, os valores mobiliários de sua emissão. 18 As companhias abertas no Brasil dividem-se em privadas (controladas por sociedades nacionais e/ou estrangeiras) e estatais ou de economia mista (controladas pelo Estado). 19 A Lei das Sociedades Anônimas levou em consideração esse fato econômico. Assim, as sociedades que têm as suas ações negociadas nesse mercado especial são chamadas sociedades abertas, quando as ações das sociedades não são negociadas por intermédio das entidades autorizadas, a negociar neste mercado, a sociedade é denominada de sociedade fechada, art. 4º, Lei nº / Para que uma companhia tenha seus valores mobiliários admitidos à negociação na Bolsa ou mercado de balcão, necessita obter do Governo Federal a respectiva autorização. 21 A companhia somente pode ser aberta se autorizada nesses termos. 22 A Comissão de Valores Mobiliários CVM, criada pela Lei nº 6.385/76, é o órgão do Governo Federal encarregado por lei de conceder tal autorização. 13 MARTINS, op. cit., p Vide art. 2º, caput., da Lei nº 6.404/ MARTINS, op. cit., p Vide art. 2º, 2º e 3º, da Lei nº 6.404/ COELHO, op. cit., p Vide art. 4º, da Lei nº 6.404/ RIBEIRO, op. cit., p MARTINS, op.cit., p COELHO. op. cit., p Vide art. 4º, 1º e 2º da Lei nº 6.404/76.

7 7 As sociedades anônimas vivem em função do seu capital e será formado pela contribuição de todos os sócios, devendo ser sempre expresso em moeda nacional 23, podendo ser composto por qualquer espécie de bens, corpóreos ou incorpóreos, desde que sejam suscetíveis de avaliação em dinheiro. 24 O capital social, deve ser fixado pelo Estatuto Social GOVERNANÇA CORPORATIVA 3.1 DEFINIÇÃO A Governança Corporativa tem sido freqüentemente referida como um sistema de princípios que assegura certos direitos aos acionistas minoritários. Porém, embora represente maior garantia aos minoritários, ela não se resume somente a isso. Na verdade, trata-se de um conjunto de princípios e condutas que devem ser observados pelos acionistas e gestores da companhia. Os Princípios de eqüidade, transparência, responsabilidade pelos resultados e obediência à lei, são os objetivos da Governança Corporativa, que com ela não se confundem. A essência da Governança Corporativa, conforme Garcia e Souza comenta, concerne principalmente na estruturação societária. 26 Ao ponderar que, à luz dos princípios da governança corporativa, o principal atributo do novo papel do Conselho Administrativo é a independência, para que sua atuação não seja meramente burocrática e homologatória das decisões do grupo de controle. 27 Ao mesmo tempo em que dita normas de conduta aos acionistas e gestores da empresa, têm por objeto a organização societária e sua monitoração, pois visa à fixação de responsabilidades ou à limitação de atribuições e funções aos órgãos da empresa, sendo que atribuição e função são atributos inerentes à estruturação da sociedade. Assim, um conceito mais abrangente e atual para a Governança Corporativa, que não mais se limita à defesa dos interesses dos acionistas minoritários, mas busca também a proteção dos direitos dos stakeholders 28, pode ser formulado, com base nas considerações traçadas pela Organization for Economic Cooperation and Development (OECD), a respeito da função do instituto Governança Corporativa: É um sistema de normas de estruturação da sociedade anônima, visando o aprimoramento das relações entre os diversos segmentos envolvidos na atividade empresarial de forma a garantir-lhes tratamento equânime, 23 Vide art. 5º, único da Lei nº 6.404/ Vide art. 7º da Lei nº 6.404/ MARTINS. op. cit., p GARCIA e SOUZA, Thelma de Mesquista. Governança corporativa e o conflito de interesses nas sociedades anônimas. São Paulo: Atlas (Série Academia-Empresa, v. 2). p SALOMÃO FILHO, Calixto apud GARCIA E SOUZA, loc. cit. 28 Stakeholders: partes interessadas: colaboradores, clientes, fornecedores ou credores. Vide: IBGC. Códigos das Melhores Práticas de Governança Corporativa. 3. ed. Disponível em: <http://www.ibgc.org.br/ibconteudo.asp?idarea=117&idp=109>. Acesso em: 18 set p. 10.

8 8 informação plena, impondo aos controladores e aos administradores a responsabilidade pelos resultados, tanto em relação aos minoritários, quanto aos demais envolvidos direta ou indiretamente na dinâmica empresarial, inclusive à comunidade. 29 No contexto jurídico temos duas vertentes, de um lado os princípios da eqüidade, transparência (disclosure), responsabilidade pelos resultados (accountability) e obediência às leis do país (compliance), que constituem seus objetivos principais. E de outro lado, como meio de consecução de tais objetivos, constitui um conjunto de normas e padrões que servem de base para a atribuição e definição de responsabilidades entre os diversos órgãos da sociedade anônima, como a Assembléia de Acionistas, o Conselho de Administração e a Diretoria, estas duas vertentes fazem parte do direito societário e possuem diferentes aplicações neste. A expressão Governança Corporativa, foi criada a partir da tradução literal do original de língua inglesa Corporate Governance, apresenta evidente impropriedade, pois o termo Governança, agora assimilado pelo dicionário Houaiss 30, não parece apto a abranger todo o seu real significado, não cumprindo eficientemente sua função semiótica. Também não se desincumbiram com eficiência da função de significante os sinônimos administração, direção, gestão ou governo estratégico, que, entretanto, também não parece atender satisfatoriamente à função de significante. A par disto, o termo Corporativo, em português, afirma, conforme o dicionário Houaiss 31, esta palavra é referente à corporação. Portanto, a tradução também carrega significado destoante do original anglo-saxão. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), fundado em 1995, inicialmente com o nome de Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração, propôs a seguinte definição: Governança corporativa é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade. 32 Em resposta a esse cenário econômico e político atual, o movimento de Governança Corporativa ganhou força nos últimos dez anos, tendo nascido e crescido, originalmente, nos Estados Unidos e na Inglaterra e, a seguir, se espalhando por muitos outros países. No Brasil, os conselheiros profissionais e independentes começaram a surgir basicamente em resposta à necessidade de atraírem capitais e fontes de financiamento para a atividade empresarial, o que foi acelerado pelo processo de globalização e pelas privatizações de empresas estatais no país. 29 OECD Principles of Corporate Governance Disponível em: <http://www.oecd.org/dataoecd/32/18/ pdf>. Acesso em: 22 de set. de A definição de: Governança: ato de governar (se), governo. INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS DE LEXICOGRAFIA. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, p A Definição de: Corporativo: relativo à ou próprio de uma corporação. Organizado ou baseado em uma corporação. Dicionário Houaiss, op. cit., p Disponível em: <http://www.ibgc.org.br/ibconteudo.asp?idarea=2>. Acesso em: 01 out. de 2006.

9 9 Hoje, o mercado de capitais, as empresas, os investidores e a mídia especializada já se utilizam habitualmente da expressão Governança Corporativa, mencionam e consideram as boas práticas de governança em sua estratégia de negócios. 3.2 HISTÓRICO DA GOVERNANÇA CORPORATIVA A Governança Corporativa tem suas raízes na Inglaterra e nos Estado Unidos, motivados por escândalos financeiros com companhias listadas na Bolsa de Valores. Esses escândalos, causadores de enormes prejuízos, despertaram o interesse do governo e das sociedades para alguns problemas na gestão das companhias e dos mercados de capitais. 33 Em um primeiro momento, o foco da Governança Corporativa estava voltada para a resolução de conflitos internos nas empresas tendo como objetivo trazer para os acionistas controladores facilidades na administração estratégica da empresa. A Governança Corporativa no mundo depende das diferenças estruturais das empresas, do grau de investidores e das peculiaridades dos sistemas financeiro e legal de cada país, pois, cada país tem necessidades específicas para atingir o fortalecimento de seus mercados de capitais e de suas companhias. 34 Nos Estados Unidos, diferente do Brasil, nenhum acionista, mesmo controlador, é detentor de parcela significativa do capital da sociedade. Em face dessa distribuição do capital social da empresa, geralmente o controlador (principal) nomeia uma diretoria profissional (agente) para gerir a companhia. Neste modelo, muitas vezes os diretores têm informações não acessíveis aos acionistas, controladores ou não. 35 Há uma pulverização do capital social, sendo que os executivos contratados para os cargos de diretoria sofrem influência muito menor do acionista controlador, pois sua indicação é o resultado de uma conjugação de forças e não de um acionista específico, tornando assim, os executivos mais poderosos. Diante deste cenário, vários escândalos corporativos na década de oitenta foram motivados por conflitos de agência 36, decorrentes de abuso de poder e expropriação de riquezas dos acionistas pelos diretores RIBEIRO, op. cit., p Ibidem, p Ibidem, p A explicação sobre o que é conflitos de agência é dado pelo autor Felix Arthur Garcia em sua monografia do curso de Economia, na UFRJ, p. 13: Os conflitos de agência nas empresas se estabelecem a partir da delegação das competências para tomadas de decisão aos agentes, quando os administradores, por terem objetivos pessoais divergentes da maximização da riqueza do principal, o acionista, passam a decidir em prol de seus interesses particulares em detrimento do melhor benefício daqueles. A necessidade de melhores práticas de governança corporativa nasce como uma forma de resposta a esse conflito e visa evitar a expropriação da riqueza do acionista pelos gestores. GARCIA, Felix Arthur. Governança Corporativa. Disponível em: <http://www.cvm.gov.br/port/public/publ/ie_ufrj_cvm/felix%20_arthur_c_azevedo_garcia.pdf>. Acesso em: 12 mar RIBEIRO, op. cit., p. 27.

10 10 Então se verifica desde o início, que nos Estados Unidos, a Governança Corporativa, teve seu surgimento devido a grande preocupação com o abuso de poder dos gestores, bem como a sua sobreposição sobre os acionistas e sobre o Conselho de Administração. Para dirimir estas distorções, foram adotadas práticas como o aumento de integrantes independentes na composição dos conselhos e regras de demissão de executivos por mau desempenho. 38 Após vários escândalos, nos Estados Unidos, foi criado o seguro de responsabilidade civil por atos dos administradores (Directors and Officces Liability Insurance D&O). No Brasil, a procura pelo seguro de responsabilidade civil para diretores, administradores e conselheiros de empresas triplicou. A Bolsa de Valores de São Paulo BOVESPA oferece a contratação de um plano especial de seguro D&O para as companhias listadas. 39 O fato mais relevante decorrente dos escândalos para a Governança Corporativa, foi a edição em 30 de julho de 2002, da Sarbanes-Oxley Act (SOX), referência aos congressistas elaboradores da lei, Paul S. Sarbanes e Michael Oxley, visando restaurar a credibilidade do mercado de capitais norte-americano, pilar fundamental de sua economia. 40 A lei possui 700 artigos e é considerada a mais importante reforma legislativa no mercado de capitais, desde a quebra da bolsa de 1929, quando foi criado um órgão para regulamentá-lo: Securities and Exchange Comission SEC. A SOX ampliou a responsabilidade dos administradores das companhias, das empresas de auditoria e dos advogados, mediante a exigência da adoção de regras rígidas de Governança Corporativa, relativas à auditoria externa e à conduta dos administradores. 41 Em resumo a Governança Corporativa no mundo pode ser vista da seguinte forma: nos Estados Unidos e na Inglaterra há uma forte proteção legal, mas participação acionária extremamente pulverizada dos investidores. Na Alemanha, há uma enorme proteção aos credores bancários, sendo que os acionistas pequenos têm pouca proteção legal. Já o Japão se situa em um estágio intermediário, mas com um sistema de gestão e de participações societárias não recomendáveis sob a ótica do sistema de gestão da Governança Corporativa. A França se assemelha ao Brasil, porém em face da grande participação estatal, há a falta de investidores locais no mercado de capitais, havendo uma forte concentração de capital social sob a propriedade do principal acionista e uma baixa qualidade na proteção dos investidores. 42 Pode-se agregar as características de cada um desses países, os modelos de Governança Corporativa dividindo-os em dois grandes grupos: o anglo-saxão e o nipogermânico. 43 O modelo anglo-saxão é caracterizado pela participação acionária pulverizada, pela separação entre propriedade do capital e gestão, e pela existência de um mercado 38 RIBEIRO, op. cit, p Ibidem, p RIBEIRO, loc. cit. 41 Ibidem, p Ibidem, p Ibidem, p. 48.

11 11 de capitais forte, ativo e com liquidez. É chamado de shareholders, pois o acionista é considerado o proprietário da companhia, sendo o destinatário dos resultados da atividade empresarial. Já o modelo nipo-germânico caracteriza-se pela concentração da propriedade das ações de controle em poucos acionistas, sendo estas posições de longo prazo, não especuladores, sendo assim, menos exigentes em relação as regras de transparência contábil e divulgação de informações da empresa. Os investidores colhem informações sobre os riscos da empresa, no mercado. Neste modelo encontramos os stakeholders, pois as empresas buscam compatibilizar os interesses dos acionistas e dos demais interessados, tais como empregados, fornecedores, credores, comunidade em geral. 44 No Brasil predomina o modelo de Governança Corporativa nipo-germânico, ou seja, stakeholders, pois há grande concentração de ações ordinárias na propriedade do acionista controlador BOAS PRÁTICAS Após tantas mudanças no mercado, verifica-se a importância da separação das figuras do gestor e do controlador, bem como do estabelecimento de novas técnicas de relacionamento na companhia. Essas técnicas resultaram em regras de conduta hoje reunidas nos denominados códigos de melhores práticas. O autor Milton Nassau Ribeiro comenta: Esses códigos podem ser definidos como um apanhado de princípios e regras de conduta, sem força cogente, propostos por diversas organizações governamentais ou não, sugeridos às companhias e aos seus órgãos, visando à gestão equânime daquelas. 46 O primeiro código a sugerir a adoção de práticas de Governança Corporativa ocorreu em 1992, na Inglaterra, por intermédio da Comissão Cadbury. Posteriormente, surgiram vários outros ao redor do mundo, inclusive elaborados por instituições como o Fundo Monetário Internacional, a Comunidade Européia, o Banco Mundial, dentre outras. No Brasil temos a terceira versão, revisada e ampliada do Código Brasileiro das Melhores Práticas de Governança Corporativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa IBGC, de O IBGC é uma organização exclusivamente dedicada à promoção da Governança Corporativa no Brasil e o principal fomentador das práticas e discussões sobre o tema no país, tendo alcançado reconhecimento nacional e internacional NÍVEIS DIFERENCIADOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA E NOVO MERCADO Implantados em 2000 pela Bolsa de Valores de São Paulo BOVESPA, o Novo Mercado e os Níveis Diferenciados de Govenança Corporativa são segmentos especiais de listagem que foram desenvolvidos com o objetivo de proporcionar um 44 RIBEIRO, op. cit., p Ibidem, p Ibidem, p IBGC. Código das melhores práticas de governança corporativa. Op. cit.

12 12 ambiente de negociação que estimulasse, ao mesmo tempo, o interesse dos investidores e a valorização das companhias. As empresas que migram do mercado tradicional da BOVESPA para o segmento de listagem Nível 1 comprometem-se a acrescentar às informações que já são obrigadas a prestar ao mercado, outras de interesse dos investidores. As empresas classificadas no Nível 2, além de assegurarem maior transparência de informações, também oferecem direitos societários como tag along e oferta pública de aquisição de ações pelo valor econômico, em caso de fechamento de capital. A adesão de uma empresa a qualquer desses dois segmentos é voluntária e concretiza-se com a assinatura de um contrato entre as companhia, seus controladores, administradores e a própria BOVESPA. Pelo contrato, as partes acordam em cumprir o Regulamento de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa, que consolida todos os requisitos dos Níveis 1 e 2. A maior parte dos compromissos que as empresas do Nível 1 assumem perante os investidores refere-se ao fornecimento de informações que auxiliam os investidores sobre o valor da empresa. No Nível 2 os requisitos abrangem todas as regras do Nível 1, acrescidas de algumas regras societárias e da divulgação de demonstrações financeiras de acordo com os padrões internacionais. O Novo Mercado é mais voltado à listagem de empresas que venham a abrir capital, enquanto que os Níveis Diferenciados são mais direcionados para empresas que já possuem ações negociadas na BOVESPA. As empresas possuem o compromisso de prestarem informações que facilitam o acompanhamento e a fiscalização dos atos da administração e dos controladores da companhia e a adoção de regras societárias que melhor equilibram os direitos de todos os acionistas, independentemente da sua condição de controlador ou investidor. 48 As empresas no Brasil possuem na Bolsa de Valores um Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC), que tem por objetivo medir o desempenho de uma carteira teórica composta por ações de empresas que apresentem bons níveis de Governança Corporativa. Tais empresas devem ser negociadas no Novo Mercado ou estar classificadas nos Níveis 1 ou 2 da Bovespa. Os demais critérios de inclusão, exclusão e ponderação, foram estabelecidos quando de sua criação AS IMPLICAÇÕES E AS APLICAÇÕES DA GOVERNANÇA CORPORATIVA NO DIREITO SOCIETÁRIO BRASILEIRO 4.1 AS IMPLICAÇÕES DA GOVERNANÇA CORPORATIVA NO DIREITO SOCIETÁRIO BRASILEIRO Atualmente o fundamento legal da Governança Corporativa 50 é um mandamento para o acionista controlador, determinando-lhe a forma como deve ser o 48 BOVESPA. Nível 1 e Nível 2 Mercado. São Paulo: BOVESPA, p. 49 FORTUNA, Eduardo. Mercado financeiro: produtos e serviços. 15. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, p RIBEIRO, op. cit., p. 137.

13 13 seu poder (de controle). E este fundamento encontra-se no art. 116, parágrafo único da Lei nº 6.404/76. Art Entende-se por acionista controlador a pessoa, natural ou jurídica, ou o grupo de pessoas vinculadas por acordo de voto, ou sob controle comum, que: [...] Parágrafo único. O acionista controlador deve usar o poder com o fim de fazer a companhia realizar o seu objeto e cumprir sua função social, e tem deveres e responsabilidades para com os demais acionistas da empresa, os que nela trabalham e para com a comunidade em que atua, cujos direitos e interesses deve lealmente respeitar e atender. A criação dos Níveis Diferenciados de Governança Corporativa e do Novo Mercado trouxe mais segurança aos investidores que aplicaram seus recursos, em empresas que adotaram melhores práticas de Governança Corporativa. Por outro lado, as empresas também se beneficiam, pois suas ações tendem a ser mais procuradas em razão de suas boas práticas de gestão. 51 Verifica-se claramente três implicações jurídicas da necessidade de adoção da Governança Corporativa pelas empresas nacionais: a) A emissão de American Depositary Receipts (ADRs) junto ao mercado de capitais norte-americano, pode ser considerado o primeiro efeito jurídico da necessidade de adoção do sistema de Governança Corporativa pelas empresas brasileiras. 52 A colocação no mercado de ADRs pode ser viabilizada tanto por iniciativa dos bancos americanos, emissão não patrocinada, para aumentar a sua gama de produtos, quanto da própria companhia, emissão patrocinada, em busca de recursos em outro mercado. 53 Os padrões de gestão empresarial, adotando regras de transparência e divulgação de informações exigidas pela SEC, nada mais são do que práticas de Governança Corporativa, apesar de pertencerem ao direito americano, afetam o mundo jurídico das companhias brasileiras que são obrigadas a adaptar o seu Estatuto Social e as suas demonstrações financeiras, se desejarem emitir ADRs naquele mercado. 54 b) Outro importante efeito jurídico no mercado interno foi o lançamento pela BOVESPA em 2000, do primeiro Código Brasileiro de Governança Corporativa, elaborado pelo IBGC. Porém, este código não tem força cogente, uma vez que pretende apenas orientar e educar. 55 Com a Resolução do Conselho Monetário Nacional nº de 2001, foram lançados os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa e o Novo Mercado, contendo três segmentos de listagem destinados à negociação de ações de empresas que se comprometem a adotar certas práticas de transparência e Governança Corporativa sugeridas pela BOVESPA. 51 RIBEIRO, op,cit., p O lançamento de ADRs por companhias brasileiras cresceu 100% entre 1992 e 1998, somente em 1997 esse crescimento foi de 47,5%, o grande motivador é o mercado de capitais americano ser mais líquido e pungente que o nacional, além de possuir custos bem menores, comenta o autor RIBEIRO, op. cit., p RIBEIRO, loc. cit. 54 Ibidem, p Ibidem, p. 59.

14 14 Conforme encontra-se no site da BOVESPA, o Novo Mercado é: [...] um segmento de listagem destinado à negociação de ações emitidas por companhias que se comprometam, voluntariamente, com a adoção de práticas de governança corporativa adicionais em relação ao que é exigido pela legislação. A valorização e a liquidez das ações são influenciadas positivamente pelo grau de segurança oferecido pelos direitos concedidos aos acionistas e pela qualidade das informações prestadas pelas companhias. Essa é a premissa básica do Novo Mercado. 56 Sendo assim no mercado, as companhias que aderem a esses segmentos de mercado, buscam: [...] melhorar a relação com os investidores e elevar o potencial de valorização dos seus ativos, já que, apesar de suas ações serem negociadas da mesma forma, terão destaque maior, pois passam a ser diferenciadas por seus códigos de negociação. Com a adesão, a companhia espera ser reconhecida pela transparência e respeito ao minoritário, gerando assim, mais negócios para suas ações e menor custo na captação de recursos. 57 Visando facilitar o programa governamental de privatizações, a Lei nº 9.457, de 5 de maio de 1997, alterou a redação original da Lei nº 6.404/ O resultado foi a diminuição considerável na proteção aos acionistas minoritários. Sendo que a reforma na Lei das S. As. pela Lei nº , de 31 de outubro de 2001 trouxe a proteção novamente aos acionistas minoritários e buscou focar nos princípios: disclosure: que significa o aumento da transparência e da qualidade das informações; accountability: que é a prestação de contas e responsabilidade pelos resultados por parte dos administradores membros do conselho fiscal e auditores; equity: que representa o tratamento eqüitativo entre os acionistas; compliance: que visa tipificar e sancionar as condutas contrárias ao ordenamento legal. Princípios estes que se encontram nos códigos de melhores práticas ao redor do mundo, inclusive do IBGC. Assim sendo, companhias com um sistema de Governança Corporativa que proteja todos os seus investidores, tendem a ser mais valorizadas, porque os investidores reconhecem que o retorno dos investimentos será usufruído igualmente por todos. 59 c) O terceiro grande efeito da Governança Corporativa no Brasil foi a recente reforma na Lei das S.As. pela Lei nº /01. Esta lei modificou a Lei nº 6.404/76 em quarenta e cinco artigos e acrescentou mais quatro novos artigos (art. 4º-A, 116-A, 165-A e 254-A). Segundo Milton Nassau Ribeiro 60, a reforma privilegiou a inclusão de quinze artigos com regras que podem ser classificadas como de Governança Corporativa. 56 Site da BOVESPA. Disponível em: <http://www.bovespa.com.br/principal.asp>. Acesso em: 18 abr RIBEIRO, op. cit., p Ibidem, p COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Cartilha de Governança - Recomendações da CVM sobre Governança Corporativa Disponível em: <http://www.cvm.gov.br/>. Acesso em: 21 abr RIBEIRO, op. cit., p. 68.

15 15 A seguir, examina-se os quinze artigos que dizem respeito a Governança Corporativa no Direito Societário Brasileiro Ações (art.4º-a; art. 15, 2º; art. 17, 1º; art. 254-A): Cita o art. 4º-A: Art. 4 o -A. Na companhia aberta, os titulares de, no mínimo, 10% (dez por cento) das ações em circulação no mercado poderão requerer aos administradores da companhia que convoquem assembléia especial dos acionistas titulares de ações em circulação no mercado, para deliberar sobre a realização de nova avaliação pelo mesmo ou por outro critério, para efeito de determinação do valor de avaliação da companhia, referido no 4 o do art. 4 o. 61 Quando insatisfeitos com a avaliação destinada a alienação do controle da companhia, os minoritários com o mínimo de 10% das ações em circulação no mercado, podem requerer assembléia geral especial para deliberar sobre nova avaliação. Antes da mudança, na maioria dos casos o fechamento de capital acarretava para os minoritários, além da perda da proteção estabelecida pelas regras, transparência e tratamento igualitário entre acionistas estabelecidos pela CVM, também perda de liquidez para suas ações. Conforme comenta Ribeiro observa-se uma redução, no capital da companhia, do número de ações preferenciais sem direito a voto ou sujeitas à restrição do exercício desse direito (art. 15, 2º). Diminuiu-se para apenas 50% a permissão anterior de 2/3 de ações preferenciais ou com direito a voto restrito na composição do capital social. 62 Cita o artigo art. 15, 2º: Art. 15. As ações, conforme a natureza dos direitos ou vantagens que confiram a seus titulares, são ordinárias, preferenciais, ou de fruição. [...] 2 o O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício desse direito, não pode ultrapassar 50% (cinqüenta por cento) do total das ações emitidas. Esta aplicação é imediata para às companhias novas e às fechadas. As companhias abertas poderão manter a proporção de 2/3 de ações preferenciais, também para as novas emissões. Porém, ao elevarem o percentual existente, poderão elevar este número até o limite de 50% de ações preferenciais. Aplica-se o regime de paridade compulsoriamente: a) às companhias abertas e fechadas que vierem a se constituir após a vigência da Lei nº /01; b) à companhias fechadas já constituídas que decidirem abrir seu capital com emissão de ações preferenciais após a vigência da Lei nº /01; c) às companhias abertas que tenham emitido apenas ações ordinárias, caso decidem emitir ações preferenciais após a vigência da referida lei RIBEIRO, op. cit, p Ibidem, p CARVALHOSA, Modesto; EIZIRIK, Nelson. A nova lei das sociedades anônimas. São Paulo: Saraiva, p. 70.

16 16 Houve a ampliação das vantagens das ações preferenciais das companhias abertas, conforme cita o art. 17, 1º 64 : Art. 17. As preferências ou vantagens das ações preferenciais podem consistir: 1 o Independentemente do direito de receber ou não o valor de reembolso do capital com prêmio ou sem ele, as ações preferenciais sem direito de voto ou com restrição ao exercício deste direito, somente serão admitidas à negociação no mercado de valores mobiliários se a elas for atribuída pelo menos uma das seguintes preferências ou vantagens: I - direito de participar do dividendo a ser distribuído, correspondente a, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido do exercício, calculado na forma do art. 202, de acordo com o seguinte critério: a) prioridade no recebimento dos dividendos mencionados neste inciso correspondente a, no mínimo, 3% (três por cento) do valor do patrimônio líquido da ação; e b) direito de participar dos lucros distribuídos em igualdade de condições com as ordinárias, depois de a estas assegurado dividendo igual ao mínimo prioritário estabelecido em conformidade com a alínea a; ou II - direito ao recebimento de dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% (dez por cento) maior do que o atribuído a cada ação ordinária; ou III - direito de serem incluídas na oferta pública de alienação de controle, nas condições previstas no art. 254-A, assegurado o dividendo pelo menos igual ao das ações ordinárias. Independentemente da concessão do direito de receber o valor de reembolso do capital, o estatuto da companhia aberta deverá conferir ao acionista titular de ações preferenciais, pelo menos, uma dentre as três vantagens seguintes: a) A possibilidade de o titular de ações preferenciais receber dividendos correspondentes a, no mínimo 3% do valor do patrimônio líquido da ação, sem prejuízo do direito de participar dos lucros remanescentes em igualdade de condições com as ações ordinárias, depois de ter recebido esse dividendo mínimo prioritário. b) É aquela prevista na lei do recebimento de dividendos de pelo menos 10% maior que o atribuído à ação ordinária. Já estava prevista esta vantagem na Lei nº 9.457/97, para titulares de ação preferencial da companhia cujo estatuto não contemplava o direito a dividendo fixo ou mínimo. c) É a possibilidade de as companhias optarem por conferir aos acionistas titulares de ações preferenciais o direito de tê-las incluídas em oferta pública de alienação do controle, nos moldes atribuídos aos titulares de ações com direito a voto no art. 254-A (tag along). 65 Conforme o art. 254-A: Art. 254-A. A alienação, direta ou indireta, do controle de companhia aberta somente poderá ser contratada sob a condição, suspensiva ou resolutiva, de que o adquirente se obrigue a fazer oferta pública de aquisição das ações com direito a voto de propriedade dos demais acionistas da companhia, de modo a lhes assegurar o preço no mínimo igual a 80% (oitenta por cento) do valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de controle. 64 RIBEIRO, op. cit., p Ibidem, p. 69.

17 17 A Lei nº /01, reintroduziu no nosso direito societário, em novas bases, o instituto da oferta pública obrigatória de aquisição das ações dos acionistas minoritários por ocasião da alienação do controle acionário de companhia aberta. 66 A Lei nº 9.457/97 revogou o art. 254 e os 1º e 2º do art. 255 da Lei nº 6.404/76, eliminando a oferta pública obrigatória de aquisição de ações dos minoritários ao mesmo preço pago ao controlador, decorrente da alienação do controle acionário da companhia aberta, remanescendo apenas a oferta pública voluntária para aquisição de controle acionário (art. 257, caput) ou para aquisição de controle acionário (art. 257, 3º), ambas de escasso uso na prática dos negócios. A revogação deste dispositivo foi um retrocesso em nosso direito societário, tendo sido lesiva aos interesses dos acionistas minoritários. A CVM publicou a Instrução nº 299/99, instituindo nova modalidade de oferta pública decorrente do aumento da participação acionária detida pelo controlador. Esta instrução mitigou alguns dos efeitos danosos, advindos da revogação do art. 254, uma vez que passou a exigir além de amplo disclosure da operação de aquisição de controle acionário, também o tratamento igualitário entre os acionistas minoritários, vedando que fossem adquiridas pelo novo controlador, ações de alguns e não de todos, ou que fossem praticados preços diferenciados. A Lei nº /01, não restaurou o princípio do tratamento igualitário contido originalmente no art. 254, mas consagrou expressamente o princípio do valor diferenciado de ações da mesma espécie. O art. 254-A em vez de obrigar o adquirente do controle a estender aos minoritários as mesmas condições oferecidas pelo bloco de controle, determina que ele deve pagar aos minoritários preço no mínimo igual a 80% do valor pago por ação integrante do bloco de controle através de oferta pública de compra (tag along). A primeira alternativa é a possibilidade de o titular de ações preferenciais receber dividendos correspondentes a, no mínimo, 3% do valor do patrimônio líquido da ação, sem prejuízo do direito de participar dos lucros remanescentes em igualdade de condições com as ações ordinárias, depois de ter recebido esse dividendo mínimo prioritário. A segunda vantagem prevista na lei é o recebimento de dividendo pelo menos 10% maior que o atribuído à ação ordinária. A terceira, e última vantagem é a possibilidade de as companhias optarem por conferir aos acionistas titulares de ações preferenciais o direito de tê-las incluídas em oferta pública de alienação de controle, nos moldes atribuídos aos titulares de ações com direito a voto no art. 254-A (tag along) Assembléia Geral (art. 124, 1º; art. 133, 3º e art. 137, III): Para a companhia aberta, houve a ampliação do prazo de antecedência para a publicação da convocação da Assembléia Geral, para quinze dias na primeira convocação e oito na segunda. Na redação anterior, tanto para as companhias abertas quanto para as fechadas, o prazo de publicação era de oito dias na primeira convocação e cinco dias na segunda CARVALHOSA, Modesto. Comentários à Lei de Sociedades Anônimas. São Paulo: Saraiva, v.4, tomo II, p RIBEIRO, op. cit., p RIBEIRO, loc cit.

18 18 Cita o art. 124, 1º: Art A convocação far-se-á mediante anúncio publicado por 3 (três) vezes, no mínimo, contendo, além do local, data e hora da assembléia, a ordem do dia, e, no caso de reforma do estatuto, a indicação da matéria. 1 o A primeira convocação da assembléia-geral deverá ser feita: I - na companhia fechada, com 8 (oito) dias de antecedência, no mínimo, contado o prazo da publicação do primeiro anúncio; não se realizando a assembléia, será publicado novo anúncio, de segunda convocação, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias; II - na companhia aberta, o prazo de antecedência da primeira convocação será de 15 (quinze) dias e o da segunda convocação de 8 (oito) dias. Com o objetivo de dar maior transparência aos acionistas a respeito das atividades e operações, ordinárias e extraordinárias, da companhia, trouxe várias alterações no que se refere aos prazos para convocação das assembléias gerais das companhias abertas e a divulgação de informações a respeito das deliberações a serem tomadas. 69 O art. 133, 3º determina que: Art Os administradores devem comunicar, até 1 (um) mês antes da data marcada para a realização da assembléia-geral ordinária, por anúncios publicados na forma prevista no artigo 124, que se acham à disposição dos acionistas: [...] 3 o Os documentos referidos neste artigo, à exceção dos constantes dos incisos IV e V, serão publicados até 5 (cinco) dias, pelo menos, antes da data marcada para a realização da assembléia-geral. [...] A publicação dos documentos da administração, devem ser feita, pelo menos cinco dias antes da Assembléia Geral. 70 Conforme o art. 137, III: Art A aprovação das matérias previstas nos incisos I a VI e IX do art. 136 dá ao acionista dissidente o direito de retirar-se da companhia, mediante reembolso do valor das suas ações (art. 45), observadas as seguintes normas: [...] III - no caso do inciso IX do art. 136, somente haverá direito de retirada se a cisão implicar: a) mudança do objeto social, salvo quando o patrimônio cindido for vertido para sociedade cuja atividade preponderante coincida com a decorrente do objeto social da sociedade cindida; b) redução do dividendo obrigatório; ou c) participação em grupo de sociedades; [...] Dentro da Seção III, da Lei nº 6.404/76, que trata da Assembléia Geral Extraordinária, houve a reintrodução da cisão, dentre as hipóteses que ensejam o do direito de retirada, através da inclusão do inciso III. Para tal, porém, a cisão deve implicar na redução de dividendos obrigatórios, participação em grupo de sociedades ou mudança do objeto social. No caso de 69 CARVALHOSA, op. cit., p. 648, v RIBEIRO, op. cit., p. 72.

19 19 mudança do objeto social, não haverá direito de retirada quando o patrimônio cindido for vertido para a sociedade cuja atividade preponderante coincida com o objeto social da sociedade cindida Conselho de Administração (art. 141, 4º e 142, 2º): O direito de eleger e destituir um membro e seu suplente no Conselho de Administração da companhia aberta, pelos acionistas titulares de 15% do total das ações com direito a voto, e pelos titulares de ações preferenciais sem direito ou com restrições de direito de voto que representem 10% do capital social, é outra alteração significativa. 72 Art. 141, 4º afirma: Art Na eleição dos conselheiros, é facultado aos acionistas que representem, no mínimo, 0,1 (um décimo) do capital social com direito a voto, esteja ou não previsto no estatuto, requerer a adoção do processo de voto múltiplo, atribuindo-se a cada ação tantos votos quantos sejam os membros do conselho, e reconhecido ao acionista o direito de cumular os votos num só candidato ou distribuí-los entre vários. [...] 4 o Terão direito de eleger e destituir um membro e seu suplente do conselho de administração, em votação em separado na assembléia-geral, excluído o acionista controlador, a maioria dos titulares, respectivamente: I - de ações de emissão de companhia aberta com direito a voto, que representem, pelo menos, 15% (quinze por cento) do total das ações com direito a voto; e II - de ações preferenciais sem direito a voto ou com voto restrito de emissão de companhia aberta, que representem, no mínimo, 10% (dez por cento) do capital social, que não houverem exercido o direito previsto no estatuto, em conformidade com o art. 18. Trata-se de dois representantes, cada um referente aos titulares de cada espécie de ações que preencham os requisitos citados, desde que o direito a essa representação já não esteja previamente contemplado no Estatuto Social. O voto múltiplo, é o processo pelo qual se dá a cada acionista um total de votos correspondentes ao número de suas ações votantes multiplicado pelo número de cargos do Conselho de Administração. 73 O objetivo que se procura alcançar com o voto múltiplo é a representação proporcional dos minoritários, titulares de, no mínimo 10% das ações votantes do Conselho de Administração. O voto múltiplo atua como método para concentrar votos, a fim de matematicamente possibilitar a representação dessa minoria significante no Conselho de Administração. Assegura o voto múltiplo a representação de outros interesses que não o dos controladores, no Conselho de Administração visando sempre fazer prevalecer o interesse social. Caso não consigam perfazer o quorum exigido, a nova redação da lei conferiu a possibilidade de elegerem em conjunto um membro do Conselho de Administração e seu suplente, desde que detenham de modo agregado 10% do capital social. 71 RIBEIRO, op. cit., p Idem. 73 CARVALHOSA, op. cit., p. 115, v. 3.

20 20 O art. 142, 2º: Art Compete ao conselho de administração: [...] 2 o A escolha e a destituição do auditor independente ficará sujeita a veto, devidamente fundamentado, dos conselheiros eleitos na forma do art. 141, 4 o, se houver. A tais representantes, foi conferido o poder de vetar a escolha e a destituição dos auditores independentes, desde que efetuado de maneira fundamentada Conselho Fiscal (art. 163, I e IV; art º): O aumento da independência do Conselho Fiscal facultou a qualquer conselheiro fiscalizar os atos dos administradores, verificando assim o cumprimento dos deveres legais e estatutários, bem como denunciar aos órgãos da administração e, em caso de omissão por parte destes na tomada das providências necessárias, à assembléia geral, os erros, fraudes ou crimes, sugerindo as providências úteis à companhia. 75 O art. 163, I e IV assevera: Art Compete ao conselho fiscal: I - fiscalizar, por qualquer de seus membros, os atos dos administradores e verificar o cumprimento dos seus deveres legais e estatutários; [...] IV - denunciar, por qualquer de seus membros, aos órgãos de administração e, se estes não tomarem as providências necessárias para a proteção dos interesses da companhia, à assembléia-geral, os erros, fraudes ou crimes que descobrirem, e sugerir providências úteis à companhia; Assim, diminuiu-se a possibilidade de o conselheiro ter a sua atuação cerceada pelos demais membros do órgão ao qual pertencem. Em contrapartida, ampliaram-se os deveres do Conselho Fiscal, que exercerá a função no interesse da companhia, considerando abusivos os atos praticados com o fim de causar dano à companhia, aos acionistas ou aos administradores, bem como os atos que visem a obter vantagens para si ou para outrem e que resultem ou possam resultar em prejuízos para a companhia e seus acionistas ou administradores. 76 Art. 165, 1º: Art Os membros do conselho fiscal têm os mesmos deveres dos administradores de que tratam os arts. 153 a 156 e respondem pelos danos resultantes de omissão no cumprimento de seus deveres e de atos praticados com culpa ou dolo, ou com violação da lei ou do estatuto. 1 o Os membros do conselho fiscal deverão exercer suas funções no exclusivo interesse da companhia; considerar-se-á abusivo o exercício da função com o fim de causar dano à companhia, ou aos seus acionistas ou administradores, ou de obter, para si ou para outrem, vantagem a que não faz jus e de que resulte, ou possa resultar, prejuízo para a companhia, seus acionistas ou administradores. [...] 74 RIBEIRO, op. cit., p Idem, p Idem, p. 77.

PONTÍFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE DIREITO

PONTÍFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE DIREITO PONTÍFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE DIREITO Disciplina: Direito Empresarial II JUR 1022 Turma: C02 Prof.: Luiz Fernando Capítulo VI SOCIEDADES ANÔNIMAS 1. Evolução Legal: a) Decreto n. 575/49;

Leia mais

AULA 10 Sociedade Anônima:

AULA 10 Sociedade Anônima: AULA 10 Sociedade Anônima: Conceito; características; nome empresarial; constituição; capital social; classificação. Capital aberto e capital fechado. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Bolsa de Valores.

Leia mais

Mercado de Ações O que são ações? Ação é um pedacinho de uma empresa Com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela Sendo mais formal, podemos definir ações como títulos nominativos negociáveis

Leia mais

ESTATUTO SOCIAL DE CORRÊA RIBEIRO S/A COMÉRCIO E INDÚSTRIA CAPÍTULO I DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO SOCIAL E PRAZO DE DURAÇÃO:

ESTATUTO SOCIAL DE CORRÊA RIBEIRO S/A COMÉRCIO E INDÚSTRIA CAPÍTULO I DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO SOCIAL E PRAZO DE DURAÇÃO: ESTATUTO SOCIAL DE CORRÊA RIBEIRO S/A COMÉRCIO E INDÚSTRIA CAPÍTULO I DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO SOCIAL E PRAZO DE DURAÇÃO: Denominação Artigo 1º - Corrêa Ribeiro S/A Comércio e Indústria é uma sociedade

Leia mais

Diretrizes de Governança Corporativa

Diretrizes de Governança Corporativa Diretrizes de Governança Corporativa DIRETRIZES DE GOVERNANÇA CORPORATIVA DA BM&FBOVESPA Objetivo do documento: Apresentar, em linguagem simples e de forma concisa, o modelo de governança corporativa da

Leia mais

As principais alterações trazidas pela Instrução CVM 571 encontram-se resumidas abaixo.

As principais alterações trazidas pela Instrução CVM 571 encontram-se resumidas abaixo. MERCADO DE CAPITAIS 01/12/2015 CVM ALTERA INSTRUÇÃO QUE DISPÕE SOBRE A CONSTITUIÇÃO, A ADMINISTRAÇÃO, O FUNCIONAMENTO, A OFERTA PÚBLICA DE DISTRIBUIÇÃO E A DIVULGAÇÃO DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO

Leia mais

Acordo de Acionistas. Corporativa da CPFL Energia S.A. Atual Denominação Social da Draft II Participações S.A.

Acordo de Acionistas. Corporativa da CPFL Energia S.A. Atual Denominação Social da Draft II Participações S.A. Acordo de Acionistas Diretrizes da CPFL de Energia Governança S.A. Corporativa da CPFL Energia S.A. Atual Denominação Social da Draft II Participações S.A. 1 Sumário I Introdução 3 II Estrutura Corporativa

Leia mais

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado.

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado. A Ação Os títulos negociáveis em Bolsa (ou no Mercado de Balcão, que é aquele em que as operações de compra e venda são fechadas via telefone ou por meio de um sistema eletrônico de negociação, e onde

Leia mais

TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM 40, DE 07 DE NOVEMBRO DE 1984, COM ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM 45/85, 54/86, 224/94 E 441/06

TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM 40, DE 07 DE NOVEMBRO DE 1984, COM ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM 45/85, 54/86, 224/94 E 441/06 TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM N o 40, DE 07 DE NOVEMBRO DE 1984, COM ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM N os 45/85, 54/86, 224/94 E 441/06. Dispõe sobre a Constituição de funcionamento de Clubes

Leia mais

VIVO PARTICIPAÇÕES S.A. Companhia Aberta CNPJ MF 02.558.074/0001 73 NIRE 35.3.001.587 92 TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S.A. TELESP FATO RELEVANTE

VIVO PARTICIPAÇÕES S.A. Companhia Aberta CNPJ MF 02.558.074/0001 73 NIRE 35.3.001.587 92 TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S.A. TELESP FATO RELEVANTE FATO RELEVANTE As administrações da Vivo Participações S.A. ( Vivo Part. ) e da Telecomunicações de São Paulo S.A. Telesp ("Telesp") (conjuntamente referidas como Companhias ), na forma e para os fins

Leia mais

VULCABRAS AZALEIA S.A. Companhia Aberta CNPJ 50.926.955/0001-42 NIRE 35.300.014.910

VULCABRAS AZALEIA S.A. Companhia Aberta CNPJ 50.926.955/0001-42 NIRE 35.300.014.910 VULCABRAS AZALEIA S.A. Companhia Aberta CNPJ 50.926.955/0001-42 NIRE 35.300.014.910 MANUAL DA ADMINISTRAÇÃO PARA A ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA VULCABRAS AZALEIA S. A. DE 31 DE JANEIRO DE 2011. O

Leia mais

Avaliação de Investimentos em Participações Societárias

Avaliação de Investimentos em Participações Societárias Avaliação de Investimentos em Participações Societárias CONTABILIDADE AVANÇADA I 7º Termo de Ciências Contábeis Profª MSc. Maria Cecilia Palácio Soares Regulamentação do Método da Equivalência Patrimonial

Leia mais

Práticas Corporativas

Práticas Corporativas Práticas Corporativas Nível 1 de Governança Corporativa Fontes: Estatuto Social Código de Conduta Relatório de Sustentabilidade Formulário de Referência Política de divulgação e negociação Atualizado em

Leia mais

I - BOVESPA MAIS: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário

I - BOVESPA MAIS: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário I - BOVESPA MAIS: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário O BOVESPA MAIS é o segmento de listagem do mercado de balcão organizado administrado pela BOVESPA idealizado para tornar

Leia mais

PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES

PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES ANEXO I PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES B2W COMPANHIA GLOBAL DO VAREJO CNPJ/MF nº 00.776.574/0001-56 NIRE 3330029074-5 1. Objetivos da Outorga de Opções 1.1. Os objetivos do Plano de Opção de Compra

Leia mais

1. Os termos e expressões relacionados abaixo, quando utilizados nesta Política, terão o seguinte significado:

1. Os termos e expressões relacionados abaixo, quando utilizados nesta Política, terão o seguinte significado: POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS 1. Os termos e expressões relacionados abaixo, quando utilizados nesta Política, terão o seguinte significado: 1.1. Companhia : Braskem S.A. 1.2. Controladora

Leia mais

O Papel das Auditorias Internas e Externas na Governança das Empresas CRC CE, 16/10/2009

O Papel das Auditorias Internas e Externas na Governança das Empresas CRC CE, 16/10/2009 O Papel das Auditorias Internas e Externas na Governança das Empresas CRC CE, 16/10/2009 O Papel das Auditorias Internas e Externas na Governança das Empresas (*) Palestrante: Vinícius Sampaio (*) Contará

Leia mais

Bovespa Mais: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário

Bovespa Mais: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário Bovespa Mais: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário O Bovespa Mais é um dos segmentos especiais de listagem administrados pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA)

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA TRISUL S.A. Companhia Aberta CNPJ nº o8.811.643/0001-27 / NIRE 35.300.341.627 Av. Paulista, 37 15º andar Bairro Paraíso, CEP 01311-000 - São

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA LE LIS BLANC DEUX COMÉRCIO E CONFECÇÕES DE ROUPAS S.A. I. PROPÓSITO

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA LE LIS BLANC DEUX COMÉRCIO E CONFECÇÕES DE ROUPAS S.A. I. PROPÓSITO POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA LE LIS BLANC DEUX COMÉRCIO E CONFECÇÕES DE ROUPAS S.A. I. PROPÓSITO Este Manual visa a consolidar as regras e procedimentos que devem ser observados

Leia mais

DIREITO SOCIETÁRIO. Sociedades não personificadas

DIREITO SOCIETÁRIO. Sociedades não personificadas DIREITO SOCIETÁRIO As sociedades são classificadas como simples ou empresárias (art. 982, CC). As sociedades empresárias têm por objeto o exercício da empresa: as sociedades simples exercem uma atividade

Leia mais

PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA

PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA! Os custos! As vantagens! Os obstáculos! Os procedimentos Francisco Cavalcante (francisco@fcavalcante.com.br) Sócio-Diretor da Cavalcante & Associados, empresa

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS Política de Negociação de Valores Mobiliários de Emissão da Estácio Participações S.A. 1. Propósito Este Manual visa a consolidar as regras e procedimentos que devem ser observados pelos (i) Administradores

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA BRASCAN RESIDENTIAL PROPERTIES S.A.

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA BRASCAN RESIDENTIAL PROPERTIES S.A. POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA BRASCAN RESIDENTIAL PROPERTIES S.A. I. PROPÓSITO 1.1 A presente Política visa a consolidar as regras e procedimentos que devem ser observados

Leia mais

ANEXO II. LOJAS AMERICANAS S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF. 33.014.556/0001-96 NIRE 3330002817.0 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES

ANEXO II. LOJAS AMERICANAS S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF. 33.014.556/0001-96 NIRE 3330002817.0 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES ANEXO II LOJAS AMERICANAS S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF. 33.014.556/0001-96 NIRE 3330002817.0 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES 1. Objetivo da Outorga de Opções 1.1. Os objetivos do Plano de Opção de Compra

Leia mais

Um Estudo dos Relatórios da Administração de Empresas com Níveis Diferenciados de Governança Corporativa

Um Estudo dos Relatórios da Administração de Empresas com Níveis Diferenciados de Governança Corporativa Um Estudo dos Relatórios da Administração de Empresas com Níveis Diferenciados de Governança Corporativa Elizabeth Krauter ekrauter@usp.br Universidade de São Paulo (USP), FEA São Paulo, SP, Brasil RESUMO

Leia mais

Profa. Joseane Cauduro. Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO

Profa. Joseane Cauduro. Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO Profa. Joseane Cauduro Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO Introdução A unidade I aborda: empresa e empresário; formação das sociedades; tipos de sociedades. Objetivos da disciplina: apresentar aos estudantes

Leia mais

CONTAX PARTICIPAÇÕES S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF nº 04.032.433/0001-80

CONTAX PARTICIPAÇÕES S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF nº 04.032.433/0001-80 CONTAX PARTICIPAÇÕES S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF nº 04.032.433/0001-80 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES 1. Objetivo da Outorga de Opções 1.1. O objetivo do Plano de Opção de Compra de Ações da CONTAX

Leia mais

b) Função: dar maior agilidade ao processo de tomada de decisão no interior da organização empresarial.

b) Função: dar maior agilidade ao processo de tomada de decisão no interior da organização empresarial. 1. Conselho de Administração a) Conceito: é órgão deliberativo e fiscalizador, integrado por no mínimo três pessoas físicas, com competência para qualquer matéria do interesse social, exceto as privativas

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS TEGMA GESTÃO LOGÍSTICA S.A. ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO E PRINCÍPIOS GERAIS 2. DEFINIÇÕES 3. OBJETIVOS E ABRANGÊNCIA 4. PERÍODO DE VEDAÇÕES ÀS NEGOCIAÇÕES 5. AUTORIZAÇÃO

Leia mais

UNICASA INDÚSTRIA DE MÓVEIS S.A.

UNICASA INDÚSTRIA DE MÓVEIS S.A. POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO RELEVANTE DA COMPANHIA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E MANUTENÇÃO DE SIGILO POR POTENCIAIS OU EFETIVOS DETENTORES DE INFORMAÇÃO RELEVANTE, NOS TERMOS DA INSTRUÇÃO CVM Nº

Leia mais

PLANO DE OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA OU SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES DA CAMBUCI S.A. CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS

PLANO DE OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA OU SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES DA CAMBUCI S.A. CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS PLANO DE OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA OU SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES DA CAMBUCI S.A. CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS Artigo 1º. Os objetivos deste Plano de Opção de Compra ou Subscrição de Ações (o "Plano") da Cambuci

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA Invest Tur Brasil Desenvolvimento Imobiliário Turístico S.A. Companhia Aberta CNPJ nº 08.723.106/0001-25 NIRE 35.300.340.540 Rua Ramos Batista,

Leia mais

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 443, DE 2008 NOTA DESCRITIVA

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 443, DE 2008 NOTA DESCRITIVA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 443, DE 2008 NOTA DESCRITIVA NOVEMBRO/2008 Nota Descritiva 2 SUMÁRIO Constituição de subsidiárias integrais ou controladas para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal...4 Aquisição

Leia mais

Política de Exercício de Direito de Voto. (Versão 4.0 - Março/2015)

Política de Exercício de Direito de Voto. (Versão 4.0 - Março/2015) Política de Exercício de Direito de Voto (Versão 4.0 - Março/2015) 1. Objeto e Aplicação 1.1. Esta Política de Exercício de Direito de Voto ( Política de Voto ), em conformidade com as disposições do Código

Leia mais

Novo Mercado. Governança Corporativa

Novo Mercado. Governança Corporativa Novo Mercado Governança Corporativa Apresentação Implantados em dezembro de 2000 pela antiga Bolsa de Valores de São Paulo (BO- VESPA), o Novo Mercado e os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa

Leia mais

Unidade I GOVERNANÇA CORPORATIVA. Profa. Ligia Vianna

Unidade I GOVERNANÇA CORPORATIVA. Profa. Ligia Vianna Unidade I GOVERNANÇA CORPORATIVA Profa. Ligia Vianna Conceito Termo governança corporativa: criado no início da década de 1990, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Objetiva definir as regras que regem

Leia mais

REGULAMENTO DE LISTAGEM DO

REGULAMENTO DE LISTAGEM DO REGULAMENTO DE LISTAGEM DO NívEL 2 ÍNDICE REGULAMENTO DE LISTAGEM DO NÍVEL 2 DE GOVERNANÇA CORPORATIVA... 5 OBJETO...5 DEFINIÇÕES...5 AUTORIZAÇÃO PARA NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS NO NÍVEL 2 DE GOVERNANÇA

Leia mais

PDG REALTY S.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES Companhia Aberta. CNPJ/MF n.º 02.950.811/0001-89 NIRE 35.300.158.954 Código CVM 20478

PDG REALTY S.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES Companhia Aberta. CNPJ/MF n.º 02.950.811/0001-89 NIRE 35.300.158.954 Código CVM 20478 PDG REALTY S.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES Companhia Aberta CNPJ/MF n.º 02.950.811/0001-89 NIRE 35.300.158.954 Código CVM 20478 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES O presente Plano de Opção de Compra

Leia mais

RECOMENDAÇÕES DA CVM SOBRE GOVERNANÇA CORPORATIVA

RECOMENDAÇÕES DA CVM SOBRE GOVERNANÇA CORPORATIVA RECOMENDAÇÕES DA CVM SOBRE GOVERNANÇA CORPORATIVA Junho de 2002 Esta cartilha contém recomendações da Comissão de Valores Mobiliários CVM relativas a boas práticas de governança corporativa. A adoção de

Leia mais

SOCIEDADE ANÔNIMA - XI. 1. Noções sobre a evolução histórica:

SOCIEDADE ANÔNIMA - XI. 1. Noções sobre a evolução histórica: SOCIEDADE ANÔNIMA - XI 1. Noções sobre a evolução histórica: - Comumente vamos encontrar nos grandes empreendimentos econômicos, como forma jurídica societária, as sociedades anônimas, as quais têm por

Leia mais

Bovespa Mais: propiciando o crescimento sustentável das empresas

Bovespa Mais: propiciando o crescimento sustentável das empresas Bovespa Mais: propiciando o crescimento sustentável das empresas O Bovespa Mais, um dos segmentos especiais de listagem administrados pela BM&FBOVESPA, foi idealizado para tornar o mercado acionário brasileiro

Leia mais

INEPAR S.A. INDÚSTRIAS E CONSTRUÇÕES - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. CNPJ/MF n 76.627.504/0001-06 NIRE 35.3.0035492.3 COMPANHIA ABERTA

INEPAR S.A. INDÚSTRIAS E CONSTRUÇÕES - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. CNPJ/MF n 76.627.504/0001-06 NIRE 35.3.0035492.3 COMPANHIA ABERTA INEPAR S.A. INDÚSTRIAS E CONSTRUÇÕES - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL CNPJ/MF n 76.627.504/0001-06 NIRE 35.3.0035492.3 COMPANHIA ABERTA PROPOSTA DA ADMINISTRAÇÃO PARA DELIBERAÇÃO EM ASSEMBLEIA GERAL ESPECIAL

Leia mais

Radar Stocche Forbes Março 2015

Radar Stocche Forbes Março 2015 Março 2015 RADAR STOCCHE FORBES - SOCIETÁRIO Ofício-Circular CVM-SEP 2015 Principais Novidades No dia 26 de fevereiro de 2015, a Comissão de Valores Mobiliários ( CVM ) emitiu o Ofício-Circular nº 02/2015

Leia mais

ANEXO II À ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA JULIO SIMÕES LOGÍSTICA S.A. REALIZADA EM 30 DE NOVEMBRO DE 2009

ANEXO II À ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA JULIO SIMÕES LOGÍSTICA S.A. REALIZADA EM 30 DE NOVEMBRO DE 2009 ANEXO II À ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA JULIO SIMÕES LOGÍSTICA S.A. REALIZADA EM 30 DE NOVEMBRO DE 2009 POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA JULIO SIMÕES LOGÍSTICA

Leia mais

ANEXO I ESTATUTO SOCIAL DA EMBRATEL PARTICIPAÇÕES S.A. CAPÍTULO I DAS CARACTERÍSTICAS DA COMPANHIA

ANEXO I ESTATUTO SOCIAL DA EMBRATEL PARTICIPAÇÕES S.A. CAPÍTULO I DAS CARACTERÍSTICAS DA COMPANHIA ANEXO I ESTATUTO SOCIAL DA EMBRATEL PARTICIPAÇÕES S.A. CAPÍTULO I DAS CARACTERÍSTICAS DA COMPANHIA Art. 1º - EMBRATEL PARTICIPAÇÕES S.A. é uma sociedade por ações, controladora da Empresa Brasileira de

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA FORNO DE MINAS ALIMENTOS S.A.

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA FORNO DE MINAS ALIMENTOS S.A. POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA FORNO DE MINAS ALIMENTOS S.A. 1 PROPÓSITO A presente Política de Negociação de Valores Mobiliários tem como propósito estabelecer regras para

Leia mais

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL Direito Societário É subárea do direito empresarial que disciplina a forma de exercício coletivo de atividade econômica empresária; Importante observação sobre as questões da primeira fase da OAB: 25%

Leia mais

1.Introdução... 2. 2. Definições... 2. 3. Objetivos e Princípios... 3. 4. Negociação por meio de Corretoras Credenciadas e Períodos de Bloqueio...

1.Introdução... 2. 2. Definições... 2. 3. Objetivos e Princípios... 3. 4. Negociação por meio de Corretoras Credenciadas e Períodos de Bloqueio... Índice 1.Introdução... 2 2. Definições... 2 3. Objetivos e Princípios... 3 4. Negociação por meio de Corretoras Credenciadas e Períodos de Bloqueio... 4 5. Restrições à Negociação na Pendência de Divulgação

Leia mais

ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO INVESTIDORES DE PERNAMBUCO

ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO INVESTIDORES DE PERNAMBUCO ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO INVESTIDORES DE PERNAMBUCO I - Denominação e Objetivo Artigo 1º - O CLUBE DE INVESTIMENTO INVESTIDORES DE PERNAMBUCO, constituído por número limitado de membros

Leia mais

CONDIÇÕES DO AUMENTO. I - se o aumento será mediante subscrição pública ou particular;

CONDIÇÕES DO AUMENTO. I - se o aumento será mediante subscrição pública ou particular; TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM N o 13, DE 30 DE SETEMBRO DE 1980, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA INSTRUÇÃO CVM N o 370/2002. Dispõe acerca de aumento de capital por subscrição de ações e registro

Leia mais

PLANO DE OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA OU SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES DA MARISA S.A. CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS

PLANO DE OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA OU SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES DA MARISA S.A. CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS PLANO DE OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA OU SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES DA MARISA S.A. CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS Artigo 1º. Os objetivos deste Plano de Opção de Compra ou Subscrição de Ações (o "Plano") da Marisa S.A.

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S.A.

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S.A. CNPJ 02.328.280/0001-97 POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF nº 02.238.280/0001-97 Rua Ary Antenor de Souza, nº 321,

Leia mais

ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO FIDUS

ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO FIDUS ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO FIDUS I DENOMINAÇÃO E OBJETIVO ARTIGO 1º - O CLUBE DE INVESTIMENTO FIDUS constituído por número limitado de membros que têm por objetivo a aplicação de recursos

Leia mais

Anexo I à Ata de Assembléia Geral Extraordinária da Globex Utilidades S.A. realizada em 04 de janeiro de 2008

Anexo I à Ata de Assembléia Geral Extraordinária da Globex Utilidades S.A. realizada em 04 de janeiro de 2008 Anexo I à Ata de Assembléia Geral Extraordinária da Globex Utilidades S.A. realizada em 04 de janeiro de 2008 GLOBEX UTILIDADES S.A. CNPJ/MF n 33.041.260/0001-64 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES 1. Objetivo

Leia mais

Política de Exercício de Direito de Voto. (Versão 3.0 - Julho/2014)

Política de Exercício de Direito de Voto. (Versão 3.0 - Julho/2014) Política de Exercício de Direito de Voto (Versão 3.0 - Julho/2014) 1. Objeto e Aplicação 1.1. Esta Política de Exercício de Direito de Voto ( Política de Voto ), em conformidade com as disposições do Código

Leia mais

(Juiz Federal Substituto - 5ª região 2005 questão adaptada) Quanto ao direito comercial moderno, julgue os itens que se seguem.

(Juiz Federal Substituto - 5ª região 2005 questão adaptada) Quanto ao direito comercial moderno, julgue os itens que se seguem. SOCIEDADES ANÔNIMAS Questões selecionadas (In.: FRANCESCHET, Júlio César. Estudos Dirigidos Magistratura Federal. 1ª ed. Editora JusPodium: Salvador, BA.) (Juiz Federal Substituto - 5ª região 2005 questão

Leia mais

ANEXO I à Ata da Assembléia Geral Extraordinária da RENOVA ENERGIA S.A., de 18 de janeiro de 2010

ANEXO I à Ata da Assembléia Geral Extraordinária da RENOVA ENERGIA S.A., de 18 de janeiro de 2010 ANEXO I à Ata da Assembléia Geral Extraordinária da RENOVA ENERGIA S.A., de 18 de janeiro de 2010 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES DA RENOVA ENERGIA S.A. 1. Objetivo da Outorga de Opções 1.1. Este Plano

Leia mais

TRACTEBEL ENERGIA S.A. CNPJ/MF 02.474.103/0001-19 POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES

TRACTEBEL ENERGIA S.A. CNPJ/MF 02.474.103/0001-19 POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES TRACTEBEL ENERGIA S.A. CNPJ/MF 02.474.103/0001-19 POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES 1 ÍNDICE I. Finalidade... 3 II. Abrangência... 3 III. Definições... 4 IV. Divulgação de

Leia mais

PLANO GERAL DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES DE EMISSÃO DA SUL AMÉRICA S.A.

PLANO GERAL DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES DE EMISSÃO DA SUL AMÉRICA S.A. PLANO GERAL DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES DE EMISSÃO DA SUL AMÉRICA S.A. 1. Objetivos do Plano Geral 1.1 A outorga de opções para a compra de ações, representadas por certificados de depósitos de ações (

Leia mais

A ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO DE RESSEGUROS

A ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO DE RESSEGUROS REVISTA JURÍDICA CONSULEX ONLINE Conjuntura Walter Douglas Stuber e Adriana Maria Gödel Stuber WALTER DOUGLAS STUBER é Advogado especializado em Direito Empresarial, Bancário e Mercado de Capitais e sócio-fundador

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

INTERPRETAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Unidade III INTERPRETAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Prof. Walter Dominas Objetivos da disciplina Essa disciplina tem dois objetivos principais: O primeiro objetivo é a determinação do valor da empresa.

Leia mais

PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES. (Aprovado na Assembleia Geral Extraordinária do BANCO INDUSVAL S.A. realizada em 24 de abril de 2012)

PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES. (Aprovado na Assembleia Geral Extraordinária do BANCO INDUSVAL S.A. realizada em 24 de abril de 2012) PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES (Aprovado na Assembleia Geral Extraordinária do BANCO INDUSVAL S.A. realizada em 24 de abril de 2012) 1. OBJETIVOS DO PLANO 1.1 Este Plano de Opção Compra de Ações - IV

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.638, DE 28 DEZEMBRO DE 2007. Mensagem de veto Altera e revoga dispositivos da Lei n o 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e

Leia mais

PLANO GERAL PARA A OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES DA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO AÇÕES COM AÇÚCAR

PLANO GERAL PARA A OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES DA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO AÇÕES COM AÇÚCAR 1 PLANO GERAL PARA A OUTORGA DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES DA COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO AÇÕES COM AÇÚCAR 1. OS OBJETIVOS 1.1. A outorga de opções para a compra de ações da COMPANHIA BRASILEIRA

Leia mais

POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLÉIAS PARA FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO.

POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLÉIAS PARA FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO. POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLÉIAS PARA FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO. (Política de Voto para FII) SOMENTE PARA USO INTERNO Este material foi elaborado pela Leste Administração

Leia mais

MARCOPOLO S.A. C.N.P.J nr. 88.611.835/0001-29 NIRE Nº. 43 3 0000723 5 Companhia Aberta ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

MARCOPOLO S.A. C.N.P.J nr. 88.611.835/0001-29 NIRE Nº. 43 3 0000723 5 Companhia Aberta ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Reunião: Política de Negociação de Valores Mobiliários (Portuguese only) MARCOPOLO S.A. C.N.P.J nr. 88.611.835/0001-29 NIRE Nº. 43 3 0000723 5 Companhia Aberta ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLEIAS

POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLEIAS DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLEIAS ENTIFICAÇÃO Versão Publicado em A revisar em 06 13/02/2016 1 DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLEIA RESUMO DESCRITIVO Princípios e diretrizes utilizados

Leia mais

Política de Negociação de Valores Mobiliários de Emissão da KROTON EDUCACIONAL S.A. I Definições e Adesão

Política de Negociação de Valores Mobiliários de Emissão da KROTON EDUCACIONAL S.A. I Definições e Adesão Política de Negociação de Valores Mobiliários de Emissão da KROTON EDUCACIONAL S.A. I Definições e Adesão 1. As definições utilizadas no presente instrumento têm os significados que lhes são atribuídos

Leia mais

MANUAL DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA COMPANHIA.

MANUAL DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA COMPANHIA. MANUAL DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA COMPANHIA. 1 Objetivos e Princípios Este Manual tem por objeto o estabelecimento de padrões de conduta e transparência

Leia mais

POLÍTICAS DE DIVULGAÇÃO E USO DE INFORMAÇÃO SOBRE ATO OU FATO RELEVANTE E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES ABRANGÊNCIA

POLÍTICAS DE DIVULGAÇÃO E USO DE INFORMAÇÃO SOBRE ATO OU FATO RELEVANTE E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES ABRANGÊNCIA A Diretoria da Participações Industriais do Nordeste S.A. ( Companhia ) comunica que, por deliberação do Conselho de Administração, em reunião extraordinária realizada em 30.06.2002, foram aprovadas as

Leia mais

Pelo presente instrumento particular e na melhor forma de direito, os administradores das companhias abaixo qualificadas,

Pelo presente instrumento particular e na melhor forma de direito, os administradores das companhias abaixo qualificadas, INSTRUMENTO PARTICULAR DE PROTOCOLO E JUSTIFICAÇÃO DE INCORPORAÇÃO DO BANCO ABN AMRO REAL S.A. PELO BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. (NOVA DENOMINAÇÃO SOCIAL DO BANCO SANTANDER S.A., EM FASE DE HOMOLOGAÇÃO

Leia mais

POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO E USO DE INFORMAÇÕES SOBRE ATO OU FATO RELATIVO À EMPRESA DE INFOVIAS S/A

POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO E USO DE INFORMAÇÕES SOBRE ATO OU FATO RELATIVO À EMPRESA DE INFOVIAS S/A POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO E USO DE INFORMAÇÕES SOBRE ATO OU FATO RELATIVO À EMPRESA DE INFOVIAS S/A 1. Introdução e Objetivo A Empresa de Infovias S/A sempre pautou a sua conduta pelo princípio da transparência,

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA TOTVS S.A. I. DEFINIÇÕES E ADESÃO

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA TOTVS S.A. I. DEFINIÇÕES E ADESÃO POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA TOTVS S.A. I. DEFINIÇÕES E ADESÃO 1. As definições utilizadas na presente Política de Negociação têm os significados que lhes são atribuídos

Leia mais

BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS CNPJ/MF n.º 07.628.528/0001-59

BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS CNPJ/MF n.º 07.628.528/0001-59 BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS CNPJ/MF n.º 07.628.528/0001-59 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES APROVADO PELA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE

Leia mais

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO FISCAL DA COPASA MG

REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO FISCAL DA COPASA MG Companhia de Saneamento de Minas Gerais REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO FISCAL DA COPASA MG Adequado conforme Estatuto Social aprovado pela AGE de 28/03/2011 2 REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO FISCAL DA COPASA

Leia mais

Art. 2º Fica alterado o art. 1º da Resolução 3.042, de 28 de novembro de 2002, que passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 2º Fica alterado o art. 1º da Resolução 3.042, de 28 de novembro de 2002, que passa a vigorar com a seguinte redação: RESOLUCAO 3.308 --------------- Altera as normas que disciplinam a aplicação dos recursos das reservas, das provisões e dos fundos das sociedades seguradoras, das sociedades de capitalização e das entidades

Leia mais

CEMIG TRADING S.A. ESTATUTO SOCIAL. CAPÍTULO I Denominação, Sede, Objeto e Duração

CEMIG TRADING S.A. ESTATUTO SOCIAL. CAPÍTULO I Denominação, Sede, Objeto e Duração CEMIG TRADING S.A. O presente Estatuto é uma consolidação do aprovado pela Escritura Pública de Constituição, em 29-07-2002 - arquivada na JUCEMG em 12-08-2002, sob o nº 3130001701-0, e pelas Assembléias

Leia mais

Política de Exercício de Direito de Voto em Assembléias

Política de Exercício de Direito de Voto em Assembléias Política de Exercício de Direito de Voto em Assembléias Julho/2010 ÍNDICE 1. OBJETIVO...3 2. ABRANGÊNCIA...3 3. PRINCÍPIOS GERAIS...3 4. MATÉRIAS RELEVANTES OBRIGATÓRIAS...3 5. DOS CASOS FACULTATIVOS...4

Leia mais

TRACTEBEL ENERGIA S.A. CNPJ/MF 02.474.103/0001-19 POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES

TRACTEBEL ENERGIA S.A. CNPJ/MF 02.474.103/0001-19 POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES TRACTEBEL ENERGIA S.A. CNPJ/MF 02.474.103/0001-19 POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES Versão: 02 Aprovação: 130ª RCA, de 20.02.2014 ÍNDICE I. FINALIDADE... 3 II. ABRANGÊNCIA...

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES E DIVULGAÇÃO DE ATOS OU FATOS RELEVANTES

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES E DIVULGAÇÃO DE ATOS OU FATOS RELEVANTES POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES E DIVULGAÇÃO DE ATOS OU FATOS RELEVANTES I OBJETO Este instrumento disciplina as práticas diferenciadas de negociação de ações e divulgação de atos ou fatos relevantes da

Leia mais

POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE VOTO

POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE VOTO 1/8 CONTROLE DE APROVAÇÃO ELABORADOR REVISOR APROVADOR Ana Bezerra Diretora Corporativa Carolina Vilela Analista de Controles Internos e Compliance Luiz Eduardo Franco de Abreu Diretor-Presidente Antonio

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA COMPANHIA

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA COMPANHIA POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA COMPANHIA NEGOCIAÇÃO COM VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA TECNISA S.A., OU A ELES REFERENCIADOS, POR POTENCIAIS OU EFETIVOS DETENTORES DE INFORMAÇÃO

Leia mais

PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1

PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1 PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1 1.1 - Aspectos Introdutórios 1.1.1 - Objetivos Básicos Tais operações tratam de modalidades de reorganização de sociedades, previstas em lei, que permitem às empresas,

Leia mais

Seminário "Governança Corporativa: Experiências em Empresas Estatais"

Seminário Governança Corporativa: Experiências em Empresas Estatais Seminário "Governança Corporativa: Experiências em Empresas Estatais" Marco Geovanne Tobias da Silva 17 de maio de 2005 O que é Governança Corporativa? Conjunto de normas de conduta a serem adotadas por

Leia mais

Holding (empresa) - aquela que possui, como atividade principal, participação acionária em uma ou mais empresas.

Holding (empresa) - aquela que possui, como atividade principal, participação acionária em uma ou mais empresas. Glossário de A a Z A Ação - título negociável, que representa a menor parcela em que se divide o capital de uma sociedade anônima. Ação listada em Bolsa - ação negociada no pregão de uma Bolsa de Valores.

Leia mais

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados Unidade 6 Hebert Sá 90 Sumário Introdução... 92 Objetivos... 93 Estrutura da Unidade... 93 Unidade 6: Tópico 1: Integração entre DRE e Balanço Patrimonial...

Leia mais

ETERNIT S.A. C.N.P.J. nº 61.092.037/0001-81 NIRE 35.300.013.344 ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 17 DE SETEMBRO DE 2.

ETERNIT S.A. C.N.P.J. nº 61.092.037/0001-81 NIRE 35.300.013.344 ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 17 DE SETEMBRO DE 2. ETERNIT S.A. C.N.P.J. nº 61.092.037/0001-81 NIRE 35.300.013.344 ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 17 DE SETEMBRO DE 2.008 Aos 17 dias do mês de setembro do ano de dois mil e oito,

Leia mais

MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA

MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA Conceito e Características. O mercado de capitais pode ser definido como um conjunto de instituições e de instrumentos que negociam com títulos e valores mobiliários, objetivando

Leia mais

ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO BLUE STAR

ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO BLUE STAR 1 ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO BLUE STAR I - Denominação e Objetivo Artigo 1º - O CLUBE DE INVESTIMENTO BLUE STAR constituído por número limitado de membros que têm por objetivo a aplicação

Leia mais

EDP ENERGIAS DO BRASIL S.A. ESTATUTO SOCIAL

EDP ENERGIAS DO BRASIL S.A. ESTATUTO SOCIAL EDP ENERGIAS DO BRASIL S.A. ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I Denominação, Sede, Prazo e Objeto Artigo 1º EDP ENERGIAS DO BRASIL S.A. é uma sociedade por ações regida pelo presente Estatuto Social e pelas disposições

Leia mais

Conhecimentos Bancários. Item 3.5.4 - Mercado de Capitais

Conhecimentos Bancários. Item 3.5.4 - Mercado de Capitais Conhecimentos Bancários Item 3.5.4 - Mercado de Capitais Conhecimentos Bancários Item 3.5.4 - Mercado de Capitais Sistema de distribuição de valores mobiliários, que tem o objetivo de proporcionar liquidez

Leia mais

IC CLUBE DE INVESTIMENTO CNPJ n. 07.847.689/0001-33 ESTATUTO SOCIAL

IC CLUBE DE INVESTIMENTO CNPJ n. 07.847.689/0001-33 ESTATUTO SOCIAL IC CLUBE DE INVESTIMENTO CNPJ n. 07.847.689/0001-33 ESTATUTO SOCIAL I - DENOMINAÇÃO E OBJETIVO Artigo 1 - O IC Clube de Investimento é constituído por número limitado de membros que têm por objetivo a

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA MARCOPOLO S.A.

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA MARCOPOLO S.A. POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA MARCOPOLO S.A. I - OBJETIVO E ABRANGÊNCIA Art. 1 o. A presente Política de Negociação tem por objetivo estabelecer as regras e procedimentos

Leia mais

POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES RELEVANTES, PRESERVAÇÃO DE SIGILO E DE NEGOCIAÇÃO DA ALIANSCE SHOPPING CENTERS S.A.

POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES RELEVANTES, PRESERVAÇÃO DE SIGILO E DE NEGOCIAÇÃO DA ALIANSCE SHOPPING CENTERS S.A. POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES RELEVANTES, PRESERVAÇÃO DE SIGILO E DE NEGOCIAÇÃO DA ALIANSCE SHOPPING CENTERS S.A. I - DEFINIÇÕES 1. As definições utilizadas na presente Política de Divulgação de

Leia mais

MARISOL S.A. Companhia Aberta - CVM n 8486 CNPJ n 84.429.752/0001-62 NIRE 42300009351 REGULAMENTO DO PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES

MARISOL S.A. Companhia Aberta - CVM n 8486 CNPJ n 84.429.752/0001-62 NIRE 42300009351 REGULAMENTO DO PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES MARISOL S.A. Companhia Aberta - CVM n 8486 CNPJ n 84.429.752/0001-62 NIRE 42300009351 REGULAMENTO DO PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES O presente Regulamento estabelece as regras relativas ao Plano de

Leia mais

ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I - DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO E DURAÇÃO

ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I - DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO E DURAÇÃO ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I - DENOMINAÇÃO, SEDE, OBJETO E DURAÇÃO DOC IV Art. 1º: SOCIALCRED S/A SOCIEDADE DE CRÉDITO AO MICROEMPREENDEDOR E À EMPRESA DE PEQUENO PORTE rege-se pelo presente estatuto social

Leia mais

EVEN CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A.

EVEN CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A. POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DE EMISSÃO DA COMPANHIA EVEN CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A. Aprovada em Reunião do Conselho de Administração da Companhia realizada em 27 de abril de 2012

Leia mais