História da 10ª Conferência Nacional de Saúde

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "História da 10ª Conferência Nacional de Saúde"

Transcrição

1 História da 10ª Conferência Nacional de Saúde Décima Conferência Nacional de Saúde Realizada de 2 a 6 de setembro de 1996, Brasília/DF Contexto Histórico Discurso do Ministro da Saúde Adib Jatene Principais Temas Carta da 10 a Conferência Relatório 10 a Conferência- DATASUS Texto elaborado por Álvaro Nascimento, coordenador do RADIS/ENSP/FIOCRUZ. Contexto Histórico O momento das reavaliações A 10a Conferência Nacional de Saúde reuniu entre os dias 2 e 6 de setembro de 1996, em Brasília, delegados (sendo eleitos em pré-conferências estaduais e 136 representantes de entidades e instituições de âmbito nacional), 600 convidados e cerca de observadores. Num momento em que o Sistema Único de Saúde (SUS) atravessava gravíssima restrição orçamentária, o evento, teve a participação do então Ministro da Saúde, Adib Jatene, sintomaticamente, não teve a presença dos titulares da área econômica e de outras pastas ministeriais do Governo Federal. Enquanto a Conferência de 1986 foi propositiva em relação ao modelo de sistema incorporado à Constituição de 1988 e às Leis que a regulamentaram e a de 1992 cobrou a implantação do SUS, a descentralização e a municipalização da saúde, a 10a Conferência é marcada pela necessidade de avaliação do sistema implantado e a busca de seu aprimoramento, em especial dos mecanismos de financiamento, principal empecilho identificado para a consolidação e fortalecimento do SUS em todo o Brasil. O SUS em 1996

2 Diagnóstico apresentado pela Comissão Organizadora do evento, presidida por Nelson Rodrigues dos Santos, mensura o nível de consolidação do SUS em 1996 pela existência de 102 municípios que atingiram o maior estágio de gestão, a semiplena, cobrindo 21 milhões de habitantes (13% da população), e 620 municípios em estágio parcial de gestão. Segundo o documento, onde há a gestão semi-plena, se verifica a significativa diminuição "dos desperdícios e fraudes, com queda dos índices de doenças e mortes, e a manifestação favorável por parte da população". Enfatiza também o sucesso dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde - com agentes atendendo a famílias em municípios - e de Saúde da Família - com 681 equipes profissionais cobrindo famílias em 171 municípios. Na mesma avaliação, os organizadores da Conferência revelam preocupação com a deturpação da "imagem pública" do SUS "por distorções, incompreensões e desinformações induzidas não só pelas suas próprias insuficiências, como também pelas pesadas heranças anti-sociais com seus interesses ameaçados pela implantação do SUS, que vão desde setores mercantilizados do modelo anterior de saúde, até setores ligados ao planejamento econômico e social que abandonaram a doutrina da solidariedade social e do desenvolvimento da ciência e tecnologia". Na verdade, fora do universo estrito do setor saúde e dos municípios que atuam com seriedade e competência na implantação do SUS, a maioria da população ainda não sente a melhoria de atendimento prometida pelo novo sistema e embarca convicta na versão demolidora da saúde pública veiculada pela mídia, enquanto a saúde privatizada - principalmente os planos, seguros e cooperativas de saúde - mostra vigor financeiro e, nos municípios onde alguns progressos ocorreram, a alternância de partidos diferentes no poder consegue operar grandes retrocessos. DISCURSO DO MINISTRO ADIB JATENE 10ª CNS Brasília/DF, 2 a 6 de setembro de Gostaria, inicialmente de compartilhar com todos os participantes desta Conferência, da satisfação e do privilégio de estar participando do processo mais fascinante que pode proporcionar para a democracia, a participação popular e o controle social. Os brasileiros podem se orgulhar de terem

3 construído, no setor da saúde e no sistema de saúde, uma das mais ativas instâncias de participação social em saúde no continente. Certamente instância única de participação na administração pública brasileira, que são as Conferências e os conselhos de saúde. São instâncias privilegiadas de poder, conquistada pela sociedade brasileira, das quais, devemos nos orgulhar e extrair delas todas as possibilidades políticas que oferecem. Esta é a quarta Conferência Nacional de Saúde de que participo, a sétima ocorreu em 1980, foi realizada no auditório do Itamarati, ao contrário das anteriores, cujos participantes eram quase exclusivamente, dirigentes e técnicos federais ligados à saúde pública e às campanhas sanitárias. Iniciava-se a participação de técnicos em assistência média da Previdência Social, representantes estaduais, universidades e representantes de outras entidades. Foram sendo incorporados nas teses e nos debates, questões de assistência médica hospitalar que em conjunto com a saúde pública clássica, apontava para a ruptura da dicotomia curativo-preventivo e para a organização de um sistema nacional de saúde, com base na integralidade. Neste período vivia-se a transição da verticalização, com programas específicos para determinadas doenças, e condições para a horizontalização com atendimento de vários agravos no mesmo local, incluindo a vigilância sanitária. Consolidava-se a idéia de postos ou centos de saúde, servindo à determinada população, e não à determinadas patologias. Havia uma grande influência da Conferência de Alma Ata e do slogan da Organização Mundial, de Saúde para todos no ano A oitava Conferência, prevista para ser realizada quatro anos após, só ocorreu em 1986, no apogeu da retomada do regime democrático e marcada pela grande participação de todos os segmentos sociais, sendo realizada no ginásio de Brasília. Foi sem dúvida, o grande foco que não somente consolidou a proposta de um sistema nacional de saúde, como lançou princípios e diretrizes de compromisso público e de organização, entre eles; a participação social e a descentralização que foram incorporadas e ampliada nos debates da Assembléia Nacional Constituinte, dando origem aos SUS. Quando assumi o Ministério em 1992, a nona Conferência já estava com dois anos de atraso e em ambiente politicamente conturbado que resultou no impedimento do presidente. Fizemos realizar a Conferência com grande participação de todos os setores envolvidos e com excessos, perfeitamente compreensíveis, pelo clima político da época, mas que não frustaram os objetivos esperados no estabelecimento dos rumos a serem seguidos na defesa e na

4 consolidação do SUS. O impacto político da IX Conferência, propiciou que no ano seguinte o Conselho Nacional de Saúde, o Ministério da Saúde, o CONASS e o CONASEMS gerassem a histórica norma operacional básica, 01/93, que se constituiu no grande passo para organizar, dar credibilidade e impulsionar a descentralização e municipalização, marcada a época como ousadia de cumprir a lei. Todo trabalho de estruturação do SUS e de sua implantação, vêm mantendo a continuidade, desde então, graças ao compromisso de todos que aqui se encontram representando os que ficaram nos Estados e Municípios e que também são responsáveis por esta X Conferência. SUS é sem dúvida um projeto de reforma do Estado, feito dentro de princípios democráticos, com efetivo exercício da parceria e da negociação para discutir divergências e encontrar soluções compartilhadas. A implantação do SUS é a experiência mais avançada do processo de reforma do Estado brasileiro, especialmente quanto à redemocratização e descentralização. No que se refere a redemocratização, temos instituído os principais focos para o exercício da parceria e da negociação. Os Conselhos e as Conferências de Saúde, nos três níveis de governo, e as Comissões Intergestores Tripartites, onde estão representados os diversos segmentos da sociedade são os principais agentes do processo de implementação e operacionalização das políticas, representam o espaço para a parceria e a negociação, onde a discussão das contradições, bem como a proposta de soluções. Nunca é demais ressaltar, que a discussão democrática não é o espaço para impor posições previamente acordadas ou para identificar adversários e conquistar aliados, para compor uma maioria ocasional para ganhar votações, mas o espaço para legitimar reivindicações ou propostas. O legítimo, todos aceitam, o difícil é legitimar. Por isso, a discussão democrática é eminente legitimadora. A partir do momento em que a sociedade é chamada a participar do processo de formulação política e passa a acompanhar e fiscalizar sua execução, o sistema tende a aproximar-se das reais necessidades do cidadão brasileiro, que é possuidor das informações estratégicas, interfere no processo. Por outro lado, as comissões e intergestores, obrigam a compartilhamento do poder e a co-responsabilização, não apenas sobre o processo de implementação, como pelos resultados daí decorrentes. Hoje, no SUS, estão dadas as condições para que os três níveis de governo exerçam controles, uns sobre os outros, e planejem e programem suas ações de serviços de acordo com os princípios e diretrizes constitucionais e a política nacional de saúde, garantindo a

5 unicidade do sistema. Desta forma, o processo decisório já não se restringe a iniciativas unilaterais que determinam relações verticais entre gestores do SUS e deste com a sociedade, mas constitui-se de iniciativas conjuntas e complementares baseadas em inúmeras relações horizontais entre os diversos agentes envolvidos. Para citar um exemplo: hoje, na maioria dos Estados brasileiros, os Municípios têm condições de discutir e negociar, conjuntamente e de forma transparente, com as Secretarias Estaduais, através das Comissões Intergestores Bipartite, os recursos que serão alocados para a atenção hospitalar e ambulatorial de seus municípios e dos munícipes referenciados de outros municípios. Da mesma forma, os Estados têm condição de discutir e negociar com o Ministério da Saúde, no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite, os critérios para a alocação e revisão destes mesmos recursos, para o desempenho de suas funções, específicas na gestão da atenção à saúde. Por outro lado, os Conselhos de Saúde têm a prerrogativa de aprovar o resultado destas negociações para sua implantação. Desde abril de 1995, quando reinstalamos o Conselho Nacional de Saúde, ele já realizou dezesseis reuniões ordinárias e seis extraordinárias, atuando com comissões inter-setoriais e técnica, com plano de um trabalho previamente aprovado pelo plenário. Tudo isto com o propósito de elaborar normas que considerem os avanços já alcançados no Brasil e no exterior, ao mesmo tempo, em que são legitimados pela sociedade. Depois de analisar todo processo de centralização, ao qual já aderiram três mil municípios, nos três níveis de gestão - incipiente, parcial e semi-plena - deflagrou-se no ano passado, o processo de revisão para a edição de nova Norma Operacional Básica. A Norma Operacional Básica de 1996, aprofunda a experiência bem sucedida da gestão semi-plena e aponto o caminho para a responsabilidade municipal, pela atenção integral aos problemas de saúde dos municípios, superando a divisão artificial entre a assistência médica hospitalar, promoção da saúde, prevenção da doença e intervenção sobre o meio ambiente. O movimento crítico, nesse momento, já pactuado entre o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais, é uma ampla reorganização da atenção básica de saúde em todo território nacional, expandindo a cada município as características principais do programa de agentes comunitários e do programa de saúde da família. Em pouco tempo todos os municípios do país, com apoio das Secretarias Estaduais e com a participação de recursos do Ministério, transferidos automaticamente fundo à fundo e calculados com

6 base na população e não mais por procedimentos, estarão assumindo responsabilidade plena pelo conjunto de serviços resolutivos, consultas médicas, visitas domiciliares, odontologia preventiva, ações de educação e formação, executadas com vinculação de cada família à uma equipe de profissionais e à uma unidade de saúde. Em programação negociada com os demais Municípios, sob a coordenação da Secretaria Estadual, o Município será responsável, também por garantir o encaminhamento do paciente para serviços mais complexos, que o caso exija, mesmo quando situado em outro Município. São ainda, agilizados os procedimentos para a estruturação completa do sistema nacional de auditoria do SUS, com a implementação das funções próprias e cooperativas dos Municípios, dos Estados e do Ministério da Saúde. O processo de redemocratização do setor saúde, como todo processo social e político que envolve interesses contraditórios, é imperfeito e apresenta variações de acordo com cada realidade local, especialmente porque o Brasil, sendo uma república federativa, tanto os Estados quanto os Municípios são autônomos, não na subordinação hierárquica de um nível ao outro, por isso, exige permanente esforço de aperfeiçoamento, redefinição, negociação e entendimento. O que efetivamente buscamos, é a harmonia e a participação solidária de todos. A escolha do tema da X Conferência Nacional de Saúde, que implica, saúde e qualidade de vida, foi extremamente propício e reflete a maturidade alcançada pela sociedade brasileira na questão da saúde. Saúde é direito humano fundamental e encontra-se em pé de igualdade com os outros direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948; liberdade, alimentação, educação, segurança, nacionalidade e outros. Embora a saúde seja considerada um indicador do desenvolvimento humano e de extrema importância para o desenvolvimento econômico, ela não pode ser encarada, apenas, como um meio de se chegar à uma sociedade mais produtiva. Aliviar o sofrimento e prolongar a vida com qualidade, são objetivos altamente relevantes, por si mesmo. Saúde e qualidade de vida são dois temas intimamente imbricados. A carta de Otawa, um dos documentos mais importantes que se produziram no cenário mundial, sobre o tema da saúde e qualidade de vida, afirma, que para se ter saúde, são necessários; paz, renda, habilitação, educação, alimentação adequada, ambientes saudável, recursos sustentáveis, equidade, justiça social. Saúde, portanto, é resultado de um conjunto de fatores sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais compartimentais e biológicos. Por isso, para que uma

7 sociedade conquiste saúde para todos os seus membros, são necessários, tanto ações intersetoriais, quanto um conjunto de políticas públicas saudáveis. A resposta para que os governos operem as políticas saudáveis e as ações intersetoriais, estão num conjunto de mecanismos de caráter eminentemente político, colocar a saúde de forma positiva nas agendas dos políticos e da mídia; decisão compartilhada entre os mais elevados escalões de governo e do poder legislativo; integração da ação pública. Isto é, formulação e implementação conjunta das diversas intervenções governamentais; universalidade destas políticas com focalização para territórios ou seguimentos de população quando necessário; mobilização comunitário. Isto é: cooparticipação da comunidade na formulação, controle social e na implementação das políticas sociais integradas. Embora, os problemas de saúde da população brasileira, só se resolverão com ação integrada de múltiplos atores sociais, cabe reconhecer o esforço que o setor saúde vem fazendo, na reorientação das ações, no privilegiamento da prevenção e promoção, levando pela primeira vez à superação dos gastos hospitalares, pelos ambulatoriais. Na conjuntura de 1996, pode ser que a grande resistência institucional e ideológica ao SUS esteja concentrada no desvirtuamento e na montagem e execução do orçamento da Seguridade Social, tanto ao nível da retração das bases financeiras previstas na Constituição, como ao nível da desqualificação dos valores éticos da solidariedade social. Ainda mais, na conjuntura de 1996, emerge e consolidam-se de maneira inequívoca, significativos acertos na implantação do SUS, concentrados nos municípios de mais avançada condição de gestão, a gestão semi-plena, mas também, em programas básicos, como o programa de saúde da família e o programa de agentes comunitários de saúde, o controle de endemias, com crescente participação da gestão municipal, as ações de vigilância sanitária, epidemiológica e de auditoria, além da recuperação de vários hospitais públicos, bem geridos e pelos consórcios municipais. A visibilidade do SUS que começa a dar certo, já criou a imagem e o clima de que é possível e reacende a esperança e a combatividade daqueles gestores, profissionais e entidades de usuários comprometidos com a população e o SUS, e que se esforçam para elevar a competência da programação, gerenciamento, prestação de serviço, mesmo com recursos insuficientes, muitas vezes dramaticamente e tragicamente. Este grande esforço vem rompendo modelos atrasados e cartoriais de ingerência pública e compromete-se cada vez mais com a qualidade dos serviços e resultados à população

8 usuária. Renovo a minha crença e a minha fé na força que emana do entendimento e do trabalho solidário. Todo trabalho no setor da saúde está respaldado na confiança e na fé. A madre Teresa de Calcutá diz: que sem fé não existe o amor; sem o amor não existe a entrega de si e quem não é capaz de fazer a entrega de si não está preparado para tratar dos que sofrem. Esta é uma postura ética que deve ser contraposta ao egoísmo e ao interesses prevalecentes na sociedade. Reconhecer que a pessoa humana deve ser o objetivo de todo desenvolvimento e trabalhar neste sentido, ajuda a repôr na sociedade a predominância dos valores sobre os interesses, e ajuda na construção de uma sociedade mais solidária e mais fraterna, onde os valores humanos se sobrepõem aos valores materiais, não permitindo que a eficiência e o avanço tecnológico se contra ponham ao afeto e, mais que tudo, mantendo o amor aceso no coração dos nomes. Principais Temas Durante a Conferência, o tema central, "SUS - Construindo um modelo de atenção à saúde para a qualidade de vida", é aprofundado em quatro mesas e diversos grupos de trabalho, nos quais se analisa e atua propositivamente em relação à identidade e a complementaridade entre saúde e qualidade de vida, as dificuldades enfrentadas na implantação do SUS, os novos parâmetros estabelecidos pelas experiências bemsucedidas e as mudanças necessárias para a construção do modelo de atenção desejado. A opinião dos delegados Na avaliação dos delegados à Conferência, as políticas neoliberais e anti-sociais do governo federal e da maioria dos governos estaduais e municipais levaram a saúde pública a uma grave crise. O SUS é apontado como a mais importante proposta de democratização do Estado. Para se caminhar na direção da promoção da saúde e da melhoria da qualidade de vida, são indicados como pressupostos a redistribuição de renda, as políticas urbanas adequadas, a geração de emprego e a reforma agrária. Entre as principais reivindicações apresentadas ao final da Conferência, destaca-se a defesa do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 169, de autoria dos Deputados Federais Eduardo Jorge e Waldir Pires, que garante 30% dos recursos da Seguridade Social e, no mínimo, 10%

9 dos orçamentos da União, estados e municípios para a saúde. Carta da 10 a Conferência Na íntegra a Carta da 10 a Conferência Nacional de Saúde: "A despeito dos avanços institucionais e democráticos, as condições sanitárias e as instituições de saúde atravessam grave crise no Brasil. No centro deste processo setorial, encontramos o projeto neoliberal implementado pelo governo federal e pela maioria dos governos estaduais. Imposta por estados e organismos internacionais (como o FMI e o Banco Mundial) e pelas elites locais, desenvolve-se esta nefasta política que produz: dependência e endividamento externos, empobrecimento, desemprego, quebra de direitos trabalhistas, exclusão social, violência, doença e morte. Sob o enganoso discurso da "modernização" estabelece-se, de fato, o "Estado mínimo" contra as políticas sociais, permitindo o "Estado máximo" a favor do grande capital financeiro nacional e internacional. O texto constitucional de 1988 consagra a saúde como produto social, portanto resultante de um conjunto de direitos que envolvem o emprego, o salário, a habitação, a educação, o transporte, o lazer, etc. Torna-se necessária uma nova cultura de intervenções com fortalecimento de ações intersetoriais, com participação da sociedade, parcerias e solidariedade, que dependem também de soluções urgentes a favor da redistribuição de renda, de políticas urbanas adequadas, de geração de emprego e reforma agrária imediata. O SUS representa a mais importante proposta de democratização do Estado em nosso país. Reafirmamos o SUS como garantia à toda a população do acesso às ações de prevenção, promoção, assistência e reabilitação da saúde. Através do processo de descentralização e consolidação da municipalização plena da saúde, o SUS vem permitindo, nas cidades que aplicaram seus princípios e diretrizes em sua totalidade, a reversão de indicadores, a resolução dos problemas de saúde e a satisfação da população, provando sua viabilidade. A construção de um novo modelo de atenção à saúde passa necessariamente pela maior autonomia dos municípios e pela reafirmação da participação popular e o controle social com conselhos paritários, tripartites e deliberativos para que o SUS dê certo. Neste sentido, destacamos: 1. Exigir a manutenção do princípio e conteúdo constitucional da Seguridade Social, incluindo solidariamente Saúde, Previdência e

10 Assistência Social. Repudiamos qualquer alteração constitucional que signifique retrocesso na conquista da cidadania e dos direitos sociais. 2. Deflagração de ampla mobilização popular pela imediata aprovação do Projeto de Emenda à Constituição - PEC que garante 30% dos recursos da Seguridade Social e no mínimo 10% dos orçamentos da União, estados e municípios para a saúde. Ampliação da base de arrecadação da Seguridade Social com fontes permanentes de financiamento. 3. Rejeitar qualquer tentativa de invalidação do Fundo Nacional de Saúde, já regulamentado pela Lei Federal 8.142/91. Garantir o fim das fraudes e dos desvios de verbas através da efetiva fiscalização dos Conselhos de Saúde. 4. Contra os modelos alternativos que introduzem a privatização da gestão, como o PAS e as fundações privadas. 5. Estabelecer imediatamente uma agenda de prioridades para a implantação de política de recursos humanos: coerente com os princípios e diretrizes do SUS; que valorize o trabalho, rompendo a atual situação perversa de má remuneração e não incentivo à qualificação; e que construa um pacto ético e solidário entre gestores, trabalhadores e a população. Tendo como pano de fundo a necessidade da intensa mobilização e participação popular e a expressão combativa dos participantes na 10 a Conferência Nacional de Saúde, fica reafirmado como decisivo o caráter deliberativo intangível desta Conferência. Fica assim obrigado o governo ao referendo e implementação das suas resoluções, que terão conseqüência prática na medida em que haja um efetivo compromisso dos gestores em todos os níveis e o controle social exercido democraticamente pelos conselhos de saúde em todo o País." Plenária da 10 a Conferência Nacional de Saúde

11 Relatório da 10ª Conferência Nacional de Saúde "SUS - CONSTRUINDO UM MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE PARA A QUALIDADE DE VIDA" Brasília, 2 a 6 de setembro de Relatório da 10ª Conferência Nacional de Saúde (para visualização direta ) Relatório da 10a. Conferência Nacional de Saúde - para receber o texto integral em formato Word 7- clique aqui. Relatório da 10a. Conferência Nacional de Saúde - para receber o texto integral em formato RTF clique aqui. Atenção: temos registros de casos em que, no download, o arquivo resultante aparece como 10cns.exe - basta alterar a extensão do arquivo para doc ou rtf, conforme o caso, que o editor de texto o reconhecerá. Página da 10ª Conferência Nacional de Saúde Home Page Copyright Departamento de Computação Científica - DCC/CICT

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08 1 www.romulopassos.com.br / www.questoesnasaude.com.br GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS Professor Rômulo Passos Aula 08 Legislação do SUS Completo e Gratuito Página 1 2 www.romulopassos.com.br

Leia mais

GUIA DE ARGUMENTOS DE VENDAS

GUIA DE ARGUMENTOS DE VENDAS GUIA DE ARGUMENTOS DE VENDAS O Plano Diretor é uma lei municipal que estabelece diretrizes para a ocupação da cidade. Ele deve identificar e analisar as características físicas, as atividades predominantes

Leia mais

O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde

O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde Informativo interativo eletrônico do CNS aos conselhos de Saúde Brasília, junho de 2006 Editorial O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde A aprovação unânime do Pacto pela Saúde na reunião

Leia mais

Desafios para gestão municipal do SUS

Desafios para gestão municipal do SUS XXVII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo Desafios para gestão municipal do SUS Arthur Chioro Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo Presidente do Cosems-SP Política

Leia mais

Carta de Joinville 1) Sobre o Financiamento

Carta de Joinville 1) Sobre o Financiamento Carta de Joinville Os Secretários e Secretárias Municipais de Saúde, reunidos no XXIII Congresso Nacional das Secretarias Municipais de Saúde e IV Congresso Brasileiro de Saúde, Cultura de Paz e Não-Violência,

Leia mais

O Pacto de Gestão do SUS e os Municípios

O Pacto de Gestão do SUS e os Municípios Colegiado de Secretários Municipais de Saúde do Estado de PE COSEMS-PE O Pacto de Gestão do SUS e os Municípios 2º Congresso Pernambucano de Municípios - AMUPE Gessyanne Vale Paulino Saúde Direito de todos

Leia mais

Organização do Sistema Único de Saúde Organization of the Health System in Brazil

Organização do Sistema Único de Saúde Organization of the Health System in Brazil Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa inistério da Saúde Organização do Sistema Único de Saúde Organization of the Health System in Brazil Brasília, março de 2014 Saúde Direito de todos e dever

Leia mais

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 A Constituição de 1988 criou a possibilidade de que os cidadãos possam intervir na gestão pública. Pela via do controle social, influenciam

Leia mais

ANEXO ÚNICO POLÍTICA ESTADUAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DE GOIÁS

ANEXO ÚNICO POLÍTICA ESTADUAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DE GOIÁS 1 ANEXO ÚNICO POLÍTICA ESTADUAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DE GOIÁS I. PROPÓSITOS A Política Estadual em Saúde do Trabalhador tem por propósito definir princípios, diretrizes e estratégias para

Leia mais

PROJETO DE LEI FEDERAL PARA CRIAÇÃO DA CIT-CIB. Gilson Carvalho 1

PROJETO DE LEI FEDERAL PARA CRIAÇÃO DA CIT-CIB. Gilson Carvalho 1 PROJETO DE LEI FEDERAL PARA CRIAÇÃO DA CIT-CIB Gilson Carvalho 1 Desde a discussão do PLP 01-2003 de Regulamentação da EC-29 coloca-se a questão de oficializar por lei a COMISSÃO INTERGESTORES TRIPARTITE-CIT

Leia mais

Uma Nova Agenda para a Reforma do

Uma Nova Agenda para a Reforma do Uma Nova Agenda para a Reforma do Setor Saúde: Fortalecimento das Funções Essenciais da Saúde Pública e dos Sistemas de Saúde FORO REGIONAL ANTIGUA/GUATEMALA 19-22 DE JULHO DE 2004 PERSPECTIVAS NACIONAIS

Leia mais

FONSEAS I Encontro Nacional da Gestão Estadual do SUAS

FONSEAS I Encontro Nacional da Gestão Estadual do SUAS FONSEAS I Encontro Nacional da Gestão Estadual do SUAS BRASIL 8,5 milhões de Km²; 192 milhões de habitantes; 26 Estados e 01 Distrito Federal; 5.564 municípios (70,3 % com menos de 20.000 habitantes);

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

DOCUMENTO FINAL 8ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DE TOCANTINS

DOCUMENTO FINAL 8ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DE TOCANTINS DOCUMENTO FINAL 8ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DE TOCANTINS EIXO 1 DIREITO À SAÚDE, GARANTIA DE ACESSO E ATENÇÃO DE QUALIDADE DIRETRIZ: Ampliação da cobertura e qualidade dos serviços de saúde, com o aprimoramento

Leia mais

Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras Fundada em 19 de dezembro de 1978

Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras Fundada em 19 de dezembro de 1978 GT HUE s e SEMINÁRIO Realizado no período de 12 a 14 de abril de 2010 PROPOSTA PRELIMINAR DE HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS E DE ENSINO E CENTROS HOSPITALARES DE SAÚDE ESCOLA (HUE S) CAPÍTULO I Artigo 1º. Este

Leia mais

DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015

DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015 DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015 Região de Saúde [...] espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades

Leia mais

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Características da Federação Brasileira Federação Desigual Federação

Leia mais

Roberto Requião de Mello e Silva. Orlando Pessuti. Secretário de Estado. Gilberto Berguio Martin

Roberto Requião de Mello e Silva. Orlando Pessuti. Secretário de Estado. Gilberto Berguio Martin PARTICIPASUS POLITICA NACIONAL DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA NO SUS Plano de Ação de Aplicação do Incentivo Financeiro para Gestão Participativa no SUS ano II Estado do Paraná JULHO 2009 GOVERNO

Leia mais

Participação Social como Método de Governo. Secretaria-Geral da Presidência da República

Participação Social como Método de Governo. Secretaria-Geral da Presidência da República Participação Social como Método de Governo Secretaria-Geral da Presidência da República ... é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho

Leia mais

PORTARIA Nº 1.097 DE 22 DE MAIO DE 2006.

PORTARIA Nº 1.097 DE 22 DE MAIO DE 2006. PORTARIA Nº 1.097 DE 22 DE MAIO DE 2006. Define o processo da Programação Pactuada e Integrada da Assistência em Saúde seja um processo instituído no âmbito do Sistema Único de Saúde. O MINISTRO DE ESTADO

Leia mais

ORIENTAÇÕES E ESCLARECIMENTOS

ORIENTAÇÕES E ESCLARECIMENTOS COAP 06/13 ORIENTAÇÕES E ESCLARECIMENTOS 1.0 O que é o Contrato Organizativo da Ação Pública - COAP? O COAP é um acordo de colaboração firmado entre os três entes federativos, no âmbito de uma Região de

Leia mais

MÁRCIO FLORENTINO PEREIRA DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL EM SAÚDE

MÁRCIO FLORENTINO PEREIRA DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL EM SAÚDE MÁRCIO FLORENTINO PEREIRA DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL EM SAÚDE BRASÍLIA 2013 1 1. CAPITALISMO E A BAIXA INTENSIDADE DEMOCRÁTICA: Igualdade apenas Jurídica e Formal (DUSSEL, 2007), Forma

Leia mais

Realização: CEREMAPS, EESP e Fundação CEFETBAHIA 1

Realização: CEREMAPS, EESP e Fundação CEFETBAHIA 1 CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (QUESTÕES 01 a 30) Questão 01 (Peso 1) A saúde, através do Sistema Único de Saúde, é desenvolvida através de uma política social e econômica que visa,

Leia mais

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS: CIDADANIA E DEMOCRACIA NA SAUDE

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS: CIDADANIA E DEMOCRACIA NA SAUDE SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS: CIDADANIA E DEMOCRACIA NA SAUDE INTERNACIONAL CONTEXTO HISTÓRICO -1978 Declaração de Alma Ata Cazaquistão: Até o ano de 2000 todos os povos do mundo deverão atingir um nível

Leia mais

Princípios Gerais. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 15/10/2012

Princípios Gerais. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 15/10/2012 Princípios Gerais Política Nacional de Saúde Integral da População Negra PORTARIA Nº 992, DE 13 DE MAIO DE 2009 Profª Carla Pintas A Constituição de 1988 assumiu o caráter de Constituição Cidadã, em virtude

Leia mais

EL SUS ANTE LA DUALIDAD DEL SISTEMA DE SALUD EN UN CONTEXTO FEDERATIVO: TENSIONES PARA LA CONSTRUCCIÓN DE LA UNIVERSALIDAD EN BRASIL

EL SUS ANTE LA DUALIDAD DEL SISTEMA DE SALUD EN UN CONTEXTO FEDERATIVO: TENSIONES PARA LA CONSTRUCCIÓN DE LA UNIVERSALIDAD EN BRASIL Seminario internacional El establecimiento y la renovación de pactos sociales para una protección social más inclusiva: experiencias, retos y horizontes en América Latina, desde una perspectiva internacional

Leia mais

Gestão Ambiental Compartilhada

Gestão Ambiental Compartilhada Ministério do Meio Ambiente Secretaria Executiva Departamento de Articulação Institucional Gestão Ambiental Compartilhada Discussão: Licenciamento Ambiental de empreendimentos e atividades com características

Leia mais

Planejamento intersetorial e Gestão Participativa. Recife, 04/09/2013

Planejamento intersetorial e Gestão Participativa. Recife, 04/09/2013 Planejamento intersetorial e Gestão Participativa Recife, 04/09/2013 Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social,

Leia mais

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS APRESENTAÇÃO O presente documento é resultado de um processo de discussão e negociação que teve a participação de técnicos

Leia mais

NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO

NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO Brasília, 28 de outubro de 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO

Leia mais

SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA

SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA José Ivo dos Santos Pedrosa 1 Objetivo: Conhecer os direitos em saúde e noções de cidadania levando o gestor a contribuir nos processos de formulação de políticas públicas.

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html Página 1 de 5 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.559, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 Institui a Política Nacional

Leia mais

Revisão da Política Nacional de Promoção da Saúde

Revisão da Política Nacional de Promoção da Saúde NOTA TÉCNICA 18/2014 Revisão da Política Nacional de Promoção da Saúde Brasília, 28 de outubro de 2014. 1 Introdução A Política Nacional de Promoção da saúde - PNaPS foi aprovada em 2006, no conjunto de

Leia mais

Sistema Único de Saúde. 15 anos de implantação: Desafios e propostas para sua consolidação.

Sistema Único de Saúde. 15 anos de implantação: Desafios e propostas para sua consolidação. Sistema Único de Saúde 15 anos de implantação: Desafios e propostas para sua consolidação. 2003 Sistema Único de Saúde! Saúde como direito de cidadania e dever do Estado, resultante de políticas públicas

Leia mais

PLANO DIRETOR DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA Brasil: Ministério da Saúde/ANVISA

PLANO DIRETOR DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA Brasil: Ministério da Saúde/ANVISA http:///br/resenhas.asp?ed=8&cod_artigo=136 Copyright, 2006. Todos os direitos são reservados.será permitida a reprodução integral ou parcial dos artigos, ocasião em que deverá ser observada a obrigatoriedade

Leia mais

PLANEJASUS. A Importância do Planejamento na Gestão do SUS

PLANEJASUS. A Importância do Planejamento na Gestão do SUS PLANEJASUS A Importância do Planejamento na Gestão do SUS Sumário 1. A importância do planejamento 2. Antecedentes: a Saúde nos Planos de Desenvolvimento 3. Emergência do planejamento em saúde (75-79)

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cit/2012/res0004_19_07_2012.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cit/2012/res0004_19_07_2012.html http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cit/2012/res0004_19_07_2012.html Página 1 de 17 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Gabinete do Ministro Comissão Intergestores

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 7.272, DE 25 DE AGOSTO DE 2010. Regulamenta a Lei n o 11.346, de 15 de setembro de 2006, que cria o Sistema Nacional de

Leia mais

NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Ana Iva Corrêa Brum Barros 1 Rayana de Carvalho Freitas 2 Prof. Esp. Gilmar dos Santos Soares

Leia mais

Por que defender o Sistema Único de Saúde?

Por que defender o Sistema Único de Saúde? Por que defender o Sistema Único de Saúde? Diferenças entre Direito Universal e Cobertura Universal de Saúde Cebes 1 Direito universal à saúde diz respeito à possibilidade de todos os brasileiros homens

Leia mais

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL Profª Carla Pintas O novo pacto social envolve o duplo sentido de que a saúde passa a ser definida como um direito de todos, integrante da condição de cidadania social,

Leia mais

Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Minas Gerais / Brasil

Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Minas Gerais / Brasil Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte Minas Gerais / Brasil Belo Horizonte População: 2.375.329 (est. 2005) Prefeito: Fernando Damata Pimentel Saúde 140 Centros de Saúde 7 Unidades de Pronto Atendimento

Leia mais

REGIMENTO XII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. Capítulo I DAS CONVOCAÇÕES

REGIMENTO XII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. Capítulo I DAS CONVOCAÇÕES REGIMENTO XII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO Art. 1º - O presente Regimento, previsto pelo art. 24, 2º, da Lei nº 5.104/2009, se destina a regulamentar à XII Conferência Municipal de

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES NO SUS

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES NO SUS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES NO SUS Sobre o SUS A Constituição Federal do Brasil define, em seu artigo 196 que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas,

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 6.047-D, DE 2005. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 6.047-D, DE 2005. O CONGRESSO NACIONAL decreta: COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 6.047-D, DE 2005 Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - SISAN com vistas em assegurar o direito

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011 DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011 Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

NOTA TÉCNICA 16 2013. Política Nacional de Educação Popular em Saúde

NOTA TÉCNICA 16 2013. Política Nacional de Educação Popular em Saúde NOTA TÉCNICA 16 2013 Política Nacional de Educação Popular em Saúde Brasília, 20 de maio de 2013 INTRODUÇÃO A Política Nacional de Educação Popular em Saúde PNEP-SUS foi apresentada e aprovada no Conselho

Leia mais

2. Histórico do sistema de saúde, proteção social e direito à saúde

2. Histórico do sistema de saúde, proteção social e direito à saúde 2. Histórico do sistema de saúde, proteção social e direito à saúde Marly Marques da Cruz O Capítulo 2 da Parte I compreende os fundamentos teóricos e conceituais e os marcos legais de proteção social

Leia mais

ERRATA. Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais do Sus

ERRATA. Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais do Sus ERRATA Secretaria de Saúde do DF AUXILIAR EM saúde - Patologia Clínica Sistema Único de Sáude - SUS Autora: Dayse Amarílio D. Diniz Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais

Leia mais

SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE COORDENAÇÃO GERAL DIRETORIA GERAL DE PLANEJAMENTO - GERÊNCIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA

SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE COORDENAÇÃO GERAL DIRETORIA GERAL DE PLANEJAMENTO - GERÊNCIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA NOTA TÉCNICA 07/13 RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO - RAG ORIENTAÇÕES GERAIS Introdução O Planejamento é um instrumento de gestão, que busca gerar e articular mudanças e aprimorar o desempenho dos sistemas de

Leia mais

DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014

DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014 Institui a Política Nacional de Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação

Leia mais

Sistema Único de Saúde (SUS)

Sistema Único de Saúde (SUS) LEIS ORGÂNICAS DA SAÚDE Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990 Lei nº 8.142 de 28 de dezembro de 1990 Criadas para dar cumprimento ao mandamento constitucional Sistema Único de Saúde (SUS) 1 Lei n o 8.080

Leia mais

Institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os

Institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 992, DE 13 DE MAIO DE 2009 Institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que

Leia mais

Em defesa da Saúde pública para todos

Em defesa da Saúde pública para todos Boletim Econômico Edição nº 57 março de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Em defesa da Saúde pública para todos 1 A saúde pública faz parte do sistema de Seguridade Social

Leia mais

V Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis. As Desigualdades em Saúde e o Planeamento Saudável. Montijo 14 de Novembro de 2014

V Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis. As Desigualdades em Saúde e o Planeamento Saudável. Montijo 14 de Novembro de 2014 V Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis As Desigualdades em Saúde e o Planeamento Saudável Montijo 14 de Novembro de 2014 1. Saudação Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal do Montijo Exmo. Sr.

Leia mais

Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL

Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL Apresenta à sociedade brasileira um conjunto de estratégias e ações capazes de contribuir para a afirmação de um novo papel para o rural na estratégia

Leia mais

CONTRATOS DE GESTÃO NA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - UMA EXPERIÊNCIA DE DESCENTRALIZAÇÃO AO NÍVEL LOCAL 1

CONTRATOS DE GESTÃO NA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - UMA EXPERIÊNCIA DE DESCENTRALIZAÇÃO AO NÍVEL LOCAL 1 CONTRATOS DE GESTÃO NA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - UMA EXPERIÊNCIA DE DESCENTRALIZAÇÃO AO NÍVEL LOCAL 1 O sistema de serviços de saúde é um sistema complexo, composto por diferentes atores sociais,

Leia mais

regionalização e contratos organizativos de ação pública.

regionalização e contratos organizativos de ação pública. A Regulamentação da Lei 8.080/90: A Regulamentação da Lei 8.080/90: regionalização e contratos organizativos de ação pública. Seminário Nacional PRÓ Saúde e PET Saúde Brasília, 19 de outubro de 2011.,

Leia mais

Comitê de Articulação Federativa Regimento Interno

Comitê de Articulação Federativa Regimento Interno PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS SUBCHEFIA DE ASSUNTOS FEDERATIVOS Comitê de Articulação Federativa Regimento Interno DA NATUREZA E FINALIDADE Art. 1º O Comitê de Articulação

Leia mais

Circular nº 157/2014 Brasília, 2 de setembro de 2014. Às Seções Sindicais, às Secretarias Regionais e aos Diretores do ANDES-SN

Circular nº 157/2014 Brasília, 2 de setembro de 2014. Às Seções Sindicais, às Secretarias Regionais e aos Diretores do ANDES-SN Circular nº 157/2014 Brasília, 2 de setembro de 2014 Às Seções Sindicais, às Secretarias Regionais e aos Diretores do ANDES-SN Companheiros, Encaminhamos, para ampla divulgação, a Carta de Aracaju (59º

Leia mais

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA Art.1º - A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE - SUSAM integra a Administração Direta do Poder Executivo, na forma da Lei nº 2783, de 31 de janeiro de 2003, como órgão responsável,

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 07. 1 www.romulopassos.com.br

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 07. 1 www.romulopassos.com.br 1 www.romulopassos.com.br GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS Professor Rômulo Passos Aula 07 Legislação do SUS Completo e Gratuito Página 1 2 www.romulopassos.com.br No questões

Leia mais

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Porto Alegre/RS, agosto de 2011 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem

Leia mais

ANTONIO CARLOS NARDI

ANTONIO CARLOS NARDI ANTONIO CARLOS NARDI QUE DEMOCRACIA QUEREMOS? A conquista do estado democrático de direito na década de 1980 no Brasil, após longo período burocrático-autoritário, trouxe o desafio de construção de uma

Leia mais

F n i a n n a c n i c a i m a en e t n o Foco: Objetivo:

F n i a n n a c n i c a i m a en e t n o Foco: Objetivo: FINANCIAMENTO DO SUAS: GESTÃO MUNICIPAL E AS DESIGUALDADES REGIONAIS Financiamento Foco: competências da gestão municipal, especialmente no enfrentamento das desigualdades regionais exige o debate sobre

Leia mais

Super Dicas de SUS. Prof. Marcondes Mendes. SUS em exercícios comentados Prof Marcondes Mendes

Super Dicas de SUS. Prof. Marcondes Mendes. SUS em exercícios comentados Prof Marcondes Mendes Super Dicas de SUS Prof. Marcondes Mendes SUS em exercícios comentados Prof Marcondes Mendes 1. Evolução histórica da organização do sistema de saúde no Brasil Prevenção Modelo de Saúde Sanitarista Campanhismo

Leia mais

Gestão do Trabalho em Saúde

Gestão do Trabalho em Saúde Universidade Federal de Alagoas Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Prova de Conhecimentos Específicos da Especialização Lato Sensu UFAL 2012.1 Gestão do Trabalho em Saúde CADERNO DE QUESTÕES INSTRUÇÕES

Leia mais

É permitida a reprodução total ou parcial desta obra, desde que citada a fonte.

É permitida a reprodução total ou parcial desta obra, desde que citada a fonte. 2003. Ministério da Saúde. É permitida a reprodução total ou parcial desta obra, desde que citada a fonte. Série B. Textos Básicos de Saúde MS Série Políticas de Saúde Tiragem: 10.000 exemplares Elaboração,

Leia mais

DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO

DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO POR UM CEARÁ MELHOR PRA TODOS A COLIGAÇÃO POR UM CEARA MELHOR PRA TODOS, com o objetivo de atender à Legislação Eleitoral e de expressar os compromissos

Leia mais

DOCUMENTO FINAL 9ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO MARANHÃO

DOCUMENTO FINAL 9ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO MARANHÃO DOCUMENTO FINAL 9ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO MARANHÃO EIXO 1 DIREITO À SAÚDE, GARANTIA DE ACESSO E ATENÇÃO DE QUALIDADE DIRETRIZ: Ampliar e qualificar acesso aos serviços de qualidade, em tempo adequado,

Leia mais

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ Princípio A segurança pública deve promover a cidadania e prevenir a criminalidade. Princípio As políticas de segurança pública devem ser transversais.

Leia mais

CEBES Centro Brasileiro de Estudos de Saúde: 35 Anos de Luta pela Reforma Sanitária Renovar a Política Preservando o Interesse Público na Saúde

CEBES Centro Brasileiro de Estudos de Saúde: 35 Anos de Luta pela Reforma Sanitária Renovar a Política Preservando o Interesse Público na Saúde CEBES : 35 Anos de Luta pela Reforma Sanitária Renovar a Política Preservando o Interesse Público na Saúde O processo de crescimento econômico brasileiro concentra ainda mais o capital, disputado por grupos

Leia mais

Articulação da Participação Social e Processos Formativos Voltados ao Desenvolvimento Rural

Articulação da Participação Social e Processos Formativos Voltados ao Desenvolvimento Rural Universidade Federal da Paraíba - UFPB / Centro de Ciências Agrárias - CCA / Campus II Areia, Paraíba - 27 a 30 de outubro de 2014. Articulação da Participação Social e Processos Formativos Voltados ao

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

Política Nacional de Educação Permanente em Saúde

Política Nacional de Educação Permanente em Saúde Política Nacional de Educação Permanente em Saúde Portaria GM/MS nº 1.996, de 20 de agosto de 2007 substitui a Portaria GM/MS nº 198, de 13 de fevereiro de 2004 e Proposta de Alteração Pesquisa de Avaliação

Leia mais

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais 14º Encontro Nacional do Congemas CRAS como unidade de gestão local do SUAS 14º Encontro Nacional do Congemas

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 40

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 40 8 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 40 QUESTÃO 17 São competências do Sistema Único de Saúde: I- Colaborar na proteção do meio ambiente, incluindo o ambiente do trabalho. II- Participar do controle

Leia mais

10/04/2015. Lei Orgânica da Saúde Lei nº 8.080/1990

10/04/2015. Lei Orgânica da Saúde Lei nº 8.080/1990 Lei Orgânica da Saúde Lei nº 8.080/1990 1 Próximas aulas YOUTUBE www.romulopassos.com.br contato@romulopassos.com.br WhatsApp (074) 9926-6830 2 3 Já baixou o slide em PDF? Disposições Gerais do SUS Art.

Leia mais

Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Gestão Participativa, SUStentabilidade e inovação. Brasília, 14 de abril de 2015

Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Gestão Participativa, SUStentabilidade e inovação. Brasília, 14 de abril de 2015 Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa Gestão Participativa, SUStentabilidade e inovação Brasília, 14 de abril de 2015 Saúde Direito de todos e dever do Estado Art. 6º São direitos sociais a

Leia mais

Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde

Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde Rio de Janeiro, Brasil - 21 de outubro de 2011 1. Convidados pela Organização Mundial da Saúde, nós, Chefes de Governo, Ministros e representantes

Leia mais

Construção de Redes Intersetoriais para a atenção dos usuários em saúde mental, álcool, crack e outras drogas

Construção de Redes Intersetoriais para a atenção dos usuários em saúde mental, álcool, crack e outras drogas Construção de Redes Intersetoriais para a atenção dos usuários em saúde mental, álcool, crack e outras drogas EDUCAÇÃO PERMANENTE SAÚDE MENTAL - CGR CAMPINAS MÓDULO GESTÃO E PLANEJAMENTO 2012 Nelson Figueira

Leia mais

CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DO OBJETIVO CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA

CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DO OBJETIVO CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA Lei nº 006, de 04 de Abril de 2014. DISPÕE SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO CMS - CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O Prefeito de Santa Inês, município do Estado do Maranhão, no uso de suas

Leia mais

SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE COORDENAÇÃO GERAL DIRETORIA GERAL DE PLANEJAMENTO - GERÊNCIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA

SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE COORDENAÇÃO GERAL DIRETORIA GERAL DE PLANEJAMENTO - GERÊNCIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA NOTA TÉCNICA 01/13 PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE ORIENTAÇÕES GERAIS 2014/2017 Introdução: O planejamento em saúde configura-se como responsabilidade dos entes públicos, assegurada pela Constituição Federal

Leia mais

PROPOSTAS APROVADAS NA PLENÁRIA FINAL DA VII CONFERÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

PROPOSTAS APROVADAS NA PLENÁRIA FINAL DA VII CONFERÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PROPOSTAS APROVADAS NA PLENÁRIA FINAL DA VII CONFERÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL EIXO 1 Processo Histórico da Participação Popular no País: nossa cidade e territórios em movimento; Trajetória e

Leia mais

A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade

A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade Civil Constituição Federal Art. 203 - A assistência

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR SANTOS, Elaine Ferreira dos (estagio II), WERNER, Rosiléa Clara (supervisor), rosileawerner@yahoo.com.br

Leia mais

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 AUDITORIA NA SAÚDE Na saúde, historicamente, as práticas, as estruturas e os instrumentos de controle, avaliação e auditoria das ações estiveram,

Leia mais

CONSTRUÇÃO DO SUS Movimento da Reforma Sanitária

CONSTRUÇÃO DO SUS Movimento da Reforma Sanitária SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE CAPACITAÇÃO PARA APOIOS DO CONTROLE SOCIAL Mariângela de Assis Gomes Fortes CONSTRUÇÃO DO SUS Movimento da Reforma Sanitária Surgimento No Final dos anos de 1970 e início dos anos

Leia mais

Entrevista com o Secretário de Saúde de Londrina (PR), Sílvio Fernandes da Silva, sobre questões de implantação do SUS

Entrevista com o Secretário de Saúde de Londrina (PR), Sílvio Fernandes da Silva, sobre questões de implantação do SUS 549 Entrevista com o Secretário de Saúde de Londrina (PR), Sílvio Fernandes da Silva, sobre questões de implantação do SUS Interview with the Municipal Secretary of Health of Londrina, Paraná, about issues

Leia mais

NOTA TÉCNICA 34 2013. Diretrizes para o processo de planejamento e gestão no âmbito do SUS

NOTA TÉCNICA 34 2013. Diretrizes para o processo de planejamento e gestão no âmbito do SUS NOTA TÉCNICA 34 2013 Diretrizes para o processo de planejamento e gestão no âmbito do SUS Brasília, 24 de agosto de 2013 I NTRODUÇÃO NOTA TÉCNICA 34 2013 Nesta Nota Técnica vamos analisar a proposta do

Leia mais

Sistematização das deliberações dos GTs Subtema 2: Consolidação da Unifesp: financiamento da universidade pública

Sistematização das deliberações dos GTs Subtema 2: Consolidação da Unifesp: financiamento da universidade pública Sistematização das deliberações dos GTs Subtema 2: Consolidação da Unifesp: financiamento da universidade pública - Tese 1 Aprovada na íntegra em 7 grupos: 1,2,3,4,6,7,10. Remetida à plenária em 3 grupos:

Leia mais

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social PAPER DA CARTILHA DO FÓRUM INTERSETORIAL DE CONSELHOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO

Leia mais

INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS

INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS Cleci Teresinha Noara Assistente Social Fundação Agência

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999

PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999 Dispõe sobre o atendimento obrigatório aos portadores da Doença de Alzheimer no Sistema Único de Saúde - SUS, e dá outras providências.

Leia mais