História da 10ª Conferência Nacional de Saúde

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1 História da 10ª Conferência Nacional de Saúde Décima Conferência Nacional de Saúde Realizada de 2 a 6 de setembro de 1996, Brasília/DF Contexto Histórico Discurso do Ministro da Saúde Adib Jatene Principais Temas Carta da 10 a Conferência Relatório 10 a Conferência- DATASUS Texto elaborado por Álvaro Nascimento, coordenador do RADIS/ENSP/FIOCRUZ. Contexto Histórico O momento das reavaliações A 10a Conferência Nacional de Saúde reuniu entre os dias 2 e 6 de setembro de 1996, em Brasília, delegados (sendo eleitos em pré-conferências estaduais e 136 representantes de entidades e instituições de âmbito nacional), 600 convidados e cerca de observadores. Num momento em que o Sistema Único de Saúde (SUS) atravessava gravíssima restrição orçamentária, o evento, teve a participação do então Ministro da Saúde, Adib Jatene, sintomaticamente, não teve a presença dos titulares da área econômica e de outras pastas ministeriais do Governo Federal. Enquanto a Conferência de 1986 foi propositiva em relação ao modelo de sistema incorporado à Constituição de 1988 e às Leis que a regulamentaram e a de 1992 cobrou a implantação do SUS, a descentralização e a municipalização da saúde, a 10a Conferência é marcada pela necessidade de avaliação do sistema implantado e a busca de seu aprimoramento, em especial dos mecanismos de financiamento, principal empecilho identificado para a consolidação e fortalecimento do SUS em todo o Brasil. O SUS em 1996

2 Diagnóstico apresentado pela Comissão Organizadora do evento, presidida por Nelson Rodrigues dos Santos, mensura o nível de consolidação do SUS em 1996 pela existência de 102 municípios que atingiram o maior estágio de gestão, a semiplena, cobrindo 21 milhões de habitantes (13% da população), e 620 municípios em estágio parcial de gestão. Segundo o documento, onde há a gestão semi-plena, se verifica a significativa diminuição "dos desperdícios e fraudes, com queda dos índices de doenças e mortes, e a manifestação favorável por parte da população". Enfatiza também o sucesso dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde - com agentes atendendo a famílias em municípios - e de Saúde da Família - com 681 equipes profissionais cobrindo famílias em 171 municípios. Na mesma avaliação, os organizadores da Conferência revelam preocupação com a deturpação da "imagem pública" do SUS "por distorções, incompreensões e desinformações induzidas não só pelas suas próprias insuficiências, como também pelas pesadas heranças anti-sociais com seus interesses ameaçados pela implantação do SUS, que vão desde setores mercantilizados do modelo anterior de saúde, até setores ligados ao planejamento econômico e social que abandonaram a doutrina da solidariedade social e do desenvolvimento da ciência e tecnologia". Na verdade, fora do universo estrito do setor saúde e dos municípios que atuam com seriedade e competência na implantação do SUS, a maioria da população ainda não sente a melhoria de atendimento prometida pelo novo sistema e embarca convicta na versão demolidora da saúde pública veiculada pela mídia, enquanto a saúde privatizada - principalmente os planos, seguros e cooperativas de saúde - mostra vigor financeiro e, nos municípios onde alguns progressos ocorreram, a alternância de partidos diferentes no poder consegue operar grandes retrocessos. DISCURSO DO MINISTRO ADIB JATENE 10ª CNS Brasília/DF, 2 a 6 de setembro de Gostaria, inicialmente de compartilhar com todos os participantes desta Conferência, da satisfação e do privilégio de estar participando do processo mais fascinante que pode proporcionar para a democracia, a participação popular e o controle social. Os brasileiros podem se orgulhar de terem

3 construído, no setor da saúde e no sistema de saúde, uma das mais ativas instâncias de participação social em saúde no continente. Certamente instância única de participação na administração pública brasileira, que são as Conferências e os conselhos de saúde. São instâncias privilegiadas de poder, conquistada pela sociedade brasileira, das quais, devemos nos orgulhar e extrair delas todas as possibilidades políticas que oferecem. Esta é a quarta Conferência Nacional de Saúde de que participo, a sétima ocorreu em 1980, foi realizada no auditório do Itamarati, ao contrário das anteriores, cujos participantes eram quase exclusivamente, dirigentes e técnicos federais ligados à saúde pública e às campanhas sanitárias. Iniciava-se a participação de técnicos em assistência média da Previdência Social, representantes estaduais, universidades e representantes de outras entidades. Foram sendo incorporados nas teses e nos debates, questões de assistência médica hospitalar que em conjunto com a saúde pública clássica, apontava para a ruptura da dicotomia curativo-preventivo e para a organização de um sistema nacional de saúde, com base na integralidade. Neste período vivia-se a transição da verticalização, com programas específicos para determinadas doenças, e condições para a horizontalização com atendimento de vários agravos no mesmo local, incluindo a vigilância sanitária. Consolidava-se a idéia de postos ou centos de saúde, servindo à determinada população, e não à determinadas patologias. Havia uma grande influência da Conferência de Alma Ata e do slogan da Organização Mundial, de Saúde para todos no ano A oitava Conferência, prevista para ser realizada quatro anos após, só ocorreu em 1986, no apogeu da retomada do regime democrático e marcada pela grande participação de todos os segmentos sociais, sendo realizada no ginásio de Brasília. Foi sem dúvida, o grande foco que não somente consolidou a proposta de um sistema nacional de saúde, como lançou princípios e diretrizes de compromisso público e de organização, entre eles; a participação social e a descentralização que foram incorporadas e ampliada nos debates da Assembléia Nacional Constituinte, dando origem aos SUS. Quando assumi o Ministério em 1992, a nona Conferência já estava com dois anos de atraso e em ambiente politicamente conturbado que resultou no impedimento do presidente. Fizemos realizar a Conferência com grande participação de todos os setores envolvidos e com excessos, perfeitamente compreensíveis, pelo clima político da época, mas que não frustaram os objetivos esperados no estabelecimento dos rumos a serem seguidos na defesa e na

4 consolidação do SUS. O impacto político da IX Conferência, propiciou que no ano seguinte o Conselho Nacional de Saúde, o Ministério da Saúde, o CONASS e o CONASEMS gerassem a histórica norma operacional básica, 01/93, que se constituiu no grande passo para organizar, dar credibilidade e impulsionar a descentralização e municipalização, marcada a época como ousadia de cumprir a lei. Todo trabalho de estruturação do SUS e de sua implantação, vêm mantendo a continuidade, desde então, graças ao compromisso de todos que aqui se encontram representando os que ficaram nos Estados e Municípios e que também são responsáveis por esta X Conferência. SUS é sem dúvida um projeto de reforma do Estado, feito dentro de princípios democráticos, com efetivo exercício da parceria e da negociação para discutir divergências e encontrar soluções compartilhadas. A implantação do SUS é a experiência mais avançada do processo de reforma do Estado brasileiro, especialmente quanto à redemocratização e descentralização. No que se refere a redemocratização, temos instituído os principais focos para o exercício da parceria e da negociação. Os Conselhos e as Conferências de Saúde, nos três níveis de governo, e as Comissões Intergestores Tripartites, onde estão representados os diversos segmentos da sociedade são os principais agentes do processo de implementação e operacionalização das políticas, representam o espaço para a parceria e a negociação, onde a discussão das contradições, bem como a proposta de soluções. Nunca é demais ressaltar, que a discussão democrática não é o espaço para impor posições previamente acordadas ou para identificar adversários e conquistar aliados, para compor uma maioria ocasional para ganhar votações, mas o espaço para legitimar reivindicações ou propostas. O legítimo, todos aceitam, o difícil é legitimar. Por isso, a discussão democrática é eminente legitimadora. A partir do momento em que a sociedade é chamada a participar do processo de formulação política e passa a acompanhar e fiscalizar sua execução, o sistema tende a aproximar-se das reais necessidades do cidadão brasileiro, que é possuidor das informações estratégicas, interfere no processo. Por outro lado, as comissões e intergestores, obrigam a compartilhamento do poder e a co-responsabilização, não apenas sobre o processo de implementação, como pelos resultados daí decorrentes. Hoje, no SUS, estão dadas as condições para que os três níveis de governo exerçam controles, uns sobre os outros, e planejem e programem suas ações de serviços de acordo com os princípios e diretrizes constitucionais e a política nacional de saúde, garantindo a

5 unicidade do sistema. Desta forma, o processo decisório já não se restringe a iniciativas unilaterais que determinam relações verticais entre gestores do SUS e deste com a sociedade, mas constitui-se de iniciativas conjuntas e complementares baseadas em inúmeras relações horizontais entre os diversos agentes envolvidos. Para citar um exemplo: hoje, na maioria dos Estados brasileiros, os Municípios têm condições de discutir e negociar, conjuntamente e de forma transparente, com as Secretarias Estaduais, através das Comissões Intergestores Bipartite, os recursos que serão alocados para a atenção hospitalar e ambulatorial de seus municípios e dos munícipes referenciados de outros municípios. Da mesma forma, os Estados têm condição de discutir e negociar com o Ministério da Saúde, no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite, os critérios para a alocação e revisão destes mesmos recursos, para o desempenho de suas funções, específicas na gestão da atenção à saúde. Por outro lado, os Conselhos de Saúde têm a prerrogativa de aprovar o resultado destas negociações para sua implantação. Desde abril de 1995, quando reinstalamos o Conselho Nacional de Saúde, ele já realizou dezesseis reuniões ordinárias e seis extraordinárias, atuando com comissões inter-setoriais e técnica, com plano de um trabalho previamente aprovado pelo plenário. Tudo isto com o propósito de elaborar normas que considerem os avanços já alcançados no Brasil e no exterior, ao mesmo tempo, em que são legitimados pela sociedade. Depois de analisar todo processo de centralização, ao qual já aderiram três mil municípios, nos três níveis de gestão - incipiente, parcial e semi-plena - deflagrou-se no ano passado, o processo de revisão para a edição de nova Norma Operacional Básica. A Norma Operacional Básica de 1996, aprofunda a experiência bem sucedida da gestão semi-plena e aponto o caminho para a responsabilidade municipal, pela atenção integral aos problemas de saúde dos municípios, superando a divisão artificial entre a assistência médica hospitalar, promoção da saúde, prevenção da doença e intervenção sobre o meio ambiente. O movimento crítico, nesse momento, já pactuado entre o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais, é uma ampla reorganização da atenção básica de saúde em todo território nacional, expandindo a cada município as características principais do programa de agentes comunitários e do programa de saúde da família. Em pouco tempo todos os municípios do país, com apoio das Secretarias Estaduais e com a participação de recursos do Ministério, transferidos automaticamente fundo à fundo e calculados com

6 base na população e não mais por procedimentos, estarão assumindo responsabilidade plena pelo conjunto de serviços resolutivos, consultas médicas, visitas domiciliares, odontologia preventiva, ações de educação e formação, executadas com vinculação de cada família à uma equipe de profissionais e à uma unidade de saúde. Em programação negociada com os demais Municípios, sob a coordenação da Secretaria Estadual, o Município será responsável, também por garantir o encaminhamento do paciente para serviços mais complexos, que o caso exija, mesmo quando situado em outro Município. São ainda, agilizados os procedimentos para a estruturação completa do sistema nacional de auditoria do SUS, com a implementação das funções próprias e cooperativas dos Municípios, dos Estados e do Ministério da Saúde. O processo de redemocratização do setor saúde, como todo processo social e político que envolve interesses contraditórios, é imperfeito e apresenta variações de acordo com cada realidade local, especialmente porque o Brasil, sendo uma república federativa, tanto os Estados quanto os Municípios são autônomos, não na subordinação hierárquica de um nível ao outro, por isso, exige permanente esforço de aperfeiçoamento, redefinição, negociação e entendimento. O que efetivamente buscamos, é a harmonia e a participação solidária de todos. A escolha do tema da X Conferência Nacional de Saúde, que implica, saúde e qualidade de vida, foi extremamente propício e reflete a maturidade alcançada pela sociedade brasileira na questão da saúde. Saúde é direito humano fundamental e encontra-se em pé de igualdade com os outros direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948; liberdade, alimentação, educação, segurança, nacionalidade e outros. Embora a saúde seja considerada um indicador do desenvolvimento humano e de extrema importância para o desenvolvimento econômico, ela não pode ser encarada, apenas, como um meio de se chegar à uma sociedade mais produtiva. Aliviar o sofrimento e prolongar a vida com qualidade, são objetivos altamente relevantes, por si mesmo. Saúde e qualidade de vida são dois temas intimamente imbricados. A carta de Otawa, um dos documentos mais importantes que se produziram no cenário mundial, sobre o tema da saúde e qualidade de vida, afirma, que para se ter saúde, são necessários; paz, renda, habilitação, educação, alimentação adequada, ambientes saudável, recursos sustentáveis, equidade, justiça social. Saúde, portanto, é resultado de um conjunto de fatores sociais, econômicos, políticos, culturais, ambientais compartimentais e biológicos. Por isso, para que uma

7 sociedade conquiste saúde para todos os seus membros, são necessários, tanto ações intersetoriais, quanto um conjunto de políticas públicas saudáveis. A resposta para que os governos operem as políticas saudáveis e as ações intersetoriais, estão num conjunto de mecanismos de caráter eminentemente político, colocar a saúde de forma positiva nas agendas dos políticos e da mídia; decisão compartilhada entre os mais elevados escalões de governo e do poder legislativo; integração da ação pública. Isto é, formulação e implementação conjunta das diversas intervenções governamentais; universalidade destas políticas com focalização para territórios ou seguimentos de população quando necessário; mobilização comunitário. Isto é: cooparticipação da comunidade na formulação, controle social e na implementação das políticas sociais integradas. Embora, os problemas de saúde da população brasileira, só se resolverão com ação integrada de múltiplos atores sociais, cabe reconhecer o esforço que o setor saúde vem fazendo, na reorientação das ações, no privilegiamento da prevenção e promoção, levando pela primeira vez à superação dos gastos hospitalares, pelos ambulatoriais. Na conjuntura de 1996, pode ser que a grande resistência institucional e ideológica ao SUS esteja concentrada no desvirtuamento e na montagem e execução do orçamento da Seguridade Social, tanto ao nível da retração das bases financeiras previstas na Constituição, como ao nível da desqualificação dos valores éticos da solidariedade social. Ainda mais, na conjuntura de 1996, emerge e consolidam-se de maneira inequívoca, significativos acertos na implantação do SUS, concentrados nos municípios de mais avançada condição de gestão, a gestão semi-plena, mas também, em programas básicos, como o programa de saúde da família e o programa de agentes comunitários de saúde, o controle de endemias, com crescente participação da gestão municipal, as ações de vigilância sanitária, epidemiológica e de auditoria, além da recuperação de vários hospitais públicos, bem geridos e pelos consórcios municipais. A visibilidade do SUS que começa a dar certo, já criou a imagem e o clima de que é possível e reacende a esperança e a combatividade daqueles gestores, profissionais e entidades de usuários comprometidos com a população e o SUS, e que se esforçam para elevar a competência da programação, gerenciamento, prestação de serviço, mesmo com recursos insuficientes, muitas vezes dramaticamente e tragicamente. Este grande esforço vem rompendo modelos atrasados e cartoriais de ingerência pública e compromete-se cada vez mais com a qualidade dos serviços e resultados à população

8 usuária. Renovo a minha crença e a minha fé na força que emana do entendimento e do trabalho solidário. Todo trabalho no setor da saúde está respaldado na confiança e na fé. A madre Teresa de Calcutá diz: que sem fé não existe o amor; sem o amor não existe a entrega de si e quem não é capaz de fazer a entrega de si não está preparado para tratar dos que sofrem. Esta é uma postura ética que deve ser contraposta ao egoísmo e ao interesses prevalecentes na sociedade. Reconhecer que a pessoa humana deve ser o objetivo de todo desenvolvimento e trabalhar neste sentido, ajuda a repôr na sociedade a predominância dos valores sobre os interesses, e ajuda na construção de uma sociedade mais solidária e mais fraterna, onde os valores humanos se sobrepõem aos valores materiais, não permitindo que a eficiência e o avanço tecnológico se contra ponham ao afeto e, mais que tudo, mantendo o amor aceso no coração dos nomes. Principais Temas Durante a Conferência, o tema central, "SUS - Construindo um modelo de atenção à saúde para a qualidade de vida", é aprofundado em quatro mesas e diversos grupos de trabalho, nos quais se analisa e atua propositivamente em relação à identidade e a complementaridade entre saúde e qualidade de vida, as dificuldades enfrentadas na implantação do SUS, os novos parâmetros estabelecidos pelas experiências bemsucedidas e as mudanças necessárias para a construção do modelo de atenção desejado. A opinião dos delegados Na avaliação dos delegados à Conferência, as políticas neoliberais e anti-sociais do governo federal e da maioria dos governos estaduais e municipais levaram a saúde pública a uma grave crise. O SUS é apontado como a mais importante proposta de democratização do Estado. Para se caminhar na direção da promoção da saúde e da melhoria da qualidade de vida, são indicados como pressupostos a redistribuição de renda, as políticas urbanas adequadas, a geração de emprego e a reforma agrária. Entre as principais reivindicações apresentadas ao final da Conferência, destaca-se a defesa do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 169, de autoria dos Deputados Federais Eduardo Jorge e Waldir Pires, que garante 30% dos recursos da Seguridade Social e, no mínimo, 10%

9 dos orçamentos da União, estados e municípios para a saúde. Carta da 10 a Conferência Na íntegra a Carta da 10 a Conferência Nacional de Saúde: "A despeito dos avanços institucionais e democráticos, as condições sanitárias e as instituições de saúde atravessam grave crise no Brasil. No centro deste processo setorial, encontramos o projeto neoliberal implementado pelo governo federal e pela maioria dos governos estaduais. Imposta por estados e organismos internacionais (como o FMI e o Banco Mundial) e pelas elites locais, desenvolve-se esta nefasta política que produz: dependência e endividamento externos, empobrecimento, desemprego, quebra de direitos trabalhistas, exclusão social, violência, doença e morte. Sob o enganoso discurso da "modernização" estabelece-se, de fato, o "Estado mínimo" contra as políticas sociais, permitindo o "Estado máximo" a favor do grande capital financeiro nacional e internacional. O texto constitucional de 1988 consagra a saúde como produto social, portanto resultante de um conjunto de direitos que envolvem o emprego, o salário, a habitação, a educação, o transporte, o lazer, etc. Torna-se necessária uma nova cultura de intervenções com fortalecimento de ações intersetoriais, com participação da sociedade, parcerias e solidariedade, que dependem também de soluções urgentes a favor da redistribuição de renda, de políticas urbanas adequadas, de geração de emprego e reforma agrária imediata. O SUS representa a mais importante proposta de democratização do Estado em nosso país. Reafirmamos o SUS como garantia à toda a população do acesso às ações de prevenção, promoção, assistência e reabilitação da saúde. Através do processo de descentralização e consolidação da municipalização plena da saúde, o SUS vem permitindo, nas cidades que aplicaram seus princípios e diretrizes em sua totalidade, a reversão de indicadores, a resolução dos problemas de saúde e a satisfação da população, provando sua viabilidade. A construção de um novo modelo de atenção à saúde passa necessariamente pela maior autonomia dos municípios e pela reafirmação da participação popular e o controle social com conselhos paritários, tripartites e deliberativos para que o SUS dê certo. Neste sentido, destacamos: 1. Exigir a manutenção do princípio e conteúdo constitucional da Seguridade Social, incluindo solidariamente Saúde, Previdência e

10 Assistência Social. Repudiamos qualquer alteração constitucional que signifique retrocesso na conquista da cidadania e dos direitos sociais. 2. Deflagração de ampla mobilização popular pela imediata aprovação do Projeto de Emenda à Constituição - PEC que garante 30% dos recursos da Seguridade Social e no mínimo 10% dos orçamentos da União, estados e municípios para a saúde. Ampliação da base de arrecadação da Seguridade Social com fontes permanentes de financiamento. 3. Rejeitar qualquer tentativa de invalidação do Fundo Nacional de Saúde, já regulamentado pela Lei Federal 8.142/91. Garantir o fim das fraudes e dos desvios de verbas através da efetiva fiscalização dos Conselhos de Saúde. 4. Contra os modelos alternativos que introduzem a privatização da gestão, como o PAS e as fundações privadas. 5. Estabelecer imediatamente uma agenda de prioridades para a implantação de política de recursos humanos: coerente com os princípios e diretrizes do SUS; que valorize o trabalho, rompendo a atual situação perversa de má remuneração e não incentivo à qualificação; e que construa um pacto ético e solidário entre gestores, trabalhadores e a população. Tendo como pano de fundo a necessidade da intensa mobilização e participação popular e a expressão combativa dos participantes na 10 a Conferência Nacional de Saúde, fica reafirmado como decisivo o caráter deliberativo intangível desta Conferência. Fica assim obrigado o governo ao referendo e implementação das suas resoluções, que terão conseqüência prática na medida em que haja um efetivo compromisso dos gestores em todos os níveis e o controle social exercido democraticamente pelos conselhos de saúde em todo o País." Plenária da 10 a Conferência Nacional de Saúde

11 Relatório da 10ª Conferência Nacional de Saúde "SUS - CONSTRUINDO UM MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE PARA A QUALIDADE DE VIDA" Brasília, 2 a 6 de setembro de Relatório da 10ª Conferência Nacional de Saúde (para visualização direta ) Relatório da 10a. Conferência Nacional de Saúde - para receber o texto integral em formato Word 7- clique aqui. Relatório da 10a. Conferência Nacional de Saúde - para receber o texto integral em formato RTF clique aqui. Atenção: temos registros de casos em que, no download, o arquivo resultante aparece como 10cns.exe - basta alterar a extensão do arquivo para doc ou rtf, conforme o caso, que o editor de texto o reconhecerá. Página da 10ª Conferência Nacional de Saúde Home Page Copyright Departamento de Computação Científica - DCC/CICT

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