O Dilema do Ensino da Administração no Brasil e a Alegoria da Caverna de Platão

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1 1 O Dilema do Ensino da Administração no Brasil e a Alegoria da Caverna de Platão Resumo: Autoria: Janaina de Mendonça Fernandes, Marcelo Henrique Costa Pimenta O presente artigo procura questionar o ensino da administração no Brasil de maneia crítica e provocadora, delineando um dilema a ser enfrentado: aceitar, em sua totalidade, o conhecimento produzido fora de nosso país, subordinando-se sem questionamento a modelos já conhecidos internacionalmente ou apropriando-se deste conhecimento, observando as singularidades do Brasil e buscando o desenvolvimento de um conhecimento originalmente nacional. Para tanto, buscamos dois paralelos na literatura e nas artes plásticas, a Alegoria da Caverna de Platão e o Movimento Antropófago de Oswald Andrade. A caverna representado o local ao qual a academia brasileira hoje se encontra e a antropofagia indicando um possível caminho para construção de uma administração brasileira. Ao fim, propomos uma atividade de reflexão sobre as questões neste trabalho apresentadas. 1. Introdução: Em um mundo globalizado, onde o acesso à informação e o conhecimento são facilitados pela rede mundial de computadores, há o surgimento de uma tensão entre a cultura local e a global (CASTELLS, 1999). Dentro deste contexto o ensino da administração se encontra em um dilema: aceitar, em sua totalidade, o conhecimento produzido externamente, submetendo-se passivamente a modelos já consagrados no exterior ou utilizar-se deste conhecimento, respeitando-se as singularidades de nosso país, e desenvolver um conhecimento autenticamente brasileiro. Não se pode ignorar a existência de grandes acadêmicos da administração brasileira, dentre vários, destaca-se Guerreiro Ramos. Mas devemos nos perguntar quantas vezes utilizamos o conhecimento produzido pela nossa academia em detrimento de modelos já consagrados internacionalmente. Neste ponto, surge o seguinte questionamento: Será que o conhecimento local está sendo subordinado aos modelos internacionais, dificultando a valorização e o desabrochar de uma administração genuinamente brasileira? Neste sentido, fazendo uma analogia à Alegoria da Caverna de Platão, nos colocamos como os escravos enclausurados dentro da escuridão, obcecados pelos reflexos da parede, enxergando a sombra dos modelos internacionais preconcebidos e que por vezes não se encaixam em nossa realidade. Desta forma, nos encontramos incapacitados de buscar o verdadeiro sentido do conhecimento. Torna-se necessário então, o rompimento das trevas da ignorância e a busca de nossa realidade, por meio, principalmente, da valorização do conhecimento local produzido pela nossa academia. Os modelos internacionais preconcebidos, em nossa realidade percebidos sob a forma das sombras refletidas nas paredes das cavernas, devem ser canibalizados e a busca pela luz de um novo conhecimento da administração brasileira deve ser perseguido e difundido. Por um outro lado, Castells defende a idéia de que independentemente da existência de uma cultura transnacional e de uma vivência na rede mundial de

2 2 computadores, as pessoas continuam morando em lugares, isto é, o cotidiano acaba se dando no nível local e não no global (CASTELLS, 1999). A administração também deve convergir neste sentido, usufruindo de uma tensão constante entre o local e o global, produzindo modelos nacionais. Não se trata de desprezar todo o conhecimento produzido no exterior, de uma forma xenofóbica, mas sim, de deglutir os modelos internacionais em uma alusão ao movimento artístico antropofágico de 1928, que surge com o lançamento do Manifesto Antropófago de Oswald Andrade. A antropofagia neste manifesto é entendida no sentido indígena, onde os índios acreditavam que ao se alimentarem de seus adversários, conseguiriam absorver todo o conhecimento desenvolvido por eles (ANDRADE, 1928). Na época, buscou-se canibalizar todo o conhecimento gerado fora do Brasil, digeri-lo e a partir deste ponto, produzir expressões culturais genuinamente brasileiras. 2. A Globalização e a Tensão Entre o Global e o Local: Após o advento da globalização, as principais dimensões materiais da vida humana, o espaço e o tempo, mudaram suas dimensões. O espaço organiza o tempo na sociedade em rede, ao contrário da maioria das teorias sociais clássicas que se supõe e domínio do espaço pelo tempo (CASTELLS, 1999). Tanto o espaço quanto tempo estão sendo transformados pelo paradigma da tecnologia da informação e pelas formas dos processos sociais que são induzidas pela atual transformação histórica. A partir disto, Castells (1999) desenha o perfil desse novo processo espacial, denominado por ele como espaço de fluxos. Esse novo perfil torna a manifestação espacial predominante de poder e função dentro de nossa sociedade: O espaço de fluxos é a organização material das práticas sociais de tempo compartilhado que funcionam por meio de fluxos. Por fluxos, entendo as seqüências intencionais, repetitivas e programáveis de intercâmbio e interação entre posições fisicamente desarticuladas, mantidas por atores sociais nas estruturas econômica, política e simbólica da sociedade. (CASTELLS, 1999, p. 501). Assim a chamada economia global informacional passa a ser organizada em torno de centros de controle e de comando. Estes centros são capazes de coordenar, de ensinar e de inovar as atividades interligadas das redes das empresas, basicamente serviços avançados que se encontram no cerne de todos processos econômicos e de centralizar o saber (CASTELLS, 1999). Todos esses serviços avançados podem ser reduzidos à geração do conhecimento e a fluxos de informação. Os sistemas avançados de telecomunicação poderiam, em tese, possibilitar sua localização em qualquer parte do globo. Contudo, foi estabelecido um modelo espacial diferente que se caracteriza pela dispersão e concentração simultâneas de serviços avançados e da produção de conhecimento. De um lado esses serviços avançados e o conhecimento são abrangentes e estão localizados em toda a geografia do planeta. De outro, há uma concentração espacial da camada superior dessas atividades em poucos centros nodais de alguns países (CASTELLS, 1999). Segundo o autor:

3 3 [...] as regiões, sob o impulso dos governos e elites empresariais, estruturaram-se para competir na economia global e estabeleceram redes de cooperação entre as instituições regionais e entre as empresas localizadas na área. Dessa forma, as regiões e as localidades não desapareceram, mas ficaram integradas nas redes internacionais que ligam seus setores dinâmicos. (CASTELLS,1999, p. 471). Essa concentração, que está localizada em algumas importantes áreas metropolitanas, segue uma hierarquia com funções de níveis mais altos e mais baixos, tanto em relação ao poder quanto em relação à qualificação. Conforme a economia global vai se expandindo, incorporando novos mercados, passa também a organizar a produção de serviços avançados e conhecimento de maneira hierárquica (CASTELLS, 1999). A globalização também estimula a regionalização. Com o impulso dos governos e elites empresariais, as regiões passam a se estruturar, competindo na economia global, estabelecendo redes de cooperação entre as instituições regionais e as empresas localizadas na área, como salientado anteriormente (CASTELLS, 1999). Com a implantação desta descontinuidade, há uma crescente dissociação entre proximidade espacial e o desempenho das funções rotineiras, assim como: trabalho, compras, entretenimento, assistência à saúde, educação, serviços públicos, governo e assim por diante. Um quadro similar de dispersão e concentração espacial simultâneas, via tecnologia da informação e do conhecimento, ocorrer no cotidiano das pessoas, onde cada vez mais se trabalha e administra serviços de dentro de casa (CASTELLS, 1999). Logo, com o acesso facilitado à informação pela rede mundial de computadores exacerba-se a tensão entre a cultura local e a global (CASTELLS, 1999) e o ensino da administração no Brasil passa por um dilema: sucumbir, sem uma perspectiva crítica, aos modelos de conhecimento produzido externamente, em espacial nos EUA, se fechando em uma caverna, ou utilizar-se deste conhecimento e da facilidade de acesso a ele, observando as singularidades de nosso país, desenvolvendo um conhecimento autenticamente brasileiro, que em tese pode difundir-se por qualquer parte do globo. De meros repetidores passaríamos a produtores de conhecimento, rompendo a hierarquia estabelecida, segundo Castells (1999), após o advento da globalização. O local ganharia uma dimensão mais importante que o global. Segundo Faria e Guedes (2005): A hegemonia dos EUA na área de administração tanto no âmbito da organização empresarial quanto no da academia já era preocupante antes dos anos Entretanto, até então, a influência e a disputa pela hegemonia não eram tão problemáticas, mesmo para os EUA [...] Marginalizados como outsiders e tratados (também por nós mesmos) como meros consumidores, fomos acostumados a consumir produtos e textos acadêmicos vindos dos EUA [...] Fomos acostumados a perceber problemas gerenciais ou acadêmicos no Brasil da perspectiva ditada pela grande academia que se construiu a partir dos EUA. Nos anos 1990, a globalização ampliou o

4 4 mercado do conhecimento em administração e também amplificou tanto a área de influência quanto os impactos dessa hegemonia. Mais especificamente, a globalização catalisou a preocupação de outros pesquisadores (inclusive, dentro dos EUA) que se viram forçados a consumir certo tipo de conhecimento. (FARIA e GUEDES, 2005, p. 3) Contudo, não jogaríamos fora todo o conhecimento produzido no exterior. Faríamos sim, o uso deste saber, que está com acesso facilitado pela rede mundial de computadores, e o deglutiríamos da mesma maneira que Oswald Andrade (1928) sugeriu em seu Manifesto Antropófago, produzindo assim um jeito brasileiro de pesquisar e gerir as organizações. Uma importante contribuição no sentido da valorização do conhecimento genuinamente local e da eclosão de uma percepção crítica nacional pode ser encontrada no trabalho de Guerreiro Ramos (1958), na sua concepção metodológica da Redução Sociológica: À assimilação literal e passiva dos produtos científicos importados ter-se-á de opor a assimilação crítica dêsses produtos. Por isso, propõe-se aqui o termo redução sociológica para designar o procedimento metódico que procura tornar sistemática a assimilação crítica. (RAMOS, 1958, p. 80). A Redução Sociológica construída por Guerreiro Ramos (1958) é entendida como uma atitude metódica que objetiva a eliminação de toda informação supérflua que acaba dificultando o entendimento de um determinado conhecimento, de forma crítica e assimilativa do universal contrapondo-se ao local, regional ou até mesmo nacional. Além da eliminação de toda informação supérflua, para termos um modelo próprio de gestão, e ainda possuirmos uma maneira característica de conduzir organizações adaptadas ao seu ambiente interno ao mesmo tempo que competitivas em seu mercado externo, devemos observar as peculiaridades de nosso país (BERTERO, 2004): Algumas peculiaridades brasileiras influenciam na forma como as empresas são aqui geridas, mas não chegam a constituir uma base sólida o suficiente para alavancar um estilo próprio, capaz de levar as organizações locais ao sucesso no chamado mercado global. (BERTERO, 2004, p. 48) Mas será que essas peculiaridades estão sendo levadas em conta quando ensinamos e adotamos, sem nenhuma reflexão, modelos preconcebidos em países considerados centrais na produção sobre estudos organizacionais? A primeira questão a ser levantada em torno deste debate é que não somos originais ainda, não estamos isolados, sofremos influências de todos os lugares. A segunda questão gira em torno do fato de que, por não termos um modelo genuinamente nacional, de certa forma somos ainda dependentes dos modelos externos. Além disso,

5 5 alguns traços da gestão brasileira; como paternalismo, personalismo, centralização, autoritarismo; podem prejudicar a formação de um modelo competitivo. Por fim, podemos nos atentar para transição de modelos externos para um modelo originalmente brasileiro, por meio do fortalecimento de características positivas de nossa cultura; como flexibilidade, adaptabilidade, criatividade, informalidade (BERTERO, 2004). A antropofagia dos modelos internacionais consagrados pode auxiliar no desenvolvimento de nossos estudos organizacionais em torno desta temática, auxiliando assim a administração brasileira vislumbrar a luz do lado de fora da caverna. É o embate que irá possibilitar a construção de modelos genuinamente nacionais, é o choque entre o que vem de fora e a reflexão sobre a possibilidade do novo que permitirá a solução do dilema apresentado no início deste trabalho e isto só se dará com a subversão da ordem atual. 3. Antropofagia: Subverter a ordem, este era o objetivo de Oswald de Andrade e de seus companheiros quando em 1928 foi publicado o Manifesto Antropófago e o deste trabalho ao levar a reflexão todos que por ventura venham a entrar em contato com ele. O objetivo do movimento antropófago era o de pensar uma arte genuinamente brasileira, que se libertasse dos modelos europeus vigentes e buscasse, por meio da antropofagia das referencias vindas de fora, um fazer artístico nacional (FACCHINETTI, 2002). O nosso objetivo é refletir a respeito da possibilidade do avento de uma administração genuinamente brasileira, tendo como inspiração a proposta antropofágica da década de 20. Segundo Facchinetti (2002): No panorama de subversão à ordem da geração de 1920, Oswald de Andrade se destacou pela proposta radical de uma revolução literária e social. Sua obra pauta-se por um claro programa de dessacralização do lugar da poética e do lugar do outro estrangeiro (estranho) ao corpo, de sua introjeção e deglutição. Tal programa supõe uma visão anárquica de força explosiva e incessante: é preciso que a inquietação demolidora não arrefeça para que a renovação esteja sempre em pauta, para que a mobilidade esteja sempre no horizonte mais próximo. (FACCHINETTI, 2002, p.2) A revolução do movimento delineado por Oswald e seus companheiros tinha como objetivo incluir o que a tradição clássica deixava de fora, questionando a verdade instituída, o paradigma artístico da época, os modelos vindos da Europa (FACCHINETTI, 2002) A nossa revolução se daria no sentido de absorver o que os modelos da administração internacional possuem de bom e subvertê-los de acordo com nossa realidade, propor uma reflexão crítica nacional questionando e desconstruindo seus paradigmas e a partir dai transformando-os em algo original. De acordo com Facchinetti (2002): A proposta revolucionária ganha peso na medida em que a desconstrução permite perceber que a verdade tomada como única e eterna a respeito da raça, da sintaxe, do bem moral, ou

6 6 qualquer outra verdade instituída é uma ilusão resultante da disposição de regras e discursos no diálogo que se estabelece com o outro (seja este outro o europeu, a religião católica, a ciência, etc.). O descortinar dessa descoberta permite, então, experienciar também que o lugar do outro (bem como o do simesmo) não é um dado à priori, tal como parecia até então, mas sim algo decidido no próprio embate de forças que resulta desse encontro; deste modo, desde que se conte com o esforço incessante de destruir o já dado, seguro e controlado, o que pode daí advir, ignora-se seu sentido de antemão é o novo, propriamente. (FACCHINETTI, 2002, p.3) Neste sentido, a antropofagia do que vinha de fora, o ato simbólico de comer o estrangeiro, se dá por meio da fragmentação do saber artístico da época. Além disso, a denominação de estrangeiro, não cabia apenas no vindo de fora, muito menos nas dimensões geográficas Brasil e Europa. Segundo Facchinetti (2002), o algo a ser devorado, degustado e digerido é o que se produz no embate entre o pensar nacional e o conhecimento Europeu, é o que surge do atrito entre os dois mundos, supostamente distintos e separados que interessa. É o novo que surge desta fricção que se torna original, nas palavras da autora: Segundo Oswald, acabaríamos por encher a pança de nossa herança cultural ambígua, recheada de seu imaginário poético inconsciente e misterioso, e também de seu poder recal(citrante)cante que aliou a catequese aos Governos, o jesuíta ao militar. A deglutição poderia promover o brasileiro novo, modernomodernista [...]A proposta oswaldiana seria, pois, que a mobilidade e a desconstrução incessantes pudessem ser nossas características, para não sermos pegos novamente pelo servilismo. (FACCHINETTI, 2002, p.4) Desta forma, por meio deste embate, que Oswald acredita no surgimento de uma arte genuinamente nacional. Propomos o mesmo movimento para o ensino e a pesquisa da administração brasileira, é a partir deste movimento que sairemos da caverna a qual nos encontramos. 4. A Caverna da Administração Brasileira: A alegoria da Caverna de Platão concretiza o fenômeno antropofágico da revelação de um novo conhecimento, obtido por meio do embate entre dois mundos, um dentro da caverna, representando o pensar nacional, e o de fora da caverna, representando o conhecimento Internacional. A Redução Sociologia de Guerreiro Ramos postula a noção de mundo como sendo algo perspectivista, evocando o conceito de consciência. De acordo com (RAMOS, 1958): O essencial da idéia de mundo é a admissão de que a consciência e os objetos estão reciprocamente relacionados. Toda consciência é intencional porque estruturalmente se

7 7 refere a objetos. Todo objeto, enquanto conhecido, necessariamente está referido à consciência. O mundo que conhecemos e em que agimos é o âmbito em que os indivíduos e os objetos se encontram numa infinita e complicada trama de referências. (RAMOS, 1958, p. 82). É por meio do conhecimento do objeto que se chega à consciência, ou seja, simbolicamente seria o ato de sair da caverna que fará com que se chegue a tomada de consciência. Porém, a idéia que se defende neste trabalho não é a da ruptura total de um desses dois mundos, de forma isolacionista, mas sim, a utilização do que Guerreiro Ramos chamou de consciência crítica, para a construção de um novo conhecimento genuinamente nacional. 5. Atividade Proposta: Com base em tudo que foi descrito anteriormente, propomos uma atividade de reflexão sobre a situação do ensino da administração no Brasil. A atividade iniciará com a projeção de um desenho animado, de aproximadamente 27 minutos, que apresenta uma livre adaptação da alegoria da caverna de Platão, contextualizada na realidade histórica no período da escravidão no Brasil. Após a projeção, a sala permanecerá escura e uma segunda apresentação áudio-visual começará, informando por meio de uma mensagem, que todos os presentes naquele momento, se encontram no interior de uma caverna. A partir deste instante, serão projetados durante aproximadamente 5 minutos, pelo mesmo áudio-visual vários nomes consagrados de acadêmicos na área de administração, em uma alusão às sombras que são projetadas no fundo da caverna. Dando continuidade, após esta projeção, o público será convidado a sair da caverna, por meio de mais uma mensagem projetada, e logo em seguida as luzes se acenderão. Serão servidos biscoitos em embalagens com os nomes dos acadêmicos que foram projetados anteriormente, juntamente com canetas e pedaços de papel. Os presentes serão estimulados a comerem simbolicamente, de forma antropofágica, os acadêmicos e, a partir deste instante, a escreverem idéias originais sobre administração. Este ato representará o movimento antropofágico semelhante ao proposto por Oswald Andrade. Por fim, os participantes que desejarem, poderão expor oralmente suas idéias. Espera-se ao final da atividade, que os participantes reflitam a respeito do que é ensinado e produzido nos cursos de administração no Brasil e tenham uma percepção crítica sobre o grau de influencia da produção acadêmica internacional vis a vis a produção nacional, e quem sabe até, disseminar a necessidade da criação de um manifesto antropofágico da administração brasileira. Para a realização da atividade proposta, será necessário um projetor datashow, uma tela de projeção, um aparelho de DVD para reprodução do desenho animado e para apresentação áudio-visual, além de canetas e papel para todos os participantes. Os biscoitos, de marcas convencionais e tradicionais, serão fornecidos pelos proponentes da atividade e adquiridos em lojas do ramo. Estes biscoitos permanecerão em suas embalagens originais, que serão recobertas por um invólucro com os nomes dos

8 8 acadêmicos que serão apresentados. Está prevista a participação de 20 a 30 pessoas e o tempo total da atividade será uma hora. 6. Referências Bibliográficas: ANDRADE, Oswald. (1924). O Manifesto Antropófago. São Paulo: Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de acesso em março de BERTERO, Carlos Osmar. (2004). Gestão à Brasileira. São Paulo: GV Executivo, v.3, n.3, Agosto/ Outubro de 2004, pp CASTELLS, Manuel. (1999). A sociedade em rede: A era da informação: economia, sociedade e cultura; Volume 1, São Paulo: Editora Paz e Terra, 2a. ed., FARIA, Alexandre e GUEDES, Ana. (2005). Movimento cultural nos estudos organizacionais: uma abordagem interdisciplinar focada no consumo e na globalização. Rio de Janeiro: Cadernos EBAPE.BR, v.iii, n.2, março de 2005, pp FACCHINETTI, C. (2002). O antropófago e Freud. In: FACCHINETTI, Cristiana. (Org.). Lições de Psicanálise 1 - Sedução e fetiche na comunicação. 1 ed. Rio de Janeiro, 2002, v. 1. acesso em março de RAMOS, Guerreiro. (1958). A redução sociologica : introdução ao estudo da razão sociologica; Rio de Janeiro: Instituto Superior de Estudos Brasileiros, 1958.

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