VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A LEI MARIA DA PENHA

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1 VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A LEI MARIA DA PENHA Autora: AIZE CARDOSO DE MORAIS Orientadora: Profª Esp. Sílvia Renata Araújo Oliveira A Lei Maria da Penha veio trazer meios para coibir a violência doméstica contra a mulher. Entretanto, muitos são os óbices encontrados à sua aplicabilidade, como reflexo de uma sociedade marcada pela supervalorização masculina, em contrapartida à submissão feminina. Diante disso, entende-se como necessário o estudo aqui realizado na tentativa de se elaborar uma obra simples que possa contribuir ao entendimento do que se propõe na referida lei. Os capítulos foram sistematizados de forma a percorrer conceitos e colocações acerca do texto legal em tese, contemplando os aspectos julgados mais relevantes dentre outros abordados no mesmo. Dos estudos realizados, não se pode olvidar a necessidade de efetivação dos programas de conscientização previstos no corpo da referida lei, no que tange às medidas preventivas que ela propõe, tão pouco deixar de considerar a precariedade do sistema penal pátrio, revestido de notável falta de estrutura para atender o que se propõe legalmente em atenção à luta histórica do chamado sexo frágil para conquistar seu espaço e fazer altiva a sua voz. Palavras chave: violência, mulher, justiça.

2 PRIVATIZAÇÃO DO SISTEMA PRISONAL OU PENITENCIÁRIO. UMA SOLUÇÃO OU UMA PORTA ABERTA A CORRUPÇÃO? Autor: ÁLVARO ANTONIO TEIXEIRA DE SOUZA Orientadora: Profa. Esp. Veralúcia M. de Albuquerque Barbosa A temática principal deste trabalho é a Privatização do Sistema Prisional Brasileiro, com ênfase no ponto em que esta terceirização seria uma solução ou mais um potencial meio de corrupção, tema este que é alvo de discussões ferrenhas e polêmicas com controvérsias tanto no meio jurídico como no meio social. A investigação se inicia com a conceituação e função social da prisão e logo após um breve relato histórico das unidades prisionais no Brasil o qual mostra o quanto as unidades prisionais brasileiras são desumanas desde o seu surgimento, situação que se estende até os dias atuais uma vez que a população carcerária é muitas vezes maior que o número de vagas disponíveis situação está sendo uma total inobservância do poder estatal. Outro ponto abordado é o tratamento que é dispensado aos presos no regime fechado com as inobservâncias que existem no sistema em total desacordo com o ordenamento jurídico desrespeitando não só a constituição federal como também a lei nº 7210, de 11 de julho de 1984 que a lei especifica da execução penal. O foco principal deste trabalho será a privatização do sistema prisional brasileiro sendo ela uma solução ou mais um potencial meio de corrupção em uma sociedade que se vive, de forma que o Estado é o responsável pela administração do sistema prisional e esta responsabilidade é um dever que não pode ser transmitido a qualquer pessoa, seja ela pessoa física ou privada, e só ele é quem tem o direito de aplicar às sanções cabíveis a quem infligir a lei e a delegação da administração dos presídios à iniciativa privada como uma possível tentativa de solucionar os problemas do sistema prisional pode piorar substancialmente a situação, uma vez que a direção do sistema prisional passará para a iniciativa privada que busca em primeiro lugar a obtenção de lucro torna esta saída um verdadeiro campo minado, onde o mundo do crime movimenta muito dinheiro e tem condições de prover muito lucro para iniciativa privada que perderá totalmente seu objetivo ressocilizador uma vez que quanto mais à criminalidade se disseminar mais lucro a empresa que administrar a unidade irá conseguir. Palavras chave: Sistema Prisional, Privatização, Ressocialização, Corrupção.

3 EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA NO ENCERRAMENTO DA PRIMEIRA FASE DO TRIBUNAL DO JÚRI SOB A ÉGIDE DA LEI /08 Autora: JULIANA CARVALHO GUEIROS Orientador: prof. Esp. Clodoaldo Batista de Sousa O presente trabalho tem por propósito discorrer acerca do procedimento do Tribunal do Júri, na sua primeira fase, enfatizando o prazo legal de 90 (noventa) dias para o encerramento da instrução criminal, preceituado pela lei /08. Para o desenvolvimento da pesquisa utilizou-se, metodologicamente, arcabouços bibliográficos a partir de publicações doutrinárias, artigos publicados na internet, em jornais e revistas jurídicas, além de legislação do ordenamento jurídico pátrio, súmulas e jurisprudências pertinentes ao assunto objeto de investigação. A escolha do tema justifica-se inicialmente pela necessária busca do conhecimento técnico científico, com a análise das proposições gerais sobre a instituição do Júri; seu histórico, o procedimento dos crimes dolosos contra a vida, em especial na sua primeira fase, intitulada Juditio Acusationis, e o prazo legal de 90 (noventa) dias, para o encerramento da fase do sumário da culpa. Por fim, em cede de conclusão afirma-se que diante do excesso de prazo, a garantia do jus libertatis deve ser protegida em consagração ao Princípio Constitucional da Presunção de Inocência e o acusado que está com sua liberdade segregada, deverá ser posto em liberdade para que desta forma haja a mais lídima justiça. Palavras Chave: Tribunal do Júri. Primeira Fase. Excesso de Prazo para a Formação da Culpa.

4 PENAS ALTERNATIVAS COMO FORMA DE RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO EM FACE DA FALÊNCIA DA PENA DE PRISÃO Autora: KARLA ROBERTA TEIXEIRA Orientador: Prof. Esp. Diego Rodrigo S. Freitas O presente trabalho tem a finalidade de demonstrar a realidade do nosso sistema prisional, desde a evolução histórica da pena, a implementação da LEP que veio para preservar os bens jurídicos do apenado, a reforma penal brasileira e as penas alternativas que surgiram para substituir quando possível a pena de prisão, já que a mesma perdeu seu caráter de ressocialização. Apontam-se também os problemas que fazem parte de sistema prisional brasileiro, o desrespeito ao princípio da dignidade humana do condenado que na maioria das vezes têm sua dignidade ferida e desrespeitada, as espécies de penas alternativas do Sistema Penal Brasileiro e os requisitos que precisam ser preenchidos para que haja a sua aplicação. Aborda-se a falência da pena de prisão, mostrando a sua ineficácia no combate a prevenção e a criminalidade, a prisão mostrada como um fator criminógeno aumentando a violência na sociedade e as diversas contradições que existem dentro do Sistema Penitenciário Brasileiro. Por fim mostram-se como as penas alternativas podem ser mais eficazes na recuperação do apenado, substituindo a pena de prisão, sendo esta aplicada apenas em casos em que o condenado apresente risco eminente a sociedade se permanecer em contato com a mesma. Conclui-se que a ressocialização e recuperação é o fim almejado pelo sistema penal brasileiro, entretanto esse objetivo não vem sendo alcançado e a solução para essa problemática seria a aplicação das penas alternativas em substituição a pena de prisão. Palavras chave: pena de prisão, dignidade da pessoa humana, falência da pena de prisão, ressocialização.

5 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER SOB A ÉGIDE DA LEI /2006 Autora: NORMA SCHEYLA BARBOZA Orientadora: Profa. Esp. Fabiana Simões Vilar Esse trabalho teve como finalidade mostrar a origem da violência doméstica contra a mulher. Assim, foi feito uma análise sobre os conceitos de família, violência, violência doméstica e suas espécies. A base desta pesquisa bibliográfica foi a Lei n /06 que recebeu o nome Lei Maria da Penha em homenagem a mulher que também foi vítima desse tipo de agressão, a cearense Maria da Penha. Maria da Penha mulher formada (biofarmacêutica) durante seis anos sofreu agressões de seu marido e teve sua vida tentada por duas vezes, sendo que da primeira agressão houve seqüelas para o resto da vida deixando-a cadeirante. A Lei Maria da Penha vem com o intuito de prevenir e punir o agressor desse tipo de violência. Para elaboração deste trabalho, utilizou-se metodologicamente livros doutrinários, leis do ordenamento jurídico brasileiro, artigos da internet e jurisprudências do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Essa lei trouxe várias inovações, dentre elas: uma majorante, ou seja, a pena será aumentada em 1/3 para a violência contra a mulher deficiente; alterou o Código de Processo Penal para possibilitar que o Juiz decrete a prisão preventiva do agressor quando houver riscos de vida da vítima, dentre outras inovações, consideradas relevantes para o combate à violência contra a mulher. O requerimento, da vítima, de medidas protetivas de urgência foi uma inovação advinda com a entrada em vigor da Lei /2006, a exemplo dessas medidas protetivas temos: que o agressor não freqüente os mesmos lugares que a vítima; que o agressor saia de casa; separação de corpos; alimentos. É necessária a participação do Ministério Público em todo decorrer do processo quando não for parte, tanto nas causas cíveis quanto criminais (art. 25 da Lei. nº /06). A Lei Maria da Penha contém 46 dispositivos que cria mecanismos para proibir e prevenir qualquer tipo de violência doméstica, não só contra mulher, mas contra a família. Palavras Chave: Violência. Violência Doméstica. Lei Maria da Penha.

6 INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA NO BRASIL SOB A ÉGIDE DA LEI /2009 Autora: VIVALDA TENÓRIO FERREIRA DA SILVA Orientador: prof. Esp. Clodoaldo Batista de Sousa Com a finalidade de realizar análise acerca do interrogatório por videoconferência no Brasil, adentrando na celeuma existente, efetuou-se pesquisa bibliográfica, documental e jurisprudencial investigando questões e normas sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade da Lei /09. O presente trabalho teve como objetivo geral verificar as consequências da aplicação do interrogatório on-line no Código de Processo Penal vigente, assim como para o principal ator da persecução penal, o acusado. Desse modo, necessário se fez, a princípio, uma abordagem acerca das garantias constitucionais, as quais se incorporam no processo e concretizam a justiça por meio da segurança e efetividade jurisdicional, limitando o poder do Estado. Posteriormente foi abordado o tema relativo ao interrogatório do acusado, o qual exerce suma importância no seu direito de defesa, possibilitando estar frente a frente com o juiz, influenciando na sua convicção, destacando as principais características do interrogatório e seus liames próprios. A fim de elucidar a celeuma proposta no tema principal, foi analisada a Lei /09, bem como efetuada pesquisa jurisprudencial com enfoque nos tribunais superiores, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), evidenciando seus posicionamentos e justificativas a respeito do interrogatório realizado através da videoconferência. Nesse diapasão, o trabalho ora proposto foi concluído com a seguinte resposta e justificativa para a problemática em questão: o interrogatório online é inconstitucional por afrontar as garantias expressas no texto constitucional, bem como suprimir o direito que o acusado tem de exercer sua autodefesa perante o magistrado com a prerrogativa de suas garantias. Corroborando esse posicionamento, com proficiência aduziram o STJ e o STF, guardião da Constituição Federal e do Estado Democrático de Direito. Palavras chave: Procedimento. Interrogatório. Videoconferência.

7 A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO DE FETO ANENCÉFALO:POSSIBILIDADE DE INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO Autora: ERIKA PATRÍCIA ALMEIDA DE LIMA Orientador: prof. Esp. Admaldo Cesário dos Santos Com a finalidade de analisar a legalização do aborto de feto anencefálico, este trabalho, fruto de pesquisas bibliográficas e jurisprudenciais, é desenvolvido acerca da polêmica causada pelas diferentes opiniões existentes sobre a possibilidade ou não de interrupção da gravidez diante da constatação de tal anomalia. O objetivo geral proposto está voltado para defesa dos direitos à dignidade da mulher gestante, além da demonstração de que à vida, apesar de direito fundamental indisponível, não é absoluta. Desse modo, necessário se fez, a princípio, uma abordagem geral acerca do aborto e da anencefalia, analisando as influências ainda exercidas pela Igreja Católica, e as principais conseqüências que uma gestação desse tipo pode trazer para a futura mãe. Posteriormente, a abordagem esteve voltada acerca da defesa jurídica sobre a legalização da interrupção da gravidez perante um feto anencefálico, analisando os princípios norteadores e que servirão de base para esta legalização. A fim de elucidar à proposta no tema principal, foi feita ainda, uma análise acerca da necessidade de reforma do Código Penal, que devido sua redação ser de 1940, não traz em seu conteúdo uma resposta a respeito do assunto ora tratado. Neste mesmo parâmetro foi feita uma abordagem sobre a lei 9.434/97 e sua importância como suporte para autorização da interrupção. Nesse diapasão, o conteúdo do trabalho, bem como sua conclusão, esteve voltado à demonstração de legalidade quanto ao aborto de feto anencefálico, tendo em vista que, a dignidade já conquistada da gestante, deve se sobressair com relação à futura dignidade do feto. Palavras chave: Aborto. Penal. Anencefalia. Problemática. Legalização jurídico-

8 APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA NO CRIME DE FURTO Autor: JOSÉ ELTON DOS SANTOS BATISTA DE OLIVEIRA Orientador: Prof. Esp. Clodoaldo batista de Sousa A presente pesquisa abarca o estudo sobre a incidência do principio da insignificância nos crimes de furto, quando estes infimamente ou em nada ofendem o patrimônio da vítima. Parte-se da premissa de que o Estado Democrático de Direito é informado por princípios como dignidade da pessoa humana, liberdade, fragmentariedade, igualdade, proporcionalidade, intervenção mínima entre outros, que têm por fim proteger os bens jurídicos considerados mais importantes pelo homem. Desta feita, ao Direito Penal, devido ao caráter repressivo de sua principal sanção: a pena privativa de liberdade, coube a função de proteger apenas os bens mais valiosos, os que outros ramos não abarcaram. Contudo, não deve haver repressão do Estado quando o ataque a esses bens for insignificante, a exemplo do furto de um caramelo em uma confeitaria, pois demonstra total desproporcionalidade a aplicação de uma pena em face de tal conduta. Aplicando-se no caso o princípio da insignificância. O Princípio foi introduzido no ordenamento por Klaus Roxim. Ele atua como excludente da tipicidade, pois incide sobre as ações de bagatela, que não ofendem o bem jurídico protegido. Não consiste em deixar de aplicar a lei penal, mas aplicá-la corretamente. O furto é a retirada de bem móvel da disposição da vítima, sendo furto de bagatela, aquele que provoca um escasso dano ao patrimônio da vítima. Os tribunais pátrios utilizam vastamente este princípio na busca de construir o ideal de justiça. Palavras chave: Princípio da Insignificância, furto de bagatela, atipicidade.

9 A ATUAÇÃO DO LEIGO NO TRIBUNAL DO JÚRI BRASILEIRO Autora: MARIZA MARQUES SANTOS Orientadora: profa. Esp. Leonilla Ma. M. Mendonça O Tribunal do Júri, na sua feição atual, origina-se na Magna Carta, da Inglaterra, de Em 18 de junho de 1822, por decreto do Príncipe Regente, criou-se o Tribunal do Júri no Brasil, atendendo-se ao fenômeno de prorrogação da instituição corrente em toda a Europa. Em 1988, visualizandose o retorno da democracia no cenário brasileiro, novamente vislumbrou o júri no capitulo dos direitos e garantias individuais. Como todo o nosso ordenamento está submetido à Carta Magna, reportamo-nos a ela para um melhor embasamento nos moldes que configuram o Tribunal do Júri nos dias de hoje. A Constituição Federal prevê regra mínima e inafastável de competência do Tribunal do Júri, não impedindo, contudo, que o legislador infraconstitucional lhe atribua outras e diversas competências. O Tribunal do Júri é composto por um juiz de direito, que é o seu presidente, e por vinte e cinco jurados, sorteados dentre os alistados. Portanto, cuida-se de um órgão colegiado, formado, como regra por vinte e seis pessoas. O Tribunal do Júri estrutura-se, basicamente, pela meta de ser o réu julgado por seus pares, vale dizer, por pessoas do povo, sem a investidura no cargo de juiz. Costuma-se levantar o seguinte ponto, que se torna controverso: o grau de cultura e formação intelectual do jurado. Alguns sustentam dever o jurado ser escolhido dentre pessoas de qualquer camada social, inclusive dos que não possuem instrução elevada, apesar de alfabetizados. Outros de conhecimento possível, extraindo os jurados das camadas intelectualmente mais favorecidas da sociedade. Não é demais lembrar que no Tribunal do Júri, julga-se o fato e o seu autor, ou seja, os jurados apreciarão não somente o crime, como o fato concreto, mas também quem o cometeu como ser humano, merecedor ou não de castigo representado pela condenação. Não se tem dúvidas que várias são as razões favoráveis, apontadas pela doutrina, para a supervivência e continuidade do Júri no Direito Brasileiro, são mais vultosas e consistentes, em relação a razões desfavoráveis. Todavia, não se pode negar que existam manifestações contrárias a continuidade da Instituição do Júri. Os jurados americanos julgam de acordo com sua experiência comum, do dia-a-dia, assim como no Brasil. No Tribunal do Júri Norte-Americano, os jurados são criteriosamente escolhidos. O procedimento de escolha ocorre com o arrolamento das pessoas que poderão ser jurados, os quais são escolhidos entre eleitores qualificados da comunidade. PALAVRAS CHAVE: Tribunal do juri. Juri brasileiro. Jurados leigos.

10 DA POSSIBILIDADE DE INSTITUIÇÃO DE UMA MEDIDA DE SEGURANÇA ESPECIAL AOS PORTADORES DE PSICOPATIA COMO SOLUÇÃO A EFEVITA NEUTRALIZAÇÃO DO PERIGO SOCIAL POR ELES REPRESENTADO Autor: VALDEMAR JOSÉ DOS SANTOS NETO Orientadora: Profa. Esp. Patrícia S. Teles Lapa Este trabalho tem por escopo o estudo sobre indivíduos portadores do transtorno de personalidade psicopática, ou psicopatas, e do perigo constante que estes indivíduos representam para a sociedade. A análise revela que estes indivíduos não são passíveis de cura, nem temem a repressão estatal. Da mesma forma, não respondem aos estímulos da punição, tornando-se reincidentes. A problemática mora na ineficácia das punições atuais, frente o criminoso psicopata, fazendo-se necessário a proposta da possibilidade da instituição de uma nova espécie de medida de segurança, por tempo indeterminado. Palavras-chave: Psicopatas, Inimigo, Medida de Segurança Especial.

11 ANÁLISE INTERPRETATIVA DO CONCEITO DE CULPABILIDADE NA REDAÇÃO LEGAL DO ARTIGO 59 DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO Autor: VALMIR VAZ CORREIA Orientadora: Profa. Esp. Patrícia S. Teles Lapa Devido a sua importância elementar para a própria definição do crime, a culpabilidade é foco de divergências históricas na doutrina penalista, ocupando ainda hoje lugar de destaque nas discussões entre os estudiosos. Destarte, com enfoque nas referidas teorias acerca dos elementos da culpabilidade, especificamente na Teoria Normativa Pura e seus antecedentes lógicos, a Teoria Psicológica e a Teoria Psicológico-normativa, este trabalho de pesquisa pretende analisar a culpabilidade no contexto dado pelo legislador, a partir da redação do mencionado artigo 59 do Código Penal, dispondo sobre sua importância e aplicação no exercício do jus puniendi pelo Estado-juiz. O trabalho, dividido em três partes principais, além de dispor sobre as supra referidas teorias em seus capítulos iniciais, fecha com a análise do instituto dentro do texto legal do Código Penal vigente, trazendo a lume uma terceira função da culpabilidade, no contexto da apuração do crime e aplicação da pena ao infrator: a de servir como elemento de gradação do juízo de censura. Por fim, espera-se com esse breve estudo esclarecer o sentido mais adequado para o termo culpabilidade dentro do ordenamento penal, enaltecendo a sua importância e aplicabilidade para o controle do crime em nossa sociedade. PALAVRAS-CHAVES: Direito Penal. Culpabilidade. Artigo 59 CPB.

12 SISTEMA PRISIONAL E O PARADIGMA DA RESSOCIALIZAÇÃO Autor: WILSON LIRA DA SILVA Orientadora: Profa. Esp. Leonilla Maria M. Mendonça A Lei de 1984 publicada no Diário oficial da União (DOU) no dia 13 de julho de 1984 que instituiu a Lei de Execuções Penais (LEP) e o Dec. n 6.049, de 27 de fevereiro de 2007 que aprovou o Regulamento Penitenciário Federal. A LEP no seu Titulo I do objeto e da aplicação da Lei de Execução Penal e no seu art. 1 reza que: a execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. Esta monografia, que tem como tema, sistema prisional brasileiro versus ressocialização, tendo como objetivo principal, mostrar a situação precária do sistema prisional e que este sistema não está tendo eficácia no que tange o objetivo central da Lei de Execução Penal (LEP), que é reeducar o preso durante o cumprimento da pena. A investigação principal do tema do presente trabalho, foi utilizado o método analítico-descritivo, pois busca analisar a crise do sistema prisional brasileiro, os métodos aplicados na ressocialização dos presos e se está havendo uma aplicabilidade da Lei de Execuções Penais. O resultado alcançado, mostrou a triste situação e falência do sistema carcerário brasileiro, havendo um total desrespeito ao cumprimento do que estabelece a Lei de Execução Penal, necessitando de mudanças urgentes no método de ressocialização utilizado pelo sistema prisional, como terapia ocupacional, através do trabalho e da educação, para que assim seja atingido o objetivo ressocializador estabelecido pela LEP, e desta forma os presos serão reincerido no seio social como cidadãos que erraram e pagaram por estes erros e estão prontos para terem nova chance e não voltem mais a delinqüir. Palavras chave: Direito Penal, ressocialização, reintegração

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