UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA"

Transcrição

1 1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA: EVOLUÇAO TECNOLÓGICA APLICADA AO DIREITO E AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS. Por Eva Malena Monteiro Assayag Orientador Prof. Francis Rajzman Rio de Janeiro 2012

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA: EVOLUÇAO TECNOLÓGICA APLICADA AO DIREITO E AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS. Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Direito e Processo Penal. Por Eva Malena Monteiro Assayag

3 3 AGRADECIMENTOS Às minhas amigas Marina Sodré, Rosane Moraes e, em especial à minha amigairmã Cynthia Peluso que foi minha maior incentivadora.

4 4 DEDICATÓRIA Dedico à minha família e, em especial à minha linda filha Rebecca.

5 5 RESUMO Analisam-se os aspectos relevantes da utilização da videoconferência no interrogatório do réu, dando ênfase as mudanças trazidas pela Lei n /2009. Na primeira parte, faz-se uma abordagem história e jurisprudencial do tema, bem como dos Princípios Constitucionais que abarcam a discussão. Ainda na primeira parte, será apresentada a parte técnica acerca da videoconferência e a importância dos avanços tecnológicos na área jurídica Na segunda parte, estuda-se os prós e os contras da nova modalidade de interrogatório, fazendo-se uma análise crítica da lei que trata do assunto. Destaca-se, por fim, a utilização da videoconferência em outros países e suas consequências. Palavras-Chave: Interrogatório do réu; Videoconferência; Garantias Fundamentais; Lei /2009.

6 6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS RELACIONADOS AO TEMA Do devido processo legal (due processo f Law) Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade Devido processo legal e processo penal garantista Do contraditório e da ampla defesa Do juiz natural Da identidade física do juiz Da imediação Da Publicidade dos atos processuais Da dignidade da pessoa humana Da razoável duração do processo DO INTERROGATÓRIO Do conceito e natureza jurídica Das características Das mudanças advindas com a Lei nº / Das mudanças advindas com a Lei nº /2008 e / DO INTERROGATÓRIO ONLINE Direito e tecnologia Inovações legislativas e tecnologia Aspectos técnicos da videoconferência Das mudanças advindas com a Lei nº / Pós e contras do sistema ANÁLISE JURISPRUDENCIAL DO DIREITO COMPARADO Dos tratados internacionais sobre o tema CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 65

7 7 1 - INTRODUÇÃO O presente trabalho pretende estabelecer, através de um método analítico, a utilização da videoconferência no interrogatório do réu. Na primeira parte deste estudo, estará em foco a análise dos princípios que abarcam a controvérsia, permitindo a formação de um alicerce teórico para o entendimento do tema. Na segunda etapa, breve análise sobre as características fundamentais do interrogatório, sua importância e a discussão acerca de sua natureza. Posteriormente, abordar-se-á sobre a noção técnica de videoconferência, destacando-se os seus pós e contras quando utilizada no interrogatório de réus, dando ênfase as mudanças trazidas pela Lei /09. Por fim, analisar-se-á o Direito Comparado acerca do tema e a posição jurisprudencial. Por meio deste estudo, procura-se determinar os benefícios e os prejuízos que a utilização do sistema audiovisual de coleta de prova à distância no processo penal pode propiciar para o réu e para o andamento do processo em si. Visa-se, sobretudo, conjugar o avanço tecnológico trazido pela videoconferência com as garantias fundamentais inafastáveis do processo penal. De fato, o novo, seja em qualquer seara da vida humana, traz debates e dúvidas. Assim, é também no direito, sobretudo por tratar-se de ramo do conhecimento que tem por finalidade a solução dos conflitos sociais. Nesse sentido, a história de nossa legislação mostra como os avanços tecnológicos trouxeram discussão quanto a sua aplicabilidade. Houve uma lenta evolução, da máquina de escrever ao computador e hoje já temos processos virtuais, assinaturas online, penhora virtual e tudo vem caminhando para informatização. A lei que regulamenta o interrogatório por videoconferência utiliza-se de termos vagos e indeterminados, não há consenso na jurisprudência e inúmeros são os autores que criticam a utilização de tal modalidade de interrogatório. Contudo, vários são seus benefícios, sobretudo no caso de réu que esteja em outra localidade, que afasta a necessidade de cartas de ordem, rogatórias e precatórias.

8 8 Ademais é inegável que a utilização da videoconferência traga ao processo maior celeridade e economia, bem como amplia o respeito ao princípio do juiz natural e a identidade física do juiz, permitido uma maior proximidade do magistrado com a realidade fática do litígio. Os críticos do sistema salientam, em especial, a desumanização que a virtualidade promove ao ato, tornando-o impessoal, insensível e desconectado com o caráter subjetivo do procedimento, tendo em vista que é o momento do juiz conhecer os aspectos intrínsecos do acusado. Em bem da verdade, o interrogatório do réu in persona é a melhor maneira de se chegar ao postulado da autodefesa. Contudo, os princípios constitucionais não são absolutos, sendo possível a sua gradação, buscando sempre sua melhor aplicação no caso concreto. Para tanto, é necessário uma regulação específica e objetiva, a fim de se evitar o super dimensionamento do poder decisório do magistrado, o que termina originando subjetivismos infundados e arbitrários. De fato, verifica-se que a sociedade vive a era da hipermobilidade virtual e tal realidade já atingiu o Direito, criando uma verdadeira Informática Jurídica e trazendo uma grande mudança de paradigma nos procedimentos judiciais. Dessa forma, torna-se imperioso investigar qual seria a melhor maneira de se efetivar direitos fundamentais, priorizando a noção de Processo Penal Garantista, com as tecnologias informacionais que vêm dominando todas as áreas do conhecimento humano.

9 9 TEMA 2 - DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS RELACIONADOS AO Nesse capítulo abordar-se-á, de maneira genérica, os princípios que se relacionam com o interrogatório por videoconferência, de forma a permitir a formação da base teórica do assunto Do Devido Processo Legal (due process of law) O princípio do devido processo legal foi concebido, inicialmente, com a finalidade de limitar ações reais, tendo origem na Magna Carta inglesa, de Sua inserção ocorreu, de fato, na Constituição americana, através da V Emenda. No Brasil, o princípio do devido processo legal só foi expressamente previsto na Constituição de 1988, em seu art. 5º, inc. LIV, entretanto, já era implicitamente reconhecido nas Cartas anteriores. No campo do processo penal, o devido processo legal proíbe que alguém seja acusado por fato que não seja previamente definido como crime ou condenado à pena sem prévia cominação legal, exigindo julgamento por um órgão público, imparcial, num processo obediente à ampla defesa e ao contraditório, no qual a jurisdição seja prestada de forma ditada pela legislação processual. Esclarece Luiz Flávio Gomes 1 que o significado essencial do aspecto material do devido processo consiste na necessidade de que todos os atos públicos sejam regidos pela razoabilidade e proporcionalidade, especialmente a lei, não podendo haver limitação ou privação dos direitos fundamentais do indivíduo sem que haja motivo justo. 1 GOMES, Luiz Flávio; PIOVESAN, Flávia. O Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos e o Direito Brasileiro. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000, p. 186.

10 Princípio da Razoabilidade ou Proporcionalidade A idéia de proporcionalidade surgiu, em sede constitucional, a partir de sua reiterada utilização pelo Tribunal Constitucional da Alemanha, no período do segundo pós-guerra. Tal princípio não é expresso em nossa Magna Carta, sendo tratado como postulado constitucional implícito. Segundo a doutrina, tal princípio é constituído de três subprincípios ou elementos: adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito. A adequação (idoneidade ou pertinência) refere-se à necessidade da medida adotada ser adequada à consecução do fim objetivado, ou seja, deve-se analisar se a medida é apta, idônea, apropriada para atingir o resultado perseguido. A necessidade (ou exigibilidade) traz a idéia de que só será válida a restrição de direito se não for possível adotar outra medida menos gravosa que seja capaz de atingir o mesmo objetivo. Já a proporcionalidade em sentido estrito só é analisada depois da verificação dos dois elementos anteriores e, se caracteriza pela necessidade de averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição ao direito. Diz respeito a um sistema de valoração, no qual se opera um juízo de ponderação entre a restrição imposta e a medida adotada. Em termos de utilidade prática, a aplicação desse princípio está intimamente relacionada ao conflito de direitos fundamentais. Assim, na tarefa de escolher dois bens jurídicos relevantes, deve o magistrado ponderar qual assume posição mais importante dentro da realidade fática descrita Devido Processo Legal e Processo Penal Garantista Primeiramente cabe transcrever a conceituação de Garantismo de Ferrajoli 2 : 2 FERRAJOLI, Luigi. Direito e Razão. Teoria do Garantismo Penal. Tradução de Ana Paula Zomer e outros. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 271.

11 11 Garantismo, com efeito, significa precisamente a tutela daqueles valores ou direitos fundamentais, cuja satisfação, mesmo contra os interesses da maioria, constitui o objetivo justificante do Direito Penal, vale dizer, a imunidade dos cidadãos contra a arbitrariedade das proibições e das punições, a defesa dos fracos mediante regras do jogo igual para todos, a dignidade da pessoa do imputado, e, consequentemente, a garantia da sua liberdade, inclusive por meio do respeito à sua verdade. É precisamente a garantia desses direitos fundamentais que torna aceitável por todos, inclusive pela minoria formada pelos réus e pelos imputados, o Direito Penal e o próprio princípio majoritário. Tem-se com fundamentos básicos do modelo garantista de processo penal de Ferrajoli: a jurisdicionalidade (Nulla poena, nulla culpa sine judicio); inderrogabilidade do juízo; separação das atividades de julgar e acusar; presunção de inocência e contradição (nulla probatio sine defensione). Verifica-se que tal modelo garantista reforça o due process of law, servindo como proteção aos direitos fundamentais e à produção de um processo penal justo. Nessa perspectiva, apenas com um processo penal que garanta os direitos do imputado é possível diminuir a discricionariedade judicial, permitindo uma maior independência dos magistrados e controle da legalidade. O juiz, em verdade, deve atuar como garantidor dos direitos do acusado Do Contraditório e Da Ampla Defesa O princípio do contraditório e da ampla defesa são, pela maioria da doutrina, tratados como postulados indissociáveis, tendo em vista sua complementariedade: do contraditório é que surge o exercício da defesa e é a defesa que garante o contraditório.

12 12 De acordo com Didier Jr. 3, a ampla defesa é direito fundamental de ambas as partes, consistindo no conjunto de meios adequados para o exercício do adequado contraditório. Trata-se do aspecto substancial do contraditório Tais princípios estão intimamente ligados ao princípio do devido processo legal, vez que não é possível se verificar o due process of law sem a outorga da plenitude de defesa. A ampla defesa abrange tanto o direito à autodefesa quanto à defesa técnica por um advogado habilitado, bem com o direito a não ser prejudicado por obstáculos alheios à sua vontade ou pela dificuldade de acesso às provas de suas alegações. Em verdade, tal garantia apresenta-se de forma genérica, não sendo possível delimitar seu alcance aprioristicamente. 4 No que toca à autodefesa, tem-se que essa compreende o direito de audiência e o direito de presença, sendo o seu exercício passível de não ser concretizado, de acordo com a vontade do acusado, tendo em vista o direito ao silêncio. A defesa técnica, de forma diversa, tem seu exercício obrigatório, sob pena de nulidade. Nesse sentido, tem-se que o contraditório se apresenta na idéia de bilateralidade da audiência ou contraditoriedade real e indisponível, assegurando a presença das partes em todos os atos, bem como a possibilidade de se manifestar sobre eles 5. Cabe ainda ressaltar, que esses postulados estão presentes em vários dispositivos legais advindos de Tratados Internacionais 6, sendo inquestionáveis sua relevância para o desenvolvimento de um processo mais justo e igualitário. 3 DIDIER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil. 7. ed. Bahia: Editora Podivm, p GRECO, Leonardo. Garantias Fundamentais do Processo: o Processo Justo. Revista Jurídica, p BONATO, Gilson. Op. cit. p Toda pessoa tem direito a ser ouvida, com as devidas garantias e dentro de um prazo razoável (CADH, art. 8.1); Todo homem tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública (DUH, art. X) Todas as pessoas terão direito a que sua causa seja ouvida equitativa e publicamente (PIDCP, art. 14, 1)

13 Do Juiz Natural O princípio do juiz natural, também denominado juiz competente ou ainda juiz legal, teve origem no Direito anglo-saxão e ligava-se a idéia de vedação de tribunal de exceção. Nessa esteira, tal princípio estava conectado ao princípio da legalidade, exigindo que somente um órgão previamente constituído para o processo de crimes, também anteriormente definidos, seria competente para o respectivo julgamento 7. Por influência do Direito norte-americano, ao princípio do juiz natural acrescentou-se a exigência da regra de competência previamente estabelecida ao fato. No Direito pátrio, o discutido princípio foi previsto em seu duplo aspecto, reconhecendo como juiz natural o órgão do Poder Judiciário cuja competência, previamente estabelecida, derive de fontes constitucionais 8. O princípio do juiz natural visa, sobretudo, assegurar a imparcialidade no julgamento, atendendo aos ditames de segurança jurídica e servindo de mecanismo de legitimação da atuação do Poder Judiciário Da Identidade Física do Juiz O princípio da identidade física do juiz significa a vinculação da pessoa do juiz ao processo. Segundo Souza Neto 9, o princípio da identidade física do juiz consiste na vinculação deste, que inicia a instrução, ao processo e ao julgamento da causa. Toda pessoa acusada de um delito terá direito, em plena igualdade, a pelo menos às seguintes garantias: d) de estar presente no julgamento, ou de defender-se, pessoalmente ou por intermédio de defensor de sua escolha (PIDCP, art d); Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias: d)direito do acusado de defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua escolha e de comunicar-se, livremente e em particular, com seu defensor (CADH, art. 8.2.d); 7 PACELLI, Eugênio de Oliveira. Curso de Processo Penal. 11ºed. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, p Idem. Ob. cit. p SOUZA NETO, José Laurindo. Op. cit. p. 99.

14 14 O princípio da identidade física do juiz era contemplado, no Direito brasileiro, apenas no campo do Direito Processual Civil 10. Na seara penal, tal princípio só foi introduzido com o advento da Lei nº /08, que alterou o art. 399, 2º do CPP 11, deixando expressa a vinculação do juiz instrutor à sentença. No que diz respeito à introdução de tal princípio no campo do processo penal, é imperioso analisar se sua aplicação é absoluta, já que não há, na redação do artigo 399, 2º do CPP, nenhuma das ressalvas expressas no CPC. Sobre o tema, o TRF2 12 entendeu que cabe a relativização do princípio da identidade física do juiz, quando o julgador que presidiu a instrução estiver impossibilitado de proferir a sentença. O relator do processo, Juiz Federal convocado Aluisio Gonçalves de Castro Mendes, admitiu 13 que o artigo 132 do CPC deve ser aplicado de forma análoga ao processo penal, como bem apregoa o artigo 3º do CPP 14. Nesse sentido, afirma ele que: A necessidade de relativização fica até mais evidente no Processo Penal, diante de processos com réus presos, que não poderiam, obviamente, aguardar o retorno de licença ou férias, para que fossem sentenciados. Do mesmo modo, se o juiz foi promovido, removido ou designado para outra vara, não deve perdurar a vinculação, diante do afastamento do juiz da vara competente para o processamento e julgamento. O princípio, todavia, é de grande importância para se impedir a prática alternadamente entre juízes na 10 Art O juiz, titular ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se estiver convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado, casos em que passará os autos ao seu sucessor 11 Art Recebida a denúncia ou queixa, o juiz designará dia e hora para a audiência, ordenando a intimação do acusado, de seu defensor, do Ministério Público e, se for o caso, do querelante e do assistente. 2 º O juiz que presidiu a instrução deverá proferir a sentença 12 nº ; TRF 2º Região. 13 Nesse mesmo sentido se posiciona Luiz Flávio Gomes. 14 Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.

15 15 mesma vara, especialmente quando houve colheita de prova, como depoimentos e interrogatório. Cumpre, contudo ressalvar que o princípio em questão não proíbe a possibilidade de se expedir carta precatória, a fim de proceder ao interrogatório do réu. Nesse sentido afirma Luiz Flávio Gomes 15 : Lembremos que nosso país possui uma dimensão continental, traduzindo verdadeiro absurdo imaginar-se que um acusado, por exemplo, que resida em Manaus, tenha que se deslocar até a cidade de Curitiba, onde tramita o processo, para ser interrogado (sobretudo quando sua presença é facultativa, consequência lógica do direito ao silêncio constitucional do qual é titular) Da Imediação O princípio da imediação caracteriza-se pela relação de proximidade entre o julgador e os participantes do processo, permitindo uma melhor avaliação e controle das provas. Segundo destaca Juliana Fioreze 16 : O princípio da imediação visa, em última análise, aproximar o magistrado da prova oral, para que no momento da prolação da sentença tenha condições de chegar o mais próximo da verdade, propiciando uma decisão justa, devendo ser esta o ideal do Direito. Pelo exposto, verifica-se uma íntima relação entre o princípio da oralidade, da imediação e da identidade física do juiz, tendo todos a finalidade de permitir um maior contato do julgador com a caso, na busca da solução mais justa e verdadeira para causa, ajuda no convencimento do juiz e na sua melhor percepção acerca da 15 GOMES, Luiz Flávio; CUNHA, Rogério Sanches; PINTO, Ronaldo Batista. Comentários às reformas do Código de Processo Penal e da Lei de Trânsito. São Paulo: RT, p FIOREZA, Juliana. Videoconferência no Processo Penal Brasileiro. Curitiba: Juruá Editora, p. 225.

16 16 personalidade das partes envolvidas, contribuindo inclusive para o momento de determinação da pena Da Publicidade dos Atos Processuais O respeito à publicidade dos atos processuais é uma dos pilares de um Estado Democrático de Direito. Assim, os atos de todos os poderes, isto é, Legislativo, Executivo e Judiciário devem pautar-se na publicidade, a fim de legitimar a atuação dos órgãos perante a sociedade. O texto constitucional prevê, por um lado que os julgamentos serão públicos e, por outro, que poderá haver restrição à publicidade quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. Nessa mesma linha, o Código de Processo Penal 17 garante a publicidade dos atos, trazendo, todavia, limites a sua aplicação. A publicidade dos atos processuais tem como escopo maior afastar qualquer desconfiança que possa surgir acerca da imparcialidade e independência com que se exerce a justiça penal e são tomadas as decisões, sendo interessante não só a comunidade, mas ao próprio acusado. No que toca à sua limitação, cabe ao juiz, diante do caso concreto, ponderar os interesses ou valores envolvidos, de forma a aplicar o mencionado princípio da maneira mais coerente e justa Da Dignidade Humana O princípio da dignidade da pessoa humana caracteriza-se como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, constituindo-se como alicerce de todo o arcabouço jurídico. 17 Art. 792 As audiências, sessões e os atos processuais serão, em regra, públicos e se realizarão nas sedes dos juízos e tribunais, com assistência dos escrivães, do secretário, do oficial de justiça que servir de porteiro, em dia e hora certos, ou previamente designados. 1o Se da publicidade da audiência, da sessão ou do ato processual, puder resultar escândalo, inconveniente grave ou perigo de perturbação da ordem, o juiz, ou o tribunal, câmara, ou turma, poderá, de ofício ou a requerimento da parte ou do Ministério Público, determinar que o ato seja realizado a portas fechadas, limitando o número de pessoas que possam estar presentes. 2o As audiências, as sessões e os atos processuais, em caso de necessidade, poderão realizar-se na residência do juiz, ou em outra casa por ele especialmente designada.

17 17 Como bem leciona Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino 18 : A dignidade da pessoa humana como fundamento da República Federativa do Brasil consagra, desde logo, nosso Estado como uma organização centrada no ser humano, e não em qualquer outro referencial. A razão de ser do Estado brasileiro não se funda na propriedade, em classes, em corporações, em organizações religiosas, tampouco no próprio Estado (como ocorre nos regimes totalitários), mas sim na pessoa humana. Nesta esteira tem-se que a dignidade da pessoa humana traz ao indivíduo o reconhecimento de duas posições jurídicas: a) direito de proteção individual, frente ao Estado e frente aos demais indivíduos; b) dever fundamental de tratamento igualitário dos próprios semelhantes. 19 Apesar de presente em todas as áreas jurídicas, é no campo do processo penal que tal princípio encontra maior relevância, tendo em vista a importância do bem jurídico por ele tutelado Da Razoável Duração do Processso O processo, por ser essencialmente dinâmico e dialético, precisa de tempo para que seja transcorrido todo o iter necessário até o provimento final. Sobre o tema afirma Tucci 20 que trata-se de um instituto essencialmente dinâmico, não exaurindo o seu ciclo vital em um único momento. Ao contrário, destina-se a desenvolver no tempo, possuindo duração própria Segundo José Antonio Tomé García 21 as dilações indevidas são: 18 PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Op. cit. p Idem, Op. cit., p TUCCi, José Rogério Cruz e. Garantia da prestação jurisdicional sem dilações indevidas como corolário do devido processo legal, in: TUCCI, Rogério Lauria e TUCCI, José Rogério Cruz e. Devido processo legal e tutela jurisdicional. São Paulo: RT, 1993, p GARCÍA, J. A. T. Protección procesal de los Derechos Humanos Ante los Tribunales Ordinarios, Madri: Montecorvo, 1987, p. 119.

18 18 (...) os atrasos ou delongas que se produzem no processo por inobservância dos prazos estabelecidos, por injustificados prolongamentos das etapas mortas que separam a realização de um ato processual de outro, sem subordinação a um lapso temporal previamente fixado, e, sempre, sem que aludidas dilações dependem da vontade das partes ou de seus mandatários. Nesse cenário observa-se que o tema em questão versa sobre a necessidade de se encontrar um equilíbrio entre: processos demasiadamente expedito (aceleração antigarantista), em que se atropela os direitos e garantias fundamentais e, aquele indevidamente prolongado, que agrava todo conjunto de penas processuais ínsitas ao processo legal. Assim, o importante é buscar uma celeridade garantista no tempo do processo, compatibilizando os postulados da segurança jurídica com a da eficiência. Como bem salienta Aury Lopes Jr. e Gustavo Henrique Badaró 22 : (...)o processo penal deve ser agilizado. Insistimos na necessidade de acelerar o tempo do processo, mas desde a perspectiva de quem o sofre, enquanto forma de abreviar o tempo de duração da penaprocesso. Não se trata de aceleração utilitarista como tem sido feito, através da mera supressão de atos e atropelo de garantias processuais, ou mesmo a completa supressão de uma jurisdição de qualidade, senão de acelerar através da diminuição da demora judicial com caráter punitivo. É diminuição de tempo burocrático, através da inserção de tecnologia e otimização de atos cartorários e mesmo judiciais. 3. DO INTERROGATÓRIO Do Conceito e Da Natureza Jurídica 22 Idem. Op. cit. p.

19 19 Não há consenso quanto ao conceito e a natureza jurídica do interrogatório, sendo este abordado de inúmeras maneiras pela doutrina. Segundo Guilherme de Souza Nucci 23 : Denomina-se interrogatório judicial o ato processual que confere oportunidade ao acusado de se dirigir diretamente ao juiz, apresentando a sua versão defensiva aos fatos que lhe foram imputados pela acusação, podendo inclusive indicar meios de prova, bem como confessar, se entender cabível, ou mesmo permanecer em silêncio, fornecendo apenas dados de qualificação. No que toca à natureza jurídica do instituto em questão, Nucci 24 defende que o interrogatório seria, primordialmente, um meio de defesa, sendo, em segundo plano, um meio de prova, afirmando que (...) o interrogatório é, fundamentalmente, um meio de defesa, pois a Constituição assegura ao réu o direito ao silêncio. Logo, a primeira alternativa que se avizinha ao acusado é calar-se, daí não advindo conseqüência alguma. Defende-se apenas. Entretanto, caso opte por falar, abrindo mão do direito ao silêncio, seja lá o que disser, constitui meio de prova inequívoco, pois o magistrado poderá levar em consideração suas declarações para condená-lo ou absolvê-lo. Já Eugênio Pacelli de Oliveira 25 defende a natureza híbrida do interrogatório, dando ênfase, contudo, a sua noção de meio de defesa. Assim salienta: Que continue a ser uma espécie de prova, não há maiores problemas, até porque as demais espécies defensivas são também consideradas provas. Mas o fundamental, em uma concepção de processo via da qual o acusado seja um sujeito de direitos, e no contexto de um modelo acusatório, tal como instaurado pelo sistema constitucional das garantias individuais, o interrogatório do acusado 23 NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Processo Penal e Execução Penal. 4º ed.são Paulo: Editora Revista dos Tribunais p Idem. Op. cit. p PACELLI, Eugênio de Oliveira. Op. cit. p. 334.

20 20 encontra-se inserido fundamentalmente no princípio da ampla defesa. Trata-se, efetivamente, de mais uma oportunidade de defesa que se abre ao acusado, de modo a permitir que ele apresente a sua versão dos fatos, sem se ver, porém, constrangido ou obrigado a fazê-lo. Por sua vez, Fernando da Costa Tourinho Filho 26 entende o interrogatório como um meio exclusivamente de defesa e argumenta: (...) se o réu tem o direito ao silêncio, o interrogatório não pode ser considerado meio de prova; do contrário, seria obrigado a responder. Fosse o interrogatório meio de prova, a Lei de Imprensa o exigiria também. Entretanto ali se diz que o réu será interrogado se o requerer. Se se tratando de meio de prova, a Lei Eleitoral não o teria dispensado, como realmente o dispensou durante mais de 30 anos. Seguindo uma linha semelhante, Ada Pellegrini Grinover 27 afirmar ser o interrogatório meio de defesa, que -se e conforme o acusado falar- pode eventualmente servir como fonte de prova. Ressalva a autora que, do direito ao silêncio, consagrado em nível constitucional, decorre logicamente a concepção do interrogatório como meio de defesa. Se o acusado pode calar-se, se não mais é possível forçá-lo a falar, nem mesmo por intermédio de pressões indiretas, é evidente que o interrogatório não pode mais ser considerado meio de prova, não é mais pré-ordenado à colheita de prova, não visa ad veritataem quaerendam. Serve, sim, como meio de autodefesa. Apesar da falta de consenso doutrinário, verifica-se que a questão da natureza jurídica do interrogatório se coaduna com questões de política processual, 26 TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo Penal. 31º ed. 3º volume. São Paulo: Editora Saraiva p GRINOVER, O interrogatório como meio de defesa (Lei /2003), p. 186

21 21 uma vez que o instituto pode apresentar-se tanto como meio de defesa, como meio de prova. O Código de Processo Penal, de forma topográfica, inseriu o interrogatório como meio de prova, já a maioria da doutrina, o entende como meio de defesa. Assim, sobretudo com as inovações trazidas pela Lei /03, defende-se o caráter híbrido do instituto, servindo tanto para que o réu exercite sua autodefesa, no maior grau possível, como permite que o juiz construa sua convicção a respeito do caso. Nessa perspectiva, Juliana Fioreza 28 salienta: Na atualidade, tem-se defendido o caráter híbrido do interrogatório, servindo tanto como meio de defesa como de prova, pois, enquanto o acusado exerce sua autodefesa, narrando sua visão do ocorrido e indicando as provas que pretende produzir, o magistrado poderá buscar elementos para a apuração da verdade Das Características Tem-se por características fundamentais do interrogatório: pessoalidade judicialidade, oralidade e publicidade. A pessoalidade é caracterizada pelo fato de ser o interrogatório um ato personalíssimo do acusado, ou seja, não podendo ocorrer representação, substituição ou sucessão. A judicialidade demonstra a necessidade do interrogatório ser presidido por um juiz, cabendo a ele, de forma exclusiva, essa função. Nesse sentido, a oitiva do indiciado na fase do inquérito não se caracteriza como um interrogatório no sentido formal do termo. 28 FIOREZA, Juliana. Op. cit. p. 111.

PROJETO DE LEI N o, DE 2009

PROJETO DE LEI N o, DE 2009 PROJETO DE LEI N o, DE 2009 (Do Sr. NELSON GOETTEN) Altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 1941 Código de Processo Penal. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta lei altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 1941

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE PROMOTOR DE JUSTIÇA ASSESSOR DO CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CRIMINAL DO MINISTÉRIO PUBLICO

Leia mais

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM?

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? A Justiça Militar Estadual por força de expressa vedação contida no art. 125, 4º, da CF/88, não tem competência

Leia mais

A Informática e a Prestação Jurisdicional

A Informática e a Prestação Jurisdicional A Informática e a Prestação Jurisdicional Advogado/RS que nela crêem. e distribuição da Justiça exige a maciça utilização de recursos tecnológicos, especialmente informática. com a tecnologia hoje disponível

Leia mais

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal 202 O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras, enfatizando a importância das alterações

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa Evandro Dias Joaquim* José Roberto Martins Segalla** 1 INTRODUÇÃO A interceptação de conversas telefônicas

Leia mais

PROVIMENTO Nº 20, DE 09 DE OUTUBRO DE 2013. O CORREGEDOR GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso de suas atribuições legais e regimentais,

PROVIMENTO Nº 20, DE 09 DE OUTUBRO DE 2013. O CORREGEDOR GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso de suas atribuições legais e regimentais, PROVIMENTO Nº 20, DE 09 DE OUTUBRO DE 2013. Institui a emissão de Certidões Judiciais Cíveis e Criminais, inclusive por meio eletrônico, no âmbito da 1ª Instância do Poder Judiciário do Estado de Alagoas

Leia mais

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL Ana Victoria de Paula Souza Souza, Ana Victoria de Paula. O tribunal de justiça do Estado de São Paulo e o julgamento por e-mail.

Leia mais

WWW.FELIPECALDEIRA.COM.BR

WWW.FELIPECALDEIRA.COM.BR ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMERJ Disciplina: Direito Processual Penal Professor: Felipe Machado Caldeira (felipe.caldeira@gmail.com) Tema: A Reforma do Código de Processo Penal:

Leia mais

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11 Capítulo I PROVAS... 13 1. Introdução... 13 2. Das provas aspectos gerais (arts. 155 a 157 do CPP)... 13 3. Ônus da prova, provas antecipadas e provas de ofício... 14 4. Prova

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL Gustavo de Oliveira Santos Estudante do 7º período do curso de Direito do CCJS-UFCG. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/4207706822648428 Desde que o Estado apossou-se

Leia mais

Excelentíssimo Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, DD. Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público:

Excelentíssimo Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, DD. Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público: Excelentíssimo Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, DD. Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público: Venho à presença de Vossa Excelência, nos termos do Regimento Interno deste Conselho, apresentar

Leia mais

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL Carlos Antonio da Silva 1 Sandro Marcos Godoy 2 RESUMO: O Direito Penal é considerado o ramo jurídico mais incisivo, uma vez que restringe um dos maiores bens do

Leia mais

O Processo Trabalhista

O Processo Trabalhista Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos Profa. Barbara Mourão O Processo Trabalhista Princípios gerais do processo Constituição Federal de 1988; Código de Processo Civil (CPC). Princípios

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Licitação segundo a Lei n. 8.666/93 Leila Lima da Silva* *Acadêmica do 6º período do Curso de Direito das Faculdades Integradas Curitiba - Faculdade de Direito de Curitiba terça-feira,

Leia mais

Interrogatório por Videoconferência

Interrogatório por Videoconferência Interrogatório por Videoconferência Ronaldo Saunders Monteiro Mestrando em Direito Público pela Universidade Estácio de Sá-RJ O interrogatório feito por meio de videoconferência é um assunto que está tomando

Leia mais

autoridade consular brasileira competente, quando homologação de sentença estrangeira: (...) IV - estar autenticada pelo cônsul brasileiro e

autoridade consular brasileira competente, quando homologação de sentença estrangeira: (...) IV - estar autenticada pelo cônsul brasileiro e COMPARATIVO ENTRE A RESOLUÇÃO N. 9 E A EMENDA REGIMENTAL N. 18 DO STJ EMENDA REGIMENTAL N. 18 (2014) RESOLUÇÃO N. 9 (2005) Art. 1º O Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça passa a vigorar acrescido

Leia mais

Direito Processual Penal - Inquérito Policial

Direito Processual Penal - Inquérito Policial Direito Processual Penal - Inquérito Policial O inquérito policial é um procedimento administrativo préprocessual, de caráter facultativo, destinado a apurar infrações penais e sua respectiva autoria.

Leia mais

EXERCÍCIOS ATO INFRACIONAL.

EXERCÍCIOS ATO INFRACIONAL. EXERCÍCIOS ATO INFRACIONAL. 1.José foi inserido em medida sócio-educativa de internação, com prazo indeterminado. Durante o cumprimento da medida sócio-educativa, já tendo completado dezoito anos, praticou

Leia mais

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL.

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. A PROVA FOI MUITO BEM ELABORADA EXIGINDO DO CANDIDATO UM CONHECIMENTO APURADO

Leia mais

PL 5196/2013. Acrescer Capítulo VIII ao Título Ido Código de Defesa do Consumidor: Das Medidas Corretivas

PL 5196/2013. Acrescer Capítulo VIII ao Título Ido Código de Defesa do Consumidor: Das Medidas Corretivas PL 5196/2013 Acrescer Capítulo VIII ao Título Ido Código de Defesa do Consumidor: Das Medidas Corretivas Medidas Corretivas: natureza jurídica. [redação original do PL] Art. 60-A. Sem prejuízo da sanções

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal )1( oãdróca atneme86242 DE-SM Diário da Justiça de 09/06/2006 03/05/2006 TRIBUNAL PLENO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBARGANTE(S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBARGADO(A/S) : FERNANDA

Leia mais

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25 Espelho Penal Peça O examinando deve redigir uma apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal

Leia mais

PROVIMENTO Nº 12/2011 CGJ

PROVIMENTO Nº 12/2011 CGJ PROVIMENTO Nº 12/2011 CGJ Modifica o Provimento nº 71/2008, estabelecendo novas regras para a gravação audiovisual de audiências. atribuições legais, O Corregedor-Geral da Justiça, no uso de suas Considerando

Leia mais

a) identificação da unidade judiciária: Vara Criminal da Comarca de Montenegro/RS b) e-mail para contato e envio de informações: alat@tj.rs.gov.br.

a) identificação da unidade judiciária: Vara Criminal da Comarca de Montenegro/RS b) e-mail para contato e envio de informações: alat@tj.rs.gov.br. Apresentação a) identificação da unidade judiciária: Vara Criminal da Comarca de Montenegro/RS b) e-mail para contato e envio de informações: alat@tj.rs.gov.br. c) nome do trabalho/projeto: Sistema para

Leia mais

Ministério Público do Estado de Mato Grosso Turma de Procuradores de Justiça Criminal para Uniformização de Entendimentos

Ministério Público do Estado de Mato Grosso Turma de Procuradores de Justiça Criminal para Uniformização de Entendimentos ASSENTO nº 010/2009 Ministério Público do Estado de Mato Grosso I) A gravação audiovisual da audiência nos processos criminais não é obrigatória. A regra do art. 405, 2º do CPP é norma de natureza permissiva,

Leia mais

PORTARIA DIREF Nº 068 DE 27 DE ABRIL DE 2015

PORTARIA DIREF Nº 068 DE 27 DE ABRIL DE 2015 1 de 6 29/4/2015 13:10 SEÇÃO JUDICIÁRIA DE MINAS GERAIS PORTARIA DIREF Nº 068 DE 27 DE ABRIL DE 2015 Cria a Central Eletrônica de Videoconferências - CELEVI na sede da Seção Judiciária de Minas Gerais

Leia mais

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual.

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Legitimidade - art. 499 CPC: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. Preposto é parte? Pode recorrer? NÃO.

Leia mais

Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ciências Penais

Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ciências Penais Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ciências Penais Direito Processual Penal (Ritos) Carga Horária: 28 H/A 1 -Ementa A atual

Leia mais

FACULDADE DOM BOSCO Credenciada através da Portaria nº. 2.387 de 11/08/2004, publicada no D.O.U. de 12/08/2004. Resolução nº 001/011

FACULDADE DOM BOSCO Credenciada através da Portaria nº. 2.387 de 11/08/2004, publicada no D.O.U. de 12/08/2004. Resolução nº 001/011 Resolução nº 001/011 Regulamentar a Arbitragem Expedita. do Curso de Direito; - Considerando a necessidade de Regulamentar a Arbitragem Expedita O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão aprovou, e eu

Leia mais

Com a citada modificação, o artigo 544, do CPC, passa a vigorar com a seguinte redação:

Com a citada modificação, o artigo 544, do CPC, passa a vigorar com a seguinte redação: O NOVO AGRAVO CONTRA DESPACHO DENEGATÓRIO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL 2011-06-15 Alexandre Poletti A Lei nº 12.322/2010, que alterou os artigos 544 e 545 do CPC, acabou com o tão conhecido e utilizado

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 149/2010. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições legais,

RESOLUÇÃO Nº 149/2010. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições legais, RESOLUÇÃO Nº 149/2010 Autoriza a implantação do Processo Eletrônico no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Acre e dá outras providências. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli R E L A T Ó R I O A Exmª Des. Federal MARGARIDA CANTARELLI (Relatora): Cuida-se de mandado de segurança impetrado pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL contra decisão do Juízo da 8ª Vara Federal do Rio Grande

Leia mais

Conselho Nacional de Justiça II Encontro Nacional do PJe (Brasília, 5 de agosto de 2015) O novo CPC: o papel do Conselho Nacional de Justiça nas disposições sobre o processo eletrônico Luciano Athayde

Leia mais

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES NO PROCESSO PENAL ROGÉRIO TADEU ROMANO Procurador Regional da República aposentado e advogado I A INTIMAÇÃO DA SENTENÇA AO RÉU DISSONÂNCIA DA DOUTRINA

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV AULA DIA 25/05/2015 Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com DIREITO PROCESSUAL PENAL IV Procedimento Sumaríssimo (Lei 9.099/95) - Estabelece a possibilidade de conciliação civil,

Leia mais

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA Antônio José Calhau de Resende Consultor da Assembléia Legislativa Lei decorrente de sanção tácita. Ausência de promulgação pelo Chefe do Poder Executivo

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQUERENTE(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQUERIDO(A/S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO REQUERIDO(A/S) :

Leia mais

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO Citação 2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2 Prof. Darlan Barroso - GABARITO 1) Quais as diferenças na elaboração da petição inicial do rito sumário e do rito ordinário? Ordinário Réu

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de constitucionalidade Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: há diversas modalidades de controle de constitucionalidade previstas no direito brasileiro.

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROVIMENTO N. 14/2015-CM

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROVIMENTO N. 14/2015-CM PROVIMENTO N. 14/2015-CM Estabelece a rotina de realização das Audiências de Custódia junto à 11ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá. O PRESIDENTE DO CONSELHO DA MAGISTRATURA DO, no uso das suas atribuições,

Leia mais

REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I. Da Finalidade

REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I. Da Finalidade REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I Da Finalidade Art. 1ª Fica instituído o Regimento Interno da da Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF, em conformidade com o Decreto nº. 6.029 de 1º de fevereiro

Leia mais

FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES CURSO DE DIREITO PRÁTICA JURÍDICA

FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES CURSO DE DIREITO PRÁTICA JURÍDICA FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES CURSO DE DIREITO PRÁTICA JURÍDICA Regras Básicas para as Atividades de Prática Jurídica a partir do ano letivo de 2013 Visitas Orientadas 72 Horas Obrigatórias Visitas Justiça

Leia mais

1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na

1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na 1) (OAB137) José alienou a Antônio um veículo anteriormente adquirido de Francisco. Logo depois, Antônio foi citado em ação proposta por Petrônio, na qual este reivindicava a propriedade do veículo adquirido

Leia mais

Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12. Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa

Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12. Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa Curso Preparatório para o Concurso Público do TRT 12 Noções de Direito Processual Civil Aula 1 Prof. Esp Daniel Teske Corrêa Sumário Jurisdição Competência Ação Partes, Ministério Público e Intervenção

Leia mais

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO José Afonso da Silva 1. A controvérsia 1. A condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, na Ação Penal 470, de alguns deputados federais tem suscitado dúvidas relativamente

Leia mais

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO...

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO...19 DEDICATÓRIA...21 CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 23 1. Antecedentes históricos da função de advogado...23 2. O advogado na Constituição Federal...24 3. Lei de

Leia mais

Os processos criminais em segunda instância são submetidos à análise da Douta Procuradoria de Justiça para a elaboração de parecer.

Os processos criminais em segunda instância são submetidos à análise da Douta Procuradoria de Justiça para a elaboração de parecer. SÚMULA ABERTURA DE VISTA DOS AUTOS, EM SEGUNDA INSTÂNCIA, PARA A DEFENSORIA PÚBLICA APÓS A APRESENTAÇÃO DO PARECER PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PARIDADE DE ARMAS - HOMENAGEM AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA

Leia mais

AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA

AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA * Luis Fernando da Silva Arbêlaez Júnior ** Professora Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho Resumo A Constituição Federal

Leia mais

1. RECURSO DE APELAÇÃO

1. RECURSO DE APELAÇÃO 1. RECURSO DE APELAÇÃO 1. 1 HIPÓTESES DE CABIMENTO - Sentença condenatória. - Sentença absolutória. - Sentença de absolvição sumária no âmbito do Tribunal do Júri, nos termos do art. 415 do CPP. - Decisão

Leia mais

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO Ações Possessórias 131 INTRODUÇÃO Conceito: Grace Mussalem Calil 1 Há duas principais teorias sobre a posse: a Subjetiva de Savigny e a Objetiva de Ihering. Para Savigny, a posse é o poder físico sobre

Leia mais

O ÔNUS DA PROVA E O SISTEMA ACUSATÓRIO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL BRASILEIRO

O ÔNUS DA PROVA E O SISTEMA ACUSATÓRIO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL BRASILEIRO O ÔNUS DA PROVA E O SISTEMA ACUSATÓRIO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL BRASILEIRO Prof. Claudiney Alessandro Gonçalves Professor do Curso de Direito da Faculdade de Educação, Administração e Tecnologia de

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

RELAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL COM OUTRAS DISCIPLINAS OU CIÊNCIAS.

RELAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL COM OUTRAS DISCIPLINAS OU CIÊNCIAS. RELAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL COM OUTRAS DISCIPLINAS OU CIÊNCIAS. 1. RELAÇÃO COM O DIREITO ADMINISTRATIVO: Classificado no Direito Público Interno, de quem é um de seus ramos, o Direito Administrativo,

Leia mais

O suspeito, o acusado e o condenado frente aos direitos humanos fundamentais

O suspeito, o acusado e o condenado frente aos direitos humanos fundamentais Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Departamento VI Direitos Difusos e Coletivos Programa de Ensino - Núcleo de Prática Jurídica - 2016 Professor: Plínio Antônio Britto Gentil O suspeito, o acusado

Leia mais

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL 1 PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL Prof.Dr.Luís Augusto Sanzo Brodt ( O autor é advogado criminalista, professor adjunto do departamento de Ciências Jurídicas da Fundação Universidade Federal

Leia mais

A legitimidade da CNseg

A legitimidade da CNseg 18 A legitimidade da CNseg Para provocar o controle abstrato de constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal FELIPE MONNERAT 19 A Constituição Federal de 1988 prevê mecanismos de controle da compatibilidade

Leia mais

PLANO DE ENSINO. I Identificação Direito Processual Penal I. Carga horária 72 horas/aula Créditos 4 Semestre letivo 5º.

PLANO DE ENSINO. I Identificação Direito Processual Penal I. Carga horária 72 horas/aula Créditos 4 Semestre letivo 5º. PLANO DE ENSINO I Identificação Disciplina Direito Processual Penal I Código PRO0065 Carga horária 72 horas/aula Créditos 4 Semestre letivo 5º II Ementário O direito processual penal. A norma: material

Leia mais

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás Dispõe sobre a implantação e estabelece normas para o funcionamento do processo eletrônico no Poder Judiciário do Estado de Goiás. O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS, por seu Órgão Especial, no exercício

Leia mais

3. Quais são as restrições existentes, se as houver, quanto ao tipo de provas que podem ser obtidas através de videoconferência?

3. Quais são as restrições existentes, se as houver, quanto ao tipo de provas que podem ser obtidas através de videoconferência? Itália 1. É possível a obtenção de provas através de videoconferência com a participação de um tribunal do Estado-Membro requerente ou directamente por um tribunal desse Estado-Membro? Em caso afirmativo,

Leia mais

ROTEIRO DA LEI DO PROCESSO ELETRÔNICO Ana Amelia Menna Barreto

ROTEIRO DA LEI DO PROCESSO ELETRÔNICO Ana Amelia Menna Barreto ROTEIRO DA LEI DO PROCESSO ELETRÔNICO Ana Amelia Menna Barreto A Lei que instituiu o processo judicial informatizado, em vigor desde março de 2007, aplica-se indistintamente aos processos civil, penal,

Leia mais

TERMINOLOGIAS NO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO PRINCÍPIOS DO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO TRABALHO PRINCÍPIOS DO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO

TERMINOLOGIAS NO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO PRINCÍPIOS DO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO TRABALHO PRINCÍPIOS DO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO DO PROCESSO JUDICIÁRIO DO AULA 07.1 - INTRODUÇÃO TERMINOLOGIAS NO No processo do trabalho há um dialeto próprio, que define: -O AUTOR como sendo o RECLAMANTE; -O RÉU como sendo do RECLAMADO. 1 2 DO O direito

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa e Acórdão DJe 23/05/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 24/04/2012 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.942 GOIÁS RELATOR PACTE.(S) IMPTE.(S) COATOR(A/S)(ES) : MIN. JOAQUIM BARBOSA :SUPERIOR

Leia mais

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos $ 5(63216$%,/,'$'( &,9,/ '2 3529('25 '( $&(662,17(51(7 Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos A Internet se caracteriza

Leia mais

PROCEDIMENTO DA DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º

PROCEDIMENTO DA DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º PROCEDIMENTO DA AUTORIDADE POLICIAL DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS CONHECIMENTO DA NOTITIA CRIMINIS delegado deve agir de acordo comoart.6º e 7º do CPP, (não exaustivo

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução.

Copyright Proibida Reprodução. PROCEDIMENTO PADRÃO PERÍCIA AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos INTRODUÇÃO BRASIL: Perícia Ambiental É um procedimento utilizado como meio de prova; Fornecimento de subsídios

Leia mais

LEI N.º 10/91 ESTATUTO DOS MAGISTRADOS CAPÍTULO I ESTATUTO. Artigo l.º

LEI N.º 10/91 ESTATUTO DOS MAGISTRADOS CAPÍTULO I ESTATUTO. Artigo l.º LEI N.º 10/91 A Assembleia Nacional no uso das atribuições que lhe são conferidas ao abrigo da alínea d) do artigo 87º. Da Constituição, aprova a seguinte Lei: ESTATUTO DOS MAGISTRADOS CAPÍTULO I ESTATUTO

Leia mais

Nº 4139/2014 PGR - RJMB

Nº 4139/2014 PGR - RJMB Nº 4139/2014 PGR - RJMB Físico Relator: Ministro Celso de Mello Recorrente: Ministério Público do Trabalho Recorrida: S. A. O Estado de São Paulo RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUS- TIÇA DO TRABALHO.

Leia mais

FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1

FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1 FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1 1. Fontes do Direito Processual do Trabalho A abordagem relativa às fontes processuais trabalhistas é de extrema relevância para a compreensão das

Leia mais

RG (Registro Geral) CPF (Cadastro de Pessoa Física) Comprovante de Endereço (Máximo de 90 dias da emissão)

RG (Registro Geral) CPF (Cadastro de Pessoa Física) Comprovante de Endereço (Máximo de 90 dias da emissão) Documentos Necessários RG (Registro Geral) CPF (Cadastro de Pessoa Física) Comprovante de Endereço (Máximo de 90 dias da emissão) TERMOS DE USO DO SITE EM LEILÕES "ON-LINE" E ELETRÔNICO A) O USUÁRIO, que

Leia mais

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA NO PROCESSO PENAL

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA NO PROCESSO PENAL A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA NO PROCESSO PENAL CRISTIANE APARECIDA ROSA DIALUCE 1 GUILHERME JORGE DO CARMO SILVA 2 VÂNIA MARIA BEMFICA GUIMARÃES PINTO COELHO 3 RESUMO O presente estudo vem à lume apresentar

Leia mais

Conselho Nacional de Justiça Corregedoria PROVIMENTO Nº 12

Conselho Nacional de Justiça Corregedoria PROVIMENTO Nº 12 Conselho Nacional de Justiça Corregedoria PROVIMENTO Nº 12 O Corregedor Nacional de Justiça, Ministro Gilson Dipp, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que durante as inspeções

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.423, DE 2009 Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, estabelecendo

Leia mais

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados:

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados: PARECERES JURÍDICOS Partindo das diversas obras escritas pelo Prof.Dr. AURY LOPES JR., passamos a oferecer um produto diferenciado para os colegas Advogados de todo o Brasil: a elaboração de Pareceres

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO. Imprimir Nr. do Processo 0517812-51.2014.4.05.8400S Autor ADELMO RIBEIRO DE LIMA

PODER JUDICIÁRIO. Imprimir Nr. do Processo 0517812-51.2014.4.05.8400S Autor ADELMO RIBEIRO DE LIMA 1 de 5 17/03/2015 11:04 PODER JUDICIÁRIO INFORMACÕES SOBRE ESTE DOCUMENTO NUM. 27 Imprimir Nr. do Processo 0517812-51.2014.4.05.8400S Autor ADELMO RIBEIRO DE LIMA Data da Inclusão 12/03/201518:44:13 Réu

Leia mais

REGRAS MODELO DE PROCEDIMENTO PARA OS TRIBUNAIS ARBITRAIS AD HOC DO MERCOSUL

REGRAS MODELO DE PROCEDIMENTO PARA OS TRIBUNAIS ARBITRAIS AD HOC DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 30/04 REGRAS MODELO DE PROCEDIMENTO PARA OS TRIBUNAIS ARBITRAIS AD HOC DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Olivos para a Solução de Controvérsias no MERCOSUL

Leia mais

sem necessidade de transcrição. quando for de sua preferência pessoal

sem necessidade de transcrição. quando for de sua preferência pessoal Solicito informações a respeito do posicionamento jurisprudencial atualizado a respeito da necessidade de degravação dos depoimentos prestados nas audiências gravadas por meio audiovisual. Explico: a Defesa

Leia mais

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira

Poder Judiciário Tribunal Regional Federal da 5ª Região Gabinete do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira RELATÓRIO Trata-se de recurso em sentido estrito interposto por Célio Bispo Kojuch contra sentença proferida pelo Juízo da 14.ª Vara da SJRN que denegou ordem de habeas corpus através da qual era objetivada

Leia mais

ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO DISCIPLINAR

ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO DISCIPLINAR ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO DISCIPLINAR A CLT ao estabelecer em seu artigo 2º a definição de empregador, concede a este o poder e o risco da direção da atividade, controlando e disciplinando o trabalho, aplicando,

Leia mais

RESOLUÇÃO N 427, DE 20 DE ABRIL DE 2010

RESOLUÇÃO N 427, DE 20 DE ABRIL DE 2010 Publicada no DJE/STF, n. 72, p. 1-2 em 26/4/2010 RESOLUÇÃO N 427, DE 20 DE ABRIL DE 2010 Regulamenta o processo eletrônico no âmbito do Supremo Tribunal Federal e dá outras providências. O PRESIDENTE DO

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 5 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000429851 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Mandado de Segurança nº 0226204-83.2012.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é impetrante EDEMAR CID FERREIRA,

Leia mais

PONTO DOS CONCURSOS PROCESSUAL CIVIL P/ TCU 3º SIMULADO DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL P/ TCU! PROFESSOR: RICARDO GOMES

PONTO DOS CONCURSOS PROCESSUAL CIVIL P/ TCU 3º SIMULADO DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL P/ TCU! PROFESSOR: RICARDO GOMES 3º SIMULADO DE DIREITO! AVISOS: Estamos ministrando os seguintes CURSOS: ORGANIZAÇÃO DO MPE/RJ DIREITO PROCESSUAL PARA O TCU TEORIA E EXERCÍCIOS REGIMENTO INTERNO DO TSE TODOS OS CARGOS (TEORIA E EXERCÍCIOS)

Leia mais

Escrito por Administrator Ter, 13 de Setembro de 2011 13:23 - Última atualização Ter, 13 de Setembro de 2011 16:22

Escrito por Administrator Ter, 13 de Setembro de 2011 13:23 - Última atualização Ter, 13 de Setembro de 2011 16:22 Proteção Internacional de Direitos Humanos Coordenação: Profa. Dra. Cristina Figueiredo Terezo Resumo O pioneiro projeto de extensão visa capacitar os discentes para acionar a jurisdição do Sistema Interamericano

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:

Leia mais

A DEFENSORIA PÚBLICA COMO GARANTIDORA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS PRESOS PROVISÓRIOS E CONDENADOS

A DEFENSORIA PÚBLICA COMO GARANTIDORA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS PRESOS PROVISÓRIOS E CONDENADOS A COMO GARANTIDORA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS PRESOS PROVISÓRIOS E CONDENADOS Maicom Alan Fraga Vendruscolo. Defensor Público do Estado de Mato Grosso, pós-graduado em Ciências Penais e atua na Comarca

Leia mais

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso.

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. Por que se diz instrumento: a razão pela qual o recurso se chama agravo de

Leia mais

Planejamento e Gestão para Cumprimento da Meta 02. *Cristiane Pederzolli Rentzsch*

Planejamento e Gestão para Cumprimento da Meta 02. *Cristiane Pederzolli Rentzsch* Planejamento e Gestão para Cumprimento da Meta 02 *Cristiane Pederzolli Rentzsch* I - Introdução II - A Meta 02 III - Experiência da 17ª Vara da SJDF IV - Conclusão V - Agradecimentos I. Introdução O Conselho

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO CURSO

PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIREITO PENAL - PDF Duração: 09 semanas 01 aula por semana. Início: 04 de agosto Término: 06 de outubro Professor: JULIO MARQUETI PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIA 04/08 - Aula 01 Aplicação da Lei Penal no tempo.

Leia mais

Direito Processual do Trabalho

Direito Processual do Trabalho Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito do Trabalho Direito Processual do Trabalho Carga Horária: 64 h/a 1- Ementa O curso

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho.

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. O propósito dessa aula é reconhecer quais os lugares de onde se originam os direitos trabalhistas, onde procurá-los

Leia mais

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS Graciel Marques Tarão Assessor do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás 1. Introdução Inicialmente é preciso contextualizar o tema na Legislação Processual Penal. Dessa forma, o

Leia mais

PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL

PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL PRÁTICA PROCESSUAL CIVIL 17ª Sessão DOS PRINCÍPIOS DA PROVA EM PROCESSO CIVIL Carla de Sousa Advogada 1º Curso de Estágio 2011 1 PROVA? FUNÇÃO DA PROVA: Demonstrar a realidade dos factos (artigo 341.º

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA IX DIREITO PENAL II TEMA: MEDIDA DE SEGURANÇA E REABILITAÇÃO PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS MEDIDA DE SEGURANÇA 1. Conceito: sanção penal imposta pelo Estado, na execução de uma sentença, cuja finalidade

Leia mais