A CONSTITUCIONALIDADE DA VIDEOCONFERÊNCIA NO PROCESSO PENAL BRASILEIRO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A CONSTITUCIONALIDADE DA VIDEOCONFERÊNCIA NO PROCESSO PENAL BRASILEIRO"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE UNIVALE FACULDADE DE DIREITO, CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E ECONÕMICAS-FADE CURSO DE DIREITO Bruno Henrique Almeida Nolasco A CONSTITUCIONALIDADE DA VIDEOCONFERÊNCIA NO PROCESSO PENAL BRASILEIRO Governador Valadares/MG 2010

2 2 BRUNO HENRIQUE ALMEIDA NOLASCO A CONSTITUCIONALIDADE DA VIDEOCONFERÊNCIA NO PROCESSO PENAL BRASILEIRO Monografia apresentada como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Direito, apresentada pela Faculdade de Direito, Ciências Administrativas e Econômicas FADE, da Universidade Vale do Rio Doce UNIVALE. Orientadora: Profª. Rosimeire Pereira da Silva Governador Valadares/MG 2010

3 3 BRUNO HENRIQUE ALMEIDA NOLASCO A CONSTITUCIONALIDADE DA VIDEOCONFERÊNCIA NO PROCESSO PENAL BRASILEIRO Monografia apresentada como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Direito, apresentada pela Faculdade de Direito, Ciências Administrativas e Econômicas FADE, da Universidade Vale do Rio Doce UNIVALE Governador Valadares, de de. Banca Examinadora: Rosimeire Pereira da Silva Universidade Vale do Rio Doce - UNIVALE Prof. Prof.

4 Dedico a minha querida mãe, que há 12 anos defendeu esse mesmo tema em sua monografia de conclusão do curso de Direito. 4

5 5 AGRADECIMENTO(S) Agradeço à Deus pela realização e a conquista desta vitória. Agradeço à minha orientadora Profª. Rosimeire Pereira da Silva ( fessora ), pela atenção, incentivo e motivação em mim depositada. Aos meus pais pela atenção e compromisso apoiado, em especial a minha mãe pelo desafio lançado; aos meus irmãos, Marcus e Wesley, pelos momentos de cooperação em períodos de crises; a minha tia Nice pelo incentivo durante a caminhada, mesmo em outro continente; e ao meu padrinho Luciano, quem me deu o pontapé inicial nessa caminhada. Aos meus amigos de faculdade (Anne, Dan, Nacif e Sara), por esses cinco anos de caminhada, por todas as barreiras enfrentadas e conquistas realizadas. Por fim, agradeço a todos os meus amigos que de alguma forma contribuíram para a conclusão desse trabalho e que puderam entender minhas ausências, minhas ansiedades, minhas preocupações e meus desesperos.

6 6 Os anais da ciência jurídica ensinam que a adoção de novas tecnologias sempre é marcada e precedida de períodos traumáticos, repletos de acalorados debates, que, em um primeiro momento podem encontrar eco na doutrina, mas logo se tornam superados pelo bom senso e pelo predomínio de uma nova e irresistível realidade social. Leonardo Pereira Martins

7 7 RESUMO A presente pesquisa tem o objetivo de fazer uma análise sobre o uso da videoconferência no processo penal, principalmente no interrogatório do acusado, defendendo a constitucionalidade do ato. Primeiramente, foi abordado o conceito de videoconferência, sua evolução histórica e a estrutura necessária para a realização do ato. Em seguida passou-se para a definição de interrogatório, o uso do interrogatório on-line e as características oriundas da lei /09 sancionada pelo Presidente da República. Posteriormente, foi realizado um paralelo entre os doutrinadores que apóiam e que são contra ao uso da videoconferência, fazendo uma defesa do uso do sistema dentro do ordenamento jurídico brasileiro. No próximo tópico, uma analise sobre os princípios constitucionais e uma defesa de forma sucinta, enquadrando o uso do sistema de acordo com os princípios, tais como: do devido processo legal, do contraditório e ampla defesa, da proporcionalidade, da imediação e da identidade física do juiz, do juiz natural, da publicidade, da dignidade humana e do acesso à justiça. Mais adiante é feito uma análise sobre a aplicação do sistema em outros países e um breve relato das experiências já realizadas no Brasil. A conclusão da presente pesquisa demonstra a legalidade, constitucionalidade e viabilidade da realização do interrogatório do réu à distância, proporcionando celeridade e economia à jurisdição, sem ferir os princípios constitucionais. A elaboração do trabalho foi embasada em pesquisas teóricas, envolvendo artigos, textos e notícias extraídos na Internet, em entrevistas, revistas jurídicas, jurisprudência e obras clássicas. Utilizou-se o método dialético dedutivo, partindo-se de um conhecimento geral, para atingir a especificação do tema. Palavras-chave: Videoconferência. Lei /09. Interrogatório on-line. Constitucionalidade. Princípios constitucionais. Viabilidade. Legalidade.

8 8 ABSTRACT The goal of this research is to make an analysis on the use of videoconferencing in criminal process, especially in the interrogation of the accused, defending the constitutionality of the act. First, it was discussed the concept of videoconferencing, its historical evolution and structure required to implement the act. Then it passed to the definition of interrogation, the use of online interrogation and its characteristics derived from the law /09 sanctioned by the President. Later, it was performed a parallel between the scholars who support and oppose to the use of video conferencing, making a defense of the use of the system within the Brazilian law. In the next section, it analysis about the constitutional principles and a succinct defense, adjusting the use of the system in accordance with the principles, such as: give legal process, the contradictory and full defense, proportionality, and immediacy of the physical identity of the judge, the natural judge, the advertising, the human dignity and the access to justice. Further it is done an analysis about the implementation of the system in other countries and a brief report of the experiments already conducted in Brazil. The conclusion of this research demonstrates the legality, constitutionality and feasibility of conducting the interrogation of the defendant at a distance, providing speed and economy of jurisdiction, without hurting the constitutional principles. The preparation of this work was based on theoretical research involving articles, papers and news taken from the Internet, interviews, legal journals, jurisprudence and work of masters. It was used the dialectical method deductive, starting from a general knowledge, to achieve the specification of the subject. Key-words: Videoconferencing. Law /09. Online interrogation. Constitutionality,.Constitutional principles. Viability. Legality.

9 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 10 2 VIDEOCONFERÊNCIA CONCEITO EVOLUÇÃO HISTÓRICA TECNOLOGIA E A ESTRUTURA DAS SALAS DE 15 VIDEOCONFERÊNCIAS Equipamentos, softwares e segurança no uso da videoconferência 3 O INTERROGATÓRIO CONCEITO O INTERROGATÓRIO ON-LINE Lei / POSICIONAMENTOS DOUTRINÁRIOS POSIÇÃO CONTRÁRIA POSIÇÃO FAVORÁVEL 30 5 A CONSTITUCIONALIDADE DA VIDEOCONFERÊNCIA A HARMONIA COM OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Princípio do devido processo legal Princípio do contraditório e ampla defesa Princípio da proporcionalidade Princípio da imediação e da identidade física do juiz Princípio do juiz natural Princípio da publicidade Princípio da dignidade humana Princípio do acesso à justiça 44 6 USO DA VIDEOCONFERÊNCIA EM OUTROS PAÍSES 46 CONCLUSÃO 48 REFERÊNCIAS 50 ANEXO 53 16

10 10 1 INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo realizar um aprofundamento sobre o uso da Videoconferência no Processo Penal Brasileiro, de acordo com a lei que entrou em vigor no dia 09 de janeiro de Tal lei sancionou as novas regras do interrogatório presente no nosso ordenamento jurídico, permitindo assim, o uso da videoconferência na esfera criminal. A alteração do Decreto-Lei 3.689/41 Código de Processo Penal Brasileiro representa um grande avanço no intuito de agilizar o andamento da Justiça Criminal, tendo como fatores notáveis a diminuição de gastos públicos e o risco desnecessário gerado no transporte de presos pertencentes a facções criminosas. Apesar de existirem diversos pontos favoráveis na utilização da videoconferência, ainda possuem correntes contrárias a sua aplicação. É de se considerar que um tema novo gere barreiras, mas tais divergências não podem impedir que a justiça brasileira evolua e acompanhe a modernidade global. Nesse contexto, a questão problema que orienta a pesquisa é a constitucionalidade do uso da videoconferência no Processo Penal Brasileiro. Ora, se além de inúmeras vantagens existentes na utilização do interrogatório on-line e de todos os princípios constitucionais serem garantidos, por que deveríamos nos privar de tal evolução tecnológica? Dessa forma, o estudo trabalha com a hipótese de que, com a aprovação da Lei /09, com todos os princípios constitucionais referentes ao interrogatório sendo seguidos e respeitados, doutrinas e direito comparado favoráveis e a real legalidade na utilização da tecnologia no nosso judiciário. Sendo assim, o objetivo geral do trabalho é identificar os pontos favoráveis do uso da videoconferência na Justiça Criminal, discutindo os princípios constitucionais e defendendo-os dentro do ordenamento jurídico. A aprovação do dispositivo legal, Lei /09 veio para alterar o Código de Processo Penal Brasileiro, legalizando o uso da videoconferência no interrogatório. Como técnicas de pesquisa, utilizou-se pesquisa bibliográfica, como livros, artigos científicos impressos e de meios eletrônicos, legislação e jurisprudência com a finalidade de proporcionar melhores e mais precisas informações sobre o tema. O texto está dividido em seis partes, além da introdução:

11 11 No primeiro capítulo é abordado o conceito e a evolução da videoconferência. Em seguida, o interrogatório on-line e suas características, de acordo com a Lei de Videoconferência. No terceiro capítulo, são apresentadas as posições dos doutrinadores sobre o presente assunto. No capítulo quatro, são expostos os princípios fundamentais da constituição, em harmonia com a Lei /09. No capítulo seguinte, os tratados internacionais que permitem a utilização da tecnologia. No penúltimo tópico, traz relatos das experiências de teleaudiências realizadas no Brasil. E, por fim, a conclusão sobre o trabalho de pesquisa.

12 12 2 VIDEOCONFERÊNCIA 2.1 CONCEITO Videoconferência nada mais é que um sistema que permite uma discussão em grupo ou pessoa-a-pessoa, situadas em locais diferentes, que através da tecnologia podem ver e ouvir uns aos outros como se estivessem todos no mesmo local. Moraes Filho (2003, p ), com base na União Internacional de Telecomunicações (International Telecommunication Union/Telecommunication Standardization Sector ITU), define a videoconferência como: Um serviço de teleconferência audiovisual de conversação interativa que prevê uma troca bidirecional e em tempo real, de sinais de áudio (voz) e vídeo (imagem), entre grupos de usuários em dois ou mais locais distintos. Os sistemas de videoconferência permitem a comunicação em tempo real entre grupos de pessoas, em locais distintos, simultaneamente, possibilitando o compartilhamento de informações e dados sem que haja um contato físico entre os participantes. Devido à confusão existente na distinção de teleconferência, audioconferência e videoconferência, faz-se necessário uma breve conceituação de cada um dos termos. Segundo Fioreze (2009, p. 55): A teleconferência é uma comunicação a distância de uma maneira combinada, compreendendo a telefonia e a televisão, através de uma comunicação via satélite. É o que ocorre na maioria dos ensinos ministrados a distância. A audioconferência é a realização de uma conferência através de áudio (telefone ou celular). A videoconferência é a comunicação interativa nos dois sentidos, utilizando áudio e vídeo. A estrutura para a realização de uma videoconferência se baseia na existência de uma sala, sendo cada uma em localidade distinta, equipada de uma câmera de vídeo (para captação de imagem); microfones (para a captação de áudio); TV ou telão (para acompanhar sons e imagens vindas do outro ponto); um codec (aparelho encarregado de codificação/descodificação dos sinais de som e

13 13 imagem para serem transmitidos a um outro ponto); um modem (que recebe os sinais digitais, transforma em sinais analógicos e os transmite para outro modem; uma conexão ISDN (ou outro meio de transmissão); uma interfase usuária (controles automáticos, teclados, aparelho de fax, etc.); e câmera de documentos (para scannear documentos e transmiti-los ao receptor). Devido à modernização tecnológica, tem se tornado viável o uso da videoconferência através de desktop, sem que tenha a necessidade de utilizar o sistema de conferência em salas especiais, com equipamentos específicos, sendo necessária a adaptação dos desktops com a inclusão de software e hardware nos computadores pessoais. Defendendo o quesito da segurança das informações e transferências de dados no sistema de videoconferência, para Amorim (2009): [...] a segurança das informações é caracterizada pela preservação da confidencialidade, para garantir que as informações sejam acessíveis apenas àqueles usuários, autorizados a terem acessos, através de métodos de autenticação, autorização e responsabilização[...]. Esclarecido o conceito de videoconferência, é mister e notório um breve relato sobre a aplicação da tecnologia dentro do ordenamento jurídico. Aras (2005) expõe as seguintes formas de intervenções processuais: a) teleinterrogatório, para tomada de declarações do indiciado ou suspeito, na fase policial, ou do acusado ou réu, na fase judicial; b) teledepoimento, para a tomada de declarações de vítimas, testemunhas e peritos; c) telerreconhecimento, para a realização de reconhecimento do suspeito ou do acusado, a distância, ato que hoje já se faz com o uso de meras fotografias; d) telessustentação, ou sustentação oral a distância, perante tribunais, por advogado, defensores e membros do Ministério Público; e) telecomparecimento, mediante o qual as partes ou seus advogados e os membros do Ministério Público acompanham os atos processuais a distância, neles intervindo quando necessário; f) telessessão, ou reunião virtual de juízes integrantes de tribunais, Turmas Recursais ou Turmas de Uniformização de Jurisprudência; g) telejustificação, em atos nos quais seja necessário o comparecimento do réu perante o juízo, como em casos de sursis processual e penal, fiança, liberdade provisória, etc. Os demais requisitos, tecnologias, segurança das transmissões e estruturas necessárias para a utilização das salas de teleaudiências serão abordadas posteriormente.

14 EVOLUÇÃO HISTÓRICA Os seres humanos sempre tiveram a necessidade de se comunicar. Desde os primórdios da humanidade existe essa busca pela comunicação através de sons, imagens e escrita. Com o decorrer dos anos e com a evolução da raça humana, os meios de comunicações deixaram de ser somente através do contato físico entre pessoa-apessoa e começou a conquistar mecanismos que permitiam a interação entre pessoas em localidades geográficas distintas. Paiva Rodrigues (2007), diz: A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo. Desde os primatas, até os dias atuais. A tecnologia avançou a passos largos. A comunicação teve seu contributo na medida em que o tempo passava, ela estava sempre presente. Foi e continua sendo o viés mais importante da evolução humana, fez o grande diferencial entre o ontem e o hoje. Será a mola propulsora entre o hoje e o amanhã. Será uma grande força contributiva de um futuro bem próximo. Em 1960, surge a videoconferência utilizando conexão ponto-a-ponto, permitindo o uso de áudio e vídeo. Entretanto, tal tecnologia possuía um valor de elevado custo, sendo possível a sua utilização em salas especiais. Já em 1964, surge em Nova York, o primeiro telefone com imagem, porém, naquela época não despertou muita curiosidade pelo fato de ser algo inovador. Vale ressaltar que é da natureza humana a existência de rejeição de novas tecnologias ao primeiro momento. Isso pode ser observado no surgimento do telefone, da máquina de escrever, do fax, do computador, da internet, da videoconferência etc. Rejeições essas notórias no ordenamento jurídico. Leal apud Fioreze (2009, p. 73) que cita o professor Jorge Americano, ao fazer uma crítica referente à possibilidade da sentença ser datilografada pelo Juiz: A sentença deve ser escrita do próprio punho, datada e assinada por seu prolator. São considerados essenciais estes requisitos, porque servem para fiscalizar a autenticidade da sentença e, ao mesmo tempo, assegurar o sigilo que sobre ela se deve manter até a respectiva publicação. É essencial, para a dignidade da magistratura, que o juiz mantenha sigilo quanto à sua opinião sobre a demanda, até o momento de lavrar a sentença. Qualquer conversação sobre ela travada conduzirá à discussão com as partes, com grave prejuízo da austeridade a até da honra do

15 15 magistrado [...] Ora, permitir que a sentença seja datilografada é tolerar o seu conhecimento pelo datilógrafo, antes de publicada. É certo que a sentença, enquanto em estado de rascunho, pode ser modificada, e só adquire força depois de publicada. Basta uma hesitação por parte do juiz, em presença do datilógrafo, um erro que corrija, uma modificação que introduza, para criar no espírito desse auxiliar uma suspeita sobre a integridade do juiz ou, quando tal não se dê, trazer a público incidentes curiosos ou anedóticos quanto à maneira de lavrar a sentença. [...] Eis porque parece mais sábio manter a tradição, segundo o qual o juiz lavra, data e assina a sentença do próprio punho. O sistema de videoconferência surgiu com objetivo de permitir a comunicação em tempo real, entre pessoas em pontos distantes uma das outras, sendo assim, permitido a troca de imagem e áudio entre os participantes. No Brasil, o judiciário tem se rendido a implantação da tecnologia da videoconferência, sendo que em 1996 foi realizada a primeira videoconferência de um interrogatório, presidido pelo juiz de direito, Doutor Edison Aparecido Brandão, titular da primeira Vara Criminal da cidade de Campinas/SP. Posteriormente, em 2002, o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba foi o primeiro a adotar, oficialmente, a videoconferência. Sábias são as palavras de Pinto (2006) ao defender as evoluções alcançadas na espera judicial: Quem sabe se ao final deste século, a resistência quanto à implantação de modelos modernos, capazes de agilizar a justiça (como a experiência do interrogatório a distância), não servirá, apenas, como um capítulo pitoresco de nossa história (...). Com a aprovação da Lei /09, espera-se que o sistema de videoconferência evolua cada vez mais, possibilitando novos recursos e qualidades superiores aos existente no momento e, com isso, os contrários à utilização de tal recurso plausível, se rendam e passem a aceitar a tecnologia ao seu favor e a favor da justiça. 2.3 TECNOLOGIA E A ESTRUTURA DAS SALAS DE VIDEOCONFERÊNCIAS Um dos primeiros depoimentos tomados de um acusado no Brasil ocorreu em 1996, na comarca de Campinas/SP, pelo juiz de Direito Dr. Edison Aparecido

16 16 Brandão. A audiência foi realizada através de , através da digitação de perguntas e das respostas no comunicador, sem a possibilidade de áudio e vídeo. Obviamente, esta forma de interrogatório desrespeitava princípios constitucionais, como contraditório e da ampla defesa, tendo em vista que o réu não podia se defender simultaneamente, já que não existia a transmissão da imagem e áudio do magistrado. Mesmo assim, as decisões tomadas pela comarca do interior de São Paulo foram aceitas como válidas. Atualmente, a videoconferência tem sido utilizada na esfera Jurídica e, para isso, é necessário que haja uma estrutura nas instalações físicas do fórum e de uma sala específica dentro do presídio, contendo os equipamentos que possibilitem o uso do sistema e as demais exigências para a realização de um interrogatório à distância. A videoconferência já está funcionando em várias regiões do país, e com a aprovação da Lei /09, a tendência é que haja uma expansão ainda maior em todos os tribunais e prédios penitenciários. A seguir serão abordados os equipamentos, softwares e a segurança existente no uso da videoconferência. Tal tópico se faz necessário para que haja uma melhor compreensão do trabalho de pesquisa, mas as questões técnicas não serão aprofundadas e discutidas, pois se trata de méritos de especialistas da área de tecnologia Equipamentos, softwares e segurança no uso da videoconferência O uso da videoconferência pode ser considerado um meio seguro de sistema de transmissão à distância, já que é possível a codificação das mensagens, assegurando assim o sigilo das comunicações realizadas em audiências. É necessária a existência de canais reservados e seguros para a comunicação entre o réu e o seu advogado, protegendo as confidências e o sigilo profissional dos dois. Além da segurança, outros requisitos para a realização da videoconferência são equipamentos e softwares de alta tecnologia, a fim de que se tenha uma boa transmissão durante as audiências.

17 17 As salas de videoconferências deverão ser equipadas com: uma câmera de vídeo (para captação de imagem); microfones (para a captação de áudio); TV ou telão (para acompanhar sons e imagens vindas do outro ponto); um codec (aparelho encarregado de codificação/descodificação dos sinais de som e imagem para serem transmitidos a um outro ponto); um modem (que recebe os sinais digitais, transforma em sinais analógicos e os transmite para outro modem; uma conexão ISDN (ou outro meio de transmissão); uma interfase usuária (controles automáticos, teclados, aparelho de fax, etc.); e câmera de documentos (para scannear documentos e transmiti-los ao receptor). Todos os equipamentos deverão ser classificados de acordo com a normas ITU-T H323, seguindo especificações e medidas de codificações de vídeo, áudio e sistemas de transferência de dados e controle de conexões em redes. (livro, página 55) Meneses apud Fioreza (2010, p. 58), ao especificar as marcas mais utilizadas no mercado para a realização de videoconferência que são: PictureTel: É uma das maiores empresas do mercado de videoconferência. Foi adquirida pela PolyCom em 2001 e possui: - Sistemas Compactos Incluem câmera, microfone e vídeo, adequados para escritório ou pequena sala de conferência. Requer conexão PPP65 ou Lan66 e um monitor de TV normal; - Sistemas Desktops possibilitam videoconferências em redes Windows67, compatíveis com H.230 e H.232. O sistema opera a 30frames68 por segundo e numa velocidade em média de 600kbps (mínima); - Sistemas de Grupo Permitem a realização de videoconferência em grandes corporações. Intel: Oferece uma linha de produtos variada que suporta tanto a comunicação individual quanto a conferência em grupo (em associação com a PictureTel). Segundo o fabricante, os seus sistemas oferecem as facilidades de comunicação com alta qualidade de vídeo. VTEL: Foi uma das primeiras empresas em videoconferência. Fornece uma plataforma multimídia interativa e cooperativa, permitindo a realização de videoconferência associadas a compartilhamento de documentos, apresentações, planilhas eletrônicas ou outros arquivos eletrônicos. Sua linha de produtos vai desde aplicações desktop até sistemas para grandes grupos. VCON: É uma empresa norte-americana e foi adquirida pela VTEL. Oferece sistemas aptos para operação tanto em redes IP, quanto PPP, sendo que permite a muulticasting interativo em protocolo H323

18 18 (videoconferência em IP), além de dispor também do protocolo H320 (videoconferência em ISDN). Esta tecnologia permite que um único estúdio de geração faça streaming de multicasting para até 90 salas, com a mesma qualidade, permitindo também a interação. Para completar a lista das ferramentas necessárias para a realização da videoconferência, temos os softwares que, nada mais são, os aplicativos usados em computadores, possibilitando assim a ligação entre dois ou mais computadores. Os mais utilizados são: Microsoft NetMeeting: O NetMeeting permite que o usuário troque informações utilizando recursos de áudio e vídeo. Foi desenvolvido pela Microsoft e utiliza o padrão H.323. A comunicação pode ser ponto a ponto ou multiponto. Permite utilizar recursos de quadro branco (whiteboard) eletrônico; possui serviço de chat, compartilhamento de recursos e envio de arquivos durante uma videoconferência; CuSeeMe: A CuSeeMe Networks desenvolve e comercializa softwares multiplataformas para comunicação remota em redes de curta e longa distância que utilizam o Internet Protocol (IP). Essa comunicação se efetiva através do tráfico de multimídia (áudio, vídeo e texto), viabilizando sessões de videoconferência multiponto, ou seja: diversos participantes interagindo mutuamente. A principal solução da empresa implementou uma estrutura cliente-servidor, onde os usuários estabelecem sessões de videoconferência, sendo que a ferramenta de videoconferência CuSeeMe é um dos mais populares aplicativos, e um dos pioneiros a oferecer solução para videoconferência; MeetingPoint: O MeetingPoint foi desenvolvido pela First Virtual Communication e utiliza o padrão H.323, mas funciona somente em conexão multiponto. Esse software permite uma interoperacionalização com outros fabricantes como Microsoft, PictureTel, Polycon, Vtel, ou qualquer outro cliente H.323 e também cliente VoiP. Uma vez conectado, é possível receber e enviar vídeo e áudio, utilizar chat para conversar e ainda compartilhar documentos e gráficos em um quadro de comunicações eletrônico e interativo, permitindo visualizar simultaneamente vários usuários conectados.

19 19 De uma forma simplificada, não entrando em mais detalhes no quesito informática e tecnologia, a videoconferência se dá através da utilização desses recursos básicos abordados. Obviamente, cabe aos especialistas da área de informática dos tribunais solucionar e aperfeiçoar as questões técnicas, não cabendo ao operador de Direito se prender em discussões técnicas de informática.

20 20 3 O INTERROGATÓRIO 3.1 CONCEITO Segundo Romero (1942, p. 44): O interrogatório é um ato judicial, presidido pelo juiz, em que se indaga ao acusado sobre os fatos imputados contra ele, advindo de uma queixa ou denúncia, dando-lhe ciência, ao tempo em que oferece oportunidades de defesa. Tem como características: pessoalidade, judicialidade, oralidade e a publicidade. O interrogatório é considerado personalíssimo porque somente o acusado poderá ser interrogado, não podendo ser representado por outra pessoa; judicialidade, pois cabe somente ao juiz interrogar o acusado; o interrogatório além de ser pessoal, deve ser oral, daí a oralidade. O juiz faz as perguntas e o acusado responde, sendo as respostas ditadas ao escrivão pelo magistrado, sendo registradas na ata; e o ato deve ser público, respeitando a publicidade, exceto quando as circunstâncias determinarem o sigilo processual. No entendimento de Mirabete (2008, p. 272): A audiência de interrogatório constitui ato solene, formal, de instrução, sob a presidência do juiz, em que este indaga do acusado sobre os fatos articulados na denúncia ou queixa, deles lhe dando ciência, ao tempo em que lhe abre oportunidade de defesa. O interrogatório é considerado como meio de prova e, também pode ser atribuído como meio de defesa, onde poderá ser ouvido pelo juiz sobre o assunto que lhe é indiciado e ao mesmo tempo, o magistrado colhe dados para o seu convencimento. Os doutrinadores que defendem o interrogatório como meio de prova baseiam-se no fato do ato estar disposto no capítulo referente a Provas no Código de Processo Penal (capítulo III do título VII do Livro I, artigos 185 a 196). Já os que

21 21 defendem como meio de defesa, levam em consideração o direito constitucional de o réu permanecer em silêncio. Conforme artigo 186, único do Código de Processo Penal O silêncio, que não importa em confissão, não poderá ser interpretado em prejuízo da defesa. O interrogatório é dividido em duas fases. No primeiro momento, o magistrado fará as perguntas relacionadas à qualificação e a personalidade do acusado, sendo que posteriormente, serão feitas perguntas sobre o mérito. Essa primeira fase é importante para um melhor conhecimento sobre a personalidade do acusado, e de grande relevância para a fixação da pena, sendo decidido o tipo de pena a ser aplicada. Durante o interrogatório, o juiz deverá seguir um rol exemplificativo de perguntas estabelecidas pelo Código de Processo Penal, após a sua qualificação. Neste momento, o réu poderá exercer sua autodefesa. Artigo 187, 2º do CPP. in verbis: 2º Na segunda parte será perguntado sobre: I - ser verdadeira a acusação que lhe é feita; II - não sendo verdadeira a acusação, se tem algum motivo particular a que atribuí-la, se conhece a pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prática do crime, e quais sejam, e se com elas esteve antes da prática da infração ou depois dela; III - onde estava ao tempo em que foi cometida a infração e se teve notícia desta; IV - as provas já apuradas; V - se conhece as vítimas e testemunhas já inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e se tem o que alegar contra elas; VI - se conhece o instrumento com que foi praticada a infração, ou qualquer objeto que com esta se relacione e tenha sido apreendido; VII - todos os demais fatos e pormenores que conduzam à elucidação dos antecedentes e circunstâncias da infração; VIII - se tem algo mais a alegar em sua defesa. Importante considerar ainda, que o acusado não está obrigado a dizer a verdade acerca dos fatos. A mentira não lhe acarreta sanção alguma. O momento da realização dependerá do rito estabelecido para o julgamento do ato ilícito. No antigo rito ordinário o interrogatório era o primeiro ato processual realizado, sendo feito logo após a denúncia do réu. Com as alterações da lei /08, o interrogatório passou a ser realizado na instrução, depois da oitiva do ofendido, das testemunhas e dos peritos.

22 22 Essa alteração acabou por confirmar o interrogatório como forma de defesa do réu, já que após todos os atos processuais ele poderá se defender das acusações. O interrogatório deverá ser realizado na sede do juízo, de acordo com o artigo 792, caput, do Código de Processo Penal. Em casos excepcionais, poderá ser realizado no presídio onde o réu encontrar-se preso. Consagrando o princípio da ampla defesa, a lei processual penal garante ao acusado entrevista reservada com seu defensor antes da realização do interrogatório. O art. 185, 2º, do CPP, prevê que Antes da realização do interrogatório, o juiz assegurará o direito de entrevista reservada do acusado com seu defensor. Concluindo, o interrogatório é um ato processual estritamente necessário. A necessidade vem da importância da verificação pelo juiz da personalidade do interrogado e dos motivos e circunstâncias do crime. Após esta breve demonstração do que vem a ser o interrogatório propriamente dito e de suas características, passa-se agora as explicações do que chamamos de espécie do interrogatório, o Interrogatório por videoconferência. 3.2 O INTERROGATÓRIO ON-LINE O interrogatório on-line teve seu surgimento devido à dificuldade de movimentar os presos a serem ouvidos nos fóruns. Segundo Fioreze (2009, p. 114): O interrogatório on-line é um ato judicial, presidido pelo juiz, em que se indaga ao acusado sobre os fatos imputados contra ele, advindo de uma queixa ou denúncia, dando-lhe ciência, ao tempo em que oferece oportunidade de defesa, realizado através de um sistema que funciona com equipamentos e softwares específicos. E continua: Trata-se de um interrogatório realizado a distância, ficando o juiz em seu gabinete no fórum e o acusado em uma sala especial dentro do próprio presídio, onde há uma interligação entre ambos, por meio de câmeras de

PROJETO DE LEI N o, DE 2009

PROJETO DE LEI N o, DE 2009 PROJETO DE LEI N o, DE 2009 (Do Sr. NELSON GOETTEN) Altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 1941 Código de Processo Penal. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta lei altera o Decreto-Lei nº 3.689, de 1941

Leia mais

Interrogatório por Videoconferência

Interrogatório por Videoconferência Interrogatório por Videoconferência Ronaldo Saunders Monteiro Mestrando em Direito Público pela Universidade Estácio de Sá-RJ O interrogatório feito por meio de videoconferência é um assunto que está tomando

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM?

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? A Justiça Militar Estadual por força de expressa vedação contida no art. 125, 4º, da CF/88, não tem competência

Leia mais

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE PROMOTOR DE JUSTIÇA ASSESSOR DO CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CRIMINAL DO MINISTÉRIO PUBLICO

Leia mais

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador RENATO CASAGRANDE

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador RENATO CASAGRANDE PARECER Nº, DE 2010 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 37, de 2010, da Senadora Lúcia Vânia, que altera o art. 10 do Código de

Leia mais

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASOTECA DIREITO GV Caso do Campo de Algodão: Direitos Humanos, Desenvolvimento, Violência e Gênero ANEXO I: DISPOSITIVOS RELEVANTES DOS INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS

Leia mais

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos $ 5(63216$%,/,'$'( &,9,/ '2 3529('25 '( $&(662,17(51(7 Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos A Internet se caracteriza

Leia mais

Seção 20 Da Gravação de Audiências

Seção 20 Da Gravação de Audiências Seção 20 Da Gravação de Audiências 2.20.1 Nas audiências criminais, salvo impossibilidade material momentânea, devidamente anotada em ata, o registro dos depoimentos do investigado, do indiciado, do ofendido

Leia mais

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 11 Capítulo I PROVAS... 13 1. Introdução... 13 2. Das provas aspectos gerais (arts. 155 a 157 do CPP)... 13 3. Ônus da prova, provas antecipadas e provas de ofício... 14 4. Prova

Leia mais

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E O JULGAMENTO POR E-MAIL Ana Victoria de Paula Souza Souza, Ana Victoria de Paula. O tribunal de justiça do Estado de São Paulo e o julgamento por e-mail.

Leia mais

Olhos nos olhos. Qual é o impacto da utilização da videoconferência no processo penal e a interferência dessa medida no trabalho do advogado?

Olhos nos olhos. Qual é o impacto da utilização da videoconferência no processo penal e a interferência dessa medida no trabalho do advogado? Olhos nos olhos Se o interrogatório O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, atua em Brasília há 30 anos e é um dos mais respeitados criminalistas do país. Tendo a liberdade como fator preponderante

Leia mais

LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965

LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965 LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965 Regula o Direito de Representação e o Processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço

Leia mais

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES NO PROCESSO PENAL ROGÉRIO TADEU ROMANO Procurador Regional da República aposentado e advogado I A INTIMAÇÃO DA SENTENÇA AO RÉU DISSONÂNCIA DA DOUTRINA

Leia mais

GRAVAÇÃO AUDIOVISUAL DA AUDIÊNCIA TRABALHISTA. Otavio Pinto e Silva

GRAVAÇÃO AUDIOVISUAL DA AUDIÊNCIA TRABALHISTA. Otavio Pinto e Silva GRAVAÇÃO AUDIOVISUAL DA AUDIÊNCIA TRABALHISTA Otavio Pinto e Silva Audiência A palavra audiência está ligada à ideia de audição Direito Processual do Trabalho: a audiência possui grande relevância, sua

Leia mais

PROVIMENTO Nº 12/2011 CGJ

PROVIMENTO Nº 12/2011 CGJ PROVIMENTO Nº 12/2011 CGJ Modifica o Provimento nº 71/2008, estabelecendo novas regras para a gravação audiovisual de audiências. atribuições legais, O Corregedor-Geral da Justiça, no uso de suas Considerando

Leia mais

A PRISÃO DO DIREITO PENAL. Aurélio Wander Bastos

A PRISÃO DO DIREITO PENAL. Aurélio Wander Bastos A PRISÃO DO DIREITO PENAL Aurélio Wander Bastos O moderno Direito Penal Brasileiro tem evoluído em três grandes linhas teóricas: a do Direito Penal Comum, que trata principalmente da criminalidade comum;

Leia mais

INTERRROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA LEI 11.900/09 Roberta Alves Lima Guimarães 1

INTERRROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA LEI 11.900/09 Roberta Alves Lima Guimarães 1 INTERRROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA LEI 11.900/09 Roberta Alves Lima Guimarães 1 RESUMO Este artigo discorre sobre o tema interrogatório por videoconferência Lei 11.900/09. Procurou-se demonstrar a constitucionalidade

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV AULA DIA 25/05/2015 Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com DIREITO PROCESSUAL PENAL IV Procedimento Sumaríssimo (Lei 9.099/95) - Estabelece a possibilidade de conciliação civil,

Leia mais

COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII 1. NOÇÕES GERAIS

COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII 1. NOÇÕES GERAIS COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII COMPETÊNCIA SUMÁRIO 1. Noções gerais; 2. Competência territorial (ratione loci); 2.1. O lugar da infração penal como regra geral (art. 70 CPP); 2.2. O domicílio ou residência

Leia mais

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ PÂMELLA DOS SANTOS O INTERROGATÓRIO POR SISTEMA DE VIDEOCONFERÊNCIA EM FACE DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ PÂMELLA DOS SANTOS O INTERROGATÓRIO POR SISTEMA DE VIDEOCONFERÊNCIA EM FACE DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ PÂMELLA DOS SANTOS O INTERROGATÓRIO POR SISTEMA DE VIDEOCONFERÊNCIA EM FACE DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA São José 2010 1 PÂMELLA DOS SANTOS O INTERROGATÓRIO POR SISTEMA DE

Leia mais

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Herivelton Luiz Muncke O EMPREGO DA VIDEOCONFERÊNCIA PARA PRODUÇÃO DE PROVAS E OUTROS ATOS DO PROCESSO PENAL

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Herivelton Luiz Muncke O EMPREGO DA VIDEOCONFERÊNCIA PARA PRODUÇÃO DE PROVAS E OUTROS ATOS DO PROCESSO PENAL UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Herivelton Luiz Muncke O EMPREGO DA VIDEOCONFERÊNCIA PARA PRODUÇÃO DE PROVAS E OUTROS ATOS DO PROCESSO PENAL CURITIBA 2011 O EMPREGO DA VIDEOCONFERÊNCIA PARA PRODUÇÃO DE PROVAS

Leia mais

A CONSTITUCIONALIDADE DO INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO

A CONSTITUCIONALIDADE DO INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO A CONSTITUCIONALIDADE DO INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO Juliana Castellani SCARCELLI 1 Sérgio Tibiriçá AMARAL 2 RESUMO: O presente trabalho tem o objetivo de demonstrar

Leia mais

Para as Vítimas de Crime

Para as Vítimas de Crime Para as Vítimas de Crime Através deste documento, explicaremos a sequência da investigação e do julgamento e o sistema que a vítima poderá utilizar. Será uma satisfação poder ajudar a amenizar os sofrimentos

Leia mais

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA VIDEOCONFERÊNCIA: COMENTÁRIOS À LEI N 11.900, DE 8 DE JANEIRO DE 2009

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA VIDEOCONFERÊNCIA: COMENTÁRIOS À LEI N 11.900, DE 8 DE JANEIRO DE 2009 MATERIAL DE APOIO - MONITORIA VIDEOCONFERÊNCIA: COMENTÁRIOS À LEI N 11.900, DE 8 DE JANEIRO DE 2009 LUIZ FLÁVIO GOMES Doutor em Direito penal pela Universidade Complutense de Madri, Mestre em Direito Penal

Leia mais

A aplicação do interrogatório por videoconferência no ordenamento jurídico brasileiro. Introdução

A aplicação do interrogatório por videoconferência no ordenamento jurídico brasileiro. Introdução A aplicação do interrogatório por videoconferência no ordenamento jurídico brasileiro Palvras-chave: Interrogatório on-line. Videoconferência. Admissibilidade. Constitucionalidade. Introdução O advento

Leia mais

Entrevista com o réu preso por videoconferência

Entrevista com o réu preso por videoconferência Entrevista com o réu preso por videoconferência Priscila Simara Novaes, Rafael Rocha Paiva Cruz e Fabricio Bueno Viana Defensores Públicos do Estado de São Paulo Só com uma ardente paciência conquistaremos

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES PROJETO DE LEI Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei estabelece princípios,

Leia mais

HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). RELATÓRIO

HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). RELATÓRIO HC 6017-PB (0002378-25.2015.4.05.0000). IMPTTE : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ADV/PROC : OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO JÚNIOR E OUTROS IMPTDO : JUÍZO DA 8ª VARA FEDERAL DA PARAÍBA (SOUSA)

Leia mais

INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 18 COMPETÊNCIA

INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 18 COMPETÊNCIA INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 18 COMPETÊNCIA Índice 1. Competência...3 1.1. Critérios Objetivos... 3 1.1.1. Critérios Subjetivos... 4 1.1.2. Competência Territorial... 4 2. Dos Processos...4

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI » Pedro Henrique Meira Figueiredo NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI O ano de 2010 marcou a comunidade jurídica com a divulgação dos tão esperados anteprojetos do novo Código

Leia mais

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL

PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCESSO PENAL Carlos Antonio da Silva 1 Sandro Marcos Godoy 2 RESUMO: O Direito Penal é considerado o ramo jurídico mais incisivo, uma vez que restringe um dos maiores bens do

Leia mais

Capítulo 10 Emulando a Conversação e Trabalho Face-a-Face

Capítulo 10 Emulando a Conversação e Trabalho Face-a-Face Capítulo 10 Emulando a Conversação e Trabalho Face-a-Face Prof. Roberto Willrich 14:48 Emulando a Comunicação e Trabalho F-a-F Objetivo do Capítulo Apresentar algumas aplicações multimídia que permitem

Leia mais

WWW.FELIPECALDEIRA.COM.BR

WWW.FELIPECALDEIRA.COM.BR ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMERJ Disciplina: Direito Processual Penal Professor: Felipe Machado Caldeira (felipe.caldeira@gmail.com) Tema: A Reforma do Código de Processo Penal:

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL AÇÃO PENAL PÚBLICA tem início através de uma peça que se chama denúncia. Essa é a petição inicial dos crimes

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 149/2010. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições legais,

RESOLUÇÃO Nº 149/2010. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições legais, RESOLUÇÃO Nº 149/2010 Autoriza a implantação do Processo Eletrônico no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Acre e dá outras providências. O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, no uso das atribuições

Leia mais

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25 Espelho Penal Peça O examinando deve redigir uma apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás Dispõe sobre a implantação e estabelece normas para o funcionamento do processo eletrônico no Poder Judiciário do Estado de Goiás. O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS, por seu Órgão Especial, no exercício

Leia mais

O Que é Videoconferência e Como Funciona

O Que é Videoconferência e Como Funciona O Que é Videoconferência e Como Funciona Renato M.E. Sabbatini, PhD O objetivo da videoconferência é colocar em contato, através de um sistema de vídeo e áudio, duas ou mais pessoas separadas geograficamente.

Leia mais

Hugo Nigro Mazzilli AD V OG AD O OAB - SP n. 28.656

Hugo Nigro Mazzilli AD V OG AD O OAB - SP n. 28.656 As investigações do Ministério Público para fins penais (Artigo publicado na Revista APMP em Reflexão Ano 1, n. 4, p. 12, São Paulo, APMP, 2005) Hugo Nigro Mazzilli Advogado e consultor jurídico Procurador

Leia mais

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO Sujeitos processuais são as pessoas que atuam no processo, ou seja, autor, réu e juiz, existem outros sujeitos processuais, que podem ou não integrar o processo,

Leia mais

TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 155. No juízo penal, somente quanto ao estado das pessoas, serão observadas as restrições à prova estabelecidas na lei civil. Art. 156. A prova da

Leia mais

Monitoramento de e-mail corporativo

Monitoramento de e-mail corporativo Monitoramento de e-mail corporativo Mario Luiz Bernardinelli 1 (mariolb@gmail.com) 12 de Junho de 2009 Resumo A evolução tecnológica tem afetado as relações pessoais desde o advento da Internet. Existem

Leia mais

PROVIMENTO CONJUNTO Nº 13, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2014.

PROVIMENTO CONJUNTO Nº 13, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2014. PROVIMENTO CONJUNTO Nº 13, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2014. Regulamenta os procedimentos a serem adotados no âmbito da Justiça do Trabalho da 4ª Região em virtude da implantação do PJe- JT, revoga o Provimento

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) Acrescenta inciso V ao art. 141 do Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro

Leia mais

Os processos criminais em segunda instância são submetidos à análise da Douta Procuradoria de Justiça para a elaboração de parecer.

Os processos criminais em segunda instância são submetidos à análise da Douta Procuradoria de Justiça para a elaboração de parecer. SÚMULA ABERTURA DE VISTA DOS AUTOS, EM SEGUNDA INSTÂNCIA, PARA A DEFENSORIA PÚBLICA APÓS A APRESENTAÇÃO DO PARECER PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PARIDADE DE ARMAS - HOMENAGEM AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA

Leia mais

INTERROGATÓRIO DO RÉU POR VIDEOCONFERÊNCIA: BREVES APONTAMENTOS

INTERROGATÓRIO DO RÉU POR VIDEOCONFERÊNCIA: BREVES APONTAMENTOS INTERROGATÓRIO DO RÉU POR VIDEOCONFERÊNCIA: BREVES APONTAMENTOS Suzana Carline Schaedler Acadêmica do Curso de Direito das Faculdades Integradas Machado de Assis/ Fundação Educacional Machado de Assis

Leia mais

ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO POR VIDEOCONFERENCIA NO PROCESSO PENAL ANA LUISA PORTUGAL SANTOS RAED

ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO POR VIDEOCONFERENCIA NO PROCESSO PENAL ANA LUISA PORTUGAL SANTOS RAED ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO POR VIDEOCONFERENCIA NO PROCESSO PENAL ANA LUISA PORTUGAL SANTOS RAED RIO DE JANEIRO 2010 ANA LUISA PORTUGAL SANTOS RAED INTERROGATÓRIO

Leia mais

Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.419, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2006. Mensagem de veto Dispõe sobre a informatização do processo judicial; altera a Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de 1973

Leia mais

RECEITA FEDERAL DO BRASIL GANHA AGILIDADE E EFICIÊNCIA AO IMPLANTAR O PROJETO COMUNICAÇÃO UNIFICADA NA RBF. Case de Sucesso.

RECEITA FEDERAL DO BRASIL GANHA AGILIDADE E EFICIÊNCIA AO IMPLANTAR O PROJETO COMUNICAÇÃO UNIFICADA NA RBF. Case de Sucesso. outubro/2012 Case de Sucesso RECEITA FEDERAL DO BRASIL GANHA AGILIDADE E EFICIÊNCIA AO IMPLANTAR O PROJETO COMUNICAÇÃO UNIFICADA NA RBF Para publicar um case no Portal IT4CIO, entre em contato pelo e-mail

Leia mais

Interrogatório por carta precatória e princípio da identidade física do Juiz.

Interrogatório por carta precatória e princípio da identidade física do Juiz. Interrogatório por carta precatória e princípio da identidade física do Juiz. Robert Ursini dos Santos Defensor Público Estadual no Espírito Santo Especialista em Direito Judiciário O sistema jurídico

Leia mais

Direito Processual Penal - Inquérito Policial

Direito Processual Penal - Inquérito Policial Direito Processual Penal - Inquérito Policial O inquérito policial é um procedimento administrativo préprocessual, de caráter facultativo, destinado a apurar infrações penais e sua respectiva autoria.

Leia mais

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. A Inconstitucionalidade do Interrogatório por Videoconferência no Processo Penal Brasileiro

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. A Inconstitucionalidade do Interrogatório por Videoconferência no Processo Penal Brasileiro 0 Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro A Inconstitucionalidade do Interrogatório por Videoconferência no Processo Penal Brasileiro Isabel Scorcio Hildebrandt Rio de Janeiro 2011 1 ISABEL

Leia mais

CADERNO DE RASCUNHO DIREITO PENAL

CADERNO DE RASCUNHO DIREITO PENAL Ordem dos Advogados do Brasil Exame de Ordem Unificado 2010.2 Prova Prático-profissional CADERNO DE RASCUNHO DIREITO PENAL Leia com atenção as instruções a seguir: 1. Você está recebendo do fiscal de sala,

Leia mais

DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL

DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL PEÇA PROFISSIONAL Mariano Pereira, brasileiro, solteiro, nascido em 20/1/1987, foi denunciado pela prática de infração prevista no art. 157, 2.º, incisos I e II,

Leia mais

CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA)

CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA) CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA) Pedido de indicação de medida provisória Resumo do Despacho de 17 junho de 2003 Aplicação e pedido de medida provisória

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO PARANÁ XXVIII CURSO DE PREPARAÇÃO À MAGISTRATURA NÚCLEO CURITIBA PAULA FERNANDA ALESSE

ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO PARANÁ XXVIII CURSO DE PREPARAÇÃO À MAGISTRATURA NÚCLEO CURITIBA PAULA FERNANDA ALESSE ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO PARANÁ XXVIII CURSO DE PREPARAÇÃO À MAGISTRATURA NÚCLEO CURITIBA PAULA FERNANDA ALESSE INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA NO PROCESSO PENAL CURITIBA 2010 PAULA FERNANDA

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROVIMENTO N. 14/2015-CM

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROVIMENTO N. 14/2015-CM PROVIMENTO N. 14/2015-CM Estabelece a rotina de realização das Audiências de Custódia junto à 11ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá. O PRESIDENTE DO CONSELHO DA MAGISTRATURA DO, no uso das suas atribuições,

Leia mais

Vantagens que todo advogado precisa conhecer

Vantagens que todo advogado precisa conhecer Certificado Digital OAB Vantagens que todo advogado precisa conhecer A Justiça brasileira está cada vez mais digital. A rotina do advogado não vai ficar atrás. Está ocorrendo um fato inédito na Justiça

Leia mais

Conteúdo. Juízes Titulares das Varas Digitais COORDENADORIA DAS VARAS DIGITAIS JUIZ COORDENADOR: RICARDO GOMES FAÇANHA

Conteúdo. Juízes Titulares das Varas Digitais COORDENADORIA DAS VARAS DIGITAIS JUIZ COORDENADOR: RICARDO GOMES FAÇANHA Conteúdo 1. Para distribuir uma ação nova:... 3 2. Como protocolar uma petição nas varas digitais... 4 3. Dicas Úteis... 5 4. Materialização do processo digital... 7 5. Consulta do Processo... 7 6. Responsabilidade...

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

RESOLUCAO TJ/OE Nº 16, de 30/11/2009 (ESTADUAL) DJERJ, ADM 60 (8) - 01/12/2009

RESOLUCAO TJ/OE Nº 16, de 30/11/2009 (ESTADUAL) DJERJ, ADM 60 (8) - 01/12/2009 RESOLUCAO TJ/OE Nº 16, de 30/11/2009 (ESTADUAL) DJERJ, ADM 60 (8) - 01/12/2009 RESOLUÇÃO Nº. 16/2009 Autoriza a implantação do Processo Eletrônico no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

Leia mais

REVISTA ELETRÔNICA DÍKE Δίκη vol. 1, nº 1 (jan/jul 2011) MEIOS DIGITAIS E A INFORMATIZAÇÃO DO PROCESSO

REVISTA ELETRÔNICA DÍKE Δίκη vol. 1, nº 1 (jan/jul 2011) MEIOS DIGITAIS E A INFORMATIZAÇÃO DO PROCESSO REVISTA ELETRÔNICA DÍKE Δίκη vol. 1, nº 1 (jan/jul 2011) MEIOS DIGITAIS E A INFORMATIZAÇÃO DO PROCESSO Mario Fernando da Costa e Silva Professor do IDJ-UVA Especialista em Informática pela UFC Especialista

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Aspectos civis do seqüestro de menores Roberta de Albuquerque Nóbrega * A Regulamentação Brasileira De acordo com a Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), em seu artigo 7º, o

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

Marco Civil da Internet

Marco Civil da Internet Marco Civil da Internet Tendências em Privacidade e Responsabilidade Carlos Affonso Pereira de Souza Professor da Faculdade de Direito da UERJ Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) @caffsouza

Leia mais

ACF.* Ao Íncleto Causídico DD. Professor Doutor René Ariel Dotti Rua Marechal Deodoro, 497. 13 andar. Curitiba/PR. Prezado Senhor:

ACF.* Ao Íncleto Causídico DD. Professor Doutor René Ariel Dotti Rua Marechal Deodoro, 497. 13 andar. Curitiba/PR. Prezado Senhor: Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado do Paraná SINDESPOL/PR CNPJ 77.824.167/0001-00 e-mail: sindespol.pr@hotmail.com Av. Brasília, 116/4298 -~ Novo Mundo CEP: 81.010-020 Tefones: 8834-0816 e 8413-8419

Leia mais

ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO. Liberdade de profissão

ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO. Liberdade de profissão ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO Liberdade de profissão Preparado por Carolina Cutrupi Ferreira (Escola de Formação, 2007) MATERIAL DE LEITURA PRÉVIA: 1) Opinião Consultiva n. 5/85 da Corte Interamericana

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO PLANTÃO CRIMINAL DA COMARCA DE MANAUS AM.

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO PLANTÃO CRIMINAL DA COMARCA DE MANAUS AM. fls. 65 EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO PLANTÃO CRIMINAL DA COMARCA DE MANAUS AM. Autos: 0225155-11.2015.8.04.0001 JOAQUIM RAMOS NASCIMENTO, já qualificado nos autos do

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Virtualização do processo judicial André Luiz Junqueira 1. INTRODUÇÃO A Associação dos Juizes Federais do Brasil (AJUFE) encaminhou um projeto de lei sobre a informatização do processo

Leia mais

Princípios Básicos Relativos à Função dos Advogados

Princípios Básicos Relativos à Função dos Advogados Princípios Básicos Relativos à Função dos Advogados O Oitavo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinquentes, Lembrando o Plano de Acção de Milão 139, adoptado pelo

Leia mais

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados:

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados: PARECERES JURÍDICOS Partindo das diversas obras escritas pelo Prof.Dr. AURY LOPES JR., passamos a oferecer um produto diferenciado para os colegas Advogados de todo o Brasil: a elaboração de Pareceres

Leia mais

DEPOIMENTO SEM DANO: VANTAGENS A VÍTIMA E A JUSTIÇA. Palavras-chave: Depoimento. Dano. Crianças. Adolescentes.

DEPOIMENTO SEM DANO: VANTAGENS A VÍTIMA E A JUSTIÇA. Palavras-chave: Depoimento. Dano. Crianças. Adolescentes. ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA DEPOIMENTO SEM DANO: VANTAGENS A VÍTIMA E A JUSTIÇA Daiani

Leia mais

DECRETO Nº 6.029, DE 1º DE FEVEREIRO DE 2007

DECRETO Nº 6.029, DE 1º DE FEVEREIRO DE 2007 SENADO FEDERAL SUBSECRETARIA DE INFORMAÇÕES DECRETO Nº 6.029, DE 1º DE FEVEREIRO DE 2007 Institui Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,

Leia mais

Sexta Câmara Criminal Habeas Corpus nº 0064910-46.2014.8.19.0000 Relator: Des. LUIZ NORONHA DANTAS

Sexta Câmara Criminal Habeas Corpus nº 0064910-46.2014.8.19.0000 Relator: Des. LUIZ NORONHA DANTAS Sexta Câmara Criminal Habeas Corpus nº 0064910-46.2014.8.19.0000 Relator: Des. LUIZ NORONHA DANTAS Solicitadas informações, veio a ser nestas esclarecido que o pedido defensivo vertido nos autos principais

Leia mais

FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES CURSO DE DIREITO PRÁTICA JURÍDICA

FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES CURSO DE DIREITO PRÁTICA JURÍDICA FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES CURSO DE DIREITO PRÁTICA JURÍDICA Regras Básicas para as Atividades de Prática Jurídica a partir do ano letivo de 2013 Visitas Orientadas 72 Horas Obrigatórias Visitas Justiça

Leia mais

O EMPREGO DE ALGEMAS E A SÚMULA VINCULANTE Nº 11

O EMPREGO DE ALGEMAS E A SÚMULA VINCULANTE Nº 11 O EMPREGO DE ALGEMAS E A SÚMULA VINCULANTE Nº 11 Paulo Sérgio dos Santos Pelo Aluno Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo Paulo Sérgio dos Santos, 3º ano do Curso de formação de Oficiais da

Leia mais

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa Evandro Dias Joaquim* José Roberto Martins Segalla** 1 INTRODUÇÃO A interceptação de conversas telefônicas

Leia mais

PC-SE. Polícia Civil do Estado do Sergipe. Agente de Polícia Judiciária Substituto - Escrivão Substituto ÍNDICE VOLUME 1

PC-SE. Polícia Civil do Estado do Sergipe. Agente de Polícia Judiciária Substituto - Escrivão Substituto ÍNDICE VOLUME 1 Polícia Civil do Estado do Sergipe PC-SE Agente de Polícia Judiciária Substituto - Escrivão Substituto ÍNDICE VOLUME 1 CONHECIMENTOS GERAIS LINGUA PORTUGUESA 1 Compreensão de textos. 2 Denotação e conotação...

Leia mais

A importância da correta execução penal para a segurança pública. Cristiano Lajóia

A importância da correta execução penal para a segurança pública. Cristiano Lajóia A importância da correta execução penal para a segurança pública Cristiano Lajóia Uma das primeiras coisas em que pensamos quando o assunto é Ministério Público (MP), é que o órgão tem duas funções no

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1

DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1 DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1 Sobre a atuação dos Juízes e Poderes Judiciários Iberoamericanos relativamente à informação, à participação pública e ao acesso à justiça em matéria de meio ambiente

Leia mais

GABARITO SIMULADO WEB 1

GABARITO SIMULADO WEB 1 GABARITO SIMULADO WEB 1 PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL No dia 10 de outubro de 2014, Caio, na condução de um ônibus, que fazia a linha Centro Capão Redondo, agindo com imprudência, realizou manobra

Leia mais

Discurso proferido pelo Presidente do Tribunal de Última Instância, Sam Hou Fai, na Cerimónia de Abertura do Ano Judicial 2000-2001

Discurso proferido pelo Presidente do Tribunal de Última Instância, Sam Hou Fai, na Cerimónia de Abertura do Ano Judicial 2000-2001 Discurso proferido pelo Presidente do Tribunal de Última Instância, Sam Hou Fai, na Cerimónia de Abertura do Ano Judicial 2000-2001 da Região Administrativa Especial de Macau Senhor Chefe do Executivo,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ RESOLUÇÃO Nº 005/2008-GP.

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ RESOLUÇÃO Nº 005/2008-GP. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ RESOLUÇÃO Nº 005/2008-GP. Dispõe sobre a Implantação e estabelece normas para o funcionamento do processo judicial eletrônico no Poder Judiciário

Leia mais

4.º Encontro de Tradutores da Administração Pública os novos desafios 7 de outubro de 2013

4.º Encontro de Tradutores da Administração Pública os novos desafios 7 de outubro de 2013 4.º Encontro de Tradutores da Administração Pública os novos desafios 7 de outubro de 2013 Transposição para Portugal da Diretiva 2010/64/UE Proposta de intervenção Exmas Senhoras e Senhores Caros colegas,

Leia mais

PROVIMENTO N.º CGJ- 03/2010

PROVIMENTO N.º CGJ- 03/2010 PROVIMENTO N.º CGJ- 03/2010 Disciplina a implantação e estabelece normas para o funcionamento do processo judicial eletrônico nas unidades jurisdicionais do Poder Judiciário do Estado do Bahia. A DESEMBARGADORA

Leia mais

A obrigatoriedade do Defensor em audiência criminal militar e a necessidade de não se prejudicar o ato processual *

A obrigatoriedade do Defensor em audiência criminal militar e a necessidade de não se prejudicar o ato processual * A obrigatoriedade do Defensor em audiência criminal militar e a necessidade de não se prejudicar o ato processual * Ronaldo João Roth Juiz de Direito da 1 a Auditoria Militar do Estado de São Paulo Aspectos

Leia mais

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA.

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. VOTO DE VISTA: FAUZI AMIM SALMEM PELA APROVAÇÃO DO RELATÓRIO, COM AS SEGUINTES

Leia mais

MATERIAL DE APOIO. *segundo o STF o MP tem poder de investigação, ou seja, pode o MP investigar além da polícia.

MATERIAL DE APOIO. *segundo o STF o MP tem poder de investigação, ou seja, pode o MP investigar além da polícia. Escrivao P.F Nível Superior DISCIPLINA:D.Proc.Penal Professor: Guilherme Madeira Aula 01 MATERIAL DE APOIO Processo Penal Professor Madeira Dicas: -Apenas caderno e lei na reta final! -Fazer uma prova

Leia mais

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA JURISDICIONAL EM MATÉRIA CIVIL, COMERCIAL, TRABALHISTA E ADMINISTRATIVA - PROTOCOLO DE LAS LEÑAS -

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA JURISDICIONAL EM MATÉRIA CIVIL, COMERCIAL, TRABALHISTA E ADMINISTRATIVA - PROTOCOLO DE LAS LEÑAS - PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA JURISDICIONAL EM MATÉRIA CIVIL, COMERCIAL, TRABALHISTA E ADMINISTRATIVA - PROTOCOLO DE LAS LEÑAS - Os Governos da República Argentina, da República Federativa do Brasil,

Leia mais

PROVA DE DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL PERÍODO VESPERTINO CADERNO DE QUESTÕES ORIENTAÇÕES GERAIS

PROVA DE DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL PERÍODO VESPERTINO CADERNO DE QUESTÕES ORIENTAÇÕES GERAIS XXXIX CONCURSO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROVA DE DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL PERÍODO VESPERTINO CADERNO DE QUESTÕES ORIENTAÇÕES GERAIS 1 Mantenha seu documento de identificação

Leia mais

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE Monster Concursos ABUSO DE AUTORIDADE AULÃO PM-MG 06/03/2015 ABUSO DE AUTORIDADE LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. #AULÃO #AQUIÉMONSTER Olá Monster Guerreiro, seja bem-vindo ao nosso Aulão, como

Leia mais

LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001.

LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001. LEI Nº 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal. Faço saber que o Congresso Nacional

Leia mais

A Informática e a Prestação Jurisdicional

A Informática e a Prestação Jurisdicional A Informática e a Prestação Jurisdicional Advogado/RS que nela crêem. e distribuição da Justiça exige a maciça utilização de recursos tecnológicos, especialmente informática. com a tecnologia hoje disponível

Leia mais

Danilo Fontenele Sampaio Cunha. Federal Judge 11ª Vara / CE -Brazil. PHD in Law ongoing at Coimbra University - Portugal.

Danilo Fontenele Sampaio Cunha. Federal Judge 11ª Vara / CE -Brazil. PHD in Law ongoing at Coimbra University - Portugal. Conditional Suspension of the Process and the possibility of virtual attending of the interested Suspensão Condicional do Processo e possibilidade de comparecimento virtual do beneficiado Danilo Fontenele

Leia mais

MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014

MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014 MARCO CIVIL DA INTERNET LEI Nº 12.965, DE 23/04/2014 1. EMENTA A Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, estabeleceu princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, conhecido

Leia mais

Delegação da Amadora 9 de julho de 2015

Delegação da Amadora 9 de julho de 2015 Dinâmica de Defesa em sede de Inquérito As buscas e as declarações do arguido Delegação da Amadora 9 de julho de 2015 Art.º 64º Obrigatoriedade de assistência Art.º 141º Primeiro interrogatório judicial

Leia mais