Conceitos Básicos sobre Videoconferência

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Conceitos Básicos sobre Videoconferência"

Transcrição

1 Conceitos Básicos sobre Videoconferência Módulo 1 - Introdução Módulo 1 >> Comunicação Figura 1 - Processo de comunicação Os estudos da comunicação convencionaram elementos que participam e tornam possível o ato de comunicar. Algumas definições variam de acordo com a linha teórica adotada, porém as teorias mais aceitas identificam seis elementos no processo de comunicação: Emissor - É quem gera o processo e quem toma a iniciativa. Receptor - É quem recebe a mensagem. Ele deve receber e compreender a idéia que se quer passar. Mensagem - É o pensamento ou a idéia que o emissor pretende passar para o receptor. Código - É o conjunto de signos convencionais e sua sintaxe (ex.: a língua) utilizados na representação da mensagem, que devem ser total ou parcialmente comuns ao emissor e ao receptor. Meio - É o canal através do qual o emissor transmite a sua mensagem ao receptor. Reação - É o último processo da comunicação. Toda comunicação deve ter esse elemento como um dos seus objetivos para completar todo processo. Módulo 1 >> Evolução da Comunicação Muito se estuda sobre as origens da comunicação, e a maneira mais natural de se entender o processo evolutivo da comunicação humana é analisar a evolução humana, e a evolução 1

2 dos elementos da comunicação, apresentados. É importante ter em mente que apesar de abordarmos separadamente, a evolução dos elementos da comunicação, elas ocorrem de maneira paralela e encadeada. Os agentes destas mudanças são o emissor e o receptor, que ainda hoje somos nós, seres humanos. As primeiras representações gráficas eram pictóricas, ou seja, eram uma tentativa de copiar a imagem real registrando-a como é vista. Da simplificação das pictografias surgem os primeiros símbolos, que representam conceitos não totalmente explícitos, e cada vez mais vão exigir um certo conhecimento prévio para serem significativos, tal qual na linguagem falada, alias, referência no desenvolvimento da escrita que conhecemos hoje, quando passa a representar graficamente a linguagem oral, relacionando símbolos a fonemas, evoluindo dos hieróglifos e dando origem à linguagem escrita. A primeira língua oficial considerada foi o sânscrito. Com códigos comuns e definidos, o grande desafio na comunicação era o alcance da mensagem. O homem passa, então, a desenvolver meios que possibilitem um maior alcance e uma maior rapidez na transmissão das mensagens. Tribos indígenas utilizavam tambores para transmitir códigos sonoros e fogo como códigos visuais para comunicação à distância. As civilizações têm a figura dos mensageiros, encarregados de levar pessoalmente a mensagem dedicando a vida ao envio de mensagem dos imperadores. O primeiro telégrafo (visual) só foi inventado em 1794, e utilizava conjuntos de hastes móveis, colocadas em locais altos (montanhas e torres), que formavam códigos transmitidos de um conjunto a outro. Já no século XIX, com o conhecimento e relativo domínio da eletricidade é construído o aparelho de telégrafo usando linhas de energia (Samuel Morse), que mais tarde foram utilizada para a transmissão da voz, a invenção do telefone, por Antônio Meucci (1856). Da eletricidade para ondas eletromagnéticas pouco se esperou, descobertas por Heinrich Hertz em 1866 elas possibilitaram a comunicação à grandes distância sem a necessidade de cabos e fios. Tanto a eletricidade quanto a ondas eletromagnéticas são utilizadas na comunicação hoje (telefone, rádio, televisão e Internet), porém estão gradativamente sendo substituídas pela nova "onda" nas comunicações, a luz. Módulo 1 >> Multimídia O termo Multimídia significa: qualificação da comunicação, ou seja, indica a utilização de vários meios para a realização da comunicação. A morfologia da palavra é multi (muito, vários) + mídia (meio), sendo a última, um dos elementos da comunicação. A utilização de recursos Multimídia surge da intenção de tornar a comunicação mais interessante e completa, pois o interesse do receptor é um importante fator no sucesso da comunicação, assim como a coesão e a coerência da mensagem. Deste modo, pode-se dizer que a utilização de recursos Multimídia deve ser aplicada com técnicas e cuidados, visando bons resultados ao receptor. 2

3 Projetos Multimída - Internet Projetos multimídia voltados à internet, como qualquer outra proposta de comunicação, devem ser projetados para alcançar ao menos parte de seu objetivo proposto. O primeiro passo deve ser identificar de maneira clara, qual a mensagem que se deseja comunicar, definido-se o tema a ser tratado e a abrangência pretendida, ou seja, quais são os temas adjacentes, que "circulam" o tema central deseja-se abordar, elaborando a estrutura da informação comunicada. Em seguida, é preciso identificar quem são seus receptores, o público alvo, seja este muito ou pouco específico (pessoas>grupos>todos na internet), e escolher qual meio será utilizado (presencial, tv, internet). Estes elementos devem ajudar a definir que liguagem será utilizada definindo-se então quais as tecnologias adequadas para a "codificação" da mensagem. Hoje existem áreas de conhecimento extremamente especializadas e específicas sobre as linguagens e tecnologias de comunicação, representadas muitas vezes por cursos completos de graduação, como é o caso do design que estuda e pesquisa os elementos e técnicas da comunicação visual, e o grau conhecimento e envolvimento destas áreas diversas são fatores determinantes do grau de sucesso na comunicação pretendida. Projetos que requerem alto grau sucesso e complexidade devem envolver especialistas nas áreas afins. Utilização de Recursos Multimídia A utilização de recursos multimídias surge da intenção de tornar a comunicação mais interessante e completa, o interesse do receptor é um importante fator no sucesso da comunicação, assim como a coesão e a coerência da mensagem. Deste modo, podemos dizer que a utilização dos recursos multimídias devem ser aplicada com algumas técnicas e cuidados, visando o resultado ao receptor. A alternância de meios pode tornar a mensagem menos monótona, logo, mais atrativa, porém pode causar "gaps" na mensagem se a transição acontece de maneira inadequada. A soma de recursos, simultaneamente, pode preencher e prender a atenção do receptor, assim como pode saturar e confundir o mesmo. Para um material hipermídia outras considerações ainda devem ser levadas em conta, como a quantidade e destino de links, que podem tanto ajudar na complementação de informações como desviar o foco do receptor à outra linha de pensamento. Módulo 1 >> Áudio e Vídeo Digital O desenvolvimento da informática e da eletrônica ocasionou uma grande revolução nos meios convencionais de comunicação, que gradativamente foram e estão migrando dos formatos analógicos para os formatos digitais, o que consiste em armazenar a informação existente (seja ela texto, áudio ou vídeo) em códigos numéricos, atualmente em 2 digitos apenas, o 0 e o 1, que fisicamente representam estados com ligado ou desligado, cheio ou vazio, verdadeiro ou falso, dependendo do meio em que são armazenados e distribuídos. A digitalização dos sinais analógicos trazem vários benefícios, porém algumas perdas indiscutíveis para alguns poucos que ainda cultivam vinis e fitas magnética que preservam os ruídos das gravações originais. 3

4 Digitalização Figura 1 - Conversor Analógico/Digital - Digital/Analógico Áudio (*) O som pode ser digitalizado a partir de microfone, sintetizador, reprodução de fitas cassetes, do rádio ou televisão, de CDs. Em geral, se pode digitalizar sons de qualquer fonte, seja natural ou pré-gravada.som digital pode ser representado como pedaços de som (samples), onde a cada fração de segundo um pedaço do som é armazenado no formato digital, ou seja, a informação é representada na forma de bits e bytes. Algumas definições são importantes, como: A freqüência que os samples são retirados é a sampling rate. Qual o montante de informação que é armazenado para cada sample é o sample size. As três freqüências mais utilizadas na multimídia para os samples são: 44.1 khz (qualidade do CD), khz e khz. O som estéreo é mais realístico que o mono porque o ser humano possui dois ouvidos, por outro lado, o som estéreo requer duas vezes mais espaço do que o mono. A tabela apresenta alguns tamanhos de arquivos para diferentes rates sampling: 4

5 Vídeo A digitalização de vídeo usa o mesmo principio da digitalização de sinais anológicos do áudio, porém o que é digitalizado é o conteúdo visual. Cada quadro do vídeo é uma imagem estática que é pixalisada, ou seja, a informação de cor de cada ponto da imagem é armazenada em um pixel. A qualidade do vídeo digitalizado vai depender da quantidade de quadros capturados por segundo e da qualidade de cada quadro, que pode ser exprimida pela quantidade de pixels utilizados (dimensão da tela) e da quantidade de informação em cada pixel (variação das cores). Pode-se perceber que a digitalização de vídeo requer um grande espaço de armazenamento, por exemplo para um vídeo a 30fps(frames por segundo), com dimensões de 620X560 e 5

6 qualidade de 24bis de cores, são nescessários aproximadamente 30Mbs por segundo de vídeo gravado! Porém já foram desenvolvidas diversas técnicas para a compactação e posteriormente para a transmissão de vídeo digital. Existem hoje diversos CODECS (Codificador / Decodificador - equipamento responsável pela compactação/descompactação de dados desenvolvidos para sistemas de transmissão de video que utilizam técnicas avançadíssimas de algoritmos matemáticos para comprimir dados redundantes e reduzir a demanda de espaço de armazenamento de banda para a transmissão. Aspectos relevantes para transmissão de vídeo: Algumas características são bastante relevantes no processo de transmissão de vídeo. São elas: a utilização do Multicast e a qualidade de serviço. Cada uma dessas características é apresentada a seguir. Utilização do multicast Com a utilização do Multicast em redes de comunicação, o processo de transmissão simultânea para um grande número de receptores é beneficiado. Em uma rede multicast, pode-se enviar um único pacote de informação de um computador para diversos outros computadores, ao invés de enviar um pacote para cada um dos computadores destino. Desta forma a largura de banda é conservada. Na Internet a forma de transmissão multicast é amplamente conhecida. Um exemplo disto é o Mbone (Multicast Backbone), onde uma mensagem é enviada com o endereço de um grupo e é recebida por todos os membros deste grupo, desde que estes estejam acessíveis pela rede Mbone. Qualidade de serviço: Os dados de áudio e vídeo são úteis somente se entregues dentro de um período de tempo específico. A entrega atrasada destes prejudica a utilidade destas informações no fluxo, sendo a latência e o jitter os principais fenômenos que geram o atraso de dados de áudio e vídeo. A latência ocorre em aplicações interativas e de tempo real, tais como videoconferência, por serem sensíveis ao atraso. A rede contribui para latência no atraso de propagação, atraso de transmissão, atraso de armazenamento e reenvio e atraso de processamento. O Jitter é introduzido quando a rede entrega pacotes ou células com uma latência variável, prejudicando principalmente a comunicação de áudio porque pode causar pops (estouros) e clicks (sons rápidos). Outro aspecto relevante e que determina a qualidade de serviço é a largura de banda. Os requisitos de largura de banda para aplicações multimídia podem estender-se de 100 Kbps à 70 ou 80 Mbps. O tipo da aplicação a ser utilizada tem um impacto direto sobre a quantidade de largura de banda necessária na LAN ou WAN. Assumindo que a largura de banda é limitada, pode-se selecionar uma aplicação de vídeo 6

7 com qualidade menor que trabalhe dentro da largura de banda disponível, ou considerar modificações na infra-estrutura de rede para prover uma maior largura de banda global. Em videoconferência, tem-se que a largura de banda mínima aceitável para o áudio é de 71 Kbps e para o vídeo 128 Kbps. Como videoconferência demanda muita largura de banda, o uso do multicasting habilita a distribuição de dados para múltiplos usuários sem redundância do fluxo de dados nas conexões de rede, evitando o congestionamento da rede. Aplicativos utilizados para a transmisão de vídeo: Para a realização de transmissões de vídeo apenas são utilizados aplicativos como: Real Server, Real Producer e Real Player da Real Networks Windows Media Technologies da Microsoft. Módulo 1 >> Referências Felinto, E.: Materialidades da comunicação, por um novo lugar da matéria na teoria da comunicação. Fonoaudiologia Padovan: Nunes, L; Magalhães, A P; Madeira, S; Nunes, D; Nogueira, D; Passos, M; Macedo, E.: Sistemas Pictográficos de Comunicação - Sabbatini, R. M.E; Cardoso, S H.: O Que Nos Faz Unicamente Humanos? - Hunter, J; Witana, V; Antoniades, M.: A Review of Video Streaming over the Internet - Multimedian: Windows Media video x Real Networks vídeo - Simon, I.:Computação e Comunicação - Gonçalves, P B.: Realidade Vitual e Multimídia 7

8 Módulo 2 - Videoconferência Módulo 2 >> Sistema de videoconferência Um sistema de videoconferência é descrito como sendo uma forma de comunicação interativa que permite que duas ou mais pessoas, em locais diferentes, possam se encontrar face a face através da comunicação visual e áudio em tempo real. Além disso é possível compartilhar programas de computador, dialogar através de canais de bate-papo, apresentar slides, vídeos, desenhos e fazer anotações em um quadro-branco compartilhado. Um sistema de videoconferência pode ser classificado em dois tipos: Videoconferência baseada em estúdio: realizada em salas especialmente preparadas com modernos equipamentos de áudio, vídeo e codecs, para fornecer vídeo e áudio de alta qualidade para reuniões, palestras e cursos. Videoconferência em desktop: realizada em residência ou escritório, usando computador pessoal equipado com hardware e software adequado. É mais barata que a videoconferência baseada em estúdio e, portanto, mais apropriada para o uso individual, ou para pequenos grupos. Porém, o compartilhamento da largura de banda pelos sinais de áudio e vídeo com outros tipos de dados da Internet faz com que haja uma sensível perda da qualidade da videoconferência, causando problemas como retardos no som e vídeo tremido. Módulo 2 >> Cenários, elementos e características em sistemas de videoconferência Cenários: Um cenário é formado por uma ou mais salas e por objetos do ambiente de videoconferencia (microfones, câmeras, whiteboards, etc.) compostos de acordo com a quantidade de pessoas que podem estar participando da sessão de videoconferência e de que foram (sozinhas ou em grupos). A seguir são apresentados 4 cenários para serem utilizados em videoconferências: Cenário 1: é aquele no qual a comunicação se dá entre duas pessoas apenas, sendo que cada uma utiliza um computador pessoal devidamente equipado. É o que requer menor custo com equipamentos e preparação do ambiente dos participantes. Cenário 2: é aquele no qual a comunicação se estabelece entre uma pessoa e um grupo. Este cenário tem um custo um pouco mais elevado devido à necessidade de ter-se uma sala de videoconferência devidamente equipada para comportar o grupo. Cenário 3: é aquela que envolve comunicação dos grupos. Exige um sistema de videoconferência com mais recursos. 8

9 Cenário 4: Este cenário é utilizado na comunicação entre várias pessoas, sendo que cada uma usa um computador pessoal devidamente equipado, e também um grupo que participa em uma sala de videoconferência. Este cenário necessita de controle de acesso mais rigoroso, pois quanto maior o número de participantes em pontos remotos, mais difícil se torna o controle de "quem" está ativo em um determinado instante da sessão. Elementos de um sistema de videoconferência: Um sistema de videoconferência pode ser composto por uma série de elementos. São eles: Participante - usuário da conferência com direitos, controlados pelo coordenador, à fala e demais recursos da conferência. Organizador - indivíduo que tem como tarefa agendar a conferência e, se necessário divulgar aos participantes a existência da conferência (pode ser um participante, ou não). Coordenador - participante com direitos especiais sobre todo o controle da conferência ( uma conferência pode ser realizada sem a presença deste indivíduo, quando o controle de acessos for realizado pelo próprio sistema). Interlocutor - participante que detém, em um dado instante, o direito a fala e a alteração de documentos. Secretário - usuário da conferência para quem se delega o direito de escrita nos documentos da base compartilhada. Assento - dispositivo lógico que pode ser preenchido por um participante ou secretário. Base privada - sessão de trabalho de um usuário, de acesso e controle restrito a este. Hiperbase ou hiperbase pública - depósito de documentos persistentes de acesso a todos os usuários da conferência, de acordo com seus direitos. Base compartilhada - depósito volátil de documentos que possibilita o trabalho cooperativo entre os participantes da conferência. Características de Sistemas de videoconferência: São identificadas algumas características em sistemas de videoconferência, como: Qualidade de áudio e vídeo Transmissão de imagens estáticas de alta resolução Encriptação Transmissão de dados em geral Utilização de dados em geral Utilização de câmeras auxiliares Gravação de conferência Existência de um coordenador Identificação de um interlocutor Facilidade de tradução Facilidade de recuperação de imagens estáticas ou em movimento Compatibilidade As taxas de transmissão da imagem, voz e dados irão determinar o resultado que se vê numa reunião de videoconferência. Consideram-se fatores que determinam a qualidade de uma sessão de videoconferência: 9

10 Quantidade de cores Resolução Taxa de quadros por segundo Quantidade de cores Determina o número de bits utilizados para representar as diversas combinações de cores obtidas a partir da imagem original. Quanto maior a quantidade de cores, maior o tamanho do arquivo. Obs.:>>O olho humano é capaz de reconhecer aproximadamente 1 milhão de cores. Resolução Determina o tamanho da janela de vídeo, ou seja, a qualtidade de colunas e linhas de pontos (pixels), 1024 por 768, 800 por 600, e 640 por 480. Pixel: uma palavra inventada a partir de picture elements. Dot pitch: tamanho do ponto (pixel) em um monitor de vídeo,.31mm,.28mm,.27mm,.26mm, e.25mm. Para páginas da Internet usa-se 72 dpi. Taxa de quadros por segundo (frames per second - fps) É o número de imagens projetadas por segundo. No cinema são 24 quadros e na TV são 30. Usualmente se utilizam linhas de 128 Kpbs, que permitem visualizar até 15 fps (frames por segundo). Além dessas características, é necessária a implementação de um gerenciador de controle de acesso, ou seja, é necessário que o sistema possua um algoritmo permitindo que apenas um usuário fale ou modifique alguma coisa num determinado instante, indicando qual participante pode acessar os recursos e com quais direitos. Esses mecanismos de gerenciamento podem ser implementados por acionamento de botão ou detecção de silêncio. O sistema de videoconferência também deve permitir que o coordenador modifique a regra de acesso, podendo indicar qual participante será o próximo a ganhar o controle. Uma vez com o acesso, o participante possui um limite de tempo para utilização exclusiva do recurso. Depois o recurso é liberado e pode ser passado para outro participante. Com relação à manipulação de documentos o sistema deve incluir adicionalmente um mecanismo de controle de alterações no documento de forma a evitar inconsistências. Módulo 2 >> Histórico resumido A utilização de sistemas de videoconferência surgiu em meados de Foram utilizados e apresentados ao público, pela AT&T, um produto chamado Picture Phone, onde podia-se visualizar fotos sem movimento ao mesmo tempo que se ouvia a voz do interlocutor. A novidade não foi bem recebida, pois se tratava de algo novo, sem tradição e sem tecnologia disponível. 10

11 Sistemas do tipo freeze frame (congelamento da imagem da TV quadro a quadro) e slow motion (câmera lenta) ponto a ponto surgiram nos anos 70 com o intuito de trazer a novidade para dentro das empresas. Essa tentativa também fracassou porque a redução da banda pelo principio da câmera lenta causava muito desconforto nas pessoas que se aventuravam a experimentar o serviço. As pesquisas continuaram e nos anos 80 causaram mudanças significativas, através da introdução de técnicas de compressão adequadas. Essa tecnologia ganhou impulso com a criação de um consórcio europeu onde duas empresas inglesas investiram na utilização de codecs (codificadores/decodificadores - equipamento responsável pela compressão de dados desenvolvidos para sistemas de videoconferência) nas velocidades que cobriam a faixa de Kbps a Kbps, que possibilitaram um melhor gerenciamento da banda utilizada e diminuição do custo de processamento envolvido. O próximo passo foi o desenvolvimento de codecs para operar nas faixas de velocidade inferiores a Kbps, condição que possibilitou o aproveitamento de canais de largura de faixa estreita e de boa qualidade e a custo mais em conta. Na década de 90 começaram a surgir sistemas, principalmente o CUSSEME, em que deixa de existir a necessidade de uma aparelhagem totalmente dedicada a videoconferência, combinando equipamentos a computadores pessoais. O aperfeiçoamento técnico vem estimulando a instalação de um número crescente de salas de reunião providas de equipamentos para videoconferência. Módulo 2 >> Referências Leopoldino, G. M (2001): Avaliação de sistemas de videoconferência. Leopoldino, G. M; Moreira, E. S.: Modelo de Comunicação para Videoconferência. Lima, T.; Bazzo, J.; Siqueira, J. ; Scheer, S. (2000): Experimentos de videoconferência na ReMAV Curitiba Seminários a distância - Balbinot R; Silveira J. G.; Franco P.R.G.: Videoconferência em ambientes de rede de alta velocidade. 11

12 Módulo 3 - Tecnologia aplicada em sistemas de videoconferência Módulo 3 >> Padrão para transmissão em sistemas de videoconferência Para que dispositivos e programas de diferentes fabricantes estabeleçam conexão é necessário que sigam padrões de codificação e transmissão. Recentemente, o padrão suportado em ferramentas de videoconferência, como o Microsoft Netmeeting, CuSeeMe e aplicações proprietárias, como Picture-Tel e o V-Tel, é o H.323 da ITU-T (Internacional Teleccomunication union Teleccomunication Standardization Sector). Este padrão surgiu em 1996 e tem sido utilizado em aplicações de voz sobre IP, videoconferência em desktop, computação colaborativa, ensino a distância, aplicações de helpdesk e suporte e shopping interativo. As principais características do H323 são: Especificação de componentes, protocolos e procedimentos que provêem serviços de comunicação multimídia - comunicação em tempo real com áudio, vídeo e dados - sobre redes baseadas em pacotes (redes baseadas em IP ou IPX). Provê modularidade e recomendações de codec de áudio e vídeo. Provê interoperabilidade, possibilitando aplicações de diferentes fabricantes. É flexível, portanto, pode ser utilizado tanto para aplicações somente voz, quanto para aplicações multimídia de videoconferência. Provê padrões de interoperabilidade entre LAN S e outras redes (por exemplo, ISDN) através da utilização do componente gateway. Possibilita gerenciamento da rede, tornando possível restringir a quantidade de largura de banda disponível para conferência e tem suporte a multicast. O gerenciamento é feito através do componente gatekeeper. Módulo 3 >> Tipos de conexão e fatores de qualidade em sessões de videoconferência Existem 2 tipos mais utilizados de conexão (link) de comunicação que podem ser utilizados em sistemas de videoconferência: Redes Comutadas ISDN ou RDSI Redes IP de Banda Larga A qualidade das imagens transmitidas de um ponto ao outro depende essencialmente da qualidade de conexão (do link) de comunicação utilizada. Quanto melhor a qualidade de conexão, maior é a velocidade, por consequência a imagem e o áudio trafegam com qualidade máxima. Os equipamentos podem suportar velocidades entre 128 Kbps até 2000 Kbps, dependendo do tamanho da solução. 12

13 Redes Comutadas ISDN ou RDSI: O ISDN (Integrated Services Digital Network) ou RDSI (Rede Digital de Serviços Integrados) pode se dar em dois níveis. Um deles, denominado básico, é um sistema de telefonia digital que utiliza dois canais com velocidades de transmissão de 64 kbps cada, e um terceiro de 16 kbps para finalização e controle. Quando combinados os dois primeiros, permitem o envio de dados a 128 kbps, que permitem visualizar até 15 fps (quadros por segundo) na transmissão de videos. O outro nível, chamado de primário, é composto por 23 canais de 64 Kbps (padrão norte americano) ou 30 (padrão europeu) e o terceiro (finalização e controle) de 64 kbps. A conexão é efetuada em linhas digitais padrão oferecidos pelas operadoras Embratel, Telefônica, Telemar e outras. A forma de tarifação que vêm sendo adotada pelas companhias telefônicas é semelhante ao telefone comum porém mais cara. Paga-se uma taxa pela assinatura da linha ISDN e um valor por tempo de utilização. Algumas companhias telefônicas oferecem mais de um "pacote" de comercialização do serviço, chegando a cobrar, conforme o "pacote", preços diferenciados para tráfego de voz ou de dados. Os valores variam conforme a companhia telefônica. Os equipamentos existentes hoje para ISDN podem fazer videoconferências com um único ponto ou com múltiplos pontos usando um equipamento chamado MCU (Multipoint Conference Unit). Videoconferência Ponto a Ponto Videoconferência em grupo Unidades de Controle Multiponto (MCU - Multipoint Control Unit): O MCU é um componente da rede que viabiliza a conferência entre três ou mais terminais e Gateways. Ele pode conectar dois terminais em um conferência ponto-a-ponto para depois estabelecer uma conferência multiponto com mais terminais e Gateways. Ele é dividido em duas partes: Um Controlador Multiponto (MC) obrigatório. Um Processador Multiponto (MP) opcional. No caso mais simples, um MCU pode consistir somente de um MC sem nenhum MP. Um MCU também pode ser introduzido numa conferência por um Gatekeeper, sem a necessidade explícita de ser chamando por um terminal. 13

14 Controlador Multiponto (MC) É uma entidade H.323 que fornece controle para três ou mais terminais participando de uma conferência multiponto. Ele também pode conectar dois terminais em uma conferência ponto-a-ponto que pode evoluir mais tarde para uma conferência multiponto. O MC viabiliza a negociação com todos os terminais para atingir níveis comuns de comunicação. Ele também pode controlar recursos de transferência em pró do terminal que está transmitindo vídeo multicast. No entanto, ele não realiza o mixing e switching de áudio, vídeo e dados. Processador Multiponto (MP) Outra entidade H.323 a qual possibilita processamento de áudio, vídeo e streams de dados centralizados numa conferência multiponto. O MP fornece mixing, switching, e outros processamentos para streams de mídia sob o controle do MC. Ele pode processar um stream de mídia simples ou múltiplo, dependendo do tipo de conferência suportada. Redes IP de Banda Larga: As redes IP de banda larga são redes com altas taxas de transmissão. Tecnologias como Frame Relay, XDSL, ATM e Ethernet são utilizadas neste tipo de rede. São apresentadas as tenologias ATM / Ethernet. ATM O Modo de Transferência Assíncrono (Asynchronous Transfer Mode - ATM) é uma tecnologia baseada na transmissão de pequenas unidades de informação de tamanho fixo (53 bytes) e formato padronizado, denominadas células. As células contem informações de múltiplos tipos, como voz, vídeo ou dados. Essa tecnologia é capaz de suportar diferentes serviços satisfazendo os requisitos exigidos pelos diferentes tipos de tráfego, a altas velocidades de transmissão. Ethernet A tecnologia Ethernet é mais usada em redes locais (LANs) onde o aumento da complexidade das aplicações em estações de trabalho têm aumentado a necessidade de redes de alta velocidade. Os sistemas Ethernet mais usados são o 10BASE-T e o 100BASE-T que provêem uma velocidade de transmissão de 10 Mbps e 100Mbps, respectivamente. Esta tecnologia foi originalmente desenvolvida pela Xerox e posteriormente pela DEC e Intel. Nas soluções de uso individual somente redes de IP de banda larga são recomendadas como meio de comunicação, pois o equipamento, neste caso, é composto de uma pequena câmera com codec integrado sendo conectado a um microcomputador. Para visualização das imagens usa-se o próprio monitor. OBS.:>>As sessões de videoconferência realizadas com o uso de WebCams por meio da Internet são inviáveis para ser utilizadas, por exemplo, como meio de diagnóstico ou suporte para uma cirurgia a distância. 14

15 Cada usuário tem seu tipo de necessidade, e cada necessidade demandará maior ou menor qualidade de áudio e vídeo. Módulo 3 >> Aplicativos e equipamentos para realizar sessões de videoconferência Diversos aplicativos propõem-se a apoiar o desenvolvimento de videoconferências e transmissão de áudio e vídeo. Para o desenvolvimento de sessões de videoconferência apresenta-se uma análise técnica de 2 aplicativos. São eles: Microsoft Netmeting Cusseme Microsoft Netmeeting: O NetMeeting é uma ferramenta para comunicação real ponto-a-ponto e multiponto, que permite a comunicação e colaboração entre duas ou mais pessoas através da Internet ou Intranet. Viabiliza o tráfego de áudio e vídeo, além de permitir o compartilhamento de aplicações, troca de informações entre aplicações compartilhadas através da área de transferência, transferência de arquivos, colaboração em quadro de comunicação compartilhado (whiteboard) e comunicação através de um sistema de chat. Funciona independentemente da plataforma de hardware, e é compatível com o padrão Video for Windows (câmera e/ou placa de captura de vídeo). Nas sessões de videoconferência, o Netmeeting apresenta os seguintes recursos: Capacidade de alterar o tamanho da janela de vídeo. Capacidade de enviar ou não uma determinada mídia, como por exemplo, áudio ou vídeo. Integração com diversos hardwares de captura de vídeo compatíveis com o padrão Video for Windows. Capacidade de receber imagens sem o hardware de vídeo instalado localmente. Áudio e vídeo alternáveis entre diversos usuários participantes de uma conferência. Capacidade de copiar imagens de vídeo para a área de transferência. Capacidade de ajustar a qualidade do vídeo. Interoperacionalidade com outros produtos e serviços devido a compatibilidade com o padrão ITU-T H.323, utilizando código de vídeo H.263, código de áudio G711 e G723 e código de dados T.120. Suporte à tecnologia MMX da Intel, o que permite melhor aproveitamento do poder de processamento da CPU. Recursos de Área de Transferência Compartilhada utilizando comandos Cortar, Copiar e Colar. Transferência de Arquivos em segundo plano nas conexões ponto-a-ponto ou multiponto. Tela em Branco Compartilhada multi-página e multi-usuário, que permite dividir com outros participantes desenhos e estruturas gráficas. 15

16 Bate-papo, onde pode-se enviar e receber mensagens de texto livremente durante uma sessão. O Netmeeting pode realizar acesso a um serviço de diretório gerenciado por um aplicativo chamado ILS (Internet Locator Server). Este aplicativo é um servidor de diretório, onde é possível visualizar uma lista de participantes on-line, realizar logon ou logoff de um grupo em conferência ou mesmo criar e gerenciar um grupo de usuário disponíveis. O Netmeeting possui interface amigável, é de fácil instalação, porém é considerado instável e totalmente dependente da plataforma Windows. CuSeeMe: A CUSeeMe Networks desenvolve e comercializa softwares multiplataforma para comunicação remota em redes de curta e longa distância que utilizam o Internet Protocol (IP). Esta comunicação se efetiva através do tráfego de multimídia (áudio, vídeo e texto), viabilizando sessões de videoconferência multiponto, ou seja, diversos participantes interagindo mutuamente. A principal solução da empresa implementou uma estrutura cliente-servidor, onde os usuários estabelecem sessões de videoconferência, sendo que a ferramenta de videoconferência CuSeeMe é um dos mais populares aplicativos da empresa e um dos pioneiros a oferecer solução para videoconferência. Desenvolvida inicialmente pela Universidade de Cornell nos Estados Unidos, a ferramenta CuSeeMe oferece uma forma simples de videoconferência onde cada usuário conecta-se a outros usuários em uma sessão pré-combinada. Proporciona a habilidade de transmitir e receber áudio e vídeo em computadores pessoais, conectados via protocolo TCP/IP (em geral, na Internet). Uma vez conectado, é possível receber e enviar vídeo e áudio, utilizar o chat para conversar e ainda compartilhar documentos e gráficos em um quadro de comunicações (whiteboard) eletrônico e interativo. É compatível com outros softwares de videoconferência, com por exemplo o Microsoft NetMeeting, pois foi desenvolvido segundo as especificações da norma H.323 da ITU-T, podendo operar sobre links de 28,8 kbps a links de alta velocidade instalados em redes locais ou metropolitanas. Nas experiências realizadas com este software, verificou-se que o mesmo, ao contrário do NetMeeting, permite visualizar simultaneamente vários usuários conectados. A sua tela principal possui todas as ferramentas disponíveis integradas, como a lista dos usuários conectados naquela sala no momento, a transmissão de vídeo e áudio de cada um deles e um ambiente de chat. No entanto, não possui as opções de compartilhamento de aplicativos, quadro branco compartilhado e FTP. Tal como outros aplicativos da sua categoria, o CuSeeMe depende da captura de múltiplas mídias, oriundas de placas de som e/ou captura de vídeo, a fim de estabelecer o tráfego de multimídia. A qualidade do conteúdo de multimídia transmitido em tempo real na rede através do CuSee-Me, pode variar em função dos periféricos empregados para a captura de áudio e de vídeo. Assim sendo, quanto melhor for a geração de multimídia, melhor será a transmissão, e conseqüentemente, melhor será a sessão de videoconferência. 16

17 O software cliente CuSeeMe é capaz de conectar-se a outro cliente CuSeeMe, estabelecendo uma sessão videoconferência ponto-a-ponto sem a interferência de outra aplicação. Entretanto, para sessões de videoconferência ponto-multiponto, é necessário a presença de um servidor, denominado refletor, que controlará o tráfego de pacotes, abertura de canais de comunicação, estabelecimento de novas chamadas, endereçamento dos clientes, entre outra funções. A interface do CuSeeMe é simples e bastante intuitiva. As imagens dos participantes ficam posicionadas a direita da lista de todos os integrantes de uma sala de conferência. Logo abaixo das imagens dos participantes ativos, fica um quadro de chat, onde é possível realizar a comunicação textual. Similarmente a outras ferramentas de videoconferência, é possível utilizar o CuSee-Me sem captura de vídeo, realizando apenas audioconferência. As configurações do cliente de videoconferência são bastante fáceis de se executar. Na opção teste de Vídeo é possível visualizar uma amostra da imagem gerada local e remotamente, selecionar o tipo de codec e alterar as configurações do hardware de captura. Equipamentos que se aplicam a sistemas de videoconferência baseada em desktop: Câmera com tecnolologia USB - Universal Serial Bus com captura de vídeo e digitalização. Ex.: Webcam DSB c100 D-link Para camêras deste tipo é necessário que o usuário possua um software para fazer a compactação do sinal digital e a transmissão (Ex.: Netmeeting). Câmeras de vídeo - saída analógica ou digital Ex.: Sony, JVC e outras o Se a câmera possuir saída digital é necessária uma placa de captura (Ex.: Placa DV500 Firewire) para realizar a captura, compactação e eventualmente a edição de vídeo. Para a tranmissão e gerenciamento da sessão de videoconferência é necessário um aplicativo como o Netmeeting ou aplicativos Mbone. o Se a câmera possuir saída analógica é necessária uma placa de captura (Ex.: DC010) para realizar a digitalização e a compactação do sinal recebido. Para a tranmissão e gerenciamento da sessão de videoconferência é necessário um aplicativo como o Netmeeting ou aplicativos Mbone. Equipamentos que se aplicam a sistemas de videoconferência baseada em estúdio: Em soluções proprietárias para videoconferência, como o modelo Polycom ViewStation, a digitalização, a compactação e a transmissão são realizados pelo equipamento. A transmissão de vídeo pode ser realizada via rede IP ou ISDN. Módulo 3 >> Referências Leopoldino, G. M (2001): Avaliação de sistemas de videoconferência. acessado em maio de

18 Leopoldino, G. M; Moreira, E. S.: Modelo de Comunicação para Videoconferência. acessado em maio de Lima, T.; Bazzo, J.; Siqueira, J. ; Scheer, S. (2000): Experimentos de videoconferência na ReMAV Curitiba Seminários a distância - acessado em maio de Paiva, D. P; Pôrto, I. V. I. (2000): Videoconferência - sua utilização no ambiente escolar: relato de experiências e fundamentação teórica do uso dos recursos para comunicação em EAD acessado em maio de Martins, A T; De Paula, A B; Dária, A T A; Ravache, G; Nishizawa, L K (1998) - Conferências à Distância - acessado em junho de Silveira, J L - A videoconferência na linha do tempo das comunicações (2002) - palestra disponível em acessado em junho de Sherrer, R; Martinez, C - Tutorial - Conceitos Multimídia (2002). Fischer, G S - Um ambiente virtual multimídia de ensino na WEB, com transmissão ao vivo e interatividade 18

19 Módulo 4 - Estudo de caso: MBone Módulo 4 >> Introdução Através da Internet trafegam pacotes de dados que podem ser arquivos de textos, imagens, áudio ou vídeo. Os mecanismos tradicionais de transmissão de pacotes são o Unicast e o Broadcast. Estes mecanismos não são adequados para videoconferência na Internet, pois com o Unicast os pacotes são enviados de um computador para outro na rede, sendo necessário o envio de um pacote separadamente para cada participante, saturando a largura de banda. Já no mecanismo Broadcast os pacotes são transmitidos de um computador para todos os demais da rede, mesmo para aqueles que não estão interessados em receber o pacote, utilizando, para isto, largura de banda desnecessária. Para melhorar o desempenho e a performance de uma sessão de videoconferência, o mecanismo de transmissão indicado seria o Multicast, que combina os mecanismos de Unicast e Broadcast. Através dele, um pacote é enviado simultaneamente para um grupo de computadores que, por exemplo, participam de uma sessão de videoconferência, e somente esses computadores recebem o pacote, minimizando a quantidade de largura de banda utilizada. Em 1992, durante uma reunião da Internet Engineering Task Force (IETF), teve início o uso do Multicast Backbone (MBone), uma tecnologia que utiliza o mecanismo de transmissão Multicast. Esta reunião foi transmitida ao vivo para 30 pessoas que participaram remotamente. O MBone foi chamado assim por Steve Casner pesquisador da University of Southern California Information Sciences Institute. Módulo 4 >> Multicast Backbone (MBone) Multicast Backbone, ou simplesmente MBone, é uma rede virtual que compartilha a mesma camada física da Internet, porém possui seus próprios roteadores chamados mrouters (multicast routers) que suportam roteamento de pacotes IP multicast. Para os casos onde os roteadores não suportam multicast, o MBone utiliza o conceito de túneis, um processo que faz o encapsulamento de pacotes IP multicast dentro de pacotes IP normais (unicast) para poderem trafegar normalmente na Internet através de roteadores unicast. O destino final dos pacotes multicast é um roteador que suporta multicast (mrouter) e faz o desempacotamento. Com o crescente número de roteadores mrouter a técnica de tunelamento será desnecessária, simplificando a transmissão. Um pacote é enviado a vários destinos ao mesmo tempo, utilizando uma largura mínima de banda, sem se replicar. Para evitar que o pacote seja distribuído pela rede sem controle, o MBone utiliza uma técnica em que o pacote recebe um valor que caracteriza seu tempo de vida na rede, chamado TTL (time -to-live). Esse valor é decrementado de 1 (um) a cada passagem por um roteador. Essa tecnologia melhora o desempenho e a performance da realização de sessões de videoconferência, por isso se torna uma alternativa interessante para ser aplicada ao ensino a distância. 19

20 Módulo 4 >> Ferramentas MBone Para a participação em transmissões Multicast, é necessário ter a rede local conectada ao MBone e ter instalado no seu computador ferramentas específicas para receber e enviar dados Multicast. O MBone possui ferramentas distintas para a transmissão de áudio, vídeo, quadro branco compartilhado e gerenciamento de sessão em tempo real, as quais combinadas possibilitam a realização de uma videoconferência. As ferramentas apresentadas, neste mini curso, são software livre (endereço para download dessas ferramentas: e demonstraram bons resultados em experimentos práticos. Robust Audio Tool (RAT) RAT permite aos participantes de uma sessão o acesso a uma audioconferência. VIC (Video Conference) VIC é uma ferramenta de videoconferência em que é possível a transmissão de vídeo entre os participantes de uma sessão. WB (White Board) A ferramenta WB permite o compartilhamento de um quadro branco em tempo real entre os participantes de uma sessão. Com essa ferramenta os participantes poderão disponibilizar textos, desenhos e importação de páginas no formato ASCII e postscript. SDR (Session Directory) Antes que se possa realizar uma sessão de áudio, vídeo, ou qualquer outra, uma sessão precisa ser alocada, reservada e anunciada aos outros participantes. A ferramenta SDR é usada para anunciar uma sessão ou consultar a lista das sessões de videoconferência MBone disponíveis. São apresentados o nome da sessão, descrição, endereço, escopo e duração (quanto tempo o SDR irá anunciar a sessão). Módulo 4 >> Referências SAVETZ, K., RANDALL, N., LEPAGE, Y. MBONE: Multicasting Tomorrow's Internet. Copyright 1996, MACEDONIA, M. R., BRUTZMAN, D. P. MBone Provides Audio and Video Across the Internet. IEEE Computer, Vol.27 #4, April 1994, pp BECK, F. L., REIS, H. L. IP Multicast e Mbone. Networked Multimedia Research Group at University College London. 20

Capítulo 10 Emulando a Conversação e Trabalho Face-a-Face

Capítulo 10 Emulando a Conversação e Trabalho Face-a-Face Capítulo 10 Emulando a Conversação e Trabalho Face-a-Face Prof. Roberto Willrich 14:48 Emulando a Comunicação e Trabalho F-a-F Objetivo do Capítulo Apresentar algumas aplicações multimídia que permitem

Leia mais

Protocolos Sinalização

Protocolos Sinalização Tecnologia em Redes de Computadores Fundamentos de VoIP Professor: André Sobral e-mail: alsobral@gmail.com São protocolos utilizados para estabelecer chamadas e conferências através de redes via IP; Os

Leia mais

Aplicações Multimídia Distribuídas. Aplicações Multimídia Distribuídas. Introdução. Introdução. Videoconferência. deborams@telecom.uff.br H.

Aplicações Multimídia Distribuídas. Aplicações Multimídia Distribuídas. Introdução. Introdução. Videoconferência. deborams@telecom.uff.br H. Departamento de Engenharia de Telecomunicações - UFF Aplicações Multimídia Distribuídas Aplicações Multimídia Distribuídas Videoconferência Padrão H.323 - ITU Padrão - IETF Profa. Débora Christina Muchaluat

Leia mais

H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed

H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed quality of service Resumo para a disciplina de Processamento Digital de

Leia mais

VIDEOCONFERÊNCIA Edital de Licitação Anexo I Termo de Referência

VIDEOCONFERÊNCIA Edital de Licitação Anexo I Termo de Referência VIDEOCONFERÊNCIA Edital de Licitação Anexo I Termo de Referência Pregão Conjunto nº 27/2007 VIDEOCONFERÊNCIA ANEXO I Termo de Referência Índice 1. Objetivo...3 2. Requisitos técnicos e funcionais...3 2.1.

Leia mais

O protocolo H.323 UNIP. Renê Furtado Felix. rffelix70@yahoo.com.br

O protocolo H.323 UNIP. Renê Furtado Felix. rffelix70@yahoo.com.br UNIP rffelix70@yahoo.com.br Este protocolo foi projetado com o intuito de servir redes multimídia locais com suporte a voz, vídeo e dados em redes de comutação em pacotes sem garantias de Qualidade de

Leia mais

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados Estrutura de um Rede de Comunicações Profa.. Cristina Moreira Nunes Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação Utilização do sistema de transmissão Geração de sinal Sincronização Formatação das mensagens

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação I

Administração de Sistemas de Informação I Administração de Sistemas de Informação I Prof. Farinha Aula 03 Telecomunicações Sistemas de Telecomunicações 1 Sistemas de Telecomunicações Consiste de Hardware e Software transmitindo informação (texto,

Leia mais

O Que é Videoconferência e Como Funciona

O Que é Videoconferência e Como Funciona O Que é Videoconferência e Como Funciona Renato M.E. Sabbatini, PhD O objetivo da videoconferência é colocar em contato, através de um sistema de vídeo e áudio, duas ou mais pessoas separadas geograficamente.

Leia mais

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal:

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal: Redes - Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Comunicação sempre foi, desde o início dos tempos, uma necessidade humana buscando aproximar comunidades distantes.

Leia mais

Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006)

Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006) UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGICAS DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006) Marcelo Santos Daibert Juiz de Fora Minas Gerais Brasil

Leia mais

Guia Técnico Inatel Guia das Cidades Digitais

Guia Técnico Inatel Guia das Cidades Digitais Guia Técnico Inatel Guia das Cidades Digitais Módulo 3: VoIP INATEL Competence Center treinamento@inatel.br Tel: (35) 3471-9330 As telecomunicações vêm passando por uma grande revolução, resultante do

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Prof. Marcelo Gonçalves Rubinstein Programa de Pós-Graduação em Engenharia Eletrônica Faculdade de Engenharia Universidade do Estado do Rio de Janeiro Ementa Introdução a Redes de

Leia mais

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano Redes de Dados Aula 1 Introdução Eytan Mediano 1 6.263: Redes de Dados Aspectos fundamentais do projeto de redes e análise: Arquitetura Camadas Projeto da Topologia Protocolos Pt - a Pt (Pt= Ponto) Acesso

Leia mais

Tecnologias de Banda Larga

Tecnologias de Banda Larga Banda Larga Banda larga é uma comunicação de dados em alta velocidade. Possui diversas tecnologia associadas a ela. Entre essas tecnologias as mais conhecidas são a ADSL, ISDN, e o Cable Modem. Essas tecnologias

Leia mais

VIDEOCONFERENCING AND INTERNET

VIDEOCONFERENCING AND INTERNET VIDEOCONFERÊCIA E INTERNET Jonas Barros Maiara Matsuoka Wilson Carlos e-mail: maiara_sayuri@hotmail.com Redes Remotas de Computadores Prof. Tito Barbosa Redes Convergentes Prof. Esp. Marcelo Guido de Oliveira

Leia mais

Evolução na Comunicação de

Evolução na Comunicação de Evolução na Comunicação de Dados Invenção do telégrafo em 1838 Código Morse. 1º Telégrafo Código Morse Evolução na Comunicação de Dados A evolução da comunicação através de sinais elétricos deu origem

Leia mais

Redes II ISDN e Frame Relay

Redes II ISDN e Frame Relay Redes II ISDN e Frame Relay Súmario 1. Frame Relay 02 1.1 Introdução 02 1.2 Velocidade 03 1.3 A Especificação X.25 03 1.3.1 Nível de Rede ou pacotes 03 1.3.2 Nível de Enlace ou de Quadros 04 1.3.3 Nível

Leia mais

Prof. Daniel Hasse. Multimídia e Hipermídia

Prof. Daniel Hasse. Multimídia e Hipermídia Prof. Daniel Hasse Multimídia e Hipermídia AULA 02 Agenda: Algoritmos de Codificação/Decodificação; Codec de Áudio. Atividade complementar. Algoritmos de Codificação/Decodificação - Comunicação tempo real,

Leia mais

1 Redes de comunicação de dados

1 Redes de comunicação de dados 1 Redes de comunicação de dados Nos anos 70 e 80 ocorreu uma fusão dos campos de ciência da computação e comunicação de dados. Isto produziu vários fatos relevantes: Não há diferenças fundamentais entre

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES E REDES

TELECOMUNICAÇÕES E REDES TELECOMUNICAÇÕES E REDES 1 OBJETIVOS 1. Quais são as tecnologias utilizadas nos sistemas de telecomunicações? 2. Que meios de transmissão de telecomunicações sua organização deve utilizar? 3. Como sua

Leia mais

EXPERIMENTO EM REDE LOCAL

EXPERIMENTO EM REDE LOCAL EXPERIMENTOS A realização de experimentos é essencial a qualquer plano de implementação de uma tecnologia. Para a implementação da tecnologia IP multicast foram realizados vários experimentos que abordaram

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M Tanenbaum Redes de Computadores Cap. 1 e 2 5ª. Edição Pearson Padronização de sistemas abertos à comunicação Modelo de Referência para Interconexão de Sistemas Abertos RM OSI Uma

Leia mais

Curso Técnico Integrado em Manutenção e Suporte em Informática

Curso Técnico Integrado em Manutenção e Suporte em Informática Curso Técnico Integrado em Manutenção e Suporte em Informática Disciplina: Infraestrutura de Redes de Computadores 1. Conceitos básicos, Classificação e Topologias de Redes Prof. Ronaldo

Leia mais

ESCLARECIMENTO I EDITAL DE PREGÃO PRESENCIAL Nº. 157/2015

ESCLARECIMENTO I EDITAL DE PREGÃO PRESENCIAL Nº. 157/2015 ESCLARECIMENTO I EDITAL DE PREGÃO PRESENCIAL Nº. 157/2015 O SESI/SENAI-PR, através de sua Comissão de Licitação, torna público o ESCLARECIMENTO referente ao edital de licitação acima relacionado, conforme

Leia mais

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TELECOMUNICAÇÕES As telecomunicações referem -se à transmissão eletrônica de sinais para as comunicações, incluindo meios como telefone, rádio e televisão. As telecomunicações

Leia mais

Fernando Albuquerque - fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN. Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br

Fernando Albuquerque - fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN. Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br Tópicos Modelos Protocolos OSI e TCP/IP Tipos de redes Redes locais Redes grande abrangência Redes metropolitanas Componentes Repetidores

Leia mais

3 Qualidade de serviço na Internet

3 Qualidade de serviço na Internet 3 Qualidade de serviço na Internet 25 3 Qualidade de serviço na Internet Além do aumento do tráfego gerado nos ambientes corporativos e na Internet, está havendo uma mudança nas características das aplicações

Leia mais

Introdução às Redes de Computadores

Introdução às Redes de Computadores Introdução às Redes de Computadores Evolução na comunicação Comunicação sempre foi uma necessidade humana, buscando aproximar comunidades distantes Sinais de fumaça Pombo-Correio Telégrafo (século XIX)

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA UniFOA Curso Tecnológico de Redes de Computadores Disciplina: Redes Convergentes II Professor: José Maurício S. Pinheiro

Leia mais

Geral O que é Mediasite Live? O que é uma mídia de apresentação? Como se compara Mediasite Live a outras soluções de apresentação?

Geral O que é Mediasite Live? O que é uma mídia de apresentação? Como se compara Mediasite Live a outras soluções de apresentação? Geral O que é Mediasite Live? Mediasite Live é um poderoso sistema de comunicação via web que permitem os usuários a capturar rapidamente, publicar e assistir uma apresentação e transformando-o automaticamente

Leia mais

MPLS MultiProtocol Label Switching

MPLS MultiProtocol Label Switching MPLS MultiProtocol Label Switching Cenário Atual As novas aplicações que necessitam de recurso da rede são cada vez mais comuns Transmissão de TV na Internet Videoconferências Jogos on-line A popularização

Leia mais

MANUAL DE CONFIGURAÇÃO

MANUAL DE CONFIGURAÇÃO MANUAL DE CONFIGURAÇÃO CONTMATIC PHOENIX SUMÁRIO CAPÍTULO I APRESENTAÇÃO DO ACESSO REMOTO... 3 1.1 O que é o ACESSO REMOTO... 3 1.2 Como utilizar o ACESSO REMOTO... 3 1.3 Quais as vantagens em usar o PHOENIX

Leia mais

Experimentos de Videoconferência na ReMAV-Curitiba Seminários à Distância*

Experimentos de Videoconferência na ReMAV-Curitiba Seminários à Distância* Experimentos de Videoconferência na ReMAV-Curitiba Seminários à Distância* Tiago Santos de Lima 1 Juliano João Bazzo 2 Jadson Igor Siqueira 3 Sérgio Scheer 4 1- Graduando em Bacharelado em Informática

Leia mais

Videoconferência na RNP

Videoconferência na RNP Graciela Machado Leopoldino Agosto 2003 RNP/PAL/0196 Videoconferência 2003 RNP na RNP Roteiro de Apresentação Sumário 1. A RNP 1.1 - Introdução 1.2 - Serviços disponibiliados 2. 2.1 - Padrão H.323 2.2

Leia mais

IP Camera Tutorial. CNet Technology Jan 2008

IP Camera Tutorial. CNet Technology Jan 2008 IP Camera Tutorial CNet Technology Jan 2008 O que é Câmera IP? Camera IP é a combinação entre câmera e computador. As câmeras podem ser conectadas diretamente na sua rede. Ela possui internamente software

Leia mais

Objeto: Sistema de Vídeo-conferência para a Hemorrede de Santa Catarina, incluindo:

Objeto: Sistema de Vídeo-conferência para a Hemorrede de Santa Catarina, incluindo: Termo de Referência: Objeto: Sistema de Vídeo-conferência para a Hemorrede de Santa Catarina, incluindo: Item Descrição Qtdade 1 MCU Dedicada 1 2 Terminal de Vídeo-conferência para salas de médio porte

Leia mais

1 Lista de exercícios 01

1 Lista de exercícios 01 FRANCISCO TESIFOM MUNHOZ 2007 1 Lista de exercícios 01 1) No desenvolvimento e aperfeiçoamento realizado em redes de computadores, quais foram os fatores que conduziram a interconexão de sistemas abertos

Leia mais

Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN

Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN Frame-Relay 1. (FCC/Pref. Santos 2005) O frame-relay é uma tecnologia de transmissão de dados que (A) opera no nível 3 do modelo OSI. (B) tem velocidade

Leia mais

Por razões, é requerido um módulo de E/S, que deve desempenhar duas funções principais:

Por razões, é requerido um módulo de E/S, que deve desempenhar duas funções principais: Entrada e Saída Além do processador e da memória, um terceiro elemento fundamental de um sistema de computação é o conjunto de módulos de E/S. Cada módulo se conecta com o barramento do sistema ou com

Leia mais

Telecomunicações CONCEITOS DE COMUNICAÇÃO

Telecomunicações CONCEITOS DE COMUNICAÇÃO Telecomunicações CONCEITOS DE COMUNICAÇÃO 1 COMUNICAÇÃO A COMUNICAÇÃO pode ser definida como a transmissão de um sinal através de um meio, de um emissor para um receptor. O sinal contém uma mensagem composta

Leia mais

Visão Computacional. Alessandro L. Koerich. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Visão Computacional. Alessandro L. Koerich. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Universidade Federal do Paraná (UFPR) Visão Computacional Alessandro L. Koerich Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Universidade Federal do Paraná (UFPR) Interfaces Câmera PC Analógica, Firewire, GigE, Camera Link, USB Introdução

Leia mais

Escolha dos equipamentos. Link de Internet. Equipamentos mínimos (hardw are)

Escolha dos equipamentos. Link de Internet. Equipamentos mínimos (hardw are) Cuidados, observações e dicas para obtenção de melhores resultados em sessões de eventos transmitidos pela I nternet (usando a tecnologia Smart.Seminar) Escolha dos equipamentos Equipamentos mínimos (hardw

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores... 1 Mobilidade... 1 Hardware de Rede... 2 Redes Locais - LANs... 2 Redes metropolitanas - MANs... 3 Redes Geograficamente Distribuídas - WANs... 3 Inter-redes... 5 Software de Rede...

Leia mais

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede Interconexão de redes locais Existência de diferentes padrões de rede necessidade de conectá-los Interconexão pode ocorrer em diferentes âmbitos LAN-LAN LAN: gerente de um determinado setor de uma empresa

Leia mais

Figura 1 - Comparação entre as camadas do Modelo OSI e doieee. A figura seguinte mostra o formato do frame 802.3:

Figura 1 - Comparação entre as camadas do Modelo OSI e doieee. A figura seguinte mostra o formato do frame 802.3: Introdução Os padrões para rede local foram desenvolvidos pelo comitê IEEE 802 e foram adotados por todas as organizações que trabalham com especificações para redes locais. Os padrões para os níveis físico

Leia mais

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

F n u d n a d ment n os o Vo V I o P Introdução

F n u d n a d ment n os o Vo V I o P Introdução Tecnologia em Redes de Computadores Fundamentos de VoIP Professor: André Sobral e-mail: alsobral@gmail.com Introdução VoIP (Voice over Internet Protocol) A tecnologia VoIP vem sendo largamente utilizada

Leia mais

ERRATA. 3. Item 7.9.2.2 e 7.9.2.2.1 do ANEXO I - Minuta do Termo de Referência;

ERRATA. 3. Item 7.9.2.2 e 7.9.2.2.1 do ANEXO I - Minuta do Termo de Referência; ERRATA Este documento tem por objetivo retificar: 1. Item 4.1.1 do ANEXO I - Minuta do Termo de Referência; 2. Item 7.9.2.1 do ANEXO I - Minuta do Termo de Referência; 3. Item 7.9.2.2 e 7.9.2.2.1 do ANEXO

Leia mais

Tecnologia e Infraestrutura. Conceitos de Redes

Tecnologia e Infraestrutura. Conceitos de Redes Tecnologia e Infraestrutura Conceitos de Redes Agenda Introdução às Tecnologias de Redes: a) Conceitos de redes (LAN, MAN e WAN); b) Dispositivos (Hub, Switch e Roteador). Conceitos e tipos de Mídias de

Leia mais

Transmissão de Voz em Redes de Dados (VoIP)

Transmissão de Voz em Redes de Dados (VoIP) Transmissão de Voz em Redes de Dados (VoIP) Telefonia Tradicional PBX Telefonia Pública PBX Rede telefônica tradicional usa canais TDM (Time Division Multiplexing) para transporte da voz Uma conexão de

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES E REDES

TELECOMUNICAÇÕES E REDES Capítulo 8 TELECOMUNICAÇÕES E REDES 8.1 2003 by Prentice Hall OBJETIVOS Quais são as tecnologias utilizadas nos sistemas de telecomunicações? Que meios de transmissão de telecomunicações sua organização

Leia mais

Redes WAN. Prof. Walter Cunha

Redes WAN. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

Manual do Usuário. Copyright 2006 BroadNeeds 20061010-1600 Página 1 de 16

Manual do Usuário. Copyright 2006 BroadNeeds 20061010-1600 Página 1 de 16 Manual do Usuário Copyright 2006 BroadNeeds 20061010-1600 Página 1 de 16 Índice INTRODUÇÃO E UTILIZAÇÕES GERAIS Funcionalidades...03 Introdução...04 Requisitos Necessários...04 Instalando o xconference...05-07

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais Administração de Sistemas de Informação Gerenciais UNIDADE V: Telecomunicações, Internet e Tecnologia Sem Fio. Tendências em Redes e Comunicações No passado, haviam dois tipos de redes: telefônicas e redes

Leia mais

Placa de Rede. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. MAN (Metropolitan Area Network) Rede Metropolitana

Placa de Rede. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. MAN (Metropolitan Area Network) Rede Metropolitana Rede de Computadores Parte 01 Prof. André Cardia Email: andre@andrecardia.pro.br MSN: andre.cardia@gmail.com Placa de Rede Uma placa de rede (NIC), ou adaptador de rede, oferece capacidades de comunicações

Leia mais

Multimídia. Conceitos Básicos (Parte II)

Multimídia. Conceitos Básicos (Parte II) Universidade do Estado de Minas Gerais Campus de Frutal Sistemas de Informação 7º Período Multimídia Conceitos Básicos (Parte II) Prof. Sérgio Carlos Portari Jr profsergio@frutalhost.com.br Carga Horária:

Leia mais

7. DIVULGAÇÃO DE VÍDEOS E SOM VIA REDE MÉTODO STREAMING

7. DIVULGAÇÃO DE VÍDEOS E SOM VIA REDE MÉTODO STREAMING 7. DIVULGAÇÃO DE VÍDEOS E SOM VIA REDE Internet meio por excelência para a divulgação de todo o tipo de informação. Na época da 2ª guerra mundial, os cientistas necessitavam de divulgar, trocar informações

Leia mais

Unidade 1. Bibliografia da disciplina 15/11/2008. Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados Redes de Computadores

Unidade 1. Bibliografia da disciplina 15/11/2008. Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados Redes de Computadores Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados Redes de Computadores Disciplina: Redes de Computadores Prof.: Fernando Hadad Zaidan 1 Unidade 1 Conceitos básicos de Redes de Computadores 2

Leia mais

Mídias Contínuas. Mídias Contínuas

Mídias Contínuas. Mídias Contínuas Mídias Contínuas Processamento da Informação Digital Mídias Contínuas Mídias Contínuas (dinâmicas ou dependentes do tempo) Digitalização de Sinais Áudio Vídeo 1 Digitalização de Sinais Codificadores de

Leia mais

Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora

Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora 1. Em que consiste uma rede de computadores? Refira se à vantagem da sua implementação. Uma rede de computadores é constituída por dois ou mais

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com - Aula Complementar - MODELO DE REFERÊNCIA OSI Este modelo se baseia em uma proposta desenvolvida pela ISO (International Standards Organization) como um primeiro passo em direção a padronização dos protocolos

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMAS OPERACIONAIS SERVIÇOS DE ACESSO REMOTO (TELNET E TERMINAL SERVICES) Professor Carlos Muniz

ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMAS OPERACIONAIS SERVIÇOS DE ACESSO REMOTO (TELNET E TERMINAL SERVICES) Professor Carlos Muniz ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMAS OPERACIONAIS SERVIÇOS DE ACESSO REMOTO (TELNET E O que é roteamento e acesso remoto? Roteamento Um roteador é um dispositivo que gerencia o fluxo de dados entre segmentos da rede,

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Introdução Redes de Computadores é um conjunto de equipamentos que são capazes de trocar informações e compartilhar recursos entre si, utilizando protocolos para se comunicarem e

Leia mais

Rede GlobalWhitepaper

Rede GlobalWhitepaper Rede GlobalWhitepaper Janeiro 2015 Page 1 of 8 1. Visão Geral...3 2. Conectividade Global, qualidade do serviço e confiabilidade...4 2.1 Qualidade Excepcional...4 2.2 Resiliência e Confiança...4 3. Terminais

Leia mais

Capítulo 2 - Conceitos Básicos de Redes. Associação dos Instrutores NetAcademy - agosto de 2007 - Página

Capítulo 2 - Conceitos Básicos de Redes. Associação dos Instrutores NetAcademy - agosto de 2007 - Página Capítulo 2 - Conceitos Básicos de Redes 1 Redes de Dados Inicialmente o compartilhamento de dados era realizado a partir de disquetes (Sneakernets) Cada vez que um arquivo era modificado ele teria que

Leia mais

INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO

INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO Artigo Científico Curso de Pós-Graduação em Redes e Segurança de Sistemas Instituto

Leia mais

Multimédia, Qualidade de Serviço (QoS): O que são?

Multimédia, Qualidade de Serviço (QoS): O que são? Multimédia, Qualidade de Serviço (QoS): O que são? Aplicações Multimédia: áudio e vídeo pela rede ( meios contínuos ) QoS a rede oferece às aplicações o nível de desempenho necessário para funcionarem.

Leia mais

QOS SOBRE REDES DE PACOTES UTILIZANDO H.323

QOS SOBRE REDES DE PACOTES UTILIZANDO H.323 QOS SOBRE REDES DE PACOTES UTILIZANDO H.323 Aluno: Ricardo dos Santos Alves de Souza Professor: Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte Abril de 2004 DEL 1 ÍNDICE Resumo... 3 1 Introdução... 4 1.1 Redes de Pacotes...

Leia mais

Streaming na pratica Shoutcast Flumotion

Streaming na pratica Shoutcast Flumotion Streaming na pratica Shoutcast Flumotion Felipe Santos dos Santos 1 1 Faculdade de Tecnologia Senac Pelotas(FATEC) Rua Gonçalves Chaves, 602 Centro CEP: 96.015-560 Pelotas RS Brasil Curso Superior de Tecnologia

Leia mais

REDES VIRTUAIS PRIVADAS

REDES VIRTUAIS PRIVADAS REDES VIRTUAIS PRIVADAS VPN Universidade Católica do Salvador Curso de Bacharelado em Informática Disciplina: Redes de Computadores Professor: Marco Antônio Câmara Aluna: Patricia Abreu Página 1 de 10

Leia mais

CONTROLADOR CENTRAL P25 FASE 1 CAPACIDADE MÍNIMA PARA CONTROLAR 5 SITES

CONTROLADOR CENTRAL P25 FASE 1 CAPACIDADE MÍNIMA PARA CONTROLAR 5 SITES CONTROLADOR CENTRAL P25 FASE 1 CAPACIDADE MÍNIMA PARA CONTROLAR 5 SITES O sistema digital de radiocomunicação será constituído pelo Sítio Central, Centro de Despacho (COPOM) e Sítios de Repetição interligados

Leia mais

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br Revisão Karine Peralta Agenda Revisão Evolução Conceitos Básicos Modelos de Comunicação Cliente/Servidor Peer-to-peer Arquitetura em Camadas Modelo OSI Modelo TCP/IP Equipamentos Evolução... 50 60 1969-70

Leia mais

Unidade 1. Bibliografia da disciplina. Introdução. O que compartilhar? Exemplo 12/10/2009. Conceitos básicos de Redes de Computadores

Unidade 1. Bibliografia da disciplina. Introdução. O que compartilhar? Exemplo 12/10/2009. Conceitos básicos de Redes de Computadores Faculdade INED Unidade 1 Conceitos básicos de Redes de Computadores Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados, Sistemas para Internet e Redes de Computadores Disciplina: Fundamentos de Redes Prof.:

Leia mais

Revisão de Literatura

Revisão de Literatura Revisão de Literatura VoIP é um conjunto de tecnologias que usa a Internet ou as redes IP privadas para a comunicação de Voz, substituindo ou complementando os sistemas de telefonia convencionais. A telefonia

Leia mais

Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM

Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM Redes de Computadores I ENLACE: PPP ATM Enlace Ponto-a-Ponto Um emissor, um receptor, um enlace: Sem controle de acesso ao meio; Sem necessidade de uso de endereços MAC; X.25, dialup link, ISDN. Protocolos

Leia mais

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1)

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1) Cenário das redes no final da década de 70 e início da década de 80: Grande aumento na quantidade e no tamanho das redes Redes criadas através de implementações diferentes de hardware e de software Incompatibilidade

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Introdução Fabricio Breve Onde estão as redes? Caixa Eletrônico Terminais conectados a um computador central Supermercados, farmácias, etc... Vendas Caixa Estoque Etc... Por que Redes?

Leia mais

KX-VC600 Videoconferência IP Full HD

KX-VC600 Videoconferência IP Full HD Quebrando as barreiras da distância A Unidade de videoconferência IP FullHD Panasonic KX-VC600, foi projetada para diminuir a distância, e agilizar reuniões e atividades em grupos, ajudando a diminuir

Leia mais

Redes de Computadores. Prof. Késsia Marchi

Redes de Computadores. Prof. Késsia Marchi Redes de Computadores Prof. Késsia Marchi Redes de Computadores Redes de Computadores Possibilita a conexão entre vários computadores Troca de informação Acesso de múltiplos usuários Comunicação de dados

Leia mais

A utilização das redes na disseminação das informações

A utilização das redes na disseminação das informações Internet, Internet2, Intranet e Extranet 17/03/15 PSI - Profº Wilker Bueno 1 Internet: A destruição as guerras trazem avanços tecnológicos em velocidade astronômica, foi assim também com nossa internet

Leia mais

INTERNET -- NAVEGAÇÃO

INTERNET -- NAVEGAÇÃO Página 1 Acessando endereços simultaneamente Parte 2 Um recurso interessante e extremamente útil é o de abrir várias janelas ao mesmo tempo. Em cada janela você poderá acessar um endereço diferente na

Leia mais

tendências Unificada Comunicação Dezembro/2012 INFORMATIVO TECNOLÓGICO DA PRODESP EDIÇÃO 05 Introdução Como Implementar Quais as Vantagens

tendências Unificada Comunicação Dezembro/2012 INFORMATIVO TECNOLÓGICO DA PRODESP EDIÇÃO 05 Introdução Como Implementar Quais as Vantagens tendências EDIÇÃO 05 Dezembro/2012 Comunicação Unificada Introdução Como Implementar Quais as Vantagens Componentes das Comunicações Unificadas 02 04 05 06 Introdução Nos últimos anos, as tecnologias para

Leia mais

Introdução. Disciplina: Suporte Remoto Prof. Etelvira Leite

Introdução. Disciplina: Suporte Remoto Prof. Etelvira Leite Introdução Disciplina: Suporte Remoto Prof. Etelvira Leite Os Benefícios do Trabalho Remoto O mundo assiste hoje à integração e à implementação de novos meios que permitem uma maior rapidez e eficácia

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Professor: Rodrigo Caetano Filgueira Tecnologias WAN TECNOLOGIAS WAN Quando uma empresa cresce e passa a ter instalações em várias localidades, é necessário interconectar as redes

Leia mais

Redes de Computadores I

Redes de Computadores I Redes de Computadores I Introdução a Redes de Computadores Prof. Esbel Tomás Valero Orellana Usos de Redes de Computadores Uma rede de computadores consiste de 2 ou mais computadores e/ou dispositivos

Leia mais

Arquitetura e Organização de Computadores

Arquitetura e Organização de Computadores Arquitetura e Organização de Computadores Entrada/Saída Material adaptado, atualizado e traduzido de: STALLINGS, William. Arquitetura e Organização de Computadores. 5ª edição Problemas Entrada/Saída Grande

Leia mais

Serviços Prestados Infovia Brasília

Serviços Prestados Infovia Brasília Serviços Prestados Infovia Brasília Vanildo Pereira de Figueiredo Brasília, outubro de 2009 Agenda I. INFOVIA Serviços de Voz Softphone e Asterisk INFOVIA MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO INFOVIA MINISTÉRIO

Leia mais

Peça para um amigo baixar o programa também, e você pode começar a experimentar o VoIP para ver como funciona. Um bom lugar para procurar é

Peça para um amigo baixar o programa também, e você pode começar a experimentar o VoIP para ver como funciona. Um bom lugar para procurar é VOIP Se você nunca ouviu falar do VoIP, prepare-se para mudar sua maneira de pensar sobre ligações de longa distância. VoIP, ou Voz sobre Protocolo de Internet, é um método para pegar sinais de áudio analógico,

Leia mais

Professor(es): Fernando Pirkel. Descrição da(s) atividade(s):

Professor(es): Fernando Pirkel. Descrição da(s) atividade(s): Professor(es): Fernando Pirkel Descrição da(s) atividade(s): Definir as tecnologias de redes necessárias e adequadas para conexão e compartilhamento dos dados que fazem parte da automatização dos procedimentos

Leia mais

Introdução às Redes de Computadores. Por José Luís Carneiro

Introdução às Redes de Computadores. Por José Luís Carneiro Introdução às Redes de Computadores Por José Luís Carneiro Portes de computadores Grande Porte Super Computadores e Mainframes Médio Porte Super Minicomputadores e Minicomputadores Pequeno Porte Super

Leia mais

1 Introduc ao 1.1 Hist orico

1 Introduc ao 1.1 Hist orico 1 Introdução 1.1 Histórico Nos últimos 100 anos, o setor de telecomunicações vem passando por diversas transformações. Até os anos 80, cada novo serviço demandava a instalação de uma nova rede. Foi assim

Leia mais

Placa de Rede. Rede de Computadores. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. Placa de Rede

Placa de Rede. Rede de Computadores. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. Placa de Rede Rede de Computadores Prof. André Cardia Email: andre@andrecardia.pro.br MSN: andre.cardia@gmail.com Placa de Rede Uma placa de rede (NIC), ou adaptador de rede, oferece capacidades de comunicações nos

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 1- MODELO DE CAMADAS 1. INTRODUÇÃO A compreensão da arquitetura de redes de computadores envolve a compreensão do modelo de camadas. O desenvolvimento de uma arquitetura de redes é uma tarefa complexa,

Leia mais

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Por que redes de computadores? Tipos de redes Componentes de uma rede IFPB/Patos - Prof. Claudivan 2 Quando o assunto é informática, é impossível não pensar em

Leia mais

Primeira parte: operações básicas

Primeira parte: operações básicas Esta linha de DVR EXVISION foi projetada especialmente para as áreas de segurança e vigilância, e é um excelente produto em termos de vigilância digital. Ele possuiu um sistema operacional LINUX integrado

Leia mais

SISTEMA DE GRAVAÇÃO DIGITAL COM UM MICROCOMPUTADOR (DVD OU PLACAS DE CAPTURA DE VÍDEO)

SISTEMA DE GRAVAÇÃO DIGITAL COM UM MICROCOMPUTADOR (DVD OU PLACAS DE CAPTURA DE VÍDEO) SISTEMA DE GRAVAÇÃO DIGITAL COM UM MICROCOMPUTADOR (DVD OU PLACAS DE CAPTURA DE VÍDEO) Há vários tipos de sistemas de gravações digitais. Os mais baratos consistem de uma placa para captura de vídeo, que

Leia mais

Sony lança PCS-HG90, o novo modelo de videoconferência no mercado

Sony lança PCS-HG90, o novo modelo de videoconferência no mercado Sony lança PCS-HG90, o novo modelo de videoconferência no mercado Objectivo A Sony possui um leque muito variado de equipamentos de videoconferência que abrange praticamente todas as necessidades do Mercado.

Leia mais

A recomendação H.323 define um arcabouço (guarda-chuva) para a estruturação dos diversos

A recomendação H.323 define um arcabouço (guarda-chuva) para a estruturação dos diversos Videoconferência: H.323 versus SIP Este tutorial apresenta uma avaliação técnica e as tendências que envolvem os serviços providos pela pilha de protocolos do padrão H.323, especificados pelo ITU-T, e

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Conceitos sobre Redes de Computadores Fundamentos de Sistemas de Comunicação Módulo 1 Prof. Engº Ricardo Luís Rodrigues Peres O que é uma Rede de Computadores? É a infra-estrutura

Leia mais