Biossegurança em Laboratórios de Análises Clínicas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Biossegurança em Laboratórios de Análises Clínicas"

Transcrição

1 Academia de Ciência e Tecnologia Biossegurança em Laboratórios de Análises Clínicas Larissa Barbosa Zochio

2 São José do Rio Preto 2009 Resumo A Biossegurança é um conjunto de ações voltadas para prevenção, minimização e eliminação de riscos para a saúde, ajuda na proteção do meio ambiente contra resíduos e na conscientização do profissional da saúde. Este estudo realizado a partir de uma pesquisa bibliográfica teve como objetivo mostrar as normas básicas da biossegurança de forma clara para o profissional que atua em laboratórios clínicos. Apesar da biossegurança está sendo tão discutida e valorizada em dias atuais, o número de acidentes continua bastante elevado sendo que 80 a 90 % com perfurocortantes. Acredita-se que o problema não está nas tecnologias disponíveis para eliminar e minimizar os riscos e sim, no comportamento inadequado dos profissionais. Mas todas as medidas possíveis devem ser consideradas para que os acidentes se torne uma exceção. As equipes do laboratório clínico e de apoio devem receber treinamentos constantes e apropriados sobre os riscos potenciais associados aos trabalhos desenvolvidos, inclusive os profissionais de condutas inadequadas para que se conscientizem. A biossegurança em laboratórios de análises clínicas é uma responsabilidade individual, sendo que seus gestores devem garantir um local seguro para o exercício de todas as atividades.

3 Introdução A biossegurança é um conjunto de ações voltadas para: prevenção, minimização e eliminação de riscos para a saúde, ajuda na proteção do meio ambiente contra resíduos e na conscientização do profissional da saúde. O conceito biossegurança tem sido muito discutido e valorizado nos dias atuais. (1) Nos anos 70, uma série de estudos detectou que os profissionais de laboratórios clínicos e área da saúde apresentavam mais casos de tuberculose, hepatite B e shigelose, do que pessoas envolvidas com outras atividades. (1) Nesta mesma época começou uma construção do conceito de biossegurança na reunião de Asilomar na Califórnia, onde a comunidade científica iniciou a discussão sobre os impactos da engenharia genética na sociedade, a partir daí o termo biossegurança, vem ao longo dos anos, sofrendo alterações, colocando em foco a saúde do trabalhador aos riscos biológicos no ambiente ocupacional, riscos químicos, físicos, radioativos e ergonômicos, até o termo atual. (9) Os laboratórios clínicos apresentam uma série de situações, atividades e fatores potenciais de risco aos profissionais, os quais podem produzir alterações leves, moderadas ou graves. Podem causar acidentes de trabalho e/ou doenças profissionais nos indivíduos a eles expostos, (10), pois os líquidos biológicos e os sólidos manuseados nos laboratórios de análises clínicas são quase sempre, fontes de contaminação. Devemos ter cuidados, para não haver contaminação cruzada dos materiais, não contaminar o pessoal do laboratório, e da equipe de limpeza, os equipamentos e o meio ambiente através de aerossóis. Esses cuidados mais o descarte dos materiais fazem parte das boas práticas em laboratório clínico, seguindo as regras de biossegurança. (9) Na opinião de especialistas que discutem a biossegurança, o grande problema não está nas tecnologias disponíveis para eliminar e minimizar os riscos e, sim, no comportamento dos profissionais. A biossegurança não está apenas relacionada a

4 sistemas modernos de esterilização do ar de um laboratório ou câmaras de desinfecção das roupas de segurança. Um profissional de saúde que não lava as mãos com a freqüência adequada ou o lixo hospitalar descartado de maneira errada são práticas do dia-a-dia que também trazem riscos. (1) Por isso a adoção de normas de biossegurança em laboratórios clínicos é condição fundamental para a segurança dos trabalhadores, qualquer que seja área de atuação, pois os riscos estão sempre presentes, (10), porém é importante que o profissional da área da saúde procure fazer treinamentos e ter acesso as informações que podem contribuir de forma decisiva para melhoria das condições de própria segurança, livrando-os dos riscos desnecessários que enfrentam o seu dia-a-dia. (6) Princípios da Biossegurança Os profissionais de laboratórios clínicos, além de estarem expostos aos riscos ocupacionais: ergonômicos, físicos e químicos, trabalham com agentes infecciosos e com materiais potencialmente contaminados, que são os riscos biológicos. Esses profissionais devem ser conscientizados sobre os riscos potenciais, e treinados a estarem aptos para exercerem as técnicas e práticas necessárias para o manuseio seguro dos materiais e fluidos biológicos. (9) Os riscos biológicos se subdividem em classes: Classe de Risco 1: o risco individual e para comunidade é baixo, são agentes biológicos, que têm probabilidade nula ou baixa de provocar infecções no homem ou em animais sadios e de risco potencial mínimo para o profissional do laboratório e para o ambiente. Exemplo: Lactobacillus. (6) Classe de Risco 2: o risco individual é moderado e para comunidade é limitado. Aplica-se a agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos animais, cujo risco de propagação na comunidade e de disseminação no meio ambiente é limitado, não constituindo em sério risco a quem os manipula em condições de contenção, pois existem medidas terapêuticas e profiláticas eficientes. Exemplo: Toxoplasma spp. (6)

5 Classe de Risco 3: o risco individual é alto e para comunidade é limitado. Aplica-se a agentes biológicos que provocam infecções, graves ou letais, no homem e nos animais e representam um sério risco a quem os manipulam. Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se propagar de indivíduo para indivíduo, mas existem medidas de tratamento e prevenção. Exemplo: Bacillus anthracis. (6) Classe de Risco 4: o risco individual para a comunidade é elevado. Aplica-se a agentes biológicos de fácil propagação, altamente patogênicos para o homem, animais e meio ambiente, representando grande risco a quem os manipula, com grande poder de transmissibilidade via aerossol ou com riscos de transmissão desconhecido, não existindo medidas profiláticas ou terapêuticas. Exemplo: Vírus Ebola. (6) A classe de risco 2 aplica-se a laboratórios de análises clínicas, onde o trabalho envolve sangue humano, líquidos corporais, tecidos ou linhas de células humanas primárias onde a presença do agente infeccioso pode ser desconhecida. Os agentes infecciosos são de um espectro de gravidade moderada para a comunidade e gravidade variável a uma patologia humana. (9) Devido aos riscos ocupacionais, principalmente os riscos biológicos, cada laboratório deverá desenvolver um manual de biossegurança ou de operações que identifique os riscos que poderão ser encontrados. E que se especifique também as práticas e procedimentos específicos para minimizar ou eliminar as exposições a estes riscos. (9) Procedimentos Operacionais Padrão POP Os POP são protocolos que descrevem detalhadamente cada atividade realizada no laboratório, desde a coleta até a emissão de resultado final, incluindo utilização de

6 equipamentos, procedimentos técnicos, cuidados de biossegurança e condutas a serem adotadas em acidentes. (5) Para biossegurança dos laboratórios de análises clínicas o POP é fundamental, pois ele tem como objetivo padronizar todas as ações para que diferentes técnicos possam compreender e executar, da mesma maneira, uma determinada tarefa. Esses protocolos devem estar escritos de forma clara e completa possibilitando a compreensão e adesão de todos. Além disso, eles devem ser realistas para que seus técnicos possam de fato, seguir o estabelecido. (5) As chefias dos laboratórios devem convidar os funcionários para participarem da elaboração dos POP. Esses protocolos devem ser atualizados regularmente e suas alterações apresentadas e discutidas com os técnicos. Os técnicos do laboratório devem assinar um termo atestando que conhecem e se comprometem a cumprir o POP. (5) Os POP devem estar disponíveis em local de fácil acesso e conhecido de todos os profissionais que atuam no ambiente laboratorial. (5). Descrição das Responsabilidades em Biossegurança Os manuais de biossegurança dos laboratórios clínicos são de responsabilidade de comissões formadas por chefes de setores, médicos, e até mesmo funcionários. Essas comissões preparam normas de biossegurança, dentro da legislação vigente e suas revisões quando necessárias, elas são distribuídas a todos os setores do laboratório que estejam envolvidos direta ou indiretamente, com a rotina que envolva o contato com material clínico. Isto envolve os setores burocráticos uma vez que as visitas aos setores técnicos constituem uma atividade de rotina. Investigam os acidentes e suas causas buscando soluções que minimizem a repetição do mesmo, coordena a coleta e descarte de rejeitos, garante o treinamento dos funcionários e a realização do programa, e o registro de todas as atividades ligadas à biossegurança. (9) Os respectivos chefes de setores devem verificar e relatar à comissão de biossegurança, os riscos decorrentes das atividades do seu setor, assegurar a realização das atividades de biossegurança e treinar seus funcionários. (9) O coordenador de segurança do setor coopera com o respectivo chefe para garantir que todas essas atividades sejam cumpridas.

7 CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes): essa comissão deve ser criada por funcionários de todos os níveis, que deve atender às exigências legais vigentes. Tem como filosofia, despertar nos funcionários o interesse pela prevenção de acidentes e promover a proteção dos riscos ocupacionais. (3) (9) SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) e PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional): esses serviços devem estar sob responsabilidade de um médico do trabalho. O SESMT tem for finalidade promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. (3) (9) PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais): esse serviço deve ficar sob responsabilidade direta da Comissão de Biossegurança, avaliam os riscos biológicos e o local de trabalho, esse programa deve ser reavaliado uma vez por ano. (8) (9) Equipamentos de Proteção Individual - EPI Os EPI são equipamentos que servem para proteção do contato com agentes infecciosos, substâncias irritantes e tóxicas, materiais perfurocortantes e materiais submetidos a aquecimento ou congelamento. (5) Os procedimentos de manipulação de amostras biológicas produzem partículas que podem entrar pelas vias aéreas e causar infecções ou contaminar roupas, bancadas e equipamentos. Usar EPI é um direito do profissional da saúde e a instituição em que esse profissional trabalha é obrigada a fornecê-los. É fundamental que o profissional da saúde utilize os EPI de forma correta. O uso indevido desses equipamentos também pode provocar acidentes. (5) Os EPI, descartáveis ou não, deverão estar à disposição em número suficiente nos postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição. (8) Os EPI que devem estar disponíveis, obrigatoriamente, para todos os profissionais que trabalham em ambientes laboratoriais são: jalecos, luvas, máscaras, óculos e protetores faciais. Há também protetores de ouvido para trabalhos muito demorados com equipamentos que emitam ruídos além dos níveis recomendados pelo

8 Ministério do Trabalho e do Emprego e máscaras de proteção contra gases para uso na manipulação de substâncias químicas tóxicas e em caso de acidentes. (5) O jaleco protege a roupa e a pele do profissional do laboratório clínico, da contaminação por sangue, fluidos corpóreos, salpicos e derramamentos de material infectados, que pode ocorrer desde coleta, transporte, manipulação e descarte de amostras clínicas. É importante que o jaleco seja colocado assim que o profissional entre no laboratório, e permaneça com ele o tempo todo, porém ao ir a cantinas, refeitórios, bancos, bibliotecas, auditórios, outros, ele deve ser retirado, pois são áreas não contaminadas e o jaleco pode levar agentes biológicos para estes locais. (5) O jaleco deve ser confeccionado em tecido resistente à penetração de líquidos, com comprimento abaixo do joelho e mangas longas, pode ser descartável ou não. Caso não seja, deve ser resistente à descontaminação e autoclavação. (5) Jamais se deve arregaçar as mangas do jaleco e expor a pele ao contato com microrganismos depositados no local de trabalho. A limpeza do jaleco deve ser feita na própria lavanderia do hospital, caso esse serviço não esteja disponível para o profissional da saúde, o ideal é que primeiramente o jaleco seja autoclavado e depois levado para casa, esse procedimento não gera riscos de contaminação. (5) As luvas descartáveis servem para manipulação de materiais potencialmente infectantes, conhecidas como luvas de procedimentos, que são de látex (borracha natural) ou de material sintético (vinil). Estas últimas, além de mais resistentes aos perfurocortantes, são também indicadas a pessoas alérgicas às luvas de borracha natural. As luvas descartáveis devem ser usadas em todos os procedimentos, desde coleta, transporte, manipulação até o descarte das amostras biológicas, pois elas são uma barreira de proteção contra agentes infecciosos. É importante que as luvas devam ser calçadas com cuidado para que não rasguem e que fique bem aderida a pele, evitando acidentes. (11) As luvas de borracha são grossas e antiderrapantes, servem para manipulação de resíduos ou lavagem de materiais ou procedimentos de limpeza em geral. As luvas resistentes à temperatura (alta e baixa) servem para manipulação de materiais submetidos a aquecimento ou congelamento, como procedimentos que utilizem estufas para secagem de materiais, banho-maria, câmaras frias, freezer para conservação de amostras, além de outros. As luvas de borracha e as resistentes à temperatura podem ser reutilizadas. (5)

9 As máscaras descartáveis e os óculos de proteção devem ser utilizados em todas as atividades que envolvam a formação de aerossol ou suspensão de partículas como pipetagem, centrifugação, execução de raspados epidérmicos, semeadura de material clínico, outros. (9) Na manipulação de amostras contendo agente infeccioso da tuberculose, deve-se usar a máscara N95. Os óculos de proteção devem ser de material rígido e leve, cobrir completamente a área dos olhos. É importante lembrar que os óculos de grau não substituem os óculos de proteção. É importante o uso dos óculos com máscara descartável, pois protegem todo o rosto. (5) Outra opção para proteger o rosto é o protetor facial. Ele é feito com o mesmo material dos óculos, deve ser ajustável a cabeça e cobrir todo o rosto. Os óculos e os protetores faciais são equipamentos reutilizáveis e devem ser desinfetados. (5) Esses equipamentos funcionam como barreiras para: olhos, nariz, boca e pele contra respingos e aerossóis de materiais infectados por agentes patogênicos e substâncias químicas, evitando lesões. (5) Equipamentos de Proteção Coletiva EPC As cabines de segurança biológica (CSB) também chamadas de capelas de fluxo laminar são equipamentos utilizados para proteger o profissional e o ambiente laboratorial dos aerossóis potencialmente infectantes que podem se espalhar durante a manipulação. Alguns tipos de cabine protegem também o produto que está sendo manipulado do contato com o meio externo, evitando contaminações. Existem três tipos de cabines de segurança biológico: classe I, o ar que sai passa através de um filtro especial denominado de HEPA (High Efficiency Particulate Air alta eficiência para partículas de ar) e é eliminado no ambiente livre das partículas contaminadas, esse tipo de cabine protege o manipulador e o ambiente, porém não evita a contaminação do material que está sendo manipulado; classe II, o ar é filtrado em filtros HEPA, antes de entrar e antes de sair da cabine, protegendo o manipulador, o ambiente e o material; essas duas cabines possuem abertura frontal, classe III o ar é estéril, essa cabine é completamente fechada, o que impede a troca de ar com o ambiente e funciona com pressão negativa, ela oferece total segurança ao manipulador, ambiente e material, os

10 recipientes e o material a serem manipulados entram e saem por meio de câmaras de desinfecção. (5) (9) A CSB II é ideal para laboratórios clínicos, principalmente para procedimentos microbiológicos, laboratórios de saúde pública e unidades hemoterápicas. Todos os procedimentos envolvendo amostras biológicas devem ser feitos em CSB, porém se a quantidade de CSB disponíveis no laboratório não for suficiente, os procedimentos priorizados são: separação de soro, manipulação de amostras de secreções e de outros fluidos corporais. (5) (9) É importante que a cabine esteja funcionando no mínimo 30 minutos antes do inicio do trabalho e permaneça ligada mais 30 minutos após a conclusão do trabalho, e ser submetida a processo de limpeza, descontaminação e desinfecção, nas paredes laterais e internas e superfície de trabalho antes do inicio das atividades, e na ocorrência de acidentes e derramamentos de respingos. (8) A cada seis meses as CSBs devem ser testadas, calibradas e certificadas, a luz ultravioleta deve manter registro de contagem de tempo de uso, pois sua vida útil de 7500 horas e os filtros HEPA devem ser testados e certificados de acordo com a especificação do fabricante ou no mínimo uma vez por ano. (6) As capelas de exaustão química são equipamentos que protegem os profissionais na manipulação de substâncias químicas que liberam vapores tóxicos e irritantes, por exemplo, na manipulação de formaldeído, pois seu odor é irritante e pode causar hipersensibilidade, porém muito usado em laboratórios clínicos para descontaminação. (5) O chuveiro de emergência é utilizado em casos de acidentes em que haja projeção de grande quantidade de sangue, substâncias químicas ou outro material biológico sobre o profissional. O jato de água deve ser forte e acionado por alavancas de mão, cotovelos ou joelhos, para possibilitar a remoção imediata da substância reduzindo os danos para o indivíduo. (5) O lava-olhos é um equipamento utilizado para acidentes na mucosa ocular, o jato de água também deve ser forte e dirigido aos olhos. Quando ocorrer acidente com derrame de material nos olhos, estes devem ser lavados por, no mínimo 15 minutos, para remoção da substância, reduzindo danos ao indivíduo. Em geral o lava-olhos é instalado junto dos chuveiros ou junto das pias do laboratório, porém a proteção com óculos pode evitar esses tipos de acidentes, que ás vezes pode levar a danos

11 irreversíveis. (5). Os chuveiros e os lava-olhos devem ser higienizados semanalmente. (8) Nos laboratórios clínicos deve constar também kit de primeiros socorros, com material necessário para pequenos ferimentos na pele, kit de desinfecção, para descontaminação em casos de acidentes com material biológico, porém os funcionários devem ser treinados para o manuseio. (9) Os extintores de incêndio usados em laboratórios são: extintor de água (mangueira) para fogo em papel e madeira; extintor de dióxido de carbono (pó químico ou espuma) para fogo em líquidos ou gases inflamáveis; extintor de dióxido de carbono (pó químico seco) para fogo em equipamentos elétricos. A manta ou cobertor serve para abafar ou envolver a vítima de incêndio, é confeccionado em lã ou algodão grosso, não pode ter fibras sintéticas. O balde com areia ou absorvente granulado, é derramado sobre substâncias químicas perigosas como álcalis para neutralizá-lo. (9) O número dos telefones do corpo de bombeiros e dos responsáveis pela segurança das chefias dos laboratórios deve estar em local de fácil acesso e à vista de todos. (5) Os laboratórios são obrigados a manter em boas condições de funcionamento todos esses equipamentos citados. Esses equipamentos devem estar sinalizados com placas indicativas, instalados ou colocados em locais conhecidos de todos e de fácil acesso. Os funcionários devem receber treinamentos para utilizá-los. (5) Boas Práticas Laboratoriais Em relação aos cuidados pessoais é importante: Vestuário: calças compridas, sapatos fechados, os calçados devem ser de material não poroso e resistente para impedir lesões, no caso de acidentes com materiais perfurocortantes, substâncias químicas e materiais biológicos e uso de aventais; Cabelos: se for compridos, devem permanecer sempre presos ou com gorros para evitar contato com materiais biológicos ou químicos; em alguns setores o uso de gorro é obrigatório; Olhos: no caso de lentes de contato, não deve usar em ambiente laboratorial, pois podem manter agentes infecciosos na mucosa ocular;

12 Mãos: lave-as constantemente, antes e após cada procedimento. Deve ensaboar todos os dedos e entre eles, as costas das mãos e os punhos e procure não tocar na torneira depois de lavar as mãos, faça isso com um a tolha de papel; Unhas: devem ser mais curtas possíveis, o ideal é que não ultrapassem as pontas dos dedos; Maquiagem e esmaltes: deve ser evitado, o uso de maquiagem facilita a aderência de agentes infecciosos na pele, e algumas maquiagens em pó interferem no resultado final de alguns exames; Jóias ou Bijuterias: o uso de jóias ou bijuterias principalmente aqueles que possuem reentrâncias, servem de depósitos para agentes infecciosos ou químicos; Vacinas: o profissional da saúde deve estar em dia com a vacinação, pois ele tem um risco duas vezes maior que a população comum para adquirir doenças. A vacinação ocupacional indicada para profissionais da saúde são: hepatite A e B, tétano e difteria (dupla tipo adulto), tétano, difteria e coqueluche (tríplice bacteriana tipo adulto), varicela (catapora), influenza (gripe), meningite C, sarampo, caxumba e rubéola; (12) Não de se deve beber, comer, mascar chicletes e fumar em ambiente laboratorial e nem utilizar geladeiras, freezers e estantes para guardar alimentos e bebidas; Deve-se evitar levar as mãos à boca, nariz, olhos, rosto ou cabelo, no laboratório; Objetos de uso pessoal não devem ficar guardados no laboratório; Não cultivar plantas em ambiente laboratorial; Não levar, amigos, parentes, crianças e principalmente pessoas susceptíveis às infecções, tais como imunocomprometidas para o ambiente laboratorial. Mantenha a porta do laboratório sempre fechada e restrinja o controle de acesso; Evitar brincadeiras, distrações e conversas paralelas durante os procedimentos, pois podem causar sérios acidentes; Em relação ao ambiente laboratorial: Tire as luvas sempre que for abrir portas, atender telefone, ligar e desligar interruptores, desse modo evita a contaminação dessas superfícies; Jamais pipete com a boca, a simples colocação da pipeta na boca, já é um risco, pois pode carrear para o organismo partículas infectantes, além de poder aspirar

13 substâncias tóxicas, carcinogênicas ou contaminadas por agentes infecciosos e não use a mesma pipeta para medir soluções diferentes; Descarte material perfurocortantes em recipientes de parede rígidas; Jamais reencape agulhas; Não cheire placas de cultura, a inalação de agentes microbianos pode resultar em infecções, como, por exemplo, a meningite, identifique bactérias por provas bioquímicas e coloração; Não cheire, nem prove substância alguma; pois algumas substâncias quando inaladas ou engolidas podem provocar queimaduras ou lesões; Adicione ácido, aos poucos sobre a água, nunca água ao ácido, pois o excesso de calor produzido por essa mistura pode quebrar o recipiente; Para evitar a formação de aerossóis: abrir tubos de amostras, ampolas e frascos de cultura em cabine de segurança biológica, evitar movimentos bruscos durante as pipetagens, dispensar cuidadosamente materiais no descarte para evitar respingos, tampar os tubos a serem centrifugados e só abrir a centrifuga depois da parada completa, manipular substâncias químicas em capela de exaustão e não aqueça substâncias diretamente na chama; As CSBs devem estar instaladas longe de portas, janelas e locais com muita movimentação, pois movimentos interferem no fluxo de ar; Antes de iniciar qualquer trabalho, ler atentamente o roteiro, tirar as dúvidas, organizar as vidrarias e produtos químicos a serem utilizados; Quando fizer necessário usar luvas, máscaras e óculos de proteção. Efetuar os trabalhos em cabine de segurança biológica; Vidros e tubos de ensaios com soluções aquecidas, não devem ser abandonados em qualquer lugar; Deve tomar cuidado para não o funcionário não se queimar com nitrogênio ou CO2 líquidos, neste caso é importante que o funcionário que irá manipular esse tipo de material deve usar luvas e ser treinado; Antes da utilização de qualquer equipamento novo, os funcionários devem estar capacitados quanto o modo de operações e seus riscos. Os manuais devem estar disponíveis e em língua portuguesa; Tudo na bancada, no laboratório, geladeiras, freezer, devem estar devidamente identificados;

14 Não acumular materiais sobre bancadas e pias, todo material que não estiver sendo usado, deve ser guardado limpo, em lugar apropriado; As portas do laboratório devem permanecer fechadas quando os ensaios estiverem sendo realizados e trancadas ao final das atividades; O emblema internacional indicando risco biológico deve ser afixado nas portas dos recintos onde se manuseiam microrganismos pertencentes à classe de risco 2, identificando o(s) agente(s) manipulados; As equipes do laboratório e de apoio devem receber treinamentos anuais, apropriados sobre os riscos potenciais associados aos trabalhos desenvolvidos. Treinamentos adicionais serão necessários em caso de mudanças de normas ou de procedimentos. (5), (6), (8), (9), (12) Descontaminação e Descarte de Resíduos Para o espaço físico dos laboratórios clínicos, é importante que a desinfecção de pisos, paredes, vidraças, bancadas e superfícies não metálicas, seja feita com hipoclorito e sódio 0,5% e para superfícies metálicas, álcool etílico 70%, o piso deve ser limpo duas vezes por dia e o lixo retirado nessa freqüência também. (5) A equipe de limpeza deve estar treinada em relação os riscos e situações de emergências e também usar os EPIs e EPCs. (8) O gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde, onde se inserem os gerados nos laboratórios, se constitui em um conjunto procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas normativas e legais com objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar o descarte seguro e eficiente, visando a proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e meio ambiente. (11) O responsável técnico do laboratório pode ser o coordenador responsável pela elaboração e implantação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), mas, quando sua formação profissional não abranger o conhecimentos necessários, este poderá ser assessorado por equipe de trabalho que possuam as qualificações correspondentes ou necessárias. (11)

15 É recomendável que o laboratório antes de implantar o PGRSS, estude por um período de dois a três meses os diferentes tipos de resíduos gerados pelo laboratório, a fim de verificar o percentual de cada um dos tipos de resíduos, e atenda às orientações e regulamentações estaduais, municipais ou federais. Assim ao implantar o PGRSS, procure saber algumas características da cidade, do aterro sanitário, do tratamento de água e esgoto, das empresas especializadas em transporte de resíduos, de abrigo de lixo, etc. (11) Os resíduos de saúde são classificados: Grupo A: resíduos com possível presença de agentes biológicos, que podem apresentar riscos de infecção; (11) Grupo B: resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar riscos à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade; (11) Grupo C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclíedeos; (11) Grupo D: resíduos que não apresentam riscos biológicos, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podem ser comparados aos resíduos domiciliares; (11) Grupo E: materiais perfurocortantes ou escarificantes: lâminas de bisturi, agulhas, escalpes, ampolas de vidros, lancetas, tubos de ensaio, capilares, placas de petri, lâminas, lamínulas, pipetas e outros. (11) O percentual médio da composição dos resíduos gerados nos estabelecimentos de saúde para os grupos A, B e C varia de 10 a 25%, e de 75 a 90% para o grupo D. O setor de coleta do laboratório pode gerar resíduos classificados nos quatro grupos descritos. (11) Os resíduos do grupo A, (com risco biológico) devem ser submetidos a tratamento antes de serem descartados, utilizando-se processo físico (calor ou radiações ionizantes) ou outros processos que sejam validados para obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana, então os resíduos podem ser acondicionados em sacos impermeáveis e podem ser tratados como resíduos comuns. Porém se não ocorrer à esterilização, os resíduos são acondicionados em saco branco leitoso, que deve ser identificado e não

16 pode ultrapassar 2/3 de sua capacidade e devem ser fechados de tal forma que não se permita o seu derramamento, mesmo virados com abertura para baixo. (8) (11) Os resíduos do grupo E (perfurocortantes), recomenda-se descartar separadamente, imediatamente após o uso, em recipientes rígidos, resistentes à perfuração, ruptura e vazamentos, com tampa e seu preenchimento máximo deve ficar abaixo de 5 cm do bocal. Devem estar identificados com símbolo internacional de risco biológico, acrescido da inscrição de PERFUROCORTANTE. (8) (11) Os resíduos do grupo B (lixo químico) devem ser descartados de acordo com suas características das classes de substâncias químicas (tóxicas, corrosivas, irritantes, outras), por isso deve ser mantida a rotulagem do fabricante na embalagem original. (8) Jamais deve misturar substâncias químicas, pois essa mistura pode liberar gases tóxicos. (5) Para resíduos do grupo D, destinados à reciclagem ou reutilização, a identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda recipientes, usando códigos de cores e suas correspondentes nomeações. I Papel - azul, II metais - amarelo, III vidros verde, IV plásticos vermelho, V resíduos orgânicos marrom. (11) Recomenda-se identificar de forma clara e de fácil visualização os sacos de acondicionamento, recipientes de coleta interna e externa, os recipientes de transporte interno e externo e os locais de armazenamento. Quando o transporte for manual, deve ser realizado de forma que não exista o contato com nenhuma parte do corpo e quando for por carros deve ser realizado em carros apropriados, em sentido único com roteiro definido em horários que não coincidentes com distribuição de roupas, alimentos, medicamentos ou períodos de maior fluxo de pessoas. É importante capacitar à equipe de coleta, prestadores de serviços para situações de emergência (falta de energia, incêndio) e acidentes (por perfurocortantes). Além disso, realizar auditorias periódicas, para verificar se as metas estão sendo alcançadas e como está a equipe do laboratório no cumprimento dos protocolos estabelecidos pelo programa. (8) (11) Acidentes

17 Acidente de trabalho é aquele que decorre do exercício profissional e que causa lesão corporal ou perturbação funcional que provoca a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho (Lei 8.213/91, 1991) (3) Nos resíduos hospitalares, os materiais perfurocortantes, como agulhas, lâminas e tubos de ensaio quebrados, ocupam o lugar de destaque no fator perigo. Isso porque são materiais que entram em contato com substâncias contaminadas e podem facilmente provocar um corte na pele de uma pessoa sadia. (1) Os acidentes ocasionados por picadas de agulhas são responsáveis por 80 a 90 % das transmissões de doenças infecciosas entre os trabalhadores de saúde e o risco de transmissão de infecção de uma agulha contaminada é de três para hepatite B, um em trinta para hepatite C e um em trezentos para HIV, (4), no entanto existem neste momento 28 patógenos conhecidos capazes de serem transmitidos por acidentes perfurocortantes (10) Nos laboratórios clínicos a coleta é um setor preocupante, pois é o local onde é registrado o maior número de acidentes, devido a uso de agulhas e outros materiais perfurocortantes. Um estudo do CDC (Centers for Disease Control) mostrou que 61% dos acidentes perfurocortantes acontecem durante os segundos finais da coleta, na retirada da agulha da veia. (10) Os dados de 2001 do INTERNACIONAL HEALTH CARE WORKER SAFETY CENTER, indicam que o risco de infecção pós exposição ocupacional com material perfurocortante é de 0,25% a 0,4% para o vírus HIV, 6% a 30% para o vírus da hepatite B, e 0,4% a 1,8% para o vírus da hepatite C. (4) De acordo com Heinrich em 2000, aproximadamente injúrias percutâneas ocorrem anualmente em hospitais americanos, sendo são resultantes de acidentes com material perfurocortante. (4) No Brasil, mesmo não havendo estatísticas oficiais, achado semelhantes foram descritos na literatura, apontando índice de acidentes por perfurocortantes de 30,17% (3). No ano de 2006, em uma unidade hospitalar na região leste de minas gerais, um estudo de caráter documental, consultou o anuário estatístico de acidentes de trabalho e do total de acidentes, a atividade de atendimento hospitalar foi o setor que mais registrou acidentes: acidentes e 16 incapacitações permanentes. (3) Trabalhos indicam que um em cada 270 profissionais da área de saúde é contaminado pelo vírus HIV, em acidentes de trabalho. (2) Em 1997 ocorreu no Brasil, o registro do primeiro caso de contaminação de um auxiliar de enfermagem pelo vírus

18 HIV, devido à exposição ocupacional decorrente de um acidente de trabalho perfurocortante ocorrido em (4). No entanto, muitos profissionais de saúde em nosso país desconhecem essas informações bem como os riscos expostos no ambiente de trabalho. (4) Um estudo realizado cm um hospital universitário em Alfenas MG nos anos 98/99 com 46 profissionais que se acidentaram, 22 eram profissionais da área de enfermagem, e 8 profissionais eram da área de limpeza e lavanderia e o restante era acadêmicos e outros profissionais. Neste mesmo estudo, 41 dos acidentes foram percutâneo, 2 com mucosa ocular, 2 contatos com pele e 1 com exposição subcutânea. (2) Isso mostra que além dos profissionais da área da saúde, os profissionais da limpeza estão expostos a esse risco também, provavelmente por uma péssima conduta de biossegurança de outros profissionais e o campeão em acidentes continua sendo com perfurocortantes. Todo acidente deve ser obrigatoriamente notificado pela chefia em formulário próprio, pois sem notificação não tem como provar a ocorrência do acidente e suas conseqüências. Esse documento possibilita que todas as medidas, inclusive as legais sejam adotadas. (5) Porém é fato reconhecido por técnicos da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que retratar 100% dos acidentes ocorridos nas empresas é tarefa extremamente difícil, uma vez que diversos fatores como indiferença, cultura, negligência a até omissão por parte dos próprios profissionais faz com que estes, deliberadamente, não notifiquem as ocorrências. (3) Como Proceder em Casos de Acidentes No derramamento de material biológico em piso ou bancada, despeje hipoclorito de sódio a 0,5% em torno do material, coloque um papel toalha ou gaze for cima aguarde 20 minutos no mínimo e recolha colocando em sacos autoclaváveis, para realizar a autoclavação e o descarte final. (5) Em casos de produtos químicos, limpar o local imediatamente, ventilar, se o produto for tóxico evacuar o local e usar máscara na operação da limpeza. Os resíduos da limpeza ou materiais impregnados devem ser descartados como resíduos químicos. (9)

19 Em acidentes com perfurocortantes, recomenda-se lavar imediatamente com muita água e sabão líquido neutro, cobrir com gaze estéril e procurar, imediatamente, atendimento médico. (5) Com quebras de vidrarias e cortes é necessário primeiramente cuidar do ferimento, como no perfurocortantes, depois se os cacos estiverem na bancada, recolher com pinça, se estiver no chão recolher com um esfregão umedecido com desinfetante e uma pá. Coloque o material em um recipiente de paredes rígidas. (5) Em casos de acidentes com centrífugas, aguardar uns 30 minutos até o aerossol baixar. Colocar os EPIs, descontaminar o suporte da centrífuga e a parte interna do equipamento com hipoclorito de sódio ou álcool 70% por no mínimo 15 minutos, retirar os demais tubos, descartar os fragmentos em recipiente para perfurocortantes, comunicar o incidente ao responsável. (9) No caso de acidentes com substâncias químicas ou biológicas, se for sobre a mucosa ocular, não friccionar os olhos e lavá-los imediatamente no lava-olhos com muita água no mínimo 15 minutos ou até que a substância seja totalmente removida, se o acidentado estiver usando lentes retirar apenas após a lavagem e então procurar o oftalmologista com o nome do produto químico ou o material biológico. Se o acidente for sobre o corpo entrar imediatamente debaixo do chuveiro de emergência, por no mínimo 15 minutos ou até que a substância seja removida, caso ocorra queimaduras, cobrir a área afetada com vaselina estéril e procurar um médico com o nome do produto químico ou material biológico. (5) Em todos os casos de acidentes descritos acima ou outros que envolvam material biológico deve-se, comunicar ao responsável pela CIPA para encaminhar a vítima ao PCMSO e no prazo de 24 horas fazer a notificação, coletar as amostras de sangue para realização dos testes sorológicos de todos envolvidos. (5) (8) O PCMSO é responsável pelo diagnóstico, acompanhamento e soroconversão das doenças, medidas de descontaminação do local de trabalho, tratamento médico de emergência e forma de remoção para vítima, identificar os responsáveis e aplicação das medidas pertinentes e relação dos estabelecimentos de assistência a saúde, depositários de imunoglobulinas, medicamentos necessários, materiais e insumos necessários. (8) Em princípio de incêndio, não tente ser herói, chame ajude imediatamente, se souber, desligue o quadro de energia elétrica, use o extintor apenas se souber e evacue o local. (9)

20 Considerações Finais A biossegurança constitui uma área de conhecimento relativamente nova, regulada em vários países por um conjunto de leis, procedimentos ou diretrizes específicas. Porém afirma claramente que o manejo e a avaliação de riscos são fundamentais para a definição de critérios e ações que visam a minimizar os riscos que comprometem a saúde ou a qualidade dos trabalhos envolvidos. (9) Mas os dados estatísticos brasileiros nos colocam na posição em campeões em acidente do trabalho, apesar de todos os esforços que vêm sendo desprendidos para reverter este quadro. O que se tem realizado demonstrou insuficiente ou inadequado a melhoria da relação do trabalhador com seu ambiente. Para que o ambiente de trabalho fique livre da nocividade que sempre acompanhou, é necessário que haja participação de todos envolvidos. (3) Um fator que talvez ajude na biossegurança mais atuante e na diminuição dos acidentes, seja uma atuação mais expressiva da CCIH, SESMET e outros órgãos nos locais de maior ocorrência, para tanto é necessário que se proceda ao reconhecimento de todos os setores hospitalares bem como a epidemiologia do tipo de acidente de cada instituição. (2) Com certeza os principais riscos para os profissionais de laboratórios clínicos são os biológicos: a exposição a sangue, excretas/secreções e fluidos corpóreos deve ser feita com muita cautela e segurança. Toda amostra desconhecida do ponto de vista sorológico, deve ser atendida por profissional protegido de óculos, máscara, luvas, aventais de mangas longas. Devem ser realizadas orientações periódicas sobre o assunto e tentar conscientizar o trabalhador para proteção. (7) Em contrapartida há profissionais que exibem certo grau de indiferença, muitas vezes centrado em fornecer cuidados especiais para seus pacientes negligenciam seus próprios cuidados, ou por estar sobrecarregado pelo trabalho, pula uma ação de higiene e vai direto à ação assistencial, ou em algumas instituições não oferecem EPI, pois não há verbas, ou simplesmente esse profissional sempre realizou os procedimentos de maneira inadequada e nunca aconteceu nenhum acidente, ele acha que a biossegurança é

BIOSSEGURANÇA. com ênfase na RDC ANVISA 302. Prof. Archangelo P. Fernandes

BIOSSEGURANÇA. com ênfase na RDC ANVISA 302. Prof. Archangelo P. Fernandes BIOSSEGURANÇA com ênfase na RDC ANVISA 302 Prof. Archangelo P. Fernandes BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Atitude Bom Senso Comportamento BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Atitude Bom Senso Comportamento Conhecimento

Leia mais

Biossegurança RISCOS BIOLOGICOS. UNISC Departamento de Biologia e Farmácia Prof. Jane Renner

Biossegurança RISCOS BIOLOGICOS. UNISC Departamento de Biologia e Farmácia Prof. Jane Renner Biossegurança RISCOS BIOLOGICOS UNISC Departamento de Biologia e Farmácia Prof. Jane Renner Risco biológico Definição Agente de origem biológica que possui a capacidade de produzir efeitos deletérios em

Leia mais

Líquidos e sólidos manipulados. Não deve ocorrer: Contaminação entre materiais Contaminação da equipe de trabalho/pesquisa Equipamentos Meio ambiente

Líquidos e sólidos manipulados. Não deve ocorrer: Contaminação entre materiais Contaminação da equipe de trabalho/pesquisa Equipamentos Meio ambiente Fontes de contaminação ou riscos Líquidos e sólidos manipulados Não deve ocorrer: Contaminação entre materiais Contaminação da equipe de trabalho/pesquisa Equipamentos Meio ambiente Precauções Padrão Precauções

Leia mais

BIOSSEGURANÇA/RISCO. S e r v i ç o s O d o n t o l ó g i c o s : prevenção e controle de risco.

BIOSSEGURANÇA/RISCO. S e r v i ç o s O d o n t o l ó g i c o s : prevenção e controle de risco. BIOSSEGURANÇA/RISCO S e r v i ç o s O d o n t o l ó g i c o s : prevenção e controle de risco. SIGLÁRIO ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária CAT Comunicação de Acidente de Trabalho CDC Centro

Leia mais

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPCs) E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs)

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPCs) E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs) EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPCs) E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs) EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL O que são? Para que usá-los? - Proteção do contato com agentes infecciosos e substâncias

Leia mais

BIOSSEGURANÇA Conceitos e Requisitos do Guia de Boas Práticas da OCDE e ligação com requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025 e ABNT ISO Guia 34

BIOSSEGURANÇA Conceitos e Requisitos do Guia de Boas Práticas da OCDE e ligação com requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025 e ABNT ISO Guia 34 Conceitos e Requisitos do Guia de Boas Práticas da OCDE e ligação com requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025 e ABNT ISO Guia 34 Fernanda Sabagh A origem do conceito Década de 70 na Califórnia inicia uma

Leia mais

BIOSSEGURANÇA E NORMAS DE CONDUTA EM LABORATÓRIO

BIOSSEGURANÇA E NORMAS DE CONDUTA EM LABORATÓRIO BIOSSEGURANÇA E NORMAS DE CONDUTA EM LABORATÓRIO BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Atitude Bom Senso Comportamento Conhecimento 1 Cuidados necessários recomendados aos membros do setor e estudantes Conhecer a

Leia mais

Aula 04 - Equipamentos de proteção coletiva - EPC

Aula 04 - Equipamentos de proteção coletiva - EPC Equipamentos de Proteção Coletiva EPC O que são EPCs São equipamentos de contenção que possibilitam a proteção do trabalhador e do meio ambiente em uma determinada área. Devem estar instalados em locais

Leia mais

O papel da CCIH no Processamento de Roupas de Serviços de Saúde

O papel da CCIH no Processamento de Roupas de Serviços de Saúde O papel da CCIH no Processamento de Roupas de Serviços de Saúde A Portaria MS nº 2616/98 define a Infecção Hospitalar (IH) como sendo aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifesta durante

Leia mais

SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO ANEXO I

SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO ANEXO I ANEXO I BIOSSEGURANÇA NAS ATIVIDADES EXERCIDAS NA UNIDADE O Ministério da Saúde estabelece que para manipulação de microrganismos, devem ser atendidos alguns requisitos de segurança, conforme sua classe

Leia mais

NORMA PROCEDIMENTAL BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL

NORMA PROCEDIMENTAL BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL 10.03.003 1/09 1. FINALIDADE Garantir que os princípios e normas de Biossegurança sejam implementados e seguidos permanentemente nos laboratórios e instalações do Hospital de Clínicas HC. 2. ÂMBITO DE

Leia mais

ELABORADO: Ana Cristina

ELABORADO: Ana Cristina 1/11 1. OBJETIVO. Estabelecer as diretrizes para a segurança relacionada com os riscos físicos, químicos e biológicos no Laboratório do Grupo Santa Helena Saúde, com a finalidade de reduzir ou eliminar

Leia mais

O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO PELOS ALUNOS E TÉCNICOS DA FACULDADE NOVAFAPI

O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO PELOS ALUNOS E TÉCNICOS DA FACULDADE NOVAFAPI O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO PELOS ALUNOS E TÉCNICOS DA FACULDADE NOVAFAPI Francisca Miriane de Araújo- NOVAFAPI Lorena Bezerra Barros- NOVAFAPI Marcela de Lacerda Valença- NOVAFAPI Márcio Edivandro

Leia mais

INSTITUTO MACAPAENSE DE ENSINO SUPERIOR IMMES COMISSÃO DE BIOSSEGURANÇA - CBioss

INSTITUTO MACAPAENSE DE ENSINO SUPERIOR IMMES COMISSÃO DE BIOSSEGURANÇA - CBioss INSTITUTO MACAPAENSE DE ENSINO SUPERIOR IMMES COMISSÃO DE BIOSSEGURANÇA - CBioss MANUAL DE BOAS PRÁTICAS: FORTALECENDO A BIOSSEGURANÇA NOS LABORATÓRIOS DO IMMES Macapá 2011 INTRODUÇÃO Biossegurança é uma

Leia mais

ACIDENTES DE TRABALHO COM MATERIAL BIOLÓGICO E/OU PERFUROCORTANTES ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

ACIDENTES DE TRABALHO COM MATERIAL BIOLÓGICO E/OU PERFUROCORTANTES ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ACIDENTES DE TRABALHO COM MATERIAL BIOLÓGICO E/OU PERFUROCORTANTES ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE Os acidentes de trabalho com material biológico e/ou perfurocortante apresentam alta incidência entre

Leia mais

Medidas de Precaução

Medidas de Precaução Medidas de Precaução INFLUENZA A (H1N1) Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde GGTES/Anvisa Medidas de Precaução Precaução Padrão Precauções Baseadas na Transmissão: contato gotículas aerossóis

Leia mais

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica NORMAS GERAIS PARA USO DO LABORATÓRIO DIDÁTICO DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS CÂMPUS GOVERNADOR

Leia mais

EBOLA MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE EM SERVIÇOS DE SAÚDE ANA RAMMÉ DVS/CEVS

EBOLA MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE EM SERVIÇOS DE SAÚDE ANA RAMMÉ DVS/CEVS EBOLA MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE EM SERVIÇOS DE SAÚDE ANA RAMMÉ DVS/CEVS Ebola Perguntas e Respostas 13 O que fazer se um viajante proveniente desses países africanos apresentar sintomas já no nosso

Leia mais

A) organização do laboratório e bancada; B)uso de EPI; C) uso de EPC; D)descontaminação:

A) organização do laboratório e bancada; B)uso de EPI; C) uso de EPC; D)descontaminação: Biossegurança Conjunto de medidas voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços

Leia mais

Risco Biológico. A ocorrência do evento danoso está ligado à :

Risco Biológico. A ocorrência do evento danoso está ligado à : RISCO BIOLÓGICO Risco Biológico A ocorrência do evento danoso está ligado à : 1) Existência ou não de medidas preventivas Níveis de Biossegurança. 2) Existência ou não de medidas preventivas que garantam

Leia mais

BIOSSEGURANÇA. Maria Emilia Aracema aracema@terra.com.br Farmacêutica-Bioquímica

BIOSSEGURANÇA. Maria Emilia Aracema aracema@terra.com.br Farmacêutica-Bioquímica BIOSSEGURANÇA Maria Emilia Aracema aracema@terra.com.br Farmacêutica-Bioquímica BIOSSEGURANÇA Biossegurança GERENCIAMENTO PONTO DE PARTIDA Risco O que entendemos por RISCO? CONCEITOS BÁSICOS RISCO (2000)

Leia mais

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO NBR 14725 NOME DO PRODUTO: SOLUÇÃO 2 - ORTOTOLIDINA

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO NBR 14725 NOME DO PRODUTO: SOLUÇÃO 2 - ORTOTOLIDINA NOME DO PRODUTO: SOLUÇÃO 2 - ORTOTOLIDINA DATA DA ÚLTIMA REVISÃO: 09/08/2013 1/7 FISPQ NRº. 022 1- IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA. - Nome do Produto: Ortotolidina - Solução - Nome Comercial: Solução

Leia mais

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

INSTRUÇÃO DE TRABALHO Pg.: 1 de Elaboração Verificação Aprovação Janaina Bacci Data: Data: Data: Título da Atividade: Procedimentos para descarte de Resíduos Quimioterápicos Executante: Colaboradores envolvidos na manipulação

Leia mais

NR 32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Profª Andréia Ap.Tavares Martins E-mail: andreiatmenf@yahoo.com.br

NR 32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Profª Andréia Ap.Tavares Martins E-mail: andreiatmenf@yahoo.com.br NR 32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde Profª Andréia Ap.Tavares Martins E-mail: andreiatmenf@yahoo.com.br A Saúde e a Segurança do Trabalhador no Brasil Em 2009 foram registrados 723.452

Leia mais

a) sempre que se produza uma mudança nas condições de trabalho, que possa alterar a exposição aos agentes biológicos;

a) sempre que se produza uma mudança nas condições de trabalho, que possa alterar a exposição aos agentes biológicos; Os 32 itens da NR-32 a serem trabalhados nesta primeira etapa do projeto 32 para implantação nos estabelecimentos de saúde até 2009 foram selecionados e estudados pela diretoria do Sinsaúde por serem os

Leia mais

NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO

NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO 1. INTRODUÇÃO Toda e qualquer atividade prática a ser desenvolvida dentro de um laboratório apresentam riscos e estão propensas a acidentes. Devemos então utilizar normas

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 004 CAGV/IFMG/SETEC/MEC DE 30 DE ABRIL DE 2014.

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 004 CAGV/IFMG/SETEC/MEC DE 30 DE ABRIL DE 2014. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS CAMPUS GOVERNADOR VALADARES CONSELHO ACADÊMICO Av. Minas Gerais, 5.189 - Bairro Ouro

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS Página: 1/10 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome comercial: ITA Anti Espumante. Nome químico do principal componente: Cola Coqueiro Granulada. Código interno de identificação do produto: ITA1228.

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03/2015

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03/2015 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03/2015 Descarte de resíduos infectantes e perfurocortantes. 1. Objetivo e aplicação Conforme as resoluções vigentes, os estabelecimentos de serviços de saúde são responsáveis pelo

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA CAMPUS ANISIO TEIXEIRA-INSTITUTO MULTIDICIPLINAR EM SAÚDE COORDENAÇÃO GERAL DE LABORATÓRIOS

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA CAMPUS ANISIO TEIXEIRA-INSTITUTO MULTIDICIPLINAR EM SAÚDE COORDENAÇÃO GERAL DE LABORATÓRIOS MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA CAMPUS ANISIO TEIXEIRA-INSTITUTO MULTIDICIPLINAR EM SAÚDE COORDENAÇÃO GERAL DE LABORATÓRIOS NORMAS INTERNAS DO LABORATÓRIO DE BIOTECNOLOGIA E GENÉTICA

Leia mais

LEVANTAMENTO DOS RISCOS DE CONTAMINAÇÃO EM UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS NO CENTRO- OESTE DO ESTADO PARANÁ

LEVANTAMENTO DOS RISCOS DE CONTAMINAÇÃO EM UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS NO CENTRO- OESTE DO ESTADO PARANÁ LEVANTAMENTO DOS RISCOS DE CONTAMINAÇÃO EM UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS NO CENTRO- OESTE DO ESTADO PARANÁ Guilherme Viero, Marlise Shoenhals, Franciele A.C. Follador, Darlan Clóvis Vettorello Rech,

Leia mais

Avaliação de Serviços de Higiene Hospitalar

Avaliação de Serviços de Higiene Hospitalar Avaliação de Serviços de Higiene Hospitalar MANUAL DO AVALIADOR Parte I 1.1 Liderança Profissional habilitado ou com capacitação compatível. Organograma formalizado, atualizado e disponível. Planejamento

Leia mais

RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE. Hélida Rosa Silva Enfª Resp. Técnica GRSS CTAALS

RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE. Hélida Rosa Silva Enfª Resp. Técnica GRSS CTAALS RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE Hélida Rosa Silva Enfª Resp. Técnica GRSS CTAALS 1- SUMÁRIO - O que é o plano de gerenciamento (PGRSS) e gerenciamento de resíduos (GRSS)? - Objetivo do PGRSS - Leis que

Leia mais

Pode causar irritação na mucosa e dores abdominais. Não são conhecidos casos de irritação nas vias respiratórias.

Pode causar irritação na mucosa e dores abdominais. Não são conhecidos casos de irritação nas vias respiratórias. Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos - FISPQ FISPQ nº 032 Página 1 / 5 Data da última revisão 08/05/2008 1 Identificação do produto e da empresa Nome do produto: Tinta P.V.A.para Artesanato

Leia mais

Gerenciamento de Resíduos

Gerenciamento de Resíduos Gerenciamento de Resíduos ANVISA RDC 306/04 - REGULAMENTO TÉCNICO PARA GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SAÚDE veronica.schmidt@ufrgs.br O perigo do lixo hospitalar. Resíduos biológicos - culturas de microrganismos

Leia mais

Transporte do paciente com suspeita de DVE (Doença do Vírus Ebola)

Transporte do paciente com suspeita de DVE (Doença do Vírus Ebola) Transporte do paciente com suspeita de DVE (Doença do Vírus Ebola) Por orientação do Ministério da Saúde o transporte terrestre do paciente com suspeita de DVE (Doença do Vírus Ebola), será realizado pelo

Leia mais

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO NBR 14725

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO NBR 14725 1/7 FISPQ NRº. 004 1- IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA: Nome da Empresa: Hidroazul Indústria e Comércio Ltda Endereço: Rua João Dias Neto, 18 D Cataguases MG CEP: 36770-902. Telefone da Empresa: (32)

Leia mais

Ingredientes que contribuam para o perigo: Nome químico ou genérico N CAS % Classificação e rotulagem

Ingredientes que contribuam para o perigo: Nome químico ou genérico N CAS % Classificação e rotulagem FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ Nome do produto: DENINPLUS 400-N Página 1 de 5 1. Identificação do produto e da empresa Nome do produto: DENINPLUS 400-N Nome da Empresa: INDÚSTRIA

Leia mais

1 - Abastecimento de água 1. O estabelecimento utiliza água da rede pública?

1 - Abastecimento de água 1. O estabelecimento utiliza água da rede pública? QUESTIONÁRIO PARA DIAGNÓSTICO DE ASPECTOS AMBIENTAIS E MANEJO DE RESÍDUO DAS UNIDADE DE SAÚDE. A) Aspectos Ambientais Avaliação da estrutura Responda os itens abaixo com a seguinte legenda: Sim = S Não

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO - FISPQ

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO - FISPQ FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO - FISPQ PRODUTO: BATERIA MOURA 1 - IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto: Nome da Empresa: Endereço: Bateria Moura Acumuladores Moura

Leia mais

HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 2013

HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 2013 HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 2013 O Hospital realiza uma combinação complexa de atividades especializadas, onde o serviço de Higienização e Limpeza ocupam um lugar de grande importância. Ao se entrar em um

Leia mais

MANUAL DE CONDUTAS EM EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A MATERIAL BIOLÓGICO

MANUAL DE CONDUTAS EM EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A MATERIAL BIOLÓGICO MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE POLÍTICAS DE SAÚDE COORDENAÇÃO NACIONAL DE DST E AIDS MANUAL DE CONDUTAS EM EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A MATERIAL BIOLÓGICO INTRODUÇÃO O objetivo deste documento é descrever

Leia mais

Regulamento para a utilização do Laboratório de. Microbiologia

Regulamento para a utilização do Laboratório de. Microbiologia Regulamento para a utilização do Laboratório de Microbiologia 1 REGULAMENTO PARA A UTILIZAÇÃO DO LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA I. DOS OBJETIVOS DO LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA 1. Auxiliar o aluno na introdução

Leia mais

INDUFIX FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ 014 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA

INDUFIX FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ 014 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA FISPQ 014 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto: Indufix Código interno: 2000 Empresa: Indutil Indústria de Tintas Ltda. e-mail: indutil@indutil.com.br

Leia mais

Biossegurança em Biotérios

Biossegurança em Biotérios Biossegurança em Biotérios Prof. André Silva Carissimi Faculdade de Veterinária UFGS Biossegurança é... o conjunto de ações a voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às

Leia mais

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS TÍTULO: BIOSSEGURANÇA EM LABORATORIOS ANALITICOS CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS AUTOR(ES):

Leia mais

FISPQ Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos em acordo com a NBR 14725-4:2009

FISPQ Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos em acordo com a NBR 14725-4:2009 Nome do Produto: CYDEX Página 1 de 5 1. Identificação do Produto e da Empresa Nome do Produto: CYDEX Nome da empresa: FARMABASE SAÚDE ANIMAL LTDA. Av. Emílio Marconato, 1000 Galpão A3 Chácara Primavera.

Leia mais

REGULAMENTO DOS LABORATÓRIOS ESPECIALIZADOS DA ÁREA DE SAÚDE

REGULAMENTO DOS LABORATÓRIOS ESPECIALIZADOS DA ÁREA DE SAÚDE REGULAMENTO DOS LABORATÓRIOS ESPECIALIZADOS DA ÁREA DE SAÚDE I. Objetivos do Regulamento dos Laboratórios Especializados da Área de Saúde 1. Fornecer um guia geral e regras básicas consideradas mínimas

Leia mais

Rua Manoel Joaquim Filho, 303, cep.13140-000 Paulínia / SP E-mail: ceva@cevabrasil.com.br

Rua Manoel Joaquim Filho, 303, cep.13140-000 Paulínia / SP E-mail: ceva@cevabrasil.com.br Produto: TILDREN Página 1 de 5 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do Produto: Nome do Fabricante: Nome do Distribuidor: Endereço: TILDREN La Ballastiere BP 126-33501 Libourne. Ceva Saúde Animal

Leia mais

ROBERT BOSCH LIMITADA

ROBERT BOSCH LIMITADA F0LHA...: 1 de 5 1 _ Identificação do Produto e Fabricante Nome do Produto: Acumulador elétrico de energia Nome do Fabricante sob licença da Robert Bosch Ltda.: Enertec do Brasil Ltda. Endereço: Av. Independência,

Leia mais

Produto: Denvercril RA701 Nº FISPQ: 079 Revisão: 00. Denver Indústria e Comércio Ltda. denver.resinas@denverresinas.com.br

Produto: Denvercril RA701 Nº FISPQ: 079 Revisão: 00. Denver Indústria e Comércio Ltda. denver.resinas@denverresinas.com.br 1. Identificação do Produto e da Empresa Nome do Produto: Nome da Empresa: Endereço: Denvercril RA701. Denver Indústria e Comércio Ltda. Rua Geny Gusmão dos Santos, 48 Rio Abaixo Suzano-SP. Telefone da

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS 1 - IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome Comercial do produto: CJI MASTER HARD SS Nome da empresa: Endereço: Rua Hermínio Poltroniere, 198

Leia mais

2. COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES

2. COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome: VOTOMASSA CHAPISCO CONCRETO Empresa: VOTORANTIM CIMENTOS LTDA. Endereço: Rodovia PR092, 1303 Cidade: Curitiba Estado: PR Telefone: 0800 701 98 98 Telefone

Leia mais

FISPQ N 193 N da Revisão 04 FIREGUARD

FISPQ N 193 N da Revisão 04 FIREGUARD Página 1 de 5 1 - Identificação do Produto e da Empresa Nome do produto: Nome da empresa: Anchortec Industrial e Comercial Ltda. Endereço: Rua Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar, 800, Mogi das Cruzes -

Leia mais

NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE. Noeli Martins Médica do Trabalho Auditora Fiscal do Trabalho da SRTE/PR

NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE. Noeli Martins Médica do Trabalho Auditora Fiscal do Trabalho da SRTE/PR NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE Noeli Martins Médica do Trabalho Auditora Fiscal do Trabalho da SRTE/PR METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO / REVISÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS Portaria

Leia mais

Centro de Prevenção e Controle de Doenças CCD Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar - NMCIH

Centro de Prevenção e Controle de Doenças CCD Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar - NMCIH Centro de Prevenção e Controle de Doenças CCD ALERTA EPIDEMIOLÓGICO I Influenza Suína ABRIL 2009 Definição de caso 1-Caso suspeito de infecção humana pelo vírus da influenza suína A (H1N1). Apresentar

Leia mais

Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Juarez Sabino da Silva Junior Técnico de Segurança do Trabalho

Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Juarez Sabino da Silva Junior Técnico de Segurança do Trabalho Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Juarez Sabino da Silva Junior Técnico de Segurança do Trabalho Objetivo Estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção

Leia mais

FISPQ Ficha de informações de segurança de produtos químicos

FISPQ Ficha de informações de segurança de produtos químicos Produto: Tinta em pó (HÍBRIDO) Revisão: 02 Data: 25/Maio/15 Página: 1 de 7 1 IDENTIFICAÇÃO: Nome: Código: Indicações: Empresa: Endereço: Cidade: TINTA EM PÓ HIBRIDO BT 98... (conforme cores) - FO 98...

Leia mais

FISPQ Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico ADEFOAMER TS

FISPQ Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico ADEFOAMER TS 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DO FABRICANTE Nome do Produto: DISPERSANTE GTS Fabricante: GTS QUÍMICA LTDA. Rua Benedito Mascarenhas, 635 - Centro. CEP 57130-000 Santa Luzia do Norte/AL CNPJ: 06.877.748/0001-53

Leia mais

EXTRUTOP FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ 017 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA

EXTRUTOP FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ 017 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA FISPQ 017 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto: Extrutop Código interno: AGM215 e AGM216 Empresa: Indutil Indústria de Tintas Ltda. e-mail: indutil@indutil.com.br

Leia mais

FISPQ. FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO NBR 14725 NOME DO PRODUTO: Solução Titulante

FISPQ. FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO NBR 14725 NOME DO PRODUTO: Solução Titulante NOME DO PRODUTO: Solução Titulante 1/12 FISPQ NRº. 28 1- IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA: Nome Comercial do Produto: Solução Titulante Nome Químico: Solução Ácida a 0,1 N Nome da Empresa: Hidroazul

Leia mais

1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA 2 COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES

1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA 2 COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES NOME DO PRODUTO: BRANCOL 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome da Empresa: Petra Química Matriz: Estrada do Barreiro, 136 Gleba Nova Ukrânia - CEP: 86.800-970 - Apucarana/PR Fone: (43) 4104-0224

Leia mais

Sistema de Gestão da Qualidade: NBR ISO 9001 Ficha de Segurança de Produto: LAB TIN 3104

Sistema de Gestão da Qualidade: NBR ISO 9001 Ficha de Segurança de Produto: LAB TIN 3104 Código: FSP-261 Revisão: 1 Página: 1/5 1 Informação do produto e da empresa Nome do produto: LAB TIN 3104 Nome da empresa: Lab Analítica e Ambiental Ltda. Endereço: Rodovia Geraldo Scavone, 2300 Condomínio

Leia mais

BIOSSEGURANÇA com ênfase na RDC ANVISA 302

BIOSSEGURANÇA com ênfase na RDC ANVISA 302 BIOSSEGURANÇA com ênfase na RDC ANVISA 302 BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Atitude Bom Senso Comportamento Conhecimento BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Biossegurança: Conjunto de medidas voltadas para prevenção,

Leia mais

RELATÓRIO TÉCNICO. ph (Solução 0,2%) Aproximadamente 2,00. Ponto de Ebulição 110ºC Densidade 1,150 ( 20ºC ) Completamente solúvel em água.

RELATÓRIO TÉCNICO. ph (Solução 0,2%) Aproximadamente 2,00. Ponto de Ebulição 110ºC Densidade 1,150 ( 20ºC ) Completamente solúvel em água. RELATÓRIO TÉCNICO I - DADOS GERAIS: Nome do Produto: ÁCIDO MURIÁTICO Composição: Água e Ácido Clorídrico Estado Físico: Líquido Cuidados para conservação: Conservar o produto na embalagem original. Proteger

Leia mais

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico Código do produto: PSL97 Página 1 de 5 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Código do produto: Aplicação: Fornecedor: PSL97 Telefone de emergência: (19) 2103-6000 REMOVEDOR DE TINTA CURADA PPG INDUSTRIAL

Leia mais

HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PARAMENTAÇÃO

HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PARAMENTAÇÃO Bem Vindos! HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PARAMENTAÇÃO Quem sou? Farmacêutica Bioquímica e Homeopata. Especialista em Análises Clínicas, Micologia, Microbiologia e Homeopatia. 14 anos no varejo farmacêutico

Leia mais

Rebrilhar Catalisador Ureia-Formol

Rebrilhar Catalisador Ureia-Formol 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome comercial do Produto: Nome da Empresa: Rebrilhar Resinas e Vernizes Ltda. Endereço: Rua Luiz de Moraes Rego, nº. 505 Jardim do Bosque Leme/SP Telefones: 19-35186900

Leia mais

FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) SAPÓLIO RADIUM CREMOSO (Bouquet, Clássico, Laranja, Lavanda, Limão e Pinho)

FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) SAPÓLIO RADIUM CREMOSO (Bouquet, Clássico, Laranja, Lavanda, Limão e Pinho) Página 1 de 6 1 - IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Produto: Sapólio Radium Cremoso Códigos Internos: Bouquet 14015 (24/300ml) Clássico 14007 (24/300ml) Laranja 14025 (12/300ml) Lavanda 14014 (24/300ml)

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PRODUTO QUIMICO

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PRODUTO QUIMICO SEÇÃO I Identificação do Produto Químico e da Empresa Nome do Produto: Nome da Empresa: IMPERCOTEPRIMER CITIMAT MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA. RUA COMENDADOR SOUZA 72/82 AGUA BRANCA SÃO PAULO SP CEP: 05037-090

Leia mais

Biossegurança no uso de Cabine de Segurança Biológica no. manuseio de substâncias químicas, drogas e radioisótopos.

Biossegurança no uso de Cabine de Segurança Biológica no. manuseio de substâncias químicas, drogas e radioisótopos. Biossegurança no uso de Cabine de Segurança Biológica no manuseio de substâncias químicas, drogas e radioisótopos. Francelina Helena Alvarenga Lima e Silva, M.Sc. 1 As Cabines de Segurança Biológicas (CSB)

Leia mais

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS)

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS) Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária Rio Grande do Norte PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS) Drogarias Modelo Simplificado 0 RIO GRANDE DO NORTE SECRETARIA DE ESTADO DA

Leia mais

Programa para prevenção de ATs com perfurocortantes. Érica Lui Reinhardt Pesquisadora - Fundacentro

Programa para prevenção de ATs com perfurocortantes. Érica Lui Reinhardt Pesquisadora - Fundacentro Programa para prevenção de ATs com perfurocortantes Érica Lui Reinhardt Pesquisadora - Fundacentro Respeito Ambiente Ocupacional Saudável Programas integrados PPRA, PCMSO, PGRSS... Visão holística do serviço

Leia mais

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUIMICOS

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUIMICOS DATA DE APROVAÇÃO: 31/08/2012 Página 1 de 5 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto Fabricado por Endereço Vedapac Laje Preto Lwart Química Telefone (14) 3269-5060 Fax (14) 3269-5003 email

Leia mais

mapa de risco como ferramenta de prevenção de acidentes e minimização de riscos

mapa de risco como ferramenta de prevenção de acidentes e minimização de riscos mapa de risco como ferramenta de prevenção de acidentes e minimização de riscos abordagens na prevenção de acidentes Retrospectivas Análise dos casos de acidentes já ocorridos Prospectivas Mapas de risco

Leia mais

Portaria nº 1032/98 SES/GO de 25 de maio de 1998 NORMA TÉCNICA DOS RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE CAPÍTULO I DA CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS

Portaria nº 1032/98 SES/GO de 25 de maio de 1998 NORMA TÉCNICA DOS RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE CAPÍTULO I DA CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS Portaria nº 1032/98 SES/GO de 25 de maio de 1998 NORMA TÉCNICA DOS RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE CAPÍTULO I DA CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS Art. 1º - São os seguintes os resíduos que apresentam risco potencial

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUIÍMICO ( FISPQ )

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUIÍMICO ( FISPQ ) 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto: Anti Ruído Tradicional Aplicação: Reparação e emborrachamento de veículos. Fornecedor: Nome: Mastiflex Indústria e Comércio Ltda Endereço : Rua

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS 1 - IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome Comercial do produto: CJI URETANO AR ENDURECEDOR Nome da empresa: Endereço: Rua Hermínio Poltroniere,

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA Instituto Multidisciplinar em Saúde Campus Anísio Teixeira

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA Instituto Multidisciplinar em Saúde Campus Anísio Teixeira UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA Instituto Multidisciplinar em Saúde Campus Anísio Teixeira LABORATÓRIOS DE MICROBIOLOGIA DE ALIMENTOS, ENZIMOLOGIA & MICROBIOLOGIA INDUSTRIAL (LMA & LEMI) Professores Responsáveis:

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS Página 1 de 5 FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PARA PRODUTOS QUÍMICOS 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA TIRA MANCHAS DE TECIDOS Nome do produto: Nome da empresa: ALLCHEM QUÍMICA INDÚSTRIA E COMERCIO

Leia mais

MANUAL DE NORMAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUÍMICA. Material organizado pelo Prof. Cristiano Alfredo. Rupp.

MANUAL DE NORMAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUÍMICA. Material organizado pelo Prof. Cristiano Alfredo. Rupp. MANUAL DE NORMAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUÍMICA Material organizado pelo Prof. Cristiano Alfredo. Rupp. NORMAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUÍMICA Para um trabalho com segurança e com menores

Leia mais

FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) NO AR ONE TOUCH Lavanda, Jardim e Pomar, Conforto do Lar e Amor de Mãe.

FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) NO AR ONE TOUCH Lavanda, Jardim e Pomar, Conforto do Lar e Amor de Mãe. Página 1 de 7 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome Código interno Aparelho / Refil NO AR LAVANDA (Provence) 9047 / 9051 NO AR AMOR DE MÃE (Lembranças) 9049 / 9053 NO AR JARDIM E POMAR 9046 / 9050

Leia mais

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico CHEMFOS 700 A Código do produto: CF700A Página 1 de 5

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico CHEMFOS 700 A Código do produto: CF700A Página 1 de 5 Código do produto: CF700A Página 1 de 5 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto: Código do produto: Aplicação: Fornecedor: CF700A Telefone de emergência: (19) 3864-6000 FOSFATO ÁCIDO DE

Leia mais

ESTERILIZAÇÃO. Eliminação de todas as formas de vida

ESTERILIZAÇÃO. Eliminação de todas as formas de vida ESTERILIZAÇÃO Eliminação de todas as formas de vida SISTEMA BEDA BARREIRAS - avental, máscara, gorro, luvas, óculos de proteção. ESTERILIZAÇÃO DESINFECÇÃO ANTI-SEPSIA ESTERILIZAÇÃO Materiais ( instrumental

Leia mais

Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos. SEÇÃO I - Identificação do Produto Químico e da Empresa

Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos. SEÇÃO I - Identificação do Produto Químico e da Empresa SEÇÃO I - Identificação do Produto Químico e da Empresa Nome do produto: COLA PVA EXTRA FORMICA Nome da empresa: Formiline Indústria de Laminados Ltda. Endereço: Estrada Portão do Honda, 120 Rio Abaixo

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ Nome do produto: BIOCAT FISPQ n : 0270/09 Data da última revisão: 05/11/08 Página 1 de 5

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ Nome do produto: BIOCAT FISPQ n : 0270/09 Data da última revisão: 05/11/08 Página 1 de 5 FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ Nome do produto: BIOCAT Página 1 de 5 1. Identificação do produto e da empresa Nome do produto: BIOCAT Nome da Empresa: INDÚSTRIA QUÍMICA ZEQUINI

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DO PRODUTO QUÍMICO NAFTALINA

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DO PRODUTO QUÍMICO NAFTALINA 1 de 5 I. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA E DO PRODUTO BÚFALO INDÚSTRIA E COM. DE PROD. QUÍMICOS LTDA. Av. Hélio Ossamu Daikuara, Nº 3071 Vista Alegre Embu das Artes - SP Homepage: www.produtosbufalo.com.br E-mail:

Leia mais

BIOSSEGURANÇA NOCÕES BÁSICASB. Ione Pinto ioneppinto@hotmail.co m

BIOSSEGURANÇA NOCÕES BÁSICASB. Ione Pinto ioneppinto@hotmail.co m BIOSSEGURANÇA NOCÕES BÁSICASB Ione Pinto ioneppinto@hotmail.co m Definição de Biossegurança Conjunto de medidas voltadas para a prevenção ão, minimização ou eliminação de riscos inerentes as atividades

Leia mais

BIOSSEGURANÇA EM LABORATÓRIOS DE PESQUISA: EPI, EPC

BIOSSEGURANÇA EM LABORATÓRIOS DE PESQUISA: EPI, EPC Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Microbiologia e Parasitologia BIOSSEGURANÇA EM LABORATÓRIOS DE PESQUISA: EPI, EPC Edmundo C. Grisard Universidade Federal de Santa Catarina Legislação

Leia mais

2. COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS IGREDIENTES: CONCENTRAÇÃO %

2. COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS IGREDIENTES: CONCENTRAÇÃO % 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA: Nome do Produto: CONCRELATÉX Tinta acrílica base d agua. Fornecedor:. Av Eng Juarez de Siqueira Britto Wanderley, 380 Jd Vale do Sol CEP: 12.238-565 São José dos

Leia mais

HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE, PROCESSAMENTO E PREPARO DE SUPERFÍCIE DOS EQUIPAMENTOS E CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO

HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE, PROCESSAMENTO E PREPARO DE SUPERFÍCIE DOS EQUIPAMENTOS E CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE, PROCESSAMENTO E PREPARO DE SUPERFÍCIE DOS EQUIPAMENTOS E CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO ANA LUÍZA 21289 LUCAS - 23122 ARTTENALPY 21500 MARCELINA - 25723 CLECIANE - 25456 NAYARA - 21402

Leia mais

Suprimark Brasil Com de tintas e Papeis ltda

Suprimark Brasil Com de tintas e Papeis ltda Produto: Sistema Escrita Prima Amarelo FISPQ: 0005 1 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Sistema Escrita PDVmais Prima amarela Suprimark Brasil de Com. De tintas e Papeis Ltda Rua : Augusto Tolle,

Leia mais

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUIMICOS

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUIMICOS DATA DE APROVAÇÃO: 22/11/2011 Página 1 de 5 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto LW Impercit Nome da empresa Lwart Química Ltda. Endereço Rodovia Marechal Rondon, Km 303,5, Lençóis Paulista-SP

Leia mais

Gerenciamento de Resíduos Segurança Ocupacional

Gerenciamento de Resíduos Segurança Ocupacional Gerenciamento de Resíduos Segurança Ocupacional Maio / 2016 Eng. Jose Arnaldo Acidentes envolvendo produtos químicos Em 2014, ocorreram: Mais de 83.000 óbitos e 7,4 milhões de trabalhadores feridos decorrentes

Leia mais

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUIMICOS

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUIMICOS DATA DE APROVAÇÃO: 31/08/2012 Página 1 de 6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto Metrofix Fabricado por: Lwart Química Endereço Rodovia Marechal Rondon, Km 303,5, Lençóis Paulista-SP

Leia mais

MAPAS DE RISCO como ferramentas de prevenção de acidentes e minimização de riscos

MAPAS DE RISCO como ferramentas de prevenção de acidentes e minimização de riscos Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Microbiologia e Parasitologia MAPAS DE RISCO como ferramentas de prevenção de acidentes e minimização de riscos Edmundo C. Grisard & Carlos J. C.

Leia mais