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1 4 1 SERXE SUP. <<E. 0.)) No 17 DA REP~JBLC 'A DE CABO VERDE 25 DE ABRL DE 2005 Rectificação Por ter saído de forma incompleta a Resoução no , publicada no Boletim Oficial no 15, Série de 11 de Abril, publicase na íntegra: Resolução no de 11 de Abril Cabo Verde, desde a sua independência, vem registando um crescimento econbmico continuo, reflectido em diversos indicadores de desempenho económico e social. A luta contra a pobreza tcin sido uma preocupacão constante dos sucessivos governos, traduzida em particular na impleiizentação de medidas geradoras dc emprego c de rnelhoria na prestação de serviqos fundamentais, como seja nos doinínios da educação, saúde, abasteciinento de argua potável e saneamento. A seguranqa alimentar a nível nacional é, todavia, o que mais indelevelnlente marca o impacto do esforço desenvolvido nesse sentido, mormente face ao carácter aleatório da produção alimentar interna A evolução gobalmente favoráve1 da economia veni sendo no entanto marcada pela persisténcia de constrangimentos de varia ordem, na sua maior parte decorrente da interacçáo das diversas situaçbes que concorrem para a vulnerabikidadc a que o pais se eiicontra sujeito, designadamente de ordem estrutural c ligada a forte dependência das remessas dos emigrantes, da ajuda ppública ao desenvolvin~cnto e da importação de combustiveis. O ritmo elevado de crescimento económico registada,.lã0 se tem, no entanto, traduzido numa clara rcduqgo da pobreza. Assim, por ser a pobreza um problenla de cariz marcadaincnte estrutural, a luta contra a. pobreza deve ser integrada na problematica global do pais. Assiiii, entendeu o Governo promover a elaboraq50 da Estratkgia de Crescinlento e de Redução da Pobreza ECRP. A ECRP inserese no quadro do sisteina e do processo de planeamento estrat6gjco que tem vindo a ser prosseguiclo por Cabo Verde, e que tem cor110 instruiileiitos fundamentais as Grandes Opções do Plano GOPs) e o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND). A ECRP inscrevese nos objectivos de politica do Governo, visando assumir o combate à pobreza segundo uma abordagem integrada e horizontal relativamente aos diferentes domínios da governaqão, em estreita aiticulaqão com as políticas que procuram promover o cresciniento econónlico. Reflecte também a preocupacao dc assumir a diinensão social corno uma dimensiio incontorilável do processo de desenvolvimento econ6zilic0, na base do eiltendimri~to de que aquelas duns esferas s5o inçcpar&~eis, sobretuclo ao nível das suas consequencias sobre o desenvolviinento huniano. A elaboraç5o da ECRP foi orrentada pea Comissão de Coordennyão onde kstiveraiil rcpresentados os sectores público, privado e da sociedade civil niais directamente envolvidos na estratégia de redução da pobreza. O docuniento foi ainda alioiacio por alguns estudos técnicos de base, c~ija elaboi.ayiio visou o nprofundamcnto de determinadas areas rle especialidade. Dos estutlos de base. destacase o Peifil da Pobreza, elaborado a p<artir clos dados do nquhrito as receitas c Despesas das Famílias, realizado em Ademais, a for~nulaqão do DECRP envolveu vurios níveis de diálogo e partlcipaçao: i) a nivel geral, envolvendo a adriiinistraqiio, a sociedade civil e o sector privado; ii) a nivel temático, apropriandose dos resultados dos processos participativos relacionados com instrmcntos de referência e suporte da ECRP; iii) com os parceiros do desenvolvimento de Cabo Verde. A ECRP descreve a cstratcgia de cresciinento e de redução da pobreza (ECRP) que o governo de Cabo Verde se propee implementar no horizonte de A abordageiii adoptada considera que n estratégia de combate da pobreza deve estar no cerne das políticas públicas que visam combater a pobreza através da compctitividadc económica, esta, por sua vez, através da criílcao de condiqões favoráveis e dinamizadoras do crcsciincnto etoiióinico, no qual o sector privado tem um papel motor. Foca assim vários níveis: i) nível gobal (govcrnaçno, poítica inacrocconómica); ii) nível sectorial, assumindo uina forriia programática e focando eiil particular sobre os sectores sociais com um maior impacto sobre a pobreza; iiii) nivcl regional e local, valorizando a participação e a maior cfichcia das políticas descentralizadoras no combate a pobreza. A articdação entre o PND e a ECRP assegura a coerência global dos instrumentos de planeamento, facilitando o processo de gestiio e acompanhamento dos programas e agregando os vários programas sectoriais, de rilodo a garantir a coerencia entre os objectivos globais de crescimento e de redução da pobreza e as politicas sectoriais. Por outro lado, as politicas de crescimento e de cambate 5 pobreza ganham uma maior visibilidade no orçaiiiento do Estado, tornaiido mais transparente o modo conio os recursos financeiros publicos sfio afectados sectarial e regioníllmente em funqiio daqueles objectivos de politica. A ECRP salvasparda e i.eforça os coinpromissos dc Cabo Verde juilto da comunidade internacional ao subscrever os Objectivos do Milénio para o Desenvolvi~nento OMD Com base na avaliaçso dos resultados das medidas de política levadas a cabo nos últimos anos, a nível gobal, sectorial c regional, a ECRP assenta numa arquitectura centrada nuin coiijunto de politicas focais e num conjunto de eixos estratégicos onde se evidenciam as politicas que assumem uin carticter prioritário na prornoçno do crcsciiileiito cconóiirico c na 1~1tit.a contra a reduçfio da pobreza. Os objectivos da ERCP estão sistematizados em torno de 5 grandes eixos cstrat6gicos: Eixo 1: Proiiiovcr a boa governaqão, reforqando a sua eficácia e garantindo a sua equidade. Eixo 2: Proiiiover a coiiipetitividadc para favorecer o crescimento ecaníimico ea ~riaqáo de empregos. Eixo 3: Desenvolver e valorizar o capital humano. Eixo 4: Melhorar e desenvolver as infraestrutui.as bksicas, proiilovci o ordenamento do territorio c çalvapni.dar o niilbientc

2 Eixo 5: Melliorat o sisteiila de protecçjo social, i.eforç~tin sua efickin c garantir a sua sustentnbilicladc. Os custos da implenient~ç?io da estratégia totnlizanz US$ 459 milhões, dos quais US$ 358 niill~ões cn~ investi~iicntos e LJS$ 99 iililhões em despesas de fuiicioilailiento. A ECRP define uni sistema de indiçadores para a verificacâa da concretizay~o dos objectivus que estabclcce, c fixa iiietas através das qunis se proccderf~ temporal de cada indicador. A implcmcntaq?to da ECRP será assr?_gu~adn com a implicaçno de varios intervcnicntes, nomctidniiieritc o Ministério das Firianqas e Plni~eamento, os iiiinist&rios sectoriais e as suas estruturas desconcentradas, as estr~itisl'as desceilt~.alizadas, norneadanlente os municípios, as organizações da sociedade civil e o scctor privado, e processarse4 ntrnv6s dos dispositivos de gestao dos prograinas públicos, assentes em três mecanismos fundamentais. a) financeira c orqiuilentd a JBC~O prazo atraves da Quadro de Despesa cie h2i.dio Prazo (QDXPQDSMP); O) Sistema de execuw e controle da despesa pdlolica; c) Sistema de aprovisionamento de bens e serviços piiblicos; d) Sistema de avaliação do DECRP. O ncoinpanliariiento e a avaliaç50 da ECRP ter50 um carácter participativo e implicarão v8rias estruturas a nível central e local. l? definido o quadro institucional de seguimento avaliação da ECRP em que o Conselho Nacional de Redução da Pobreza & o seu principai módulo. No uso da faculdade conferida pelo 11.~2 do artigo 2G0 da Coilçtituição, o Governo aprova a seguinte resoluç~o: Aitigo 1" AprovaçZto É aprovada a Estratégia de Crescinlento e de Redução da Pobreza, publicada em anexo a presente Resoluqão, de que faz paite integrante. Artigo 2" Periodo de validado. A ECRP C estabelecida para o borizonle , com inicio da sua implcinentação a 1 de Janeiro de 2005 c termo a 31 de Dezenibro de A ECRP fica sujeita a revisão anual. Entrada em vigor A presente resoluçgp entra em vigor no dia seguinte a sua publicaqão. Vista e aprovada em Consellio de Ministros. JosC Mariu Pereira. Ncues Publiquese. O PrimeiroMinistro, JOS~ Maria Pcr~iro NPU~S. A elaboração do presente Documeilto de Estratégia de Creçciniento e de &duç&o da Pobreza (DECRP) inscrevese nos objectivos de poli.tica do governo, de assumir o coiiibate h pobreza sc~wncln uma nboldagen~ integrada c iorlzo~~tnl relntivamcntc aos diferentes domínios da govciiiriyfio. em estreita articulação coiil as políticas que procurnni prorilover o crrsci~ilento ecoilómico. Reflecte tambéin a preocupaqso de ass~mir a dimensão socral coino unia rlimeilsão iricontornrivel clo processo de desenvol~u11enlo econ0iliic0, lia base do entendimento de que aquelas duas esferas siio inseparbs.eir;, sobretudo no nivel das suas consequ&licias sobre o desciivolvimento humano. 3. Esta nova abordagem representa Luna rcorientaq5o das <antcnores p~lrtic~as de coillbatc h pobreza, ccni~adas sobretudo e111 acq0es ao nivei das comunidades locais, visruido os pupos iiicus \rulnernveis r1a populag.50, na i~ase de ~CT~~COFS de cruiz plwisectorini. Esta perspectiva, que 6 ja maici~dizacia através dti Plano dnçiorid de Luta coiitrzi a Pobreza (PNLP), den~oiistia que a luta contra a pobreza em Cabo Verde é uma preocupaqão já antiga, cultccipando mesmo a tendência que se veio a generalizar recentemente nos pdses em vias de desenvolcimento, de elaborai.ão de estrat&gias de cresciiiieritc e de reduqão da pobreza'. 3. A actual abordagem da todavia una nova relevãncia a estratégia de combate a pobreza, posicionandoa explicitamente, e de foima determinada, no cerne das políticas p6bljcas, quer a nivel global (governação, política macroeconómica), quer a nível sectora1, quer ainda a nivel regional e local, valosizando a iilaior eficácia das políticas descentralizadoras no combate à pobreza. Do iprsp ao Docunzcnto de EstratcJgia de Crcscinac~zto F dc Reduqão da Pobreza 4. Em Dezerubro de 2001, o Governo de Cabo Verde aprovou a Estrategia dc Cresciznento e de Reduyão da Pobreza, na sua versiio preliniinar2. Esta estratégia foi apreciada eonjuntaniente pelo sfaffdo Banco Mundial e do FM de onde resultaram algumas recomendações para a versao definitiva. 5. No essencial, o iprsp apresentava um peifil da pobreza com uina natureza ainda preliminar, dado que 1130 se dispunha ainda dos resultados do nquérito às Despesas e Receitas Familiares RDF ). Esta limitaçiio foi entretanto ultrapassada com a recente divdgação dos resultados do refeilclo inqusrito, permitindo elaborar urn perfil da pobreza em Cabo Verde como base para a preparação quer da estraté<gia global, quer das estratkgias sectoriais de combate a pobreza No tempo entretanto decorrido após a finalização do PRSP intercalar, registouse uma evolução significativa ao nivel da elaboração de alguns planos estratégicos sectoriais de onde decorrem novas orientações nem sernpre previstas no PND. 'Coiiiii~cidan svp%ildo a sigla aiigo.saxtinicn PRSP Ri.duclion Slr3tem Pat12r.Fii ciilyri dcsigiiadii pcxln sigla ipksp

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4 SERE SUP. 43. O.)> N" 17 Uh REP~JELC'..~ DE C'XBO VERDE 25 DE ABRL DE Jii a relnqão entre o DECRP e os prograriias sectorinis carece de malor aprofundameilto no futuro, justificandose a adopqão de unia nietodologia de elaboracão dos prograinas scctoriais que assegure a coerência global do sistema. O modelo orçamcrital está actualiiiente cri1 fase dc concep~&~ e desenvoviznento, centrado numa abordagem de orqamentoprogan~a, e consagrando unia prrspectiva pluiinnual através da iiitcgraqno de um Quadro de Despesa de ill4dio Prazo, global e sectorinl, coilstituindo unia platafolma adcqundn para distribuir os rccursos financeiros do Estado em funl.50 das prioridades da ECRP. Fi::ui,i 1 2 Pjniis ctr3icpici r rcipibtli\lr iiiriroiitc* ~iiipiirnl Planos glolinis Plnrros r progrnrrios Cranclcs Opçóes do Plano GQPs) Plano Nacional de Desenvoli,imento ipkdj Eshatqa de Cirsarnento e Programa do Governo (V Legislaturn) Planos estratégicos sectoriais Plano Estratégico da Educnqao Dobmu (EC'RF Plano cie Acqiio Nacional para o hbient~ Plano Energético Nacional Piano Estrat%gico da Agricultura Plano Estrategico de Desenvolvimento Turístico Eçtrategia Naciona1 de Scguranqa Ali~nc~~tar Programa Nacional de.,utri contra a Pobreza Plano Esti.ategico da Justiça Estrntegia de Desenvolvinicntc da Seguimçri Socid Plano Xacional p m a gwddade e Equidade dc Gnerc Programas de apoio e coopeiqayão esteina Poveity Reduction Growth Facility (PRGF) Poverty Reduction Support Credit (PRSC) i ) Estratbgia de Coopei.aqão EUCabo Verde Periodo tem prc.parnfioi (c111 fin3ii73~50) i ')A aprovar apos a finnli7açlin do preacnlc ducun~eiilo, prcvcndosc quc cubrn o licriado iiidicado 17. A elaboração do presente documento foi orientada pela Comissão de Coordenação onde estão representados os sectores público, privado e da sociedade civil iilais directamente envolvidos na estratégia de redução da pobreza, tendo sido no plano cxccutivo dirigida pela DirecqãoGera1 de Planeamento através do STAD. O clocumento foi ainda apoiado por alguns estudos técnicos de base, recorrendo a consultoria externa, cuja elalrioraçqo visou o aprofundamento de determinadas áreas de especialidadei. 1s. Os Gabinetes de Estudos e Planeamento sectoriais GEPs) participaram atraves da ~ndicaqão dos respectivos oi~jectivos dc política, benl como das estratégias a seguir, face aos proble~iias identificados iio perfil da pobreza. Com base na estratégia identificada, foi elaborada por cada sector urna lista de medidas e acqões (em coerêiicia com a carteira de medidas e projectos considerados no PND)", com ielrvâilcin para a cstratkgia. Com base ncssn ista de medidas, proct?dcusc à c1cfiiiic;ão de indrcadoi.es de desenipenlio e construiramse os respectivos orqailientos. 19. O prescnt r docurriento está nssiin estruturado. Após a nti.oduq50, apresentase no capítulo 2, uma análise do processo de crcsciniento em Cabo Verde ao longo da década de 90, estnlrielecendo uma rcay5o com n evolução da pobreza, o emprego e a repnrtiçiio do rendimento. No capitulo 3 apresentase o perfil da pobreza ein Cabo Verde elaborado a partir da informacão do nqucirito &s Receitas e Despesas Familiares de Seguidaiuente, no capítulo 4, apresentase o enquadrainento estratégico visando o crescinicnto e a redução da pobreza, de onde decorrem as principais linhas de orientação politica que o governo se propõe segulr no próximo triénio. Essas linhas de orientação estão organizadas em 5 eiuos estratégicos cujo contecdo é descrito e discutido com a\gum detalhe. O capítulo 5 debruqase sobre a problernjtica d3 financiamento, comeqando por una análise das tendências que se têin vindo a observar no domínio do financiamento externo relativamente a Cabo Verde, e concluindo com uma apreciação das condições que actualmente se oferecem ao financiamento da estratégia de reduçso da pobreza. O sistema de impleinentação, acompanhamento e avaliação é abordado no capitulo ncluise um conjunto de anexos com informaçgo sobre: dados estatisticos cobrindo os dominios da demogafia e emprego e perfil da pobreza, (Anexo 11, medidas que integram a estratbgia de reduçiio da pobreza (Anexo 21, enquadrainento dos objectivos do milénio na estratégia de crescimento e de redução da pobreza (Anexo 3) e lista dos parceiros de desenvolvimento de Cabo Verde e respectivos domínios de cooperação (Anexo 4). 2. CRESCMENTO, EMPREGO E POL~"TCAS COM NCD~~NCANA POBREZA 2.1 Problemas, respostas de política e r.eformas estruturais 21. No presente capítulo identificamse alguiis dos problemas estruturais que afligem Cabo Verde e as respostas, ao nível das políticas públicas, que tém vindo a ser dadas. Esta abordagem pressupõe que a estratégia que adiante sc descreve (Cap. 4), retoma na realidade um conjunto de problemas~á diagnosticados, mas procura dar hes um diferente enquadrainento em termos de coordenação de políticas e de enfoque sobre a relação 'Os cstudns elaborados fora111 iifp/pnud a), Crniss<iricc, Empiui i>t Pulrtiilu~s dr. R~dudto~i dc /ri P(ruvri'tii, AFP bi. S~~!c~mali~(~~cici de!iforntir crescimentopobreza. Por essa razão B importante conhecer C" sulirc Afi,rlld,ts de Cornlinti' r Paiirczu, BFP (1004 c), Cresciini~t~fo, Emptrgo, se que políticas têm sido adoptâdas e quais os problemas R~irdrrricrrfii~. r~p06rirzí1 eni Cr~lio Veicle, MFP , fllcmerifos dr.an«/ir;e, ricrriirii~itc F~si ri11,rn Cribii V~idi, Anrtlisi~crim bnsr riii RDira'c.2000, RFP (200.1 di. que ainda persistem. ilrtiuidr~di~s~rori~iiiiiciis dcrs Populir~iks Rirrorsco Scu Arcsso ir Twrr~, NE L O Pt'ifii do POLTL'PLL i>~?t Crrbn Vcrcl~, ' Ver lista de medidas prioritirins iio Ancxo 2

5 22. As polrticas de reforma empreendidas eu1 Cabo Verde dui alite os Útiiuos quinze aiios conipreeildernni tit.s generos de mediclns: i) a i~ível das reformas estruturais, ii a iiível das r~hiiilas visando a intcgaqão de Cabo Verde na ecorioiiiia iiiternacionnf, c n iii) nível das políticas tizacroecanúi~iicas. 33.Enl primeiro ugar, as medidas de carhcter estrutural, corn iinpncto a 11íve1 niicroccooco. visa111 melhorar a nfeciacão clos factores dc produç,io e favorecer o crescimento do sectoi. pi*ivndo. Eritre as mais inipuitantcs destacamse. o ci~corqninerilo c10 scctor fiiiuado, n promoq5o da criaçiio dcsenvolti~iierito de iequeiias c mcdins ciiipresns, n privatiznçno da ii~aior partc das eiiipresas públicas, O reforce dos dircitos de propriedade na ngriciiltura, a ab(iliq3o dos eoi~tsoles de preqos, n liberalizaqão do ctimcrcio estcriio, ririia libei.aliznc~o, ariidn quc liriiitada, da 1e.gisla~no do ti,~i,,ilio, e n iiiodernizaciiu do diiaeito coii~ercial psogiama de p~ivatiz:icoes'~ te111 virido n ser iniplciuriitndo sc:tindo os ohectivos ~stabclcçido.; iin leii que definiu «quadro legal rias pi~vat~zncõcs. Eriquniito importante factor tfe ciinçno dc oportunitlndes liarri o desei~vovimc~lto do scctor privacio, o 1,rograiiia das privntiznçõcs' prosseguiu com a rcceiltc iquidarciri da EhPA4 (Empresa Publica cie Abastecimentos), eiiipresa que tinha a moiloprji0 da imp(~rkqr0 cios bcns nlimcritarcs essenciais. Foi concliirda a pirvntiznrfto da Arca Tcrdc, cmpriesa que foi lic[uidacln erii 1999, 'llta~ido cont~tdo alienar ou concessinna~. quatro embarcaqi)es. 25. O cçtnl~elecrmcnlo dp ui11 sistcala de 1c,guiac,50 tem vivido algumas rl~ficirldadrs, e171 pixrte dek~lclo ao facto de se trntnr de uiila situnqáo tntnlmciite ilova no pars A regulaqiio econômica regese n acttlal~nci~t~ por u1u quat11o regulan~cntnr" que defirie o rcgimc gera1 das nr?;i.nc.ias reguladoias do sector c~on0~izici1 c financeiro. Fornm criadas a AgGncia Nacional de Seguranya Alimciltar (ANSA), c~ilquanto entidade rcpiladora do iiiercrido dos produtos dimentnres essenciais, e n AgSilcin dc Rcplaqiio Econrimica (A.RE), encaircpe da rc~iln(5o das Areas das telecornuiiicaç6es, 5pa e transportes riiarítitiios de passageiros e transportes rodoviárias colectivos de passageiros. O ilstituto Macionnl de A~<aqão Civil tnac), que detém o mandato de entidade reguiaciora das actividades ligadas à nviaçfio civil foi tambi1111. criado e instnlado. PrcvCse para breve a ii~stalririio da Agencia dc Regulaqão do Coi1ti.010 da Qunlidadc cios Produtos Fnriiiacêuticos e Alimentares (ARFA). 26. Toii~adns no schu conjunto, cstns i~ichdidas coiitribuíraii para unlii transfonilaç%o do siskma cconóniico de inspisaçho socialista, instalado em Cabo Vcrde após n iilclelieridt.ncia, 'O progrniim di. priratii~iyi~c~ Bi cpiiindo pc.10 Bancn Mundial ntrnv6i du "Pn~jccliiii Prlintimyio L' Ri.fi)rqii da Capacidndc di, Rr~'ulnq2o nstiturional!pprcrli" on iilontaiitc dc US30 millides iluill sisienla abeilo a concoiréncia e aos cstúiiulos iiiatciiais c. cco1i6micos no que se refere its clecrsões de produqão e de distriliuiçào cio rendiincnto Alg~~~nas cl~stns reformas iver.aiii, ate ngoi a, urun iiillilcmentaq50 parcial, subsrstindo ainda obstáctdos cie ordem lefirsiativa e nd~iiinistrritivn que rmltm ainda n çnncon.i.ilcia 1105 tnercaclo~ de bens, SCT~~OS c de factores de produçáo. C:nbo \'r.rdc. ~iiiis in<lepi~iidciitr rlcstic cr cui~slituitio por tlrz ilhas trrzr* illii.iis, c sirunse o cerc,? de 4.31 Kiii i10 Sencgs. ''ciii urna suj~erficic cic 4033 liiii2 c urii~i Zon;i i.:rviiiiiiii~:i Exrlusir,;1 r~stiiiintla enl TOO mil 1biY r~cursor nntuidis no rnro~.. (lii solos slici. n;i SU;~ C'RCC' maiot'itl. rsi!iir.it.tir~is : jioiii.es t!in iiiaii.rin orpanicn A]iilnns Oí; das tei.i.;iç à30 ~int~~nciiilii~c~ritr. iir.;ii.r;s, Fc,wdo o ('iiisti <r 200!) em C;ilrn \.si<lr,i 1ic)liul;ii:;iir ii..iil<intr rlr;i (P.i:l4.(>L5 U>(~\~<~LO~. c'pais 5'7l.i r~~ic~iaii 5x1 illí~io ui.í:ii~r~. Sar~tiagu 6 n iuin iiw~s ]in~iiilii.n, caiia cr5rl.:r (li, 5 i'.; i1;i ~~ii~ii~lat;;ir.~ i~l;il. Gi~gut~ill $c S. 'ircnic. i! S..hit;io caiu 5'i c 11' ;. rcs1icc:ii~:uiliii~ilil..? c,tl>it:il tlci pais colicc.nli,:i '>:.i!; ria ]~li~iiiln~;io ti~~iilcnlel". h Lis;i di~ csi~rsciiiirnto rlei>ioc;i:<iicn fi!i. iin uitiiiiii (1Ccii1l.i. ir no mio,.;crlcio ii taxa cle fcitilidndr (11: 1 criiinc;ts ~ioi muuii>i'. A ~ioliiil;iqiii> i' jovcni coiii r;8.yi., com id:rt.le infitior :i::ti niln:.. A p«l,uln~~~o nctia.a cxi.n dr,il>rt,kiiiiritlnnlrnti. 1Gfi ~ilil in<lir~i<liioç, tios ~ U ~ 16';. S clo s~so feminino. Uos actiifos. cerra dc 2ZPi cncontrilviiiiise r,ii~prcgados. Esisrrin mais iotiicns rni11rcg;idos i72 niili cio qiiia iiiiilh~rt~s i.nipi.cg;idris (5s mil) e iil;iis iiiullirics ciesrmliiegnclns i!, mil! do quis iotiicns rlrsempregnrlos i 17 mili (1 PB real {>ri. i,crpitcr e rir Si>l4lO <v:ilnres tlr %(fo%i, o ciur cor.i.r~s~ii>riilc i\ uiiin cvul~iigo iii~ilin significiiirvrt, ;i ~icsrtir (10s LlSC;190 1x1 data da iiiilrpei~tli~nciii r 1975) r rlcii lts$;?o? cil~st.~i~nclcis riii 1 $)!)O. C) foile ciesriri~t~iitn iio PlB w;il Foi ;ico~iipnlihntlri, durante aqucblr irr rio do. ti<, uiii;i ~~iellioria sr.11sivrl r çuntiliu,r do índice de dear:iivolvililentn iiuni;inn DJ. Estci iiiciirr, ilui5 cspriiiir n situn~iio c3ni tc.riiins dr, cqickr:inyn de vicia, de rt~ndimeiito c rducnrnci passou <<. 0,587 vtii 1090 pnin 0,6í[') ~iii 31)OY i% es~~rriinq~a de vida r :ictunliiie~itc ei. 72 :inoç nas iiiuiizri.rs Gii anos 110s ilciiiirns A tx~a clc pobi?.z;? liuii,mn ip.1 eluc traduz :i ~irit,ny;)u cjni rii:i&ris de Psperiincii tle virln. de itenriuiirnt.o ilc erlt~cnq;o P rie nle.il>~?titizn~po r riii outros do~i~urjos. bak.ou tit 28,SCi. ~ i i11i110 i ~,ri~ii l7,7'i clii 200. Náo obsvante esses liin]rizlsaos, o pais çiii~tiiiu;~ n <il~lcfi,:cni,u vuliiiiibilii1;idr~~ rstruturiiis!i.ei. Caixa Apesar cliaço. n ~jirda Públicn no ~rsrnvoivu~ierizr, in'di tilm vindo a 1i;ii:ínr ilr iiloilci nicv~tuntlri. kndo pasi!ln ilt. crarc:i rlv?l,líi. tio PL13 r R. p.iii~ 13,5':; riu Erii scgui~rio lugar, a politrca cie reforiiins visa niehor integrar a economia do Cabo Verde na economia mundial. Destacamse dois tipos de medidas: abertura da econoni~a h coiicori*i.ncia internacional e promoqãa e diversificac;iio das cspnrtnções. A supressáo dos contingc~ntcs irnportaq50, a siiiiplificaqfto e nliakarucnto dos direitos aduaiieiras çobi~ os piaodutos impoi.tados e a supressiio do iiionopolio (la Enipresa Pública de Abasiecimento ERPA), rclativaiiientc a iinyortaqão de produtos nliriicntnrcs, sbo cxcniplos de medidas visando a 1ibcrali~aq;io tlo comércio internacianal. 25. A libcralizaqiio comercial conlieceu coiitudo alguns limites. Os direitos aduaneiros sobre certos pr.odutos iiiipoitados coiitin~iaiii ~.clativanientc. elevados e subsistem l~arreiras não tarifarias cni alguns sectores. Uma outra medida susceptivel de relançar as esporta~ões e a sua "'Os ti~idos drinog~.iificos que i'csultnrii do RDP difereri1 dos do Ceilso de 2000 por rnziies de niétodo. NBo sendo objecto do KDF olitci. iriforuiii;iu tit~mogiriíicn, elr,s 530 npr5nns utilizados iio cviitexto cln niiiilisr~ ria 1)olirrzn. r10 rrnrliiilenio e consuiilo das iamilias.

6 1 SERE SLJP. <<B. (].,r No 17 DA EP<BLCA DE C'iPJr) VERDE 75 DE,4BRL Dk LUu> r diversificaqão foi a c~.raqão dc zonas francas (ou iiiellior, a atr~buiçào do estatuto de zona franca), h Praia e no hindelo, tcndo ciil vista n atracçgo de investrmento estranqciro. Esistr n i~aturiil expectativa de que estas medidas f'~zvori~l;lani a intcgraqfio da economia caboverdiana na c~coi)oii~ia iiiuiidial, encorajarido u111 sector exportncior de ~ndusti+in ligeira. 39..A opção dc Cabo Verde no sentido de reforqar a sua iiltegracrio ria economia mundial 6 comprovacla pelo pctlido cle ndcsão B Organizayão lklunclial do Com&rcio ( OTtlC) em 1999, e cujo processo iiecoric actualmcrite. Ciintrn~.inniciltc 2 orientnçàu das paiscs da Alirca Ocitlcrital, Cabo Verde deu pr~oridade à iiberalizaqáo coiiiercid iiiultiiatcrril. Numa certa mcdicla esta oiieiltayão da política comcrcinl 1.t4lccte a estrutura do con~éicio 'stcriio do pais, que e Sortcmente conceiltradn nos paisrs inclustllalizados, cm pnrliculnr nos paiscs europeus 30. O Acordo di~ Cnciperayfio C'anibial com Portugal, :%sinado em 1998, l~cinutiu a adopqro de unia tma dc cki~bio fixo, conl l ~sc nuin cnhnz dc divisas, pi~iiieiro cm icsncno ao 'scudti porluguês etii 1998, e depois em relaçiio ao curo em Janeiro de 2000 Esta politica diminuiu o risco cambid e colitribuiu para unia nwur intppaqiio econiiniica e financeira da econoinia de Cabo i't.i.de naccononiin munrlial. 31 O terceiro tipo dc rcfoniins rcferese à olieilta~5o dada políticas monetaria e fiscal. O papel do17~ill~nte coiifcrido no iiicrtaclo na alocnqão dos rectirsos e lia rlistrib.uiy50 dos iendliiicntos claificou o papel do Estado nn ccoilnmiii. rbrins medidas acoiilpanharnm esta i.t?diçtribiiirfio dc fuiiqões. i1s políticas monetarias e orç,ulientais foram articidadas através do estabeleciriieiito dc iim sistcilln bailciíiin n dois níveis, coiii um banco ccniral autónoma capaz dc conduzir u211a política nloiletaria contrnladiz e de supenisionw o ~esmdo ni~el, estc constit~údo pcln ba1cia coiiieicinl e outras instituiqòcs fiumreiras :32.O sistcnin fiscal Foi objceto de várias reforiilas durante os anos 90 e que se trnduzirni~i na siniplrficaqiio da esti.utul*a fiscal, na uilifcaqdo (10 iiiiposto subi4c ri c~ndimer~tri c 05 i111post05 sobre OS liicroç, na hasc do darga~ii'~~tt~ base dc tzibutnyfio O iiiposto sobre o Valor Acresceritacto (Vil foi introduzido eiii Jn11eii.o de Do lado da gcstno da despesa piibicn, n reforma consistiu na instituiqão de um ilovo sistema de cuntabilic~acle e tcsoulaiiri pública, estando actualmcntc cm fase de iniplei~~entnqiio. A continuidade da refoinia neste doiniiio será feita ao abrigo do Plano de Acqiio do CFAA. 33. Todwia, em todos aqueles domínios as refornins conbecernili nlguilias liiiiitaqõcs. O governa i.pccii4reu dil crsas vezes ao financiamento banclirio do déflcc., o que eviíleiiciou os iiniites a separayso das politicns orçameritril e iiionethrin, e OS limites h inrlepcnd6~lcia do banco central. Pai* outro ado, a politica conduzida nos anos 90 levou a uni forte auiilcnto cia divida publica iiitrina, a qual teve fortes in~plicaqõcs orqan~ilntalis clevidu nos encargos resultaiilcs do respectivo st~niqo. De inodo n resolver esse ~~robleina, o governo com o apoio dos doadores, criou um fundo fiduciario, desrçnaclo por Trusf Fuizd (TF), financiado com os recursos das piivatizayões, com doayões e créditos concessiorinis. Os rendimentos desse fi~iidn seriam utilizados na amortrzaqcio da divida intpsila Todavia, os objectivos do LF nao foram totalrilente concretizados, devido ao facto de o respectiva capital 1130 ter sido completamente realizado. Cnisa 2 2: Perfil de vlilnerabilidade de Cnbo Vrrdf A vulncrribilidnde face i produçio agxicoio. ;3pcnas i0 '; da iiiperí'icic do pais, ou.<?ia, N.000 iiectari~i. tiain vocncio af:riciila Ai ciindi(*óei climatrca.: ciinstitucm unia arncaqa pcrninncxntc ';otiri! n apicultura cabnvc~rdinnn. A riiridndc c irrc!:u13ridadr dns chuva5 pri2viiiniii siicii$ cada vez iiiaii )~R.~, que :;Ri1 a\; causas dc uni dr*fir,ri iiiiriçir p13rmantanlc c do nva1i.o da dc.;cirrificaçurr. Nrjstas iiiindiçurs c~sçc~pciriiinliiic~itc tiif'iccais. n prr~duriii ainii,ntnr L; con.itaritcmc?ntc dctjcitíirio Caliii l'cidis importo mais dc $0 'í dos alinirlii8)í iir cluc iici:cssiia c nàu sc visluinbrn uma autcisirficicncin aliiiientnr para Cabe) Vrrdib. :i in.;uficibncia da liriidu~io jiiritn.e il sua inslat~iiidadi? ~ chia ~ lifiada iio rcciine j~1uviciiric;triçii. tiintu ciri siilumi~ itt cliiivns czimii nir jilnnii da ~epnrtiqio dar chuva.: i10 raslm<ii i' nii ttrnnii i>i rcnciimiiitii:, Lili jxi~dcii;riiidc oiiliuvariam~ipiific~tii'iln~cnti'~l~an~ $1;3i,,a am). Noiir*uitn.r dos ultiniii; 30 :liiiis, ii~fii.tiiu.;r~ uma priidu~ait rccurdc di! 3G.SOU t(inc~:~c!;~ dis in1111u cani 1999 ALMX ~:A~, <::~~L~ ~~~::?.axvi2: ~>~~L;&> niii ciibriu mriiii do quc, 40'; da, ni~ct~ssiriadc:. cbm CC:~S..A:; fliit~c(~.ij~.vi dnk ~>r,rniui;i~i!x n;:ríct,lns súrr,r:*> 1% iiiiprvvisi~~.i~, ' isiinstilu~,in um riii'ii vncrrmc para as ~iii~~ulacfii~ ~urfiii nii plinir alinicntnr il cstriimo pr~~siii c?:i+rcjda 1irsli~ crciçimi~ntii da ~iiipui~qiii (2.4 i, ror aiiii nir dccuriii dos ano5 '301 s1i1~i.e a situ3~5o illim~iitar di~ pais cri3 um ~g.infliti) ~i'ii.mrn'icntc cntrta ir11j~ccriuii.i dc 1jr<iduq91i n~rii'ol.~ i3intrir da.; ciindit$c* nctuais dc disponibilidatlc de iucti)at*í i~iiliii c a~?ias~. 1% rulnernbilidnde facc 5s i~nportnqõcs. C'riliii T'c~.dí,. drviilii ;i sua pb3qiipnn dirni~rixio e :i insulnricintlr:. r iiinis tspirsto dii quc muita< ijutrar: cconiinii.is ni,js i.li<iy uc:; cxtl:rnn$,.~lly "am dc iirdciii r~ctinriinicn nu dia iirdihiii i~ntu~.nl Estr.5 i'ncri~ri'~ cq)nititucrn car3cicrratic:iu cstrutlirai!: que litnitain 3s j)itsiil~iilidti~it:~ isc diiscnviilviiiii9nti~ tis 11coniiiiiia ; ri?riu;irin dimcii.;;?~ cln />a461 produti\'a dcisa ii poli fciitvniciitii dii1)iiridcnlc. ilqi i~~í~~riiir ii;iii iionit:ntc cin i.clac:iii iis r~sportsciic.~, mas tnmlii~rii ri111 ri$lni;;i<i nci impnt'tti dias pir.ci>r d.a!i nrpurtai.irc:; siilirc 3 ~lr~icura inti:t.nu. (3 cnl>ti~(~riiinriri. iiri13~ii.tniii ;1 i>iinirb iotniidadri diis prorlutti; quta cirii?tinir,in 1162 t:t iiii~dii)iit.:rs irnptiri:rr:t:..: :.$) cituiualcnich ;i 4O'r Ju PE.A tit.1i1ndi.ni.in i. pnrtiçtiinriiici~~~ ili,v;1~13 ::r!l>rr~tud<i i~ii rc~la~iii~ niic lxws t~itratc~k7ctii tais cqrinit i>. ~>r,!duts~i aliint iirart,;rx 11s pi~idutiii cncrgi.ticii:; O ~iniã iic.lir.~idc~ ilun,~ totill~iiciiti~ d.1 iriijiur.tn~din rliis priidutiis pct riililirti~ para,;:itihfa:.er iic $uni iir,ct.í::ií1ndr3,i r.ni5rgi'ticss. 0s comliu~tivii:., rclir~uii,irn 6'; do ~alibr <i:~:i il11l)iiit3<;>~. C. C *i sr!wndri mais iiiipi,rt~~tc iuliricn iins in~poiinc;i~s rltl Cal161 V rdra, ; i;r,iyuir ali.; cí:r~%ai~ A \uliicialrilidndc do ainl~iriltc natunnl. 1~istnricamc:1itr a r+4.ii::ici diticil i~i~ti'v a populaci<r i* ii.ii3u nmliii~iif+~ noturnl iiiai,ciiu 3 f~iiirinç311 da ~,cicicdadculro\.i~rdiaiin. N415 1iiorr~~ ri~orni'ritii.i, a ~ircciiricdildi~ do5t;i r'ln~.aii tcbvi, alkwniss c~iiist.qt~i~i~~ias triliicns, ciini filmes dcvast~dorci.; A durr~~ da r~ln~30 com a naturc>rz e>tc\c tanibc:m na iiiigcm ùn iinjjiincni> dc dczi,nas (11: inilliari'.< iic cnl,~~.vi.rdianti>. Ainda ii'it,, {i pais dcvc sulifrar. a fiagilidadc út> 5i.u ri~nliioit~, c1 qual ctilocn unia sibriu dc <ili~l;iculii; ai> dcsc~ni.iil~iitieiit~~ <*ci~n<trnico i?!,ririal. A uncaçhca (o.; síiliii ~ulriv~ivt~ih cria un13 ~r:indi: ~ircr)iirfi siiijri* ri ambiente Esta pr.~.s5(.1 tilirifia à r>.pliirncõii do. ti)ri.i.nii> nat. ~!nci!stns, que ciinstituciii maih clcb GO:; dns iorrcnos ctilliv~vvis. Ertz rir~(tic3 azrava u feniimcniidi. crcistiu diia siilos i? nci?l<~ra n dcir?rtificar5ri, A vulnerriùilidade da ii~sularidade. O i.iolaincnto ge:t.ográiitu tradud >C ciini fr~cqui~ncin crn cuhtiis n8o ~~riinl>ctitivir.; Os custiis vnit:iriiil; Jc tranhptiite acircii ou maritimii s3ii parti~ularrnen~~'~~lc~nd~~.~i~o >;umt:ntc prdn riistinciu. cm rclny2ii aos ini?rcndo:: iiu ;ri; font tbi dc o1iriivirion:i:iiiinfii, nlac: tnmlibrn jiirquc os cluaiitidadc6 trrrnslicirtadas são ~cralini*nte pequenas e nzo pcrrnitcm a i.calizoi:>ci de cçiinornias dc cscnln Os cuitos ligados an arma7c.nnini?iitii ci.ncnrecem tniito 35 ~xpiirtn~.il~5 colno 3s impiirtaciics pois auincntam 1)s custos di! funcionamento da cciiniimia eni ~~ra1, i1 que constitui unia Jrsvnntn~rin cunilietitiva. Para alijrn da irisuiat.idadr. dii país, i. n disiicrs,io da% illias quc constitui ri mniiir ccinsti~angimcnto cconurnico. Esta ittiriga nlultiplíca~:io dai. infrn. cstsutt1ra.i ltrailsporti: niarttinio c acrci~ ciltye as ilhas, prtirlu~3~i r1 di~tril~ui~dii de ene~fiia e &%a, &c,), v das instnlsçiics neccsscirias para a pr~~stacàu dc srrviyos sociais, administrntiviis c de scyraii1;a., A culuernùilidnde face ii ajuda esterna. A completa dependkncia de Cabo Vurdc da. rtsmcssns c da ajuda publica ri«dcscniolvinicnici uriia da5 suas mais itnportante~ v~t1ievabilid3des Em cirnju~ltii reprercntam cerca de 34r; dii PB c porte riignilicativa dos esfircos dc dchcliviilviniunto haseiasu nas tc~ansfi~r6ncias

7 10 SECE SJP. 43. O.>> No 17 DA MPUBLC'A DE CABO VERDE 75 DE ABlitL DE Desde a independência que Cabo Verde tem mndo n crcscci a um ritino elevado Entre 19'75 e 1985, o crescimento econóinico foi em media de 10%. Duas ct;plicaqões podeni ser avanqadas para explicar este desempenho. Por um lado, a politica de substituição dc importações que, tal cuino na maioria dos paises que optaram por esta estratégia, se traduziu na fase inicial por um elevado crescimento, pxa depois se esgotar devido a unia estrutura de incentivos desfzivorável3s espoitaqõcs c hs dificulclndes dc acinptacão da econoiizia às altcinções dos prpç.os relntivos. Uiiia segunda esplicaqc20 pode ser encontrada ao nivel da ajuda publica ao descnvo1~~;imento e das remessas de emigrantes que oscilaram entre 50 e 60% do PE3 durante aquele perioclo. 35,mporta taiilliéni aqui eviùeiiciar a evolução da economia na seplda metade da década de noventa. Tratase com efeito de um pen'odo marcado por um elevado ritiilo de ciescirneiito economico, cerca de 8,457 de média anual. Não obstante este elevado i*itnio de crescimento eco~~úmico, a pobreza continuou a afectar mais de um terqo da população do país, para além do processo de crescimento económico evidenciar outras fragilidades, como sejam una evolução irregular da procura interna e um contsibuto negativo da procura externa liquida. Esta, no quadro de unl desempenho modesto das expoi*taç6es, reflectiu a fraca competitividade da economia de Cabo Verde, ein sintonia com a sua trajectóiia de longo prazo, onde sobressai o peso excessivamente reduzido dos be~is e serviços transaccionaveis na estrutura produtiva. 3G.Aquele crescimento foi o resultado priilcipal das políticas adoptadas cru Cabo Verde nos útirnos quinze anos, que favor.ecerem um crescimento foite e sustentado baseado no sector privado e na iritegsação de Cabo Verde na economia mundial. Essa estratégia visava aumentar de modo significativo o rendimento real da população e lutar contra a vulnerabilidade estrutural da economia caboverdiana. 37. O crescimento da economia caboverdiana é por isso notável quando se compara com o desempenho cle outros paises africanos. Com efeito, na última decada, a taxa media de crescimento em Cabo Verde foi duas vezes superior a dos países afsicanosl1. A elevada taxa de crescimento pennitiu uma melhoria sensível do nível de vida médio da população, como testeinunha o elevado crescimento do PBper capita. Coin unl crescimento dernográfico de 2,4%, o P1Bpc.r capifa aumentou cm mcdia de 3,9% entre 1992 e Não obstante o elevado ritmo de crescimento econóiiiico na segunda metade dos anos noventa, a vulnerabilidade estrutural da economia do país, reflectida desi admente num nível elevado de pobreza e na gsande 9 dependência da cooperação ipternacional para o finankiamento do desenvolvirnenfb, permaneceu como um forte; constrangimento. Tal contexto de grande vulnerabilidade, explica em grande inedida, que no quadro da actual estratégia de desenvolvimento do país, o objectivo da redução da pobreza de fo~nla sustentada ocupe uin lugar central na formulação das políticas públicas. 39. O aumento da producão por trabalhador pode ser o resultado de dois factores: i) um aumento do stocl: de capital í máquinas e outro cquipanicnto), de que dispõe cada trabalhador; ii) uma maior produtividndc dos factores de produção. O crescimento durante os anos 90 foi sobretudo o resultado de uma acumulaq30 de capital (64% do crescir~iento do PE por trnballiaciori c em menor ~ueclidn, o resultado de ganhos cle produtividade (SGSi'). Porem, os ganhos de produtividadc paiecc tcrcril jogado uni pnpcl iinporta~ile no fini dos anos 90, u que sigi~iftca que o crescimento se torriou mais sustentado. A acumulacão de capital jogou um papel determinante no crcsciineiito 110s anos 90. Tal acumula~50 foi o fruto de investimentos pí~blicos e privados e a analise da rcpartiqão entre os dois tipos de iiivestin~ento perniite compreender o inaior papel dos ganhos de produtividade no fini dos anos Com efeito, o investimento público foi doniinnilte duremte a piimeiia metade dos anos 90, enquanto que o invesiimento privado se tornou maioritario após 199G1j. O aumento do investimento piivado, e de este se concei~trar 110s sectores de maior produtividade c rentaliilidade, explicam as aiteraqões nas fontes de crescimento do FB por trabdiador no decurso dos anos O investiniento estrangeiro jogou um papel deterrninante na evoluqão do investimento privado. Entre 1997 c 2000, o investimento estrmgeir~'~ representou inais de metade do investiinento privado, enquanto que em meados dos anos 90 não representava mais de 1/ Os movimentos de mãodeobra do sector piimario, e em menor escala do sector sccund&rio, para o sector terciáiio, jogarani uin papel no aumento da produtividade durante o último decéniolí. Em 2000, o sector primário enipregava 24% da população activa (contra 57% no sector tercinrio) e explicava 9,7% do PB (cont1.a 74,l% para o sector terciiirio). Compreendese pois que, com unia produtividade do terciário, três vezes superior a do sector primário, os movimentos de mãodeobra para o sector terciário repercutemse no auiiiento da produtividade global. As ultera~ões da estrutura produtiva 43. O sector tercihio conheceu o crescinlento mais foite no curso dos últiinos quinze anos. A parte do secuiidário mantevese ao mesmo nível, mas parece ter diminuído no fim dos anos 90 e inicio dos anos Enfim, a parte do rcmeesas de ci~iigrnntcs auiilelllai.a111 forteinente cm cniiits nbsolutcis depois do liiii dos anos 50, russaraiii de 13 para 195. do PB iritrc 1088 e 1996, para se rituarcrn depois pelos 15';.. Pode disltriguirsc entre 3s rcincsso!: que ajo usadas pnrn íinaiici~r o curisuiiio c 35 que sio invrstidas. aprovcilando as condit qücs mais f:i~.iiravcis aos deiiiisitos bancdrios de crnigrarltes rclalivainciilc ao? deiiiisitos dos residentes Esia poupanca 6 scpjidniiicntc iinnstorinadn pelo sis1ci iiia liancirio e111 irives(ii~ientua, cssrnciaitiiciiíc no sector da coiistruf5o "Segundo dados estatiaticos du PROhEX. nirtado do invesliriicnto eslran=eiro concci~lrnsi no tur:silin, tendo n iildu5tria pnsendo dc 28 para 145 do loliil enlre 199.1)F c ''A produtividade no sector primnriu seiido iilois baixa do que no5 nutriis scrlii~.i*s. uiiin renlocaçirio da iiiiindeobra rio sector lerc~iirio t raduzar autniiiaiicnincnle por uiii auinento da produtividadc

8 S~RE SUP. ccb. O.,> N" 17 5.: K???SL;;A DZ rabo VERDE 75 DE ABRL DE sector pi*im:uio diuiiiluru, não rcpreseiltaildo mais dc 105%. Esta predomiilhncia crescente do tciriso e rssencialmente devrdo ao forte cresciiiiei~to do turismo, ben: como nos diferentes segnlentos dos transportes e do sector bancario e segurador. Os sectores da hotciaria, dos serwcos financeiros, e dos transpoitts e coiuumca~~es csescerarn de 200% a cntre os a~los de 1990 E Eiii 2000, estes três sectores iepresentrtvom iiia~s de 113 cio sector terciririo (contra 234 em 1990). Diir,~iite o nicsrno período, os SETTOS públic~s conliccernm LU~ ritmo de crcsnnicnto semelliaite no do PLB. 44. O sector secuilriíiio é dolilinado pelo sub~cctor da co~~struçrio que rcpicseiitrir ri nlnis de 6057~ do sector c cerca de 10!< dri PB em 2000 Dez anus antes, a coi~struqro representa\ a '/Or,r do spclor sec~mdfrio e 14(i, do PB A uicxustila ir,msfurii~ndoi.ri, p~iiiciprilmeiit~ a esta1)elc~adnas zonas fi.mcas cle Rliiiilclo P Prari, conhcccu um crescinlcnto iinpoitniltc no riricurxii do ~iltimo decenio P representava 857 do total do sectos e um pouco mais de 150 dn PB e icoiltra e O,S% icspcctrvaiilente enl 1990) 35 Entim, o sectoi piirnario"' conlicccu uni crrsciiilento muito fraco e111 teriilos reais e em consequência perdeu peso 110 PB. As pescas, sector com potencialidades em Cabo Verdc, cresceu a uma taxa média de cerca de metade da tma de crcscimento do PB, de modo que em 2000 a pesca representava apenas cerca cle l(/i, do PB". A nsa dc crcscimrnto da agricultur'n durante os aios 90 foi ainda pior., uiil pouco nienos dc 1% dc média anual. A parte da Agricultura strzc.to scr~su passou dc 12 para 8%. do PE dui+ailtc este ~)eriodo. A imporl9ncia (e o crescinicnto) da poprdaq8o iud e o papel d~cisivo dos rcndimeiztos apícoas na scsbrevivência dt~ um quaito da populaqfio activa, fazt.ii1 qur este mau desempenl~o do sector tenlln trdo uni impacto negativo dcterininmte sobre os rcndinlentos c os ~iscos de pobreza dos trabalhadores rurais. 46. A partir de 2001 e na sequéncia dos profundos desequilíbrios macroeconónlicos ocortldos sobretudo no ano 2000, foi adoptada uina politica macroecoaómica \~is~mdo a promoqáo da estabilidade, entendida como condi~5o necessríria n uni crescimento económico sustentado e com consciência social, capaz de contribuii. para a reduqáo da pobreza de forma duradoira. 47. Face a dimensão dos dcsequilíbrios cntáo existentes, o Governo recorreu ao apoio dos seus parceiros externos, tendo para o efeito assiilado em 2001 uin acordo SMP com o Fundo Monetário nternncior~al, cujos resultados positivos conduziram a assinatura de uni novo acordo no âmbito da Facilidade para a Reduçào da Pobreza e o Cresciinento EconOmico cobrindo o período 2002P Nuin contexto marcado por uma cqnjuntura internacional desfavor6vel no período e111 referência, conjugaclo coiil a prioridade atribuída ao rcstabeleciniento dos equililirios macroecon0rilicos, a evolução da economia caracterizouse por uma desaceleraçc?~ da actividade econ~mica face ao periodo cmte~ior. Todavia, de acordo coin as últimas estimativas disponiveis, o crescimento ecoii6micn e\ idenciou uma trajectoria ascc~idente, reflectrda em taxas de crescimento de 4,'7%, 4,9rí1 c 5,37~ respcctivaiuente para 2001, 2002 c 2003, tendo poiconseguinte o crescimento estiiilado ailngido a taxa iuedla dc 5'7 durante o penodo. 49. A balailca cxternn periilnnece todanii como um OS asppctcis vulnerriveis da ccoilomin caboverdiana. Na vt.rdnde, o deseiiipenlio da balança corrente não re&tou uma niellioiia srgnificntiva nos últriiios anos, perrnancccrido o défice corrente em relnq8o ao PE a um nível elevacfo de dois dígitos. Este descrnperiho i~zurto desfauvravel da conta correilte face 30 o~eciivo de cresci~iicnto económico sustentável, clecoi~cu, cntrc eiulrus, da fraca competitividade da economia, rcflt?c.ticla no peso ~.eduzldo dos bens c seitqqos trailsiiccionaveis na estrrit ufa produti~n. Coni efeito, nu trienio , o dí.ficc enl rdnqfio ao PB da conta correilte excluindo don;ziivcis. atingiu o valor ni6dio dc15,5$í face h nipdia de 10,Gq com ci ii~clusào dos donativos. 50. A inflriq5o durante este ~iicsmo período cvidpnciou uma evoluq5o bastante favorávei. desaceleranciu de 3.SCí cri para 1,253 ee1 2003, situsildose coin uii~n n~argc~m coniortável abaixo do iriiinr de refcrgncia dc 3,5 31'1, pntaiiiar compaiivt.1 com n cstaiiilidade de precos c a comp~titividadc da ccono~iiia fáce aos seus principais paicciros da zona Euro. 51. Apolitica orqx1ilpntrrl, cujn n'cessidadedc coosclei1aq50 com a política rnonetiiria sairi rc?foi.cadn na sec~ui?acia da aprovacão da nova Lei Orgánica do Banco Central cili 3002, contribuiu durante o periodo de fornia decisiva para a consolrdaq%o da estabilidade macio~conómica, num contexto que se prctendeu tmb6m marcado pelo aprofundmcniio da acção reformadora, com realce paida as Areas sociais, corno sejam a educação e a saúde, dimensóes prjoiitáilas rio h11brt.o da estratbgia de redução da pobreza. 52. O crescimento económico foi acompanhado por luii amncnto importante da populaçgo nctivnlh. Esta niais cio que duplicou no decurso dos anos vinte. A taxa de enlprego feminino codieceu o creseiinento mais sigiificativo, passando de 12% em 1980 para 30% em Concluise aindn que o n.escinici~to dos anos 90 foi claianlente mais eficaz ua ciiaqâo de enlprcgos do que nos anos 80. De facto, 1% de crescimento do PB foi aconipadiado por um crescimento dc O.G?o do emprego nos anos 90, contra 0.28% na d6cada de 80. sto explica que o crescimento económico de 6% ria decada de 90 se traduziu nuli1 aumento da população activa de 3,'ic&, superior ao crescimento dernogxiico (2,6%). Notese que, na década de 90, este cresciniento do emprego afectou do modo i<gual liomens e rnullieres, ao contrario do que se havia veiificado na década de 80, em que o impacto do crescirncnto sobre o emprego tinha beneficiado sobretudo as mulheres (crescimento duas vezes supciior). "'lirt1111si' nii a~srtiir 1ir11riJr10 a Ag1.1cu1Lu1.a. Pe~cas e o.iccti,r Ririciru. "O ~iiau dl~~ei~i~i~nl~o das postas Fí~t ein parte dcvjdo ati Fetliii do m~srcndri tln llniio Eui.<ip~~a. firii dos anos 30, dilvido :li%$ coillni~: i;;~n~t;irtu'; d~ficieiltci por pnric dnn c.iiiprtl::a. uipiiitsdiirnz c das aritoridadcs cabo., cidinnni: A prciibicio de C~.~O~~;~O ~íli.i> D lnidu Eunip~ia iiii levantada ciii 2002 "Para captar ( iinpacto do cresciinentu?ubr~' O PZ~~C~O, e%tiiiiarain.sc as cslal;tic~dadcc da pii].iulayiio acllva ipopulnp2o c~iirl~regadn iiiais a p«puloqio deseiiipregada1 Eslas i*ln.;tiridndcs iiiristraiil o nuincnlo elii pcrccntancni do, cfcclivii:: L* r~slaijii ctilii o rrilsciiiienio dc 1:; dri PB Eiii criricirtci. 113 dbcada dc 90, uiii crc;ciiii~,titndi. lqi riti PB troilu,iu?i* por uni nuiiicnlo da ~>r~pulc~rio a~11vad~o 4C

9 53.Esra evoluçno foi acompnnliada por unia redrçtribuiçfio cln popiilayiio activa entre os principais sectores de actividade, de modo que o sector terciário se tornou o piincipal sector eriipregador, superando os sectores primario e secundário. Deve todavia sublinharse que a baixa riiuito rápida da quota do sectoi. prinifirio na papulaqfto activa total n8o se deve a uma díniinuiqão do núniero absoluto de activos no sector, mas antes a um crescimei~to iilenos proriuncindo neste sector eiii comparacão caril os seiviços. De facto, na dccnda de 90, o número de efectivos no sector primario (agicultura e pescas) aumentou de para activos. Este crescimento de 16% e claramente inferior ao crescimento deiiiografico, o que iiiclica que unla pate nao negl=ligenci&vel da popula~âo rural eiiligrou, provavelmente para as zorins urbanas e periurbanas. Disparldade dapopula~üo actiua itzfer lii ias 54. Verificase uma grande disparidade entre as ilhas de Caboverde, no que se refere à distiibiução da população activa, da taxa de einprcgo, e da mãodeobra. sto reflecte bem a reparticão desigual do crescirilento entre os varios sectores cconárnicos e as diferenqas de especialização produtiva entre as illias. Mais de metade dos efectivos trabalham em Santiago. O peso das quatro maiores ilhas i~a populci~$o activa alcança os SBS'o, embora as ilhas menos importantes em temios de emprego tenham taxas de emprego mais elevadas. 55. O peso dos sectores secundário c tercikrio das ilhas de Sal e S. Vicente E claramente superior 2 média, como resultado de um sector turístico mais dinâmico, da indústria e do desenvolvimento da construqso. Em contraposição, o sector primário tem pouca expressão naquelas ilhas, enquanto que nas ilhas do Fogo, S. Nicolau, Santo Antão e Maio ganha um particular relevo. 56. O sector público ocupa um lugar importante ein Cabo Verde. Existe uma razão histórica relacionada com a estratégia de crescimento adoptada após a independencia do país que conferiu ao Estado um papel dominante nos sectores da indústria e dos servi~os. Todavia, nos últimos quinze anos a situação mudou de modo muito sigmriieicatttivo. Na verdade, a política dc privalizações, o encorajamento da iniciativa privada, bem como o desinantelamento dos inonopólios públicos de inlportação permitiram unia forte expansno do scctor privado em termos d produção e de empregos. Taiilbém neste aspecto se verificam elevadas disparidades interilhas. Boa Vista e Sal teni as quotas de emprego privado mais elevadas, o que se explica pelo facto de tereni um sector privado mais dinâmico. Fogo pelo seu lado, apreseiita um sector privado importante em ternios relativos, a par de um sector público subdirnensionado, o que explica o paradoxo de uma taxa de emprego muito fraca. No outro extrenio, encoritranise as ilbas de Brava e Santo Anháo, onde um sector público sobredimensionado em relação:& mcdia do país coexiste com taxas de emprego muito fracas e taxas de crescimento do einprego muito inferiores à inédia nacional. 57. As alterações na repartição sectorial dos empregos foram acompa~ihadas por mudanças na repartição das forinãs de emprego. sto era picvisível unia vez que sendo as formas de emprego diferentes eritrc. os sectores, unxa mudarifa nn repartição sectorinl tem iii1plicaq0cs na disiribuii;fio c10 emprego a nivel global. E tarnbélii possrvei que 3 repartição de formas de emprcgo no interior cios própfios sectores decotrm de niiidanqns de atitude ao nível dos empregadores e dos traballiadorrs, tiu eni rclayào com alteraç0es na cgisla~tio do trabalho. E assiili provavc4 que uma parte cas mudanyas obsei~adris eiii Cabo Verde possa ser ntritjuidn ;i rcforrila da lc~gislaciio do traballio, que facilitou os il~ovimeritos de iliãudeobra entre os sectores de actividade, simplificando os processos de contrataqao e de icenciniiieiito 55. O peso do emprego independente no cinprego total (25%) d significativo. Este valor e superior ao que sc verificava em meados dos anos 80, quando estes traballiadorcs rel~reselitavam de 14 a 195 c10 eiilrireno. urbmo. Vaverdacic, o crescimento do trabalho iiic1cpeníieni.c rcflcr.te a cxplosiio das micro e pccluenas eiilprehns iios sectores do coiii&rcio, hotclaiia e restnurnc5o, ou seja, os sectolcs que coiil~eceraiii uni crescime~ito iinis ~.ttprilo na dfcadade 90 c onde os trabd~adores mdcpvndetite~, iiluitlis vezes no contesto cle uma orgrinizaqtio familiar, ocupam mais de metade do emprego sectoiiall'. 69. O sector informal assume uiil papel importante no emprego em Cabo Verde. Um traço marcarite deste sector 6 a ausencia de contrataçso formal de trabalho. Nos centros urbanos, o sector infoi~nal compõesc de pequenas empresas privadas, de carácter familiar, essenria1mente no sector dos serviços, e einpregando pessoal pouco qualificado. Estiinasc que o sector informa1 represente 40% do emprego total2*. Aquele valor varia significativamente intersectores : 508 no com6rci0, restauração e hotelaria, 34% na indústria trmsfoimadora, 25% na construção, 17% nos serviços pessoais e 9% nos transportes. A parte elevada do sector informal no coinkrcin, liotelaria e restauraçfio reflecte o desenvolviinento rápido destas actividades durante os mas 90 e sugere nicsrno que tenlia liavido urn fenómeno de transferência do emprego foriilaj nestes sectores. 60. Aquela caiacterizaçiio corresponde a da generalidade de outros países em desenvolv*rnento. Uma cxcepção notrivel E: o número relativamente importante de antigos trabalhadores do sector publico, o que confiillia a existencia de unia notjvel mobilidade entre o sector foririal e infoi~ilal. Este fenómeno deve ser interpretado à uz do importante papel que o Estado preencheu na economia caboverdiana após a independência, c das medidas de encorajainento e de apoio ao sector privado tomadas após o inicio dos anos Em suma, o eevado cresciiiiento econóinico em Cabo Verde na última d6cada permitiu uin aumento importante da população activa do país. Este crescimento traduziusc 1 por uma acentuada redug%o do desemprego sobretudo masculino. Todavia, a melhoria da situação no rnercado de traballio não se traduziu na diminuição da pobreza. " O rcrenscari1cnlo cinpresnrinl dc 1997 ilustra bein o Corte crescinleiilo dns i~itcro r pcqucnns ciiiprrsns. lic~ii corno as suas cnracici.ist~css e dislribuiq6o tciritorial Vcr instituto Nscinnni dc Extatislicn i 1999) "iiqucrito no eiupsegii de 109G Outras esiimstivas rcli.ronlc; no iiiicio diis nnti$90 coiiiiniiniii r ~tc i,nlrir Vidc Rnntju~ Miiiidinlr ily9iii

10 SERE SUP. <<E. O.» No 17 DA REPÚBLCA DE CABO VEWE 25 DE ABRL DE Existem ainda outros factores de natureza estrutural que explicam a pobreza rural e que tornam muito complexas as vias de saída da pobreza. A falta de um efeito perceptivel do cresci~i~ento sobre a redução da pobreza devese sobretudo àqueles factores e ainda à reduzida eiripregabilidade dos muito pobres. Estes acumulam um conjunto de constrangimentos em terinus de capital humano (nivel muito baixo de educação, ausência de qualificacões e falta de experréncia profissional) que dificultam a sua entrada no mercado de traballio, uma vez que o seu número é nluito superior no número de empregos não qualificados na econonlia. sso abrange metade dos muito pobres, ou sga, cerca de pcssoas, uma vez que a outra metade não tem ainda idade para trabalhar. Assim, a grande maioria dos muito pobres sobrevive atraves de actividades, com frequencia agrícolas, que se traduzem em pequenos rendimentos eventualmente completaclos com reinessas de fainiliares emigrados, transfcrcncias do Estado (embora estas de natureza muito limitada), e actividades ocasionais no ámbito das FAMO. Crcscinztiizto e rcpuriiçùo desigual 63. A aus6ncia de uma correlação'positiva entre o crescimento econóinico e a pobreza verificada em Cabo Verde na última década pode ser cxplicada pelo aumento da desigualdade na repartição do rendimento. Por suavez, uma repartição desigual do rendimento pode, a médio e a longo prazos, contrariar o impacto positivo das políticas de redistribuição sobre a pobreza. 64. Na verdade, a investigação económica recente fornece várias hipóteses que põem cm evidência uin eventual impacto negativo de uma elevada desigualdade dos rendimentos sobre o crescimento económico. A primeira hipotese diz respeito a irnperfeiçgo do mercado do crédito. Uma proporção elevada de pobres no mundo rural sem acesso ao crédito não consegue financiar de projectos de investimento viaveis que sustentei11 um aumento dos seus rendimentos. Uma segunda hipótese põe eni evid8ncia os i.iscos de conflitos sociais e políticos gerados por unia distribuição desigual, hipoteca~iclo assirn o investimento c o crescimento econóinico. Notese que Cabo Verde, ao apostar no sector do turisri10 como um dos sectores motores do crescimento, tornase particularmente vulnerável aos efeitos negativos sobre a segurança pública que podem resultar de uma elevada taxa de deseinprego e de uma desigual repartição do rendimento. 65. O desemprego dimiriuiu durante os anos 90, com a taxa de desemprego total a baixar de 25% em 1990 para 17% em Tratase de uma melhoriri notavel que k devida ao crescimeslto ecoi~ómico e ao aumento da procura agregada vdrificado riaquele período'. Outro factor explicativo deve ser ericontrado do lado da oferta de traballo, c0111 uma mcthoria da emprcgabilidade da mãodeobra como çonscquéncia da diininuiçeio do analfabetismo verificada iio mesmo período. A diminuirão da taxa de cleseitlprego beneficiou essenciaimente os homens, cuja taxa cspeidir6a de dcst~mprc~go tliininuiu inais de inetntie riii 10 aiios. 66. A situação da mulher face ao risco de deseinprego mantevese precária. Uma mullier activa em cada quatro, estava desempregada em 2000, ou seja, a mesma percentagem observada em Ou seja, o forte crescimento económico registado na década de 90 permitiu apenas absorver a mãodeobra feminina que chegou ao mercado de trabalho, mas sem alterar a respectiva taxa de desemprego. 67, Uin outro traço znarcante referese ao desemprego dos jovens, o qual é nitidamente superior ao dos adultos. Uma taxa específica de desemprego juvenil mais elevada 6 uina rega geral que reflecte a abordagem do mercado de trabalho por parte dos jovens, que sc traduz numa procura repetida de emprego. Esta fase explica as taxas de entrada no desemprego mais elevadas e da probabilidade nlals eevada para os jovens, em relação aos adultos, dc se tornarem desempregados, mas também de unia duração iiiais curta. Em todo o caso, verificou,se uma baixa simificativa do desemprego dos jovens de 1524 anos, entre 1990 e 2000, o que indica uma diminuiqão das dificuldades de transiçio da escola para o trabalho. 66. Também neste domínio se verificam grandes disparidades entre as ilhas, o que mostra bem que o mercado de traballio estfi ainda pouco integrado ein Cabo Verde. Os melhores resultados são alcançados pelas ilhas da Boa Vista e Sal, as quais têm as taxas de desemprego iiiais baixas, quer para o conjunto da populayao activa quer ainda para as mulheres e jovens. Uma melhor empregabilidade da mãodeobra local, ilustrada por taxas de analfabetismo mais baixas, e uma procura de trabalho orientada para os serviqos e actividades tipicamente femininas, explicam provavelmente os bons desempenhos daquelas iuias. Os piores resultados registamse nas illias de S. Vicente, Brava e Fogo. O caso de S. Vicente merece destaque na medida em que a taxa de desemprego 6 niais elevada, em todas as categorias, apesar de registar uma das iilais baixas taxas de analfabetismo. 2.2 Politicas secforiais: problenzas, medidas de politica e r.esaltados alcançados 69. Nesta secção fazse: uina breve apreciação das políticas scctoriais actualmente em curso, focando sempre que neccssári~ sobre a sua evoução recente, face nos principais probleinas a que elas tem procurado dar soiução. Os sectores ou domínios estão aqui alrumados segundo os eixos do DECRP (apresentados no capitulo 41, justaineilte para f'acilitai. a comparaqão entre as linhas de tend&iicia das políticas actuais e a sua continuidade futura, jn no quadro da estratégia de reduçfto da pobreza. '70.A~ perforsnances de Cabo Verde ein itlatéria de eficácia da governação e de existência de um quadro,jurídico, ao mesino tempo encorajador e protector da iniciativa privada, estão cin vias de mellioria como resultado das políticas que vinclo a ser implementadas. Na verdade, Cabo Verde vem conliecendo uina melhoria d3 sua governação, o que colora o país numa boa situasao comparati\~ainei~te a cios pnises do inesrno i11ve1 de descnvoivim~nto 0s ~irincípios da boa governação podeili

11 reconhecerse em Cabo Verde no que respeita ao respeito pelo Estado de direito, na estabilidade polltica e 110 sentiinento relativamente bem enraizado na classe politica da obrigação de prestar contas perante os ~lcitores e os cidadãos em geral. '7l.Foi elaborado e aprovado o Plano EstratCgico do Ministerio da Juçtiqa que coiltelnpla no seu primeiro programa "Proiiloqão dos direitos Huiilrinos, da Cidadania e da Justira" uiiia reforma global para a 6rea da justiça cujo objectivo principal 6 "Garantir n protccqáo e o exercício efectivo dos direltos dos cidadãos e reforçar as bases do Estado de Direito Democrático". 72. Desde 1998 que Cabo Verde tem vindo a realizar, passo a passo, uma reforma das finanqas públicas visando facilitar a mobilizaçiío de recursos necessiirios a realização dos objectivos fixados e melhorar a eficácia da acção do governo. Dentre as realizaçòes mais significativas apontaiiise: A elaboração de regulamentos e de instrumentos de gestão das finanças publicas, conduzidos pela Reforma Administrativa e Financeira do Estado (RAFE), e que culminaram com a entrada em vigor, em Janeiro de 2004, da Lei da Contabilidade Pública. A separação das funções de autorização de pagamentos e pagamentos, mediante a separação do Tesouro e da Contabilidade Pública, e a ligação desta a Direcçgo de Orçamento Elaboração do novo sistema de contabilidade pública e de novas nomenclaturas orçamentais. 73. No que respeita a administração pública, vêm sendo implementadas políticas visando a melhoria da sua eficácia e eficiência, a sua adaptação ao contexto de urna economia de mercado, o desenvolvimento de sistemas de informação e cornuni~ação~~, o desenvolvinlento da cultura organizacional e das carreiras do emprego público. Apontamse como marcos principais a adopção do Estatuto Disciplinar (Dec.Legislativo 8/97}; do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (Dec. 86/92) que estabelece os princípios, regras e critérios de organização aplicável aos agentes públicos no que respeita a carreira, o desenvolvimento profissional, a estrutu7.a dos órgãos e a estrutura das carreiras; a Lei 102/V/93 que altera ;regime jurídico geral de constituiçiio, modificação e extinção do emprego na função pública; do novo regime juridico das férias, faltas e licenças; do Estatuto do pessoal dirigente; da Janela Única, em 1999, ainda seili reguramentação, nomeadamente no que se refere a docuinent~ção electrónica; do estudo com vista k criaçao do Balcão Unico de Atendlmentd ao Cidadão. financiado pelo governo de Cabo Verde e pelo Banco ilsundinv DA. A paiti~" de 1994, o governo assumiu que a adnlinistraç50 pública c o sistema jurídico deviarii ser reformados no sentido de reduzir o papel do sector pibiico na economia c de criar um ambiente fnvorúvel rio dcsenvovinlento do sector privado. Os objectivos dessa refornia tornaramse os pilares do 111 Plano Nacioiinl de Dese~irovimei~to e tinhanl por objectivo: permitir o investimento externo e a liberalizaçào da economia; trnnsfonnal o sector pilvado no 1110tor do ~ CSCVO~~~C~~ r+eduzir a pobreza e proteger o anibiente. 75 Actudmeilte as para a reforma do Estado e da aclministraç80 pública assumem uma nova dinarilica. Embora dando continuidade as inlias de reforma anteriores colocouse uin maior cnfoque no cidadao, na sua defesa e protecqao, visando a reduqão da pobreza com base nos principios da boa çovcrnação. Mais do que inelborar a máquina administrativa do Estado, o governo assumiu que a reforma do Estado devena orientarse pelo princípio de inelhores servicos públicos prestados aos cidadãos, com vista a reforçar a cidadania contribuindo para uma maior efici6ncia e eficácia da inaquina administrativa do Estado. 76. No domínio das políticas macroeconómicas, Cabo Verde beneficia actualmente da FuciEidad~ de Cresrin~e~zto e Reduçiio da Pobreza", acordado com o Fundo Monetfio nte~nacional (FM), e cobrindo o período de Os objectivos de política macroeconomica para aquele períor!~ foram definidos naquele contexto, e a sua observáncia tem vindo a ser acompanhada pelo PM: através de missões periódicas. O referido programa 6 sujeito a um regime de condicionalidade, implicando, para ale111 da estabilidade macroeconómica, a imp~emenkaç80 de medidas estiziturais que visam a estabilização fiscal, o reforço da política monetária, a melhoria da eficiência da estrutura fiscal e a redução dos subsidios orçamentais às empresas públicas. 77. No dominio da reforma fiscal, a introdução do VA, concretizada em Janeiro de 2004, terá diminuído a regressividade do imposto. Com efeito, a incidência do TVA sobre os agregados familiares em função do respectivo estatuto socioeconómico, indica que a incidência fiscal média não se alterou, embora se tenha atenuado a incidência fiscal sobre os mais desfavorccidos, ao mesmo tempo que se agsavou sobre os mais favorecidos. 78.Pode assim concluirse que diminuiu a regressividade relativamente ao rendimento, normalmente associada a este tipo de impostos. Este efeito global resultou da conjugação entre um acréscimo da incidgncia fiscal dos impostos sobre o consumo compensado com a redução da incidência fiscal alfandegária. No entanto, a reducão da regressividade verificouse quer nos impostos sobre o consumo, quer na tributação alfandegaiía. Após a referma 74. Entre 1994 e 2000, foi implementado eijl Cabo Verde da tributação indirecta estimouse uma incidência fiscal o Projecto de ~bforma e Capacitação do Sector Público, média, ein função do rendimento, de cerca de 8,1%. ' Ref ~ase eslc prop6slto o notivcl Lrnliallio de criaçjo do uin sisleiiia de J"Nadesi~ii~~oinglcsn,Paucrt~~R~.dirr~/rc~ri Growtlz F(lcilrty PRGi' Eiiitibril infoniiaç8o e de comunicayio tia ndmintstiaçio publca levado n cabo pelo R.4FE. dc 2002 foi aprovado pela Adriiiiiistraqio (10 FM, iriii crddiio de SDR 8.64 c que tein conl~nuidade ntrnvec do KOS iiiiliiùcs, ao abrigo do PRGF

12 S~RE SLP. <<B. O.>> No 17 DA WP~ELCA DE CARO VERDE 25 DE ABRL DE nnilise da inridí.ncin fiscal assuine especial iniportrincin em pnises coiiio Cabo Verde, que se deli:itern coin níveis iinportantcs dr ili,sigunldade cconómicn e socini. o que estri frequcntcmente associado a sistenins fisciiis cnl que 3 predoininkncia da trihutaq,;io indirecta interna e cé impostos subre bens e i~tplits importaclos deixa ~intrver um ~mpacto regressivo da tril~uta~go. Neste contesto. niclliorras no desenho a nlilicaqfio do sistcnla fiscal podem constituir rleinentos de unia politicn de carreccão ctrssris dcsigualdadcs, ainda quando nilo conçtituniii. s6 por si. o factor determinante para R invers3.0 ~ R situaçòes S de iniquidade. Na estiutuia de receitns fiscais, os impostos mais importantes s5o constituidos pelos direii;os de importação e tnsus riliandegarias (cerca de 213 das receitas fiscais totais crn 20031, seguidos pcios imliostos sobre rendinientos e lucros (UR) com 36ii2, e do irnpoçto sol~rr o consunio de bens irnpoitndoç, com 12% Estnnios perante unia estrutura fiscal ~iouco equilibrada, ali& cornuin a países de menor desenvolviinenta relativo. E111 terilios globars, a carga fiscal em Cabo Verde apresenta valores que se situam ris casa dos Bír; do PB, nao incluindo as contribu~qões sociais, valor significativo em compara760 com do iiiesino níxe1 de desenvovimento No entanto, nos ultin~oç anos as receitas fiscais em percentagem do PB estagnaram, ou mesnio diniinuiram, tendkncia algo paradoxal face ao amblente de crescimento econonuco e de melhoria no rendimento per cuplta, e ainda face h necesçrdade de o pais aumentar, de forma regular e sustentada, as seus recursos proprios paxa financrnr a estrategin de crescimento e de reduçso da pobreza 79. Em parte, a opçso pela introdução do 1VA em 2004, com o conçequente ajustamento na fiscalidade aduaneira e a aboli90 de outros impostos sobre o consumo, visa responder as inquletudes derivadas de uma estrutura fiscal distorcida, prevendose que, para o corrente ano orçamental, o coiitributo das vaiias fontes tribul5rias seja um pouco mais equilibrado. Açsini, de acordo com osvdores insrnitos no OU2004, assistirsea & prevalência do NA, que passará a explicar uni pouco nlais de '/r das receitas fiscais, seguido do UR (pessoas sinplares) e dos direitos de irnportaqao, aiubos com cerca de 20%) do total. As receitas decorrentes da tributacão das erilpresas nirmtcrseão, por seu turno, na casa dos 16%. 80. Por seu turno. a incidência fiscal média sobre o rendimento 6 de cerca de 6%. evoluindo de foima crescente. ainda que irregular, dos mais desfavorecidos para os mais favorecidos. Quando se analisa a distribuição do iendiinento em funçjo principal fonte, as pensões parecem ter mais peso nos rendimentos dos mais favorecidos e estiio sujeitas a uma incicléncia flsca media mais baixa, iridcpenderitcmente do escalão face à pobreza. Globalmente, o sistema de tributação do rendimento pessoal é progressivo, havendo no entanto, alguns factores de regressividade, designadamente as deduções específicas aplicáveis no mposto Único sobre o Rendimelito, resultado da significativa desigualdade entre as deduções especificas aplicáveis aos titulares de rendimentos do trabalho dependente e as que beneficiam os titulares de pensões. 83 A análise do emprego deve ser feita no contexto do padrão de produção de bens e serviços. A estrutura da economia caboverdiana mudou bastante no decurso dos Úliiinos quinze anos, sendo actualmente evidente a hegemonia do sector dos serviços e a estagnaqiio do sector primário". Mcsino no interior dos sectores secundário e terci&rio, verificaranise prof~ndas muta~ões. Todavia, as alterações na repartição da população activa entre os sectores (e no seu interior), não foram da mesma ordem de grandeza que as alterações na estrutura do PB, por um conjunto de razões. Um dos factores tem a ver com o facto de o capital humano (educação, fo~mação e experiencia profissional), não se ter desenvolvido e adaptado 5s alterações estruturais. Um outro factor decorre de a repartiçjo territorial da mãodeobra não corresponder a decomposiqão territorial do crescimento económico. 83. As actividades de forte intensidade de miiodeobra (??AMO desempenliaram um importante papel na luta contra a pobreza c têm constituído um dos instrumentos para assegurar um certo nível de emprego, sobretudo em épocas de crise. Este instrumento foi adoptado apos a independência para responder As situações crónicas de insegurança alimentar que vínbm afectando o meio rural. O número de trahal~adores ocupados nas FNMO tem sido importante, variando em funçao das características das campanhas agiicoas. A meio da década de 90, não menos de 10 a 15% dos activos foram abrangidos. 84. Os trabalhos de alta intensidade de mãodeobra são empregos temporários de bako salário em projectos dc infraestruturas, incluindo geralmente a construção de estradas, a construqão de cstiuturas de conservação do solo e da água e a refloresiação. O salário dos beneficiários 6 calculado para cobrir as necessidades essenciais em alimentação. Este tipo de traballio é de cariictcr temporário e dura entre 3 a 8 meses em função da situação na agricultura. Ate finais dos anos 90, o financiamento das FAMO era assegurado pela contrapartida da ajuda alimentar vendida no mercado local ao preço do mercado mundial para evitar um impacto negativo na produçiío agrícola nacional. A queda marcante da ajuda alimentar faz com que uina parte das FAMO tenha passado a ser financiada pelas receitas orqamentais internas. 85. Os trabalhadores que beneficiam das FAMO têm uin perf 1 que corresponde em regra aos "muito pobres7', tal como classificados no "perfil da pobreza" a partir do nquérito as Receitas e Despesas das Famílias"". A maior parte são trabalhadores rurais, muitas vezes sem terra ou camponeses explorando a terra de rnaiieira indirecta (parceria ou arrendamento). Mais de um terco dos beneficiários são mulheres, percentagem que se eleva para 81. O colljjunto clue vem de ser feito, dois terços nas regiões centro e norte da ilha de Santiago, identific+ uni pl.ocesso evolutil,o da do sendo cerca da metade destas niulheres mães solteiras com Estado e da adminisiraeao pública. Ein o processo de CrlaRças sob a sua responsabilidade. Ademais, a riiaior reformas tem vindo a de forma sistemática parte dos beneficiários não só tem um nivel de educação colil o nlaior de rediniensionar a nr;lcluina baixo coiilo ilão dispõe de qualquer formação profissional. aclniinistrativa, dinzinuir os bw.ocr~ticos e e reoricntar a despesa pública para as prioridades de política. L RFP i. 111cidi~iic1;i?i.cnl eiii Cahii Vi~rd' Aiiriii.;c ciiiii liasi* riii RDF 9GO20U2 Enfim, são relativamente jovens, cerca de 90% com idades l5 44 "los..'hlfplpnud<20041i~ ' irei (i pc.rfi d,i ~wibie~a ni, Cal, 3

13 16 SERE SUP. GB. 0.)) No 17 DA REPÚBLCA DE CABO VEmE 25 DE ABRL DE 2005 S6.A correspondéncia entre as características dos beneficiários das FAMO e as das populações mais pobres (e dos deseinpregadosj faz destas actividades uma via incontornavel da politica de luta contra a pobreza em Cabo Verde. Todavia, v6em sendo feitas criticas as FAMO. A primeira vai para a auséncia de controlo da eficácia de certos trabalhos, ou para a sua eficácia duvidosa em muitos casos. A segunda é dirigida à utilização pelos municípios deste género de dispositivo com o propósito de evitar a deterioração da situação no mercado do trabalho ou, então, para o facto de nem sempre os n~unicípios terem como alvo os mais necessitados. A terceira reserva faz enfoque sobre o facto das FAMO não incitarem (ou incitarem pouco) os beneficiarios a procurar emprego no mercado do trabalho. 87. Para remediar estas fraquezas, o Governo lançou um processo de reforma do quadro e da organizac80 das FAMO nos finais da década de 90. A reforma visava, primeiro, reforçar o papel da sociedade civil, essencialmente as associações camponesas e as organizações neo governamentais, na identificação, selecção e execução dos projectos. Uma mais forte implicaçáo dos actores de base devia melhorar a qualidade dos projectos de infraestruturas e a sua incidência sobre as populações envolvidas. Segundo, a reforma punha acento sobre a integração dos benefíciários das FAMO no mercado do trabalho regular ou numa fornla de emprego independente. Uma terceira vertente da reforma incidia sobre a estrutura institucional encarregue da concepção, da gestão e do acompanhamento das actividades, cujas capacidades foram reforçadas. Esta estrutura compreende a Comissão Nacional de Luta contra a Pobreza, os Ministérios das Finanças e da Agricultura, os municípios, as associações camponesas e as organizações não governamentais. Finalmente, m a quarta vertente da refomnla atribuía ao sector privado um papel mais importante na concepqão e, sobretudo, na execução dos projectos. 88. Ainda é muito cedo para um julgamento definitivo quanto ao impacto desta reconversão. Podese no entanto colocar algumas questões quanto aos efeitos da reforma face a persistência e natureza da pobreza. As reservas que se pode ter acerca das FAMO são de quatro ordens. A primeira diz respeito a falta de formação profissional que faz com que estas actividades tenham um efeito nulo ou, então, muito limitado sobre a enzpreguliibidude futura dos participantes. A segunda referese aos efeitos desincentivadores deste genero de dxspositivo: os mais pobres, que geralmente têm urna forte aversão ao risco, têm tendência para se acomodarem a um rendimento mínimo de subsistência e abstêmse de procurar de foima activa uma alternativa no mercado de trabalho ou de lançar uma actividade por, conta própria. A terceira ~rítica é relativa ao forte grau de descentralização, destas actividades, com o r'sco tangível de captura pelas elites locais, o que pode re E prçar os efeitos de desincentivo para os participantes. Este risco pode revelarse superior aos ganhos de informação associados a uma abordagem participativa descentralizada. Enfim, podese mesmo colocar questões sobre a eficácia dos projectos de desenvolvimento escolhidos. A encabeçar todas estas criticas, está a circunstância de as FAMO privilegiarem o tratamento social da grande pobreza (garantia de um rendimento mínimo) e só excepcionalmente serem um trampolim para a entrada no mercado de trabalho. 89. Por fim refirase que parece haver alguma dificuldade de articulação entre a política de emprego e a política de formação profissional. No plano institucional, o nstituto clo Emprego e Forinação Profissional (EFP) depende fuilcionalmente do Miiiistério do fiaballio e da Solidariedade MTS}. Porém, a vertente de foinlação profissional depende funcionalmente do Ministério de Educação e Valorização dos Recursos Humanos (MEVRH). O primeiro esta encarregado da política de emprego, enquanto que o segundo esta encarregado da preparaçgo e iinplenlentação da política de formação profissional. O facto de a política de formaqão profissional estar sob a responsabilidade do Ministério da Educação, se por um lado, facilita a articulaqão entre a política educativa e a politica de emprego, por outro lado, é susceptivel de criar disfuncões entre a política de emprego e de formação profissional. 90. O desenvolvimento do sector agrícolam defrontase com um núinero de coilstrangiinentos que as políticas desenvolvidas nos ííltin~os anos não conseguiram superar. Na verdade, a agricultura ocupa uma escassa parte da superflcie total do pais com unia distribuição desigual entre as ilhas. As superfícies cultivadas variam de 20% em Santiago a 15% no Fogo a S% em Santo Antáoz7. Uma característica crucial da agricultura de Cabo Verde tem a ver com a extrema fragilidade do seu ecossistema (fortes declives, chuvas irregulares e torrenciais, vento permanente, escassez de água), e a diminuição tendencial da dotação de recursos que daí resulta. Esta situação é também o resultado da escolha de culturas por parte dos camponeses caboverdianos, corno 6 o caso do cultivo do miliio em zonas de acentuado declive e as práticas culturais que aceleram a degradação dos solos, 91.A agricultura em Cabo Verde E uma agricultura familiar de microproprietários com uma superficie media de explorações que nao ultrapassa os 11,5 hectares. Por outro lado, estas explorações são frequentemente parcelizadas, reflectindo o sistema de heranças caboverdiano. A pequena dimensão das explorações agrícolas não é suficiente para assegurar a subsistência ~seguraiiça alimentar) das famílias rurais. As culturas de sequeiro cobrem 93% da supeifície cultivada, restando apenas 7% para culturas irrigadas de mais elevado rendimento. Esta sitqação é uin pouco diferente na ilha de S. Antão onde as culturas irrigadas cobrem 17% das terras agricolas, 92. Uma outra carackristicn essencial da agricultura cahoverdiana respeita ao sisteiiia fundiario com as formas de exporaçiio indirecta, arendmcnto e parceria e um número i~iipoitante de cmipoxieses sem terra. Este factor juntamei~te com o acesso limitado ao mercado de produtos?p"colas dou o acesso limitado ao credito, c o facto de 70 a 85% das explorações agrícolas não assegurarem unia produção suficiente para satisf'azer as necessidades de consuino, explicaiil em boa paite o fenóineno da pobreza rural. ciocuinelito de estrategia do sector está ainda eiii fase de elaboraçiio.

14 )E CABO VERDE 25 DE ABRL DE De entre os constrangimentos mais importantes destacase a falta de investimento nas actividades agropecuárias, a falta de infraestruturas de captação e retenção de água, as técnicas de produção inadequadas, a desadaptação das culturas à natureza dos solos, a falta de um sistema de crédito adaptado e adequado aos sectores da agricultura e das pescas apesar das várias experisncias já irnplementadas. Constatase que subsistem ainda vários problemas com a implementaqão de um sistema de crédito sustentável sendo os problemas maiores a falta de acesso dos agricultores e pescadores ao sistema de ci+édito devido à burocracia, 2 dificuldade em apresentar garantias e as dificuldades de reeinbolso sobretudo no crédito de médio e longo prazo. 94. A insegurança alimentar é um problema crónico e recorrente em Cabo Verde e atinge sobretudo a população mais pobre. Na verdade, o país defrontase com um défice alimentar estrutural, relacionado com a insuficiência de terras araveis e com a irregularidade e insuficiência do regime de chuvas2! Como consequência, a produção agiícola de cereais (sobretudo milho) não garante mais do que 10 a 15% das necessidades alimentares, embora nas pescas a cobertura seja substancialmente mais elevada. Deste modo, Cabo Verde depende da cooperação nternacional para o abastecimento de bens alimentares, tendo em vista, por um lado, contornar as dificuldades de importação associadas h escassez de divisas, e por outro lado, assegurar um nível de rendimento rníninlo as famiías mais pobres através do financiamento de pequenas actividades de interesse público. Estas são financiadas através dos fundos de contrapartida resultantes da venda no mercado interno da ajuda em espécie. 95.Assim, e considerando que o país dispõe de uma Estratégia Nacional para a Segurança Alimentar, importa que sejam definidos os mecanismos de articulação necessários a materialização dos objectivos preconizados, em matéria de assegurar a protecção social e de garantia do acesso dos mais pobres a segurança alimentar. 96. O sector do turismo tem vindo a afirmarse como um dos motores de crescimento da economia caboverdiana, traduzindo as vantagens comparativas de que o pais beneficia neste domínio. O ano de 2000 marca o início do õooin da procura de Cabo Verde como destino turístico. Com efeito, o número de camas aumentou 28% entre 2000 e 2003 e o número de dormidas aumentou de 22%. Tem sido feito um esforço de formação profissional, mas é ainda insuficiente face as necessidades do sector. 97. A oferta turística 6 todavia concentrada no binómio solpraia segundo padrões de qualidade que a não serem melhorados podem comprometer a sustentabilidade do sector a ~nédiotlongo prazo. Em concreto, registase a carência de sistemas de saneamento e de reciclagern de águas residuais, bem ~coii~o deficiencias na recolba de resíduos sólidos. 98. Esperase que a elaboração de um plano estratégico para o sector, bem como os planos integrados de :'Nos ultiiuos 265 anos houve 97 nnos dc seca, ou seja, uma iii4dia de 1 seca cada 3 nnos. D3.i BCCZS rcgistadns, 14 duraraiii 3 snus e niais anos i Estrali.gia Nacional dc Segu rnnya Aliinei~lar Durhvcl. ZOO? desenvolvimento das lhas do Sal, Maio e Boa Vista, apresentem uma estratkgia para o sector que seja sustentável sob os pontos de vista social, económico e ambiental. 99. Cabo Verde regista progressos notgveis ao nível do capital humano sobretudo quando se compara com paises do mesmo nível de desenvolvimento. Tais progressos s5o visíveis tanto no sector da Educação coino da Saúde As políticas adoptadas no sistema de Educação espellinin de forma inequivoca a prioridade que tem sido dado ao sistema educativo caboverdiano. Focando sobre o período mais recente, concretamente a partir de ZOOl?9, a politica educativa temse articulado em torno dos seguintes eixos prioritarios: A promoção da qualidade e da equidade, tendo por objectivo principal a melhoria da qualidade do ensino e dos resultados das aprendizagens e a redução das assimetrias locais e sociais no acesso a educaçgo de qualidade. A adequação, aumento e diversificação da oferta de ensino e de formação técnicoprofissianal, através da optimização dos recursos existentes e implementação de mecanismos eficientes de articulação ensilio secundário geral, ensino técnico, formaç3o profissional, alfabetização e educaqão de adultos e o mundo do traballio e outros parceiros sociais. A sustentabilidade do sistema educativo, mediante um maior controlo dos custos e do financiamento e maior comparticipação das famílias. O reforço dos valores socioculturais, cívicas e de empreendimento económico, através da afirmação da escola como espaço privilegiado de socialização, construçiio, reabilitação e transmissão de modelos, piincipios e valores que permitam criadreforçar as bases (subjectivas, culturais e sociais) para o desenvolvimento pessoal e sócioeconómico Como resultado daquelas orientações alcançaramse globalmente resultados positivos de que se destacam: i) o sistema escolar desenvolveuse rapidamente, com o ensino básico a cobrir a totalidade do país e o ensino secundáilo a totalidade dos centros urbanos; ii) o aumento da taxa de acolhimento das crianças ao nível da educação preescolar que em 1997 se situava na ordem dos 49% passou para 56% ein 2003; iii) a universalizaçao do ensino básico obrigatório de seis anos, registandosi uma taxa líquida de escolarjzação na ordem dos 96% e p ; iv) a paridade em termos de acesso entre meninas e meninos quer ao nível do ensiiio bjsico quer! no ensino secundário; v) a generalização da utilização dos manuais do ensino basico acima dos 90%; vi) o reforço das 'Eiiibors o período de abarque legislaturss dikientes. repstsse uiiia coiitinuidnde na poiiiira educativa o que assegurou acslnliilidnde da sist m a

15 18 SÉRE SUP. «B. O.>> N V7 DA REPÚBLCA DE CABO VERDE 25 DE ABRL DE 1005 actividades de alfabetização e educação de adultos patente na redução da taxa de analfabetismo para 25%; vii), o crescimento significativo dos efectivos do ensino secundário passando de 31602, no ano lectivo , para 49522, no ano lectivo ; viii) o aumento das oportunidades de ~ormaçãolcapacita~ão de professores através da realizaqão de cursos de formação inicial, em exercício e contínua; ix) a diversificação e a expansão da formação de quadros no país e no estrangeiro Todavia, persistem ainda proble~iiasignificativos a que importa dar resposta. O sistema educativo caboverdiano caracterizase pela estabilização das frequências ao nível do ensino básico e por uma crescente expansão da procura dirigida aos ensinos secundiirio e superior. As alterações na estrutura da procura temse vindo a realizar a um ritmo muito acelerado, pondo em evidência as insuficiências da oferta quer em teimos de qualidade quer em termos de quantidade. São igualmente evidentes as dificuldades do sistema institucional para dar resposta 5is pressões da procura crescente de ensino. Por outro lado, o rápido crescimento do sistema vem exercendo uma grande pressão sobre o orçamento do Estado No domínio da formação profissional, registamse alguns avanços mas os constrangimentos ainda são muitos, com destaque para a falta de um mecanismo de financiamento da formaçzo profissional. O esforço que está a ser feito no sentido da regulamentação do sistema de formação profissional, incluindo o sistema de financiamento (público, privado e formandos), no combate as assimetrias regionais atravks da abertura de lovas infraestruturas e aproveitamento de sinergias locais, enfrenta grandes constrangimentos financeiros Anualmente cerca de sete mil alunos deixam o sistema formal de ensino nos varlos ciclos de saida do ensino secundário, por abandono precoce. São jovens com um nível de escolaridade relativamente elevado que representam recursos de grande valor para o pais e que precisam ser aproveitados da melhor forma, numa perspectiva do desenvolviinento do pais e do combate à pobreza. É por isso imperioso organizar a formação profissional de forma a facilitar a entrada desses jovens no mercado de trabalho. As formações a ministrar devem suprir os défices de qualificação já identificados em sectores como a construção civil, turismo, agricultura, comércio e serviços No sector da Saúde, em geral verificase uma tendência para a melhoria de alguns indicadores conio sejam a mortalidade dos menores de um e de cinco anos, e a mortalidade materna. Todavia, alguns indicadores revelam urna tendência negativa, não obstante se reconhecerem progressos importantes em termos da qualidade e pertinência das intervenções em curso, designadamente na vertente do Planeamento Familiar, na Luta contra a Poliomielite e Sarampo, e no Programa Alargado de Vacinaçáo (PAV) As doenças transmitidas sexualmente representam uma das principais causas de morbilidade. O número de casos de SDA tem vindo a aumentar embora provavelmente subestiniado devido a falta de recursos para um controlo eficaz. A prevalência registada é da ordem dos 43.5 por cem mil habitantes, valor inferior ao de outros países da subregião Têm vindo a ser construídas ou reinodeladas e equipadas, diversas estruturas de saúde, sobretudo no meio rural, sendo de referir a construcão do hospital de refer8ncia para a regi50 de Sotavento. Efectuaramse os estudos técnicos e negociações de financiamentos para a Policlínica na lha do Sal c construção e equipamento de novos Centros dc Saúde nos concelhos do Maio, Mosteiros, Tandai e Boa Vista Deuse continuidade a política de evacuaçiio de doentes tendo exn vista suprir, em parte, o deficit ainda existente no pais ou em certos concelhos em illeios de diagnóstico e de capacidade de tratamento Efectuouse a revisão da Política Farmacêutica Nacional, a qual irá permitir, coordenar e orientar as intervenções neste sector, tendo sempre como objectivo tornar acessíveis medicamentos essenciais, eficazes e seguros. Ao mesmo tempo procurouse manter o abastecimento de n~edicamentos em todas as estruturas públicas de saúde No quadro do desenvolviinento dos recursos humanos temse vindo a dar continuidade?i formação no exterior e no pais, sobretudo em termos de rnkdicos de clínica geral e enfermeiros. Realizaramse cursos de capacitacão ou actualização no domínio da saúde pública. Prosseguiram os programas de luta contra SD, a Tuberculose e o Paludismo, e a estratégia de vigilância integrada das doenças com potencial epidemico. Com vista ao reforço da prevenção e luta contra as doenças transmissíveis implementouse e criouse a rede nacional de laboratórios. nfraestruturas básicas, 01denantento do território e ambiente 111. Aqui agrupamse os sectores do ordenamento do território, dos transportes (infraestruturas e serviços), água, saneamento, energia e ambiente O último diagnóstico elaborado no âmbito do ordenamento do territorio revelou a existência de grandes constrangimentos. Em primeiro lugar, tem sido dada prioridade à elaboração de Planos Urbanísticos Municipais em claro detrimento dos Planos de Ordenamento do Território, ou seja, o Esquema Nacional de Ordenamento do Território (ENOT) e os Esquemas Regionais de Ordenamento do Território (EROT), previstos na Lei de Bases. Por outro lado, os Planos Municipais elaborados já ultrapassaram, na grande maioria dos casos, o prazo de validade legal de 12 anos, pelo que carecem urgentemente de actuãlizaç Sublinhase a carência de dois instrumentos essenciais para o ordenamento do território: a cartografia de base e o cadastro. A primeira, enquanto instrumento de desenvolvimento ao serviço do ordenamento do território, do planeamento urbanístico, do sector das infraestruturas, dos operadores privados, das profissões liberais e da sociedade civi em geral, encontrase completamente desactualizada, sendo particularmente notada a sua falta

16 SÉRE SUP. «E. O.>> No 17 DA REPuBLCA DE CABO VERDE 25 DE ZBRL DE nas zonas de expansão urbana e de implantação de novas infraestruturas produtivas. O segundo, sendo embora um elemento imprescindível ao conhecimento do território nacional e dos territórios municipais, à actualizaçiio da base de incidência dos impostos sobre a propriedade e ao reforqo da seguranqa jurídica da propriedade, caracterizase por uma total ausência de instrumentos legais e regulamentares O diagnóstico mais recente feito no âmbito das infraestruturas de transporte30 mostra que apesar dos enormes progressos em matéria de cobertura da rede, a gestão do sistema rodoviário apresenta ainda grandes deficiencias. A rnanutençao não 6 sistemática, sendo frequente o seu adiamento face as utilizações alternativas e mais urgentes dos recursos financeiros disponíveis. Por isso, devido a falta de um programa credível de manutenção, admitese o risco de se comprometerem os benefícios resultantes dos investimentos realizados Os constrangimentos de ordem institucional do sector estão identificados. Considerase que a inanutençao e a gestão racional das estradas em Cabo Verde é uma questão fundamental. Para tratar este problema, está em fase de instalacão o nstituto de Estradas (TE) ao mesmo tempo que se procura avançar na reforma do Fundo Rodoviário (FR). O E assumese como delegado da autoridade do Estado na qualidade de proprietária e gestora da rede rodoviária principal. No quadro das suas competências devera propor um horizonte a longo prazo para a rede rodoviária nacional (Plano Rodoviário Nacional PRN}, definir os níveis de serviço e as características técnicas de cada estrada, bem como coordenar a execução do PRN. A reforma do FR passa pela criação de uma entidade independente, com uma forte representação dos utentes e financiado através das taxas de utilização Tendo em conta as necessidades urgentes do desencravamento das localidades isoladas, foi concebido um prosama prioritário de construção e de reabilitação para a rede rodoviária em cada ilha No que se refere aos serviços de transporte rodovihrio, a situação presente caracterizase por um transporte interurbano totalmente liberalizado. O transporte urbano ficou tambkm totalmente liberalizado, embora na prática, o mercado na Praia se caracterize por uma situação de monopólio privado como resultado da desreplamentação, da fraca concorrgncia, da ineficácia dos restantes operadores no mercado e, sobretudo, da inexistência de um quadro legal que regule o sector Considerase que O serviço de transportes, está em geral mal definido e esta situação pode condicionar a satisfaça0 das nece~sidades~de mobilidade uma vez que os operadores tendem a responder as procuras mais rentáveis 1 e a deixar sem cobertura as linhas cuja procura náo cob+ :os custos de exploração. ~aturalmente que as populações,das zonas rurais dispersas pelo território são as mais penalizadas com esta situação. "' Do6uruento da Reuniõu de Consulía com as Parceiros de Desonvolviiiiento de Cabo Verde, Preia, 2930 de Abril de No domínio do transporte marítimo, o funcionamento da rede portuária registou melhorias graças aos investimentos efectuados, nomeadamente na modernização do Porto Grande (S. Vicente), o qual está actualinente em condições de oferecer serviqos aos transportes de longo curso e interilhas. Falta completar os planos directores para três portos "principais": Porto de Palnleira no Sal (em curso), Porto da Praia em Santiago (em curso) e Porto Novo em Santo Antão, bem como para os cinco outros portos "secundários". Falta um plano director nacional do sistema portuário que dê uma orientação estratégica para o sector A política de abertura do inercado de transporte marítimo decol~e da liquidação da empresa "Arca Verde", estando ein curso os procedimentos para a concessão do servico. No caso do transporte interilhas, a cadeia de serviços de transitarios e de outros serviços logísticos ou funciona mal ou não funciona de todo, o,que tem um impacto negativo na rentabilidade dos operadores dos transportes marítimos. De uma maneira geral, o desempenho do sector marítimo carece de uma definição clara dos papéis dos diversos actores no sector. Em particular, não existe uma separação nítida entrt! as funções de regulamentação, de gestão portuária e de operadores privados. Em consequência disso, há presentemente um conflito de competências relativamente as responsabilidades de algumas tarefas de regulamentação entre a ENAPOR e a DirecçãoGeral da Marinha e Portos. Uma clarificação desses papéis e do quadro institucional permitirá a cada entidade concentrarse sobre as suas próprias funções A oferta nacional de serviços de transporte aéreo é assegurada pelos TACV Cabo Verde Airlines, empresa que regista um importante desequilibro estrutural, tendo em atenção o nível da procura, face ao nível dos seus efectivos. As linhas internacionais são equilibradas, mas as linhas interilhas são em geral deficitárias No domínio das infraestruturas aeroportuárias, registamse as acções de modernização que têm vindo a ser realizadas, designadamente os trabalhos recentes de modernização do aeroporto internacional. do Sal, a modernização do aeroporto de S. Pedro em S. Vicente e a finalização da construção do aeroporto internacional da Praia. Porém, as restantes idaestruturas aeroportuárias encontramse, de um modo geral, em estado de saturação. Por outro lado, a operação doméstica do transporte aéreo, nomeadamente nos aeródromos de classe D, continua a ser penalizada pelos meios clássicos de navegação actualmente disponíveis. Este cenário será também modificado com a entrada em funcionamento do projecto GNSS (Global Navigation Satellite System) No plano instjtucional, Cabo Verde possbi um quadro jurídico, legal e técnicocomercial de acordo com as normas internacionais. Este quadro (compreendendo, entre outros, o Código Aeronáutico, os regulamentos relativos à Convenção de Chicago) definiu os princípios, regras e procedimentos para os participantes na aviaçéio civil internacional e permitiu a assinatura de acordos de cooperação internacional.

17 20 SÉRE SW. «B. 0.)) No 17 DA REPÚBLCA DE CABO VERDE 25 DE ABRL DE As intervenções e investiinentos públicos nos dorlínios do abastecimento de energia, água e sanemlento são feitos ao abrigo de um programa global orçamentado em US$48 milhões de US$, que conta com o apoio devários doadores e financiadores internacional^^^. Com base neste programa o governo visa melllorar o abastecimento de energia, água e saneamento, melhorar a eficiência nos sedores da energia a promover um gestáo adequada dos recursos hidricos A produçiko e distribuição de energia clcctrica foram privatizadas, detendo o Estado 34% do capital e os municípios 15%. A empresa concessionária, apesar de ter conseguicio aumentar substancialniente a capacidade instalada, temse debatido com problemas de desempenho, a par da falta de progresso na expansào da oferta de energias renováveis conforme tinha sido previsto Cabo Verde tem uni elevado dbfice eiii energia primaria, pelo que a factura resultante da importacão de combustíveis para fins energ6ticos absorve consideráveis recursos financeiros. Esta situa~ao exerce uma pressão permanente sobre os recursos financeiros do país, quer a nível rnacroeconómico (via balança comercid), quer a nível mimoeconómico (sobre os custas de produçao das empresas} A electrificação rural foi eleita como um dos instrumentos estralsgicos para a materiaiização dos objectivos de desenvo1viiiiento das zonas rurais. Efectivamente o país tem conhecido nos últimos tempos irilportantes investirnei~los na electrificaçiio rusal, o que permitiu que a taxa de cobertura eléctrica nacional seja hoje de cerca de G2%63%. Porém, as taxas de cobertura eléctrica em algumas &as continum relativamente baixas Para dar resposta h procura de electrificação de zonas rurais dispersas foi concebido um projecto de electrificaqão lurd com recurso a energia solar fotovoltalca e rninieolica que beneficiará cerca de fogos isolados e tecnicamente excluídos das redes coiivencionais de transporte e distribuição a longo ternlo" Outro constrangimento identificado prendese com o baixo nível de conexões ein zonas habitadas pela população dc baixo rendimento, apesar da chegada da rede eléctrica a estas zonas. Um primeiro passo no sentido de inverter esta situação foi dado através do projecto de igações domiciliarias de carácter social que coiisiste na aquisição e instalação de equipamentos para ligaç'ação de cerca de 4000 fogos nas zonas perifcricas dos principais centros urbanos do País A Agua potável constitui um recurso escasso em Cabo Verde, o que sc traduz em custos acrescidos na sua produção e distribuição, na medida exn que obriga a rdcorrer a processos de dessalinação de água salobra ou salgada do mar. As principaii; fontes de água utilizadas plra o consumo doméstico são os furos de exploração, as n+.centes e poços e a dessalinação da água do mar. Apesar " Os finnncindorcs c dondorcs sào BM (USS17,5 rnilbues), Uniao Europein i USS7,5inili&s1, GEF (USS7,l milliòcs), OPEPtUS$4,51niihüesi, Austna (O,7GUSS miihõcs) O gvverno de Caba Verde participa coiii US$3,5 rniihiics e o sector privado com TSÇ7,G niillifies ';A cstrntcgin inicial de estruturnç8o do projcctto re\,clouse iticlic:l~. pclo que Lii proposta aii Banco blund~al O rcionnulsq5o da metodologia de iinplci11entay3o. dos progressos feitos até ao momento no abastecimento de água, o gau de cobeitura e o nível de seiviços esta0 aquém do necess&río, pois uma fracção si_pificativa da populaqão ainda não tem acesso ao abastccimcnto regular. De acordo com o último RDF, apenas 113 da populaçáo beneficia de abastecimento de água canalizada. A situsição é ainda ~nais precáiia para a populaçáo pobre, da qual apenas 10%) dos beneficia desse abastecimento. As populaqões mais pobres S ~ particularmente O penalizadas, dependendo sobretudo do abasteciinento por cllafariz (51%)3', sujeitandose por vezes a enormes fias de espera, a preqos de água mais elevados relativarneiite ao sistema de água canalizada e a percorrer distâncias significativas para se abastecer. Esta s~tuação é pior nas zonas rurais devido h dispersao das comunidades e a dificuldade de acesso O sector padece de varios problemas onde se destaca a insuficiente coordenaqão na gestão dos recursos iídiicos. Em tcin~os financeiros, o sector do abastecimento de 5 y a é em geral deficit~írio, o que se explica por um conjunto de factores, nomeadamente: uma política tarifaria inadequada, o pagamento de um subsídio sobre a água para irrigação, a falta de uma cultura empresarial por parte dos serviços públicos de abastecimento, o peso da estrutura dos sei~iços centrais e uma gestão ineficiente No que se refere ao saneamento bbsico, a recollia e o tratam'ento das águas residuais apenas 6 actualinente assegurada na Praia e Mindelo, embora o emissário da Praia se encontre parcialmente dcstruído desde As graves deficiências na drenagem de águas residuais, combinadas com a fraca cobertura das comunidades e as deficientes prtticas de higiene por paite da população, constituein potenciais riscos para a saúde pública c o meio ambiente, através da proliferaçâo das fontes de poluição difusa, com um impacto significativo sobre a qualidade de vida dos habitantes e a perpetuaçiio da pobreza O governo conta com o apoio da União Europeia na rcallizaqão dos pesados ínvcstimc~~tos que sâo requeiidos pelas infiaestrutusas de água e ambiente. Neste contexto foi acordada a concentraqâo de recursos nos sectores da água e saneamento, eni concreto no aprovisionamento e distribuiçfio de água potável, na recolha e tratamento de águas residuais, na recolha e tratamento de resíduos sólidos No domínio ambiental, o diagnostico realizado no âmbito do PANA identifica os gsaves problemas com que se debate o país neste domínio. Aí se destaca a degradação dos solos nas áreas rurais, a poluiçao do solo nas áreas urbanas, a poluiqão do litoral, a poluiçiio da água e do ar, a degradação da paisagem, a perda da biodiversidade, a acurnulayão e dispersão de desperdílios, 135. O diagnóstico do PANA aponta como causas da degradação ambienta1 nas zonas rurais, as praticas agrícolas inadequadasc e o sobrepastoreio. A fxaca infiltração e capacidade de retenção da água do solo traduzemse numa diminuição dos níveis de águas subterrâneas. Por outro lado, a reduzida capacidade de

18 1 SERE SUP. trb. O.» No 17 DA REPÚBLCA 1 >E CABO VERDE 25 DE ABRL DE produção agrícola e pecuária estimulam, como formas alternativas de rendimento a sobreexploração dos recursos naturais, designadamente a extracção de materiais inertes nas zonas costeiras provocando a infiltração de água do mar. A sobreexploração provoca a perda de biodiversidade, a diminuição da qualidade de água para os diferentes usos, a perda de interesse turístico e, por conseguinte, a redução das fontes de rendimento rural Nas zonas urbanas, e devido a falta de um plano de desenvolvimento urbanístico, a instalação dos imigrantes nas áreas periurbanas provoca a construção descontrolada e uma acumulação de resíduos sólidos e águas residuais, com impactos negativo sobre a saúde pública. Por outro lado, a acumulação de resíduos nas áreas rurais e urbanas diminui o potencial turístico reduzindo assim as oportunidades geradoras de rendimento Finalmente, o êxodo e as migrações interilhas provocam um aumento na construção civil, e consequentemente, uma grande procura de materiais de construção, particularmente de areias, o que tem conduzido a uma elevada pressão sobre os recursos naturais. A protecção social e a luta contra a pobreza 138. A protecção social assume um papel fundamental na estratégia de luta contra a pobreza. No âmbito do "Regime não Contributivo do Sistema da Protecção Social de Cabo Verde", e visando contribuir para a protecção e a melhoria das condições de vida das camadas mais desfavorecidas da população, em situação de pobreza ou de exclusiio social, registase uma intervenção de vários organismos e organizaçóes, públicos e privados, actuando em diversas áreas, da farnilia, criança e adolescência, terceira idade, e em situação de deficigncia e de toxicodependência. Com esse objectivo, vêm sendo desenvolvidos vários programas e actividades, desde programas de acção social escolar, destinados aos alunos mais carenciados, aos programas de apoio social desenvolvidos, através de equipamentos e serviços sociais Salientese ainda a existência de um amplo movimento de solidariedade organizada, que apesar de actuar através de mecanismos informais de protecção social, se traduz numa rede de organizações e associações comunitárias, que vêm assegurando respostas aos grupos sociais mais vulneráveis, com repercussões significativas na sua sobrevivência e melhoria das condições de vida. Contudo, e devido a uma deficiente articulação e coordenação entre os vários intervenientes, ainda não é possível uma avaliação global do real impacto dessas respostas na vida dos beneficiários dos diferentes programas em curso em todo o país gualmente, devem apontarse outros constrangimentos ligados à escassez de recursos e a deficiente coordenação na irnp)ementnçiio de políticas sociais e no desenvolvimento de programas sectoriais. Daí decorre a necessidade de uma estratégia integrada de modo a perspectivar uma intervenção multissectorial e concertada entre todos os intervenientes que actuam na área da protecção social. Assim, e no quadro da ECRP, pretendese melhorar a articulação e integração desses intervenientes na implementaçiio das políticas sociais, com prioridade para as políticas, estratégias e programas sectoriais nas áreas da saiíde, educação, formação profissional e segurança alimentar, tendo em conta o seu impacto directo na redução da pobreza O Programa Nacional de Luta contra a Pobreza (PNLP) assume um papel instrumental na implementação de um conjunto de medidas visando as popula~óes mais pobres. A este respeito importa realçar a relação entre os programas de protecção social que vêm sendo desenvolvidos e o PNLP. Este programa tem como subprogramas: i) a integração dos pobres na economia, ii) a melhoria do acesso social dos pobres, iii) a mobilização social, e iv) o reforço da capacidade institucional O PNLP define como metas a atingir, a reduçzo da taxa da pobreza, a erradicação da pobreza absoluta, a elevação do rendimento médio das camadas que vivem abaixo do limiar da pobreza, a melhoria da capacidade produtiva dos pobres, a melhoria das infraestruturas econámicas e sociais das comunidades pobres e a reconversão das FMMO, viradas para os seguintes gniposalvo prioritários: mulheres, sobretudo mulheres chefes de família, trabalhadares das FAMO, desempregados e, particularmente, jovens desempregados, grupos vulneráveis (idosos, portadores de deficiências, crianças abandonadas e inválidos) O custo total de execução do PNLP foi estimado em US$75 milhões34, montante que dificilmente poderia ser financiado só com o esforço nacional35. Assim, para implementar o PNLP, o Governo de Cabo Verde recorreu a mobilizaqão de recursos externos, tendo negociado o apoio financeiro de vários doadores e credores (PNUD, DA, FDA e BAD). O PNUD financiou a elaboração do DocumentoQuadro do PNLP e o custo dos serviços de consultoria para a elaboraçáo dos Programas Concelhios de Luta contra a Pobreza (PCLPs), no âmbito dos quais foram identificados 230 bolsas de pobreza, repartidas pelos 17 municípios. As outras entidades financiaram actividades específicas de luta contra a pobreza no valor global de US$28.1 milhões O PNLP agrega três programas: i) Projecto de Desenvolvimento do Sector Social (PDSS); ii) Programa de Luta contra a Pobreza no Meio Rural (PLPR); iii) Projecto de Promoção SbcioEconómica de Grupos Desfavorecidos (PSGD) O PDSS focaliza a sua intervenção na construção de infraestruturas sociais (centros comunitários, jardins infantis, escolas primárias, unidades sanitárias de base, complexas sanitários, etc.) e de apoio à actividade económica (estradas, mercados, matadouros municipais, etc.) numa óptica de criação de postos de trabalho e de reconversão das FAMO. O PLPR e o PSGD têm apoiado áreas diversas como a $obiizaçáo social, forrnaç$o profissional, alfabetização, construçiio de infraestruturas de abastecimento de água e de saneamento nas coniunidades rurais pobres, habitacão social, promoção de Y9~ previsão inicial de USÇ 75 niillities. para um periado de 5 anos, a16 ò data apenas rorfim ~~iobiliendos USÇ 44 6 inilhdes (59%). '!'MFPPNUD (2004 0)

19 LL ~kklb SUl'. (43. O.» No 17 DA REPUBLCA DE CABO VERDE 25 DE ABRL DE 2005 actividades geradoras de rendimento e autoanprego, nos sectores da pesca artesana, agricultura irrigada, artesanato, pequena pecuaria e transformação e comerciaização de produtos anopecuários O PNLP temsecoxfi.ontado, desdeo seu manque, com algumas interrogações quanto ao seu verdadeiro mandato. Por um lado, parece terse afiimado a convic~ão de que a luta cantra a pobreza e unia tarefa exclusiva do PNLP. Por outro lado, apesar da sua natureza descentralizadora, do ponto de vista de competências e recursos, o PNLP ainda B visto por al~ns municípios como uma entidade usurpadora de algumas das suas funções, nomeadamente, no que se refere a afectação de recursos às Associações Comunitarias de Desenvolvimento para a execução de microprojectos e acçúes de luta contra a pobreza Finalmente, deve referirse que, se por um lado, a diversidade de entidades externas que cofinanciam o PNLP é positivo em termos financeiros, por outro lado, isso coloca problemas de sobreposição de procedimentos dificilmente hannonizáveis. 3. PERFL DA POBREZA EM CABO VERDE 3.A dinâmica e a caracterização da pobrezu em Cabo Verde Os grandes números da pobreza 148. Segundo os dados do nquerita as Despesas e Eeceitas FamiliarerJCondições de vida das fdas realizado pela Jnstituto Nacional de Estatística em ,37% da população total é considerada pobre, residindo na sua maioria (62%) no meio rural. Dos pobres, cerca de 54% são considerados muito pobres, o que corresponde a 20% da população total. Cerca de 51% dos pobres são mulheres. 149, Até então a pobreza tem sido medida em termos relativos. Para medir a tendência da pobreza absoluta, foi reestimada a incidência da pobreza em 1989, do que resulta uma forte redução da incidência da pobreza absoluta, que passou de 49% em a 37% em , ou seja uma redução de 12 pontos percentnais num período de 13 anos, sensivelmente 0,9S ao ano. Não fosse o aumento das desigualdades, a pobreza absoluta terseia reduzido em cerca de 24 pontos percentuais. Em termos de efectivo da população pobre, em vez de mais 8000 do que em 1989 Cabo Verde teriahoje apenas mais 1000 pobres Da comparação simples entre as duas medidas relativas, resulta que a taxa de incidência da pobreza passou de 30% em 1989 a37% em 2002, e a proporçiio dos muito pobres terá passada de 14% em 1989 a 29% em 2002, perfillesse que exprime sobretudo o aumento das desiqaldades. A pobreza é sobreldo rural, onde vivem 68% dos muito pobres. Em termosrrelativos, a incidência da pob'reza no meio urbano (12%) é hoje superior ao nível de 1989 (7%) e este perfil tamb6m severifica no meiomral onde 30% da população é muito pobre contra 23% em O êxodo rural ocorrido durante a década de noventa está na origem de alguma transferência da pobreza do meio rural. para o meio urbano A profundidade da pobreza é de lo%, OU seja os pobres deviam ter um rendimento adicional de 10% da montante equivalente h linha da pobreza monetaria para deixarem de ser classificados como pobres. Entre os pobres as desigualdades são inexpressivaç. Assim a variabilidade do consumo entre estes 6 de 5%. Uma breve fotografia da pobreza em Cabo Verde 152. A pobreza é um fenómeno multidimensional pelo que importa observála segundo diferentes ângulos. Neste ponto, temse em conta a analise da pobreza em funqào do genero, da idade, do nivel de instrução, e da condição na actividade económica Em termos de genero, a incidência da pobreza quando o chefe de fami'lia é homem é inferior aos casos em que a chefe do agregado é mulher. Contudo, não existem grandes diferenças de género quanto a profundidade e à gravidade da pobreza. Com efeito, a população feminina representando 52% da população residente de Cabo Verde, concentra 51,6% dos pobres, o que permite concluir que, em geral, não se verifica um problema de prevalência de pobreza relacionada com o género. Notese todavia que 53% dos agregados dirigidos por mulheres são pobres. k interessante notar que a proporçzio de famílias "femininas" muito pobres baixou de 20% em para 16% em A feminização da emigração no decurso dos Últimos quinze anos explica provaveimente em parte esta evolução3g. Todavia apesar de a prevalência da pobreza ser semelhante à dos homens, as mulheres constituem um grupo de risco mais vulnerável na medida em que a sua taxa de desemprego é duas vezes a dos homens Apopulação pobre é muito jovem, como se conclui do facto de cerca de 49% dos pobres terem menos de 15 anos. O mesmo acontece com agrade pobreza, com 51% dos muitos pobres com idade inferior a 15 anos. A repartição dos muito pobres em função da idade mostra que a proporção dos jovens na população dos muito pobres é superior a dos jovens na população pobre e na população total. Uma explicação verosímil é que as famílias muito pobres, encontrandose ainda num estádio recuado da transição demográfica, têm m nhero de filhos superior a média, o que faz baixar o rendimento per capita dos membros do agregado famiiar Efectivamente, a pobreza cresce com a dimensão da família. Quase metade dos agregados com mais de 6 filhos são pobres e precisam de 17% do valor equivalente à linha da pobreza para deixarem de ser pobres A infiuência da educação na determinação da pobreza é significativa. O grau de instrução que o chefe do agregado possui não só innui na probabilidade do agregado ser pobre, corno também explica a desigualdade entre os agregados. Em geral, sublinhamse os maiores niveis de, i incidência, profundidade e gravidade da pobreza nos a&egados cujos chefes de famla n~io possuem qualificação.. ''Q AeminiraçZo da ciitigraç~o, isto e, a proporçpo crescente de inuiheres no lotal dos oniigrnnles. < o resuktado do auincnlo da procura de rniiodeobra reinininn no sector dos serviços òs iniiiílias ein pnises como Portugat. tdlia e Espanlin (Carliiig, tainb6m o resultado do endureriniento das políticas de einigraçno c da balsa de procuro de trnbnlliadores não qualificados nos pniscs do i~~~igra~uo. fnctores que afectam particularmente R Piirigrnçòo niasculina

20 SÉRE SUP. «B. O.>> Na 17 DA REPUBLCA 3E CABO VERDE 25 DE ABRL DE Os pobres sem instrução carecem de 1596 do valor equivalente k linha de pobreza para deixarem se ser classificados como pobres. O actual nível de analfabetismo, apesar da evolução positiva registada na últiilla década, constitui um forte constrangiinento à libertacão da pobreza. Actualiiiente, cerca de % da população com idade superior a 15 anos é analfabeta, da qual :l/ii é do sexo feminino A pobreza tem uina distribuição regional, por ilhas, muito marcada. A lha de Santo AntBo, alciu de apresentar sl niaior incidência de pobreza, apresenta o índice de profundicfadc de pobreza mais elevado (os pobres precisam eril mí.dia de 1G% do valor da linha da pobreza para deixarem de ser pobres) e, tem o maior número de agregados com níveis de despesas extremamente baixos. Se_penise as ilhas do Fogo e Santiago A distribuição demogriifica por ilhas explica tailib6in em parte a distribuição regional do numero de pobres. Assim, a lha de Santiago concentra 55% dos pobres de todo o país, scgmidade Santo Antiio com 16% e S. Vicente e Fogo com cerca de 10% cada. No total, estas quatro ilhas explicam 92% da pobreza em termos absolutos A pobreza incide de forma mais vincada no meio 11.1ra1 do que no meio urbano, Com efeito, cerca de metade da população rural e pobre, o que contrasta com da população urbana. O valor que os cliefes de família residentes nas zonas rurais necessitam para deixarem de ser pobres é trf s vezes superior ao valor que os chefes de agregados residentes em zonas urbanas precisam Cerca de 1/3 da populaqb0 activa pobre. Do iotal das mulheres, 48% são inactivas, valor que contrasta com os 30% de inactivos da população do sexo masculino. Como seria de esperar, o desemprego afecta de forma bastante mais acentuada os pobres do que os não pobres. Na verdade, do total da população pobre, 20% está no desemprego há mais de 12 meses, o que contrasta com os 10% da populacão não pobre. Com efeito, a taxa de desemprego da população pobre3' 6 de 33%, ou seja, o dobro da taxa de desemprego dos n.50 pobres llg%), enquanto que para o conjunto da populacão a taxa de desemprego k de A taxa de deseinprego entre a popula~$io pobre é de 29% para os indivíduos do sexo inasculi~lo e de 46% para os indivíduos do sexo feminino. O desemprego é sobretudo de longa duraç5o (mais de 12 rileses). As inulhercs s5a inais afectadas pelo deseniprego de longa duração do que os horncils (58% do total). 1G2 A actividade ecoiiómica dctermii~a de forma substancial ri propeiisdo para se ser pobre. Na verdade, é cntre os trnbdliaciores da agiictdt~ra e das pescas que existe maior ~iropensào para se ser pobre". Estes sectores são os que iiinis cor~tribuen~ para o nún1ci.o de pobres eritrc n pop~daqk 11313it~id11le11te cinprrr;ida. Ccrca de V3 dos pobres tsabaltlm nestes sedores, seguidos do comércio e construhão. Dos indivíduos pobres que habitualmente trabalham por conta própila, 24% estão no sector do comércio, cujo rendimento se caracteriza pela precariedade e irregulasidade Considerando a situação na profissão, notase que a propensão para se ser pobre é superior no caso dos trabalhadores familiares sem remuneração. Eni contraposição, 4 entre os executivos, quadros supeiiorcs e especialistas que se verifica a menor propensão para se ser pobre. Confirmase assim que quanto maior for a qualificaçro na ocupação maior é o nível de rendimento e menor a propensão de ser pobre Os trabalhadores familiares sem remuneração concentramse praticamente na agricultu~+a c pescas, o que explica que eles tenham uma maior propensfio para serem pobres. gualmente relevante é o facto de, embora os empregadores tenham uma menor propensso para serem pobres, 84% dos empregadores pobres cnco. i tranlse no sector agrícola e pescas, pelo que o facto de se trabalhar nesse sector determina fortemente a probabilidade de se ser pobre. O padrüo de rendimentos e de corrsumo dos mais pobres 165. O padrão de rendimentos varia significativamente segundo o estatuto perante a pobreza. Em media, os rendimentos do trabd~o representam 64% dos rcncllmentos totais. No caso das fardias mais pobres essa percentagem é um pouco mais elevada. Subll111,l se o f lcto de o peso das prcstn~6e sociais terem um peso mais elevado na estrutura de rendimentos das famllias coiil rendimentos mais elevados (5,Gln) do que nns fmfiaç tnaispobrcs(3,5%) Analisando o padriics de consumo das 95 mil famílias caboverdianas, veilficase que a maior patke das despesas concentrase na satisfação das necessidades essenciais para a sobrevivência, designadamente conl a alimentação e a liabitaqão, o que corresponde a uni p ldrão de consunlo típico de um país eni desenvovimcnto. Por outro lado, as despesas com a educayão, saúde e lazer náo representam em Cabo Verde mais de 6% do total, reflectindo a intervenqão do Estado no sector, o qual assume a generalidade dos custos pelos serviços prestados. Com efilito, 36% do total das despes~são efectuadas ein produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e, 25% em liabi~ iqão, tigua, electricidade, gás e outros combustiveis, totalizando 61% do total da despesa. Notese todavia que x estrutura de corisuiiio evoluiu consideravelmente enti.c os dois inqueritos aos rendimentos e despesas fniiiiliarrç. Por esemplo, no RDF dc , a despesa mni alimcntnção representava pi.aticaniei~ttr inetnde (53.1 da despesa total das faiiiílias. Os i~zdicadores de co~sforto dos pobres 167. >i obsc~rvaç5o dos íridices dt. conforto, periiiitc tirar algtiinns conclusões si%qlificati, ;i:; rc?lntivanlrlilte ao accjsso tios iilnis pobic?s aos scrviços 1iubiii.o.i. Assi ti!. na tipologia de h;ll>ita~ílo, a rasa indivlriunl prcdomirin, 'in iorii, o liaiç. cc.in1 SG'F, No cn.w das i'tiii~íias pobres essa )<~J.~~.~;~~.>~ sob(. p:ii'n i)l!;.. Na Pisaitt (ribana 0s pobres \.ii,c.iii rtiil c;ii:is iiitiivitliii~is ís5"; i i? c3ili ]i:ri.rc!s dc casa

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