INFORME ECONÔMICO 27 Setembro 2013

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INFORME ECONÔMICO 27 Setembro 2013"

Transcrição

1 RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Atividade global mantém trajetória de melhora e a queda da confiança doméstica teve impacto limitado no mercado de trabalho brasileiro. Nos EUA, os dados divulgados nesta semana confirmaram o bom momento da economia americana. A revisão do PIB do 2º trimestre (2,5%) ficou próxima às expectativas do mercado (2,6%) e o consumo pessoal ficou inalterado em 1,8% contra projeção de 1,9%. Além disso, os novos pedidos de auxílio desemprego passaram de 310 mil na leitura anterior para 305 mil nesta semana, revelando continuidade da melhora do mercado de trabalho. As últimas semanas registraram os menores níveis de pedidos de seguro desemprego desde As novas encomendas de bens duráveis também surpreenderam positivamente ao registrar expansão de 0,1% em agosto e, quando se excluem os setores ligados a gastos militares que estão passando por um processo de ajuste, o crescimento foi de 0,5%. Avaliamos que o início da redução dos estímulos monetários por parte do FED terá início em dezembro após a divulgação de diversos indicadores que trarão confiança de que a retomada da economia americana é sólida. Os discursos de autoridades monetárias dos EUA, entretanto, sinalizaram em direções opostas. William Dudley, do FED de Nova Iorque, salientou que embora a economia americana tenha melhorado, ainda não se trata de uma melhora suficiente para o FED iniciar a diminuição dos estímulos. Dennis Lockhart, do FED de Atlanta, destacou que as discussões sobre o orçamento para 2014 também preocupam, o que traz incerteza para os próximos passos do FED. Por outro lado, Richard Fisher, do FED de Dallas, afirmou que a postergação do tapering diminuiu o grau de transparência do FED, aumentando a incerteza. Jeremy Stein, do board do FED, também mostrou seu desconforto com relação à piora da previsibilidade das ações do FED. Na mesma direção, Esther George, do FED de Kansas, apontou que a economia já apresentava sinais de melhoras suficientes para reduzir estímulos em setembro e, a opção de não fazê-lo em setembro arranhou a credibilidade do FED. O início da remoção dos estímulos por parte do FED seguirá sendo o tema mais importante do cenário global e doméstico nos próximos meses. Na Europa, a aliança liderada por Angela Merkel, CDU/CSU, conseguiu 311 assentos dos 630 assentos totais no parlamento, ou seja, ficou a poucos passos da maioria absoluta. Este resultado torna muito provável a reeleição de Angela Merkel em novembro, o que acarretará em poucas mudanças ao status quo da Europa. Com relação à atividade, os PMI s preliminares de setembro continuam sinalizando para uma recuperação da economia do bloco. O PMI composto passou de 51,5 para 52,1, entre agosto e setembro, puxado pelo PMI de serviços, o qual passou de 50,7 para 52,1, enquanto que o PMI industrial passou de 51,4 para 51,1. As duas maiores economias do bloco, Alemanha e França, apresentaram expansão de seus PMI s no período. O indicador de clima de negócios da Alemanha, IFO, apresentou melhora em setembro, passando para 107,7 (107,6 anterior) e refletindo o avanço do indicador de expectativas que passou de 103,3 para 104,2, uma vez que a avaliação da situação atual caiu de 112 para 111,4. 1

2 Zona do Euro - PMI Composto 56 53, ,6 51,5 52, , , Zona do Euro Alemanha França ago-13 set-13 Fonte: Markit, BRAM Fonte: Bloomberg Alemanha - IFO índice May-97 Dec-97 Jul-98 Feb-99 Sep-99 Apr-00 Nov-00 Jun-01 Jan-02 Aug-02 Mar-03 Oct-03 May-04 Dec-04 Jul-05 Feb-06 Sep-06 Apr-07 Nov-07 Jun-08 Jan-09 Aug-09 Mar-10 Oct-10 May-11 Dec-11 Jul-12 Feb-13 Sep-13 Business Climate Current Assessment Business Expectations Na Ásia, o PMI preliminar de setembro da China mostrou uma aceleração robusta, passando de 50,1 para 51,2, refletindo uma melhora da produção, das novas encomendas e das novas ordens para exportação. Este resultado, juntamente com os resultados dos PMI s oficiais anteriores, garantirá um PIB do 3º trimestre acelerando em relação ao resultado do 2º trimestre de 7,5%. Avaliamos que esta retomada da economia chinesa foi impulsionada pelo esforço do governo que visa garantir um crescimento de pelo menos de 7,5% neste ano. Uma das iniciativas nessa direção foi o mini pacote fiscal anunciado em julho mas, também, em virtude da melhora do contexto externo, principalmente, dos EUA e da Europa. Diante disso, mantemos nossa projeção de 7,7% e 7,0% para o PIB de 2013 e 2014, respectivamente. China: PMI , ,6 51, , , ,8 Fonte: Bloomberg, BRAM 35 mar-05 ago-05 jan-06 jun-06 nov-06 abr-07 set-07 fev-08 jul-08 dez-08 mai-09 out-09 mar-10 ago-10 jan-11 jun-11 nov-11 abr-12 set-12 fev-13 jul-13 Japão: CPI Ex pereciveis (%) YoY PMI HSBC PMI Oficial No Japão, os indicadores de inflação continuaram mostrando uma elevação do nível de preços na economia, o que sugere que a política Abenomics, como ficou conhecida a política do primeiro ministro, Abe, está tendo êxito. A inflação nacional ex-alimentos frescos passou de 0,7% em julho para 0,8% em agosto, consagrando o quarto mês consecutivo de inflação não negativa. Porém, o aumento dos preços ainda não é um movimento espraiado, pois está bastante concentrado nos preços de energia. A inflação ex-alimentos frescos e energia, por exemplo, mantevese estável em -0,1% entre julho e agosto. A inflação ex-alimentos frescos de Tóquio, indicador antecedente da inflação nacional, foi de 0,2%, abaixo do 0,4% registrado no mês anterior, mas ainda positivo. No Brasil, os dados do setor externo continuam mostrando deterioração do déficit em contacorrente por conta, principalmente, da balança comercial. O déficit em conta-corrente (DCC) de agosto foi de US$5,5 bilhões, acima da nossa projeção e da mediana do mercado (ambas em -US$5,0 bilhões). Ao mesmo tempo, o investimento direto estrangeiro foi de US$3,8 bilhões, em linha com a nossa expectativa. Com este resultado, o déficit acumulado em 12 meses passou de US$77,7 bilhões para US$80,6 bilhões, o que, em porcentagem do PIB, equivale a passar de 3,5% para 3,6%. Em relação a agosto de 2012 o déficit externo sofreu uma deterioração da ordem de US$31 bilhões, sendo 2

3 que a queda do saldo da balança comercial foi responsável por 66% da piora. Outros 21% desta deterioração são reflexo do maior gasto com serviços sendo que o grande destaque são as viagens internacionais (10%) e o crescimento da conta de renda correspondeu a 13% da piora no período, com o pagamento de juros explicando a maior parte (11%). Do lado financeiro, a taxa de rolagem da dívida externa caiu de 201% para 33% por conta de amortizações excepcionais dos bancos. E, finalmente, houve forte entrada de investimento em Renda Fixa, refletindo à elevação dos juros e o fim do IOF de 6% desde 4 de junho. De junho a agosto, houve entrada líquida de US$15 bilhões nesta rubrica. Avaliamos que a postergação do tapering do FED e a elevação da SELIC devem fazer o movimento de entrada de fluxo via renda fixa continuar forte Investimento estrangeiro em ações e em títulos de renda fixa (acumulado 12 meses - bilhões US$) jan-96 nov-96 set-97 jul-98 mai-99 mar-00 jan-01 nov-01 set-02 jul-03 mai-04 mar-05 jan-06 nov-06 set-07 jul-08 mai-09 mar-10 jan-11 nov-11 set-12 jul-13 Fonte: BCB IE em Ações 12m -9 IE em Títulos de renda fixa 6 7 Taxa de rolagem (12 meses) 300% 250% 200% 259% 222% 150% 100% 146% 111% 50% 0% dez-95 out-96 ago-97 jun-98 abr-99 fev-00 dez-00 out-01 ago-02 jun-03 abr-04 fev-05 dez-05 out-06 ago-07 jun-08 abr-09 fev-10 dez-10 out-11 ago-12 jun-13 Fonte: BCB A taxa de desemprego recuou em agosto em virtude da queda da procura por trabalho e passou de 5,6% para 5,3%, redução maior do que o esperado por nós e pelo mercado, apesar da queda de confiança registrada nos últimos meses. Em termos dessazonalizados, o desemprego recuou de 5,4% em julho para 5,2% em agosto, devido ao recuo da oferta de mão-deobra (PEA), que caiu 0,2% em termos dessazonalizados, e da estabilidade na geração de emprego. Os setores que se destacaram no aumento da ocupação foram: construção civil, serviços e atividades ligadas ao setor público, que registraram crescimento de 2,4%, 1,3% e 4,4%, respectivamente. A renda real subiu 1,0% em termos dessazonalizados em agosto, e se recuperou de dois meses consecutivos de queda, -0,2% e -0,6%, respectivamente, em junho e em julho. Conseqüentemente, a massa real de rendimentos cresceu 1,0% em termos dessazonalizados e também reverteu dois meses de retração, nos quais foram observadas quedas de 0,2% em junho e em julho. 58,5 58,0 57,5 57,0 56,5 56,0 55,5 Fonte: IBGE Taxa de Participação (PEA/ PIA) 57,4 56,5 57,4 56,3 57,5 58,0 jan/04 jul/04 jan/05 jul/05 jan/06 jul/06 jan/07 jul/07 jan/08 jul/08 jan/09 jul/09 jan/10 jul/10 jan/11 jul/11 jan/12 jul/12 jan/13 jul/13 57, ,0 11,3 Fonte: IBGE, BRAM Rendimento Médio Habitual YoY(%) 12,2 11,7 11,5 jan/04 jul/04 jan/05 jul/05 jan/06 jul/06 jan/07 jul/07 jan/08 jul/08 jan/09 jul/09 jan/10 jul/10 jan/11 jul/11 jan/12 jul/12 jan/13 jul/13 Nominal Real 7,1 1,3 3

4 A inflação medida pelo IGP-M mostrou forte aceleração em setembro, refletindo a depreciação cambial dos meses anteriores. O IGP-M passou de 0,15% em agosto para 1,5% em setembro, maior variação desde julho de O IPA agrícola passou de -0,60% para 2,97%, puxado pela elevação do preço de soja e de trigo, refletindo preocupações com o clima nos EUA. O IPA industrial passou de 0,41% para 1,79% por conta do aumento do preço do minério de ferro dada a melhora da perspectiva com a economia chinesa e a depreciação do Real nos meses anteriores. Com relação aos mercados, a semana foi de reversão dos movimentos exagerados ocorridos após a decisão inesperada do FED de postergar o início do tapering na semana anterior. As bolsas ao redor do mundo caíram e as moedas perderam valor frente ao dólar. No Brasil, como conseqüência da depreciação do Real, a curva de juros voltou a subir e a inflação implícita também. Na próxima semana, os grandes destaques ficam por conta dos dados de emprego nos EUA na agenda externa e, na agenda doméstica, o Relatório de Inflação. Nos EUA, serão divulgados o ISM industrial, o ISM de serviços, a criação do emprego no setor privado (ADP), a criação de vagas do setor não agrícola e a taxa de desemprego, todos referentes ao mês de setembro e com grande potencial de auxiliarem na definição do momento de início da retirada dos estímulos do FED. Na China, teremos o feriado da semana dourada, e a divulgação do PMI oficial de setembro. Na Europa, serão divulgados os PMI s finais de setembro, as vendas no varejo de agosto, a taxa de desemprego de agosto, além da reunião do BCE na quarta-feira, para a qual não esperamos alterações de juros ou de liquidez. No Brasil, o Relatório Trimestral de Inflação deve apontar algum arrefecimento nas projeções de 2013 e 2014 para o IPCA em virtude da apreciação recente da taxa de câmbio. Com relação aos demais indicadores, serão divulgados a nota à imprensa de política fiscal, a balança comercial de setembro que deve mostrar um superávit superior ao registrado em agosto a produção industrial referente ao mês de agosto e o IC-Br de setembro. 4

5 TÓPICO ESPECIAL Análise comparativa do rating brasileiro Hugo Ribas Costa Thiago Neves Pereira Fernando Honorato Barbosa A reavaliação da perspectiva da nota do risco soberano de longo prazo em moeda estrangeira, isto é, da dívida externa da República, pela Standard & Poors (S&P) permite revisitar a questão do rating brasileiro e seus fundamentos. A mudança recente da perspectiva da S&P encerrou um ciclo de revisões para cima da nota de risco do país, que se iniciou em 2002 (Gráfico 1). A S&P informou que a perspectiva negativa significa que há probabilidade do atual rating do país (BBB) ser rebaixado nos próximos anos, caso o crescimento econômico continue lento, os fundamentos fiscais e externos se enfraqueçam e a política econômica sofra com a perda de credibilidade. Caso isso ocorresse, segundo a S&P, a economia brasileira reduziria sua capacidade de gerenciar eventuais choques externos, justificando o rebaixamento da nota. Gráfico 1 : S&P - Histórico de Notas para o Brasil BBB Limite para Grau de Investimento (+ / - ) BB+ BBB- BB- BB- BB- B+ B Fonte: S&P, BRAM Essa avaliação se dá apesar da dívida externa da República continuar caindo e não haver deterioração significativa dos principais indicadores do país, principalmente em relação aos seus pares. O valor total das reservas internacionais do Brasil é 5,6 vezes o tamanho de toda a dívida externa de longo prazo do governo, e 10 vezes o volume dos títulos da República negociados nos mercados internacionais (sovereign bonds), cujo estoque hoje está abaixo de US$ 40 bilhões, como se pode observar na Tabela 1. Essa razão é uma das mais favoráveis da nossa história e melhor do que quando o país atingiu o grau de investimento. O valor total das reservas brasileiras era de US$ 373,6 bilhões em julho de 2013 e a dívida de longo prazo do governo era de US$ 65,6 bilhões (incluindo a da autoridade monetária e dívidas com multilaterais e outros compromissos). Mesmo quando se considera toda a dívida do setor público (incluindo bancos públicos que não acessam as reservas e a de curto prazo) teríamos uma razão reservas/dívida de 3,3 vezes, maior do que aquela observada em 2008 (de 2,3 vezes) quando o país se tornou investment grade e apenas ligeiramente inferior ao recorde histórico registrado em setembro de 2012, de 3,5 vezes. 5

6 TABELA 1 - Decomposição da Dívida Externa do Brasil (Jun/2013) - US$ Bilhões Dívida externa total 476,6 Dívida externa Setor Público 114,9 - Setor Privado 203,1 - Longo Prazo 109,0 - Intercompanhia 158,6 - Dívida Mobiliária (Bonds) 39,7 - Setor Público 114,9 - Global Bond (USD) 32,1 - Euro 1,2 Dívida externa por maturidade 476,6 - Global Bond (BRL) 6,3 - Longo Prazo 283,3 - Bancos Públicos 28,8 - Intercompahia 158,6 - Estados e Municípios 21,6 - Curto Prazo 34,7 - Empresas Públicas 14,6 - Banco Central 4,3 Dívida externa por setores institucionais 476,6 - Curto Prazo 5,9 - Intercompahia 158,6 - Bancos Públicos 5,9 - Bancos Privados 107,3 - Empresas Privadas 95,8 - Setor Público Não Financeiro 65,6 - Bancos Públicos 34,7 - Empresas Públicas 14,6 Fonte: BC B (*) A rigor, bancos públicos e empresas públicas não acessam as reservas internacionais e, portanto, não deveriam ser considerados para cálculos de solvência externa do setor público. Obviamente, esses entes podem impactar o governo caso tenham dificuldades de financiamento, mas, estritamente, possuem mecanismos próprios de captação e rolagem de recursos. O fato de o Brasil operar com regime de câmbio flutuante confere capacidade adicional para o país absorver choques, reduzindo o risco de cumprimento com os compromissos externos, o que reforça a qualidade da dívida externa da República, objeto da avaliação das empresas de classificação. Em caso de volatilidade no câmbio, o governo pode abrir mão de uma parcela das reservas para atuar no mercado e prover algum hedge para o setor privado. Mas não há obrigação de oferecer essa proteção ao setor privado, especialmente em detrimento de sua própria capacidade de pagamento, que ocorreria se o governo vendesse dólares ao mercado. Ainda assim, a dívida externa total (pública mais privada) de longo prazo é de US$ 283,3 bilhões, inferior ao total das reservas 1. E, nesse cenário, vale considerar ainda que desde 2006 boa parte das empresas tem podido criar suas próprias reservas, ao deixar de ser obrigatório internalizar as receitas de exportações e ser livre a criação de disponibilidades no exterior. Ou seja, ainda no caso de queda na rolagem da dívida externa privada, haveria amplas fontes de recursos para a República honrar seus compromissos sem impacto excessivo sobre o setor privado. 1 Se incluirmos a dívida intercompanhia, chegamos a um total de US$ 441,9 bilhões para a dívida de longo prazo e de US$ 476,6 bilhões para a dívida total (incluindo curto prazo). Na crise de 2002, por exemplo, diante da dificuldade de remeter recursos para suas matrizes, as filiais brasileiras converteram dívida em equity e isso é uma das razões para tradicionalmente se excluir os empréstimos intercompanhia do cálculo da dívida total de longo prazo. 6

7 Partindo da observação dos amplos meios disponíveis para o pagamento da dívida externa da República, a discussão mais interessante é como o Brasil poderia continuar a melhorar seu rating de forma a, assim, estimular o investimento, inclusive em infraestrutura, e aumentar a taxa de crescimento sustentável do PIB. Não há razão para, a priori, o Brasil não alcançar no horizonte próximo um grau A na dívida externa, como já tem na dívida interna (A-2), superior, portanto ao da dívida externa (BBB na S&P), mesmo que a gradual normalização da economia dos países desenvolvidos crie turbulência no mercado financeiro internacional. Cabe lembrar, que os amplos meios de pagamento da dívida externa disponíveis ao país (reservas públicas internacionais, pré-financiamento do Tesouro e reservas privadas no exterior) não mais autorizam as avaliações feitas no passado de elevado risco de conversibilidade, que justificavam uma nota de risco para a dívida externa inferior àquela da dívida local. Obviamente, ainda que não seja o foco deste Tópico Especial, não custa lembrar a importância de se preservar ou melhorar o rating da dívida local e lembrar a gravidade de uma eventual ainda que improvável redução do rating da dívida interna, para a demanda de títulos em reais, e o forte efeito negativo nas taxas de juros e cambio. Até por razões regulatórias poderia haver significativa realocação de recursos de estrangeiros com consequências perversas para a economia, e esse rating depende essencialmente da consistência na condução da política econômica. Chegar ao grau A para a dívida externa abriria novos reservatórios de poupança internacional para o Brasil, contribuindo de maneira concreta para uma baixa persistente da taxa de juros doméstica, com todas as consequências para o crescimento econômico, financiamento da moradia, e desenvolvimento de novas indústrias, notadamente aquelas com inovação tecnológica. Para avaliar o que ajudaria nesse caminho, portanto, vale a pena comparar os indicadores convencionais enfatizados pelas agências classificadores para o caso do Brasil e de vários países com classificação próxima à nossa. Esses indicadores são a seguir agrupados em cinco categorias: (1) econômicos; (2) fiscais; (3) de dívida externa; (4) de financiamento externo e (5) de demografia. Na categoria indicadores econômicos, o quadro brasileiro não é brilhante, mas não chega a se distanciar muito daquele da maioria dos nossos pares, exceto com respeito à inflação e sua contraparte da taxa de poupança, onde ainda destoamos. Olhando para os países com grau A (Tabela 2), o crescimento esperado para os próximos anos no Brasil é de 2,4% contra 2,2% na Polônia, 1,1% na República Tcheca e de 3,2% na Coréia do Sul. A taxa de desemprego de 5,7% também é favorável para o Brasil, ficando atrás apenas da Coréia do Sul (3,8%) e Malásia (3%). No quesito nível de preços, o país ainda é penalizado, possuindo uma inflação muito acima dos demais, bem como detendo o maior desvio (+1,6 p.p) em relação ao centro da meta (4,5%). A taxa de investimento e de poupança, reconhecidamente baixas no Brasil no que tange à infraestrutura, são proporções similares àquelas observadas na Polônia, que detém rating superior ao brasileiro. Portanto, políticas que privilegiem o investimento e a redução da inflação colaborarão para elevar o rating do país nos próximos anos, provavelmente pelo viés de maior poupança, reforçando nossa vantagem inclusive a alguns países de rating mais alto que o nosso. Assinale-se que o salto na poupança não precisa ser dramático, bastando aumentá-la entre dois a cinco pontos percentuais para se criar todo um novo ambiente de crescimento econômico. 7

8 Tabela 2 - Dados Econômicos Nota Outlook PIB Nominal (bil. US$) -2013e PIB per capita (US$) e Brasil Bulgária Colômbia México Malásia Polônia Coréia do Sul Chile Rep. Tcheca BBB BBB BBB BBB A- A- A+ AA- AA- NEG ESTÁVEL ESTÁVEL POSITIVO ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ,9 0,8 4 3,9 5,6 1,9 2,0 5,6-1,2 PIB Real (% variação) ,3 0,9 4 1,85 4,5 1,1 2,6 4,3-1, ,0 1,8 4,5 3,8 5,2 2,5 3,5 4,4 1, ,0 3,0 4,8 4 5,0 3,1 3,5 4,8 2,5 Poupança/PIB (%) e Investimento/PIB (%) e Taxa de desemprego (% PEA) e Inflação (Var. média - Último dado %) Inflação (Desvio da Meta) Fonte: FMI, S&P, Bloomberg, BRAM 16,2 22,5 19,8 23,3 32,4 17,7 30,1 21,1 21,8 18,5 24,4 23,2 24,4 26,4 21,2 27,4 25,1 23,9 5,8 12,4 10,3 4,8 3,0 11,0 3,3 6,5 8,1 6,1-0,7 2,3 3,5 1,9 1,1 1,3 2,2 1,3 1,6 - -0,7 0,5 - -1,4-2,2-0,8-0,7 No plano fiscal (Tabela 3), há uma grande diversidade de valores, com países de rating acima do nosso, com dívida acima de 40% do PIB, e outros praticamente sem dívida, ficando o Brasil no primeiro grupo. Em termos de dívida bruta (59% PIB), o país está em patamar próximo à Polônia (56,8% PIB) e à Malásia (56% PIB), e um pouco acima da República Tcheca (44,8% PIB), que está quatro graus acima do Brasil, com (AA-), enquanto Chile (11,1% PIB) e Coréia do Sul (32,5% PIB) têm uma dívida reduzida. Em alguns países desse conjunto, como no caso da Polônia, por exemplo, boa parte dessa dívida é em moeda estrangeira e, portanto, muito mais sensível que a dívida brasileira que é predominantemente em moeda local e conta com um mercado financeiro doméstico profundo e diversificado. Em relação aos fluxos fiscais, o Brasil ainda se beneficia do esforço feito nos anos 2000, registrando superávit primário de 1,8% do PIB, situação bem mais favorável do que os países europeus e da Malásia, a qual registra um déficit primário de 2,1% do PIB. O resultado primário da maior parte dos países caiu desde 2008, sendo essa queda de 3,6 p.p do PIB no Chile e 3,5 p.p do PIB na Bulgária. Apesar da alta carga de juros da dívida pública doméstica no Brasil, o país apresenta um déficit fiscal nominal de 2,8% do PIB, inferior aos da República Tcheca (2,9% PIB), Polônia (3,4% PIB) e Malásia (4,0%), países com ratings bem superiores ao do Brasil. Ou seja, ainda que se queira assimilar a discussão da dívida externa com a da dívida interna, os indicadores fiscais do Brasil apontam uma dinâmica bastante benigna para a dívida global no horizonte projetado, sendo seu estoque próximo ao de países com ratings bastante favoráveis. O fato do pagamento dos juros no Brasil ser uma proporção maior do PIB ou das receitas públicas não deveria ser necessariamente visto como fator de risco para uma dívida bastante mais pré-fixada do que no passado e essencialmente produzida em moeda local. Tabela 3 - Dados do Governo (Projeções para 2013) Brasil Bulgária Colômbia México Malásia Polônia Coréia do Su Chile Rep. Tcheca Rating BBB BBB BBB BBB A- A- A+ AA- AA- Outlook NEG ESTÁVEL ESTÁVEL POSITIVO ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL Dívida Líquida (% PIB) 33,6-8,4 24,6 38,0-24,4 31,1-7,6 - Dívida Bruta (% PIB) 59,0 17,8 32,0 43,5 56,0 56,8 32,5 11,1 44,8 Balanço Fiscal -2,8-1,4-1,0-3,1-4,0-3,4 2,4 0,1-2,9 Balanço Fiscal (Var. desde 2008) -1,4-4,3-0,8-2,0-0,5 0,3 0,8-4,1-0,7 Balanço Primário 1,8-0,7 0,8 - -2,1-0,7 1,4 0,2-1,6 Balanço Primário (Var. desde ,3-3,5-1,1-0,0 0,8 0,1-3,6-0,1 Receitas (% PIB) 37,0 35,8 28,1 23,1 24,0 39,2 23,3 23,9 40,6 Despesas (% PIB) 38,2 37,2 29,1 26,2 28,1 42,5 20,9 23,9 43,5 Fonte: FMI, Ministério da Fazenda, S&P e BRAM 8

9 De forma alternativa, ao olhar puro e simples do déficit em relação ao PIB, podemos comparar o crescimento da dívida com o crescimento do PIB nominal. O PIB nominal no Brasil, em anos ruins, cresce próximo a 6,5% e, em anos bons, cresce próximo a 9,0% ou 10,0%. Como o país é gerador de superávit primário, a dívida é uma fração menor do que 100% do PIB e a taxa de juros implícita não é muito superior a 11,0%, evidentemente a tendência da relação dívida/pib tende a se estabilizar ou cair, salvo por fatores autônomos, como as capitalizações de bancos nos últimos anos 2. Um fator de crescente visibilidade fiscal é a sustentação dos bancos públicos, que foi assinalada pela S&P quando da mudança da perspectiva de ratings. A expansão dos bancos públicos não só cria riscos fiscais, mas pode criar distorções importantes no financiamento da economia, sem se traduzir em vetor de aceleração do crescimento econômico, até pelo seu potencial de deterioração dos critérios de escolha de projetos. Não obstante esses aspectos, que merecem análise própria, sendo alguns deles mencionados sistematicamente nas atas do COPOM, por exemplo, pelo potencial de dificultar a condução da política monetária e a baixa dos juros, o impacto fiscal da expansão do crédito dirigido no Brasil já está em boa parte refletido nos números fiscais, pela ótica da dívida pública bruta. De fato, tanto o custo fiscal do subsídio implícito entre Selic e TJLP, como o próprio risco de eventual default de parte da dívida dos bancos públicos, já estaria incorporado na expansão do estoque dessa dívida e a sua tendência. De fato, considerando que, por exemplo, o BNDES, não se alavanca tomando depósitos do público (apesar da emissão de algumas debêntures), o custo fiscal máximo da política de expansão do seu balanço já está materialmente coberto pelas capitalizações que a União vem fazendo no banco. Vale lembrar que normalmente a dívida bruta do país não considera nenhum ativo do outro lado, a não ser a capacidade de tributação. Ou seja, se ao invés de se olhar a dívida líquida que vem caindo como proporção do PIB, por prudência se olhar a dívida bruta, boa parte das preocupações com a qualidade dos ativos que estariam lastreando essa dívida pode ser mitigada (é em parte pela magnitude da criação de dívida pública ex-nihil pela União para financiamento dos bancos públicos que nosso Tópico Especial de Novembro de 2012 sinalizava a importância do governo dar maior destaque para a dívida bruta, não olhando apenas para a dinâmica da dívida líquida, já que, ao focar na dívida bruta, já se estaria inter alia, descontando os riscos potenciais das capitalizações e discrepâncias na avaliação do risco dos ativos deduzidos para o cálculo da dívida líquida). Em relação aos indicadores de dívida externa propriamente ditos, os números do Brasil tampouco são muito diferentes (ou são até melhores) do que em países com avaliação superior. O país possui uma baixa relação dívida externa pública total como proporção do PIB, 5,0%, contra, por exemplo, os 30,3% da Polônia (Tabela 4). Mesmo quando somamos a dívida externa privada, a dívida total externa do Brasil é baixa em proporção do PIB (20,4%) comparada aos países com avaliações mais positivas, 70,8% na Polônia e 50,7% na República Tcheca. A proporção da dívida externa do Brasil é muito mais baixa inclusive que a do Chile (43,9%). Além disso, a dívida externa de curto prazo representa uma fração pequena das reservas em relação os demais países da amostra. Detemos ainda uma das menores relações entre dívida de curto prazo como proporção do total da dívida externa (7%), o que torna o perfil da dívida externa brasileira muito mais benigno do que os da Bulgária e Malásia (com 28% e 37%, respectivamente). Vale salientar, como mostrado na Tabela 1, que no caso do Brasil as estatísticas são extremamente abrangentes, ou seja, o próprio conceito da dívida pública inclui aquela de bancos e empresas não financeiras com participação do setor público, o 2 Como regra, o superávit primário necessário para estabilizar a dívida é dado pela diferença entre a taxa de juros nominal e o crescimento nominal do PIB, ambos divididos pelo crescimento nominal do PIB, tudo isso multiplicado pela relação dívida/pib. 9

10 que não é a prática universal, assim como inclui a dívida dos entes subnacionais, nem sempre capturada nas estatísticas de muitos países. Tabela 4 - Dívida Externa (2012) Brasil Bulgária Colômbia México Malásia Polônia Coréia do Sul Chile Rep. Tcheca Rating BBB BBB BBB BBB A- A- A+ AA- AA- Outlook NEG ESTÁVEL ESTÁVEL POSITIVO ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL Dívida Externa do Governo (% PIB) 5,0 8,5 12,6 10,7 8,9 30,3-9,4 14,3 Dívida externa Bruta (DEB), Pública e Privada (% PIB) 20,4 94,8 21,3 29,6 27,2 70,8 36,6 43,9 50,7 Dívida Externa de Curto Prazo (% DEB) Dívida Externa de Curto Prazo / Reservas em Moeda Estrangeira Fonte: FMI, Ministério da Fazenda, S&P, Moody's e BRAM A análise dos fluxos externos indica que o Brasil se ressente da pequena abertura comercial do país, não parecendo tão robusto quanto outros países mais inseridos no comércio internacional, especialmente aqueles que podem ser caracterizados como uma pequena economia aberta. Nesse sentido, é importante distinguir possíveis desequilíbrios externos como o déficit de conta corrente em relação ao PIB de métricas que procuram avaliar o acesso do país a recursos para financiar sua dívida externa. O déficit em conta corrente do Brasil (3,2% do PIB) não é muito diferente do Chile (4%) ou da Polônia (2,8%), ambos países com rating A (Tabela 5). No entanto, quando se olham os recebíveis de exportação e renda financeira externa do país como proporção do PIB (CARs/PIB), o indicador do Brasil (12,8%) parece bem abaixo daquele das demais economias analisadas. Isso se explica pelos baixos níveis de receitas da exportação de bens (10,5% PIB) e de serviços (1,7% PIB), e de outras rendas e transferências (0,5% PIB) do Brasil. Mesmo considerando a contribuição do investimento estrangeiro direto (IDE), essa relação continuaria muito abaixo daquela de países, geralmente caracterizados como pequenas economias abertas, em que as exportações representam 30% ou mais do PIB. Cabe lembrar que, apesar da avaliação convencional indicar que em um país mais fechado os ajustes externos são mais custosos (porque requer maior depreciação cambial para gerar os fluxos necessários, e daí maior contração do PIB), essa regra nem sempre se aplica de maneira absoluta na medida em que as importações sejam um componente importante das exportações de um país aberto. Ou seja, se um país tem grande fluxo de exportações e importações, e a maior parte das importações é para consumo local, então um pouco de aperto libera um fluxo significativo de receitas para pagamento dos compromissos externos. Mas, se a maior parte das importações são insumos para as exportações (e.g., maquiladoras), então o aperto na demanda doméstica continua tendo que ser bem forte para liberar um excedente de recursos (direcionados originalmente para absorção doméstica) e as exportações continuam a ter que crescer muito para criar um fluxo livre significativo. Assim, mesmo países em que o (CARs/PIB) é alto, podem ter mais dificuldade com o ajuste externo do que o Brasil, onde a possibilidade de substituição de importações em resposta às mudanças de preços relativos ainda é significativa. O fato dos indicadores de financiamento externo ou seus equivalentes para o setor público serem piores no Brasil do que os de alguns países da amostra, exige, portanto, uma avaliação mais cautelosa para respaldar qualquer inferência quanto à vulnerabilidade do país. Efetivamente, uma maneira mais interessante de enfrentar essa questão, para países que possuam Contas Nacionais bem estruturadas, seria considerar o valor adicionado das exportações, ao invés do valor bruto das vendas ao exterior, como indicador relevante de capacidade de resposta a choques externos. Ainda no quadro de indicadores do setor externo, o Brasil tem posição invejável quando se passa a considerar o estoque das reservas internacionais. No que tange à relação das Reservas Internacionais sobre a soma da Necessidade de Financiamento Externo e Dívida de Curto Prazo, o Brasil possui o melhor indicador da mostra, o qual é cinco vezes superior à da Polônia, por exemplo. 10

11 Tabela 5 - Balanço de pagamentos (2012) Brasil Bulgária Colômbia México Malásia Polônia Coréia do Sul Chile Rep. Tcheca Rating BBB BBB BBB BBB A- A- A+ AA- AA- Outlook NEG ESTÁVEL ESTÁVEL POSITIVO ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL ESTÁVEL Conta Corrente (CC) /PIB (%) - Último Dado -3,2 1,6-3,5-1,3 4,6-2,8 5,6-4,0-2,0 IDE Líquido/PIB (%) 3,0 3,3 4,3-1,1-2,3 0,9-1,6 3,4 4,7 CARs/PIB (%) 12,8 77,2 20,5 32,8 90,1 50,4 60,6 33,5 83,7 Receitas Balança Comercial/PIB 10,5 53,6 15,6 30,3 71,9 38,8 47,9 27,7 67,0 Receitas de Serviços/PIB 1,7 14,1 1,4 1,5 12,8 7,6 9,6 4,5 11,6 Receitas de Rendas e Transferências /PIB 0,5 9,5 2,2 2,7 5,3 4,0 3,3 1,4 4,9 (CARs + IDE)/PIB (%) 15,8 80,5 24,8 31,7 87,8 51,3 59,0 36,9 88,4 (CC + IDE)/PIB (%) -0,2 4,9 0,8-2,4 2,3-1,9 4,0-0,6 2,7 Reservas em Moeda Estrangeira / (CC + IDE + Dívida de Curto pra 13,1 2,6 2,9 3,6 2,2 2,6 1,8 3,5 1,2 DEB/CARs (%) 159,4 122,8 103,9 90,2 30,2 140,5 60,4 131,0 60,6 DEB/(CARs + IDE) (%) 129,1 117,8 85,9 93,4 31,0 138,0 62,0 119,0 57,4 Divida Externa do Governo/CARs (%) 39,2 11,1 61,3 32,6 9,9 60,1-28,0 17,1 Dívida Externa do Governo/(CARs + IDE) (%) 31,8 10,6 50,7 33,7 10,2 59,1-25,5 16,2 Fonte: FMI, Ministério da Fazenda, S&P, Moody's e BRAM Finalmente, no cenário prospectivo, a estrutura etária da população brasileira deve favorecer o país em comparação aos demais emergentes da amostra. A demografia brasileira difere substancialmente de alguns dos países em análise, sendo muito mais jovem e com um bônus da população em idade de trabalho que se prolongará bem além do da maior parte dos países maduros (Tabela 6). Evidentemente, também envelheceremos, e em 2050 a proporção da população acima de 50 anos será significativa 3, exigindo ajustes, até porque hoje já gastamos uma proporção do PIB com aposentadorias muito maior do que alguns países com uma população bem mais idosa. No entanto, a existência desse bônus demográfico é relevante porque, dado que no curto prazo o país tem amplos recursos para honrar a sua dívida externa, inclusive considerando que o serviço do próximo ano e meio já está pré-financiado pelo Tesouro Nacional, a discussão sobre perspectivas negativas da dívida muitas vezes vai na direção das perspectivas de crescimento da economia em prazos mais longos. Como nesses prazos é a combinação de capital e trabalho que influencia esse crescimento, e o capital em geral tem rendimentos decrescentes, a vantagem demográfica em um país em que a pobreza extrema vem diminuindo sistematicamente e o nível de educação vem aumentando, é um fator muito mais importante para a solvência da dívida pública do que o crescimento do PIB nos próximos dois ou três anos (isso NÃO é verdade se a economia apresentar desequilíbrios econômicos aparentes ou latentes por conta de represamentos, mas para uma economia de mercado certamente é um fator muito importante). TABELA 6 - População por Faixa Etária (% Total) Rating População entre 0-14 anos População entre anos População com 65 anos ou mais Brasil BBB 24,6 68,1 7,3 Bulgária BBB 13,5 67,5 18,9 Chile AA- 21,4 68,9 9,7 Rep. Tcheca AA- 14,6 69,2 16,2 Coréia do Sul A+ 15,3 72,9 11,8 México BBB 29,0 64,7 6,3 Polônia A- 14,9 71,0 14,0 Colômbia BBB 28,0 66,0 6,0 Fonte: Banco Mundial (2012) 3 Segundo projeções do IBGE e do US Census Bureau teremos em 2050 uma estrutura etária envelhecida, na qual todos os grupos etários inferiores à 50 anos serão menores do que o grupo imediatamente anterior. 11

12 Em suma, o alerta da agência classificadora deve ser mais entendido pelo que significaria de perda para o Brasil desperdiçar o que já conquistou do que uma condenação a mais um período de deterioração de expectativas. O eventual rebaixamento da dívida soberana, ainda que fosse surpreendente em vista dos dados atuais e dos contornos gerais da metodologia divulgada pelas agências de classificação de risco, teria impactos extremamente negativos para o Brasil. O primeiro impacto seria no câmbio, que tenderia a desvalorizar fortemente, até pela restrição regulatória que muitos investidores externos passariam a ter, tendo que reduzir sua exposição ao Brasil (o que vale também em boa parte para a dívida interna, onde a participação dos estrangeiros aumentou, conquanto seja muito menor do que na maior parte dos países emergentes, independente do rating de suas dívidas). Isso levaria a um aumento da taxa de juros para segurar a inflação e compensar a perda da poupança externa como sistematicamente sinalizado nas atas do COPOM. Assim, se agravariam os problemas da competitividade da indústria e a dificuldade da expansão da infraestrutura. O mercado imobiliário, cujo crescimento depende de juros baixos, também sofreria forte golpe. Diante desses revezes, cuja materialização na esteira de um rebaixamento seria muito concreta, não há dúvida de que é vantajoso se olhar para a perspectiva contrária e focar em ajustes, quer das contas públicas, quer da concorrência no âmbito no setor privado, que facilitem um upgrade da nossa dívida externa. O esforço para consolidarmos a capacidade de gerenciar riscos da economia brasileira em eventuais choques externos, levando a uma melhora do nosso rating, é muito menor do que os custos de se admitir o caminho contrário, ainda que no curto prazo o primeiro caminho implique uma menor acomodação do consumo e uma maior disciplina nas despesas correntes do governo. Essa escolha é tão mais relevante considerando um cenário global mais desafiador do ponto de vista do financiamento externo, dada a melhora da atratividade das economias desenvolvidas. Isso é ainda mais importante e vantajoso, quando é evidente que a vontade e capacidade de pagar a dívida pública brasileira, especialmente a cada vez menor dívida externa da República, são inabaláveis. 12

13 Indicadores Selecionados Latam CEEMEA Ásia Colômbia México Brasil Peru Chile Turquia Rússia África do Sul Polônia Indonésia Índia China Rating (S&P) BBB BBB BBB BBB+ AA- BB+ BBB BBB A- BB+ BBB- AA- Dívida Externa do Setor Público / PIB 12,6 10,7 5,0 13,2 9,4 13,1 13,5 18,7 30,3 14,4 6,1 - Dívida Externa do Setor Público / Reservas 132,9 82,0 29,9 43,1 59,9 104,9 57,8 174,0 155,4 111,8 43,8 - Dívida Externa do Setor Público / Total de Dívida Externa 59,0 36,1 24,6 45,1 21,4 30,6 43,3 52,1 42,8 50,2 29,6 - Dívida Externa (% PIB) 21,3 29,6 20,4 29,3 43,9 42,7 31,0 35,8 70,8 28,6 20,6 9,0 Dívida Externa de Curto Prazo (% Total de Dívida Externa) 14,2 21,0 7,4 14,6 19,4 29,3 13,0 20,3 19,2 17,8 23,5 73,4 Dívida Externa de Curto Prazo (% Reservas) 32,0 47,7 9,0 14,0 54,3 100,4 17,4 67,8 69,7 39,6 34,8 16,3 Dívida Externa (% Reservas) 225,2 227,1 121,7 95,7 279,8 342,8 133,5 333,9 363,0 222,7 148,1 22,3 Dívida do Governo (% PIB) 32,2 28,7 58,7 19,8 11,9 36,1 10,8 40,1 55,6 23,6 68,3 29,4 Fonte: S&P, Moody's (2012) 13

14 INDICADORES DE MERCADO 11,8 11,3 10,8 10,3 9,8 9,3 8,8 8,3 7,8 7,3 Estrutura a Termo de Juros no Brasil (Vértices DI) - % 11,38 11,10 10,15 9,30 10,07 9,24 DI Jan14 DI Jan15 DI Jan17 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 Yield da NTN-B (%) 4,85 5,02 3,40 3,35 NTN-B 2014 NTN-B /09/ /09/ /09/ /09/2013 Moedas¹ Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses Franco Suíço 0,91 0,25% 2,40% 0,81% 3,23% Euro 1,35-0,14% 2,14% 2,36% 4,58% Libra 1,61 0,46% 3,71% -1,08% -0,96% Dolar Canadense 1,03-0,21% 2,04% -3,92% -5,04% Dolar Australiano 0,93-0,82% 4,67% -10,36% -10,77% Rublo Russo 32,42-1,88% 2,68% -5,85% -4,33% Iene (Japão) 98,64 0,73% -0,48% -12,05% -21,32% Yuan (China) 6,12 0,03% 0,03% 1,83% 3,00% India 62,28 0,00% 5,51% -11,69% -14,85% Real 2,25-1,56% 6,23% -8,64% -9,61% Peso Chileno 500,96-0,95% 1,84% -4,34% -5,93% Peso Mexicano 13,15-2,19% 1,78% -2,23% -2,43% Peso Colombiano 1902,55-0,33% 1,60% -7,12% -5,45% Sol Peruano 2,77-0,76% 1,39% -7,90% -6,28% Lira Turca 2,04-2,84% 0,08% -12,42% -12,19% Bangladesh Taka 77,68 0,00% 0,05% 2,70% 5,10% Commodities, Juros e Risco Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses CRB 470,6-0,08% -0,51% -2,79% -4,95% CRB (em Reais) 1056,7 1,51% -6,34% 6,40% 5,16% Petróleo BRENT 109,4 0,00% 0,00% -3,09% -3,57% Libor USD 3m 0,25 0,00-0,01-0,06-0,11 Libor EUR 3m 0,22 0,00 0,00 0,04 0,00 Título 10 anos Itália 4,42 0,13 0,02-0,08-0,70 Título 10 anos Alemanha 1,80-0,15-0,06 0,48 0,34 Título 10 anos EUA 2,63-0,10-0,15 0,88 0,98 CDS Brasil 5 anos VIX 14,1 0,9-3,0-8,7-0,8 Bolsas² Cotação Variação Semanal Mês Ano 12 Meses S&P 500 Index 1.698,7-0,66% 4,02% 19,11% 17,38% Dow Jones ,3-0,79% 3,50% 16,97% 13,66% CAC (França) 4.175,6-0,67% 6,15% 14,68% 21,41% DAX (Alemanha) 8.635,3-0,47% 6,57% 13,44% 18,45% FTSE 100 (Inglaterra) 6.531,5-0,98% 1,85% 10,74% 13,01% Nikkei 225 (Japão) ,1 0,12% 10,24% 41,99% 64,92% Shangai (China) 2.261,0-1,45% 2,94% -4,84% 5,00% Ibovespa ,0-0,60% 7,54% -11,76% -10,72% Dados atualizados às 09:00 (1) Variações positivas das moedas significam valorização em relação ao dólar (2) Índices acionários medidos em moeda local 14

15 CALENDÁRIO E PROJEÇÕES Data Evento País Período BRAM Consenso Anterior 30 a 4/10 - IC-Br (M/M) Brasil Set ,77 Domingo 29-set 22:45 PMI Indústria - HSBC/Markit China Set ,20 50,10 Segunda 30-set 06:00 Preços ao Consumidor - CPI Núcleo (A/A) Z. Euro Set ,10% 08:30 Pesquisa FOCUS do Banco Central Brasil :45 PMI - Chicago EUA Set ,00 53,00 11:30 Sondagem Industrial - Dallas EUA Set ,00 14:30 Nota à Imprensa: Política Fiscal Brasil Ago B 22:00 PMI Indústria China Set ,50 51,00 Terça 1-out - Discurso de Yellen (Fed) EUA :00 PMI Indústria Z. Euro Set ,10 06:00 Taxa de Desemprego Z. Euro Ago ,10% 10:00 PMI Indústria Brasil Set ,40 11:00 Gastos com Construção (M/M) EUA Ago - - 0,40% 0,60% 11:00 ISM Industrial EUA Set ,50 55,70 12:00 Discurso de Kim (World Bank) EUA :00 Exportação Total Mensal Brasil Set $21425M 15:00 Importação Total Mensal Brasil Set $20199M 15:00 Balança Comercial Mensal Brasil Set $1226M Quarta 2-out 05:00 IPC-Fipe (M/M) Brasil Set ,22% 08:45 Reunião BCE - Taxa de Juros Z. Euro ,50% 0,50% 09:00 Produção Industrial (M/M) Brasil Ago ,00% 09:00 Produção Industrial (A/A) Brasil Ago ,00% 13:00 Discurso de Rosengren (Fed Boston) EUA :30 Discurso de Bernanke (Fed) EUA :00 PMI Serviços China Set ,90 Quinta 3-out 05:00 PMI Composto Z. Euro Set ,10 09:30 Novos Pedidos Seguro-Desemprego (Jobless Claims) EUA :00 PMI Serviços Brasil Set ,70 11:00 Encomendas à Indústria (M/M) EUA Ago - - 0,50% -2,40% 11:00 Discurso de Lagarde (FMI) EUA :00 Discurso de Willians (Fed San Francisco) EUA :30 Discurso de Powell (Fed Boston) EUA :45 PMI Serviços - HSBC/Markit China Set ,80 Sexta 4-out 09:30 Relatório de Emprego (criação de vagas) EUA Set K 169K 09:30 Taxa de Desemprego EUA Set - - 7,30% 7,30% 10:15 Discurso de Dudley (Fed NY) EUA :30 Discurso de Stein (Fed) EUA :30 Produção de Veículos Brasil Set :30 Venda de Veículos Brasil Set :15 Discurso de Kocherlakota (Fed Minneapolis) EUA Projeções Macroeconômicas - BRAM PIB (% ao ano) -0,3% 7,5% 2,7% 0,9% 2,3% 2,0% Taxa de Inflação - IPCA (% a.a.) 4,3% 5,9% 6,5% 5,8% 6,3% 6,0% Taxa de Inflação - IGP-M (% a.a.) -1,7% 11,3% 5,1% 7,8% 6,0% 6,2% Taxa Selic (final do ano) 8,75% 10,75% 11,00% 7,25% 10,00% 11,50% Taxa Selic (média do ano) 9,92% 10,00% 11,75% 8,46% 8,40% 10,75% R$/US$ média do ano 1,99 1,76 1,67 1,95 2,20 2,50 R$/US$ final do ano (Média - Mês de Dezembro) 1,74 1,67 1,83 2,08 2,45 2,55 Exportações (US$ bilhões) 153,0 201,9 256,0 242,6 238,8 232,9 Importações (US$ bilhões) 127,6 181,6 226,2 223,1 241,2 227,2 Balança Comercial (US$ bilhões) 25,4 20,3 29,8 19,5-2,4 5,7 Balanço em Conta-Corrente (US$ bilhões) -24,3-47,4-52,6-54,2-74,1-51,9 Balanço em Conta-Corrente (% do PIB) -1,6-2,3-2,2-2,4-3,4-2,5 Superávit Primário (% PIB) 2,1 2,8 3,2 2,4 1,5 1,5 Dívida Líquida (% PIB) 43,0 42,5 36,4 35,1 33,9 34,9 15

16 FERNANDO HONORATO BARBOSA Economista-chefe DANIEL XAVIER FRANCISCO JOSE LUCIANO DA SILVA COSTA HUGO RIBAS DA COSTA MIRELA SCARABEL RENATO DE MEDEIROS TRANCHESI THIAGO NEVES PEREIRA Tel.: Material produzido em 27/09/2013 às 15h00 Outras edições estão disponíveis no Site: item Informações aos Investidores / Informativos de Macroeconomia. As opiniões, estimativas e previsões apresentadas neste relatório constituem o nosso julgamento e estão sujeitas a mudanças sem aviso prévio, assim como as perspectivas para os mercados financeiros, que são baseadas nas condições atuais de mercado. Acreditamos que as informações apresentadas aqui são confiáveis, mas não garantimos a sua exatidão e informamos que podem estar apresentadas de maneira resumida. Este material não tem intenção de ser uma oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro. BRAM - Bradesco Asset Management é a empresa responsável pela atividade de administração de recursos de terceiros do Banco Bradesco S.A. BRAM - Bradesco Asset Management - Todos os direitos reservados. 16

INFORME ECONÔMICO 22 de maio de 2015

INFORME ECONÔMICO 22 de maio de 2015 RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Setor de construção surpreende positivamente nos EUA. Cenário de atividade fraca no Brasil impacta o mercado de trabalho. Nos EUA, os indicadores do setor de construção registraram

Leia mais

INFORME ECONÔMICO 24 de abril de 2015

INFORME ECONÔMICO 24 de abril de 2015 RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Economia global não dá sinais de retomada da atividade. No Brasil, o relatório de crédito apresentou leve melhora em março. Nos EUA, os dados de atividade seguem compatíveis

Leia mais

INFORME ECONÔMICO 29 de maio de 2015

INFORME ECONÔMICO 29 de maio de 2015 RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Atividade econômica mostra reação nos EUA. No Brasil, o PIB contraiu abaixo do esperado. Nos EUA, os dados econômicos mais recentes sinalizam que a retomada da atividade

Leia mais

INFORME ECONÔMICO 9 de outubro de 2015

INFORME ECONÔMICO 9 de outubro de 2015 Aug-10 Feb-11 Aug-11 Feb-12 Aug-12 Feb-13 Aug-13 Feb-14 Aug-14 Feb-15 Aug-15 INFORME ECONÔMICO RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Alta de juros nesse ano ainda é o cenário base do FED. No Brasil, a inflação

Leia mais

INFORME ECONÔMICO 20 de março de 2015

INFORME ECONÔMICO 20 de março de 2015 RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS FED reduz projeções de crescimento e inflação nesse ano, e mostra cautela em relação ao início do aperto monetário nos EUA. No Brasil, inflação se mantém pressionada. O Comitê

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira CÂMARA DOS DEPUTADOS Ministro Guido Mantega Comissão de Fiscalização Financeira e Controle Comissão de Finanças e Tributação Brasília, 14 de maio de 2014 1 Economia

Leia mais

Perspectivas para a Inflação

Perspectivas para a Inflação Perspectivas para a Inflação Carlos Hamilton Araújo Setembro de 213 Índice I. Introdução II. Ambiente Internacional III. Condições Financeiras IV. Atividade V. Evolução da Inflação 2 I. Introdução 3 Missão

Leia mais

TÓPICO ESPECIAL Agosto

TÓPICO ESPECIAL Agosto Jan-94 Dec-94 Nov-95 Oct-96 Sep-97 Aug-98 Jul-99 Jun-00 May-01 Apr-02 Mar-03 Feb-04 Jan-05 Dec-05 Nov-06 Oct-07 Sep-08 Aug-09 Jul-10 Jun-11 May-12 Apr-13 Mar-14 Feb-15 Mar-10 Jul-10 Nov-10 Mar-11 Jul-11

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento 12 de janeiro de 2015 Relatório Semanal de Estratégia de Investimento Destaques da Semana Economia internacional: Deflação na Europa reforça crença no QE (22/11); Pacote de U$1 trilhão em infraestrutura

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Julho de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Julho de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Julho de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Inflação e Salários...Pág.3 Europa: Grexit foi Evitado,

Leia mais

Panorama Econômico Abril de 2014

Panorama Econômico Abril de 2014 1 Panorama Econômico Abril de 2014 Alerta Esta publicação faz referência a análises/avaliações de profissionais da equipe de economistas do Banco do Brasil, não refletindo necessariamente o posicionamento

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Indicadores da Semana

Indicadores da Semana Indicadores da Semana O saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu 54,5% do PIB, com aproximadamente 53% do total do saldo destinado a atividades econômicas. A carteira

Leia mais

Cenário para 2015 contempla ajustes na economia brasileira e global

Cenário para 2015 contempla ajustes na economia brasileira e global Novembro/2014 Cenário para 2015 contempla ajustes na economia brasileira e global Temor de baixa inflação global nos parece exagerado, mas tende a manter liquidez global elevada até meados do próximo ano.

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: PIB e Juros... Pág.3 Europa: Recuperação e Grécia... Pág.4

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Relatório Mensal 2015 Março Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Composição da Carteira Ativos Mobiliários, Imobiliários e Recebíveis

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira:

Leia mais

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest SUMÁRIO PANORAMA 3 ATUAL CONTEXTO NACIONAL 3 ATUAL CONTEXTO INTERNACIONAL 6 CENÁRIO 2015 7 CONTEXTO INTERNACIONAL 7 CONTEXTO BRASIL 8 PROJEÇÕES 9 CÂMBIO 10

Leia mais

Classificação da Informação: Uso Irrestrito

Classificação da Informação: Uso Irrestrito Cenário Econômico Qual caminho escolheremos? Cenário Econômico 2015 Estamos no caminho correto? Estamos no caminho correto? Qual é nossa visão sobre a economia? Estrutura da economia sinaliza baixa capacidade

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

TÓPICO ESPECIAL Julho

TÓPICO ESPECIAL Julho Julho O SAMBA do Banco Central brasileiro José Luciano Costa Thiago Pereira A estimativa do impacto de choques, inclusive externos, em uma economia é um exercício complexo, que pode ser auxiliado pelo

Leia mais

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base Cenário Econômico Internacional & Brasil Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda antonio.lacerda@siemens.com São Paulo, 14 de março de 2007

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Março de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Março de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Março de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Fed e Curva de Juros...Pág.3 Europa: Melhora dos Indicadores...Pág.4

Leia mais

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA HENRIQUE MARINHO MAIO DE 2013 Economia Internacional Atividade Econômica A divulgação dos resultados do crescimento econômico dos

Leia mais

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo à Mensagem da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013, em cumprimento

Leia mais

BBDTVM - Fundos de Investimentos

BBDTVM - Fundos de Investimentos BB Gestão de Recursos DTVM S.A. Fundos de Investimentos ECONOMIA INTERNACIONAL Atividade Global Contexto corrente não persistirá: Concomitante desaceleração EUA e China Índice de S urpresas Macroeconômicas

Leia mais

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 18/05/2015

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 18/05/2015 18/05/2015 EconoWeek DESTAQUE INTERNACIONAL Semana bastante volátil de mercado, com uma agenda mais restrita em termos de indicadores macroeconômicos. Entre os principais destaques, os resultados de Produto

Leia mais

GRUPO DE ECONOMIA / FUNDAP

GRUPO DE ECONOMIA / FUNDAP O mercado de câmbio brasileiro, no primeiro bimestre de 2014 Grupo de Economia / Fundap O ano de 2014 começou com um clima bem agitado nos mercados financeiros internacionais, com o anúncio feito pelo

Leia mais

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO Sergio Vale Economista-chefe I. Economia Internacional II. Economia Brasileira Comparação entre a Grande Depressão de 30 e a Grande Recessão de 08/09 Produção

Leia mais

Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo. Setembro 2013

Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo. Setembro 2013 Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo Setembro 2013 2 Melhoras institucionais do Brasil desde 1994: aceleração do crescimento e queda da inflação 9% Brasil: Crescimento do PIB 24% IPCA Inflação Anual 7%

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV São Paulo, 06 de julho de 2010. CENÁRIO ECONÔMICO EM JUNHO A persistência dos temores em relação à continuidade do processo de recuperação das economias centrais após a divulgação dos recentes dados de

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros Projeções Economia Global

Leia mais

12 de setembro de 2014

12 de setembro de 2014 Capacidade de promover mudanças Para o rating brasileiro a recuperação econômica conduzida por investimento e o rígido cumprimento das metas de superávit primário entre 2% e 3% são essenciais. Por outro

Leia mais

set/12 mai/12 jun/12 jul/11 1-30 jan/13

set/12 mai/12 jun/12 jul/11 1-30 jan/13 jul/11 ago/11 set/11 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 1-30 jan/13 jul/11 ago/11 set/11 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12

Leia mais

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014 ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014 Data: 29/04/2014 Participantes Efetivos: Edna Raquel Rodrigues Santos Hogemann Presidente, Valcinea Correia da Silva Assessora Especial,

Leia mais

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013 Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013 Política e Economia Atividade Econômica: Os indicadores de atividade, de forma geral, apresentaram baixo desempenho em maio. A produção industrial

Leia mais

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015 Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 O cenário econômico nacional em 2014 A inflação foi superior ao centro da meta pelo quinto

Leia mais

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 1 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. Política Econômica Desastrosa do Primeiro Mandato 2.1. Resultados

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico INSTABILIDADE POLÍTICA E PIORA ECONÔMICA 24 de Março de 2015 Nas últimas semanas, a instabilidade política passou a impactar mais fortemente o risco soberano brasileiro e o Real teve forte desvalorização.

Leia mais

Relatório Mensal Agosto/2015

Relatório Mensal Agosto/2015 1. Cenário Econômico Relatório Mensal GLOBAL: A ata da reunião de julho do FOMC (Federal Open Market Committee) trouxe um tom mais conciliador. Embora a avaliação em relação à atividade econômica tenha

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais

Ministério da Fazenda. Crise Financeira. Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo. Nelson Barbosa. Novembro de 2008

Ministério da Fazenda. Crise Financeira. Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo. Nelson Barbosa. Novembro de 2008 1 Crise Financeira Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo Nelson Barbosa Novembro de 20 1 2 Impactos da Crise Financeira nas Economias Avançadas Primeiro impacto: grandes perdas patrimoniais, crise

Leia mais

Economic Outlook October 2012

Economic Outlook October 2012 Economic Outlook October 2012 Agenda Economia global Consolidação de crescimento global fraco. Bancos centrais estão atuando para reduzir riscos de crise. Brasil Crescimento de longo prazo entre 3.5% e

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil 1 A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil Guido Mantega Outubro de 2008 1 2 Gravidade da Crise Crise mais forte desde 1929 Crise mais grave do que as ocorridas nos anos 1990 (crise de US$ bilhões

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa A instabilidade registrada nos mercados financeiros internacionais de maio a junho de 26, a exemplo da turbulência observada recentemente, impactou negativamente

Leia mais

Em Compasso de Espera

Em Compasso de Espera Carta do Gestor Em Compasso de Espera Caros Investidores, O mês de setembro será repleto de eventos nos quais importantes decisões políticas e econômicas serão tomadas. Depois de muitos discursos que demonstram

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV São Paulo, 07 de março de 2012. CENÁRIO ECONÔMICO EM FEVEREIRO O mês de fevereiro foi marcado pela continuidade do movimento de alta dos mercados de ações em todo o mundo, ainda que em um ritmo bem menor

Leia mais

O desafio da competitividade. Maio 2012

O desafio da competitividade. Maio 2012 O desafio da competitividade Maio 2012 ECONOMY RESEARCH Roberto Padovani Economista-Chefe (55 11) 5171.5623 roberto.padovani@votorantimcorretora.com.br Rafael Espinoso Estrategista CNPI-T (55 11) 5171.5723

Leia mais

Carta Mensal Mauá Sekular

Carta Mensal Mauá Sekular Mauá Participações I e II www.mauasekular.com.br contato@mauasekular.com.br Carta Mensal Mauá Sekular Fundos Macro Maio 2015 Sumário (I) (II) (III) Cenário Internacional Cenário Doméstico Principais Estratégias

Leia mais

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Agenda 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Cenário Internacional Cenário Internacional Mundo cresce, mas pouco. Preocupação com China 4 EUA

Leia mais

Atravessando a Turbulência

Atravessando a Turbulência 1 Atravessando a Turbulência Guido Mantega Novembro de 20 1 2 Crise financeira sai da fase aguda A Tempestade financeira amainou. Há luz no fim do túnel. Crise não acabou, mas entra em nova fase. As ações

Leia mais

PANORAMA INTERNACIONAL. Embora inibida pelos efeitos do câmbio valorizado, atividade segue forte

PANORAMA INTERNACIONAL. Embora inibida pelos efeitos do câmbio valorizado, atividade segue forte PANORAMA INTERNACIONAL EUA Grande revisão do PIB Performance do 2º trimestre (1,3%), pior do que esperada (1,8%)...e forte revisão do passado Recessão de 2008/2009 foi mais forte Mais modesta formação

Leia mais

Boletim Diário MERCADOS. Índices, Câmbio e Commodities. Bolsa. Altas e Baixas do Ibovespa. Câmbio. Juros. Ibovespa x Dow Jones (em dólar)

Boletim Diário MERCADOS. Índices, Câmbio e Commodities. Bolsa. Altas e Baixas do Ibovespa. Câmbio. Juros. Ibovespa x Dow Jones (em dólar) MERCADOS Bolsa A Bovespa já iniciou o ano novo indicando que será mais um período de muita volatilidade para as ações. Diante de um cenário de grandes incertezas do lado doméstico e de olho nos acontecimentos

Leia mais

Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil

Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil VII Congresso Anbima de Fundos de Investimentos Rodrigo R. Azevedo Maio 2013 2 Principal direcionador macro de estratégias de

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas 1 O conturbado cenário nacional Economia em recessão: queda quase generalizada do PIB no 2º trimestre de 2015, com expectativa de

Leia mais

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado Políticas Públicas Lélio de Lima Prado Política Cambial dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 Evolução das Reservas internacionais (Em US$ bilhões) dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV CENÁRIO ECONÔMICO EM OUTUBRO São Paulo, 04 de novembro de 2010. O mês de outubro foi marcado pela continuidade do processo de lenta recuperação das economias maduras, porém com bons resultados no setor

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

Relatório Econômico Mensal JULHO/13

Relatório Econômico Mensal JULHO/13 Relatório Econômico Mensal JULHO/13 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros BOLSA DE VALORES AMÉRICAS mês

Leia mais

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 24/08/2015

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 24/08/2015 24/08/2015 EconoWeek DESTAQUE INTERNACIONAL Mais uma semana bastante volátil de mercado, com as tensões se elevando conforme os indicadores econômicos chineses demonstram um crescimento aquém do projetado

Leia mais

TÓPICO ESPECIAL MARÇO

TÓPICO ESPECIAL MARÇO MARÇO Brasil e México: uma análise comparativa Fernando Honorato Barbosa Thiago Neves Pereira Hugo Ribas da Costa Nas últimas décadas, Brasil e México têm se alternado na preferência dos investidores estrangeiros

Leia mais

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Comitê de Investimentos 07/12/2010 Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Experiências Internacionais de Quantitative Easing Dados do Estudo: Doubling Your Monetary Base and Surviving: Some International

Leia mais

Juros caem em semana de forte ingresso de capital estrangeiro no mercado;

Juros caem em semana de forte ingresso de capital estrangeiro no mercado; 31-mar-2014 Juros caem em semana de forte ingresso de capital estrangeiro no mercado; Dólar se deprecia 2,7% na semana, influenciado por entrada de fluxo positivo; Ibovespa sobe 5,0% na semana, se aproximando

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL

ECONOMIA INTERNACIONAL No mês de fevereiro foram divulgadas as estatísticas das principais economias mundiais. Cabe ressaltar ainda, o efeito negativo da crise na Ucrânia nos mercados internacionais, uma vez que o grau de tensão

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Agosto 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Figura 38 - Resultado global do Balanço de Pagamentos (US$ bilhões acum. Em 12 meses) Dez/95-Mar/07

Figura 38 - Resultado global do Balanço de Pagamentos (US$ bilhões acum. Em 12 meses) Dez/95-Mar/07 113 6. SETOR EXTERNO Fernando Ribeiro de Leite Neto 6.1 Balanço de Pagamentos 6.1.1 Resultado Global do Balanço de Pagamentos Ao longo de 2006, o setor externo da economia brasileira logrou registrar o

Leia mais

Relatório Econômico Mensal NOVEMBRO/14

Relatório Econômico Mensal NOVEMBRO/14 Relatório Econômico Mensal NOVEMBRO/14 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 6 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 8 Indicadores Financeiros BOLSA DE VALORES AMÉRICAS

Leia mais

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Esta apresentação foi preparada pelo Grupo Santander Banespa (GSB) e o seu conteúdo é estritamente confidencial. Essa apresentação não poderá ser reproduzida,

Leia mais

Ativa Corretora. Novembro de 2010

Ativa Corretora. Novembro de 2010 Ativa Corretora Novembro de 2010 Roteiro A economia global passa por ajustes severos, quase que simultaneamente, o que torna o trabalho de previsão ainda mais complexo do que o normal. Existem ainda questões

Leia mais

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento 17 de novembro de 2014 Relatório Semanal de Estratégia de Investimento Destaque da Semana Economia internacional: Bancos Centrais dominam atenção dos mercados. BCE sinaliza política monetária expansionista;

Leia mais

O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999

O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 14 de maio de 2014 Indicador IFO/FGV de Clima Econômico da América Latina¹ O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 O indicador

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP

2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP 2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP São Paulo, 21 de Agosto de 2013 Hotel Caesar Park Patrocínio SPX Capital Agosto 2013 Perspectivas Macroeconômicas Inflação acumulada em 12

Leia mais

O MERCADO NA SEMANA 19 de Dezembro de 2011 ECONOMIA BRASILEIRA. SEMANA PASSADA Os dados da semana passada e as implicações para o cenário

O MERCADO NA SEMANA 19 de Dezembro de 2011 ECONOMIA BRASILEIRA. SEMANA PASSADA Os dados da semana passada e as implicações para o cenário ECONOMIA BRASILEIRA SEMANA PASSADA Os dados da semana passada e as implicações para o cenário OS MERCADOS Como o mercado financeiro reagiu Indicadores de atividade mostram desaceleração da economia PMC

Leia mais

RENDA FIXA TESOURO DIRETO 09/10/2012

RENDA FIXA TESOURO DIRETO 09/10/2012 DESTAQUES DO RELATÓRIO: Carteira Recomendada A nossa carteira para este mês de Outubro continua estruturada considerando a expectativa de aumento da taxa de juros a partir do próximo ano. Acreditamos que

Leia mais

Relatório Econômico Mensal SETEMBRO/14

Relatório Econômico Mensal SETEMBRO/14 Relatório Econômico Mensal SETEMBRO/14 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros BOLSA DE VALORES AMÉRICAS

Leia mais

Tendências e perspectivas

Tendências e perspectivas Economia brasileira Tendências e perspectivas Apresentação para o VIII Seminário Econômico da Fundação CEEE Gustavo H. B. Franco Porto Alegre, 23 de novembro de 2006 4 Temas Fundamentais Para entender

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

Petrobras, Poupança e Inflação. 16 de Abril de 2015

Petrobras, Poupança e Inflação. 16 de Abril de 2015 Petrobras, Poupança e Inflação 16 de Abril de 2015 Tópicos Poupança e Cenário Econômico Petrobras Fundos Poupança e Cenário Econômico Caderneta de Poupança 1990: Data do confisco:16 de março de 1990. Cenário

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Maio de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Maio de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Maio de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: GDP Mais Fraco no Primeiro Trimestre...Pág.3 Europa: Curva

Leia mais

AGOSTO/2015 RELATÓRIO ECONÔMICO AGOSTO/2015

AGOSTO/2015 RELATÓRIO ECONÔMICO AGOSTO/2015 RELATÓRIO ECONÔMICO ÍNDICE Indicadores Financeiros Pág. 3 Projeções Pág. 4-5 Cenário Externo Pág. 6 Cenário Doméstico Pág. 7 Renda Fixa e Renda Variável Pág. 8 INDICADORES FINANCEIROS BOLSA DE VALORES

Leia mais

Taxas de juros domésticas recuam com dados fracos de atividade doméstica; Dólar recua na semana com fluxo e operações de swap do Banco Central;

Taxas de juros domésticas recuam com dados fracos de atividade doméstica; Dólar recua na semana com fluxo e operações de swap do Banco Central; 19-mai-2014 Taxas de juros domésticas recuam com dados fracos de atividade doméstica; Dólar recua na semana com fluxo e operações de swap do Banco Central; Ibovespa subiu 1,7% na semana, e acumula alta

Leia mais

Indicadores da Semana

Indicadores da Semana Indicadores da Semana O Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa de juros Selic em 0,5 p.p., a 14,25% ao ano, conforme esperado pelo mercado. A decisão ocorreu após elevação de 0,5 p.p no último encontro.

Leia mais

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore O PAPEL DA AGRICULTURA Affonso Celso Pastore 1 1 Uma fotografia do setor agrícola tirada em torno de 195/196 Entre 195 e 196 o Brasil era um exportador de produtos agrícolas com concentração em algumas

Leia mais

Cenário Macro - Setembro

Cenário Macro - Setembro Overview Atividade Econômica (mais detalhes na pag. ) Como antecipado, o processo de desaceleração econômica persiste como parte do ajuste nos salários reais. O PIB do segundo semestre caiu 1, na margem

Leia mais

II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1

II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1 II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1 Desde março do ano passado, a partir da reversão das expectativas inflacionárias e do início da retomada do crescimento econômico, os juros

Leia mais

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Internacional Cenário mundial ainda cercado de incertezas (1) EUA: Recuperação lenta; juros à frente (2) Europa:

Leia mais

Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa

Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa Antônio Gustavo Matos do Vale Diretor de Liquidações e Desestatização 4 de outubro de 2010 1 Evolução recente da economia brasileira O momento

Leia mais

Economia Brasileira: Perspectivas para os próximos 10 anos

Economia Brasileira: Perspectivas para os próximos 10 anos Economia Brasileira: Perspectivas para os próximos 10 anos Conjuntura Economia Americana Crescimento e Mercado de trabalho PIB EUA (%) 11 Desemprego EUA 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1,6 3,9 2,8 2,8 3,2 1,4

Leia mais

Relatório Econômico Mensal ABRIL/14

Relatório Econômico Mensal ABRIL/14 Relatório Econômico Mensal ABRIL/14 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros BOLSA DE VALORES AMÉRICAS mês

Leia mais

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF

Leia mais

1 a 15 de setembro de 2011

1 a 15 de setembro de 2011 1 a 15 de setembro de 2011 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas Coordenação

Leia mais

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)

Leia mais