Sistema Tributário Nacional

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1 A estrutura de um sistema tributário não se forma pelo lado da receita, mas do gasto público. Forma-se a partir da investigação de quais são os tributos necessários para a satisfação das necessidades coletivas. 1

2 São gastos públicos aqueles destinados ao custeio de serviços públicos individuais e coletivos. Quais os critérios para mensurar a justiça do Sistema Tributário Nacional? 2

3 São espécies tributárias: Impostos; Taxas; Contribuições de melhoria; Empréstimos compulsórios; Contribuições. Impostos (Art. 16 CTN): Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. 3

4 Taxas (Art. 77 CTN): As taxas cobradas pela União, Estados, Municípios e Distrito Federal, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Contribuições de Melhoria (Art. 81 CTN): A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. 4

5 Empréstimo Compulsório (Art. 148, I e II CF/88): A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional [...] Contribuições (Art. 149 CF/88): Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação [...] 5

6 Dentre as formas de financiamento da estrutura estatal, a tributação, sem dúvida, é a mais importante. O importante é que o Estado saiba dosar o tamanho dessa tributação. 6

7 Carga tributária no Brasil em 2013: 35,95% do PIB (4,84 tri); Carga tributária no Brasil em 2014: 35,42% do PIB (5, 52 tri); A previsão de economistas é de que aumente a carga tributária no país em 2 pontos percentuais para 2015 e 2 pontos percentuais para 2016; A previsão para o PIB do ano de 2015 é uma queda de 0,1% a 0,8%. Cálculos feitos pela Receita Federal com base nos principais impostos, taxas e contribuições no país. 7

8 A carga tributária do Brasil perde apenas para a de países altamente desenvolvidos como: Suécia (42,8%); Finlândia (44%); Bélgica (44%); França (45%); e Dinamarca (48,6%). O fenômeno da tributação impacta a eficiência do mercado, pois provoca movimentos na alocação e distribuição dos bens na sociedade. 8

9 O Estado interfere nas políticas econômicas dos países, exigindo a contribuição das entidades e das pessoas físicas por meio dos tributos. Contudo o papel do Estado tem sua importância numa economia de mercado, em certas condições, os mercados e as empresas privadas não conseguem conter determinados problemas econômicos relevantes (desemprego, inflação, etc.), provocando a intervenção estatal. 9

10 Para que o Estado não existisse seria preciso que: A concorrência fosso perfeita; Não houvesse necessidades de prover bens públicos aos cidadãos; Não existissem mercados incompletos; Não ocorressem falhas de informações; Inexistisse desemprego, inflação ou desequilíbrio econômico. Para que o Estado exerça o seu papel ele necessita de recursos, que são fornecidos por meio das cobranças de tributos. 10

11 Partindo-se desse ponto de vista, é viável tributar todos os fatos, todos os bens, todas as pessoas, todas as situações de fato existentes? As incidências as normas tributárias estão relacionadas a atividade econômica, deste modo o fisco tributa: A renda; O consumo; e O patrimônio; 11

12 Os tributos são instituídos em lei e essa lei determinará, entre diversos fatores, quem deverá recolher, sob qual acontecimento incidirá, as alíquotas e demais condições norteadoras do acontecimento. Dentro do ordenamento do Sistema Tributário Nacional brasileiro existem as seguintes figuras tributárias: Incidência; Não-incidência; Isenção; Imunidade. 12

13 Incidência: Haverá incidência de tributo quando o contribuinte pratica um fato previsto em lei que da nascimento a uma obrigação tributária. Não-Incidência: São os fatos aos quais não há aptidão para gerar tributos. 13

14 Isenção: São os fatos aos quais o ente federativo poderia tributar, porém determina a não tributação do fato, dando a ele, portanto a isenção. Imunidade: A Constituição Federal não reconhece competência para criação de tributos a determinados acontecimentos. 14

15 Exemplo de imunidades garantidas pela CF/88: Entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; Das autarquias e fundações do Poder Público; Dos templos de qualquer culto; Partidos Políticos, sindicatos dos empregados, instituições de assistenciais e educação sem fins lucrativos; Jornais, livros, periódicos e o papel destinado a sua impressão. Os contribuintes devem observar aspectos relacionados às obrigações tributárias principal e acessória. 15

16 Obrigação Tributária Principal: Consiste no dever do contribuinte em recolher o tributo que lhe é devido aos cofres públicos. Obrigação Tributária Acessória: É o dever de prestar informações sobre os acontecimentos que envolvem o fenômeno da tributação ao Fisco. 16

17 Referências Bibliográficas: AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro. 15. ed. São Paulo: Saraiva, OLIVEIRA, Luiz. M; CHIEREGATO, Renato; PEREZ JUNIOR, José Hernandez; GOMES, Marliete Bezerra. Manual de Contabilidade Tributária. 13º ed. São Paulo: Atlas, SABBAG, Eduardo de Moraes. Direito tributário. 10.ed. São Paulo: Premier Máxima,

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