Motores de Regras de Negócio BRMS

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1 brms_ Motores de Regras de Negócio BRMS Denvolvendo sistemas corporativos de gestão de regras. Cada vez mais as empresas necessitam de agilidade e velocidade no denvolvimento de soluções corporativas, ndo mais escasso ainda o tempo de manutenção dess sistemas. Hoje, uma alteração ou inclusão de uma nova regra de negócio em um sistema corporativo em produção requer uma intervenção do analista de sistemas, que inclusive nem mpre conhece toda a estrutura des sistema. Requer o que chamamos de manutenção. Manutenções, por mais simples que jam, são mpre custosas. Despendem tempo. Requerem atenção de mais de um tor na empresa. Do analista de negócios, passando pelo analista denvolvedor até chegar ao analista de testes. Mas rá que existe uma solução que minimize manutenções em nível de negócio? Não só existe como várias empresas de grande porte já estão adotando aqui no Brasil. Chama- conceito de motores de regras (Rules Engine). A utilização do conceito de motores de regras (Rules Engine) vem com a promessa de agilizar o denvolvimento da solução, diminuindo o risco de manutenção nas regras de negócio dentro do sistema em proporções muito remotas, deixando o gestor de negócios à vontade para alterar as regras de acordo com a necessidade da empresa m depender de um analista de sistemas. O conceito da utilização de motores de regras para denvolvimento sistemas corporativos de gestão de regras nós chamamos de BRMS (Business Rules Management Systems). Antes de partirmos para um exemplo mais prático vamos nos aprofundar sobre o que significa de fato um BRMS e o conceito primário de uma regra de negócio. O que é BRMS? Definimos como BRMS o uso de um sistema (corporativo ou não) baado no conceito de motores de regras (Rule Engine), utilizado para definir, programar, executar, monitorar e manter a variedade e complexidade da lógica de decisão que é usada pelos sistemas operacionais dentro de uma empresa ou organização. Essa lógica, também conhecida como regra de negócios, inclui política, requisitos e instruções condicionais que são usadas para determinar as ações táticas que ocorrem em aplicações externas. O conceito dos motores de regras Um motor de regras é um sistema computacional que tem a capacidade de executar um conjunto de regras de negócio em um ambiente de produção. A definição no início é confusa para quem não tem familiaridade com o conceito de motores de regras. Para podermos entender melhor a utilização do conceito de motores de regras e a finalidade de um sistema BRMS dentro de uma corporação vamos entender melhor os conceitos primários de uma regra de negócio. Regras de negócio Uma regra de negócio expressa uma restrição sobre uma ação dentro de um domínio de negócio. Duas características importantes para a existência de uma regra de negócio são:»» Haver uma motivação explícita para a existên- / 22

2 Arthur Gonçalves Gomes Junior Formado em Análi de Sistemas pela UNIESP, trabalha com denvolvimento de sistemas faz aproximadamente oito anos, é especialista em plataforma Java, certificado em várias soluções IBM como o InfoSphere DataStage 8.5, WebSphere ILog JRules BRMS v7.1, Websphere Process Server 7.0, IBM Business Process Manager, Advanced V7.5 Integration Devel entre outras certificações, é entusiasta e autor do blog Java Anywhere. Atualmente trabalha para o Grupo Ultra como Analista de Sistemas, mas também atua fortemente no gmento de soluções BRMS participando de vários fóruns ligados ao assunto. O que acontece com u sistema quando as regras de negócio mudam? E quando o cálculo do FGTS muda? Mudar o código-fonte para cada nova regra de negócio que pode r mutável gera manutenção e é custoso. A utilização de motores de regras e adoção de ferramentas BRMS pode r a solução. Vamos demonstrar como é possível isolar por total as regras de negócio dentro de uma aplicação Java, permitindo que o denvolvedor Java fique apenas com as funcionalidades, deixando as regras de negócio na responsabilidade do Analista de Negócios. cia da regra.»» Haver um regime de aplicação indicando quais as conquências caso a regra ja quebrada. Um exemplo simples e clássico de uma regra de negócio muito utilizada e aplicações é a consulta ao SERASA: Se o cliente possuir cadastro de crédito positivo no SERASA, o financiamento é liberado não o financiamento é negado. Na regra acima a motivação para a existência é a condição para liberação de financiamento. A regra não pode r quebrada não por interferência humana, o que coloca um risco de perda para a empresa. Linguagem natural A parte mais interessante de um motor de regras, o que também é uma premissa, é que as regras podem r expressas e mantidas no que chamamos de linguagem natural, portanto permitem uma velocidade e resposta muito maior da área de negócios a alterações regulatórias e de inovação nas áreas de negócio. Nes caso, para o nosso exemplo acima, a mudança da regra de liberação de um financiamento de crédito pode r totalmente implementada por um analista de negócio em um sistema BRMS, m conhecimentos de linguagem de programação, deixando o analista denvolvedor focado apenas em programar funcionalidades. Mas como isso é possível? De uma maneira geral é necessário um conhecimento da ferramenta BRMS adotada pela empresa. Mesmo em tratando de um conceito de uso de linguagem natural é preciso um treinamento na definição e na criação das regras de negócio. Es treinamento varia de acordo com a ferramenta adotada. A primeira lição é ter em mente o uso correto da definição de uma regra de negócio. Um modelo de regras deve r identificado e organizado a partir de um conjunto de critérios formais tais como:»» Um vocabulário de negócio que exprime a mântica dos conceitos ndo trabalhados em domínios - Fatos;»» Um conjunto de proposições que permitem a geração de conhecimento a partir destes fatos. Parece um tanto confuso no início. São muitos os conceitos. Mas de uma maneira geral a ideia principal é criar um padrão único de criação de regras, variando de empresa a empresa. Cada organização adota o u modelo de regras. O padrão adotado na confecção dessas regras acaba tornando uma cultura dentro da empresa. No exemplo acima, podemos identificar como fatos primários o CLIENTE e o FINANCIAMENTO. A proposição do exemplo utiliza o crédito do CLIENTE para estabelecer uma política de liberação sobre o FINANCIAMENTO. Por experiência, posso afirmar que a partir de uma simples regra como essa, o analista de negócios procurará guir mpre o mesmo padrão na criação de outras regras. É es o treinamento que o analista precisará ter para trabalhar com uma ferramenta BRMS. 23 \

3 Vantagens e desvantagens Vantagens No momento em que uma empresa adota a utilização de um sistema BRMS ela sai disparada na frente em relação à concorrência em vários aspectos, desde o denvolvimento do sistema até a entrada em produção. Na fa de denvolvimento, como já explicado antes, o foco do analista de sistemas são as funcionalidades. O que abrange funcionalidades? O que chamamos de denvolvimento macro. Criação de telas, camada de persistência, integração com outros sistemas e tudo o que for relacionado à linguagem de programação adotada. Isso tudo terá um ganho durante essa fa, pois o analista não precisará preocupar em entender a fundo o negócio. Deverá saber do que trata, mas não aprofundará em regras de negócio. Mas e as regras de negócio? Onde elas rão armazenadas? O cliente faria todo o trabalho sozinho? Não. Caberá aos analistas de requisitos detalharem todas as regras exigidas para o sistema, ja ele de planos de saúde, como o exemplo que mostrarei, ou de cobrança de títulos, ou afins. Não importa. Todas essas regras deverão r escritas dentro da ferramenta BRMS adotada e rá criado o primeiro conjunto de regras. Aí vem a confusão. Eu acabei de afirmar que o analista de sistemas não deverá preocupar com regras de negócio. E não deverá mesmo. Es trabalho ficará por conta de outro analista, especialista na ferramenta adotada. Es analista, que não necessariamente é um programador, escreverá o primeiro conjunto de regras. Dá para notar que são atividades paradas? Essa atividade é justamente o que o cliente vai enxergar. O gestor de negócios da empresa ou CLIEN- TE é quem manuará es conjunto de regras. Se amanhã ele quir mudar uma regra de negócio ou criar uma nova regra, não dependerá em nada do analista denvolvedor. A regra não ficará em código. Ele mesmo fará essa alteração. Dessa forma, ele, o gestor de negócios, o cara que conhece do próprio negócio muito melhor do que o próprio analista denvolvedor é quem cuidará da própria casa. O ganho com manutenção rá incrível. Uma vez que para criar uma regra ou mesmo corrigir, não teremos de acionar um tor de TI. Desvantagens Existem hoje no mercado poucos especialistas em soluções BRMS. Isso torna a adoção do conceito de motores de regras extremamente cara. Além da mão-de-obra escassa, as melhores ferramentas de mercado que existem hoje são pagas, como é o caso do ILog JRules da IBM (ver referências) ou o Blaze Advisor da FICO (ver referências). Outra desvantagem que pode r um complicador para a empresa que adotar uma solução BRMS é que não é tão simples migrar de uma ferramenta para outra. As regras de negócio não mudam. O que muda é a forma como essas regras são implementadas de acordo com a solução adotada e os padrões que regem cada solução. Soluções open source Existem de fato soluções open source, como é o caso do JBoss Drools da Red Hat (ver referência). Disponibilizado em 2009 e inicialmente chamado de JBoss Enterpri BRMS, o JBoss Drools nasceu com a promessa de possibilitar aos clientes redução de tempo de denvolvimento para atualizar as aplicações e os processos de acordo com as últimas regras e políticas empresariais. O JBoss Drools hoje é uma ferramenta madura e é capaz de atender a necessidade de uma empresa ou organização m dever muito às concorrentes pagas. Exemplo simples de comparação de nomes Vamos fazer um exemplo rápido, até inocente, de consulta de existência de um determinado nome em uma ba de dados qualquer. Para os denvolvedores vamos começar com uma simples clas Java. Uma clas do tipo Value Object que conterá apenas o atributo nome. Vamos mapear essa clas com as configurações padrão do Hibernate, mas apenas para simularmos uma pequena persistência: Listagem 1. Criação da PERSON ) public class Person @Column(name= ID_PERSON ) public Long NM_PERSON ) public String GREETED ) public boolean greeted=fal; //getters e tters omitidos } O objetivo do artigo não é ensinar Hibernate, nes caso, vamos presumir que o leitor já conheça os caminhos para a configuração correta. Vamos inrir alguns dados na ba (es teste foi feito em uma ba Mysql) / 24

4 Listagem 2. Seta um valor para o atributo name. AnnotationConfiguration configuration = new AnnotationConfiguration(); configuration.configure(); SessionFactory sf = configuration.buildsessionfactory(); Session s = sf.opensession(); Person p = new Person(); p.tname( Arthur Gomes ); Nes momento já tenho uma pequena ba de dados com alguns nomes. Ótimo. Queremos agora fazer uma consulta para descobrir um nome consta na ba ou não. Listagem 3. Método que consulta um nome na ba de dados. private void consultaba() { } Session ssion = HibernateUtil.getSession(); PersonDao dao = new PersonDao(ssion); List<Person>lista = dao.buscapelonomeordenacao (textnome.gettext()); for (Person p : lista) { textresultado.ttext(p.getname()); } Para a execução do método aprentado na Listagem 3, foi criada uma tela de consulta simples utilizando SWT. verifique o nome pesquisado consta na regra de negócio. Se constar irá saudá-lo. Caso contrário dirá que o nome não existe para o sistema. Essa regra deverá r escrita em um editor de regras específico, de acordo com a ferramenta adotada. No caso do exemplo estou utilizando a solução da IBM. Para que o nosso objeto (person), criado anteriormente, ja devidamente mapeado e a partir des objeto jam criadas regras, é necessário que ja criado o um projeto de regras, ou Rule Project. Um Rule Project, diferente de um Java Project, não conterá funcionalidade alguma. Conterá regras de negócio. Dentro do Rule Project é necessário que ja criado o que chamamos de BOM ( Business Object Model ). Para ficar mais claro Rule Project criado fará referência ao Java Project já existente, acessando assim o objeto person. O BOM O BOM permite que faça regra de negócio em uma forma amigável, fornecendo ferramentas para criação de um vocabulário de linguagem natural. Com es vocabulário, gestores de negócios podem descrever sua lógica de negócios em uma linguagem de regras de negócios. Um BOM contém as class e métodos que atuam sobre artefatos regra. Como um modelo de objetos, um BOM é muito melhante a um modelo de objetos Java. É constituído por class agrupadas em pacotes e cada clas tem um conjunto de atributos, métodos além de possivelmente outras class aninhadas. Figura 1. Consulta o nome na ba de dados. Mas como dis, até aqui é trabalho do analista denvolvedor. O teste deverá trazer o guinte resultado: Figura 2. Resultado da consulta na ba de dados. Agora precisamos de uma regra de negócio que Figura 3. Hierarquia de um projeto de regras. Um BOM pode r gerado a partir de uma clas Java tradicional, como rá o caso, ou até mesmo a partir de arquivos com extensão.xsd. Listagem 4. Regra que faz a validação do nome recebido. if it is not true that person was greeted and the name of person contains Arthur then print Hello + the name of person +! ; el print The name is not confirm ; 25 \

5 Apesar de ter escrito a regra em inglês, nada impede que a mesma ja escrita em português. Tudo vai depender da configuração do idioma da ferramenta BRMS adotada. Reparem que é uma regra muito simples. Não faz nada além de comparar o nome pesquisado na ba de dados com o nome explicitamente colocado na regra de negócio, mas poderíamos imaginar uma regra muito mais coerente. A de verificação de crédito do início do artigo por exemplo. Todo suíte de ferramentas BRMS possui um editor de regras. Essas regras depois de criadas ficarão disponíveis em um conjunto de regras. Es conjunto rá executado mpre que o motor de regras, mencionado no início do artigo for acionado. Tudo isso ficará disponível em um rvidor de aplicação também de acordo com cada ferramenta BRMS. Para o nosso exemplo acessaremos o conjunto de regras a partir de um EJB. Para cada suíte de ferramentas BRMS existe um conjunto de bibliotecas específico para acesso ao rvidor. A ideia é simples. Recuperar um nome existente na ba de dados e verificar na regra de negócio o nome consta e deve receber saudação. Listagem 5. Método que faz uma consulta pelo nome no rvidor via EJB. Pessoa pessoa = new Pessoa(); pessoa.tname(name); request.tinputparameter( pessoa, pessoa); IlrStatelessSession ssion = ssionfactory. createstatelesssession(); respon = ssion.execute(request); Após acionar a consulta ao conjunto de regras rá exibido o resultado na figura 4. O detalhe é que, como venho dizendo desde o início pouco importa a forma como foi feita a funcionalidade. O gestor de negócios nem vai enxergar isso. O que importa para ele é a regra em si. Essa mesma regra que ele poderá alterar de acordo com o interes do negócio, m depender em nada de um denvolvedor, desde que a regra ja compatível com o sistema de negócios. Figura 4. Resultado da comparação dos nomes É bom frisar que um motor de regras de negócio é uma parte de um sistema completo para o tratamento de todas as coisas envolvidas em trabalhar com regras. É certo que é uma parte importante, mas trata apenas de execução. Mas qual é a diferença entre sistemas corporativos de gestão de regras (BRMS) e mecanismos de regras de negócio? As regras de negócios de sistemas de gestão darão aos usuários de negócios e analistas a capacidade de fazer alterações de rotina e atualizações para sistemas críticos de negócio. Dessa maneira, usando termos comuns de negócios e interfaces familiares, usuários e analistas de negócios podem atualizar as estratégias de negócios em sistemas de informação empresariais. Este controle da lógica de negócios incorporado em sistemas de TI permite aos usuários de negócios alterarem o comportamento da aplicação m assistência de um analista denvolvedor. Exemplo avançado de aquisição de planos de saúde Vamos criar um projeto de regras responsável por validar uma proposta de aquisição a um plano de saúde. A ideia é que a partir de pontuações, de acordo com as informações dadas pelo solicitante, o motor de regras ja acionado e a partir de um conjunto de regras de pontuação retorne um resultado positivo ou negativo. Como o objetivo é apenas e puramente conceitual não entraremos no conceito de uso de nenhuma ferramenta em especial, mas para quem quir, existe o JBoss Drools (ver referências) como uma opção gratuita de mercado. Lembrando mpre que cada ferramenta gue um padrão de denvolvimento. No diagrama aprentado na figura 5 temos um pequeno esboço do que rá o processo. É feita uma requisição, que rá analisada pelo conjunto de regras, de onde rá disparada uma decisão. Se essa decisão for positiva rá enviado um de notificação, não, rá feita uma análi da recusa na aquisição do plano de saúde. Entende- o guinte, como trata de um negócio, é mpre interessante saber a causa da recusa e dependendo do caso, uma intervenção humana. Vamos chamar essas intervenções de Underwriters. O exemplo de cenário descreve parte de um processo de aquisição de plano de saúde que aproveita o BRMS para processamento reto e direto. O BRMS manipula as tarefas que podem r automatizadas, incluindo verificar o índice de massa corporal, que simplificaremos para bmi, calculando a classificação de saúde do cliente. Underwriters processarão somente os aplicativos complicados usando tarefas manuais. O fluxo de trabalho dos processos de guro do / 26

6 SOLICITAÇÃO ACEITAR Regra baada em um decision rvice NÃO SIM Tarefas automatizadas e pedidos m risco de política que rão tratadas pelo decision rvice Notificação por direto ao ponto levando em conta apenas e simplesmente o processo em si, o que já é muito importante. Vamos ignorar a necessidade de um BOM, e criar um modelo de regras apenas com parâmetros de entrada e saída e atributos, que reprentarão um determinado valor de pontuação e um cálculo para o nosso bmi. Criando os parâmetros necessários As regras de negócios agem em um conjunto de objetos chamados parameters, que reprentam a interface do rviço de regra. Para criar ess parâmetros definiremos as guintes etapas: 1. Certificar- de que a direção dos parâmetros está lecionada corretamente de acordo com o projeto de regras. 2. Manter os nomes, tipos e verbalizações das variáveis do exemplo, incluindo as variáveis que são usadas neste exemplo, como mostrado na figura 6. Intervenção humana apenas em casos complexos INTERVENÇÃO HUMANA Figura 5. Diagrama de caso de uso. cenário de exemplo consiste em uma etapa de sistema que chama um rviço de decisão para processamento reto e direto para manter o cenário simples e focar no cenário de integração técnica com o BRMS. O rviço de decisão de underwriting automatizado é implementado usando regras na ferramenta BRMS utilizada. Existem duas tarefas manuais que são roteadas condicionalmente. Se o rviço de decisão rejeitar a solicitação de política (retorna falso), o fluxo de trabalho é roteado para underwriters humanos para avaliação. A notificação por pode r automatizada, mas para simplificar a implementação, é projetada como uma tarefa manual no cenário de exemplo. A figura 5 mostra o fluxo de trabalho des processo. Como já dis o nosso objetivo é explicar o conceito e a utilização de um BRMS, portanto não vamos entrar no conceito de uma ferramenta específica e ir Figura 6. Parâmetros de entrada e saída. Criando o pacote de regras As regras podem r agrupadas em pacotes, de acordo com a ferramenta BRMS utilizada. De qualquer forma isso é padrão para qualquer projeto de regras a fim de definir, organizar e parar camadas. Como estivésmos lidando com um MVC Pattern, nas devidas proporções de comparação. Vamos definir ness três pacotes de regras as guintes denominações: 1. Inicialização: para inicializar os parâmetros usados nas regras de negócios 2. Cálculo: para calcular a classificação de bmi e de funcionamento 3. Verificação: para as regras de negócios atuais de underwriting automático 27 \

7 Figura 7. Hierarquia do projeto de regras Criando as regras de negócios necessárias No pacote Inicialização, criaremos a regra no editor de código da ferramenta BRMS escolhida, para inicializar os parâmetros. Listagem 6. Regras que inicializam o motor de regras. o valor verdadeiro ; atribuir à Avaliação de AIDS o valor 100; atribuir à Avaliação de Câncer o valor 90; atribuir à Avaliação de Tumor o valor 80; atribuir à Avaliação de Pedras nos Rins o valor 70; atribuir à Avaliação de Diabetes o valor 60; atribuir à Avaliação de Alcoolismo o valor 50; atribuir à Avaliação de Hipertensão o valor 40; Na Listagem 7 definiremos a variável que irá calcular o bmi do solicitante. Como a própria regra abaixo mostra, faremos um cálculo matemático baado no peso informado pelo solicitante dividido pela altura * altura. Listagem 7. Regra para o cálculo do bmi. atribuir à Índice de Massa Corporal o valor Peso / (Altura * Altura ); A variável Avaliação de Saúde já inicializa com o valor 0, ndo pontuado durante o processo, e para todos os efeitos o solicitante inicializa es processo com a variável Aquisição de Seguro de Saúde aprovada com o valor verdadeiro. Listagem 8. Regra de inicialização para a Avaliação de Saúde. atribuir à Avaliação de Saúde o valor 0; Note que para cada avaliação definimos uma pontuação máxima de aceitação. Se o solicitante ultrapassar qualquer dess valores não poderá solicitar um plano de saúde. O valor mínimo de aceitação para que o solicitante adquira um plano de saúde é de 60 pontos. Essa rá nossa regra. Cada regra de negócios consiste em um conjunto de condições e um conjunto de ações. As condições e instruções agem sobre os parâmetros definidos no projeto de regras. No pacote Verificação, criaremos uma regra no editor de código da ferramenta BRMS utilizada, de modo que o resultado de bmi de um solicitante ja Obeso ou Abaixo do peso, a variável Aquisição do guro de saúde rá definida como falso, e a aquisição ao guro de saúde rá rejeitada. Listagem 9. Condições que verificarão o cálculo de bmi. Índice de Massa Corporal é no mínimo 30,0 atribuir à Resultado de Cálculo BMI o valor Obeso ; o valor falso; Índice de Massa Corporal é no máximo 18,5 atribuir à Resultado de Cálculo BMI o valor Abaixo do Peso ; o valor verdadeiro; Na nossa regra de negócio, mesmo que o bmi do solicitante esteja abaixo do peso, ainda assim o aprovaríamos. Vamos criar uma regra que verifique a renda do solicitante. Listagem 10. Condições que verificarão a compatibilidade da renda do solicitante com a aquisição do plano de saúde. Cobertura Solicitada é no máximo ( Renda Mensal /3) o valor verdadeiro ; não o valor falso; Vamos criar uma regra que verifique a empregabilidade do solicitante. Listagem 11. Verifica o solicitante tem emprego. Possui Emprego / 28

8 o valor verdadeiro ; não o valor falso Vamos verificar o valor da variável Avaliação de Saúde é maior que 60 pontos. Listagem 12. Verifica o solicitante atingiu pontuação máxima permitida. Avaliação de Saúde á maior que 60 o valor falso Vamos definir uma regra para identificar o solicitante com peso dentro do normal. Listagem 13. Verifica o solicitante possui peso dentro do normal permitido. Índice de Massa Corporal está entre 18,5 e 24,9 atribuir à Resultado de Cálculo BMI o valor Normal ; o valor verdadeiro ; Notem que temos que definir uma pontuação padrão para que o cálculo bmi ja realizado de forma justa. No pacote Cálculo, criaremos um conjunto de regras para calcular a classificação das diferentes doenças. Por exemplo, o solicitante for alcoólatra, antes de reprovar a solicitação, faremos um cálculo em cima do índice de alcoolismo do solicitante com a avaliação de saúde. Listagem 15. Verifica o solicitante é hipertenso. Requerente é Hipertenso atribuir à Avaliação de Saúde o valor Avaliação de Saúde + Avaliação de Hipertensão Es já é um caso em que dificilmente um solicitante teria o u guro reprovado. Vamos agora criar uma regra que calcula o solicitante tem câncer. Listagem 16. Verifica o solicitante tem câncer. Requerente tem Câncer atribuir à Avaliação de Saúde o valor Avaliação de Câncer + Avaliação de Saúde Como deu para perceber, para cada parâmetro de entrada, criamos uma regra, e de acordo com a pontuação definida nas variáveis teremos um resultado para a solicitação do plano de saúde. Por fim podemos também utilizar outro recurso que pode r encontrado em algumas ferramentas BRMS. Chamamos de Tabelas de Decisão. A ideia dessa tabela abaixo rá deixar definido o bmi do solicitante exigido para aprovação. Em muitos casos o gestor de negócios congue compreender muito melhor a lógica contida em uma tabela dessas, e até prefere trabalhar com elas ao invés de escrever regras. O resultado é o mesmo, tanto em regras escritas quanto em tabelas de decisão definidas. Dependendo da complexidade de uma regra é mais conveniente escrevê-la. Se a regra for de definição simples e óbvia como o caso aprentado na figura 8, vale a pena trabalhar com Tabelas de Decisão. Reparem que nas primeiras duas linhas estão analisando o bmi do solicitante está abaixo do normal ou está normal. Nas ultimas duas linhas calculamos o bmi está acima do peso ou o solicitante é obeso mesmo. Listagem 14. Verifica o solicitante é alcoólatra. Requerente é alcoólatra atribuir à Avaliação de Saúde o valor Avaliação de Saúde + Avaliação de Alcoolismo ; Na maioria das vezes es tipo de avaliação ria definido por intervenção humana, ou underwriters. Como definir o solicitante é alcoólatra ou consome bebida alcoólica eventualmente? Vamos verificar o solicitante é hipertenso. Figura 8.Tabela de Decisão. Criando o fluxo de regra Um fluxo de regra determina a ordem da execução do conjunto de regras. A figura 9 mostra o que chamamos em BRMS de RuleFlow. 29 \

9 car em uma ferramenta BRMS, e sim no conceito e na criação de regras. Vamos considerar que a partir des projeto de regras iremos gerar um contrato WSDL a r consumido por um WebService qualquer. Testando o projeto de regras Para quem ainda não conhece, existe uma ferramenta gratuita conhecida como SoapUI, na qual podemos testar contratos WSDL e simular resultados. Para o nosso projeto vamos considerar que temos es contrato WSDL, gerado a partir de algum suíte BRMS, e es mesmo suíte irá gerar um resultado. Figura 9. RuleFlow. Obrvem que o fluxo do processo ocorrerá exatamente de acordo como definimos as regras. Inicializamos as variáveis com valores definidos pelo gestor de negócios, calculamos as doenças presumidas ou assumidas de acordo com a pontuação de cada doença mais a avaliação de saúde e por fim verifica- o solicitante rá aprovado ou não, de acordo com outras condições, que podem r o bmi, conforme definimos até condições de nível monetário ou profissional, como empregabilidade e renda. Podemos fazer um teste rápido para tentar entender o que foi feito até agora. Como foi dito desde o começo, a ideia não é fo- Figura 10. Parâmetros de entrada. WSDL Web Services Definition Language (WSDL) é um vocabulário XML para criar contratos de rviços. Cada Web Service é definido por um contrato WSDL. O contrato WSDL contém toda a informação necessária para criar um cliente capaz de comunicar com o Web Service. Existem várias ferramentas capazes de criar clientes de Web Services de forma automática, ndo o JAX-WS uma delas. O contrato WSDL indica quais as operações disponibilizadas pelo Web Service aos us clientes. O conjunto das operações é designado por interface. Para cada operação são especificados os argumentos (inputs), os resultados (outputs) e os erros (faults). Os tipos de dados dos argumentos, resultados e erros são descritos com esquemas XSD. Repare que nos foi passada uma lista com todos os parâmetros de entrada definidos quando começamos nosso projeto de regras. Todos são obrigatórios. O resultado rá o da figura 11. Figura 11. Parâmetros de saída. / 30

10 Repare que o solicitante foi reprovado já na verificação. No montante dos cálculos ele também é reprovado na Avaliação de Saúde. A suíte de ferramentas BRMS adotada pela empresa é responsável por devolver com gurança o resultado correto des cálculo. A parte bacana é que ess parâmetros de entrada poderiam r colocados, por exemplo, em uma tela Web. Assim como o resultado esperado, mas para todos os efeitos as regras de negócio ficam nas mãos de quem entende. Longe de códigos Java ou qualquer outra linguagem. Totalmente paradas e podendo r manipuladas de acordo com a necessidade da empresa. O JBoss Drools Para quem tiver mais curiosidade sobre o assunto e quir praticar em casa, recomendo o JBoss Drools da Red Hat. É fácil de entender e o Eclip possui um plugin para denvolvimento de regras bem amigável chamado Eclip Guvnor Tools (ver referências) além de como já foi dito aqui, r open source. Outra ferramenta muito bem requisitada pelas empresas, mas, porém é paga, é o Websphere ILog JRules da IBM (ver referências). Talvez a suíte de ferramentas BRMS mais completa do mercado. Considerações Finais A grande vantagem da utilização de sistemas BRMS fica no ganho com ausência de manutenção constante e a eficiência imediata na alteração de uma regra de negócio. O analista denvolvedor, dentro de uma arquitetura BRMS passa a focar nas funcionalidades do sistema, deixando a criação do conjunto de regras de negócio nas mãos do analista de negócios. Uma arquitetura moderna de sistemas de software enfatiza o uso de sistemas de gerenciamento de regras de negócios (BRMS) para gerenciar os negócios complexos e a lógica de decisão. Isso permite gerenciar melhor a demanda para alterar regras de negócios com rapidez. Vimos no nosso exemplo que é possível melhorar a agilidade de us processos de negócios fornecendo opções para melhor tomada de decisão e manutenção geral dos us sistemas de software. Um sistema de gerenciamento de regras de negócio (BRMS) é capaz de dar ao gestor de negócios um controle muito maior no direcionamento da camada de negócios da empresa, m a necessidade constante de recorrer ao analista de sistemas. Ele mesmo altera as regras de acordo com o rumo que o mercado toma, podendo inclusive, dependendo do suíte de ferramentas BRMS adotado, criar simulações de resultados em cima de informações já existentes na ba de dados antes da tomada de decisão. /para saber mais > SoapUI: A primeira versão do SoapUI foi lançado em outubro de O cara por trás dele é Ole Lensmar, na época trabalhando como arquiteto de um projeto de SOA de grande porte. -- Não havia simplesmente nenhuma ferramenta de teste disponível que funcionas bem com um processo de denvolvimento ágil., Dis Ole. Então tive que denvolver uma para mim. Ole trabalhou durante vários mes com es projeto de SOA durante o dia, e denvolvendo o SoapUI em u tempo livre. Quando Ole viu o que o SoapUI poderia fazer por ele e us colegas, decidiu compartilhar o projeto com outras pessoas que trabalham com SOA e denvolvimento. Assim foi lançada uma versão Open Source do SoapUI. > Onde baixar: > Externalizando regras de negócio com o Jboss Drools: MundoJ nº 52 /referências > Gerenciar regras de negócios com processos de negócios techarticle/dm-1004filenetbpmjrules/ > Comentários Críticos sobre Tecnologia da Informação > WebSphere ILOG JRules BRMS > FICO Blaze Advisor business rules management > Página de downloads para o projeto Drools > Update Site para instalar o plugin do Drools no Eclip drools-ide-update/ > Página para mais informações sobre download do ILog JRules da IBM wss?uid=swg \

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