FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES

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1 FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES MANTIDA PELA ARTE E MÚSICA LTDA. PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MÚSICA

2 APRESENTAÇÃO O presente Plano do Curso de Licenciatura em Música da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES é o resultado de um trabalho conjunto do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e do Colegiado de Curso, tendo como base as disposições contidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs). Faz parte também do presente trabalho a observância ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para o período de 2012 a 2016 e o Regimento Geral da instituição, buscando-se sempre atender ao perfil desejado para o egresso e a nossa missão de Alcançar a oferta e a Prática de uma Educação Solidária, possibilitando o saber para ser e fazer. Por fim, observa-se que um plano de curso deve pautar-se pela: autonomia e gestão democrática, como compromisso e participação da comunidade acadêmica no processo de ensino; ética que deve nortear todas as ações desenvolvidas no âmbito da instituição; criticidade como condição para se realizar uma análise crítica da nossa sociedade; flexibilidade e a interdisciplinaridade como eixo norteador para se organizar o currículo; trabalho em equipe como forma de facilitar a construção do conhecimento e demais ações pedagógicas; relação entre a teoria e a prática como compromisso do curso; 1. INFORMAÇÕES SOBRE A REGIÃO DE INFLUÊNCIA DO CURSO 1.1 INSERÇÃO REGIONAL 2

3 A cidade de São Paulo é a mais populosa do Brasil e da América do Sul, mundialmente conhecida, exercendo significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico, social ou político. Trata-se de uma região de grande aglomerado urbano e compreende muitos bairros, abrangendo uma área de Km² com uma população de de habitantes. A FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES está sediada na zona central, sendo delimitada pelos distritos da Subprefeitura da Sé. No entanto, a região comumente denominada de "centro de São Paulo", varia e eventualmente inclui outras áreas da cidade. A ideia de "centro" englobava a região da antiga Administração Regional da Sé, que também incluía os distritos do Brás e do Pari, atualmente englobados pela Subprefeitura da Mooca, interpretação que também é encontrada atualmente. O centro de São Paulo foi um dos principais centros financeiros da cidade até os anos de A partir desta década, devido ao desenvolvimento de outras áreas da cidade, muitas empresas começaram a se mudar para outros distritos da cidade. Na década de 1990 surgiram os primeiros movimentos em defesa da recuperação do centro de São Paulo, como a associação "Viva o Centro". O governo do Estado de São Paulo e do Município de São Paulo também empreenderam iniciativas pela recuperação social, econômica, turística e cultural da região, iniciando um lento, porém constante, processo de revitalização. Este projeto já recuperou importantes áreas turísticas da cidade, especialmente nas proximidades da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES, como a reforma da Biblioteca Mário de Andrade, iluminação e restauração dos calçadões do Centro Velho, valorização da Praça Patriarca, revitalização e reforma da fachada do Edifício Martinelli, criação de uma praça entre a Estação e o Parque da Luz e a criação do Museu da Cidade, no Palácio das Indústrias. Diversos outros pontos da Capital estão sendo recuperados com a revitalização do centro de São Paulo, como a Praça da Sé e a Praça da República. Seguem-se a estes, 3

4 o Largo do Arouche, a Casa da Marquesa de Santos, o Beco do Pinto, a Casa Número 1, a Avenida Nove de Julho e o Corredor Cultural que também terão verbas para tornar mais humanizado o centro da capital. No ano de 2008 foi instituída nova forma de vigilância dos espaços públicos denominada "Aliança pelo centro histórico" que inclui sinergia de esforços da prefeitura municipal, da associação "Viva o Centro" e das empresas privadas da região. Este projeto tem o objetivo de proporcionar aos habitantes uma qualidade total dos serviços públicos, tais como, segurança, iluminação, limpeza das ruas e praças. Todas estas iniciativas têm trazido mais pessoas para o centro e muitos escritórios e empresas têm se instalado na região. A instalação de uma instituição de ensino no centro da cidade de São Paulo corrobora a eficiência das políticas públicas para a região, principalmente no que tange à segurança e infraestrutura. Além disso, a região é servida por várias linhas de ônibus, para os mais diferentes bairros, além da integração com as estações Anhangabaú, Sé, São Bento e República do metrô. Mapa dos Principais Meios de Acessos nos Arredores da Instituição de Ensino. A população total da subprefeitura da Sé, segundo o censo de 2010, é de habitantes. Tabela 2: Crescimento da população do Distrito Sé 4

5 População e taxa de crescimento nos anos de 1980, 1991, 1996 e 1999 DISTRITOS POPULAÇÃO TAXA DE CRESCIMENTO / /99 SÉ ,74-4,80 REPÚBLICA ,49-2,99 TOTAL ,94-1,50 Fonte: IBGE - Censos demográficos 1980/1991 e Contagem da População 1996 Sempla - Deinfo - Estimativa 1999 Enquanto o centro de São Paulo abandona, cada vez mais, sua figura residencial percebe-se claramente a tendência de incorporar a tendência de crescimento empresarial, destinado ao comércio e à prestação de serviços. Neste sentido, pode-se concluir que a FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES encontra-se em ponto estratégico da cidade de São Paulo que, diante do fenômeno de revitalização, bem como da extensa malha de transportes viários, contribui para a consecução dos seus objetivos institucionais. Acrescente-se ainda que a instituição está localizada ao lado do Theatro Municipal de São Paulo, inaugurado em 12 de setembro de 1911, em arquitetura europeia, sob forte influência da Ópera de Paris com sua construção perpassada por traços renascentistas do barroco do século XVII. Atualmente, o Theatro Municipal de São Paulo é composto pela Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade de São Paulo, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Coral Paulistano e as Escolas de Dança e de Música de São Paulo e pelo Museu do Teatro, que guarda a 5

6 história artística e social do Teatro. O imponente edifício da Estrada de Ferro Sorocabana abriga hoje a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País. Projetado por Christiano Stockler das Neves, em 1925 período em que a cidade, estimulada pelo café e pela ferrovia, crescia em ritmo acelerado o prédio, marcado pela sobriedade dos ornamentos e detalhes do estilo Luís XVI, seria concluído somente em 1938, quando a urbanização de São Paulo já se caracterizava pela presença de automóveis, minimizando a utilização de bondes e trens. Em 1997, a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo assume seu controle para transformá-lo no Complexo Cultural Júlio Prestes. Situada no centro da Cidade, vizinha da Pinacoteca do Estado e do Museu de Arte Sacra, a Sala São Paulo fez realizar o potencial de revitalização da região INDICADORES SÓCIO ECONÔMICOS A cidade de São Paulo é responsável por cerca de 36% do Produto Interno Bruto do Estado de São Paulo, o que permite concluir o grau de influência que o município exerce, tanto no contexto regional quanto no contexto nacional. A cidade de São Paulo apresenta-se como uma cidade com um dos maiores índices demográficos do país, denotando um alto grau de concentração populacional: 6

7 Outro dado importante a ser demonstrado diz respeito á taxa de urbanização da cidade de São Paulo, cujo indicador demonstra que cerca de 99% de sua população exercem atividades profissionais nas áreas de prestação de serviços, comércio e indústria. A cidade de São Paulo apresenta um dos menores índices de analfabetismo do país, denotando uma evolução no grau de instrução da população local e, consequentemente, um aumento na busca de evolução no grau de instrução. 7

8 Como reflexo deste fenômeno, cerca de metade da população da cidade de São Paulo entre 18 e 25 anos concluiu o ensino médio, contexto este que demonstra a necessidade de ampliação da estrutura dos cursos de ensino superior. No contexto dos empregos formais, mais de 65% da população economicamente ativa exerce suas respectivas funções na área de prestação de serviços, o que notadamente demonstra a necessidade de ampliação dos cursos de ensino superior, notadamente os cursos de Direito, visto que confere a formação de profissionais tanto para a atuação 8

9 como profissional liberal, como funcionários na área pública e privada. Também no que tange aos dados de empregos formais na área de serviços, cumpre destacar que é o setor que melhor remunera na cidade de São Paulo, com sensível diferença entre os setores da indústria e comércio. O dado supramencionado revela a necessidade cada vez maior de especialização, principalmente no seio da cidade de São Paulo, tendo em vista a evolução contínua do aperfeiçoamento da população local, o crescimento do setor de prestação de serviços, bem como o oferecimento de melhores oportunidades de empregos formais que o setor oferece NECESSIDADE DE UM CURSO DE LICENCIATURA EM MÚSICA NA REGIÃO 9

10 Nas duas últimas décadas do século XX, a sociedade vem passando por profundas e aceleradas transformações decorrentes do aumento da velocidade da produção de informações e do avanço dos meios de comunicação. Além disso, e, por conseguinte, houve a emergência de padrões culturais globalizados, a reestruturação do modo de produção de bens e serviços, a redefinição do mundo do trabalho e o aumento das empresas transnacionais, entre outras mudanças. Esse novo contexto social exige o desenvolvimento de habilidades comportamentais e cognitivas complexas que habilitem o indivíduo para concorrer por vagas no mercado de trabalho. Muito além do domínio dos conteúdos de sua área de atuação, o profissional deve ter capacidade de análise e de síntese; ser ágil nas respostas e criativo diante de situações problemas; aliar raciocínio lógico-formal e intuição criadora; ter facilidade para trabalhar em grupo, gerenciar processos, avaliar e criticar respostas e resistência às pressões. Comunicação precisa e clara, capacidade de interpretação e utilização de diferentes formas de linguagem, curiosidade e autonomia intelectual são competências importantes de ser desenvolver, que devem engendrar os modos de ser, de pensar, de sentir e de agir para que o trabalhador se insira no mercado de trabalho e atenda às demandas da sociedade atual. O cenário que se traça nos faz aludir imediatamente à Educação e à necessidade de formação de professores que atendam qualitativamente a demanda de uma educação que possibilite uma articulação entre os conhecimentos científicos e culturais, valores éticos e estéticos inerentes a processos de aprendizagem, de socialização e de construção do conhecimento, no âmbito do diálogo entre diferentes visões de mundo. No que concerne mais especificamente à educação musical, temos assistido nas últimas décadas uma ampliação significativa desta área, consolidada fundamentalmente pela representativa expansão da produção científica e da literatura nacional e dos espaços de atuação profissional do professor de música. 10

11 O ensino e a aprendizagem da música acontece em espaços distintos e de diferentes formas, (re)configuradas de acordo com os objetivos, características didáticopedagógicas e valores estabelecidos pelo contexto sociocultural. Assim, para compreender a educação musical na contemporaneidade é necessário considerar o diversificado campo da área, tendo em vista a variedade de espaços existentes e, consequentemente, as múltiplas formas de transmissão musical que se configura em cada um deles (QUEIROZ, 2007). 1 Tendo em vista esse vasto campo da Educação Musical, que abrange desde os processos básicos de musicalização até práticas complexas de domínio instrumental e composicional, pode-se afirmar que a formação do professor de música é hoje um dos nossos maiores desafios. Nessa perspectiva, o licenciado em música deve estar apto a exercer a docência, onde os conteúdos musicais se somam às competências pedagógicas para a sua atuação. A Lei no /2008 (BRASIL, 2008) determinou que a música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo do ensino de Arte, já concebido como obrigatório pelo artigo 26 da Lei no /1996 (BRASIL, 1996). Diante desta nova realidade, se estabelece como necessidade a existência de um curso de licenciatura em Música para suprir a demanda na formação de professores especializados para o ensino de música, evitando o que ocorreu no passado, quando a polivalência instaurou-se na área das artes. 1.4 A EDUCAÇÃO MUSICAL NO BRASIL 1 QUEIROZ, Luis Ricardo Silva; MARINHO, Vanildo Mousinho. Educação musical na Paraíba: rumos e concepções na contemporaneidade. In: OLIVEIRA, Alda; CAJAZEIRA, Regina. (Org.). Educação Musical no Brasil. Salvador: P & A, 2007, p

12 Ao longo do século XX, o ensino de música ganhou novos contornos devido às mudanças culturais ocorridas em nossa sociedade, especialmente quanto ao valor da música como expressão das manifestações artísticas. No início da década de 1930 criou-se, no Brasil, a Superintendência de Educação Musical e Artística (SEMA) e estabeleceu-se o Canto Orfeônico como obrigatório nas escolas, como forma de se institucionalizar o ensino de música na educação básica. O termo Educação Musical aparece pela primeira vez em nossa legislação educacional brasileira com a LDB/1961. A partir de 1960, surgem as oficinas de música e a LDB/1971 traz uma nova perspectiva para o ensino da música na educação básica, que passa a integrar os conteúdos da Educação Artística, como atividade obrigatória. Esse fato levou as universidades a criarem os cursos de formação de professores de Educação Artística, objetivando formar profissionais polivalentes para atuar com as diferentes linguagens artísticas (Artes Cênicas, Artes Plásticas e Música). Nessa mesma época, surgem diversos conservatórios e escolas especializadas em música, incorporadas à esfera pública. A partir de 1980, a Arte passa a ter um movimento educacional mais organizado, surgem os cursos de pós-graduação na área, o que levou a um maio reconhecimento nesse campo. Assim, reconhecendo que cada uma das linguagens artísticas possui características particulares, buscou-se estabelecer um perfil mais específico para cada uma das modalidades do ensino de Artes. A criação da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), em 1991, representa um marco para a Educação Musical no Brasil, favorecendo a troca de experiências entre os educadores musicais. 2. INFORMAÇÕES SOBRE A FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES 12

13 2.1. MANTENEDORA ARTE E MÚSICA LTDA. CNPJ: / MANTIDA FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES Rua Conselheiro Crispiniano nº 116/120/124 - Centro São Paulo (SP) Dirigentes da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES: Diretora da Unidade Centro Novo: José Erivam Silveira Filho Vice-Diretor da Unidade Centro Novo: Sérgio Avilla Rizo Coordenadora do Curso: Flavia Albano de Lima Breve Histórico da IES A história da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES inicia com o maestro Armando Belardi que dedicou-se intensamente à vida musical, como instrumentista, professor, regente e diretor de ensino. Foi aluno de violino e violoncelo de Guido Rocchi, membro fundador do Instituto Musical Benedetto Marcello no ano de 1906, e que mais tarde transformou-se na FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES. O maestro Armando Belardi foi diretor do Theatro Municipal de São Paulo, colaborou na organização do projeto de criação da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo 13

14 (1948), conselheiro do Conselho Municipal de Cultura de São Paulo (1973), inspetor de ensino artístico do Estado de São Paulo e diretor do Instituto Musicale Benedetto Marcello. A FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES foi autorizada e reconhecida como Instituição de Ensino Superior pelo Decreto de 28 de maio de 1963, passando a integrar o grupo Faculdade de Música Carlos Gomes a partir de Atualmente é mantida pela Arte e Música Ltda., inscrita no CNPJ sob no / A instituição estrutura os seus projetos institucionais pedagógicos a partir de sua concepção enquanto IES, definindo-se por uma instituição de ensino superior pluralista e partidária, responsável pela elevação do nível cultural, político, e econômico do homem, integrante do ensino de livre iniciativa, consciente de que a manutenção da qualidade se constitui num processo de constante acompanhamento da evolução da própria sociedade, das tecnologias e das metodologias de ensino. A FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES tem sua sede na Rua Conselheiro Crispiniano no. 120, oferecendo os cursos de música nos períodos matutino e noturno. A instituição passou a participar do processo de revitalização do centro de São Paulo. A iniciativa de instalar escolas no Centro de São Paulo teve como objetivo proporcionar aos trabalhadores da região Central da Capital Paulista, oportunidade de estudarem perto do local de trabalho. O Programa Faculdade de Música Carlos Gomes SOLIDÁRIA proporciona à população, por meio das suas instituições parceiras, ações sociais como instrumento de apoio às iniciativas de promoção do desenvolvimento social e econômico. Os Programas e Convênios para Bolsas de Estudo de 50% a 100% do valor da mensalidade, com os Governos Federal, Estadual e Municipal, constituem-se em um grande diferencial da Faculdade de Música Carlos Gomes. Além de oferecer esses 14

15 programas, a Faculdade de Música Carlos Gomes foi pioneira no Programa Escola da Família e, também, no projeto de Humanização da Secretaria da Saúde, denominado Jovens Acolhedores do Estado de São Paulo. Na região de abrangência da Instituição já podem ser observados resultados positivos decorrentes da implantação desses projetos. Dessa forma, a Faculdade de Música Carlos Gomes contribui para a diminuição da violência e promove a integração da comunidade na participação dos eventos culturais e de lazer. Os projetos sociais no interior do Estado de São Paulo fazem com que os jovens se fixem no município de origem, ou na região, na medida em que, por meio dos projetos sociais com as prefeituras, eles participam ativamente da vida política e social do município MISSÃO, VISÃO E VALORES INSTITUCIONAIS MISSÃO A Missão evidencia a razão de ser da Instituição e reflete os motivos pelos quais a FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES foi criada. Seus projetos institucionais estão estruturados a partir da sua concepção como instituição de ensino superior pluralista e partidária, responsável pela elevação do nível cultural, político e econômico do cidadão, consciente de que a manutenção da qualidade de ensino se constitui num processo de constante acompanhamento da evolução da própria sociedade, das tecnologias e das metodologias inovadoras de ensino. Nessa perspectiva, a FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES tem como missão: Alcançar a oferta e a Prática de uma Educação Solidária, possibilitando o saber para ser e fazer. O possibilitar o saber se expressa pelo compromisso com a busca da verdade, através de um ensino de qualidade, comprometimento com a difusão, através da pesquisa e extensão, e do conhecimento produzido pela comunidade acadêmica; Para ser é o comprometimento com a formação do ser humano capaz de exercer a cidadania em sua plenitude e pautar-se pelos princípios éticos; 15

16 Para fazer significa o comprometimento com a formação de profissionais competentes no exercício da profissão e capazes de assumir, com autonomia, o processo de formação continuada. VISÃO A Visão representa o estado em que a instituição busca estar no futuro. Para isso, é necessário direcionar seus esforços, de forma abrangente, tomando decisões para expandir-se no cenário atual. A FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES tem como visão a expansão do ensino de qualidade, possibilitando a inclusão das pessoas menos favorecidas, por todas as regiões do território brasileiro. Esta visão está aliada às orientações contidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais que recomendam formatos de cursos que busquem criar oportunidades de estudos independentes para que os alunos venham a desenvolver a sua progressiva autonomia intelectual. VALORES Por Valores entende-se o conjunto das crenças e princípios que orientam as atividades de uma organização. Eles se expressam pelos padrões de conduta praticados pela instituição. Neste sentido, a FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES se pauta pelos seguintes princípios: Responsabilidade social Compromisso social Atenção à inovação Respeito à diversidade Busca constante pela qualidade Ética e transparência 16

17 3. SOBRE O CURSO DE LICENCIATURA EM MÚSICA 3.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS O Curso de Licenciatura em Música da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES contém propostas pedagógicas que atendem, de forma coerente e equilibrada, a política de ensino brasileira, a realidade sociocultural do país, as exigências do mercado de trabalho, a concepção filosófico-pedagógica da Instituição e os objetivos específicos dos cursos de licenciatura. Busca-se, dessa forma, a formação de professores para atuar em conformidade com as demandas sociais, as perspectivas de cada área e a diferentes realidades dos sistemas de ensino do país HABILITAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO Em se tratando da formação de educadores musicais observam-se a LDB n. 9394/96 e a Lei no , de 18 de agosto de 2008, que alterou parte da LDB nº 9394/96, tornando obrigatório o ensino da música na educação básica, regulamentando assim a atuação profissional do educador musical ASPECTOS LEGAIS E DIRETRIZES CURRICULARES As Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Música, aprovada pela Câmara de educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), em 8 de março de 2004, vem fortalecer as novas definições pedagógicas para os cursos de música no Brasil. Tais Diretrizes apontam para a necessidade e a importância de cursos que sejam adequados às perspectivas da área na atualidade, capacitando profissionais para atuar nos diferenciados espaços culturais e, especialmente, em articulação com instituição de ensino específico de música. O curso de música deve proporcionar ao seu egresso uma visão ampla da área, conforme dispõe o artigo 3º.: 17

18 O curso de graduação em Música deve ensejar, como perfil desejado O Curso de Licenciatura em Música da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES Carlos Gomes tem uma proposta pedagógica que atende aos postulados enumerados na legislação educacional vigente, dentre os quais: Lei de Diretrizes e Base da Educação n ; Resolução n. CNE/CP n. 2, de 19 de fevereiro de 2002, que institui a carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores de Educação Básica em nível superior; Diretrizes curriculares nacionais dos cursos de graduação em Música, Dança, Teatro e Design, Parecer n. 0146/2002 e CNE/CES 0195/2003; Referencial para as diretrizes curriculares Nacionais DCN dos Cursos de Graduação, Parecer n. CNE/CES 67/2003; Resolução n. 2, de 08 de março de 2004 que aprova as diretrizes curriculares Nacionais do Curso de Graduação em música e dá outras providências; Lei n , de 18 de agosto de

19 4. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO Designação: Licenciatura em Música Regime Acadêmico: Seriado Período: Semestral Total anual de vagas: 40 vagas anuais Tempo mínimo para integralização: 03 anos Tempo máximo de integralização: 05 anos Forma de ingresso: Processo Seletivo 19

20 5. OBJETIVOS DO CURSO O Curso de Licenciatura em Música da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES, em consonância com a missão e visão institucionais, visa, inicialmente, garantir, por meio da proposta curricular, que os futuros educadores se apropriem de conhecimentos sobre disciplinas nucleares em torno das quais giram a teoria e prática da Educação e, que ao vivenciarem tais conteúdos, em seu próprio processo de aprendizagem, possam desenvolver as competências necessárias para atuarem como profissionais da educação. 5.1 Objetivo Geral Formar professores para o ensino de música para atuarem nos estabelecimentos de educação básica, escolas especializadas em música e demais contextos de ensino e aprendizagem da música. 5.2 Objetivos Específicos a) Atender às demandas por profissionais para o ensino de música; b) Proporcionar aos alunos um conhecimento amplo para que possam atuar em universos variados do ensino de música; c) Possibilitar vivências em diferentes situações do ensino de música; d) Proporcionar ao aluno condições para conviver com a multiculturalidade advinda das diferenças culturais da nossa sociedade; e) Capacitar docentes para atuar com base em valores de humanidade, tolerância e ética; f) Desenvolver a capacidade reflexiva na área da Educação Musical com base em projetos de ensino, pesquisa e extensão; g) Capacitação técnica para formar professores habilitados para o ensino musical, contemplando tópicos indispensáveis para a atuação qualitativa do professor, a 20

21 saber: Capacitação técnica para atuar em sala de aula coletiva, bem como à frente de grupos musicais, corais e bandas; Desenvolvimento da reflexão sobre a própria prática e sobre a filosofia da educação musical, seu contexto e funcionalidade na sociedade, assim como sobre as relações professor/aluno e aluno/comunidade; Inserção das atividades formativas na realidade histórico-cultural do Brasil, no aqui e no agora, tanto quanto a participação na vida cultural da sociedade em suas diversas manifestações. 21

22 6. PERFIL DO EGRESSO O Plano de Desenvolvimento Institucional explicita que o perfil do egresso da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES é assim definido: Profissional com formação generalista, humanista e crítica, capacitado para atuar em todas as áreas do conhecimento, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautado em princípios éticos, com reflexão sobre a realidade econômica, política, social e cultural". Alinhando-se a este perfil, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) evidenciam especificamente para os cursos de graduação em Música, em seu artigo 3º., que o egresso deve ter uma visão ampla da área, assim descrito: O curso de graduação em Música deve ensejar, como perfil desejado do formando, capacitação para apropriação do pensamento reflexivo, da sensibilidade artística, da utilização de técnicas composicionais, do domínio dos conhecimentos relativos à manipulação composicional de meios acústicos, eletro-acústicos e de outros meios experimentais, e da sensibilidade estética através do conhecimento de estilos, repertórios, obras e outras criações musicais, revelando habilidades e aptidões indispensáveis à atuação profissional na sociedade, nas dimensões artísticas, culturais, sociais, científicas e tecnológicas, inerentes à área da Música (BRASIL, 2004, p. 21). Depreende-se que os cursos de graduação em Música devem considerar a pluralidade do seu campo, sendo capaz de proporcionar uma visão da área com base na interdisciplinaridade, dando aos conteúdos um tratamento interrelacional que permita um conhecimento não fragmentado das disciplinas independentes. É imprescindível aos cursos de licenciatura que, junto aos conhecimentos musicais específicos, seja desenvolvida uma formação pedagógica ampla, relacionada diretamente à construção de saberes em música. O egresso da FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES será essencialmente um 22

23 professor de música que atuará em escolas de educação básica, escolas especializadas em música e demais atividades e contextos de ensino e aprendizagem de música. Sua formação intelectual e cultural, sua capacidade criativa, reflexiva e transformadora, o levarão a uma competente atuação profissional. O curso de graduação em Música deve possibilitar a formação profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades para: I. intervir na sociedade de acordo com suas manifestações culturais, demonstrando sensibilidade e criação artísticas e excelência prática; II. viabilizar pesquisa científica e tecnológica em Música, visando à criação, compreensão e difusão da cultura e seu desenvolvimento; III. atuar, de forma significativa, nas manifestações musicais, instituídas ou emergentes; IV. atuar nos diferenciados espaços culturais e, especialmente, em articulação com instituição de ensino específico de Música; V. V - estimular criações musicais e sua divulgação como manifestação do potencial 6.1. OBJETIVOS 6 COMPETÊNCIAS GERAIS Capacidade de aplicar os conhecimentos na prática; Conhecimentos sobre a área de estudo e a profissão; Responsabilidade social e compromisso cidadão; Capacidade de comunicação oral e escrita; Habilidades no uso das tecnologias da informação e da comunicação; Capacidade de aprender e atualizar-se permanentemente; Capacidade crítica e autocrítica; Capacidade para atuar em novas situações; Capacidade criativa; Capacidade para identificar, apresentar e resolver problemas; 23

24 Capacidade para tomar decisões; Capacidade de trabalho em equipe; Compromisso com a preservação do meio ambiente; Valorizar e respeitar a diversidade e multiculturalidade; Compromisso ético; Compromisso com a qualidade COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS Atuar nos diferenciados espaços educacionais e, especialmente, em articulação com instituições de ensino básico e fundamental, fomentando o conhecimento musical desde a infância; Intervir na sociedade de acordo com suas manifestações culturais, demonstrando sensibilidade e criação artísticas e excelência prática; Viabilizar pesquisa científica e tecnológica em música, visando a criação, compreensão e difusão da cultura e seu desenvolvimento; Atuar, de forma significativa, nas manifestações musicais, instituídas ou emergentes; Estimular criações musicais e sua divulgação como manifestação do potencial artístico; Adequação do pensar e fazer artístico, dentro de uma realidade sóciopolítica. 24

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