LASA2000. XXII International Congress of the Latin American Studies Association March 16-18, 2000 Hyatt Regency Hotel, Miami, Florida, USA

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1 LASA2000 XXII International Congress of the Latin American Studies Association March 16-18, 2000 Hyatt Regency Hotel, Miami, Florida, USA Track: Cities, Citizenship and Quality of Life REVITALIZAÇÃO DE ÁREAS CENTRAIS E A PERCEPÇÃO DOS ELEMENTOS DA MEMÓRIA Lineu Castello Professor Titular, Faculdade de Arquitetura UFRGS, Pesquisador CNPq, M. Phil. Urban Design & Regional Planning (University of Edinburgh) Preparado para apresentação no Encontro 2000 da Associação de Estudos Latino-americanos Prepared for delivery at the 2000 Meeting of the Latin American Studies Association Hyatt Regency Miami, March 16-18, 2000

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3 REVITALIZAÇÃO DE ÁREAS CENTRAIS E A PERCEPÇÃO DOS ELEMENTOS DA MEMÓRIA Introdução Revitalização, memória cultural, percepção do ambiente urbano, preservação, desenho urbano - manifestações que, embora tenham como locus comum a cidade, são individualmente intrincadas, complexas e, se consideradas em conjunto - como numa estratégia de requalificação de uma área urbana - bem pouco prováveis de alcançarem algum sucesso em termos de uma compatibilização harmoniosa ou de uma ação integrada. As dificuldades em compatibilizá-las são consideradas tão graves que, em certos casos, chegam a gerar situações em que algumas dessas atividades acabam por se tornar mutuamente exclusivas, repelindo-se umas às outras. Ou será que não? Exemplos recentes do urbanismo pós-modernista que vem sendo praticado nas últimas décadas do século, apontam para uma tendência à aplicação dessas atividades de forma articulada. Ou seja, situações onde todas as manifestações mencionadas não só são abordadas em conjunto, como se encontram em ativo desempenho. De fato, tendo como leitmotiv a percepção dos elementos da memória cultural de uma cidade e o emprego desses elementos nas estratégias de desenho urbano, visando tanto à preservação como à revitalização de áreas estagnadas, essas ações urbanísticas estão sendo francamente praticadas e vêm encontrando aceitação tanto por parte de setores privados como públicos, trazendo uma situação de certa forma inusitada e que requer algum tipo de análise por parte dos estudiosos urbanos. Evidentemente que uma prática assim tão idealizada não poderia atravessar incólume uma série de críticas que, se algumas vezes ligeiras e quase epidérmicas, em outras, principalmente quando se fazem acompanhar por ponderações de cunho filósofico, tornamse contundentes e geram observações suscetíveis de indicar direcionamentos construtivos. A priori, é bom tornar claro que o tal urbanismo pós-modernista não se restringe a práticas ciber-espaciais ou congêneres, ou a casos singulares de edifícios de escritórios comerciais que contam com frontões historicistas em suas fachadas, como se poderia rapidamente cogitar. (...) Uma paisagem urbana pós-moderna também se refere à restauração e redesenvolvimento de antigos locais, à sua abstração de uma lógica de capitalismo industrial ou mercantil, e à sua renovação em um espaço de consumo na última moda por detrás das paisagens em ferro fundido (...) (Zukin 1996 p.205). Principalmente nas décadas mais recentes, as práticas pós-modernistas de intervenções urbanas passaram a incluir com maior assiduidade as atividades de revitalização de áreas centrais. Normalmente, tais intervenções coincidem com as áreas de interesse histórico da cidade e se fazem acompanhar por operações de preservação ambiental. Ora, são bem conhecidos os conflitos que advêm de uma situação como essa: os bens a ser preservados 3

4 são usualmente designados por parte dos setores públicos; os investimentos necessários para a recuperação das zonas degradadas são elevados e os setores privados são chamados a participar e passam a requerer retornos a seus onerosos investimentos; e, freqüentemente, o nó só é desatado quando se introduz estratégias do tipo resgate da memória cultural que, em última instância, acabam proporcionando uma (...) integração dos bens culturais ao circuito das mercadorias (Marques 1995 p.98), ou ainda, oferecendo (...) maneiras pelas quais a apropriação cultural tornou-se uma estratégia de fortalecimento do valor econômico (Zukin 1996 p.205). Em publicações recentes (Castello 1997a; 1997b), trabalhei a idéia de se trazer à consideração das Ciências Sociais Aplicadas a importância da memória cultural nos estudos de Arquitetura, Urbanismo e Planejamento Urbano. Mais ainda: comentei que, especialmente quando frente a processos de revitalização de espaços centrais das grandes cidades, é possível reconhecer a presença de outros dois fatores, também comuns nos contextos centrais, mas normalmente enfocados de maneira isolada: além da memória da cidade, legítima informadora das condições da vida local (e o particular processo de estocagem da memória cultural que ocorre nas cidades), é preciso atentar também para o que nos revela a percepção ambiental, processo que consubstancia a cognição das informações constantemente emitidas pelo ambiente a seus usuários; e o reconhecimento de uma estrutura de referências, determinada pelo arranjo que se estabelece entre as pessoas, os lugares e os elementos tectônicos, e que orienta e viabiliza o desempenho das atividades urbanas. Esses três fatores atuam em conjunção e devem ser necessariamente contemplados nos estudos da cidade que se voltam a políticas de revitalização. Hoje, no curto período de tempo decorrido após as publicações, e com algumas das discussões em torno de seu conteúdo já mais sedimentadas, a idéia não só recorreu (e com bastante intensidade) como, também, encontrou boas justificativas teóricas a ressaltar sua pertinência. Sua recorrência se deu ao ser realimentada por resultados empíricos avançados em pesquisas urbanas, especialmente as que empregam técnicas de percepção ambiental. Nessa direção, casos estudados pelo Grupo de Pesquisa em Percepção Ambiental e Desenho Urbano (CNPq/UFRGS) na cidade de Porto Alegre, notadamente em seus espaços centrais, trouxeram insumos que confirmaram a extraordinária importância atribuída às imagens evocadas pela memória cultural para o projeto da Arquitetura da Cidade. Por outro lado, a justificativa para o emprego da idéia na área de teoria da cidade também ficou confirmada, principalmente por sua presteza em auxiliar na compreensão de algumas práticas introduzidas pelo urbanismo pós-moderno. E, mais ainda, porque o jogo entre os três fatores - memória, percepção e estrutura de referências, pode trazer contribuições efetivas para a evolução do constructo de lugar, conceituação teórica que vem recebendo interesse crescente por parte de muitos estudiosos, por seu valor como categoria explicativa para muitos dos fenômenos urbanos contemporâneos, e, também, como indicativa de estratégias para o desenho da Arquitetura da Cidade (Castello & Marzulo 1998). Claro está que para compreender as manifestações urbanas é imprescindível aceitar que todas elas são sempre atribuíveis à conjunção de uma grande diversidade de fatores. Nos fenômenos urbanos, nunca há uma só causa determinando uma só conseqüência. Os três fatores apontados no caso de Porto Alegre, desempenharam razoável intensidade na 4

5 explicitação de algumas manifestações porque as informações foram obtidas a partir de leituras contextuais, e este tipo de leitura do ambiente perscruta essencialmente o que é fundamental para esse tipo de análise: a observação da interação de pessoas, comportamento e ambiente. Nesta interação a memória gera fatos, que são recebidos pela percepção e estruturados pelas experiências de uso do ambiente central. Dois paradigmas básicos da teoria arquitetônicaurbanística (Nesbitt 1996) estão aí contemplados: o da fenomenologia (Norberg-Schulz 1983; Heidegger 1998) e o da estrutura morfológica (Lynch 1960,1982; Rossi 1977; Rowe & Koetter 1978). As considerações reunidas no presente texto revolvem em torno desses dois pontos: o trabalho busca aprofundar o entendimento do papel desempenhado por elementos da memória na percepção do ambiente urbano; e busca auxiliar na explicação da força conferida por esses elementos na área de projeto da arquitetura das cidades. Obviamente que aí estão envolvidas duas facetas de uma mesma questão: a memória e o desenho, vistos sob a questão do papel da memória urbana no desenho urbano, tópico altamente significativo na revitalização de centros urbanos. Uma hipótese comum subjaz em ambos os pontos: na percepção do ambiente urbano, a memória cultural registra com singular clareza a manifestação de fatores referentes tanto à Fenomenologia como à Morfologia, do que se torna possível deduzir que é necessário o emprego de elementos da memória na formulação de propostas projetuais que visam à revitalização das áreas centrais. A Percepção da Estrutura do Ambiente Central e a Memória das Cidades Duas pesquisas realizadas no ambiente central de Porto Alegre (Castello et al.1986; Castello et al.1995), com um intervalo temporal de dez anos, investigaram a estruturação espacial do centro da cidade em função de sua constituição morfológico-funcional, dos elementos imagéticos mais marcantes e das práticas cotidianas de seus usuários. Ambas empregaram técnicas de percepção ambiental que possibilitaram o reconhecimento de uma estrutura profundamente marcada pela memória cultural de que está imbuído o centro da cidade. Mais recentemente, como atividade curricular no mestrado em Arquitetura da UFRGS, foi aplicada uma survey, nos mesmos moldes, numa expansão espacial da área central conhecida como Cidade Baixa. Todas as investigações incluíram como referência metodológica a identificação de lugares urbanos Cidade e Memória Cultural Reconhecer as marcas da memória cultural é o que geralmente se antepõe ao olhar do investigador quando examina uma área central. Os ambientes centrais das cidades - em particular, das concentrações metropolitanas - guardam um volumoso e profundo acúmulo dos fatos que vêm marcando de maneira mais significativa sua memória - a memória de sua evolução - desde o tempo de suas fundações até o estágio que sua urbanização atingiu no presente. Há neles uma riqueza concentrada de referências culturais que expressam, de maneira muitas vezes bastante clara, os componentes que conformam a memória da cidade, do seu passado e também de seu presente. Na verdade, são as áreas centrais as mais ricas 5

6 em significados histórico-culturais, pois nelas estão contidas as imagens de todos os diferentes tempos da cidade, o registro da memória informativa acumulada de toda a cidade e - entretecidos na trama central - os novos estímulos atuais, que constróem permanentemente novos fatos e emitem novas imagens que acabam por engendrar o presente da memória, aquilo que será memória no futuro. Ao evoluir no tempo, cada cidade acumula fatos em seu espaço - acumula componentes espaciais - sobre os quais se estabelece um mínimo de convergência de significados. A memória consagra componentes antigos, gera componentes novos e consagra componentes novos, e todos são permanentemente comunicados à população, ingressando em seus processos cognitivos através de mecanismos da percepção. Com a passagem do tempo, tornam-se eventualmente compartilhados por grupos de indivíduos e percebidos de formas diferenciadas, alguns com maior clareza, outros quase despercebidos. Com um mínimo de coletivização em seus significados, passam a ser referências para todos os cidadãos e passam a ser percebidos como lugares referenciais: é isto que dá origem às estruturas referenciais das cidades. Tornam-se o substrato da memória da cidade (Boyer 1996; Lynch 1972). Reasseguram aos cidadãos a permanência de seus referenciais básicos, da continuidade de sua história, da constância de suas estórias, da vida de sua cultura. São os valores subjetivos, os atributos do ambiente central. A Percepção das Informações Ambientais A vivência dos usuários com o ambiente central está calcada na percepção. Todos os dias, todas as horas, em todos os lugares, os cidadãos exercitam permanentemente uma leitura dos padrões que percebem no ambiente e que lhes permitem alcançar uma compreensão completa sobre esse ambiente - a percepção ambiental, o processo de aquisição de conhecimento através dos sentidos e da compreensão do ambiente (Merleau-Ponty 1996). Qualquer intenção projetual destinada a valer-se da memória cultural de que está constituído o centro da cidade, passa por desvelar o que é percebido como componente do repertório histórico-cultural do ambiente central. Só que isto não é tão direto quanto parece: este ambiente apresenta uma variabilidade cultural tão grande, que o registro dessa percepção acaba cercada por condições particularmente complexas, exigindo procedimentos bastante abrangentes. Isto não é difícil de entender. As áreas centrais, se, por um lado, contam com um vastíssimo repertório de referências são, por outro, freqüentadas por uma população extremamente heterogênea, por um verdadeiro mosaico cultural, onde todos os segmentos constitutivos dos moradores da cidade - e da cidadania - encontram-se representados. Captar esta percepção, descobrir o que se configura como elementos estruturais e - mais particularmente - como novos componentes culturais no seio desta grande diversificação populacional é certamente desafiador, por um lado, mas, por outro, enseja oportunidades extremamente enriquecedoras no sentido de valorização da cultura local, meta que é uma constante em qualquer proposição de desenho urbano. Compreensivelmente, o registro completo de tudo o que constitui a memória informacional - ou seja, a percepção de toda aquela informação fundada na experiência do passado, à qual 6

7 incorpora-se incessantemente a que é construída no presente - nem sempre consegue abranger todo o vasto repertório que é constantemente determinado pela interação genteambiente. Mesmo, porque algumas dessas informações são recebidas e ficam registradas claramente por apenas alguns dos grupos de indivíduos das áreas centrais, que, congregados a partir de sintaxes individualizadas, constituem comunidades socioculturais diferenciadas. E, das quais, vão resultar leituras diferenciadas de uma mesma realidade. Entretanto, tentar registrar como são percebidas as informações emitidas pelo ambiente central à sua multiplicidade de usuários, constituir-se-á certamente em bom instrumento a revelar a identidade cultural da população. Mais uma razão, então, para validar a tentativa de registrar as informações fornecidas pelas diversas percepções grupais, pois assim se poderá completar a visão sobre as relações da sociedade com seu espaço mais simbolicamente coletivo: seu ambiente central. Uma Estrutura de Referências Na arquitetura da cidade, as manifestações materiais da simbologia urbana podem ser reconhecidas através de uma estrutura, cuja lógica é determinada pela maneira pela qual as pessoas usam os espaços urbanos e seus componentes para o exercício de suas diferentes atividades. As pessoas vão e vêm, vêem, saem dos ônibus, entram nos prédios, trabalham, residem, freqüentam praças, param para conversar, brincam, jogam, circulam, descobrem atalhos, descobrem outras pessoas, conhecem o ambiente urbano. Desenvolvem um processo de cognição do ambiente através da experiência visual e de uso desse ambiente. E constróem no território uma arquitetura, explicitando através dela quais são seus principais componentes, indicando seus melhores espaços de convívio, suas rotas de circulação, seus focos de convergência e os lugares nos quais centralizam-se prioritariamente suas atividades. Esta lógica é a do uso das facilidades, da leitura dos valores, da fruição e, também, a do menor esforço para o cumprimento dos afazeres de cada dia. Por meio de todos seus sentidos recebem permanentemente informações sobre os elementos que compõem o ambiente central, atribuindo a alguns deles um conteúdo simbólico forte, às vezes, até tão forte, que os transformam nos contenedores e (quem sabe) até emissores de significados da vida naquela cidade, naquele contexto. Ou seja, expressam a visão cosmológica definida por aquela sociedade. Significados que acabam por conferir valor aos espaços urbanos, transformando-os em referências socio-culturais (Carr 1967). É claro que isto vai implicar em reconhecer que existe uma qualificação, uma atribuição de significado a certos espaços urbanos, e que este significado os distingue, os qualifica, permite valorá-los. Implicará, igualmente, em reconhecer a presença de uma dinâmica nesse constante estabelecer de significados: a ocorrência de um processo dinâmico dentro do qual certos espaços passam a tornar-se mais capazes do que outros para acolher, guardar, acumular qualificações, advindo daí sua transformação, sua meta-morfose, de mera massa construída a símbolo coletivizado. Ao articularem essas informações, ao classificarem e atribuírem significado sobre esses elementos - conhecendo-os, vivenciando-os, conferindo-lhes valorações, referenciando-os - os moradores estarão armando uma estrutura de leitura de seu ambiente - estarão 7

8 reconhecendo e expressando os componentes da estruturação ambiental. O que, por sua vez, permitirá apontar para os lugares urbanos daquela sociedade. O reconhecimento disto já traz uma forte contribuição para as ações de projeto e planejamento. Mas, seu aprofundamento, nos paradigmas do estruturalismo e do pósestruturalismo, abrirão as perspectivas necessárias aos arquitetos para refletir mais profundamente sobre o poder e a influência desses significados sobre a vida dos cidadãos. Lugares Urbanos As pesquisas vêm permitindo avançar nas reflexões relativas ao conceito de lugar, em várias das diferentes facetas envolvidas no longo espectro abrangido por essa categoria, ou seja, desde o lugar como materialização de caracterizações físicas altamente qualificadas (Bacon 1978), passando pelo lugar das vivências práticas do cotidiano humano (De Certeau 1994), chegando ao lugar da representação da subjetividade humana (Canter 1977), sem esquecer do lugar do marketing urbano (Kotler 1993), do lugar da percepção sensorial; (Bagot et al. 1998), para aproximar-se, por fim, dos que tentam decifrar o lugar como criação cerebral, dentro de uma interpretação neuro-psicológica (Del Nero et al. 1996). Do exame sobre o estado da arte do lugar urbano na literatura, resultaram duas importantes constatações. Uma delas, de natureza intrinsecamente sócio-psicológica, traz à reflexão que o constructo de lugar pode ser de substancial utilidade na análise urbana contemporânea e na prática do projeto arquitetônico-urbanístico, já que, ao que tudo indica, a (boa) arquitetura da cidade depende em parte considerável de permitir a inserção de uma articulação de lugares na estrutura da cidade (Castello & Marzulo 1998). A outra, fruto do acompanhamento de algumas práticas pós-modernistas de urbanismo, e de compleição marcadamente econômico-comunicacional, faz refletir sobre a extraordinária importância do papel desempenhado por lugar e a projetação de lugar no marketing urbanístico e na administração da cidade contemporânea. Lugar, na literatura urbanística, é um conceito que ainda se encontra em busca de definições teóricas mais elaboradas. Embora as áreas que necessariamente adotam uma visão físico-territorial em sua abordagem do ambiente - Geografia, Arquitetura e Urbanismo, Planejamento Urbano e Regional - valham-se de alguma forma de seu emprego, sua indispensável e indissociável aproximação com os campos psicológico e antropológico ainda aguarda um desenvolvimento mais detido. Tudo indica que somente uma aproximação mais íntima entre as Ciências Sociais Aplicadas, as Humanas e as Ambientais, intermediadas pelas modernas colaborações das Ciências Cognitivas e Neurociências, é que permitirá sediar o grande locus onde serão gestados os necessários entendimentos sobre o conceito de lugar, para sua igualmente necessária e definitiva inserção no campo da Arquitetura e Urbanismo. Em Arquitetura Urbana a visão de lugar trata de identificar os elementos básicos do espaço urbano fortes o suficiente para se tornarem percebidos como os elementos estruturais daquele ambiente (Lynch 1960; 1982). É bastante comum lugar ser fisicamente associado à noção de genius loci, isto é, à existência de um espírito do lugar, conforme proposto por Norberg-Schulz (1980), cujo embasamento, de acordo com o autor, dá-se em relação ao que ele chama de lugar natural. 8

9 A Filosofia, especialmente em sua vertente fenomenológica, endereça para a oportunidade de realização da existência humana seu principal enfoque sobre lugar. Heidegger (1998 p.101), examinando a origem etimológica da palavra bauen e sua semelhança com a palavra buan (construir e morar, em alemão e alemão antigo, respectivamente) especula sobre o lugar como sendo o ato de morar, o processo pelo qual as pessoas constróem seu lugar de morar, isto é, sua existência. Na verdade, entre os numerosos espaços públicos das cidades, são apenas bem poucos aqueles que se destacam como mais ricos em oferecer experiências existenciais. Por isto mesmo, são esses os lugares urbanos, unidades percebidas individual e coletivamente como continentes de significados mais profundos, capazes de oportunizar a realização de experiências ambientais. Distinguem-se, precisamente, por envolverem um bom número de representações de imagens percebidas como referenciais do contexto onde se situam. Na Geografia, o lugar é o espaço que adquiriu características tão distingüidoras na interação pessoas-espaço físico, que dela são geradas ligações afetivas entre os usuários e o ambiente, relação que faz Tuan (1980) criar a conhecida expressão topofilia para designar essa aproximação. Na tradição da Etnografia, lugar é um método disciplinar clássico, empregado para a compreensão da existência humana, integrando aquilo que Mauss (1974) chamou de fenômeno social total, já que paradigmático das descrições etnográficas dos mais distintos e diversos em tempo e em espaço grupos, culturas e sociedades humanas. Na Antropologia lugar ou lugar antropológico, como quer Augé (1994) é aquele espaço onde ocorre a materialização da identidade social, onde se afirmam e se expressam os valores sociais de uma sociedade, isto é, sua identidade simbólica. A Psicologia, por sua vez, traz contribuições substanciais para o constructo de lugar, como será visto mais adiante. As perspectivas mais recentes, introduzidas por um novo campo específico - o da Psicologia Ambiental - buscam fazer a ponte entre o conceito de behaviour setting (Barker 1990), entendido como um pattern eco-comportamental presente no ambiente, com o de lugar, conforme a acepção de Canter (1977), ou seja, o de uma unidade sócio-física de experiência ambiental; e, a partir daí, proceder à conjugação entre os dois fatores. A Percepção dos Elementos da Memória nos lugares Urbanos Uma sistematização derivada dos resultados das pesquisas no centro de Porto Alegre apontou para a ocorrência de três tipos de lugares mais facilmente reconhecíveis de acordo com a conformação morfológica que os identifica: lugares configurando PONTOS, EIXOS e ÁREAS, todos sobre um grande pano-de-fundo do tecido urbano tradicional, a TELA histórica na qual se tecem os contornos dos LUGARES, nos quais é celebrada a memória da cidade e da cidadania. Tanto o paradigma da estruturação morfológica quanto o das manifestações fenomenológicas colaboram para uma mais realista identificação por parte da população dos lugares que marcam o coração da cidade, isto é, aquelas formas construídas onde o 9

10 fenômeno da manifestação experiencial de vida acontece com mais naturalidade. Como lição a ser aprendida pela Arquitetura e Urbanismo, fica a idéia de instruir a atividade projetual através dos subsídios informacionais obtidos tanto por um approach morfológico, como por uma análise de natureza fenomenológica. Tudo indica que Morfologia e Fenomenologia são penetrantemente influenciadas pela Memória da cidade e atuam sobre a Percepção do ambiente urbano, relacionando-o ora à psicologia da percepção (o realce gestáltico que um lugar adquire sobre a tela histórica de fundo), ora à psicologia social (o realce conferido pela cosmovisão da sociedade local aos lugares da vida urbana cotidiana). Com isto, evidentemente, passam a se fazer necessárias algumas breves reflexões visando a aproximar a arquitetura e o urbanismo da psicologia da percepção e da psicologia social, o que se procederá a seguir. As Íntimas Relações da Arquitetura com a Psicologia. Banerjee & Southworth (1991), em sua verdadeira exegese sobre a obra de Kevin Lynch, revelam que o arquiteto estava interessado num tipo diferente de utopia: a utopia do lugar (place utopia) (p.767). Nela, as pessoas e os lugares se uniriam naturalmente, as pessoas se envolveriam na criação dos lugares e em sua manutenção; e os lugares, por sua vez, ganhariam vida, manteriam a continuidade da Vida, tornar-se-iam memorizáveis. Talvez a utopia de Lynch não estivesse tão distanciada de uma realidade concreta. Todas as cidades experimentam o privilégio de contar com um lugar de qualidade: há sempre um consenso entre os moradores elegendo os lugares de sua cidade. Cabe aos arquitetos seguirem as trilhas indicadas pela população para apreenderem (e aprenderem) o que confere qualidade aos lugares. Mas, antes, sem dúvida, cabe também tentar penetrar nas interpretações possíveis trazidas pela psicologia para a fenomenologia de lugar. O lugar na Psicologia Visto a partir do enfoque que privilegia sua abordagem física, mais particularmente, na Psicologia Ambiental (vertente de investigações bem pouco usuais por parte dos pesquisadores brasileiros), o constructo para lugar busca comumente apoio nas contribuições filosóficas que seguem uma perspectiva fenomenológica no estudo das relações entre as experiências existenciais e o espaço. Neste sentido, é emblemática a contribuição de Merleau-Ponty (1996), abordando a fenomenologia da percepção. Componentes físicos e componentes psicológicos, perceptivos e experienciais, estão em pauta no constructo de lugar da Psicologia Ambiental. Com isto, a invocação tanto da psicologia da percepção quanto da psicologia social faz-se necessária, porque ambas são capazes de fornecer instrumentos operacionais para um melhor entendimento dos fenômenos psico-espaciais do ambiente urbano (Bonnes & Secchiaroli 1995). Os Estímulos Objetivos e a Psicologia da Percepção A psicologia da percepção reforça os argumentos relativos aos estímulos objetivos que se encontram presentes na definição de lugares. Sua tradição revolve sobre as relações entre o ambiente físico e os processos psicológicos, perceptivos e cognitivos. Em sua vertente gestaltica, é determinante o papel da forma física nos fenômenos perceptivos, enquanto 10

11 que em sua vertente transacional, são os objetivos dos indivíduos no ambiente que devem ser observados para o entendimento das relações pessoas-ambiente. Todas as ações associadas a representações funcionais, transmitidas pela percepção sensorial aos seres humanos, estão contempladas na psicologia da percepção. Há elementos do lugar que impressionam a visão, há sensações táteis transmitidas pelo contato com os materiais empregados na construção do lugar, os aromas viabilizam a identificação de lugares, o refrigério ou a calidez qualificam com precisão um lugar, há lugares melodiosos e há lugares insuportavelmente ruidosos, há lugares que excitam e aguçam até mesmo o saborear dos alimentos. Há, por outro lado, lugares cuja composição morfológica é esteticamente estimuladora. De forma análoga, as representações transacionais, conferidas pela cognição dos aspectos utilitários presentes no espaço, ou seja, o modo como o espaço propicia a realização das transações entre pessoas e ambiente com maior ou menor fluência, tornam-se igualmente determinantes na qualificação adquirida pelo espaço. Assim, muitos dos avanços teóricos desenvolvidos no âmbito da psicologia da percepção (p.ex. Gibson 1979; Ohno 1997) apresentam potencialidades para trazer boas contribuições ao estudo e entendimento das sensações intrinsecamente presentes nos lugares. Na arquitetura da cidade, cresce o apoio teórico trazido por essa perspectiva, mantendo em constante indagação o relacionamento resultante (e determinante) da interação entre o ser humano e o ambiente onde vive. Sensações visuais, táteis, olfativas e auditivas (e até degustativas) são viscerais na recepção tri-dimensional da arquitetura, e o reconhecimento disto ocupa as preocupações mais recentes dos teóricos da arquitetura: In the postmodern period, the bodily and unconscious connection to architecture has again become an object of study for some theorists through phenomenology (Nesbitt 1996, pp.28-9). Os Estímulos Subjetivos e a Psicologia Social A tradição da psicologia social confirma a presença de estímulos de natureza subjetiva nas ações que se processam em um lugar. O lugar, nesta visão, compreende forças socioculturais em atuação, numa perspectiva de cunho acentuadamente psico-social (p.ex. Bonnes & Secchiaroli 1995; Stokols 1997). Mais do que a interação adaptativa do indívíduo para sua sobrevivência no ambiente, implícita no enfoque de lugar visto acima, aqui, a interação sofre muito mais a interferência das regras coletivas de sobrevivência, os indivíduos são agentes sociais, a interação é uma ação social, predomina o entendimento das interrelações estabelecidas entre o ambiente e a estrutura social na qual estão imersos os indivíduos. Tornam-se muito significativas, então, as representações evocacionais da sociedade, que mexem com a memória coletiva em todos os seus tipos de manifestações, explicitando, para o conjunto de grupos sociais, o sentido da continuidade e da permanência do significado que está contido nos espaços. Na mesma linha, as representações cosmovisionais tornam-se então básicas para a compreensão das interações socioambientais e do comportamento da sociedade no espaço. Da visão de mundo da coletividade - quase de um inconsciente coletivo - definem-se os fenômenos de natureza eco-comportamental que atuam na definição das relações da sociedade com o espaço. A integração entre aspectos cognitivos e aspectos afetivos associados ao lugar; e entre aspectos individuais e coletivos do comportamento humano, também existentes no lugar, 11

12 associam-se, então, para tornar o projeto de lugar como uma determinação básica a ser buscada pelo desenho da revitalização urbana. Nele, as representações funcionais e transacionais, e as representações evocacionais e cosmovisionais, devem - pelo menos tentativamente - reunir-se num só conjunto. Para tornar mais poderoso esse congraçamento, a associação com a memória da cidade assume posição tática como elemento instrumental para a projetação urbanística, já que se torna no componente ativo do cenário urbano assim projetado. Centro de Porto Alegre: A Memória Aninhada em Pontos, Eixos e Áreas A Memória na Usina do Gasômetro Pois a usina do Gasômetro - que na verdade não produzia gás e sim energia elétrica - está na memória de todo porto-alegrense como a construção que, na ponta da península central, marca o limite do centro da cidade junto ao rio que a margeia. É uma construção relativamente recente (de 1928) mas, sua carga morfológica é de tal porte, que seu recorte destacando-se sobre a silhueta central a transforma num monumento urbano de compulsiva legibilidade (Fig.1). E o mais interessante é que seu uso atual, após um acidentado processo de recuperação, está lhe conferindo uma vitalidade de tal porte que atualmente a posiciona como verdadeiro êmulo da revitalização da área central. Abrindo um portal de acessibilidade ao rio Guaíba (do qual a população se encontra isolada desde a construção de um muro de concreto de proteção contra cheias), as políticas de revitalização aplicadas à usina vêm proporcionando a realização de concertos, espetáculos à beira d água, bailes populares, feiras, exposições, encontros científicos, reuniões políticas, enfim, um sem número de práticas da cidadania, capitalizando naquele PONTO do centro uma formidável carga de urbanidade. Sua consagração definitiva como um dos lugares da cidade acaba de ocorrer, com a escolha da usina como o ponto onde se realizou a Festa da Virada do Milênio em Porto Alegre. Associam-se, no caso, a particular morfologia do lugar, acentuada pelo volume arquitetônico do prédio e sua alta chaminé, com a realização de práticas urbanas coletivas dos cidadãos, isto é, com a manifestação da fenomenologia da cidadania. O realce gestáltico e transacional da psicologia da percepção atua conjugadamente com a evocação da memória coletiva e a visão de mundo da sociedade local. Isto traz um ganho certo para a qualidade de vida da cidade e de seus habitantes. Ganha a população e ganha o ambiente urbano com a intensiva interação que se estabelece em um dos lugares mais notáveis da cidade. E que há bem pouco tempo atrás, não passava de uma área contendo um prédio abandonado e em ruínas, como constatado na pesquisa realizada em 1985 (Castello et al. 1986). Mesmo assim, na ocasião, estava bastante viva na memória das pessoas entrevistadas, provavelmente por sua estratégica presença na estrutura visual do centro. Ou, quem sabe, por sua localização privilegiada na interface do antigo tecido central com a vasta superfície líquida do rio, na interface do concreto e da água, do urbano e do natural. De qualquer forma, sua lembrança não desponta dos livros oficiais de História, mas, sim, da memória popular, da memória dos cidadãos comuns, da memória de todos nós. 12

13 Figura 1 Usina do Gasômetro Figura 2 Rua da Praia: Casa de Cultura Mário Quintana Figura 3 Cidade Baixa: Rua Lopo Gonçalves Figura 4 Cidade Baixa: Shopping Olaria 13

14 A Memória na Rua da Praia A memória popular pode muito bem derivar de uma circunstância externa (um uso particularizado que de repente se passa a dar a um determinado lugar) e, com isto, ela pode ficar muito volátil (pode rapidamente tornar-se nada mais do que uma lembrança, como observa De Certeau (1994). Este autor, aliás, ilustra saborosamente as distinções entre memória e história dizendo que a memória, na cidade, seria como aquelas aves que só põem seus ovos em ninhos de outras espécies, pois ela muitas vezes se acomoda, se aninha, se produz em lugar que não lhe pertence: de repente, de acordo com uma circunstância fortuita, uma certa esquina pode se tornar memorável, a memória pode nela se estabelecer por circunstâncias eminentemente alheias. O EIXO constituído pela Rua da Praia, a tradicional rua de comércio no centro de Porto Alegre, é pródigo em acumulação de memórias da cidade. É pródigo, igualmente, em armazenar as imagens que os porto-alegrenses detêm em relação ao centro de sua cidade, como indicado nas pesquisas conduzidas na área central, principalmente através da técnica de mapas mentais, muito usada em pesquisas de percepção ambiental. De acordo com os postulados da técnica, as imagens mentais que as pessoas guardam em suas cabeças em relação às formas da cidade podem aflorar quando submetidas a determinados estímulos. Um destes é o de solicitar-se um desenho sobre determinada área, do que resultam os chamados mapas mentais ou mapas cognitivos, bastante ricos em conteúdo informacional. Mesmo frente às conhecidas dificuldades inerentes a essa técnica, foi possível obter um substancial volume de desenhos realizados pelos próprios respondentes. Isto permitiu esquadrinhar sobre um grande conjunto de mapas desenhados pela população, que neles registrou aquilo que nada mais é do que sua maneira de imaginar o centro. Povoando as imagens mentais da maioria dos mapas apareceu a rua da Praia. A principal rua de compras da cidade - o lugar das multidões, onde as pessoas se amontoam ao longo de todo o trecho pedestrianizado, com todos os tipos de gente e a maior aglomeração de comércio varejista e camelôs, ou seja, o tipo do lugar central que as pessoas simultaneamente amam e odeiam - foi incluída em quase 70% dos mapas, confirmando-se como um dos símbolos mais lembrados do centro da cidade. Ali, a memória indubitavelmente sobrevive. A própria denominação com que essa via é conhecida, rua da Praia, é um instrumento da memória: o verdadeiro nome da rua é rua dos Andradas, ela não tem praia alguma e sua alcunha vem do tempo em que o rio batia em sua margem, posteriormente distanciado por meio de um grande aterro. Já no campo de políticas de revitalização, um bem intencionado projeto de um Corredor Cultural, que une um número de prédios históricos classificados na lista oficial de edifícios a preservar, teima em se estabelecer. Morfologia e Fenomenologia ainda não convergiram suficientemente aí, a ponto de concretizar a política. O que ocorre num EIXO dessa natureza, numa área central que se populariza cada vez mais, é uma típica manifestação daquilo que De Certeau acertadamente denomina de morfologia da prática, já que suas teorias (...) derive from linguistic studies, particularly Wittgenstein s model of ordinary language and what de Certeau refers to as the speech act (Levine 1997 p.1). Essas práticas mudaram muito. Talvez esteja na rua da Praia a mais emblemática manifestação das mudanças que atingiram as áreas centrais das cidades 14

15 brasileiras. Persiste hoje mais a memória dessa morfologia da prática, do que propriamente a prática. Tanto é assim, que os mapas mentais da população estão povoados de imagens da rua da Praia. Mas não são tão ricos assim em registrar experiências de uso acontecendo nessas imagens. O interesse científico que a rua da Praia desperta é, contudo, muito grande. A exemplo do que vem ocorrendo em PONTOS ao longo desse EIXO, como, por exemplo, na Casa de Cultura Mário Quintana, verdadeiro pólo cultural do centro (Fig.2), ou na Esquina Democrática, locus de demonstrações da vitalidade política dos cidadãos, somado à intensa percepção evidenciada no imaginário dos usuários, as perspectivas para o Corredor Cultural podem ser consideradas otimistas. Da mesma forma, perspectivas para um incremento na qualidade de vida da população também podem ser esperadas, quem sabe até colaborando para responder às inquietações de Levine (1997 p.7) quando observa que De Certeau searches for what the ordinary man invents in his routine, but to what extent this liberates and raises the quality of life remains to be seen. A percepção que os usuários têm da rua da Praia é o aqui e agora, isto é, a invenção da rotina cotidiana dos sujeitos frente ao objeto; as imagens, por sua vez, envolvem a memória, evocam a memória que esses sujeitos têm do objeto e, se bem articuladas, podem ensejar o sucesso de uma política de revitalização. A Memória na Cidade Baixa Apenas uma extensão à margem do centro, muitas vezes confundido com o próprio centro, o bairro Cidade Baixa pode ser classificado como se encontrando num estágio intermediário de uma incipiente revitalização. Ou seja, muita coisa ainda está por se definir. A imagem sobre a Cidade Baixa é inquestionavelmente, a de uma ÁREA. Uma superfície homogênea em sua morfologia, ao passo que dinâmica, nas manifestações fenomenológicas que preside. Em recente pesquisa de campo desenvolvida com alunos do mestrado em Arquitetura, quase todas as antecipações a respeito da área feitas ainda antes de uma visita de campo, foram confirmadas, especialmente as que se voltaram mais intensamente para o papel da memória naquela ÁREA. Relembrado pelos pesquisadores como um bairro caracterizado por construções antigas e de predomínio residencial (Fig.3), a visita ao bairro não só confirmou esta imagem, como surpreendeu pelo equilíbrio encontrado no processo de revitalização que experimenta, apesar de ainda não haver uma política específica neste sentido. O que vem ocorrendo no bairro é mais uma conseqüência do que Zukin (1996 p.210) denomina de apropriação cultural típica do pós-modernismo, do que propriamente uma política de revitalização oficial: O processo de apropriação cultural (...) começa nos bairros urbanos históricos com passeios a pé. Esses roteiros são montados por voluntários que(...) se fascinam pela combinação de arcaísmo e beleza, ou autenticidade e design, que por anos permaneceu oculta por detrás dos usos da classe baixa. A redescoberta de uma antiga olaria e sua inserção nas práticas de consumo, através de sua transformação em um pequeno shopping mall (Fig.4), está revelando ao porto-alegrense um cenário onde a evocação da memória relembra até mesmo velhos rituais urbanos semi-olvidados, de um tempo em que a cidade ainda não era uma metrópole estressada e os cidadãos podiam se dar ao prazer de usar as frentes das casas como lugares de encontro, de lazer e de jogar 15

16 conversa fora, em pleno exercício de uma autêntica cidadania. Independente disso, a vida noturna tradicionalmente associada à área, que sempre contou com locais de concertos formais e informais de música popular, vê-se agora incrementada com a introdução de diversos bares, cafés, cinemas, no novo mall, confirmando a aura de boêmia da Cidade Baixa. O surpreendente é a exata justaposição entre os cenários que se encontram presentes na área, cenários todos, vinculados a elementos da memória, como se esses elementos do passado estivessem permeando os caminhos atuais da vida do bairro, encontrando um veículo por onde penetrar no presente. In other words, in place of sanitizing the past by purifying it, we should contaminate the present with it (Lynch 1975, In Banerjee & Southworth 1991 p.631). É verdade que a morfologia da área, com muitas casas unifamiliares, induz indiscutivelmente a isto. Mas, a mudança comportamental que um cidadão qualquer, nãoresidente, vivencia em visita à área, é um fenômeno que não pode ser desconsiderado numa futura política de revitalização. E que não pode deixar-se perder, particularmente, em vista das alterações edilícias que vêm sendo rapidamente introduzidas na área. O Lugar Temático e o Meta-Urbanismo O emprego da memória cultural em desenho urbano e em projetos de revitalização tomou um rumo bastante peculiar nas últimas décadas do século 20, gerando uma corrente que o autor classifica como meta-urbanismo (Castello 1998; 1999). Em outras palavras, trata-se de uma concepção que tenta fugir da realidade enfadonha da cidade atual, conduzindo à produção de percepção de uma realidade não-real, onde o urbanismo constrói concretamente lugares mais próprios de uma meta-realidade. Perdas de símbolos, de valores, de responsabilidades, o cotidiano das cidades da humanidade globalizada de hoje exibe sintomas que estão a exigir uma reposição dessas perdas, que requerem a volta de marcos referenciais de ilusões presentes no imaginário evocado pela memória. Ou, talvez mais precisamente, no imaginário evocado pelos poderosos mecanismos de marketing voltados à voluptuosa prática de consumo a que está submetida a sociedade contemporânea, mecanismos que vendem imagens tão tentadoramente publicizadas quanto tão rapidamente se tornam evanescentes. Dentro da temática central de (re)criação de lugares povoados de imagens associadas à memória, esse tipo de urbanismo admite variações. Boyer (1992 pp.187-8), por exemplo, por analogia aos antigos espetáculos cenográficos urbanos, como os panoramas ou os tableaux comuns nas cidades mais ricas do século 19, observa que na cidade de hoje também poderiam ser encontrados espaços equivalentes aos antigos tableaux, caracterizando-os em três tipos: as áreas de preservação histórica, as áreas com algum interesse histórico e as áreas temáticas, como shopping malls ou enclaves residenciais. Zukin por outro lado, observa que enquanto os panoramas pressupunham audiências estáveis, o consumo visual contemporâneo se constrói sobre a mobilidade do espectador e, nele, Enobrecimento e Disney World representam protótipos de paisagens urbanas pósmodernas (Zukin 1996 p.215), entendido o enobrecimento como a recuperação dos velhos centros das cidades. Enquanto Leach, de maneira mais geral, aponta para um urbanismo que prega um revivalismo histórico, rejeitando tudo do Modernismo, e outro que propõe a 16

17 prática de um Pós-modernismo cenográfico, que acaba orbitando na própria esfera do Modernismo: há uma curiosa aliança de um pós-modernismo de reação com um pósmodernismo de resistência. The former, according to Foster, repudiates modernism and seeks refuge in the forms of the past. The latter remains committed to the project of modernism and seeks to rework it through a process of critical re-evaluation (Leach 1997 p. xiv). Nas estratégias de revitalização, muitas dessas áreas recebem projetos que intentam reproduzir os lugares de antanho, buscam encenar a vida como ela era antigamente, criando uma realidade urbana que hoje não é mais real, originando não-lugares (Augé 1994) através de um redesenho empregando diretrizes que seriam mais próprias de um meta-urbanismo. Gera-se um fenômeno no qual a percepção do ambiente se torna refém de um cenário teatralizado que busca reproduzir as imagens da memória, segundo técnicas e ideologias do presente. Algo que uma perplexa Ada Louise Huxtable (1997) espanta-se ao constatar que se trataria uma paradoxal reprodução autêntica. Na construção de Disneylândia ocorreu, pela primeira vez, a efetivação de uma dessas reproduções autênticas em nível urbano, ao ser introduzida a réplica de uma main street apresentando o que seriam os padrões típicos da rua principal de uma pequena cidade qualquer, e que passaria a marcar a seqüência de todos os trabalhos de Disney. E é também lá que avolumou-se intencionalmente o livre emprego de uma linguagem arquitetônica que, enfatizando a fantasia popular, permitiu o concreto (porém ilusório) acesso da população a remotos e oníricos elementos que povoavam seu próprio imaginário. A Edição da Memória O reencontro dos norte-americanos com o nostálgico encanto da main street das velhas cidadezinhas de seus respeitáveis ancestrais - com todos seus aspectos mais admiráveis bem exaltados - mostra a preocupação em trazer à cena americana o registro de uma realidade vista de maneira irreal. Garantida a completa invisibilidade de todos os artefatos ligados à infraestrutura que viabiliza seu funcionamento, e filtrada de qualquer referência a questões de desgaste físico e social características de uma cidade tradicional, a versão editada do que seria uma rua principal, acaba invadida por uma eventual aura de irrealidade. A perfeição técnica, como nos inquieta Virilio (1996), pode efetivamente induzir ao desaparecimento da realidade, pode levar a uma real irrealidade. Na verdade, o que poderia ser considerado a versão autêntica de uma rua principal americana, talvez não conseguisse ser tão eloqüente quanto sua versão editada. Rowe & Koetter (1981 p.50), imaginando como seria uma rua típica de uma cidade do século 19, observam que no processo de fixação de uma linguagem para as desarraigadas comunidades pioneiras da época, na sua rua principal estaria certamente presente uma coleção de prédios suficientemente diversificada, a ponto de introduzir em uma nação ainda sem imagens próprias, algumas imagens culturais bem estáveis da civilização européia, afora as indispensáveis menções a referências locais. Muito mais, então, do que a simplória coleção de simulações vitorianas em escala distorcida apresentada por Disney. Não obstante isto, à época de seu lançamento, a main street de Disneylândia trouxe um reconhecido incremento à preservação de prédios históricos nas diversas cidades reais 17

18 americanas. Estimulados pelo encanto trazido pelas nostálgicas imagens da antiga rua principal, os cidadãos voltaram-se a buscar algo desta imagem perdida em seus próprios ambientes urbanos. E um componente importante foi introduzido ao debate que já se insinuava: enquanto alguns preservacionistas imediatamente se posicionaram contra, alegando que a falsidade de um simulacro não poderia nunca inspirar o desejo pelo autêntico, outros engajaram-se na duvidosa corrente que estimulava o que passou a se chamar de faux architecture ( faux mesmo, - certamente utilizando-se do afrancesamento para alcançar uma credibilidade mais chic do que lhe conferiria um mero fake ), justificando-a como estratégia para alcançar a preservação das peças autênticas. Como ponto de interesse mais próximo, não seria demais assinalar novamente a importância suscitada pela memória das cidades na relação dos cidadãos com seus espaços urbanos. O lugar Temático Com o projeto da main street ficou devidamente implantado o lugar temático como uma nova e estimulante fronteira de Desenho Urbano. Consagrados nos parques temáticos que se sucederam, os novos padrões arquitetônico-urbanísticos da meta-realidade, com a rapidez característica do mundo da globalização, foram muito bem aceitos e instalaram-se quase instantaneamente em todos os mundos conhecidos, rico, pobre ou emergente. O mundo não tardou a receber a mensagem de que uma nova e mais bonita realidade, filtrando da memória apenas aquilo que ela tinha de mais aprazível, se sobrepunha à realidade insossa do cotidiano. Nem todo parque temático é Disney, certamente. E é também evidente que nem todo desenho contemporâneo que emprega algum tipo de escapismo em sua elaboração é um parque temático. O interessante é observar que nesta concepção de criação de lugares, um tema é trazido ao destaque e, no entorno dele, procedem-se diversas variações, igualmente temáticas, enfatizando ora a criação de uma atmosfera ambiental de forte conotação subjetiva, onde predomina o escapismo; ora o lançamento de uma poderosa oportunidade de mercado, com repercussões diretas bem objetivas. Também vale registrar o emprego, nesses projetos, do conceito que a Jorde Partnership, empresa responsável pela introdução de proposições revolucionárias no desenho de shopping malls, define como sendo um experiential placemaking (Huxtable 1997 p.98), ou seja, a fabricação de lugares que rememoram as riquezas acumuladas no espaço, através das experiências de vida que o mesmo tenha eventualmente promovido ao longo de sua existência e configuração. Dos mundos Disney americanos, na California e na Florida, seguiu-se uma disneyficação que, em curto tempo, atingiu Paris e ainda em menor fração de tempo, alcançou Tóquio, através dos parques que foram estabelecidos nessas duas metrópoles. E muitas outras metrópoles não-americanas, ingressaram decididas no mundo tão norte-americano dos ambientes da fantasia seletiva, onde os lugares urbanos são reinventados sob a imagem maior de um grande entretenimento que rememora algo temático. Também não tardou quase nada para que o extraordinário ambiente de consumo que impera nos parques Disney fosse transferido e celeremente admitido no interior dos ambientes temáticos mundiais. Para isto, bastou incorporar ao tema básico do lugar uma atração adicional - a do espaço 18

19 de compras - e o parque temático passou a ter seu próprio shopping mall, buscando igualmente na memória da cidade, a inspiração para sua materialização. São bastante conhecidas, inclusive no Brasil, as experiências que adotam esta variação. Curiosamente, podem também ser incluídos aí os numerosos projetos de revitalização de prédios e lugares de interesse histórico-cultural, como os que foram aplicados em várias áreas portuárias centrais, dos quais podem ser citados o pioneiro South Street Seaport em New York, Puerto Madero em Buenos Aires e Port Vell em Barcelona. Mas, o final do século 20 ainda reservaria um impacto portentoso no campo do desenho urbano apoiado por imagens da memória. Novamente a Disney Development Company deu um passo desconcertantemente arrojado nessa direção: lançou o desenho de uma cidade temática. Rumo à cidade da carochinha, Celebration, a cidade nova inteiramente projetada, teve seu lançamento inaugurado, em meio a celebrações do meio arquitetônico mundial, no mês de outubro de Localizada junto à Orlando, na Florida, rasgou novas fronteiras psicológicas no desenho urbano, ao criar um laboratório para testar a vida real num cenário temático. Literalmente, uma meta-realidade urbana. O muro de Berlim veio abaixo, as utopias socialistas foram demolidas, enquanto a ideologia da Utopia urbana continuou a florescer vigorosamente na América do fim do século. O desígnio mais aparente de Celebration é o de evocar os suaves tempos do passado, reconstruindo the special magic of an American home town. (Steiner 1996 p.51). Destinada a uma classe média perturbada por uma realidade urbana complexa, perigosa e estressante, mas que ainda conserva em sua memória o doce tempo de seus avós, quando a apple-pie recém-saida do forno esfriava na janela da varanda, o projeto de Celebration preocupa-se em reconstituir adequadamente o reconfortante ambiente da memória de seus compatriotas (não esquecendo de incluir as tais varandas), através de um catálogo compulsório de padrões arquitetônicos, urbanísticos e comunitários, o Celebration Pattern Book, criado por Ray Gindroz, que oferece toda a diversidade de estilos necessária para a construção exitosa da fantasia. Adaptando uma tendência lançada com sucesso por adeptos do novo urbanismo - como Andres M. Duany e Elizabeth Plater-Zyberk - há, no catálogo, uma série de opções para selecionar dentre um bom número de estilos românticos, a casa da preferência do futuro morador, que pode variar desde um clássico simples até um provincial francês, com opções intermediárias oferecendo sugestões que relembram estilos vitoriano, colonial, costeiro e mediterrâneo. O desígnio menos aparente de Celebration, entretanto, é o de aproveitar o considerável potencial econômico conferido às terras onde se localiza a cidade nova, trazido pela localização do parque temático em seus arredores. A marquetização do ambiente temático confere uma extraordinária valorização mercadológica à terra, (...)the theme park is the decoy for real estate deals and development projects of enormous potential profitability (Huxtable 1997 p.48). Para registro na teoria arquitetônico-urbanística é oportuno observar que, na disneyficação das terras de Celebration - todas previamente de propriedade da corporação -, ocorre o que quase poderia ser chamado de uma estratégia de psicomarketing, fenômeno que acompanha muitas dessas recentes obras do metaurbanismo. 19

20 Infelizmente não cabem aqui comentários mais aprofundados sobre o extraordinário requinte que cerca o projeto de Celebration e de seus edifícios assinados por alguns dos mais famosos nomes da arquitetura mundial. Celebration é uma cidade nova e não um projeto de revitalização urbana. Basta evidenciar, entretanto, que, sob o aspecto romanceado das construções, desenvolve-se uma das mais vibrantes e sofisticadas redes de alta tecnologia, viabilizando uma plugagem imediata dos futuros moradores no mundo das chamadas smart communities, interconectadas por cabos de fibra ótica para a oferta de uma grande variedade de serviços que incluem consumo, segurança, educação e finanças, além da Internet. Uma nova Educação, aliás, é precisamente - e assustadoramente - um dos pilares sociais da nova cidade: um programa especial de ensino vem sendo criado pela Universidade de Stetson (Dunlop 1996 p.193) para ser adotado no currículo educacional da região e ministrado por um Disney Institute. Assustadoramente, porque associado ao ideário arquitetônico-urbanístico, o novo currículo educacional servirá de veículo para a propagação de um disneyismo, uma nova utopia para viver a realidade urbana no próximo século. Disney is the moral school of the American nation observa Steiner (1996 pp.50-52), acrescentando que com o lançamento de Celebration, Disney está celebrando (...)a programme of living that is all-encompassing in a way that we have previously known only in totalitarian countries(...). A reflexão de Steiner pode tornar-se mais pesada na medida em que se observar que os Mundos Disney tornaram-se as novas Mecas de peregrinações mundiais, transformando-se nas destinações de viagens compulsórias de milhões de pessoas provenientes de todos os cantos do planeta e, acentuadamente, de latino-americanos. Nunca tanta irrealidade foi vista como parte de um mundo real como com Disney, nunca se engendrou tantas memorizações que mesclam elementos de uma memória real com os de uma memória fabricada. Isto anestesia a percepção humana: Disneyland is presented as imaginary in order to make us believe that the rest is real (...)It is no longer a question of a false representation of reality (ideology) but of concealing the fact that the real is no longer real, and thus saving the reality principle (Baudrillard 1997 p.222). O lugar da Memória Imaginada e o Marketing da Ilusão Obviamente, todos os projetos desse meta-urbanismo se apoiam nas (boas) qualificações inerentes aos lugares físicos dos contextos aos quais se destinam e que se encontram presentes no histórico das cidades dos quais se originam. Todos buscam identificar e exaltar as características percebidas como qualificantes, pré-existentes na memória dos lugares urbanos, expurgá-las de eventuais associações a aspectos negativos presentes na realidade, e gerenciá-las de modo a poder oferecê-las a um mercado consumidor, através de vigorosas estratégias de marketing. Lamentavelmente, The result is that the preservation of the physical remnants of the historical city has superseded attention to the human ecology that produced and inhabit them (Sorkin 1992 p.xiv). Mesmo assim, sempre é possível destacar sinais a incluir nas preocupações da teoria urbana contemporânea. Do que foi comentado, existe pelo menos uma injunção a destacar: há, nos projetos, quase sempre, uma associação a um lugar e, capitalizando sobre as condições desse lugar, há uma estratégia de marketing que é empregada em sua gestão. E tudo isto fica bem assentado sobre uma evocação da memória 20

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