A EDUCAÇÃO MUNICIPAL: O QUE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NOS REVELA.

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1 A EDUCAÇÃO MUNICIPAL: O QUE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NOS REVELA. Profª Drª Maria Elisabeth Blanck Miguel * A pesquisa em História da Educação nos municípios pode revelar formas diferentes de concretização das medidas propostas pela legislação educacional, bem como matizes peculiares da vida escolar. O município de Tijucas do Sul (62 km de Curitiba) constituiu-se em lócus de pesquisa, a princípio porque neste município há um campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e porque o mesmo tem na sua história, o registro de atuação relevante na Revolução Farroupilha, fato este que aguçava a curiosidade e instigava a imaginação na esperança de encontrar talvez, uma história da educação que se mesclasse com tais fatos. Assim, pensou-se a priori, que seria possível, ao levantar e analisar fontes documentais escolares, resgatar dados importantes e sistematiza-los, compondo um pouco de sua história escolar. O fato de a PUCPR manter um campus no município, desenvolvendo trabalhos por meio do Núcleo de Ação Comunitária, também facilitou a pesquisa, assim como a receptividade das professoras então atuando nas Secretarias da Educação e da Cultura, no período 1. Inicialmente a pesquisa foi realizada no Departamento de Educação do município. Para isto utilizou-se a metodologia de levantamento das fontes, selecionando-as conforme suas características. A seguir sumarizou-se as informações relevantes, digitando-as em fichas no banco de dados da Universidade e interpretando os conteúdos selecionados. Os documentos consultados estavam guardados em pastas, havendo a necessidade de, primeiramente organiza-los por ordem cronológica embora as referidas pastas já se encontrassem catalogadas por ano. Posteriormente, com a participação da secretaria da Cultura começou-se a fazer o levantamento das fontes no Arquivo Público Municipal. Aí se verificou que estas continham basicamente os dados das escolas do município, e os mesmos eram organizados por escola, professora e ano, o que permitia fazer um estudo das mesmas. O Professora do Programa de Mestrado em Educação e do Curso de Pedagogia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. 1 Enquanto desenvolveu-se o trabalho no município ( ) eram Secretarias Municipais de Tijucas do Sul, nas pastas da Educação, a professora Daisi Susana Claudino de Oliveira e na da Cultura, a professora Gisele Lütke Santos Jareck.

2 acervo compreendia livros escolares, atas de exames finais, documentação escolar, provas dos alunos, enfim, documentos bem mais antigos do que aqueles da Secretaria de Educação. Neste momento da pesquisa, foi possível perceber o esforço dos professores na conservação dos documentos e até de alguns móveis escolares, como as carteiras de madeira, onde sentavam uma dupla de alunos. Estas carteiras compunham um único móvel de mesa e cadeira. O acervo estava guardado numa casa de madeira, muito limpa e arrumada, com o material todo organizado. Porém, o imóvel era muito úmido, o que certamente prejudicava a conservação dos documentos. Muito do material estava em péssimo estado de conservação, embora na ocasião, houvesse um esforço para preserva-lo. Verificou-se que, na década de 50, o material era de boa qualidade fornecido pela Secretaria de Educação e Cultura do Paraná; após 1964 o material passou a ser feito pelas próprias escolas do município, em mimeógrafo a álcool, o que hoje dificulta a leitura, pois muitos estão apagados, e em alguns casos com partes até queimadas. O fato da Secretaria de Educação do Estado do Paraná ter deixado de fornecer material e este ter ficado sob a responsabilidade do município é uma das conseqüências do processo de descentralização das escolas primárias, que passaram a ser atribuição dos municípios, bem como a sua gestão. A seleção do que se considerou importante, bem como a interpretação dos dados, fundamentou-se na Pedagogia Histórico-Crítica (SAVIANI, 1991) e em GRAMSCI (1982) que consideram a escola enquanto instituição social necessária na sociedade burguesa, a valorização dos professores e dos conteúdos escolares enquanto sistematização do saber produzido pela humanidade e a necessidade de transmiti-lo a todos os homens, como forma de cidadania. Procurou-se também encontrar e valorizar a figura do sujeito enquanto alguém que se destaca do coletivo e é capaz de mobilizar recursos e vontades, interpretando as políticas públicas e realizando suas solicitações, de modo peculiar e original. Este sujeito foi, no caso, o município ou os professores que estiveram à frente do trabalho. Considerou-se com Boaventura de Sousa SANTOS (1999, p. 46), que todo o conhecimento é local e total, pois ainda segundo o autor, sendo total, é também local, constituindo-se de temas que em dado momento são adoptados por grupos sociais concretos como projectos de vida locais, sejam eles reconstituir a história de um lugar, manter um espaço verde, construir um computador adequado às necessidades locais, fazer baixar a taxa de mortalidade infantil, inventar um novo instrumento musical, erradicar uma doença, etc.... (Ibid., p. 47) Buscando compreender a relação entre as políticas públicas, quer em nível nacional ou estadual e o modo como as mesmas conformaram-se no município, procurou-se esclarecer ainda mais, esta relação. Adotou-se o entendimento de ALVES (2001, p.164), para quem o

3 nacional e o regional, são expressões, em escalas diferentes, do singular. Este último representado pela sociedade capitalista (totalidade) e o primeiro referindo-se ao local, ao regional, podendo constituir-se no estudo de uma região, um município, a obra ou a prática pedagógica de um autor. Assim, o universal e singular são indissociáveis e os objetos de pesquisa só são suficientemente captados quando revelam essa indissociabilidade.(id.) A partir da compreensão teórica exposta procedeu-se à leitura e análise do material, surgindo então a necessidade de reestruturação do objeto da pesquisa e melhor delimitação do período, uma vez que o objeto, a princípio, apresentava-se genérico e a delimitação dependia do que o material informasse. Assim, o projeto foi redefinido como o estudo da história das escolas rurais municipais de Tijucas do Sul sob a influência das políticas nacionais e estaduais, no período de 1960 a 2000 e os seus objetivos, os seguintes: -Identificar, catalogar e digitar fontes documentais da história da educação do município de Tijucas do Sul, colaborando para a preservação e sistematização da memória educacional local; -estudar parte da história da educação do município; -relacionar a educação do município com o contexto estadual e nacional; -compreender como as políticas educacionais foram interpretadas no município; - identificar as soluções concretas que o município deu às solicitações da política educacional mais ampla. O material levantado mostrou o modo como o município procurou responder às demandas locais bem como às disposições legais e normativas que chegaram da Secretaria de Educação do Estado, por meio de políticas públicas. Tijucas do Sul, município caracteristicamente rural, foi criado pela lei estadual nº 790 de 14 de novembro de 1951 quando desmembrou-se de São José dos Pinhais. Sua instalação como sede municipal deu-se em 14 de dezembro de Possui uma área de 686 Km² com uma população urbana de 2,145 habitantes e rurais de 10,189 num total de 12,334 habitantes. Embora enquadrada na região metropolitana de Curitiba, reafirma sua característica rural, com cerca de 700 pequenos e médios agricultores, produtores de batata inglesa, batata salsa, milho e feijão. Além da criação de aves de corte conta com 20 mil alqueires plantados de pinus para extração. O município possui também um número muito pequeno de indústrias, geralmente ligadas à extração de madeira. A estratificação social é caracterizada principalmente por uma grande parcela da população de diaristas que trabalham nas lavouras a um valor de R$ 10,00 por dia, perfazendo uma renda média de 1 a 1,5 salários por família.

4 O conhecimento das condições sócio-econômicas do local ou do regional permite aprofundar a compreensão das demandas sociais e educacionais. Caracterizado como predominantemente formado de escolas rurais, o município possuía em 2000, 10 escolas rurais de 1ª à 4ª séries do ensino fundamental, 02 escolas urbanas estaduais de 5ª à 8ª séries também do ensino fundamental e ensino médio, 02 escolas de educação infantil; 01 creche; 01 creche filantrópica e 01 escola especializada, a APAE, num total de, aproximadamente 2841 alunos. Porém, as fontes documentais bem como os depoimentos de moradores antigos, colhidos por JARECK (2000) desenham uma história da educação escolar local, na década de 20, pontilhada por escolas particulares (Id.), nas quais professores ambulantes davam aulas às crianças, pagos pelos pais. As salas eram improvisadas e os alunos tinham poucos materiais: lousa e no lugar do livro didático, usavam cartas e notas de comércio. Dos depoimentos colhidos por Jareck sobressaem as informações sobre o material escolar, a precariedade ou quase não existência de escolas públicas, o interesse dos pais na freqüência às escolas somente dos filhos homens em detrimento das mulheres, a evasão escolar em época de colheita, a relação aluno-professor marcadamente autoritária, utilizandose de castigos físicos e como uma extensão das relações familiares. Os traços característicos apontam para a escola tradicional, enquanto tendência da educação brasileira. A historiografia da história da educação brasileira afirma que a década de 20 marca a introdução da modernização do sistema escolar impulsionado pela industrialização/urbanização, bem com pelas influências estrangeiras que os educadores brasileiros recebiam. Mas, ao deslocar-se os estudos e pesquisas dos centros urbanizados e industrializados identifica-se, como no caso do município de Tijucas do Sul, que o mesmo permanecia com uma educação marcadamente tradicional. Porém, esta tendência, não era resultado da influência de correntes pedagógicas tradicionais, mas fruto do atraso e isolamento das zonas rurais. Neste sentido, Tijucas do Sul compunha o conjunto rural brasileiro, todo ele guardando as mesmas características bem como os mesmos problemas. Refletindo sobre estes dados, pensa-se na afirmação de ALVES (2001, p. 164): as expressões nacional e regional não se opõem ao universal. São, isto sim, formas por meio das quais o universal se realiza. A situação da educação formal no município estudado, nas primeiras décadas do século XX, constituiu-se numa expressão regional que, ao lado da situação nacional, realizava o que era universal ao Brasil, ou seja as mesmas condições da zona rural brasileira, contribuindo para os índices de evasão, repetência e analfabetismo.

5 Os depoimentos coletados por Jareck permitiram que se tivesse uma visão histórica retrospectiva da educação no município estudado e forneceram informações que auxiliaram a compreender o desenvolvimento histórico do processo educacional formal do município. Segundo Lang (1996, p.35) os depoimentos orais são importantes quando se busca obter dados informativos e factuais, assim como o testemunho do entrevistado sobre sua vivência em determinadas situações, ou a participação em determinadas instituições que se quer estudar. As fontes documentais encontradas datam de 1966 em diante. São atas de Escolas, livros de chamada e documentos escolares que compõem o acervo do Arquivo Público. Na Secretaria de Educação encontrou-se principalmente os Projetos temáticos que envolveram todas as escolas municipais, dentre outros documentos. Os conteúdos obtidos através das fontes documentais tratavam fundamentalmente da situação e necessidade das escolas rurais, do ensino multiseriado, da nuclearização de escolas, da formação do professor, dos projetos educacionais e culturais desenvolvidos pela escola envolvendo o município. O enfeixamento de questões num eixo comum apontou tais categorias. As escolas sofreram transformações tanto físicas como políticas. Uma das mudanças mais significativas foi o processo de nuclearização. No período anterior à nuclearização, as escolas do município de Tijucas do Sul eram em grande número e ofereciam o ensino multisseriado consistindo em várias turmas em uma única sala com uma professora. As séries eram divididas por filas e o quadro negro também era divido em partes, cada parte para uma das séries; estas escolas se situavam em localidades muito distantes da sede. A nuclearização foi a fusão de diversas escolas em uma, ou seja, várias escolas foram extintas transferindo seu alunos para uma só e com isso as classes multisseriadas com um único professor praticamente não existem mais, o ensino passou a ser em classes unisseriadas, o que propiciou uma maior qualidade de ensino e os alunos das comunidades distantes, hoje, vão de ônibus à escola; o ônibus é oferecido pela prefeitura municipal. A nuclearização iniciou-se no ano de 1996 e foram nuclearizadas 4 escolas. Algumas escolas foram desativadas ao longo das décadas de 80 e 90; este processo ocorreu não somente pela nuclearização, mas por não haver alunos, ou seja, as comunidades de algumas localidades migraram para outras regiões e, atualmente, existem locais em que não mora mais ninguém.

6 Antes, o professor polivalente atendia simultaneamente todas as séries primárias (1ª à 4ª) em uma única classe. Este profissional além de não ter uma formação específica para a docência na maioria dos casos, deparava-se com condições precárias nas instalações da escola e recursos didáticos (em algumas escolas inexistentes como vimos nos resultados). O aluno que obtinha êxito mudava a sua posição dentro da sala, de uma fileira para a outra (promoção de série). Se reprovasse, permanecia na mesma fileira ou deixava a escola. Esta realidade não se restringia apenas ao município em estudo, uma vez que em 1970, ¼ dos alunos existentes no país estava em escolas multisseriadas. Os professores dessas escolas deveriam ter uma formação adequada para tal situação de ensino, de modo a organizar simultaneamente, estratégias de ensino com conteúdos distintos para alunos de diferentes idades e em estágios diferenciados do conhecimento. Porém mesmo com este grande contingente de alunos matriculados nas escolas rurais do país, não era o que acontecia; sabe-se que o professor das escolas rurais mesmo quando havia freqüentado a Escola Normal, não era preparado para a situação cultural e curricular que enfrentaria. Porém apesar das dificuldades alguns professores rurais exerciam de modo satisfatório sua prática pedagógica, pois provinham das mesmas realidades de seus alunos e conheciam os conflitos e dificuldades desta clientela. Quanto aos conteúdos trabalhados, a leitura das fontes permite concluir que o que era desenvolvido na educação rural era um prolongamento da educação urbana, ou seja, que os mesmos programas adotados na escola urbana eram passados à escola rural sem dar importância ao seu meio e a riqueza de conteúdos que este continha, em especial à agricultura. A respeito, RODRIGUES, (1991, p.34) afirma: Ao contrário, a educação nos campos do Brasil tem se mantido, porque distante de seus objetivos de valorização humana, estéril, alienada e alienante, tanto em conteúdo, quanto em filosofia e prática, porém em acordo perfeito com a política brasileira de manutenção e preservação de grandes extensões de terra nas mãos de alguns poucos, donos da riqueza e do poder. Ao invés de pelas letras, pelos números e pela reflexão, propiciar à criança, e ao adolescente e ao homem do campo virtuais condições para sua efetiva participação no traçado de seu próprio tempo, história e destino, a educação rural no Brasil tem contribuído, invariavelmente, para consolidação não só de suposto direito à posse de terra por alguns poucos indivíduos ou grupos, mas também das relações de produção e de trabalho que, no meio rural, reproduzem os interesses do capital, em detrimento da qualidade de vida não apenas do campesinato, mas de toda a população brasileira.(...) Também é sabido que a educação escolar da criança, adolescente e jovens adultos do meio rural brasileiro, feita sobre modelos urbanos e, portanto, alienada da realidade social a que pretende servir, não tem efetividade se

7 proposto a avançar além dos rudimentos da leitura e da escrita, de algum cálculo muito elementar, de alguma parca e desestimulante geografia e alguma história, tão descritivas e acríticas quanto falsas e irreais. No Paraná, MIGUEL (1997, p. 94) cita que... a proposta de formação de lideranças na Escola de Formação de Professores de Curitiba aparecia como forma de alterar a vida e os hábitos da população do interior, transmitindo-lhe a cultura e os hábitos urbanos de vida social. Mediante o estágio probatório de dois anos a que todo professor recém saído dos cursos de magistério estava obrigado, esperava-se promover tais modificações. Talvez seja por isso que tantos programas de educação rural instalados no país não obtiveram êxito. Resumindo as possíveis causas verifica-se que: as escolas não possuíam condições físicas que favorecessem a aprendizagem e que uma grande parte dos professores não possuíam formação acadêmica; os que possuíam magistério não estavam aptos a trabalhar no meio rural, pois a visão da realidade educacional deste meio lhes era distorcida e o professor era preparado para incutir nela os fragmentos da educação urbana. No município de Tijucas do Sul, pela análise feita no decorrer do trabalho verifica-se que se reproduziu aí o retrato da educação brasileira. Considera-se que o ensino formal em áreas rurais surgiu no fim do segundo império e consolidou-se na primeira metade do século XX. O ensino agrícola foi-se impondo, aos poucos, em função da própria evolução da estrutura sócio-agrária no Brasil. A partir da década de 30 até fins da década de 50, considerava-se que o ensino rural era uma forma de fixar o homem ao campo; com o êxodo rural essa concepção tornou-se inválida, já que o homem não se fixou ao campo e o professorado deste ambiente, possuía grandes deficiências na sua formação e na questão dos recursos materiais. O êxodo rural decorre do fato de que o homem cada vez mais é atraído pelas periferias urbanas, pois o mesmo não dispõe de condições para retê-lo ao seu ambiente natural; sua mão de obra afigura-se como desqualificada, logo há necessidade urgente de oferecer preparo técnico a essa população. Neste contexto a educação é de fundamental importância, pois propicia ao agricultor uma preparação para enfrentar melhor a sua realidade. Porém, esta deve ser contextualizada a partir da realidade a qual o camponês está inserido. A nuclearização das escolas constituiu-se numa das principais mudanças ocorridas transformando seu sistema escolar, extinguindo as classes multisseriadas e proporcionando melhorias na educação do município.

8 Quanto à formação dos professores atuais, estes atualmente em quase sua totalidade têm grau superior ou o estão cursando, cerca de 40 professores de Tijucas do Sul, Campo Magro e Almirante Tamandaré estão freqüentando um curso para formação de professores na PUCPR com aulas noturnas as sextas feiras e aos sábados durante o dia todo; o curso tem a duração de 3 anos. E embora ainda hoje as universidades não possuam uma formação específica para educação rural, os professores são conscientes de sua atuação no meio que os circundam, e que sua clientela que tem características singulares e heterogêneas. As escolas do município desenvolveram projetos objetivando melhorar a qualidade de educação ofertada. Foram os seguintes: Projeto Coral , A Feira Municipal do Livro, Hora do Conto nas Escolas Rurais, Projeto Caixa-Estante, Projeto Atividades Rítmicas, Projeto Adequação Postural, Projeto Rememora / Módulo II Causos, Lendas, Músicas e Ritos, Projeto Desfile Cênico, Da Amamentação, Descentralização do Ensino Fundamental de 1ª à 4ª e de 5ª à 8ª Para Jovens e Adultos, Companheiros de Linguagem, Correio Amizade, Da Rua Para a Escola, Avaliação Aprofundamento Teórico, CEIA Centro De Integração a Infância e a Adolescência, Projeto Rememora, Vídeo Tijucas, Projeto Geração 2000 Escolinhas Especializadas de Handebol, Futsal, Futebol de Campo e Voleibol. O envolvimento não só da escola, mas também da comunidade na realização dos projetos, muitas vezes concretizou-se na forma do município vivenciar as solicitações da política estadual de educação. O que os dados coletados nas fontes documentais revelam é que houve melhora na situação educacional no município: as escolas têm melhores condições físicas, os professores em sua maioria têm acesso ao ensino superior; os projetos educacionais e culturais vivificam a vida pacata do município e os alunos estão em permanente atividade. No entanto, esta qualidade é fortemente marcada pela influência dos padrões urbanos de vida social sobre os padrões rurais. Parece que se considera a escola melhor na medida em que ela adota a forma de ser e de funcionar das escolas urbanas.

9 REFERÊNCIAS ALVES, Gilberto Luiz. Nacional e Regional na História Educacional Brasileira: uma análise sob a ótica do estados mato-grossenses. In Educação no Brasil: história e historiografia. Campinas: SBHE, Autores Associados, 2001, p GRAMSCI, Antonio. Os Intelectuais e a Organização da Cultura. 4ªed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, JARECK, Gisele Lütke Santos. A educação em Tijucas do Sul - nas primeiras décadas do século XX. Texto manuscrito, Tijucas do Sul, LANG, Alice Beatriz da Silva Gordo. História Oral: muitas dúvidas, poucas certezas e uma proposta. In MEIHY, José Carlos Sebe Bom (org). (Re) introduzindo História Oral no Brasil. São Paulo: Xamã, MIGUEL, Maria Elisabeth Miguel. A formação social do professor e a organização social do trabalho. Curitiba: Edit. UFPR, 1998, 183 p. RODRIGUES, Marlene. Cartilhas da Dominação. Curitiba: Ed. UFPR, 1991, 140 p. SANTOS, Boaventura de Sousa. Um Discurso Sobre as Ciências. 11ª ed. Porto: Edições Afrontamento, SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica primeiras aproximações. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1991.

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