SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS CRÔNICAS

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1 Fundação de Ensino Superior de Olinda - FUNESO União de Escolas Superiores da Funeso UNESF Centro de Ciências da Saúde - CCS Bacharelado em Enfermagem Retirado do Site ABEn/PE SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS CRÔNICAS Nelise Araújo da Cunha Olinda 2006

2 Fundação de Ensino Superior de Olinda - FUNESO União de Escolas Superiores da Funeso UNESF Centro de Ciências da Saúde - CCS Bacharelado em Enfermagem Retirado do Site ABEn/PE SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS CRÔNICAS Este Projeto foi realizado com o propósito de desenvolver, através de uma pesquisa bibliográfica, a Sistematização da Assistência de Enfermagem a pacientes portadores de feridas crônicas. Orientado pela Professora Maria das Graças de Melo. Olinda

3 Sumário: 1.0 Introdução 2.0 Objetivos 2.1 Geral 2.2 Específico 3.0 Referencial Teórico: 3.1 Aspectos Históricos do Tratamento de Feridas 3.2 Ética no tratamento de Feridas 3.3 Importância da Anamnese no Tratamento das lesões 3.4 Conceitos básicos sobre a pele Características da Epiderme Características da Derme 3.5 Conceito de Feridas 3.6 Classificação das Feridas Quanto à origem Quanto ao grau de contaminação Quanto à aparência Quanto à cor Quanto ao tipo de secreção 3.7 Conceitos de Cicatrização 3.8 Fisiologia da Cicatrização 3.9 Fatores sistêmicos que retardam a cicatrização 3.10 Conceito de curativos 3.11 Desbridamento 3.12 Influência medicamentosa no tratamento das feridas 3.13 Indicações medicamentosas no tratamento de feridas 3.14 Importância da nutrição no tratamento das feridas 3.15 Aspectos gerais das feridas crônicas 3.16 Sistematização da Assistência de Enfermagem no tratamento de feridas crônicas. 4.0 Metodologia 5.0 Conclusão 5.1 Sistematização da Assistência de Enfermagem para pacientes com ferida crônica 6.0 Orçamento 7.0 Cronograma de Atividades 7.1 Cronograma de execussão 8.0 Referências

4 1.0 INTRODUÇÃO Cuidar de feridas é um processo dinâmico, complexo e que requer uma atenção especial principalmente quando se refere a uma lesão crônica. Deve-se levar em consideração que as feridas crônicas evoluem rapidamente, são refratárias a diversos tipos de tratamentos e decorrem de condições predisponentes que impossibilitam a normal cicatrização. (Candido, 2001, p. 201). O enfermeiro deve ter uma visão ampla no que se refere ao tratamento de uma ferida crônica. De acordo com Cândido (2001, p. 25), o papel desse profissional não se resume a apenas execução dos curativos prescritos pelo médico. O profissional de enfermagem preenche uma lacuna importante no tratamento de feridas; sua figura e preponderante. É ele quem executa o curativo diariamente e está em maior contato com o paciente. Por essa razão, em muitos aspectos sua ação se sobreporá à dos outros componentes da equipe. O tratamento de feridas vem sendo tema destacado em diversos setores profissionais da área de saúde no mundo todo. É uma prática milenar que, nos primórdios da civilização estava intimamente ligada a costumes e hábitos populares e, com o desenrolar da história e do desenvolvimento tecnológico, conquistou seu merecido cunho científico. O que vivenciamos nos dias de hoje, de forma crescente, são profissionais, instituições, e indústrias, se empenhando e buscando a excelência para proporcionar ao portador de lesões, em especial àquelas de caráter crônico, um tratamento eficaz, em curto prazo que possam trazer maior conforto e breve retorno à normalidade de sua vida. (Maria, Aun, 2004). Dentro desse contexto, importante, torna-se, o enfermeiro realizar a sistematização da assistência de enfermagem a pacientes com feridas crônicas, contribuindo assim para uma assistência qualificada, facilitando assim, a recuperação do paciente.

5 2.0 OBJETIVOS 2.1 GERAL Através da pesquisa bibliográfica será desenvolvida à sistematização da assistência de enfermagem a pacientes portadores de feridas crônicas. 2.2 ESPECÍFICO Identificar as lesões cutâneas diferenciando as feridas agudas das crônicas. Identificar os diagnósticos de enfermagem a pacientes com ferida crônica. Constituir um plano assistencial de enfermagem para pacientes com ferida crônica.

6 3.0 REFERENCIAL TEÓRICO 3.1 ASPÉCTOS HISTÓRICOS NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tratamento das feridas vem evoluindo desde 3000 anos a.c., onde as feridas hemorrágicas eram tratadas com cauterização; o uso de torniquete é descrito em 400 a.c.; a sutura é documentada desde o terceiro século a.c. Durante séculos, o tratamento de feridas variou com o objetivo de melhores resultados cicatriciais em menor tempo possível. Em uma revisão de literatura, Andrade descreve que já na pré-história vários agentes como extratos de plantas, água, neve, gelo, frutas, lama. Com o passar do tempo e evolução das civilizações passou a ser utilizado outros métodos como: emplastos de ervas, mel, cauterização das feridas com óleos ferventes ou ferro quente, cinzas, mirra, desinfecção com álcool, que eram aplicados sobre as feridas com o intuito de estancar a hemorragia e facilitar a cicatrização. No tratamento das feridas, os egípcios utilizavam o conceito de ferida limpa e ocluída, com óleos vegetais, cataplasmas e faixas de algodão. Gregos e romanos empregavam emplastos, banhas, óleos minerais, pomadas, vinho etc. Medievais associavam a plantas medicinais, teia de aranha, ovo, cauterização com óleo quente, associado ao auxílio das preces, pois o corpo humano era considerado sagrado, lugar de residência do espírito ou das forças demoníacas. Neste mesmo período (medieval), os monastérios desenvolviam cada vez mais o estudo das plantas - hoje denominado Fitoterapia - acentuando a importância da manutenção da ferida limpa e remoção dos corpos estranhos e tecido necrótico, e a necessidade de controle da hemorragia, por meio de compressões locais, cauterizações e ligaduras dos vasos sangrantes. A história da medicina reporta o surgimento da penicilina (I Guerra Mundial) como um grande passo para o controle da infecção, até, finalmente, chegar aos conceitos atuais de manutenção do leito da ferida úmida, pois este procedimento acelera o processo de cicatrização.

7 Segundo Candido (2001), a ferida cutânea nunca foi bem aceita pela sociedade, podendo esta ser motivo, até, de exclusão social do paciente. 3.2 ÉTICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS Uma questão muito importante na sistematização do tratamento de feridas são os aspectos éticos. Este, por sua vez, preocupa-se com o lado prático da vida do indivíduo e da sociedade, tenta criar regras e normas de condutas para a atividade livre do ser humano, orientada pelos preceitos morais mais aceitos. O autor Dantas Filho (2003) tenta analisar eticamente questões direcionadas ao tratamento de lesões no Brasil ressaltando alguns pontos que precisam de reflexões. Essa postura visa buscar uma ética mais aplicada. Uma vez que o tratamento de feridas vem se tornando uma área cada vez mais específica e científica, diferenciando-se progressivamente como uma especialidade no campo a atenção à saúde. Numa perspectiva mais objetiva, temos à nossa frente um ser humano especificamente fragilizado com odores e secreções, com dores tanto no corpo quanto na alma. A auto-estima destroçada, a dura e prolongada recuperação e a perspectiva das complicações e seqüelas, são fantasmas que, geralmente, acompanham o tratamento desse tipo de doente. Já no ponto de vista mais subjetivo, o profissional de saúde sofre também o impacto das lesões que se dispõe a tratar. Dantas Filho (2003), acrescenta dizendo que, apesar de todas as influências contrárias, devemos resgatar o sentido humanitário, a compaixão e a solidariedade no contato com todos os nossos semelhantes, principalmente com aqueles mais

8 desprotegidos e doentes. Segundo ele, o cuidar da ferida de alguém vai muito além dos cuidados gerais ou da realização de um curativo. Uma ferida pode não ser apenas uma lesão física, mas algo que dói sem, necessariamente, precisar de estímulos sensoriais; uma marca ou uma mágoa, uma perda irreparável ou uma perda incurável. A ferida é algo que fragiliza e muitas vezes incapacita. O portador de uma lesão orgânica carrega consigo a causa dessa lesão: um acidente, queimadura, agressão, doença crônica, complicações após um procedimento cirúrgico, entre tantos outros. E esta solução de continuidade passa a ser marca, sinal, lembrança de dor, da perda, mesmo após a cicatrização. Por isso é importante ressaltar que o enfermeiro deve estar atento aos problemas relatados pelo paciente que envolve aspectos psicológicos, para que junto a outros profissionais, medidas condizentes a problemática possam ser tomadas com o objetivo de auxiliá-lo na recuperação. 3.3 IMPORTÂNCIA DA ANAMNESE NO TRATAMENTO DAS LESÕES A anamnese no tratamento das lesões será de extrema importância, pois através do exame físico iremos detectar o tipo de lesão, se ela esta pouco ou bastante contaminada, qual o procedimento mais adequado àquela lesão, se há odor proveniente daquela ferida, se há edemas, irá fazer a análise em relação à temperatura naquela região ou do paciente (quando há um aumento na temperatura há indícios de inflamação), a coloração, ou seja, se aquele local está pálido (quando há diminuição da cor rósea da pele.), se há aumento da coloração rósea (no caso de hiperemia) ou cianótico (coloração azulada da pele). Pode ser analisado também a sensibilidade, pois esta pode ser Tátil (friccionando a pele com uma mecha de algodão, onde iremos observar a sensação de dor, de anestesia.), poder ser também Dolorosa (tocando-se a pele com a ponta de uma agulha, onde este toque poderá ser percebido pelo paciente ou não) e também poderá ser Térmica (utilizando-se tubos de ensaio com águas quente e fria, alternando os tubos para que haja a percepção correta do quente e frio.).

9 Então, através da anamnese iremos dar o diagnóstico em relação àquela ferida e fazer o planejamento da assistência de enfermagem. É importante, pois representa uma importante etapa no contato do profissional com o paciente, dependendo dele todo o desenrolar do processo de enfermagem e o sucesso do tratamento. 3.4 CONCEITOS BÁSICOS SOBRE A PELE A pele é o maior órgão do corpo humano, tendo como principais funções: proteção contra infecções, lesões ou traumas, raios solares e possui importante função no controle da temperatura corpórea. Na conquista do meio terrestre pelos vertebrados dependeu, entre outras coisas, do isolamento e proteção do corpo e de mecanismos de relação do ser vivo com o meio. Nos mamíferos, a pele é composta de três camadas: epiderme, derme e hipoderme (ou tecido celular subcutâneo) CARACTERÍSTICAS DA EPIDERME É um tecido epitelial pluriestratificado. Camadas que a compõe: basal, espinhosa, granulosa, lúcida e a camada córnea. Camada basal apóia-se na derme e nela evidencia-se intensa atividade de divisão celular mitótica, que repõe constantemente as células perdidas no desgaste diário, incisões cirúrgicas ou traumáticas, a que este tecido está sujeito. Na epiderme fica localizada a queratina que fica responsável pela impermeabilização da pele, e o acúmulo de camadas de queratina formará a camada córnea.

10 É um importante órgão sensorial CARACTERÍSTICAS DA DERME É uma camada formada por tecido conjuntivo denso fibroso, cujas fibras ficam orientadas em diversas direções. Na derme, encontramos os vasos sanguíneos, linfáticos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas, pelos e terminações nervosas, além de células como: fibroblastos, mastócitos, monócitos, macrófagos, plasmócitos entre outros. No caso de lesões cortantes, só após atingir a derme que haverá sangramento, pois é nesta camada que se encontra vasos sanguíneos, a epiderme é nutrida por difusão das células. 3.5 CONCEITO DE FERIDAS As feridas são modificações da pele ocasionadas por: traumas, processos inflamatórios, degenerativos, circulatórios, por distúrbios do metabolismo ou por defeito de formação. É o rompimento da estrutura e do funcionamento da estrutura anatômica normal, resultante de um processo patológico que se iniciou interna ou externamente no(s) órgão(s) envolvido(s). Assim, as células envolvidas nesta ferida tendem a se regenerarem para voltar à sua estrutura e função normal. 3.6 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS As feridas podem ser classificadas pela origem ou pelo tipo do agente causal, analisando o grau de contaminação, onde este terá importante papel, pois orientará no

11 tratamento com antibióticos, pelo tempo de traumatismo, pela profundidade das lesões. Feridas do tipo agudas, são mais fáceis de se tratar pois estas respondem ao tratamento e cicatrizam sem maiores complicações, já as feridas crônicas não respondem tão facilmente aos tratamentos, estas duram mais ou necessitam de recidivas freqüentes QUANTO À ORIGEM As feridas podem ser originadas através de um trauma causado por um objeto afiado ou a um golpe, por incisão cirúrgica, punção venosa, ferida de tiro, caracterizando uma ferida aberta. Já a ferida fechada é obtida através de uma lesão sem que tenha havido corte, obtida através de torções, fraturas óssea, órgão visceral rasgado. A queimadura é uma ferida de origem acidental, ocorre em condições não estéreis, sendo esta não intencional. Tiros e facadas podem ou não ser intencionais, que também são obtidas sem assepsia. Já as feridas intencionais são provenientes de incisões cirúrgicas ou introdução de agulha em uma parte do corpo, porém e feita sob técnicas assépticas. Existe a ferida resultante de pancadas, onde esta é dolorosa por causa da exposição dos nervos superficiais, torna-se mais grave se um órgão interno for atingido, podendo haver sangramento nos tecidos subjacentes e formação de hematoma QUANTO AO GRAU DE CONTAMINAÇÃO Segundo o Professor e Doutor Luís Roberto, as feridas podem ser classificadas como Limpas, ou seja, são as produzidas em ambiente cirúrgico, sendo que não foram abertos sistemas como o digestório, respiratório e genito-urinário. A probabilidade da infecção da ferida é baixa, em torno de 1 a 5%; Limpas porém contaminadas, que são

12 conhecidas como potencialmente contaminadas; nelas há contaminação grosseira, por exemplo nos ocasionados por faca de cozinha, tiros ou nas situações cirúrgicas em que houve abertura dos sistemas contaminados. O risco de infecção é de 3 a 11%; Contaminadas, que há reação inflamatória; são as que tiveram contato com material como terra, fezes, etc. Também são consideradas contaminadas aquelas em que já se passaram seis horas após o ato que resultou na ferida. O risco de infecção da ferida já atinge 10 a 17%; e as Infectadas, que apresentam nitidamente sinais de infecção QUANTO A APARÊNCIA As feridas abertas que cicatrizam por segunda intenção podem ser classificadas segundo a aparência em: Classificação Necrótica Infectada Com crosta Granulada Epitelializada Características Presença de placa necrótica dura (escaras) ou tecido necrosado. Presença de processo inflamatório e exudação supurativa. Exudação que se modificou, composta de células mortas, retardam a cicatrização. Formação de tecido vascular novo (angiogênese) e matriz de colágeno. Formação e migração de células epiteliais sobre uma superfície durante o processo de cicatrização QUANTO A COR Podem ser classificadas quanto à cor da ferida, ou seja, as vermelhas são feridas crônicas em cicatrização, em que predomina o tecido de granulação e novo epitélio; e o tratamento é promover um ambiente úmido, proteger os tecidos neoformados e

13 prevenir a infecção. As amarelas apresentam exudato fibroso e seus tecidos são moles, desvitalizados; podem estar colonizados, o que favorece a instalação de infecção. Então, deve-se identificar se há colonização ou não, e no caso de infecção deve-se promover o desbridamento dos tecidos desvitalizando e estancar a infecção, preferencialmente por meio de terapia sistêmica. As pretas apresentam necrose tecidual, com desnaturação e aumento de fibras colágenas e conseqüente formação de escaras espessas, cuja coloração pode variar entre castanho, marrom e preto. Devido à presença do tecido necrótico, o objetivo é remover o tecido necrosado com a máxima brevidade, por meio do desbridamento QUANTO AO TIPO DE SECREÇÃO O transudato é um líquido que extravasa dos vasos é pobre em proteínas e derivados celulares; O exudato é um material fluido que extravasa dos vasos, resultante de um processo inflamatório, é rico em proteínas derivadas celulares; O exudato caseoso é originado do soro sangüíneo ou secreções serosas da cavidade peritoneal, pleural, pericárdica; O exudato sanguinolento é derivado de lesões com ruptura de vasos ou diapedese de hemácias; O exudato supurativo é composto por leucócitos e proteínas produzidas por processo inflamatório asséptico ou séptico; o exudato fibrinoso provém da passagem de proteínas plasmáticas pela parede do vaso; A fibrina é uma proteína insolúvel, se forma durante o processo de coagulação. Na ferida, apresenta-se aderida aos tecidos e tem cor esbranquiçada ou amarela; e pode estar, a secreção, relacionado a padrões mistos, ou seja, serossanguinolento, seropurulento, serofibrinoso, fibrinopurulento. Podemos analisar a coloração desta secreção, podendo ser esbranquiçada, amarelada, esverdeadas, achocolatadas; ainda podem ser, as secreções, derivadas de fístulas, podendo ser biliar, entérica, pancreática, fecalóide.

14 3.7 CONCEITO DE CICATRIZAÇÃO Após ocorrer a lesão a um tecido, imediatamente iniciam-se fenômenos dinâmicos conhecidos como cicatrização, que é uma seqüência de respostas dos mais variados tipos de células (epiteliais, inflamatórias, plaquetas e fibroblastos), que interagem para o restabelecimento da integridade dos tecidos. O tipo de lesão também possui importância no tipo de reparação; assim, em uma ferida cirúrgica limpa, há necessidade de mínima quantidade de tecido novo, enquanto que por exemplo em uma grande queimadura, há necessidade de todos os recursos orgânicos para cicatrização e defesa contra uma infecção. Na seqüência da cicatrização de uma ferida fechada, temos a ocorrência de quatro fases distintas: inflamatória, epitelização, celular e fase de fibroplasia. Nas feridas abertas (não suturadas), ocorre à formação de um tecido granular fino, vermelho, macio e sensível, chamado de granulação, cerca de 12 a 24 horas após o trauma. Neste tipo de tecido um novo fato torna-se importante, que é a contração, sendo que o responsável é o miofibroblasto; neste caso, não há a produção de uma pele nova para recobrir o defeito. A contração é máxima nas feridas abertas, podendo ser patológica, ocasionando deformidades e prejuízos funcionais, o que poderia ser evitado, através de um enxerto de pele. Excisões repetidas das bordas diminuem bastante o fenômeno da contração. Deve-se enfatizar a diferença entre contração vista anteriormente, e retração que é um fenômeno tardio que ocorre principalmente nas queimaduras e em regiões de dobra de pele. Existem alguns fatores que interferem diretamente com a cicatrização normal: idade, nutrição, estado imunológico, oxigenação local, uso de determinadas drogas, quimioterapia, irradiação, tabagismo, hemorragia, tensão na ferida entre outros.

15 A grande complicação das feridas é a sua INFECÇÃO, sendo que os fatores predisponentes podem ser locais ou gerais. Os locais são: contaminação, presença de corpo estranho, técnica de sutura inadequada, tecido desvitalizado, hematoma e espaço morto. São fatores gerais que contribuem para aumentar este tipo de complicação: debilidade, idade avançada, obesidade, anemia, choque, grande período de internação hospitalar, tempo cirúrgico elevado e doenças associadas, principalmente a diabetes e doenças imunodepressoras. Outras complicações são a hemorragia e a destruição tecidual. 3.8 FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO A natureza da cicatrização é a mesma para todas as feridas, com variações dependendo da localização, gravidade e extensão da lesão. A capacidade das células e dos tecidos se regenerarem ou retornarem à estrutura normal pelo crescimento celular também afeta a cicatrização. As células do fígado, túbulos renais e neurônios do sistema nervoso central tipicamente se regeneram lentamente ou não se regeneram de forma alguma. Existem as feridas com perda de tecido, e as sem perda de tecido. Ferida cirúrgica é cicatrizada por primeira intenção, pois os bordos da ferida se aproximam e o risco de contaminação é pequeno, ocorre de forma rápida. Este tipo de cicatrização envolve três fases: a inflamatória, que será uma reação do corpo à ferida e ocorre dentro de minutos após ocorrer a lesão, o processo controla o sangramento, envia sangue e células para a área lesada e forma células epiteliais no local lesado; a proliferativa, que será o aparecimento de novos vasos sanguíneos como um processo de reconstrução, começa estendendo-se por 3 a 24 dias, nesta fase há o preenchimento das feridas e fechamento das partes de cima da ferida pela epitelização; e por fim a maturação ou remodelagem, que é o último estágio da cicatrização e pode demorar mais de um ano, dependendo da profundidade e

16 extensão da ferida, então um tecido lesado não tem a mesma força de um tecido anterior. Já a que envolve perda de tecido, como na queimadura, cicatriza por segunda intenção, pois as bordas das feridas não se aproximam, geralmente é deixada aberta até que se preencha o tecido de cicatrização, com maior risco de contaminação e geralmente é demorada. A inflamação é geralmente crônica, e os defeitos do tecido são preenchidos com tecido de granulação frágil em vez de colágeno. A contração da ferida começa por volta do quinto dia e ocorre simultaneamente com a epitelização, esta contração é o envolvimento da derme e da epiderme em cada lado da ferida. 3.9 FATORES SISTÊMICOS QUE RETARDAM A CICATRIZAÇÃO A idade, ou seja, o envelhecimento, altera todas as fases da cicatrização da ferida, a resposta inflamatória é reduzida, o tecido colagenoso está menos maleável, o tecido da cicatriz está menos elástico, dentre outros fatores. A obesidade faz com que falte um suporte sangüíneo adequado ao tecido gorduroso para resistir à infecção bacteriana e supri-lo de nutrientes e elementos celulares para cicatrização. A má oxigenação, que se dá devido à tensão de oxigênio arterial diminuída alterando a síntese d colágeno e formação de células epiteliais, se a circulação sanguínea no local for pobre, nos casos de anemia, pois há falta de hemoglobina no sangue interferindo no restabelecimento dos tecidos, e o fumo que reduz a funcionalidade das hemoglobinas, ou seja, interfere nos mecanismos celulares normais que promove a liberação de oxigênio para os tecidos.

17 Medicamentos do tipo esteróides reduzem a resposta inflamatória e diminuem a síntese do colágeno; os antiinflamatórios suprem a síntese das proteínas, a contração da ferida, epitelização e inflamação; o uso prolongado de antibióticos pode aumentar o risco de superinfecção; os medicamentos quimioterápicos que podem deprimir a função medula óssea, diminuindo o número de leucócitos e dificultando a resposta inflamatória. Diabetes é uma doença crônica que causa doença dos pequenos vasos que dificulta a perfusão tecidual, faz com que a hemoglobina tenha grande afinidade com o oxigênio, logo ela não libera oxigênio para os tecidos (Este é o mecanismo celular que acontece no fumo.), causa hiperglicemia, que altera a capacidade dos leucócitos em realizar fagocitose e também apóia o crescimento de fungos e infecção por fungos. A radiação eventualmente desenvolve fibrose e escoriação vascular nas camadas da pele irradiadas, os tecidos tornam-se frágeis e pobremente oxigenados. Ferida de estresse, como a causada pelo vômito se dá através da distensão abdominal e esforços respiratórios podem estressar a linha de sutura e abrir a camada da ferida; uma tensão repentina, inesperada, na incisão inibe a formação de células endoteliais e a rede de colágeno. A presença de edema acentuado, principalmente em membros inferiores poderá sugerir doença vascular associada. O edema poderá estar comprometendo a oxigenação desta ferida, bem como poderá afetar a epitelização e a contração da lesão CONCEITO DE CURATIVOS É o meio terapêutico que consiste na aplicação de uma cobertura estéril sobre uma ferida previamente limpa. Tem como objetivo promover cicatrização (por meio de

18 técnica asséptica), prevenir a contaminação, e eliminar fatores negativos que possa retardá-lo. Por tanto, deve-se fazer limpeza da lesão, promover hemostasia, ou seja, estancar o sangue, proporcionar um ambiente adequado à cicatrização da ferida, absorver a drenagem para proteger a pele adjacente, proteger a ferida contra contaminação e traumatismo mecânico, promover conforto físico e mental ao paciente DESBRIDAMENTO Pradines (2003), desbridamento é a retirada do tecido desvitalizado ou morto, pois a sua presença retarda o processo de cicatrização. Atualmente temos: Autolíticos: destruição natural do tecido necrótico através de enzimas lisissomiais e ações de macrófagos. Químico / Enzimático:são utilizadas as enzimas proteolíticas com o objetivo de remover os tecidos desvitalizados. Exemplo: Colagenase. Mecânico: são realizados através do emprego de forças físicas objetivando a remoção de tecidos desvitalizados. São utilizados dois métodos: o Fricção: emprega-se gaze úmida ou esponja macia em movimentos centrífugos objetivando remover sujidades, corpos estranhos e tecidos desvitalizados. o Emprego de material cortante: usa-se tesoura ou lâmina de bisturi.

19 3.12 INFLUÊNCIA MEDICAMENTOSA NO TRATAMENTO DE FERIDAS Retirado do Site ABEn/PE Várias drogas afetam a cicatrização, algumas afetam a absorção dos nutrientes e outras as fases da cicatrização. O metotrexato tem efeito antivitamínico, ou seja, a enzima que normalmente se ligaria à vitamina passa a se ligar à droga; a neomicina reduz a absorção das vitaminas K; o ácido para-amino-salicílico e a colchicina, reduzem a absorção da vitamina B12; drogas antiinflamatórias (as drogas contém o mesmo efeito) diminuem a síntese de proteínas, arcos capilares, proliferação, epitelização de fibroblastos e circulação periférica; Os corticosteróides, os quimioterápicos e os radioterápicos diminuem a resposta imune normal à lesão, podem interferir na síntese protéica ou divisão celular, atingindo, diretamente na produção de colágeno, além disso pode tornar a cicatriz mais frágil INDICAÇÕES MEDICAMENTOSAS NO TRATAMENTO DE FERIDAS Curativo com A.G.E. (Ácido graxo essencial): Indicado na prevenção de Úlceras de Pressão e tratamento de feridas abertas. Deve ser trocado no máximo em 24 horas. Curativo com hidrocolóide: Indicado na prevenção e tratamento de feridas abertas não infectadas. Deve ser trocado no máximo em 7 dias. Curativo com alginato de cálcio: Indicado para feridas abertas, sangrantes, altamente exudativas com ou sem infecção. Até redução do esxudato. Deve ser trocado no máximo em 24 horas as infectadas e em 48 horas as limpas. Curativo com carvão ativado: Feridas infectadas exsudativas, com ou sem odor. Deve ser trocado no máximo em 24 horas, e após melhora deve ser trocado no máximo em 48 ou 72 horas.

20 Curativo com hidrogel: Usado para remover crostas, fibrinas, tecidos desvitalizados e necróticos. Deve ser trocado no máximo em 24 horas as infectadas e em 72 horas as necrosadas. Curativo com sulfadiazina de prata: Prevenção de colonização e tratamento de ferida queimada; prevenção e tratamento de infecções em feridas colonizadas ou infectadas. Deve ser trocado no máximo em 12 ou 24 horas. Protetores cutâneos de estomas (Pó, pasta e placa): Para prevenção e tratamento de lesões de pele provocadas por esparadrapagem, fixação de bolsas coletoras, extravasamento de drenos, estomas e fístulas IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DE FERIDAS A cicatrização da ferida pode ser influenciada pela nutrição, ou seja, para os clientes enfraquecidos ou debilitados pela doença a cicatrização é mais lenta, estresse de queimaduras ou trauma grave aumentam as necessidades nutricionais ASPECTOS GERAIS DAS FERIDAS CRÔNICAS O enfermeiro ao desempenhar o seu papel humanizado, científico e individualizado na assistência ao cliente, tem como metas a formação à saúde a prevenção e o tratamento das doenças durante o ciclo de vida do ser humano. Para que o enfermeiro desempenhe de forma diferenciada a sua função e possa contribuir com benefícios ao paciente, deve prestar uma assistência sistematizada, tornando suas ações mais científicas possíveis.

21 O tratamento e a avaliação de ferida de membros inferiores é uma questão importante para os profissionais de saúde. A execução do tratamento e sua avaliação têm sido tradicionalmente de responsabilidade do enfermeiro (HAYSAHI, 2003). As úlceras de pressão (UP) constituem uma complicação custosa e problemática para o paciente hospitalizado. A incidência e a prevalência da ulceração justifica a preocupação sobre a necessidade de identificar os pacientes com o risco de apresentar UP. A mobilidade, intimamente relacionada ao nível de consciência e competência neurológica, é a capacidade de aliviar a pressão através do movimento. A mobilidade contribui para o bem-estar físico e psíquico de todo o indivíduo. A imobilidade é, provavelmente um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento da úlcera de pressão, porque similarmente ao paciente que tem diminuição do nível de consciência, o paciente imóvel também não alivia a pressão nas regiões de proeminência óssea, mantendo, assim, os fatores de intensidade e duração da pressão como a maior causa do desenvolvimento da lesão. (PARANHOS, 2003). A aparição de UP eleva a mortalidade e a morbidade, prolonga o período de hospitalização e aumenta os custos, além de que sua incidência é um indicador clássico da qualidade assistencial da rede hospitalar de um país (segundo análise da Organização Mundial de Saúde em âmbito local). Comprometidos com a qualidade dos cuidados, destacamos que em âmbito nacional alguns grupos têm como objetivo principal estudar e aprofundar no que se refere ao conhecimento do problema da UP: um deles é o Grupo Nacional para o estudo e Assessoramento em UP e Feridas Crônicas (GNEAUP), grupo interdisciplinar formado em 1994, assim como a Associação Andaluza para a promoção, investigação e melhora da qualidade das úlceras de pele (UALLS et al, 2005).

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