PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE DE ACORDO COM A NORMA ISO/IEC 15504

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE DE ACORDO COM A NORMA ISO/IEC 15504"

Transcrição

1 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE DE ACORDO COM A NORMA ISO/IEC MARCELO NORTE DE OLIVEIRA 1 IREMAR NUNES DE LIMA 2 RESUMO: Este artigo trata da norma ISO IEC 15504, especificamente da seção que trata da engenharia de software. São discutidos os motivos do surgimento das normas de qualidade e como elas podem contribuir para a organização atingir os seus objetivos. São identificados também, diversos parâmetros que podem nortear as organizações de Tecnologia da Informação que desejam otimizar seus processos de desenvolvimento software baseados na norma ISSO IEC PALAVRAS-CHAVE: Norma ISO/IEC 15504, Desenvolvimento de Software, Spice, Qualidade de Software. INTRODUÇÃO A ISO/IEC 15504, também conhecida como Spice, é um modelo que possui como foco a melhoria dos processos de desenvolvimento de software e a determinação da capacidade de processos de uma organização (FELIPE, 2006). A sua existência se justificou em função de estudos que comprovaram que a grande maioria dos projetos de software não atendem aos objetivos traçados (RINCON, 2009). Em contrapartida à grande importância que o software tem tido no cenário mundial, Rincon afirma que, de acordo com esses estudos, isso é decorrente da falta de processos adequados nas organizações em que eles são desenvolvidos. Ainda segundo Rincon, desde o final das décadas de 80, modelos de maturidade de software estão sendo criados ou vem evoluindo em todo mundo justamente para mudar essa realidade. Daí surgiram modelos como o do SEI Software Engineering Institute que publicou o SW-CMM Capability Maturity Model for Software em 1987 e o CMMI Capability Maturity Model Integration em 2002 e a ISO/IEC International Organization for Standardization / International Electrotechnical Commission (ISO, 2009) que publicou as normas ISO/IEC e ISO/IEC nos anos 90. Nosso foco de interesse é a norma ISO/IEC que foi desenvolvida para ser utilizada por organizações envolvidas em planejar, gerenciar, monitorar, controlar e melhorar a aquisição, fornecimento, desenvolvimento, operação, evolução e suporte de software (MAIARA, 2009). O estudo do tema justifica-se pela crescente importância do software para a economia mundial. A ciência da computação levou tempo para desenvolver ferramentas extremamente eficientes para construção de softwares, como linguagens de programação, ambientes integrados de desenvolvimento, entre outros, mas o software construído, apesar da qualidade da ferramenta, ainda apresenta sérios problemas. NORMAS E METODOLOGIAS PARA A QUALIDADE DE SOFTWARE Rezende, em sua obra Engenharia de Software e Sistemas de Informação, cita que a expressão crise do software começou a ser utilizada na década de 60, e referese a um conjunto de problemas recorrentes enfrentados no processo de desenvolvimento de software. Coloca ainda que é uma enorme variedade de problemas que caracterizam esse período. Vasconcelos, Rouiller, Machado e Medeiros caracterizam os problemas típicos da crise do software da como sendo previsão pobre, baixa qualidade, alto custo de manutenção e duplicação de esforços. Rincon acrescenta ainda o fato de os softwares não atenderem aos objetivos colimados. Ainda segundo esses autores, reconhecida a crise do software, foi proposto que o seu desenvolvimento deixasse de ser puramente artesanal e passasse a ser baseado em princípios de Engenharia, seguindo um enfoque estruturado e metódico. O termo Engenharia de Software se refere ao desenvolvimento de software usando princípios de engenharia de modo a produzir software de qualidade, de forma eficaz e dentro de custos aceitáveis Diante do exposto, a demanda por qualidade de software tem motivado o desenvolvimento de modelos para a qualidade deste produto que é largamente determinada pela qualidade dos processos utilizados para o desenvolvimento (IAHN, 1999). PÓS EM REVISTA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA 1/ EDIÇÃO 5 - ISSN l 125

2 Sabendo-se que grande parte do problema dos softwares não atenderem efetivamente ao objetivo a que se proponham foi atribuído ao processo de desenvolvimento de software caótico, sendo assim identificou-se uma clara necessidade de estudar e aplicar processos de qualidade de software para que os projetos tenham mais chances de sucesso (RINCON, 2009). Hoje no mercado existem diversas normas em voga, entre elas se destacam, por exemplo as normas ISO 9000 para suporte ao desenvolvimento de software, que retiramos da obra Introdução à engenharia de software e à qualidade de software de Vasconcelos, Rouiller, Machado e Medeiros: - Norma ISO/IEC 9126 (NBR 13596): Define as características de qualidade de software que devem estar presentes em todos os produtos (Funcionalidade, Confiabilidade, Eficiência, Usabilidade, Manutenibilidade e Portabilidade). - Norma ISO/IEC 12119: Estabelece os requisitos de qualidade para pacotes de software. - Norma ISO/IEC : Define um processo de avaliação da qualidade de produto de software. - Norma ISO/IEC 12207: Define um processo de ciclo de vida de software. - Norma ISO/IEC : Apresenta diretrizes para a aplicação da ISO 9001 por organizações que desenvolvem software ao desenvolvimento, fornecimento e manutenção de software. - Norma ISO15504: Aprovada como norma em 2003 é focada na avaliação de processos organizacionais. Um outro modelo de qualidade, retirado da mesma obra, é o CMMI, cuja sigla representa as iniciais de Capability Maturity Model Integration e nomeia tanto um projeto, quanto os modelos resultantes deste projeto. O CMMI é uma iniciativa da Software Engineering Institute (SEI), em cooperação com a indústria e governo americanos. Sua arquitetura é composta basicamente pela definição de um conjunto de áreas de processo, organizadas em duas representações diferentes: uma como um modelo por estágio, semelhante ao SW-CMM, e outra como um modelo contínuo semelhante à ISO/IEC (VAS- CONCELOS, ROUILLER, MACHADO, MEDEIROS, 2006). A norma ISO/IEC surgiu em 1993 através do projeto SPICE que foi um trabalho conjunto da ISO/IEC-International Organization for Standardization/International Electrotechnical Commission (VASCONCELOS, ROUILLER, MACHADO, MEDEI- ROS, 2006). Objetivo era obter um consenso através da análise dos diversos métodos de avaliação do processo de software. A norma ISO15504, cuja versão completa foi publicada entre 2003 e 2006, atualmente representa um padrão internacional que estabelece um framework para construção de processos de avaliação e melhoria do processo de software (VAS- CONCELOS, ROUILLER, MACHADO, MEDEIROS, 2006). Nove documentos, alguns de caráter informativo, outros normativo, compõem a ISO15504, são eles: ISO , ISO , ISO , ISO , ISO , ISO , ISO , ISO e ISO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE A ISO define um modelo de referência de processo e um modelo de capacitação do processo que pode compor a base para a definição e avaliação de um processo de software Este modelo de referência possui uma abordagem bidimensional, conforme pode ser vista abaixo: 126 PÓS EM REVISTA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA 1/ EDIÇÃO 5 - ISSN

3 Vasconcelos, Rouiller, Machado e Medeiros distinguem a primeira dimensão como auxiliar para que os engenheiros definam os processos necessários em uma ODS (Organização de Desenvolvimento de Software), e sua adequação à ISO A segunda dimensão, similar ao CMM, e segundo os mesmos autores, tem por objetivo determinar a capacidade do processo da ODS, avaliando-o através de um conjunto de atributos pré-estabelecidos. De acordo com o Technical Report ISO/IEC TR , são cinco grupos de processos definidos pela ISO : 1. Fornecedor-Cliente (CUS-Custormer-Supplier): são os processos que de alguma forma impactam diretamente o cliente: dentre eles o suporte para desenvolvimento e transações de software para o cliente, fornecimento de operações corretas e uso do produto de software ou serviço; 2. Engenharia (ENG-Engineering): esta categoria agrupa os processos que especificam, implementam e mantêm o produto de software, sua relação com o sistema e a documentação do cliente; 3. Suporte (SUP-Support): São processos que podem ser empregados em algum dos outros processos e em vários pontos no ciclo de vida do software objetivando dar suporte a eles; 4. Gerenciamento (MAN-Management): são processos que contêm práticas gerenciais que podem ser utilizadas por alguém que gerencia algum tipo de projeto ou processo dentro do ciclo de vida do software; 5. Organização (ORG-Organization): são processos que estabelecem as finalidades dos processos de desenvolvimento e da organização, do produto, e dos recursos, que, quando utilizados por projetos na organização, realizarão as metas do negócio. O processo que será abordado é a engenharia, mas a título de esclarecimento as ISO e ISO servem como guias para avaliação de processo. Determinam procedimentos para: a definição das entradas da avaliação, a determinação das responsabilidades, a especificação do processo propriamente dito da avaliação e os resultados que devem ser guardados (VASCONCE- LOS, ROUILLER, MACHADO, MEDEIROS, 2006). Do artigo Introdução à engenharia de software e à qualidade de software de Vasconcelos, Rouiller, Machado e Medeiros retiramos a figura abaixo que apresenta a estrutura básica do modelo de avaliação da ISO e seu relacionamento com a ISO Este modelo de avaliação expande o modelo de referência adicionando a definição e uso de indicadores de avaliação. Os indicadores de avaliação são definidos para que os assessores possam julgar o desempenho e capacidade de um processo implementado PÓS EM REVISTA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA 1/ EDIÇÃO 5 - ISSN l 127

4 A ISO detalha os processos (primeira dimensão do modelo de referência da ISO ) associando a eles algumas práticas básicas. Artefatos e atributos são sugeridos e associados às práticas básicas com o intuito de estabelecer sua realização A parte do documento ISO/IEC TR que trata dos processos de engenharia de software traz um conjunto de processos universais que são fundamentais para uma boa engenharia de software e abrange as melhores práticas, ela provê um modelo de referencia que pode ser usado em outras partes da ISO/IEC TR A seção da ISO/IEC que traz um modelo de referência para processos e capacidade de processos define um modelo de referencia de processos de software e capacidade de processos que fornece a base do processo de avaliação de software. Esse modelo de referência define em alto nível os objetivos que são fundamentais para uma boa engenharia de software. De acordo com a ISO/IEC 15504, as definições de alto nível descrevem os objetivos que devem ser alcançados e como alcançá-los. Este modelo de referencia pode ser aplicado a qualquer empresa desenvolvedora de software que deseja estabelecer uma melhoria em seus processos de aquisição, fornecimento, desenvolvimento, operação, evolução e suporte de software. O modelo concebido não presume uma organização com características estruturais particulares, filosofia gerencial, modelo de ciclo de vida de software, tecnologia ou metodologia de desenvolvimento de software. A arquitetura deste modelo de referencia organiza os processos para auxiliar a organização a entendê-los e utilizá-los para uma melhoria continua do gerenciamento dos processos de software. Por processo de avaliação de software, um assessor utiliza um modelo mais detalhado compatível com este modelo de referencia da ISO/IEC, contendo um conjunto abrangente de indicadores de performance e capacidade de processos para fazer juízo das condições dos processos da organização. O documento da ISO/IEC TR define que um nível de capacidade é caracterizado por um conjunto de atributos que trabalham juntos para prover um maior aprimoramento da capacidade de realizar um processo. Cada nível prove um maior aprimoramento de capacidade de realização de um processo. Os níveis constituem um meio racional de progredir através da melhoria da capacidade de execução de qualquer processo. São seis os níveis de capacidade no modelo de referencia: - Nivel 0: Incompleto. Há falha geral no atendimento do propósito do processo. Há poucos ou nenhum produto de trabalho facilmente identificável ou saídas do processo. - Nivel 1: Realizado. O propósito do processo é geralmente alcançado, ainda que a sua realização não seja rigorosamente planejada e rastreada. Há elementos na organização que reconhecem que uma ação deveria ter sido realizada, e é consenso geral que esta ação é realizada quando exigida. É possível identificar produtos do trabalho realizado através do processo, e isto comprova que o propósito foi alcançado. - Nível 2 Gerenciado. O processo planejado e rastreado entrega produtos que atendem a padrões e exigências, de acordo com procedimentos especificados. A primeira distinção do nível realizado é que a realização do um processo agora entrega produtos que atendem exigências de qualidade dentro de prazos e necessidades de recursos definidos. - Nível 3 Estabelecido. O processo é realizado e gerenciado usando um processo definido baseado nos bons princípios da engenharia de software. Implementações individuais do processo são de uso aprovado, versões adaptadas de um padrão, processos documentados para alcançar os resultados. Os recursos necessários para estabelecer a definição de processo também são colocados. A primeira distinção do nível gerenciado é que o processo do nível estabelecido usa um processo definido que é capaz de obter o resultado pretendido. - Nível 4 Previsível. O processo definido é colocado em prática consistentemente dentro de limites de controle definidos para alcançar os objetivos colimados. Medições detalhadas da execução são coletadas e analisadas. Isto conduz a um entendimento quantitativo da capacidade do processo e uma melhoria da habilidade de predizer e gerenciar a execução que é quantitativamente gerenciada. A qualidade dos produtos é quantitativamente conhecida. A primeira distinção entre o processo estabelecido é que o processo definido é agora executado consistentemente dentro de limites definidos para alcançar o resultado pretendido. - Nível 5: Otimizado. A realização de um processo é otimizada para encontrar atuais e futuras necessidades do negócio, e o resultado do processo é repetitivamente voltado para os objetivos do negócio. A eficácia do processo e eficiência do objetivo são quantitativamente estabelecidas, baseadas nos objetivos da organização. Monitoramento continuo de processos contra esses objetivos é obtido através de um feedback quantitativo e o melhoramento é alçando através da análise dos resultados. Otimizar um processo envolve a condução de idéias e tecnologias inovadoras e tornar processos não efetivos em produtores de resultados alcançando seus objetivos. A primeira distinção entre o nível otimizado e o previsível é a definição e padronização de processos agora dinamicamente modificados e adaptados para encontrar os objetivos atuais e futuros do negócio. O item da ISO/IEC TR tem como título Engineering process category (ENG), que podemos traduzir como 128 PÓS EM REVISTA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA 1/ EDIÇÃO 5 - ISSN

5 Categoria de processo de software (ENG). De acordo com esse documento, a categoria de processo de software consistem em processos que especificam diretamente, implementa ou mantém o produto de software, sua relação com o sistema e documentação do cliente. Em circunstâncias onde o sistema é composto totalmente de software, a engenharia de processos conforma somente com a construção e manutenção de tal software. Os processos e suas respectivas descrições retirados do item da ISO/IEC TR que pertencem a categoria de engenharia de software são: - ENG.1 Processo de desenvolvimento - ENG.1.1 Análise de requerimentos de sistema e desenho de processo - ENG.1.2 Processo de análise de requerimentos de software - ENG.1.3 Processo de projeto de software - ENG.1.4 Processo de construção de software - ENG.1.5 Processo de integração de software - ENG.1.6 Processo de teste de software - ENG.1.7 Processo de Integração de sistema e testes - ENG.2 Processo de manutenção de sistema e software A seguir, será analisado brevemente,cada um destes processos. ENG.1 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO (PROCESSO BÁSICO) O propósito do processo de desenvolvimento é transformar um conjunto de requerimentos em um produto de software funcional ou sistema baseado em software que vai de encontro às necessidades dos clientes como resultado da implementação de sucesso de um processo. Um produto intermediário de trabalho será desenvolvido, e ao final do processo deve ficar comprovado de que os requisitos foram atendidos. Para isso, uma consistência será estabelecida entre os requisitos e o projeto, o que evidenciará que o produto final atendeu os requisitos. O produto final será instalado no ambiente operacional do cliente e aceito por ele. ENG 1.1 Análise de requerimento de sistemas e desenho de processo são componentes do processo ENG 1 (Processo de desenvolvimento), seu propósito é estabelecer os requerimentos funcionais e não funcionais do sistema e sua arquitetura identificando quais requerimentos precisam ser alocados para quais elementos do sistema e quais versões. Como resultado de uma implementação de sucesso, a solução será proposta para atender as necessidades dos clientes e irá identificar os principais elementos do sistema. A estratégia de lançamento de versão será desenvolvida para atender a prioridade de implementação nos requisitos do sistema que serão aprovados e atualizados quando necessário. A solução proposta e seus relacionamentos serão comunicados a todas as partes afetadas. ENG 1.2 PROCESSO DE ANÁLISE DE REQUERIMENTOS DE SOFTWARE É um componente do processo ENG 1, seu propósito é estabelecer os requisitos dos componentes de um sistema. Como resultado de uma implementação de sucesso, os requisitos alocados para os componentes do sistema e suas interfaces serão definidos de forma a atender as necessidades dos clientes, eles serão analisados e corrigidos, os que forem passíveis de testes serão desenvolvidos. O impacto dos requisitos de software no ambiente operacional serão estudados. Uma estratégia de lançamento de versões será desenvolvida observando-se uma prioridade de implementação dos requisitos de software que serão atualizados se necessário. Será estabelecida uma coerência entre os requisitos de sistema e o desenho dos requisitos de software que serão comunicados às partes afetadas. ENG 1.3 PROCESSO DE DESENHO DE SOFTWARE Componente do processo ENG 1, seu propósito é definir um desenho de software que implementa os requisitos e possa ser testado. Como resultado de implementação de sucesso, um desenho da arquitetura será desenvolvido, ele descreve a maior parte dos componentes de software que serão implementados. Uma interface interna e externa de cada componente de software será definida, e um desenho detalhado que descreve as unidades que podem ser construídas e testadas do software será criado. Será estabelecida uma coerência entre os requisitos e os projetos de software. ENG 1.4 PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE SOFTWARE Componente do processo ENG 1, seu propósito é produzir as unidade de software executável e verificar se elas refletem corretamente o projeto do software. Como resultado de uma implementação de sucesso, um critério de verificação será definido para todas unidades confrontando com seus requisitos. Uma coerência será estabelecida entre o projeto de software e os componentes produzidos. Será realizado o confrontamento das unidades de software serão com seus projetos. ENG 1.5 PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DE SOFTWARE É parte do processo ENG 1, seu objetivo é combinar as unidade de software, produzindo integração dos itens de software e verificar se as unidades de software integradas refletem corretamente o projeto de software. Uma integração de sucesso pro- PÓS EM REVISTA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA 1/ EDIÇÃO 5 - ISSN l 129

6 duz uma estratégia de integração que será desenvolvida para as unidades de software de forma coerente com o plano de versões. Critérios de verificação dos itens de software que assegura a observância dos requisitos de software serão desenvolvidos e o resultado dos testes de integração serão armazenados. Uma coerência deve estar estabelecida entre os requisitos e os itens de software. Uma estratégia de regressão será desenvolvida para reverificação dos itens de software que deverão ser modificados. ENG 1.6 PROCESSO DE TESTE DE SOFTWARE Componente do processo ENG 1, tem o propósito de testar o software integrado produzindo um produto que irá satisfazer os requisitos de software. Uma implementação de sucesso deste processo gera um critério de aceitação para o software integrado que será desenvolvido de forma que se verifique a observância dos requisitos de software. Os resultados de testes serão armazenados e uma estratégia de regressão será desenvolvida para retestar, de acordo com as demandas, os itens de software que forem refeitos. ENG 1.7 PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DE SOFTWARE E TESTES Componente do processo ENG 1, seu propósito é integrar os componentes de software com outros componentes, como operações manuais ou hardware, produzindo um sistema completo que vai satisfazer as expectativas dos clientes expressas em requisitos de sistema. Os recursos alocados para a integração de sistema inclui alguém familiar com o componente de software. Uma implementação de sucesso deste processo produz uma estratégia de integração que será desenvolvida para construir as unidades agregadas de acordo com a estratégia de liberação de versão. Será criado um critério de aceitação para cada agregação para verificar a conformidade com os requisitos de sistema (funcionais, não funcionais, operações e manutenção) alocados para as unidades e uma validação que completa o conjunto de componentes entregáveis. O resultado dos testes serão armazenados e uma estratégia de regressão será criada para retestar as agregações no sistema integrado para as mudanças em componentes que forem realizadas. Os testes de regressão serão realizados sempre que necessário. ENG 2 PROCESSO DE MANUTENÇÃO DE SISTEMA E SOFTWARE (PROCESSO BÁSICO) Seu propósito é administrar a modificação, migração e retirada de componentes do sistema (como software, hardware, operações manuais e rede se existir) em resposta a pedidos do cliente. A origem dos pedidos poderia ser a descoberta de um problema ou a necessidade de uma melhoria ou adaptação. O objetivo é modificar e/ou retirar sistemas e/ou software preservando a integridade das operações da organização. Uma implementação de sucesso deste processo resulta na criação de uma estratégia de administração da modificação, migração e retirada de componentes do sistema de acordo com o plano de versões. O impacto nas interfaces e operações nos sistemas existentes será definido. Especificações, design de documentos e estratégias de teste serão atualizados. Os componentes modificados do sistema serão desenvolvidos associados aos testes que demonstram que requisitos de sistema não foram comprometidos. Os sistemas e softwares do cliente serão atualizados no ambiente do cliente. E a pedido deste, softwares e sistemas serão retirados de uso de maneira controlada que minimize os distúrbios causados aos clientes. CONCLUSÃO A ISO/IEC veio contribuir para o melhoramento dos processos de desenvolvimento de software que sofria pela falta de padrões de controle que proporcionasse um produto final que atendesse com êxito as expectativas dos clientes. Como vimos, a ISO IEC não é a única metodologia disponível no mercado, cabe então a organização interessada em otimizar seus processos a escolha da norma que melhor atende as suas aspirações. É interessante notar a abrangência dos grupos de processos da ISO IEC que trazem opções que vão desde a engenharia de software propriamente dita e seus processos de gerenciamento até orientação ao cliente e gestão dos produtos instalados no cliente na forma de alterações e inclusões de programas e operações, passando pelo suporte ao cliente e gerenciamento de projetos de software e ciclo de vida de software. A possibilidade de a empresa adotar a uma parte específica da ISO IEC a torna bastante dinâmica. Por exemplo, a seção que trata da Engenharia de Software pode ser aplicada especificamente na padronização e otimização de seus processos correlatos. Uma outra vantagem é a integração dos grupos de processos, pois a engenharia de software integra-se ao suporte que está alinhado ao gerenciamento de processos organizacionais que visam o incremento do resultado dos clientes. Dessa forma, a ISO IEC é abrangente, e cabe a cada organização avaliar seu procedimentos internos e definir onde aplicá-la. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RINCON, André Mesquita. Qualidade de Software. Disponível em: <http://www.clebertoledo.com.br/blogs/tecnologia/administracao/files/files/ Qualidade_de_Software.pdf>. Acessado em: 17 de ago às 19:30. CANCIAN, Maiara Heil. Uma proposta de guia de referencia para 130 PÓS EM REVISTA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA 1/ EDIÇÃO 5 - ISSN

7 provedores de software como um serviço. <http://www.das.ufsc. br/~maiara/files/dissert_maiara.pdf>. Acessado em: 20 de ago às 15:00. FELIPE, Pabro Fernando. C.M.M.I. e Spice: Um estudo comparativo na abordagem da engenharia de requisitos. <www.cin.ufpe. br/~pmr/qualidade/monografia.pdf>. Acessado em: em: 20 de ago às 15:00. VASCONCELOS, Marcos Lins de; ROUILLER, Ana Cristina; MACHADO, Cristina Angela Filipak; MEDEIROS, Tereza Maria Maciel. Introdução à engenharia de software e à qualidade de software. Disponível em: <http://www.cin.ufpe.br/~if720/downloads/mod.01.mps_engenhar ia&qualidadesoftware_v pdf>. Acessado em: 02 set às 21:40h. IAHN, Anísio. Avaliação de processos de software utilizando a norma ISO/IEC Disponível em: <http://campeche.inf.furb.br/ tccs/1999-i/1999-1anisioiahnvf.pdf>. Acessado em: 02 set às 21:40h. REZENDE, Alcides Denis. Engenharia de Software e Sistemas de Informação. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?hl=pt- BR&lr=&id=rtBvl_L-1mcC&oi=fnd&pg=PT23&dq=crise+do+softwar e&ots=9ybo_i0swm&sig=slwginajjdybiils0xar93s7qzm#v=onepa ge&q=crise%20do%20software&f=false>. Acessado em: 14 set às 20:30h. ISO/IEC. Information tecnology Software process assessment Part 2: A reference model for processes and processes capabality. Disponível em: < >. Acessado em: 05 de out às 19:30h. NOTAS DE RODAPÉ 1 Graduando do curso de Sistemas de Informação do Centro Universitário Newton Paiva. 2 Professor do Centro Universitário Newton Paiva. PÓS EM REVISTA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA 1/ EDIÇÃO 5 - ISSN l 131

Qualidade de Software

Qualidade de Software Qualidade de Software André Mesquita Rincon Instituto de Informática/Universidade Federal de Goiás (UFG) Goiânia GO Brasil Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas/Fundação

Leia mais

Qualidade de. Software. Definições. Qualidade do Produto ISO 9126. Processo de. Software. Modelo de Processo de. Software CMM SPICE ISO 12207

Qualidade de. Software. Definições. Qualidade do Produto ISO 9126. Processo de. Software. Modelo de Processo de. Software CMM SPICE ISO 12207 Qualidade de : Visão Geral ISO 12207: Estrutura s Fundamentais Aquisição Fornecimento s de Apoio Documentação Garantia de Qualidade Operação Desenvolvimento Manutenção Verificação Validação Revisão Conjunta

Leia mais

Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504

Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504 Especialização em Gerência de Projetos de Software Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504 Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br Qualidade de Software 2009 Instituto

Leia mais

ISO - 9126. Aécio Costa

ISO - 9126. Aécio Costa ISO - 9126 Aécio Costa A evolução da Qualidade do Produto Qualidade = funcionalidade Confiabilidade Realização de funções críticas Produto de qualidade = sem bugs Controle de qualidade Teste do produto

Leia mais

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade IV QUALIDADE DE SOFTWARE

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade IV QUALIDADE DE SOFTWARE Prof. Dr. Ivanir Costa Unidade IV QUALIDADE DE SOFTWARE introdução As mudanças que estão ocorrendo nos clientes e nos ambientes de negócios altamente competitivos têm motivado as empresas a modificarem

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE

QUALIDADE DE SOFTWARE QUALIDADE DE SOFTWARE MODULO 3 SISTEMA DE GARANTIA DA QUALIDADE CONTEÚDO 3.1 A ABORDAGEM NBR ISO 9000 3.2 MODELOS DE QUALIDADE DE PRODUTO DE SOFTWARE 3.2.1 NBR ISO/IEC 9126 (SOFTWARE) 3.2.2 NBR ISO/IEC

Leia mais

Engenharia de Software Qualidade de Software

Engenharia de Software Qualidade de Software Engenharia de Software Qualidade de Software O termo qualidade assumiu diferentes significados, em engenharia de software, tem o significado de está em conformidade com os requisitos explícitos e implícitos

Leia mais

Padrões de Qualidade de Software

Padrões de Qualidade de Software Universidade Federal do Vale do São Francisco Padrões de Qualidade de Software Engenharia de Software I Aula 4 Ricardo Argenton Ramos Agenda da Aula Introdução (Qualidade de Software) Padrões de Qualidade

Leia mais

Processo de Software

Processo de Software Processo de Software Uma importante contribuição da área de pesquisa de processo de software tem sido a conscientização de que o desenvolvimento de software é um processo complexo. Pesquisadores e profissionais

Leia mais

Processo de Desenvolvimento de Software

Processo de Desenvolvimento de Software Unidade IV Introdução aos Padrões de PDS Luiz Leão luizleao@gmail.com http://www.luizleao.com Conteúdo da Unidade 1. CMM / CMMI 2. SPICE 3. ISO 12207 4. MPS/BR CMM - Capability Maturity Model CMM Capability

Leia mais

Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software

Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software Universidade Federal do Vale do São Francisco Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software Engenharia de Software I Aula 3 e 4 Ricardo Argenton Ramos Agenda da Aula Introdução (Qualidade de

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE

QUALIDADE DE SOFTWARE QUALIDADE DE SOFTWARE - 02 Luiz Leão luizleao@gmail.com http://www.luizleao.com Questão 1 A ISO 9000-3 é um guia para a aplicação da ISO 9001 para o desenvolvimento, fornecimento e manutenção de software.

Leia mais

Qualidade de Software: Visão Geral

Qualidade de Software: Visão Geral Qualidade de Software: Visão Geral Engenharia de Software 1 Aula 05 Qualidade de Software Existem muitas definições de qualidade de software propostas na literatura, sob diferentes pontos de vista Qualidade

Leia mais

F U N D A Ç Ã O E D U C A C I O N A L S Ã O J O S É. MODELOS DE MATURIDADE CMMI Capability Maturity Model Integration (CMMI)

F U N D A Ç Ã O E D U C A C I O N A L S Ã O J O S É. MODELOS DE MATURIDADE CMMI Capability Maturity Model Integration (CMMI) 1 MODELOS DE MATURIDADE CMMI Capability Maturity Model Integration (CMMI) Teresinha Moreira de Magalhães 1 Lúcia Helena de Magalhães 2 Fernando Machado da Rocha 3 Resumo Este trabalho visa apresentar uma

Leia mais

CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION. Prof. Késsia R. C. Marchi

CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION. Prof. Késsia R. C. Marchi CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION Prof. Késsia R. C. Marchi Modelos de maturidade Um modelo de maturidade é um conjunto estruturado de elementos que descrevem características de processos efetivos.

Leia mais

CobiT 5. Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? Conhecimento em Tecnologia da Informação

CobiT 5. Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação CobiT 5 Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? 2013 Bridge Consulting All rights reserved Apresentação Sabemos que a Tecnologia da

Leia mais

Políticas de Qualidade em TI

Políticas de Qualidade em TI Políticas de Qualidade em TI Prof. www.edilms.eti.br edilms@yahoo.com Aula 03 CMMI Capability Maturity Model Integration Parte I Agenda Processos CMMI Definição Histórico Objetivos Características Representações

Leia mais

Modelos de Qualidade de Produto de Software

Modelos de Qualidade de Produto de Software CBCC Bacharelado em Ciência da Computação CBSI Bacharelado em Sistemas de Informação Modelos de Qualidade de Produto de Software Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br www.ufpa.br/srbo

Leia mais

Capability Maturity Model Integration - CMMI

Capability Maturity Model Integration - CMMI Capability Maturity Model Integration - CMMI Para Desenvolvimento Versão 1.2 M.Sc. Roberto Couto Lima ÍNDICE 1. Definição ------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

Qualidade de Software. Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com

Qualidade de Software. Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com Qualidade de Software Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com Ementa Conceitos sobre Qualidade Qualidade do Produto Qualidade do Processo Garantida da Qualidade X Controle da Qualidade Conceitos

Leia mais

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE Prof. Dr. Ivanir Costa Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE Normas de qualidade de software - introdução Encontra-se no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) as seguintes definições: Normalização

Leia mais

Normas e Padrões de Qualidade em Software - I

Normas e Padrões de Qualidade em Software - I Tema da Aula Normas e Padrões de Qualidade em - I Prof. Cristiano R R Portella portella@widesoft.com.br Certificação da Qualidade Certificações emitidas por entidades públicas conceituadas: 9 ABIC Selo

Leia mais

Qualidade de software

Qualidade de software Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Petrolina - FACAPE Curso: Ciência da Computação Disciplina:Projeto de Sistemas Qualidade de software cynaracarvalho@yahoo.com.br Qualidade de software Qualidade

Leia mais

Introdução CMMI. Qualidade e Teste de Software CMMI 1

Introdução CMMI. Qualidade e Teste de Software CMMI 1 Introdução CMMI O propósito da qualidade é estabelecer um diferencial competitivo, através de contribuições como redução de defeitos, redução de custos, redução de retrabalho e aumento da produtividade,

Leia mais

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI)

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) APARECIDA DE GOIÂNIA 2014 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Áreas de processo por

Leia mais

Gerência de Projetos de Software Modelos de gerência. CMM: Capability Maturity Model ITIL: Information Technology Infrastructure Library MPS BR

Gerência de Projetos de Software Modelos de gerência. CMM: Capability Maturity Model ITIL: Information Technology Infrastructure Library MPS BR Modelos de gerência CMM: Capability Maturity Model ITIL: Information Technology Infrastructure Library MPS BR Modelo de maturidade: CMM CMM (Capability Maturity Model) é um modelo subdividido em 5 estágios

Leia mais

21. Qualidade de Produto ou Qualidade de Processo de Software?

21. Qualidade de Produto ou Qualidade de Processo de Software? 21. Qualidade de Produto ou Qualidade de Processo de Software? Qualidade de software é uma preocupação real e esforços têm sido realizados na busca pela qualidade dos processos envolvidos em seu desenvolvimento

Leia mais

CMMI (Capability Maturity Model Integration) Thiago Gimenez Cantos. Bacharel em Sistemas de Informação

CMMI (Capability Maturity Model Integration) Thiago Gimenez Cantos. Bacharel em Sistemas de Informação CMMI (Capability Maturity Model Integration) Thiago Gimenez Cantos Bacharel em Sistemas de Informação Faculdade de Informática de Presidente Prudente Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) thiago@visioncom.com.br;

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO

A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO Autora: LUCIANA DE BARROS ARAÚJO 1 Professor Orientador: LUIZ CLAUDIO DE F. PIMENTA 2 RESUMO O mercado atual está cada vez mais exigente com

Leia mais

Professor: Disciplina:

Professor: Disciplina: Professor: Curso: Disciplina: Marcos Morais de Sousa marcosmoraisdesousa@gmail.com marcosmoraisdesousa.blogspot.com Sistemas de informação Engenharia de Software II Gerenciamento de Qualidade CMMI e MPS.BR

Leia mais

Qualidade de software

Qualidade de software Apresentação PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PÓS-GRADUAÇÃO EM INFORMÁTICA APLICADA Qualidade de software WILIAN ANTÔNIO ANHAIA DE QUEIROZ O que é qualidade? A Norma ISO8402 define Qualidade

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software Engenharia de Software Roteiro Qualidade de Software Produto de Software Processo de Software Modelo de Qualidade CMM Qualidade Qualidade de Software Na visão popular: Luxo Mais caro, complexo = maior

Leia mais

Qualidade de software com MPS.BR nos níveis de maturidade G e F

Qualidade de software com MPS.BR nos níveis de maturidade G e F Qualidade de software com MPS.BR nos níveis de maturidade G e F Marcelo Augusto Resende Cunha Graduado em Sistemas de Informação pela Libertas Faculdades Integradas Alysson Alexander Naves Silva Mestre

Leia mais

Definição do Framework

Definição do Framework Definição do Framework 1. Introdução 1.1. Finalidade Este documento tem por finalidade apresentar o mapeamento dos processos de Definição de Processo Organizacional e Avaliação e Melhoria do Processo dos

Leia mais

Qualidade de Software. Anderson Belgamo

Qualidade de Software. Anderson Belgamo Qualidade de Software Anderson Belgamo Qualidade de Software Software Processo Produto Processo de Software Pessoas com habilidades, treinamento e motivação Processo de Desenvolvimento Ferramentas e Equipamentos

Leia mais

Políticas de Qualidade em TI

Políticas de Qualidade em TI Políticas de Qualidade em TI Aula 05 MPS.BR (ago/12) Melhoria de Processo do Software Brasileiro Prof. www.edilms.eti.br edilms@yahoo.com Agenda Descrição sumária do MPS.BR - Melhoria de Processo do Software

Leia mais

Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa

Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa Dayana Henriques Fonseca 1, Frederico Miranda Coelho 1 1 Departamento de Ciência da Computação Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC)

Leia mais

Qualidade, Processos e Gestão de Software Professores: Alexandre Vasconcelos e Hermano Moura. O Modelo. Wesley Torres Galindo. wesleygalindo@gmail.

Qualidade, Processos e Gestão de Software Professores: Alexandre Vasconcelos e Hermano Moura. O Modelo. Wesley Torres Galindo. wesleygalindo@gmail. Qualidade, Processos e Gestão de Software Professores: Alexandre Vasconcelos e Hermano Moura O Modelo Wesley Torres Galindo wesleygalindo@gmail.com Agenda O que é? Motivação Organização do MPS.BR Estrutura

Leia mais

O que é CMMI? Base do CMMI. Melhorando o processo é possível melhorar-mos o software. Gerais. Processo. Produto

O que é CMMI? Base do CMMI. Melhorando o processo é possível melhorar-mos o software. Gerais. Processo. Produto Gerais Processo Produto Propostas NBR ISO 9000:2005 define principios e vocabulário NBR ISO 9001:2000 define exigências para sistema de gerência de qualidade NBR ISO 9004:2000 apresenta linha diretivas

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE REDES E DATA CENTER 1º PERÍODO DE TECNOLOGIA DE REDES

ADMINISTRAÇÃO DE REDES E DATA CENTER 1º PERÍODO DE TECNOLOGIA DE REDES DESENHO DE SERVIÇO Este estágio do ciclo de vida tem como foco o desenho e a criação de serviços de TI cujo propósito será realizar a estratégia concebida anteriormente. Através do uso das práticas, processos

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE AULA N.7

QUALIDADE DE SOFTWARE AULA N.7 QUALIDADE DE SOFTWARE AULA N.7 Curso: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Disciplina: Qualidade de Software Profa. : Kátia Lopes Silva 1 CMM: DEFINIÇÃO Capability Maturity Model Um modelo que descreve como as práticas

Leia mais

QUALIDADE DE PRODUTO ISO 9126

QUALIDADE DE PRODUTO ISO 9126 Universidade Católica de Pelotas Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Disciplina de Qualidade de Software QUALIDADE DE PRODUTO ISO 9126 Prof. Luthiano Venecian 1 Agenda Conceito ISO/IEC Série

Leia mais

Introdução ao Modelo de Referência para melhoria do processo de software (MR mps) Projeto: mps Br melhoria de processo do software Brasileiro

Introdução ao Modelo de Referência para melhoria do processo de software (MR mps) Projeto: mps Br melhoria de processo do software Brasileiro Introdução ao Modelo de Referência para melhoria do processo de software (MR mps) Realidade das Empresas Brasileiras ISO/IEC 12207 ISO/IEC 15504 CMMI Softex Governo Universidades Modelo de Referência para

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Qualidade de Software Prof. Sam da Silva Devincenzi sam.devincenzi@gmail.com ISO International Organization for Standardization Organização não governamental que elabora normas internacionais, que visam

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software UFES - Universidade Federal do Espírito Santo Engenharia de Software Notas de Aula E-mail: falbo@inf.ufes.br 2005 Capítulo 1 - Introdução UFES - Universidade Federal do Espírito Santo 1 Capítulo 1 Introdução

Leia mais

Análise da Maturidade de um Processo de Teste Orientado a Artefatos

Análise da Maturidade de um Processo de Teste Orientado a Artefatos Análise da Maturidade de um Processo de Teste Orientado a Artefatos Paulo M. S. Bueno 1*, Adalberto N. Crespo 1, Mario Jino 2 1 Divisão de Melhoria de Processo - CenPRA Rodovia Dom Pedro I, km 143,6 -

Leia mais

Sistemas de Informação Empresarial

Sistemas de Informação Empresarial Sistemas de Informação Empresarial Governança de Tecnologia da Informação parte 2 Fonte: Mônica C. Rodrigues Padrões e Gestão de TI ISO,COBIT, ITIL 3 International Organization for Standardization d -

Leia mais

PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM

PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM M P S. B R : M E L H O R I A D E P R O C E S S O D O S O F T W A R E B R A S I L E I R O A

Leia mais

O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br

O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br Prof. Pasteur Ottoni de Miranda Junior Disponível em www.pasteurjr.blogspot.com 1-Estrutura do MPS-Br ( Softex, 2009) O MPS.BR1 é um programa mobilizador,

Leia mais

VANTAGENS DA APLICAÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE BRASILEIRO MPS.BR NOS AMBIENTES DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

VANTAGENS DA APLICAÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE BRASILEIRO MPS.BR NOS AMBIENTES DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE 1 VANTAGENS DA APLICAÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE BRASILEIRO MPS.BR NOS AMBIENTES DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE Elvis Ferreira da Silva* Msc. Marta Alves de Souza** Msc. Helder

Leia mais

Universidade Paulista

Universidade Paulista Universidade Paulista Ciência da Computação Sistemas de Informação Gestão da Qualidade Principais pontos da NBR ISO/IEC 12207 - Tecnologia da Informação Processos de ciclo de vida de software Sergio Petersen

Leia mais

Glossário Apresenta a definição dos termos, siglas e abreviações utilizadas no contexto do projeto Citsmart.

Glossário Apresenta a definição dos termos, siglas e abreviações utilizadas no contexto do projeto Citsmart. Apresenta a definição dos termos, siglas e abreviações utilizadas no contexto do projeto Citsmart. Versão 1.6 15/08/2013 Visão Resumida Data Criação 15/08/2013 Versão Documento 1.6 Projeto Responsáveis

Leia mais

CMM - Capability Maturity Model

CMM - Capability Maturity Model Tema da Aula Normas e Padrões de Qualidade em II CMM Prof. Cristiano R R Portella portella@widesoft.com.br CMM - Capability Maturity Model Desenvolvido pelo SEI (Instituto de Engenharia de ) Carnegie Mellon

Leia mais

Qualidade de Software. MC626 Adaptado de notas de aula da Prof. Eliane Martins (http://www/ic.unicamp.br/~eliane/cursos)

Qualidade de Software. MC626 Adaptado de notas de aula da Prof. Eliane Martins (http://www/ic.unicamp.br/~eliane/cursos) Qualidade de Software MC626 Adaptado de notas de aula da Prof. Eliane Martins (http://www/ic.unicamp.br/~eliane/cursos) Qualidade de Software MC626 Adaptado de notas de aula da Prof. Eliane Martins (http://www/ic.unicamp.br/~eliane/cursos)

Leia mais

Introdução ao CMM (CapabilityMaturityModel) e CMMI (Capability Maturity Model Integration)

Introdução ao CMM (CapabilityMaturityModel) e CMMI (Capability Maturity Model Integration) Introdução ao CMM (CapabilityMaturityModel) e CMMI (Capability Maturity Model Integration) CMM CapabilityMaturityModel O CMM é um modelo desenvolvido pelo Software Engineering Institute (SEI) em parceria

Leia mais

Qualidade de Software. Aécio Costa

Qualidade de Software. Aécio Costa de Software Aécio Costa A Engenharia pode ser vista como uma confluência de práticas artesanais, comerciais e científicas [SHA90]. Software sem qualidade Projetos de software difíceis de planejar e controlar;

Leia mais

Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Ciências Agrárias CCA-UFES Departamento de Computação

Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Ciências Agrárias CCA-UFES Departamento de Computação Centro de Ciências Agrárias Departamento de Computação Visão Geral do Processo de Desenvolvimento de Software Introdução à Ciência da Computação Introdução à Ciência da Computação COM06850-2015-II Prof.

Leia mais

ESTUDO E AVALIAÇÃO DA ÁREA DE PROCESSO GESTÃO DE REQUISITOS DE ACORDO COM A NORMA CMMI NÍVEL 2 NA EMPRESA SWQUALITY

ESTUDO E AVALIAÇÃO DA ÁREA DE PROCESSO GESTÃO DE REQUISITOS DE ACORDO COM A NORMA CMMI NÍVEL 2 NA EMPRESA SWQUALITY ESTUDO E AVALIAÇÃO DA ÁREA DE PROCESSO GESTÃO DE REQUISITOS DE ACORDO COM A NORMA CMMI NÍVEL 2 NA EMPRESA SWQUALITY FABRÍCIO DE ALMEIDA OLIVEIRA ANA CRISTINA ROUILLER UFLA - Universidade Federal de Lavras

Leia mais

Políticas de Qualidade em TI

Políticas de Qualidade em TI Políticas de Qualidade em TI Prof. www.edilms.eti.br edilms@yahoo.com Aula 04 ISOs / IEC 12207 15504 9001 9126 25000 Agenda Descrição sumária da ISOs afetas ao nosso curso de qualidade ISO/IEC 12207 ISO/IEC

Leia mais

CMMI. B) descrições das atividades consideradas importantes para o atendimento de suas respectivas metas específicas. Governo do ES (CESPE 2009)

CMMI. B) descrições das atividades consideradas importantes para o atendimento de suas respectivas metas específicas. Governo do ES (CESPE 2009) CMMI Governo do ES (CESPE 2009) Na versão 1.2 do CMMI, 111 os níveis de capacidade são definidos na abordagem de estágios. 112 os níveis de maturidade são definidos na abordagem contínua. 113 existem seis

Leia mais

Estudo de caso para implantação do modelo MR-MPS-SV

Estudo de caso para implantação do modelo MR-MPS-SV Estudo de caso para implantação do modelo MR-MPS-SV Giovani Hipolito Maroneze 1, Jacques Duílio Branches 1 1 Departamento de Computação Universidade Estadual de Londrina (UEL) Caixa Postal 10.001 86.057-970

Leia mais

Visão Geral da Qualidade de Software

Visão Geral da Qualidade de Software Visão Geral da Qualidade de Software Glauber da Rocha Balthazar Faculdade Metodista Granbery (FMG) Bacharel em Sistemas de Informação Rua Batista de Oliveira, 1145-36010-532 - Juiz de Fora - MG glauber_rochab@yahoo.com.br

Leia mais

MPS.BR - Melhoria de Processo do Software Brasileiro. Guia Geral

MPS.BR - Melhoria de Processo do Software Brasileiro. Guia Geral MPS.BR - Melhoria de Processo do Software Brasileiro Guia Geral Este guia contém a descrição geral do Modelo MPS e detalha o Modelo de Referência (MR-MPS) e as definições comuns necessárias para seu entendimento

Leia mais

Sumário. Prefácio...14. Capítulo 1 O que é qualidade?...17. Capítulo 2 Normas e organismos normativos...43. Capítulo 3 Métricas: visão geral...

Sumário. Prefácio...14. Capítulo 1 O que é qualidade?...17. Capítulo 2 Normas e organismos normativos...43. Capítulo 3 Métricas: visão geral... Prefácio...14 Capítulo 1 O que é qualidade?...17 1.1 História... 17 1.2 Uma crise de mais de trinta anos...20 1.3 Qualidade e requisitos...25 1.4 Papel da subjetividade...27 1.5 Qualidade e bugs I: insetos

Leia mais

Engenharia de Requisitos

Engenharia de Requisitos Engenharia de Requisitos Introdução a Engenharia de Requisitos Professor: Ricardo Argenton Ramos Aula 08 Slide 1 Objetivos Introduzir a noção de requisitos do sistema e o processo da engenharia de requisitos.

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Qualidade de Software Introdução Qualidade é um dos principais objetivos da Engenharia de Software. Muitos métodos, técnicas e ferramentas são desenvolvidas para apoiar a produção com qualidade. Tem-se

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE

QUALIDADE DE SOFTWARE QUALIDADE DE SOFTWARE Luiz Leão luizleao@gmail.com http://www.luizleao.com Questão 1 A ISO 9000-3 é um guia para a aplicação da ISO 9001 para o desenvolvimento, fornecimento e manutenção de software. As

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Engenharia Nesta seção você encontra artigos voltados para testes, processo, modelos, documentação, entre outros Qualidade de Software Desvendando um requisito essencial no processo de desenvolvimento

Leia mais

Fatores humanos de qualidade CMM E CMMI

Fatores humanos de qualidade CMM E CMMI Fatores humanos de qualidade CMM E CMMI Eneida Rios¹ ¹http://www.ifbaiano.edu.br eneidarios@eafcatu.gov.br Campus Catu 1 Curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Conteúdos Fatores humanos de qualidade

Leia mais

14 Os principais documentos de um projeto são: o termo de. 15 Elemento integrante do gerenciamento do escopo do projeto,

14 Os principais documentos de um projeto são: o termo de. 15 Elemento integrante do gerenciamento do escopo do projeto, De acordo com o comando a que cada um dos itens de 1 a 70 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com

Leia mais

No que se refere a conceitos básicos do gerenciamento de projetos, segundo o PMBoK, julgue os itens a seguir.

No que se refere a conceitos básicos do gerenciamento de projetos, segundo o PMBoK, julgue os itens a seguir. De acordo com o comando a que cada um dos itens de 1 a 70 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software Engenharia de Software Introdução à Melhoria de Processos de Software baseado no MPS.BR Prof. Maxwell Anderson www.maxwellanderson.com.br Agenda Introdução MPS.BR MR-MPS Detalhando o MPS.BR nível G Introdução

Leia mais

Introdução Fatores de Qualidade Garantia de Qualidade Rivisões de Software Conclusão. Qualidade. Plácido A. S. Neto 1

Introdução Fatores de Qualidade Garantia de Qualidade Rivisões de Software Conclusão. Qualidade. Plácido A. S. Neto 1 Qualidade Plácido A. S. Neto 1 1 Gerência Educacional de Tecnologia da Informação Centro Federal de Educação Tecnologia do Rio Grande do Norte 2006.1 - Planejamento e Gerência de Projetos Agenda Introdução

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software UFES - Universidade Federal do Espírito Santo Engenharia de Software Notas de Aula PARTE I E-mail: falbo@inf.ufes.br Curso: Engenharia da Computação (Atualizadas por e Monalessa Perini Barcellos - 2011)

Leia mais

Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK

Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK http://www.sei.cmu.edu/ Prefácio do CMM Após várias décadas de promessas não cumpridas sobre ganhos de produtividade e qualidade na aplicação de novas metodologias

Leia mais

1 Introdução 1.1. Motivação

1 Introdução 1.1. Motivação 9 1 Introdução 1.1. Motivação Ao longo das últimas décadas, observou-se um aumento enorme na complexidade dos sistemas de software desenvolvidos, no número de profissionais que trabalham nesta área, na

Leia mais

GIOVANI HIPOLITO MARONEZE ESTUDO DE CASO CONTENDO IMPLANTAÇÃO DO MODELO MR-MPS-SV (NÍVEL G)

GIOVANI HIPOLITO MARONEZE ESTUDO DE CASO CONTENDO IMPLANTAÇÃO DO MODELO MR-MPS-SV (NÍVEL G) GIOVANI HIPOLITO MARONEZE ESTUDO DE CASO CONTENDO IMPLANTAÇÃO DO MODELO MR-MPS-SV (NÍVEL G) LONDRINA - PR 2014 GIOVANI HIPOLITO MARONEZE ESTUDO DE CASO CONTENDO IMPLANTAÇÃO DO MODELO MR-MPS-SV (NÍVEL G)

Leia mais

Uma visão pessoal, baseada em processos, para competitividade em software

Uma visão pessoal, baseada em processos, para competitividade em software I DO 2003 - Exportação de Software São Paulo, 08-10 de dezembro de 2003 Painel: A Qualidade nos Produtos e das Fábricas de Software e a Exportação Brasileira Uma visão pessoal, baseada em processos, para

Leia mais

Pós Graduação Engenharia de Software

Pós Graduação Engenharia de Software Pós Graduação Engenharia de Software Ana Candida Natali COPPE/UFRJ Programa de Engenharia de Sistemas e Computação FAPEC / FAT Estrutura do Módulo QUALIDADE DE SOFTWARE - PROCESSO Introdução: desenvolvimento

Leia mais

Capítulo 4: ISO9001 e ISO9000-3

Capítulo 4: ISO9001 e ISO9000-3 Capítulo 4: ISO 9001 e ISO 9000-3 Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Conceitos Básicos Capítulo 3: Qualidade de Produto (ISO9126) Capítulo 4: ISO9001 e ISO9000-3 Capítulo 5: CMM Capítulo 6: PSP Capítulo

Leia mais

Governança de TI com COBIT, ITIL e BSC

Governança de TI com COBIT, ITIL e BSC {aula #2} Parte 1 Governança de TI com melhores práticas COBIT, ITIL e BSC www.etcnologia.com.br Rildo F Santos rildo.santos@etecnologia.com.br twitter: @rildosan (11) 9123-5358 skype: rildo.f.santos (11)

Leia mais

Lista de Exercícios - COBIT 5

Lista de Exercícios - COBIT 5 Lista de Exercícios - COBIT 5 1. O COBIT 5 possui: a) 3 volumes, 7 habilitadores, 5 princípios b) 3 volumes, 5 habilitadores, 7 princípios c) 5 volumes, 7 habilitadores, 5 princípios d) 5 volumes, 5 habilitadores,

Leia mais

efagundes com GOVERNANÇA DE TIC Eduardo Mayer Fagundes Aula 3/4

efagundes com GOVERNANÇA DE TIC Eduardo Mayer Fagundes Aula 3/4 GOVERNANÇA DE TIC Eduardo Mayer Fagundes Aula 3/4 1 CobIT Modelo abrangente aplicável para a auditoria e controle de processo de TI, desde o planejamento da tecnologia até a monitoração e auditoria de

Leia mais

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software [...] O que é a Qualidade? A qualidade é uma característica intrínseca e multifacetada de um produto (BASILI, et al, 1991; TAUSWORTHE, 1995).

Leia mais

CLEVERSONTPP@GMAIL.COM

CLEVERSONTPP@GMAIL.COM UM BREVE DESCRITIVO DO MODELO MPS-BR (MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE BRASILEIRO) E SUAS PERSPECTIVAS PARA O FUTURO CLÉVERSON TRAJANO PRÉCOMA PORTES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

O Modelo de Maturidade de Processos: como maximizar o retorno dos investimentos em melhoria da qualidade e produtividade.

O Modelo de Maturidade de Processos: como maximizar o retorno dos investimentos em melhoria da qualidade e produtividade. O Modelo de Maturidade de Processos: como maximizar o retorno dos investimentos em melhoria da qualidade e produtividade. Jairo Siqueira 1 Resumo Este estudo apresenta um modelo para avaliação do grau

Leia mais

Introdução à Engenharia de Software

Introdução à Engenharia de Software Introdução à Engenharia de Software Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br Imagem Clássica Objetivo da aula Depois desta aula você terá uma visão sobre o que é a engenharia

Leia mais

Introdução a CMMI. Paulo Ricardo Motta Gomes Renato Miceli Costa Ribeiro

Introdução a CMMI. Paulo Ricardo Motta Gomes Renato Miceli Costa Ribeiro Introdução a CMMI Paulo Ricardo Motta Gomes Renato Miceli Costa Ribeiro Campina Grande, 29 de setembro de 2008 Agenda Processos Motivação Sintomas de falha de processo Aprimoramento de Processos O Framework

Leia mais

REQUISITOS. Prof. Msc. Hélio Esperidião

REQUISITOS. Prof. Msc. Hélio Esperidião REQUISITOS Prof. Msc. Hélio Esperidião OS REQUISITOS O que são requisitos? Uma descrição de um serviço ou de uma limitação O que é a engenharia de requisitos? O processo envolvido no desenvolvimento de

Leia mais

APOSTILAS: NORMAS; ABNT NBR ISO; MPS BR

APOSTILAS: NORMAS; ABNT NBR ISO; MPS BR APOSTILAS: NORMAS; ABNT NBR ISO; MPS BR Fonte: http://www.softex.br/mpsbr/_home/default.asp Apostilas disponíveis no site 1 NORMAS: NBR ISO NBR ISO/IEC CMM SPICE Continuação... 2 NORMAS VISÃO GERAL NBR

Leia mais

Qualidade do Processo de Software

Qualidade do Processo de Software CBCC Bacharelado em Ciência da Computação CBSI Bacharelado em Sistemas de Informação Qualidade do Processo de Software Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br www.ufpa.br/srbo Tópicos Especiais

Leia mais

CAPACIDADE DE AVALIAÇÃO DE UM SOFTWARE UTILIZANDO O MODELO CMM. Capacity evaluation of a Software Using the Model CMM

CAPACIDADE DE AVALIAÇÃO DE UM SOFTWARE UTILIZANDO O MODELO CMM. Capacity evaluation of a Software Using the Model CMM CAPACIDADE DE AVALIAÇÃO DE UM SOFTWARE UTILIZANDO O MODELO CMM Capacity evaluation of a Software Using the Model CMM Walteno Martins Parreira Júnior, Renner Augusto Alves Lima, Roberto Guimarães Dutra

Leia mais

Gerenciamento de Qualidade

Gerenciamento de Qualidade UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS, LETRAS E CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE COMPUTAÇÃO E ESTATÍSTICA Gerenciamento de Qualidade Engenharia de Software 2o. Semestre de

Leia mais

Objetivos. Histórico. Out/11 2. Out/11 3

Objetivos. Histórico. Out/11 2. Out/11 3 Objetivos Histórico Evolução da Qualidade Princípios de Deming CMMI Conceitos Vantagens Representações Detalhamento Gerenciamento Comparação Out/11 2 Histórico SW-CMM (Software Capability Maturity Model):

Leia mais

GPAD Gestão de Projetos em Ambientes Digitais

GPAD Gestão de Projetos em Ambientes Digitais GPAD Gestão de Projetos em Ambientes Digitais Tecnologia e Mídias Digitais PUC SP Prof. Eduardo Savino Gomes 1 Afinal, o que vem a ser Gestão? 2 Gestão/Gerir/Gerenciar Gerenciar, administrar, coordenar

Leia mais

Qualidade de software

Qualidade de software Qualidade de software É cada dia maior o número de empresas que buscam melhorias em seus processos de desenvolvimento de software. Além do aumento da produtividade e da diminuição do retrabalho, elas buscam

Leia mais

Rede Paraense de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação. Laboratório de Tecnologia de Software LTS

Rede Paraense de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação. Laboratório de Tecnologia de Software LTS Rede Paraense de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação Laboratório de Tecnologia de Software LTS Qualidade de Produto Cláudio Martins claudiomartins2000@gmail.com www.ufpa.br/redetic

Leia mais

MPS.BR - Melhoria de Processo do Software Brasileiro. Guia Geral MPS de Software

MPS.BR - Melhoria de Processo do Software Brasileiro. Guia Geral MPS de Software MPS.BR - Melhoria de Processo do Software Brasileiro Guia Geral MPS de Software Este guia contém a descrição geral do Modelo MPS e detalha o Modelo de Referência MPS para Software (MR-MPS-SW) e as definições

Leia mais

Melhorias de Processos de Engenharia de Software

Melhorias de Processos de Engenharia de Software Melhorias de Processos de Engenharia de Software CMMI 1 Profa. Reane Franco Goulart O que é CMMI? O Capability Maturity Model Integration (CMMI) é uma abordagem de melhoria de processos que fornece às

Leia mais

MODELO SPICE Software Improvement and Capacibilty Determination Avalia o software com foco na melhoria de seus processos (identifica pontos fracos e

MODELO SPICE Software Improvement and Capacibilty Determination Avalia o software com foco na melhoria de seus processos (identifica pontos fracos e MODELO SPICE Software Improvement and Capacibilty Determination Avalia o software com foco na melhoria de seus processos (identifica pontos fracos e fortes, que serão utilizados para a criação de um plano

Leia mais