1.1 Apresentação do Relatório

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1 1. INTRODUÇÃO 1.1 Apresentação do Relatório O Relatório de Acompanhamento do Grupo Neoenergia contempla os resultados do 1º trimestre de 2007 e está dividido em duas partes: a 1ª parte com informações relacionadas ao período em análise - Desempenho do Período, onde são abordados os aspectos econômico-financeiros referente às últimas informações financeiras disponibilizadas para o mercado, o ambiente de negócios e a performance das unidades de negócio. Na 2ª parte, estão informações de caráter permanente - Descrição da Empresa, onde são apresentados os dados sobre o Grupo Neoenergia, a sua estrutura societária, políticas e planos financeiros, gestão sócio ambiental e a estratégia que norteia a forma de gestão e governança do Grupo. 1.2 Destaques do 1º Trimestre 2007 Receita Operacional Líquida de R$ 1.379,7 milhões, apresentando um incremento de 8,2% em relação ao igual período de 2006; EBITDA de R$ 570,9 milhões, com um aumento de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Lucro Líquido de R$ 255,2 milhões, com um incremento de 7,4% em relação ao lucro do mesmo período do ano anterior; 1.3 Destaques Subseqüentes Em abril de 2007, a Aneel autorizou o reajuste das tarifas das distribuidoras do Grupo que apresentou um impacto na conta do consumidor de 5,40% para Coelba e Cosern, e 2,45% para a Celpe. As obras da hidrelétrica de Baguari foram iniciadas em 9 de maio, no Rio Doce, município de Governador Valadares, em Minas Gerais. 1

2 2. DESEMPENHO 1º TRIMESTRE DE Análise de Resultados RESUMO NEOENERGIA - CONSOLIDADO R$ Mil DADOS ECONÔMICO-FINANCEIROS (R$ Mil) 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. Receita Operacional Bruta ,1% Receita Operacional Líquida - ROL ,2% EBITDA ,2% Resultado do Serviço (EBIT) ,0% Resultado Financeiro (Exceto JSCP) (57.135) (86.672) 34,1% Lucro Líquido ,4% 31/3/ /12/2006 Var. Total do Ativo ,8% Endividamento Total ,0% Endividamento Líquido** ,1% Patrimônio Líquido ,1% INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. Margem EBITDA (EBITDA/ROL) 41,38% 44,26% -3 pp Margem EBIT (Resultado do Serviço/ROL) 34,22% 36,65% -2 pp Margem Líquida (Lucro Líquido/ROL) 18,50% 18,64% 0 pp Cobertura de Juros (EBITDA/Resultado Financeiro) 9,99 6,51 53,4% 31/3/ /12/2006 Var. Dívida/EBITDA* 2,00 2,02-1,3% Dívida Líquida**/EBITDA* 1,29 1,47-12,4% Índice de Endividamento (Dívida/(Dívida+PL)) 40,51% 41,73% -1 pp Índice de Endividamento Líquido(Dívida Líq**/(Dívida Líq**+PL)) 30,50% 34,21% -4 pp INDICADORES AÇÕES 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. LPA - Lucro por Ação (R$) 0,0436 0,0406 7,4% 31/3/ /12/2006 Var. Número de Ações (mil) ,0% VPA - Valor Patrimonial por Ação (R$) 1,1064 1,0628 4,1% INDICADORES MERCADO 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. Energia Vendida (GWh) ,5% Energia Injetada (GWh) ,3% 31/3/ /12/2006 Var. Número de Consumidores (mil) ,6% INDICADORES RECURSOS HUMANOS 31/3/ /12/2006 Var. Número de Empregados ,9% * EBITDA 12 meses ** Dívida Líquida de Disponibilidades, Aplicações Financeiras e Títulos e Valores Mobiliários Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) ou LAJIDA (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) 2

3 Margens de resultados Os principais fatores que contribuíram para o incremento do EBITDA deste trimestre foram: EBITDA - R$ milhões +1,2% 105 (45) 564 (53) 571 1º TRI/06 Receita Líquida Despesas Não - Gerenciáveis* *Exclui depreciação e amortização Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia Despesas Gerenciáveis 1º TRI/07 Receita da Venda de Energia (+9,1%) - Reajuste tarifário médio ocorrido a partir de abril de 2006, ocasionando um impacto na conta do consumidor na Coelba, Cosern e Celpe de 4,36%, 1,18% e 8,59%, respectivamente; - Crescimento das vendas de energia no mercado de curto prazo, no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica CCEE em 83,3%, R$ 36,2 milhões; - Evolução do mercado total do Grupo Neoenergia (energia injetada nas redes de distribuição) em 3,3%, devido ao crescimento do consumo cativo (mercado faturado) em 2,5%, que juntamente com os reajustes tarifários mencionados, permitiu um crescimento da receita de fornecimento faturado em 8,4%, R$ 154,4 milhões. Receita com a disponibilização de uso do sistema tarifa fio (+43,3%) - Crescimento de 14,6% do volume de energia no mercado livre em relação a Deduções Receita Bruta (+10,6%) - Despesas com ICMS superiores em 9,05%, devido ao crescimento de 8,4% da receita de fornecimento faturado; - Crescimento do PIS e COFINS em 11,1%, devido à redução do prazo de reversão da CVA do PIS e COFINS de 24 para 12 meses, autorizado pela Aneel a partir do reajuste tarifário de

4 Despesas Gerenciáveis e Não-Gerenciáveis* (+13,8%) R$ Mil 1º Tri/07 1º Tri/06 Variação Diferença Custos e Despesas Gerenciáveis ( ) ( ) 24,29% (53.032) Custos e Despesas Não-Gerenciáveis* ( ) ( ) 9,15% (45.049) Total* ( ) ( ) 13,80% (98.081) *Exclui Depreciação e Amortização Despesas Não-Gerenciáveis* (+ 9,1%) - Aumento do custo de compra de energia e da constituição da CVA de energia excedente responsáveis por R$ 72,3 milhões. Despesas Gerenciáveis (+ 24,3%) R$ Mil Custos e Despesas Gerenciáveis 1º Tri/07 1º Tri/06 Variação Diferença Pessoal ( ) (73.009) 42,53% (31.052) Material (7.820) (10.046) -22,16% Serviços de Terceiros ( ) (87.917) 17,35% (15.257) Provisões (32.017) (17.946) 78,40% (14.070) Outros (24.306) (29.427) -17,40% Total ( ) ( ) 24,29% (53.032) - Aumento nas despesas com pessoal devido ao reajuste salarial (dissídio coletivo) ocorrido a partir de novembro de 2006, a constituição de provisão, R$ 5,5 milhões, referente à participação nos lucros/ resultados - PLR de 2007 que não havia sido constituída no 1º trimestre de 2006, e ao pagamento da PLR referente a 2006, R$ 14,8 milhões que no ano anterior ocorreu no 2º trimestre; - Crescimento das despesas com serviço de terceiros devido à ampliação dos serviços de manutenção corretiva no sistema elétrico em R$ 1,9 milhões, à contratação de serviços de consultoria referente, principalmente a informática, aos contratos de riscos e a Sarbanes Oxley, e aos honorários advocatícios; - Aumento das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa PCLD devido a maior incidência de inadimplência de contratos de parcelamentos no valor de R$ 4,5 milhões e a alteração para um critério mais conservador de inclusão na PCLD dos débitos em atraso referente aos parcelamentos, de 30 para 60 dias. Além dos aspectos citados acima, outros fatores contribuíram para o incremento do Lucro Líquido neste trimestre: 4

5 Lucro Líquido - R$ milhões +7,4% (2) 30 (10) (7) 255 1º TRI/06 EBITDA Depreciação e Amortização *Exceto JSCP Fonte:1º ITR 2007 Neoenergia Resultado Resultado Não Financeiro* Operacional e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social 1º TRI/07 Resultado Financeiro (+34,1%) - Redução do endividamento líquido em 12,1% devido ao crescimento de 398,2% no saldo final das aplicações financeiras; - Redução dos encargos das dívidas em 19,0%, explicada principalmente pela queda na variação acumulada do CDI, que passou de 4,04% no 1º trimestre de 2006 para 3,03% no mesmo período de 2007, e do TJLP que variou de 2,18% no 1º trimestre de 2006 para 1,59% no 1º trimestre de 2007, sendo estes os principais indicadores para atualização dos empréstimos e financiamentos do Grupo Estrutura de Capital Endividamento Bruto Endividamento Líquido Em 31/03/07 a dívida bruta consolidada do Grupo Neoenergia, incluindo empréstimos, financiamentos, debêntures e encargos, totalizou R$ 4.407,6 milhões, onde 87% estão classificados no longo prazo. O índice de endividamento sobre o patrimônio líquido variou de 41,73% em 31/12/06 para 40,51% em 31/03/07 e houve uma melhora no indicador financeiro Dívida/ EBITDA, passando de 2,02 em 31/12/06 para 2,00 em 31/03/07. A dívida líquida consolidada do Grupo (dívida bruta deduzida das disponibilidades, aplicações financeiras, títulos e valores mobiliários) encerrou o 1º trimestre com R$ 2.840,9 milhões (R$ 3.233,7 milhões no 4º trimestre/06). Este resultado contribuiu para a melhoria do seu índice de endividamento líquido, que foi reduzido de 34,21% em 31/12/06 para 30,50% em 31/03/07, e do indicador Dívida Líquida/EBITDA que passou de 1,47 em 31/12/06 para 1,29 em 31/03/07. Do endividamento total, 13% correspondem às operações em moeda estrangeira que, de acordo com a Política Financeira do Grupo Neoenergia, 5

6 Relatório de Acompanhamento estão integralmente protegidas contra as oscilações cambiais por meio de operações de hedge. A seguir são apresentados três gráficos: o primeiro com o endividamento consolidado, sendo que o montante de endividamento classificado entre curto e longo prazo; o segundo com o fluxo de vencimentos do endividamento (amortizações e pagamentos de juros). Endividamento Consolidado - R$ Milhões % 90% 87% % % 13% º TRI/06 1º TRI/07 Curto Prazo Longo Prazo Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia Fluxo Amortização e Juros da Dívida - R$ Milhões Fonte: Neoenergia Após 2015 Dezembro/06 Março/07 Para fazer frente aos programas de investimentos em distribuição, especificamente os de expansão e melhoria do sistema de distribuição de energia elétrica, as distribuidoras do Grupo mantêm como estratégia e em alinhamento com a Política Financeira do Grupo, buscar financiamentos de longo prazo com Bancos de Fomento e Organismos Multilaterais, visando obter recursos com custos subsidiados e prazos mais aderentes ao retorno de longo prazo dos investimentos. De acordo com esta política, a Coelba e a Cosern assinaram no mês de abril com o Banco do Brasil um financiamento de R$ 15 milhões e 9,5 milhões, 6

7 respectivamente, que corresponde à parte do Plano de Investimento financiável para Os montantes financiados pelo banco são oriundos de uma linha de crédito que conta com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamento de empreendimentos de empresas do setor produtivo, que proporcionem a geração ou manutenção de emprego e renda. A Coelba e a Cosern buscarão o financiamento do saldo remanescente do plano de investimento de 2007 com o BNDES e/ ou BNB. A Celpe já tem aprovado desde 2006 o financiamento do seu Plano de Capex de 2007 junto ao BNDES. 2.3 Investimentos Os investimentos totais do Grupo Neoenergia no primeiro trimestre de 2007 atingiram o montante de R$ 294,8 milhões. Do total investido pelo Grupo no 1º trimestre de 2007, R$ 262,6 milhões foram realizados pelas distribuidoras representando um incremento de 3,5% em relação ao mesmo período de O valor referente às subvenções de investimento recebidas dos Governos Federais e Estaduais foi R$ 67,1 milhões. A seguir são apresentados os investimentos realizados pelas distribuidoras do Grupo Neoenergia e as subvenções recebidas no 1º trimestre de 2007 e de INVESTIMENTOS - R$ Mil 1º TRI/07 1º TRI/06 Atividades Investimento Total Subvenções Recebidas Investimento Total Subvenções Recebidas Distribuição Geração Comercialização Total Investimentos Distribuidoras Esses recursos foram destinados à ampliação das redes de distribuição de energia elétrica, visando principalmente: a permanente melhoria na confiabilidade do sistema; atendimento da crescente demanda do mercado; expansão e melhoria da eficiência e da qualidade dos serviços prestados aos clientes; garantia ao atendimento do elevado volume de novas ligações, principalmente dentro do programa de universalização - Luz Para Todos. 7

8 O Grupo Neoenergia acumula desde 1997 investimentos no Brasil na ordem de R$ 11,5 bilhões, sendo estes distribuídos entre aquisições de empresas em leilões de privatizações, compra de ações, aumento de capital em controladas, investimentos em distribuição e geração. 2.4 Performance dos Segmentos de Negócios O Grupo Neoenergia atua em toda a cadeia de produção de energia elétrica, com as atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização. A contribuição por segmento de negócio do Grupo Neoenergia para a geração de caixa medida pelo EBITDA é apresentada abaixo: EBITDA por Segmento de Negócio 23% 77% 23% 77% 1º TRI/06 1º TRI/07 Distribuição Geração, Transmissão e Comercialização Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia A seguir são apresentadas as análises por segmentos de negócio, bem como as considerações sobre os planos de expansão do Grupo Neoenergia. 8

9 2.4.1 Distribuição RESUMO DISTRIBUIÇÃO RESULTADOS DO 1º TRIMESTRE DADOS ECONÔMICO-FINANCEIROS (R$ Mil) COELBA CELPE COSERN 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. Receita Operacional Bruta ,5% ,6% ,1% Receita Operacional Líquida - ROL ,3% ,9% ,0% EBITDA ,6% ,3% ,1% Resultado do Serviço (EBIT) ,2% ,8% ,9% Resultado Financeiro (Exceto JSCP) (33.405) (32.089) -4,1% (7.575) (17.841) 57,5% (4.626) (1.260) -267,3% Lucro Líquido ,4% ,6% ,8% 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. Total do Ativo ,5% ,2% ,2% Endividamento Total ,7% ,6% ,1% Endividamento Líquido** ,6% ,8% ,5% Patrimônio Líquido ,0% ,2% ,5% INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS COELBA CELPE COSERN 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. Margem EBITDA (EBITDA / ROL) 39,49% 43,76% -4 pp 25,59% 23,39% 2 pp 35,16% 35,74% -1 pp Margem EBIT (Resultado do Serviço / ROL) 32,94% 37,10% -4 pp 20,42% 17,85% 3 pp 30,05% 29,81% 0 pp Margem Líquida (Lucro Líquido / ROL) 18,26% 21,08% -3 pp 12,69% 8,80% 4 pp 16,49% 18,98% -2 pp Cobertura de Juros (EBITDA / Resultado Financeiro) 7,75 8,73-11,3% 16,56 5,85 183,3% 12,85 42,47-69,7% 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. Dívida/ EBITDA* 1,61 1,59 1,4% 2,72 2,93-7,1% 1,70 1,75-2,5% Dívida Líquida**/ EBITDA* 1,24 1,41-11,8% 2,34 2,66-12,1% 1,45 1,66-12,6% Índice de Endividamento (Dívida / (Dívida + PL)) 52,9% 55,9% -3 pp 50,65% 52,80% -2 pp 45,04% 46,86% -2 pp Índice de Endividamento Líquido (Dívida Líq.**/ (Dívida Líq.** + PL)) 46,5% 52,9% -6 pp 46,83% 50,36% -4 pp 41,01% 45,49% -4 pp INDICADORES AÇÕES COELBA CELPE COSERN 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. LPA - Lucro por Ação (R$) 0,0064 0, ,4% 0,0008 0, ,6% 0,1659 0,1690-1,8% 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. Número de Ações (mil) ,0% ,0% ,0% VPA - Valor Patrimonial por Ação (R$) 0,0774 0, ,0% 0,0161 0,0151 6,2% 3,0416 2,8298 7,5% INDICADORES MERCADO COELBA CELPE COSERN 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. Energia Vendida (GWh) ,3% ,2% ,2% Energia Injetada (GWh) ,4% ,3% ,2% 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. Número de Consumidores (mil) ,8% ,4% ,1% INDICADORES RECURSOS HUMANOS COELBA CELPE COSERN 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. 31/3/ /12/2006 Var. Número de Empregados ,4% ,0% ,3% * EBITDA 12 meses ** Dívida Líquida de Disponibilidades, Aplicações Financeiras e Títulos e Valores Mobiliários Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia 9

10 Mercado Evolução do mercado de distribuição de energia O Grupo Neoenergia registrou aumento de 2,5% nas vendas de energia no primeiro trimestre de 2007 alcançando GWh, contra GWh vendido no mesmo trimestre de A classe industrial cresceu 1,7%, a comercial 4,6% e a residencial 8,0%, em função do aumento do número de consumidores, conseqüência do Programa Luz para Todos. A classe rural recuou 9,8% devido a forte incidência de chuvas, acima da média para o período, provocando a retração no consumo de energia destinado à irrigação. A seguir são apresentados as vendas e o número de consumidores por classe de consumo no 1º trimestre de 2006 e Vendas por Classe - GWh Nº de Consumidores - Em mil O perfil do mercado controlado pelo Grupo Neoenergia Classes de Consumo 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 07/06 Part. % 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. 07/06 Part. % Residencial ,0% 37,2% ,2% 86,2% Comercial ,6% 21,3% ,6% 6,9% Industrial ,7% 18,0% ,6% 0,5% Rural ,8% 7,2% ,9% 5,2% Outros ,6% 16,2% ,6% 1,3% Total ,5% 100,0% ,7% 100,0% Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia Os clientes residenciais representam 86% do total de consumidores do Grupo, consumindo 37% da energia vendida em GWh, que é responsável por 41% da receita bruta consolidada. O fornecimento de energia elétrica na área de atuação do Grupo Neoenergia aponta para a continuidade do aumento do consumo, devido à retomada do crescimento econômico e a recuperação do mercado consumidor de energia elétrica. O gráfico a seguir apresenta a energia atualmente contratada no longo prazo para os mercados das distribuidoras e a energia a contratar baseada em suas expectativas de crescimento, através da participação nos próximos leilões de energia. 10

11 Fonte: Neoenergia Projeção de Contratação de Energia (GWh) Energia Contratada Energia a Contratar Balanço Energético A energia injetada no sistema elétrico do Grupo Neoenergia atingiu no primeiro trimestre de 2007 o montante de GWh, representando um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período no ano anterior, influenciado pelo aumento de 2,5% no mercado próprio e 14,6% nas vendas para o mercado livre. Do total da energia injetada, 75,4% foi destinado ao consumo cativo do mercado próprio das distribuidoras, 9,1% para o consumo do mercado livre e 15,5% representou a perda média no processo de distribuição. No 1º trimestre de 2007, o suprimento de energia necessário ao atendimento do mercado das distribuidoras do Grupo Neoenergia foi efetuado conforme abaixo: 11

12 BALANÇO ENERGÉTICO CONSOLIDADO - 1º TRIMESTRE LEGENDA 1º TRIMESTRE/07 1º TRIMESTRE/06 CHESF % CONTRATOS % MERC. PRÓPRIO % RESIDENCIAL % ,20% ,27% ,42% ,23% ,04% ,35% ,00% ,35% LEILÃO % CCEE % MERC. LIVRE % INDUSTRIAL % ,97% (95.969) -1,29% ,06% ,01% ,06% (49.350) -0,68% ,17% ,14% CCEAR % PERDAS RB % INJETADA INJETADA PERDAS DISTRIB. % COMERCIAL % ,73% ( ) -2,09% ,52% ,34% ,95% ( ) -2,44% ,83% ,91% PROINFA % MERC. LIVRE % INT. FRONTEIRA % OUTROS % ,10% ,06% 245 0,00% ,42% 648 0,01% ,17% 97 0,00% ,60% NC ENERGIA % INT. FRONTEIRA % SUPRIMENTOS % ,07% 245 0,00% 3 0,00% ,14% 97 0,00% 340 0,01% TERMOPE % GER. PRÓPRIA % ,97% ,04% ,33% ,04% ITAPEBI % ,58% ,19% OUTROS % ,37% ,28% Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia Tarifas Existem dois eventos que regem o reajuste das tarifas: a revisão tarifária periódica e o reajuste tarifário anual. As três distribuidoras do Grupo Neoenergia já passaram pelo processo de revisão tarifária, que ocorre periodicamente (a cada 4 anos na Celpe, e a cada 5 anos na Coelba e Cosern). A Revisão Tarifária tem o objetivo de readequar a estrutura de tarifas das empresas à estrutura de custos e a rentabilização dos ativos de distribuição, buscando principalmente manter o equilíbrio econômicofinanceiro da concessão. Anualmente, os reajustes tarifários são realizados com o objetivo de preservar a reposição da inflação e dos custos com repasses garantidos (não gerenciáveis), como por exemplo, custos com compra de energia e encargos setoriais. O impacto na conta do consumidor A seguir é apresentado um quadro resumo com o impacto na conta do consumidor referente aos reajustes aprovados pela ANEEL com vigência a partir de abril de 2007, e as datas-base das revisões tarifárias das distribuidoras do Grupo Neoenergia. 12

13 2007 Distribuidora Impacto na conta do consumidor Data Revisão Periódica Coelba 5,40% 22/4/2007 A cada 5 anos, a partir de 2003 Cosern 5,40% 22/4/2007 A cada 5 anos, a partir de 2003 Celpe 2,45% 29/4/2007 A cada 4 anos, a partir de 2005 Fonte: Neoenergia Tarifas Médias de Venda de Energia No gráfico abaixo é realizada a comparação entre as tarifas de venda de energia elétrica das distribuidoras do Grupo Neoenergia em relação às tarifas médias do Nordeste e do Brasil, com base em janeiro de 2007 (todas sem impostos ou adicionais tarifários). Tarifas Médias - R$/MWh 254,50 248,26 246,27 224,04 205,78 Brasil Nordeste Coelba Celpe Cosern Composição da Conta de Energia Fonte: ABRADEE janeiro/07 e Neoenergia Abaixo é apresentada a abertura da conta do consumidor médio das distribuidoras do Grupo Neoenergia, após o último reajuste, onde é demonstrado que mais de 60% da arrecadação é destinada ao pagamento da compra e transmissão de energia, seus encargos e impostos. 40% Composição Conta Energia COELBA 32% 30% Composição Conta Energia CELPE 36% 36% Composição Conta Energia COSERN 32% 28% 34% 32% Impostos e Encargos Compra e Transmissão de Energia Distribuição Fonte: Neoenergia Perdas As perdas de energia decorrem da transmissão, distribuição e transformação da energia elétrica (as chamadas perdas técnicas) e medições defeituosas, fraudes, furtos de energia e causas semelhantes (denominadas perdas comerciais). 13

14 Ações de Combate às Perdas de Energia Além de ações rotineiras do processo de medição de energia como as inspeções de unidades consumidoras, substituição de medidores danificados ou obsoletos, regularização de ligações clandestinas, atualização do cadastro de iluminação púbica e campanhas na mídia, as distribuidoras do Grupo Neoenergia tem implementado ações diferenciadas no combate às perdas de energia. Entre as estratégias adotadas pelo Grupo, destaca-se: o programa Operação Caixa Forte que consiste na blindagem em medidores e barramentos coletivos, aliada a inspeção periódica que permite a redução do furto de energia; convênio com a Secretaria de Segurança Pública, através do Grupo Especial de Repressão aos Crimes contra Administração e Serviço Público do Estado e a Delegacia de Combate ao Furto de Energia, que efetuam ações de abertura de inquéritos policiais e prisões em flagrante; implantação de projeto piloto de Medição Eletrônica em Recife. As ações de combate às perdas estão contempladas nos investimentos em distribuição, através de programa que envolve ações de conscientização para o uso racional de energia elétrica junto às comunidades de baixa renda e substituição da fiação da rede elétrica nessas localidades. A seguir é apresentado o histórico das perdas de distribuição (técnicas e comerciais) acumuladas nos últimos 12 meses até 31/03/07 das distribuidoras do Grupo Neoenergia. Índice de Perdas - % 14,32% 14,67% 4,21% 4,86% 18,06% 17,41% 8,71% 8,19% 12,22% 11,48% 3,74% 2,68% 10,11% 9,81% 9,35% 9,22% 8,48% 8,80% 1º TRI/ 06 1º TRI/ 07 1º TRI/ 06 1º TRI/ 07 1º TRI/06 1º TRI/ 07 COELBA CELP E COSERN Índice de Perdas Técnicas Índice de Perdas Comerciais Fonte: Neoenergia Nota: Os índices de Perdas podem ser alterados em função da contabilização final da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE. 14

15 Qualidade de fornecimento A qualidade do sistema elétrico é verificada principalmente pelos indicadores de qualidade DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor) e FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Consumidor), que aferem as falhas ocorridas na rede de distribuição de energia elétrica. Em busca da melhoria da qualidade e agilidade do atendimento às falhas provocadas pela incidência de fortes chuvas, têm sido desenvolvidas ações intensivas de podas de árvores, limpezas de faixas de servidão, aumento de turmas de prontidão e de viaturas com comunicação via satélite para tornar mais rápido o atendimento às ocorrências de interrupções. A seguir os indicadores DEC e FEC, com e sem supridora. 1 Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor - DEC (horas) 13,89 0,54 16,47 0,65 13,05 0,20 16,65 0,18 11,60 0,26 12,56 0,50 13,35 15,82 12,85 16,47 11,34 12,06 1º TRI/06 1º TRI/07 1º TRI/06 1º TRI/07 1º TRI/06 1º TRI/07 COELBA CELPE COSERN DEC sem supridora Efeito Supridora Fonte: Neoenergia Frequência Equivalente de Interrupção por Consumidor- FEC (Em vezes) 7,67 0,71 8,74 0,75 8,30 0,55 9,29 0,42 7,69 0,45 8,86 1,25 6,96 7,99 7,75 8,87 7,24 7,61 1º TRI/06 1º TRI/07 1º 1º TRI/06 TRI/07 1º TRI/06 1º TRI/07 COELBA CELPE COSERN FEC sem supridora Efeito Supridora Fonte: Neoenergia 1 Os indicadores DEC e FEC com supridora incluem as interrupções ocasionadas por responsabilidade das geradoras. 15

16 No gráfico abaixo é realizada a comparando entre o DEC e o FEC anualizado Nacional, da Região Nordeste e das distribuidoras do Grupo referente ao mês março/07: Comparação DEC e FEC 21,00 16,00 11,00 13,00 16,47 8,74 16,65 9,29 12,56 8,86 NACIONAL REGIÃO NE COELBA CELPE COSERN DEC FEC Fonte: ANEEL Média Móvel do período de 12 meses até março/07 do DEC e FEC, e Neoenergia março/07 Inadimplência O Grupo Neoenergia vem implementando diversas ações de cobrança, que contribuíram para o aumento dos índices de arrecadação, conforme demonstrado no gráfico a seguir. Índice de Arrecadação % - Em 12 meses (Arrecadação/ Faturamento) 98,5% 99,9% 98,6% 100,6%101,6% 95,9% COELBA CELPE COSERN Fonte: Neoenergia 1º TRI/06 1º TRI/07 Os índices de arrecadação registrados pelas distribuidoras do Grupo Neoenergia mantêm-se em níveis excelentes, e o percentual registrado da Cosern acima de 100% demonstra a eficácia das ações de recuperação de créditos antigos. As principais ações que contribuíram para o desempenho da arrecadação foram: a ampliação da rede credenciada de arrecadação própria, emissão de cartas de cobrança, cobrança por telefone, cobrança domiciliar, suspensão do fornecimento, acompanhamento de clientes cortados, assessorias de cobrança e negativação no SPC Serviço de Proteção ao Crédito e SERASA. 16

17 2.4.2 Geração e Transmissão Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia A contribuição do segmento de geração para o EBITDA do Grupo Neoenergia no 1º trimestre de 2007 foi de 23% Comercialização RESUMO COMERCIALIZAÇÃO DADOS ECONÔMICO-FINANCEIROS (R$ Mil) NC ENERGIA 1º TRI/07 1º TRI/06 Var. Receita Operacional Bruta ,8% Receita Operacional Líquida - ROL ,6% EBITDA ,2% Resultado do Serviço (EBIT) ,3% Resultado Financeiro (Exceto JSCP) ,1% Lucro Líquido ,3% 31/3/ /12/2006 Var. Total do Ativo ,2% Endividamento Total Patrimônio Líquido ,3% Fonte: 1º ITR 2007 Neoenergia No segmento de comercialização, a Neoenergia detém 100% de participação da NC Energia, empresa que opera em âmbito nacional, no mercado de comercialização de energia elétrica. O seu portfólio de clientes é composto pelos consumidores livres, distribuidores, autoprodutores e geradores de energia. No 1º trimestre de 2007, a NC Energia transacionou MWh em contratos com consumidores livres e autoprodutores. 17

18 3. DESCRIÇÃO DA EMPRESA 3.1 A Empresa O Grupo Neoenergia é o 3º maior grupo privado do setor elétrico brasileiro em termos de energia total vendida, e a cada ano vem intensificando seus investimentos em distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia, consolidando o seu compromisso com o crescimento do Brasil. As distribuidoras Coelba, Celpe e Cosern, e as geradoras Itapebi e Termopernambuco são companhias abertas. As distribuidoras por exigência dos contratos de concessão firmados com a ANEEL à época das respectivas privatizações e as geradoras em virtude de suas emissões de debêntures públicas. Visando os princípios fundamentais de governança corporativa, tais como equidade, transparência, prestação de contas, ética e cumprimento das leis, a holding Neoenergia e as empresas acima relacionadas prestam direta e frequentemente informações ao mercado, sob as regras e fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários CVM, observando também as orientações da Bovespa Bolsa de Valores do Estado de São Paulo. 18

19 O Grupo Neoenergia atende atualmente no segmento de distribuição à população de 768 municípios nos estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. No segmento de geração o Grupo possui capacidade instalada atual de 996,2 MW e 437,4 MW em fase de implantação (montante correspondente a participação da Neoenergia nos Projetos). Por se tratar de serviço público e regulado, os negócios do Grupo Neoenergia têm origem na celebração de contratos de concessão e/ou autorização. A seguir é apresentado o quadro resumo das concessões e/ou autorizações das empresas e ativos em operação. ENERGÉTICA ÁGUAS DA PEDRA (MT) CORUMBÁ III (GO) GOIÁS SUL (GO) TERMOAÇU (RN) COSERN (RN) CELPE (PE) TERMOPERNAMBUCO (PE) COELBA (BA) AFLUENTE (BA) ITAPEBI (BA) BAGUARI (MG) HOLDING NEOENERGIA (RJ) RIO PCH I (RJ) NC ENERGIA (RJ) Geração em Operação Tipo de Usina Localidade Capacidade Instalada (MW) Energia Assegurada (MWméd) Data da Concessão/ Autorização Data de Vencimento COELBA Belmonte Termelétrica - UTE Belmonte - BA 1,5 MW Somente caráter emergencial 29/8/2005 Ilha Grande Termelétrica - UTE Camamu - BA 1,7 MW 1,2 MW 8/8/1997 Indeterminado 7/8/2027 AFLUENTE Alto Fêmeas I Hidrelétrica - PCH São Desidério - BA Presidente Goulart Hidrelétrica - PCH Correntina - BA 10 MW 8 MW 9,5 MW 6,9 MW 8/8/1997 8/8/1997 7/8/2027 7/8/2027 ITAPEBI Itapebi Hidrelétrica - UHE Rio Jequitinhonha - BA 450 MW 214,3 MW 28/5/ /5/2034 TERMOPERNAMBUCO Termopernambuco Termelétrica - UTE Ipojuca, PE 520 MW 490,6 MW 15/12/ /12/2030 Geração em Construção Tipo de Usina Localidade TERMOAÇU Termoaçu Termelétrica - UTE Alto do Rodrigues - RN Capacidade Instalada (MW) 340 MW Energia Assegurada (MWméd) 331 MW Data da Concessão/ Autorização 9/7/2001 Data de Vencimento 8/7/2031 CONSÓRCIO BAGUARI Baguari I Hidrelétrica - UHE Governador Valadares - MG 140 MW 80,2 MW 15/8/ /8/2041 GOIÁS SUL Goiandira Nova Aurora Hidrelétrica - PCH Hidrelétrica - PCH Goiandira e Nova Aurora - GO Goiandira, Nova Aurora e Ipameri - GO 27 MW 21 MW 17,09 MW 12,37 MW 17/12/ /2/ /12/ /2/2034 CONSÓRCIO RIO PCH I Pirapetinga Pedra do Garrafão CONSÓRCIO CORUMBÁ III Corumbá III Hidrelétrica - PCH Hidrelétrica - PCH Hidrelétrica - UHE Bom Jesus do Itabapoana - RJ e São José do Calçado - ES Campos do Goyatacazes - RJ e Mimoso do Sul - ES Luziânia - GO 16,5 MW 11,51 MW 15,7 MW 11,31 MW 93,6 MW 50,9 MW 17/12/ /12/2002 7/11/ /12/ /12/2032 6/11/2036 ENERGÉTICA ÁGUAS DA PEDRA Dardanelos Hidrelétrica - UHE Aripuanã - MT 261 MW 154,9 MW Distribuição Número de Municípios Localidade Data da Concessão Data de Vencimento COELBA CELPE COSERN Comercialização Localidade Data da Autorização NC ENERGIA Recife - PE 16/8/2000 Fonte: Neoenergia Estado da Bahia Estados de Pernambuco e Paraíba, e Distrito Fernando Noronha Estado do Rio Grande do Norte 8/8/ /3/ /12/1997 7/8/ /3/ /12/

20 3.1.1 Gestão de Pessoas Em 31 de março de 2007, o número de empregados do Grupo era 5.234, dos quais são empregados da Coelba, da Celpe, 725 da Cosern, 10 da Termopernambuco, 38 da Itapebi e 25 da NC Energia. O Grupo Neoenergia terceiriza parte de suas atividades, contando com empregados que lhe prestam serviços. Na política de remuneração do Grupo Neoenergia, todos os empregados recebem uma parte fixa e outra variável, além de benefícios que garantem posição de destaque em relação à remuneração paga por outras empresas do Setor Elétrico. Adicionalmente a COELBA, CELPE e COSERN são patrocinadoras de fundos de previdência privada, um dos principais instrumentos de garantia de renda futura de seus empregados Expansão Investimentos em geração Em 2006, o Grupo Neoenergia alinhado com sua estratégia de crescimento, adquiriu a participação de 75% das PCH s Pirapetinga (RJ/ES) e Pedra do Garrafão (RJ/ES), 60% da Usina Hidrelétrica Corumbá III (GO) e 51% da Usina Hidrelétrica Dardanelos (MT). A seguir é apresentado o quadro resumo dos novos negócios do Grupo Neoenergia. Dados dos Empreendimentos UHE Baguari I (Consórcio Baguari) RESUMO NOVOS NEGÓCIOS PCH Goiandira PCH Nova Aurora PCH Pirapetinga (Rio PCH I) PCH Pedra do Garrafão (Rio PCH I) UHE Corumbá III (Consórcio Corumbá III) UHE Dardanelos (Energética Águas da Pedra) Participação Neoenergia 51% 100% 100% 75% 75% 60% 46% ** Potência (MW) , ,6 261 Energia Assegurada (MWmédio) 81,40 17,09 12,37 11,31 11,50 50,90 154,90 Queda Bruta (m) 18,00 41,25 30,30 55,00 37,50 42,30 99,17 Área do Reservatório (km 2 ) 14,16 6,42 6,83 0,40 2,71 72,42 0,24 Investimento Total (R$ milhões) Investimento Neoenergia* (R$ milhões) *Previsão de investimento de acordo com a participação da Neoenergia nos projetos. ** Está sendo considerado a participação de 46%, mas a Neoenergia posteriormente terá o direito de assumir a participação de 5% da CNO. O gráfico abaixo mostra a evolução prevista da capacidade instalada de geração do Grupo Neoenergia até 2011, considerando-se apenas os projetos atuais, com vistas ao alcance de sua estratégia de expansão. 20

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