FRACASSA O PAC NA SAÚDE

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1 ANO XXIX Nº 230 MARÇO/2014 FRACASSA O PAC NA SAÚDE O governo consegue entregar apenas 11% das obras e ações nas áreas da saúde e de saneamento prometidas em Págs. 6 e 7 Crise na assistência CRMs flagram problemas nas unidades de atendimento vários estados, como no Espírito Santo (foto), as fiscalizações dos conselhos regionais de medicina denunciam a falta de estrutura e de condições para tratar os pacientes, mostrando seu compromisso com a sociedade Pág de abril, médicos vão às ruas protestar e cobrar respostas. Pág. 3 Crise na assistência 56% têm avaliação negativa da saúde no país Pág. 8 Fiscalização CRMs avaliarão estrutura em estádios da Copa Pág. 10 Ação nos estados Conselhos flagram novas situações de abusos Pág. 11 Segundo médicos, carreira pública pode ser atrativo para o SUS. Págs. 4 e 5

2 2 EDITORIAL Ao dar transparência a informações tratadas de forma reservada em alguns setores, o Conselho ajuda a sociedade e ao próprio governo Cartas* recente artigo publicado no site do Conselho Federal de Medicina (CFM), o conselheiro Cláudio Franzen (representante do Rio Grande do Sul na entidade) chamou a atenção para a lógica perversa da máquina de propaganda do governo. Sem conseguir confrontar as mazelas históricas que assolam a saúde do país, ela elegeu a categoria médica como o bode expiatório da vez para justificar a dificuldade de acesso e má qualidade da assistência oferecida na rede pública. No entanto, contra fatos, números e argumentos a posição do governo se fragiliza. Afinal, é difícil justificar as situações que se avolumam dia a dia nos hospitais e postos de saúde e que penalizam profissionais e pacientes. Além disso, a análise das contas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em sua segunda edição, confirmam a pouca vocação dos gestores em investir na área da saúde. Os dados que apresentamos nesta edição do jornal Medicina ressaltam que de ações sob responsabilidade do Ministério da Saúde ou da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), prometidas no lançamento do PAC 2, em 2011, pouco mais de 10% foram concluídas até dezembro passado. O PAC de papel O percentual não seria inquietante se houvesse a perspectiva de que o resto conseguisse ser entregue até o fim do atual governo. Contudo, as perspectivas não são nada animadoras. Metade das mais de 24 mil ações programadas para o período de 2011 a 2014 permanece no papel. Ou seja, nos estágios classificados como ação preparatória (estudo e licenciamento), em contratação ou em licitação. Muito provavelmente os brasileiros deixarão de contar com os serviços anunciados como realidade e pelo qual pagam caro com seus impostos. O pior é que tal desrespeito atinge contribuintes que são pacientes, os quais, num momento de fragilidade física, não poderão contar com a presença do Estado materializada em obras e ações, como construção de unidades ou melhora do saneamento. Ao fazer essa denúncia o CFM cumpriu seu papel institucional de apontar as fragilidades da gestão e cobrar as devidas providências. Na verdade, ao dar transparência a informações tratadas de forma reservada em alguns setores, o Conselho ajuda a sociedade e ao próprio governo fazendo-o refletir e se posicionar de forma ativa ante uma crise sem precedentes. Desiré Carlos Callegari Diretor executivo do jornal Medicina Prova de que algo vai mal apesar das milionárias campanhas publicitárias, com a presença de atores famosos está nas pesquisas de opinião, que, sem meio termo, continuam a apontar a saúde como o calcanhar de Aquiles na avaliação do governo. Recente pesquisa Datafolha divulga que para 56% dos entrevistados o sistema de saúde foi avaliado como ruim ou péssimo. Nas maiores cidades, essa avaliação negativa foi de 62%. Entre aqueles que têm plano de saúde privado, o percentual foi de 70%, o que confirma que a insatisfação não se resume ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas à saúde como um todo. O recado foi dado novamente. Esperamos que seja ouvido e transformado em ações que deixem o papel e sejam efetivas. O marketing em excesso está penalizando o paciente brasileiro e só traz vantagens para alguns. Escutar as ruas e os especialistas faria bem aos gestores, que, assim, demonstrariam enxergar na saúde finalmente uma prioridade. Comentários podem ser enviados para Publicação oficial do Conselho Federal de Medicina SGAS 915, Lote 72, Brasília-DF, CEP Telefone: (61) Fax: (61) Presidente: 1º vice-presidente: 2º vice-presidente: 3º vice-presidente: Secretário-geral: 1º secretário: 2º secretário: Tesoureiro: 2º tesoureiro: Corregedor: Vice-corregedor: Diretoria Roberto Luiz d Avila Carlos Vital Tavares Corrêa Lima Aloísio Tibiriçá Miranda manuel Fortes Silveira Cavalcanti Henrique Batista e Silva Desiré Carlos Callegari Gerson Zafalon Martins José Hiran da Silva Gallo Dalvélio de Paiva Madruga José Fernando Maia Vinagre José Albertino Souza Conselheiros titulares Abdon José Murad Neto (Maranhão), Aldemir Humberto Soares (AMB), Aloísio Tibiriçá Miranda (Rio de Janeiro), Cacilda Pedrosa de Oliveira (Goiás), Carlos Vital Tavares Corrêa Lima (Pernambuco), Celso Murad (Espírito Santo), Cláudio Balduíno Souto Franzen (Rio Grande do Sul), Dalvélio de Paiva Madruga (Paraíba), Desiré Carlos Callegari (São Paulo), manuel Fortes Silveira Cavalcanti (Alagoas), Gerson Zafalon Martins (Paraná), Henrique Batista e Silva (Sergipe), Hermann Alexandre Vivacqua Von Tiesenhausen (Minas Gerais), Jecé Freitas Brandão (Bahia), José Albertino Souza (Ceará), José Antonio Ribeiro Filho (Distrito Federal), José Fernando Maia Vinagre (Mato Grosso), José Hiran da Silva Gallo (Rondônia), Júlio Rufino Torres (Amazonas), Maria das Graças Creão Salgado (Amapá), Mauro Luiz de Britto Ribeiro (Mato Grosso do Sul), Paulo Ernesto Coelho de Oliveira (Roraima), Pedro Eduardo Nader Ferreira (Tocantins), Renato Moreira Fonseca (Acre), Roberto Luiz d Avila (Santa Catarina), Rubens dos Santos Silva (Rio Grande do Norte), Waldir Araújo Cardoso (Pará), Wilton Mendes da Silva (Piauí). Conselheiros suplentes Ademar Carlos Augusto (Amazonas), Alberto Carvalho de Almeida (Mato Grosso), Alceu José Peixoto Pimentel (Alagoas), Aldair Novato Silva (Goiás), Alexandre de Menezes Rodrigues (Minas Gerais), Ana Maria Vieira Rizzo (Mato Grosso do Sul), Antônio Celso Koehler Ayub (Rio Grande do Sul), Antônio de Pádua Silva Sousa (Maranhão), Ceuci de Lima Xavier Nunes (Bahia), Dílson Ferreira da Silva (Amapá), Elias Fernando Miziara (Distrito Federal), Glória Tereza Lima Barreto Lopes (Sergipe), Jailson Luiz Tótola (Espírito Santo), Jeancarlo Fernandes Cavalcante (Rio Grande do Norte), Lisete Rosa e Silva Benzoni (Paraná), Lúcio Flávio Gonzaga Silva (Ceará), Luiz Carlos Beyruth Borges (Acre), Makhoul Moussallem (Rio de Janeiro), Manuel Lopes Lamego (Rondônia), Marta Rinaldi Muller (Santa Catarina), Mauro Shosuka Asato (Roraima), Norberto José da Silva Neto (Paraíba), Renato Françoso Filho (São Paulo). Conselho editorial Abdon José Murad Neto, Aloísio Tibiriçá Miranda, Cacilda Pedrosa de Oliveira, Desiré Carlos Callegari, Henrique Batista e Silva, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, Paulo Ernesto Coelho de Oliveira, Roberto Luiz d'avila Lendo os artigos do jornal Medicina vejo que grande parte dos orçamentos não são realizados pela União. Onde vão parar os recursos não utilizados nesses anos todos, há uma destinação diferente dentro da saúde? Como o mensalão bem recente, essas verbas não poderiam estar indo para bolsos e destinos menos nobres? Carlos Alberto Viera CRM-RS Com o pedido de asilo político da cubana Ramona, seria de extrema valia se o CFM, todos os CRMs e entidades do Brasil lutassem para que ela receba asilo político, tenha seu diploma reconhecido por meios legais e possa trabalhar normalmente. Seria uma forma de mostrar para a sociedade que estamos preocupados com um estado de direito e uma saúde de qualidade para todos! Paulo Roberto Araújo Cordeiro CRM-MG * Por motivo de espaço, as mensagens poderão ser editadas sem prejuízo de seu conteúdo Sobre o Mais Médicos, acho que aqueles que realmente devem conhecer suas barbaridades estão desinformados. Estou falando dos pacientes que utilizam exclusivamente o SUS e que, em sua maioria, pertencem à parcela mais pobre da população. Só com informação as pessoas saberão o que realmente acontece. Luís César Giorgetti CRM-SP Meus sinceros parabéns ao presidente Roberto d Avila por sua luta destemida e leal. Repudio qualquer gesto, atitude ou palavra contra esse líder do movimento médico. Continue sempre lúcido, correto e inteligente. Carneiro Arnaud CRM-PB 329 Diretor-executivo: Editor: Editoria executiva: Redação: Copidesque e revisor: Secretária: Apoio: Fotos: Impressão: Projeto gráfico e diagramação: Tiragem desta edição: Jornalista responsável: Desiré Carlos Callegari Paulo Henrique de Souza Rejane Medeiros Ana Isabel de Aquino Corrêa Milton de Souza Júnior Nathália Siqueira Thaís Dutra Vevila Junqueira Napoleão Marcos de Aquino Amanda Ferreira Amilton Itacaramby Márcio Arruda - MTb 530/04/58/DF Esdeva Indústria Gráfica S.A. Mares Design & Comunicação exemplares Paulo Henrique de Souza RP GO Mudanças de endereço devem ser comunicadas diretamente ao CFM pelo Os artigos e os comentários assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opi nião do CFM

3 POLÍTICA E SAÚDE 3 Luta por uma saúde melhor 7 de abril, médicos vão às ruas denunciar abusos Apartir de 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, a categoria médica se mobilizará em todo o país, intensificando sua luta em defesa da qualificação da assistência aos pacientes e da valorização do trabalho dos profissionais. O movimento se desdobrará em atividades que protestam contra abusos e omissões que afetam tanto a rede pública quanto suplementar de atendimento. As ações estão sendo organizadas nos estados por comissões compostas por representantes dos conselhos de medicina, associações, sociedades de especialidades e sindicatos médicos. Uma das reivindicações mais antigas do movimento médico está próxima de um desfecho positivo no Congresso Nacional. A expectativa foi criada durante reunião dos membros da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu) e da Comissão de Assuntos Políticos das entidades médicas com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Vicente Cândido (PT/SP). No encontro, realizado em Brasília, Os médicos entendem que este é o caminho para chamar a atenção da sociedade e das autoridades para os problemas que afetam a saúde, eleita pelos brasileiros como tema que deve ser tratado como prioridade em No caso da saúde suplementar, a reivindicação é pela recomposição de honorários, o fim da intervenção antiética das operadoras na autonomia profissional e a readequação da rede credenciada, para que seja garantido o acesso pleno e digno dos pacientes à assistência contratada. No setor público, os protestos pedem mais Estados definem programação das atividades o parlamentar se comprometeu a colocar na pauta de votação do dia 8 de abril o Projeto de Lei 6.964/10, que traz a base legal para estabelecer critérios de negociação e reajuste dos médicos na saúde suplementar. Além disso, regulamenta a existência de contratos escritos entre as partes. Como não há relatório contrário ao tema, podemos incluir a análise do projeto na semana em se celebra o Dia Mundial da Saúde (7 de abril), recursos, com o reajuste imediato da Tabela SUS e a aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde+10, que pede a vinculação de 10% da receita bruta da União à saúde (PLP 321/2013). Também é reivindicada a criação de uma carreira pública e a desprecarização do trabalho médico. Os profissionais exigem realização de concurso público com salário adequado; plano de cargos, carreira e vencimentos; maior financiamento para a saúde; melhores condições de trabalho e atendimento adequado para a população. As atividades previstas integram a agenda nacional de mobilização, apoiada pelo CFM, Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Associação Médica Brasileira (AMB). As programações nos estados estão sendo divulgadas pelas entidades locais, a partir das definições tomadas nas assembleias. Confira a seguir algumas das agendas já anunciadas: Acre: será realizado um ato público no dia 7 de abril, em frente ao Palácio Rio Branco. A proposta é reunir os trabalhadores da saúde e a população em geral. Minas Gerais: os médicos da rede pública e da saúde suplementar decidiram aderir ao Dia Nacional de Alerta sem a paralisação de atendimentos. Na manhã do dia 7, no entanto, haverá um ato público da categoria em frente à Assembleia Legislativa do Estado e, na sequência, uma audiência pública com parlamentares locais; Pará: haverá paralisação por um dia no atendimento ambulatorial, nas áreas pública e privada, mantendo-se apenas os atendimentos de urgência e emergência. Está previsto, ainda, um encontro da categoria. Pernambuco: haverá coletiva para expor os problemas e será feito um informe publicitário denunciando o descaso do governo e das operadoras de saúde com a saúde oferecida à população. Rio de Janeiro: a categoria realizará uma suspensão relâmpago de atendimentos no dia 7. Foi anunciado ainda um ato público, na Cinelândia, exigindo melhores condições de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). São Paulo: uma suspensão de atendimentos está prevista para o dia 7. Pela primeira vez, outras duas categorias profissionais (fisioterapeutas e cirurgiões-dentistas) comporão o protesto. uma ação de cidadania, será realizada uma campanha de doação de sangue na capital. Câmara vota projeto que garante reajuste para médicos de planos a fim de criar uma pauta positiva da saúde, disse o deputado. O projeto, de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), foi aprovado no Senado em Na Câmara, foi aprovado nas comissões de Defesa do Consumidor (CDC) e de Seguridade Social e Família (CSSF). Agora, já possuiu parecer favorável do relator na CCJ, deputado Fábio Trad (PMDB/MS), e aguarda a aprovação desta Comissão para seguir à sanção presidencial. PALAVRA DO PRESIDENTE Roberto Luiz d Avila Após nove meses de seu lançamento, a cada dia o programa Mais Médicos confirma sua vocação eleitoreira, evidenciando fragilidades técnicas e jurídicas. Como jogada de marketing feita para angariar votos e simpatias, ele sintetiza a forma simplista como os gestores equacionam a solução para os problemas que afetam a assistência da população. Equivocadamente, o foco está na quantidade no caso, com a presença de intercambistas estrangeiros sem qualificação comprovada nos postos de saúde, como o recente episódio dos 41 brasileiros oriundos da Venezuela, que, de acordo com as autoridades daquele país, não concluíram sua formação em Medicina. Na contramão, ficaram de lado as ações estruturantes para mudar a realidade dos moradores das áreas mais distantes ou mesmo das periferias dos grandes centros. Isso é uma prova de escuta seletiva. maio de 2013, quando milhares de cidadãos foram às ruas protestar contra a qualidade dos serviços públicos, o governo federal não quis entender o recado. Quem acompanhou as mobilizações esperava bem mais. De lá para cá, pouco ou nada se falou sobre a melhoria do financiamento da saúde, da modernização da gestão e do maior controle no uso dos recursos já disponíveis. Também ficaram em plano secundário as ações urgentes voltadas para a melhoria da infraestrutura das unidades de atendimento e o estímulo para a atuação de médicos brasileiros na rede pública no interior e nas capitais, por meio da criação de uma carreira de Estado específica no âmbito do SUS. Sem debates aprofundados com as diferentes categorias, com as universidades ou mesmo com os representantes da sociedade organizada, o Mais Médicos se consolida como exemplo antidemocrático do gerenciamento dos interesses e das necessidades da nação. Ao contrário do que afirmam alguns setores, os médicos por meio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de outras entidades tentaram contribuir. Propostas e sugestões foram encaminhadas ao Ministério da Saúde e ao Palácio do Planalto numa tentativa de estabelecer o diálogo e reduzir os danos. A resposta veio na forma de silêncio. Hoje, os Mais Médicos existe como realidade torta, questionada na Justiça por conta de abusos contra direitos humanos e trabalhistas. Apesar dos pesados investimentos em publicidade, ele se revela incapaz de mudar a percepção negativa da população sobre os rumos da assistência. Conforme mostram pesquisas recentes de opinião, mesmo após sua implementação, o brasileiro ainda enxerga na saúde seu principal ponto de insatisfação com relação ao governo. Tal fato ocorre porque a população não viu acontecer o que esperava. As instalações continuam precárias, os novos equipamentos não chegaram e o acesso aos leitos e aos procedimentos de maior complexidade ainda é demorado. Também percebeu que o governo não tem mecanismos de controle e de gestão eficiente. Mas, diante desse cenário desfavorável, o que fazer com os pleitos legítimos da população? O momento exige cautela e responsabilidade, necessárias para criar dos limões acumulados uma bebida que aplaque a sede dos brasileiros por justiça e dignidade com relação aos seus direitos constitucionais. Cabe ao governo dar o passo decisivo e abandonar o paliativo midiático de seus programas em favor do planejamento de longo prazo. Somente assim o Brasil encontrará o caminho do seu desenvolvimento econômico e social, oferecendo aos seus cidadãos acesso à saúde de forma universal, com equidade e qualidade. * Publicado como artigo de opinião na Folha de S. Paulo, em 29/3/2014.

4 4 Política e Saúde I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2014 Política marca debates em João Pessoa Para os participantes, o médico pode ter papel importante na conscientização dos eleitores sobre o impacto de suas escolhas Odescaso com o Sistema Único de Saúde (SUS), o subfinanciamento do setor e a importância da conscientização da população sobre esses problemas antes das eleições deste ano permearam alguns dos principais debates realizados durante o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2014 (I ENCM), em João Pessoa (PB). Foi um espaço nobre, onde conselheiros de todos os estados expuseram suas preocupações diante da proximidade do pleito de outubro e da necessidade de mudança na política brasileira. Para os participantes do I ENCM é preciso inserir na agenda dos candidatos pautas de interesse da saúde, como a valorização do trabalho médico e a implantação de um sistema de saúde adequado à população. Todos saíram motivados a mudar a nossa realidade e transformar o nosso país em um lugar melhor e mais justo, ressaltou o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d'avila, que elogiou o evento organizado com o apoio do Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB). O presidente do CRM-PB, João Medeiros, destacou que as atividades foram muito produtivas para o engrandecimento do trabalho médico. Quero reforçar nosso papel como formadores de opinião. Nós, médicos, podemos e devemos informar aos nossos pacientes sobre o caos da saúde pública, disse. Panorama Durante a exposição da mesa-redonda Eleições 2014: movimento médico, estratégias e conscientização da sociedade, o 1º vice-presidente, Carlos Vital, apresentou um panorama da realidade brasileira, enfatizando o descaso com o SUS, Debates: desde a abertura, o I ENCM confirmou sua vocação política com a presença de convidados além de outros problemas como redução do PIB e as ineficiências do transporte, da segurança e da educação. Ao final, afirmou que estamos vivendo um momento de desastrosa administração pública, mas apontou ter motivos de esperança: As eleições trazem incertezas e anseios, por isso temos que ser objetivos e ousados. Precisamos desempenhar nosso papel e buscarmos a dignidade do nosso trabalho, pois temos a responsabilidade da manutenção da vida. Protesto Por sua vez, o 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá, destacou aspectos da estratégia de ação desenhada pelos CRMs para o ano de 2014, elaboradas a partir de propostas colhidas em encontro realizado em janeiro entre lideranças do movimento médico. Para ele, as entidades médicas devem atuar de forma conjunta e elaborar uma plataforma dos médicos em defesa da saúde brasileira, a ser entregue aos candidatos nas próximas eleições. A partir de abril vamos iniciar as mobilizações dos médicos. Temos que reforçar as fiscalizações e divulgar os resultados, buscar parcerias complementares e potencializar nossa comunicação, enfatizou. E destacou ainda que o Dia Mundial da Saúde (7 de abril) será uma data de advertência e protestos contra os planos de saúde, devendo marcar o início de intenso período de atividades no âmbito do movimento médico. Ensino médico tem qualidade ameaçada Do início dos anos 2000 até 2014 dobrou a quantidade de faculdades de Medicina no país. Atualmente, existem 216 escolas, número superior aos da China (150) e Estados Unidos (149), países com população maior que a brasileira. No Brasil, esse crescimento se deve às faculdades particulares, que representam 60% do total. A cada ano, são formados mais de 19 mil médicos. Infelizmente, o que temos visto são faculdades desqualificadas, com corpo docente despreparado, algumas não possuem nem hospitalescola. Isso resulta em médicos mal formados, ressaltou Renato Graça, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), durante o debate que avaliou o ensino médico. Bráulio Luna Filho, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), mostrou os dados da avaliação obrigatória no estado, feita com os egressos das faculdades de Medicina. No último exame, em 2013, 60% dos médicos recém-formados foram reprovados na avaliação. O indivíduo mal treinado vai ser mau médico por toda a vida. É a saúde da população que está em risco e não podemos ser omissos, destacou. Após as exposições, os participantes discutiram sobre o melhor formato para avaliar a formação médica. Pelo menos dois estão em análise: um que prevê um exame no final do curso, nos moldes do realizado pelo Cremesp, e outro que propõe testes de progresso. As provas, que seriam aplicadas no segundo, quarto e sexto anos, permitiriam conhecer a qualidade dos estudantes e também do aparelho formador (instalações, corpo docente, conteúdo programático etc.). O tema continua em análise junto às entidades, mas há consenso com respeito à necessidade de implementação de medidas que permitam esse monitoramento da formação dos egressos. Temos que avaliar os alunos e as instituições de ensino médico do nosso país. Essa tem sido uma preo cupação constante das entidades médicas. Temos que mudar essa base mercantilista de grande parte das faculdades de Medicina, completou João Medeiros, presidente do CRM-PB. Novo sistema de fiscalização revelará situação da saúde Os participantes do I ENCM acompanharam uma demonstração online sobre o funcionamento do novo sistema informatizado de fiscalização para os conselhos de medicina. De acordo com as regras que dão suporte ao novo sistema, com a aplicação das resoluções CFM 2.056/13 e 2.062/13, que dispõem sobre o processo de fiscalização e interdições, haverá um processo único de inspeção às unidades de saúde em todo o país. Por meio do aplicativo desenvolvido, os conselhos terão acesso a relatórios e estatísticas sobre a real situação dos estabelecimentos de saúde. A previsão do CFM é de que até o fim do primeiro semestre todos os CRMs estejam capacitados e com a nova ferramenta em funcionamento pleno. A fiscalização da infraestrutura para o atendimento aos atletas e torcedores durante a próxima Copa do Mundo também foi avaliada no I ENCM. Os médicos se mostraram preocupados com os riscos decorrentes da falta de preparo de algumas cidades-sede para abrigar a competição. Após a mesa-redonda durante a qual o tema foi discutido, conselheiros de diversos estados ressaltaram que as unidades de saúde não teriam condições de atender os pacientes em caso de catástrofe (sobre esse assunto, leia mais na página 10).

5 POLÍTICA E SAÚDE 5 I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2014 CFM conta com aprovação da categoria A forma como a entidade tem conduzido sua atuação na esfera das políticas públicas é vista como positiva, segundo o Vox Populi A grande maioria dos médicos brasileiros avalia de forma positiva a atuação do Conselho Federal de Medicina (CFM) junto ao governo federal em diferentes frentes: por mais recursos para a saúde, por melhores condições de trabalho, pela qualificação da assistência e pelo aperfeiçoamento do ensino médico. Na média nacional este índice de aprovação chega a 84,3%, com pequenas variações entre as regiões do país: de 83% (na Sul e Centro- Oeste) a 93% (na Norte). A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi, no período de 12 a 18 de fevereiro, que ouviu a opinião de mil profissionais. A mesma tendência na avaliação do CFM é percebida quando os resultados são avaliados de acordo com a localidade de moradia do médico. Nos municípios do interior, a aprovação fica, na média, em 86%. Nas capitais, em 83%. O fenômeno se reproduz nas análises feitas com base no setor de trabalho (público e/ou privado), tempo de formado e tipo de formação (generalista ou especialista). Na avaliação do Vox Populi, os números indicam boa aceitação de parte importante dos mais de 400 mil médicos no país. Para os pesquisadores, as respostas sugerem que o CFM é visto como entidade legítima e representativa da classe, com ações que têm tido plena aceitação. O percentual de 15,7%, que demonstra desacordo com respeito a forma como a entidade tem atuado, não compromete esse apoio e representa a existência de um espaço democrático de debate dentro do movimento médico. Para os conselheiros do CFM, este índice demonstra a importância de manter abertos os canais de escuta e diá logo com a categoria, para que os pleitos sejam incorporados às ações, quando pertinentes. Para os entrevistados, as principais prioridades do CFM no momento devem ser a luta pela criação de uma carreira pública para os médicos (22%), a fiscalização dos serviços de saúde (20%) e o esforço pela melhoria dos honorários (18%). O estudo, que deverá orientar futuras estratégias da entidade no campo da articulação política e com a sociedade, revelou ainda o alto interesse dos profissionais em atuar na rede pública, caso o governo ofereça os estímulos e as condições necessárias. Aprovação da atuação do CFM Fonte: Vox Populi, 2014 Principais prioridades do CFM Fonte: Vox Populi, 2014 Interesse: uma carreira pública pode atrair médicos para o SUS A implantação de uma carreira pública no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) é vista como prioridade pelos médicos brasileiros, de acordo com a pesquisa do Vox Populi. Os dados mostram que 96% dos entrevistados consideram essa medida fundamental para Para categoria médica, criação de uma carreira pública no SUS é vista como prioridade quem atua na rede pública. O comportamento não variou, independentemente da região geográfica, do tempo de formação ou do tipo de vínculo empregatício. De forma específica, quase o mesmo percentual (95%) se manifestou favoravelmente sobre a importância de criação de uma carreira de Estado para o médico no âmbito do SUS, nos moldes do que atualmente existe para os juízes e o Ministério Público. Diferenças Essa carreira de Estado, pela qual o CFM já implementou uma série de ações de defesa junto ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Saúde e ao Congresso, se caracteriza por permitir o ingresso por concurso público, promover dedicação exclusiva com remuneração compatível sob a responsabilidade da União, prever progressão funcional e programas de educação continuada, entre outros pontos. Além disso, a proposta obriga o Estado a oferecer ao médico as devidas condições em infraestrutura para exercer a medicina e o apoio de equipe multiprofissional. conjunto, a valorização do médico e a qualificação da assistência trazem grandes benefícios para toda a sociedade. Alternativa Os entrevistados também indicaram que, na impossibilidade da implementação da carreira de Estado para a categoria, aceitam como alternativa uma proposta de carreira nacional, baseada na contratação pelas regras da CLT junto a fundações públicas, criadas por consórcios organizados pelo Ministério da Saúde e composto pelos governos estaduais e municipais. Essa proposta conta com o apoio de 78,5%. De acordo com o Vox Populi, esses altos percentuais refletem a insatisfação dos médicos com a precarização de seu trabalho. As contratações indiretas (por meio de cooperativas, pessoa jurídica) ou com vínculos precários (bolsas, contratos temporários etc.) têm gerado insatisfação da categoria, afastando-a do SUS. O levantamento revela que se uma carreira pública for criada, independentemente de seu formato, 62% dos médicos afirmam que aumentariam muito seu interesse em atuar na rede pública. Apenas 20% informam que essas medidas não o motivariam de forma alguma a fazer esse movimento.

6 6 Política e Saúde Fracasso do PAC na saúde Governo conclui só 11% do planejado Metade das mais de 24 mil ações prometidas em 2011 continua no papel, ou seja, em estudo, licenciamento ou em processo de licitação. Só 2,5 mil foram entregues Apenas 11% das ações previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para a área da saúde foram concluídas desde 2011, ano de lançamento da segunda edição do programa. Das ações sob responsabilidade do Ministério da Saúde ou da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), pouco mais de foram finalizadas até dezembro último. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), que fez a denúncia a partir dos relatórios oficiais do programa, o baixo desempenho dos projetos é um reflexo do subfinanciamento crônico da saúde e da má gestão administrativa no setor. Mais uma vez os números do próprio governo confirmam o que o CFM tem denunciado: a saúde não é prioridade no Brasil. Onde e como os médicos vão trabalhar se as unidades de saúde prometidas há mais de três anos não saíram do papel?, critica o 1º vice-presidente do CFM, Carlos Vital. Metade das mais de 24 mil ações programadas para o período de 2011 a 2014 permanece no papel, ou seja, nos estágios classificados como ação preparatória (estudo e licenciamento), em contratação ou em licitação. No total, ações (39%) constam em obras ou em execução. Numa perspectiva otimista, mesmo que o governo federal consiga concluir os projetos em andamento, o programa chegará ao fim deste ano sem cumprir a metade do prometido, avalia Vital. Na avaliação do 1º secretário do CFM, Desiré Callegari, a diferença entre as obras anunciadas e a efetiva execução é um sinal de que a finalidade maior é a propaganda. Se o governo federal percebe a dificuldade dos estados e municípios para usar recursos, deveria dispor de mecanismos para auxiliar os gestores locais a mudarem essa realidade. Mas, infelizmente, ele não está interessado na concretização dos projetos, mas, sim, no anúncio, avalia. Governo executa apenas 8% do orçamento do PAC na Saúde Ao todo, o governo estimava investir R$ 7,4 bilhões no PAC Saúde entre 2011 e Até agora, no entanto, os empreendimentos concluí dos representam só 8% (R$ 624 milhões) deste valor. Sem as ações de saneamento, o cálculo estimado passa a ser de R$ 4,9 bilhões, com 4% (R$ 22 milhões) investidos. Nesses três anos foram contratadas a construção ou ampliação de UBS, das quais 33% estão em obras e (9%) foram concluídas. No mesmo período, foram contratadas 503 UPAs, mas apenas 14 (3%) foram entregues. Dentre as quase 8 mil ações em saneamento geridas pela Funasa, 14% foram entregues até dezembro do ano passado. Para a construção de novas UBS estão previstos no programa cerca de R$ 3,9 bilhões no período, dos quais 5% (R$ 192 milhões) correspondem às obras já entregues. Nas UPAs, os investimentos em unidades concluídas somam R$ 28 milhões 2% do investimento previsto (R$ 1 bilhão). As ações em saneamento totalizam R$ 404 milhões, montante que representa 16% dos R$ 2,5 bilhões estimados. Abandono: o atraso nas ações prometidas obriga a população a conviver com a falta de estrutura nos postos UF Confira o desempenho do PAC Saúde em cada um dos estados: MINISTÉRIO DA SAÚDE E FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO PAC a 2013 Ação preparatória No papel andamento Concluído contratação licitação execução obras Quant. % total Total AC ,2% 193 AL ,3% 532 AM ,6% 450 AP ,9% 130 BA ,8% CE ,3% DF ,4% 47 ES ,9% 303 GO ,7% 950 MA ,1% MG ,5% MS ,7% 480 MT ,8% 777 PA ,1% PB ,6% PE ,7% PI ,5% PR ,2% RJ ,8% 637 RN ,1% 712 RO ,1% 252 RR ,3% 153 RS ,7% SC ,1% 820 SE ,2% 385 SP ,7% TO ,3% 381 Total ,6% Fonte: Ministério do Planejamento Elaboração: Conselho Federal de Medicina

7 POLÍTICA E SAÚDE 7 Fracasso do PAC na saúde Governo não investe recursos disponíveis baixo índice de execução do PAC 2 para O a área da saúde não surpreende o Conselho Federal de Medicina (CFM). 2013, dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo governo federal, Ministério da Saúde e suas unidades vinculadas dentre elas a Funasa apenas 8% dessa quantia foi utilizada. Com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o CFM revelou que, dentre os órgãos do Executivo, a Saúde aparece em quinto lugar na lista Má gestão: mesmo com verbas não se compra leitos para os hospitais Realidade cruel: pacientes acumulados nos hospitais são frequentes tos especificamente para investimentos, dos quais R$ 47,5 bilhões deixaram de ser investidos. outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados. Conforme os valores médios praticados pelo Ministério da Saúde, é viável dizer que com esses R$ 47,5 bilhões seria possível adquirir 386 mil ambulâncias (69 para cada município brasileiro), construir 237 mil unidades básicas de saúde (UBS) de porte I (43 por cidade), edificar 34 mil unidades de pronto- atendimento (UPA) de porte I (seis por cidade) ou, ainda, aumentar em 936 o número de hospitais públicos de médio porte. Os números mostram que o SUS precisa de mais recursos e por isso entregamos ao Congresso Nacional mais de dois milhões de assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular Saúde +10, que vincula 10% da receita bruta da União para o setor. Paralelamente, é preciso que o Poder Executivo priorize e aperfeiçoe sua capacidade de gerenciar os recursos disponíveis, criticou o presidente do CFM, Roberto d Avila que acrescentou: Não bastasse o setor ter sido preterido em relação a outros, quase R$ 5,5 bilhões deixaram de ser investidos no ano passado. Região Sudeste apresenta pior desempenho Entre as regiões do país, a Sudeste foi a que apresentou pior resultado percentual de execução, na qual o governo conseguiu concluir somente 318 (7%) das obras previstas. Na sequência, a região Nordeste, que apesar de concentrar o maior volume absoluto de obras mais de 11 mil teve apenas (10%) empreendimentos concluídos nos últimos três anos. Nas regiões Sul e Centro-Oeste o percentual de conclusão oscila entre 11% e 12%, respectivamente. Por sua vez, a região Norte teve um resultado relativamente melhor, mas igualmente mínimo: somente 464 (10%) das ações foram concluídas. As informações levantadas pelo CFM com base nos relatórios do próprio governo englobam investimentos previstos pela União, empresas estatais, iniciativa privada e contrapartida de estados e municípios em projetos de construção e de reforma de unidades básicas de saúde (UBS), unidades de prontoatendimento (UPA) e ações de saneamento. O levantamento consolida os dados do 9º balanço oficial do PAC 2, divulgado em março deste ano. O Ministério da Saúde argumenta que a construção de UPAs, UBS e obras de saneamento estão atrasadas porque são executadas pelos estados e municípios. Para o CFM o argumento é inválido, já que é histórica a baixa execução do orçamento da saúde. Região Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Total MINISTÉRIO DA SAÚDE E FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO PAC a 2013 Ação preparatória contratação licitação execução obras de prioridades no chamado gasto nobre. Isso significa que as obras em rodovias, estádios e mobilidade urbana ficaram à frente da construção, ampliação e reforma de unidades de saúde e da compra de equipamentos médico-hospitalares para atender o Sistema Único de Saúde (SUS). Do total de R$ 9,4 bilhões disponíveis para investimentos em unidades de saúde em 2013, o governo desembolsou somente R$ 3,9 bilhões, incluindo os restos a pagar quitados (compromissos assumidos em anos anteriores e rolados para os exercícios seguintes). Até compreendemos a necessidade de proteção da soberania nacional. No entanto, milhões de profissionais de saúde e pacientes enfrentam uma guerra real nas filas das urgências e emergências de todo o país, onde vidas são ceifadas diariamente por falta de equipamentos para cirurgias, diagnósticos e leitos, acrescentou o vice-presidente do CFM, Carlos Vital. Para 2014, R$ 9,9 bilhões estão previstos para investimentos na Saúde. Nos últimos 13 anos (2001 a 2013) mais de R$ 1 trilhão foram autorizados no Orçamento Geral da União para o Ministério da Saúde, em valores corrigidos pela inflação do período. Deste montante, R$ 894 bilhões foram efetivamente aplicados e R$ 111 bilhões deixaram de ser gastos. Destes recursos, R$ 80,5 bilhões estavam previs- Concluído % 39% 12% % 44% 10% % 41% 16% % 33% 7% % 34% 11% % 40% 11% Fonte: Ministério do Planejamento Elaboração: Conselho Federal de Medicina Total

8 8 Política e Saúde 56% consideram a saúde ruim ou péssima Para os entrevistados pelo Datafolha esta é a área mais crítica do país, superando a violência, a corrupção e a educação Pesquisa Datafolha divulgada no dia 26 de março, com entrevistados, mostra que a saúde é a principal preocupação dos brasileiros, com 45% das respostas. A violência ficou em segundo lugar (18%), seguida por corrupção (10%) e educação (8%). Na pesquisa, o sistema de saúde foi avaliado como ruim ou péssimo por 56%. Nas maiores cidades, a avaliação negativa da saúde foi de 62% dos entrevistados. Entre aqueles que têm plano de saúde privado 27% dos entrevistados, 70% avaliaram de forma negativa. O resultado não se refere apenas à saúde pública. A população tem se tornado mais seletiva e mais crítica, inclusive com o sistema privado, disse Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, durante apresentação da pesquisa. Para o conselheiro federal por Roraima, Paulo Ernesto Coelho, a pesquisa confirma uma convicção formada ao longo de mais de 40 anos como Saúde +10 A Câmara dos Deputados vai se reunir em Comissão Geral, no dia 8 de abril, das 10h às 16h, para debater o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa faz parte das mobilizações das entidades médicas por mais recursos para o SUS e foi decidida em reunião realizada na noite de 11 de março entre representantes do Movimento Saúde +10 e o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN). Com a Comissão Geral, representantes do governo e da sociedade civil vão apresentar, no plenário da Câmara, alternativas de financiamento do SUS. O 2º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) e coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS, Aloísio Tibiriçá, participou da reunião com o presidente da Câmara e avalia como importante a proposta, haja vista que a realização da Comissão irá coincidir com o início das mobilizações das entidades médicas. As entidades solicitaram ao presidente da Câmara a desapensação do Projeto de Lei 321/13, de autoria popular, que prevê a vinculação de 10% da receita bruta da União para a Saúde. Apresentado em agosto do ano passado, com o apoio de 2,2 milhões de assinaturas, o projeto foi apensado a outros. Defendemos a tramitação do projeto popular original, pois não é possível que um projeto que teve Crise na assistência médico: a de que a saúde não é prioridade para nenhum governo, seja federal, estadual ou municipal. Nas eleições, todos prometem priorizar a área, mas não há um casamento entre promessa e prática. Além do baixo financiamento, os recursos ainda são desviados pela corrupção e mal gerenciados. Com isso, a população fica sem cirurgias, sofrendo nos corredores dos hospitais, e muitos pacientes acabam morrendo por falta de atendimento, afirma. Câmara volta a debater financiamento do SUS Pauta: lideranças pediram a desapensação do Projeto de Lei 321/13 o apoio de 2,2 milhões de cidadãos seja tratado como se fosse uma proposição comum, defendeu Aloísio Tibiriçá na reunião das entidades que antecedeu o encontro com Henrique Eduardo Alves. A posição do conselheiro do CFM recebeu o apoio de parlamentares. Alguns manifestaram que a Câmara dos Deputados deu as costas ao povo ao apensar um projeto de iniciativa popular. Por sua vez, as entidades também querem que seja dado tratamento de urgência ao projeto. A reunião com o presidente da Câmara foi acompanhada por parlamentares e por representantes de entidades do Movimento Saúde +10, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Além de Tibiriçá, as entidades médicas foram representadas por Márcio Bichara (da Comissão Pró-SUS e, também, da Federação Nacional dos Médicos) e pelo conselheiro do CFM e integrante da Comissão de Assuntos Políticos (CAP), Waldir Cardoso. Paulo Ernesto: Saúde nunca foi prioridade para nenhum governo Superlotação é realidade em 64% dos hospitais, informa o TCU A baixa execução orçamentária dos recursos da saúde resulta no sucateamento das unidades de assistência em saúde. A situação foi constatada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em levantamento realizado no ano passado, em 116 estabelecimentos de saúde em todas as unidades da Federação, que concentram leitos 8,6% do total da rede pública. De acordo com o TCU, os prontossocorros de 64% dos hospitais apresentam superlotação, com taxa de ocupação sempre maior do que a capacidade de atendimento. outros 19% a sobrecarga é menor e em apenas 6% a ocupação está de acordo com a capacidade de atendimento. Foram ainda constatadas falta de medicamentos e insumos hospitalares, ausência de aparelhos ou equipamentos obsoletos, não instalados ou parados por falta de manutenção, além de insuficiên cia de recursos de tecnologia da informação. Por isso, 77% dos hospitais bloqueiam leitos, inclusive em unidades de terapia intensiva (UTIs), por falta de equipamentos mínimos nos quartos ou nas enfermarias para acomodar os pacientes. De acordo com respostas dadas pelos funcionários e gestores, em 56% dos estabelecimentos visitados faltam medicamentos e material para atendimento, como luvas e gazes. O motivo, muitas vezes, é falha nas licitações. Realidade: os dados apontam a superlotação como problema

9 PLENÁRIO E COMISSÕES 9 Fiscalização do Mais Médicos CFM questiona formação incompleta Plenário aprova nota de repúdio à contratação de médicos formados na Venezuela e que não podem trabalhar naquele país O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, na plenária de março, uma nota de repúdio ao governo brasileiro, que, segundo denúncia da imprensa, teria contratado no âmbito do programa Mais Médicos 41 intercambistas formados na Venezuela que não seriam considerados aptos pela legislação daquele país a exercerem a medicina. Para o CFM, o governo desconsiderou a legislação nacional e de outros países em benefício de interesses políticos, partidários, programáticos ou eleitorais, colocando em risco o bem-estar coletivo. Literatura médica A nota diz, ainda, que a medida traz insegurança para a sociedade, em especial aos pacientes de áreas distantes e das periferias dos grandes centros, que ficam à mercê da ação de indivíduos sem a qualificação exigida para o exercício da medicina. O texto defende a importância do Revalida como forma de garantir a comprovação de capacidade técnica e ética de pessoas graduadas em medicina no exterior que querem exercer a profissão no Brasil dentro do Programa Mais Médicos. O plenário decidiu acionar o Ministério Público para que a denúncia seja apurada. caso de confirmação dos fatos, o CFM defende que os responsáveis pelo programa adotem medidas urgentes para corrigir as falhas e evitar que novos equívocos voltem a ocorrer e penalizar a sociedade. Desde 2010 o CFM vem denunciando que Hugo Chávez estava formando técnicos em medicina para atuar no Brasil. Infelizmente, estávamos certos, afirmou, durante a plenária, o 3º vice-presidente do CFM e representante por Alagoas, manuel Fortes. Produção: obras de Gallo (à esq.) e Torres (à dir.) estimulam o debate e a reflexão sobre diferentes temas Conselheiros debatem fé e gravidez na adolescência em livros recém-lançados A plenária de março do Conselho Federal de Medicina (CFM) contou com a apresentação de dois livros, lançados recentemente pelos conselheiros Hiran Gallo e Júlio Torres. O livro Gravidez na adolescência reflexão ético-social resulta do doutorado técnico e científico em Bioética pela Universidade do Porto, de Portugal, defendido recentemente pelo 1 tesoureiro do CFM, Hiran Gallo. O trabalho realizado com 422 adolescentes atendidas no hospital Dr. Ary Pinheiro, em Rondônia mostrou que o programa de educação sexual brasileiro é falho. Segundo a pesquisa, 48% delas nunca ouviram falar de contraceptivos hormonais. Não existe um agente formador para instruir essas garotas. As autoridades são negligentes em não olhar para essas crianças que começam sua fase reprodutiva com 11 anos de idade, comentou Gallo. Por sua vez, o conselheiro Júlio Rufino, representante do Amazonas no CFM, apresentou o livro Pegadas de Deus, que reúne artigos sobre a fé cristã e os principais sacramentos católicos. Durante a plenária, informou ter sido recentemente eleito professor emérito da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o que revela o reconhecimento da instituição à sua dedicação docente fato muito elogiado pelos demais conselheiros. Alerta: para conselheiros, situação expõe população ao risco de morte Procuradoria pede suspensão de repasse ao governo de Cuba O procurador do Ministério Público do Trabalho Sebastião Caixeta ajuizou no dia 27 de março uma ação civil pública contra o governo federal pedindo isonomia na contratação de médicos brasileiros e estrangeiros para o programa Mais Médicos, principalmente em relação aos profissionais cubanos. Ele também pede a suspensão do repasse do pagamento da bolsa ao governo de Cuba, que efetua o pagamento aos médicos no Brasil. Na ação, o procurador solicita que os valores do programa sejam pagos diretamente aos médicos no Brasil, ou seja, que eles recebam os R$ 10 mil referentes ao valor integral da bolsa. Atualmente, o governo repassa o montante para a Organização Pan- Americana da Saúde (Opas), que faz a intermediação com Cuba. O governo cubano, então, deposita para os médicos o valor de R$ por mês e retém o restante. Na ação, o procurador pede que qualquer cláusula contratual que restrinja os direitos fundamentais dos médicos cubanos seja cancelada, principalmente as relativas à remuneração, à livre manifestação do pensamento, à liberdade de locomoção e de se casar ou relacionar-se amorosamente. Além disso, o procurador pede o pagamento de décimo terceiro salário, férias anuais com remuneração de, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal, licençamaternidade e licença-paternidade, e um meio ambiente de trabalho equilibrado, seguro e saudável. [O MPT] reconhece a relevância e a finalidade nobre da necessidade de atenção à saúde, [...] mas isso não pode ser feito com o sacrifício de outros direitos também fundamentais previstos na Constituição e que nos parece que [estão] ofendidos no âmbito da esfera trabalhista, afirmou Caixeta, que defende a aplicação da legislação brasileira neste caso. Eles são estrangeiros legalmente residentes no Brasil. A Constituição determina o tratamento igualitário, destacou. Caixeta criticou a intenção do governo de apresentar o programa como um curso de especialização médica. Estamos convictos de que o curso foi um instrumento para mascarar essa relação de trabalho, afirmou. Há na verdade uma contratação de médicos para prover o sistema. Isso está claro até mesmo nas declarações de autoridades. O objetivo é contratar médicos, complementou Caixeta.

10 10 integração CRMs de olho na Copa Com base em normas do CFM, entidades vão cobrar estrutura mínima para atendimento de atletas e torcedores Conselho Federal de O Medicina (CFM) reencaminhou às entidades desportivas nacionais e internacionais ofício alertando a necessidade de providências para adequação às normas de atuação dos profissionais médicos em eventos esportivos e à infraestrutura necessária para dar assistência em casos de urgência e emergência nos estádios e centros de treinamentos da Copa do Mundo de O objetivo do CFM é assegurar a infraestrutura necessária para o atendimento médico ao torcedor e atletas, além de garantir a segurança para o atendimento médico. As regras fazem parte da Resolução CFM 2.012/13, publicada em março de Entre as entidades, o documento foi enviado para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) e Ministério do Esporte. Os conselhos regionais iniciarão uma etapa de fiscalização a partir de abril. O roteiro dos conselhos deve observar a infraestrutura necessária para o atendimento médico. Entre outras coisas, a arena esportiva deve conter posto médico, consultórios, materiais de primeiros socorros e ambulância do tipo unidade de suporte avançado com conhecimento prévio da Fiscalização Fortes (à esq.): É preciso uma condição mínima de atendimento rota de fuga e hospital de destino (ver quadro abaixo). Segundo o diretor do Departamento de Fiscalização e 3º vice-presidente do CFM, manuel Fortes, as ambulâncias hoje oferecidas nos jogos são capazes de salvar vidas, mas são subutilizadas. A ambulância ajuda a encaminhar os pacientes graves, mas é necessária uma triagem deste primeiro atendimento para definir quem deve ser transportado. Os médicos estrangeiros que darão suporte a equipes e atletas participantes de partidas esportivas também precisarão de autorização prévia do conselho regional de medicina (CRM) para atuação no país. Eles poderão prestar assistência somente aos membros integrantes de sua delegação ou trupe. I ENCM 2014 A fiscalização dos grandes eventos também foi debatida no I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina (I ENCM 2014), em João Pessoa (PB). O debate, que teve como tema Copa do Mundo: o que fazer em situação de catástrofe, foi coordenado pelo conselheiro manuel Fortes e contou com as participações do diretor do Centro Materno-Infantil Norte do Porto, em Portugal, Antônio Marques, e do médico do Esporte e preceptor de Medicina do Esporte da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Leonardo Kenji Hirao. Antônio Marques mostrou a importância sobre treinamentos, testes e simulações antes da realização de grandes eventos. É necessário que estejamos preparados tanto para a Copa do Mundo quanto para outros grandes eventos, disse o médico. Já Leonardo Hirao informou que o planejamento para a Copa envolve 12 cidades-sede. manuel Fortes enfatizou que os preparativos serão avaliados nas visitas dos CRMs, nas próximas semanas. Saiba os requisitos que os estádios devem obedecer Posto médico em ambiente físico fixo ou de campanha; Sua distribuição geográfica deverá obedecer aos critérios de segurança previstos pela organização; Um consultório para cada médico presente no ambiente, no caso de opção por organizar a assistência em mais de um espaço geográfico; Sala para procedimentos médicos e de enfermagem; Macas acolchoadas, distribuídas, cada par, em ambientes físicos diferentes, até o máximo de seis, sendo duas para procedimentos de estabilização e transporte por ambulância e quatro para outros procedimentos e observação; Materiais e insumos para primeiros socorros e suporte à vida; Material de expediente para registros em prontuário, para cada paciente, atestações, prescrições e encaminhamentos; Ambulância USA (Unidade de Suporte Avançado), com conhecimento prévio da rota de fuga e hospital de destino. Giro médico Justiça paraense O Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM/PA) ajuizou na Justiça Federal uma ação contra o Ministério da Saúde, que se negou a informar os nomes do supervisor e tutor responsáveis pela supervisão profissional e orientação acadêmica dos médicos intercambistas do Mais Médicos, violando, assim, a lei que institui o programa. De acordo com a petição, a conduta do Ministério da Saúde infringe qualquer perspectiva de transparência estatal, pois restringe informações essenciais para o efetivo controle da profissão médica, considerando-se que os conselhos de medicina não possuirão condições de identificar a localidade específica onde o médico intercambista desenvolve suas atividades, bem como a forma como é orientado por seus tutores e supervisores. O documento ressalta, ainda, que o médico tutor ou supervisor e o intercambista estão sujeitos à atividade fiscalizatória dos conselhos de medicina, não havendo motivos razoáveis para que o Estado se negue a informar quem são tais pessoas e a localidade em que desenvolvem suas atividades. Planos de saúde Os médicos pernambucanos das especialidades radiologia, angiologia, cirurgia vascular e endovascular suspenderam as consultas marcadas pelos usuários do plano de saúde Camed Vida. Os radiologistas foram os primeiros a deixar de atender, seguidos pelos médicos das demais especialidades a partir do dia 13 de março. Só continuaram sendo realizados os atendimentos nas urgências, emergências e em casos específicos, como quimioterapia. O Sindicato dos Médicos de Pernambuco afirma que, após a categoria rejeitar redução de 20% na tabela de honorários, o Camed Vida passou a fazer descredenciamentos unilaterais. De acordo com o presidente da Comissão de Honorários Médicos de Pernambuco, Mário Lins, outras especialidades, como os cardiologistas e otorrinos, também poderão aderir ao movimento. Cirurgias na Venezuela Atraídas pelos baixos preços, muitas mulheres roraimenses cruzam a fronteira entre o Brasil e a Venezuela para realizar no país vizinho cirurgias como abdominoplastia, mamoplastia, lipoaspiração e lipoescultura. O problema é que essa opção tem acarretado danos às pacientes, como sequelas irreversíveis, infecção grave, abertura nos pontos, necroses e rejeição das próteses. Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Roraima (CRM- -RR), Alexandre Marques, há várias mulheres retornando ao Brasil com problemas dessa ordem. Diante da gravidade dos casos, o CRM-RR fez um alerta à população sobre os riscos da realização de cirurgias plásticas em outro país, haja vista que o paciente não tem a devida garantia quanto à qualidade, procedência e controle das próteses e demais materiais usados. Ensino médico Os impactos sobre a formação médica e a pós-graduação, além das diretrizes curriculares para o ensino médico no país, estarão no centro dos debates do V Fórum Nacional de Ensino Médico do CFM, realizado no dia 4 de abril, em Campo Grande (MS). As discussões serão abertas por uma conferência sobre os efeitos da Lei /13 na pós-graduação, apresentada pelo conselheiro federal Mauro Luiz de Britto Ribeiro, representante do Mato Grosso do Sul. Com o programa Mais Médicos os ministérios da Saúde e da Educação pretendem oferecer novas vagas na residência médica. O conselheiro indica que o anúncio não será viá vel na prática e explica o descrédito: É impossível se abrir tantas vagas de residência médica como o governo está querendo, porque não existe estrutura física hospitalar nem médicos preceptores em número suficiente para essa quantidade de novas vagas. Mauro Ribeiro aposta que a solução a ser dada pelo governo será o emprego de residentes na atenção básica: O que vão fazer é colocar médicos em postos de saúde e dar a isso o nome de residência médica, como vem sendo feito pela prefeitura de São Paulo.

11 integração 11 Ação nos estados Grávidas capixabas são atendidas no chão Na maternidade Carapina, localizada no município Serra, na região metropolitana de Vitória (ES), gestantes são atendidas no chão e leitos estão funcionando nos corredores. A denúncia foi feita por profissionais que atendem na maternidade e pelo Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), que divulgou fotos mostrando a precariedade do local. A denúncia foi publicada pelo site G1 no dia 17 de março. De acordo com o Simes, as gestantes, as mães e os Violência afeta UPA, em Belo Horizonte No final de fevereiro, três homens atiraram contra um guarda municipal da unidade de pronto-atendimento Norte, localizada no bairro Primeiro de Maio, em Belo Horizonte. Os tiros também atingiram uma funcionária da unidade. O ataque Hermann: Estado deve agir recém-nascidos correm risco de contrair uma infecção e até mesmo morrer. O presidente do Simes, Otto Baptista, conta que a situação se arrasta há um ano e está cada vez pior. Fizemos vistorias e a situação é caótica. Os corredores viraram enfermarias, com prontuários fixos para os 'leitos'. Gestantes em trabalho de parto são internadas nos corredores, vão para a sala de parto dar a luz e retornam ao corredor, com o bebê, porque não há berços suficientes. Correndo o ocorreu logo após o anúncio de que naquele dia não haveria atendimento na ortopedia. Aos policiais que foram ao local após o ataque, um dos médicos da UPA contou que alguns pacientes e acompanhantes ficaram revoltados ao saber que não haveria ortopedista na unidade. Dois homens chegaram a dizer que estavam marcando a cara dos médicos. No início de fevereiro, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM/MG) fez uma vistoria na UPA Norte e constatou as péssimas condições do local: os plantões estavam superlotados e a população, mal atendida. Funcionários da UPA risco de deixar o bebê cair no chão ou de cochilar por cima da criança. Sem contar a exposição, o constrangimento e o risco de infecção, por ficarem no meio da passagem das pessoas, denunciou. entrevista à imprensa, o secretário municipal de Saúde admitiu que a estrutura da maternidade não é a ideal, mas ressaltou que a situação melhorou em comparação ao passado. Complementarmente, disse que a prefeitura vai construir uma nova maternidade no local. também denunciaram que o aparelho de raios-x estava quase sempre inoperante e plantões de técnicos de enfermagem estavam incompletos. outras visitas à UPA Norte, o CRM/MG já havia constatado problemas de infraestrutura. Para o conselheiro Hermann von Tiesenhausen, representante de Minas Gerais no CFM, essa situação revela outra face grave da assistência: a falta de segurança nas unidades de saúde para pacientes e profissionais, que exige uma resposta urgente do Estado. Sem isso, argumenta, postos de saúde e hospitais podem ser cenários de tragédias em lugar de espaços para cuidar da vida e do bem-estar da população. STJ proíbe médicos uruguaios de atuar no RS O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar à ação movida pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) proibindo médicos uruguaios de trabalharem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município de Santa Vitória do Palmar. Com base no Acordo Bilateral Brasil-Uruguai, médicos do país vizinho exerciam a medicina na cidade sem a revalidação do diploma e registro no conselho regional de medicina local (Cremers). A decisão do STJ, que reverte acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4), é inédita e poderá ser estendida às demais regiões de fronteira. O representante do Rio Grande do Sul no Conselho Federal de Medicina (CFM), Cláudio Franzen, ressaltou que a decisão do STJ fez com que a lei brasileira voltasse a ser cumprida. Ao exigir a revalidação adequada e a qualificação do médico no país, o STJ fez a legislação brasileira ser respeitada. Abandono: mofo e infiltrações atingem unidade em Salvador Cremeb e MP flagram descaso na capital O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) e o Ministério Público Estadual da Bahia realizaram no final de fevereiro uma fiscalização conjunta no Centro de Saúde dr. Edson Teixeira, no bairro de Pernambués, um dos mais populosos de Salvador (BA). A unidade atende mensalmente de 350 a 400 pacientes na emergência e no ambulatório, dentre as áreas de clínica médica, ginecologia, pediatria, odontologia, nutrição, enfermagem, vacinação, curativos, saúde da mulher e pré-natal. A fiscalização constatou intenso fluxo de pacientes, com grande demanda e falta de materiais. Os problemas foram relatados pelo médico generalista Isney Almeida. Muitas vezes não damos conta da demanda, então o exame físico e o atendimento ficam comprometidos. algumas oportunidades trabalhamos sem respirador e monitor, relatou. Disse ainda que em várias ocasiões os pacientes morrem porque o posto de saúde não consegue leitos em hospitais. Na visita ao centro de saúde de Pernambués foi verificado que o ambulatório pediátrico estava sem pia, além de infiltrações em um dos corredores e falta de espaço para o armazenamento dos arquivos do centro. Foram vistoriadas as salas de esterilização, de coleta, de raios-x e de reanimação, bem como o ambulatório pediátrico, a farmácia básica, a sala de arquivo e o serviço de atendimento domiciliar, entre outros espaços da unidade. O conselheiro do CFM pela Bahia, Jecé Brandão, elogiou a fiscalização realizada pelo Cremeb, que, rotineiramente, visita unidades de saúde para averiguar a qualidade do atendimento oferecido à população. Aqui na Bahia, 90% da população usa o Sistema Único de Saúde. Como o investimento público é insuficiente um exemplo é que apenas 9% dos recursos do PAC 2 previstos para o nosso estado foram utilizados, o homem do povo acaba sofrendo com a falta de estrutura. Por isso, essas visitas são tão importantes, argumenta. O centro de saúde é administrado pelo Instituto de Gestão de Humanização (IGH), que assumiu a unidade em 2012 com contratos emergenciais renovados a cada três meses. O médico Isney Almeida trabalha na unidade há um ano e seis meses em plantão de 12 horas e sua contratação é como pessoa jurídica. No dia da fiscalização estava com o salário de janeiro atrasado. Você trabalha sem direito a férias, a décimo terceiro salário e a descanso, porque ganhamos pelo que trabalhamos, ressaltou. De acordo com o Cremeb, a situação do médico se repete em outras unidades de saúde, como o hospital geral Roberto Santos (HGRS) e o hospital Clériston Andrade. Jecé: elogio à fiscalização

12 12 integração Comunicação Conselhos discutem estratégias de ação Evento avaliou ferramentas de divulgação usadas pelo CFM e pelos CRMs Formado pelas assessorias de comunicação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e dos 27 conselhos regionais, a administração das notícias do sistema é complexa e muitas vezes rea lizada com a sobreposição de esforços. Com o objetivo de otimizar os recursos, o CFM realizou no dia 12 de março, em Brasília, uma reunião com os assessores dos conselhos de medicina, na qual foram debatidas estratégias de comunicação para o sistema conselhal em Participaram do evento o 1º secretário e responsável pelo Setor de Imprensa do CFM, Desiré Callegari, e assessores do CFM e dos CRMs. Além de servir para afinar os discursos das entidades sobre temas de interesse dos médicos, o Afinação: Desiré Callegari (à esq.) defende maior articulação dos conselhos na área da comunicação encontro serviu para avaliar ferramentas de trabalho. As atividades começaram com uma palestra do economista Gil Castelo Branco, diretor do site Contas Abertas, que discorreu acerca da produção de relatório sobre a execução financeira do Sistema Único de Saúde (SUS) e como esses dados podem ser utilizados para gerar informações de interesse da sociedade e da mídia. seguida, as especialistas em redes sociais Gabriela Sobral e Cacau Araújo falaram sobre a presença do CFM e dos CRMs nas redes sociais (leia matéria abaixo). O coordenador do setor de informática do CFM, Goethe Ramos, deu explicações sobre o funcionamento da fiscalização do sistema conselhal que está sendo totalmente informatizada. Foi debatida a necessidade de os departamentos de Comunicação e de Fiscalização trabalharem em conjunto como forma de dar visibilidade ao trabalho realizado pelos CRMs. A última apresentação foi realizada pela publicitária Christiane Varella, que falou sobre as campanhas do CFM para Para Desiré Callegari o encontro superou as expectativas: Foi muito proveitoso, pois os profissionais da área trocaram experiências e a partir de agora poderão trabalhar de forma mais afinada na defesa de uma melhor assistência em saúde. Os assessores dos CRMs elogiaram a iniciativa do CFM e cobraram a realização de novo encontro, ainda este ano. Volumes do projeto Câncer 360º são lançados durante o I ENCM, na Paraíba Durante o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2014 ocorreu o lançamento dos três livros que compõem o projeto Câncer 360º Orientações para uma vida melhor. As obras oferecem aos médicos e aos pacientes informações sobre como enfrentar a doença. Os autores reuniram as dúvidas mais frequentes de pacientes e familiares, traduzidas em linguagem de fácil entendimento. Cada um dos volumes se dedica a um tema Publicações médicas específico, com informações das áreas médica, jurídica e nutricional. De acordo com a médica pernambucana Cristiana de Lima Tavares de Queiroz Marques, uma das organizadoras, os leitores poderão contrapor mitos relacionados à doença, entender as indicações terapêuticas, vislumbrar os problemas advindos do tratamento e as maneiras de minimizá-los ou, até mesmo, superá-los. A obra pode ser encomendada no site Dúvidas: o projeto de Cristiana (ao centro) ajuda a esclarecer pacientes e profissionais sobre o câncer CFM aumenta sua presença nas redes sociais O Conselho Federal de Medicina (CFM) abriu mais um canal de comunicação, sua página oficial no Facebook: A preocupação da entidade é ampliar os espaços de diálogo com a classe médica e a sociedade, com vistas a promover um debate democrático. Abrir cada vez mais os canais de comunicação com a classe médica e com a sociedade garante um debate rico e participativo que contribui com a evolução da medicina e valoriza a conduta democrática, logo, portanto, de acordo com os princípios éticos, destacou o 1º secretário e responsável pelo Setor de Imprensa do CFM, Desiré Callegari. Adicionalmente, a página oficial do CFM no Facebook cumpre a função de plataforma informativa. Nela se pode ter acesso às publicações, notas, pareceres, resoluções e notícias relevantes que envolvam a área médica. Assim, procuramos estar sempre em consonância com práticas inovadoras e que visem a melhoria de nossa atuação. Para isso, contamos com a participação de todos os entes, a fim de criarmos uma rede que promova, em primeiro lugar, o direito à saúde e a conduta ética, completa Callegari. Desde 2009 o Conselho iniciou seu trabalho nas redes sociais por meio do Twitter. Hoje, a plataforma conta com quase 20 mil seguidores que acompanham as principais notícias sobre saúde e o CFM. A entidade também está presente nos canais do Youtube (vídeos), Flickr (fotos) e SoundCloud (áudios).

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