ANÁLISE - Ano II - Nº 3 - Março/2001

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2 ISSN ANÁLISE. Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta. Jundiaí SP: Sociedade Padre Anchieta de Ensino. 21 cm. Semestral Inclui Bibliografia CDU (05) 2 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

3 EDITORIAL Com este número, a Revista Análise, busca sua consolidação como um veículo de divulgação de assuntos das áreas de economia, contabilidade e administração de empresas. Sem dúvida, trata-se de um canal de comunicação científica que privilegia toda a comunidade acadêmica das Faculdades Padre Anchieta de Jundiaí. O artigo Subsídios para um projeto de gestão do conhecimento (Knowledge Management-KM) do professor Vivaldo José Breternitz, pretende fornecer informações que visam a utilizar a estrutura de tecnologia de informação para uma iniciativa de gerenciamento do conhecimento. Em Administração de Meio Ambiente: o futuro do planeta e a garantia do nosso sucesso e harmonia, o professor Carlos Henrique Pellegrini alerta para a necessidade dos governos adotarem novas formas de integração visando à adoção de políticas de desenvolvimento que respeitem as questões de meio ambiente. No terceiro artigo Desmitificação da função de controle: o papel da contabilidade, o professor Luiz Eurico de Souza, argumenta que, embora o papel do contador esteja primariamente ligado à produção de caráter financeiro, outros dados são importantes para complementar as informações financeiras e podem ser produzidos. Alerta que, para ter valor a informação contábil fornecida, deve ser capaz de influenciar as decisões dos executivos, beneficiando o empreendimento. No artigo O Dano moral no direito trabalhista, do professor Samuel Antonio Merbach de Oliveira, avalia-se a questão da reparação no âmbito do direito trabalhista, para casos de dano moral, tais como: acidente de trabalho, assédio sexual e racismo. O quinto artigo Considerações sobre a trajetória das empresas brasileiras de software no mercado nacional do criando no país uma indústria dinâmica, capaz de estimular os mais diversos setores da economia. O artigo final A intervenção governamental na agricultura: críticas e justificativas do professor doutor Cândido Ferreira da Silva Filho, discute os prós e contras da intervenção governamental neste setor. Argumenta que o risco e a incerteza são expressivos para o produtor, tornando necessária a intervenção do governo. Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 3

4 Análise é uma publicação periódica da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta e está aberta à colaboração de pesquisadores de outras instituições, mediante a apreciação dos trabalhos pelo Conselho Editorial. As posições expressadas em trabalhos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e seus textos não poderão ser reproduzidos sem a permissão dos mesmos. Conselho Editorial Adilson José da Silveira Antonio Rebello José Carlos Marion Leo Ferreira Arantes Messias Mercadante de Castro Sérgio Pio Bernardes Coordenação de Edição José Milton Sanches Secretária Eloiza Blumer Rodrigues Soares Correspondência: Rua Bom Jesus de Pirapora, Centro - Jundiaí-SP CEP Fax- (0xx11) Caixa Postal Editoração: Anchieta - Publicidade Impressão: Tiragem Pede-se permuta Pide-se canje We ask for exchange Análise Revista semestral da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta. 4 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

5 ÍNDICE SUBSÍDIOS PARA UM PROJETO DE GESTÃO DOCONHECIMENTO (KNOWLEDGE MANAGEMENT - KM) Vivaldo José Breternitz... 9 ADMINISTRAÇÃO DE MEIO AMBIENTE:O FUTURO DO PLANETA E A GARANTIA DO NOSSO SUCESSO E HARMONIA Carlos Henrique Pellegrini DESMITIFICAÇÃO DA FUNÇÃO DE CONTROLE: O PAPEL DA CONTABILIDADE Luiz Eurico de Souza O DANO MORAL NO DIREITO TRABALHISTA Samuel Antonio Merbach de Oliveira CONSIDERAÇÕES SOBRE A TRAJETÓRIA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE SOFTWARE NO MERCADO NACIONAL Adauto Roberto Ribeiro A INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL NA AGRICULTURA: críticas e justificativas Cândido Ferreira da Silva Filho NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE ORIGINAIS Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 5

6 SUBSÍDIOS PARA UM PROJETO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO (KNOWLEDGE MANAGEMENT - KM) Vivaldo José Breternitz* RESUMO O artigo pretende fornecer subsídios para o estudo do assunto, com ênfase em conceitos básicos e na necessária estrutura de Tecnologia de Informação para uma iniciativa de KM. PALAVRAS-CHAVE: Gestão do conhecimento, conhecimento tácito, conhecimento explícito, KM. ABSTRACT The article intends to give subsidies for the study of Knowledge Management, with emphasis in basic concepts and in the necessary structure of Information Technology. KEY-WORDS: Knowledge Management, tacit knowledge, explicit knowledge, KM. Introdução Com a economia sofisticando-se, as organizações necessitam tornar sua administração também mais sofisticada, passando a atentar para aspectos que há não muito tempo podiam ser ignorados, principalmente porque as mudanças constantes não eram a regra. Quando se falava em ativos de uma organização, pensava-se logo em ativos financeiros, instalações, maquinaria, etc., sequer cogitando-se considerar ativos coisas como marcas (que em muitos casos são o ativo mais valioso de uma organização - Coca-Cola por exemplo, cuja marca valia cerca de US$ 73 bilhões em 1999) ou conhecimento. Um desses aspectos, para os quais as organizações estão passando a atentar, é o gerenciamento do conhecimento, que poderia ser uma tradução adequada para a expressão original Knowledge Management ; porém como ainda não há evidências quanto à sua aceitação, será usado aqui o acrônimo KM. Quando se começa a discutir o assunto, surge inicialmente uma grande dúvida: o conhecimento pode ser gerenciado? À primeira vista, conhecimento e gerenciamento parecem ser termos incompatíveis: conhecimento envolve fatores cognitivos, altamente pessoais, enquanto gerenciamento induz a pensar-se em processos estruturados, em organização. Além disso, muitos daqueles que desenvolvem trabalhos de natureza intelectual, que envolvem conhecimentos um pouco mais sofisticados (knowledge workers), não gostam de ser gerenciados, ao me- * Mestre em Engenharia Elétrica (Computação) pela Universidade Mackenzie, graduado em Administração pela FCECAE Padre Anchieta, onde é professor. É também Gerente Geral da Banespa SA Corretora de Câmbio e Títulos, a maior corretora de valores do Brasil. 6 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

7 nos no sentido tradicional da palavra. Porém, se como se disse, cada vez mais o conhecimento é reconhecido como um recurso, um ativo fundamental para as organizações, sua gestão torna-se importante demais para não ser abordada e estudada de forma estruturada. Acreditando que em breve as organizações de um certo porte estarão preocupando-se com o tema, este artigo pretende fornecer subsídios para o estudo do assunto, com ênfase em conceitos básicos e na necessária estrutura de Tecnologia de Informação para uma iniciativa de KM. O mercado vem chamando de KM tudo aquilo que se refere ao gerenciamento de expertise, know-how, capital intelectual, etc., no âmbito de uma dada organização, procurando capturar e disponibilizar para reuso as habilidades, experiências e insights de seus membros. Caso fosse necessária uma definição mais formal, talvez se pudesse adotar algo como: KM é a tarefa de desenvolver e explorar os recursos tangíveis e intangíveis de conhecimento numa dada organização, considerando os aspetos tecnológicos e organizacionais do assunto (WOODS, 1998). As fontes de conhecimento podem ser divididas em duas grandes categorias: as tangíveis, como as informações que a organização dispõe sobre seus clientes, fornecedores, concorrentes, etc; e as intangíveis como as habilidades e a experiência (capital intelectual) dos membros da organização. Enquanto a oportunidade/necessidade de se utilizar as fontes tangíveis de conhecimento de forma mais efetiva é natural no ambiente organizacional, inclusive já havendo ferramentas que viabilizam essa utilização de forma ampla (CRM - Customer Relationship Management, por exemplo), KM procura enfatizar a utilização do conhecimento proveniente das fontes intangíveis, e essa ênfase é o que há de mais revolucionário no tema, buscando resgatar o conhecimento que existe em cada membro da organização e no relacionamento destes com seus colegas, com seu trabalho, com clientes, fornecedores, etc. Neste artigo, quando se fala em organizações pode-se entender quase sempre empresas. Em 1867, Karl Marx publicou seu Das Kapital, revolucionando o pensamento político e econômico ao propor uma economia em que os trabalhadores possuíssem os meios de produção. Atualmente, nos regimes comunistas, um dos principais produtos das idéias de Marx praticamente deixou de existir, não deixa de ser irônico constatarmos que as grandes empresas, as inimigas do comunismo por excelência, descobriram que aquele que talvez é atualmente o mais valioso insumo para seus produtos - o conhecimento - é de propriedade de seus trabalhadores! (KOULOPULOS, 1997). Há o sentimento de que, à medida que as organizações tendem a atingir um mesmo patamar em termos de utilização de tecnologia, KM poderia lhes dar um diferencial competitivo, pois permitiria que informações relevantes fossem rapidamente disponibilizadas para uso da pessoa certa e conseqüentemente permitiria que fossem tomadas as melhores decisões, à frente da concorrência. Ainda não há possibilidade de se estabelecer o quanto esses conceitos prosperarão, mas cerca de 90% das empresas Fortune 1000 dizem estar tomando iniciativas nesse sentido. Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 7

8 Conhecimento explícito e tácito Pode-se identificar duas espécies de conhecimento: o explícito e o tácito. Entender as diferenças entre conhecimento tácito e explícito é essencial para a compreensão de KM como um todo. Conhecimento explícito é aquele que pode ser classificado ou estruturado facilmente, podendo por isso também ser transmitido facilmente. Pode-se citar como exemplos de conhecimento explícito os resultados de uma pesquisa de mercado, um manual de procedimentos, dados sobre vendas, produção, etc. Já o conhecimento tácito é aquele cuja estruturação é difícil, às vezes impossível, e que é desenvolvido através da experiência, observação, raciocínio e até mesmo intuição - é aquilo que sabemos, mas não estamos seguros de como e por que sabemos. Isso também tem um valor incomensurável, e até agora as organizações não têm tratado de sua administração. São exemplos, as habilidades de um músico, de um escultor, ou de um programador de computador; o entrosamento de um time de futebol, a sensibilidade (feeling) de um vendedor para uma boa oportunidade de venda, etc. Outra forma de fixar essas diferenças é considerar que o o conhecimento explícito é saber que (knowing that) - saber que a organização está tendo um excelente desempenho econômico/financeiro, que a inflação está caindo, etc. ; já o conhecimento tácito é em grande parte saber como (know how) - saber como tocar violão, regular um motor de ouvido, etc. Também é missão de KM em uma organização transformar o conhecimento tácito em explícito, permitindo que o compartilhamento e o reuso do primeiro seja mais fácil. Muitas organizações descobriram o valor do conhecimento tácito da forma mais árdua. Os projetos de reengenharia e downsizing executados nos últimos anos, fizeram com que muita experiência administrativa e operacional fosse perdida. A perda de pessoal experiente causou a perda de conhecimento não registrado em sistemas de informações gerenciais, manuais, normas, etc. Organizações que pretendem ser enxutas, com capacidade para reagirem rapidamente às mudanças nos mercados em que atuam, precisam confiar quase que incondicionalmente nas habilidades, experiência e perspicácia de seu pessoal - tudo isso constituindo o conhecimento. Organizações que dependem fortemente de sua capacidade de inovação, como as produtoras de software e as que atuam em outras áreas de tecnologia de ponta, como nanotecnologia por exemplo, dependem ainda mais fortemente do conhecimento de seu pessoal como um fator crucial de viabilidade e sobrevivência no longo prazo. O conhecimento explícito já vem sendo tratado por muitas organizações, que o vêm classificando e armazenando em bancos de dados, manualizando processos, etc. Neste momento, entender o papel do conhecimento tácito permite com que se veja KM como um processo, que viabilizará, como já se disse, o aproveitamento desse tipo de conhecimento na organização, permitindo não só que pessoal menos experiente lide com situações já conhecidas pela organização 8 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

9 com base na experiência anterior, como também que se possa de alguma forma aproveitar a experiência anterior diante de situações novas e excepcionais - embora caiba enfatizar que nem todo conhecimento tácito pode ser explicitado.nessa linha, DAVENPORT & PRUSAK (1997) dão ênfase a KM como um processo. Uma estrutura para KM Como já se disse, KM compreende aspectos culturais, organizacionais e tecnológicos, especialmente na área de Tecnologia da Informação (TI). É clara a percepção de que os dois primeiros aspectos têm grande importância quando se planeja uma iniciativa para implantação de KM em uma organização, mas o terceiro deles, os aspectos tecnológicos são muito discutidos, principalmente por aqueles que consideram KM apenas um novo rótulo para velhas práticas, criado principalmente como veículo para venda de hardware, software e serviços de consultoria. Outros estudiosos preferem abordar o assunto por outro ângulo: KM é um tema novo, relevante e complexo, que vem sendo utilizado como pretexto para a oferta de produtos e serviços, esses sim muitas vezes desnecessários, superdimensionados ou reciclados (no pior sentido do termo); esse fenômeno é observado sempre que novos temas passam a ser discutidos. Pode-se afirmar com certeza que TI sozinha não consegue prover soluções para KM, mas num sentido inverso pode-se afirmar também que sem uma adequada estrutura de TI não se consegue praticar KM, ao menos de forma efetiva, e os aspectos dessa estrutura de TI, é o que se discutirá a seguir. Apesar de estar surgindo como um novo conceito, KM tem origens em temas como inteligência artificial, sistemas especialistas, data-mining, case-based reasoning, etc., ganhando relevância atualmente graças à tecnologia agora disponível, como a Internet, intranets, correio eletrônico, groupware, datawarehousing, etc., que tornam mais fáceis (ou menos difíceis...) a localização, acumulação e transferência da informação entre os diversos pontos da organização. Ao se pensar na efetiva implantação de KM, alguns pontos devem ser pensados, em especial se considerarmos que KM impacta e depende do fluxo de informações, através e além da estrutura da organização: as organizações aprenderam, quando de processos de reengenharia, qualidade total e implantação de ferramentas ERP (Enterprise Resource Planning), que essas situações de cruzamento de fronteiras são mais bem sucedidas quando processos formais são institucionalizados. Mas, formalismo é inimigo da inovação, do compartilhamento de experiências, o que acaba dificultando os processos de definição do escopo, da infra-estrutura tecnológica e das métricas para apuração dos resultados da implantação de um processo de KM. Além disso, há outro fator a considerar: se informação é poder, como fazer com que aqueles que a detêm se disponham a compartilhála? Apesar de KM ainda não ser algo perfeitamente estruturado, alguns pontos já emergem como fundamentais num processo de implantação: Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 9

10 apoio dos mais altos escalões da organização; criação de uma cultura que suporte a inovação, o aprendizado e o compartilhamento do conhecimento - isso normalmente é alcançado através de uma política de reconhecimento; definição clara dos objetivos do projeto: o que a empresa deseja alcançar e as métricas para mensurar o sucesso ou não do projeto; qual o conhecimento, a inteligência, que se necessita para atender aos objetivos? O que a organização precisa saber? O que é fundamental, importante ou apenas útil?; identificação clara das fontes desse conhecimento, internas e externas - onde ele é criado, onde está armazenado; criação de uma política para distribuição de conhecimento - quem precisa saber o que, quando e quais os níveis de segurança requeridos; adoção de uma sólida metodologia para o gerenciamento do projeto de KM na organização; avaliação cuidadosa das implicações em termos de recursos tecnológicos: hardware, telecomunicações, software, necessidade de construção de interfaces, sempre alinhando KM à arquitetura de TI em vigor, e, finalmente, atenção para a importância do treinamento e da venda do projeto aos envolvidos. TI é obviamente o que viabiliza KM. Sistemas ERP e data warehouses são fontes de grandes volumes de dados acerca das operações de uma empresa; a Internet, torna disponíveis outros grandes volumes acerca do ambiente na qual a organização está inserida. Nesse ambiente, estão surgindo as aplicações KM, utilizando tecnologia sofisticada de pesquisa em bancos de dados, debaixo quase sempre de uma arquitetura cliente-servidor. Até o momento não há registro de uma única e total solução tecnológica para KM, acreditando-se que, ao menos por algum tempo, para cada um de seus aspectos, determinadas ferramentas estarão sendo utilizadas, como por exemplo: para identificação, ferramentas de reengenharia; para captura e organização, bancos de dados (obviamente), search engines, datawarehousing, ferramentas de workflow; para distribuição intranets, etc. Estando a tecnologia ERP cada vez mais popular, e por esta conter a maior parte das ferramentas acima mencionadas, fica claro que KM e ERP deverão seguir muito próximos e talvez até mesmo se confundirem no médio prazo (BRETERNITZ, 1999). Mais um alerta: os valores a serem considerados quando do desenvolvimento de grandes projetos de KM são muito grandes: em 1998 foram investidos cerca de US$ 1,9 bilhões, cifra que deverá chegar a US$ 6,7 bilhões em 2003 (WOODS, 1998). Em um mercado desse tamanho, as pressões de fornecedores são muito grandes e a publicidade é intensa, chegando-se muitas vezes a situações em que dirigentes são levados a ver KM como uma solução para todos os males da organização; nesses casos, a chance de fracasso é grande; KM pode ser muito útil, mas continua valendo a citação latina: Caveat emptor... O comprador deve se cuidar!!! 10 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

11 Encerrando, deixa-se um tema para reflexão, com base no trabalho de PFEFFER & SUTTON (2000): nunca houve tanto conhecimento disponível; no entanto, as organizações muito raramente adotam cursos de ação compatíveis com essa disponibilidade. Por que isso ocorreria? A resposta a essa pergunta certamente tornaria ainda mais importante o estudo de KM. Conclusão KM não é mais um modismo. É bom senso. Vivemos tempos em que cada vez há mais acesso à informação, que trabalhada torna-se conhecimento, e que por sua vez representa um recurso que pode ser o ativo mais importante de uma organização. Uma estrutura deficiente de conhecimento, assim como uma estrutura deficiente de capital, por exemplo, pode ser fatal. Com a capacidade de inovar tornando-se um dos maiores, se não o maior fator de competitividade, fica quase impossível manter uma organização sem administrar bem seu conhecimento. Aquelas que não entenderem isso, estarão em breve vivendo tempos turbulentos. Referências Bibliográficas BRETERNITZ, Vivaldo José.(1999) Os Sistemas Integrados de Gestão ERP- Enterprise Resource Planning e uma aplicação em Instituição Financeira. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Universidade Mackenzie. DAVENPORT, Thomas H; PRUSAK, Laurence.(1997) Working Knowledge: How Organizations Manage What They Know. Boston: Harvard Business School Press. KOULOPOULOS, Thomas.(em 14/09/2000) Knowledge Management; Toward creating the knowing enterprise. delphi/index.html. PFEFFER, Jeffrey; SUTTON, Robert I.(2000) The Knowing-Doing Gap: How Smart Companies Turn Knowledge into Action. Boston: Harvard Business School Press. WOODS, Eric; SHEINA, Madan.(1998) Knowledge Management: Applications, Markets and Technologies. Londres: Ovum s IT Analysis Group. Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 11

12 ADMINISTRAÇÃO DE MEIO AMBIENTE: O FUTURO DO PLANETA E A GARANTIA DO NOS- SO SUCESSO E HARMONIA. * Carlos Henrique Pellegrini... No princípio criou Deus o céu e a terra... e produziu a relva... sementes, e disse: sede fecundos multiplicai-vos, enchei as águas dos mares... e na terra os animais, vegetais sempre em equilíbrio... Gênesis, cap.1, vs. 1 a 22 RESUMO Dia a dia, o homem se convence da necessidade da preservação do meio ambiente como chave da sua evolução e sucesso. Com a globalização, as pressões cresceram em torno de projetos bem estruturados de preservação ambiental. PALAVRAS-CHAVE: Meio ambiente, preservação, ecologia, desenvolvimento, administração. ABSTRACT Day by day, men realize that environment preservation is the key for human evolution and success. Globalization increases all kind of pressure concerning well structured preservation projects. KEY-WORDS: Environment, ecology, preservation, ecology, development. INTRODUÇÃO O principal objetivo da Política do Meio Ambiente é a compartilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. A conciliação dos dois valores consiste na promoção do chamado desenvolvimento sustentável, que é a exploração equilibrada dos recursos naturais, nos limites da satisfação das necessidades e do bem estar da presente geração, assim como de sua conservação no interesse das gerações futuras. Meio ambiente é o conjunto dos elementos físicos, químicos, ecossistemas * Mestre em Administração PUC / SP. Engenheiro e Administrador, é professor nas Faculdades de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta, pós-graduado em Engenharia Econômica e Ambiental, consultor da Maxirecur Gestão Empresarial e Diretor Operacional da Ferplast I.C.P.P Brasil. 12 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

13 naturais e sociais em que se insere o homem individual e socialmente, num processo de interação que atenda ao desenvolvimento das atividades humanas. Os acontecimentos vividos pela humanidade, no final das décadas de 60 e 70, construíram o cenário que levou a uma lenta e inicial consciência sobre a questão ambiental. O surgimento de casos críticos de degradação ambiental levou a Suécia a propor à Organização das Nações Unidas (ONU), a realização de uma conferência internacional sobre os problemas do meio ambiente. Realizada em 1972, reuniu 113 países e 250 organizações não governamentais, em Estocolmo, Suécia. Os principais resultados foram: Declaração sobre o Ambiente humano e o Plano de ação para o meio Ambiente. Após vinte anos, aconteceu no Rio, a Eco 92, onde foi criada a agenda 21, que é um programa para os governos, agências de desenvolvimento, organizações não governamentais, para o século 21. No ano de 1998, foi criado o novo Código de Leis Ambientais que impõe mudanças de atitudes. 1. Crescimento populacional e capacidade de suporte Todas as coisas são interligadas como sangue que une uma família. O que acontece com a Terra, acontecerá com seus filhos. O homem não pode tecer a trama da vida; ele é meramente um dos fios. Seja o que for que ele faça à trama, estará fazendo consigo mesmo. (Chefe Seattle). Cada vez que você inspira, uma parte do ambiente torna-se parte de você, cada vez que expira, uma parte de você torna-se parte do ambiente. Esse ciclo está e sempre estará interligado. Toda sociedade humana defronta-se não com o problema de população, mas com dois outros: como gerar e educar crianças o suficiente e como o fazer em demasia. A população quando consegue aumentar, tem o potencial para crescer explosivamente. Matematicamente esse crescimento é chamado de exponencial, ou seja, quanto mais pessoas nascem, muito mais bebês nascerão. Esse crescimento não é um acidente, faz parte da condição do ser vivo. 2. Leis de crimes ambientais As novas Leis de Crimes Ambientais são uma revolução, porque criam punição para empresas, prevêem penas alternativas aos infratores e permitem a extinção da pena para quem reparar os danos causados ao meio ambiente. O projeto, pela primeira vez, prevê punições para os funcionários públicos que contribuírem com ação ou omissão para a prática de crime ambiental. A nova lei poderá mudar não somente a relação das pessoas com o meio ambiente, mas também a prática histórica de produção agropecuária. Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 13

14 Para a lei dar resultado, é necessária a colaboração da comunidade que poderá participar nos mutirões ambientais, como fiscais colaboradores e principalmente como denunciantes de crimes ambientais. Por isso é preciso ter pressa e urgência na divulgação da nova lei para que a sociedade possa conduzir a transformação. Segundo os ecologistas, a nova lei de crimes ambientais entrou em vigor como uma grande perda, pois foi vetado o artigo 43, que proíbe usar o fogo em florestas e nas demais formas de vegetação. Esse veto enfraquece a lei, pois as queimadas desordenadas são um dos problemas mais freqüentes do país. 3. Integração, meio ambiente e desenvolvimento sustentado As leis e regulamentações adequadas às condições específicas de cada país são instrumentos extremamente importantes para transformar em ação as políticas de meio ambiente e desenvolvimento, não apenas por meio de métodos tipo ordem e acompanhamento, como também enquanto estrutura regulamentadora para o planejamento econômico. Embora em todos os países se verifique uma necessidade constante de aperfeiçoamento legislativo, muitos países em desenvolvimento padecem de deficiência em seus sistemas de leis e regulamentações. É igualmente indispensável desenvolver programas viáveis para verificar e impor a observância das leis, regulamentações e normas adotadas. É possível que muitos países necessitem de apoio técnico para atingir essas metas. As necessidades da cooperação técnica nessa área incluem informações legais, serviços de assessoria e treinamento e capacitação institucional especializados. A promulgação e aplicações de leis e regulamentações (no plano regional, nacional, estadual/provincial ou local/municipal) também são essenciais para implementação da maioria dos acordos internacionais nas áreas de meio ambiente, de desenvolvimento, como demonstra a exigência comum nos acordos, de que se comuniquem quaisquer medidas legislativas. No desenvolvimento de suas prioridades nacionais, os países devem levar em conta suas obrigações internacionais. As leis e regulamentações ambientais são importantes, mas não podem por si só pretender resolver todos os problemas relativos ao meio ambiente e desenvolvimento. Reconhecendo que os países irão desenvolver suas próprias prioridades, em conformidade com suas necessidades e planos, políticas e programas nacionais, o desafio é realizar um progresso significativo nos anos vindouros para atingir três objetivos fundamentais: incorporar os custos ambientais às decisões de produtores e consumidores e com isso inverter a tendência a tratar o meio ambiente como um bem gratuito, repassando esses custos a outros setores da sociedade, outros países ou às gerações futuras; avançar mais para a integração dos custos sociais e ambientais às atividades 14 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

15 econômicas, de modo que os preços reflitam adequadamente a relativa escassez e o valor total dos recursos, e contribuam para evitar a degradação ambiental; incluir, quando apropriado, o uso de princípios do mercado à configuração de políticas e instrumentos econômicos que busquem um desenvolvimento sustentável. 4. Sistema de gestão ambiental Muitas empresas têm feito análises ou auditorias ambientais, com o propósito de avaliar o seu desempenho ambiental. No entanto, essas análises e auditorias podem não ser suficientes para garantir que o seu desempenho atenda e continue a atender aos requisitos legais e aos de sua própria política. Para que haja eficiência, é necessário que esses procedimentos sejam conduzidos dentro de um sistema de gestão bem estruturado e integrado ao conjunto das atividades de gestão. As Normas Internacionais de gestão ambiental têm como objetivo prover às organizações, os elementos de um Sistema de Gestão Ambiental eficaz, auxiliando-as a alcançar seus objetivos ambientais e econômicos. Esta norma aplica-se a todos os tipos e portes de organizações e diferentes condições geográficas, culturais e sociais. O sucesso do sistema depende do comprometimento de todos os níveis e funções, principalmente da alta administração. A finalidade desta norma é equilibrar proteção ambiental e a prevenção de poluição com as necessidades sócio econômicas. A implementação de um conjunto de técnicas de gestão ambiental pode contribuir para a obtenção de excelentes resultados para todas as partes interessadas. Para atingir objetivos ambientais, é preciso que o Sistema de Gestão Ambiental estimule as organizações a considerarem uma melhor tecnologia. Além disso, é recomendado que a relação custo/benefício dessa tecnologia seja levada em consideração. Os Sistemas de Gestão Ambiental atendem às necessidades de um enorme conjunto de partes interessadas e às crescentes necessidades da sociedade sobre proteção ambiental. 5. Planejamento ambiental Aspectos ambientais: a organização deve estabelecer e manter procedimentos para identificar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos ou serviços que possam por ela ser controlados e sobre os quais presume-se que ela tenha influência, a fim de determinar aqueles que tenham ou possam ter um impacto significativo sobre o meio ambiente. A organização deve estabelecer e manter procedimento para identificar e ter acesso à legislação e outros requisitos por ela subscritos, aplicáveis aos aspectos Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 15

16 ambientais de suas atividades, produtos ou serviços. Objetivos e metas: a organização deve estabelecer objetivos e metas ambientais documentados, em cada nível e função pertinentes da organização. Ao estabelecer e revisar seus objetivos, a organização deve considerar os requisitos legais e outros requisitos, seus aspectos ambientais significativos, suas opções tecnológicas, seus requisitos financeiros, operacionais e comerciais, bem como a visão das partes interessadas. Os objetivos e metas devem ser compatíveis com a política ambiental, incluindo o comprometimento com a prevenção de poluição. Programa(s) de gestão ambiental: a organização deve estabelecer e manter programa(s) para atingir seus objetivos e metas, devendo incluir a atribuição de responsabilidades em cada função e nível pertinente da organização, e os meios e o prazo dentro do qual eles devem ser atingidos. 6. Auditoria do sistema de gestão ambiental A empresa deve estabelecer programas e procedimentos para auditorias periódicas do sistema de gestão ambiental a serem realizados de deforma a: a) determinar se o sistema de gestão ambiental está em conformidade com as disposições planejadas para a gestão ambiental e se foi devidamente implementado; b) fornecer à administração informações sobre os resultados das auditorias. O programa de auditoria da organização deve basear-se na importância ambiental da atividade e nos resultados de auditorias anteriores. 7. Análise crítica da alta administração A análise crítica pela administração deve abordar a eventual necessidade de alterações na política, objetivos e outros elementos do sistema de gestão ambiental à luz dos resultados de auditorias do sistema, da mudança das circunstâncias e do comprometimento com a melhoria contínua. Para manter a melhoria contínua, adequação e eficácia do sistema de gestão ambiental, e conseqüentemente o seu desempenho, é recomendado que a administração analise-o criticamente e em intervalos definidos. É recomendado que a análise crítica da política, objetivos e procedimentos seja efetuada pelo nível administrativo que os definiu. 8. ISO Qualidade ambiental 16 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

17 ISO significa Organização Internacional para Normalização (International Organization for Standardization) localizada em Genebra, Suíça, fundada em A sigla ISO é uma referencia à palavra grega ISO, que significa igualdade. O propósito da ISO é desenvolver e promover normas e padrões mundiais que traduzam o consenso dos diferentes países do mundo, de forma a facilitar o comércio internacional. A ISO tem 119 países membros. A ABNT é o representante brasileiro. A ISO trabalha com 180 comitês técnicos (TC) e centenas de subcomissões e grupos de trabalho. A norma procura dar parâmetros de forma a suprir as necessidades das organizações de crescer e evoluir sem depauperar o capital ambiental. Isso requer mudanças culturais, mudanças de padrões, de paradigmas, mudanças estruturais em muitos aspectos da sociedade e incrementos da interação. A ISO se depara com duas questões: a) Questões sociais: Exemplos: aquecimento global, uso de energia ou emissões atmosféricas; diminuição de recursos, minimização dos recursos e fontes diver sas de materiais; poluição; descargas, emissões, fluxos e resíduos. b) Qual é o seu significado dentro da operação? A organização (Empresa) afeta o meio ambiente (efeito ambiental). A análise desses efeitos é feita através da Avaliação da Organização, no sistema de Gestão Ambiental, pela avaliação de desempenho ambiental e de auditorias ambientais; e através da Avaliação do Produto, na Rotulagem Ambiental, que é feita pela análise do ciclo de vida e dos aspectos ambientais nas normas de produtos. O início do processo ocorreu através dos órgãos governamentais, e da comunidade científica. O desenvolvimento do processo ocorreu por intermédio de associações e organismos de normalização, comunidade científica (universidades) e representantes governamentais. Seu custo do processo foi patrocinado pela iniciativa privada e sua implantação está sendo voluntária obrigatória. 9. Avaliações dos efeitos ambientais A avaliação dos efeitos ambientais é feita de forma geral: avaliação em nível elevado do status atual do desempenho ambiental, atuais programas, pressões ambientais, novas direções na legislação, pressões dos potenciais envolvidos, comunidade local, forças de mercado, etc. Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 17

18 E de forma específica nos: Produtos - Avaliação do ciclo de Vida Projetos - Avaliações do Impacto Ambiental Instalações - Auditoria Ambiental Local Processos - Técnicas de Avaliação de Processos Aquisição - Auditorias de Diligência Risco - Procedimentos da Avaliação de Riscos Avaliações Específicas de Resíduos ou Emissões. 10. Conclusão Todos os grupos da sociedade, inclusive governos, indústria e indivíduos, têm importantes implicações no que diz respeito à eficiência e sustentabilidade do desenvolvimento de cada país. Nos últimos anos, alguns governos também começaram a fazer mudanças significativas nas estruturas institucionais governamentais que permitam uma consideração mais sistemática do meio ambiente no momento em que se tomam decisões de caráter econômico, social, fiscal, bem como das implicações decorrentes das políticas adotadas nessas áreas para o meio ambiente. Também estão sendo desenvolvidas novas formas para obtenção de melhor integração entre os governos nacional e local, os grupos ligados a assuntos ecológicos e o público no processo de desenvolvimento de abordagens eficazes para as questões de meio ambiente e desenvolvimento. A responsabilidade pela concretização de mudanças, inclusive o programa das Nações Unidas para o meio ambiente(pnuma) é o do Banco Mundial. O intercâmbio de experiência entre países, também pode ser significativo. Reconhecendo que os países irão determinar suas próprias prioridades em conformidade com suas situações, necessidades, planos, políticas, propõem-se os seguintes objetivos: realizar um exame nacional das políticas, estratégias e planos econômi cos, setoriais e ambientais; fortalecer as estruturas institucionais para permitir uma integração plena; criar ou melhorar mecanismos que facilitem a participação, em todos os níveis; estabelecer procedimentos determinados internamente para a integração das questões; estabelecer meios e maneiras determinados internamente para garantir a coerência entre os planos; estabelecer transferência e confiabilidade quanto às implicações para o meio ambiente das políticas econômicas e setoriais; assegurar o acesso do público às informações pertinentes, facilitando a 18 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

19 recepção das opiniões do público e abrindo espaço para sua participação efetiva. 11. Glossário Melhoria contínua: processo de aprimoramento do sistema de gestão ambiental, visando a atingir melhorias no desempenho ambiental global de acordo com a política ambiental da organização. Meio ambiente: circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas interrelações. Aspecto ambiental: elemento das atividades, produtos ou serviços de uma empresa, que pode interagir com o meio ambiente. Sistema de Gestão Ambiental: a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental. Auditoria do Sistema de Gestão Ambiental: processo documentado de verificação, executado para obter e avaliar evidências que determinem se o sistema de uma organização está em conformidade com os critérios de auditoria do sistema de gestão ambiental estabelecido pela organização, e para comunicar os resultados deste processo à administração. Objetivo ambiental: alvo ambiental que uma organização se propõe a atingir, alinhado com a política ambiental. Desempenho ambiental: resultados das ações da empresa sobre seus aspectos ambientais baseados na política, objetivos e metas ambientais. Política ambiental: declaração da organização, expondo suas intenções e princípios em relação ao seu desempenho ambiental, que provê uma estrutura para ação e definição de seus objetivos e metas ambientais. Meta ambiental: advém dos objetivos ambientais, que foram estabelecidos de forma a atingi-los e quantificável onde praticável. Parte interessada: indivíduo ou grupo interessado ou afetado pelo desempenho ambiental de uma organização. Organização: empresa ou qualquer instituição pública ou privada com funções e estrutura administrativa próprias. Prevenção de poluição: evitar, reduzir ou controlar a poluição, incluindo reciclagem, tratamento ou mudanças de processos e mecanismos de controle, visando a reduzir os impactos ambientais. Referências bibliográficas Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta 19

20 Cadernos de Educação Ambiental. Conceitos para se fazer Educação Ambiental. 2.ed. São Paulo: A Secretaria, Iso Sistemas de gerenciamento e Certificação Ambiental Vol. I Anais do Primeiro Seminário Vol. II - Vol. III e Drafts das Futuras Normas Iso 14001, Iso , Iso 14000, Iso e Iso Jundiaí, Prefeitura Municipal.(1996) Plano Diretor. Lei Complementar n 224, de 27 de dezembro de MUKAI, Toshio.(1998) Direito Ambiental. 3.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária. Sistema De Gestão Ambiental Especificação de Diretrizes para uso.(1999) Iso WEIL, Pierre.(1998) A arte de Viver em Paz. 5.ed. São Paulo: Gente. 20 Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta

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