USO DE ADITIVOS POLIMÉRICOS EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) SUBSTITUINDO OS COMPOSTOS DE ALUMÍNIO

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1 USO DE ADITIVOS POLIMÉRICOS EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) SUBSTITUINDO OS COMPOSTOS DE ALUMÍNIO Cleyton Luiz Ramos Barbosa Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos Mestrado Profissional, PPGEP/ITEC, da Universidade Federal do Pará, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Engenharia de Processos. Orientador: José Antonio da Silva Souza Belém Dezembro de 2015

2 USO DE ADITIVOS POLIMÉRICOS EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) SUBSTITUINDO OS COMPOSTOS DE ALUMÍNIO Cleyton Luiz Ramos Barbosa DISSERTAÇÃO SUBMETIDA AO CORPO DOCENTE DO PROGRAMA DE PÓS- GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PROCESSOS MESTRADO PROFISSIONAL (PPGEP/ITEC) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ, COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM ENGENHARIA DE PROCESSOS. Examinada por: Prof. José Antônio da Silva Souza, D.Eng. (PPGEP/ITEC/UFPA - Orientador) Prof. Edilson Marques Magalhães, D.Eng. (PPGEP/ITEC/UFPA - Membro) Profa. Augusta Maria Paulain Ferreira Felipe, Dra. (FEQ/ITEC/UFPA - Membro) BELÉM, PA - BRASIL DEZEMBRO DE 2015

3 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Barbosa, Cleyton Luiz Ramos, Uso de aditivos poliméricos em estações de tratamento de água (eta) substituindo os compostos de alumínio/cleyton Luiz Ramos Barbosa Orientador: José Antonio da Silva Souza Dissertação (Mestrado Profissional) Universidade Federal do Pará, Instituto de Tecnologia, Programa de Pós- Graduação em Engenharia de Processos, Belém, Água estações de tratamento. 2. Água purificação. 3. Polímeros. 4. Alumínio. I. Título CDD 23. ed

4 Este trabalho é dedicado aos amigos e colegas que sempre apoiaram, incentivaram e de alguma forma contribuíram para a elaboração do mesmo. Em particular à minha esposa pelo incentivo e perseverança. iv

5 AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus, por ter me dado forças todos os dias para chegar aqui, por ter me mostrado sempre que eu era capaz e por sempre estar do meu lado guiando os meus passos. Ao meu pai por me apoiar de uma maneira única e diferente, nunca dizendo que eu ia conseguir, entretanto vocês sucessivamente diziam que sempre que eu caísse VOCÊS estariam lá pra me levantar e me fazer tentar mais uma vez. Ao Minha Esposa que nunca me deixou desistir dos meus sonhos e objetivos, por mais difícil que eles fossem ou que a situação estivesse. Por sempre me mostrar que eu era capaz. A meu Rei Davi, que por, mas que não entenda muita coisa, me inspira a sempre querer conquistar novos horizontes. Ao amigo Professor José Antônio da Silva Souza pela orientação, incentivo e ajuda na elaboração e composição do trabalho. Aos amigos que conquistei ao longo desses dois anos e que sempre me incentivaram a continuar, mesmo sabendo o quão é difícil trabalhar e estudar. v

6 Resumo da Dissertação apresentada ao PPGEP/UFPA como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de Mestre em Engenharia de Processos (M.Eng.) USO DE ADITIVOS POLIMÉRICOS EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) SUBSTITUINDO OS COMPOSTOS DE ALUMÍNIO Cleyton Luiz Ramos Barbosa Dezembro/2015 Orientador: José Antonio da Silva Souza Área de Concentração: Engenharia de Processos A presente pesquisa realizou um estudo de uso de aditivos poliméricos, tais como o tanino e o poliacrilato de sódio, com a finalidade de substituir os compostos de sulfato de alumínio que são utilizados nas Estações de Tratamento de Água. Para isso, foi realizado um estudo de caso, na Estação de Tratamento de água do Terminal Petroquímico de Miramar, o qual é administrado pela Companhia Docas do Pará, neste local, foi realizada a coleta de água bruta que passou por análises físico-químicas com a finalidade de verificar a qualidade de água que é captada do poço n.º 3 dessa Estação de Tratamento. Em seguida, realizaram-se os ensaios do Tipo Jar Test ou Teste de Jarros que é um método de simulação dos processos de coagulação e floculação, realizada em nível de laboratório que permite obter água de boa qualidade facilmente separada por decantação. Essa simulação teve como objetivo a realização de uma análise comparativa entre o sulfato de alumínio, o tanino e o poliacrilato de sódio buscando verificar a viabilidade técnica de substituir o sulfato de alumínio. Após essa etapa, realizou-se uma análise comparativa entre os três produtos utilizados com a finalidade de comprovar a viabilidade econômica de substituição do sulfato de alumínio. Neste sentido, pode-se observar que as análises realizadas com o Tanino apresentaram os melhores resultados de remoção de cor e turbidez, dando à água tratada as características físico-químicas recomendadas em termos da legislação vigente. Pode-se observar que, economicamente o custo do Tratamento de água com o Tanino é maior do que o sulfato de alumínio, quando a análise é realizada em curto prazo. No entanto ao longo prazo a substituição do sulfato de alumínio pelo Tanino é viável, uma vez que a quantidade de lodo gerado no tratamento de água é menor quando comparado com o sulfato de alumínio, ou seja, o custo com o tratamento do resíduo gerado é menor, assim como a destinação final. vi

7 Abstract of Dissertation presented to PPGEP/UFPA as a partial fulfillment of the requirements for the degree of Master in Process Engineering (M.Eng.) POLYMERIC ADDITIVES FOR USE IN WATER TREATMENT PLANTS (ETA) REPLACING THE ALUMINUM COMPOUNDS Cleyton Luiz Ramos Barbosa December/2015 Advisor: José Antonio da Silva Souza Research Area: Process Engineering This research conducted a study of the use of polymeric additives such as tannin and sodium polyacrylate, in order to substitute the compounds aluminum sulfate are used in water treatment stations. For this, a case study was carried out in the treatment of water from the Miramar Petrochemical Terminal Station, which is managed by Companhia Docas do Pará, in this place, collecting raw water was carried that has undergone physical and chemical analyzes the purpose of checking the quality of water which is collected from well # 3 of the treatment station. Then, there were the trials of the Type Test or Jar Jars test which is a method of simulation of coagulation and flocculation processes, performed in laboratory level which gives good water easily separated by decanting. This simulation was aimed at carrying out a comparative analysis between the aluminum sulfate, the tannin and sodium polyacrylate in order to verify the technical feasibility of replacing the aluminum sulphate. After this stage was held a comparative analysis of the three products used in order to prove the economic feasibility of replacement of aluminum sulfate. In this sense, it can be seen that the analysis performed with the tannin showed better color and turbidity removal results give the treated water physicochemical characteristics recommended in terms of law. One can observe that economically the cost of water treatment with tannin is greater than aluminum sulphate when the analysis is conducted in the short term, however the long term replacement of the aluminum sulfate with tannin is feasible, Since the amount of sludge generated in the water treatment is less when compared with the aluminum sulfate, that is, the cost of treatment of the waste generated is smaller as well as the final destination. vii

8 SUMÁRIO CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO... 3 CAPÍTULO 2 - REVISÃO DA LITERATURA E ESTADO DA ARTE PROCESSO DE TRATAMENTO DE ÁGUA Coagulação Mistura rápida Floculação Sedimentação e Flotação Filtração Desinfecção e Oxidação CARACTÉRISTICA DA ÁGUA Características Biológicas Características Física Características Químicas PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE ÁGUA LEGISLAÇÃO PADRÃO DE POTABILIDADE PRODUÇÃO DO LODO EM ETAs CARACTERÍSTICAS DO LODO DE ETAs TRATAMENTOS DE LODO DE ETAs ETAPAS DE TRATAMENTO DO LODO ETAs Adensamento de Lodo Condicionamento de Lodo Desidratação do Lodo Destinação Final ASPECTOS LEGAIS QUANTO AO LODO DE ETAs UNIDADES DE TRATAMENTO DO LODO DE ETAs Centrífuga Prensa Desaguadora Filtros SULFATO DE ALUMÍNIO TANINO POLIACRILATO DE SÓDIO CAPÍTULO 3 - MATERIAS E MÉTODOS DESCRIÇÃO DA EMPRESA TIPOS DE ENSAIOS Jar Test ou Teste de Jarros Medidor de ph Turbidimentro Fotômetro COLETA DE AMOSTRA PRODUTOS QUÍMICOS PROCEDIMENTOS viii

9 CAPÍTULO 4 - RESULTADOS E DISCUSSÃO CURVA DE DOSAGEM DO SULFATO DE ALUMÍNIO CURVA DE DOSAGEM DO TANINO CURVA DE DOSAGEM DO POLIACRILATO DE SÓDIO ANÁLISE COMPARATIVA DO PARÂMETRO ph ANÁLISE COMPARATIVA DO PARÂMETRO COR ANÁLISE COMPARATIVA DO PARÂMETRO TURBIDEZ ANÁLISE COMPARATIVA DOS CUSTOS CAPÍTULO 5 - CONCLUSÕES E SUGESTÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ix

10 LISTA DE FIGURAS Figura 2.1 Etapas do Processo de Tratamento de água... 5 Figura 2.2 Representação da Formação de Resíduo em ETAs Figura 2.3 Esquema de Desaguamento de Lodo Figura 2.4 Etapas do Tratamento dos Resíduos Sólidos em uma ETA Figura 2.5 Representação da Disposição Final do Lodo de ETA Figura 2.6 Estrutura Química Figura 3.1 Layout ETA Miramar Figura 3.2 Equipamento Jar Test Figura 3.3 Medidor de ph Figura 3.4 Turbidimentro Figura 3.5: Fotômetro Figura 4.1 Resultados do parâmetro ph Sulfato de Alumínio Figura 4.2 Resultados do Parâmetro Cor Sulfato de Alumínio Figura 4.3 Resultados do Parâmetro Turbidez Sulfato de Alumínio Figura 4.4 Resultados do Parâmetro ph - Tanino Figura 4.5 Resultados do Parâmetro Cor - Tanino Figura 4.6 Resultados do Parâmetro Turbidez - Tanino Figura 4.7 Resultados do Parâmetro ph- Poliacrilato de Sódio Figura 4.8 Resultados do Parâmetro Cor- Poliacrilato de Sódio Figura 4.9 Resultados do Parâmetro Turbidez- Poliacrilato de Sódio Figura 4.10 Valores de ph obtidos para as diferentes concentrações de Sulfato de Alumínio, Tanino e Poliacrilato de Sódio Figura 4.11 Valores de Cor obtidos para as diferentes concentrações de Sulfato de Alumínio, Tanino e Poliacrilato de Sódio Figura 4.12 Valores de Turbidez obtidos para as diferentes concentrações de Sulfato de Alumínio, Tanino e Poliacrilato de Sódio x

11 LISTA DE TABELAS Tabela 2.1 Produtos químicos utilizados nas ETAs Tabela 2.2 Parâmetro de potabilidade Tabela 2.3 Variações utilizadas para caracterização de descarga de filtros da ETAs Tabela 2.4 Variações utilizadas para caracterização de lodo da ETAs Tabela 2.5 Parâmetros convencionais de caracterização de lodo da ETAs Tabela 3.1 Dosagem dos produtos químicos Tabela 4.1 Parâmetro Físico-Químico - Poço Tabela 4.2 Valores médios dos Parâmetros Físico-Químicos - Sulfato de Alumínio Tabela 4.3 Ensaio de Dosagem Ótima - Sulfato de Alumínio Tabela 4.4 Valores Médios dos Parâmetros Físico-Químicos - Tanino Tabela 4.5 Ensaio de Dosagem Ótima - Tanino Tabela 4.6 Valores Médios dos Parâmetros Físico-Químicos - Poliacrilato de Sódio Tabela 4.7 Ensaio de Dosagem Ótimo - Poliacrilato de Sódio xi

12 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO MOTIVAÇÕES E OBJETIVOS Pode-se dizer que a água é um elemento fundamental da vida, pois está presente no abastecimento público e industrial, nas operações agrícolas, na geração de energia, na produção de alimentos, assim como na preservação da vida aquática. Nas últimas décadas, tem se observado que este recurso está se tornando cada vez mais escasso. O exemplo disso é crise hídrica que a região sudeste do país vem enfrentando. Segundo CAROL et al. (2009), os principais problemas que envolvem a escassez hídrica no país decorrem, principalmente, da combinação do crescimento acentuado das demandas e da degradação da qualidade das águas. A água, embora imprescindível ao organismo humano, algumas vezes contém substâncias, elementos químicos e microrganismos, que causam prejuízos à saúde humana se não forem reduzidos ou eliminados. Para isso, o tratamento de água destinado ao consumo humano tem que respeitar o que estabelece a portaria 518 do Ministério da Saúde que regulamenta sobre o padrão de potabilidade da água. O tratamento de água em estações gera quantidades expressivas de resíduos, os quais necessitam ser tratados e destinados corretamente para que não haja impacto ao meio ambiente. Sendo assim, as estações de tratamento de águas além de terem por objetivo a distribuição de água com qualidade e quantidade adequadas, precisam gerenciar o tratamento e destino final dos resíduos que foram gerados. Segundo DI BERNARDO e DANTAS (2005), quantificar esse resíduo proveniente da estação de tratamento de água é fundamental no processo de planejamento das operações das unidades geradoras e no auxílio ao tratamento e destinação final dos resíduos. Realizar o desaguamento do lodo constitui um fator relevante no que tange ao processo de tratamento, transporte e descarte do resíduo, pois com o desaguamento a torta de lodo se torna mais concentrada, diminuindo assim o volume de lodo e obtendo- 1

13 se a separação sólido-líquido, o que favorece ao tratamento subsequente do lodo e aos custos com transporte e destinação final do resíduo da ETA. Com o desaguamento do lodo pode-se obter o reaproveitamento da água de lavagem, bem como a utilização do lodo proveniente das ETAs na indústria de cerâmica. Essas alternativas possibilitam à sustentabilidade e a diminuição nos custos operacionais das ETAs, tornando-se um fator econômico essencial. Mas, para que haja esta finalidade, o estudo de caracterização e quantificação do lodo proveniente da ETA, assim como, a utilização de unidades de desaguamento do lodo são indispensáveis para a possibilidade de reutilização da água livre, resultante do processo de desaguamento. Sendo o reaproveitamento das águas de lavagens essenciais nos dias atuais em que há necessidade de se conservar os recursos hídricos, e ainda evita o alto custo com o desperdício. No Brasil, as práticas de reuso da água têm sido crescentes, já que os aspectos legais instituídos pela Lei de 1997, evidência em um dos seus instrumentos a cobrança e outorga pelo uso dos recursos hídrico (RODRIGUES, 2005). O reuso da água de lavagem das ETAs compreendem a algo muito mais abrangente às questões de uso racional, reflete principalmente nos custos com o desperdício de produtos químicos, utilizados na etapa de tratamento das águas para abastecimento. Algumas ETAs como a de Campo Mourão no Paraná somam um desperdício de 195 m 3 de água gastos na operação de lavagem de três filtros e 65 m 3 nos decantadores. Entretanto, a ETA possui uma lagoa de decantação com capacidade de 155 m 3, em torno de 40 m 3 saem pelo extravasador sendo destinados ao corpo receptor. Após o período de decantação que é em torno de 3 horas, cerca de 130 m 3 voltam à fase de tratamento na estação. Os 25 m 3 de água que resta na lagoa são encaminhados ao rio por uma comporta, a soma deste, confere ao quantitativo de 65 m 3 de desperdício de água nos decantadores. (ALMEIDA et al., 2010 ). Esse quantitativo é de apenas um dia, considerando a lavagem dos filtros diariamente será obtido um volume muito maior de água desperdiçada em um mês, com isso os produtos químicos utilizados no tratamento da água também são desperdiçados, aumentando o custo de operação da ETA, vale salientar que a ETA possui sistema de reaproveitamento da água de descarga, logo o custo e o volume desperdiçado é ainda menor do que de ETAs que não reaproveitam a água de descarga. 2

14 Segundo SCHNEIDER e TSUTIYA (2001), nos sistemas de tratamento de água, são convencionalmente empregados coagulantes inorgânicos, de origem química, constituídos por sais de ferro e alumínio, como por exemplo, o sulfato de alumínio. Esse coagulante é efetivo na remoção de uma ampla variedade de impureza da água, no entanto o uso desse coagulante gera uma quantidade enorme de lodo no decantador. A remoção desse lodo sedimentado, para fins de limpeza do decantador, gera um problema no âmbito econômico e ambiental, pois esse resíduo possui grandes concentrações de sulfato de alumínio. Para MORAES (2004), nos últimos anos, vários estudos têm sido realizados no sentido da utilização de coagulantes poliméricos alternativos aos coagulantes químicos para a produção de água potável, visando à melhoria do processo, permitindo a redução do lodo gerado e a ausência de metais no mesmo. Neste contexto, a presente pesquisa se propõe a realizar um estudo de uso de aditivos poliméricos, como Tanino e Poliacrilato de Sódio, com a finalidade de substituir os compostos de sulfato de alumínio que são utilizados nas Estações de Tratamento de Água. Mais especificamente, objetiva-se: a) Realizar uma análise comparativa entre o sulfato de alumínio, poliacrilato de sódio e tanino utilizados na etapa de coagulação; b) Realizar uma análise comparativa dos custos dos produtos utilizados. Deste modo, traz como importância fundamental, melhorar a eficiência no processo de coagulação-floculação, assim como trazer solução de problema decorrentes do uso do sulfato de alumínio com relação ao seu descarte. E tendo como viabilidade, a oportunidade das empresas promoverem sua imagem de sustentabilidade ao mercado com a prática de gerenciamento dos resíduos sólidos e ainda diminuindo seus custos operacionais ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO No presente capítulo buscou-se enfatizar as motivações e objetivos que levaram ao estudo do uso de aditivos poliméricos nas estações de tratamento de água substituindo os compostos de alumínio, bem como os objetivos pretendidos na presente pesquisa. 3

15 O Capítulo 2 apresenta uma revisão da literatura e o estado da arte acerca do tratamento de água em estações de tratamento de água. Também é apresentada uma abordagem do tratamento do resíduo que é gerado no tratamento de água. Enfatiza-se ainda, uma abordagem sobre especificações físico-química e biológica que devem ser observadas na caracterização da água. O Capítulo 3 trata dos materiais e dos métodos experimentais utilizadas para realização do estudo de uso de aditivos poliméricos nas estações de tratamento de água. As análises dos resultados e suas discussões são apresentadas no Capítulo 4 no que diz respeito às análises de dosagem ótima dos produtos sulfato de alumínio, poliacrilato de sódio e do tanino. No Capítulo 5 são apresentadas as principais conclusões e sugestões para a continuação do trabalho em etapas posteriores. 4

16 CAPÍTULO 2 REVISÃO DA LITERATURA PROCESSO DE TRATAMENTO DE ÁGUA A Figura 2.1 mostra as etapas do processo de tratamento de água que ocorrem em uma Estação de Tratamento Convencional. Neste tópico serão descritas todos essas etapas. Figura Etapas do processo de tratamento de água. Fonte: Adaptado de MOREIRA (2009) Coagulação Para DI BERNARDO (1993), em função da dosagem de coagulante, do ph da mistura e da concentração de alguns tipos de íons na água, poderá ocorrer à formação de precipitados. As partículas coloidais presentes comportam-se como núcleos de condensação para esses precipitados, que, desta forma, são removidos por sedimentação. Com sais de ferro e alumínio podem ser formados os precipitados Al(OH) 3 (p) e Fe(OH) 3 (p). De acordo com SANTOS (2007), a remoção das partículas de sujeira se inicia no tanque de mistura rápida com a dosagem de sulfato de alumínio ou cloreto de férrico, que tem a função de clarificar a água, através de reação química, com a finalidade de promover a coagulação. Estes coagulantes tem o poder de aglomerar a sujeira, formando flocos (partículas maiores que podem ser removidas por sedimentação ou filtração). Para otimizar o processo adiciona-se cal hidratada, o que mantém o ph da água no nível adequado. 5

17 Mistura rápida Segundo DI BERNARDIO et al. (2002), nas Estações de Tratamento de Água a coagulação é realizada na unidade de mistura rápida, podendo ser hidráulica ou mecanizada. É possível a obtenção das condições de mistura que ocorre em uma ETA, há uma combinação de G e T (Gradiente de velocidade G e Tempo de Agitação T) no equipamento de jar teste ou de floreste que reproduz aproximadamente a mistura do coagulante em escala real. Os parâmetros T e G dependem significativamente do mecanismo dominante de coagulação, tipo de coagulante químico, qualidade da água bruta. Nas unidades hidráulicas, o valor de T resulta geralmente inferior a 1s, porém, em unidades mecanizadas, pode alcançar até 30 s, enquanto o valor de G que otimiza o processo pode variar de 200 até 2000 s Floculação Após a coagulação, é necessária agitação relativamente lenta, com o objetivo de proporcionar encontros entre as partículas menores para formar agregados maiores ou flocos. Com o aumento do tamanho dos flocos, as forças de cisalhamento podem causar sua ruptura. A agregação e a ruptura ocorrem simultaneamente, conduzindo a uma condição de distribuição de tamanho dos flocos (DI BERNARDO, 1993). De acordo com SANTOS (2007), após a coagulação, a água segue para os tanques de floculação, onde fica retida por um certo período e é ligeiramente agitada dentro dos tanques de tal forma que os flocos misturam-se, ganhando peso, volume e consistência. Segundo BASSETTI (2009), as ETAs, floculação corresponde à etapa em que são fornecidas condições para facilitar o contato e a agregação de partículas previamente desestabilizadas por coagulação química, visando à formação de flocos com tamanho e massa específica que favoreçam sua remoção por sedimentação, flotação ou filtração direta. A floculação pode ser realizada em unidades hidráulicas ou mecanizada. As unidades hidráulicas podem ser do tipo chicanas com escoamento vertical (ascendente e descendente) ou horizontal, de meio granular fixo (geralmente pedregulho) ou de meio granular expandido (esferas de material com baixa massa específica), de malhas localizadas em canais etc. Nas unidades mecanizadas, os 6

18 agitadores podem ser de eixo vertical ou horizontal e os rotores podem ser de paletas paralelas ou perpendiculares ao eixo, ou do tipo turbina Sedimentação e Flotação A sedimentação é o fenômeno físico em que as partículas em suspensão apresentam movimento descendente em meio líquido de menor massa específica, devido à ação da gravidade, enquanto a flotação caracteriza-se pela ascensão das partículas suspensas e pela aderência de microbolhas de ar às mesmas, tomando as de menor massa específica que o meio onde se encontram (DI BERNARDO et al., 2002). Para SANTOS (2007), na decantação, os flocos formados anteriormente separam-se da água, por serem mais densos, sedimentando-se no fundo dos tanques. A água e recolhida na superfície. A ocorrência de sedimentação ou de flotação das partículas suspensas propicia a clarificação do meio líquido, ou seja, operação de separação das fases sólida e líquida (DI BERNARDO, 1993). A decantação pode ser convencional, em unidades de escoamento horizontal, de manto de lodos, em unidades de escoamento vertical ascendente, ou de alta taxa (em unidades providas de placas ou de módulos tubulares). A flotação pode ser realizada em unidades retangulares ou cilíndricas, sendo o efluente clarificado encaminhado aos filtros. Porém, ultimamente, tem sido mais comum o projeto e a construção de novas ETAs com a técnica da floto-filtração, ou seja, há clarificação e filtração na mesma unidade. Independentemente do tipo de unidade de decantação ou de flotação, ocorrem diversos fatores que reduzem a eficiência da sedimentação ou da flotação, destacando-se a má distribuição da vazão total entre unidades em paralelo e, na seção transversal de uma mesma unidade ou na área coberta por módulos tubulares ou placas, coleta desuniforme da água clarificada, curtos-circuitos hidráulicos, ação de ventos, formação de correntes de origem térmica ou de densidade, equipamento e método inadequado de extração de lodo etc. A avaliação hidrodinâmica (especialmente de curtos-circuitos) de uma unidade de decantação ou de flotação pode ser realizada utilizando-se traçadores (por exemplo, cloreto de sódio), podendo-se determinar zonas mortas e porcentagem do escoamento com mistura completa ou com escoamento do tipo pistão (DI BERNARDO et al., 2002). 7

19 Filtração Segundo SANTOS (2007), a água ainda contém impurezas que não foram sedimentadas no processo de decantação. Por este motivo, necessita passar por filtros constituídos por uma camada de carvão mineral e diversas camadas de areia de várias espessuras, para reter as partículas de sujeira ou mesmo microrganismos que se encontram na água. Para SILVA (2006), A filtração consiste na remoção de partículas suspensas e coloidais e de microrganismos presentes na água que escoa através de um meio granular. Em geral, a filtração é o processo final de remoção de impurezas realizado em uma ETA e, portanto, principal responsável pela produção de água com qualidade condizente com o padrão de potabilidade Desinfecção e Oxidação Para DI BERNARDO (2002), Nem sempre um oxidante age como um desinfetante, embora os desinfetantes geralmente sejam oxidantes. Os principais oxidantes usados no tratamento de água são: permanganato de potássio, cloro, dióxido de cloro, ozônio, peróxido de hidrogênio, e radiação ultravioleta. Com exceção do permanganato de potássio, os demais produtos também são usados como desinfetantes, eliminando a maior parte dos microorganismos patogênicos na água. O ozônio é o desinfetante mais eficiente em uso atualmente no tratamento de água. Quando combinado com o peróxido de hidrogênio, o poder de oxidação e desinfecção é ainda maior. Para obter uma maior eficiência de desinfecção usando o cloro, deve-se aplicá-lo na água com valores de ph menores que 7. Segundo SANTOS (2007), mesmo filtrada, a água ainda não esta purificada, pois nela podem restar micróbios prejudiciais à saúde. Sendo assim, a água passa pela etapa de desinfecção, onde o cloro e adicionado, eliminando os germes nocivos à saúde, garantindo também a qualidade da água nas redes de distribuição e nos reservatórios. 8

20 2.2 - CARACTERÍSTICA DA ÁGUA Características Biológicas As Características Biológicas das águas são determinadas por meio de exames bacteriológicos e hidrobiológicos Exames Bacteriológicos Para SANTOS (2007), a característica bacteriológica da água e destacada pela pesquisa do numero total de bactérias, por meio de processos e técnicas adequadas, obtendo-se o resultado em numero de bactérias por centímetro cúbico (ou mililitro) da amostra da água. Os coliformes são bactérias que normalmente habitam nos intestinos dos animais. Sua presença indica a possibilidade de contaminação da água por esgotos domésticos. O exame de coliformes e empregados para o controle de sistemas de abastecimento de água e assim determinam a eficiência do tratamento Exames Hidrobiológicos O exame hidrobiológico visa identificar e quantificar espécies de organismos presentes na água. Em geral, esses organismos são microscópios, sendo denominados plânctons, destacando os seguintes grupos: algas, protozoários, rotíferos, crustáceos, vermes e larvas de insetos. Este exame quando feito regularmente revela a verdadeira informação quanto às medidas de controle para prevenir o desenvolvimento de organismos que causam sabores e odores desagradáveis, obstruem filtros e canalizações e ocasionam outras dificuldades na operação das estações de tratamento Característica Física Embora as características físicas da água tenham importância relativamente pequena do ponto de vista sanitário, elas podem ser determinantes na escolha da tecnologia de tratamento. Normalmente, as características físicas são facilmente determinadas, com destaque para as seguintes: cor, turbidez, sabor e odor, temperatura e condutividade elétrica (DI BERNARDO et al., 2002). 9

21 Cor Aparente Segundo SANTOS (2007), dependendo da quantidade e da natureza das substancias dissolvidas ou em suspensão na água, elas podem acarretar a alteração da cor. Em geral, a cor da água e devida a ácidos originados de decomposição de vegetais, e assim, não representam risco a saúde, mas pode fazer o consumidor procurar fontes de água de aspecto mais agradável. Nas ETAs, em geral, são usados métodos de comparação visual ou espectrofotometria para determinar a cor das águas. A cor verdadeira é mais facilmente removida em valores de ph inferiores a 6 (DI BERNARDO et al., 2002) Turbidez A turbidez representa o grau de interferência com a passagem de luz através da água, conferindo uma aparência turva. Os constituintes responsáveis são os sólidos em suspensão, o qual pode ser de origem natural ou antropogênica. Este parâmetro é utilizado para caracterizar praticamente todas as classes de águas, brutas, tratadas e controle de operações das estações de tratamento de água (ZIMPEL, 2013). A turbidez das águas é devida à presença de partículas em suspensão e em estado coloidal, as quais podem representar ampla faixa de tamanhos. A turbidez pode ser causada por uma grande variedade de materiais, incluindo partículas de areia fina, silte, argila e microrganismos. As partículas de menor tamanho e com baixa massa específica são mais difíceis de ser removidas nas ETAs, por apresentarem menor velocidade de sedimentação (DI BERNARDO, 1993). A turbidez como característica física constitui-se em uma inferência da concentração das partículas suspensas na água, quantificadas por meio do efeito da dispersão que estas causam sobre a luz (TEIXEIRA, 2004). Segundo AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION (1995) é definida turbidez como expressão da propriedade óptica que faz a luz ser dispersa ou adsorvida em vez de ser transmitida em linha reta através da amostra. 10

22 Sabor e Odor De acordo com SANTOS (2007), o sabor e o odor são características consideradas em conjunto, pois geralmente a sensação de sabor origina-se do odor. A avaliação desta característica torna-se difícil por serem sensações subjetivas, causadas por impurezas dissolvidas, frequentemente da natureza orgânica, resíduos industriais, gases dissolvidos, entre outros. A remoção dessas substâncias geralmente requer aeração, além da aplicação de um oxidante e de carvão ativado para a adsorção dos compostos causadores de odor e sabor (DI BERNARDO et al., 2002) Temperatura A temperatura influi nas reações de hidrólise do coagulante, na eficiência da desinfecção, na solubilidade dos gases, na sensação de odor e sabor e, em especial, no desempenho das unidades de mistura rápida, floculação, decantação e filtração. Por isso, é importante conhecer a variação de temperatura na água a ser tratada (DI BERNARDO et al., 2002) Condutividade Elétrica Para SANTOS (2007), a condutividade elétrica depende da qualidade de sais dissolvidos na água. A medição da condutividade elétrica permite estimar rapidamente a quantidade de sólidos totais dissolvidos (STD) presentes na água. Para valores elevados de STD, aumenta a solubilidade dos precipitados de alumínio e de ferro, o que influi na cinética da coagulação. Também são afetadas a formação e a precipitação de carbonato de cálcio, favorecendo a corrosão Características Químicas ph O ph é utilizado para expressar a acidez de uma solução. Trata-se de um parâmetro importante principalmente nas etapas de coagulação, filtração, desinfecção e controle da corrosão. Nos sistemas de abastecimento, águas com valores baixos de ph 11

23 tendem a ser corrosivas ou agressivas a certos metais e paredes de concreto, enquanto águas com valor elevado de ph tendem a formar incrustações (Di Bernardo et al, 2002). Para SATNOS (2007), o termo ph e usado para expressar o grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma solução. O ph mede a concentração do íon hidrogênio ou sua atividade, importante em cada fase do tratamento da água, sendo referido frequentemente na coagulação, filtração, desinfecção e no controle da corrosão. O valor do ph e um numero aproximado entre 0 e 14 que indica se uma solução e ácida (ph<7), neutra (ph=7), ou básica/alcalina (ph>7). As condições ácidas aumentam de atividade à medida que o ph decresce, ou seja, nos sistemas de abastecimentos, águas de ph baixo tendem a ser corrosivas ou agressivas a certos metais, paredes de concreto e superfícies de cimento amianto, enquanto que águas com valor elevado de ph tendem a formar incrustações Alcalinidade e Acidez De acordo com SANTOS (2007), a alcalinidade pode ser entendida como a capacidade da água neutralizar ácidos. É necessário observar que a alcalinidade influi consideravelmente na coagulação química (processos de adição de produtos químicos para separar as impurezas da água), uma vez que os principais coagulantes utilizados no Brasil são sulfato de alumínio e cloreto férrico. Se por acaso ocorrer alto nível de alcalinidade e provável que a coagulação com sulfato de alumínio apresente problemas. Embora de pouco significado sanitário, há interesse em conhecer a acidez, pois o condicionamento final da água na ETA pode exigir a adição de alcalinizante para manter a estabilidade do carbonato de cálcio e evitar problemas relacionados à corrosão no sistema de abastecimento de água. A acidez também é expressa em termos de carbonato de cálcio e pode ser determinada por titulação utilizando uma base para neutralizar o CO 2 presente (DI BERNARDO et al., 2002) Dureza Para SANTOS (2007), a dureza e reconhecida pela sua propriedade de impedir a formação de espuma. E uma característica da água existente em função da presença de alguns íons metálicos (cálcio, magnésio, ferro e estrôncio). 12

24 Na maioria dos casos, a dureza é decorrente do cálcio associado ao bicarbonato, o qual se transforma em carbonato (pouco solúvel) por aquecimento ou elevação do ph, tendo-se neste caso a denominada dureza temporária. Nas estações de abrandamento (redução da dureza) podem ser empregadas resinas específicas para troca de cátions ou pode-se elevar o ph para causar a precipitação, principalmente de sais ou hidróxidos de cálcio e magnésio (DI BERNARDO et al., 2002) Cloretos e Sulfatos Além dos bicarbonatos, sais dissolvidos como cloretos e sulfatos e outros em menor quantidade, caracterizam os sólidos totais dissolvidos. A presença de cloretos pode indicar alguma forma de poluição, apesar de em muitas regiões do Brasil, próximas ao litoral, ocorrer à presença excessiva de cloretos sem que haja contaminação pelo ser humano. Além de conferir sabor salino às águas, teores elevados de cloretos podem interferir na coagulação. Do ponto de vista sanitário, concentrações muito elevadas de cloretos podem ser prejudiciais a pessoas portadoras de moléstia cardíaca ou renal. Não obstante, os problemas relacionados à dureza, teores elevados de sulfatos causam efeitos laxativos mais acentuados que outros sais. O íon sulfato também pode ser um indicador de poluição de uma das fases de decomposição da matéria orgânica no ciclo do enxofre (DI BERNARDO et al., 2002) Ferro e Manganês Para SANTOS (2007), o ferro solúvel está associado a bicarbonatos e cloretos; a presença de ferro em concentrações adequadas não costuma causar problemas ao ser humano, porém, quando oxidado, traz inconvenientes sérios, com formação do precipitado, provocando manchas em sanitários e roupas e favorecendo o crescimento da bactéria Chrenotrix. Dificilmente há ocorrência de sais de ferro em concentração elevada em águas superficiais bem aeradas. O manganês acarreta problemas semelhantes aos do ferro, porém é mais difícil de ser removido, pois a formação do precipitado (MnO 2 ) ocorre em valores de ph relativamente altos, em geral superiores a 8, o que pode dificultar a coagulação. Dependendo de sua concentração, o ferro, muitas vezes presente junto com o manganês, confere à água um sabor amargo adstringente. 13

25 Dependendo da fonte de abastecimento, outros metais deverão ser analisados, destacando-se: cobre, cromo, zinco, cádmio, cobalto e chumbo Nitratos e Nitritos Segundo DI BERNARDO (2002), os nitratos são uma das maiores fontes de íons naturais das águas. Em geral, os nitritos não ocorrem nas águas em concentrações significativas. Quando de origem orgânica, os compostos de nitrogênio podem indicar contaminação recente (quando se tem nitrogênio orgânico e amoniacal) ou remota (quando nitritos e principalmente nitratos são as formas de nitrogênio presentes). A existência de compostos amoniacais orgânicos pode dar origem, quando cloro é usado como desinfetante, à formação de cloraminas orgânicas, reduzindo o poder de desinfecção Oxigênio Dissolvido Segundo SILVA (2006), à baixa solubilidade do oxigênio, a quantidade deste que a água pode conter é pequena (9,1 mg.l -1 a 20 C). O oxigênio presente é consumido em função da poluição da água. A presença de oxigênio, especialmente em companhia do CO 2, constitui fator importante a ser considerado na prevenção da corrosão de metais ferrosos (canalizações e caldeiras) Compostos Orgânicos Segundo DI BERNARDO (2002, p. 150): Os constituintes orgânicos nas águas têm três origens principais: substâncias orgânicas naturais, atividades antrópicas e reações que ocorrem nas ETAs. No primeiro caso, têm-se as substâncias húmicas, microrganismos e seus metabólitos e hidrocarbonetos aromáticos. Embora tais substâncias normalmente não sejam prejudiciais ao ser humano, algumas podem agir como precursores de formação de trihalometanos e outros compostos organo-halogenados durante a desinfecção, se o cloro livre for utilizado na ETA. Substâncias orgânicas decorrentes de atividades antrópicas resultam do lançamento de águas residuárias sanitárias e industriais, tratadas ou não, do escoamento superficial urbano ou rural e do escoamento subsuperficial em solos contaminados. Indústrias 14

26 dos mais diversos ramos fazem uso de alguns compostos que, dependendo da concentração, podem ser extremamente maléficos ao ser humano. Os danos podem ir desde pequenas irritações nos olhos e nariz até problemas cancerígenos, alterações no número de cromossomos, danos a órgãos como rins, fígado e pulmões, problemas cardíacos, danos cerebrais, diminuição das defesas orgânicas e alterações da pele. Para SOUSA (2008), a legislação estabelece limites máximos de compostos orgânicos permitidos na água de consumo humano. Contudo, a determinação rápida e precisa da concentração desses tipos de compostos representa séria dificuldade para operadores de ETAs e órgãos de controle da poluição, pois geralmente exige equipamentos sofisticados e pessoais especializados para realizar as medições PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE ÁGUA Na Tabela 2.1, serão apresentados os produtos químicos utilizados nos diferentes processos de tratamento da água de abastecimento. Tabela Produtos Químicos utilizados nas ETAs. Etapa do Processo Produto Químico Sulfato de alumínio; Sulfato ferroso; Sulfato ferroso clorado; Coagulação Sulfato férrico; Cloreto férrico; Aluminato de sódio. Cal hidratada; Carbonato de cálcio; Carbonato de sódio; Ajuste de ph Hidróxido de sódio; Gás carbônico; Ácido clorídrico; Ácido sulfúrico. Cal hidratada; Carbonato de sódio; Controle de Corrosão Hidróxido de sódio; Polifosfatos de sódio. Carvão ativado; Dióxido de cloro; Renoção de Odor e Sabor Cloro; Permanganato de potássio; Bentônita. Fonte: CID (2006) apud AZEVEDO NETO et al. (1987). 15

27 2.4 - LEGISLAÇÃO As principais legislações utilizadas nesta pesquisa foram as: A Portaria n.º 518, de 25 de março de 204, do Ministério da Saúde estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá outras providências; A Resolução n.º 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente: Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências PADRÃO DE POTABILIDADE O Tratamento de água para consumo humano dever respeitar o que estabelece o Art. 16 da Portaria n.º 518 do Ministério da Saúde, o qual diz que a água potável deve estar em conformidade com o padrão de aceitação de consumo, conforme parâmetros descritos na Tabela 2.2. Tabela Parâmetros de Potabilidade. Parâmetro Unidade Valor Máximo Permitido Alumínio mg.l -1 0,2 Amônia mg.l -1 1,5 Cloreto mg.l Cor Aparente uh² 15 Dureza mg.l Etilbenzena mg.l -1 0,2 Ferro mg.l -1 0,3 Manganês mg.l -1 0,1 16

28 Tabela Continuação. Monoclorobenzeno mg.l -1 0,12 Sódio mg.l Sólidos dissolvidos totais mg.l Sulfato mg.l Sulfeto de Hidrogênio mg.l -1 0,05 Surfactantes mg.l -1 0,5 Turbidez UT³ 5 Zinco mg.l -1 5 Xileno mg.l -1 0,3 Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE (2004) PRODUÇÃO DO LODO EM ETAs A produção de lodo nas unidades de tratamentos de água corresponde a um problema típico encarado pelas companhias de saneamento e empresas que tratam e distribuem água para seus arrendatários. Os problemas ambientais relacionados com descarte inadequado, assim como, o desperdício de água nas unidades de tratamento são constantes, conforme (CAPANA, 2009). De acordo com, as estações de tratamento de água, principalmente em ETAs convencionais, apresentam em seu processo de tratamento de água no que tange à coagulação, floculação, decantação e filtração quantidades significativas de resíduos nos decantadores e filtros, que se denominam lodos de estações de tratamento de água, (TSUTIYA e HIRATA, 2001). A coagulação e floculação que correspondem ao processo de tratamento da água, que se constitui da adição de cloreto férrico, cal. Esta composição química de CaO quando em contato com a água bruta forma o Ca(OH) 2, que reagirá com o cloreto férrico. Para CAPANA (2009), o Fe(OH) 3(S), se caracteriza na forma de flocos, que atrai as partículas sólidas, formando aglomerados de tamanhos significativos que 17

29 correspondem a uma sedimentação mais rápidas das impureza presentes nas água para tratamento. Formando, portanto, o lodo de estação de tratamento de água. Segundo GUERRA (2005), os gradientes de velocidades no inicio da floculação, são importantes no que se refere ao aumento de contato da formação de flocos, que é resultado da desestabilização química das moléculas. A sedimentação constitui a fase onde as partículas em suspensão mais densas, que a água, é depositada no fundo dos decantadores, entretanto a velocidade da água floculada deve ser a menor possível para que não haja a quebra dos flocos que compõem o lodo da ETA. Na etapa de filtração onde a água decantada passa pelo meio suporte de carvão ativado, areia e cascalho as partículas sólidas que ainda se fazem presente na água são retidas no filtro que funciona por ação da gravidade e sob pressão. Os filtros fazem parte das composições de ETAs convencionais, assim como ETA simplificadas, por Exemplo: filtração direta, leito de contato e filtração e floto + filtração. Onde em todas estas se acumulam lodos em seus processos de tratamento (CAPANA, 2009). O material retido nos filtros é resultante da resistência às forças de cisalhamento, que ocorre devido ao efeito hidrodinâmico ocasionado pela passagem da água no meio filtrante. Conforme discorrido, a produção do lodo em ETAs se dá pelo processo de tratamento da água, neste sentido, o lodo gerado tem duas formas, o lodo sedimentado nos decantadores e o lodo da lavagem dos filtros, que são constituídos de água e sólidos suspensos contidos na água, resultado da adição de produtos químicos (TSUTIYA e HIRATA, 2001). A produção do lodo em ETAs é constante, já que o tratamento da água é de relevante importância sanitária, logo, é indispensável. Essa produção excessiva em ETAs deve-se ao fator qualidade da água bruta, que reflete no quantitativo de produtos químicos utilizados no tratamento da água (GUERRA, 2005). De acordo com RICHTER (2001), o volume da produção do lodo varia entre 0,2% e 5% do volume total de água tratada pela ETA. Luciano (1998), afirma que este valor representa, em volume entre, 0,3 a 1% da água tratada. Segundo Silva e Isaac (2002) a quantidade de lodo originária dos decantadores representa cerca de 60 a 95% da quantidade total de resíduos produzidos na ETA, sendo o restante oriundo do processo de filtração. 18

30 A quantidade e, também, a qualidade do lodo de ETA dependem da frequência de remoção deste dos decantadores (GRANDIN et al., 1993). RICHTER (2001) complementa que a quantidade de lodo, também, depende da qualidade físico-química da água bruta, da qualidade final desejada desta, dos coagulantes e produtos utilizados durante o processo de tratamento, sendo o volume de lodo gerado diretamente proporcional à dosagem de coagulante utilizado no processo. As formas de tratamento da água bruta que utilizam produtos químicos sempre geram resíduos em seus processos. Sendo que a água bruta é fator determinante na característica do resíduo final, tanto dos decantadores, em caso de ETA de ciclo completo, quanto à água dos filtros. Atualmente, existem cerca de ETAs de ciclo completo ou convencional no Brasil, estimando-se que são lançados em cursos dágua cerca de toneladas/dia de lodo de ETA sem nenhum tratamento (CORDEIRO, 1999). A Figura 2.2 apresenta as etapas de formação de resíduos em Estação de Tratamento de Água. Figura Representação da formação de resíduos em ETAs. Fonte: Adaptado de DI BERNARDO et al. (2002). 19

31 2.7 - CARACTERÍSTICAS DO LODO DE ETAs De acordo com DI BERNARDO et al. (2011), os resíduos gerados nas ETAs se caracterizam de forma qualitativa e quantitativa, essas variáveis estão intimamente relacionadas com a qualidade da água bruta, tecnologia do tratamento, característica da coagulação, tipo e dosagem de coagulante, e alcalinizante ou acidificante, uso, característica e dosagem do auxilio de coagulação, uso de oxidante, uso de carvão ativado pulverizado, métodos de limpeza dos decantadores, método de lavagem dos filtros, habilidades dos operadores, entre outros. Desta forma, todas as Estações de Tratamento de Água apresentará, de acordo com a tecnologia utilizada no processo de tratamento da água, características diferentes quanto às variáveis qualidade e quantidade. Portanto, em ETAs de filtração direta, o lodo gerado é proveniente, principalmente, da água de lavagem dos filtros. Já em ETAs de ciclo completo que utilizam a decantação da água como processos de clarificação geram resíduos principalmente na limpeza dos decantadores e lavagem dos filtros. (DI BERNARDO et al., 2011). Conforme explica GUERRA (2005), as características quantitativas e qualitativas do lodo proveniente do processo de coagulação variam em torno de um por cento ou mesmo do voluma da água bruta tratada. Já o conteúdo de sólidos dos lodos corresponde entre 0,1 a 3,5%, contudo, isso dependerá das características do material encontrado na água bruta e no método utilizado para a remoção de lodo. As características analisadas em duas ETAs, localizadas no Estado de Nova York, mostram que quando utilizado o sulfato de alumínio como coagulante, obtém-se uma concentração média de sólidos totais de mg/l, sendo que uma grande quantidade destes são sólidos suspensos (GUERRA, 2005). Segundo MULLER (2009), realizado um estudo sobre as características do lodo da ETA Bolonha, em Belém do Pará, apresentou um volume de lodo de m 3 /mês nos decantadores e m 3 / mês na água de lavagem dos filtros. Isso mostra que o volume de lodo gerado no filtro corresponde a quase 6 vezes a mais do volume de lodo gerado nos decantadores. Entretanto, ao se analisar os sólidos totais na ETA observaram-se a produção mensal de mg/l nos decantadores e 504 mg/l na água de lavagem dos filtros. 20

32 As características químicas dos lodos de ETAs dependem da qualidade dos resíduos químicos utilizados na etapa de clarificação da água. Logo, o lodo de sulfato de alumínio, comumente usado no processo de coagulação da água, é um fluído gelatinoso, cuja fração de sólidos é constituída de hidróxido de alumínio, partículas inorgânicas, coloides e resíduos orgânicos, bem como organismos removidos no processo de coagulação, floculação e sedimentação. Esses lodos são fáceis de sedimentar, entretanto possuem baixa compressibilidade resulta em um grande volume e baixo teor de sólidos (RICHTER, 2001). Lodos gerados a partir da utilização de coagulantes férricos apresentam características semelhantes, mas ao invés de hidróxido de alumínio, tem-se hidróxido de ferro. Em casos de abrandamento por cal, sua característica é constituída pelo carbonato de cálcio é praticamente isento de matéria orgânica. A utilização do coagulante de alumínio ou de ferro aumenta o volume de lodo gerado nos decantadores (KATAYAMA, 2012). São caracterizados os lodos de ETAs por variáveis tais como: teor de sólidos, ph, metais, nitrogênio, fósforo total, alumínios, etc. Contudo, existem alguns outros parâmetros que não são comumente usados, sendo estes: fármacos, pesticidas, hidrocarbonetos aromáticos polinucleares (HAP s) e outros compostos orgânicos nos lodos (STACKELBERG et al., 2007). As varáveis de natureza física, como filtrabilidade, resistência específica, comprensabilidade, tamanho e distribuição de partículas, são importantes na definição do método de remoção de água para a redução do volume e na fixação do tipo de equipamento e condições de funcionamento para tratamento (KATAYAMA, 2012). Os poluentes presentes nos lodos de ETAs são os que foram trazidos desde o processo de capitação da água bruta, ou seja, a hipótese de ausência de poluentes nos lodos de ETAs deve ser descartada. Quando dispostos sem tratamento em mananciais superficiais, causa impactos na qualidade da água e dos seres aquáticos (GUERRA, 2005). As concentrações de alumínios também se configuram um problema no descarte do lodo, pois é tóxico quando disposto em solos ácidos. Nesta condição ocorre a solubilização do alumínio, e em ph extremos de solos com ácidos livres, podendo 21

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