O IDOSO 8 CONGRESO BRASILEIRO DE MEDICINADE FAMÍLIA E COMUNIDADE 2 ENCONTRO LUSO-BRASILEIRO DE MEDICINA GERAL, FAMILIAR E COMUNITÁRIA JUNHO 2006

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1 O IDOSO 8 CONGRESO BRASILEIRO DE MEDICINADE FAMÍLIA E COMUNIDADE 2 ENCONTRO LUSO-BRASILEIRO DE MEDICINA GERAL, FAMILIAR E COMUNITÁRIA JUNHO 2006

2 Mudanças no Setor Saúde Aumento da prevalência de doenças crônicodegenerativas. Adição aos problemas materno-infantis e doenças infecto-contagiosas. Crescimento da participação dos idosos na demanda dos Serviços de Saúde. Aumento da concentração de recursos na atenção hospitalar e institucional.

3 Princípios Heterogeneidade. Declínios abruptos são doenças. O envelhecimento normal pode ser atenuado.

4 Como se diferencia o cuidado com pacientes idosos? Reserva fisiológica diminuída: homeostenose Dieta, Meio Ambiente, Hábitos de vida e Genética Severidade da Doença Mecanismos de Compensação Sintomáticos Assintomáticos

5 Abordagem Do Idoso - PECULIARIDADES - Revisão de sistemas X revisão de funções. Baixa expectativa das partes. Alta prevalência de problemas médicos facilmente identificáveis e remediáveis. Limitações funcionais são mais importantes que a doenças. Instrumentos de Avaliação Geriátrica Global não atendem às necessidades da APS.

6 Abordagem Do Idoso - PECULIARIDADES - Apresentação atípica das doenças. Doenças aparecem precocemente. Pequenas melhoras podem levar importantes benefícios. Muitos achados anormais podem ser normais. A lei da unidade diagnóstica pode não ser válida. Tratamento e prevenção são mais efetivos.

7 Doenças Crônicas - CARACTERÍSTICAS - Percepção de doença aguda e autolimitada. A comunicação de que a doença está aqui e vai ficar, ou pode ir e vir é uma dos principais obstáculos a vencer. A ciência tem avançado mais no entendimento do que no alívio ou cura das doenças. O diagnóstico freqüentemente é tardio e o tratamento é insuficiente.

8 Doenças Crônicas - CARACTERÍSTICAS - Seu impacto é complexo, inclui aspectos médicos, funcionais, sociais e sociológicos. O paciente deve ter a oportunidade de expressar seus pontos de vista e suas opiniões devem contar na prescrição. Expectativas diferentes entre o médico e o paciente: conflito de prioridades. Screening pode detectar HAS, DM, dislipidemias e alguns cânceres. Entretanto, não tem utilidade na maioria das doenças crônicas.

9 Doenças Crônicas - CARACTERÍSTICAS - O manejo envolve um programa de atenção formalmente estruturado (contrato terapêutico) e interação com profissionais de outras áreas. A doença crônica mais comum é a não fatal. Sintomas e incapacidade são as principais conseqüências das doenças crônicas.

10 Classificação Difícil Mais ou menos Contínuo HAS DM ASMA DPOC Esquizofrenia Artrite Reumatóide Parkinson Esclerose múltipla Catarata Ateroma coronariano Úlcera péptica HBP Osteoartrite de joelho ou quadril Depressão Epilepsia Hipotireoidismo Fibrilação atrial idiopática Transtorno bipolar Anemia perniciosa Doença de Addison

11 Modelo de Inabilitação e Oportunidades de Intervenção

12 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos

13 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença)

14 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos

15 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos (dano).

16 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos (dano). Isto causa dificuldade em agarrar e girar objetos fixos

17 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos (dano). Isto causa dificuldade em agarrar e girar objetos fixos (limitação funcional),

18 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos (dano). Isto causa dificuldade em agarrar e girar objetos fixos (limitação funcional), e ela tem dificuldade para abrir portas e potes com tampas

19 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos (dano). Isto causa dificuldade em agarrar e girar objetos fixos (limitação funcional), e ela tem dificuldade para abrir portas e potes com tampas (incapacidade).

20 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos (dano). Isto causa dificuldade em agarrar e girar objetos fixos (limitação funcional), e ela tem dificuldade para abrir portas e potes com tampas (incapacidade). Ela passou a usar acessórios de cozinha e maçanetas especiais para as portas

21 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos (dano). Isto causa dificuldade em agarrar e girar objetos fixos (limitação funcional), e ela tem dificuldade para abrir portas e potes com tampas (incapacidade). Ela passou a usar acessórios de cozinha e maçanetas especiais para as portas(intervenção)

22 Mulher, 74 anos, com osteoartrite nas mãos (doença) tem diminuição da força de apreensão e restrição na flexão dos dedos (dano). Isto causa dificuldade em agarrar e girar objetos fixos (limitação funcional), e ela tem dificuldade para abrir portas e potes com tampas (incapacidade). Ela passou a usar acessórios de cozinha e maçanetas especiais para as portas(intervenção) para superar as dificuldades.

23 ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA O MANEJO DE DOENÇAS CRÔNICAS

24 Cooperação Entender crenças, desejos e circunstancias. Entender as crenças e necessidades da família. Identificar e estabelecer uma ligação. Definição do problema (negociação/concordância). Estabelecer objetivos e metas (concordância). Estabelecer um plano (individualização/concordância). Acesso à informação necessária. Paciente e família com papel ativo (expert patient).

25 Auto-cuidado Avaliação Avaliar atitudes, crenças e conhecimentos Identificar barreiras e suportes Cooperação na definição das metas Estratégia para resolver problemas

26 Auto-cuidado 2. Plano de ação Listar metas Identificar dificuldades Fazer planos para superar dificuldades Assegurar seguimento Compartilhar o plano com a equipe 3. Seguimento: apoio e monitoração

27 Elementos para o manejo efetivo de doenças crônicas Cooperação (profissional/paciente) Plano (individualizado/escrito) Educação e incentivo ao auto-cuidado Seguimento planejado Controle da adesão e dos resultados Uso dirigido da referência ao especialista Protocolos de atendimento hierarquizado

28 O tempo é a substância de que sou feito. O tempo é um rio que me arrasta, mas eu sou o rio; é um tigre que me devora, mas eu sou o tigre; é um fogo que me consome, mas eu sou o fogo. Jorge Luis Borges

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