MÉXICO MERCADO DE OPORTUNIDADES

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MÉXICO MERCADO DE OPORTUNIDADES"

Transcrição

1 MÉXICO MERCADO DE OPORTUNIDADES O México é uma economia aberta e uma das grandes potências mundiais, sendo um mercado com vastas potencialidades de negócio para as empresas portuguesas. Energia, infra-estruturas, tecnologias de informação e comunicação, indústria, sector automóvel, bens de consumo e turismo são sectores de oportunidade para as empresas que queiram internacionalizar-se no México, seja através da exportação de bens e serviços, seja pelo investimento. A relação entre Portugal e o México conhece actualmente um dos seus melhores momentos, perspectivando-se um incremento do relacionamento económico em resultado do trabalho das empresas que aí apostam, mas também devido às acções de promoção que Portugal tem realizado nesse sentido, onde se destacam as missões oficiais e empresariais lideradas pelo Governo português. O aumento da cooperação bilateral é igualmente objectivo das autoridades mexicanas na visita que o presidente do México Enrique Peña Nieto realiza no início de Junho a Portugal. 32 // Maio 14 // Portugalglobal

2 MÉXICO, IMPORTANTE PARCEIRO ECONÓMICO DE PORTUGAL A importância do México enquanto parceiro económico de Portugal tem vindo a acentuar-se nos últimos anos. O Vice-Primeiro-ministro, Paulo Portas, realça, em breve entrevista, os principais aspectos que unem os dois países e as potencialidades deste mercado para as empresas portuguesas que aí queiram apostar. Que importância atribui ao México enquanto parceiro económico de Portugal? O México está bem alto nas nossas actuais prioridades. Trata-se de uma grande economia mundial, das maiores, e que está numa trajectória de expansão, depois de um conjunto de reformas ambiciosas. É um enorme mercado e as nossas relações económicas bilaterais estão muito aquém do seu potencial. Temos laços históricos e culturais, estamos juntos em muitos fóruns. O português e o castelhano são línguas globais, línguas fortes no mundo dos negócios. Isso é uma força enorme para os países ibero-americanos. Há uma grande vantagem para a diplomacia económica de ambos os países: entre Portugal e México não há fantasmas e não nos ameaçamos mutuamente. A isto eu chamo um campo aberto para fazer mais e para fazer melhor. Que balanço faz da missão oficial que efectuou ao México em Junho do ano passado? Considera que os laços entre os dois países e, concretamente, o relacionamento económico bilateral saíram reforçados? Do ponto de vista físico, foi perfeitamente extenuante. Foram grandes distâncias percorridas e uma agenda muito preenchida a nível político e económico. Mas os resultados satisfizeramnos tanto a nós, como, estou certo, às autoridades mexicanas. Pode dizer-se que foi muito produtiva. Tanto que teve seguimento imediato: visita do Primeiro-ministro ao México ainda em 2013, vinda a Portugal do ministro dos Negócios Estrangeiros, José António Meade, e, em breve, teremos a oportunidade de estender a afamada hospitalidade portuguesa ao presidente Enrique Peña Nieto. Estou muito confiante de que estamos prestes a enriquecer e acelerar o nosso relacionamento de forma verdadeiramente histórica. Temos visto cada vez mais empresas portuguesas a avançar no México, por exemplo nos domínios da construção de infra-estruturas, da energia, ou das tecnologias da educação, ganhando concursos públicos. A relação é tão prometedora que abriu recentemente o clube português de negócios. Tenho esperança na cooperação entre empresas dos dois países em sectores como os portos, os combustíveis ou os correios. Que resultados espera alcançar com a visita que o Presidente Enrique Peña Nieto irá realizar a Portugal em Junho? Espero, antes de mais, que o Presidente Peña Nieto, um amigo de Portugal, Portugalglobal // Maio 14 // 33

3 O MÉXICO E PORTUGAL UM NOVO MOMENTO NAS SUAS RELAÇÕES > POR BENITO ANDIÓN, EMBAIXADOR DO MÉXICO EM PORTUGAL* se sinta aqui como em sua casa. A fase que cada um dos países está a viver tem muito em comum: ambos queremos diversificar os nossos mercados, fizemos e estamos a fazer ainda importantes reformas estruturais e, acima de tudo, queremos crescer de forma duradoura e sustentada. Portugal tem recebido missões técnicas e empresariais em sectores muito concretos e isso pode ser muito bom para o investimento mexicano em Portugal. O México está a investir bastante na Europa e é bom que escolha também o nosso país. Há um conjunto de contactos empresariais importantes saídos das últimas visitas que podem vir a ter concretização em breve. No final de Outubro faremos, no México, uma comissão mista, acompanhada de missão empresarial. Não tenho dúvidas de que 2014 vai ser um ano ímpar nas nossas relações. O que podem Portugal e os empresários portugueses fazer visando incrementar as relações económicas (exportação e investimento) entre os dois países? Que outras acções oficiais estão previstas realizar neste sentido? Portugal só tem de tirar partido do 34 // Maio 14 // Portugalglobal espírito positivo que existe hoje nas relações com o México. E, claro está, de facilitar a vida às empresas que querem investir, que querem exportar, que querem captar investimento. Isto compete às nossas missões diplomáticas no terreno e à AICEP, que têm vindo a fazer um trabalho notável nos últimos anos. As empresas podem e devem fazer algum benchmarking daquelas que já estão no terreno, e com sucesso. Há quatro sectores onde as empresas portuguesas estão a fazer um notável trabalho as infra-estruturas, nomeadamente concessões rodoviárias, as tecnologias de informação, as energias renováveis e o governo electrónico. São, como pude observar directamente, empresas bem relacionadas e respeitadas. E estão a concorrer em sectores de altíssima competitividade. Podemos ter aqui o que tenho vindo a chamar o efeito canguru uma empresa traz a outra. E o México não é só um mercado de 116 milhões de habitantes. É uma porta aberta para os mercados da América Central, mais umas centenas de milhões de pessoas. O México e Portugal, com relações que datam de há 150 anos, vivem um novo momento na sua relação bilateral, fruto do impulso governamental bem como da aproximação entre setores privados que se têm vindo a fortalecer exponencialmente nestes últimos dois anos.

4 De salientar uma visita ao México do Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em outubro de 2013 e do então Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, em junho de 2013, ambos acompanhados de proeminentes empresários portugueses e de atividades de promoção económica que têm diversificado as relações comerciais e de investimento. Em reciprocidade, o Secretário (Ministro) de Relações Exteriores do México, José Antonio Meade, fez uma visita de trabalho a Portugal, em 12 e 13 de maio, com a missão de preparar a Visita de Estado que realizará o excelentíssimo Senhor Presidente do México, Enrique Peña Nieto, a esta nação europeia, nos dias 5 e 6 de junho próximo, acompanhado de uma delegação empresarial. A visita do Presidente Enrique Peña Nieto a Portugal responde ao convite formulado pelo Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e tem por objetivo aprofundar os vínculos políticos, económicos e de cooperação com Portugal. O processo de reestruturação económica e de privatizações em Portugal abre, igualmente, oportunidades para os investidores mexicanos. Por outro lado, o México está preparado para receber as empresas portuguesas e abrir-lhes amplos horizontes para fortalecer o seu potencial. Conhecemos a experiência inovadora e vanguardista com que Portugal se tem vindo a afirmar em setores de ponta, altamente relevantes para as necessidades do século XXI. O México deste século é aberto, transparente, com solidez institucional e jurídica, com reformas estruturais a nível financeiro, fiscal, energético, laboral, de telecomunicações, implementadas pela atual Administração para disponibilizar aos agentes económicos um ambiente de negócios favorável. Contamos com finanças públicas sãs, uma política monetária autónoma, uma taxa de câmbio flexível e um sistema financeiro robusto. Temos uma população jovem, talentosa e qualificada. Somos líderes na manufatura avançada de alta tecnologia. Perante a atual conjuntura políticoeconómica, existe um interesse partilhado entre os nossos Governos, em que um núcleo comum da relação bilateral visa a expansão de oportunidades económicas e de cooperação. Através de uma agenda renovada e de um maior número de contatos políticos, o México e Portugal proporcionam um caráter multidimensional às suas ligações, que inclui o diálogo bilateral, os encontros ibero-americanos, a interlocução no âmbito da Aliança do Pacífico, da qual Portugal é país observador, e em termos bilaterais. Em comércio e investimento, Portugal é o 15º parceiro comercial do México e o 14º investidor no México entre os Estados-membros da UE pelo montante dos capitais investidos. O México promove o aprofundamento dos contatos entre os agentes económicos e a cooperação portuguesa, com o intuito de favorecer a expansão do comércio e dos fluxos de investimento entre os dois países. É notável a vontade e a presença de empresas portuguesas no México. Da mesma forma, regista-se o interesse de empresas mexicanas em posicionarse em Portugal; exemplo disto são os investimentos dos grupos empresariais Bimbo, Grupo Sigma do Grupo Alfa e Grupo ADO-AVANZA. É também uma das maiores economias do mundo, com um PIB de 1,2 biliões de dólares; a segunda economia da América Latina, a quarta da América e a 14ª no mundo. A estabilidade macroeconómica impulsiona uma economia aberta ao mundo e um compromisso com o livre comércio; a mobilidade de capitais e a integração produtiva. O México tem estabelecidos dez tratados de livre comércio com 45 países (1.100 milhões de consumidores) e o comércio com os EUA ascende a 500 mil milhões de dólares (um milhão de dólares por minuto). Nesse sentido, têm-se detetado diversas áreas de interesse para expandir os intercâmbios entre os dois países, como as infraestruturas; tecnologias da informação; energias renováveis e eficiência energética; inovação; aeronáutica; educação; governo eletrónico; gestão portuária, serviços postais, turismo, entre outros. Assim, tanto o México como Portugal trabalham para potenciar a localização geoestratégica para a produção e o comércio global, de que são dotados ambos os países. Neste contexto, os nossos esforços públicos e privados estão vocacionados para promover um crescimento económico elevado, sustentado e sustentável. *O autor escreve de acordo com a nova grafia. Portugalglobal // Maio 14 // 35

5 PORTUGAL - MÉXICO RELACIONAMENTO COM FUTURO > POR JOÃO CAETANO DA SILVA, EMBAIXADOR DE PORTUGAL NO MÉXICO* Desde a minha chegada ao México, em janeiro de 2011, tenho consolidado a minha opinião de que o México é um mercado com grandes oportunidades para as empresas portuguesas, quer como destino de exportações, quer para investir. Este Estado Federado, composto por 32 Entidades Federativas, é 20 vezes maior que Portugal em área, e constato, das visitas que tenho realizado a diversos Estados, frequentemente acompanhado por empresas portuguesas, que apesar da Cidade do México ser um centro importante, a nível industrial e de consumo, existem outras regiões a explorar, nomeadamente, os Estados de Nuevo León, Jalisco, Estado do México, Querétaro, Morélia, Puebla, Guanajuato e Vera Cruz, que apresentam níveis de desenvolvimento e poder de compra significativos e têm grupos económicos mexicanos com potencial para investir em Portugal. O atual Governo mexicano, que tomou posse a 1 de dezembro de 2012, está a implementar um programa de reformas estruturais nas áreas fiscal, financeira, telecomunicações e energética, entre outras, que contribuirá para uma maior abertura, concorrência e competitividade na economia mexicana. O México é um país aberto ao exterior, tem uma rede de 13 acordos comerciais com 45 países e a sua posição geográfica permite um acesso preferencial aos EUA e aos países da América Central que seguem as tendências do México. A influência mexicana estende-se igualmente à América Latina, como o comprova o Acordo do Pacífico que o México assinou em abril de 2012 com 36 // Maio 14 // Portugalglobal o Chile, Colômbia e o Peru. Este acordo visa formar uma zona de integração económica entre os quatro países, que representam um mercado de 200 milhões de habitantes e 35 por cento do PIB da América Latina. O México é um país aberto ao exterior, tem uma rede de 13 acordos comerciais com 45 países e a sua posição geográfica permite um acesso preferencial aos EUA e aos países da América Central que seguem as tendências do México. xico está a atravessar uma fase muito dinâmica. No final desse mês, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Dr. Paulo Portas, efetuou uma visita de três dias a este país, acompanhado por 57 empresas portuguesas e participou num amplo programa de encontros com o Presidente da República, Enrique Peña Nieto, e com os Ministros de Energia, Economia, Comunicações e Transportes e Educação. Essa visita permitiu identificar quatro áreas Desde junho de 2013, que o relacionamento político entre Portugal e Méprioritárias para cooperação: infraestruturas, energias renováveis, governo eletrónico e tecnologias de educação. O Sr. Primeiro-ministro de Portugal, Dr. Pedro Passos Coelho, efetuou também uma visita ao México, nos passados dias 15 e 16 de outubro, acompanhado por cerca de 50 empresas, e essa visita permitiu concretizar acordos bilaterais nas áreas das energias renováveis, conectividade aérea e tecnologias de educação. O Dr. Pedro Passos Coelho sugeriu, então, a ampliação da cooperação a setores como portos, sobretudo na área da janela única alfandegária, e os correios (os correios mexicanos, SEPOMEX, estão atualmente em processo de reforma). Ambos os Governos assinaram uma declaração conjunta em que se comprometem a fortalecer as relações bilaterais e, nesse contexto, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do México, José Antonio Meade, visitou Portugal, a 12 e 13 de maio, a fim de preparar a visita de Estado do Presidente Peña Nieto ao nosso país a 5 e 6 de junho. Outras visitas se sucederão: o Sr. Vice Primeiro-ministro será um dos oradores principais da Cimeira de Negócios do México, que se realizará de 26 a 28 de outubro no Estado de Querétaro, e, no final do ano, o Sr. Presidente

6 da República e o Sr. Primeiro-ministro visitarão o México para participar na Cimeira Ibero-americana de Vera Cruz a 8 e 9 de dezembro. No plano económico e do relacionamento empresarial, a tendência tem sido claramente de subida e fortalecimento de relações. A empresa Mota Engil, que está presente no país desde 2008, expandiu as suas áreas de atividade aos setores ferroviário e tratamentos de resíduos sólidos. O México é já um dos principais mercados mundiais desta empresa e o próximo objetivo é alargar as suas áreas de operação ao setor portuário. A empresa Martifer Solar executou no Estado de Baixa Califórnia, cidade de A Embaixada lançou e tem apoiado iniciativas, nos últimos meses, que têm contribuído para fortalecer a imagem de Portugal no México e as relações económicas bilaterais. La Paz, um projeto de energia solar fotovoltaica de painéis solares, que foi inaugurado recentemente pelo Presidente Enrique Peña Nieto. Trata-se do projeto mais importante da América Central neste setor e o investimento feito ronda os 100 milhões de dólares. Este projeto foi feito em parceria com a empresa mexicana Gauss Energía. para produtos alimentares) e Motofil (metalomecânica) fizeram recentemente ou vão fazer investimentos no México. O inverso é igualmente verdadeiro: o grupo Bimbo (maior grupo de panificação do mundo) fez investimento e comprou três empresas em Portugal; o grupo ADO (transporte de passageiros) adquiriu concessões de transportes públicos de passageiros em diversas cidades do nosso país e planeia expandir suas operações em Portugal; o grupo Kidzania (parques temáticos para crianças) instalou um parque num centro comercial da Amadora; e finalmente, o grupo Sigma- Alimentos adquiriu o grupo Campofrio e consequentemente a empresa Nobre. A visita do Presidente Peña Nieto a Portugal permitirá organizar uma missão empresarial mexicana ao nosso país, composta por empresas de grande, média e pequena dimensão. A intenção desta iniciativa é criar uma série de parcerias em áreas como a exploração petrolífera (devido à abertura do setor energético no México), transportes (logística, transporte de carga e passageiros), clínicas de saúde, turismo, e-learning e setor automóvel. Por seu lado, a Embaixada lançou e tem apoiado iniciativas, nos últimos meses, que têm contribuído para fortalecer a imagem de Portugal no México e as relações económicas bilaterais. Assim, S. Exa. o Primeiro-ministro inaugurou a campanha de imagem, através de meios digitais, de Portugal no México e, nas próximas semanas, será inaugurado o Centro de Negócios de empresas portuguesas no México, com o apoio do Banco Espírito Santo e da empresa Ecochoice. No âmbito das celebrações dos 150 anos de relações diplomáticas entre os dois países, que se comemoram este ano, está também previsto que seja inaugurada uma grande exposição fotográfica de Portugal na Cidade do México, no próximo dia 13 de outubro, que permitirá mostrar a riqueza cultural e a modernidade do nosso país a milhões de mexicanos (a zona metropolitana da capital do México tem cerca de 22 milhões de habitantes). Convido, por último, as empresas portuguesas a visitar este mercado e a participar no excelente momento que atravessam as relações bilaterais, tanto a nível político como económico. *O autor escreve de acordo com a nova grafia. Nas últimas semanas, foi anunciado um investimento de 370 milhões de dólares num parque eólico a construir no Estado de Cohaila, no norte do país, que é o resultado de uma parceria entre a EDP Renováveis e o grupo Industria Peñoles, que é uma das principais empresas de extração de prata no mundo. O parque terá uma capacidade instalada de cerca de 170 MGW e estará finalizado em Outras empresas como a JP Sá Couto (tecnologias de educação), Colep (embalagens para produtos de higiene pessoal), Logoplaste (embalagens plástico Portugalglobal // Maio 14 // 37

7 MÉXICO UM GRANDE PAÍS >POR ÁLVARO CUNHA, DIRECTOR DO ESCRITÓRIO DA AICEP NO MÉXICO O México é uma das grandes potências mundiais, integrando o G20. Este membro da OCDE, apesar de pouco conhecido em Portugal, tem actualmente a 14.ª economia mundial, com um PIB, em 2012, superior a um bilião de dólares. País com uma estabilidade económica considerável, com umas finanças públicas e um sistema bancário generalizadamente apontados como saudáveis, mantém a mesma política macroeconómica há mais de 15 anos. Depois de um ano de 2013 com um crescimento reduzido, de 1,3 por cento, conjugando-se o início do mandato do actual Presidente, Enrique Peña Nieto, com a preparação simultânea de várias e importantes reformas estruturais, prevê-se que este ano a economia acelere, em particular no 2.º semestre, devido ao aumento do investimento público, do crescimento das exportações para os EUA e do consumo interno. O crescimento do PIB em 2014 deverá rondar os 3 por cento. O México tem uma economia aberta, com Tratados de Livre Comércio com 45 países, de que se destacam o NAFTA com os dois outros países da América do Norte, EUA e Canadá, e o tratado com a União Europeia. Sendo um dos 38 // Maio 14 // Portugalglobal países do mundo com maior número de acordos comerciais, o México tem acesso preferencial a mais de mil milhões de consumidores em três continentes e a mais de 60 por cento do PIB mundial, que lhe é dado pela sua actual rede de Tratados de Livre Comércio e de Acordos de Complementaridade Económica. Entre os seus parceiros comerciais destaca-se claramente os EUA, com o qual mantém uma forte relação a todos os níveis e uma crescente integração económica. Cerca de 78 por cento das suas exportações de 2012 estavam concentradas naquele mercado. Já no que respeita às importações, o México diversificou gradualmente a origem dos produtos que compra ao exterior. Em 2012, menos de 50 por cento tiveram como origem os Estados Unidos da América. Nesse ano, o México foi o 16.º exportador mundial e o 14.º importador, com uma quota de mercado de 2,02 por cento e 2,05 por cento, respectivamente. Em 2012, o México foi o 4.º país de destino do investimento directo estrangeiro (IDE) na América Latina. No contexto mundial, o México goza de uma posição

8 relativamente importante, quer como país emissor quer como país receptor, tendo ocupado, em 2012, o 23.º lugar no conjunto de países receptores de IDE e o 15.º lugar na lista de países emissores de IDE. A União Europeia foi, em 2013, o 3.º parceiro comercial do México, depois dos EUA e da China, tendo o México sido nesse ano o 16.º parceiro comercial da União. Num montante total de comércio bilateral em 2013 de 47 mil milhões de euros, a UE exportou principalmente máquinas e equipamentos de transporte, produtos químicos e Sendo um dos países do mundo com maior número de acordos comerciais, o México tem acesso preferencial a mais de mil milhões de consumidores em três continentes e a mais de 60 por cento do PIB mundial, que lhe é dado pela sua actual rede de Tratados de Livre Comércio e de Acordos de Complementaridade Económica. bens manufacturados, e importou máquinas e equipamentos de transporte, combustíveis minerais, lubrificantes e bens manufacturados. O principal país investidor no México é os EUA, com cerca de 50 por cento do IDE total nos 10 últimos anos, seguindose a União Europeia, com 38 por cento. lado, considerando a média actual de idades de 27 anos, espera-se um crescimento importante nos próximos 30 anos, motivado pela entrada no mercado laboral dos actuais 33,7 milhões de estudantes, o que provocará um aumento significativo dos rendimentos das famílias mexicanas e consequente aumento do consumo interno. O México goza de um posicionamento geográfico de grande relevância, com acesso aos oceanos Pacífico e Atlântico, e vias de acesso privilegiadas aos EUA e à América Central. Em Setembro de 2012, no último especial México da revista, Rui Gomes, o anterior Director da AICEP no México, afirmava que neste mercado se respira negócio. Com efeito, não só uma percentagem significativa de mexicanos se dedica a um negócio próprio, o que reforça a receptividade ao empreendedorismo, como as oportunidades de negócio são muitas e variadas e o ambiente cultural, normativo e legal é favorável ao desenvolvimento dos negócios. Oportunidades para as empresas portuguesas No grande país que é o México, as empresas portuguesas encontram oportunidades de cooperação em ambos os países e para terceiros mercados. As relações económicas bilaterais são modestas, existindo condições para que se intensifiquem. O México é um complemento ou uma alternativa aos principais destinos de exportação dos bens e serviços portugueses, pelo seu volume de importações, dimensão do mercado interno, complementaridade com a oferta portuguesa, perspectiva de crescimento económico, e pelo seu posicionamento geoestratégico. Oferece atractivas oportunidades de negócio para as empresas portuguesas, tanto na óptica das exportações, como na do investimento. O México é um parceiro de futuro por si só, é um parceiro de futuro como entrada preferencial para o mercado da América Central e é um parceiro de futuro como entrada preferencial para o mercado da América do Norte. Às empresas mexicanas também pode interessar a constituição de parcerias com as empresas portuguesas para abordar os mercados de África com que Portugal tem uma relação privilegiada. No conjunto dos países da América Latina e Caraíbas, o México, ainda que ocupando, em 2013, o 2.º lugar na lista dos clientes de Portugal, é um parceiro incontornável e ainda relativamente desconhecido. O relacionamento económico entre os dois países tem vindo a registar uma evolução positiva nos últimos anos. Nos cinco anos de 2009 a 2013 a média das taxas de crescimento das exportações portuguesas de bens Segundo os dados do mais recente censo oficial, de 2010, o México tem hoje uma população um pouco superior aos 112 milhões de habitantes. De acordo com um estudo de 2013 do INEGI, organismo federal de estatística, 39,2 por cento da população total do país pertence à classe média e 1,7 por cento à classe alta, concentrando-se ambas sobretudo nos aglomerados urbanos. Pesem embora as consideráveis assimetrias de rendimentos e geográficas, estes números assinalam a existência de um mercado potencial para bens diferenciados e de qualidade. Por outro Portugalglobal // Maio 14 // 39

9 foi de 13,9 por cento e no 1.º trimestre deste ano as vendas de bens de Portugal ao México aumentaram 22,1 por cento relativamente ao período homólogo de Entre 2009 e 2013 a balança comercial luso-mexicana de mercadorias foi sempre favorável a Portugal. O investimento do México em Portugal é reduzido, mas operações realizadas em 2013 podem indiciar um aumento do fluxo de IDE com origem no México. O ano passado, à Bimbo e à Kidzania já presentes no nosso país, juntaram-se a ADO (transporte de passageiros), que passou a deter algumas concessões em Portugal, e a Sigma Alimentos (alimentos processados), que passou a deter a Nobre (carnes frias). Ambas as operações se concretizaram por via indirecta, uma vez que nos dois casos as empresas mexicanas adquiriram as empresas espanholas que controlavam as empresas portuguesas. No entanto, regista-se O México é um parceiro de futuro por si só, é um parceiro de futuro como entrada preferencial para o mercado da América Central e é um parceiro de futuro como entrada preferencial para o mercado da América do Norte. sas, de tecnologias de informação e de conservação e gestão de energia, que se instalaram no México e que têm Às empresas mexicanas pode interessar a constituição de parcerias com as empresas portuguesas para abordar os mercados de África com que Portugal tem uma relação privilegiada. vindo a crescer, e que, com frequência, começaram a abordar os mercados da América Central a partir daquele país. Identificamos um conjunto de sectores que poderão ter interesse para as empresas portuguesas: Energia O México encontra-se numa fase inicial de aproveitamento do seu amplo potencial de energias renováveis, mas tem grande necessidade de incorporar mais energia proveniente de fontes renováveis na sua matriz energética, cuja capacidade instalada era em 2012 cerca de um quarto do total da capacidade instalada de produção de energia eléctrica no país. O objectivo oficial é de que, em 2024, 35 por cento da energia eléctrica seja produzida com tecnologias limpas. Estima-se o potencial de produção a partir de fontes renováveis entre 241 e 277 GW, sendo a capacidade instalada em 2012 de cerca de 14,5 GW. Quanto à energia eólica, por exemplo, o potencial estimado é de mais de 40 GW, e capacidade instalada em 2012 era de 1,3 GW. O México faz parte do chamado anel solar que liga os principais países com maior potencial solar no mundo, estimando-se que 90 por cento do país tenha uma exposição média de 5 Kwh por metro quadrado por dia, um dos melhores índices mundiais; porém, da capacidade potencial estimada de 24,3 GW de produção de energia solar, em 2012 apenas 37 MW estava instalada. O México é líder mundial na produção de electricidade a partir de fontes geotérmicas, ocupando o terceiro lugar com uma capacidade instalada em 2012 de 823 MW e um potencial de 40 GW. O potencial hidroeléctrico do país é avaliado em 53 GW, dos quais em 2012 apenas estavam instalados 11,7 GW. O México oferece também oportunidades nos domínios da sustentabilidade, eficiência e conservação energéticas, quer no sector público, quer no domínio das empresas privadas. um interesse crescente em investir em Portugal quer pela parte de empresas agora presentes no nosso país, reforçando e diversificando os seus investimentos, quer pela parte de outras empresas ainda ausentes de Portugal. O investimento de Portugal no México tem vindo a aumentar, juntando-se nos últimos anos várias empresas, nomeadamente de grande dimensão, a algumas empresas presentes há vários anos no México, sobretudo para fornecerem a importante indústria automóvel local. À Mota Engil, à Martifer Solar e à Logoplaste juntaram-se, entre 2013 e 2014, a Colep e a EDP Renováveis, para além de várias outras empresas, PME, com investimentos industriais, nomeadamente no sector automóvel. Merecem referência ainda várias outras empre- 40 // Maio 14 // Portugalglobal

10 A alteração constitucional do final de 2013, cuja regulamentação se espera para breve, abriu as portas a uma transformação radical do sector dos hidrocarbonetos, permitindo pela primeira vez em sete dezenas de anos a entrada dos privados na actividade económica que é uma das três principais actividades fontes de receitas do PIB do México. Certamente se abrirão portas a numerosas oportunidades de negócio, nomeadamente em parceria com empresas mexicanas, num leque vasto de subsectores directa ou indirectamente relacionados com o petróleo e com o gás. Infra-estruturas O Programa Nacional de Infra-estruturas (PNI) aprovado pelo Governo Federal estima que nesse período de cinco anos o montante total de investimento conjunto público e privado afecto ao programa atinja os 7,7 biliões de pesos (cerca de milhões de euros), mais de um terço do PIB previsto para O Governo afirma que tão elevado nível de investimento torna aquele no Programa Nacional de Infraestruturas mais ambicioso alguma vez desenvolvido no México. O Governo afirma também que o PNI , em conjunto com as reformas estruturais em curso, poderão aumentar o PIB do México entre 1,8 e 2,0 pontos percentuais, tendo como consequência a criação de 350 mil novos postos de trabalho por ano. O PNI elege seis sectores estratégicos: Comunicações e Transportes, Energia, COMO NEGOCIAR NO MÉXICO 1. Recolha toda a informação relevante antes de chegar ao mercado. Não improvise, prepare a sua viagem em termos de produto, preço e outras variáveis determinantes (esforço de apoio à promoção, assistência pós-venda, canais de distribuição, entre outros); esteja preparado para dar orçamentos em dólares norte-americanos. 2. Pense a longo prazo. O México é um país com muito potencial, mas, apesar de normalmente a negociação decorrer num ambiente positivo, tal não significa que daí resulte uma encomenda efectiva. A distância cria dificuldades ao acompanhamento dos negócios. Por questões culturais, criam-se expectativas das reuniões que só se cumprem caso o seguimento seja próximo e efectivo. No entanto, quando se estabelece a relação comercial, o comprador mexicano tende a ser leal. Há que ter em atenção que, pela educação dos mexicanos, será sempre muito bem acolhido e dificilmente receberá um não directo. Os mexicanos são calorosos, corresponda sendo caloroso também. 3. Esteja consciente de que o mercado é muito competitivo e de que é um mercado de compradores, que exige atenção contínua e visitas frequentes: quem não aparece, esquece.... Poderá complementar as visitas com participações em feiras. 4. Sendo um mercado de grande dimensão, pode apresentar barreiras às empresas portuguesas, nomeadamente no que respeita ao processo de negociação e à distribuição. Apesar de não haver uma regra que se aplique na generalidade, recomendamos a procura de um ou vários parceiros locais, adequados à estratégia de internacionalização considerada. 5. Se bem que a Cidade do México seja o mercado mais importante, às vezes é conveniente entrar por outras cidades relativamente mais pequenas, mas também com grande poder de compra (Guadalajara, Monterrey, por exemplo). 6. Na altura de facturar, contrate sempre um seguro de crédito ou, em alternativa, contrate a emissão de uma carta de crédito. 7. A logística tem um valor muito importante em todo o processo comercial. Qualquer documento tem que estar correctamente redigido, já que o menor erro provocará a detenção da mercadoria nas alfândegas. As alfândegas mexicanas não toleram qualquer erro na documentação. É obrigatório obedecer às Normas Oficiais mexicanas (NOM), que podem não ser forçosamente idênticas às internacionais. Estas questões são particularmente importantes nos primeiros embarques, já que se pode prejudicar uma relação comercial por questões administrativas. 8. Normalmente, o horário de funcionamento dos escritórios será das 9:00 às 18:00, com 1 a 2 horas de almoço (entre as 14 e as 16 horas). Muitos negócios são fechados às refeições (pequeno-almoço, almoço ou jantar), que frequentemente se prolongam. O idioma mais usado é o castelhano; poderá também utilizar o inglês, mas tenha em atenção que essa opção cria distância. As reuniões são normalmente formais. Tenha atenção ao trânsito da Cidade do México, em geral muito intenso. 9. Segurança. É extremamente importante ter em consideração a dimensão do país e observar os cuidados necessários por exemplo, não dar nas vistas, evitar apanhar táxis na rua, evitar saídas a horas tardias. Evitar zonas de reconhecido perigo. Portugalglobal // Maio 14 // 41

11 Hidráulico, Saúde, Desenvolvimento urbano e habitação, e Turismo. Prevêse o lançamento de várias obras públicas e concessões, em que as empresas portuguesas poderão encontrar oportunidades, como na modernização e ampliação da rede ferroviária de carga, no desenvolvimento do transporte ferroviário de passageiros (interurbano e suburbano), na modernização e ampliação dos principais portos e respectivos acessos multimodais, na construção de estradas e auto-estradas que reduzam a passagem pelos centros urbanos e permitam o acesso eficiente a alguns portos. Também se prevê grande desenvolvimento da área de construção de infra-estruturas para telecomunicações, nomeadamente promovendo o acesso à Internet em todo o território. No sector de Comunicações e transportes quase 46 por cento dos projectos é obra nova. No domínio do ambiente, Portugal tem experiência e soluções avançadas. Há oportunidades de cooperação neste sector, como por exemplo no âmbito dos recursos hídricos, do acesso à água potável, do tratamento de resíduos sólidos, da conciliação do crescimento com a preservação ambiental Tecnologias de Informação e Comunicação Segundo os dados mais recentes do INE- GI, o organismo oficial de estatística do México, no país têm ligação à Internet em 9,5 milhões de lares, ou seja, três em cada 100. Em Portugal, em 2013, essa percentagem era de 62,3 por cento. Esse é um dos múltiplos indicadores da insuficiência da difusão das TIC no México, que vai muito para além da esfera doméstica, estendendo-se ao sector público e às empresas privadas. A importância que o Governo Federal dá ao sector das TIC pode aferir-se pelo facto de a aplicação do seu plano de acção para os próximos cinco anos para fomentar a adopção e o desenvolvimento das TIC no México a Estratégia Digital Nacional ser acompanhada directamente pelo Gabinete da Presidência. Há compromissos políticos de modernização e de simplificação dos serviços públicos. Sectores como o das tecnologias de informação para a educação, governo electrónico, informática para a saúde, bem como soluções inovadoras de gestão com base nas TIC para o sector privado, encontram certamente oportunidades no México. Sectores industriais O México é um dos principais destinos de investimento estrangeiro industrial, o que se tem vindo a reforçar nos últimos anos, não sendo provavelmente despiciendos os efeitos do fenómeno recente de regresso de alguns sectores industriais, aproximando-se de novo dos mercados de destino nearshore e abandonando um pouco a Ásia. Este crescimento traduz-se em oportunidades para as empresas portuguesas de tecnologias de produção, de As empresas portuguesas poderão encontrar oportunidades também nos outros sectores estratégicos, sendo que é a primeira vez que a saúde, o desenvolvimento urbano e habitação, e o turismo são contemplados num Programa Nacional de Infra-estruturas. 42 // Maio 14 // Portugalglobal

12 componentes e de máquinas e equipamentos, como os fabricantes de moldes para plástico, de embalagem, de automação industrial ou de componentes para automóvel. Existe procura para a reconhecida capacidade técnica portuguesa, devendo sempre considerar-se como indispensável a presença local para apoio aos clientes em pós-venda. Sector automóvel O sector automóvel é um dos principais sectores industriais do México. Oito dos 10 maiores construtores mundiais de automóveis têm fábricas de montagem no país. Em 2012, o México foi o 8.º maior produtor mundial, acima de países como França, Espanha e o Reino Unido, o 4.º maior exportador mundial de veículos ligeiros e o 5.º maior exportador de componentes para automóvel. Em 2012, a indús- tria automóvel mexicana captou 21 por cento do IDE. Em 2013, o investimento no sector no México atingiu o número recorde de milhões de dólares, superando a média anual de milhões de dólares dos 10 anos anteriores. Recentemente, foi anunciado pela Proméxico (o organismo federal de promoção das exportações e do IDE) que se espera o anúncio oficial ainda em 2014 da instalação de duas novas fábricas de montagem automóvel, cada uma com um investimento próximo dos milhões de dólares. Segundo notícias não oficiais, as duas novas fábricas poderiam ser da BMW e da Hyundai, que pretenderiam escolher uma localização na América do Norte. Neste sector encontram-se oportunidades muito diversas para as empresas portuguesas, nomeadamente de moldes para plástico e de componentes para automóvel. Bens de consumo Existem oportunidades nos sectores de moda (confecções, calçado e acessórios) e de habitat (têxteis-lar, cerâmicas, porcelanas, vidros, cristais, cutelarias e gift), alguns dos quais, aliás, há vários anos vendendo para o México. O sector agro-alimentar também apresenta oportunidades para as empresas portuguesas, havendo porém que considerar em certos casos as imposições regulamentares e de certificações do México. Todas estas oportunidades são criadas pela existência de classes médias com dimensão, poder de compra e para quem os produtos europeus são associados a qualidade. Turismo O México recebe cerca de 23 milhões de turistas por ano (13.º mercado mundial em 2012 segundo a Organização Mundial de Turismo). Estão em curso diversos projectos de ampliação de oferta. Abremse às empresas portuguesas diversas oportunidades, desde a construção e a exploração de unidades hoteleiras, ao fornecimento de materiais, de equipamentos, de mobiliário e de têxteis-lar e TIC. AICEP no México Embajada de Portugal Oficina Comercial Calle Alpes, 1370 Col. Lomas de Chapultepec, Delegación Miguel Hidalgo México, DF Tel.: Fax: Portugalglobal // Maio 14 // 43

13 - EMPRESAS CONSÓRCIO E-XAMPLE É CASO DE SUCESSO O E-xample, um consórcio de 26 empresas portuguesas do sector das tecnologias de educação, está presente desde 2011 no México, numa aposta bem sucedida num mercado com elevado potencial de crescimento. Actualmente, as soluções das empresas do E-xample estão presentes em 12 dos 32 estados do México. O sector português das tecnologias de informação aplicadas à educação é internacionalmente reconhecido como um caso de sucesso, em resultado do trabalho desenvolvido, desde 2010, pelo E-xample, um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) constituído por 26 empresas portuguesas com soluções nesta área, e que tem como principal missão a integração das diversas competências tecnológicas de hardware, software e conteúdos digitais, assegurando o desenvolvimento de ecossistemas de ensino e aprendizagem e de gestão escolar. No México, onde está presente desde 2011, o trabalho desenvolvido pelo E- xample resultou na assinatura por parte do Governo português de vários acordos de cooperação no domínio das tecnolo- gias educativas, quer com os governos estaduais de Jalisco e de Oaxaca, quer com o Governo Federal do México, este último no âmbito da visita oficial realizada pelo Primeiro-ministro Passos Coelho àquele país em Outubro de No seguimento deste acordo foi constituída uma equipa de trabalho que integra representantes dos dois países para proceder à definição de um programa de acção que promova a incorporação das novas tecnologias de informação e comunicação no processo de ensinoaprendizagem no México, segundo revela Daniel Adrião, Administrador Executivo do consórcio. O México tem 34 milhões de estudantes em todos os níveis de ensino, dos quais 25 milhões de alunos no ensino primário e secundário, 4,5 milhões de alunos nos 5º e 6º anos do primário, 1,2 milhões de professores e escolas. Neste momento, as soluções das empresas agrupadas do E-xample estão presentes em 12 dos 32 estados do México. Trata-se de um mercado que pela sua dimensão gera oportunidades para todos os produtos e serviços que compõem os ecossistemas do E-xample, prevendo-se que nos próximos anos se mantenha um forte investimento no equipamento tecnológico das escolas, tendo em conta que a educação é considerada uma prioridade estratégica pelas diferentes forças políticas e sociais e que o acesso dos estudantes às TIC é comummente considerado um veículo fundamental para elevar a qualidade educativa e o meio mais eficaz de torná-la a acessível a todos. O Governo Federal do México tem em curso o programa micompu.mx, uma das principais bandeiras do Presidente Peña Nieto para a promoção da inclusão digital dos estudantes mexicanos. O Presidente do México assumiu o compromisso de, até ao final do seu mandato de seis anos, alargar o acesso de todos os alunos dos 5º e 6º anos a tecnologias educativas fornecidas pelo Estado. Emilio Chauyffet, Ministro da Educação do México, e Daniel Adrião, Administrador executivo do E-xample. A JP Inspiring Knowledge foi um dos vencedores do projecto-piloto do programa micompu.mx, que envolveu a distribuição de 240 mil computadores para alunos. Daniel Adrião adianta também que, ainda no âmbito deste projecto, se encontra em fase de instalação 44 // Maio 14 // Portugalglobal

14 - EMPRESAS um conjunto de salas de aula interactivas, envolvendo soluções das empresas JP Inspiring Knowledge (computadores dos alunos); Bibright /Globaltronic /Nautilus (quadros interactivos): Critical Links (servidores escolares); Inforlândia (computadores para professores); e LeYa (plataformas de conteúdos). Portugal, tal como outros países no mundo, tem vindo a desenvolver programas de inclusão digital e de introdução das TIC em contexto de ensino/ aprendizagem, procurando responder aos desafios resultantes da globalização e da emergência da nova sociedade e economia do conhecimento. A aposta neste sector fez nascer em Portugal um cluster industrial de hardware, software e conteúdos digitais que permitiu construir uma cadeia de valor e um ecossistema próprio que se encontra em acelerado processo de internacionalização e que tem relevância nas nossas exportações. A crescente exportação de bens e serviços tecnológicos traduzse em claros benefícios para a imagem do país, contribuindo para que Portugal seja percepcionado internacionalmente como um país inovador. A constituição, em 2010, do consórcio E-xample permitiu desenvolver este investimento, promovendo a internacionalização de um modelo educativo inovador e eficiente, apoiado nas TIC e replicável a nível mundial. Ainda de acordo com o Administrador Executivo do E-xample, nos últimos anos, centenas de responsáveis técnicos e políticos de muitos países têm visitado as empresas que integram o consórcio e as escolas inovadoras que fazem parte desta rede educativa, tomado contacto com o cluster industrial e com os ecossistemas TIC em contexto escolar de que Portugal tem sido precursor, contribuindo assim para credibilizar e projectar o chamado caso português. E-XAMPLE Estrada da Luz, 90, Edifício Atlanta I, 9º B Lisboa PORTUGAL Tel.: MARTIFER SOLAR APOSTA FORTE NO MÉXICO Aura Solar é o nome do maior parque fotovoltaico da América Latina. Fica no México, em La Paz (Baixa Califórnia do Sul), e foi construído pela Martifer Solar para a empresa Gauss Energía. O Presidente mexicano Enrique Peña Nieto esteve presente na inauguração deste parque, que irá abastecer mais de 160 mil pessoas. Inaugurado em Março passado, o novo parque fotovoltaico construído pela Martifer Solar para a empresa Gauss Energía, tem uma capacidade instalada de 39 MWp que permitirá abastecer mais de 160 mil habitantes e economizar mais de 60 mil toneladas de CO2 por ano. O projecto foi financiado pelo banco de desenvolvimento mexicano NAFIN, pelo IFC - International Finance Corporation do Banco Mundial e pela Corporación Aura Solar. Trata-se maior parque fotovoltaico da América Latina e surge enquadrado na política energética do México, que tem como meta atingir 35 por cento da energia produzida a partir de fontes renováveis até Neste projecto, a empresa portuguesa, do grupo Martifer, foi responsável pela engenharia, fornecimento e construção (EPC) do Aura Solar, ficando também a seu cargo os serviços de operação e manutenção (O&M). A nova infra-estrutrura veio consolidar a aposta do Martifer Solar no México, onde está presente desde Este é um projecto emblemático para a Martifer Solar, numa região que, pelas suas características de irradiação, conta com a electricidade solar como uma alternativa viável e mais competitiva quando comparada com as tradicionais fontes de energia. Por isso, a nossa aposta no mercado mexicano, que consideramos chave na estratégia de internacionalização da Portugalglobal // Maio 14 // 45

15 - EMPRESAS Martifer Solar, afirmou Henrique Rodrigues, CEO da Martifer Solar, na inauguração do Aura Solar. Uma afirmação que é corroborada por Álvaro del Río, Country Manager da Martifer Solar no México, que sublinha: A conclusão deste sistema fotovoltaico dá-nos uma posição de liderança na região. Estamos muito orgulhosos com o resultado final deste projecto que irá fornecer energia verde para muitas famílias mexicanas. Temos expectativas de continuar a crescer no mercado deste país, que deverá quadruplicar em Para ganhar este projecto no México contaram a experiência e o trackrecord mundial da Martifer Solar ( ) aquando da análise das propostas realizadas pelas principais empresas do sector, adianta, por seu lado, Hector Olea, CEO da Gauss Energía, empresa mexicana especializada em Desenvolvimento de Projectos no sector energético. O parque tem mais de 132 mil painéis solares fotovoltaicos instalados em estruturas em solo, montados em seguidores solares de eixo único. De acordo com Henrique Rodrigues, CEO da empresa portuguesa, o projecto comprova as capacidades da Martifer Solar em termos de engenharia e adaptação a mercados locais, factores chave à luz da nossa expertise global. Para o México, como referiu o CEO da Gauss Energía na inauguração do parque, o Aura Solar representa uma base extraordinária no desenvolvimento de parques solares e deverá dar um impulso significativo para o crescimento do sector da energia solar no país. Sublinhe-se que com a inauguração deste parque quadruplica a capacidade fotovoltaica instalada no México. Igualmente, este é o primeiro contrato de ppa (power purchase agreement) estabelecido entre uma empresa privada e a Comissão Federal de Electricidade (CFE), empresa eléctrica nacional do México, que garantirá a venda da produção de energia ao longo de 20 anos. De acordo com recente relatório da empresa estudos mercado IHS, elaborado entre 700 players do sector da indústria fotovoltaica, a Martifer Solar é o 5º maior player europeu e 16º a nível mundial. A Martifer Solar, do grupo Martifer, está presente em 25 mercados em quatro continentes: Europa, América do Norte e América Latina, África e Ásia. Em 2012, os proveitos operacionais da Martifer Solar atingiram os 230,8 milhões de euros e, até à data, a empresa implementou 500 MW de energia fotovoltaica em todo o mundo. MARTIFER SOLAR PORTUGAL Apartado 17, Oliveira de Frades Portugal Tel.: Fax MARTIFER SOLAR MÉXICO Calle Homero 527. Oficina Colonia Polanco. Delegación Miguel Hidalgo México Tel.: NEOLÓGICA FIRME PRESENÇA NO MERCADO MEXICANO A Neológica desenvolve projectos e fabrica moldes para o mercado mexicano há mais de 17 anos, num trabalho de continuidade e de acompanhamento dos projectos onde participa. A empresa de moldes da Marinha Grande aposta no estabelecimento de relações de confiança com os clientes, visando a sua satisfação. Fundada em 1990 na Marinha Grande, no seio do maior pólo de empresas de moldes do país, a Neológica está presente em vários mercados externos, entre os quais o México para onde trabalha desde Em 17 anos de actividade no mercado mexicano, a Neológica já trabalhou para mais de 50 empresas. Inicialmente focada no sector de electrodomésticos de marca branca, nos últimos anos a empresa tem apostado com sucesso na indústria automóvel. Na base da actuação da Neológica está uma filosofia de proximidade ao cliente, cuja confiança é conquistada pela qualidade dos produtos e serviços fornecidos e pelo cumprimento dos prazos estabelecidos. A empresa acompanha a coordenação de projectos, desde a concepção e desenvolvimento 46 // Maio 14 // Portugalglobal

16 - EMPRESAS de moldes até ao fabrico e análise de resultados, tendo dessa forma construído um grupo de parceiros empenhados em desenvolver projectos com elevados índices de qualidade. Estar cada vez mais próximo do cliente, entender as suas necessidades, trazê-los até nós (Portugal) para que vejam e se apercebam como trabalhamos, falando a verdade numa troca de experiências, tem sido a tónica na conquista desse mercado, afirma fonte da Neológica. De acordo com a mesma fonte, a empresa aposta na valorização dos seus colaboradores, cujos conhecimentos técnicos e humanos lhes permite ter essa forma de estar, associada à disponibilidade de atender os clientes quer a partir de Portugal quer no México, com o importantíssimo conhecimento cultural e geográfico do país, fazendo parcerias com empresas e instituições locais, para seguirmos pensando que valerá a pena. A Volkswagen é um dos clientes da Neológica no México que desenvolveu para o grupo alemão projectos como a consola central dos modelos Beetle e Jetta, onde estiveram envolvidos mesmo com os moldes em produção, com resultados que deram grandes motivos de orgulho à empresa portuguesa, relata a fonte. No que respeita à actividade da Neológica no México, e além das parcerias já referidas com empresas e instituições naquele mercado e com o objectivo de estar mais próximo do cliente, a empresa está actualmente a desenvolver um projecto de atendimento estrategicamente localizado para o apoio pós-venda, contando com técnicos portugueses já a residir no México e com outros que aí se deslocam sempre que se justifica, sobretudo no início de uma produção. O México é um mercado muito competitivo para o sector dos moldes. Nos anos 90 as necessidades de moldes no país eram satisfeitas numa pequena parcela pela indústria local, sendo o restante importado dos EUA e da Europa. Segundo a mesma fonte, nos últimos 10 anos, as importações de moldes triplicaram, tendo entrado no mercado muitos fornecedores chineses e outros asiáticos que hoje estão presentes em quase todos os nichos da indústria mexicana, competindo com os fabricantes do resto do mundo, nomeadamente portugueses, pelo preço e prazos de entrega. Sobre a abordagem das empresas portuguesas ao mercado do México, a fonte considera que para se obterem e consolidarem projectos se devem respeitar os compromissos assumidos, falando abertamente de igual para igual, e estar preparado para negociar em dólares. Primeiro deve ser efectuada uma visita de prospecção ao mercado para apurar as necessidades da oferta e a política de preços, e, uma vez concretizado o negócio, há que manter o esforço de apoio à promoção e prestar assistência pós-venda, sempre com uma visão de longo prazo. Sobre a questão da segurança, que normalmente deixa apreensivos os empresários interessados em fazer negócio no mercado mexicano, a fonte afirma que as situações de eventual perigo estão limitadas a certas regiões e a certos grupos, e que até hoje os colaboradores da Neológica quer os que vivem no México quer os que aí se deslocam com regularidade nunca sofreram qualquer incidente neste domínio. Neológica Comércio Internacional, Lda. Estrada da Nazaré, 148 A Amieirinha Marinha Grande Portugal P.O.Box Marinha Grande Tel.: Fax: Portugalglobal // Maio 14 // 47

17 - EMPRESAS WEDO TECHNOLOGIES SUPERA DESAFIO A WeDo Technologies está há seis anos no México, numa operação de sucesso que, constituindo um desafio para a tecnológica portuguesa, foi um passo fundamental para a sua expansão para outros mercados da América Latina. A política de expansão da WeDo Technologies para a América Latina levou a tecnológica portuguesa, do grupo Sonae, a apostar no México em 2008, através da abertura de um escritório que contava então com oito colaboradores. Segundo fonte da empresa, a opção pelo México deveu-se ao facto de este ser considerado o país com maior influência nos países da América Latina de língua espanhola. Uma decisão que se veio a revelar acertada já que a abertura desta operação permitiu à WeDo Technologies crescer de forma sistemática na região durante quatro anos consecutivos. A implementação das operações no México permitiu-lhe ganhar dois grandes clientes no ano de abertura (a Telefónica e o Grupo Televisa), a que se juntaram outros clientes, criando a necessidade de os gerir localmente. Actualmente, a empresa tem 18 colaboradores neste mercado. A aposta no México revelou-se igualmente importante para a expansão da WeDo Technologies para outros países da América Central como a Guatema- 48 // Maio 14 // Portugalglobal la, Honduras, Costa Rica, El Salvador e Nicarágua, e ainda para a Colômbia e a Venezuela. Refira-se que a empresa já tinha escritórios no Brasil. A mesma fonte adianta que o México colocou à WeDo Technologies novos desafios a nível de questões laborais e fiscais, uma vez que a legislação no país é muito diferente da europeia, tendo sido necessário assegurar o domínio destas questões para garantir a viabilidade da operação. A operação no México também forçou a WeDo Technologies a conhecer e adaptar-se à cultura mexicana que dá um enorme valor às relações humanas e coloca as questões de relacionamento como fulcrais para o desenvolvimento de negócios, o que também acontece em Portugal, mas no México de forma mais acentuada. Tal como os portugueses, os mexicanos são um povo latino, pelo que não é muito difícil a adaptação a esta cultura, acrescenta a fonte da WeDo Technologies. A WeDo Technologies é líder mundial em Enterprise Business Assurance (Garantia de Receita e Gestão de Fraude), empregando 500 profissionais altamente qualificados. A empresa trabalha com algumas empresas líderes mundiais nos segmentos de telecomunicações, energia, retalho e finanças. Em 2013, a WeDo Technologies registou um crescimento das suas receitas em 12 por cento, representando 61,5 milhões de euros, tendo este sido o melhor ano da empresa alguma vez registado. A empresa conquistou ainda 20 novos clientes e acrescentou cinco novos países e assinou acordos globais com dois dos maiores grupos de telecomunicações. A WeDo Technologies terminou o ano de 2013 com mais de 200 clientes distribuídos por 90 países nos cinco continentes. WEDO TECHNOLOGIES Rua do Viriato, Lisboa Portugal Tel.: Fax:

18 RELACIONAMENTO ECONÓMICO PORTUGAL MÉXICO O México é um parceiro comercial com alguma relevância para Portugal, sobretudo na qualidade de cliente, surgindo, em 2013, na 28ª posição no ranking de clientes dos nossos bens, com uma quota de mercado de 0,41 por cento, e na 59ª posição no ranking de fornecedores, com uma quota de mercado de 0,11 por cento. No âmbito da América Latina e Caraíbas, o México surge no 2º lugar no ranking de clientes e no 5º lugar no de fornecedores. Nos primeiros três meses deste ano, o México posicionou-se no 24º lugar do ranking de clientes de Portugal e no 54º lugar como fornecedor, melhorando assim a sua posição em relação a No período de , a balança comercial luso-mexicana foi sempre favorável a Portugal. Contudo, a taxa de cobertura das importações pelas exportações oscilou entre os 373,8 por cento em 2009 e os 129,5 por cento em 2012, e o saldo comercial variou entre 230,7 milhões em 2011 e 44,7 milhões de euros em Já este ano, no primeiro trimestre, e de acordo com os dados do INE, as exportações portuguesas de bens para este país cresceram 22,1 por cento face a idêntico período de 2013, enquanto as importações diminuíram 18,9 por cento, o que se traduz num coeficiente de cobertura de 396,3 por cento. As exportações portuguesas para o México apresentavam, em 2013, um grau de concentração significativamente elevado, uma vez que apenas dois grupos de produtos máquinas e aparelhos (37,4 por cento do total) e produtos químicos (15,3 por cento) - representavam mais de metade (52,7 por cento) do valor global exportado para aquele mercado. Dos restantes grupos de produtos, destacavam-se ainda, em 2013, as matérias têxteis (9,5 por cento do total exportado), a madeira e cortiça (7 por cento), os instrumentos de óptica e precisão (5,8 por cento) e os plásticos e borracha (5,3 por cento). Os dados relativos ao primeiro trimestre de 2014 dão conta de um aumento do peso dos dois grupos de produtos mais BALANÇA BILATERAL - COMÉRCIO DE BENS Var % a 13/ Jan/Mar 2014 Jan/Mar Exportações , ,1 Importações , ,9 Saldo Coef. Cobertura (%) 373,8% 230,3% 199,9% 129,5% 329,1% ,3% 396,3% -- Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística Unidade: Milhares de euros Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período (b) Taxa de variação homóloga a 2011: resultados definitivos; 2012 resultados provisórios; 2013 e 2014: resultados preliminares Var % b 14/13 Portugalglobal // Maio 14 // 49

19 exportados para o México máquinas e aparelhos e produtos químicos que em conjunto representaram 64,3 por cento do total exportado, sendo de sublinhar o forte aumento do primeiro grupo em referência face ao mesmo período de 2013 (mais 100,8 por cento). Em termos de grau de intensidade tecnológica, a estrutura das exportações era, em 2012 (último ano disponível), dominada pelos produtos de médiaalta tecnologia, com 45,8 por cento do total exportado, seguida pelos produtos de baixa tecnologia (22 por cento), média-baixa tecnologia (17 por cento) e de alta tecnologia (15,2 por cento). De acordo com os dados do INE, o número de empresas portuguesas exportadoras para o mercado mexicano aumentou de 408 em 2008 para 524 em 2012 (último ano disponível). No que se refere aos grupos de produtos importados do México destacamse, em 2013, os metais comuns (26,3 por cento do total), produtos agrícolas (19,3 por cento), máquinas e aparelhos (19 por cento), plásticos e borracha (11 por cento) e produtos químicos (10,3 por cento). Este conjunto de produtos representou 85,9 por cento das importações provenientes do México. Esta estrutura registou alterações no primeiro trimestre deste ano, com as máquinas e aparelhos (22,7 por cento do total importado), os produtos químicos (19,4 por cento) e os metais comuns (16,7 por cento) a ocuparem as primeiras posições da lista de produtos mais importados do mercado mexicano. Em termos de grau de intensidade tecnológica, a estrutura importadora era constituída, em 2012, por produtos de média-alta tecnologia (38,7 por cento do valor global importado), de médiabaixa tecnologia (33,9 por cento) e de alta e baixa tecnologia (ambos com 13,7 por cento), caracterizando-se as exportações por um grau de intensidade tecnológica superior ao das importações. Serviços Ao contrário do que sucede no comércio de bens, em termos de serviços, a balança bilateral era geralmente favorável ao México. No entanto, nos últimos dois anos registou-se um saldo positivo para Portugal. As trocas bilaterais de serviços são, no entanto, relativamente modestas tendo, em 2013, o México sido o 44º mercado cliente dos serviços portugueses e o 41º fornecedor de serviços ao nosso país, segundo os dados do Banco de Portugal. É de salientar que, no âmbito dos mercados da América Latina, o México foi o nosso 2º mercado de exportação (a seguir ao Brasil) e o 5º mercado de importação de serviços (a seguir ao Brasil, Colômbia, Argentina e Uruguai), representando 0,4 por cento das nossas vendas totais em 2013 e 0,1 por cento das nossas compras. Investimento O México, enquanto país emissor de investimento directo estrangeiro (IDE), afigura-se ainda com pouca importância para Portugal. Em 2013, surgia no 44º lugar no ranking de países emissores de IDE para Portugal. Ao invés, como receptor de investimento directo português (IDPE), o mercado mexicano vem testemunhando algum interesse, todavia, tendencialmente tem vindo a perder importância para os agentes económicos portugueses. Em 2013, figurava no 29º lugar no ranking de países receptores de IDPE, com uma quota de mercado de 0,03 por cento. Em termos absolutos, no período de , o investimento bruto mexicano em Portugal ascendeu a cerca de 7,7 milhões de euros, e o desinvestimento a cerca de 7,5 milhões de euros, resultando daí um investimento líquido de cerca de 200 mil euros. No período em análise, e igualmente em termos absolutos, o investimento bruto português no México ascendeu a cerca de 87,9 milhões de euros, e o desinvestimento a cerca de 67,2 milhões de euros, resultando daí um investimento líquido de cerca de 20,7 milhões de EUR. BALANÇA BILATERAL - COMÉRCIO DE SERVIÇOS Var % a 13/ Jan/Fev 2014 Jan/Fev Exportações , ,1 Importações , ,0 Saldo Coef. Cobertura (%) 96,7% 60,9% 88,7% 115,8% 138,0% ,7% 146,4% -- Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística Unidade: Milhares de euros Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período (b) Taxa de variação homóloga a 2011: resultados definitivos; 2012 resultados provisórios; 2013 e 2014: resultados preliminares Var % b 14/13 50 // Maio 14 // Portugalglobal

20 MÉXICO EM FICHA ón Democrática (PRD); Partido Verde Ecologista de México (PVEM); Partido Convergencia (CD); Partido del Trabajo (PT); Partido Nueva Alianza (PANAL). Capital: Cidade do México (20,1 milhões de habitantes, 2010) Outras cidades importantes: Guadalajara (4,4 milhões), Monterrey (4,1 milhões) e Puebla (2,7 milhões). Religião: Católica romana (76,5%); protestante (6,3%); outras (17,2%). Língua Oficial: A língua oficial é o castelhano, mas existem mais de 60 dialectos indígenas, destacando-se os Náhuatl, Maya, Zapotec e Mixtec. Área: km 2 População: 116,2 milhões de habitantes (estimativa 2013) Densidade populacional: 59 habitantes/km 2 (estimativa 2013) Designação oficial: Estados Unidos Mexicanos Forma de Governo: República Federal Chefe do Estado: Enrique Peña Nieto (eleito em Julho de 2012). As próximas eleições para o congresso são em Julho de 2015 e as presidenciais estão previstas para Julho de Chefe de Governo: Enrique Peña Nieto Data da actual Constituição: 5 de Fevereiro de 1917, com alterações posteriores. Principais partidos políticos: Governo: Partido Revolucionario Institucional (PRI) Oposição: Partido Acción Nacional (PAN); Partido de la Revoluci- Unidade monetária: Peso mexicano (MXN) 1 EUR = 18,0485 MXN (média Abril 2014) 1 EUR = 16,9641 MXN (média 2013) Risco País Risco geral BBB (AAA = risco mínimo; D = risco máximo) Risco político BB Risco de estrutura económica BB Risco de crédito: 3 (1 = risco menor; 7 = risco maior) COSEC, Abril de 2014 Política de cobertura de risco: Operações de Curto prazo Aberta sem restrições; Operações de Médio / Longo prazo Em princípio aberta sem restrições. A eventual exigência de garantia bancária, para clientes privados, será decidida casuisticamente Fontes: The Economist Intelligence Unit (EIU); (COSEC Abril 2014). ENDEREÇOS ÚTEIS EMBAIXADA DO MÉXICO EM PORTUGAL Estrada de Monsanto, Lisboa Tel.: Fax: CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA LUSO MEXICANA Av. da República, 58, 13 º Lisboa Tel./Fax: EMBAIXADA DE PORTUGAL NO MÉXICO Calle Alpes, 1370 Col. Lomas de Chapultepec Del. Miguel Hidalgo México, DF Tel.: / Fax: CONFEDERACIÓN DE CÁMARAS NACIONALES DE COMERCIO SERVICIOS Y TURISMO CONCANACO Balderas, Col. Centro México, DF Tel.: BANCO DE MÉXICO BANXICO (BANCO CENTRAL) Av. 5 de Mayo, 20 Col. Centro, Del. Cuauhtémoc México, DF Tel.: Fax: EUROPEAN UNION S DELEGATION TO MEXICO Av. Paseo de la Reforma 1675 Col. Lomas de Chapultepec, Del. Miguel Hidalgo México, D.F. C.P Tel.: Fax: Portugalglobal // Maio 14 // 51

Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP

Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP AIMINHO Braga, 24 de Outubro, 2014 1 P a g e Distintas Entidades aqui presentes, Senhores Empresários, Minhas

Leia mais

América Latina. Diferentes oportunidades

América Latina. Diferentes oportunidades América Latina Diferentes oportunidades Casa da América Latina Missão: estreitar relações culturais, cientificas e económicas entre AL e Portugal e vice-versa. Fundada em 1998, como uma divisão da Câmara

Leia mais

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP ****

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** Gostaria de começar por agradecer o amável convite da CIP para participarmos nesta conferência sobre um tema determinante para o

Leia mais

1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA. JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org

1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA. JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org 1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org CONCEITO Realização do 1º Fórum União de Exportadores CPLP (UE-CPLP) que integra:

Leia mais

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos Os Desafios da Fileira da Construção As Oportunidades nos Mercados Externos Agradeço o convite que me foi dirigido para participar neste Seminário e felicito a AIP pela iniciativa e pelo tema escolhido.

Leia mais

ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014

ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014 ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014 REPÚBLICA DA COLÔMBIA POPULAÇÃO 48 Milhões SUPERFÍCIE 1.141.748 Km2 CAPITAL Bogotá 7,3 milhões PRINCIPAIS CIDADES

Leia mais

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin A Presidência Portuguesa na área dos Assuntos Económicos e Financeiros irá centrar-se na prossecução de três grandes objectivos, definidos

Leia mais

Inovação e Inteligência Competitiva: Desafios para as Empresas e para a Economia Portuguesa

Inovação e Inteligência Competitiva: Desafios para as Empresas e para a Economia Portuguesa QUIDGEST Q-DAY: INOVAÇÃO CONTRA A CRISE Inovação e Inteligência Competitiva: Desafios para as Empresas e para a Economia Portuguesa André Magrinho TAGUSPARK: 09 de Setembro 2009 SUMÁRIO 1. Globalização

Leia mais

A Indústria Portuguesa de Moldes

A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes tem vindo a crescer e a consolidar a sua notoriedade no mercado internacional, impulsionada, quer pela procura externa, quer por uma competitiva

Leia mais

Mercados informação de negócios

Mercados informação de negócios Mercados informação de negócios Rússia Oportunidades e Dificuldades do Mercado Março 2012 Índice 1. Oportunidades 3 1.1 Comércio 3 1.2 Investimento de Portugal na Rússia 4 1.3 Investimento da Rússia em

Leia mais

MISSÃO EMPRESARIAL AO MÉXICO 19-27 Fev. 2016

MISSÃO EMPRESARIAL AO MÉXICO 19-27 Fev. 2016 PROJECTO CONJUNTO DE INTERNACIONALIZAÇÃO MÉXICO 2015-2016 MISSÃO EMPRESARIAL AO MÉXICO 19-27 Fev. 2016 INSCRIÇÕES ATÉ 15 DE JANEIRO 2016 Promotor: Co-financiamento: Monitorização: Foto: Miguel Moreira

Leia mais

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015

CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA. 22 de junho de 2015 CONCLUSÕES DA REUNIÃO EMPRESARIAL PORTUGAL - ESPANHA UMA UNIÃO EUROPEIA MAIS FORTE 22 de junho de 2015 A União Europeia deve contar com um quadro institucional estável e eficaz que lhe permita concentrar-se

Leia mais

Mercados informação de negócios

Mercados informação de negócios Mercados informação de negócios Rússia Oportunidades e Dificuldades do Mercado Fevereiro 2010 Índice 1. Oportunidades 3 1.1 Comércio 3 1.2 Investimento de Portugal na Rússia 4 1.3 Investimento da Rússia

Leia mais

A Indústria Portuguesa de Moldes

A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes tem vindo a crescer e a consolidar a sua notoriedade no mercado internacional, impulsionada, quer pela procura externa, quer pelo conjunto

Leia mais

MISSÃO EMPRESARIAL MÉXICO

MISSÃO EMPRESARIAL MÉXICO MISSÃO EMPRESARIAL MÉXICO Cidade do México - 27 a 31de Outubro de 2014 COM GARANTIA DE SUCESSO Saiba mais na pág. 5 MÉXICO O México, oficialmente Estados Unidos Mexicanos, é uma república constitucional

Leia mais

Desafios da Internacionalização O papel da AICEP. APAT 10 de Outubro, 2015

Desafios da Internacionalização O papel da AICEP. APAT 10 de Outubro, 2015 Desafios da Internacionalização O papel da AICEP APAT 10 de Outubro, 2015 Internacionalização - Desafios Diversificar Mercados Alargar a Base Exportadora 38º PORTUGAL TEM MELHORADO A SUA COMPETITIVIDADE

Leia mais

Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS

Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS Índice PORTUGAL - BREVE CARATERIZAÇÃO A CIP ATIVIDADE ASSOCIADOS ORGANIZAÇÃO E CONTACTOS Portugal Breve caraterização Portugal Caraterização geral Inserido na União Europeia desde 1986, Portugal é o país

Leia mais

NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS

NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS Sessão de Esclarecimento Associação Comercial de Braga 8 de abril de 2015 / GlobFive e Creative Zone PT2020 OBJETIVOS DO PORTUGAL 2020 Promover a Inovação empresarial (transversal);

Leia mais

APEX- APOIO À PROMOÇÃO DA EXPORTAÇÃO DAS PME 2012

APEX- APOIO À PROMOÇÃO DA EXPORTAÇÃO DAS PME 2012 APEX- APOIO À PROMOÇÃO DA EXPORTAÇÃO DAS PME 2012 A aposta no apoio à internacionalização tem sido um dos propósitos da AIDA que, ao longo dos anos, tem vindo a realizar diversas acções direccionadas para

Leia mais

A Indústria Portuguesa de Moldes

A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes A Indústria Portuguesa de Moldes tem vindo a crescer e a consolidar a sua notoriedade no mercado internacional, impulsionada, quer pela procura externa, quer por uma competitiva

Leia mais

Competitividade e Inovação

Competitividade e Inovação Competitividade e Inovação Evento SIAP 8 de Outubro de 2010 Um mundo em profunda mudança Vivemos um momento de transformação global que não podemos ignorar. Nos últimos anos crise nos mercados financeiros,

Leia mais

Press Release. 8 de Maio, 2008 PI 6234 RB Pr/Vi

Press Release. 8 de Maio, 2008 PI 6234 RB Pr/Vi Press Release Desenvolvimento positivo continuou em todo o Mundo: Bosch atinge o volume de vendas e os resultados esperados Bom início para 2008 / " largo espectro de crescimento " 8 de Maio, 2008 PI 6234

Leia mais

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6.

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. E T-CPLP: Entrevistas sobre a CPLP CI-CPRI Entrevistado: Embaixador Miguel Costa Mkaima Entrevistador:

Leia mais

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006

SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006 SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO VENTURE CAPITAL IT 2006 Jaime Andrez Presidente do CD do IAPMEI 10 de Maio de 2006 Minhas Senhoras e meus Senhores, 1. Em nome do Senhor Secretário de Estado Adjunto, da Indústria

Leia mais

Apoio à Internacionalização. CENA 3 de Julho de 2012

Apoio à Internacionalização. CENA 3 de Julho de 2012 Apoio à Internacionalização CENA 3 de Julho de 2012 Enquadramento Enquadramento Comércio Internacional Português de Bens e Serviços Var. 13,3% 55,5 68,2 57,1 73,4 48,3 60,1 54,5 66,0 67,2 61,7 Exportação

Leia mais

Percepção de Portugal no mundo

Percepção de Portugal no mundo Percepção de Portugal no mundo Na sequência da questão levantada pelo Senhor Dr. Francisco Mantero na reunião do Grupo de Trabalho na Aicep, no passado dia 25 de Agosto, sobre a percepção da imagem de

Leia mais

POLÍTICAS DE COMPETITIVIDADE PARA O SECTOR AGRO-ALIMENTAR

POLÍTICAS DE COMPETITIVIDADE PARA O SECTOR AGRO-ALIMENTAR POLÍTICAS DE COMPETITIVIDADE PARA O SECTOR AGRO-ALIMENTAR Prioridades Estratégicas Indústria Portuguesa Agro-Alimentar Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares XI LEGISLATURA 2009-2013 XVIII

Leia mais

ROSÁRIO MARQUES Directora Executiva CCILC. AIP Mercados para Exportação 05 de Março de 2014

ROSÁRIO MARQUES Directora Executiva CCILC. AIP Mercados para Exportação 05 de Março de 2014 ROSÁRIO MARQUES Directora Executiva CCILC AIP Mercados para Exportação 05 de Março de 2014 Colômbia Aspectos Gerais País muito jovem - 55% da população com menos de 30 anos. 7 Áreas Metropolitanas com

Leia mais

Sistema de Incentivos à Inovação e I&DT (Sector Automóvel) Quadro de Referência Estratégico Nacional [QREN]

Sistema de Incentivos à Inovação e I&DT (Sector Automóvel) Quadro de Referência Estratégico Nacional [QREN] Sistema de Incentivos à Inovação e I&DT (Sector Automóvel) Quadro de Referência Estratégico Nacional [QREN] Frederico Mendes & Associados Sociedade de Consultores Lda. Frederico Mendes & Associados é uma

Leia mais

intra Perfil do Gestor

intra Perfil do Gestor Perfil do Gestor 35 Entrevista Dinah J. Kamiske, Autoeuropa A internacionalização economia obriga as empresas a tornarem-se mais competitivas. Entrevista de José Branco Dados publicados recentemente prevêem

Leia mais

Diagnóstico de Competências para a Exportação

Diagnóstico de Competências para a Exportação Diagnóstico de Competências para a Exportação em Pequenas e Médias Empresas (PME) Guia de Utilização DIRECÇÃO DE ASSISTÊNCIA EMPRESARIAL Departamento de Promoção de Competências Empresariais Índice ENQUADRAMENTO...

Leia mais

INTERNACIONALIZAR EM PARCERIA

INTERNACIONALIZAR EM PARCERIA INTERNACIONALIZAR EM PARCERIA 2 PROGRAMA INTERNACIONALIZAR EM PARCERIA A Mota-Engil Indústria e Inovação e a Caixa Capital celebraram um acordo para a concretização de um Programa, designado Internacionalizar

Leia mais

Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva

Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva centro tecnológico da cerâmica e do vidro coimbra portugal Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva Victor Francisco CTCV Responsável Unidade Gestão

Leia mais

Simplex Exportações Exportações mais Simplex

Simplex Exportações Exportações mais Simplex Simplex Exportações Exportações mais Simplex Este é o primeiro SIMPLEX dedicado a um tema específico: as EXPORTAÇÕES. É por isso um programa diferente. Mais participado e feito em verdadeira co produção:

Leia mais

FIT FOR A NEW ERA ECONOMIA DAS LÍNGUAS PORTUGUESA E ESPANHOLA LÍNGUA, COMÉRCIO EXTERNO E INVESTIMENTO ESTRANGEIRO PERSPECTIVAS EMPRESARIAIS

FIT FOR A NEW ERA ECONOMIA DAS LÍNGUAS PORTUGUESA E ESPANHOLA LÍNGUA, COMÉRCIO EXTERNO E INVESTIMENTO ESTRANGEIRO PERSPECTIVAS EMPRESARIAIS LÍNGUA, COMÉRCIO EXTERNO E Paternoster Square Londres ECONOMIA DAS LÍNGUAS PORTUGUESA E ESPANHOLA INVESTIMENTO ESTRANGEIRO PERSPECTIVAS EMPRESARIAIS Francisco Cary 19 de Maio de 2011 O Mercado dos Países

Leia mais

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau)

Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial (2007-2009) 2ª Conferência Ministerial, 2006

Leia mais

NewVision Enquadramento do projecto de Qualificação e Internacionalização de PME

NewVision Enquadramento do projecto de Qualificação e Internacionalização de PME NewVision Enquadramento do projecto de Qualificação e Internacionalização de PME 15.06.2010 Institucional \ Breve Introdução A NEWVISION é uma empresa Portuguesa de base tecnológica, que tem como objectivo

Leia mais

POLÓNIA Relações bilaterais Polónia - Portugal

POLÓNIA Relações bilaterais Polónia - Portugal POLÓNIA Relações bilaterais Polónia - Portugal Visita da missão de PPP do Ministério da Economia da Polónia a Portugal Bogdan Zagrobelny Primeiro Conselheiro EMBAIXADA DA POLÓNIA DEPARTAMENTO DE PROMOÇÃO

Leia mais

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução Bom dia, Senhoras e Senhores Introdução Gostaria de começar por agradecer o amável convite que o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa me dirigiu para participar neste debate e felicitar os organizadores

Leia mais

Uma Estratégia de Crescimento com base no Conhecimento, Tecnologia e Inovação

Uma Estratégia de Crescimento com base no Conhecimento, Tecnologia e Inovação Uma Estratégia de Crescimento com base no Conhecimento, Tecnologia e Inovação Tópicos da Intervenção do Senhor Ministro da Economia e da Inovação 24 de Novembro de 2005 Plano Tecnológico - Inovação e Crescimento

Leia mais

Opening Remarks. Roadshow Portugal Global. Lisboa. Lisboa. Julho 15, 2015. Miguel Frasquilho

Opening Remarks. Roadshow Portugal Global. Lisboa. Lisboa. Julho 15, 2015. Miguel Frasquilho Roadshow Portugal Global Lisboa Opening Remarks Julho 15, 2015 Lisboa Miguel Frasquilho Presidente do Conselho de Administração, AICEP Portugal Global Senhores Empresários, Distintas Entidades aqui presentes,

Leia mais

O papel de Portugal no mundo é mais importante do que imagina

O papel de Portugal no mundo é mais importante do que imagina Informação 8 de Fevereiro de 2011 Campanha institucional do grupo Portucel Soporcel arranca hoje O papel de Portugal no mundo é mais importante do que imagina Arranca hoje a nova campanha institucional

Leia mais

Projeto de Resolução N.º 204/XII/1.ª. Recomenda ao Governo a manutenção da autonomia de gestão dos portos comerciais nacionais. Exposição de motivos

Projeto de Resolução N.º 204/XII/1.ª. Recomenda ao Governo a manutenção da autonomia de gestão dos portos comerciais nacionais. Exposição de motivos Projeto de Resolução N.º 204/XII/1.ª Recomenda ao Governo a manutenção da autonomia de gestão dos portos comerciais nacionais Exposição de motivos Os portos comerciais do sistema portuário nacional têm

Leia mais

EXPORTAR MAIS - PLANO DE ACÇÃO 2008

EXPORTAR MAIS - PLANO DE ACÇÃO 2008 EXPORTAR MAIS - PLANO DE ACÇÃO 2008 AEP - Associação Empresarial de Portugal Direcção de Serviços às Empresas Internacionalização e Promoção Externa Leça da Palmeira, 26 de Junho de 2008 A/C Direcção Comercial/Exportação

Leia mais

Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação

Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação Breve síntese sobre os mecanismos financeiros de apoio à internacionalização e cooperação 1 Incentivos financeiros à internacionalização Em 2010 os incentivos financeiros à internacionalização, não considerando

Leia mais

RELAÇÕES TRANSATLÂNTICAS: EUA E CANADÁ

RELAÇÕES TRANSATLÂNTICAS: EUA E CANADÁ RELAÇÕES TRANSATLÂNTICAS: EUA E CANADÁ A União Europeia e os seus parceiros norte-americanos, os Estados Unidos da América e o Canadá, têm em comum os valores da democracia, dos direitos humanos e da liberdade

Leia mais

VISABEIRA GLOBAL > Telecomunicações Energia Tecnologia Construção. VISABEIRA INDÚSTRIA > Cerâmica e Cristal Cozinhas Recursos Naturais

VISABEIRA GLOBAL > Telecomunicações Energia Tecnologia Construção. VISABEIRA INDÚSTRIA > Cerâmica e Cristal Cozinhas Recursos Naturais 1 VISABEIRA GLOBAL > Telecomunicações Energia Tecnologia Construção VISABEIRA INDÚSTRIA > Cerâmica e Cristal Cozinhas Recursos Naturais VISABEIRA TURISMO > Hotelaria Entretenimento & Lazer Restauração

Leia mais

A Estratégia de Lisboa. Plano Tecnológico. e o. Évora, SI@P 17 de Outubro de 2008

A Estratégia de Lisboa. Plano Tecnológico. e o. Évora, SI@P 17 de Outubro de 2008 A Estratégia de Lisboa e o Plano Tecnológico Évora, SI@P 17 de Outubro de 2008 1. Estratégia de Lisboa Estratégia de Lisboa : uma resposta a novos desafios A Globalização e a emergência de novas potências

Leia mais

V Reunião de Ministros do Turismo da CPLP

V Reunião de Ministros do Turismo da CPLP V Reunião de Ministros do Turismo da CPLP Intervenção do Secretário Executivo da CPLP Senhor Presidente, Senhores Ministros, Senhor Secretário de Estado do Turismo, Senhores Embaixadores Senhores Representantes

Leia mais

Memória descritiva do projecto Sanjonet Rede de Inovação e Competitividade

Memória descritiva do projecto Sanjonet Rede de Inovação e Competitividade Memória descritiva do projecto Sanjonet Rede de Inovação e Competitividade Candidatura aprovada ao Programa Política de Cidades - Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação Síntese A cidade de S.

Leia mais

A Engenharia Portuguesa no Mundo. Internacionalização e Exportação

A Engenharia Portuguesa no Mundo. Internacionalização e Exportação A Engenharia Portuguesa no Mundo Internacionalização e Exportação CARLOS MATIAS RAMOS, Bastonário da Ordem dos Engenheiros Começo por citar um texto da autoria do Eng. Ezequiel de Campos, que consta do

Leia mais

GRANDES OPÇÕES DO PLANO E ORÇAMENTO 2011 DA CIM ALTO MINHO RELATÓRIO DE PROGRESSO 31 MARÇO 2011

GRANDES OPÇÕES DO PLANO E ORÇAMENTO 2011 DA CIM ALTO MINHO RELATÓRIO DE PROGRESSO 31 MARÇO 2011 GRANDES OPÇÕES DO PLANO E ORÇAMENTO 2011 DA CIM ALTO MINHO RELATÓRIO DE PROGRESSO 31 MARÇO 2011 Versão Preliminar Este relatório tem por objectivo da conta do que de mais relevante foi realizado no cumprimento

Leia mais

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Cenário de referência O estudo WETO apresenta um cenário de referência que descreve a futura situação energética

Leia mais

Tendências. Membro. ECOPROGRESSO, SA tel + 351 21 798 12 10 fax +351 21 798 12 19 geral@ecotrade.pt www.ecotrade.pt

Tendências. Membro. ECOPROGRESSO, SA tel + 351 21 798 12 10 fax +351 21 798 12 19 geral@ecotrade.pt www.ecotrade.pt 30 27 Evolução do Preço CO2 Jan 06 - Fev 07 Spot Price Powernext Carbon Jan de 2006 a Fev 2007 Spot CO2 (30/01/07) Preço Δ Mensal 2,30-64.50% 2007 2,35-64,4% 2008 15.30-16,16% Futuro Dez 2009 2010 15.85

Leia mais

Temas: Recomendações: Observações:

Temas: Recomendações: Observações: TI12653 CONFERÊNCIA DA UA DOS MINISTROS DA INDÚSTRIA (CAMI) Recomendações da 18 a Sessão Ordinária da Conferência dos Ministros da Indústria da UA (CAMI 18) a Nível de Altos Funcionários Durban, República

Leia mais

Missão Empresarial EUA Flórida. 21 a 26 de Março 2015

Missão Empresarial EUA Flórida. 21 a 26 de Março 2015 Missão Empresarial EUA Flórida 21 a 26 de Março 2015 Apoiamos empresas a ter sucesso nos mercados internacionais Sobre nós Na Market Access prestamos serviços de apoio à exportação e internacionalização.

Leia mais

Amarante, 06 de Março de 2012 Centro de Desenvolvimento Empresarial do Norte

Amarante, 06 de Março de 2012 Centro de Desenvolvimento Empresarial do Norte Incentivos às empresas Amarante, 06 de Março de 2012 Centro de Desenvolvimento Empresarial do Norte Os Incentivos na estratégia do IAPMEI para as PME Facilitar e assistir as PME nas suas estratégias de

Leia mais

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007)

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Excelentíssimos membros do Conselho Directivo, excelentíssimos professores, caríssimos alunos, É com enorme satisfação que

Leia mais

Minhas senhoras e meus senhores.

Minhas senhoras e meus senhores. Minhas senhoras e meus senhores. Em primeiro lugar, gostaria de transmitir a todos, em nome do Senhor Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a satisfação pelo convite que

Leia mais

SISTEMAS DE INCENTIVOS ÀS EMPRESAS

SISTEMAS DE INCENTIVOS ÀS EMPRESAS SISTEMAS DE INCENTIVOS ÀS EMPRESAS Sistema de Incentivos às Empresas O que é? é um dos instrumentos fundamentais das políticas públicas de dinamização económica, designadamente em matéria da promoção da

Leia mais

Comissão Europeia Livro Branco dos Transportes. Transportes 2050: Principais desafios e medidas-chave

Comissão Europeia Livro Branco dos Transportes. Transportes 2050: Principais desafios e medidas-chave Razões da importância deste sector Os transportes são fundamentais para a economia e a sociedade. A mobilidade é crucial em termos de crescimento e criação de emprego. O sector dos transportes representa

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 93 Exposição na abertura do encontro

Leia mais

MISSÃO EMPRESARIAL. ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014

MISSÃO EMPRESARIAL. ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014 MISSÃO EMPRESARIAL ANGOLA - BENGUELA E MALANGE 8 a 16 de Novembro de 2014 ANGOLA Com capital na cidade de Luanda, Angola é um país da costa ocidental de África, cujo território principal é limitado a norte

Leia mais

INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES. Eng. Mário Lino

INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES. Eng. Mário Lino INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES Eng. Mário Lino por ocasião da Cerimónia de Abertura do Diálogo Estratégico sobre as Tecnologias da Informação e

Leia mais

PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E ENERGIAS RENOVÁVEIS

PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E ENERGIAS RENOVÁVEIS Enquadramento Protocolo de Quioto Cimeira de Joanesburgo Directiva Renováveis Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável Programa E4 Nova Resolução do Conselho de Ministros INTERREG Programas Regionais

Leia mais

O presente documento suporta a apreciação do ponto 3 da Agenda da reunião da Comissão de Acompanhamento de 13/11/07, sendo composto por duas partes:

O presente documento suporta a apreciação do ponto 3 da Agenda da reunião da Comissão de Acompanhamento de 13/11/07, sendo composto por duas partes: EIXO I COMPETITIVIDADE, INOVAÇÃO E CONHECIMENTO INSTRUMENTO: SISTEMA DE INCENTIVOS À QUALIFICAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO DE PME (SI QUALIFICAÇÃO PME) O presente documento suporta a apreciação do ponto 3

Leia mais

A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas

A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas A aicep Portugal Global A aicep Portugal Global aicep Portugal Global missão é: é uma agência pública de natureza empresarial, cuja Atrair investimento

Leia mais

A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas. Porto, 25 de Setembro de 2012

A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas. Porto, 25 de Setembro de 2012 A AICEP e os apoios à internacionalização das empresas Porto, 25 de Setembro de 2012 A aicep Portugal Global A aicep Portugal Global aicep Portugal Global missão é: é uma agência pública de natureza empresarial,

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR +

APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR + APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR + Ponta Delgada, 28 de Abril de 2014 Intervenção do Presidente do Governo Regional

Leia mais

Mercados dicas internacionalização

Mercados dicas internacionalização Mercados dicas internacionalização Mercado do Chile Julho 2012 Breve contexto Membro da OCDE. Estabilidade política, económica e social. Relações estreitas com a Ásia e cordão do Pacífico. Ratificação

Leia mais

CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS

CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS As pequenas empresas são a espinha dorsal da economia europeia, constituindo uma fonte significativa de emprego e um terreno fértil para o surgimento de ideias empreendedoras.

Leia mais

No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022

No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022 Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022 Sumário Executivo A Estratégia do Banco Africano de Desenvolvimento para 2013-2022 reflecte as

Leia mais

PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO

PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO A noção de Empreendedorismo, como uma competência transversal fundamental para o desenvolvimento humano, social e económico, tem vindo a ser reconhecida

Leia mais

PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) REVISÃO DAS REGRAS

PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) REVISÃO DAS REGRAS PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) REVISÃO DAS REGRAS Intervenção do Senhor Presidente da CIP Confederação da Indústria Portuguesa, Eng.º Francisco van Zeller, na Audição Pública (CCB, 04/04/2008)

Leia mais

75% 15 a 18 de Maio 2015 Praça da Independência - Maputo Moçambique Pavilhão de Portugal

75% 15 a 18 de Maio 2015 Praça da Independência - Maputo Moçambique Pavilhão de Portugal aposta no Sistema Educativo Formação e Criação de Novas Infra-Estruturas UMA OPORTUNIDADE PARA O SEU SECTOR CO-FINANCIADO 75% 1ª PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA DA FILEIRA DA EDUCAÇÃO AIP - Feiras, Congressos

Leia mais

Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO

Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO Aviso para apresentação de candidaturas Nº 07/SI/2010 1 Índice Condições de Elegibilidade do Promotor... 3 Condições

Leia mais

A Agência de Tecnologia da República Checa e os seus programas

A Agência de Tecnologia da República Checa e os seus programas A Agência de Tecnologia da República Checa e os seus programas A CRIAÇÃO E O LANÇAMENTO DAS ACTIVIDADES DA TA CR A fundação da Agência de Tecnologia da República Checa (adiante designada TA CR ) foi um

Leia mais

Plano tecnológico? Ou nem tanto?

Plano tecnológico? Ou nem tanto? Plano tecnológico? Ou nem tanto? WEB: ÉDEN?APOCALIPSE? OU NEM TANTO? Plano Tecnológico Mas, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, além deste Contrato, o Novo Contrato para a Confiança, o nosso

Leia mais

Visita a Portugal do Importador C & C Casa & Construção

Visita a Portugal do Importador C & C Casa & Construção Visita a Portugal do Importador C & C Casa & Construção Sector da Construção Brasil 21 a 25 de Outubro de 2013 Enquadramento Com uma extensão territorial de aproximadamente 8,5 milhões km 2, vastos recursos

Leia mais

FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013. 1. Título "Opções de financiamento para a CPLP" não é meu.

FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013. 1. Título Opções de financiamento para a CPLP não é meu. FRANCISCO MANTERO - PWC - CPLP 23/01/2013 1. Título "Opções de financiamento para a CPLP" não é meu. Poderia dar ideia que há opções de financiamento específicas para a CPLP em si mesma e para os Estados

Leia mais

ÁFRICA DO SUL AERLIS - Oeiras 31.03.2011

ÁFRICA DO SUL AERLIS - Oeiras 31.03.2011 ÁFRICA DO SUL AERLIS - Oeiras 31.03.2011 Alguns factos históricos 1487 Bartolomeu Dias chega ao Cabo da Boa Esperança 1652 Holandeses, ao serviço da Dutch East India Company, instalam-se no Cabo. Colónia

Leia mais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais Intervenção de SEXA o Secretário de Estado Adjunto do Ministro

Leia mais

Missão Empresarial à China

Missão Empresarial à China Missão Empresarial à China Fornecedores do setor automóvel Xangai e Pequim 9 a 14 de setembro de 2013 Atualização Enquadramento A previsão do Governo Chinês emitida em Janeiro deste ano estima que em 2013

Leia mais

Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO

Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO Aviso para apresentação de candidaturas Nº 04/SI/2012 Índice Condições de Elegibilidade do Promotor... 3 Condições

Leia mais

Mercados. informação de negócios. Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado

Mercados. informação de negócios. Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado Mercados informação de negócios Angola Oportunidades e Dificuldades do Mercado Dezembro 2011 Índice 1. Oportunidades 03 1.1 Pontos Fortes 03 1.2 Áreas de Oportunidade 03 2. Dificuldades 04 2.1 Pontos Fracos

Leia mais

POLÍTICA DE PME's Debate promovido pela AIP. 11 Setembro 2007

POLÍTICA DE PME's Debate promovido pela AIP. 11 Setembro 2007 POLÍTICA DE PME's Debate promovido pela AIP 11 Setembro 2007 Durante o 1º trimestre de 2007, o PIB cresceu 2,0% Crescimento do PIB 2,5% 2,0% 1,5% 1,5% 1,7% 2,0% 1,0% 1,1% 1,0% 0,9% 0,5% 0,5% 0,5% 0,0%

Leia mais

Energia, investimento e desenvolvimento económico

Energia, investimento e desenvolvimento económico Energia, investimento e desenvolvimento económico Aníbal Fernandes ENEOP Eólicas de Portugal Mesa Redonda Energia Eólica ERSE, 10 Fevereiro 2010 Prioridades de política energética e benefícios económicos

Leia mais

DIÁLOGOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO AICEP PME em Consórcio Alavanca para a Internacionalização. Maria Isolina Mesquita Vice-Presidente da Bluepharma S.A.

DIÁLOGOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO AICEP PME em Consórcio Alavanca para a Internacionalização. Maria Isolina Mesquita Vice-Presidente da Bluepharma S.A. PMEs em Consórcio DIÁLOGOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO AICEP PME em Consórcio Alavanca para a Internacionalização Maria Isolina Mesquita Vice-Presidente da Bluepharma S.A. Novos Mercados: O desafio de um novo

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

Eng.ª Ana Paula Vitorino. por ocasião da

Eng.ª Ana Paula Vitorino. por ocasião da INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA A SECRETÁRIA DE ESTADO DOS TRANSPORTES Eng.ª Ana Paula Vitorino por ocasião da Sessão de Encerramento do Colóquio PORTO DE AVEIRO: ESTRATÉGIA E FUTURO, Ílhavo Museu Marítimo

Leia mais

Adenda aos Critérios de Selecção

Adenda aos Critérios de Selecção Adenda aos Critérios de Selecção... Critérios de Selecção SI Qualificação PME EIXO I COMPETITIVIDADE, INOVAÇÃO E CONHECIMENTO INSTRUMENTO: SISTEMA DE INCENTIVOS À QUALIFICAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO DE

Leia mais

SOBRE OS PRESSUPOSTOS SUBJACENTES AO PLANO

SOBRE OS PRESSUPOSTOS SUBJACENTES AO PLANO No âmbito do procedimento de consulta pública do Plano Estratégico de Transportes 2008-2020 (PET), vem a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza apresentar o seu parecer. SOBRE OS PRESSUPOSTOS

Leia mais

ACQUALIVEEXPO. Painel A INTERNACIONALIZAÇÃO DO SECTOR PORTUGUÊS DA ÁGUA EVOLUÇÃO DO SECTOR DA ÁGUA NOS BALCÃS: O EXEMPLO DA SÉRVIA

ACQUALIVEEXPO. Painel A INTERNACIONALIZAÇÃO DO SECTOR PORTUGUÊS DA ÁGUA EVOLUÇÃO DO SECTOR DA ÁGUA NOS BALCÃS: O EXEMPLO DA SÉRVIA ACQUALIVEEXPO Painel A INTERNACIONALIZAÇÃO DO SECTOR PORTUGUÊS DA ÁGUA EVOLUÇÃO DO SECTOR DA ÁGUA NOS BALCÃS: O EXEMPLO DA SÉRVIA Lisboa, 22 de Março de 2012 1 1. Introdução A diplomacia económica é um

Leia mais

Programas Operacionais e Sistemas de Incentivos às Empresas

Programas Operacionais e Sistemas de Incentivos às Empresas Programas Operacionais e Sistemas de Incentivos às Empresas Da União Europeia vão chegar até 2020 mais de 20 mil milhões de euros a Portugal. Uma pipa de massa, nas palavras do ex-presidente da Comissão

Leia mais

Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 2003

Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 2003 Intervenção de Sua Excelência a Ministra da Ciência e do Ensino Superior, na II Reunião Ministerial da Ciência e Tecnologia da CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Rio de Janeiro, 5 de Dezembro

Leia mais

28-06-2011. Onde? Como? O quê? Fórum Exportações AÇORES. - Caracterização e Potencial das Exportações Regionais - 1. Internacionalização

28-06-2011. Onde? Como? O quê? Fórum Exportações AÇORES. - Caracterização e Potencial das Exportações Regionais - 1. Internacionalização Fórum Exportações AÇORES Caracterização e Potencial das Exportações Regionais Gualter Couto, PhD Ponta Delgada, 27 de Junho de 2011 1. Internacionalização Internacionalização: Processo Estrutura Organizacional

Leia mais

A Comissão promove os Mercados Europeus de Capital de Risco

A Comissão promove os Mercados Europeus de Capital de Risco IP/98/305 Bruxelas, 31 de Março de 1998 A Comissão promove os Mercados Europeus de Capital de Risco A Comissão Europeia lançou uma vasta iniciativa para promover o desenvolvimento de um importante mercado

Leia mais

Salário de E-commerce Director pode chegar aos 75.000

Salário de E-commerce Director pode chegar aos 75.000 Salário de E-commerce Director pode chegar aos 75.000 Outras conclusões: Recrutamento na área de Marketing Digital registou crescimento de 15%. Área de E- commerce cresceu 6% Remuneração dos profissionais

Leia mais

Síntese do estudo sobre A ADESÃO DAS PME NACIONAIS À PRÁTICA DO COMÉRCIO ELECTRÓNICO

Síntese do estudo sobre A ADESÃO DAS PME NACIONAIS À PRÁTICA DO COMÉRCIO ELECTRÓNICO Síntese do estudo sobre A ADESÃO DAS PME NACIONAIS À PRÁTICA DO COMÉRCIO ELECTRÓNICO 1. PRINCIPAIS CONCLUSÕES Há um entendimento razoável das vantagens da prática do comércio electrónico no seio das PME

Leia mais

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59.

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59. Relatório da Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59 Resumo Novembro de 2009 Avaliação intercalar da execução do Plano de

Leia mais