Célia Fagundes da Cruz

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1 LABORATÓRIO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ - LACEN/PR Célia Fagundes da Cruz Julho/2012 SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SVS LABORATÓRIO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ - LACEN/PR LACEN/PR: 117 anos de história ria

2 GARANTIA DA QUALIDADE Atividades relacionadas com os processos pré-analíticos, analíticos e pósanalíticos.

3 GARANTIA DA QUALIDADE Assegurar o produto final de suas atividades seja adequado às necessidades e satisfação do cliente resultados de exames de real utilidade para o diagnóstico, prognóstico, acompanhamento da terapia, evolução e prevenção das enfermidades. Padronização dos processos envolvidos desde a solicitação médica até a liberação dos resultados. Série de processos fontes de erros

4 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS PRÉ- ANALÍTICOS Difíceis de monitorar ocorrem fora do laboratório 1. Requisição Enviar a requisição original preenchida pelo requisitante; As requisições devem identificar adequadamente: O paciente; O requisitante; Fornecer os dados clínicos pertinentes.

5 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS PRÉ- ANALÍTICOS 2. Preparação do paciente informar o que pode afetar o exame

6 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS PRÉ- ANALÍTICOS 3. Coleta da amostra ERROS : - Identificação incorreta, troca da amostra, hemólise, homogeneização, centrifugação, conservação inadequada, erro no emprego de anticoagulantes.

7 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS PRÉ- ANALÍTICOS 4. Identificação : - As amostras deverão ser identificadas individualmente com o nome completo do paciente, o local de procedência, o exame a ser realizado e a data da coleta; - Amostras com identificação inadequada não devem ser processadas. - As etiquetas devem ser colocadas de forma a não ocultar o nível do volume da amostra contida e não cobrir o código de barras da etiqueta;

8 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS PRÉ-ANALÍTICOS A instrução para coleta deve conter: 1. Preparação do paciente 2. Material a ser coletado 3. Horário da coleta 4. Identificação efetiva do paciente 5. Identificação correta da amostra coletada 6. Cuidados especiais 7. Registro da identidade do colhedor ou receptor da amostra 8. Descarte seguro do material usado na coleta 9. Preenchimento correto do cadastro do paciente Todas as amostras devem ser identificadas de forma que possibilite rastreamento, se necessário.

9 Acondicionamento da Amostra O armazenamento das amostras deve observar o tempo especificado em condições que garantam estabilidade das propriedades e repetição do exame. Evitar congelamentos e descongelamentos consecutivos. A qualidade do espécime clínico é de suma importância para o sucesso da análise. Material genético viral é extremamente lábil e, portanto, facilmente degradado pelo manuseio inapropriado ou pela demora em seu processamento.

10 Transporte das Amostras Certifique-se de que os recipientes estão bem fechados e que não há vazamento de conteúdo Colocar os tubos ou frascos, contendo o material biológico, dentro de saco ou pote plástico, na posição vertical, antes de colocar na caixa de isopor Colocar amostras de fezes em sacos plásticos individuais Colocar amostras de secreções respiratórias em caixa de isopor separadas das demais amostras Colocar gelo reciclável em quantidade que envolva completamente a embalagem que contenha as amostras - Importante: A caixa de isopor deverá conter quantidade de gelo seco ou reciclável compatível com a quantidade de material que estiver sendo enviado.

11 Transporte de Amostras Documentos que acompanham as amostras: Acondicionar as requisições e outros documentos em saco plástico separado. Não enrolar ao redor dos tubos. Fechar o saco plástico contendo as requisições e fixá-lo na parte interna da tampa da caixa de isopor; Fechar e vedar bem a caixa; Identificar com destinatário

12 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS ANALÍTICOS

13 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS ANALÍTICOS Assegurar resultados precisos e exatos Antes da implantação no laboratório devem ser analisados em relação a: 1. Confiabilidade precisão, exatidão, sensibilidade, especificidade, linearidade 2. Praticidade volume e tipo da amostra, duração do ensaio, complexidade metodológica, estabilidade dos reagentes, robustez, necessidade de equipamentos, custo, segurança pessoal.

14 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS ANALÍTICOS Variáveis importantes: 1. Qualidade da água 2. Limpeza da vidraria 3. Calibração dos Dispositivos de Medição e Ensaio: pipetas, vidrarias, equipamentos, etc. Todos os ensaios devem ser documentados detalhadamente, implementados e colocados à disposição dos responsáveis pela realização dos diversos exames,

15 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS ANALÍTICOS 1. Nome do procedimento 2. Nome e fundamento do método 3. Principais aplicações clínicas 4. Amostra do paciente condições em que pode ser aceitável. 5. Padrões, calibradores, controles, reagentes e insumos 6. Equipamentos 7. Cuidados e precauções 8. Procedimento detalhado 9. Linearidade do método 10. Limite de detecção do método 11. Cálculos 12. Controle de qualidade 13. Valores de referência 14. Significado clínico 15. Valores críticos 16. Observações 17. Referências bibliográficas

16 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS PÓS- ANALÍTICOS Etapas: 1. Cálculo 2. Análise de consistência dos resultados 3. Liberação dos laudos 4. Armazenamento da amostra do paciente 5. Transmissão e arquivamento dos resultados 6. Consultoria técnica

17 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS PÓS- ANALÍTICOS Conteúdo de um laudo 1. Do laboratório nome, endereço completo, número do registro no conselho profissional, responsável técnico com seu registro no conselho profissional 2. Do paciente nome, número do registro no laboratório 3. Do médico solicitante nome, número do registro no conselho profissional 4. Da amostra do paciente tipo, data, hora da coleta ou recebimento, quando aplicável 5. Do resultado do exame nome do analito, resultado, unidade, nome do método, unidade de referência, data da liberação 6. Do responsável técnico nome, número do registro no conselho profissional, assinatura

18 ERROS POTENCIAIS NA REALIZAÇÃO DOS EXAMES Fase pré-analítica 1. Erro na solicitação do exame: escrita ilegível interpretação errada do exame erro na identificação do paciente falta de orientação por parte do médico ou do laboratório para determinados exames

19 ERROS POTENCIAIS NA REALIZAÇÃO DOS EXAMES 2. Erros na coleta da amostra identificação errada do paciente troca de amostras paciente não preparado corretamente falta de jejum, horário da coleta incorreto, tempo da coleta de urina incorreto uso de anticoagulante errado volume da amostra inadequado para o exame Hemólise e lipemia intensas Transporte e armazenamento da amostra incorretos Contaminação de tubos, frascos, tampas

20 ERROS POTENCIAIS NA REALIZAÇÃO DOS EXAMES Fase analítica Troca de amostras Erros de pipetagem pipetas não aferidas, molhadas, volume incorreto Vidrarias e recipientes mal lavados Reagentes e padrões: contaminados, mal conservados, com validade vencida, erros no preparo dos reagentes, concentração errada Presença de interferentes na amostra: medicamentos, lipemia, hemólise, icterícia

21 ERROS POTENCIAIS NA REALIZAÇÃO DOS EXAMES Fase analítica Equipamentos não calibrados, erros no protocolo de automação, cubetas arranhadas, com bolhas de ar, contaminados com outros reagentes, comprimento de onda incorreto. Erros na fonte de energia, sujeira no sistema ótico do equipamento, ajuste incorreto do zero, instabilidade na leitura fotométrica, volume de leitura fotométrica insuficiente Temperatura ambiente e de reação não adequadas Tempo de reação errado Erros nos cálculos de concentração, nas unidades, não considerar diluições

22 ERROS POTENCIAIS NA REALIZAÇÃO DOS EXAMES Fase Pós-Analítica Identificação errada do paciente Transcrição de dados incorreta Resultado ilegível Unidades erradas Não identificação de substâncias interferentes Especificidade, sensibilidade e precisão dos teste não adequada Erros na interpretação do resultado

23 LABORATÓRIO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ LACEN/PR Direção Célia Fagundes da Cruz Fone

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